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  • CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    Crime aconteceu em outubro de 2024 e levou a um julgamento que recolocou diante do Tribunal do Júri uma história marcada por uma briga, uma facada fatal e versões conflitantes sobre o que aconteceu naquela tarde

    VARGINHA – MG — Mais de um ano e onze meses depois da morte do professor Marcelo Alexandre Alves, de 45 anos, o caso chegou ao Tribunal do Júri de Varginha. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, e terminou com a condenação de Cledyson Silva a 14 anos de prisão, segundo a informação sobre o resultado do julgamento.

    O caso começou na tarde de 6 de outubro de 2024, quando Marcelo foi morto após ser atingido por uma facada no pescoço durante uma confusão na Rua Allan Kardec, em Varginha. Na época, a Polícia Civil informou que o suspeito tinha 34 anos e acabou preso preventivamente depois de comparecer à delegacia para prestar depoimento.

    O processo foi levado ao Tribunal do Júri como homicídio qualificado. Registros judiciais localizados na pesquisa identificam uma ação penal de competência do Júri relacionada ao caso, envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais, Gledson da Silva e familiares da vítima.

    O QUE ACONTECEU NAQUELA TARDE

    Segundo as informações divulgadas na época e recuperadas durante a apuração, Marcelo havia ido até a residência para buscar a filha e o enteado. A então companheira dele relatou à polícia que os dois estavam separados havia poucos dias. Conforme essa versão, Marcelo teria perguntado se ela estava acompanhada e teria quebrado o portão da residência.

    Na sequência, segundo os relatos policiais divulgados à época, um homem saiu da casa armado com uma faca e entrou em luta corporal com Marcelo.

    Testemunhas disseram à polícia que a mulher teria entregado uma faca ao agressor. Marcelo acabou atingido no pescoço e foi socorrido por familiares, mas morreu antes de conseguir chegar ao atendimento médico.

    A própria tia da vítima, Cláudia Ferreira, relatou naquele momento que tentou proteger o sobrinho durante a confusão e afirmou que ele havia sido atacado com facas que estavam na própria residência.

    É importante destacar que as informações acima correspondem às versões e relatos registrados durante a investigação inicial. O julgamento realizado pelo Tribunal do Júri posteriormente analisou as provas produzidas no processo antes de chegar ao veredito.

    A PRISÃO DO ACUSADO

    Depois do crime, o suspeito não foi imediatamente localizado.

    A Polícia Civil informou posteriormente que ele compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Varginha para prestar depoimento. Na ocasião, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva que já havia sido expedido contra ele.

    A investigação apontava o homem como suspeito da morte do professor, e o processo acabou seguindo para julgamento pelo Tribunal do Júri.

    A EX-COMPANHEIRA TAMBÉM FOI PRESA

    Outro capítulo importante do caso envolve a então companheira de Marcelo.

    Ela foi presa logo depois do homicídio sob suspeita de participação no crime. A prisão ocorreu porque testemunhas apresentaram à polícia uma versão segundo a qual ela teria entregue a faca utilizada durante a confusão.

    O fato de uma pessoa ter sido presa durante a investigação, entretanto, não significa, por si só, que ela tenha sido condenada. A responsabilidade penal precisa ser estabelecida judicialmente, com base nas provas e no devido processo legal.

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    O JULGAMENTO

    O julgamento de Cledyson Silva começou na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, no Fórum de Varginha. A informação divulgada sobre a sessão aponta que ele respondia por homicídio qualificado pela morte do professor Marcelo Alexandre Alves.

    A condenação informada foi de 14 anos de prisão.

    Como se trata de uma decisão do Tribunal do Júri, eventuais recursos podem ser apresentados nos termos da legislação processual penal. Portanto, a existência da condenação não significa necessariamente que o processo tenha chegado ao seu encerramento definitivo.

    Observação jornalística importante:

    Até o momento desta apuração, não localizei nos resultados públicos indexados uma íntegra da sentença do julgamento de 14 de setembro que permita confirmar, com segurança documental, todos os quesitos respondidos pelos jurados, as qualificadoras reconhecidas, o regime inicial e eventual direito de recorrer em liberdade. Por isso, não trago esses detalhes. O que está confirmado pelas fontes encontradas é que o caso foi levado a julgamento por homicídio qualificado e que o resultado divulgado foi a condenação de 14 anos.

    MARCELO ERA PROFESSOR E ESTUDAVA NA UNIFAL-MG

    Marcelo Alexandre Alves tinha 45 anos e era professor de ensino médio.

    Registros da Universidade Federal de Alfenas também mostram que ele era estudante do Mestrado em Gestão Pública e Sociedade, reforçando a dimensão profissional e acadêmica da vítima.

    A morte interrompeu uma trajetória que envolvia educação e formação acadêmica.

    O CASO E A VIOLÊNCIA QUE NÃO PARA

    A história de Marcelo não é um episódio isolado dentro da realidade brasileira.

    Os números mais recentes mostram que, apesar da queda da violência letal, o Brasil continua registrando dezenas de assassinatos todos os dias.

    O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contabilizou oficialmente 42.590 homicídios em 2024. Isso representa uma média de aproximadamente 116 homicídios por dia. A taxa foi de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2014.

    Mas existe um alerta ainda mais grave.

    O próprio Atlas aponta crescimento expressivo das chamadas mortes violentas por causa indeterminada, situação que dificulta saber quantos assassinatos realmente ocorreram. Em 2024, foram registradas 17.207 mortes violentas sem identificação da causa básica, e os pesquisadores estimam que uma parcela significativa desses casos possa esconder homicídios que não foram classificados corretamente.

    Ou seja: o número oficial é menor, mas não necessariamente representa toda a realidade da violência letal brasileira.

    E QUANTAS PESSOAS SÃO ASSASSINADAS POR DIA?

    Há diferentes estatísticas porque as instituições utilizam metodologias distintas.

    Pelo Atlas da Violência 2026, foram 42.590 homicídios em 2024, aproximadamente 116 por dia.

    Já os registros de homicídio doloso do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram 36.427 vítimas em 2024, o equivalente a aproximadamente 100 vítimas por dia. Essa estatística é diferente porque utiliza os registros das instituições de segurança pública e não a mesma metodologia do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

    E existe ainda a categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI), utilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, foram 40.775 mortes violentas intencionais, uma média de aproximadamente 112 mortes por dia. A categoria inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

    Em outras palavras:

    Brasil, 2024:
    42.590 homicídios oficialmente registrados → cerca de 116 por dia.

    Homicídios dolosos registrados pela segurança pública em 2024:
    36.427 vítimas → cerca de 100 por dia.

    Mortes violentas intencionais em 2025:
    40.775 vítimas → cerca de 112 por dia.

    São números diferentes porque não medem exatamente a mesma coisa.

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    UMA VIDA, UMA FAMÍLIA E UMA HISTÓRIA

    Quando os números são colocados em uma tabela, eles podem parecer apenas estatísticas.

    Mas o caso de Marcelo Alexandre Alves mostra o que existe por trás de cada número.

    Era um professor.

    Era estudante.

    Era pai.

    Era filho.

    Era irmão, sobrinho, amigo e integrante de uma comunidade.

    No dia 6 de outubro de 2024, uma discussão terminou em violência extrema. Um golpe de faca atingiu seu pescoço. Uma família perdeu alguém. E quase dois anos depois, o caso voltou ao centro das atenções de Varginha dentro de um Tribunal do Júri.

    A condenação a 14 anos representa uma resposta judicial ao crime, mas também reabre uma discussão que ultrapassa as paredes do Fórum: por que conflitos humanos continuam terminando em mortes?

    O PAPEL DO TRIBUNAL DO JÚRI

    Nos crimes dolosos contra a vida, como o homicídio, cabe ao Tribunal do Júri julgar a responsabilidade do acusado.

    São os jurados que analisam as provas apresentadas em plenário e respondem aos quesitos submetidos pela Justiça. A decisão dos jurados é soberana nos limites previstos pela Constituição e pela legislação processual penal.

    No caso de Varginha, o julgamento chegou quase dois anos depois da morte de Marcelo e terminou com a condenação divulgada de 14 anos de prisão.

    Eventuais recursos ainda podem fazer parte da tramitação do processo.

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    O caso de Marcelo Alexandre Alves deixa uma marca dolorosa: uma vida interrompida, uma família que precisou esperar pelo julgamento e uma sociedade novamente obrigada a olhar para a violência que transforma conflitos em tragédias.

    A Justiça julgou o caso.

    Agora, ficam as perguntas que ultrapassam a sentença: 14 anos é tempo suficiente para se fazer justiça, já que uma vida foi covardemente tirada? Quantas outras famílias ainda terão de enfrentar a mesma dor? E quantas vidas poderiam ser preservadas se a violência deixasse de ser a primeira resposta diante de um conflito?

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  • UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    30 dias após a morte de Luiz Otávio, família ainda busca respostas. Polícia Civil afirma que investigação continua e que novos elementos poderão ser incorporados ao procedimento

    “Uma tristeza sem fim!”

    É assim que a mãe de Luiz Otávio Clemente, Patrícia Oliveira, segue tentando levar a vida depois da perda do filho. Uma mãe que, segundo familiares, enfrenta a dor diariamente e busca respostas para entender exatamente o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto de 2026, em Três Pontas.

    Hoje, 15 de setembro, completa-se exatamente um mês desde a morte de Luiz Otávio, conhecido por familiares e amigos como Tavinho.

    Ele morreu depois de ser ferido durante uma discussão que começou em um bar e terminou em uma residência, no bairro Ouro Verde. Segundo as informações registradas pela Polícia Militar e posteriormente divulgadas por veículos que acompanharam o caso, houve uma forte discussão e Luiz Otávio sofreu um ferimento por arma branca na região do ombro. Ele foi socorrido, mas morreu após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal.

    Desde então, o caso permanece sob investigação da Polícia Civil. E é justamente por isso que, 30 dias depois, o Conexão Três Pontas volta a fazer as perguntas que precisam ser feitas.

    UM CASO QUE NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO

    O caso ganhou repercussão regional e foi acompanhado de perto pelo Conexão Três Pontas, que, desde os primeiros momentos, procurou tratar os fatos com isenção, responsabilidade e independência jornalística. Nossa reportagem se debruçou sobre as informações disponíveis, analisou imagens, ouviu diferentes versões e buscou respostas junto às autoridades. E continuará fazendo isso.

    Não para condenar antecipadamente ninguém. Não para escolher um lado. Mas para buscar aquilo que deve ser o objetivo de qualquer investigação criminal: a verdade sobre o que aconteceu.

    O Conexão Três Pontas não vai deixar esse caso esfriar!

    Vira e mexe, voltamos ao tema justamente porque existe uma família que continua sem respostas definitivas e porque uma morte precisa ser esclarecida com todos os elementos disponíveis.

    Hoje, ao completar 30 dias, voltamos a questionar o andamento das investigações, a apuração rigorosa dos fatos e, principalmente, quais serão os próximos passos até que se consiga estabelecer, com segurança jurídica e respaldo probatório, a dinâmica exata do episódio.

    CONEXÃO PROCUROU A POLÍCIA CIVIL

    Na manhã desta terça-feira, o Conexão Três Pontas entrou novamente em contato com a Polícia Civil de Três Pontas em busca de informações atualizadas sobre o caso. Nossa reportagem procurou o delegado responsável pela unidade, Dr. Guilherme Banterli Moreira, além do investigador Rodrigo Alexandre Silva, que integra a equipe da Polícia Civil de Três Pontas. Rodrigo atua na unidade há anos e possui histórico de participação em diversas investigações e operações policiais no município.

    A pergunta é simples, mas extremamente importante:

    O que avançou na investigação depois de um mês?

    A resposta obtida pelo Conexão é que as investigações continuam.

    Segundo as informações repassadas à reportagem, novos fatos, novos elementos e novas diligências ainda poderão ser incorporados ao procedimento investigativo. Ou seja: a investigação ainda não está encerrada. E isso é fundamental. Porque um caso com versões distintas, imagens de segurança, testemunhas, vestígios e uma morte decorrente de uma briga precisa ser investigado com profundidade antes que qualquer conclusão definitiva seja apresentada.

    E OS LAUDOS?

    Outro ponto que o Conexão Três Pontas buscou esclarecer diz respeito aos exames periciais. É natural que, após um mês de uma morte violenta, a família queira saber se os exames técnicos já foram concluídos e o que eles apontam. É importante, porém, fazer uma ressalva jornalística: não existe um prazo automático de 30 dias que obrigue, em qualquer investigação, todos os laudos periciais a estarem necessariamente concluídos nesse período. Cada exame possui sua complexidade, e os resultados podem depender de análises técnicas e laboratoriais. Ainda assim, o marco de 30 dias é relevante para a família e para a sociedade justamente porque aumenta a expectativa por respostas.

    Foi em busca dessas respostas que nossa reportagem voltou a procurar as autoridades.

    Há indicação de que resultados periciais possam já estar disponíveis ou em fase de conclusão, mas o Conexão Três Pontas não teve acesso aos laudos e, até o momento, não recebeu confirmação oficial de seu conteúdo. Por isso, não vamos transformar informação não confirmada em fato. Vamos aguardar.

    Porque, em uma investigação criminal, mais importante do que publicar primeiro é publicar corretamente.

    UMA OU DUAS FACADAS?

    Este é um dos pontos que mais chama a atenção nesta nova etapa da apuração. O Conexão Três Pontas recebeu uma imagem do corpo de Luiz Otávio na qual, aparentemente, poderiam ser observadas duas lesões compatíveis, em tese, com ferimentos provocados por objeto perfurocortante. Mas atenção: essa informação ainda não foi confirmada.

    Nossa reportagem não conseguiu obter, até o momento, confirmação oficial da Polícia Civil, da perícia ou de laudo médico-legal que permita afirmar que Luiz Otávio sofreu efetivamente dois golpes. Por isso, o Conexão não afirmará que foram duas facadas.

    A pergunta permanece em aberto: foi uma facada ou foram duas?

    A resposta poderá ser importante para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos. Caso a existência de duas lesões seja confirmada pelos exames oficiais, será necessário compreender a natureza, localização, profundidade e características de cada ferimento, sempre dentro da análise técnica dos peritos e do conjunto probatório.

    Não cabe ao jornalismo substituir a perícia. Cabe ao jornalismo perguntar aquilo que ainda precisa ser respondido. E essa pergunta, hoje, permanece sem resposta pública definitiva.

    UMA INVESTIGAÇÃO QUE PRECISA SER MUITO BEM AMARRADA

    O Conexão Três Pontas também conversou com profissionais da área jurídica sobre a complexidade de uma investigação dessa natureza. A avaliação foi convergente em um ponto central: é fundamental que todos os elementos disponíveis sejam reunidos antes de qualquer conclusão definitiva sobre autoria, dinâmica e eventual responsabilidade criminal. Isso ganha ainda mais importância diante da existência de outras pessoas no local e das diferentes versões apresentadas sobre a sequência dos acontecimentos.

    Um dos advogados ouvidos pela reportagem resumiu a questão:

    “É primordial num caso como esse que a investigação traga todos os elementos possíveis, necessários e suficientes para que, no julgamento, a Justiça tenha todos os subsídios para tomar a sua decisão, a decisão correta!”

    É exatamente isso que está em jogo. Não se trata apenas de descobrir quem estava na cena. É preciso estabelecer, tecnicamente, o que aconteceu, em que sequência aconteceu, quem praticou cada ato, qual foi a dinâmica da agressão, quais foram as consequências de cada conduta e qual a responsabilidade individual de cada envolvido, sempre com base em provas.

    O SILÊNCIO INCOMODA. MAS A PRESSA TAMBÉM PODE SER PERIGOSA

    Há uma mãe esperando.

    Há uma irmã que perdeu o irmão e, segundo relatos familiares, também perdeu uma importante referência de cuidador.

    Há uma família que quer respostas.

    E existe uma sociedade que tem o direito de saber o que aconteceu.

    O silêncio incomoda.

    A demora aumenta a angústia.

    Mas existe uma outra questão que também precisa ser respeitada:

    uma investigação criminal não pode ser conduzida pela pressão da opinião pública.

    Ela precisa ser conduzida por provas.

    Se houver elementos suficientes para responsabilizar alguém, que sejam apresentados.

    Se houver elementos que afastem determinada hipótese, que também sejam considerados.

    Se novas diligências forem necessárias, que sejam realizadas.

    E se ainda houver perguntas sem resposta, que sejam respondidas antes que se tente fechar definitivamente a história.

    Porque Justiça não é simplesmente apontar alguém.

    Justiça é chegar à verdade possível por meio das provas.

    E é exatamente isso que a família de Luiz Otávio merece.

    Mãe de Luiz otávio chora ao rever fotos do filho, que era o arrimo de família. “Ele era um filho de ouro!”

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    RELEMBRE O CASO

    Luiz Otávio Clemente morreu na noite de sábado, 15 de agosto de 2026, após ser ferido durante uma briga em Três Pontas.

    Segundo informações registradas pela Polícia Militar e divulgadas por veículos de imprensa, a discussão teria começado em um bar e posteriormente continuado em uma residência. Durante o conflito, houve agressões, danos a veículos e uma suposta luta corporal. Luiz Otávio acabou ferido na região do ombro.

    A companheira apresentou à polícia a versão de que Luiz Otávio estaria portando uma faca e teria tentado atingi-la, provocando uma lesão em seu braço. Segundo esse relato, durante a luta corporal, a faca teria atingido Luiz Otávio de maneira não intencional.

    A filha da mulher, de 18 anos, também estava no local e afirmou, segundo os registros divulgados, que tentou separar a confusão.

    Luiz Otávio sofreu intenso sangramento. Duas pessoas que estavam nas proximidades e foram identificadas como médicos prestaram os primeiros socorros até a chegada do SAMU.

    Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu.

    A faca foi apreendida e a perícia técnica realizou trabalhos no imóvel. A companheira e a filha foram presas em flagrante naquele momento, levadas à autoridade policial e posteriormente liberadas após serem ouvidas pela Polícia Civil por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte.

    Luiz Otávio foi sepultado no dia 16 de agosto, no Cemitério Municipal de Três Pontas.

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    30 DIAS DEPOIS, AINDA HÁ PERGUNTAS

    Uma morte aconteceu.

    Uma família foi destruída.

    Uma mãe continua sofrendo.

    E uma investigação continua aberta.

    É por isso que o Conexão Três Pontas continuará acompanhando cada etapa deste caso.

    Não vamos condenar ninguém.

    Não vamos inocentar ninguém.

    Não vamos escolher versões.

    Vamos cobrar provas.

    Vamos cobrar respostas.

    Vamos acompanhar as diligências.

    Vamos buscar os laudos.

    Vamos ouvir as autoridades.

    Vamos ouvir a defesa, caso queira se manifestar.

    E vamos ouvir todos aqueles que possam contribuir para esclarecer o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto.

    Porque o tempo pode passar, mas uma investigação não pode simplesmente desaparecer com o passar dos dias.

    A família de Luiz Otávio merece respostas!

    A mãe de Luiz Otávio merece respostas! 

    A sociedade merece respostas.

    E a Justiça, quando chegar a hora de decidir, precisa ter diante de si todos os elementos necessários para tomar uma decisão justa, fundamentada e juridicamente segura.

    O Conexão Três Pontas continuará no encalço da verdade.

    Com ética.

    Com responsabilidade.

    Com independência.

    E sem medo de fazer as perguntas que precisam ser feitas.

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    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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    Roger Campos

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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    Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.

    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

    Aproveite e torne-se anunciante! Invista na nossa vitrine para um público de mais de 40 mil pessoas todos os dias.

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    Conexão é jornalismo que faz diferença!

    Roger Campos

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  • TRÊS PONTAS VIVE A FÉ: NOVENA DO BEATO PADRE VICTOR COMEÇOU HOJE E PREPARA A CIDADE PARA UM DOS MAIORES MOMENTOS DO ANO

    TRÊS PONTAS VIVE A FÉ: NOVENA DO BEATO PADRE VICTOR COMEÇOU HOJE E PREPARA A CIDADE PARA UM DOS MAIORES MOMENTOS DO ANO

    Três Pontas começou hoje, 14 de setembro, a viver um dos períodos mais importantes de seu calendário religioso. Teve início a Novena do Beato Francisco de Paula Victor, tradição que reúne trespontanos, romeiros e peregrinos de diferentes cidades em torno da fé, da oração e da devoção ao sacerdote que marcou profundamente a história do município.

    A programação segue até 22 de setembro, preparando os fiéis para o grande dia: 23 de setembro, data da memória litúrgica e da morte do Beato Padre Victor, o chamado “Anjo Tutelar de Três Pontas”.

    A NOVENA NO SANTUÁRIO

    No Santuário Diocesano Nossa Senhora d’Ajuda, a programação de segunda a sábado começa cedo:

    5h – Procissão da Penitência;

    5h30 – Santa Missa;

    12h – Missa;

    15h – Missa;

    19h – Missa.

    Também haverá confissões das 9h às 12h e das 14h às 17h.

    DOMINGO

    No domingo, 20 de setembro, a programação será ampliada:

    Procissão da Penitência às 6h30,

    Missas às 7h, 9h, 10h30, 15h, 17h e 19h.

    TERÇA-FEIRA, VÉSPERA

    Na terça-feira, 22, véspera da grande celebração, haverá:

    Procissão da Penitência às 5h;

    Missas às 5h30, 12h, 15h, 19h e 22h.

    Após a Missa das 15h acontece a tradicional Queima dos Pedidos.

    Às 18h, se realiza a Procissão Luminosa com a imagem e a relíquia do Beato.

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    23 DE SETEMBRO: TRÊS PONTAS RECEBE OS ROMEIROS

    Na quarta-feira, 23 de setembro, a cidade estará voltada para Padre Victor.

    No Santuário Nossa Senhora d’Ajuda haverá missas às 3h, 5h, 7h, 9h, 11h, 13h, 15h, 17h e 19h. A celebração das 9h será presidida pelo bispo diocesano, Dom Walter Jorge Pinto.

    Também estão previstas a Procissão da Penitência, às 3h30, com saída da Matriz Nossa Senhora Aparecida em direção à região da Faxina, seguida de missa às 6h na Capela Santa Cruz, conhecida como Capela do Padre Victor. Às 4h30, a Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro fará a tradicional alvorada na Praça Cônego Victor.

    A programação religiosa se estende ainda ao Carmelo São José e às demais paróquias e comunidades da cidade.

    UM HOMEM QUE TRANSFORMOU PRECONCEITO EM MISSÃO

    Francisco de Paula Victor nasceu em Campanha, em 12 de abril de 1827, filho de uma mulher escravizada. Em uma sociedade marcada pela escravidão e pelo racismo, enfrentou enormes barreiras até chegar ao sacerdócio.

    Foi ordenado padre em 14 de junho de 1851 e, no ano seguinte, chegou a Três Pontas. Aqui permaneceu por 53 anos, dedicando sua vida à evangelização, à educação, aos pobres e aos mais necessitados.

    Morreu em Três Pontas em 23 de setembro de 1905. Mais de um século depois, sua história recebeu o reconhecimento oficial da Igreja: Padre Victor foi beatificado em 14 de novembro de 2015, em Três Pontas.

    O Vaticano reconheceu um milagre atribuído à sua intercessão, relacionado à gravidez de uma mulher que enfrentava grave infertilidade.

    O próprio Papa Francisco destacou Padre Victor como exemplo de humildade, serviço e dedicação ao povo.

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    TRÊS PONTAS, DESTINO DE FÉ

    Mas a Festa do Beato Padre Victor ultrapassa os limites de uma celebração religiosa.

    Todos os anos, Três Pontas se transforma em destino de peregrinação. São pessoas que chegam para agradecer, pedir, pagar promessas, buscar conforto espiritual ou simplesmente conhecer a história de um homem cuja trajetória atravessou gerações.

    A dimensão da festa também movimenta a cidade. Em 2026, a tradicional feira será realizada no Parque Multiuso da Mina do Padre Victor, com cerca de 380 espaços, além de estrutura planejada para receber visitantes, comerciantes e romeiros.

    É uma oportunidade para conhecer o Santuário Nossa Senhora d’Ajuda, onde estão os restos mortais do Beato, visitar a região da Mina do Padre Victor, conhecer a história do município e experimentar a hospitalidade trespontana.

    Mais do que uma festa, 23 de setembro é um encontro entre memória, fé e esperança.

    É quando Três Pontas abre suas portas para quem chega de longe — e também para quem, mesmo morando aqui, todos os anos redescobre a força dessa história.

    Venha para Três Pontas. Venha conhecer Padre Victor. Venha viver essa experiência de fé.

    Porque algumas cidades guardam monumentos.

    Três Pontas guarda uma história de fé que continua viva!

     

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  • Renovação de matrícula 2027: Prefeitura amplia horário de vacinação para atualização do cartão das crianças

    Renovação de matrícula 2027: Prefeitura amplia horário de vacinação para atualização do cartão das crianças

    A Secretaria Municipal de Educação de Três Pontas informa que já está disponível no Portal do Aluno a renovação de matrícula para o ano letivo de 2027. O procedimento poderá ser realizado até o dia 30 de setembro e, para garantir a renovação da vaga, os pais e responsáveis deverão apresentar o comprovante de vacinação atualizado da criança.

    Para facilitar o atendimento às famílias, a Prefeitura de Três Pontas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, terá horário ampliado nas salas de vacinação entre os dias 10 e 30 de setembro, com atendimento até as 18h.

    A atualização da situação vacinal deve ser feita em uma das unidades de vacinação: Santa Edwirges, Catumbi, Policlínica, Vila Marilena e PSF Dr. Oscar. O cartão de vacinação atualizado é obrigatório para o cadastramento e a renovação da matrícula na Rede Municipal de Ensino.

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    Após verificar e atualizar a situação vacinal na Unidade Básica de Saúde (UBS), os pais ou responsáveis deverão acessar o Portal do Aluno. A escola entregará uma carta com as informações de usuário e senha necessárias para o acesso, que poderá ser feito pelo link ou aplicativo.

    No Portal, é necessário clicar na opção “RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA”, conferir e atualizar os dados solicitados, anexar o comprovante de vacinação atualizado e finalizar o processo para garantir a vaga do aluno para o ano letivo de 2027.

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    Além da renovação de matrícula, o Portal do Aluno permite acompanhar informações como frequência, boletim escolar e comunicados da escola.

    A Secretaria Municipal de Educação orienta os pais e responsáveis a não deixarem o procedimento para a última hora. A recomendação é verificar antecipadamente a situação vacinal da criança e concluir a renovação da matrícula dentro do prazo.

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  • CURTO & GROSSO: A Perigosa Inversão de Valores mata mais que tiro ou facada!

    CURTO & GROSSO: A Perigosa Inversão de Valores mata mais que tiro ou facada!

    Nesses meus 34 anos de carreira, pude trabalhar em vários veículos de comunicação, em várias cidades, dentre elas uma cidade que gosto muito: Varginha. Lá, trabalhei em diversos veículos impressos e foi uma época muito bacana. Mas, separando o joio do trigo, novamente preciso explicitar a minha revolta, a minha indignação, o meu profundo lamento, a minha repulsa e os meus porquês diante de tanta desassociação da realidade em diversas matérias jornalísticas de muitos veículos daquela cidade.

    Não, não é de hoje que eu falo isso. Há tempos que eu tenho notado o engessamento da imprensa de Varginha, a distorção dos fatos, a preguiça de uma boa apuração, a falta de lisura, de transparência e a busca pela defesa da Justiça.

    Querem um exemplo? Caso Davi Miranda Totti. Imprensa calada, publicou apenas o arroz com feijão, não cobrou, não exerceu o papel de ser a extensão dos olhos e da voz da sociedade.

    E o caso da mulher que contratou uma moto uber, foi encontrada com muitos ferimentos e acabou perdendo a vida? Cadê as cobranças? Cadê a neutralidade? Cadê a coragem? Vão sair do distanciamento das salas e dos estúdios, do ar condicionado, vão tirar o paletó e vão arregaçar as mangas quando?

    A população de Varginha já não confia como antes na imprensa de lá. Passou da hora de reverem isso.

    Podem torcer o nariz, podem fazer campanha, podem me colocar na geladeira. Não tô nem aí para o que eles pensam. Mas o trabalho jornalístico que eles fazem me envergonha! Mas não são todos!

    Agora, um caso em que imagens mostram dois indivíduos numa moto, de madrugada, entrando no estabelecimento sem qualquer revista, com a placa da moto tampada, e com um objeto numa das mãos que teria colocado muita gente em pânico e em perigo.

    Aí, um homem da lei (para os ignorantes, é preciso dizer que policial é policial 24 horas por dia e tem o direito de estar armado 24 horas por dia) defende a sociedade evitando que inocentes possam ser atingidos, alvejados, por aquele tal objeto, ou pelo que poderia sair dele, e aí a distorção de valores coloca o policial como errado e o indivíduo como vítima da sociedade.

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    Tenho muito respeito pela família de todos os envolvidos nesses tipos de caso. Mas quem parece não respeitar a dor da família é o próprio ente… Deveria ter pensado antes, né?

    Pior do que algumas pessoas publicarem isso nas redes sociais, é ver a imprensa escrota, tendenciosa, manipulada, parcial, escrever um título para a reportagem desta forma: “jovem de 22 anos morre após ser baleado por policial de folga em Varginha”.

    Quem escreveu esse título deu a entender para os seus leitores que o policial praticou um homicídio de forma fria, sem motivação, sem revelar a tônica da situação. É como dizer que a banana estava comendo o macaco.

    Vai ver, essa imprensa deve ser composta somente por estagiários no primeiro dia de trabalho. Tenham a santa paciência!

    Vai ver, o barbeiro que estava na garupa da moto (que poderia sim ter sido uma pessoa boa durante toda a vida praticamente, e que apenas se desviou do caminho, como muitas pessoas comentaram), estava carregando numa das mãos uma máquina de cortar cabelo. Sim! Do jeito que a imprensa de Varginha relata os fatos, vai ver, ele deixou a família em casa e foi às 5 horas da manhã fazer um trabalho social naquele local para cortar muitos cabelos de graça… Aí um sujeito despreparado resolveu esvaziar a sua raiva num cidadão que não se portava de forma ameaçadora contra inocentes…

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    Ah me poupe!

    O que está acontecendo aí imprensa de Varginha?

    Tantos bons profissionais aí e o que muitos de vocês têm entregue na imprensa me envergonham. Me causam perplexidade.

    Sei que infelizmente a lei impede que nós, profissionais do Jornalismo, usemos determinados termos contra os coitadinhos foras da lei, mesmo em flagrante. Mas é preciso deixar a conivência, os interesses pessoais, o comodismo, talvez até não colocarem na primeira prateleira o poder do dinheiro e das influências.

    Lamento profundamente!

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  • Feira Cocatrel de Negócios promete ser um dos principais encontros do agronegócio regional, reunindo oportunidades de negócio, inovação e troca de conhecimento

    Feira Cocatrel de Negócios promete ser um dos principais encontros do agronegócio regional, reunindo oportunidades de negócio, inovação e troca de conhecimento

    A 21ª edição da Feira Cocatrel de Negócios (Fecon), reconhecida por proporcionar as melhores condições de negócios aos cooperados, começou hoje. A feira está sendo realizada de 1º a 3 de setembro, de forma simultânea em Três Pontas e em todas as filiais da Cocatrel.

    Em Três Pontas, a feira acontece no Espaço Cocatrel, ao lado da Cafeteria Cocatrel, em um ambiente especialmente preparado para receber cooperados e demais produtores rurais.

    Durante o evento, agrônomos e técnicos da Cocatrel realizam atendimento personalizado aos cooperados, oferecendo orientação técnica para que cada produtor faça as melhores escolhas de acordo com a realidade da sua lavoura.

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    Os visitantes também têm acesso a serviços como a atualização de cadastros, compra de maquinários e implementos com condições especiais, acesso a estandes de bancos com as melhores taxas de financiamento e muito mais. A feira é uma excelente oportunidade para conhecer as principais novidades do setor, bem como realizar compras de máquinas, implementos, defensivos e fertilizantes. com condições diferenciadas.

    Condições facilitadas

    Para garantir que todos os cooperados tenham acesso às vantagens oferecidas pela Fecon, o evento conta com várias formas de pagamento. Entre as modalidades disponíveis, estão o pagamento à vista e a opção Barter, uma ferramenta de troca inteligente que permite adquirir máquinas, implementos, defensivos e fertilizantes pagando com sacas de café ou cereais.

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    A Fecon reafirma o compromisso da Cocatrel em estar ao lado do cooperado, oferecendo um ambiente preparado para gerar oportunidades e bons negócios. Mais do que uma feira, a Fecon é o momento ideal para planejar a próxima safra, contar com a orientação técnica da equipe da Cocatrel e aproveitar condições comerciais exclusivas junto aos parceiros.

    De 1º a 3 de setembro, participe da Fecon em Três Pontas ou na filial mais próxima e aproveite essa oportunidade para investir no crescimento da sua propriedade. Vai de segurança, vai de Cocatrel. Confiança é tudo.

    Fonte Ascom Cocatrel

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  • SAÚDE DO HOMEM SEM TABU: “NÃO ESPERE A DOENÇA DAR SINAIS PARA CUIDAR DE VOCÊ”, ALERTA O UROLOGISTA DR. THALES FIGUEIREDO

    SAÚDE DO HOMEM SEM TABU: “NÃO ESPERE A DOENÇA DAR SINAIS PARA CUIDAR DE VOCÊ”, ALERTA O UROLOGISTA DR. THALES FIGUEIREDO

    Da próstata aos rins, da fertilidade à disfunção erétil: a urologia vai muito além do exame que ainda provoca vergonha em muitos homens. Em entrevista ao Conexão Três Pontas, especialista explica quando procurar ajuda, quais sinais não devem ser ignorados e por que prevenção pode fazer diferença entre um diagnóstico precoce e uma doença descoberta tarde demais.

    Por trás de muitas doenças que atingem os homens existe um problema que não aparece em exames de sangue: o hábito de adiar o cuidado com a própria saúde.

    Vergonha, preconceito, medo de descobrir uma doença ou simplesmente a velha ideia de que “homem só vai ao médico quando está doente” ainda afastam muitos brasileiros dos consultórios.

    E esse comportamento pode ter consequências importantes.

    No Brasil, o câncer de próstata continua sendo o tumor mais incidente entre os homens, desconsiderando o câncer de pele não melanoma. Para o triênio 2026–2028, o INCA estima 77.920 novos casos por ano.

    Mas a próstata está longe de ser o único assunto quando se fala em urologia.

    Cálculos renais, infecções urinárias, tumores de rim, bexiga e testículo, incontinência urinária, alterações da função sexual, infertilidade masculina, fimose e diversas outras condições também fazem parte da área de atuação do urologista.

    Para esclarecer dúvidas e levar informação de utilidade pública à população, o Conexão Três Pontas conversou com o Dr. Thales Figueiredo, médico urologista, que aborda os principais problemas que afetam a saúde masculina e explica por que procurar atendimento não deve ser motivo de vergonha.

    Dr. Thaes Figueiredo – Urologista

    CONEXÃO TRÊS PONTAS — Dr. Thales, afinal, o que faz um urologista?

    Dr. Thales Figueiredo: O urologista é o médico responsável pela saúde do trato urinário de homens e mulheres e do sistema reprodutor masculino.

    Além das doenças da próstata, tratamos cálculos renais, infecções urinárias, câncer de rim, bexiga, próstata e testículo, incontinência urinária, disfunção erétil, infertilidade masculina, fimose e diversas outras condições.

    É uma especialidade muito mais ampla do que a maioria das pessoas imagina.

    O homem ainda procura o médico tarde demais?

    Dr. Thales: Muitos homens foram educados a acreditar que procurar um médico é sinal de fraqueza ou que só devem buscar ajuda quando a doença já está causando dor intensa.

    Esse comportamento faz com que problemas que poderiam ser tratados de forma simples sejam descobertos em fases mais avançadas.

    Na maioria das doenças, quanto mais cedo o diagnóstico, maiores são as chances de cura e menores os impactos na qualidade de vida.

    CÂNCER DE PRÓSTATA: QUEM PRECISA FICAR MAIS ATENTO?

    O câncer de próstata merece atenção especial. Segundo a estimativa mais recente do INCA, 77.920 novos casos por ano são esperados no Brasil no período de 2026 a 2028. Entre os homens, o tumor representa 30,5% dos casos novos de câncer, excluindo os tumores de pele não melanoma.

    Dr. Thales: Os principais fatores de risco são a idade, o histórico familiar e a ascendência negra. Homens sem fatores de risco devem conversar com o urologista sobre o rastreamento a partir dos 50 anos. Já aqueles com maior risco, como quem tem pai ou irmão com câncer de próstata, ou homens negros, devem iniciar essa avaliação por volta dos 45 anos.

    A decisão deve ser individualizada, após orientação médica.

    Um detalhe importante: A orientação sobre rastreamento não deve ser interpretada como uma regra automática para todos os homens. O Ministério da Saúde atualmente não recomenda o rastreamento populacional de homens sem sinais ou sintomas e orienta que a decisão seja individualizada, considerando benefícios e possíveis riscos.

    E O FAMOSO EXAME DE TOQUE? ELE AINDA É NECESSÁRIO?

    Dr. Thales: O exame de toque continua tendo um papel importante, pois permite avaliar alterações que o PSA sozinho pode não identificar.

    Atualmente, a decisão sobre sua realização é individualizada e leva em consideração a idade, os fatores de risco e os resultados dos exames.

    O PSA é uma ferramenta muito útil, mas não substitui completamente a avaliação clínica quando ela é indicada.

    O próprio Ministério da Saúde destaca que PSA e toque retal são ferramentas de investigação, e que a confirmação do câncer, quando indicada, é feita por biópsia.

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    DISFUNÇÃO ERÉTIL PODE SER UM ALERTA PARA O CORAÇÃO

    Um dos temas que ainda cercam a saúde masculina de silêncio é a dificuldade de ereção.

    E, segundo o Dr. Thales, o problema não deve ser encarado apenas como uma questão sexual.

    Dr. Thales: A disfunção erétil muitas vezes é um alerta para a saúde geral. Ela pode ser um dos primeiros sinais de doenças como diabetes, hipertensão, colesterol elevado e problemas cardiovasculares.

    Em alguns casos, surge anos antes de um infarto ou AVC. Por isso, investigar a causa é tão importante quanto tratar o sintoma.

    Ou seja: um problema na vida sexual pode ser o primeiro sinal de que existe algo acontecendo em outras áreas do organismo.

    SANGUE NA URINA? NÃO IGNORE.

    Alguns sintomas são frequentemente normalizados, principalmente quando aparecem gradualmente.

    Dr. Thales: Sangue na urina, dor intensa nas costas ou ao urinar, dificuldade para urinar, interrupção do fluxo urinário, infecções urinárias de repetição, aumento importante da frequência urinária, perda involuntária de urina e qualquer nódulo nos testículos merecem avaliação médica.

    Quanto mais cedo esses sintomas forem investigados, maiores são as chances de um tratamento eficaz.

    O Ministério da Saúde também relaciona ao câncer de próstata sintomas como dificuldade para urinar, redução do jato, demora para iniciar ou terminar a micção, aumento da frequência urinária e sangue na urina — embora esses sinais também possam ocorrer em doenças benignas da próstata.

    RIM, BEXIGA E TESTÍCULO TAMBÉM EXIGEM ATENÇÃO

    Nem todos os tumores urológicos apresentam sintomas claros nas fases iniciais.

    Segundo o especialista, alterações como sangue na urina, dor lombar persistente, mudanças urinárias, aumento ou nódulo no testículo precisam ser avaliadas.

    Dr. Thales: Muitas vezes esses tumores não causam sintomas nas fases iniciais. Quando aparecem, os sinais podem incluir sangue na urina, dor lombar persistente e aumento do volume abdominal no câncer de rim; sangue na urina e alterações urinárias no câncer de bexiga; e nódulo ou aumento do testículo no câncer testicular.

    Procurar atendimento ao perceber qualquer alteração é a melhor forma de aumentar as chances de cura.

    PEDRA NOS RINS: A HIDRATAÇÃO FAZ DIFERENÇA

    Quem já teve cálculo renal dificilmente esquece a dor.

    E hábitos cotidianos podem influenciar o risco.

    Dr. Thales: A baixa ingestão de água, o consumo excessivo de sal, alimentos ultraprocessados, obesidade e sedentarismo estão diretamente relacionados ao aumento dos casos de cálculos renais.

    Além disso, o clima quente favorece a desidratação, aumentando o risco de formação das pedras.

    A prevenção começa com boa hidratação e hábitos de vida saudáveis.

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    ANABOLIZANTES E MEDICAMENTOS PARA DESEMPENHO SEXUAL: CUIDADO

    A busca por desempenho, aparência física ou melhora da função sexual também pode levar homens a utilizar substâncias sem acompanhamento profissional.

    Dr. Thales: O uso de anabolizantes sem indicação médica pode reduzir a produção natural de testosterona, causar infertilidade, diminuir o tamanho dos testículos e aumentar o risco de problemas cardiovasculares e hepáticos.

    Medicamentos para ereção também não devem ser usados sem orientação, pois podem mascarar doenças importantes e causar efeitos adversos.

    Todo tratamento deve ser acompanhado por um médico.

    SAÚDE MASCULINA NÃO TERMINA NA PRÓSTATA

    A entrevista deixa uma mensagem central: urologia não é sinônimo de próstata.

    O especialista atua em uma área ampla, que envolve desde o sistema urinário até questões relacionadas à sexualidade, fertilidade e saúde reprodutiva masculina.

    E existe outro ponto fundamental: prevenção não significa necessariamente fazer exames indiscriminadamente.

    Significa conhecer os próprios fatores de risco, observar mudanças no organismo, procurar orientação profissional e tomar decisões médicas individualizadas.

    O próprio Ministério da Saúde ressalta que exames de rotina para câncer de próstata em homens sem sintomas envolvem benefícios e riscos, razão pela qual a decisão deve ser discutida com um profissional de saúde.

    A MENSAGEM DO ESPECIALISTA AOS HOMENS

    Conexão Três Pontas: Se você pudesse dar apenas um conselho aos homens que estão adiando uma consulta por vergonha, medo ou preconceito, qual seria?

    Dr. Thales Figueiredo: Meu conselho é simples: não espere a doença dar sinais para cuidar da sua saúde.

    A consulta com o urologista é um momento de prevenção, orientação e diagnóstico precoce, sempre com respeito e profissionalismo.

    Em muitos casos, identificar uma doença no início significa tratamentos menos agressivos, maiores chances de cura e muitos anos a mais de vida com qualidade.

    Cuidar da saúde é um ato de responsabilidade consigo mesmo e com quem você ama.

    UM PROFISSIONAL A SERVIÇO DA SAÚDE E DA INFORMAÇÃO

    Ao levar essas informações ao público, o Dr. Thales Figueiredo também demonstra uma característica fundamental da medicina contemporânea: o compromisso não apenas com o tratamento, mas com educação, prevenção e orientação da população.

    Em uma área historicamente cercada por tabus, falar de saúde masculina com clareza, respeito e informação qualificada ajuda a quebrar preconceitos e pode estimular homens a procurar atendimento antes que um problema se transforme em uma doença mais grave.

    Mais do que tratar doenças, o trabalho do urologista pode significar preservar qualidade de vida, sexualidade, fertilidade, autonomia e, em determinadas situações, aumentar as possibilidades de diagnóstico precoce e tratamento eficaz.

    É esse compromisso com uma medicina responsável, humana e baseada em informação que o Conexão Três Pontas destaca nesta entrevista.

    Conexão Três Pontas — Jornalismo que Faz Diferença.

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  • DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    Investigação identificou movimentação de usuários em via pública e terminou com a prisão em flagrante de dois suspeitos; ação reforça importância das denúncias anônimas no combate ao tráfico de drogas

    Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Três Pontas, a partir de sucessivas denúncias anônimas, terminou com a prisão em flagrante de dois homens e a apreensão de uma quantidade de entorpecentes durante uma ação realizada no município.

    Segundo a Polícia Civil, as informações recebidas apontavam para a existência de um possível ponto de comercialização de drogas no cruzamento da Rua Ítalo Duarte com a Rua José Caxambu. Conforme os relatos que chegaram aos investigadores, usuários estariam frequentando o local para adquirir drogas diretamente com os suspeitos.

    Diante das informações reunidas durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a acompanhar a movimentação no endereço e realizaram a intervenção utilizando uma viatura descaracterizada.

    SUSPEITO TENTOU FUGIR

    Durante a abordagem, um dos suspeitos teria percebido a presença dos policiais e tentado fugir para o interior de um imóvel.

    Os investigadores conseguiram contê-lo e realizaram a abordagem. A ação terminou com a prisão em flagrante de dois homens.

    As drogas encontradas durante a operação foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos policiais cabíveis.

    Os detidos foram conduzidos inicialmente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde passaram pelo exame de corpo de delito. Posteriormente, foram apresentados à Polícia Judiciária para a formalização da prisão em flagrante.

    DENÚNCIA ANÔNIMA É UMA DAS FERRAMENTAS DE INVESTIGAÇÃO

    O caso também chama atenção para o papel das denúncias feitas pela população.

    Em Minas Gerais, o Disque-Denúncia 181 recebeu 79.164 denúncias anônimas em 2024. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o tráfico de drogas foi o crime mais denunciado, representando 41% de todas as denúncias recebidas — aproximadamente 32,6 mil registros durante o ano. (Segurança MG)

    Os números mostram que a participação da população pode fornecer informações importantes para o trabalho das forças de segurança, especialmente em situações nas quais a investigação depende da identificação de locais e padrões de movimentação.

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    TRÁFICO CONTINUA ENTRE OS GRANDES DESAFIOS DA SEGURANÇA

    Os dados do sistema prisional também dimensionam a presença do crime relacionado às drogas.

    De acordo com o SISDEPEN, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, em 30 de junho de 2025 havia 12.864 pessoas presas em Minas Gerais por tráfico de drogas, além de 804 por associação para o tráfico e 174 por tráfico internacional de drogas. (Serviços e Informações do Brasil)

    Em âmbito nacional, o mesmo levantamento contabilizava 174.481 pessoas presas por tráfico de drogas na data de referência. (Serviços e Informações do Brasil)

    É importante destacar que esses números se referem à população prisional e às tipificações registradas no sistema, não ao número total de ocorrências ou de pessoas envolvidas no comércio ilegal de drogas.

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    INVESTIGAÇÃO CONTINUA

    A Polícia Civil de Três Pontas informou que segue atuando no combate ao tráfico de drogas no município.

    A prisão em flagrante, entretanto, não equivale a uma condenação definitiva. Os dois homens deverão responder perante a Justiça, que analisará as circunstâncias do caso, as provas reunidas e a eventual responsabilidade criminal de cada envolvido, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando o caso e trazendo novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas pelas autoridades.

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  • ESTÁ CHEGANDO A HORA! AMANDA RISSI ESTÁ NA GRANDE FINAL E TRÊS PONTAS PODE LEVAR SUA VOZ AO PALCO DE BARRETOS

    ESTÁ CHEGANDO A HORA! AMANDA RISSI ESTÁ NA GRANDE FINAL E TRÊS PONTAS PODE LEVAR SUA VOZ AO PALCO DE BARRETOS

    Cantora trespontana conquista vaga na decisão do “ÉPra Cantar”, da EPTV, e agora depende do voto do público para buscar o título da competição.

    Três Pontas está novamente em destaque no cenário musical regional — e, desta vez, com uma representante a um passo de uma grande conquista.

    A cantora trespontana Amanda Rissi está na grande final do reality musical “ÉPra Cantar”, projeto da EPTV exibido pelo programa Mais Caminhos. A decisão coloca Amanda frente a frente com a dupla Priscila e Patrícia, de Franca (SP), em uma disputa que agora será definida exclusivamente pelo público.

    A votação da final está aberta no g1 e segue até 15 de agosto. O resultado será anunciado ao vivo na mesma data.

    DE TRÊS PONTAS PARA UMA DAS MAIORES VITRINES DA MÚSICA SERTANEJA

    Amanda Rissi representa o Sul de Minas na competição. Natural de Três Pontas, a cantora começou a cantar profissionalmente aos 18 anos e tem entre suas principais referências nomes como Marília Mendonça e Zezé Di Camargo & Luciano. Ela recebeu o primeiro violão aos 15 anos, instrumento que ajudou a consolidar sua relação com a música sertaneja.

    A trajetória até a final, porém, não aconteceu por acaso.

    Amanda foi uma das artistas escolhidas pelo público para integrar a primeira temporada do reality. Na fase inicial, o concurso registrou mais de 700 mil votos nas quatro enquetes regionais que definiram os participantes.

    A competição reuniu oito artistas de diferentes regiões de cobertura da EPTV. Ao longo do reality, os participantes passaram por desafios envolvendo performance, interpretação e composição, além de avaliações técnicas e artísticas. Os dois finalistas foram definidos ao longo dessa etapa.

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    AGORA, A DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DO PÚBLICO

    Na apresentação exibida no último sábado, 8 de agosto, Amanda garantiu sua classificação para a grande final com a música “Sonho de Amor”.

    Agora, a dinâmica mudou: não são mais os jurados que decidirão quem vence.

    É o público quem escolhe.

    O regulamento oficial estabelece que os dois finalistas disputam a etapa decisiva por meio de votação popular realizada pelo g1, sendo declarado vencedor aquele que obtiver o maior número de votos válidos.

    O PRÊMIO PODE LEVAR AMANDA A BARRETOS

    Além do título de vencedora do “ÉPra Cantar”, a conquista representa uma oportunidade de enorme projeção para a carreira artística.

    De acordo com a EPTV, o vencedor terá a oportunidade de se apresentar na Festa do Peão de Barretos, um dos principais eventos da música sertaneja do país. A apresentação está prevista para 21 de agosto.

    Ou seja: uma eventual vitória de Amanda não seria apenas uma conquista pessoal.

    Seria também um momento de projeção para Três Pontas e para toda a região do Sul de Minas.

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    AGORA É HORA DA TORCIDA TRESPONTANA

    Amanda chegou até aqui levando consigo o nome de Três Pontas.

    Agora, a cidade pode retribuir.

    A votação está aberta no g1 até o dia 15 de agosto, e cada voto representa uma demonstração de apoio à artista trespontana que chegou à última etapa de uma competição que reúne novos talentos da música sertaneja.

    A missão agora é simples:

    Três Pontas tem uma voz na grande final.

    E a pergunta é: vamos fazer essa voz chegar ainda mais longe?

    Vote em Amanda Rissi.
    Torça por Amanda.
    Torça por Três Pontas.

    Porque quando uma artista trespontana chega a um palco nacional, uma cidade inteira pode cantar junto.

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    Motoboy é preso em Três Pontas após suspeita de repassar informações sobre fiscalizações da motopatrulha

    Homem de 27 anos teria utilizado grupos de WhatsApp para informar motociclistas sobre a localização e o deslocamento de policiais. Celular foi apreendido durante a abordagem.

    Um motoboy, de 27 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta segunda-feira (10), na Praça Tristão Nogueira, no Centro de Três Pontas. Segundo a PM, a abordagem ocorreu após os militares receberem informações de que o homem estaria acompanhando equipes da motopatrulha e repassando, por meio de grupos de WhatsApp, informações sobre possíveis fiscalizações.

    Durante a abordagem, os policiais apreenderam o aparelho celular que, conforme a ocorrência, estaria sendo utilizado para o compartilhamento das informações.

    Ainda de acordo com a Polícia Militar, durante a análise do aparelho foram encontradas diversas mensagens contendo ofensas direcionadas a dois policiais, além de conteúdos relacionados à localização e ao deslocamento da equipe de motopatrulhamento.

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    Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Quartel da Polícia Militar, onde a ocorrência foi registrada.

    Após os procedimentos, ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e deverá responder perante a Justiça pelos fatos apurados.

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    É importante destacar que a prisão e o registro da ocorrência não representam, por si só, uma condenação. A eventual responsabilidade do envolvido será analisada pelas autoridades competentes, com direito à defesa e ao devido processo legal.

    O caso chama atenção para o uso de grupos de mensagens instantâneas para o compartilhamento de informações sobre operações policiais e fiscalizações. Embora aplicativos como o WhatsApp sejam ferramentas de comunicação cotidiana, o conteúdo compartilhado nesses grupos pode ser analisado pelas autoridades quando estiver relacionado a possíveis infrações.

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