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  • UROLOGIA EM FOCO – Cálculo Renal: um problema comum que merece atenção

    UROLOGIA EM FOCO – Cálculo Renal: um problema comum que merece atenção

    O cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, é uma doença muito frequente e que pode afetar homens e mulheres em qualquer idade.

    Ele ocorre quando substâncias presentes na urina se acumulam e formam pequenos cristais que, ao longo do tempo, podem crescer e se transformar em pedras dentro do sistema urinário.

    Muitas vezes, esses cálculos permanecem silenciosos por meses ou até anos, mas quando começam a se movimentar ou obstruem a passagem da urina, podem causar sintomas bastante intensos.

    O sinal mais conhecido é uma dor forte na região lombar, geralmente de apenas um lado, que pode irradiar para o abdômen, virilha ou órgãos genitais.

    É uma dor que costuma surgir de forma repentina e que frequentemente leva o paciente a procurar atendimento de urgência.

    Além da dor, podem ocorrer náuseas, vômitos, ardência ao urinar, aumento da frequência urinária e presença de sangue na urina.

    Em alguns casos, especialmente quando há infecção associada, podem surgir febre e calafrios, situação que exige avaliação médica imediata.

    Ao apresentar qualquer um desses sintomas, é importante procurar atendimento médico para que seja feito o diagnóstico correto. Nem toda dor nas costas é causada por pedra nos rins, e somente a avaliação clínica associada aos exames adequados pode confirmar o problema e definir o melhor tratamento. Quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores são as chances de evitar complicações como infecções urinárias graves, obstrução do rim e até perda da função renal.

    O tratamento varia de acordo com o tamanho, a localização e os sintomas provocados pelo cálculo. Pedras pequenas muitas vezes podem ser eliminadas espontaneamente com acompanhamento médico, hidratação adequada e medicamentos para controle da dor. Já os cálculos maiores ou aqueles que causam obstrução, infecção ou crises dolorosas recorrentes podem necessitar de procedimentos específicos.

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    Felizmente, a urologia moderna dispõe de técnicas minimamente invasivas que permitem tratar a maioria dos casos de forma segura, com menor desconforto e recuperação mais rápida para o paciente.

    Além do tratamento, a prevenção também é fundamental.

    Manter uma boa hidratação ao longo do dia é uma das medidas mais eficazes para reduzir o risco de formação de novos cálculos.

    Dependendo do tipo de pedra, ajustes na alimentação e uma investigação metabólica podem ser necessários para identificar fatores que favorecem o aparecimento do problema e evitar novas crises.

    Embora seja uma doença comum, o cálculo renal não deve ser encarado como algo simples ou passageiro.

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    A dor intensa e as possíveis complicações mostram a importância de buscar avaliação especializada sempre que surgirem sintomas suspeitos.

    Cuidar da saúde urinária e agir precocemente pode fazer toda a diferença para preservar a saúde dos rins e garantir melhor qualidade de vida.

    Para saber mais, entre em contato comigo e agende uma consulta!

    Dr. Thales Figueiredo
    Urologista
    35 9 9746-1265

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  • Da Terra do Café ao Mapa Nacional da Cachaça: como a Divina Cana está levando o nome de Três Pontas para todo o Brasil e o Mundo?

    Da Terra do Café ao Mapa Nacional da Cachaça: como a Divina Cana está levando o nome de Três Pontas para todo o Brasil e o Mundo?

    Três Pontas sempre foi reconhecida como uma das capitais brasileiras do café. A cidade que revelou talentos da música, fortaleceu sua fé através da história de Padre Victor e construiu uma das mais respeitadas cadeias produtivas do agronegócio nacional, agora conquista também um novo espaço de destaque: o universo das cachaças artesanais premium.

    O reconhecimento nacional veio pelas páginas da revista Forbes, uma das publicações de negócios mais respeitadas do mundo, que dedicou uma reportagem especial à trajetória da Divina Cana, marca produzida no Alambique Ouro Verde, às margens da MG-167, em Três Pontas. A publicação destacou a história do empresário Paulo Sérgio Souza Rodrigues, que transformou uma paixão pessoal em um empreendimento capaz de projetar o nome do município para além das fronteiras mineiras.

     

    O que começou em 2016 como um hobby compartilhado por Paulo e sua esposa Regina Helena tornou-se um dos mais respeitados projetos de envelhecimento de cachaça artesanal do estado. Hoje, o alambique abriga um impressionante estoque superior a 110 mil litros envelhecendo em barris de diferentes madeiras, entre elas carvalho, jequitibá, castanheira, bálsamo e amburana. A produção anual gira em torno de 17 mil litros, mas apenas uma pequena parte chega ao mercado. O restante permanece guardado, maturando lentamente, numa demonstração de que qualidade exige paciência, técnica e visão de longo prazo.

    A estratégia deu resultado. Em 2024, a Divina Cana conquistou o primeiro lugar na categoria Extra Premium do concurso promovido pela Emater-MG, uma das mais importantes certificações de qualidade da cachaça mineira. O prêmio consolidou a marca entre as grandes referências do setor.

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    Mas a importância da Divina Cana vai muito além das medalhas e premiações

    Ela representa um novo capítulo da economia e da identidade cultural de Três Pontas.

    Durante décadas, o município construiu sua reputação apoiado principalmente na força do café. Agora, surge um exemplo concreto de diversificação econômica baseada em valor agregado, turismo de experiência e produção artesanal de excelência. A Divina Cana não vende apenas uma bebida. Ela comercializa história, tradição, cultura e pertencimento.

    Quem visita o alambique encontra muito mais do que barris e tonéis. Encontra uma experiência turística completa, que já atrai visitantes de diversas regiões do Brasil interessados em conhecer os bastidores da produção artesanal, entender os processos de envelhecimento e descobrir os sabores que transformaram a marca em referência nacional.

    Conexão com Três Pontas

    Essa conexão com Três Pontas é tão forte que a própria empresa criou uma trilogia especial de rótulos em homenagem à cidade. Os projetos celebram os três pilares que formam a identidade trespontana: a música, o café e a fé. Um dos lançamentos mais recentes, a Divina 168, foi desenvolvida em parceria com a Cocatrel e presta homenagem ao café, principal riqueza econômica do município.

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    O reconhecimento da Forbes representa mais do que uma conquista empresarial. É uma conquista de Três Pontas.

    Em um momento em que cidades de porte médio disputam visibilidade nacional, ter um empreendimento local destacado por uma publicação internacional fortalece a imagem do município como um território de inovação, empreendedorismo e excelência produtiva.

    A reportagem também reforça uma característica marcante dos trespontanos: a capacidade de transformar sonhos em realidade. Assim como o café produzido aqui alcança mercados internacionais, a Divina Cana demonstra que o mesmo pode acontecer com outros produtos que carregam a identidade da cidade.

    O sucesso da marca comprova que Três Pontas não é apenas referência na produção agrícola. É também um celeiro de empreendedores capazes de agregar valor às riquezas da terra, criar experiências únicas e posicionar o município em novos mercados.

    Se antes Três Pontas era conhecida como a Terra do Café, da Música e da Fé, agora ganha mais um motivo de orgulho.

    Graças à Divina Cana, a cidade passa a ocupar também um lugar de destaque no seleto mapa das melhores cachaças artesanais do Brasil.

    E isso, para os trespontanos, vale um brinde.

    Parabéns Paulo! Parabéns Regina!

    Reportagem Especial – Conexão Três Pontas

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  • A Espera Acabou! Festival Música do Mundo Ressurge em Grande Estilo e Reacende a Alma Cultural de Três Pontas

    A Espera Acabou! Festival Música do Mundo Ressurge em Grande Estilo e Reacende a Alma Cultural de Três Pontas

    O som que marcou gerações, emocionou multidões e ajudou a escrever parte da história cultural de Três Pontas está de volta. Após anos de espera e uma enorme expectativa por parte do público, o tradicional Festival Música do Mundo retorna em grande estilo e já iniciou a venda dos ingressos para os aguardados shows do Palco Música do Mundo, que prometem transformar o Aeroporto de Três Pontas em um dos maiores centros culturais de Minas Gerais no mês de agosto.

    A principal noite de shows acontece no dia 15 de agosto, um sábado, reunindo grandes nomes da música brasileira em uma maratona de aproximadamente nove horas de programação. A partir das 16h, o público poderá acompanhar apresentações de Nando Reis, Beto Guedes, Chico Chico, além de um espetáculo especial em homenagem a Milton Nascimento, com participação do projeto Ânima Minas e convidados. A organização também confirmou que um quinto show abrirá a programação, cujo nome será anunciado nos próximos dias. As apresentações seguem até 1h da madrugada de domingo, dia 16.

    O retorno do festival tem movimentado não apenas os fãs da música, mas também toda a cadeia econômica ligada ao turismo, gastronomia, hotelaria e entretenimento. Considerado um dos eventos culturais mais emblemáticos de Minas Gerais, o Música do Mundo construiu sua história reunindo milhares de pessoas em edições memoráveis e consolidando Três Pontas como um importante polo de produção artística e cultural.

    A expectativa da organização é de forte procura pelos ingressos, especialmente diante da repercussão positiva gerada pelo anúncio da volta do festival. Os ingressos já estão disponíveis nos pontos de venda físicos em Três Pontas, na Flora Amor Perfeito e na Turuna’s Conveniência, além da comercialização pela internet.

    Para esta edição, os shows do Palco Música do Mundo contarão com três setores distintos, distribuídos em dois lotes de venda. No primeiro lote, o Lounge Gastronômico, espaço premium com estrutura elevada e coberta, além de serviço open bar e open food, está sendo vendido por R$ 578,00, sendo permitida apenas a entrada de maiores de 18 anos.

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    Já a Pista A possui ingressos a R$ 196,00 inteira e R$ 98,00 meia-entrada. A Pista B tem valores de R$ 124,00 inteira e R$ 62,00 meia. Há ainda uma modalidade promocional popular da Pista B, com ingressos a R$ 50,00 inteira e R$ 25,00 meia, disponível exclusivamente nos pontos físicos de venda em Três Pontas e com quantidade limitada.

    Muito além dos grandes shows, o Festival Música do Mundo reafirma sua vocação de promover experiências culturais diversificadas. Entre os dias 12 e 16 de agosto, a programação incluirá palestras, workshops, saraus, apresentações musicais em bares da cidade, cortejos artísticos, atividades educacionais nas escolas, a tradicional Serenata dos Tiso e diversas outras ações voltadas à valorização da música e da cultura.

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    Mais do que um evento, o Música do Mundo representa um patrimônio cultural de Três Pontas. Seu retorno simboliza o reencontro de uma cidade com uma de suas manifestações artísticas mais importantes, reafirmando a força da terra que revelou talentos como Milton Nascimento e continua respirando música em cada esquina.

    A programação completa deverá ser divulgada em breve, mas uma coisa já é certa: agosto promete colocar Três Pontas novamente no centro das atenções culturais de Minas Gerais e do Brasil.

    Os ingressos já estão à venda. E quem conhece a história do Festival Música do Mundo sabe que deixar para a última hora pode significar ficar de fora de um dos eventos mais aguardados do ano.

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  • FORAGIDO COM EXTENSA FICHA CRIMINAL É RECAPTURADO NO QUILOMBO; MORADORES ESPERAM FIM DE ONDA DE CRIMES NA ZONA RURAL

    FORAGIDO COM EXTENSA FICHA CRIMINAL É RECAPTURADO NO QUILOMBO; MORADORES ESPERAM FIM DE ONDA DE CRIMES NA ZONA RURAL

    Uma operação realizada pela Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (3) resultou na prisão de um homem de 30 anos apontado pelas forças de segurança como um dos criminosos mais recorrentes e problemáticos da região. A captura aconteceu no Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde o suspeito foi localizado e preso em sua residência após um trabalho de monitoramento e levantamento de informações.

    Segundo a Polícia Civil, o homem era considerado foragido da Justiça depois de descumprir as condições impostas para o cumprimento de sua pena. Beneficiado anteriormente por medidas previstas na legislação penal, ele não retornou ao sistema prisional dentro do prazo determinado e passou a ser procurado pelas autoridades.

    A prisão foi realizada ainda durante a madrugada, em uma ação planejada para evitar qualquer possibilidade de fuga ou reação. Os policiais surpreenderam o suspeito no imóvel onde ele se encontrava escondido, encerrando um período em que permanecia longe do alcance da Justiça.

    De acordo com informações levantadas pelas forças de segurança, o homem possui uma extensa ficha criminal, acumulando passagens por furtos, roubos, tráfico de drogas, agressões e diversos crimes contra o patrimônio. Grande parte dessas ocorrências teria como alvo propriedades rurais, produtores e trabalhadores do campo, gerando prejuízos financeiros e insegurança entre os moradores da zona rural.

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    Os registros policiais apontam ainda que o suspeito é reincidente e possui um histórico de repetidas prisões. Conforme os levantamentos realizados pelos investigadores, sempre que obtinha algum benefício prisional ou conquistava a liberdade, voltava a ser apontado como autor de novos delitos, o que aumentava a preocupação das autoridades e das comunidades afetadas.

    A nova captura é vista pelas forças de segurança como uma medida importante para interromper uma sequência de crimes que vinha causando apreensão principalmente entre moradores e produtores rurais da região. A expectativa é de que a prisão contribua para devolver maior sensação de segurança às comunidades que frequentemente relatavam prejuízos e transtornos atribuídos à atuação do suspeito.

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    Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça para o cumprimento das determinações judiciais.

    A Polícia Civil destacou que seguirá atuando de forma firme no combate à criminalidade e no cumprimento de mandados judiciais, reforçando o compromisso com a segurança da população e com a responsabilização de indivíduos envolvidos em práticas criminosas.

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  • Entre a arte, a solidariedade e a fé: Corpus Christi emociona fiéis e mantém viva uma das mais belas tradições religiosas do Brasil

    Entre a arte, a solidariedade e a fé: Corpus Christi emociona fiéis e mantém viva uma das mais belas tradições religiosas do Brasil

    As ruas se transformaram em verdadeiras galerias de arte a céu aberto nesta quinta-feira, durante as celebrações de Corpus Christi em todo o Brasil. Em Minas Gerais, estado marcado por profundas raízes católicas, milhares de voluntários madrugaram para confeccionar os tradicionais tapetes coloridos que servem de caminho para a passagem do Santíssimo Sacramento, renovando uma tradição secular que atravessa gerações e permanece viva no coração dos fiéis.

    (Foto TP StudioLive)

    Celebrada pela Igreja Católica sempre 60 dias após a Páscoa, a solenidade de Corpus Christi tem como principal objetivo reafirmar a fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. A celebração foi instituída oficialmente pela Igreja no século XIII, pelo Papa Urbano IV, e chegou ao Brasil durante o período colonial, trazida pelos portugueses. Desde então, tornou-se uma das manifestações religiosas mais importantes do calendário católico nacional.

    Em Minas Gerais, a data possui um significado ainda mais especial. Cidades históricas como Ouro Preto, Mariana, São João del-Rei, Tiradentes e inúmeras outras transformam ruas inteiras em verdadeiras obras de arte feitas com serragem colorida, flores, areia, sal, pó de café, cascas de ovos e materiais recicláveis. Os tapetes retratam passagens bíblicas, símbolos religiosos, mensagens de esperança e temas sociais, demonstrando a união entre fé, criatividade e participação comunitária.

    No Sul de Minas, a tradição também mobilizou milhares de pessoas. Famílias inteiras, jovens, crianças, idosos, pastorais, movimentos religiosos e voluntários se reuniram desde as primeiras horas da manhã para confeccionar os tapetes que receberam as procissões realizadas ao longo do dia. Mais do que uma manifestação religiosa, Corpus Christi tornou-se um momento de encontro comunitário, fortalecimento da fé e valorização das tradições culturais.

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    Três Pontas

    Em Três Pontas, a celebração mais uma vez emocionou os fiéis. As paróquias do município se mobilizaram para organizar missas, momentos de oração e as tradicionais procissões, que percorreram ruas cuidadosamente ornamentadas por dezenas de voluntários. Os tapetes coloridos, produzidos com riqueza de detalhes, chamaram a atenção pela beleza, criatividade e pela mensagem de fé transmitida em cada desenho.

    Mas há um aspecto que torna a celebração trespontana ainda mais especial e que merece destaque. Sobre os tapetes confeccionados pela comunidade são sempre colocadas centenas de cestas básicas que, após as celebrações, são destinadas a famílias em situação de vulnerabilidade social. A iniciativa transforma a demonstração pública de fé em um gesto concreto de solidariedade, fazendo com que a mensagem de Cristo ultrapasse os símbolos e alcance diretamente aqueles que mais necessitam.

    A tradição das doações já faz parte da celebração local e reforça um dos pilares fundamentais do cristianismo: o cuidado com o próximo. Em um período em que muitas famílias enfrentam dificuldades econômicas, as arrecadações realizadas durante Corpus Christi representam um importante auxílio para entidades assistenciais e famílias carentes do município.

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    Tradição

    Ao longo dos séculos, Corpus Christi manteve sua essência. Em um mundo marcado pela velocidade, pelas transformações tecnológicas e pelas mudanças de comportamento, a celebração continua reunindo pessoas em torno de valores que permanecem atuais: fé, união, esperança, solidariedade e amor ao próximo.

    Em Três Pontas, a data foi mais uma vez um testemunho de que tradição e modernidade podem caminhar juntas. Os tapetes coloridos que encantaram os olhos também falaram ao coração. E as cestas básicas espalhadas pelo percurso lembraram que a verdadeira fé não se limita às palavras ou aos rituais: ela se manifesta, sobretudo, através da capacidade de servir, acolher e transformar vidas.

    Mais do que uma celebração religiosa, Corpus Christi segue sendo um dos mais belos retratos da identidade cultural, espiritual e solidária do povo mineiro e, especialmente, do povo trespontano.

    GALERIA CONEXÃO

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  • “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    O Brasil amanheceu mergulhado em um dos debates mais explosivos, polêmicos e transformadores das últimas décadas no mundo do trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou o avanço da PEC que prevê o fim da tradicional escala 6×1 — modelo em que milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta agora segue para novas etapas de votação e, posteriormente, para análise do Senado.

    A discussão ultrapassou os corredores de Brasília e tomou conta das redes sociais, empresas, sindicatos, indústrias, supermercados, shoppings, restaurantes e pequenos comércios em todo o país. De um lado, trabalhadores comemoram o que classificam como uma conquista histórica. Do outro, empresários alertam para riscos econômicos, aumento de custos, desemprego e fechamento de vagas.

    O tema se tornou um verdadeiro campo de batalha ideológico, econômico e social.

    Pelo texto aprovado, a redução da jornada acontecerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores já passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após um período de transição de 12 meses, a jornada máxima cairia definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.

    A votação na Câmara teve ampla aprovação. Em primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários, demonstrando forte pressão popular sobre os parlamentares.

    Mas afinal: o fim da escala 6×1 representa evolução social ou ameaça econômica?

    Essa é a pergunta que hoje divide o Brasil.

    A FAVOR

    Os defensores da proposta afirmam que o atual modelo de trabalho é desumano, ultrapassado e incompatível com a realidade contemporânea. Parlamentares favoráveis classificaram a escala 6×1 como “extenuante”, “escravocrata” e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.

    O argumento principal é que o trabalhador brasileiro perdeu qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem praticamente sem tempo para os filhos, lazer, descanso, estudos ou cuidados com a própria saúde. Em setores como supermercados, comércio, telemarketing, serviços gerais, logística e alimentação, muitos profissionais relatam rotinas de exaustão extrema.

    Dados apresentados durante os debates indicam que mais de 38 milhões de trabalhadores formais atuam acima das atuais 44 horas semanais.

    Especialistas favoráveis à mudança argumentam que jornadas menores podem aumentar produtividade, reduzir afastamentos médicos, combater burnout, ansiedade e depressão, além de melhorar o ambiente corporativo. Países europeus que experimentaram modelos mais flexíveis observaram ganhos em saúde ocupacional e eficiência em determinados setores.

    O próprio governo federal sustenta que a medida poderá gerar uma nova lógica econômica, baseada em produtividade e não apenas em tempo excessivo de permanência no trabalho.

    Nas redes sociais, trabalhadores passaram a compartilhar relatos emocionantes. Muitos afirmam que “sobrevivem” e não vivem. Outros relatam que trabalham seis dias seguidos para descansar apenas um, geralmente usado para lavar roupas, limpar a casa e resolver pendências, sem qualquer tempo real de recuperação física ou mental.

    Mas enquanto uma parte do país comemora, outra acende o sinal vermelho.

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    CONTRA

    Entidades empresariais, representantes do comércio, da indústria e do turismo demonstraram enorme preocupação com os impactos financeiros da proposta. Setores que operam praticamente 24 horas por dia afirmam que a redução da jornada poderá elevar drasticamente os custos operacionais.

    O principal temor do empresariado é simples: para manter o funcionamento das empresas com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras. Isso, segundo críticos da PEC, pode pressionar pequenas e médias empresas, justamente as que mais geram empregos no país.

    Um estudo citado durante o debate aponta que, sem ganho equivalente de produtividade, a mudança poderia gerar impacto de aproximadamente R$ 77 bilhões no Produto Interno Bruto brasileiro.

    Empresários também alertam para possível aumento da informalidade. O argumento é que algumas empresas poderiam deixar de contratar formalmente para reduzir custos trabalhistas, ampliando relações informais de trabalho.

    Outro ponto levantado pelos críticos é que o Brasil ainda enfrenta juros elevados, crédito caro e baixa competitividade industrial. Para parte do mercado, reduzir a jornada sem uma ampla reforma tributária e econômica poderia agravar o chamado “Custo Brasil”.

    Parlamentares contrários ao texto chegaram a afirmar que a proposta cria uma “proibição formal de trabalhar seis dias”, sem garantir que o trabalhador terá efetivamente maior renda ou estabilidade.

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    EM TRÊS PONTAS

    Em cidades do interior, como Três Pontas e diversas regiões do Sul de Minas, o tema também provoca discussões intensas.

    A economia regional é fortemente sustentada pelo comércio, pela cafeicultura, supermercados, bares, restaurantes, transportes e serviços. Muitos empresários locais observam o debate com cautela, especialmente diante das dificuldades enfrentadas após anos de inflação alta, custos operacionais elevados e aumento das despesas trabalhistas.

    Por outro lado, trabalhadores da região enxergam na proposta a possibilidade de mais convivência familiar, descanso e dignidade.

    A verdade é que o debate sobre a escala 6×1 escancarou uma ferida antiga do Brasil moderno: o equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.

    A aprovação da PEC não encerra a discussão. Pelo contrário. Ela apenas abriu oficialmente uma das maiores disputas sociais, econômicas e políticas do país nos últimos anos.

    O Brasil agora tenta responder uma pergunta que ecoa em escritórios, fábricas, lavouras, supermercados e corredores do Congresso Nacional:

    Até onde vale sacrificar a vida pessoal em nome da sobrevivência profissional?

    E talvez a resposta mais dura seja justamente esta:

    Nenhuma economia se sustenta eternamente quando o trabalhador perde o direito de viver além do trabalho.

    Será mesmo?

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  • EXPOCAFÉ 2026 COMEÇA EM GRANDE ESTILO, MOVIMENTA TRÊS PONTAS E CONSOLIDA O SUL DE MINAS COMO O CORAÇÃO DA CAFEICULTURA MUNDIAL

    EXPOCAFÉ 2026 COMEÇA EM GRANDE ESTILO, MOVIMENTA TRÊS PONTAS E CONSOLIDA O SUL DE MINAS COMO O CORAÇÃO DA CAFEICULTURA MUNDIAL

    Três Pontas voltou a ocupar o centro das atenções do agronegócio brasileiro.

    Três Pontas voltou a respirar café, tecnologia, negócios e protagonismo internacional. A Expocafé 2026 já começou transformando o município do Sul de Minas em uma verdadeira vitrine mundial da cafeicultura moderna. Considerada a maior feira do segmento no Brasil, a edição deste ano abriu suas portas cercada de expectativa, recorde de expositores, forte presença política e uma programação técnica robusta, reafirmando o peso econômico, científico e estratégico do café mineiro para o Brasil e para o mundo.

    A solenidade oficial de abertura, realizada na segunda-feira (25), antes mesmo do início da visitação pública aos estandes, marcou um novo formato para o evento e reuniu importantes autoridades políticas, lideranças do agronegócio, representantes de cooperativas, empresários, pesquisadores e produtores rurais de diversas regiões brasileiras.

    Entre as presenças ilustres estiveram o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o senador Carlos Viana, deputados estaduais e federais ligados ao agronegócio, com destaque para os majoritários em Três Pontas, Mário Henrique Caixa e Diego Andrade, prefeitos da região, o prefeito de Três Pontas Luisinho Silva e seu vice Maycon Machado, vereadores, presidentes de cooperativas, representantes da Emater-MG, Epamig, Universidade Federal de Lavras (UFLA), lideranças da cadeia cafeeira e autoridades do setor produtivo nacional.

    O clima foi de entusiasmo, mas também de responsabilidade diante dos desafios enfrentados pela cafeicultura nos últimos anos. Em praticamente todos os pronunciamentos, os debates passaram por temas como mudanças climáticas, sustentabilidade, inovação tecnológica, mecanização, inteligência artificial aplicada ao campo, reforma tributária e segurança econômica do produtor rural.

    E no centro de toda essa engrenagem esteve a impecável organização da Cocatrel, cooperativa que mais uma vez mostrou sua força, competência e capacidade de liderança ao conduzir uma das maiores estruturas já montadas na história da Expocafé.

    A feira é organizada pela Cocatrel em parceria com a UFLA, Fundação Procafé, Emater-MG, Epamig e diversas instituições ligadas ao agronegócio e à pesquisa agrícola, além do importante apoio da Prefeitura Municipal de Três Pontas, que também teve papel fundamental na logística, infraestrutura e suporte institucional do evento.

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    A estrutura impressiona

    São mais de 170 estandes distribuídos ao longo de uma gigantesca pista de aproximadamente 1,8 mil metros lineares montada no Aeroporto de Três Pontas. Máquinas agrícolas de última geração, drones de pulverização, tratores autônomos elétricos, sistemas inteligentes de monitoramento de lavouras e soluções sustentáveis para o campo dividem espaço com empresas nacionais e internacionais que enxergam no Sul de Minas o epicentro da cafeicultura de alta performance.

    Logo nas primeiras horas de visitação pública, milhares de pessoas já circulavam pela feira. Produtores rurais, estudantes, agrônomos, empresários, exportadores e visitantes de diversos estados transformaram o espaço em um grande centro de negócios, networking e troca de conhecimento.

    A programação técnica da Expocafé 2026 também ganhou destaque absoluto. Palestras sobre perspectivas econômicas para o agro, gestão de risco na cafeicultura, impactos da reforma tributária, mecanização inteligente, drones agrícolas e inteligência artificial aplicada à seleção de cafés lotaram os espaços de debate.

    Um dos momentos mais aguardados desta edição é justamente a discussão sobre o uso da inteligência artificial no setor cafeeiro, tema que mostra como a cafeicultura brasileira está cada vez mais conectada ao futuro.

    Outro destaque importante é o protagonismo feminino dentro do agro. O painel sobre ciência, café e liderança feminina atraiu grande atenção e reforçou a transformação silenciosa que vem ocorrendo dentro da cafeicultura nacional, com mulheres ocupando posições estratégicas em gestão, pesquisa, comercialização e produção.

    Além da tecnologia e dos debates econômicos, a Expocafé também carrega um peso emocional e cultural enorme para Minas Gerais.

    O café não é apenas uma commodity. Ele é parte da identidade mineira.

    Minas Gerais continua sendo o maior produtor de café do Brasil, responsável por aproximadamente metade da produção nacional. O estado lidera principalmente a produção de café arábica, reconhecido mundialmente pela qualidade e pelo alto valor agregado.

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    Três Pontas em destaque

    Dentro desse cenário, Três Pontas ocupa posição privilegiada. O município é reconhecido internacionalmente pela excelência de seus cafés e pela força do cooperativismo agrícola, especialmente através da Cocatrel, uma das maiores cooperativas cafeeiras do país.

    Mais do que uma feira de máquinas e negócios, a Expocafé representa a união entre tradição, inovação e sustentabilidade.

    Ela mostra que o agro mineiro não apenas acompanha o futuro — ele ajuda a construí-lo.

    A expectativa é de que dezenas de milhares de visitantes passem pelo evento até quinta-feira (28), movimentando diretamente hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio local e toda a economia regional.

    E enquanto o mundo discute segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade, Três Pontas vive, mais uma vez, o protagonismo de ser a capital brasileira da cafeicultura moderna.

    O Conexão Três Pontas acompanha todos os detalhes da Expocafé 2026 diretamente do evento, trazendo entrevistas exclusivas, bastidores, lançamentos tecnológicos e a cobertura completa daquela que já é considerada uma das maiores e mais organizadas edições da história da feira.

    Confira a programação completa:

    🗓️ 26 de maio (terça-feira)

    📌 Tenda de Eventos
    9h — Abertura da feira para visitação aos estandes
    9h30 — Diretrizes e orientações para a safra 2026
    10h — Perspectivas econômicas e políticas para a agropecuária
    10h50 — Fundamentos, panoramas e gestão de risco no café
    11h40 — A importância do agrônomo para a agropecuária
    13h — Impactos da reforma tributária para o produtor rural
    📌 Simpósio de Mecanização da Lavoura
    14h — Pulverização com drone na cafeicultura
    14h50 — Uso do drone T100 na pulverização de precisão
    15h40 — A energia do futuro é armazenada hoje
    16h30 — Apresentação de trator elétrico autônomo
    17h — A mecanização eletrificada

    🗓️ 27 de maio (quarta-feira)

    📌 Tenda de Eventos
    9h — Conexão Cafeína Cocatrel
    10h — Cafeicultura em cenários heterogêneos
    10h50 — Painel sobre café, ciência e protagonismo feminino
    14h30 — Seleção de café com inteligência artificial
    15h15 — Controle da broca do café
    16h — Teatro infantil: Os Três Porquinhos

    🗓️ 28 de maio (quinta-feira)

    📌 Programação infantil
    9h — Teatro: Os Três Porquinhos
    📌 Simpósio UFLA e Cocatrel
    10h — Mapeamento do potencial de qualidade do café
    10h50 — Impactos dos extremos climáticos na cafeicultura
    📌 Programação da tarde
    14h10 — Prosa ambiental sobre segurança no campo
    14h40 — Campo seguro, produtor protegido (Safra 2026)
    15h20 — Impactos da reforma tributária para o produtor rural

    Serviço:

    Expocafé 2026
    🗓️ 26 a 28 de maio de 2026
    🕘 Abertura dos portões às 9h
    📍 Local: Aeroporto de Três Pontas

    Jornalista Roger Campos®

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  • MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    Todos os anos, o mês de maio ganha a cor amarela para chamar a atenção do mundo para uma tragédia que se repete diariamente nas ruas, avenidas e rodovias: a violência no trânsito. O movimento Maio Amarelo nasceu justamente para provocar reflexão, conscientização e mudança de comportamento. Mas em meio às campanhas tradicionais sobre direção defensiva, álcool ao volante e uso do celular, um debate ainda é pouco explorado e precisa ser enfrentado com coragem: até que ponto empresas, patrões, modelos de trabalho e a rotina sufocante da vida moderna também alimentam o caos no trânsito?

    A discussão é urgente. E necessária.

    O trânsito não é violento apenas por culpa de motoristas imprudentes. Existe uma engrenagem social, econômica e estrutural por trás de muitos acidentes. Milhões de brasileiros acordam diariamente exaustos, pressionados por horários impossíveis, metas abusivas, jornadas excessivas e deslocamentos cada vez mais longos. Em muitos casos, o trabalhador sai de casa antes do amanhecer e retorna tarde da noite, enfrentando cansaço físico, desgaste mental e estresse extremo. E é justamente nesse cenário que decisões erradas acontecem.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,19 milhão de pessoas morrem todos os anos em acidentes de trânsito no planeta. Trata-se de uma das principais causas de morte entre jovens de 5 a 29 anos. Além disso, entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem ferimentos graves ou ficam com sequelas permanentes anualmente.

    No Brasil, os números também assustam. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 33 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro em 2025, enquanto centenas de milhares ficaram feridas. O impacto ultrapassa o drama humano e atinge diretamente a economia: estima-se que os acidentes gerem prejuízos bilionários ao sistema de saúde, à Previdência Social e ao mercado de trabalho.

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    E há um dado alarmante: grande parte das vítimas está em idade economicamente ativa.

    A pressa virou epidemia. O celular virou distração constante. A ansiedade virou combustível invisível das ruas. E, silenciosamente, o ambiente corporativo também contribui para isso.

    Empresas que exigem produtividade extrema, entregadores submetidos a metas quase desumanas, motoristas pressionados por prazos, vendedores que passam horas nas estradas e trabalhadores submetidos a jornadas cansativas acabam se tornando vítimas indiretas de um sistema que prioriza desempenho acima da vida.

    O problema não está apenas no volante. Está na cultura.

    Especialistas em mobilidade urbana e saúde mental alertam que o estresse ocupacional tem relação direta com comportamentos agressivos no trânsito. Irritação, impulsividade, distração, fadiga e redução da capacidade de reação aumentam significativamente o risco de acidentes.

    No Sul de Minas Gerais

    A realidade também preocupa. Rodovias movimentadas como a Fernão Dias, a MG-167, a BR-491 e dezenas de estradas estaduais que ligam cidades como Três Pontas, Varginha, Alfenas, Boa Esperança e Lavras convivem diariamente com acidentes graves, muitos deles envolvendo motociclistas, caminhoneiros e trabalhadores em deslocamento.

    A região possui forte atividade agrícola, industrial e logística, especialmente no setor cafeeiro, o que aumenta o fluxo de veículos pesados e deslocamentos constantes. Somado a isso, o crescimento acelerado das entregas por aplicativo transformou motociclistas em personagens centrais de uma rotina marcada pela urgência, pela pressão financeira e pela vulnerabilidade.

    Dados nacionais mostram que motociclistas já representam uma das maiores parcelas de mortes no trânsito brasileiro. Em muitos casos, jovens entre 18 e 35 anos perdem a vida tentando cumprir prazos, acelerar entregas ou simplesmente sobreviver em meio a um mercado cada vez mais competitivo.

    E enquanto campanhas educativas são importantes, elas sozinhas não bastam.

    É preciso discutir mobilidade urbana inteligente, transporte público digno, educação no trânsito desde a infância, fiscalização eficiente e, principalmente, responsabilidade coletiva.

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    Empresas precisam entender que produtividade jamais pode custar vidas.

    Funcionários precisam compreender que nenhuma entrega, reunião ou compromisso vale mais do que voltar vivo para casa.

    Pais precisam dar exemplo.

    Governos precisam investir.

    E a sociedade precisa parar de normalizar tragédias.

    O Maio Amarelo não deve ser apenas um mês de posts nas redes sociais, laços simbólicos e discursos prontos. Ele precisa provocar desconforto. Precisa gerar mudança real.

    Porque nenhum acidente é “normal”.

    Nenhuma morte no trânsito pode ser tratada como estatística fria.

    Por trás de cada número existe uma família destruída, uma cadeira vazia na mesa, um sonho interrompido e uma ausência eterna.

    E talvez a pergunta mais importante não seja “quem causou o acidente?”, mas sim: que tipo de sociedade estamos construindo para transformar a pressa em prioridade e a vida em detalhe?

    O trânsito é um espelho do comportamento humano. E enquanto o mundo continuar acelerando sem consciência, continuaremos colecionando sirenes, funerais e lágrimas à beira das estradas.

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  • MADRUGADA DE MEDO EM TRÊS PONTAS: loja de bijuterias é alvo de criminoso que destrói vitrine com marreta no centro da cidade

    MADRUGADA DE MEDO EM TRÊS PONTAS: loja de bijuterias é alvo de criminoso que destrói vitrine com marreta no centro da cidade

    A sensação de insegurança voltou a assustar comerciantes e moradores do Centro de Três Pontas após uma loja de bijuterias ser alvo de um furto ousado e violento na madrugada do último domingo (17). O crime aconteceu por volta das 3h20 da manhã e mobilizou a Polícia Militar, depois que moradores da região acordaram assustados com fortes barulhos vindos da rua.

    Segundo informações apuradas pelo Conexão Três Pontas, um morador que vive próximo ao estabelecimento percebeu uma movimentação suspeita e decidiu olhar pela janela. Foi neste momento que testemunhou a ação criminosa. De acordo com o relato feito à Polícia Militar, o suspeito seria um homem magro, de baixa estatura, vestido com moletom preto e utilizando uma touca cobrindo a cabeça.

    Ainda conforme a testemunha, o criminoso utilizava uma marreta para golpear violentamente a vitrine da loja. Poucos segundos depois, o estrondo do vidro quebrando confirmou o pior. O homem invadiu rapidamente o estabelecimento, recolheu diversas peças e fugiu correndo pela Rua Minas Gerais, desaparecendo antes da chegada das equipes policiais.

    A proprietária da loja compareceu ao local pouco depois e encontrou um cenário de destruição. Segundo ela, foram levadas correntes masculinas e colares femininos, porém, até o registro oficial da ocorrência, ainda não havia sido possível contabilizar exatamente o prejuízo causado pelo crime.

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    A Polícia Militar realizou rastreamento em diversas regiões próximas na tentativa de localizar o autor, mas até o momento ninguém havia sido preso. A marreta usada na ação criminosa foi abandonada em frente à loja e recolhida pelos militares. O objeto deverá passar por perícia e será encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, que ficará responsável pelas investigações.

    O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade do comércio durante a madrugada e aumenta a preocupação de empresários e moradores da área central, que cobram mais segurança, monitoramento e ações preventivas para evitar novos episódios semelhantes.

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    A expectativa agora é de que imagens de câmeras de segurança da região possam ajudar na identificação do suspeito e auxiliar a Polícia Civil no avanço das investigações.

    O Conexão Três Pontas segue acompanhando o caso.

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  • FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    Três Pontas, que já tem poucas indústrias, em comparção com outras cidades, pode perder sua ‘Fábrica de Sonhos’!

    A possível saída da Estrela do mercado brasileiro representa muito mais do que uma crise empresarial. Para milhões de brasileiros, trata-se do fim simbólico de uma era que ajudou a construir a infância de gerações inteiras. A tradicional fabricante de brinquedos, que marcou profundamente os anos 1980 e 1990 com produtos icônicos presentes em praticamente todos os lares do país, entrou oficialmente com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), expondo as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional diante das transformações econômicas e tecnológicas dos últimos anos.

    O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve outras oito empresas ligadas ao Grupo Estrela. Apesar da gravidade da situação financeira, a companhia informou que continuará operando normalmente durante o processo judicial, mantendo atividades industriais, comerciais e administrativas enquanto tenta reorganizar suas dívidas e evitar um colapso definitivo.

    Fundada em 1937, a Estrela não foi apenas uma fabricante de brinquedos. A marca se transformou em patrimônio afetivo da cultura brasileira. Durante décadas, ajudou a moldar a imaginação infantil, atravessou gerações e se tornou sinônimo de nostalgia para milhões de adultos que cresceram embalados por jogos, bonecas, carrinhos, autoramas e brinquedos que marcaram época.

    O comunicado encaminhado ao mercado e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revela um cenário duro e preocupante. A empresa aponta que o aumento brutal dos juros, a dificuldade de acesso ao crédito, o encarecimento do capital e as profundas mudanças no comportamento das crianças foram determinantes para a crise.

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    O mundo mudou. E a infância também.

    A geração que antes sonhava com brinquedos físicos hoje cresce diante de celulares, tablets, videogames, plataformas de streaming, redes sociais e jogos online. O espaço que antes era ocupado por bonecas, jogos de tabuleiro e carrinhos agora é disputado por telas digitais, inteligência artificial e entretenimento instantâneo.

    A própria Estrela reconhece que a transformação tecnológica alterou radicalmente o mercado infantil. Nos últimos anos, fabricantes tradicionais passaram a travar uma batalha desigual contra gigantes digitais globais capazes de capturar a atenção das novas gerações durante horas diárias.

    Além disso, a concorrência agressiva de produtos importados ampliou ainda mais a pressão sobre a indústria brasileira de brinquedos, que enfrenta altos custos de produção, carga tributária elevada e dificuldades de competitividade.

    A crise da Estrela também reflete um problema estrutural da economia brasileira. O número de pedidos de recuperação judicial disparou no país nos últimos anos, especialmente após o longo período de juros elevados. A taxa Selic permaneceu acima de 10% desde 2022 e chegou ao patamar de 15% ao ano em 2025, sufocando empresas de diversos segmentos.

    Com crédito caro, consumo enfraquecido e dificuldade de financiamento, companhias tradicionais passaram a enfrentar sérios riscos financeiros. E nem mesmo marcas históricas conseguiram escapar.

    A trajetória da Estrela ajuda a dimensionar o tamanho dessa perda simbólica para o Brasil. A empresa nasceu como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e se transformou em uma das maiores referências do setor de brinquedos da América Latina. Também entrou para a história por ter sido uma das primeiras companhias brasileiras a abrir capital, ainda em 1944.

    Ao longo das décadas, a marca esteve presente em aniversários, Natais e momentos inesquecíveis de milhões de famílias brasileiras. Mais do que vender brinquedos, a Estrela comercializava sonhos, criatividade e memória afetiva.

    Agora, diante do avanço tecnológico e da brutal transformação do comportamento humano, a empresa luta para sobreviver em um mercado completamente diferente daquele que a consagrou.

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    Três Pontas perderá empregos? E as outras unidades?

    A fabricante informou que a recuperação judicial tem como objetivo preservar empregos, manter as operações em funcionamento e reorganizar o passivo financeiro acumulado. A administração seguirá sob responsabilidade dos atuais diretores e acionistas, enquanto um plano de recuperação será apresentado futuramente aos credores.

    Mas, independentemente do desfecho jurídico e financeiro, o impacto emocional já é inevitável.

    A crise da Estrela escancara uma pergunta incômoda para toda a sociedade: até que ponto o avanço tecnológico está substituindo experiências humanas, afetivas e reais?

    Porque talvez o maior prejuízo não seja apenas econômico.

    Talvez seja perceber que uma geração inteira trocou a magia de brincar pela solidão silenciosa das telas.

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  • Em noite histórica e emocionante, Câmara de Três Pontas homenageia mães que se tornaram exemplos de amor, força e legado familiar

    Em noite histórica e emocionante, Câmara de Três Pontas homenageia mães que se tornaram exemplos de amor, força e legado familiar

    Em uma noite marcada pela emoção, reconhecimento e valorização da família, a Câmara Municipal de Três Pontas realizou, nesta segunda-feira (11), uma das mais belas e sensíveis homenagens já promovidas em celebração ao Dia das Mães.

    O evento reuniu autoridades, vereadores, familiares, convidados e representantes da sociedade trespontana em uma solenidade que transformou o plenário da Casa Legislativa em um verdadeiro cenário de afeto, gratidão e memória.

    Com organização impecável, ambiente cuidadosamente preparado e uma condução marcada pelo respeito e pela sensibilidade, a cerimônia emocionou o público presente do início ao fim. Mais do que uma homenagem protocolar, o encontro se transformou em um tributo à essência da maternidade, celebrando mulheres que representam gerações de luta, amor, renúncia e dedicação absoluta às suas famílias e à comunidade.

    A solenidade contou com a presença do vice-prefeito de Três Pontas, Maycon Douglas Vitor Machado, além de vereadores, lideranças comunitárias e convidados especiais. Um dos momentos mais emocionantes da noite aconteceu ainda antes da abertura oficial da 64ª Sessão Ordinária, quando as mães dos vereadores foram convidadas a ocuparem simbolicamente as cadeiras dos filhos parlamentares. Já os vereadores que não possuem mais suas mães vivas receberam flores brancas, em um gesto silencioso, porém profundamente simbólico, representando saudade, respeito e a permanência eterna do amor materno.

    Na sequência, um vídeo exibido nos televisores do plenário trouxe depoimentos emocionantes de mães dos vereadores, respondendo à pergunta: “O que significa ser mãe?”. O conteúdo arrancou lágrimas, aplausos e emocionou grande parte do público presente, reforçando o tom humano e acolhedor da cerimônia.

    Durante a noite, três mulheres foram homenageadas oficialmente como “Mães do Ano”, representando diferentes instituições da cidade, mas unidas por trajetórias de vida inspiradoras e marcadas pela dedicação ao próximo.

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    Representando o Rotary Club de Três Pontas, Dona Ione Araújo Reis Chaves recebeu reconhecimento por uma vida inteira construída sobre valores sólidos, fé e amor incondicional à família. Aos 94 anos, ela foi celebrada como símbolo de força, sabedoria e legado familiar, cercada pelo carinho de filhos, netos e bisnetos. Sua trajetória emocionou os presentes e reforçou a importância das mulheres que sustentam famílias inteiras com amor silencioso e permanente.

    Já o Clube Conviver e Crescer homenageou Dona Maria Thereza Ferreira Abreu, conhecida carinhosamente como “Vó Thereza”. Sua história, marcada pela superação, inteligência prática, fé e dedicação à família, foi uma das mais impactantes da noite. Costureira, dona de casa, mãe, avó, bisavó e referência comunitária, Dona Thereza foi descrita como uma mulher que transformou simplicidade em grandeza e trabalho em demonstração diária de amor. O plenário ouviu atentamente cada detalhe de sua história de vida, construída com coragem, criatividade e uma capacidade admirável de cuidar das pessoas ao seu redor.

    A terceira homenageada da noite foi Dona Tereza Pulcheria da Silva Brito, escolhida como “Mãe do Ano” pelo Centro de Convivência do Idoso Lourenço Siqueira. Sua trajetória foi apresentada como exemplo da mulher mineira simples, forte e dedicada à família. Casada há 66 anos, mãe de quatro filhos, avó, bisavó e tataravó, Dona Tereza recebeu aplausos calorosos ao ter sua história narrada diante do plenário lotado.

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    O presidente da Câmara, vereador Myller Bueno, conduziu os trabalhos da noite e, diante da importância da homenagem, suprimiu o Grande Expediente para dedicar integralmente o encerramento da sessão à solenidade especial. O gesto foi elogiado por diversos presentes e reforçou o caráter humano e afetivo da cerimônia.

    O evento foi amplamente elogiado pela organização, pela sensibilidade do roteiro e pela forma respeitosa como as homenageadas tiveram suas histórias contadas. Em tempos em que a sociedade enfrenta tantos desafios sociais e emocionais, a solenidade promovida pela Câmara Municipal resgatou valores fundamentais como família, gratidão, respeito às raízes e reconhecimento àquelas que dedicaram suas vidas a cuidar, educar e amar.

    Uma noite memorável, que ficará marcada não apenas pela beleza da homenagem, mas pela capacidade de emocionar e tocar profundamente o coração dos presentes.

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  • Grupo Unis realiza imersão prática para futuros estudantes de Medicina

    Grupo Unis realiza imersão prática para futuros estudantes de Medicina

    O Grupo Unis realizou, no último sábado, 9 de maio, a 1ª edição do MedDay, evento criado para apresentar a estrutura, a metodologia e experiências práticas da graduação em Medicina. A ação aconteceu na Cidade Universitária, em Varginha, reunindo estudantes do ensino médio, interessados no curso de Medicina e familiares em uma imersão na rotina acadêmica do curso.

    Durante a manhã, os participantes conheceram de perto os diferenciais da graduação, reconhecida com nota máxima pelo MEC, além da estrutura da instituição, investimentos em tecnologia e metodologias de simulação realística. A programação também trouxe orientações sobre vestibular, matrículas e financiamento estudantil.

    O ponto alto do evento foi o circuito prático dividido em quatro estações temáticas, proporcionando experiências semelhantes às vividas pelos acadêmicos de Medicina.

    Na estação de Anatomia, os visitantes participaram de atividades de identificação de órgãos, estudos no ossário e quizzes interativos conduzidos pelos professores.

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    Já na estação de Histologia, os participantes tiveram contato com microscópios e análises de tecidos musculares e epiteliais, compreendendo diferenças entre estruturas saudáveis e alterações relacionadas a doenças.

    A experiência continuou na estação de Técnica Cirúrgica, proporcionando uma prática de paramentação e realização de suturas simples, permitindo aos visitantes conhecer instrumentos e procedimentos presentes no ambiente cirúrgico.

    Encerrando o circuito, a estação de Simulação colocou os estudantes em situações rotineiras de atendimento médico, com atividades de RCP (reanimação cardiopulmonar), avaliação ABC e demonstrações de equipamentos utilizados em emergências. Os participantes puderam executar compressões torácicas e participar de tomadas de decisão guiadas pelos professores.

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    Ao final do evento, a equipe comercial realizou atendimento individual para esclarecer dúvidas sobre ingresso e financiamento.

    O MedDay reforça a proposta do Grupo Unis de oferecer uma formação médica conectada à prática, à inovação e à preparação humanizada dos futuros profissionais da saúde.

    Fonte Grupo Unis

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