A Câmara Municipal de Três Pontas encerrou, na noite de quarta-feira (21), a edição 2026 do Parlamento Jovem, com a entrega de certificados aos estudantes participantes. A iniciativa, promovida pela Escola do Legislativo “Professora Maria Rogéria de Mesquita”, incentiva a formação cidadã e aproxima os jovens do funcionamento do Poder Legislativo.
A cerimônia reuniu autoridades, educadores, estudantes e representantes de instituições. Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade; o vice-prefeito Maycon Douglas Vitor Machado; o secretário municipal de Cultura, Sérgio Nogueira; a vereadora Valéria Evangelista Oliveira, presidente da Escola do Legislativo; e o capitão Ederson de Souza Januário, da 151ª Companhia da Polícia Militar. O encontro foi conduzido por Carlos Castro, coordenador municipal do programa.
INCLUSÃO FOI O TEMA CENTRAL
Com o tema “Inclusão da pessoa com deficiência e com neurodivergência”, escolhido pelos estudantes mineiros, o Parlamento Jovem promoveu debates sobre três eixos: enfrentamento ao capacitismo e à violência; direito à informação e à comunicação; e espaços acessíveis e ambientes inclusivos.
Oficinas, palestras e encontros ampliaram o conhecimento dos participantes. A APAE de Três Pontas e o Instituto Mineiro de Desenvolvimento Sociocognitivo (IMIDES) estiveram entre os parceiros que contribuíram com as atividades. Instituições e colaboradores também receberam certificados de reconhecimento.
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APRENDIZADO QUE VAI ALÉM DA SALA DE AULA
Durante o encerramento, os jovens compartilharam experiências e destacaram a importância do projeto para o crescimento pessoal, o pensamento crítico e a compreensão das políticas públicas. A iniciativa também estimula o diálogo, o respeito às diferenças e a participação nas decisões que impactam a sociedade.
2027 TERÁ FOCO NOS DIREITOS DAS MULHERES
Na etapa estadual, os estudantes definiram o tema da próxima edição: “Direitos das Mulheres e Combate à Misoginia”. A proposta abrirá espaço para discussões sobre igualdade, enfrentamento à discriminação de gênero e proteção dos direitos das mulheres.
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Mais do que entregar certificados, o Parlamento Jovem encerra mais um ciclo de formação de jovens conscientes de seu papel na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e participativa.
CONEXÃO TRÊS PONTAS — Informação, credibilidade e os grandes acontecimentos da nossa cidade.
O Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.
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Segunda edição do Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas promete quase 40 horas de rock and roll, 14 shows, atrações para toda a família, solidariedade e a presença de motoclubes de diversas regiões do Brasil.
A contagem regressiva começou! Faltam poucos dias para Três Pontas receber um dos eventos mais aguardados pelos amantes do motociclismo e do rock and roll. Nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2026, o Sambódromo Jaime de Abreu, na Avenida Oswaldo Cruz, no Centro, será palco da segunda edição do Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas.
Com entrada franca, o evento promete reunir motociclistas, triciclistas, motorhomes, visitantes de diversas regiões do Brasil e toda a população em uma grande celebração da música, da amizade e da irmandade motociclística.
A realização é da Prefeitura Municipal de Três Pontas, com coordenação da Asseemg Eventos e direção da UMTP — União dos Motoclubes de Três Pontas.
SEMANA CULTURAL: CINCO DIAS DE ATRAÇÕES
Na próxima semana, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, promoverá uma programação especial que vem sendo chamada de Semana Cultural, com cinco dias de ações e atrações culturais concentradas no mesmo palco.
A programação começa na quinta-feira, com o show da cantora sertaneja trespontana Amanda Rissi, vencedora de um concurso da EPTV que lhe proporcionou a oportunidade de se apresentar em um dos maiores palcos sertanejos do mundo: a Festa do Peão de Barretos.
A apresentação será um presente da Prefeitura à artista, em reconhecimento à conquista, e também à população trespontana, que torceu e apoiou Amanda durante toda essa trajetória.
Na sexta-feira, a atmosfera muda completamente. O sertanejo dá lugar ao bom e velho rock and roll, abrindo oficialmente três dias de muita música, confraternização e celebração da cultura motociclista.
QUASE 40 HORAS DE ROCK, 14 SHOWS E GRANDES ATRAÇÕES
O presidente da UMTP, o jornalista Roger Campos, destacou a dimensão da programação e a expectativa em torno desta segunda edição.
“Estamos prestes a viver o maior encontro de motociclistas de todos os tempos em Três Pontas. Serão quase 40 horas de muito rock and roll, através de 14 shows, com bandas da cidade e também de diversos locais do Brasil. Dentre os shows de bandas de fora, quero destacar o T. Rox, que esteve na edição do ano passado, mas que teve, infelizmente, a apresentação prejudicada por conta da forte chuva. Outra banda de peso que se soma ao evento é a Aurah, elogiada e aplaudida por onde vai. Mas, para mim, a cereja do bolo vem no domingo com a apresentação inédita do projeto AEROGUNS, onde teremos pela primeira vez a apresentação em sequência de duas bandas cover: Guns n’ Roses e Aerosmith! Mas é importante destacar também a presença e o talento de diversas bandas trespontanas que brilharão durante os três dias de evento”, declarou Roger Campos.
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Além dos shows, os intervalos das apresentações também serão momentos de interação com o público. Haverá sorteios de diversos brindes, incluindo capacetes e outros produtos oferecidos pelo comércio local.
PROGRAMAÇÃO OFICIAL — CONFIRA OS HORÁRIOS
SEXTA-FEIRA — 30 DE OUTUBRO
– 18h: Abertura. – 18h30 às 19h40: Quantic Void. – 20h30 às 22h15: Aurah. – 23h à 1h15: Copo Americano.
SÁBADO — 31 DE OUTUBRO
– 11h: Abertura. – 12h às 13h15: Meteora Legacy. – 14h às 15h30: Cabruxos. – 16h30 às 18h: Alien Hearth. – 19h às 20h30: Stereorocks. – 21h30 às 23h: T. Rox. – 23h45 à 1h30: Hellraizers.
DOMINGO — 1º DE NOVEMBRO
– 10h: Abertura. – 11h às 12h30: Double Down. – 13h30 às 15h: The Hitmakers. – 16h às 17h30: Zenite. – 18h30 às 20h: Vinith. – 21h às 22h30: Aeroguns — Guns N’ Roses Nithrain Cover. – 23h à 0h30: Aeroguns — Aerosmith Cover.
Atenção: a organização informa que haverá passagem de som e sorteio de brindes 30 minutos antes de cada show.
GASTRONOMIA, SOUVENIRS E DIVERSÃO PARA TODA A FAMÍLIA
O encontro vai muito além dos palcos. A organização preparou uma estrutura diversificada para receber o público, com praça de alimentação, comércio especializado, espaço infantil e atrações voltadas a diferentes faixas etárias.
“Teremos uma completa praça de alimentação com 6 estandes, incluindo chopp, churrasco, tropeiro e macarrão, pizza, refrigerante e água, frango e muito mais. Teremos barracas de souvenirs especializadas na comercialização de produtos de motociclistas e de rock. Teremos ainda uma área kids coordenada por Tia Ellen Recreações, incluindo pula-pula, pintura artística e brinquedos infláveis. Também haverá entrega de troféus para todos os motoclubes presentes, já que a expectativa é que diversos motoclubes do Brasil inteiro estejam presentes”, emendou ele.
A estrutura contará com portal de entrada temático e um backdrop preparado para que os visitantes registrem o momento e levem uma lembrança do encontro. Também haverá estacionamento para motocicletas dentro do local. Para se proteger de uma eventual chuva, sete tendas com tamanho 4 x 4 foram contratadas juntamente com vários jogos de mesa para acomodar com conforto, segurança e tranquilidade o público presente, principalmente os motociclistas da terceira idade e todos aqueles que gozem de alguma preferência.
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CAMPING COM ESTRUTURA PARA RECEBER OS VISITANTES
Pensando nos motociclistas e visitantes que virão de outras cidades, foi preparada uma área de camping no Mercadão Municipal, sob coordenação da Secretaria Municipal de Agropecuária.
O espaço oferecerá área coberta, chuveiros com água quente e estacionamento também coberto. No domingo pela manhã, será servido café aos participantes.
A iniciativa busca proporcionar mais conforto e praticidade a quem pretende aproveitar a programação durante os três dias do encontro.
SOLIDARIEDADE: UM GESTO QUE FAZ A DIFERENÇA
Além da música e da confraternização, o encontro também tem um importante compromisso social.
Conforme divulgado pela própria Polícia Militar, o evento anterior foi marcado pela organização, sem registro de brigas, tumultos ou violência. A proposta é manter esse ambiente de respeito, tranquilidade e convivência entre os participantes.
A solidariedade também faz parte da iniciativa. A organização solicita, de maneira opcional e não obrigatória, a doação de fraldas geriátricas, que serão destinadas aos idosos atendidos pela Vila Vicentina de Três Pontas.
O encontro contará ainda com duas homenagens, reforçando o caráter de reconhecimento e valorização que também integra a programação.
BÔNUS: SEMANA CULTURAL CONTINUA NA SEGUNDA-FEIRA
E a programação não termina no domingo!
Na segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados, a Semana Cultural será encerrada com um show acústico da banda Cabruxos, a partir das 14h.
A apresentação reunirá sucessos de diferentes estilos musicais, com homenagens à Música Popular Brasileira, ao Clube da Esquina e, especialmente, ao trespontano Milton Bituca Nascimento, que completa 84 anos de vida.
Será mais um momento de celebração da música e da identidade cultural de Três Pontas.
UMA FESTA DE IRMANDADE, RESPEITO E AMIZADE
Ao falar sobre a expectativa para o encontro, Roger Campos fez questão de agradecer aos parceiros e reforçar o convite à população e aos visitantes.
“Realmente será uma semana inesquecível em Três Pontas. Por isso eu quero agradecer em nome da UMTP, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, Câmara Municipal de Três Pontas, Asseemg Eventos, ao comércio local pelo apoio e especialmente aos motoclubes da cidade que realmente vestiram a camisa, com destaque para o Route 69, Kveiras e Endiabrados.
Deixo aqui o convite para todos virem a Três Pontas porque será uma grande festa, uma celebração da irmandade, do respeito, da amizade, sem baderna, sem bagunça e sem confusão. Deixo aqui um convite especial para os triciclistas e para os motorhomes que também são nossos convidados especiais. Coloque na sua agenda e venha curtir com a gente! É aqui que a gente se encontra”, finalizou Roger Campos.
SERVIÇO
Evento: 2º Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas.
Data: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2026.
Local: Sambódromo Jaime de Abreu — Avenida Oswaldo Cruz, Centro, Três Pontas (MG).
Entrada: Franca.
Solidariedade: Doação opcional de fraldas geriátricas para a Vila Vicentina de Três Pontas.
Realização: Prefeitura Municipal de Três Pontas.
Coordenação: Asseemg Eventos.
Direção: União dos Motoclubes de Três Pontas (UMTP).
Contato: Jornalista Roger Campos — (35) 9 9975-4248.
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Milhares de pessoas chegaram à cidade a pé, de ônibus, carros, caravanas, a cavalo e de diferentes partes do Brasil. Festa movimentou o Santuário, a Praça Cônego Victor, a Mina do Padre Victor e as estradas da região
TRÊS PONTAS — Há dias em que uma cidade simplesmente acorda. E há dias em que uma cidade parece acordar para lembrar quem ela é. 23 de setembro é assim em Três Pontas. Em 2026, mais uma vez, a cidade abriu seus caminhos, suas igrejas, suas praças e, sobretudo, o seu coração para receber milhares de devotos do Beato Padre Victor.
Durante a madrugada, enquanto grande parte da população ainda dormia, já havia gente caminhando pelas estradas. Pessoas que saíram de suas cidades horas antes. Algumas carregando cruzes. Outras, terços. Algumas cumprindo promessas. Outras agradecendo. E muitas simplesmente trazendo consigo uma esperança que talvez ninguém além delas consiga compreender. O resultado foi uma das maiores manifestações de fé do calendário religioso do Sul de Minas.
UM NÚMERO IMPRESSIONANTE — MAS QUE AINDA É UMA ESTIMATIVA
Antes da festa, a EPR Vias do Café trabalhava com uma estimativa de aproximadamente 50 mil pessoas circulando por Três Pontas nos dias 22 e 23 de setembro. Desse total, cerca de 5 mil peregrinos deveriam fazer o percurso a pé pelas rodovias e estradas da região.
Depois da celebração, entretanto, um dado importante precisa ser registrado com responsabilidade jornalística: não foi divulgado, até o momento, um levantamento oficial final informando exatamente quantas pessoas passaram por Três Pontas durante a festa. A imprensa registrou que a movimentação foi uma das maiores dos últimos anos, mas destacou justamente a ausência de uma contagem oficial por parte da organização ou das forças de segurança.
Portanto, 50 mil é uma estimativa de público, e não uma contagem oficial consolidada. Mas quem esteve em Três Pontas viu a dimensão da movimentação.
5 MIL PESSOAS A CAMINHO DE TRÊS PONTAS
Talvez nenhuma imagem represente melhor o tamanho dessa devoção do que as pessoas caminhando. A reportagem baseada na cobertura do Conexão registrou milhares de devotos percorrendo aproximadamente 30 quilômetros entre Varginha e Três Pontas pela MG-167. E não eram apenas moradores de Varginha. Peregrinos chegaram de Boa Esperança, Elói Mendes, Nepomuceno, Monsenhor Paulo e outras cidades do Sul de Minas, além de grupos vindos de localidades mais distantes.
Alguns caminharam durante a noite. Outros atravessaram a madrugada. Muitos chegaram cansados, mas seguiram para o Santuário. E houve quem transformasse o próprio percurso em oração.
Como resumiu uma peregrina ouvida pela Canção Nova, há quem caminhe para pedir, há quem caminhe para agradecer — e há quem descubra, no caminho, uma oportunidade de refletir sobre a própria vida.
A MADRUGADA QUE COMEÇOU EM ORAÇÃO
O dia 23 de setembro começou muito antes do nascer do sol.
Às 3h, houve Santa Missa no Santuário Diocesano Nossa Senhora d’Ajuda.
Às 3h30, saiu a tradicional Procissão da Penitência, em direção à região da Faxina.
Às 4h30, a Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro realizou a tradicional alvorada na Praça Cônego Victor.
Às 6h, os fiéis participaram da celebração na Capela Santa Cruz, na região da Faxina, tradicionalmente associada à memória de Padre Victor.
E a programação do Santuário continuou durante todo o dia, com missas às:
3h • 5h • 7h • 9h • 11h • 13h • 15h • 17h • 19h.
A Missa das 9h, solene e pontifical, foi presidida pelo bispo diocesano Dom Walter Jorge Pinto.
NA VÉSPERA, A CIDADE JÁ ESTAVA EM CLIMA DE FÉ
A programação não começou no dia 23. A Novena do Beato Padre Victor teve início em 14 de setembro e seguiu até o dia 22. Durante a semana, o Santuário recebeu procissões da penitência, missas, confissões e celebrações em diferentes horários. No dia 20, domingo, a programação foi ampliada. E no dia 22, véspera da grande celebração, Três Pontas viveu outro momento especial:
Queima dos Pedidos, às 15h;
Procissão Luminosa, às 18h;
Missa e novena, às 19h;
e uma última celebração às 22h.
O SANTUÁRIO FICOU LOTADO
A dimensão da festa também pôde ser percebida dentro do Santuário. O Conexão registrou, ainda durante a programação, celebrações completamente lotadas, com fiéis acompanhando as missas inclusive do lado de fora e filas formadas para chegar ao local onde estão os restos mortais do Beato Padre Victor.
Após o dia 23, veículos da região voltaram a registrar a grande movimentação no entorno do Santuário e da Praça Cônego Victor. O Conexão TV Web registrou que milhares de fiéis participaram das celebrações, com filas para visitar o local onde estão os restos mortais do Beato.
A Canção Nova também destacou que as missas lotaram o Santuário e que peregrinos de diferentes partes do Brasil participaram das celebrações.
E NÃO FOI APENAS FÉ: FOI PEREGRINAÇÃO
A festa mostrou que Três Pontas já possui algo que muitos destinos turísticos religiosos precisam construir durante décadas:
uma tradição espontânea de peregrinação.
A pessoa não vem apenas para assistir a uma missa.
Ela percorre quilômetros.
Planeja a viagem.
Organiza grupos.
Compra passagem.
Aluga ônibus.
Abastece.
Come.
Compra.
Dorme.
Visita.
Reza.
E volta para casa.
É por isso que o 23 de setembro precisa ser compreendido também como um dos maiores acontecimentos de turismo religioso de Três Pontas.
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A MINA DO PADRE VICTOR TAMBÉM RECEBEU O MOVIMENTO
Outro ponto fundamental da festa foi o Parque Multiuso da Mina do Padre Victor, onde tradicionalmente acontece a feira. Em 2026, a organização da feira ficou sob responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.
Antes da festa, foram projetados aproximadamente 380 lotes comerciais, com estrutura envolvendo comerciantes, visitantes, segurança, transporte, banheiros, chuveiros e equipe de apoio. A Mina, portanto, não é apenas um ponto comercial. É também um lugar de memória e devoção.
É um dos espaços que ajudam a contar a história de Padre Victor e que podem integrar, cada vez mais, uma estratégia permanente de turismo religioso.
UMA CIDADE INTEIRA ENVOLVIDA
A festa também muda a rotina de Três Pontas. Hotéis, restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, comércio, transporte e vendedores ambulantes passam a trabalhar com um fluxo completamente diferente do cotidiano.
E existe uma razão para isso: uma cidade que recebe dezenas de milhares de visitantes em poucos dias precisa começar a enxergar essa movimentação como patrimônio turístico e econômico.
A Festa do Padre Victor não é apenas um evento religioso. Ela é também uma oportunidade de mostrar Três Pontas.
Sua história.
Sua fé.
Seu café.
Sua música.
Sua gastronomia.
Sua cultura.
Seu comércio.
Sua hospitalidade.
SEGURANÇA: UMA OPERAÇÃO PARA QUEM CAMINHOU
A movimentação exigiu uma operação especial nas rodovias. A EPR Vias do Café mobilizou equipes e viaturas e instalou pontos de apoio para os peregrinos na MG-167 e na BR-265.
Entre os pontos estavam:
📍 Posto Líder, em Varginha;
📍 Fazenda Zaroca;
📍 DER;
📍 Fazenda Pantera;
📍 Base de Serviço Operacional, em Santana da Vargem;
📍 BR-265, em Coqueiral.
Foram disponibilizados orientação e coletes refletivos, enquanto a concessionária reforçou as recomendações de segurança para quem caminhava durante a noite ou madrugada.
Após a festa, o Conexão informou que o reforço do policiamento contribuiu para que a celebração terminasse sem acidentes relacionados ao grande movimento de peregrinos e veículos nas rodovias próximas a Três Pontas.
PADRE VICTOR VOLTOU A UNIR TRÊS PONTAS
Talvez seja essa a parte mais bonita de tudo. Porque, por algumas horas, as diferenças parecem desaparecer. Chegam ricos e pobres. Jovens e idosos. Moradores e visitantes. Pessoas que vêm de longe e pessoas que vivem a poucos metros do Santuário. Todos caminhando para o mesmo lugar. Todos diante da mesma memória. Todos carregando suas próprias histórias.
A Canção Nova registrou cenas de peregrinos descansando no chão do Santuário entre uma celebração e outra, levantando-se depois para continuar suas orações. Também destacou o trabalho voluntário de pessoas que oferecem alimento e acolhimento aos romeiros.
Isso também é turismo religioso. Não apenas a viagem. O acolhimento.
121 ANOS DEPOIS, A HISTÓRIA CONTINUA
Francisco de Paula Victor morreu em 23 de setembro de 1905. Em 2026, completaram-se 121 anos de sua morte. Mais de um século depois, seu nome continua provocando algo extraordinário: pessoas continuam colocando os pés na estrada para chegar até ele. Padre Victor foi beatificado em Três Pontas em 14 de novembro de 2015.
E sua memória continua profundamente ligada à identidade religiosa da cidade. Na homilia oficial da Diocese da Campanha, publicada em 23 de setembro, Dom Walter Jorge Pinto destacou a vida do Beato como exemplo de fé, serviço, comunhão, unidade e caridade.
E AGORA, UMA PERGUNTA PARA TRÊS PONTAS
Depois de mais uma Festa do Padre Victor, talvez a pergunta não seja apenas:
“Quantas pessoas vieram?”
A pergunta deveria ser:
“O que Três Pontas fará com tudo isso?”
Porque uma cidade que recebe aproximadamente 50 mil visitantes em apenas dois dias, segundo a estimativa divulgada antes do evento, possui um ativo turístico extraordinário.
E uma cidade que recebe milhares de pessoas caminhando por quilômetros possui algo ainda mais raro:
uma peregrinação que já nasceu da própria fé popular.
O desafio agora é transformar essa força em uma política permanente de turismo religioso.
Com planejamento.
Infraestrutura.
Acolhimento.
Sinalização.
Segurança.
Informação.
Preservação do patrimônio.
Capacitação.
Roteiros.
Divulgação.
E integração entre Igreja, Poder Público, comércio, empresários, entidades e comunidade.
Porque o 23 de setembro termina.
Mas a história de Padre Victor não termina.
E a peregrinação também não precisa terminar.
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TRÊS PONTAS É UMA CIDADE DE FÉ
Talvez seja essa a grande conclusão desta cobertura.
A Festa de 2026 mostrou novamente que Três Pontas não precisa inventar um destino turístico religioso.
Ele já existe.
Está no Santuário.
Está na Mina.
Está na Capela da Faxina.
Está na memória de Padre Victor.
Está nas famílias.
Está nas promessas.
Está nas orações.
Está nos milhares de passos que, todos os anos, apontam para Três Pontas.
E está, principalmente, no coração de quem chega.
Porque algumas pessoas viajam para conhecer uma cidade.
Outras caminham quilômetros para encontrar uma resposta.
E, todos os anos, milhares delas encontram em Três Pontas um lugar onde podem simplesmente parar, rezar, agradecer e continuar.
TRÊS PONTAS. TERRA DO BEATO PADRE VICTOR.
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Guia do eleitor: o que pode, o que não pode e como votar no próximo domingo
TRÊS PONTAS — No próximo domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Em Minas Gerais e em todo o país, o eleitor escolherá deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.
O Conexão Três Pontas preparou este guia para ajudar o eleitor a chegar ao local de votação informado, preparado e, principalmente, atento às regras da Justiça Eleitoral.
📅 O QUE FAZER NA VÉSPERA?
O sábado, 3 de outubro, é o último dia antes da votação. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão para o primeiro turno terminou em 1º de outubro. No dia da eleição, não é permitido fazer propaganda eleitoral ou pedir votos.
Um alerta importante: derramar santinhos ou material de campanha nas proximidades dos locais de votação na véspera ou no dia da eleição pode configurar crime eleitoral. A Justiça Eleitoral reforçou a fiscalização dessa prática em 2026.
Na véspera, também é recomendável conferir antecipadamente o local, a zona e a seção eleitoral e deixar preparada a chamada “colinha” com os números dos candidatos escolhidos.
🗳️ O QUE VOCÊ VAI VOTAR?
Na urna, a ordem será:
1️⃣ Deputado Federal
2️⃣ Deputado Estadual
3️⃣ Senador — 1ª vaga
4️⃣ Senador — 2ª vaga
5️⃣ Governador
6️⃣ Presidente da República
Serão, portanto, seis escolhas. A Justiça Eleitoral recomenda levar uma anotação pessoal com os números para facilitar o voto.
⚠️ ATENÇÃO AO SENADO
Em 2026, o eleitor escolherá dois senadores. É necessário votar em candidatos diferentes para as duas vagas.
📱 CELULAR NA CABINE? NÃO!
Essa é uma das regras que mais merece atenção.
O celular não pode entrar com o eleitor na cabine de votação.
Também são proibidos na cabine equipamentos capazes de registrar o voto, como câmeras, máquinas fotográficas, filmadoras, relógios inteligentes e outros dispositivos semelhantes.
Antes de votar, o aparelho deverá ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora. Quem se recusar a entregar o equipamento não poderá votar naquele momento.
A regra existe para preservar o sigilo do voto e evitar, entre outras situações, a comprovação da escolha para terceiros.
👕 POSSO IR VESTIDO COM A CAMISETA DO MEU CANDIDATO?
Sim, desde que a manifestação seja individual e silenciosa.
O eleitor pode usar camiseta, adesivo, broche, bandeira ou outro elemento de manifestação individual de preferência política.
O que não pode é transformar isso em manifestação coletiva ou ruidosa, abordar pessoas para pedir votos ou tentar influenciar a escolha de outros eleitores.
Em outras palavras:
✅ Manifestação individual e silenciosa: permitida.
❌ Aglomeração para fazer campanha: proibida.
❌ Pedir voto: proibido.
❌ Distribuir santinhos: proibido.
❌ Abordar eleitor para convencê-lo: proibido.
🚨 BOCA DE URNA É CRIME
No domingo, não peça voto para ninguém.
Não distribua santinhos, não faça campanha, não arregimente eleitores, não utilize alto-falantes e não tente convencer pessoas dentro ou nas proximidades do local de votação.
Essas condutas podem caracterizar crime de boca de urna.
A regra vale para candidatos, cabos eleitorais e também para eleitores.
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PRECISO LEVAR O TÍTULO DE ELEITOR?
Não é obrigatório apresentar o título de eleitor em papel.
O eleitor pode apresentar documento oficial com foto e, conforme as regras da Justiça Eleitoral, também utilizar o e-Título nas situações previstas.
Entre os documentos aceitos estão, por exemplo, carteira de identidade, carteira de motorista, carteira de trabalho e passaporte, entre outros documentos oficiais com fotografia.
Dica: não deixe para descobrir seu local de votação no domingo. Consulte antecipadamente as informações eleitorais.
E QUEM NÃO TEM BIOMETRIA?
Quem não tiver a biometria coletada não está automaticamente impedido de votar, desde que esteja habilitado pela Justiça Eleitoral.
Nesses casos, a identificação poderá ocorrer conforme os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral.
POSSO COMENTAR EM QUEM VOTEI?
Você pode manifestar sua preferência de maneira individual e silenciosa, respeitando as regras eleitorais.
Mas não fotografe ou filme a tela da urna para comprovar seu voto. O sigilo do voto é protegido constitucionalmente, e equipamentos que permitam registrar a escolha não podem ser utilizados na cabine.
E BEBIDA ALCOÓLICA?
Não existe uma regra nacional única estabelecida pelo TSE para proibir automaticamente a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o país durante as Eleições 2026.
A definição cabe a cada Tribunal Regional Eleitoral, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, conforme as regras locais. Portanto, é importante conferir eventual determinação específica para Minas Gerais.
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🚫 E SE EU NÃO PUDER VOTAR?
Quem estiver fora do seu domicílio eleitoral pode justificar a ausência no próprio dia da eleição, pelo e-Título ou nos locais destinados à justificativa, conforme as regras da Justiça Eleitoral.
Quem não justificar no dia poderá apresentar a justificativa posteriormente. Para o primeiro turno de 2026, o prazo vai até 3 de dezembro de 2026.
🔎 ANTES DE SAIR DE CASA, CONFIRA:
☑️ Local de votação
☑️ Zona e seção eleitoral
☑️ Documento com foto
☑️ Números dos candidatos anotados
☑️ Celular carregado — mas fora da cabine
☑️ Seis escolhas preparadas
☑️ Respeito ao sigilo do voto
☑️ Nada de boca de urna
☑️ Nada de santinhos
☑️ Nada de tentativa de convencer outros eleitores
E uma recomendação que vale mais do que qualquer outra:
VOTE DE ACORDO COM A SUA CONSCIÊNCIA.
Pesquise os candidatos, conheça suas propostas, verifique seus históricos e desconfie de informações que chegam pelas redes sociais sem fonte.
Seu voto é secreto. Sua escolha é sua.
ELEIÇÕES 2026
1º TURNO: 4 DE OUTUBRO
🕗 8h às 17h — horário de Brasília
2º TURNO, SE HOUVER: 25 DE OUTUBRO
As informações deste guia foram conferidas com base nas orientações e normas divulgadas pela Justiça Eleitoral para as Eleições 2026.
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Há uma pergunta que o Brasil precisa enfrentar sem medo: votar deve ser um direito ou uma obrigação? A Constituição brasileira determina que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para maiores de 18 anos, com exceções previstas no próprio texto constitucional. Para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.
Eu considero legítimo questionar esse modelo. Afinal, democracia pressupõe liberdade de escolha — inclusive a escolha consciente de não participar de determinada eleição. Transformar o comparecimento às urnas em obrigação estatal é uma decisão política e institucional que merece ser permanentemente debatida, e não tratada como verdade intocável.
Existe, porém, uma questão ainda mais profunda: que tipo de eleitor estamos formando? Um cidadão que participa porque compreende a importância de votar ou alguém que comparece porque teme as consequências de não fazê-lo? A crítica ao voto obrigatório não precisa significar defesa da apatia. Pelo contrário: pode significar defender uma democracia em que o voto seja resultado de consciência, informação e convicção.
É nesse ponto que aparece a expressão “curral eleitoral”. Como metáfora política, ela representa o temor de que cidadãos socialmente vulneráveis possam permanecer dependentes de estruturas políticas, benefícios ou relações de poder. Mas é importante separar opinião de fato: não há base para afirmar que todo programa assistencial tenha como objetivo manter eleitores dependentes, e essa interpretação precisa ser atribuída a quem a sustenta, não apresentada como fato comprovado.
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E o mundo oferece experiências diferentes. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, México e Canadá, entre muitos outros países, adotam sistemas em que o voto não é juridicamente obrigatório. Por outro lado, países como Brasil, Argentina, Austrália, Bélgica e Uruguai possuem mecanismos de voto obrigatório, embora as regras e sanções variem bastante. A base comparativa do International IDEA registra inclusive países que abandonaram o voto compulsório ao longo de sua história.
E aqui está o debate que realmente interessa: o voto obrigatório aumenta a participação porque produz cidadania ou simplesmente porque pune a ausência? Os defensores argumentam que a obrigatoriedade amplia a participação e fortalece a legitimidade dos governos eleitos. Os críticos respondem que participação eleitoral deveria nascer da liberdade individual e que obrigar alguém a comparecer não significa obrigá-lo a se informar ou a votar conscientemente.
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Não existe, portanto, uma resposta simples. O Brasil pode discutir voto facultativo, mas teria de discutir também educação política, acesso à informação, participação popular e os mecanismos para evitar que a ausência eleitoral seja concentrada justamente entre os grupos socialmente mais vulneráveis.
A pergunta que deixo não é em quem você deve votar. É muito anterior a isso: por que você vota? Porque acredita? Porque escolheu? Porque se sente representado? Ou simplesmente porque a lei manda?
Uma democracia madura deveria ser capaz de suportar essa pergunta — e talvez até de agradecer a quem tem coragem de fazê-la.
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O que nasceu em Três Pontas agora ganhou uma dimensão gigantesca no coração de Belo Horizonte.
O artista trespontano Kaká Chazz acaba de concluir um dos maiores murais de arte urbana da capital mineira: uma homenagem monumental a Milton Nascimento, ocupando aproximadamente 1.600 metros quadrados da empena de um edifício na Avenida Álvares Cabral, no Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras. A obra foi iniciada em 8 de setembro e concluída em 25 de setembro de 2026.
O endereço divulgado pela maioria das reportagens é Avenida Álvares Cabral, 347. Uma reportagem do Estado de Minas chegou a informar o número 374, mas as demais fontes consultadas — incluindo Hoje em Dia, Rádio Itatiaia, BHAZ e N3 News — apontam o nº 347. Por isso, esta reportagem adota o endereço majoritariamente confirmado.
UMA OBRA QUE É MUITO MAIS DO QUE UM RETRATO
Kaká Chazz não quis simplesmente pintar o rosto de Milton em uma parede gigantesca.
O projeto foi concebido como uma travessia pela vida e pela obra de Bituca, colocando em diálogo diferentes momentos da trajetória do cantor e compositor.
Na parte superior aparece Milton em uma fase mais madura, associado ao figurino utilizado em sua turnê de despedida dos palcos, “A Última Sessão de Música”, de 2022. Em outra parte da composição surge o Milton jovem, o artista que começava a construir uma das trajetórias mais importantes da música brasileira.
E existe uma escolha particularmente simbólica para Três Pontas: o tradicional chapéu do jovem Milton incorpora a representação da Serra de Três Pontas, imagem desenhada pelo próprio Bituca e utilizada na capa do álbum Geraes, que completa 50 anos em 2026.
MINAS GERAIS ESTÁ NAS CORES DO MURAL
A identidade visual da obra também foi pensada para contar uma história.
A paleta utiliza tons inspirados no pôr do sol mineiro. Os arabescos dourados fazem referência ao ouro e à tradição do barroco mineiro, especialmente à estética associada às obras de Aleijadinho.
Também aparecem sementes, elemento recorrente no trabalho de Kaká Chazz. Segundo o artista, elas fazem referência ao nome “Semente da Terra”, atribuído a Milton pelo povo indígena Guarani-Kaiowá.
Há ainda palavras e referências relacionadas a Minas, à música de Milton e à sua trajetória. A própria Três Pontas está incorporada à narrativa visual.
Não por acaso.
E A HISTÓRIA COMEÇA JUSTAMENTE EM TRÊS PONTAS
Existe uma coincidência bonita demais para ser ignorada.
Kaká Chazz nasceu em Três Pontas.
E foi em Três Pontas que Milton Nascimento cresceu e construiu parte fundamental de sua identidade. Nascido no Rio de Janeiro, Milton chegou ainda criança à cidade do Sul de Minas e ali viveu parte decisiva de sua formação.
Kaká cresceu ouvindo Milton.
As músicas de Bituca faziam parte das celebrações escolares e das formaturas. Mais tarde, já adulto, o artista passou a mergulhar ainda mais profundamente na obra do compositor e a perceber como muitos dos elementos presentes em sua própria linguagem artística também estavam na música de Milton: Minas, o interior, a cultura popular, a fé, o sertão, as pessoas e as histórias muitas vezes invisibilizadas.
Para Kaká, pintar Milton não era apenas retratar um ídolo.
Era enfrentar a responsabilidade de representar alguém que, de certa forma, também fazia parte da paisagem afetiva de sua própria infância.
“Pintar o Milton não é simplesmente pintar um grande artista que admiro”, afirmou Kaká, ressaltando a trajetória de lutas do cantor e sua dedicação à arte e ao povo.
Em outra declaração, o artista resumiu a importância que a obra de Bituca adquiriu em sua formação: “Para mim, a obra dele é como uma faculdade.”
UM PROJETO QUE NASCEU HÁ CERCA DE QUATRO ANOS
A monumental homenagem não surgiu de uma ideia de última hora.
Segundo Kaká Chazz, o projeto começou a ser pensado há aproximadamente quatro anos, a partir de sua admiração pela trajetória de Milton.
O artista apresentou a proposta a Roger Dee, produtor e articulador ligado à cultura hip hop. Foi Dee quem ajudou a viabilizar o acesso ao prédio e levou o projeto à equipe da Fábrica de Graffiti. A partir daí, a homenagem passou a integrar a 20ª edição do projeto.
A intervenção foi realizada com patrocínio da Fundação ArcelorMittal, dentro de uma iniciativa que utiliza a arte urbana para transformar grandes superfícies e aproximar a população da cultura.
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POR QUE AQUELE PRÉDIO?
A escolha da empena tem uma razão prática e artística.
Uma lateral de aproximadamente 1.600 m², localizada em uma região central e de grande circulação, permite que a obra seja vista de diferentes pontos da cidade.
A proposta da Fábrica de Graffiti é justamente transformar espaços urbanos de grande escala em áreas de fruição artística.
O projeto atua desde 2019 e, segundo informações divulgadas pela iniciativa, já ultrapassou 50 quilômetros de superfícies grafitadas, contratou cerca de 300 artistas e contribuiu para a formação de aproximadamente 800 novos artistas.
Em Belo Horizonte, a 20ª edição encontrou em Milton Nascimento um personagem que reúne arte, Minas Gerais, música popular brasileira e identidade cultural.
A FAMÍLIA DE MILTON APROVOU A HOMENAGEM
E existe um detalhe especialmente importante nessa história: a família de Milton Nascimento acompanhou e aprovou o projeto.
O filho do cantor, Augusto Nascimento, esteve no local durante a execução e falou publicamente sobre a emoção de ver o rosto do pai ocupando uma enorme parede no centro de Belo Horizonte.
Augusto também destacou a relação entre Kaká, Milton e Três Pontas, lembrando que o artista trespontano já havia feito uma homenagem ao cantor na cidade do Sul de Minas.
E essa primeira homenagem tem um significado especial.
ANTES DE BH, VEIO TRÊS PONTAS
Em 2025, Kaká Chazz realizou em Três Pontas um mural de aproximadamente 72 m² dedicado a Milton Nascimento.
A obra colocou lado a lado diferentes momentos da vida do cantor e chegou ao conhecimento do próprio Bituca por intermédio de seu filho.
A reação de Milton foi registrada publicamente.
Ao compartilhar imagens da homenagem, escreveu:
“Que alegria! Receber uma homenagem dessas me enche o coração. Só tenho a agradecer por tanto carinho.”
Segundo Augusto Nascimento, o pai aprovou e adorou a homenagem feita em Três Pontas.
E foi justamente essa relação anterior que ajudou a criar uma conexão ainda maior entre o artista trespontano e a família de Milton.
“BH, QUE JÁ ERA LINDA, AGORA FICOU MARAVILHOSA”
Ao acompanhar a nova obra, Augusto Nascimento não escondeu a emoção.
Em declaração divulgada pelo Hoje em Dia, ele chamou Kaká de “um artista genial de Três Pontas” e destacou que foi justamente na cidade do Sul de Minas que seu pai cresceu e se tornou profundamente ligado à identidade mineira.
Em outra declaração, Augusto afirmou que ver o rosto do pai tomando as ruas de Belo Horizonte provoca uma emoção particular e destacou a importância de Milton, Lô Borges e do Clube da Esquina para a identidade cultural de Minas Gerais.
A família também já possui uma relação próxima com a arte urbana: os cenários das duas últimas turnês de Milton foram produzidos pelos OSGEMEOS.
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KAKÁ CHAZZ: O ARTISTA QUE LEVOU TRÊS PONTAS PARA O MURO DE BH
Mais do que descobrir quem pintou o mural, é importante entender quem é o artista por trás dele.
Kaká Chazz é muralista e grafiteiro mineiro, natural de Três Pontas. Sua produção está fortemente ligada à cultura mineira, à arte urbana e às referências do território onde cresceu.
Sua trajetória dialoga com elementos como cultura popular, paisagem, memória e identidade.
E talvez seja exatamente isso que torne essa homenagem tão simbólica.
Kaká não veio de um grande centro para pintar Milton.
Ele veio de Três Pontas.
A mesma cidade que ajudou a formar Milton Nascimento.
Agora, um artista que nasceu nessa mesma cidade leva a imagem de Bituca para uma empena de 1.600 metros quadrados no coração da capital mineira.
É uma espécie de encontro entre duas gerações de artistas atravessadas pelo mesmo território.
DE TRÊS PONTAS PARA O MUNDO
Há uma dimensão que ultrapassa o tamanho da parede.
Milton Nascimento passou boa parte da vida mostrando ao Brasil e ao mundo que o interior também poderia produzir arte universal.
Agora, um artista nascido na mesma cidade transforma essa história em imagem.
De um lado, Milton levou Três Pontas para o mundo através da música.
Do outro, Kaká Chazz leva Três Pontas para Belo Horizonte através da arte urbana.
E talvez seja essa a imagem mais bonita dessa história:
um trespontano pintando outro grande símbolo de Três Pontas para que uma capital inteira possa olhar para cima e lembrar de onde veio parte da alma mineira.
FICHA DA OBRA
Homenageado: Milton Nascimento
Artista: Kaká Chazz
Dimensão: aproximadamente 1.600 m²
Local: Avenida Álvares Cabral, 347 — Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras
Execução: 8 a 25 de setembro de 2026
Projeto: 20ª edição da Fábrica de Graffiti
Direção artística: Roger Dee
Artistas assistentes: Bark e Asher
Patrocínio: Fundação ArcelorMittal
Idealização/produção executiva: Fábrica de Graffiti / Paula Mesquita Lage
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Uma comparação entre o primeiro programa de governo de Lula e as propostas apresentadas para um eventual quarto mandato revela temas que atravessaram 24 anos de discursos, campanhas e governos — alguns transformados em políticas públicas, outros ainda apresentados como desafios a serem enfrentados ou mera promessas eleitoreiras.
Em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputou pela primeira vez uma eleição presidencial que venceria, seu programa se chamava “Um Brasil para Todos — Crescimento, Emprego e Inclusão Social”. O documento colocava no centro do projeto a redução das desigualdades, geração de empregos, segurança pública, educação, saúde, habitação, reforma agrária e combate à pobreza.
Vinte e quatro anos depois, os mesmos grandes problemas continuam ocupando espaço no programa apresentado pela candidatura de Lula para 2026. O documento oficial disponível no TSE fala novamente em combater desigualdades, melhorar a segurança pública, garantir educação, ampliar moradia, fortalecer a agricultura familiar, avançar na reforma agrária e gerar empregos. O próprio texto afirma que ainda existem “gargalos e insuficiências” na educação e que o país precisa continuar avançando na redução das desigualdades.
FOME: UMA PROMESSA QUE TEVE ALGUM RESULTADO INICIAL — MAS CONTRASTA COM O CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES DE MORADORES EM SITUAÇÃO DE RUA
Aqui é preciso fazer justiça aos fatos. O combate à fome não pode ser apresentado simplesmente como uma promessa não cumprida. O Fome Zero foi uma das principais bandeiras do primeiro governo Lula e, atualmente, o programa de governo afirma que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome. Dados da FAO divulgados em 2026 indicam que o país permaneceu fora do Mapa da Fome no triênio 2023–2025, com 0,6% da população em insegurança alimentar grave.
Mas há uma ironia histórica importante: um tema apresentado como prioridade nacional em 2002 continua sendo uma das prioridades centrais do programa de 2026. A diferença é que, agora, a campanha sustenta que houve avanço e promete aprofundar a política de segurança alimentar. Ou seja: a promessa mudou de “tirar da fome” para “consolidar e ampliar o resultado”. Será mesmo? Em todas as cidades as populações em situação de rua só aumentam. A fome e a miséria estão latentes e em grande escala. A conta não fecha, 24 anos depois.
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REFORMA AGRÁRIA: 24 ANOS DEPOIS, A PROMESSA CONTINUA
Aqui a repetição é particularmente evidente. O programa de 2002 defendia a realização da reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar e políticas de crédito e assistência técnica.
Em 2026, o programa apresentado ao TSE afirma literalmente que o próximo governo pretende “continuar” avançando na reforma agrária, assentando famílias acampadas, estruturando assentamentos e ampliando o acesso ao crédito fundiário.
Isso não significa que nada tenha sido feito. O Incra informa que quase 50,6 mil famílias foram incorporadas ao Programa Nacional de Reforma Agrária em 2023, e o governo lançou em 2024 o programa Terra da Gente, com estimativa de beneficiar 295 mil famílias até 2026. O ponto investigativo é outro: se depois de três mandatos presidenciais a própria campanha continua apresentando a reforma agrária como uma tarefa a ser realizada, fica evidente que o objetivo estrutural permanece inconcluso. Quanto tempo Lula precisará pra cumprir tudo que promete?
MORADIA: OUTRA PROMESSA QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES
A questão habitacional também estava presente no projeto de 2002, associado ao chamado Projeto Moradia e à ampliação do acesso à habitação popular.
Hoje, o Minha Casa, Minha Vida é novamente apresentado como uma das principais políticas do governo. O programa de 2026 afirma que a meta de contratação foi elevada para 3 milhões de moradias até o fim de 2026 e promete ampliar o programa no próximo mandato.
Mas o problema estrutural permanece: levantamento da Fundação João Pinheiro apontou déficit habitacional de 6,215 milhões de domicílios em 2022, equivalente a 8,3% dos domicílios particulares ocupados. Portanto, houve políticas e entregas, mas o problema que justificou a promessa continua existindo em escala nacional.
SEGURANÇA PÚBLICA: UMA PROMESSA DE 2002 QUE AINDA EXIGE NOVA ESTRUTURA
Em 2002, Lula prometia instituir um sistema nacionalmente articulado de segurança pública, diante do avanço do crime organizado e da violência.
Em 2026, a proposta volta praticamente ao mesmo ponto estrutural: integração entre União, estados e municípios, inteligência, combate ao crime organizado e uma maior coordenação nacional. O programa prevê inclusive a criação de um Ministério da Segurança Pública, caso seja aprovada a PEC correspondente.
Há avanços nos indicadores: o Atlas da Violência 2026 registrou 42.590 homicídios em 2024, a menor quantidade da série histórica iniciada em 2014. Ainda assim, foram quase 43 mil mortes violentas em um único ano, além de fortes desigualdades e problemas específicos de violência contra diferentes grupos.
Outro ponto curioso é que, comprovadamente, mais de 90% da população carcerária afirma votar em Lula. Afinal, quem ele beneficia? De que lado ele parece estar?
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EDUCAÇÃO: O BRASIL AVANÇOU POUCO, MAS A PROMESSA NÃO TERMINOU
Educação também atravessa os programas de governo. O projeto de 2002 defendia expansão educacional, formação profissional e ampliação do acesso ao ensino superior.
Em 2026, o programa novamente promete ampliar creches, educação integral, institutos federais, ensino superior e políticas de alfabetização. O documento registra que 1,8 milhão de novas matrículas em tempo integral foram criadas entre 2023 e 2025, além de investimentos em creches, escolas e institutos federais.
Também aqui os números mostram avanços e problemas simultaneamente: o IBGE registrou 8,4 milhões de analfabetos em 2025, embora a taxa tenha caído para 4,9%, abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016.
A PERGUNTA QUE FICA
Não é correto afirmar que Lula simplesmente “não cumpriu nenhuma promessa de 2002”. Há políticas implementadas, resultados mensuráveis e programas que foram efetivamente criados ou ampliados. O próprio programa de 2026 reivindica esses resultados.
Mas existe uma constatação que merece ser colocada diante do eleitor: 24 anos depois da primeira vitória presidencial de Lula, vários dos mesmos problemas estruturais que estavam no centro da campanha de 2002 continuam aparecendo como prioridades, desafios ou promessas nos documentos eleitorais de 2026.
E talvez essa seja a pergunta mais importante desta reportagem: quantas vezes um problema precisa voltar ao discurso de campanha até deixar de ser promessa e se transformar definitivamente em realidade? Quantas eleições mais o atual presidente precisará para cumprir o que, por enquanto, só é discurso e promessa eleitoreira? Inegavelmente ele já teve mais que o suficiente para ‘consertar o Brasil’. Mas, pelo que se vê, o principal projeto não parece, diante das constatações, ser melhorar o Brasil. E sim, se manter no poder pelo máximo de tempo possível, com as mesmas promessas, os mesmo discursos e os mesmos problemas batendo na nossa porta. Alguns, inclusive, cada vez piores…
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Da Polícia Civil de Três Pontas para o comando regional: uma trajetória marcada por operações, reconhecimento e resultados.
O delegado Dr. Gustavo Gomes acaba de assumir a Delegacia Regional da Polícia Civil de Varginha, unidade vinculada ao 6º Departamento de Polícia Civil, com sede em Lavras. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no último sábado (26). Ele passa a responder pelas delegacias de nove municípios, incluindo Três Pontas, e também acumula a chefia da Delegacia Regional Rural de Varginha.
Mas, para Três Pontas, o nome Gustavo Gomes representa muito mais do que uma nova função. O delegado atuou na cidade desde 2020 e esteve à frente de uma equipe que recebeu reconhecimento por operações contra o tráfico de drogas, roubos e outros crimes.
Entre os trabalhos que ganharam destaque está a Operação Faroeste, cuja terceira fase, realizada em fevereiro de 2021, motivou voto de congratulações aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais à equipe da Polícia Civil de Três Pontas.
Em março de 2023, a equipe também foi reconhecida pela atuação nas operações Álibi e Chá das 4:20, que resultaram em prisões e apreensão de grande quantidade de entorpecentes. A Comissão de Segurança Pública da ALMG registrou oficialmente o reconhecimento ao trabalho dos policiais envolvidos.
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Outro marco foi o desempenho da Delegacia de Três Pontas em 2023, quando a unidade alcançou 14.670,22 pontos e ficou em primeiro lugar no ranking estadual de produtividade, recebendo Certificado de Excelência Profissional.
O trabalho também rendeu homenagens individuais. Dr. Gustavo recebeu o Troféu “O Tira”, reconhecimento concedido a integrantes da Polícia Civil que se destacam no exercício de suas funções. Em dezembro de 2025, recebeu ainda a Medalha Desembargador Hélio Costa, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em reconhecimento a relevantes serviços prestados ao Judiciário local.
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Natural de São Bernardo do Campo (SP), Gustavo vive em Três Pontas desde os 10 anos e recebeu da Câmara Municipal o Título de Cidadão Honorário Trespontano. Mesmo deixando a chefia da Polícia Civil na cidade, continua ligado à região por meio da atuação da Delegacia Rural.
Agora, o desafio é regional. E Três Pontas acompanha de perto a ascensão de um profissional que construiu parte importante de sua trajetória justamente aqui.
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Conexão Três Pontas entrevista a nefrologista Dra. Carla Cristina Bernardi e revela o que todos precisam saber sobre rins, doença renal, diálise, transplante e prevenção
TRÊS PONTAS — Eles trabalham 24 horas por dia, filtram o sangue, ajudam a controlar a pressão arterial, equilibram líquidos e sais minerais e participam da produção de hormônios fundamentais para o organismo. E, mesmo assim, os rins costumam ser lembrados somente quando alguma coisa começa a dar errado. O problema é que, muitas vezes, quando os sintomas aparecem, a doença renal já avançou.
Dados recentes apontam que a Doença Renal Crônica (DRC) atinge mais de 20 milhões de brasileiros, aproximadamente 10% da população. Mais de 170 mil pessoas dependiam de terapia renal substitutiva, segundo dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 citados pela Agência Brasil. Um estudo divulgado em agosto de 2026 também chama atenção para o subdiagnóstico da doença no país.
E o cenário exige atenção. Em setembro de 2026, o Ministério da Saúde anunciou novas medidas para ampliar o diagnóstico e o acompanhamento da DRC. Entre janeiro de 2025 e agosto de 2026, foram habilitados 62 novos serviços, sendo 25 para hemodiálise, quatro para diálise peritoneal e 33 para acompanhamento de pacientes antes da necessidade de diálise.
Para entender esse universo — e, principalmente, para explicar de maneira clara o que cada pessoa pode fazer para proteger os próprios rins — o Conexão Três Pontas conversou com a Dra. Carla Cristina Bernardi, médica nefrologista que atende em Três Pontas.
Em uma entrevista direta e acessível, ela fala sobre prevenção, água, alimentação, medicamentos, pedras nos rins, hemodiálise, transplante e exames que podem detectar alterações antes que elas se transformem em um problema grave.
CONEXÃO TRÊS PONTAS — DRA. CARLA BERNARDI
1. Os rins são considerados verdadeiros “filtros” do organismo. Afinal, quais são todas as funções desempenhadas por esses órgãos e por que eles são tão importantes para a nossa sobrevivência?
Dra. Carla Bernardi:
“As funções desempenhadas pelos rins são remover toxinas do sangue, controlar a pressão arterial e o volume de líquidos no corpo, regular o pH do sangue e produzir alguns hormônios que participam da produção de glóbulos vermelhos e da manutenção de ossos saudáveis.”
Ou seja: os rins estão muito além da simples produção de urina. Eles participam diretamente do equilíbrio químico do organismo e de mecanismos fundamentais para a manutenção da vida.
2. A doença renal costuma ser chamada de “inimiga silenciosa”. Por quê? Quais são os primeiros sinais de alerta?
Dra. Carla Bernardi:
“Ela recebe este nome porque, mesmo em franca atividade, não demonstra sinais ou sintomas. Devemos ficar atentos a fraqueza, edema — inchaço nas pernas ou nos olhos ao acordar —, alterações na urina, como presença de sangue ou espuma, boca amarga e descontrole da pressão arterial.”
O Ministério da Saúde reforça que a DRC frequentemente evolui sem sintomas e pode ser descoberta tardiamente.
E aqui está um dos maiores perigos: sentir-se bem não significa necessariamente que os rins estejam funcionando bem.
3. Milhões de brasileiros convivem com algum grau de doença renal sem saber. Quais são os principais fatores de risco?
Dra. Carla Bernardi:
“Os principais fatores de risco são histórico familiar de doença renal, hipertensão arterial e diabetes mellitus. No Brasil, a principal causa é a hipertensão arterial. Outros fatores incluem cálculo renal, infecção urinária de repetição, obesidade e doenças genéticas.”
O Ministério da Saúde também destaca hipertensão, diabetes, obesidade, doenças cardiovasculares e tabagismo entre os principais fatores associados à prevenção e progressão da doença renal crônica.
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4. Existe uma quantidade ideal de água que devemos ingerir diariamente? Beber água demais também pode fazer mal?
Dra. Carla Bernardi:
“Sim, a quantidade é variável e esta indicação de volume diário deve ser sempre individualizada. Sugerimos, por exemplo, em situações de cálculo renal, o aumento da ingestão hídrica. Agora, em contexto de pacientes com comorbidades cardíacas e renais prévias, a ingestão deve ser reduzida.”
Portanto, aquela velha ideia de que “quanto mais água, melhor” não serve para todo mundo.
A necessidade de líquidos deve considerar as condições clínicas individuais. Pessoas com doenças cardíacas ou renais podem ter orientações diferentes da população saudável.
5. O uso frequente de anti-inflamatórios, analgésicos e a automedicação podem comprometer os rins?
Dra. Carla Bernardi:
“Sim, o uso excessivo e crônico de algumas medicações pode comprometer o funcionamento renal. Em destaque temos a classe dos anti-inflamatórios não hormonais, rotineiramente prescritos para tratamento de dor aguda ou crônica.”
O próprio Ministério da Saúde recomenda cautela com o uso crônico de medicamentos e destaca a necessidade de orientação médica para substâncias com efeito potencialmente nefrotóxico.
Dor não deve ser tratada automaticamente com remédio. E remédio não é sinônimo de segurança só porque pode ser comprado facilmente.
6. Pedra nos rins é um problema cada vez mais comum. O que explica esse crescimento? Como prevenir?
Dra. Carla Bernardi:
“O aumento de casos de cálculo renal está diretamente ligado ao estilo de vida e tipo de alimentação da população. Dieta rica em sódio, alimentos ultraprocessados, excesso de proteínas animais e baixo consumo de água são importantes fatores de risco.
A melhor prevenção é ter uma alimentação saudável, rica em frutas e verduras, e uma ingestão hídrica adequada.”
É uma orientação que dialoga diretamente com um dos grandes desafios da saúde contemporânea: hábitos cotidianos que parecem inofensivos, mas que, acumulados durante anos, podem cobrar uma conta pesada do organismo.
HEMODIÁLISE: QUANDO OS RINS JÁ NÃO CONSEGUEM DAR CONTA
7. Quando um paciente precisa fazer hemodiálise? É definitivo? Como é a rotina?
Dra. Carla Bernardi:
“Um paciente precisa iniciar tratamento dialítico quando seus rins perdem cerca de 85% a 90% da capacidade de filtrar o sangue, estágio 5 da doença renal crônica. Neste contexto de doença crônica, o tratamento é contínuo e por tempo indeterminado.
Em situações onde os rins são prejudicados funcionalmente de forma aguda, por outras disfunções orgânicas ou infecções, por exemplo, o quadro de insuficiência renal aguda pode ser reversível, e o tratamento dialítico pode não ser mais necessário.
O paciente usualmente em tratamento dialítico crônico realiza as sessões três vezes na semana por cerca de quatro horas.”
No SUS, a hemodiálise normalmente é realizada três vezes por semana; existe também a diálise peritoneal, que pode ser realizada diariamente em casa.
O número de brasileiros submetidos à terapia renal substitutiva vem aumentando. Dados divulgados em 2026 apontam mais de 170 mil pessoas nessa condição.
TRANSPLANTE: UMA NOVA CHANCE DE VIDA
8. Quem pode receber um rim? Como funciona a fila de transplantes no Brasil?
Dra. Carla Bernardi:
“Pacientes portadores de doença renal crônica em estágio avançado, em tratamento conservador ou que estão em hemodiálise são candidatos ao transplante renal, desde que passem por uma avaliação médica rigorosa e criteriosa, a fim de garantir condições clínicas adequadas para realização da cirurgia e do uso de medicação imunossupressora.
A fila de transplante renal de doador falecido no Brasil não funciona por ordem numérica, mas sim por compatibilidade genética e sanguínea e segundo outras situações pontuais em que o paciente tenha urgência para receber o órgão devido a quadro clínico grave.”
O Ministério da Saúde confirma que a seleção considera critérios como compatibilidade e condições clínicas, e existem situações de extrema gravidade que podem gerar prioridade.
E o tamanho do desafio impressiona: em 2026, cerca de 45 mil pessoas aguardavam por um transplante renal no Brasil. Em 2025, foram realizadas 6.697 cirurgias de transplante renal, segundo dados divulgados naquele ano.
O rim pode ser doado em vida ou após a morte, e uma pessoa saudável pode viver adequadamente com apenas um rim.
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E O CÂNCER DE RIM?
A saúde renal também precisa ser discutida quando o assunto é câncer.
Um levantamento publicado no Brazilian Journal of Nephrology, utilizando dados do DATASUS, identificou 28.414 casos de neoplasia maligna do rim entre 2013 e 2023, sendo 16.494 em homens e 11.920 em mulheres. O maior número de diagnósticos ocorreu no Sudeste.
O câncer renal não deve ser confundido com doença renal crônica: são problemas diferentes, embora ambos envolvam os rins e exijam atenção médica.
Segundo manual oncológico do A.C.Camargo, são registrados no Brasil mais de 6 mil novos casos de câncer de rim por ano, sendo o carcinoma de células renais responsável por cerca de 90% dos casos.
9. Quais exames simples podem identificar precocemente uma doença renal?
Dra. Carla Bernardi:
“Os exames simples e acessíveis são creatinina, ureia e urina tipo 1. Recomendamos que esta avaliação seja feita por uma pessoa hígida anualmente.”
A avaliação da creatinina e da Taxa de Filtração Glomerular (TFG) está entre as principais ferramentas para avaliar a função renal.
Para pessoas com fatores de risco — especialmente hipertensão e diabetes — a avaliação pode ser ainda mais importante e deve ser individualizada pelo médico.
10. Se você pudesse deixar apenas uma mensagem para conscientizar a população sobre a saúde dos rins, qual seria?
Dra. Carla Bernardi:
“Minha mensagem é: beber água regularmente e em quantidade adequada, ter uma alimentação o mais saudável possível, evitando excesso de sal e ultraprocessados; não utilizar medicações sem orientação e acompanhamento médico; realizar atividade física com constância, evitando o sedentarismo; não fumar; manter glicemia e pressão arterial controladas e, por último, em seu check-up anual, avaliar sua função renal com exames de sangue e urina.”
UM ALERTA QUE NÃO DEVE SER IGNORADO
A doença renal não começa necessariamente quando alguém chega à hemodiálise.
Ela pode começar muito antes — enquanto a pessoa trabalha, dirige, cuida dos filhos, pratica esportes e acredita que está tudo bem.
É justamente por isso que a prevenção é tão importante.
O Brasil já convive com mais de 20 milhões de pessoas afetadas pela doença renal crônica, enquanto o número de pacientes dependentes de terapia renal substitutiva ultrapassa 170 mil.
E existe uma mensagem ainda mais importante por trás desses números: muitos problemas renais podem ser identificados antes de chegar aos estágios mais graves.
Em setembro de 2026, o próprio Ministério da Saúde reforçou essa estratégia ao ampliar o cuidado integrado para pacientes renais, buscando diagnóstico e tratamento mais precoces e a redução da progressão da doença.
CONEXÃO TRÊS PONTAS
Informação também é prevenção.
A entrevista com a Dra. Carla Cristina Bernardi mostra que cuidar dos rins não exige fórmulas milagrosas. Exige atenção, hábitos saudáveis, controle da pressão e da glicemia, atividade física, alimentação equilibrada, cuidado com medicamentos e, principalmente, acompanhamento médico e exames periódicos.
Porque existe uma pergunta que vale a pena fazer antes que seja tarde:
VOCÊ SABE COMO ESTÃO OS SEUS RINS?
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Artistas, políticos, jornalistas, atletas e outras personalidades tiveram suas histórias interrompidas em acidentes aéreos; algumas tragédias permanecem entre as mais dolorosas da memória nacional
TRÊS PONTAS — A confirmação da morte do cantor Rick, da dupla Rick & Renner, após a queda de um helicóptero em Santa Catarina, reacende uma memória dolorosa: a de personalidades brasileiras que tiveram suas vidas interrompidas em acidentes aéreos.
São histórias de épocas diferentes, envolvendo aviões e helicópteros, artistas, políticos, jornalistas, atletas e empresários. Algumas dessas tragédias aconteceram há décadas. Outras ainda permanecem muito presentes na memória brasileira. E existe uma delas particularmente marcada pelo mistério: a de Ulysses Guimarães, cujo corpo jamais foi encontrado.
RICK: MAIS UMA TRAGÉDIA NO CÉU
A morte de Rick, aos 59 anos, encerra uma trajetória de décadas na música sertaneja. O cantor estava em um helicóptero que desapareceu durante um voo em Santa Catarina. As buscas localizaram posteriormente a aeronave e as vítimas. As circunstâncias do acidente permanecem sob investigação. A tragédia colocou novamente diante do país uma realidade difícil de aceitar:
uma viagem comum pode terminar em uma tragédia que muda para sempre a vida de dezenas de famílias.
ULYSSES GUIMARÃES: O POLÍTICO QUE O MAR NÃO DEVOLVEU
Poucas histórias são tão marcantes quanto a de Ulysses Guimarães. Em 12 de outubro de 1992, o helicóptero em que ele viajava de Angra dos Reis para São Paulo caiu no mar. Ulysses estava acompanhado da esposa, Mora Guimarães, do ex-senador Severo Gomes, da esposa dele, Ana Maria Henriqueta, e do piloto. Os corpos das demais vítimas foram localizados, mas o corpo de Ulysses nunca foi encontrado. A própria Câmara dos Deputados registra oficialmente essa circunstância.
Em 2002, destroços do helicóptero foram encontrados no litoral de Ubatuba e identificados como pertencentes à aeronave desaparecida dez anos antes. Mesmo assim, os corpos de Ulysses e Ana Maria não foram recuperados. Ulysses era uma das figuras centrais da redemocratização brasileira. Presidiu a Assembleia Nacional Constituinte e foi um dos principais nomes ligados à Constituição de 1988.
A morte foi confirmada. O corpo, porém, nunca voltou para casa. É uma das histórias mais emblemáticas da aviação brasileira.
EDUARDO CAMPOS: UMA CAMPANHA PRESIDENCIAL INTERROMPIDA
Em 13 de agosto de 2014, o Brasil foi novamente surpreendido por uma tragédia aérea. O avião que transportava Eduardo Campos, então candidato à Presidência da República, caiu em Santos, no litoral de São Paulo. Campos morreu aos 49 anos.
Também morreram outras seis pessoas que estavam na aeronave.
A investigação do CENIPA apontou uma combinação de fatores relacionados ao acidente, incluindo condições meteorológicas desfavoráveis, cansaço dos pilotos e procedimentos de aproximação e pouso. O relatório não atribuiu o acidente a uma única causa. A tragédia interrompeu uma campanha presidencial e provocou uma das maiores comoções políticas do Brasil naquele ano.
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MAMONAS ASSASSINAS: O BRASIL PAROU
2 de março de 1996. Os Mamonas Assassinas estavam no auge. Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio haviam conquistado o país em poucos meses. O avião que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo. Os cinco integrantes morreram. Também morreram integrantes da equipe e da tripulação. A banda, que parecia ter um futuro enorme pela frente, desapareceu no auge.
Uma carreira meteórica terminou em uma única noite. E o país inteiro sentiu.
MARÍLIA MENDONÇA: UMA VOZ SILENCIADA AOS 26 ANOS
Em 5 de novembro de 2021, outra tragédia abalou o Brasil. O avião que transportava Marília Mendonça caiu em uma área rural de Caratinga, Minas Gerais. A cantora tinha apenas 26 anos.
Também morreram o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Marília estava no auge de uma carreira que havia transformado a música sertaneja brasileira. Sua voz, entretanto, continuou depois da tragédia.
GABRIEL DINIZ: O SUCESSO INTERROMPIDO
Em 27 de maio de 2019, o cantor Gabriel Diniz, de 28 anos, morreu na queda de um avião em Estância, Sergipe. O artista havia conquistado o país com “Jenifer”. Os dois pilotos da aeronave também morreram.
A investigação do CENIPA apontou uma combinação de fatores relacionados às condições meteorológicas, planejamento e condução do voo. Mais uma vez, uma carreira em ascensão terminou de maneira inesperada.
RICARDO BOECHAT: O JORNALISMO PERDEU UMA DE SUAS GRANDES VOZES
Em 11 de fevereiro de 2019, morreu o jornalista Ricardo Boechat, após a queda de um helicóptero em São Paulo. O piloto Ronaldo Quattrucci também morreu.
Boechat tinha uma das carreiras mais conhecidas da imprensa brasileira. Sua morte provocou comoção entre jornalistas e milhões de brasileiros que acompanhavam diariamente seu trabalho.
CHAPECOENSE: UMA TRAGÉDIA QUE ULTRAPASSOU O FUTEBOL
28 de novembro de 2016. O avião que transportava a delegação da Chapecoense para a Colômbia caiu próximo a Medellín. 71 pessoas morreram. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes estavam entre as vítimas.
Seis pessoas sobreviveram. A tragédia atingiu uma cidade inteira e provocou uma onda de solidariedade que ultrapassou fronteiras.
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NO MUNDO, OUTRAS TRAGÉDIAS ENTRARAM PARA A HISTÓRIA
As tragédias envolvendo personalidades também marcaram profundamente a história mundial.
BUDDY HOLLY
Em 1959, Buddy Holly morreu em um acidente aéreo nos Estados Unidos, aos 22 anos. Também morreram os músicos Ritchie Valens e The Big Bopper. A tragédia ficou conhecida como “The Day the Music Died” — o dia em que a música morreu.
AALIYAH
Em 2001, a cantora e atriz Aaliyah, de 22 anos, morreu na queda de um avião nas Bahamas. A artista estava em ascensão internacional e havia acabado de participar da gravação de um videoclipe.
O acidente matou outras sete pessoas.
LYNYRD SKYNYRD
Em 1977, um avião que transportava integrantes da banda Lynyrd Skynyrd caiu no Mississippi. Morreram o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines, a cantora Cassie Gaines, além de integrantes da equipe e da tripulação. Outras pessoas sobreviveram.
QUANDO UMA TRAGÉDIA ACONTECE, OS NÚMEROS ESCONDEM HISTÓRIAS
É importante lembrar que os acidentes aéreos não atingem somente pessoas famosas. Por trás de cada ocorrência existem famílias. Pais. Mães. Filhos. Amigos. Colegas de trabalho. Sonhos interrompidos.
A diferença é que, quando a vítima é conhecida nacionalmente, milhões de pessoas sentem a perda ao mesmo tempo. Mas toda vida perdida em um acidente aéreo tem o mesmo valor humano.
UM LEGADO QUE PERMANECE
Rick, Ulysses Guimarães, Eduardo Campos, Mamonas Assassinas, Marília Mendonça, Gabriel Diniz, Ricardo Boechat, As vítimas da Chapecoense, Buddy Holly, Aaliyah e Lynyrd Skynyrd.
São nomes diferentes, histórias diferentes e circunstâncias diferentes. Mas todos deixaram algo que o acidente não conseguiu destruir. Música. Jornalismo. Esporte. Política. Cultura. Memória.
Porque uma aeronave pode cair. Uma carreira pode ser interrompida. Uma vida pode terminar inesperadamente. Mas aquilo que uma pessoa construiu durante sua existência pode continuar voando. E talvez seja essa a maneira mais justa de lembrar aqueles que partiram: não apenas pelo acidente que tirou suas vidas, mas pela história que construíram antes dele.
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Crime aconteceu em outubro de 2024 e levou a um julgamento que recolocou diante do Tribunal do Júri uma história marcada por uma briga, uma facada fatal e versões conflitantes sobre o que aconteceu naquela tarde
VARGINHA – MG — Mais de um ano e onze meses depois da morte do professor Marcelo Alexandre Alves, de 45 anos, o caso chegou ao Tribunal do Júri de Varginha. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, e terminou com a condenação de Cledyson Silva a 14 anos de prisão, segundo a informação sobre o resultado do julgamento.
O caso começou na tarde de 6 de outubro de 2024, quando Marcelo foi morto após ser atingido por uma facada no pescoço durante uma confusão na Rua Allan Kardec, em Varginha. Na época, a Polícia Civil informou que o suspeito tinha 34 anos e acabou preso preventivamente depois de comparecer à delegacia para prestar depoimento.
O processo foi levado ao Tribunal do Júri como homicídio qualificado. Registros judiciais localizados na pesquisa identificam uma ação penal de competência do Júri relacionada ao caso, envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais, Gledson da Silva e familiares da vítima.
O QUE ACONTECEU NAQUELA TARDE
Segundo as informações divulgadas na época e recuperadas durante a apuração, Marcelo havia ido até a residência para buscar a filha e o enteado. A então companheira dele relatou à polícia que os dois estavam separados havia poucos dias. Conforme essa versão, Marcelo teria perguntado se ela estava acompanhada e teria quebrado o portão da residência.
Na sequência, segundo os relatos policiais divulgados à época, um homem saiu da casa armado com uma faca e entrou em luta corporal com Marcelo.
Testemunhas disseram à polícia que a mulher teria entregado uma faca ao agressor. Marcelo acabou atingido no pescoço e foi socorrido por familiares, mas morreu antes de conseguir chegar ao atendimento médico.
A própria tia da vítima, Cláudia Ferreira, relatou naquele momento que tentou proteger o sobrinho durante a confusão e afirmou que ele havia sido atacado com facas que estavam na própria residência.
É importante destacar que as informações acima correspondem às versões e relatos registrados durante a investigação inicial. O julgamento realizado pelo Tribunal do Júri posteriormente analisou as provas produzidas no processo antes de chegar ao veredito.
A PRISÃO DO ACUSADO
Depois do crime, o suspeito não foi imediatamente localizado.
A Polícia Civil informou posteriormente que ele compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Varginha para prestar depoimento. Na ocasião, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva que já havia sido expedido contra ele.
A investigação apontava o homem como suspeito da morte do professor, e o processo acabou seguindo para julgamento pelo Tribunal do Júri.
A EX-COMPANHEIRA TAMBÉM FOI PRESA
Outro capítulo importante do caso envolve a então companheira de Marcelo.
Ela foi presa logo depois do homicídio sob suspeita de participação no crime. A prisão ocorreu porque testemunhas apresentaram à polícia uma versão segundo a qual ela teria entregue a faca utilizada durante a confusão.
O fato de uma pessoa ter sido presa durante a investigação, entretanto, não significa, por si só, que ela tenha sido condenada. A responsabilidade penal precisa ser estabelecida judicialmente, com base nas provas e no devido processo legal.
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O JULGAMENTO
O julgamento de Cledyson Silva começou na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, no Fórum de Varginha. A informação divulgada sobre a sessão aponta que ele respondia por homicídio qualificado pela morte do professor Marcelo Alexandre Alves.
A condenação informada foi de 14 anos de prisão.
Como se trata de uma decisão do Tribunal do Júri, eventuais recursos podem ser apresentados nos termos da legislação processual penal. Portanto, a existência da condenação não significa necessariamente que o processo tenha chegado ao seu encerramento definitivo.
Observação jornalística importante:
Até o momento desta apuração, não localizei nos resultados públicos indexados uma íntegra da sentença do julgamento de 14 de setembro que permita confirmar, com segurança documental, todos os quesitos respondidos pelos jurados, as qualificadoras reconhecidas, o regime inicial e eventual direito de recorrer em liberdade. Por isso, não trago esses detalhes. O que está confirmado pelas fontes encontradas é que o caso foi levado a julgamento por homicídio qualificado e que o resultado divulgado foi a condenação de 14 anos.
MARCELO ERA PROFESSOR E ESTUDAVA NA UNIFAL-MG
Marcelo Alexandre Alves tinha 45 anos e era professor de ensino médio.
Registros da Universidade Federal de Alfenas também mostram que ele era estudante do Mestrado em Gestão Pública e Sociedade, reforçando a dimensão profissional e acadêmica da vítima.
A morte interrompeu uma trajetória que envolvia educação e formação acadêmica.
O CASO E A VIOLÊNCIA QUE NÃO PARA
A história de Marcelo não é um episódio isolado dentro da realidade brasileira.
Os números mais recentes mostram que, apesar da queda da violência letal, o Brasil continua registrando dezenas de assassinatos todos os dias.
O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contabilizou oficialmente 42.590 homicídios em 2024. Isso representa uma média de aproximadamente 116 homicídios por dia. A taxa foi de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2014.
Mas existe um alerta ainda mais grave.
O próprio Atlas aponta crescimento expressivo das chamadas mortes violentas por causa indeterminada, situação que dificulta saber quantos assassinatos realmente ocorreram. Em 2024, foram registradas 17.207 mortes violentas sem identificação da causa básica, e os pesquisadores estimam que uma parcela significativa desses casos possa esconder homicídios que não foram classificados corretamente.
Ou seja: o número oficial é menor, mas não necessariamente representa toda a realidade da violência letal brasileira.
E QUANTAS PESSOAS SÃO ASSASSINADAS POR DIA?
Há diferentes estatísticas porque as instituições utilizam metodologias distintas.
Pelo Atlas da Violência 2026, foram 42.590 homicídios em 2024, aproximadamente 116 por dia.
Já os registros de homicídio doloso do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram 36.427 vítimas em 2024, o equivalente a aproximadamente 100 vítimas por dia. Essa estatística é diferente porque utiliza os registros das instituições de segurança pública e não a mesma metodologia do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.
E existe ainda a categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI), utilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, foram 40.775 mortes violentas intencionais, uma média de aproximadamente 112 mortes por dia. A categoria inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.
Em outras palavras:
Brasil, 2024:
42.590 homicídios oficialmente registrados → cerca de 116 por dia.
Homicídios dolosos registrados pela segurança pública em 2024:
36.427 vítimas → cerca de 100 por dia.
Mortes violentas intencionais em 2025:
40.775 vítimas → cerca de 112 por dia.
São números diferentes porque não medem exatamente a mesma coisa.
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UMA VIDA, UMA FAMÍLIA E UMA HISTÓRIA
Quando os números são colocados em uma tabela, eles podem parecer apenas estatísticas.
Mas o caso de Marcelo Alexandre Alves mostra o que existe por trás de cada número.
Era um professor.
Era estudante.
Era pai.
Era filho.
Era irmão, sobrinho, amigo e integrante de uma comunidade.
No dia 6 de outubro de 2024, uma discussão terminou em violência extrema. Um golpe de faca atingiu seu pescoço. Uma família perdeu alguém. E quase dois anos depois, o caso voltou ao centro das atenções de Varginha dentro de um Tribunal do Júri.
A condenação a 14 anos representa uma resposta judicial ao crime, mas também reabre uma discussão que ultrapassa as paredes do Fórum: por que conflitos humanos continuam terminando em mortes?
O PAPEL DO TRIBUNAL DO JÚRI
Nos crimes dolosos contra a vida, como o homicídio, cabe ao Tribunal do Júri julgar a responsabilidade do acusado.
São os jurados que analisam as provas apresentadas em plenário e respondem aos quesitos submetidos pela Justiça. A decisão dos jurados é soberana nos limites previstos pela Constituição e pela legislação processual penal.
No caso de Varginha, o julgamento chegou quase dois anos depois da morte de Marcelo e terminou com a condenação divulgada de 14 anos de prisão.
Eventuais recursos ainda podem fazer parte da tramitação do processo.
CONEXÃO TRÊS PONTAS | JORNALISMO QUE FAZ DIFERENÇA!
O caso de Marcelo Alexandre Alves deixa uma marca dolorosa: uma vida interrompida, uma família que precisou esperar pelo julgamento e uma sociedade novamente obrigada a olhar para a violência que transforma conflitos em tragédias.
A Justiça julgou o caso.
Agora, ficam as perguntas que ultrapassam a sentença: 14 anos é tempo suficiente para se fazer justiça, já que uma vida foi covardemente tirada? Quantas outras famílias ainda terão de enfrentar a mesma dor? E quantas vidas poderiam ser preservadas se a violência deixasse de ser a primeira resposta diante de um conflito?
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30 dias após a morte de Luiz Otávio, família ainda busca respostas. Polícia Civil afirma que investigação continua e que novos elementos poderão ser incorporados ao procedimento
“Uma tristeza sem fim!”
É assim que a mãe de Luiz Otávio Clemente, Patrícia Oliveira, segue tentando levar a vida depois da perda do filho. Uma mãe que, segundo familiares, enfrenta a dor diariamente e busca respostas para entender exatamente o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto de 2026, em Três Pontas.
Hoje, 15 de setembro, completa-se exatamente um mês desde a morte de Luiz Otávio, conhecido por familiares e amigos como Tavinho.
Ele morreu depois de ser ferido durante uma discussão que começou em um bar e terminou em uma residência, no bairro Ouro Verde. Segundo as informações registradas pela Polícia Militar e posteriormente divulgadas por veículos que acompanharam o caso, houve uma forte discussão e Luiz Otávio sofreu um ferimento por arma branca na região do ombro. Ele foi socorrido, mas morreu após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal.
Desde então, o caso permanece sob investigação da Polícia Civil. E é justamente por isso que, 30 dias depois, o Conexão Três Pontas volta a fazer as perguntas que precisam ser feitas.
UM CASO QUE NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO
O caso ganhou repercussão regional e foi acompanhado de perto pelo Conexão Três Pontas, que, desde os primeiros momentos, procurou tratar os fatos com isenção, responsabilidade e independência jornalística. Nossa reportagem se debruçou sobre as informações disponíveis, analisou imagens, ouviu diferentes versões e buscou respostas junto às autoridades. E continuará fazendo isso.
Não para condenar antecipadamente ninguém. Não para escolher um lado. Mas para buscar aquilo que deve ser o objetivo de qualquer investigação criminal: a verdade sobre o que aconteceu.
O Conexão Três Pontas não vai deixar esse caso esfriar!
Vira e mexe, voltamos ao tema justamente porque existe uma família que continua sem respostas definitivas e porque uma morte precisa ser esclarecida com todos os elementos disponíveis.
Hoje, ao completar 30 dias, voltamos a questionar o andamento das investigações, a apuração rigorosa dos fatos e, principalmente, quais serão os próximos passos até que se consiga estabelecer, com segurança jurídica e respaldo probatório, a dinâmica exata do episódio.
CONEXÃO PROCUROU A POLÍCIA CIVIL
Na manhã desta terça-feira, o Conexão Três Pontas entrou novamente em contato com a Polícia Civil de Três Pontas em busca de informações atualizadas sobre o caso. Nossa reportagem procurou o delegado responsável pela unidade, Dr. Guilherme Banterli Moreira, além do investigador Rodrigo Alexandre Silva, que integra a equipe da Polícia Civil de Três Pontas. Rodrigo atua na unidade há anos e possui histórico de participação em diversas investigações e operações policiais no município.
A pergunta é simples, mas extremamente importante:
O que avançou na investigação depois de um mês?
A resposta obtida pelo Conexão é que as investigações continuam.
Segundo as informações repassadas à reportagem, novos fatos, novos elementos e novas diligências ainda poderão ser incorporados ao procedimento investigativo. Ou seja: a investigação ainda não está encerrada. E isso é fundamental. Porque um caso com versões distintas, imagens de segurança, testemunhas, vestígios e uma morte decorrente de uma briga precisa ser investigado com profundidade antes que qualquer conclusão definitiva seja apresentada.
E OS LAUDOS?
Outro ponto que o Conexão Três Pontas buscou esclarecer diz respeito aos exames periciais. É natural que, após um mês de uma morte violenta, a família queira saber se os exames técnicos já foram concluídos e o que eles apontam. É importante, porém, fazer uma ressalva jornalística: não existe um prazo automático de 30 dias que obrigue, em qualquer investigação, todos os laudos periciais a estarem necessariamente concluídos nesse período. Cada exame possui sua complexidade, e os resultados podem depender de análises técnicas e laboratoriais. Ainda assim, o marco de 30 dias é relevante para a família e para a sociedade justamente porque aumenta a expectativa por respostas.
Foi em busca dessas respostas que nossa reportagem voltou a procurar as autoridades.
Há indicação de que resultados periciais possam já estar disponíveis ou em fase de conclusão, mas o Conexão Três Pontas não teve acesso aos laudos e, até o momento, não recebeu confirmação oficial de seu conteúdo. Por isso, não vamos transformar informação não confirmada em fato. Vamos aguardar.
Porque, em uma investigação criminal, mais importante do que publicar primeiro é publicar corretamente.
UMA OU DUAS FACADAS?
Este é um dos pontos que mais chama a atenção nesta nova etapa da apuração. O Conexão Três Pontas recebeu uma imagem do corpo de Luiz Otávio na qual, aparentemente, poderiam ser observadas duas lesões compatíveis, em tese, com ferimentos provocados por objeto perfurocortante. Mas atenção: essa informação ainda não foi confirmada.
Nossa reportagem não conseguiu obter, até o momento, confirmação oficial da Polícia Civil, da perícia ou de laudo médico-legal que permita afirmar que Luiz Otávio sofreu efetivamente dois golpes. Por isso, o Conexão não afirmará que foram duas facadas.
A pergunta permanece em aberto: foi uma facada ou foram duas?
A resposta poderá ser importante para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos. Caso a existência de duas lesões seja confirmada pelos exames oficiais, será necessário compreender a natureza, localização, profundidade e características de cada ferimento, sempre dentro da análise técnica dos peritos e do conjunto probatório.
Não cabe ao jornalismo substituir a perícia. Cabe ao jornalismo perguntar aquilo que ainda precisa ser respondido. E essa pergunta, hoje, permanece sem resposta pública definitiva.
UMA INVESTIGAÇÃO QUE PRECISA SER MUITO BEM AMARRADA
O Conexão Três Pontas também conversou com profissionais da área jurídica sobre a complexidade de uma investigação dessa natureza. A avaliação foi convergente em um ponto central: é fundamental que todos os elementos disponíveis sejam reunidos antes de qualquer conclusão definitiva sobre autoria, dinâmica e eventual responsabilidade criminal. Isso ganha ainda mais importância diante da existência de outras pessoas no local e das diferentes versões apresentadas sobre a sequência dos acontecimentos.
Um dos advogados ouvidos pela reportagem resumiu a questão:
“É primordial num caso como esse que a investigação traga todos os elementos possíveis, necessários e suficientes para que, no julgamento, a Justiça tenha todos os subsídios para tomar a sua decisão, a decisão correta!”
É exatamente isso que está em jogo. Não se trata apenas de descobrir quem estava na cena. É preciso estabelecer, tecnicamente, o que aconteceu, em que sequência aconteceu, quem praticou cada ato, qual foi a dinâmica da agressão, quais foram as consequências de cada conduta e qual a responsabilidade individual de cada envolvido, sempre com base em provas.
O SILÊNCIO INCOMODA. MAS A PRESSA TAMBÉM PODE SER PERIGOSA
Há uma mãe esperando.
Há uma irmã que perdeu o irmão e, segundo relatos familiares, também perdeu uma importante referência de cuidador.
Há uma família que quer respostas.
E existe uma sociedade que tem o direito de saber o que aconteceu.
O silêncio incomoda.
A demora aumenta a angústia.
Mas existe uma outra questão que também precisa ser respeitada:
uma investigação criminal não pode ser conduzida pela pressão da opinião pública.
Ela precisa ser conduzida por provas.
Se houver elementos suficientes para responsabilizar alguém, que sejam apresentados.
Se houver elementos que afastem determinada hipótese, que também sejam considerados.
Se novas diligências forem necessárias, que sejam realizadas.
E se ainda houver perguntas sem resposta, que sejam respondidas antes que se tente fechar definitivamente a história.
Porque Justiça não é simplesmente apontar alguém.
Justiça é chegar à verdade possível por meio das provas.
E é exatamente isso que a família de Luiz Otávio merece.
Mãe de Luiz otávio chora ao rever fotos do filho, que era o arrimo de família. “Ele era um filho de ouro!”
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RELEMBRE O CASO
Luiz Otávio Clemente morreu na noite de sábado, 15 de agosto de 2026, após ser ferido durante uma briga em Três Pontas.
Segundo informações registradas pela Polícia Militar e divulgadas por veículos de imprensa, a discussão teria começado em um bar e posteriormente continuado em uma residência. Durante o conflito, houve agressões, danos a veículos e uma suposta luta corporal. Luiz Otávio acabou ferido na região do ombro.
A companheira apresentou à polícia a versão de que Luiz Otávio estaria portando uma faca e teria tentado atingi-la, provocando uma lesão em seu braço. Segundo esse relato, durante a luta corporal, a faca teria atingido Luiz Otávio de maneira não intencional.
A filha da mulher, de 18 anos, também estava no local e afirmou, segundo os registros divulgados, que tentou separar a confusão.
Luiz Otávio sofreu intenso sangramento. Duas pessoas que estavam nas proximidades e foram identificadas como médicos prestaram os primeiros socorros até a chegada do SAMU.
Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu.
A faca foi apreendida e a perícia técnica realizou trabalhos no imóvel. A companheira e a filha foram presas em flagrante naquele momento, levadas à autoridade policial e posteriormente liberadas após serem ouvidas pela Polícia Civil por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte.
Luiz Otávio foi sepultado no dia 16 de agosto, no Cemitério Municipal de Três Pontas.
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30 DIAS DEPOIS, AINDA HÁ PERGUNTAS
Uma morte aconteceu.
Uma família foi destruída.
Uma mãe continua sofrendo.
E uma investigação continua aberta.
É por isso que o Conexão Três Pontas continuará acompanhando cada etapa deste caso.
Não vamos condenar ninguém.
Não vamos inocentar ninguém.
Não vamos escolher versões.
Vamos cobrar provas.
Vamos cobrar respostas.
Vamos acompanhar as diligências.
Vamos buscar os laudos.
Vamos ouvir as autoridades.
Vamos ouvir a defesa, caso queira se manifestar.
E vamos ouvir todos aqueles que possam contribuir para esclarecer o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto.
Porque o tempo pode passar, mas uma investigação não pode simplesmente desaparecer com o passar dos dias.
A família de Luiz Otávio merece respostas!
A mãe de Luiz Otávio merece respostas!
A sociedade merece respostas.
E a Justiça, quando chegar a hora de decidir, precisa ter diante de si todos os elementos necessários para tomar uma decisão justa, fundamentada e juridicamente segura.
O Conexão Três Pontas continuará no encalço da verdade.
Com ética.
Com responsabilidade.
Com independência.
E sem medo de fazer as perguntas que precisam ser feitas.
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