“Ele não socorreu porque achou que fosse um animal’, diz a Polícia Civil
Mais uma vida foi interrompida de forma trágica em uma rodovia da região. Um idoso de 81 anos morreu após ser atropelado na manhã desta segunda-feira (3), na MG-167, entre Três Pontas e Santana da Vargem. O caso reforça um problema que se repete todos os anos nas estradas brasileiras: os atropelamentos de pedestres continuam entre os acidentes mais letais do trânsito.
O Conexão Três Pontas apurou que a Polícia Militar foi acionada por motoristas que passavam pela rodovia, nas proximidades da Fazenda do Pantera. Ao chegarem ao local, os militares encontraram a vítima caída às margens da pista, já com um grave ferimento na cabeça, compatível com atropelamento.
Segundo o boletim de ocorrência, o acidente teria acontecido entre 5h e 7h da manhã, no sentido Três Pontas/Santana da Vargem. O trecho não possui monitoramento por câmeras e, quando as equipes de resgate chegaram, nenhum veículo envolvido estava no local.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) foi acionado, mas apenas pôde confirmar o óbito.
A perícia da Polícia Civil realizou os trabalhos técnicos e, posteriormente, o corpo foi encaminhado pela Organização de Luto Cônego Victor.
A vítima foi identificada como Francisco Vicente, de 81 anos, natural de Santana da Vargem. Ele residia em uma fazenda próxima ao local onde ocorreu o atropelamento.
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Durante a apuração da reportagem, o Conexão Três Pontas conversou com o investigador da Polícia Civil, Rodrigo Silva, que esclareceu o andamento das investigações.
“Segundo a versão do motorista, ele estava trafegando sentindo Santana da Vargem, próximo à Fazenda do Pantera e ele alega não ter visto o idoso nas margens da rodovia. Então trata-se de um homicídio culposo, sem a intenção de matar. Ele se apresentou espontaneamente com o seu advogado, foi ouvido e liberado. Somente a perícia é que vai detectar as circunstâncias desse fato ou alguma câmera de segurança caso haja no local” explicou o policial civil.
Questionado por nossa reportagem se o motorista é habilitado e por que não prestou socorro, o Investigador emendou:
“Ele é habilitado sim e nos disse que não prestou socorro porque acreditou se tratar de um animal”, finalizou.
As investigações prosseguem para esclarecer exatamente como ocorreu o atropelamento e se haverá responsabilização criminal.
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UM PROBLEMA QUE MATA MILHARES
O caso registrado na MG-167 não é isolado. Dados da Polícia Rodoviária Federal mostram que milhares de pessoas morrem todos os anos nas rodovias brasileiras. Em 2024, foram registrados mais de 6,1 mil óbitos em rodovias federais. Embora os atropelamentos representem uma parcela menor do total de acidentes, eles estão entre os eventos com maior índice de letalidade devido à extrema vulnerabilidade do pedestre.
Especialistas apontam que a maioria desses atropelamentos acontece durante a madrugada, ao amanhecer ou no início da noite, períodos de baixa visibilidade. A combinação entre velocidade elevada, iluminação insuficiente e dificuldade para visualizar pedestres transforma esses acidentes em tragédias frequentemente fatais.
Mais uma família está de luto. E mais uma vez fica o alerta: nas rodovias, um segundo de distração pode ser suficiente para transformar uma viagem em uma tragédia irreversível.
Nossos sentimentos aos familiares e amigos.
*Foto de capa: Equipe Positiva
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Roger Campos





































































