Segundo Unifal-MG, cenário aponta que a pandemia começa a dar sinais de melhora em todo o estado e também na região com o avanço da vacinação
Novo estudo divulgado pela Unifal-MG aponta que a pandemia começa a dar sinais de melhora em todo o estado e também no Sul de Minas. Após três semanas seguidas de estabilidade, a região registrou tendência de redução de novos casos. O número de internações por Covid-19 também caiu e o número de mortes saiu da tendência de crescimento para estabilidade.
Ainda conforme o estudo, o efeito protetor da vacina está se consolidando contra o aumento de mortes pela doença. Como observado de abril a maio, a mortalidade continuou a diminuir de maio a junho em todo o estado. A tendência de incidência em Minas Gerais evoluiu de estabilidade para diminuição.
O estado registrou tendência de queda de novas internações e o número de novas mortes passou de crescimento a estabilidade em 28 de junho, indo de +23% para -10%.
A situação, conforme o estudo, também registra melhora entre as 10 cidades mais populosas do Sul de Minas. Nenhum registrou tendência de crescimento de novos casos nesta semana. Mas, considerando as duas últimas semanas, o Sul de Minas é a região que ainda tem a maior média de novos casos por habitante e segue entre as regiões mais atingidas pelo contágio.
O estudo da Unifal-MG conclui dizendo que é importante que a tendência de queda de casos e internações se assegure por mais duas semanas para se garantir a queda no ritmo de novos óbitos diários.
Uma terceira dose da vacina contra covid-19, produzida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, produz forte resposta imune, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (28), acrescentando que ainda não há evidências de que essa dose de reforço é necessária, especialmente devido à falta de vacinas em alguns países.
O estudo, da Universidade de Oxford, mostrou que uma terceira dose da vacina aumenta as respostas imunes de anticorpos e de células T. Ao mesmo tempo, a aplicação da segunda dose pode ser adiada para até 45 semanas após a aplicação da primeira e, ainda assim, levar a um aprimoramento da resposta imune.
O governo do Reino Unido diz que analisa planos para uma campanha de aplicação de doses de reforço no outono do Hemisfério Norte, com três quintos dos adultos já com as duas doses de vacinas contra covid-19 aplicadas.
Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, afirmou que as evidências de que a vacina protege contra as variantes existentes por um período sustentável significam que uma dose de reforço pode não ser necessária.
“Temos de estar numa posição em que podemos aplicar a dose de reforço caso isso se mostre necessário. Não temos, no entanto, nenhuma exigência de que será“, disse ele a jornalistas.
“Neste momento, com uma alta taxa de proteção na população do Reino Unido e nenhuma evidência de que isso foi perdido, aplicar terceira dose no Reino Unido, enquanto outros países têm zero dose, não é aceitável.”
Estudos anteriores mostraram que a vacina, criada pela Universidade de Oxford e licenciada pela AstraZeneca, tem eficácia maior quando o intervalo de aplicação entre as doses é ampliado para 12 semanas, em vez de quatro.
A pesquisa anunciada hoje foi divulgada sem a revisão de outros cientistas e analisou 30 participantes que receberam uma segunda dose tardia e 90 que receberam uma terceira dose. Todos os participantes tinham menos de 55 anos.
O estudo ajuda a amenizar preocupações de que vacinas contra covid-19 baseadas em vetores virais, como as da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, possam perder sua potência se aplicações anuais forem necessárias, dado o risco de que o corpo produza resposta imune contra os vetores que carregam as informações genéticas da vacina.
“Tem havido algumas preocupações de que não poderíamos usar essa vacina num regime de doses de reforço, e certamente não é isso que os dados estão sugerindo”, disse a autora do estudo Tereza Lambe, do Instituto Jenner, de Oxford, à Reuters.
CRIAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL, CONSTRUÇÃO DA HEMODIÁLISE, INVESTIMENTOS NA SAÚDE E EDUCAÇÃO MARCAM A GESTÃO ATUAL EM TRÊS PONTAS, FOCANDO NO SOCIAL E ABERTA AO DIÁLOGO COM TODAS AS CORRENTES
Em entrevista exclusiva ao Conexão Três Pontas o Prefeito Marcelo Chaves Garcia elencou uma série de situações que estão acontecendo, mesmo diante da maior pandemia que o Brasil já viveu, que sinalizam crescimento do Município e um cuidado especial com os cidadãos, nas áreas de educação, saúde, assistência social e geração de emprego e renda. Acompanhe os principais temas:
Foto Arquivo Conexão (Antes da Pandemia)
“CANTEIRO DE OBRAS” MESMO DIANTE DA MAIOR PANDEMIA DE NOSSA HISTÓRIA
“Isso é fruto de muito trabalho, de muita parceria, direcionando os recursos para onde eles realmente têm que ir, em benefício da população. O segredo são as parcerias que a gente tem com os empresários, com os deputados, procurando sempre ouvir a população. Nós estamos fazendo o mercado municipal, estamos terminando várias obras na cidade e há muita coisa que está tendo que ser refeito, como os cálculos das creches (como a do Randal Diniz, que já está praticamente pronta e ficando a coisa mais linda). O segredo também é a aplicação dos recursos de forma correta. Quando tivemos que recalcular os custos de preços das creches, se a Prefeitura não tivesse caixa, não tivesse estrutura para isso, não iríamos conseguir êxito nesses trabalhos que são fundamentais para a população. Sem esse ajuste financeiro na Prefeitura não conseguiríamos terminar a obra e teríamos que devolver os recursos.”
‘MÁQUINA ENXUGADA” PARA ADMINISTRAR BEM E REALIZAR AS DEMANDAS NECESSÁRIAS
“Sem dúvida! Eu sempre deixei claro que para administrar bem a cidade era necessário que as finanças da Prefeitura estivessem em ordem. É impossível administrar uma cidade com a folha de pagamento da prefeitura em torno dos 54%. Com esse percentual o gestor fica travado, completamente impossibilitado de administrar um município. Quando eu assumi a Prefeitura o percentual estava próximo disso. Próximo dos 53,4% que é o limite estipulado por lei. E quando se chega nessa situação é necessário que se tome medidas mais drásticas. Eu sempre disse que para fazer alguma coisa é necessário que se tenha condições para isso. E nós trabalhamos muito para criar um ambiente favorável nesse sentido. Hoje, acredito, deve estar em torno dos 50%. Por isso temos condição de investir na cidade.”
ADIANTAMENTO DO 13º SALÁRIO DO FUNCIONALISMO
“Este é mais um exemplo do nosso cuidado em bem administrar a coisa pública, tornando possível o adiantamento do pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais. Isto só foi possível graças a austeridade com os recursos da Prefeitura, com o dinheiro público. O cuidado que nós estamos tendo com a coisa pública tem sido o grande diferencial para que possamos tomar as decisões e realizar uma série de medidas em favor do município e da população trespontana. E é importante deixar claro que não estou fazendo favor nenhum, isso é obrigação de todo gestor público, que deve sempre aplicar os recursos no lugar certo.
Aqui na Prefeitura nós valorizamos os servidores efetivos, trabalhamos muito pelo bem da cidade e não ficamos mantendo cargo à toa, fazendo favor para ninguém. Esse tipo de situação não faz parte do nosso trabalho, a população não aceita mais isso e impossibilita o bom andamento da coisa pública.”
CARTÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO PARA FAMÍLIAS CARENTES / EDUCAÇÃO DOA 4.300 CESTAS BÁSICAS
“Nós estamos criando mais este benefício para a população carente de Três Pontas, um projeto que já foi aprovado pela Câmara Municipal, que tem sido uma grande parceira, que tem feito um trabalho excelente em favor de nossa gente. Estamos bolando o nome, que deve se chamar ‘Cesta Especial’, que irá atender centenas de famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social através da doação de um vale-compra de alimentos em supermercados aqui de Três Pontas.
Uma pessoa vai receber esse cartão de vale compra no valor de R$100,00 e não pode comprar nem bebida e nem cigarro com ele. Caso alguém tente comprar esses produtos com cartão perderá o benefício e o estabelecimento também será punido. Outra vantagem é que a compra será feita no comércio local, valorizando o nosso comerciante. Geralmente, através de processos licitatórios para compra de cestas básicas de empresas de fora, o que acontece é que o preço ofertado para as prefeituras geralmente é muito acima do valor de mercado. Sempre tentam ganhar muito em cima. E da forma que estamos fazendo, vamos beneficiar a todos de forma justa, pagando um valor também justo. O que nós estamos fazendo é dar dignidade para as pessoas, não apenas com esta ação, mas através de todos os programas e iniciativas que estamos tomando.
Infelizmente muitas pessoas fazem política em cima da doação de cestas básicas e nós não queremos isso. Tem também toda a questão de uma logística que acaba ficando cara e da forma que estamos fazendo temos certeza que encontramos o melhor caminho. O cadastramento já vai começar a ser feito, vamos divulgar bastante para as pessoas terem acesso. Já está tudo assinado por mim como prefeito, pela secretaria de Assistência Social e também pela Associação Comercial. Só falta agora algumas formalizações burocráticas, mas é tudo coisa muito rápida e nos próximos dias estaremos realizando mais essa importante ação.
Todo acompanhamento será feito pelo Creas e pelo Cras, no sentido de deixar o processo transparente, de beneficiar realmente a quem precisa mostrando a lisura desse trabalho. Fizemos um levantamento de gestões passadas e vimos que, em média, eram entregues 60 cestas básicas por mês. E agora nós estamos pretendendo entregar 600 cestas. isso sem contar a Educação, que entregou agora 4.300 cestas.”
TERCEIRA PISTA ENTRE TRÊS PONTAS E VARGINHA: SEMPRE SE FALOU MUITO E NUNCA SAIU. AGORA VAI?
“Vai sair sim! Tenho certeza que agora vai sair! Os engenheiros estão em constante contato conosco, estamos acompanhando todos os processos, estamos conversando com o proprietário do local que será desapropriado. Como engenheiro posso dizer que a estrada ficou um pouco fora da matrícula. A estrada tem um eixo de 15 metros para cada lado que já é desapropriado. Só que ali, por causa das curvas serem muito fortes, precisará de mais um espaço. A obra ficará um espetáculo. Estamos correndo com a desapropriação para que não trave a licitação. Tenho conversado com o secretário de estado, com o chefe do DER, enfim, com todas as autoridades e esperamos começar o quanto antes, até precisa ser urgente por conta do tempo agora ser o mais favorável. Está tudo caminhando a passos largos e tenho certeza absoluta que vai sair.”
COMBATE AO CORONAVÍRUS
“O problema do coronavírus é que é tudo ainda muito novo. É uma realidade muito nova e nos pega de surpresa muitas vezes. Ninguém, em nenhum lugar, sabe exatamente todo universo que envolve essa pandemia. A cada hora tem uma novidade, uma nova variante, então é tudo muito incerto ainda.
Nós estamos mantendo toda aquela linha de extrema preocupação e cuidado com nossa gente, procurando informar o máximo possível, criamos decretos para, ao mesmo tempo que não prejudica o comércio, nossas indústrias, a economia em geral, também tem como princípio básico e fundamental o cuidado com cada pessoa. Temos feito reuniões frequentemente para avaliar sempre a situação, acompanhamos tudo muito de perto.
Nós fizemos uma reunião recentemente e a boa notícia é que a Santa Casa passará para 22 leitos de UTI em breve. Pouquíssimas cidades médias e grandes de Minas Gerais têm 22 leitos de UTI. Nós também compramos recentemente e já entregamos mais 5 respiradores, todos com recursos próprios, enfim, as campanhas de vacinação estão fluindo, estamos fiscalizando os estabelecimentos e os locais para que não haja aglomeração. Temos buscado através de ações conjuntas e boas iniciativas as melhoresrespostas diante desse vírus terrível. Mas precisamos muito da colaboração da população. Sem a colaboração de todos fica difícil.”
Hoje a Santa Casa local tem 20 leitos de UTI, que, em tese, seria dividido igualmente, sendo 10 para atendimento geral e outros 10 para atendimento aos casos de covid-19. Mas, na prática, por conta da demanda, são atualmente 14 leitos tratando os casos graves de coronavírus e 6 leitos de UTI (geral). Com a ampliação serão, em tese, 12 para atendimento geral e 10 para covid-19.
Segundo o Provedor Michel Renan Simão Castro, os novos leitos de UTI serão entregues até 30 de janeiro.
O SONHO DA HEMODIÁLISE
A Hemodiálise na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, um sonho de décadas, principalmente por parte dos pacientes renais crônicos que passam pelo penoso tratamento e seus familiares, não veem a hora disso virar realidade. E está a caminho!
Para o gerenciamento das obras, e aplicação dos recursos de forma transparente, tanto da hemodiálise quanto da ampliação do número de leitos de UTI, foi formado um comitê que inclui profissionais da construção civil, membros da diretoria do HSFA e também da Irmandade.
Por conta da turbulência na economia global e nacional causada pela pandemia, muitos preços acabam sendo alterados, e diante dessa majoração uma nova reunião, um novo levantamento de custos será feito nos próximos dias sobre os valores das obras.
A Hemodiálise terá uma área construída de mais de mil metros quadrados. Muitos pacientes que ainda precisam fazer a hemodiálise em Varginha, por exemplo, passarão a ser atendidos na Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, muito possivelmente já a partir do mês de abril de 2022, conforme o Provedor Michel Renan Simão Castro. A capacidade de atendimento será para cerca de 200 pacientes, com cerca de 40 assentos para o tratamento, além de toda a estrutura necessária para prestação de um serviço completo, de muita qualidade, diminuindo assim parte do sofrimento dos pacientes que não mais precisarão do deslocamento para outras cidades, com a necessidade de ficarem o dia todo aguardando que outras pessoas terminem a sessão de diálise para retornarem todos juntos para casa através do transporte público municipal.
“A nossa Hemodiálise finalmente vai sair! A construção está uma maravilha, o Conexão precisa ir lá acompanhar e mostrar a beleza que está ficando. E no ano que vem já estará pronta. Também tem a questão do Pronto Socorro. O que está agarrado um pouco é a escritura. Tem que desapropriar o Hospital para que a gente construa o Pronto Socorro e repasse para eles. Mas vai ser feito sim!”
PARQUE INDUSTRIAL DE TRÊS PONTAS
“As obras estão indo bem. Temos conversado muito, o asfalto está a todo vapor. A obra está dentro dos prazos, que seria final de julho ou começo de agosto. Agora é tudo muito rápido. Eu passei ontem lá e está tudo raspadinho, tanto a ciclovia quanto o passeio lateral, prontos para receber o concreto. E o asfalto também rende muito, são 15 a 20 caminhões pra fazer o asfalto o que acelera o processo. A cada dia que vou lá, volto mais animado. Acredito que não sairá do prazo.
Importante lembrar que tudo que está sendo feito lá resultará na vinda de nossas indústrias e mais geração de emprego e renda. Eu tô assustado com a procura que estamos recebendo. Recebo contatos todos os dias. Estrela trazendo todo faturamento pra cá e ampliando cada vez mais, uma panificadora da cidade vai fechar um contrato com um supermercado grande, no Brasil inteiro, precisará de um investimento pesado, Artvac, Thega, a área da Biosep (que é outro feito histórico pra mim), que desde 2010 ou 2011 está abandonado e sendo depredado, retomará agora as atividades, trará um investimento enorme no setor de grãos para Três Pontas que terá um distrito agroindustrial naquela área. A procura enorme que estamos recebendo por parte de empresários é algo que nos enche de orgulho e de esperança. Mais emprego, mais renda, economia de Três Pontas mais forte!”
ANIVERSÁRIO DE TRÊS PONTAS
“Minha esperança e minha fé é que possamos todos voltar o quanto antes ao mais próximo da normalidade. O aniversário de Três Pontas está chegando e o meu anseio é buscar a melhoria da qualidade de vida de todos os nossos cidadãos. Estamos programando uma grande edição, embora online, do Festival Canto Aberto e esperamos voltar a fazer tudo de forma presencial, o quanto antes.
Três Pontas está melhorando sua infraestrutura e tenho certeza que dias melhores virão. Estamos resgatando o amor por nossa Três Pontas, buscando sempre a qualidade de vida da nossa gente. Parabéns Três Pontas, parabéns a cada cidadão trespontano!”
Volume representa R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior
O governo federal lançou nesta terça-feira (22), no Palácio do Planalto, o Plano Safra 2021-2022, que contará com R$ 251,2 bilhões em crédito para apoiar a produção agropecuária nacional. O volume representa R$ 14,9 bilhões a mais em relação ao plano anterior (R$ 236,3 bilhões), um aumento de 6%. Os financiamentos podem ser contratados de de julho deste ano até o final de junho de 2022.
“Novamente, nós priorizamos a agricultura familiar e os investimentos, em especial na agricultura de baixo carbono, que aumentou em mais de 100% neste plano. Então, este é um plano que já vem muito pincelado de verde”, afirmou a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, durante o anúncio.
Do total de crédito disponibilizado, cerca de R$ 39,3 bilhões serão exclusivos para o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), um incremento de 19% em relação ao ano passado. Os demais públicos ficam com R$ 211,9 bilhões (4% a mais do que em 2020), sendo R$ 34 bilhões destinados aos médios produtores, por meio do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp). Dos R$ 251,2 bilhões do Plano Safra, um total de R$ 177,8 bilhões serão para custeio e comercialização e outros R$ 73,4 bilhões serão para investimentos. Neste último caso, o aumento da disponibilidade foi de 29%.
As taxas de juros dos financiamentos tiveram aumento médio de 10% para os pequenos e médios produtores, na comparação com os juros praticados nos financiamentos do Plano Safra anterior. No caso do Pronaf, os juros passam de 2,75% ao ano para 3% a.a, para a produção de bens alimentícios; e de 4% a.a para 4,5% a.a para os demais produtos. Já para o Pronamp, que reúne os médios produtores, os juros serão de 5,5% a.a para custeio e 6,5% a.a para investimento. Os grandes produtores poderão contratar financiamentos com juros de 7,5% a.a para custeio e 8,5% a.a para financiamento de máquinas. Os financiamentos via cooperativas para investimento, crédito industrial e capital de giro será de 8% a.a.
Para os investimentos considerados prioritários pelo governo, de promoção da sustentabilidade, o valor dos juros será de 5,5% ao ano. A taxa se refere à projetos de recomposição de reservas legais e áreas de preservação permanentes (APPs). Para financiamento de integração lavoura-pecuária, recuperação de pastagens, irrigação e construção de armazéns, os juros serão de 7% a.a.
“[Foi] inevitável uma elevação da taxa de juros, por tudo que vocês têm acompanhado. A gente conseguiu que não fosse uma elevação tão acentuada”, afirmou Wilson Vaz de Araújo, diretor de financiamento e informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
A subvenção ao prêmio do seguro rural ficou em R$ 1 bilhão. O valor deve possibilitar a contratação de 158,5 mil apólices, num montante segurado da ordem de R$ 55,4 bilhões e cobertura de 10,7 milhões de hectares.
Projetos sustentáveis
Para o próximo ciclo, o Plano Safra fortaleceu o Programa para Redução de Emissão de Gases de Efeito Estufa na Agricultura (Programa ABC), que é a principal linha para financiamento de técnicas sustentáveis na agropecuária. Neste caso, a disponibilidade de crédito foi ampliada em 101% em relação aos recursos do plano anterior. A linha terá R$ 5,05 bilhões em recursos com taxa de juros de 5,5% e 7% ao ano, carência de até oito anos e prazo máximo de pagamento de 12 anos.
O Plano Safra 2021/2022 prevê o financiamento para aquisição e construção de instalações para a implantação ou ampliação de unidades de produção de bioinsumos e biofertilizantes na propriedade rural, para uso próprio. Também serão financiados projetos de implantação, melhoramento e manutenção de sistemas para a geração de energia renovável. O limite de crédito coletivo para projetos de geração de energia elétrica a partir de biogás e biometano será de até R$ 20 milhões.
O Proirriga, programa destinado ao financiamento da agricultura irrigada, terá R$ 1,35 bilhão, com juros de 7,5% ao ano. Já o Inovagro, voltado para o financiamento de inovações tecnológicas nas propriedades rurais, ficou com R$ 2,6 bilhões, e taxas de juros de 7% ao ano.
Armazéns
Os recursos para a construção de armazéns nas propriedades rurais também ganhou ampliação expressiva neste Plano Safra. Ao todo, serão destinados R$ 4,12 bilhões, um acréscimo de 84%. Para o financiamento de armazéns com capacidade de até 6 mil toneladas nas propriedades, a taxa de juros é de 5,5% ao ano e para maior capacidade, a taxa é de 7% ao ano, com carência de três anos e prazo máximo de 12 anos. O valor disponibilizado é suficiente para aumentar em até 5 milhões de toneladas a capacidade instalada com a construção de cerca de 500 novas plantas.
Custos
Os custos aos cofres públicos para a subvenção dos financiamentos pelo governo federal será de R$ 13 bilhões. Deste total, R$ 6,4 bilhões são para o Pronaf e R$ 6,6 bilhões para a agricultura empresarial.
Imunizante da Janssen contra covid-19 tem dose única
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (21), em Brasília, que um avião com 1,5 milhão de doses da vacina contra covid-19, da farmacêutica Janssen, deve chegar ao Brasil às 6h45 de amanhã (22), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
O anúncio foi feito após uma previsão inicial, de receber 3 milhões de doses até 15 de junho, não ter sido confirmada. De acordo com o Ministério da Saúde, o envio foi cancelado pela própria Janssen, que não teria explicado os motivos.
Queiroga afirmou que a vacina da Janssen “é muito útil” por ser de dose única, proporcionando uma vacinação “mais rápida” da população. Ele não detalhou se as doses da vacina da Janssen serão direcionadas a algum grupo específico.
As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado. O ministro voltou a afirmar que o governo planeja a vacinação – com ao menos uma dose – de todos os adultos até setembro, e a imunização completa de todas as pessoas acima de 18 anos até dezembro.
Para isso, a previsão é distribuir 60 milhões de doses em agosto e outros 60 milhões em setembro, além das 41 milhões confirmadas pela pasta para julho. O cronograma detalhado, contudo, ainda não foi divulgado pelo ministério.
“A gente ainda não divulgou o calendário detalhado desses imunizantes nos outros meses [agosto e setembro] porque ainda não temos confirmação dos laboratórios”, disse o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.
Revacinação
O ministro Marcelo Queiroga foi questionado por senadores sobre notícias segundo as quais o Ministério da Saúde estaria preocupado com a baixa eficácia da vacina CoronaVac na população idosa, e se haveria a necessidade de revacinação dessa faixa etária.
Os parlamentares perguntaram também se o ministério considera não assinar novos contratos de aquisição do imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.
O ministro afirmou que a necessidade de uma eventual revacinação, em qualquer faixa etária ou grupo da população, precisa ser esclarecida por estudos científicos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. “Pesquisas estão em encaminhamento. E o que o Ministério da Saúde tem que fazer é se programar para ter vacinas disponíveis para aplicar, num curto espaço de tempo, no ano de 2022, se for o caso”, disse.
Ele citou um estudo em andamento na cidade de Serrana (SP), cuja população foi toda vacinada com a CoronaVac. O ministro negou haver desconfiança em relação ao imunizante. “Não há nenhum tipo de mudança de estratégia em relação a esse imunizante”, afirmou.
“O fato é que essa vacina tem sido útil para o Plano Nacional de Imunização, e essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa”, acrescentou Queiroga.
Outros assuntos
Durante a audiência, o ministro também negou que haja falhas no monitoramento da variante delta do novo coronavírus. Essa variante, identificada primeiro na Índia, tem sido temida por, aparentemente, apresentar maior potencial de contágio e hospitalização.
Ele confirmou a identificação de ao menos nove casos da variante delta no Brasil, mas afirmou que todos são monitorados e que “não há qualquer indício de transmissão comunitária dessa variante no Brasil”.
A respeito do retorno às aulas presenciais na rede pública de ensino, Queiroga destacou que não considera necessário ter 100% dos professores vacinados, uma vez que, com percentuais superiores a 80%, já seria possível controlar a transmissão da doença por meio do monitoramento de casos.
Ele afirmou que deve se reunir em breve com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o advogado-geral da União, André Mendonça, para discutir a possível volta de aulas presenciais em todo o Brasil a partir do segundo semestre. “Isso já tem acontecido em alguns estados e na própria iniciativa privada”, disse.
A empresa Novavax, anunciou nesta segunda, 14, resultados de um ensaio clínico que mostra 90,4% de eficácia geral de sua vacina contra infecções sintomáticas por COVID-19 e 100% de proteção contra doenças moderadas e graves.
O estudo foi feito com 30.000 pessoas nos EUA e México e publicado na revista científica Science.
A vacina, que usa uma tecnologia diferente das vacinas COVID-19 autorizadas até agora, apresentou resultado contra oito variantes virais de interesse e preocupação, com eficácia de 93,2%. E o estudo diz que a vacina é segura e bem tolerada.
“Esta vacina parece fenomenal. Estou entusiasmada com esses resultados ”, disse Monica Gandhi, médica infectologista e epidemiologista da Universidade da Califórnia, em San Francisco.
A eficácia
A diferença de alguns pontos percentuais entre a eficácia de 90% da Novavax e a eficácia de 95% e 94% das vacinas Pfizer / BioNTech e Moderna é explicada em parte pelo ensaio posterior da Novavax, que testou a vacina contra variantes virais, diz John Moore, um imunologista da Weill Cornell Medicine e participante do estudo Novavax.
Os testes das vacinas de outras empresas , compostas de RNA mensageiro (mRNA ), foram concluídos antes que tais variantes estivessem amplamente circulando.
“Esta é uma vacina cuja eficácia é pelo menos equivalente à da Pfizer e Moderna”, disse Moore. “É essencialmente 100% protetor contra doenças.”
Estudo clínico
O ensaio clínico foi altamente diversificado, com 44% de participantes não brancos.
E os requisitos simples para armazenamento da vacina poderiam acelerar o acesso a ela em comunidades remotas ao redor do globo.
FDA
A Novavax planeja solicitar à Food and Drug Administration (FDA) – agência de medicamentos e alimentos dos EUA – e outros reguladores, uma autorização de uso de emergência no terceiro trimestre.
A empresa deve ainda concluir os requisitos regulatórios para garantir que seu produto corresponda consistentemente à vacina usada nos testes clínicos, disse o presidente e CEO Stanley Erck.
A vacinação finalmente entrou no ritmo esperado pela população. O Brasil bateu recorde nesta quinta, 17, com 2,5 milhões de doses aplicadas em 24h, e bateu a marca anterior, de 1,7 milhão registrada em abril.
A informação é do Ministério da Saúde. No total foram aplicadas agora 2.561.553 de doses de imunizantes num só dia.
Foi a maior quantidade desde o início da campanha contra a Covid-19, em janeiro.
Balanço da vacinação no Brasil
A primeira dose já foi aplicada em 60 milhões de pessoas, o que 28,17% da população brasileira.
A estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é que o Brasil tem 213,2 milhões de habitantes e o Ministério da Saúde espera vacinar 160 milhões de pessoas.
No caso da segunda dose, o país tem 24 milhões de habitantes totalmente imunizados, o que significa 11,2% da população brasileira.
Vacinação por região
A Região Sudeste, liderada por São Paulo, é a que mais vacinou no país, sendo 34 milhões no total, com 24,8 milhões na primeira dose e 9,9 milhões na segunda.
O Nordeste é a segunda, com 19,2 milhões de imunizantes aplicados – 13,8 milhões na primeira dose e 5,5 milhões na segunda.
O Ceará é o estado que mais vacinou na região.
A Região Sul, com 13,2 milhões de aplicações, é a terceira, sendo 9,6 milhões na primeira dose e 3,6 milhões ne segunda.
O Rio Grande do Sul é o estado que mais imunizou.
O Centro-Oeste aplicou 6 milhões de vacinas. Foram 4,4 milhões de primeiras doses e 1,6 milhões de segundas.
Goiás é o estado que lidera as imunizações na região.
No Norte, foram 5,2 milhões de imunizantes aplicados, sendo 3,6 de primeiras doses e 1,5 de segundas.
O Pará lidera as vacinações na região.
Melhorou, viva! Mas ainda falta muito. Avante Brasil! Tem continuar nesse ritmo!
Expectativa é o Brasil receber mais 38 milhões de doses ainda neste mês de junho.
O secretário de estado de Saúde de Minas Gerais, Fábio Bacheretti, divulgou o cronograma de vacinação contra a Covid-19 por idade na manhã desta terça-feira (15). A previsão é que pessoas até 18 anos recebam a primeira dose até outubro, como já havia sido anunciado anteriormente.
Veja o cronograma anunciado:
Junho – pessoas de 55 a 59 anos
Julho – pessoas de 50 a 54 anos
Agosto – pessoas com 35 anos a 49 anos
Setembro – pessoas com 25 a 34 anos
Outubro – pessoas de 18 a 24 anos
“Isso tudo depende do envio do Ministério da Saúde. O problema de atraso de vacina é a falta dela, porque, quando chega a Minas, a distribuição para os municípios é feita de forma bastante rápida”, disse Bacheretti.
Segundo o secretário, para junho, a expectativa é que o Ministério da Saúde receba mais 38 milhões de doses, “sendo que Minas Gerais, normalmente, recebe 10% das vacinas“.
Ele ainda explicou que, para julho, estão previstas 35 milhões de doses; em agosto, o número sobe para 68 milhões de doses, enquanto para setembro é de 62,5 milhões. Em outubro, devem chegar 65 milhões.
Vacinação de adolescentes
O secretário comentou sobre a vacinação de adolescentes de 12 a 14 anos anunciada em Betim, na Região Metropolitana de BH, e disse que “não há previsão de imunização deste grupo em todo estado”. Ele explicou que não está previsto no Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde vacinação desta faixa etária.
“Betim tomou uma decisão de forma isolada, não podemos prever vacinação de criança e adolescente antes de o Ministério da Saúde decidir”, disse ele.
Lactantes
Segundo o secretário, as mulheres lactantes poderão ser incluídas no próximo grupo que receberá a imunização no estado.
“Ainda não saiu nessa deliberação porque ainda é necessário uma nota técnica e as lactantes podem, sim, ser incluídas no grupo ainda nesta semana”.
O grupo das grávidas sem comorbidade já foi incluído pelo governo, mas cada prefeitura tem autonomia para seguir a recomendação ou não. Belo Horizonte, por exemplo, diz que segue aguardando orientação do Ministério da Saúde.
Variante de Manaus
Fábio falou também sobre a variante de Manaus e negou a transmissão da cepa indiana no estado.
“A variante conhecida do estado hoje é a P1, principal de Manaus, que é mais transmissível. Já a cepa indiana não há nenhum registro de transmissão no estado dessa variante, o único paciente já foi acompanhado, não transmite mais, pessoas que tiveram contato foram testadas, ou seja, nada que comprove que houve transmissão em Minas”, disse ele.
Mais de sete em cada 10 casos de infecção por coronavírus em Minas Gerais são da variante gama, também conhecida como P1 e encontrada inicialmente em Manaus. Um estudo da Universidade Federal de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e Fundação Ezequiel Dias (Funed) identificou que essa cepa estava presente em 74,1% das amostras.
Um projeto emergencial tem ajudado crianças e adolescentes órfãos da pandemia. São jovens que perderam os pais para a covid-19 e agora estão sem um tutor legal.
A ideia partiu da diretora do Instituto de Pesquisa e Ensino para o Desenvolvimento Sustentável (Ipeds), Glauce Galúcio, e contou com a ajuda de acadêmicos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade Paulista (Unip), que são voluntários do Ipeds.
Batizado de “Eu amo meu próximo”, hoje já são 148 crianças cadastradas, que recebem cesta básica, além de outros suportes para os atuais responsáveis.
Cadastro de beneficiados
O “Eu amo meu próximo” começou com apenas 4 crianças, que recebiam leite e fralda. Através de contato dos voluntários, os outros beneficiados foram chegando.
Hoje essa é a única forma de receber os auxílios. Os cadastros são realizados por meio do contato feito por instituições como Instituto da Mulher e Maternidade Ana Braga, conselheiros tutelares e assistentes sociais dos hospitais.
Glauce também faz questão de reforçar que todas as crianças e adolescentes atendidas pelo projeto não estão em abrigo para adoção.
Do lado de cá, ficamos na torcida para que essa ideia se espalhe por muitas outras cidades!
Dinheiro deverá chegar aos familiares, mas decisão ainda cabe recurso; Mineradora disse que vai analisar a decisão.
A Justiça do Trabalho condenou a Vale a pagar R$ 1 milhão por danos morais para cada empregado da mineradora que morreu no rompimento da barragem ocorrido na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG). Os valores deverão ser destinados aos espólios das vítimas e a seus herdeiros.
A decisão foi tomada na última segunda-feira (7) no âmbito de uma ação civil pública movida em janeiro pelo Sindicato Metabase Brumadinho. É uma sentença inédita em ações judiciais envolvendo a tragédia. Até então, a Justiça já havia, em diferentes processos, estipulado valores para reparar danos morais causados aos familiares dos mortos. Em 49 páginas, a juíza Viviane Célia Correa, do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-MG), reconheceu que as próprias vítimas que foram a óbito também sofreram danos morais que precisam ser indenizados.
Segundo o TRT-MG, a decisão contempla 131 funcionários contratados diretamente pela Vale, o que leva a uma condenação de R$ 131 milhões, além de honorários e custas processuais. O montante é inferior ao pedido no processo. O Sindicato Metabase Brumadinho pleiteava R$ 3 milhões para cada trabalhador morto. Ao fixar o valor, a juíza fez registro dos lucros da Vale. No ano passado, os ganhos da mineradora foram superiores a R$ 24,9 bilhões.
Sentença
A magistrada fez referência à Súmula 642, aprovada em dezembro do ano passado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), que estabelece que “o direito à indenização por danos morais transmite-se com o falecimento do titular, possuindo os herdeiros da vítima legitimidade ativa para a ação indenizatória”. Embora súmulas do STJ não produzam reflexos para decisões da Justiça do Trabalho, a juíza considerou se tratar de uma síntese da evolução da jurisprudência.
“Como poderia o de cujus, humanamente, externar o que se passou na mente, no coração, se se passou tudo ou se nada se passou? Se se recordou os filhos, das preocupações específicas, dos planos de vida, da família? Se, nos segundos, minutos, poucas horas, se no tempo transcorrido entre o primeiro golpe do dano que o levaria a morte até o último suspiro, provou das repercussões decorrentes da reação pela sobrevivência até a angustia da aceitação da morte certa? Por outro lado, o ofensor repousa comodamente no silêncio sepulcral (aqui, literalmente) que ele próprio provocou, deleitando-se da própria torpeza”, escreveu Viviane.
A decisão abrange apenas os trabalhadores que tinha vínculo direto com a Vale, que são representados pelo Sindicato Metabase Brumadinho. Não estão incluídos, portanto, os funcionários de empresas terceirizadas que prestavam serviço para a mineradora.
O rompimento da barragem ocorreu em janeiro de 2019, causando destruição ambiental, poluição ao Rio Paraopeba, impactos em diversos municípios e comunidades, além de deixar 270 mortos. Mais de 90% eram trabalhadores que atuavam na Mina Córrego do Feijão.
Em nota, a Vale afirmou que irá analisar a decisão. A mineradora diz já ter pago mais de R$ 2 bilhões em indenizações cíveis e trabalhistas. “A Vale é sensível à situação dos atingidos pelo rompimento da barragem B1 e, por esse motivo, vem realizando acordos com os familiares dos trabalhadores desde 2019, a fim de garantir uma reparação rápida e integral”, acrescenta o texto.
Ações distintas
O pagamento das indenizações da tragédia de Brumadinho (MG) estão atreladas a diferentes ações judiciais e tratativas extrajudiciais. Em fevereiro, um acordo global de reparação no valor de R$37 bilhões foi selado entre a Vale, o governo de Minas Gerais, o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), o Ministério Público Federal (MPF) e a Defensoria Pública do estado. Esse montante, no entanto, diz respeito apenas a indenização de danos coletivos. Foram previstos diversos projetos que incluem programas para transferência de renda e atendimento de demandas comunitárias, investimentos socioeconômicos, ações de recuperação socioambiental, medidas voltadas para garantir a segurança hídrica, melhorias dos serviços públicos e obras de mobilidade urbana, entre outras. Esse acordo não abrange as indenizações individuais e trabalhistas, que são discutidas separadamente.
Para indenizar parentes dos trabalhadores que morreram, um termo foi firmado entre a Vale e o Ministério Público do Trabalho (MPT) em julho de 2019. Ficou estabelecido que pais, cônjuges ou companheiros e filhos dessas vítimas receberiam, individualmente, R$ 500 mil por dano moral. Já os irmãos receberiam R$ 150 mil cada um. Além disso, a título de dano material, a Vale deve pagar uma pensão mensal para os familiares que dependiam financeiramente da vítima. O acordo assegura que dependentes de cada morto não devem receber menos que R$ 800 mil, ainda que o cálculo fique abaixo desse valor.
Os valores são inferiores ao que previa um estudo interno da própria mineradora Vale que foi apreendido pelo MPMG no curso das investigações sobre a tragédia. O estudo calculava a indenização em quase R$ 10 milhões por morto.
A adesão ao acordo, no entanto, é opcional. Nem todas as famílias aceitaram os valores e algumas delas optaram por mover processos. A proposta do acordo foi apresentada e aprovada em um assembleia dos atingidos, mas a Associação dos Familiares de Vítimas e Atingidos do Rompimento da Barragem da Mina Córrego do Feijão (Avabrum) considera que eles deveriam ter sido chamados para participar da elaboração e não apenas serem consultados sobre algo que já estava pronto. A entidade avalia que não lhes restou muita opção.
Indenizações para os trabalhadores sobreviventes também já foram discutidos na Justiça. Negociações entre a mineradora e seis sindicatos levaram a acordos que foram homologados em abril do ano passado pelo TRT-MG. Deverão ser pagos até R$ 250 mil por danos morais e materiais a cada um dos funcionários, sejam eles da própria Vale ou de empresas terceirizadas que atuavam na Mina Córrego do Feijão. O maior valor é para os que estavam trabalhando no momento do rompimento da barragem.
Na esfera cível, há parentes de mortos que não trabalhavam na mina que também têm optado por mover ações individuais. Em um dos processos, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) fixou em setembro de 2019 o valor de R$ 11,8 milhões de indenização por danos morais a quatro parentes – pais e irmãos – de Luiz Taliberti, a irmã Camila Taliberti e a esposa dele, Fernanda Damian, grávida de cinco meses. Eles estavam hospedados na Pousada Nova Estância, que foi soterrada pela lama de rejeitos.
Nova denúncia
Na mesma semana em que a Justiça do Trabalho determina o pagamento de danos morais aos mortos em Brumadinho (MG), a Vale virou alvo de uma nova denúncia. Segundo o MPMG, a mineradora é responsável por provocar poluição em níveis que resultaram em danos à saúde humana e destruição da fauna e flora em sua Usina de Pelotização do Complexo Vargem Grade, em Nova Lima (MG).
Investigações apontam para a emissão irregular de partículas e óxidos de nitrogênio, entre 2011 e 2015, atingindo especialmente a região do Condomínio Solar da Lagoa.
“Também houve lançamento irregular de efluentes líquidos sanitários no solo, entre 2011 e 2014, além de poluição sonora acima do aceitável para o horário noturno em área rural”, diz o MPMG em nota.
A mineradora e três dirigentes foram denunciados hoje (10) por crimes ambientais. Em nota, a Vale disse estar comprometida com a sociedade e com o meio ambiente e informou que ainda não recebeu nenhuma citação relacionada à denúncia.
A vacina da Janssen, do grupo Johnson & Johnson, que está sendo aguardada no Brasil, produz várias respostas imunológicas que permitem que ela seja eficaz contra diferentes variantes do vírus, de acordo com um estudo divulgado nesta quarta-feira, 9.
A pesquisa, publicada na Nature como uma amostra acelerada de um artigo, determinou que a vacina da Johnson & Johnson ativou as respostas imunológicas contra a cepa COVID-19 original, bem como as variantes Alfa, Beta, Gama e Epsilon.
O estudo concluiu que a vacina Johnson & Johnson “ofereceu forte proteção contra casos sintomáticos” de COVID-19 na África do Sul e no Brasil, onde as variantes causaram a maioria dos casos sequenciados.
Pesquisa
Os pesquisadores estudaram as respostas imunológicas celulares e de anticorpos de 20 voluntários com idades entre 18 e 55 anos.
O estudo descobriu que menos anticorpos neutralizantes apareceram na luta contra as variantes Beta e Gama, encontradas pela primeira vez na África do Sul e no Brasil, respectivamente, quando comparadas à cepa COVID-19 original.
O estudo determinou que uma única dose da vacina da Johnson & Johnson protegeu contra COVID-19 grave em 86 por cento dos participantes nos Estados Unidos, 88 por cento daqueles no Brasil e 82 por cento na África do Sul.
Desde que a Food and Drug Administration emitiu uma autorização de uso de emergência para a vacina Johnson & Johnson em fevereiro, mais de 11,2 milhões de doses da vacina foram administradas nos EUA.
Chegada no Brasil
O Brasil aguarda a chegada de 3 milhões de doses ainda agora em junho. O imunizante foi aprovado pela Anvisa no Brasil em 31 de março.
Além disso, o Ministério da Saúde assinou um acordo com a Janssen para a aquisição de 38 milhões de doses da vacina da empresa, com previsão inicial de entrega de 16,9 milhões de doses entre julho e setembro e 21,1 milhões de outubro a dezembro.
O imunizante da Janssen, que é atualmente utilizado nos países da União Europeia, nos Estados Unidos e na África do Sul, recebeu, no Brasil, certificado de boas práticas da Anvisa.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), dos Estados Unidos, o risco de reações alérgicas à vacina da Janssen é considerado extremamente baixo, especialmente quando se refere a choques anafiláticos.
O imunizante não tem compostos que podem causar reações alérgicas fortes, como antibióticos, adjuvantes ou conservantes, aditivos utilizados para potencializar a resposta imune, segundo o CDC. Eles também podem estar nos demais imunobiológicos.
Secretário de Saúde estima que todo mineiro acima de 18 anos receba pelo menos a primeira dose entre outubro e dezembro
Com o intuito de acelerar a imunização em todo o estado, 70% das vacinas contra a covid-19 recebidas por Minas Gerais serão destinadas para aplicações por idade, enquanto 30% servirão aos grupos prioritários. As novas determinações foram anunciadas pelo secretário de Estado de Saúde, o médico Fábio Baccheretti, em coletiva de imprensa na Cidade Administrativa, nesta terça-feira (8/6). A mudança será válida após o término da vacinação dos trabalhadores da educação, conforme as orientações do Ministério da Saúde, e faz parte da meta de vacinar todos os mineiros maiores de 18 anos até dezembro deste ano.
Atualmente, cada remessa de vacina contra a covid-19 é enviada pelo governo federal com as indicações dos respectivos grupos prioritários a serem contemplados, de acordo com a ordem estabelecida pelo Plano Nacional de Imunização (PNI). Após a vacinação de todos os trabalhadores da educação (nível básico e superior), essa regra sofrerá alterações, conforme as orientações do Ministério da Saúde.
“As vacinas serão distribuídas da seguinte forma: 70% destinadas a grupos por idade, em ordem decrescente, e 30% para demais grupos prioritários dentro do PNI. Isso é para acelerar a vacinação. A gente sabe que a comprovação de doenças e outras situações é demorada, dificulta a agilidade da vacinação. Por idade, basta apresentar o RG e o comprovante de endereço. A gente precisa vacinar o grupo prioritário, mas temos que ganhar em quantidade de pessoas vacinadas também. E a vacinação por idade nos dá isso”, disse o secretário.
Até o momento, mais de 7 milhões de vacinas contra a covid-19 foram aplicadas em Minas Gerais, sendo que 5.193.899 de mineiros receberam a primeira dose e 2.462.245 foram imunizados com a segunda dose, segundo dados do Painel Vacinômetro da SES-MG desta terça-feira (8/6). A previsão é a de que Minas Gerais receba cerca de 4 milhões de doses de vacinas neste mês para dar sequência à imunização, incluindo a primeira remessa dos imunizantes da Jansen, do grupo Johnson & Johnson — que necessita de apenas uma aplicação e possui capacidade de imunização em um prazo de apenas 15 dias.
Caso o cronograma do Ministério da Saúde relativo à entrega de vacinas seja cumprido, a expectativa do Governo de Minas é que todos os mineiros maiores de 18 anos — o que totaliza um público de 17 milhões de pessoas — recebam pelo menos a primeira dose da vacina contra a covid-19 entre outubro e dezembro de 2021. “Em relação à vacinação, que é a única solução para a pandemia, a expectativa é que de outubro a dezembro todo mineiro tenha recebido a primeira dose, obviamente se o calendário do Ministério da Saúde for cumprido”, explicou o secretário.
Além disso, caso o ritmo de vacinação se mantenha no atual patamar, há a expectativa de que sejam ampliadas as idades contempladas com a imunização, atingindo as pessoas com 50 anos até o fim de junho. “Se continuar nessa aceleração, conseguiremos ampliar, sim. Lembrando que quanto mais baixa a idade, maior o número de pessoas também. Mas até o fim deste mês, acreditamos que a vacinação da faixa de 50 anos seja uma realidade no estado”, disse o secretário.
Saúde Digital
Para auxiliar na aceleração da vacinação, a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) também começou a disponibilizar a função de agendamento da vacinação para as prefeituras e cidadãos. Através de um cadastro no aplicativo Saúde Digital MG, inserindo dados como idade, sexo, grupo prioritário elencado para vacinação, endereço e CPF, os mineiros receberão uma data para vacinar, além de acompanhar o ritmo de aplicação dos imunizantes no estado. As prefeituras ficam responsáveis por realizar os cadastros dos pontos de vacinação, com dias e horários de funcionamento, bem como inserir os dados de profissionais de saúde capacitados para aplicação das doses.
Todos os dados são compartilhados em tempo real com o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI) do Ministério da Saúde. “A ideia é acabar com as filas e fazer com que a informação chegue de forma imediata ao governo federal, com o dado compilado do número de vacinados, fabricante da vacina, tudo certinho. Isso dá agilidade ao processo e faz com que consigamos vacinar um maior número de pessoas em menor espaço de tempo”, completou Baccheretti.