Pensar o trânsito é pensar ações que permitam, de forma segura, a movimentação diária dos milhões de brasileiros
O movimento Maio Amarelo completa 10 anos e traz como tema central em 2023 “No trânsito, escolha a vida”. Paulo Guimarães, CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária (ONSV), diz que “o Maio Amarelo volta a tomar as ruas do país ainda com mais força; são muitas mobilizações programadas e várias já acontecendo e, dessa forma, atinge seu grande objetivo que é chamar a atenção da sociedade para o tema urgente que é salvar vidas no trânsito”.
Segundo o Status Report on Road Safety, relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o terceiro país com mais mortes no trânsito em todo o mundo, resultando 1,3 milhão de vítimas por ano.
O compromisso assumido pelo país é o de reduzir pela metade o número de mortes até 2028. Para tal, é necessário articular alianças e compromissos multilaterais, com engajamento de organizações privadas, governamentais e sociedade civil.
Uma das entidades comprometidas com essa proposta é a Vital Strategies, que por meio da iniciativa da Fundação Bloomberg para a Segurança Global no Trânsito, atua em várias cidades do país, como São Paulo, onde auxilia no desenvolvimento de um plano de segurança viária que norteará as ações da cidade até 2028, e Fortaleza, que alcançou uma redução de 47% nas mortes no trânsito entre 2014 e 2019.
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Para Luiz Gustavo Campos, diretor e especialista em trânsito da Perkons, “pensar o trânsito é pensar e oportunizar ações e medidas que permitam, de forma segura, a movimentação diária dos milhões de brasileiros que utilizam as vias, seja na condição de pedestre, motociclista, ciclista, passageiro, na condução de veículos particulares ou na condução profissional, afinal, toda vida importa”, diz.
Em 2004 a OMS divulgou um estudo que avaliou 178 países, apontando que aproximadamente 1,2 milhão de pessoas morreram e entre 20 e 50 milhões ficaram feridas em sinistros naquele ano. Na época, o trânsito ocupava a 11ª posição entre as principais causas de mortes em todo o mundo. Dessa forma projetou-se que se não houvesse qualquer intervenção organizada e com esforços conjuntos, no ano de 2020 chegaríamos à marca de 1,9 milhão de mortes anuais no trânsito.
Diante desse mapeamento, a OMS e a ONU passaram a fomentar ações a fim de promover a segurança no trânsito em escala mundial, com base em cinco pilares: Gestão de Segurança no Trânsito; Infraestrutura Viária; Segurança Veicular; Segurança dos Usuários e Conscientização; e Resposta ao Acidente. Desde então, ações como as realizadas pelo Maio Amarelo têm grande impacto no Brasil e são extremamente importantes para a conscientização sobre um trânsito seguro.
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“O objetivo maior das ações do Maio Amarelo é salvar vidas e reduzir a quantidade de feridos no trânsito brasileiro. Para isso, infraestrutura viária deve ser projetada para permitir o acesso equitativo e acomodar as necessidades de mobilidade de todos os usuários da via, garantindo a prioridade aos mais vulneráveis, conforme estabelecido pela Política Nacional de Mobilidade Urbana e pelo Código de Trânsito Brasileiro, e aos usuários de transporte público”, completa Campos.
Fonte Paula Batista / Lide Multimídia
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Setor é o único da cafeicultura nacional a apresentar desempenho positivo no primeiro quadrimestre de 2023
As exportações brasileiras de café solúvel se destacam no segmento em 2023. No mês passado, conforme dados da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), os embarques do produto totalizaram o equivalente a 324.265 sacas de 60 kg, apresentando crescimento de 28,7% em relação às 251.994 sacas registradas no mesmo mês do ano passado. Em receita, o avanço é de 42% na mesma comparação, com os ingressos saltando de US$ 42,3 milhões para os atuais US$ 60 milhões.
No acumulado do primeiro quadrimestre deste ano, o Brasil remeteu 1,239 milhão de sacas do produto ao exterior, volume que implica alta de 0,8% na comparação com as 1,229 milhão de sacas exportadas de janeiro ao fim de abril de 2022. Os embarques renderam US$ 229,3 milhões nesses quatro meses, avançando 12,3% sobre os US$ 204,1 milhões aferidos em idêntico intervalo antecedente.
Analisando os dados, o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, aponta que o café solúvel é o único segmento que possui performance positiva até o momento em 2023, uma vez que os cafés em grão – arábica e canéfora (robusta + conilon) – e o torrado e torrado e moído acumulam declínios no acumulado do ano.
“Apesar de a guerra ter reduzido em 77% os envios do produto para a Rússia e também para a Ucrânia, as indústrias brasileiras de café solúvel ampliaram seus esforços e negócios em outras nações, com destaque para um avanço de 2.413% nos envios para o México, que importou cerca de 17 mil sacas até abril; de 998,7% para Finlândia, terceiro principal destino até agora; e de 721,2% ao Equador, que adquiriu aproximadamente 25 mil sacas”, exemplifica.
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No acumulado do primeiro quadrimestre de 2023, os Estados Unidos encabeçam o ranking dos principais parceiros comerciais do café solúvel do Brasil, com a importação de 274.542 sacas, montante 16,9% superior ao registrado entre janeiro e o fim de abril do ano passado. Fechando o top 5, vêm Argentina, com 156.914 sacas (+86,4%); Finlândia, com 87.818 sacas; Japão, com 60.502 sacas (-15,8%); e Polônia, com 55.126 sacas (+11%).
CONSUMO INTERNO
O consumo de café solúvel no Brasil segue em expansão e apresenta avanço de 3,9% no acumulado de janeiro a abril deste ano. No período, os brasileiros consumiram o equivalente a 296.696 sacas de 60 kg, acima das 285.478 sacas registradas nos quatro primeiros meses do ano passado, conforme os dados da Abics.
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“Esse desempenho resulta de investimentos feitos pelas fábricas no Brasil em novas plantas fabris e no desenvolvimento de produtos cada vez mais voltados à qualidade, potencializando as características sensoriais e a diversidade de produtos ao consumidor final”, analisa Lima.
Conforme ele, essa evolução qualitativa e a ampliação do leque de opções se evidencia quando se observa que, em meio ao avanço do consumo interno, as importações de cafés instantâneos recuaram.
De janeiro a abril, as aquisições brasileiras do produto do exterior somam 7.107 sacas, o que representa uma redução de 29% frente às 10.015 sacas registradas no primeiro quadrimestre de 2022.
Fonte Notícias Agrícolas
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Dados são de relatório da Organização Internacional do Trabalho, que também mostra que, quando chegam ao mercado de trabalho, as mulheres recebem salários menores.
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho constatou as desigualdades de gênero nas condições e no acesso ao emprego.
Não é por não querer. No ano passado, em todo o mundo, das mulheres em idade produtiva que buscavam uma ocupação, 15% não conseguiram emprego. É o que mostra o relatório mais recente da Organização Internacional do Trabalho. O percentual de homens na mesma situação é menor: 10,5%.
E quando chegam ao mercado de trabalho, as mulheres recebem salários menores. No mundo, a cada dólar de renda do trabalho dos homens, elas recebem apenas a metade, R$ 0,51.
Aqui no Brasil, mulheres ganham, em média, 20% menos que os homens, mesmo que sejam profissionais com o mesmo perfil de escolaridade, cor, idade e ocupação.
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O relatório da OIT indica que as responsabilidades pessoais afetam as mulheres de forma desproporcional – as tarefas domésticas, o cuidados com os filhos, com a família. Esse cenário leva muitas ao desemprego ou, ainda, a empregos precários ou mal remunerados.
Vinícius Pinheiro, diretor da OIT no Brasil, diz que as mulheres têm mais dificuldade para entrar e permanecer no mercado de trabalho:
“Primeiro, há um problema de distribuição desigual do tempo dedicado às tarefas domésticas, à falta de políticas de cuidado. Segundo, há um problema seríssimo de discriminação no mercado de trabalho. E terceiro, a prevalência do assédio e da violência no mercado de trabalho. Então, são três fatores que impedem com que a mulher tenha um nível de participação no mercado de trabalho que seja igual ao dos homens”.
A empresária Lucia Abadia sabe bem o que é isso. Foi corretora de imóveis durante anos e diz que enfrentou um mercado machista e discriminatório.
“As mulheres do meu mundo realmente ganham muito menos do que os homens. Porque eu vejo que eles não dão para as mulheres o mesmo valor ao peso de um homem. Os grandes clientes acabavam não sendo direcionados pra mim, porque achavam o seguinte: por ser mulher, por ser mais jovem, ela não vai ter a capacidade de atender aquele cliente da forma que aquele homem atenderia. Então, eu sentia discriminação”, conta.
“É fundamental. O homem ou a mulher ocupando a mesma função, no mesmo cargo, na mesma empresa, ganhando de forma desigual, é discriminação. Isso tem que ser evitado. O projeto de lei é o começo de um processo que vai terminar com ações afirmativas por parte das empresas”, acredita o diretor da OIT.
Fonte JN
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Política de reajustes terá reposição inflacionária mais o crescimento do PIB, e a correção da tabela do IR será progressiva até chegar aos R$ 5 mil
O salário mínimo no Brasil passou a ser de R$ 1.320 a partir de HOJE, 1º de maio, Dia do Trabalhador. A política federal de reajustes levará em conta a reposição inflacionária e o crescimento do Produto Interno Bruto do país, o PIB. A informação foi anunciada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira, 16/2, durante entrevista à CNN Brasil, e reforçada numa postagem no perfil oficial do presidente no Twitter.
“É um compromisso meu com o povo brasileiro. Nós vamos acertar com o movimento sindical, está combinado com o Ministério do Trabalho, está combinado com o ministro Haddad (Fazenda) que a gente vai, em maio, reajustar para R$ 1.320 e estabelecer uma nova regra para o salário mínimo, que a gente já tinha no meu primeiro mandato”, disse o mandatário recentemente.
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“O salário mínimo terá, além da reposição inflacionária, o crescimento do PIB. É a forma mais justa de você distribuir o crescimento da economia. Não adianta o PIB crescer 14% e você não distribuir. Ou seja, é importante que ele cresça 5%, 6%, 7% e que você distribua isso com a sociedade. É isso que vai acontecer. Nós vamos aumentar o salário mínimo todo ano. A inflação será reposta e o crescimento do PIB será colocado no salário mínimo”, completou.
Na mesma entrevista, o presidente informou que trabalhadores com renda mensal de até R$ 2.640 ficarão isentos do pagamento do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). A política de isenção será conduzida de forma progressiva até que a faixa de isenção chegue a R$ 5 mil mensais, um compromisso de campanha do presidente.
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“Nós vamos começar a isentar quem recebe até R$ 2.640. Depois vamos gradativamente até chegar aos R$ 5 mil de isenção. Quando a gente vai discutir Imposto de Renda, a gente percebe que quem ganha R$ 6 mil paga mais proporcionalmente do que quem recebe mais”, disse ele.
Fonte Gov.Br
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QUARTA-FEIRA ESPECIAL ABRE A QUARESMA, TEMPO DE JEJUM, PENITÊNCIA E CARIDADE.
Após os quatro dias de folia carnavalesca em todo Brasil, os católicos iniciam o Tempo da Quaresma com a celebração da Quarta-Feira de Cinzas. E aqui em Três Pontas não foi diferente. O Santuário Diocesano Nossa Senhora d’Ajuda, que abriga os restos mortais do Beato Padre Victor, recebeu um número bastante grande fiéis para a celebração da purificação com as cinzas, na Santa Missa das 18h30.
QUARTA-FEIRA DE CINZAS
De acordo com a Canção Nova, “a Quarta-Feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja, dia que marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer, que somos pó e ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19), para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer.
A intenção desse sacramental é nos levar ao arrependimento dos pecados, é fazer-nos lembrar que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. É uma ilusão perigosa. A morada definitiva é o céu.
Não busque construir o Céu na Terra
A maioria das pessoas, mesmo os cristãos, passa a vida lutando para ‘construir o Céu na Terra’. É um grande engano! Jamais construiremos o Céu na Terra, jamais a felicidade será perfeita no lugar que o pecado transformou num vale de lágrimas. Devemos, sim, lutar para deixar a vida na Terra cada vez melhor, mas sem a ilusão de que ficaremos sempre aqui.”
Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim nesta vida. Qual seria o desígnio do Senhor nisso? A cada dia de nossa vida, temos de renovar uma série de procedimentos, como dormir, tomar banho, cuidar da nossa alimentação etc. Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do coração e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório, nada é eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai; e assim tudo passa, tudo é transitório.
Compra-se uma camisa nova, e logo ela já está surrada; compra-se um carro novo, e logo ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.
Estamos de passagem na Terra
A razão inexorável dessa precariedade das coisas também está nos planos de Deus. A marca da vida é a renovação. Tudo nasce, cresce, vive, amadurece e morre. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que o Senhor nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna e perene.
Em cada flor que murcha e em cada homem que falece sinto Deus nos dizer: ‘Não se prendam a esta vida transitória. Preparem-se para aquela que é eterna, quando tudo será duradouro, e nada precisará ser renovado dia a dia.’”
Isso nos mostra também que a vida está em nós, mas não é nossa. Quando vemos uma bela rosa murchar, é como se ela estivesse nos dizendo que a beleza está nela, mas não lhe pertence.
Ainda assim, mesmo com essa lição permanente que Deus nos dá, muitos de nós somos levados a viver como aquele homem rico da parábola narrada por Jesus. Ele abarrotou seus celeiros de víveres e disse à sua alma: “Descansa, come, bebe e regala-te” (Lc 12,19b); ao que o Senhor lhe disse: “Insensato! Nesta noite ainda exigirão de ti a tua alma” (Lc 12,20).
Doar para os outros e para Deus
A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e constante encontrada por Deus para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos, principalmente para os outros. Os talentos multiplicados no dia a dia, a perfeição da alma buscada na longa caminhada de uma vida de meditação, de oração e piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, vão nos abrir as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos” (cf. 1 Cor 15,28).
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A transitoriedade de tudo o que está sob os nossos olhos deve nos convencer de que só viveremos bem esta vida se a vivermos para os outros e para Deus. São João Bosco dizia que “Deus nos fez para os outros”. Só o amor, a caridade, o oposto do egoísmo, pode nos levar a compreender a verdadeira dimensão da vida e a necessidade da efemeridade terrena.
Se a vida na Terra fosse incorruptível, muitos de nós jamais pensaríamos em Deus e no Céu. Acontece que o Todo-Poderoso tem para nós algo mais excelente, aquela vida que levou São Paulo a exclamar:
“Coisas que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4), tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
Não nos conformemos com essa vida
A corruptibilidade das coisas da vida deve nos convencer de que Deus quer para nós uma vida muito melhor do que esta – uma vida junto d’Ele. E, para tal, o Senhor não quer que nos acostumemos com esta [vida], mas que busquemos a outra com alegria, onde não haverá mais sol, porque o próprio Deus será a luz, nem haverá mais choro nem lágrimas.
Aqueles que não creem na eternidade jamais se conformarão com a precariedade desta vida terrena, pois sempre sonharão com a construção do Céu nesta Terra. Para os que creem, a efemeridade tem sentido: a vida “não será tirada, mas transformada”; o “corpo corruptível se revestirá da incorruptibilidade” (cf 1Cor 15,54) em Jesus Cristo.
Santa Teresinha não se cansava de exclamar: “Tenho sede do Céu, dessa mansão bem-aventurada, onde se amará Jesus sem restrições. Mas para lá chegar é preciso sofrer e chorar. Pois bem! Quero sofrer tudo o que aprouver a meu Bem Amado, quero deixar que Ele faça de sua bolinha o que Ele quiser.”
São Paulo lembrou aos filipenses: “Nós somos cidadãos do Céu! É de lá que também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo. Ele transformará nosso corpo miserável, para que seja conforme o seu corpo glorioso, em virtude do poder que tem de submeter a si toda a criatura” (Fl 3, 20-21).
A esperança do Céu e da Sua glória fazia o apóstolo dizer: “Os olhos não viram nem ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou (Is 64,4) o que Deus tem preparado para aqueles que o amam” (1 Cor 2,9).
Essa esperança lhe dava as forças necessárias para vencer as tribulações: “Tenho para mim que os sofrimentos da vida presente não têm proporção alguma com a glória futura que nos deve ser manifestada” (Rom 8,18).
Esse é o sentido das cinzas.
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TEMPO DA QUARESMA
A Quaresma é como conhecemos o período de preparação da Páscoa que é marcado por práticas de penitência, como jejuns e obras de caridade. Tradicionalmente, entende-se a Quaresma como um período de 40 dias, mas ela tem atualmente a extensão de 44 dias. Essa prática surgiu no século IV d.C.
A Quaresma é um período de preparação que antecede a Páscoa na tradição cristã. Tradicionalmente, esse período se estende por 40 dias, iniciando-se na Quarta-Feira de Cinzas e se encerrando no Domingo de Ramos, ou seja, uma semana antes do Domingo de Páscoa.
A Quaresma, por ser um período de preparação, é enxergada, sobretudo na tradição católica, como o momento propício para a realização de jejuns, caridades e bastante oração. O objetivo da realização dessas obras é parte de um esforço para que o fiel amplie sua devoção a Deus e se arrependa dos seus pecados.
A palavra “Quaresma” vem do termo Quadragésima, que em latim significa “quarenta dias”. Essa associação do termo com os quarenta dias também está presente em outros idiomas, como no espanhol, que se refere ao período como Cuaresma; no italiano, Quaresima; e no francês, Carême.
Não se sabe exatamente o motivo pelo qual se estabeleceu a Quaresma com 40 dias de duração, mas, na tradição bíblica, diversos acontecimentos se estenderam por um período que leva o número 40:
o jejum de Jesus no deserto ocorreu em 40 dias;
o dilúvio do qual Noé sobreviveu também levou 40 dias e 40 noites;
a travessia do deserto por Moisés e os hebreus ocorreu em 40 anos, etc.
A Quaresma é uma prática realizada por fiéis de tradição católica, assim como por devotos da Igreja Ortodoxa, anglicanos e luteranos. Aqui no Brasil existe um grande número de cristãos evangélicos e, para eles, a Quaresma não é observada, uma vez que o entendimento da tradição evangélica é de que práticas como jejuns e orações não devem ser resumidas apenas aos 40 dias que antecedem a Páscoa.
Em vigor desde 27 de junho de 2022, a nova Lei de Registros Públicos ampliou o leque de possibilidades para alteração de nome e sobrenome no Brasil. Uma das principais novidades é que agora a mudança pode ser realizada sem a necessidade de procedimento judicial ou a contratação de advogados. A pessoa que desejar, por algum motivo, alterar o sobrenome, pode ir diretamente a um cartório mais próximo para executar as mudanças de forma prática e sem burocracias.
Essa possibilidade foi trazida pela Lei Federal nº 14.382/2022, responsável por modernizar e simplificar os procedimentos relativos aos registros públicos. “Antes, era necessário contratar advogado, recorrer aos tribunais, apresentar uma justificativa plausível e aguardar a decisão do juiz — que poderia, no fim, não autorizar a mudança de nome”, relembra o presidente da Associação dos Registradores das Pessoas Naturais de Pernambuco (Arpen/PE), Marcos Torres.
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As mudanças no sobrenome também foram incluídas na nova legislação, o que possibilitou a inclusão de sobrenomes familiares a qualquer tempo, bastando a comprovação do vínculo. “É preciso que, no cartório, o solicitante comprove ter relação direta com o sobrenome desejado. É possível adotar o sobrenome do padrasto ou da madrasta, do companheiro ou da companheira com quem se tem união estável registrada ou de algum antepassado, por exemplo”, explica.
A lei permite ainda a exclusão de sobrenome de cônjuges, mesmo após o processo de divórcio. Já a retirada ou alteração do sobrenome pode ser solicitada pela pessoa viúva, mediante a apresentação de certidão de óbito do cônjuge. “Além de desafogar o judiciário de inúmeras inúmeras demandas desse tipo, as mudanças na Lei de Registros Públicos trouxeram mais celeridade, economia e dignidade para quem sempre desejou em mudar de nome ou sobrenome”, destaca Marcos.
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Após a alteração do nome/ sobrenome, o cartório comunica aos órgãos expedidores do documento de identidade, do CPF e do passaporte, bem como ao Tribunal Superior Eleitoral. O valor do ato é o custo de um procedimento, tabelado por lei, e que varia de acordo com a unidade da federação.
Gloria ‘Gigante do Jornalismo’ Maria faleceu aos 73 anos após enfrentar câncer no cérebro e pulmão por mais de três anos.
A jornalista Gloria Maria morreu nesta quinta-feira (2) aos 73 anos após enfrentar um câncer de pulmão, descoberto em 2019. Naquele ano, o tumor apresentou metástase e ela se submeteu a uma cirurgia de emergência no cérebro após sofrer um desmaio. Gloria estava internada no Hospital Copa Star, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Atualmente, a jornalista estava afastada do “Globo Repórter”, jornalístico do qual era repórter ou apresentava desde 2010, e no começo do mês se internou para continuar o tratamento contra o tumor com radioterapia e imunoterapia. A morte da jornalista foi lamentada por uma série de famosos, nas redes sociais.
Na carreira, Glória também apresentou, entre outros, o “Jornal Hoje”, “Fantástico”, o desfile das escolas de samba do Rio, em 2001, e diversas retrospectivas do ano. Na Globo desde 1971, a jornalista fez história na TV, seja por ter sido a primeira repórter a aparecer em link ao vivo e em cores do “Jornal Nacional”, seja por suas grandes reportagens, realizadas em mais de 100 países.
Glória Maria e o icônico encontro com o rei do pop Michael Jackson.
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MORTE DE GLÓRIA MARIA É LAMENTADA PELA GLOBO: ‘MUITA TRISTEZA’
A Globo divulgou nota oficial que “com muita tristeza que anunciamos a morte de nossa colega, a jornalista Glória Maria”. Em 2019, Glória foi diagnosticada com um câncer de pulmão, tratado com sucesso com imunoterapia. Sofreu metástase no cérebro, tratada em cirurgia, também com êxito inicialmente.
Em meados do ano passado, Glória Maria começou uma nova fase do tratamento para combater novas metástases cerebrais que, infelizmente, deixou de fazer efeito nos últimos dias”, diz o comunicado. Gloria deixa duas filhas, Laura e Maria, 15 e 14 anos, respectivamente com quem costumava fazer programas em família.
GLÓRIA MARIA: RECORDE A CARREIRA DA JORNALISTA
Nascida em Vila Isabel, bairro da zona norte do Rio de Janeiro, a filha do alfaiate Cosme e da dona de casa Edna, morta em 2020, Gloria Maria Matta da Silva estudou em colégios públicos, onde vencia os concursos de redação, e se tornou poliglota, aprendendo a falar inglês, latim e francês.
Foi telefonista da Embratel e se formou na PUC-Rio. Quando chegou à Globo era “radioescuta”, função que a fazia telefonar para delegacias de polícia. Em 1971 fez sua estreia como repórter de vídeo cobrindo o desabamento do Elevado da Paulo de Frontin. Depois passou por vários telejornais, como o “RJTV” e “Bom Dia Brasil”.
Passava a marcar seu nome no jornalismo. Foi Gloria quem cobriu a posse do presidente americano Jimmy Carter e a entrevistar o brasileiro João Baptista Figueiredo. No final dos anos 1980, chegou ao “Fantástico” primeiro como repórter. Entrevistou diversas celebridades como Madonna e Michael Jackson e fez a cobertura de Jogos Olímpicos e de Copas do Mundo.
Outro fato histórico televisivo foi a primeira transmissão em HD, em 2007. Entre 1998 e 2007, foi apresentadora do “Show da Vida”. De lá até 2010 retornou ao posto de repórter. E a partir de 2010 migrou para o “Globo Repórter”, tornando-se sua apresentadora eventual naquele ano e titular em 2019. Em 2010 e em 2011, apresentou especiais de Roberto Carlos.
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Primeira mulher de destaque na tv. Primeira negra na televisão, primeira jornalista em vários quesitos. Glória sempre foi a primeira e seguirá sendo a primeira fonte de inspiração para todos os jornalistas brasileiros. Soma-se ao talento nato, uma coragem de enfrentar o câncer como poucas vezes se viu. A vontade de viver novamente fez dela um grande exemplo:
“Depois do tumor no cérebro, eu não vivo mais de sonhos. Eu vivo de realidade. Tenho muita coisa para realizar. Ganhei mais um ‘prazo de validade’. E estou aproveitando de todas as maneiras”, garantiu ela. “Eu tinha 30% de sobreviver, 20 de viver sem sequela. É minha vida, é a minha história. É intransferível. Ninguém pode viver por mim. E eu enfrento da maneira que ela se apresenta”, disse Glória.
Glória nos deixou hoje, mas seu jornalismo fica, pra sempre. Não vai embora, na memória, nos exemplos, nos ensinamentos, jamais. A arte de informar no país foi glorificada por essa desbravadora que venceu a pobreza, o racismo, o machismo e todas as lutas que lhe foram impostas. Sucumbiu agora, mas Glória é eterna e agora essa gigante Mulher Negra e Jornalista descansa na Glória do Senhor Jesus!
Quatro réus foram condenados pela morte das 242 vítimas do incêndio, mas julgamento foi anulado e imbróglio judicial continua, Minissérie volta a destacar a tragédia!
A tragédia da boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 feridos em um incêndio ocorrido em Santa Maria (RS), completou dez anos na última sexta-feira (27) sem que ninguém esteja respondendo criminalmente e marcada por um julgamento anulado.
Apesar de a investigação sobre as responsabilidades ter sido relativamente rápida — quatro envolvidos se tornaram réus ainda em 2013 por homicídio com dolo eventual —, o processo se dividiu em seis e passou pelas fases de recursos até chegar ao tribunal do júri em 2021.
Em dezembro daquele ano, os dois ex-sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, foram condenados, respectivamente, a mais de 22 anos e 19 anos de prisão. Também foram condenados o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que tocava naquela noite na boate, Marcelo dos Santos, e o produtor de eventos da banda, Luciano Bonilha, que acendeu o artefato pirotécnico que Marcelo segurava. Ambos pegaram uma pena de 18 anos.
Segundo a investigação, o artefato fez uma espuma instalada no teto da boate pegar fogo, o que liberou um gás tóxico e asfixiou a maioria das 242 vítimas. O Ministério Público afirmou também que a casa estava superlotada.
O julgamento, considerado o maior da história do Rio Grande do Sul, foi transmitido pela internet e reproduzido por meios de comunicação. Oito meses depois, porém, o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul anulou o julgamento, o que causou revolta nas famílias das vítimas, que esperam há anos por um desfecho do caso.
A Justiça acolheu argumentos das defesas dos réus, que apontaram falhas em diversos aspectos do julgamento, como na realização de uma reunião apenas entre o juiz e os jurados, sem a presença dos representantes dos julgados.
Antes disso, as famílias já discordavam do fato de representantes do poder público em Santa Maria e de órgãos de fiscalização, como os bombeiros, não terem sido denunciados criminalmente por terem permitido à Kiss funcionar de forma irregular, com a falta de uma saída de emergência adequada, por exemplo. Apenas dois bombeiros responderam a processos administrativos e pegaram penas pequenas.
O Ministério Público apresentou recursos para tentar reverter a anulação do julgamento que condenou os quatro réus do caso, e eles ainda tramitam no TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul. Deverão ainda ser julgados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal), não havendo data para a resolução do caso, portanto.
Tatiana Borsa, que defende o vocalista Marcelo, afirma que a defesa espera um novo julgamento. “O direito existe, a Justiça existe, e eu tenho certeza que eles irão para um novo júri e vão ser absolvidos”, diz.
Em nota divulgada na quinta-feira (26), o Ministério Público disse reiterar a sua convicção na lisura de todo o júri popular, realizado de forma imparcial, sem “intercorrências”. “A sociedade, de forma isenta e soberana, deu a resposta justa e adequada aos graves fatos ocorridos em 27 de janeiro de 2013. Deste modo, tal resposta deve ser respeitada”, afirma o órgão.
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Vigília
Apesar do imbróglio, as famílias mantêm a luta por justiça. A Associação de Familiares de Vítimas de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, em conjunto com o Coletivo Kiss: Que Não Se Repita e o Eixo Kiss do Coletivo de Psicanálise de Santa Maria, havia programado uma vigília para a noite de quinta e a madrugada desta sexta (27), quando a tragédia completa dez anos.
Imagens mostram o interior da boate Kiss
O letreiro da boate, que se destacava e chamava atenção pela beleza e luminosidade até aquele 27 de janeiro de 2013 na Rua dos Andradas, hoje se perde entre o preto triste do luto da fachada e o desgaste de portas, madeiras, contornos e outros materiais.
Círculo decorativo danificado, com o nome da boate, na parede no hall de entrada. Quatro dos 12 espaços definidos nesta parede estavam vazios, sem qualquer vidro ou espelho. Os oito restantes resistiram.
Na metade direita da boate, próximo ao bar, pedaços de revestimento e espuma ainda pendem do teto. São de material melhor do que o da espuma colocada no teto do palco, onde começou o incêndio. O espaço foi totalmente destruído pelo fogo vindo do sinalizador manipulado pelo vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que fazia o show da noite e hoje está extinta.
O local onde funcionava o caixa da Kiss, no início da metade esquerda da casa, à frente, virou depósito de parte dos entulhos surgidos no prédio desde que foi fechado. As barras de ferro limitando a mobilidade dão o tom da casa.
A transformação da grande boca de batom que decorava o fundo da metade direita da boate Kiss mostra como o incêndio atingiu as paredes: o lábio de cima ficou borrado de preto e o de baixo manteve o vermelho mais vivo. À esquerda, muitas das barras de ferro que impunham dificuldade adicional aos jovens na hora da fuga.
Barras de ferro como as duas da foto, no hall de entrada, impediram pessoas de sair. No desespero e espremido em filas de presentes que pressionavam para sair, quem estava mais próximo da saída não teve como pensar em retirar as cercas de ferro do seu encaixe.
Sujeira, cascalhos, partes desprendidas e, ao fundo, à direita, o local onde era o bar da boate Kiss. Ao menos duas mesas ainda tinham anotações com o nome das pessoas que as reservaram. Problemas no teto contribuíram para causar inundações do local após o fechamento, pela ação da chuva.
No desespero, muitos presentes confundiram a luz de uma faixa luminosa de propaganda de uma cerveja, colocada nos banheiros, com uma abertura para o exterior da boate e se aglomeraram nos banheiros da casa, onde foram encontradas muitas vítimas.
O banheiro masculino da boate Kiss. Grande parte dos mortos foi encontrada nos sanitários masculino e feminino. Quando o fogo, a fumaça e o gás liberado pela espuma começaram a se intensificar. Muitos jovens entraram nos banheiros acreditando que havia abertura para saírem.
A parte esquerda da boate. Ao fundo ficava o palco e, à direita, a área vip. O repórter fotográfico precisou fazer um pequeno malabarismo para fotografar essa parte pois o acesso a ela está vetado pelo risco de queda de partes do telhado e da estrutura. Quando as visitas são autorizadas, o uso de capacete é obrigatório.
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MINISSÉRIE ‘TODO DIA A MESMA NOITE
Após o lançamento da série “Todo Dia a Mesma Noite” na Netflix, cerca de 40 famílias de vítimas cogitam abrir um processo contra o streaming. Entre outras coisas, as famílias pedem que parte do lucro seja revertida ao tratamento dos sobreviventes e à construção de um memorial em Santa Maria (RS).
A série é inspirada no livro homônimo de Daniela Arbex, que realizou cerca de 100 entrevistas com familiares para a obra. Durante o desenvolvimento da adaptação, o livro foi usado como a principal base. O contato com os envolvidos não aconteceu para, segundo o elenco, “não ser invasivo”.
Em participação no programa Splash Vê TV, Arbex contou que já havia tido contato com o descontentamento de alguns pais com o projeto.
“Chegou a mim, não diretamente porque a minha rede é muito afetiva”, declarou, quando perguntada sobre reações negativas. “Sinto um acolhimento imenso de pessoas que acompanham o meu trabalho e que já me conhecem, conhecem a seriedade do meu trabalho em quase 30 anos de jornalismo.” Ela contextualiza que, ainda assim, ficou sabendo de reações contrárias.
“Chegaram informações de familiares que não queriam e estavam descontentes. E, aí, eu tenho respondido isso com uma pergunta: a quem interessa o silenciamento? O silenciamento só beneficia os réus e a impunidade”, desabafa.
Autora vê reações contrárias como algo natural
“Eu consigo entender a apreensão, principalmente daquilo que eles ainda não puderam constatar”, ameniza, sobre o receio com a série. Para ela, é compreensível que as reações não sejam unânimes, mas a autora defende a importância do seriado.
“Eu acho que esquecer é negar a história. E, quando a gente esquece, a gente repete”, afirma.
Daniela conta que recebeu muitas mensagens de apoio durante o desenvolvimento do projeto. “Houve muito mais mensagens de gratidão das famílias, de agradecimento e acolhimento do que essas reações, que são naturais e fazem parte do processo. Tenho certeza que, se essas pessoas se dispuserem e quiserem assistir, elas vão mudar o seu olhar.”.
Em entrevista a Splash, a advogada Juliane Muller Korb, que representa as 40 famílias que pensam em mover um processo, afirmou que seus clientes não foram consultados.
“Os familiares querem justiça, não querem esquecimento. Querem que fale sobre o incêndio, como em outros documentários e produções jornalísticas, mas sem dramatização e sensacionalismo visto nessa série. Foi pesado para eles verem a cena do reconhecimento dos corpos no ginásio logo no trailer. Muitos não conseguiram fazer isso quando a tragédia aconteceu e, depois, nunca mais viram os corpos.”
A minissérie em 5 capítulos está disponível na Netflix.
Santa Maria (RS) – Ato ecumênico em homenagem às 242 vítimas do incêndio da Boate Kiss na Praça Saldanha Marinho, pela data de um ano da tragédia (Fernando Frazão/Agência Brasil)
A polícia afirma que a jovem morreu ao ter o pescoço quebrado. O suspeito do crime, Thiago Mayson da Silva Barbosa, 28 anos, está preso.
Estudante de Jornalismo da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Janaína da Silva Bezerra, de 22 anos, foi morta durante calourada na instituição ocorrida na sexta-feira (27). A polícia afirma que a jovem foi estuprada e teve o pescoço quebrado. Thiago Mayson da Silva Barbosa, de 28 anos, foi preso no sábado (28) por suspeita de ter cometido o crime. Jovem sonhadora, de origem muito pobre, estava prestes a realizar o sonho de se formar e comprar um casa para seus pais.
A jovem Janaína da Silva Bezerra, de 22 anos, chegou morta ao Hospital da Primavera, localizado na Zona Norte de Teresina. Ela apresentava lesões no rosto e em diversas regiões do corpo.
De acordo com o delegado Francisco Costa, o “Barêtta”, coordenador do Departamento de Homicídio e Proteção à Pessoa (DHPP), a jovem foi violentada em uma sala do Programa de Pós-Graduação em Matemática, no Centro de Ciências da Natureza (CCN) da UFPI. Acontecia uma festa em um espaço próximo no momento.
Na sala, foram encontrados uma mesa e um colchão com vestígios de sangue. Os materiais foram apreendidos. Thiago Mayson da Silva Barbosa, 28 anos, suspeito do crime, possuía as chaves da sala.
“As chaves ficam com os funcionários, mas alguns estudantes, por morarem longe e no outro dia ter que fazer um trabalho, ter que utilizar o computador, às vezes utilizam a sala. No caso, o agressor tinha a chave da sala. Mas, em geral, não é uma política adotada”, informou um representante do Diretório Central dos Estudantes, Fábio Andrade.
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Janaína da Silva Bezerra, de 22 anos, era estudante do curso de Jornalismo na UFPI. Ela ingressou na instituição no segundo semestre de 2020 e já estava juntando dinheiro para pagar a festa de formatura.
A cunhada Andreza Almeida contou que Janaína era uma estudiosa e sonhava em escrever um livro. Ela foi a primeira da família a ingressar no ensino superior.
“Era muito estudiosa. Só vivia pra estudar. Gostava muito de ler, falava que um dia iria escrever um livro. Assim que entrou na universidade, precisava muito de um computador e, sem ter condições, começou a fazer bolos no pote pra vender e conseguir comprar”, contou.
Em uma rede social, Janaína compartilhava poemas de autoria própria. A última publicação, feita em 2 de janeiro deste ano, inicia com o verso: “anseio o que o futuro tem pra mim”. Veja abaixo:
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O Instituto de Medicina Legal (IML) emitiu uma declaração de óbito em que aponta que a causa da morte de Janaína foi trauma raquimedular por ação contundente, uma contusão na coluna vertebral a nível cervical, que provocou lesão da medula espinhal e morte. Ou, seja, teve o pescoço quebrado.
O órgão reforçou que a ação contundente pode ter sido causada “por pancada, torcendo a coluna vertebral ou traumatizando, ação das mãos no pescoço com intuito de matar ou fazer asfixia, queda, luta, dentre outras possibilidades que estão sendo analisadas junto às investigações do caso”.
Em depoimento, o suspeito teria dito que a jovem caiu. Um segurança contou que encontrou a vítima já morta nos braços de Thiago.
O suspeito é Thiago Mayson da Silva Barbosa, 28 anos, estudante do mestrado em matemática da UFPI. Ele foi detido no sábado (28) e relatou que Janaína passou mal durante uma relação sexual consensual.
“O que sabemos é que um vigilante da instituição avistou o rapaz saindo da sala, com a moça nos braços. O vigilante viu as roupas do rapaz sujas de sangue, disse ‘ei, o que tá acontecendo aí?’ e o rapaz disse ‘minha amiga passou mal, tô levando pro hospital’. O vigilante então deteve ele, chamou reforço e, de carro, foi com os dois até o hospital”, contou o delegado Barêtta.
A Universidade Federal do Piauí (UFPI) informou que a administração não havia autorizado a festa realizada na sexta-feira (27). Em nota, a instituição afirmou que está colaborando com as investigações e que vai buscar imagens de câmeras de segurança para ajudar. A instituição declarou ainda que desaprova condutas que coloquem em risco estudantes, professores ou funcionários.
O Brasil dará mais um passo a favor da sustentabilidade! A primeira usina do estado, que transforma lixo residencial em energia elétrica já está em construção e deve ser inaugurada até o final de 2023 no Estado de São Paulo.
A usina ficará na cidade de Palmital, a aproximadamente 400 quilômetros da capital e contemplará, inicialmente, mais outros 13 municípios da região.
O lixo será coletado de aproximadamente 150 mil casas, que resultará na geração de 144 MW/dia, o suficiente para atender a demanda energética de quase 30 mil residências por ano.
Cidades limpas e abastecidas
Menos lixo e mais economia na conta de luz são as duas maiores vantagens dos moradores dessas cidades.
Segundo Consórcio Intermunicipal do Vale do Paranapanema (CIVAP), responsável pelo projeto, a construção da usina evitará o descarte anual de quase 94 mil toneladas de resíduos em aterros sanitários.
Ainda não há expectativa de quanto o consumo nas contas de luz, mas a perspectiva é que os valores reduzam bastante, em consideração ao que é cobrado hoje por usinas convencionais.
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Sem poluentes
Quanto ao processo de incineração de energia, a outra parceira do projeto, a concessionária BAL-CIVAP, garantiu que as cinzas geradas pela transformação do combustível derivado dos resíduos em gás não são nocivas ao meio ambiente.
Além disso, essas cinzas também poderão ser reaproveitadas para fazer massa asfáltica e tijolos.
“Receberemos o lixo in natura, trituramos, desidratamos e criamos um combustível, que posteriormente é transformado em gás”, explica Luciano Reis Infiesta, presidente da Carbogás Energia, empresa executora do projeto e detentora da patente.
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Objetivos do Desenvolvimento Sustentável
Outro fato de a usina de Palmital chamar a atenção, é que esta será a primeira vez que uma usina é criada utilizando tecnologias enquadradas nos 12 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).
Esses objetivos fazem parte de um plano mundial da ONU para melhorar a sustentabilidade do planeta até 2030.
Imposto poderá ser pago em três parcelas, assim como em 2022
Donos de carros, motos, caminhões e ônibus só vão precisar pagar o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) de 2023 a partir de março em Minas Gerais. A informação foi confirmada pela Secretaria de Estado da Fazenda. Outros detalhes como calendário, a emissão de guias e os valores já estão sendo divulgados, segundo a pasta.
Assim como em 2022, os vencimentos das três parcelas do IPVA serão em março, abril e maio. Nos últimos anos, o imposto deveria ser pago nos meses de janeiro, fevereiro e março. Segundo a Secretaria de Estado da Fazenda, a mudança teve o objetivo de desafogar o orçamento dos mineiros no começo do ano, período de outras despesas como o Imposto Sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) e o material escolar para os filhos.
O IPVA ficou congelado neste ano e teve o mesmo valor de 2021. Quem pagou o imposto à vista em 2022 teve desconto de até 6%, como anunciou o governador Romeu Zema (Novo), na época. “Aqueles que pagarem em parcela única terão automaticamente 3% de desconto e, se o contribuinte tiver quitado o IPVA de anos anteriores em dia, terá mais um bônus de 3%, chegando a um desconto total de 6%”, informou. O bônus total foi para os proprietários que pagaram em dia os impostos sobre os veículos de 2020, 2021 e 2022.
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Alíquota
Em Minas Gerais, a alíquota do IPVA varia de 1% a 4% sobre o valor do veículo. Para automóveis novos, a base de cálculo é o preço que consta no respectivo documento fiscal de venda.
Para veículos usados, a Secretaria da Fazenda leva em conta a média de mercado no fim do ano anterior ao da cobrança. Em ambos os casos é considerado o ano de fabricação. Desde 2008, o levantamento da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) é usado como referência, por meio da Tabela Fipe.
– 4%: Automóveis, veículos de uso misto e utilitários, caminhonetes cabine estendida e dupla.
– 3%: Caminhonetes de carga (pick-ups) e furgão.
– 2%: Automóveis, veículos de uso misto e utilitários com autorização para transporte público (ex: táxi, escolar) comprovada mediante registro no órgão de trânsito na categoria aluguel. Essa também é a alíquota cobrada sobre motocicletas e similares.
– 1%: Veículos de locadoras (pessoa jurídica), além de ônibus, micro-ônibus, caminhão e caminhão trator.
Taxa de Licenciamento
Além do IPVA, os donos de veículos também devem pagar, todos os anos, a Taxa de Licenciamento, que em 2022 foi de R$ 135,95 com vencimento em 31 de março. O Estado ainda não informou se esse valor será mantido para 2023. A Taxa de Licenciamento Anual é exigida para veículos automotores, reboque e semirreboque.
Multas
Para ter o documento do veículo emitido, os motoristas ainda precisam pagar todas as multas, mesmo as mais antigas.
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Seguro DPVAT
Em 2023, os proprietários de veículos não vão precisar pagar o Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT), pelo terceiro ano seguido. O presidente Jair Bolsonaro (PL) assinou a medida provisória número 1.149, que confirma a continuidade do benefício, mas sem cobranças. Até 2020, o Seguro DPVAT deveria ser pago pelo dono do veículo pago junto com o IPVA e a Taxa de Licenciamento.
O pagamento do Seguro Dpvat foi suspenso nos últimos dois anos e será novamente no próximo devido a um excedente de recursos no FDPVAT, fundo do seguro administrado pela Caixa Econômica Federal. O fundo recebeu, em fevereiro de 2021, R$ 4,3 bilhões do consórcio de seguradoras que formavam a Seguradora Líder, administradora do DPVAT até 2020.
Qualquer pessoa envolvida em acidentes de trânsito pode acionar o Seguro DPVAT nas agências da Caixa Econômica Federal ou pelo aplicativo DPVAT Caixa. Os valores de indenização chegam a R$ 2.700, para reembolso de despesas médicas, e vão até R$ 13.500, em casos de morte ou invalidez permanente.
A população brasileira foi estimada em 207,8 milhões de habitantes, indicou uma prévia do Censo Demográfico 2022 publicada nesta quarta-feira (28) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
A divulgação foi motivada pela necessidade do órgão de encaminhar dados populacionais para o TCU (Tribunal de Contas da União).
O repasse das estatísticas é necessário para os cálculos do FPM (Fundo de Participação dos Municípios), fonte de recursos das prefeituras.
O IBGE entrega os números anualmente para o TCU. Nos anos de Censo, são repassados os dados do próprio recenseamento.
Mas, como a coleta de 2022 ainda não foi finalizada, o instituto teve de fazer adaptações na metodologia, utilizando projeções para complementar os números já levantados nos domicílios até 25 de dezembro.
“A divulgação tem como objetivo cumprir a lei que determina ao Instituto fornecer, anualmente, o cálculo da população de cada um dos 5.570 municípios do país para o Tribunal de Contas da União (TCU). Seguindo um modelo estatístico, o IBGE entrega um resultado prévio do ano de 2022 a partir dos 83,9% da população [estimada] recenseada”, disse o IBGE.
“Após análises, a equipe do IBGE concluiu que o melhor modelo é o que utiliza os dados do Censo 2022 nos municípios onde a coleta já havia terminado e uma combinação de dados coletados e estimativas para os demais municípios”, acrescentou.
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Conforme nota técnica disponibilizada pelo instituto, 4.410 dos 5.570 municípios brasileiros foram considerados como coletados no Censo. Ou seja, com a contagem já finalizada. Nesses casos, a população considerada foi aquela observada na pesquisa.
Nos demais municípios (1.160), considerados não totalmente coletados, a população total foi composta pela soma da população observada nos setores da pesquisa com a população estimada dos setores não totalmente coletados.
A divisão do FPM é feita de acordo com o número de habitantes dos municípios, que são divididos conforme as faixas de população.
Nos anos sem Censo, o IBGE compartilha as chamadas estimativas populacionais com o TCU. Essas projeções seguem um modelo de tendência a partir dos dados do último Censo concluído, neste caso, o de 2010.
Recorrer a essa medida era uma das alternativas analisadas pelo instituto, mas acabou rejeitada. A nova edição do Censo deveria ser realizada em 2020, mas foi adiada duas vezes, até 2022.
Segundo as estimativas populacionais, a população brasileira havia sido de 213,3 milhões em 2021, ou seja, maior do que a trazida pela prévia do Censo de 2022.
“É muito comum essa diferenciação entre estimativa e Censo. Em 1980, por exemplo, a gente tinha um Maranhão a menos se comparado com a estimativa”, disse o diretor de pesquisas do IBGE, Cimar Azeredo, em entrevista nesta quarta-feira.
“Isso tem a ver com problemas que podem ter ocorrido em Censos anteriores, pode estar relacionado com não ter sido feita uma contagem no meio da década. Se você tiver problema em um dos Censos, pode se arrastar”, acrescentou.
Azeredo disse que o IBGE está “muito seguro” dos dados divulgados nesta quarta. O número de 207,8 milhões ainda será reavaliado até o final da pesquisa.
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As entrevistas do Censo começaram em 1º de agosto. Inicialmente, o instituto planejava o término da coleta para outubro, mas o prazo foi estendido para janeiro do próximo ano.
Na terça-feira (27), o órgão sinalizou que o rescaldo da operação pode ficar para fevereiro. Ou seja, a coleta vai levar pelo menos seis meses para ser concluída, o dobro da previsão inicial (três meses).
O atraso do Censo traz risco de judicialização por parte das prefeituras. Como os valores do FPM são alvos de disputa, seja por municípios que têm o coeficiente rebaixado, ou por aqueles que querem ampliar seus recursos, há expectativa de que a metodologia ou a demora do levantamento possa servir para questionamentos.
“Uma coisa muito comum, quando termina o Censo, é o caso de prefeitos que reclamam da população [divulgada pelo IBGE] nos seus municípios”, disse Azeredo em entrevista na terça (27).
“Hoje, a gente tem ferramentas, como as coordenadas de GPS e a plataforma geográfica interativa, que permitem fazer diversos controles para saber se a população está correta ou não, se alguma quadra, se algum prédio, ficou de fora. Isso a gente pode acompanhar, sobretudo em municípios pequenos”, completou.