Evento chega a receber cerca de 60 mil turistas por ano, mas teve que se adaptar por conta da pandemia de coronavírus.
As celebrações do aniversário de morte de 116 anos do Beato Padre Victor, em Três Pontas, começaram no dia 14 de setembro com o início da tradicional novena. O evento termina hoje, quinta-feira (23) com celebrações presenciais e online para os fieis.
Por causa da pandemia, pelo segundo ano seguido não estão havendo as festividades tradicionais da Festa de Padre Victor, apenas missas e carreata. Segundo a Prefeitura de Três Pontas, está permitida a entrada de fieis de outras cidades e não há barreiras sanitárias, como ocorreu em 2020.
A Associação Padre Victor pediu para que, mesmo com a permissão da entrada de fieis neste ano, os romeiros não visitem Três Pontas nestes dias. Segundo a diretora social da associação, Danusa Barbosa Reis Brito, neste ano não haverá apoio ao romeiro na estrada e na cidade.
“Pedimos para os romeiros não virem. A cidade não vai ter nenhuma estrutura para atendê-los. As missas serão realizadas com números reduzidos de pessoas, não vai ter banheiro disponível e o memorial vai estar fechado. Pedimos muito para os romeiros não virem por causa da pandemia. Na rodovia também não vão ter as barracas que costumam estar espalhadas pelo percurso. Este é um pedido da igreja e dos padres. Passando a pandemia, faremos uma bela festa”, afirmou.
Hoje, quinta-feira (23), dia do aniversário de morte do Padre Victor, a programação começou às 5h, com a apresentação de uma banda ao lado da matriz. As missas ocorreram às 6h e 9h, sendo esta última presidida pelo bispo Dom Pedro Cunha Cruz.
Após a celebração, acontece uma carreata pelas ruas da cidade com a imagem oficial e a relíquia de Padre Victor. Moradores foram convidados a enfeitarem suas casas e doarem alimentos não perecíveis.
A última missa do dia será às 19h. Nesta celebração, os pedidos feitos pelos fieis ao longo da semana serão queimados na praça da Matriz.
Segundo o Cônego Douglas Baroni, estão sendo permitidas 150 pessoas dentro da igreja em cada celebração.
“Recomendamos que todos tenham responsabilidade. É por ordem de chegada, não há agendamento prévio e nem senha. Na igreja todos devem estar de máscara, com distanciamento, álcool gel. Está havendo aferição de temperatura na entrada da matriz”, afirmou.
O Conexão Três Pontas também está transmitindo ao vivo todas as celebrações em homenagem ao Beato Padre Victor, realizadas na Matriz Nossa senhora d’Ajuda. Acompanhe em nossas redes sociais.
Se a fé move montanhas, ela também pode abrir novos caminhos. É no Sul de Minas Gerais, em cidades sentido Aparecida, o ponto de encontro de católicos do interior paulista, que fiéis e romeiros têm explorado novas rotas. A força dos nomes dos beatos Padre Victor e Nhá Chica é o que traz milhares de pessoas de várias partes do país em busca de milagres, agradecimentos por graças e experiências de fé.
O turismo religioso encontrou no Sul de Minas novos pontos de parada. Antes considerada um meio de chegada à terra de Nossa Senhora Aparecida pelo Caminho da Fé, a região ganhou seus próprios atrativos. No foco de novas rotas estão cidades como Baependi e Três Pontas.
Caminhos do Padre Victor
Em Três Pontas, terra onde Padre Victor viveu e deixou suas obras, os números chamam atenção. Na festa do beato de 2019, comemorada em 23 de setembro, o setor de turismo da cidade recebeu da Polícia Militar uma estimativa de fluxo de 80 mil pessoas em três dias. Em 2020 e 2021 os números, claro, foram imensamente reduzidos por conta da pandemia do coronavírus.
“Quem não conhece se surpreende. De pensar que Três Pontas tem 57 mil habitantes. A fé move muito mesmo. A gente tem relatos das pessoas eu vêm a pé pra cá, a cavalo, pessoas que fazem sacrifício, que juntam um dinheirinho, e tratam Padre Victor como se fosse santo, não tratam como beato”.
O relato é da turismóloga Keyre Kelly Ferreira Mariano. Há anos, ela acompanha as transformações e o aumento no volume de turistas, principalmente após a beatificação reconhecida pelo Vaticano, em 2015.
A surpresa veio ao receber dados de uma pesquisa feita em 2019, ao identificar fiéis vindo não só de destinos comuns como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, mas de lugares mais distantes, como o Piauí.
“Este grupo vem pelo segundo ou terceiro ano, todo mês de agosto vem um ônibus. Eles visitam o memorial, participam de missa, depois vão pra Canção Nova ou Aparecida, mas passam aqui. Piauí é diferente”.
É de olho nesta movimentação que o setor de turismo tem buscado novos investimentos. Um dos mais recentes foi uma parceria com uma agência especializada em turismo religioso do interior de São Paulo.
Três Pontas entrou no mapa por um roteiro que sai de Atibaia, passa por Baependi, e chega até a cidade de Padre Victor, onde os turistas dormem. No dia seguinte, seguem para Aparecida.
“Este roteiro já é comercializado. Inclusive, a primeira atitude que a agência teve foi isso – imprimiu mais de dois mil catálogos e está enviando para dioceses do Brasil todo”, detalha Keyre.
Está em etapa de desenvolvimento um aplicativo em parceria com a Associação Comercial para reunir informações sobre hospedagem, restaurantes e pontos de visitação.
“A primeira coisa é facilitar para o turista. Ele chegou na cidade, vai ter um aplicativo pra poder baixar, onde vai ter todas as informações. Desde hotel pra se hospedar, bons restaurantes, agenda cultural. Então é para interligar tudo, para que o turista seja ‘carregado no colo’”, explica o secretário de cultura, lazer e turismo, Alex Tiso Chaves, na celebração de 2020.
Fé, música e café
Três Pontas há anos recebe frutos referentes a sua importante tríade – fé, música e café. A indústria cafeeira, base da economia da cidade, gera empregos e atrai visitantes de um dos municípios mais conhecidos pela produção de grãos no Sul de Minas.
Na música, os nomes ilustres de Milton Nascimento e Wagner Tiso, nascidos em Três Pontas, reforçam a tradição musical e hoje são lembrados por visitantes na Casa da Cultura e no Conservatório Municipal, que hoje atende 600 alunos de forma gratuita.
“A preocupação da secretaria tem sido de criar um vínculo com a fé, a musica e o café. A música a gente já tem a representatividade através do Milton e do Wagner Tiso, pessoas que já levam o nome da cidade de certa maneira. O café, nem precisa dizer da importância”, detalha Alex.
O secretário afirma que o turismo religioso estava esquecido na cidade. E que, além de Padre Victor, o município tem a chamada “Nossa Mãe”, outra pessoa em processo de beatificação no Vaticano.
“Com essas duas referências, Três Pontas passa a ser um polo de turismo religioso muito importante dentro desse contexto do Sul de Minas. Isso pode sim virar uma fonte de renda para o turismo na cidade. E o principal foco disso tudo é que a gente tenha essa vivência religiosa todo o ano, que a gente possa ter outras atrações para os turistas, agregando o lado religioso com a música e o café”, reforça.
Nhá Chica
Na própria igreja Nossa Senhora d’Ajuda, local onde ficam os restos mortais de Padre Victor, a imagem de Nhá Chica divide espaço na entrada principal com o beato, assim como na venda de imagens do memorial.
Mais de 130 quilômetros separam as duas cidades. No entanto, tornou-se comum para quem vem de outros estados fazer uma visita aos dois beatos do Sul de Minas.
Visitas que não começaram há pouco tempo. Parte da comissão histórica do processo de beatificação de Nhá Chica, a pesquisadora Maria do Carmo Nicoliello Pinho conta que a chamada Mãe dos Pobres atraía pessoas a Baependi ainda em vida.
“Sempre atraiu muita gente, desde o século XIX. Ela viva ainda já recebia pessoas de todas as classes sociais. Naquele tempo o nome dela já era conhecido. Para se ter uma ideia, desde 1911 já tem registro de visitas aqui pedindo graça. Ela morreu em 1895”, detalha.
Após a beatificação, tantos anos depois da morte da figura religiosa, o que atrai as pessoas à cidade de pouco mais de 19 mil habitante?
“É uma tradição que vem de família, vai passando de avós para filhos e netos. Eles sempre têm uma história de uma avó que era devota. Não é só durante a festa dela em junho. É todo dia, todo fim de semana com pessoas por aqui”.
Hoje, o turista que chega a Baependi segue até o Centro da cidade, onde fica o Santuário e a casa onde a beata morou. No imóvel simples, é possível ver a cama onde dormia, o fogão à lenha e fotos de fiéis com graças alcançadas.
Um dos itens que mais chama atenção dos visitantes é a imagem original da Imaculada Conceição, que Nhá Chica trouxe aos oito anos de idade de São João Del Rei, onde nasceu. No memorial, ao lado da casa, os fiéis têm registros em jornais, objetos e fotos que contam um pouco da história.
Anexo a toda a estrutura, o espaço da Associação Nhá Chica abriga uma escola, que atende crianças e jovens, além de menores de idade desabrigados – alguns em fila de adoção. Ali, é possível ver a continuidades das obras da beata.
Na associação, foi encontrado um potencial que deve entrar em ação em breve – o chamado “volunturismo”. Como o nome diz, a ideia é atrair turistas que estejam dispostos a fazer um trabalho voluntário com as crianças.
Rota Nhá Chica
São turistas de Minas Gerais, São Paulo, até do Sul do país. Para fortalecer os caminhos que levam à beata, uma parceria com o Sebrae inaugurou em agosto a Rota Nhá Chica.
São 220 quilômetros de Tiradentes (MG) a São Lourenço (MG), passando por Santa Cruz de Minas, São João del-Rei, Carrancas, Cruzília, Baependi, Caxambu e Soledade de Minas.
A ideia foi entregar trechos com a Estrada Real e fortalecer o turismo religioso na região, área que segundo a guia turística Ana Cristina Ribeiro deve ter uma receita de R$ 20 bilhões em 2019. A estimativa é do Ministério do Turismo.
Possível segunda intervenção do Beato é analisada pelo Vaticano. Caso é mantido em sigilo
Hoje, 23 de setembro, é aniversário de morte do Beato Padre Victor. Dia de devoção para os trespontanos e para milhares de fiéis do Brasil e do mundo. O Vaticano avalia um suposto segundo milagre atribuído ao Beato Padre Victor. O jovem William Rosa de Oliveira afirma que foi curado da Doença de Crohn, há dois anos, quando tomou a água da Mina de Padre Victor. Ele e a família, devotos ferrenhos de Francisco de Paula Victor, atribuem a cura ao Beato.
Quando tinha 18 anos, Willian começou a ter dores abdominais fortíssimas, vômitos e sangramentos constantes. Ele começou a fazer tratamentos médicos e enfrentou diversas internações. As crises começaram a ser cada vez mais frequentes e o diagnóstico só aconteceu quando ele tinha 25 anos.
Ao longo do tratamento, Willian diz que teve que tomar remédios que afetaram até a saúde dele. Mas ele conta que, quando tomou a água da Mina de Padre Victor, foi curado. O caso já foi encaminhado para estudo no Vaticano e segue em sigilo.
“Um amigo de Belo Horizonte me levou junto de minha mãe, que é muito devota do Padre Victor até a mina e disse: ‘Você vai beber três goles daquela água, daquelas três bicas’. Eu bebi. Naquele dia que bebi, alguma coisa aconteceu em minha vida, porque um vento começou a ultrapassar meu corpo. Da mesma forma que eu lembro daquele dia, como se acontecesse agora. O meu corpo foi transformado pela fé. Uma manifestação de fé ali aconteceu. Hoje, dois anos depois, estou aqui vivendo esse milagre. Eu bebi a água naquele dia e, naquele dia em diante, nunca mais tomei nenhum remédio. A doença desapareceu. Fiz vários exames depois e não consta nada. Me sinto realizado”, disse William.
O caso de Willian pode ser o segundo milagre atribuído a Padre Victor. O primeiro milagre foi reconhecido por meio da gravidez da professora Maria Isabel, de Três Pontas em 2015.
Ela e o marido tentaram todos os métodos possíveis para realizar o sonho de ter um filho. Em um destes tratamentos, ela descobriu que tinha uma trompa obstruída. Isabel então recebeu o diagnóstico de que não poderia engravidar.
Em 2009, durante a Missa da Novena de Padre Victor, ela escreveu o pedido para ser queimado no último dia de celebrações. A fumaça daquele papel seria levada até o céu e intercederia a favor dela para que fosse mãe.
Romaria em homenagem ao Beato Padre Victor.
Em 2010, a Isabel começou a sentir sintomas, procurou a médica, que suspeitou que fosse qualquer outra alteração hormonal, mas na hora do ultrassom a gravidez foi comprovada. E foi quando o coração da filha da Isabel foi ouvido.
A enorme Fé de Lia Rosa no Padre Victor
Lia Rosa, mãe de William, é conhecida em Três Pontas pela fé fervorosa no Beato padre Victor. Ela publica diariamente vários posts demonstrando todo seu amor pelo filho de escravos que adotou Três Pontas como a sua cidade e que caminha rumo a honra dos altares. Em uma das suas publicações, Lia Rosa falou sobre a cura de seu filho onde reafirma a ação milagrosa de Padre Victor:
“O Senhor é a força da minha vida. Agradeço a Deus e ao Santo Padre Victor pelo dia de hoje, que é o dia em que o Santo Padre Victor intercedeu a Deus pela cura do William Rosa”, escreveu.
Em outra publicação, Lia Rosa comentou:
“Uma fé em Deus te faz ir além das suas forças. DEUS E O SANTO PADRE VITOR ME CONCEDERAM CRER ALÉM DAS DIFICULDADES. O MAIOR ACONTECEMENTO FOI O MILAGRE DA VIDA, A CURA DO WILLIAM ROSA. DIA 4 DE JULHO A VIDA FOI DADA DE VOLTA ATRAVÉS DA FÉ EM DEUS E NO SANTO PADRE VITOR. Hoje é o dia de comemorar o MILAGRE DA VIDA! Só tenho a agradecer a Deus e ao Santo Padre Vitor por tudo! Hoje, na Mina meu FILHO foi curado da Doença de Crohn. Deus e Santo Padre Vitor devolveu a ele a vida. OBRIGADO SENHOR pela água que ele bebeu! EU TIVE FÉ E VENCI! CONFIA! GRATIDÃO POR TUDO!”, declarou.
Data comemora o fim do período em que o Brasil era colônia portuguesa, configurando nossa independência
O dia 7 de setembro é um feriado nacional. Mas você sabe o que é comemorado neste dia? Há exatos 199 anos, o Brasil conquistava sua independência e deixava oficialmente de ser uma colônia portuguesa. Curiosamente, mesmo após a libertação brasileira, o primeiro rei coroado foi D. Pedro I, nascido em Portugal e filho de D. João VI, rei português. Relembre abaixo como se deu o processo.
Apesar da independência brasileira ser fruto de várias decorrências que remontam ao início da invasão portuguesa em 1500, o estopim que levou ao acontecimento pode ser retratado em dois fatores.
Primeiramente, as rebeliões nativistas e separatistas que estouraram no século XVIII. Elas consistem em revoltas provocadas por medidas sancionadas por Portugal sob o Brasil enquanto colônia (como exemplo a Guerra dos Emboabas, em Minas Gerais). Esses conflitos serviram para demonstrar a existência de um vínculo entre colonos e suas raízes brasileiras e a busca de proteção dos interesses próprios da colônia. Por outro lado, existiram as rebeliões abertamente separatistas, que reivindicavam a independência brasileira (como a Inconfidência Mineira).
Por outro lado, acontecimentos na Europa envolvendo o Império Português acabaram influenciando a dinâmica política no Brasil. Por conta de conflitos entre o rei português e o expansionismo francês protagonizado por Napoleão, a Corte brasileira foi transferida para o Brasil. Essa mudança acarretou em uma série de medidas sancionadas por D. João VI que abriram portas na economia brasileira e elevaram o Brasil à condição de reino, já encaminhando para um processo de independência.
Quando D. João VI, com medo de perder a Coroa, precisou retornar à Portugal, ele deixou seu filho D. Pedro como príncipe regente do Brasil. Antes de sua partida, ele alertou o filho sobre a independência e o orientou a encabeçar o movimento e tornar-se ele mesmo o primeiro rei brasileiro. O livro História do Brasil de Cláudio Vicentino e Gianpaolo Dorigo explica: “Antes de partir, pressentindo a possibilidade de o Brasil se separar de Portugal, D. João VI aconselhara D. Pedro a assumir a liderança de um movimento caso os brasileiros se manifestassem pela independência , dizendo ao filho: ‘Pedro, se o Brasil se separar, antes seja para ti, que me hás de respeitar, do que para algum desses aventureiros”.
Assim, quando forças brasileiras começaram a pressionar D. Pedro a descumprir ordens da metrópole portuguesa, ele decidiu declarar a independência brasileira. Segundo a história, dia 7 de setembro, às margens do rio Ipiranga, o então príncipe gritou “independência ou morte”, consolidando o fim do Período Colonial brasileiro. Ele foi coroado como D. Pedro I, primeiro rei brasileiro.
Um fato curioso é que a data oficial de assinatura da independência do Brasil é no dia 2 de setembro. Nessa data, o rei D. Pedro I estava fora do Rio de Janeiro (sede da Corte) e havia deixado sua esposa, a Imperatriz Leopoldina como regente. Portanto, foi Leopoldina quem assinou a documentação de separação da colônia que eventualmente chega a D. Pedro I às margens do rio Ipiranga.
Vale ressaltar que o processo de independência, como ilustrado acima, foi protagonizado pela aristocracia portuguesa e, dessa forma, não houveram mudanças estruturais efetivas. Vicentino e Dorigo explicam: “Assim, a oficialização da independência brasileira foi acompanhada da manutenção não somente da dependência econômica, livre, sem dúvida, das amarras do pacto colonial, como também das estruturas de predomínio socioeconômico e político da aristocracia rural e da subjugação da grande maioria dos brasileiros aos interesses da elite.”
Conexão traz os detalhes das ações em Três Pontas e também em nível de Brasil, a favor e contra Bolsonaro
Empresários, profissionais liberais e representantes de diversos setores da economia participaram nos últimos dias de uma reunião na sede da empresa Terra Café LS Tractor para discutirem a participação de Três Pontas (daqueles que são de direita e/ou pró-Bolsonaro) nas manifestações que estão sendo organizadas para acontecerem no próximo dia 7 de setembro, terça-feira, em todo país. Um dos líderes do movimento local é o empresário Antônio Lúcio Gomes Santos. Estão previstas diversas manifestações, dentre elas uma carreata saindo de frente ao Sambódromo Municipal.
Reunião na sede da empresa Terra Café em Três Pontas para organizar a manifestação Pró-Bolsonaro.
O 7 de Setembro é o marco maior da Independência do Brasil. E a atual conjuntura política do país torna a data ainda mais emblemática. Polarizadas entre direita e esquerda, são esperadas muitas manifestações por todo o território nacional.
A direita divulgou uma série de ações que fazem parte da programação do movimentos conservadores, simpatizantes do Presidente da República Jair Bolsonaro e pessoas que se dizem apolíticas mas que querem defender a democracia e a igualdade de direitos no país, segundo eles, desrespeitada pelo STF. Segundo os responsáveis, tratam-se de atos cívicos em comemoração aos 199 anos de Independência do Brasil. “Pela minha, pela sua, pela nossa Liberdade”, dizem alguns cartazes, faixas e itens de divulgação.
O presidente Jair Bolsonaro afirmou, nesta sexta-feira, 3, que as manifestações marcadas para o dia 7 de setembro serão um “ultimato” do povo para “uma ou duas pessoas”. O chefe do Executivo não citou nomes, mas vem fazendo críticas aos ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), nas últimas semanas. Em um evento em Tanhaçu, na Bahia, Bolsonaro disse que os dois “precisam entender seu lugar”. “Nós não criticamos instituições ou Poderes. Somos pontuais. Não podemos admitir que uma ou duas pessoas que usando da força do poder queiram dar novo rumo ao nosso país”, declarou. “Essas uma ou duas pessoas tem que entender o seu lugar. E o recado de vocês, povo brasileiro, nas ruas, na próxima terça-feira, dia 7, será um ultimato para essas duas pessoas”, completou.
ATOS A FAVOR DO GOVERNO BOLSONARO
Mauro Reinaldo, fundador do movimento União pelo Brasil, convoca o ato favorável a Bolsonaro em 7 de setembro. O empresário afirma que o grupo está preparado para a concentração na Av. Paulista, em São Paulo e que seguirão todas as orientações das autoridades da cidade. O protesto terá como pauta o pedido para a abertura de uma investigação do Judiciário, como era o objetivo da CPI da Lava Toga, proposta no Congresso.
Reinaldo afirma que muitas pessoas estarão no local, além do próprio presidente Bolsonaro. Ele ainda diz que o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e outros bolsonaristas famosos podem visitar a manifestação. Há notícias de manifestações em Brasília e por todo país em apoio ao Presidente da República.
Após os intensos embates entre Bolsonaro e o Judiciário, além das derrotas no Congresso, como a negativa da Câmara dos Deputados para o voto impresso, os apoiadores do Chefe do Executivo veem na data e na manifestação uma forma de pressionar os poderes.
Eles tratam o 7 de setembro como “nova Independência”. A movimentação tem ganhado ainda mais vigor após Bolsonaro afirmar, em entrevista à Rádio Capital Notícia Cuiabá, que é “leal ao povo brasileiro” e que “o povo tem que dar o norte do que se deve fazer”.
(Arquivo: Brasília – DF, 07/09/2020) Hasteamento da Bandeira Nacional. Foto: Alan Santos/PR
Local onde Bolsonaro tomou facada deve ter roda de oração no 7 de Setembro
As manifestações do 7 de Setembro em Juiz de Fora (MG), na zona da mata mineira, poderão ter uma rede de orações pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na rua Halfeld, centro da cidade, exatamente no local onde o então candidato ao Planalto levou uma facada de Adélio Bispo, em 2018, durante campanha na cidade. Segundo Deusemar de Souza Lima, diretor-geral do movimento Direita JF, a manifestação vai se concentrar na praça São Mateus, zona sul da cidade, mas se a adesão de manifestantes superar as 8.000 pessoas, o grupo deverá caminhar pelo centro da cidade e fazer a homenagem ao presidente na parte baixa da rua, onde aconteceu o atentado.
Também haverá manifestação de militantes da esquerda, cuja concentração acontecerá às 10 horas na praça do bairro Santa Luzia, predominantemente operário, e não deverá migrar para outras regiões da cidade.
PROGRAMAÇÃO EM TRÊS PONTAS
Antônio Lúcio Gomes Santos nos remeteu a seguinte programação que ocorrerá em Três Pontas:
_ Das 07h30 às 09h00: Concentração em frente ao Sambódromo Jaime Abreu (Av. Oswaldo Cruz);
_ 09h00: Início da Carreata/Motociata;
_ 10h00: Chegada da Carreata na Praça Cônego Vítor, Hasteamento da Bandeira do Brasil, Orações pelo Brasil, leitura do texto explicando as reivindicações da Direita e leitura de um texto em apoio ao Presidente Bolsonaro.
“No dia 7 de setembro agora, nós da Direita de Três Pontas, estamos organizando uma megacarreata na cidade, com uma hora de duração e encerramento na Praça Cônego Vitor, em frente à Igreja Matriz, onde reuniremos grande número de adeptos ao movimento de apoio aos ideais de direita (liberdade de expressão e culto religioso, valorização da família, direito de propriedade, etc.).
Trajeto da carreata Pró-Bolsonaro em Três Pontas no próximo dia 07 de Setembro.
Em frente à Igreja Nossa Senhora D’ Ajuda será executado o Hino Nacional Brasileiro, será feita um oração pedindo a benção de Deus para nosso país, hasteamento da bandeira brasileira e leitura de um texto explanando nossos ideais e apoio ao nosso Presidente Bolsonaro. Em nossa cidade devemos começar a ascender esta chama de patriotismo para mais tarde não deixar que o comunismo tome conta de nosso país e dos nossos filhos“, disse o empresário.
Empresário Antônio Lúcio, organizador da manifestação pró-Governo Federal em Três Pontas.
ATOS CONTRA O GOVERNO BOLSONARO
Também estão sendo organizados diversos manifestos contra o atual Governo Federal por todo Brasil.
Em diversas cidades, a esquerda já se mobilizou e passou a divulgar desde a última sexta-feira pelas redes sociais o “Ato Fora Bolsonaro”, que será realizado na terça-feira (7). O evento reúne partidos como PT, PSOL, PSTU e PCO e entidades como a CUT, comitês de luta da União da Juventude Comunista, entre outros movimentos. Entre os temas da manifestação estão a defesa da democracia, dos povos excluídos, do SUS, da educação, a luta contra as reformas administrativas e o grito “Fora Bolsonaro!”.
Não recebemos, até o fechamento desta reportagem, nenhuma informação sobre manifestações contra o atual Governo Federal em Três Pontas.
*Importante lembrar que toda e qualquer manifestação é livre em nosso país, desde que não atente contra a Constituição Federal. Que as pessoas se manifestem em clima de paz, evitando confronto e confusão. Também vale ressaltar que estamos em uma pandemia, a maior de nossa história, portanto evitar aglomeração é fundamental, bem como não abrir mão do uso de máscara e de álcool em gel.
Fontes de Pesquisa: Correio Braziliense / Jovem Pam / Poder 360 / Itatiaia / Agência Brasil
Ciclismo é visto como um dos melhores modais de transporte
Transformar a dor em uma ação positiva, ainda que em meio a processos muito difíceis, foi a experiência vivida pelo economista Persio Davison, de 73 anos. Da trágica morte de seu filho, Pedro Davison, atropelado por um motorista alcoolizado na chamada faixa presidencial do Eixão Sul, em Brasília, ele viu surgir, em todo o país, um movimento de conscientização e de mudanças de atitudes que, desde então, ajudam a melhorar as estatísticas de ciclistas mortos no trânsito.
Todos os esforços de conscientização culminaram na criação do Dia Nacional do Ciclista, em 19 de agosto.
“O Dia Nacional do Ciclista, para nós, é o dia da morte de nosso filho. Por outro lado, é, para a sociedade, um dia de conscientização e de busca por novos caminhos para a mobilidade. Um dia para lembrar que todos temos de ser protetores de todos, e que a realidade só será menos trágica se nos respeitarmos. Um dia para lembrar que temos o mesmo direito de respeito pela escolha sobre como queremos nos locomover”, disse Persio à Agência Brasil.
Foi no dia 19 de agosto de 2006 que, após participar de um churrasco em comemoração ao aniversário da filha Lulu, de 8 anos, que Pedro, aos 25 anos e com um curso de biologia recém-concluído, optou por fazer algo que estava muito acostumado: “dar um pedal”.
Forma de diálogo
O ciclismo, para ele, era mais que um modal de transporte. Era uma forma de manifestar todo o amor que sentia pela natureza e pela vida. Prova disso foi a viagem que fez a Trancoso, na Bahia. Foram 11 dias pedalando e fazendo novas amizades.
“Pedalar, para ele, era uma forma de diálogo com as populações locais. Ele pernoitava em quintais e na casa das pessoas que ia conhecendo. Meu filho fazia disso um modo de vida”, lembra Persio.
Em outra viagem, acompanhado de dois colegas, passou 45 dias pedalando pelo Tocantins e, no retorno a Brasília, margeou o Planalto Central na direção do Pantanal. “A vocação dele, como biólogo e ambientalista, estava presente também no ciclismo”, afirma Persio.
Após o impacto com um veículo a mais de 110 quilômetros por hora (km/h), o jovem Pedro foi arremessado a uma distância de 84 metros e morreu. O motorista Leonardo Luiz da Costa foi encontrado cerca de meia hora depois, tentando escapar de uma blitz no Setor de Indústria e Abastecimento. Ele estava alcoolizado. Sua placa já havia sido informada por um motociclista que testemunhou o crime. A história do biólogo é contada em um curta-metragem chamado Lulu Vai de Bike. Entre as atividades programadas pela organização não governamental (ONG) Rodas da Vida para o Dia Nacional do Ciclista em Brasília está a exibição do curta, às 19h, Espaço Infinu, na 506 Sul. Para acessar a programação, clique aqui.
“Não é acidente. É crime”
“O Dia do Ciclista é ato político. Teve sua origem, mas não é a ela que se volta e sim à defesa do direito de o ciclista ter sua mobilidade segura e respeitada. O foco está na construção e não nas tragédias de tantas perdas. A mensagem é de mobilização e futuro”, resume o pai da vítima, ao se referir à tragédia que, hoje, simboliza uma quebra de paradigmas.
O que antes era visto como “acidente”, desde então passou a ser percebido, tanto pela sociedade quanto pela Justiça, como “crime”.
“Não há acidentes, há crimes no trânsito. Não são circunstâncias acidentais: são decisões conscientes tomadas por um adulto que decide dirigir acima da velocidade permitida, sob efeito do álcool ou transgredindo qualquer outra norma das boas práticas ao volante”, argumenta a coordenadora administrativa da ONG Rodas da Paz, Joyce Ibiapina.
Toda a mobilização decorrente desse crime praticado contra Pedro Davison favoreceu um ambiente que, dois anos depois, em 2008, resultou em uma legislação que salvou muitas vidas no trânsito: a Lei Seca.
Rodas da Paz
Persio lembra que, com a ajuda de organizações como a Rodas da Paz, um movimento tomou conta do país que, por meio do Congresso Nacional, criou leis visando uma “mobilidade respeitosa à vida, com um olhar para os ciclistas e pedestres”. Entre as causas defendidas pelo movimento está “o dever de reconhecimento, pelas leis e pela Justiça, da tipificação de crime no trânsito e a condenação e punição desses crimes pelo Judiciário”.
Na época, lembra Persio, havia o entendimento de que o tombamento impedia a construção de ciclovias em Brasília. “Hoje, o DF lidera a oferta de infraestrutura cicloviária, e a fiscalização mais efetiva tem coibido motoristas transgressores, a direção e o consumo de bebida”.
Em meio à luta pelos direitos dos ciclistas – e ao fato de seu filho ter se tornado um símbolo da causa – Persio e sua esposa, Beth Davison, tornaram-se conselheiros e, no caso dele, vice-presidente da ONG.
“Brasília tem seu simbolismo e cumpre esse papel de incentivo, motivando um movimento nacional para a transformação de nossas cidades e de nossa conduta, de forma a propiciar maior respeito aos ciclistas e aos pedestres, em relação a seus direitos e a uma mobilidade segura”, diz.
Ciclista trespontana Thalise Silva
Economia, clima e saúde
A ONG desenvolve diversas ações nas quais apresenta a bicicleta como o “mais promissor dos veículos” para enfrentar a crise econômica, climática e de saúde que o país atravessa, agravada pela pandemia.
“O transporte por bicicleta é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela ONU Habitat como alternativa ao transporte coletivo e ao transporte individual motorizado, para que as pessoas façam seus deslocamentos com risco reduzido de contágio pela covid-19 e possam praticar exercícios físicos regularmente, o que aumentou o número de bicicletas no mundo todo”, relata Joyce Ibiapina, do Rodas da Paz.
União dos Ciclistas do Brasil
Outra entidade que atua na defesa dos direitos dos ciclistas é a União de Ciclistas do Brasil (UCB), que tem Felipe Alves como um de seus diretores. A entidade também aproveita a data de hoje para chamar a atenção ao “permanente descaso com ciclistas no trânsito”.
“Descaso por parte de motoristas, motociclistas e, principalmente, do Poder Público, tanto federal quanto estaduais ou municipais, que pouco se esforçam para tornar o trânsito mais seguro no Brasil, seja não atendendo às necessidades dos usuários mais vulneráveis (como pedestres e ciclistas), seja afrouxando as leis de trânsito e as punições previstas para condutores que não cumprem a lei”, declarou à Agência Brasil.
Empregos
As duas entidades destacam que os benefícios do ciclismo vão além da saúde, favorecendo também a economia, inclusive por meio da geração de empregos.
Citando estudo divulgado este ano pela Aliança Bike – que tem por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2020 e 2021 – Ibiapina, do Rodas da Paz, diz que, “mesmo com pouco ou nenhum incentivo, o setor de bicicletas é resiliente e pode ser importante vetor para a recuperação da economia brasileira em momentos de crise e fora deles”.
Considerando empregos com carteira assinada em dois setores da economia da bicicleta no Brasil (o industrial e o varejista), o estudo mostra um impacto inicial negativo da pandemia no setor, especialmente em abril de 2020. “Porém, foi verificada uma rápida recuperação nos meses a partir de maio de 2020, e o balanço do setor foi positivo tanto ao longo do ano de 2020 quanto nos dois primeiros meses de 2021”.
Pandemia
A chegada da pandemia favoreceu e ampliou o uso desse modal, o que pode ser percebido pelo aumento de venda de bicicletas, peças, acessórios e serviços como mecânica, o que também é mostrado por outro estudo da Aliança Bike – este citado pelo diretor da UCB.
Os motivos do maior uso da bicicleta como meio de transporte têm tanto fatores econômicos, por ser mais barato, como sanitários, já que é muito mais seguro que transporte público ou por aplicativo em relação à transmissão do novo coronavírus, afirma.
Ele cita também fatores esportivos, de saúde e de lazer, já que a atividade é recomendada mesmo com as restrições e recomendações durante a pandemia, por ser realizada em espaço aberto e com distanciamento das pessoas.
Ciclista trespontana Renata Andrade
Aumento de sinistros
O crescimento do uso da bicicleta trouxe outro tipo de aumento – o número de sinistros graves, informa a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).
De acordo com a instituição, houve um “aumento relevante de 30%” no registro de sinistros que exigiram atendimento médico a ciclistas traumatizados nos primeiros cinco meses de 2021.
“Os dados demonstram a importância de termos atenção e iniciativas focadas nesse público. O uso da bicicleta cresceu no Brasil e exige uma abordagem de prevenção ao sinistro”, diz o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.
Segundo a associação, em janeiro de 2019 foram registrados 1,1 mil sinistros graves com ciclistas, número que subiu para 1.451 em janeiro de 2021, “o mais alto nível no período estudado”.
Os dados avaliados pela associação mostram a evolução dos sinistros graves com ciclistas em todo o Brasil. “Chama a atenção a escalada no registro no estado de Goiás: em 2021, houve um aumento de 240% em relação a 2020, com 406 casos a mais”, diz o levantamento.
Em Rondônia, a incidência de sinistros graves aumentou 113%, e em Sergipe, 100%.
A Abramet avaliou também o perfil dos ciclistas envolvidos em sinistros graves. Cerca de 80% eram homens e a faixa etária predominante é de 20 a 59 anos (60% dos casos).
“A superioridade numérica dos acidentes envolvendo pedestres e motociclistas fez com que os ciclistas fossem negligenciados em relação às políticas de prevenção. Percorrem ruas e estradas, partilhando espaço com veículos pesados. Muitas vezes, sequer sendo percebidos. Comparada a alguém que se desloca em um automóvel, uma pessoa que circula em uma bicicleta tem probabilidade de óbito oito vezes maior”, explica Flavio Adura, diretor científico da Abramet.
Limites de velocidade
A Rodas da Paz tem algumas dicas de segurança que, se seguidas, podem ajudar a tornar a mobilidade do modal cicloviário mais segura, de forma a reverter os números inflacionados pela pandemia e promover uma convivência mais harmônica nas ruas do país.
“Sem baixar a velocidade das vias, é impossível conter a epidemia das mortes no trânsito. Para que seja possível a convivência pacífica e humanizada no trânsito, é necessário a responsabilidade dos condutores de veículos maiores, para que protejam os menores, e a readequação dos limites de velocidade”, afirma Joyce Ibiapina, ao defender investimentos em fiscalização e medidas tecnológicas e de engenharia.
Citando o manual Gestão da Velocidade, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela diz que as chances de sobrevivência em um atropelamento “diminuem exponencialmente” quando a velocidade de impacto do veículo é maior.
Se a velocidade de impacto do veículo sobre o pedestre for de 32 km/h, as chances de sobrevivência são de 95%. Se a velocidade for 48 km/h, a probabilidade cai para 55%. A partir de 64 km/h, a probabilidade de sobreviver é reduzida a 15%.
“Ciclistas devem trafegar ao lado direito da via, ocupando um terço da faixa e sempre no sentido de circulação regulamentado no local. Para evitar sinistros de trânsito como atropelamentos, os motoristas devem dirigir respeitando o limite de velocidade máxima regulamentada e reduzir a velocidade ao ultrapassar ciclistas, guardando distância lateral de 1,5 metro”, diz a coordenadora da ONG.
Felipe Alves, da UCB, sugere, além da diminuição da velocidade em perímetros urbanos, maior proteção e melhor infraestrutura para ciclistas e pedestres, bem como “investimentos permanentes” em educação para o trânsito. “E, claro, mais rigor nas punições aos infratores”, complementa.
Fonte Agência Brasil
Casal Bremer e Thalise inovou e foi muito elogiado pela produção fotográfica de casamento destacando o amor pela bicicleta.
Que dia! Quanta alegria para o nossos país sofrido, nossa gente trabalhadora que queima o rosto no sol, caleja as mãos na labuta, esfola os pés na caminhada árdua do dia-a-dia. Somos Bicampeões olímpicos. Somos todos nós, os apaixonados pelo futebol e também aqueles que não ligam para o esporte bretão e inclusive os que dizem não torcer para a Seleção Brasileira.
Futebol para o brasileiro é algo quase tão importante quanto a religião. É a alegria do povo, a cachaça daqueles que afogam suas mágoas na torcida pela camisa verde e amarela. Duzentos e vinte milhões de brasileiros que sonham com dias melhores. Somos João, Maria, Fernando, Isabel, Fabrício, Henrique, Marta, Ana, Francisco, José. Somos Ronaldo, Romário e Pelé. Somos reis, na bola e na fé. Na luta pelo ouro, pelo pote de ouro, pelo triunfo na linha de chegada. Somos Mané! Somos brasileiros!
Nos inspiramos com Joaquim Cruz, vibramos com Guga, torcemos e choramos com Senna. Tornamos o voleibol nosso segundo esporte, crescemos no basquete, na vela, na ginástica, na natação… Passamos a vencer em outras modalidades por mérito e esforço individual. Guerreiros que orgulhosamente levam o Brasil no peito contra tudo e contra todos, inclusive contra a descrença, a falta de recursos e as maiores dificuldades impostas por um país desigual, com alguns milionários e milhões de famintos.
Somos brasileiros, com uma Educação tímida e que precisa de investimentos, com uma Saúde “doente”, onde preferem construir estádios ao invés de hospitais. Onde os políticos aumentam os próprios salários astronômicos, onde os professores ganham uma miséria, onde os atletas quase pedem esmola e onde o salário mínimo é, de fato, uma esmola. Somos um continente dentro de um país. Somos geradores de talentos nos rincões, nas favelas, nos sertões, nos mais improváveis berços de campeões.
Conseguimos “desmarginalizar” o skate e o surf. Não, não é coisa de vagabundos. É coisa de campeões!
Sim, somos brasileiros, pentacampeões mundiais e agora bicampeões olímpicos. Somos os maiores, sem desmerecer ninguém. Ganhamos tudo! Mas nada veio de graça. Veio com esforço, suor e a torcida de milhões de apaixonados. Ah como é bom vencer! Que orgulho!
Que tenhamos orgulho na política conturbada, no ensino desidratado, na saúde agonizante, no trânsito caótico, na segurança roubada, na moradia insuficiente, na igualdade ausente,
na justiça tardia. Que sejamos campeões no cotidiano, na vida diária. Que a fé continue sendo a condutora de uma esperança infindável e que os nossos sonhos dourados alcancem a todos, sem deixar ninguém pra trás.
Dizem que “Deus é brasileiro”, falam que “brasileiro não desiste nunca”. Acreditam, lá fora, que somos apenas o país do futebol, da cerveja e do carnaval. Somos sim, mas somos muito mais,. Sem desistir jamais e com as bênçãos do Criador nascido em Belém (se é brasileiro, talvez oriundo de Belém do Pará).
Que dia minha gente! Ouro com Izaquias Queiróz, mostrando ao mundo com “quantos paus se faz uma canoa brasileira”. Ouro com Hebert da Conceição, nocauteando as dificuldades com um cruzado no queixo daqueles que não acreditavam. Ouro no futebol, com nossa Seleção Canarinho.
E um detalhe: uma coisa é a nossa sagrada Seleção Brasileira, outra coisa é a entidade corrupta, gananciosa e criminosa que a rege. Não podemos confundir as coisas. Somente a desinformação e a imbecilidade colocam todos os limões na mesma sacola. O Brasil não é da CBF, é de cada um de nós!
Parabéns Brasil! Parabéns brasileiros! Eu acredito em muitas vitórias, acredito em Deus, na Mãe de Aparecida do Norte, em cada um de nós, campeões da vida comum, de leste a oeste, de norte a sul.
Na terra da Música, da Fé e do Café, Cocatrel se destaca, sendo orgulho da nossa gente!
Três Pontas é, como muitos sabem, uma terra abençoada por Deus e pujante, economicamente falando, através dos olhares especiais e da proteção de Padre Victor e da Nossa Mãe. Assim, a mística do número 3 – que nos remete à Santíssima Trindade – para os trespontanos revelada através daquela serra com as suas três extremidades, nos faz celebrar três pilares incontestáveis na nossa história e desenvolvimento: a música, a fé e o café. E se tem café, tem Cocatrel!
Na música, somos destaques absolutos no sul de Minas, considerada por muitos o berço da cultura regional. Na fé, um sacerdote humilde, filho de escrava, bem como uma religiosa que simboliza a melhor expressão do amor, sobressaem e nos impulsiona a dias melhores através da esperança e da crença nas forças superiores, em busca de dias melhores. E no café, maior riqueza econômica do município, de onde literalmente brota o sustento de milhares de famílias, a Cooperativa dos Cafeicultores de Três Pontas, Cocatrel, ocupa papel fundamental, vivendo atualmente uma fase extraordinária, graças a sua direção que, não somente fortaleceu toda a sua estrutura local, mais também ampliou horizontes, capilarizando toda a estrutura que não para de crescer, de ganhar território, de romper fronteiras, se tornando uma das maiores cooperativas do planeta. Nos seus 60 anos, comemorados agora, o Conexão Três Pontas faz questão de parabenizar, destacar e homenagear a cooperativa que é símbolo de eficiência e orgulho para todos nós.
Feira de Negócios Cocatrel
A Cocatrel ainda, como se não bastasse a geração de emprego e renda, a defesa e o fortalecimento do agronegócio, também tem uma enorme preocupação social, onde se destaca na coordenação e/ou apoio em diversas e constantes ações gerando solidariedade, empatia e bons exemplos. A cooperativa também evidencia em diversas cadeias, mas de forma explícita através do projeto Cafeína, a valorização da mulher na cafeicultura, não como coadjuvante, mas como protagonista em diversas frentes.
A Cocatrel sabe valorizar e reconhecer cada cooperado através de um pool de iniciativas, como a criação da premiação dos melhores cafés, os cafés especiais.
Projeto Cafeína, valorizando a mulher na cafeicultura
A Cocatrel também abre seu leque de produtos tornando a marca mais abrangente, multifacetada e aceita cada vez mais longe. Hoje a Cocatrel, assim como nosso Milton “Bituca” Nascimento, é de Minas, do Brasil e do Mundo, sem nunca deixar de ser trespontana, com orgulho!
“A Cocatrel ganhou o mundo mas não perdeu suas origens, a raiz forte do café de Três Pontas!”
Jornalista Roger Campos
60 Anos de História
Em 14 de agosto de 1960, na sede da Associação Comercial de Três Pontas, dezenas de produtores rurais e várias autoridades ligadas ao setor cafeeiro se reuniram para a assembleia de fundação da Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas. O objetivo era defender o cooperativismo e, por meio dele, beneficiar, padronizar, estocar e comercializar a produção de café dos seus cooperados, promovendo e defendendo seus interesses econômicos, profissionais e o bem-estar social. A Cocatrel entrou em operação oficialmente em 18 de julho de 1961.
Atualmente a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel) emprega cerca de 550 colaboradores e possui 7 mil cooperados, gerando renda e fomentando a economia dos 11 municípios onde está inserida, além de Três Pontas, em Santana da Vargem, Coqueiral, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira, Ilicínea, Córrego do Ouro, Varginha, Santo Antônio do Amparo, Guapé e Três Corações. Anualmente, a Cocatrel recebe uma média de 2 milhões de sacas de café em seus armazéns, nas modalidades granel, bags e sacarias.
Com um setor exclusivo para cafés especiais e exportações, o Cocatrel Direct Trade (CDT), a cooperativa conquistou clientes no mundo inteiro, exportando cafés para todos os continentes, e uma indústria de rebeneficiamento com capacidade para preparar até 5 mil sacas de café por dia.
A Cocatrel tem a missão de proporcionar soluções de qualidade e excelência, gerando segurança e sustentabilidade aos cooperados, sendo base para crescer, está perto para ouvir e, acima de tudo, segura para o seu negócio.
Cocatrel em Números
_ 2.000.000 de sacas de café recebidas em 2020
_ 11 municípios com estruturas da Cocatrel
_ Mais de 7.000 cooperados
_ 13 unidades de armazenamento e recebimento
_ 400.000 sacas de cereais recebidas em 2020
_ 20.000 litros de leite recebidos diariamente
Armazéns e rastreabilidade
Os cafés recebidos na cooperativa contam com sistema de rastreamento por rádio frequência RFID, o que garante a completa rastreabilidade desses cafés. Os armazéns estão aptos a receber cafés das principais certificadoras nacionais e internacionais, como UTZ, Certifica Minas, 4C, Rainforest Alliance e C.A.F.E Practices.
Soluções financeiras
Na Cocatrel o cooperado pode escolher como quer vender seu café. São várias modalidades de comercialização e ainda a opção dele personalizar e vender seu café como e onde desejar. As soluções financeiras que proporciona, como financiamentos, adiantamentos, créditos e seguros, dão tranquilidade para o dia a dia dos cooperados. Além disso, suas feiras garantem as melhores negociações para os produtores, que podem adquirir insumos por meio da troca por café (barter).
Responsabilidade Social
Dentro dos princípios cooperativistas, está o interesse pela comunidade. Por isso a Cocatrel realiza, participa e patrocina ações de responsabilidade sociais, culturais e ambientais que visam o desenvolvimento das cidades onde atua. Na área ambiental, apoiou a criação da Central de Recolhimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos, mantém uma área de reflorestamento, com manejo sustentável para seu consumo de lenha e realiza o tratamento de efluentes da indústria de laticínios. O projeto da Estação de Tratamento de Efluentes da indústria de laticínios é inovador: está voltado também para servir à conscientização ambiental. Em relação aos benefícios sociais, oferece convênio com a Unimed, extensivo às famílias dos cooperados a preços reduzidos e com alto padrão de qualidade. A Educação também recebe apoio, como no projeto de Inclusão Digital, com participação na criação de salas de informática em escolas rurais. A Cocatrel também apoia eventos culturais, sociais e esportivos nas comunidades onde atua.
Diversificação da produção
Apoiando a diversificação das atividades dos cooperados, a Cocatrel possui também um silo com capacidade de 300 mil sacas, para recebimento de grãos como milho, soja, sorgo e trigo. Além disso, a cooperativa conta com uma indústria de laticínios, e recebe de seus cooperados cerca de 20 mil litros de leite, diariamente. Com esse leite, uma linha de produtos é fabricada e comercializada com a marca Cocatrel. São eles: queijos muçarela, parmesão, prato, frescal, cobocó e minas padrão, leite pasteurizado, manteiga, iogurtes, bebidas lácteas e doce de leite. Além dos laticínios, a linha de produtos conta também com os cafés de alta qualidade, comercializados em grãos, torrado e moído, e em cápsulas. A difusão do conhecimento, com a capacitação de cooperados e colaboradores faz da Cocatrel uma cooperativa que valoriza seus recursos humanos e entende que a informação é base para o sucesso de todos.
Plataforma de serviços
A cooperativa conta ainda com uma plataforma completa de serviços que dão base e sustentabilidade para o negócio dos cooperados, como assistência técnica especializada, laboratório de análises de solo e folhas, loja de insumos, peças e maquinários agrícolas, oficina mecânica e aluguel de colhedeiras e torrefação.
Diretores e Conselheiros
Diretoria Executiva
Marco Valério Araújo Brito – Diretor Presidente
Marcelo Botrel Vicentini – Diretor Comercial
Francisco de Paula Vitor Miranda – Diretor Técnico Industrial
Conselho Administrativo
Adriana Pereira Silva
Francisco de Paula Vitor Miranda
Leonardo Sandy Reis
Luciano Ribeiro Lima
Luiz Eduardo Vilela de Rezende
Marcelo Botrel Vicentini
Marco Valério Araújo Brito
Pedro Augusto Meinberg
Vítor Flávio Lorenzon
Conselho Fiscal
Claudio Herodiano Nonato
Denilson Antônio Costa
Expedito Alves de Oliveira
Jacques Fagundes Miari
Samuel Antônio Reis
Vitor Ramon da Silva
Palavra do Presidente
Marco Valério Araújo Brito, um dos nomes mais respeitados na cafeicultura internacional, presidente da Cocatrel e da Coccamig, expôs em seu blog seu pensamento, a melhor definição do trabalho desenvolvido, tradução fiel do que é hoje a Cocatrel e onde ela quer chegar… E chegará!
Presidente Marco Valério Araújo Brito
“Quando entrei para a Cocatrel como diretor comercial, sabia que teria um grande desafio pela frente: manter a cooperativa sólida e confiável, porém com crescimento sustentável, apostando sempre na transparência e na segurança. Sabia que seria difícil, mas com o tempo conseguimos mudar culturas, adotar um organograma interno e apostar em uma gestão mais profissional e tecnológica, com planejamento e processos definidos, além de poder contar com lideranças transformadoras.
Trouxemos a consultoria da Fundação Dom Cabral e definimos ideologia e planejamento estratégico, sempre com o propósito de sermos uma cooperativa próxima, que entende as demandas do produtor e acima de tudo segura para os seus negócios. Sim, batemos sempre nessa tecla porque essa é a nossa visão e, por mais que muitas vezes pareça que estamos distantes, de portas fechadas, na verdade estamos imersos nessa gestão que busca alcançar cada vez mais eficiência na prestação dos serviços e resultados expressivos como os de 2019.
Cocatrel na Semana Internacional do Café
Falando especificamente de 2019. Esse foi um ano de bienalidade baixa que nos trouxe conquistas históricas. A Cocatrel faturou quase R$1 bilhão de reais, comercializou 1.750.000 (um milhão e setecentas mil sacas de café) e tivemos como sobra positiva mais de R$16 milhões que, por sugestão do conselho de administração deverá ter 50% desse valor, mais de R$8 milhões, distribuídos aos cooperados.
Estes números são frutos de muita dedicação de todos e de decisões complexas, que por vezes tendem a desagradar algumas pessoas. Porém precisamos pensar na cooperativa como um todo, pois somos todos donos e temos que agir como tal, com total igualdade nas ações tomadas para o pequeno, o médio e o grande cooperado.”
Premiação dos melhores cafés
Destacamos e homenageamos também cada colaborador da Cocatrel, seus antigos diretores, bem como aqueles que souberam e sabem usar a política como instrumento de inclusão e de defesa da cafeicultura, que, cada vez mais, precisa voltar a ter assento, cadeira cativa nas mesas de negociações da política/economia brasileiras. E a Cocatrel tem um peso enorme nessa luta.
Parabéns pelos 60 anos de história! Que venham outros 60 de sucesso!
Governador Romeu Zema no estande da Cocatrel na SIC.
A cidade de Três Pontas comemora neste sábado, 03 de julho, mais um aniversário. São 164 anos de emancipação político-administrativa e uma história cheia de lutas e vitórias. A cidade é conhecida por três pilares: a FÉ, afinal é terra de Padre Victor e da Nossa Mãe; a MÚSICA, através de ícones nacionais como Milton Nascimento e Wagner Tiso, além de tantos outros expoentes; e o CAFÉ, fonte de sua riqueza, considerado o ouro verde dos trespontanos. Três Pontas é uma das maiores produtoras de café do mundo.
Uma cidade rica culturalmente, conhecida em todo mundo e que tem, reconhecidamente, um povo hospitaleiro, carinhoso e caridoso, gente de talento e criatividade, gente de garra, de mãos surradas pelo café, um povo religioso, um povo feliz. Por conta da pandemia de coronavírus, infelizmente, ao contrário de anos anteriores, nenhum evento público foi agendado em comemoração ao seu aniversário, respeitando as normas de isolamento e distanciamento social.
POLÍTICA
Atualmente a cidade é administrada pelo prefeito Marcelo Chaves Garcia, um engenheiro de 66 anos de idade, considerado moderado, democrático, aberto ao diálogo e que vem, para muitos, realizando um bom trabalho a frente do Poder Executivo. Assumiu a Prefeitura após a renúncia do médico Dr. Luiz Roberto Dias. Com o apoio do Deputado Estadual Mário Henrique Silva (Caixa) e do Deputado Federal Diego Andrade, vem conseguindo arrefecer os ânimos políticos na cidade, historicamente sempre exaltados. Conseguiu sua reeleição em novembro de 2020 e teve como principal concorrente o Ex-Prefeito Paulo Luís Rabello, figura sempre forte da política local, já tendo sido prefeito por dois mandatos.
Além de diversas obras por toda cidade e do diálogo com todas as correntes políticas, Marcelo Chaves Garcia, juntamente de toda a equipe de confiança e demais servidores municipais, vem conseguindo equilibrar as contas de Três Pontas, mesmo diante do pior momento econômico do país, devido ao coronavírus. Salários em dia, 13º salário dos servidores adiantado e superávit. A saúde financeira do Município navega num mar de calmaria. E os investimentos não param.
Outro filho ilustre, Aureliano Chaves fo Vice-Presidente da República do Brasil.
Um dos maiores desafios no momento é a covid-19. Um comitê de gerenciamento foi criado e muitas medidas vêm sendo tomadas no sentido de controlar o número de casos confirmados que, hoje, registra mais de 6.570 casos positivações, sendo que, destes, mais de 5.500 já se recuperaram e há ainda o registro de 145 óbitos.
Na Câmara Municipal, os 11 vereadores (número reduzido de alguns anos para cá após um clamor popular – antes a cidade tinha 15 vereadores) parecem trabalhar em perfeita harmonia. Mesmo com lados opostos e diferenças ideológicas latentes o “clima” no Poder Legislativo, segundo os próprios legisladores é considerado muito bom. A Câmara é atualmente presidida pelo jovem vereador Maycon Douglas Machado, um carismático professor, de inquestionável aceitação popular e que almeja voos mais altos na política local.
FÉ
No campo religioso, a cidade de Três Pontas tem uma grande comunidade evangélica e de outras religiões também. Mas é conhecida nacional e internacionalmente pela figura daquele que é chamado de Anjo Tutelar. Francisco de Paula Vítor, o Padre Vitor é, para os católicos, um exemplo de santidade. Após longo processo em Roma foi declarado Beato no ano de 2014 e depende apenas da comprovação de mais um milagre para ser, oficialmente, declarado santo e levado à honra dos altares. Anualmente, no dia 23 de setembro, milhares de romeiros vêm à Três Pontas para expressar sua devoção, agradecer uma graça alcançada ou pedir a intercessão do Beato Padre Vitor. A festa deste ano ainda não está confirmada, também por conta da pandemia de coronavírus.
Nossa Mãe, uma religiosa que viveu durante anos no Carmelo São José, é outra expressão da fé dos católicos trespontanos, da qual um outro processo de beatificação segue caminhando.
MÚSICA
Terra de Milton Nascimento – que apesar de ser carioca de nascimento se considera trespontano de coração – e de Wagner Tiso, a cidade é berço cultural, não apenas na música, mas em várias expressões artísticas. Conhecida também nacionalmente pela riqueza de sua cultura multifacetada, Três Pontas é vista em todo Sul de Minas como um dos principais destinos turísticos.
Aqui os músicos talentosos brotam desse solo fértil com a mesma força e velocidade do café. Guiados pelo Conservatório de Música Heitor Vila Lobos ou mesmo os autodidatas, cantores e cantoras dos mais variados estilos musicais, instrumentistas refinados, professores dos mais variados níveis, formam uma verdadeira corrente em prol da arte chamada de “a língua universal dos homens”. A música trespontana que se canta aqui encanta a todos por onde passa, onde chega, onde ecoa.
A Secretaria Municipal de Cultura tem realizado diversas ações e recolocado Três Pontas na rota cultural de Minas Gerais e do Brasil. Dentre os principais eventos podemos citar o Festival Canto Aberto e também o Fenac (Festival Nacional da Canção), onde uma das etapas voltou a ser sediada na cidade. Claro que, ao falar da cultura trespontana não se pode deixar para trás o carnaval que, num passado recente era considerado uma das principais folias do estado e que viveu anos de dificuldade, quase que de ostracismo. Porém, recentemente, um grupo de apaixonados pelo carnaval denominado Carnavaliza TP conseguiu, com apoio do poder público, literalmente, colocar a folia na avenida e ruas novamente e em grande estilo, rememorando os bons e velhos carnavais de outrora.
CAFÉ
Três Pontas continua sendo solo sagrado da cafeicultura. É uma das principais cidades produtoras em todo mundo e boa parte da economia local é alavancada, sustentada e desenvolvida pelo café, como importante gerador de emprego e renda.
Conta com uma cooperativa, a Cocatrel, de alto nível, também considerada uma das maiores do mundo. Sua nova diretoria, comandada pelo Presidente Marco Valério Araújo Brito, tem conseguido, a olhos nus, resultados muito expressivos tanto na ampliação de seus negócios (ramificação estrutural com novas sedes, atingindo mais cidades e entrando fortemente no mercado internacional) quanto em respeitabilidade. Tem ainda uma importante preocupação social e, assim, desenvolve uma série de ações que contribuem diretamente para com o crescimento da cidade de Três Pontas, olhando com muito carinho e atenção para cada cidadão, especialmente seus cooperados e colaboradores.
Os números alcançados pela Cocatrel são muito animadores, alguns inéditos e até “assustadores”. “Estamos no caminho certo. A Cocatrel vive um momento de muito crescimento, de capilarização de sua estrutura e de crescimento nos cenários nacional e internacional. Isso tudo é fruto de um trabalho sério, transparente e de muito planejamento, de estudos e de envolvimento de todos os setores da cooperativa. Por isso estamos comemorando o momento atual e temos certeza de que coisas ainda melhores e maiores estão por vir”, disse o Presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito, eleito também presidente da Coccamig.
Três Pontas conta ainda com um comércio forte, que emprega milhares de pessoas e que tem se mostrado cada vez mais sólido através do apoio da Associação Comercial e Agroindustrial. E por falar nisso, o setor industrial também não para de crescer na cidade. Com boas perspectivas de ampliação, com a sonhada instalação de um parque industrial e a consequente geração e mais emprego e renda, que continuam sendo necessidades gritantes de jovens, em busca do primeiro emprego e também de adultos, homens e mulheres que acabam buscando trabalho em Varginha ou em outra cidade ou que, ainda, buscam como saída a informalidade.
O município tem ainda uma valorosa classe médica e profissionais do mais alto nível na enfermagem. Tudo alicerçado por um Pronto Atendimento Municipal e uma Santa Casa de muita qualidade e tradição. Fruto de muito suor, dedicação e honestidade. O Hospital local, aliás, que viveu fases agonizando financeiramente na UTI, hoje respira sem a ajuda de aparelhos, mas que conta e muito com uma diretoria eficiente, funcionários dedicados e a ajuda dos políticos majoritários, Caixa e Diego Andrade.
Na saúde e na solidariedade temos também um grupo de guerreiros, pessoas que gratuitamente se dedicam com a missão de salvar vidas. São os Anjos Socorristas Voluntários que, cada vez mais, cumprem um papel importante na cidade e que precisam de apoio e estrutura no mesmo nível.
Na Educação, além de grandes e renomadas instituições de ensino particulares, conta com escolas estaduais e municipais de excelente nível e estrutura, com professores queridos, apaixonados pela profissão, sempre buscando o melhor resultado. Já fomos até vencedores em olímpiadas de matemática do outro lado do mundo com alunos de escola pública, o que simboliza a qualidade do nosso ensino. E, claro, não podemos deixar de destacar a Fateps, a Faculdade de Três Pontas, um dos maiores sonhos da nossa gente, que se tornou realidade através da luta de várias pessoas, dentre elas a saudosa Ex-Prefeita Adriene Barbosa de Faria Andrade.
Como se vê, a cidade de Três Pontas, terra de gente trabalhadora, que acorda cedo e que não tem hora para parar, vem conseguindo se manter com a cabeça fora d’água mesmo diante de toda crise global. Nesses seus 164 anos de lutas e de vitórias, uma história sempre contada e preservada pelas mãos e dedicação do historiador Paulo Costa Campos, Três Pontas “marcou território”, cresceu e se tornou a casa amada dos filhos legítimos e de tantos outros que chegam e saem, mas que sempre voltam, com saudade e a certeza de ser esta uma terra abençoada!
Uma homenagem tocante do Conexão Três Pontas ao grande historiador e sua alma gêmea, Dona Elza, que nos deixou recentemente.
O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos, merecidamente, homenageando, reexibindo o quadro em virtude do aniversário de 163 anos de Três Pontas, contando um pouco da história do querido Paulo Costa Campos, popularmente chamado de “Paulo Costa”. Ele que tão bem conta a história da cidade e que, assim, tem uma contribuição importantíssima em nosso meio.
Paulo Costa Campos é natural de Três Pontas. Nasceu em 17 de fevereiro de 1925. É filho de Benjamin Ferreira Campos e Maria Costa Campos.
Foi casado com a saudosa Elza de Oliveira Reis Campos por quase 70 anos. Paulo Costa viveu, ao lado de sua alma gêmea, uma linda e longa história de amor. Uma vida a dois, cheia de cumplicidade que resistiu ao tempo e que serve de exemplo para todos nós.
Paulo Costa tem cinco filhos, 10 netos e um bisneto. É bancário aposentado. Mas se destaca em Três Pontas como o seu maior historiador, aquele se passou décadas de sua vida estudando, investigando e contando a Genealogia, a história de Três Pontas. Graças ao seu trabalho, muitas famílias puderam conhecer, descobrir seus ancestrais, constituir sua árvore genealógica e expandir laços de sangue.
Paulo Costa também é filatelista, ou seja, colecionador de selos. Essa é uma das suas grandes paixões. Filatelia é o estudo de selos postais e dos materiais relacionados a eles.
O termo vem do grego philos (referente ao amor fraterno) e atéleia (livre de encargo ou imposto). Antes dos selos serem inventados, o destinatário da carta efetuava o pagamento na hora de colocar as mãos nela. Depois, claro, todo mundo passou a amar receber as coisas sem ter que ser o responsável por pagar pela entrega. Por isso, em 1864, Georges Herpin sugeriu a palavra francesa “philatélie” para a área que começava a se destacar na época.
Desde que o primeiro selo do mundo foi emitido, especialistas de diversos países vêm se dedicando ao tema. Cheio de pormenores, ele envolve história, economia e garimpo, já que é preciso conhecer o valor social e financeiro dos itens e suas peculiaridades, assim como as raridades que chegam a custar milhões de reais!
No auge dos seus 96 anos, Paulo Costa, respeitado por todos em Três Pontas, diz que todos os momentos da sua vida são marcantes. Como superação lembra do grande desafio vencido: a cura de um câncer.
Por toda colaboração indelével na história de Três Pontas, pelas amizades, ensinamentos e legado deixado, Paulo Costa Campos é, merecidamente, ao lado de sua saudosa companheira, Dona Elza, homenageado pelo quadro Histórias de Vida, do Conexão Três Pontas. Parabéns!
INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA
Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.
O reverenciado maestro trespontano Wagner Tiso é uma das atrações.
Está rolando mais uma edição do Festival Canto Aberto, um dos eventos culturais mais importantes da nossa história. Por conta da pandemia o festival está acontecendo online, mas com grandes atrações e a adesão de muitas empresas que acreditam e investem na cultura de Três Pontas, conhecida mundialmente pela sua música e reverenciada em todo sul de Minas como o berço da cultura mineira. A nona edição começou na quinta-feira, dia 01º e vai até amanhã, sábado, dia 03, aniversário de 164 anos de Três Pontas.
Em 1982, o trespontano Marco Aurélio de Aquino, de família de músicos, com apoio do Rotary Club e poder público, fez surgir o I Festival Canto Aberto de Três Pontas que teve sua vertente iniciada com realizações de festivais pelo país. Três Pontas com sua forte e sempre presente cultura musical teve cinco edições deste festival realizado entre os anos de 1982 a 86.
No ano de 2018 o Festival Canto Aberto foi reconstruído e retornou ao calendário de eventos municipal, promovendo o desenvolvimento e o crescimento social com intervenções nas escolas municipais, estaduais e privadas através da Semana Cultural realizada juntamente com o Festival.
Em 2019, o Festival teve a maximização de sua importância sendo inventariado pelo IEPHA – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, como patrimônio cultural municipal. No corrente ano, foi registrado como patrimônio cultural trespontano e ainda, recebeu o prêmio: Cidades Inteligentes, sendo o 1° projeto aprovado e agraciado em relação ao empreendedorismo cultural e artístico. Devido a pandemia do COVID 19, seguindo as determinações da OMS, foi realizado o 8º Festival Canto Aberto Home Live, assistido por, aproximadamente, 40 mil pessoas em 14 estados brasileiros e com abrangência internacional nos países: França, Espanha e Portugal.
Nas últimas três edições do Festival Canto Aberto (Anos: 2018, 2019 e 2020), foram inscritas uma média de 300 composições por festival , entre a fase local, “Da Casa” e a fase Nacional.
O evento atraiu para Três Pontas, turistas de diversas localidades, fomentado a atividade turística (lotação de hotéis, movimentação de bares, restaurantes, cafeterias, lojas de artesanatos e em geral, e também, participação de entidades filantrópicas como: APAE, Santa Casa de Misericórdia de Três Pontas e Rotaract), gerando assim impacto sócio cultural no nosso município.
O nosso amor pela música vai além do cenário artístico. Temos a música em Três Pontas como uma oração, uma religião e sendo assim, é necessário fomentar essa Cultura e levá-la para fora de nossas fronteiras, sempre com novos talentos advindos dessa manisfestação maciça, promovendo através da Semana Canto Aberto e tendo o seu encerramento, com o grande momento, o Festival da Canção de Três Pontas, o Festival Canto Aberto.
Três Pontas é uma cidade com excelente potencial na área cultural por ser berço de grandes artistas, na área rural com seus cafés especiais e no turismo religioso motivado por Beato Padre Victor e a Serva de Deus Madre Tereza Margarida do Coração de Maria “Nossa Mãe”.
Assim não poderia ser diferente… FESTIVAL CANTO ABERTO DE TRÊS PONTAS, bem inventariado pelo Patrimônio Histórico é uma realidade que agora vem para a sua 9ª edição.
Sonhar é uma parte de nós que não descansa; Sonhar é um alimento primordial tanto quanto o pão de cada dia; Sonhar é a luz que abre-se aos olhos do homem; Para o artista o sonho é a salvação da alma, a dependência química. E ver o sonho tomar corpo é como um sopro de vida a mais. Aqui o sonho se materializou com toda alquimia e forma que se pode esperar dele.
E, de todas as formas da arte, o FESTIVAL CANTO ABERTO abre as portas de Três Pontas para respirar cultura em todos os níveis.
CRIAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL, CONSTRUÇÃO DA HEMODIÁLISE, INVESTIMENTOS NA SAÚDE E EDUCAÇÃO MARCAM A GESTÃO ATUAL EM TRÊS PONTAS, FOCANDO NO SOCIAL E ABERTA AO DIÁLOGO COM TODAS AS CORRENTES
Em entrevista exclusiva ao Conexão Três Pontas o Prefeito Marcelo Chaves Garcia elencou uma série de situações que estão acontecendo, mesmo diante da maior pandemia que o Brasil já viveu, que sinalizam crescimento do Município e um cuidado especial com os cidadãos, nas áreas de educação, saúde, assistência social e geração de emprego e renda. Acompanhe os principais temas:
Foto Arquivo Conexão (Antes da Pandemia)
“CANTEIRO DE OBRAS” MESMO DIANTE DA MAIOR PANDEMIA DE NOSSA HISTÓRIA
“Isso é fruto de muito trabalho, de muita parceria, direcionando os recursos para onde eles realmente têm que ir, em benefício da população. O segredo são as parcerias que a gente tem com os empresários, com os deputados, procurando sempre ouvir a população. Nós estamos fazendo o mercado municipal, estamos terminando várias obras na cidade e há muita coisa que está tendo que ser refeito, como os cálculos das creches (como a do Randal Diniz, que já está praticamente pronta e ficando a coisa mais linda). O segredo também é a aplicação dos recursos de forma correta. Quando tivemos que recalcular os custos de preços das creches, se a Prefeitura não tivesse caixa, não tivesse estrutura para isso, não iríamos conseguir êxito nesses trabalhos que são fundamentais para a população. Sem esse ajuste financeiro na Prefeitura não conseguiríamos terminar a obra e teríamos que devolver os recursos.”
‘MÁQUINA ENXUGADA” PARA ADMINISTRAR BEM E REALIZAR AS DEMANDAS NECESSÁRIAS
“Sem dúvida! Eu sempre deixei claro que para administrar bem a cidade era necessário que as finanças da Prefeitura estivessem em ordem. É impossível administrar uma cidade com a folha de pagamento da prefeitura em torno dos 54%. Com esse percentual o gestor fica travado, completamente impossibilitado de administrar um município. Quando eu assumi a Prefeitura o percentual estava próximo disso. Próximo dos 53,4% que é o limite estipulado por lei. E quando se chega nessa situação é necessário que se tome medidas mais drásticas. Eu sempre disse que para fazer alguma coisa é necessário que se tenha condições para isso. E nós trabalhamos muito para criar um ambiente favorável nesse sentido. Hoje, acredito, deve estar em torno dos 50%. Por isso temos condição de investir na cidade.”
ADIANTAMENTO DO 13º SALÁRIO DO FUNCIONALISMO
“Este é mais um exemplo do nosso cuidado em bem administrar a coisa pública, tornando possível o adiantamento do pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais. Isto só foi possível graças a austeridade com os recursos da Prefeitura, com o dinheiro público. O cuidado que nós estamos tendo com a coisa pública tem sido o grande diferencial para que possamos tomar as decisões e realizar uma série de medidas em favor do município e da população trespontana. E é importante deixar claro que não estou fazendo favor nenhum, isso é obrigação de todo gestor público, que deve sempre aplicar os recursos no lugar certo.
Aqui na Prefeitura nós valorizamos os servidores efetivos, trabalhamos muito pelo bem da cidade e não ficamos mantendo cargo à toa, fazendo favor para ninguém. Esse tipo de situação não faz parte do nosso trabalho, a população não aceita mais isso e impossibilita o bom andamento da coisa pública.”
CARTÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO PARA FAMÍLIAS CARENTES / EDUCAÇÃO DOA 4.300 CESTAS BÁSICAS
“Nós estamos criando mais este benefício para a população carente de Três Pontas, um projeto que já foi aprovado pela Câmara Municipal, que tem sido uma grande parceira, que tem feito um trabalho excelente em favor de nossa gente. Estamos bolando o nome, que deve se chamar ‘Cesta Especial’, que irá atender centenas de famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social através da doação de um vale-compra de alimentos em supermercados aqui de Três Pontas.
Uma pessoa vai receber esse cartão de vale compra no valor de R$100,00 e não pode comprar nem bebida e nem cigarro com ele. Caso alguém tente comprar esses produtos com cartão perderá o benefício e o estabelecimento também será punido. Outra vantagem é que a compra será feita no comércio local, valorizando o nosso comerciante. Geralmente, através de processos licitatórios para compra de cestas básicas de empresas de fora, o que acontece é que o preço ofertado para as prefeituras geralmente é muito acima do valor de mercado. Sempre tentam ganhar muito em cima. E da forma que estamos fazendo, vamos beneficiar a todos de forma justa, pagando um valor também justo. O que nós estamos fazendo é dar dignidade para as pessoas, não apenas com esta ação, mas através de todos os programas e iniciativas que estamos tomando.
Infelizmente muitas pessoas fazem política em cima da doação de cestas básicas e nós não queremos isso. Tem também toda a questão de uma logística que acaba ficando cara e da forma que estamos fazendo temos certeza que encontramos o melhor caminho. O cadastramento já vai começar a ser feito, vamos divulgar bastante para as pessoas terem acesso. Já está tudo assinado por mim como prefeito, pela secretaria de Assistência Social e também pela Associação Comercial. Só falta agora algumas formalizações burocráticas, mas é tudo coisa muito rápida e nos próximos dias estaremos realizando mais essa importante ação.
Todo acompanhamento será feito pelo Creas e pelo Cras, no sentido de deixar o processo transparente, de beneficiar realmente a quem precisa mostrando a lisura desse trabalho. Fizemos um levantamento de gestões passadas e vimos que, em média, eram entregues 60 cestas básicas por mês. E agora nós estamos pretendendo entregar 600 cestas. isso sem contar a Educação, que entregou agora 4.300 cestas.”
TERCEIRA PISTA ENTRE TRÊS PONTAS E VARGINHA: SEMPRE SE FALOU MUITO E NUNCA SAIU. AGORA VAI?
“Vai sair sim! Tenho certeza que agora vai sair! Os engenheiros estão em constante contato conosco, estamos acompanhando todos os processos, estamos conversando com o proprietário do local que será desapropriado. Como engenheiro posso dizer que a estrada ficou um pouco fora da matrícula. A estrada tem um eixo de 15 metros para cada lado que já é desapropriado. Só que ali, por causa das curvas serem muito fortes, precisará de mais um espaço. A obra ficará um espetáculo. Estamos correndo com a desapropriação para que não trave a licitação. Tenho conversado com o secretário de estado, com o chefe do DER, enfim, com todas as autoridades e esperamos começar o quanto antes, até precisa ser urgente por conta do tempo agora ser o mais favorável. Está tudo caminhando a passos largos e tenho certeza absoluta que vai sair.”
COMBATE AO CORONAVÍRUS
“O problema do coronavírus é que é tudo ainda muito novo. É uma realidade muito nova e nos pega de surpresa muitas vezes. Ninguém, em nenhum lugar, sabe exatamente todo universo que envolve essa pandemia. A cada hora tem uma novidade, uma nova variante, então é tudo muito incerto ainda.
Nós estamos mantendo toda aquela linha de extrema preocupação e cuidado com nossa gente, procurando informar o máximo possível, criamos decretos para, ao mesmo tempo que não prejudica o comércio, nossas indústrias, a economia em geral, também tem como princípio básico e fundamental o cuidado com cada pessoa. Temos feito reuniões frequentemente para avaliar sempre a situação, acompanhamos tudo muito de perto.
Nós fizemos uma reunião recentemente e a boa notícia é que a Santa Casa passará para 22 leitos de UTI em breve. Pouquíssimas cidades médias e grandes de Minas Gerais têm 22 leitos de UTI. Nós também compramos recentemente e já entregamos mais 5 respiradores, todos com recursos próprios, enfim, as campanhas de vacinação estão fluindo, estamos fiscalizando os estabelecimentos e os locais para que não haja aglomeração. Temos buscado através de ações conjuntas e boas iniciativas as melhoresrespostas diante desse vírus terrível. Mas precisamos muito da colaboração da população. Sem a colaboração de todos fica difícil.”
Hoje a Santa Casa local tem 20 leitos de UTI, que, em tese, seria dividido igualmente, sendo 10 para atendimento geral e outros 10 para atendimento aos casos de covid-19. Mas, na prática, por conta da demanda, são atualmente 14 leitos tratando os casos graves de coronavírus e 6 leitos de UTI (geral). Com a ampliação serão, em tese, 12 para atendimento geral e 10 para covid-19.
Segundo o Provedor Michel Renan Simão Castro, os novos leitos de UTI serão entregues até 30 de janeiro.
O SONHO DA HEMODIÁLISE
A Hemodiálise na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, um sonho de décadas, principalmente por parte dos pacientes renais crônicos que passam pelo penoso tratamento e seus familiares, não veem a hora disso virar realidade. E está a caminho!
Para o gerenciamento das obras, e aplicação dos recursos de forma transparente, tanto da hemodiálise quanto da ampliação do número de leitos de UTI, foi formado um comitê que inclui profissionais da construção civil, membros da diretoria do HSFA e também da Irmandade.
Por conta da turbulência na economia global e nacional causada pela pandemia, muitos preços acabam sendo alterados, e diante dessa majoração uma nova reunião, um novo levantamento de custos será feito nos próximos dias sobre os valores das obras.
A Hemodiálise terá uma área construída de mais de mil metros quadrados. Muitos pacientes que ainda precisam fazer a hemodiálise em Varginha, por exemplo, passarão a ser atendidos na Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, muito possivelmente já a partir do mês de abril de 2022, conforme o Provedor Michel Renan Simão Castro. A capacidade de atendimento será para cerca de 200 pacientes, com cerca de 40 assentos para o tratamento, além de toda a estrutura necessária para prestação de um serviço completo, de muita qualidade, diminuindo assim parte do sofrimento dos pacientes que não mais precisarão do deslocamento para outras cidades, com a necessidade de ficarem o dia todo aguardando que outras pessoas terminem a sessão de diálise para retornarem todos juntos para casa através do transporte público municipal.
“A nossa Hemodiálise finalmente vai sair! A construção está uma maravilha, o Conexão precisa ir lá acompanhar e mostrar a beleza que está ficando. E no ano que vem já estará pronta. Também tem a questão do Pronto Socorro. O que está agarrado um pouco é a escritura. Tem que desapropriar o Hospital para que a gente construa o Pronto Socorro e repasse para eles. Mas vai ser feito sim!”
PARQUE INDUSTRIAL DE TRÊS PONTAS
“As obras estão indo bem. Temos conversado muito, o asfalto está a todo vapor. A obra está dentro dos prazos, que seria final de julho ou começo de agosto. Agora é tudo muito rápido. Eu passei ontem lá e está tudo raspadinho, tanto a ciclovia quanto o passeio lateral, prontos para receber o concreto. E o asfalto também rende muito, são 15 a 20 caminhões pra fazer o asfalto o que acelera o processo. A cada dia que vou lá, volto mais animado. Acredito que não sairá do prazo.
Importante lembrar que tudo que está sendo feito lá resultará na vinda de nossas indústrias e mais geração de emprego e renda. Eu tô assustado com a procura que estamos recebendo. Recebo contatos todos os dias. Estrela trazendo todo faturamento pra cá e ampliando cada vez mais, uma panificadora da cidade vai fechar um contrato com um supermercado grande, no Brasil inteiro, precisará de um investimento pesado, Artvac, Thega, a área da Biosep (que é outro feito histórico pra mim), que desde 2010 ou 2011 está abandonado e sendo depredado, retomará agora as atividades, trará um investimento enorme no setor de grãos para Três Pontas que terá um distrito agroindustrial naquela área. A procura enorme que estamos recebendo por parte de empresários é algo que nos enche de orgulho e de esperança. Mais emprego, mais renda, economia de Três Pontas mais forte!”
ANIVERSÁRIO DE TRÊS PONTAS
“Minha esperança e minha fé é que possamos todos voltar o quanto antes ao mais próximo da normalidade. O aniversário de Três Pontas está chegando e o meu anseio é buscar a melhoria da qualidade de vida de todos os nossos cidadãos. Estamos programando uma grande edição, embora online, do Festival Canto Aberto e esperamos voltar a fazer tudo de forma presencial, o quanto antes.
Três Pontas está melhorando sua infraestrutura e tenho certeza que dias melhores virão. Estamos resgatando o amor por nossa Três Pontas, buscando sempre a qualidade de vida da nossa gente. Parabéns Três Pontas, parabéns a cada cidadão trespontano!”