Categoria: Corrupção

  • O Brasil Só Trabalha Depois do Carnaval? Enquanto Você Espera, o Governo Já Levou 5 Meses do Seu Ano

    O Brasil Só Trabalha Depois do Carnaval? Enquanto Você Espera, o Governo Já Levou 5 Meses do Seu Ano

    🎭 A Verdade Sobre Impostos, Feriados e Produtividade no Brasil

    Todo ano é a mesma história: o Brasil parece funcionar em “modo espera” até o fim do Carnaval. Só depois da Quarta-feira de Cinzas é que o país, oficialmente, começa a trabalhar. Mas será que essa cultura do “ano novo pós-Carnaval” é apenas folclore ou tem impactos reais na economia, na produtividade e no bolso do brasileiro?

    Se você acha que isso é só uma piada cultural, os números mostram que a conversa é muito mais séria.

    Quanto o brasileiro paga de impostos?

    O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias entre países emergentes. Dados oficiais indicam que a carga tributária brasileira gira em torno de 33% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estatísticas consolidadas da Receita Federal e comparações internacionais.

    Mas quando o cidadão comum sente isso no dia a dia?

    De acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro precisa trabalhar, em média, cerca de 149 dias por ano apenas para pagar impostos. Isso significa que praticamente cinco meses do ano são dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos federais, estaduais e municipais.

    Traduzindo: enquanto muitos ainda estão esperando o “ano começar”, metade do esforço do trabalhador já está comprometida com impostos.

    E em 2026, com a implementação gradual da reforma tributária sobre o consumo, o cenário passará por mudanças estruturais. A promessa é simplificar o sistema. A dúvida é: vai pesar menos no bolso?

    📅 O Brasil tem feriados demais?

    Outro tema que sempre volta à discussão é o número de feriados no Brasil.

    O país possui oficialmente 9 feriados nacionais fixos, além de pontos facultativos e datas móveis como Carnaval e Corpus Christi. Quando somamos feriados estaduais e municipais, algumas cidades podem ultrapassar 12 ou 13 dias de paralisação ao longo do ano.

    Comparativamente:

    • Países como Estados Unidos possuem 11 feriados federais.

    • Alemanha tem cerca de 9 a 13, dependendo do estado.

    • Japão possui 16 feriados nacionais.

    • Índia e Filipinas chegam a ultrapassar 20.

    Ou seja: o Brasil não é o campeão mundial de feriados. O problema não está apenas na quantidade — mas na cultura de baixa produtividade combinada com alta carga tributária.

    Feriado não é o vilão. O problema surge quando há pouco retorno em eficiência, serviços públicos de baixa qualidade e ambiente difícil para empreender.

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    📉 Produtividade: o verdadeiro desafio

    Segundo dados da OCDE, a produtividade do trabalhador brasileiro é significativamente menor do que a de países desenvolvidos. Trabalha-se muitas horas, mas produz-se menos valor agregado por hora trabalhada.

    Isso não é culpa exclusiva do trabalhador. Envolve:

    • Complexidade tributária

    • Burocracia

    • Baixo investimento em inovação

    • Infraestrutura deficiente

    • Educação técnica insuficiente

    Mas também envolve mentalidade.

    Enquanto se espera que “o governo resolva”, o tempo passa. E o crescimento não acontece por decreto.

    💰 Reforma Tributária 2026: esperança ou ilusão?

    A reforma tributária aprovada prevê a substituição de vários impostos sobre consumo por um IVA dual (CBS e IBS), com transição prevista a partir de 2026.

    O objetivo é:

    • Simplificar o sistema

    • Reduzir litígios

    • Dar mais transparência

    Mas nenhuma reforma compensa a falta de produtividade e de iniciativa individual.

    Imposto alto somado a baixa eficiência gera estagnação. E esperar que apenas mudanças políticas transformem o país é ingenuidade econômica.

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    🚀 O Brasil precisa parar de esperar

    Se o “ano começa depois do Carnaval”, então que ele comece com atitude.

    Não adianta reclamar da carga tributária sem:

    • Cobrar transparência

    • Exigir eficiência

    • Votar com consciência

    • Empreender

    • Buscar qualificação

    • Produzir mais valor

    O Brasil não cresce apenas com discursos. Cresce com trabalho inteligente, responsabilidade fiscal e cidadãos que fazem sua parte.

    🎯 Conclusão: o verdadeiro ano novo é agora

    O Carnaval acabou. A fantasia ficou.

    Agora começa o ano real — aquele que exige ação.

    O brasileiro já trabalha quase cinco meses só para pagar impostos. O restante do ano precisa ser usado para crescer, inovar e construir algo sólido.

    Menos espera.
    Menos desculpa.
    Mais produtividade.
    Mais responsabilidade individual.

    O Brasil não precisa de mais um recomeço simbólico. Precisa de atitude!

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    Roger Campos

    Jornalista / Editor Chefe

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  • ANO ELEITORAL: Corrupção é principal preocupação para 62% dos brasileiros

    ANO ELEITORAL: Corrupção é principal preocupação para 62% dos brasileiros

    Nos meses que antecederam a eleição do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1989, uma pesquisa do Ibope, feita na épocaregistrou que apenas 20% do eleitorado daquele período incluía a corrupção entre as cinco maiores preocupações cotidianas. Já em pesquisa atual, a mais recente sobre o assunto, o instituto constatou que 62% dos eleitores indicam a corrupção como tema número um da agenda do país. Trata-se de uma virada histórica sobre temas tradicionalmente campeões, como Saúde e Segurança. Em 2011, por exemplo, esses últimos lideravam a preocupação de 52% e 33% dos brasileiros, respectivamente, enquanto corrupção era apontado como a prioridade por apenas 9%.

    O salto da corrupção no ranking contrasta com a movimentação das forças políticas para as próximas eleições. Alguns dos principais pré-candidatos à Presidência estão envolvidos em casos de corrupção ou vinculados a acusações de caixa 2, um crime eleitoral. O resultado levanta dúvidas sobre como a bandeira contra a corrupção será tratada, uma vez que boa parte dos partidos tem nomes com telhados de vidro.

    Entre os prováveis candidatos que terão de se explicar estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB). Mas, se eleitores e candidatos caminham aparentemente em direções opostas, como explicar o resultado das últimas pesquisas eleitorais? Para a diretora-geral do Ibope, Márcia Cavallari, a resposta é simples: como o desgaste atinge todos os políticos, o eleitor escolhe o bolso:

    — Se todos são iguais, o que decide é a economia.

    Ela afirma, no entanto, que esta é a mais imprevisível de todas as campanhas da História recente do país. Até agora não está claro quais são as candidaturas. Também não se sabe que peso terão as redes sociais na definição da agenda dos candidatos e na preferência do eleitorado.

    — Não há pista sobre essas eleições. São candidaturas pulverizadas. Não se sabe se Lula será mesmo candidato. Também não se sabe ainda quais os efeitos vão ter, para o bem ou para o mal, as redes sociais — analisa a diretora do Ibope.

    Série histórica do Ibope mostra que a preocupação da sociedade com a corrupção cresceu significativamente nos últimos anos, sobretudo a partir de 2015. A disparada do item corrupção, que este ano se tornou a preocupação número um dos brasileiros, coincide com o período de expansão da Operação Lava-Jato. E é justamente a operação que atinge os três presidenciáveis.

    Lula, o primeiro colocado nas últimas pesquisas, é também o maior alvo de inquéritos e processos criminais: até agora são nove, relacionados às operações Lava-Jato e Zelotes. No mais adiantado dos processos, o do tríplex no Guarujá supostamente doado pela empreiteira OAS, o petista já foi condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a nove anos e meio de prisão. Seu recurso contra a sentença será julgado no dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Caso a decisão seja confirmada, Lula ficaria inelegível.

    O ex-presidente ainda é réu em outras seis ações penais (duas em Curitiba e quatro em Brasília) e foi denunciado outras duas vezes no Supremo Tribunal Federal. Os casos envolvem ainda a suposta compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, supostas irregularidades na compra dos caças suecos, a suspeita sobre o recebimento propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula, entre outros. Lula diz ser inocente em todos os casos.

    O dilema sobre relações perigosas que envolvem empresas com contratos no setor público também atinge o governador Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB. O tucano é alvo de um inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) numa das frentes da Lava-Jato.

    O nome dele foi citado nas delações dos ex-diretores da Odebrecht Carlos Armando Paschoal, Benedicto Júnior e Arnaldo Cumplido. Eles confessaram repasses para suposto caixa dois da campanha de Alckmin nas eleições de 2010 e 2014.

    Parte do dinheiro, R$ 2 milhões, teria sido entregue a Ademar Ribeiro, irmão da mulher do governador, Lu Alckmin. A soma dos repasses, não declarados à Justiça Eleitoral, ultrapassaria a casa dos R$ 10 milhões. Quando o caso veio à tona, o governador disse que todas as doações recebidas foram informadas à Justiça Eleitoral.

    Manuela D’Ávila também está relacionada a denúncias de caixa dois. Alexandrino Alencar, um dos delatores da Odebrecht, disse que a empreiteira repassou R$ 360 mil para as campanhas de Manuela entre 2006 e 2010. Parte do dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral. Em recentes entrevistas, a deputada confirmou pedido a Odebrecht, mas disse que as doações foram declaradas. Procurada pelo GLOBO, a deputada disse que não falaria sobre o caso.

    Marcelo Serpa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que os processos não terão prioridade na campanha:

    — A eleição continua sendo (decidida pela) televisão, e o tempo vai ser muito escasso. Gastar esse tempo para falar de Lava-Jato, na minha concepção, é uma proposta equivocada.

    Uma exceção, ressalta, podem ser os candidatos que não terão chances de vitória, mas que podem adotar a bandeira anticorrupção para se tornarem mais conhecidos.

    — Nem todo mundo está no páreo para ganhar. O candidato pode querer aparecer — destaca.

    Em 2011, com a economia em expansão no início do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, a corrupção estava em quinto lugar na ordem de interesse dos eleitores. Numa pesquisa em junho daquele ano, ficava atrás de Saúde, Segurança, Educação e Emprego. Quatro anos depois, com manifestações de rua tomando conta do país, uma pesquisa de maio de 2015 captou o início da virada. Pelo levantamento, 31% dos eleitores cobravam combate à corrupção. O item já aparecia em segundo lugar na lista das cinco maiores aflições. Estava à frente até mesmo de questões sobre Segurança (29%) e Educação (24%).

    A preocupação aumentou ainda mais. Em dezembro de 2016, 40% dos entrevistados pelo Ibope elegeram o combate a corrupção como prioridade na agenda pública. Este ano, a corrupção superou pela primeira vez todos os demais itens e se tornou a preocupação número um.

    Fonte G1

     

     

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    Roger Campos

    Jornalista

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