Categoria: Corrupção

  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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    Roger Campos

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  • URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    Questionamentos do Conexão: Onde está esse dinheiro? Os desvios podem ter começado em 2020, ainda na gestão anterior. A Prefeitura não fez nenhuma auditoria interna nesses anos todos? Ela agia, supostamente, sozinha ou tem mais gente envolvida?

    A Polícia Civil aponta que o suposto esquema teria começado em 2020. E a Justiça decretou a prisão preventiva de servidora concursada. Investigações continuam para esclarecer se há outros envolvidos.

    A investigação sobre um dos maiores escândalos envolvendo recursos públicos da história recente de Três Pontas ganhou um novo e importante desdobramento. Embora não seja o primeiro escândalo, já que as estruturas do Poder Executivo de Três Pontas foram abaladas, anos atrás, com a Operação Trem Fantasma (também passando pela Secretaria da Fazenda e outras secretarias), que recentemente condenou alguns envolvidos.

    A Polícia Civil cumpriu, na noite desta terça-feira, mandado de prisão preventiva contra a servidora pública concursada Thamares Maria Moraes, de 31 anos, lotada na Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de Três Pontas. A prisão foi determinada pela Justiça no curso das investigações que apuram um suposto esquema de desvio de dinheiro público.

    Thamares foi presa por volta das 19 horas, em sua residência, localizada no bairro Vila Ipiranga, em Varginha, sendo posteriormente encaminhada para a Delegacia de Plantão.

    Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram e apreenderam três veículos — um automóvel e duas motocicletas — além de documentos, extratos bancários, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo, eletrodomésticos de alto valor e diversos outros bens que agora passarão por análise da Polícia Civil.

    Segundo as investigações, parte desse patrimônio poderá ter sido adquirido com recursos supostamente desviados dos cofres públicos. A servidora recebe salário aproximado de R$ 4 mil mensais, circunstância que também integra a apuração quanto à compatibilidade patrimonial.

    PREJUÍZO JÁ ULTRAPASSA R$ 2,6 MILHÕES

    O que inicialmente era tratado como um possível prejuízo milionário ganhou proporções ainda maiores.

    Conforme informações da Polícia Civil, o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,6 milhões, valor que teria sido desviado desde o ano de 2020, atravessando diferentes administrações municipais.

    A prisão preventiva não representa condenação criminal, mas uma medida cautelar prevista na legislação para garantir o andamento das investigações, preservar provas e evitar eventual interferência na apuração dos fatos.

    Por enquanto a servidora é tratada como suspeita e investigada, não havendo nenhuma sentença condenatória ou definição de culpabilidade!

    Thamares Maria Moraes, investigada por PECULATO e INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA INFORMATIZADO EM TRÊS PONTAS

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    RELEMBRE O CASO

    O Conexão Três Pontas revelou que uma auditoria interna realizada pela própria Prefeitura identificou indícios de movimentações financeiras consideradas irregulares envolvendo recursos públicos.

    Após detectar as inconsistências, a Administração Municipal afastou preventivamente a servidora e comunicou imediatamente os órgãos responsáveis pela investigação.

    A Prefeitura informou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis responderão nas esferas administrativa, civil e criminal.

    Imagem editada! Suspeita em primeiro plano, com a imagem da Prefeitura ao fundo.

    CÂMARA COBRA RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES

    O caso repercutiu intensamente na Câmara Municipal.

    Durante sessão ordinária, vereadores defenderam uma investigação profunda, transparente e rigorosa.

    O vereador Rodrigo Silva destacou que toda apuração deve respeitar o devido processo legal, permitindo que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas antes de qualquer conclusão definitiva.

    Já o vereador Geraldo Coelho afirmou que, se confirmadas as suspeitas, o episódio representará uma das maiores lesões ao patrimônio público da história do município e defendeu que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

    O vereador Fabiano “Popó” Diniz relatou que estava ao lado do prefeito Luís Carlos da Silva quando ele tomou conhecimento das suspeitas e afirmou ter ouvido do chefe do Executivo a determinação para que o caso fosse investigado “com o máximo rigor, sem deixar qualquer dúvida pelo caminho”.

    O presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade, afirmou que o Legislativo continuará acompanhando atentamente o andamento das investigações e exercendo sua função constitucional de fiscalização.

    Até o momento a servidora efetiva, afastada preventivamente, é apenas investigada, suspeita dos fatos. Não há, até o momento, nenhuma condenação a esse respeito.

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    INVESTIGAÇÃO AINDA ESTÁ LONGE DO FIM

    Outro aspecto que chama atenção é que, segundo informações apresentadas durante os debates na Câmara e agora reforçadas pelas investigações policiais, o suposto esquema teria começado em 2020, antes da atual administração municipal.

    Agora, a Polícia Civil busca responder uma série de perguntas fundamentais.

    A servidora teria agido sozinha?

    Existem outros envolvidos?

    Como um suposto desvio superior a R$ 2,6 milhões teria permanecido sem ser identificado durante tantos anos?

    Houve falhas nos mecanismos internos de controle financeiro?

    Essas respostas somente poderão ser dadas ao final da investigação policial e dos futuros processos judiciais.

    Até o momento, a investigada permanece amparada pelo princípio constitucional da presunção de inocência, cabendo à Justiça decidir sobre sua eventual responsabilidade criminal após a conclusão de todas as etapas do processo.

    O CONEXÃO VAI CONTINUAR INVESTIGANDO

    O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando cada novo desdobramento deste caso, ouvindo todos os lados, cobrando transparência e levando informação de interesse público à população.

    Mais do que descobrir quem teria cometido o suposto desvio, a sociedade espera entender como um esquema que, segundo a investigação, teria começado em 2020 conseguiu permanecer oculto por tantos anos. Como ninguém percebeu? Houve falhas nos mecanismos de fiscalização? A Prefeitura passou todo esse período sem uma auditoria capaz de identificar essas movimentações? E a pergunta que hoje ecoa em toda Três Pontas é inevitável: a investigada agiu sozinha ou outras pessoas também poderão ser responsabilizadas? Essas respostas são aguardadas por toda a população e somente uma investigação profunda, técnica e imparcial poderá esclarecê-las.

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  • O Brasil Só Trabalha Depois do Carnaval? Enquanto Você Espera, o Governo Já Levou 5 Meses do Seu Ano

    O Brasil Só Trabalha Depois do Carnaval? Enquanto Você Espera, o Governo Já Levou 5 Meses do Seu Ano

    🎭 A Verdade Sobre Impostos, Feriados e Produtividade no Brasil

    Todo ano é a mesma história: o Brasil parece funcionar em “modo espera” até o fim do Carnaval. Só depois da Quarta-feira de Cinzas é que o país, oficialmente, começa a trabalhar. Mas será que essa cultura do “ano novo pós-Carnaval” é apenas folclore ou tem impactos reais na economia, na produtividade e no bolso do brasileiro?

    Se você acha que isso é só uma piada cultural, os números mostram que a conversa é muito mais séria.

    Quanto o brasileiro paga de impostos?

    O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias entre países emergentes. Dados oficiais indicam que a carga tributária brasileira gira em torno de 33% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo estatísticas consolidadas da Receita Federal e comparações internacionais.

    Mas quando o cidadão comum sente isso no dia a dia?

    De acordo com estudos do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), o brasileiro precisa trabalhar, em média, cerca de 149 dias por ano apenas para pagar impostos. Isso significa que praticamente cinco meses do ano são dedicados exclusivamente ao pagamento de tributos federais, estaduais e municipais.

    Traduzindo: enquanto muitos ainda estão esperando o “ano começar”, metade do esforço do trabalhador já está comprometida com impostos.

    E em 2026, com a implementação gradual da reforma tributária sobre o consumo, o cenário passará por mudanças estruturais. A promessa é simplificar o sistema. A dúvida é: vai pesar menos no bolso?

    📅 O Brasil tem feriados demais?

    Outro tema que sempre volta à discussão é o número de feriados no Brasil.

    O país possui oficialmente 9 feriados nacionais fixos, além de pontos facultativos e datas móveis como Carnaval e Corpus Christi. Quando somamos feriados estaduais e municipais, algumas cidades podem ultrapassar 12 ou 13 dias de paralisação ao longo do ano.

    Comparativamente:

    • Países como Estados Unidos possuem 11 feriados federais.

    • Alemanha tem cerca de 9 a 13, dependendo do estado.

    • Japão possui 16 feriados nacionais.

    • Índia e Filipinas chegam a ultrapassar 20.

    Ou seja: o Brasil não é o campeão mundial de feriados. O problema não está apenas na quantidade — mas na cultura de baixa produtividade combinada com alta carga tributária.

    Feriado não é o vilão. O problema surge quando há pouco retorno em eficiência, serviços públicos de baixa qualidade e ambiente difícil para empreender.

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    📉 Produtividade: o verdadeiro desafio

    Segundo dados da OCDE, a produtividade do trabalhador brasileiro é significativamente menor do que a de países desenvolvidos. Trabalha-se muitas horas, mas produz-se menos valor agregado por hora trabalhada.

    Isso não é culpa exclusiva do trabalhador. Envolve:

    • Complexidade tributária

    • Burocracia

    • Baixo investimento em inovação

    • Infraestrutura deficiente

    • Educação técnica insuficiente

    Mas também envolve mentalidade.

    Enquanto se espera que “o governo resolva”, o tempo passa. E o crescimento não acontece por decreto.

    💰 Reforma Tributária 2026: esperança ou ilusão?

    A reforma tributária aprovada prevê a substituição de vários impostos sobre consumo por um IVA dual (CBS e IBS), com transição prevista a partir de 2026.

    O objetivo é:

    • Simplificar o sistema

    • Reduzir litígios

    • Dar mais transparência

    Mas nenhuma reforma compensa a falta de produtividade e de iniciativa individual.

    Imposto alto somado a baixa eficiência gera estagnação. E esperar que apenas mudanças políticas transformem o país é ingenuidade econômica.

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    🚀 O Brasil precisa parar de esperar

    Se o “ano começa depois do Carnaval”, então que ele comece com atitude.

    Não adianta reclamar da carga tributária sem:

    • Cobrar transparência

    • Exigir eficiência

    • Votar com consciência

    • Empreender

    • Buscar qualificação

    • Produzir mais valor

    O Brasil não cresce apenas com discursos. Cresce com trabalho inteligente, responsabilidade fiscal e cidadãos que fazem sua parte.

    🎯 Conclusão: o verdadeiro ano novo é agora

    O Carnaval acabou. A fantasia ficou.

    Agora começa o ano real — aquele que exige ação.

    O brasileiro já trabalha quase cinco meses só para pagar impostos. O restante do ano precisa ser usado para crescer, inovar e construir algo sólido.

    Menos espera.
    Menos desculpa.
    Mais produtividade.
    Mais responsabilidade individual.

    O Brasil não precisa de mais um recomeço simbólico. Precisa de atitude!

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  • ANO ELEITORAL: Corrupção é principal preocupação para 62% dos brasileiros

    ANO ELEITORAL: Corrupção é principal preocupação para 62% dos brasileiros

    Nos meses que antecederam a eleição do ex-presidente Fernando Collor de Mello, em 1989, uma pesquisa do Ibope, feita na época, registrou que apenas 20% do eleitorado daquele período incluía a corrupção entre as cinco maiores preocupações cotidianas. Já em pesquisa atual, a mais recente sobre o assunto, o instituto constatou que 62% dos eleitores indicam a corrupção como tema número um da agenda do país. Trata-se de uma virada histórica sobre temas tradicionalmente campeões, como Saúde e Segurança. Em 2011, por exemplo, esses últimos lideravam a preocupação de 52% e 33% dos brasileiros, respectivamente, enquanto corrupção era apontado como a prioridade por apenas 9%.

    O salto da corrupção no ranking contrasta com a movimentação das forças políticas para as próximas eleições. Alguns dos principais pré-candidatos à Presidência estão envolvidos em casos de corrupção ou vinculados a acusações de caixa 2, um crime eleitoral. O resultado levanta dúvidas sobre como a bandeira contra a corrupção será tratada, uma vez que boa parte dos partidos tem nomes com telhados de vidro.

    Entre os prováveis candidatos que terão de se explicar estão o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e a deputada estadual Manuela D’Ávila (PCdoB). Mas, se eleitores e candidatos caminham aparentemente em direções opostas, como explicar o resultado das últimas pesquisas eleitorais? Para a diretora-geral do Ibope, Márcia Cavallari, a resposta é simples: como o desgaste atinge todos os políticos, o eleitor escolhe o bolso:

    — Se todos são iguais, o que decide é a economia.

    Ela afirma, no entanto, que esta é a mais imprevisível de todas as campanhas da História recente do país. Até agora não está claro quais são as candidaturas. Também não se sabe que peso terão as redes sociais na definição da agenda dos candidatos e na preferência do eleitorado.

    — Não há pista sobre essas eleições. São candidaturas pulverizadas. Não se sabe se Lula será mesmo candidato. Também não se sabe ainda quais os efeitos vão ter, para o bem ou para o mal, as redes sociais — analisa a diretora do Ibope.

    Série histórica do Ibope mostra que a preocupação da sociedade com a corrupção cresceu significativamente nos últimos anos, sobretudo a partir de 2015. A disparada do item corrupção, que este ano se tornou a preocupação número um dos brasileiros, coincide com o período de expansão da Operação Lava-Jato. E é justamente a operação que atinge os três presidenciáveis.

    Lula, o primeiro colocado nas últimas pesquisas, é também o maior alvo de inquéritos e processos criminais: até agora são nove, relacionados às operações Lava-Jato e Zelotes. No mais adiantado dos processos, o do tríplex no Guarujá supostamente doado pela empreiteira OAS, o petista já foi condenado pelo juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a nove anos e meio de prisão. Seu recurso contra a sentença será julgado no dia 24 de janeiro pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4). Caso a decisão seja confirmada, Lula ficaria inelegível.

    O ex-presidente ainda é réu em outras seis ações penais (duas em Curitiba e quatro em Brasília) e foi denunciado outras duas vezes no Supremo Tribunal Federal. Os casos envolvem ainda a suposta compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró, supostas irregularidades na compra dos caças suecos, a suspeita sobre o recebimento propina da Odebrecht por meio da compra de um terreno para o Instituto Lula, entre outros. Lula diz ser inocente em todos os casos.

    O dilema sobre relações perigosas que envolvem empresas com contratos no setor público também atinge o governador Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB. O tucano é alvo de um inquérito aberto no Superior Tribunal de Justiça (STJ) numa das frentes da Lava-Jato.

    O nome dele foi citado nas delações dos ex-diretores da Odebrecht Carlos Armando Paschoal, Benedicto Júnior e Arnaldo Cumplido. Eles confessaram repasses para suposto caixa dois da campanha de Alckmin nas eleições de 2010 e 2014.

    Parte do dinheiro, R$ 2 milhões, teria sido entregue a Ademar Ribeiro, irmão da mulher do governador, Lu Alckmin. A soma dos repasses, não declarados à Justiça Eleitoral, ultrapassaria a casa dos R$ 10 milhões. Quando o caso veio à tona, o governador disse que todas as doações recebidas foram informadas à Justiça Eleitoral.

    Manuela D’Ávila também está relacionada a denúncias de caixa dois. Alexandrino Alencar, um dos delatores da Odebrecht, disse que a empreiteira repassou R$ 360 mil para as campanhas de Manuela entre 2006 e 2010. Parte do dinheiro não teria sido declarado à Justiça Eleitoral. Em recentes entrevistas, a deputada confirmou pedido a Odebrecht, mas disse que as doações foram declaradas. Procurada pelo GLOBO, a deputada disse que não falaria sobre o caso.

    Marcelo Serpa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), acredita que os processos não terão prioridade na campanha:

    — A eleição continua sendo (decidida pela) televisão, e o tempo vai ser muito escasso. Gastar esse tempo para falar de Lava-Jato, na minha concepção, é uma proposta equivocada.

    Uma exceção, ressalta, podem ser os candidatos que não terão chances de vitória, mas que podem adotar a bandeira anticorrupção para se tornarem mais conhecidos.

    — Nem todo mundo está no páreo para ganhar. O candidato pode querer aparecer — destaca.

    Em 2011, com a economia em expansão no início do primeiro mandato da ex-presidente Dilma Rousseff, a corrupção estava em quinto lugar na ordem de interesse dos eleitores. Numa pesquisa em junho daquele ano, ficava atrás de Saúde, Segurança, Educação e Emprego. Quatro anos depois, com manifestações de rua tomando conta do país, uma pesquisa de maio de 2015 captou o início da virada. Pelo levantamento, 31% dos eleitores cobravam combate à corrupção. O item já aparecia em segundo lugar na lista das cinco maiores aflições. Estava à frente até mesmo de questões sobre Segurança (29%) e Educação (24%).

    A preocupação aumentou ainda mais. Em dezembro de 2016, 40% dos entrevistados pelo Ibope elegeram o combate a corrupção como prioridade na agenda pública. Este ano, a corrupção superou pela primeira vez todos os demais itens e se tornou a preocupação número um.

    Fonte G1

     

     

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