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  • TV Brasil é a emissora oficial dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020

    TV Brasil é a emissora oficial dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020

    Os veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) já trabalham na realização de ampla cobertura dos Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020, que serão realizados de 24 de agosto a 5 de setembro. A TV Brasil, emissora oficial dos jogos, transmite ao vivo a cerimônia de abertura e a solenidade de encerramento além das principais competições nas diferentes modalidades, com destaque para a participação dos atletas brasileiros em esportes coletivos e individuais. A Agência Brasil, a Rádio Nacional e as redes sociais dos veículos da EBC também reforçam a cobertura do evento esportivo.

    O repórter Igor Santos e o repórter cinematográfico Rodolpho Rodrigues já desembarcaram em Tóquio para registrar a participação dos atletas olímpicos no Japão. Profissionais experientes, os dois atuaram pela EBC na cobertura da Paralimpíada do Rio em 2016 e dos Jogos Mundiais Militares em Wuhan, na China, em 2019, entre outros grandes eventos esportivos.

    Emissora oficial

    EBC é parceira do Comitê Paralímpico Internacional (IPC), e a TV Brasil é a emissora oficial dos jogos no Brasil. De 24 de agosto a 5 de setembro, realizará transmissões diárias de tudo que estiver acontecendo no Japão, levando o melhor da Paralimpíada para o Brasil.

    A equipe de reportagem da TV Brasil em Tóquio se junta a jornalistas, apresentadores e comentaristas – direto dos estúdios no Rio de Janeiro, para garantir todos os detalhes e emoções das provas e competições que serão transmitidas na íntegra, com narrações exclusivas, ao vivo, de 5h30 às 7h30 da manhã.

    A partir das 8h15 o time da TV Brasil entra no ar sempre que houver brasileiros em ação. A TV Brasil 2 acompanhará o evento e exibe diariamente, a partir das 22h, as competições com o objetivo de apoiar e dar visibilidade aos atletas paralímpicos do mundo inteiro.

    As edições dos telejornais Repórter Brasil Tarde e Repórter Brasil Noite exibem os principais acontecimentos do dia. Fique ligado para os destaques e notícias de última hora e nos programas esportivos Stadium e No Mundo da Bola. Boletins diários na Rádio Nacional informam os resultados do Brasil em todas as modalidades.

    Agência Brasil também entra em clima paralímpico e noticia os resultados, desafios e conquistas dos atletas brasileiros e a agenda de competições. No canal de YouTube da Agência Brasil, de segunda a sexta-feira, no fim do dia, confira um resumo do que aconteceu nos jogos, a agenda e a expectativa do dia seguinte. Você ficará por dentro ainda de outras informações, como curiosidades da cultura japonesa e classificação do Brasil no ranking paralímpico.

    Confira também todos os destaques da cobertura dos veículos da EBC em nossas redes no YouTube, Twitter, Facebook e Instagram pela hashtag #EBCemTóquio.

    A ampla cobertura dos veículos da EBC conta ainda com vídeos, fotos e textos das cerimônias de abertura e encerramento; entrevistas exclusivas com medalhistas e atletas famosos; destaques do dia; especialistas de todos os esportes trazendo contexto e análise dos resultados em todas as categorias; artes animadas do quadro de medalhas, gráficos e curiosidades; e cobertura dos impactos dos Jogos no Japão e no mundo.

    Tokyo 2020 é aqui, nos veículos da EBC e nos canais da TV Brasil, a emissora oficial dos jogos no Brasil. #EBCemTóquio

    Competições paralímpicas em Tóquio

    Neste ano, a Paralimpíada conta com 22 modalidades esportivas. Serão 539 competições no total, realizadas em 21 locais da capital japonesa.

    Entre as novidades, o Comitê Paralímpico Internacional incluiu no programa o parabadminton e o parataekwondo. As duas modalidades substituem o futebol de 7 e a vela, excluídos dos Jogos devido ao pequeno alcance internacional.

    Voltado a participantes com deficiências físicas (de mobilidade, amputações, cegueira ou paralisia cerebral) e mentais, o evento terá atletas das mais diversas nações competindo na busca pela sonhada medalha.

    Participação do Comitê Paralímpico Brasileiro

    A delegação brasileira é composta por 260 atletas (incluindo atletas sem deficiência como guias, calheiros, goleiros e timoneiro), sendo 164 homens e 96 mulheres, além de comissão técnica, médica e administrativa, totalizando 434 pessoas. Jamais uma missão brasileira em Jogos Paralímpicos no exterior teve tamanha proporção.

    Na última edição fora do país, em Londres 2012, o Brasil compareceu com 178 atletas, até então a maior. O número para a capital japonesa só é superado pela participação nos Jogos Rio 2016, já que o Brasil garantiu vagas em todas as modalidades por ser país sede e contou 286 atletas no total.

    Os Jogos de Tóquio reservam a possibilidade da conquista da centésima medalha dourada paralímpica na capital japonesa. Atualmente, o Brasil contabiliza 87 láureas.

    Atletas de 22 estados e do Distrito Federal em 20 modalidades – exceto basquete em cadeira de rodas e rúgbi em cadeira de rodas – representarão o Brasil no Japão. Competidores nascidos no estado de São Paulo são maioria, com 60 representantes. Os naturais do estado do Rio de Janeiro vêm em seguida, com 24. Não há representantes provenientes de Amapá, Sergipe, Roraima e Tocantins.

    Serviço

    Jogos Paralímpicos de Tóquio 2020 / Transmissão dos Jogos e cobertura dos veículos da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – De 24 de agosto a 5 de setembro

    TV Brasil
    tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar
    WebTV: tvbrasil.ebc.com.br/webtv
    TV Brasil Play play.ebc.com.br (Aplicativo de smartphone disponível para Android e iOS)
    https://tvbrasil.ebc.com.br/

    Agência Brasil
    agenciabrasil.ebc.com.br
    www.youtube.com/c/AgênciaBrasilOficial/videos

    Rádio Nacional (DF)

    Rádio Nacional AM
    980 KHz, Brasília
    https://youtube.com/c/R%C3%A1dioNacionalBR

    Rádio Nacional FM
    87.1 MHz, São Paulo, Belo Horizonte e Recife
    radios.ebc.com.br/radionacional

    Rádio Nacional (RJ)
    FM 87,1 MHz, AM 1130 kHz
    radios.ebc.com.br/nacionalrioam

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • Covid-19: governo antecipa para agosto entrega de 3,9 milhões de doses

    Covid-19: governo antecipa para agosto entrega de 3,9 milhões de doses

    Com nova previsão, país terá 68,8 milhões de doses distribuídas no mês

    O Ministério da Saúde informou hoje (19) que conseguiu antecipar a chegada de mais 3,9 milhões de doses, para o mês de agosto, de vacinas contra a covid-19. Com a nova previsão de entregas, o mês deve fechar com 68,8 milhões de doses disponibilizadas para a população.

    Por conta da antecipação, a expectativa é que os laboratórios entreguem 62,6 milhões de vacinas no mês de setembro. De acordo com a pasta, serão 131,4 milhões de doses em dois meses. A medida faz parte do empenho do governo em vacinar toda a população adulta com pelo menos uma dose até o fim de setembro.

    Até o momento, 207,4 milhões de doses foram entregues ou estão em processo de distribuição aos estados e municípios para a campanha de vacinação. Dessas, 172,9 milhões já foram aplicadas, sendo 119 milhões de primeira dose e 52,9 milhões de segunda dose ou dose única da vacina.

    O andamento da vacinação pode ser conferido na plataforma LocalizaSUS, atualizada diariamente.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • VEM AÍ A MEGA INAUGURAÇÃO DA LOJA 2 DO CLUBE DA CASA NOVA ERA EM TRÊS PONTAS

    VEM AÍ A MEGA INAUGURAÇÃO DA LOJA 2 DO CLUBE DA CASA NOVA ERA EM TRÊS PONTAS

    “De tudo, para todo mundo, com mais conforto agora em dois endereços!”

    Uma das lojas mais tradicionais de materiais para construção está com uma grande novidade: a sua nova unidade que contará com uma mega inauguração nos próximos dias. O Clube da Casa Nova Era está chegando com sua unidade de número 2, agora na Rua Barão da Boa Esperança, 1426. Lá você encontrará de tudo, da base ao acabamento, principalmente itens voltados para o Agronegócio. “É ainda mais conforto, comodidade e economia para os nossos clientes”, destaca a empresa.

    O que já Era muito bom, agora será melhor ainda!

    Serão duas lojas Clube da Casa Nova Era em Três Pontas! Tudo com a certeza do melhor atendimento, melhor preço, ótimas condições de pagamento, variedade, qualidade e um item que não se pode abrir mão quando o assunto é obra: a entrega super rápida, afinal, a Nova Era conta com a maior frota de entrega de materiais de construção, com cobertura em toda região. (não cobramos frete – consulte condições)

    Se o assunto é Construção, Acabamento, Decoração ou Jardinagem, de A a Z, a Nova Era tem de tudo, levando sempre o melhor, a certeza da satisfação para os seus clientes, maior patrimônio da empresa.

    ”A nova loja do Clube da Casa Nova Era contará com amplo estoque de Ferramentas, Tintas, Verniz, e toda parte Hidráulica. Localizada estrategicamente na saída para Distrito do Pontalete e Quilombo Nossa Senhora do Rosário

    Diretoria Clube da Casa Nova Era

    É uma loja com 300m², que conta com estacionamento próprio em frente à loja e estacionamento para carga e descarga rápida. São mais de 10 mil produtos à disposição do cliente Nova Era. Somando as duas unidades, a Nova Era conta com um portfólio de mais de 30 mil itens.

    Fique atento! Traremos tudo sobre a mega inauguração da loja 2 do Clube da Casa Nova Era aqui no Conexão Três Pontas! Nos encontramos lá no dia 01º de setembro!

    Serviço:

    Clube da Casa Nova Era

    Loja 1: Avenida Ipiranga, 1418 – Bairro Aeroporto – Três Pontas/MG

    Loja 2: Rua Barão da Boa Esperança, 1426 – Bairro Santa Terezinha – Três Pontas/MG

    Fábricas: Nova Era Pré-Moldados e Nova Era Ferragem Armada – Fazenda Formiga – Zona Rural

    Contato: 3265-9300 para ligações ou mensagem via WhatsApp

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    Roger Campos

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  • ALERTA: Em 24 horas, 979 pessoas morreram e 36 mil foram infectadas pelo coronavírus

    ALERTA: Em 24 horas, 979 pessoas morreram e 36 mil foram infectadas pelo coronavírus

    Mortes sobem para 572,6 mil e casos, para 20,4 milhões

    O total de vidas perdidas para a covid-19 subiu para 572.641. Em 24 horas, desde o boletim de ontem (18) foram registradas 979 novas mortes.

    Ainda há 3.597 falecimentos em investigação. Isso pelo fato de haver casos em que o diagnóstico depende de resultados de exames concluídos apenas após o paciente já ter morrido.

    Desde o início da pandemia, 20.494.212 pessoas contraíram a doença. Entre ontem e hoje, foram registrados 36.315 novos diagnósticos positivos de covid-19.

    Ainda há 528.524 casos em acompanhamento. O nome é dado para pessoas cuja condição de saúde é observada por equipes de saúde e que ainda podem evoluir para diferentes quadros, inclusive graves.

    O número de pessoas que se recuperaram da covid-19 chegou a 19.393.047.

    As informações estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado nesta quinta-feira (19). A atualização reúne informações enviadas pelas secretarias estaduais de saúde sobre os casos e óbitos relacionados à covid-19.

     

    Estados

    No topo do ranking de mortes por estado estão São Paulo (143.752), Rio de Janeiro (61.090), Minas Gerais (52.248), Paraná (36.769) e Rio Grande do Sul (33.887). Com menos mortes estão Acre (1.808), Roraima (1.924), Amapá (1.943), Tocantins (3.637) e Sergipe (5.958).

    Vacinação

    Até o início da noite de hoje (19), o painel de vacinação ainda não tinha dados sobre as ações de imunização hoje. Até ontem, o número de doses contra a covid-19 aplicadas estava em 172,9 milhões, sendo 119,9 milhões como primeira dose e 52,9 milhões como segunda dose ou dose única.

    Conforme as informações mais recentes, foram distribuídas 207,4 milhões de doses da vacna contra a covid-19.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • Ciclista: dia nacional alerta sobre desafios para trânsito mais seguro

    Ciclista: dia nacional alerta sobre desafios para trânsito mais seguro

    Ciclismo é visto como um dos melhores modais de transporte

    Transformar a dor em uma ação positiva, ainda que em meio a processos muito difíceis, foi a experiência vivida pelo economista Persio Davison, de 73 anos. Da trágica morte de seu filho, Pedro Davison, atropelado por um motorista alcoolizado na chamada faixa presidencial do Eixão Sul, em Brasília, ele viu surgir, em todo o país, um movimento de conscientização e de mudanças de atitudes que, desde então, ajudam a melhorar as estatísticas de ciclistas mortos no trânsito.

    Todos os esforços de conscientização culminaram na criação do Dia Nacional do Ciclista, em 19 de agosto.

    “O Dia Nacional do Ciclista, para nós, é o dia da morte de nosso filho. Por outro lado, é, para a sociedade, um dia de conscientização e de busca por novos caminhos para a mobilidade. Um dia para lembrar que todos temos de ser protetores de todos, e que a realidade só será menos trágica se nos respeitarmos. Um dia para lembrar que temos o mesmo direito de respeito pela escolha sobre como queremos nos locomover”, disse Persio à Agência Brasil.

    Foi no dia 19 de agosto de 2006 que, após participar de um churrasco em comemoração ao aniversário da filha Lulu, de 8 anos, que Pedro, aos 25 anos e com um curso de biologia recém-concluído, optou por fazer algo que estava muito acostumado: “dar um pedal”.

    Forma de diálogo

    O ciclismo, para ele, era mais que um modal de transporte. Era uma forma de manifestar todo o amor que sentia pela natureza e pela vida. Prova disso foi a viagem que fez a Trancoso, na Bahia. Foram 11 dias pedalando e fazendo novas amizades.

    “Pedalar, para ele, era uma forma de diálogo com as populações locais. Ele pernoitava em quintais e na casa das pessoas que ia conhecendo. Meu filho fazia disso um modo de vida”, lembra Persio.

    Em outra viagem, acompanhado de dois colegas, passou 45 dias pedalando pelo Tocantins e, no retorno a Brasília, margeou o Planalto Central na direção do Pantanal. “A vocação dele, como biólogo e ambientalista, estava presente também no ciclismo”, afirma Persio.

    Após o impacto com um veículo a mais de 110 quilômetros por hora (km/h), o jovem Pedro foi arremessado a uma distância de 84 metros e morreu. O motorista Leonardo Luiz da Costa foi encontrado cerca de meia hora depois, tentando escapar de uma blitz no Setor de Indústria e Abastecimento. Ele estava alcoolizado. Sua placa já havia sido informada por um motociclista que testemunhou o crime. A história do biólogo é contada em um curta-metragem chamado Lulu Vai de Bike. Entre as atividades programadas pela organização não governamental (ONG) Rodas da Vida para o Dia Nacional do Ciclista em Brasília está a exibição do curta, às 19h, Espaço Infinu, na 506 Sul. Para acessar a programação, clique aqui.

    “Não é acidente. É crime”

    “O Dia do Ciclista é ato político. Teve sua origem, mas não é a ela que se volta e sim à defesa do direito de o ciclista ter sua mobilidade segura e respeitada. O foco está na construção e não nas tragédias de tantas perdas. A mensagem é de mobilização e futuro”, resume o pai da vítima, ao se referir à tragédia que, hoje, simboliza uma quebra de paradigmas.

    O que antes era visto como “acidente”, desde então passou a ser percebido, tanto pela sociedade quanto pela Justiça, como “crime”.

    “Não há acidentes, há crimes no trânsito. Não são circunstâncias acidentais: são decisões conscientes tomadas por um adulto que decide dirigir acima da velocidade permitida, sob efeito do álcool ou transgredindo qualquer outra norma das boas práticas ao volante”, argumenta a coordenadora administrativa da ONG Rodas da Paz, Joyce Ibiapina.

    Toda a mobilização decorrente desse crime praticado contra Pedro Davison favoreceu um ambiente que, dois anos depois, em 2008, resultou em uma legislação que salvou muitas vidas no trânsito: a Lei Seca.

    Rodas da Paz

    Persio lembra que, com a ajuda de organizações como a Rodas da Paz, um movimento tomou conta do país que, por meio do Congresso Nacional, criou leis visando uma “mobilidade respeitosa à vida, com um olhar para os ciclistas e pedestres”. Entre as causas defendidas pelo movimento está “o dever de reconhecimento, pelas leis e pela Justiça, da tipificação de crime no trânsito e a condenação e punição desses crimes pelo Judiciário”.

    Na época, lembra Persio, havia o entendimento de que o tombamento impedia a construção de ciclovias em Brasília. “Hoje, o DF lidera a oferta de infraestrutura cicloviária, e a fiscalização mais efetiva tem coibido motoristas transgressores, a direção e o consumo de bebida”.

    Em meio à luta pelos direitos dos ciclistas – e ao fato de seu filho ter se tornado um símbolo da causa – Persio e sua esposa, Beth Davison, tornaram-se conselheiros e, no caso dele, vice-presidente da ONG.

    “Brasília tem seu simbolismo e cumpre esse papel de incentivo, motivando um movimento nacional para a transformação de nossas cidades e de nossa conduta, de forma a propiciar maior respeito aos ciclistas e aos pedestres, em relação a seus direitos e a uma mobilidade segura”, diz.

    Ciclista trespontana Thalise Silva

    Economia, clima e saúde

    A ONG desenvolve diversas ações nas quais apresenta a bicicleta como o “mais promissor dos veículos” para enfrentar a crise econômica, climática e de saúde que o país atravessa, agravada pela pandemia.

    “O transporte por bicicleta é recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e pela ONU Habitat como alternativa ao transporte coletivo e ao transporte individual motorizado, para que as pessoas façam seus deslocamentos com risco reduzido de contágio pela covid-19 e possam praticar exercícios físicos regularmente, o que aumentou o número de bicicletas no mundo todo”, relata Joyce Ibiapina, do Rodas da Paz.

    União dos Ciclistas do Brasil

    Outra entidade que atua na defesa dos direitos dos ciclistas é a União de Ciclistas do Brasil (UCB), que tem Felipe Alves como um de seus diretores. A entidade também aproveita a data de hoje para chamar a atenção ao “permanente descaso com ciclistas no trânsito”.

    “Descaso por parte de motoristas, motociclistas e, principalmente, do Poder Público, tanto federal quanto estaduais ou municipais, que pouco se esforçam para tornar o trânsito mais seguro no Brasil, seja não atendendo às necessidades dos usuários mais vulneráveis (como pedestres e ciclistas), seja afrouxando as leis de trânsito e as punições previstas para condutores que não cumprem a lei”, declarou à Agência Brasil.

    Empregos

    As duas entidades destacam que os benefícios do ciclismo vão além da saúde, favorecendo também a economia, inclusive por meio da geração de empregos.

    Citando estudo divulgado este ano pela Aliança Bike – que tem por base dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de 2020 e 2021 – Ibiapina, do Rodas da Paz, diz que, “mesmo com pouco ou nenhum incentivo, o setor de bicicletas é resiliente e pode ser importante vetor para a recuperação da economia brasileira em momentos de crise e fora deles”.

    Considerando empregos com carteira assinada em dois setores da economia da bicicleta no Brasil (o industrial e o varejista), o estudo mostra um impacto inicial negativo da pandemia no setor, especialmente em abril de 2020. “Porém, foi verificada uma rápida recuperação nos meses a partir de maio de 2020, e o balanço do setor foi positivo tanto ao longo do ano de 2020 quanto nos dois primeiros meses de 2021”.

    Pandemia

    A chegada da pandemia favoreceu e ampliou o uso desse modal, o que pode ser percebido pelo aumento de venda de bicicletas, peças, acessórios e serviços como mecânica, o que também é mostrado por outro estudo da Aliança Bike – este citado pelo diretor da UCB.

    Os motivos do maior uso da bicicleta como meio de transporte têm tanto fatores econômicos, por ser mais barato, como sanitários, já que é muito mais seguro que transporte público ou por aplicativo em relação à transmissão do novo coronavírus, afirma.

    Ele cita também fatores esportivos, de saúde e de lazer, já que a atividade é recomendada mesmo com as restrições e recomendações durante a pandemia, por ser realizada em espaço aberto e com distanciamento das pessoas.

    Ciclista trespontana Renata Andrade

    Aumento de sinistros

    O crescimento do uso da bicicleta trouxe outro tipo de aumento – o número de sinistros graves, informa a Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet).

    De acordo com a instituição, houve um “aumento relevante de 30%” no registro de sinistros que exigiram atendimento médico a ciclistas traumatizados nos primeiros cinco meses de 2021.

    “Os dados demonstram a importância de termos atenção e iniciativas focadas nesse público. O uso da bicicleta cresceu no Brasil e exige uma abordagem de prevenção ao sinistro”, diz o presidente da Abramet, Antonio Meira Júnior.

    Segundo a associação, em janeiro de 2019 foram registrados 1,1 mil sinistros graves com ciclistas, número que subiu para 1.451 em janeiro de 2021, “o mais alto nível no período estudado”.

    Os dados avaliados pela associação mostram a evolução dos sinistros graves com ciclistas em todo o Brasil. “Chama a atenção a escalada no registro no estado de Goiás: em 2021, houve um aumento de 240% em relação a 2020, com 406 casos a mais”, diz o levantamento.

    Em Rondônia, a incidência de sinistros graves aumentou 113%, e em Sergipe, 100%.

    A Abramet avaliou também o perfil dos ciclistas envolvidos em sinistros graves. Cerca de 80% eram homens e a faixa etária predominante é de 20 a 59 anos (60% dos casos).

    “A superioridade numérica dos acidentes envolvendo pedestres e motociclistas fez com que os ciclistas fossem negligenciados em relação às políticas de prevenção. Percorrem ruas e estradas, partilhando espaço com veículos pesados. Muitas vezes, sequer sendo percebidos. Comparada a alguém que se desloca em um automóvel, uma pessoa que circula em uma bicicleta tem probabilidade de óbito oito vezes maior”, explica Flavio Adura, diretor científico da Abramet.

    Limites de velocidade

    A Rodas da Paz tem algumas dicas de segurança que, se seguidas, podem ajudar a tornar a mobilidade do modal cicloviário mais segura, de forma a reverter os números inflacionados pela pandemia e promover uma convivência mais harmônica nas ruas do país.

    “Sem baixar a velocidade das vias, é impossível conter a epidemia das mortes no trânsito. Para que seja possível a convivência pacífica e humanizada no trânsito, é necessário a responsabilidade dos condutores de veículos maiores, para que protejam os menores, e a readequação dos limites de velocidade”, afirma Joyce Ibiapina, ao defender investimentos em fiscalização e medidas tecnológicas e de engenharia.

    Citando o manual Gestão da Velocidade, elaborado pela Organização das Nações Unidas (ONU), ela diz que as chances de sobrevivência em um atropelamento “diminuem exponencialmente” quando a velocidade de impacto do veículo é maior.

    Se a velocidade de impacto do veículo sobre o pedestre for de 32 km/h, as chances de sobrevivência são de 95%. Se a velocidade for 48 km/h, a probabilidade cai para 55%. A partir de 64 km/h, a probabilidade de sobreviver é reduzida a 15%.

    “Ciclistas devem trafegar ao lado direito da via, ocupando um terço da faixa e sempre no sentido de circulação regulamentado no local. Para evitar sinistros de trânsito como atropelamentos, os motoristas devem dirigir respeitando o limite de velocidade máxima regulamentada e reduzir a velocidade ao ultrapassar ciclistas, guardando distância lateral de 1,5 metro”, diz a coordenadora da ONG.

    Felipe Alves, da UCB, sugere, além da diminuição da velocidade em perímetros urbanos, maior proteção e melhor infraestrutura para ciclistas e pedestres, bem como “investimentos permanentes” em educação para o trânsito. “E, claro, mais rigor nas punições aos infratores”, complementa.

    Fonte Agência Brasil

    Casal Bremer e Thalise inovou e foi muito elogiado pela produção fotográfica de casamento destacando o amor pela bicicleta.

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    Roger Campos

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  • Covid-19: Brasil avalia aplicar dose de reforço a público específico

    Covid-19: Brasil avalia aplicar dose de reforço a público específico

    Aplicação deve ser feita em pacientes com imunidade baixa

    Parte da população brasileira deverá receber uma terceira dose da vacina contra a Covid-19. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (16) pela secretária de Enfrentamento à Covid-19 do Ministério da Saúde, Rosana Melo.

    Ao participar da reunião da Comissão Temporária da Covid-19 do Senado, nesta segunda-feira (16), a secretária avaliou que a experiência norte-americana – motivada pelo avanço da variante Delta do vírus e pelo relaxamento de medidas sanitárias – de mais uma dose, deverá ser acompanhada pelo Brasil. É o caso de pessoas com sistema imunológico mais frágil como transplantados, portadores do vírus HIV e de pacientes com câncer.

    “Temos alguns estudos preliminares, porém esses estudos não foram publicados. São discussões internas, nem podemos publicizar tanto, em respeito aos pesquisadores, porém já estamos tomando decisões em nível de gestão, o que fazer, o que planejar, quantificar esses grupos que precisem, a exemplo do que aconteceu na semana passada nos Estados Unidos”, adiantou. Ainda segundo Rosana, no Brasil, os grupos prioritários, caso a estratégia se confirme, não devem ser diferentes dos priorizados nos Estados Unidos.

    Os países que já aplicam a terceira dose se basearam em estudos que indicam que a imunidade diminui com o tempo.

    Dúvidas

    Ao responderem a perguntas dos senadores, sobre um possível reforço de dose de imunizantes contra o novo coronavírus, os especialistas deixaram claro que algumas questões ainda estão em análise. Perguntas sobre quais imunizantes poderão ter uma terceira dose e se uma pessoa poderá tomar o reforço de uma vacina diferente do que tomou inicialmente, estão nessa lista.

    Delta

    Especificamente sobre a variante Delta, a avaliação do Ministério da Saúde é que, no Brasil, ela surgiu mais tímida, mas o panorama está mudando. Nesse cenário, o relaxamento de medidas preventivas por parte de gestores da saúde e da população têm contribuído para o aumento do número de casos.

    “Entendemos a nossa cultura latina, mas houve um relaxamento mesmo das pessoas mais entendidas em relação a isso”, avaliou.

    Também durante a audiência pública a pesquisadora da Escola de Saúde Pública Sérgio Arouca, Margareth Dalcomo, reconheceu que alguns grupos, como idosos que tomaram a CoronaVac, pessoas com deficiência e profissionais de saúde, podem precisar do reforço. Apesar disso, Dalcomo destacou que ainda não há estudos com robustez suficiente sobre a terceira dose.

    “Tínhamos parado de hospitalizar pacientes idosos e voltamos a hospitalizar. A grande maioria foi vacinada com CoronaVac”, disse Margareth. A pesquisadora acrescentou que no monitoramento foi identificada a prevalência da variante Delta no Rio de Janeiro, com o aumento de internações nos últimos 10 dias.

    Já a diretora da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Meiruze de Sousa Freitas, defendeu que a decisão sobre a aplicação de uma dose extra da vacina contra a covid-19 seja tomada com cautela. Segundo ela, para casos de reforço, a maioria dos países têm recomendado doses da mesma vacina já tomada, mas em algumas situações a intercambialidade é permitida.

    Ao fazer uma exposição sobre como anda a discussão da terceira dose em outros países, Meiruze explicou que há debates no Reino Unido, França e Alemanha, que devem seguir a experiência de Israel que já adotou a medida. No Chile, para a população mais velha imunizada com a CoronaVac a recomendação é de aplicação de uma nova dose“Notificamos a Pfizer na [última] terça-feira e agendamos reuniões para esta semana para discutir dados apresentados”, disse. Nos Estados Unidos, a terceira dose foi autorizada para vacinas que usam RNA mensageiro, como a Pfizer e a Moderna.

    Meiruze de Souza lembrou ainda a importância de que toda a população seja vacinada com pelo menos duas doses da vacina, o que ainda não aconteceu.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • O que explica a morte de Tarcísio Meira por Covid-19 após duas doses de vacina?

    O que explica a morte de Tarcísio Meira por Covid-19 após duas doses de vacina?

    POR QUE ALGUNS IDOSOS CONTINUAM TENDO COMPLICAÇÕES MESMO APÓS A IMUNIZAÇÃO?

    A morte do ator Tarcísio Meira, de 85 anos, por complicações da Covid-19 mesmo após concluir o esquema vacinal pode levantar dúvidas em relação à efetividade das vacinas contra a doença. Especialistas médicos, porém, explicam que um caso do tipo não significa um atestado de falta de efetividade dos imunizantes, mas, na verdade, o agravamento do quadro está intimamente ligado ao funcionamento do sistema imune do corpo.

    Aos 85 anos de idade, Tarcísio estava em uma faixa de idade em que há a chamada imunossenescência, que é o envelhecimento do sistema imune, responsável pelo combate às doenças no corpo humano. É possível perceber seu efeito, por exemplo, em um estudo que avaliou a efetividade da vacina CoronaVac em São Paulo.

    Na análise, a vacina apresentou potência para evitar 80,1% das hospitalizações e 86% dos óbitos quando avaliados o público de 70 a 74 anos. Contudo, quando a análise é fatiada para quem tem 80 anos ou mais, há uma importante queda na robustez da proteção: a efetividade para hospitalizações cai para 43,4% e, de mortes, para 49,9%.

    — Existe uma tendência de queda de anticorpos produzidos pela vacina de acordo com o tempo (decorrido após a imunização). Isso para todos, mas com maior intensidade pelos idosos, que tem essa questão da imunossenescência. Ou seja, eles respondem menos à vacina e a tendência, diante dessa resposta imune menor, seria um impacto na proteção (contra a Covid-19) — explica o pesquisador Julio Croda, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

    Além disso, é importante ressaltar que nenhuma vacina é 100% eficaz para casos sintomáticos, internações e mortes. Há, é claro, pessoas que não apresentam resposta imune em todas as idades, mas a prevalência é maior entre os pacientes com idade mais avançada.

    — Não dá para afirmar que alguém que tomou duas doses da vacina estará blindado, independentemente da marca (do imunizante)— explica Leonardo Weissmann, médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, em São Paulo, e consultor da Sociedade Brasileira de Infectologia.

    Weismann explica que a falta de proteção de um percentual de pessoas, em específico, não configura como um “defeito” de determinada vacina, mas sim é esperado para o processo de imunização.

    — A grande maioria das pessoas que tomam as vacinas poderão evitar formas graves da doença, internações e mortes. Infelizmente, haverá uma pequena parte da população que não ficará protegida, e isso vale para qualquer vacina, para qualquer doença, independente do fabricante — explica o médico.

    Diante desse cenário, especialistas em saúde pedem que mesmo as pessoas totalmente vacinadas usem máscara, mantenham o distanciamento social e evitem aglomerações. Essas são formas eficazes de evitar o contágio e medidas ainda muito necessárias diante do atual patamar de alta transmissão da Covid-19 no Brasil.

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    Roger Campos

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  • Três Pontas registra mais uma morte por covid-19 nos últimos 7 dias

    Três Pontas registra mais uma morte por covid-19 nos últimos 7 dias

    BOA NOTÍCIA: Número de recuperados segue subindo, enquanto há queda no índice de pessoas internadas.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (16) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais uma morte em comparação com o boletim de 7 dias atrás. A gravidade dos novos casos também é um fator preocupante. A variante Delta, ainda não confirmada em Três Pontas, ligou o sinal de alerta enquanto o número de positivados voltou a subir nos últimos dias.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 7.110 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 6.793 já se recuperaram e, infelizmente, 163 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 154 pessoas estão com o vírus.

    Números de uma semana atrás

    Números de Hoje

    Gangorra: No dia 01º de fevereiro de 2021 Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. Hoje o número é maior, com 326 casos. Número chegou a cair para 52 e depois subiu drasticamente. Nos últimos 42 dias retomou o ciclo de queda. Apresentou ligeiro aumento nos últimos dias, depois nova desaceleração e agora retorna à subida.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 26.145.

    Uma pessoa segue internada com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros seis casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 148 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 488 dias. Isso dá uma média de 14,56 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    Evolução nos números dos últimos 7 Dias em Três Pontas:

    Confirmados +50

    Recuperados +21

    Óbitos +1

    Casos em Isolamento +29

    Internados -1

    Com suspeita -1

    Síndrome Gripal +487

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 90 Homens

    _ 73 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 54

    _ 60 a 79 anos – 75

    _ 80 anos ou mais – 33

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 51

    _ Hipertensão – 39

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 60

    _ Doença Renal Crônica – 08

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 08

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 08

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 03

    _ Autismo – 01

    _ Outra Pneumopatia Crônica – 02

    _ Hipotireoidismo – 01

    _ Asma – 04

    _ Sequela de AVC – 01

    _ Lupus – 01

    _ Varizes Esofagianas – 01

    _ Alzheimer – 02

    _ Mialgia – 01

    _ Fibromialgia – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 74

    _ 8 a 15 dias – 52

    _ 16 a 21 dias – 12

    _ 22 ou mais – 14

    Obs.: 11 pacientes faleceram em outro município. A SMS não tem o tempo das internações.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

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    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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    Roger Campos

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  • BOA NOTÍCIA: Minas distribui mais de 935 mil doses de vacinas contra covid-19

    BOA NOTÍCIA: Minas distribui mais de 935 mil doses de vacinas contra covid-19

    Imunizantes que fazem parte do 38º lote começaram a ser entregues hoje (16/8)

    Para dar continuidade à maior operação de vacinação da história de Minas Gerais, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Saúde (SES-MG), recebeu, nessa sexta-feira (13/8), 162.630 doses da Pfizer e 257.480 da CoronaVac / Butantan, referentes às 38ª remessa, e mais 192.600 da CoronaVac/Butantan e 322.920 da Pfizer, da 39ª remessa, totalizando 935.630 doses.

    Os imunizantes chegaram à Central Estadual de Rede de Frio por via terrestre.

    As vacinas da 38ª remessa estão sendo distribuídas aos municípios a partir de hoje (16/8), para dar continuidade à vacinação do grupo de pessoas de 45 a 49 anos de idade e caminhoneiros. Com essa remessa, também será finalizada a primeira dose de todas as pessoas incluídas no grupo de caminhoneiros.

    Já a 39ª remessa, que não estava com chegada prevista, será destinada à primeira e segunda doses das pessoas acima de 18 anos.

    Vacinação

    Até 13/8, já foram aplicadas em Minas Gerais quase 16 milhões de vacinas, sendo 11.122.980 referente à primeira dose, 4.390.188 à segunda e 466.250 doses únicas. Do total, 67,86% da população adulta mineira já foi vacinada com a primeira dose e 29.63% estão com o esquema vacinal completo. Os dados são do painel Vacinômetro, disponível em coronavirus.saude.mg.gov.br/vacinometro.

    O Governo de Minas pretende vacinar todas as pessoas acima de 18 anos com pelo menos uma dose até o fim de setembro. A cobertura depende do envio de imunizantes suficientes pelo Ministério da Saúde.

    Acompanhe o quantitativo de cada remessa

    1ª remessa
    577.480 doses da CoronaVac em 18/1/2021

    2ª remessa
    190.500 doses de AstraZeneca em 24/1/2021

    3ª remessa
    87.600 doses da CoronaVac em 25/1/2021

    4ª remessa
    315.600 doses da CoronaVac em 7/2/2021

    5ª remessa
    220.000 doses da AstraZeneca e 137.400 doses da CoronaVac em 23/2/2021

    6ª remessa
    285.200 doses da CoronaVac em 3/3/2021

    7ª remessa
    303.600 doses da CoronaVac em 9/3/2021

    8ª remessa
    509.800 doses de CoronaVac em 17/3/2021

    9ª remessa
    86.750 doses da AstraZeneca e 455.800 doses da CoronaVac em 20/3/2021

    10ª remessa
    116.600 doses de AstraZeneca e 359.000 doses de CoronaVac em 26/3/2021

    11ª remessa
    73.250 doses de AstraZeneca e 943.400 doses de CoronaVac em 1/4/2021

    12ª remessa
    257.750 da AstraZeneca e 220.400 da CoronaVac, em 8/4/2021

    13ª remessa
    426.000 da AstraZeneca e 275.200 da CoronaVac, em 16/4/2021

    14ª remessa
    316.750 doses da AstraZeneca e 73.800 da CoronaVac, em 23/4/2021

    15ª remessa
    578.000 doses da AstraZeneca e 11.800 doses da CoronaVac, em 29/4/2021

    16ª remessa
    30.400 doses da CoronaVac, em 1/5/2021 e 676.250 doses da AstraZeneca, em 3/5/2021

    17ª remessa
    50.310 doses da Pfizer, em 3/5/2021

    18ª remessa
    396.500 doses da AstraZeneca, em 6/5/2021 e 100.200 doses da CoronaVac, em 8/5/2021 e 112.434 doses da Pfizer, em 10/5/2021

    19ª remessa
    422.750 doses da AstraZeneca, em 13/5/2021, e 207.800 doses de CoronaVac.
    101.600 doses da CoronaVac, em 14/5/2021.

    20ª remessa
    435.500 doses da AstraZeneca, 8.200 doses da CoronaVac e 64.350 doses da Pfizer, em 18/5/2021

    21ª remessa
    561.750 doses da AstraZeneca e 60.840 doses da Pfizer, em 26/5/2021

    22ª remessa
    588.500 doses da AstraZeneca, em 2/6/2021
    62.010 doses da Pfizer, em 3/6/2021

    23ª remessa
    237.510 doses da Pfizer, em 8/6/2021

    24ª remessa
    362.750 doses da AstraZeneca, em 9/6/2021

    25ª remessa
    235.170 doses da Pfizer e 273.000 doses da CoronaVac, em 18/6/2021

    26ª remessa
    862.000 doses da AstraZeneca, em 21/6/2021

    27ª remessa
    346.800 doses da CoronaVac, 281.970 doses da Pfizer, 149.550 doses da Janssen, em 24/6/2021

    28ª remessa
    624.500 doses da AstraZeneca, em 30/6/2021
    112.320 doses da Pfizer, em 01/7/2021
    342.300 doses da Janssen, 304.750 doses da AstraZeneca e 219.960 doses da Pfizer, em 3/7/2021

    29ª remessa
    271.440 doses da Pfizer e 79.600 doses da CoronaVac, em 9/7/2021

    30ª remessa
    379.750 doses da AstraZeneca, em 15/7/2021

    31ª remessa
    171.400 doses da CoronaVac, em 19/7/2021
    550.050 doses da AstraZeneca e 120.510 doses da Pfizer, em 20/7/2021

    32ª remessa
    330.600 doses da CoronaVac, 103.260 doses da AstraZeneca e 209.430 doses do imunizante da Pfizer, em 27/7/2021 e 234.750 doses da AstraZeneca, em 28/7/2021

    33ª remessa
    351 mil doses da Pfizer e 290.200 da Coronavac, em 30/7/2021

    34ª remessa
    221.130 doses da Pfizer e 118.400 doses da CoronaVac, em 4/8/2021

    35ª remessa
    349.830 doses da Pfizer, 425.650 doses da AstraZeneca e 8.650 doses da Janssen, em 6/8/2021

    36ª remessa
    141.200 doses da CoronaVac e 296.010 doses da Pfizer, em 9/8/2021

    37ª remessa
    104.130 doses da Pfizer e 104.250 doses da Astrazeneca, em 11/8/2021

    38ª remessa
    162.630 doses da Pfizer e 257.480 doses da CoronaVac, em 13/8/2021

    39ª remessa
    322.920 doses da Pfizer e 192.600 doses da CoronaVac, em 13/8/2021

    Total: 20.842.324 doses

    Fonte Agência Minas

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  • BOA NOTÍCIA: Chegam a Guarulhos mais 2 milhões de doses de CoronaVac

    BOA NOTÍCIA: Chegam a Guarulhos mais 2 milhões de doses de CoronaVac

    Imunizantes passarão por controle de qualidade do Butantan

    Um carregamento com mais 2 milhões de doses prontas de vacina CoronaVac, contra a covid-19, chegou na noite de ontem (16) ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo.

    Os imunizantes enviados da China pelo laboratório Sinovac vão passar por um controle de qualidade feito pelo Instituto Butantan, parceiro no desenvolvimento da CoronaVac, antes de serem disponibilizados ao Programa Nacional de Imunizações.

    Segundo o secretário estadual de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, com esse carregamento, são 8 milhões de doses de CoronaVac entregues para serem aplicadas em todo o país só em agosto. A previsão é que até o fim do mês tenham sido fornecidas 100 milhões de doses do imunizante para distribuição em todo o país, conforme os contratos assinados entre o Butantan e o Ministério da Saúde.

    O estado de São Paulo já vacinou, com ao menos uma dose de vacina, 93% da população acima de 18 anos de idade e 28% já estão completamente imunizados (com duas doses ou dose única) contra a covid-19.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • URGENTE: O que se sabe até agora sobre a variante Delta do novo coronavírus?

    URGENTE: O que se sabe até agora sobre a variante Delta do novo coronavírus?

    Cepa originária da Índia é altamente transmissível e classificada como “variante de preocupação”. Pode ser confundida com uma gripe e geralmente não provoca tosse. Todo cuidado é pouco!

    O que é a variante Delta?

    A variante Delta, originalmente conhecida como B.1.617.2, existe desde o final do ano passado, mas nos últimos meses tornou-se rapidamente dominante em muitos países. É responsável por mais de 80% dos casos recém-diagnosticados nos Estados Unidos, de acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos.

    Quais os principais sintomas da variante delta da covid-19?

    Os principais sinais e sintomas são febre, dor de cabeça, coriza e dor de garganta. Com a variante delta, os casos têm menor ocorrência de tosse e perda de paladar e olfato.

    Esse quadro pode ser confundido com um resfriado comum, o que acaba levando muitas pessoas a não procurar atendimento e à possibilidade de contaminar outras sem saber que estão com covid. É importante fazer os testes de detecção para estabelecer o diagnóstico correto.

    A variante Delta é mais transmissível?

    Ainda não está claro o quanto a variante é mais transmissível. Estimativas variam entre 60% e 200% mais transmissível, dependendo de quem apresenta a estimativa.

    Um documento do CDC indica que a variante Delta é quase tão transmissível quanto a catapora — com cada pessoa infectada infectando até oito ou nove outras, em média. A cepa original do coronavírus, indicada pelo CDC, era quase tão contagiosa quanto o resfriado comum, com cada pessoa infectada infectando outras duas.

    Quantos casos da variante Delta do SARS-CoV-2 no Brasil?

    Onúmero de novos casos da variante delta do SARS-CoV-2 aumenta diariamente no Brasil. De acordo com o Ministério da Saúde, até quinta-feira (5) foram registrados 465 casos, em 10 Estados e no Distrito Federal, com 25 mortes confirmadas. A cepa Gama, que surgiu no Amazonas, segue predominante no país.

    Delta pode causar quadros mais graves?

    Embora as pessoas possam ter maior probabilidade de serem infectadas com Delta se não forem vacinadas, não há dados concretos que mostrem que o Delta causa doenças mais sérias.

    A Delta se espalha muito mais rápido, tem maior probabilidade de infectar vacinados e pode desencadear doenças mais graves nos não vacinados em comparação com todas as outras variantes de coronavírus conhecidas. Também tende a romper com mais facilidade as proteções oferecidas pelos imunizantes.

    Como se proteger da variante Delta?

    Como se proteger da variante delta Para os especialistas, as regras básicas de prevenção seguem as mesmas: uso correto de máscaras, distanciamento físico, boa ventilação dos ambientes e higiene das mãos.

    Fontes: Ministério da Saúde / CNN / Uol / Tua Saúde

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    Roger Campos

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  • O VENDEDOR FALECEU LOGO DEPOIS DE ASSINADA A ESCRITURA. O CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS PODE NEGAR O REGISTRO?

    O VENDEDOR FALECEU LOGO DEPOIS DE ASSINADA A ESCRITURA. O CARTÓRIO DE REGISTRO DE IMÓVEIS PODE NEGAR O REGISTRO?

    Comprador e Vendedor efetivamente assinam a ESCRITURA DEFINITIVA e logo depois ocorre o falecimento, por exemplo, do vendedor, sem ter ocorrido ainda a inscrição no Registro de Imóveis. Poderia o cartório negar o registro da venda e consequentemente, a transferência do imóvel?

    Investigando a resposta, é necessário recordar que a transferência de imóveis, na sistemática atual, se dá com o REGISTRO do TÍTULO no álbum imobiliário.

    Assim diz o Código Civil:
    “Art. 1.245. Transfere-se entre vivos a propriedade mediante o REGISTRO do título translativo no Registro de Imóveis.
    § 1 o Enquanto não se registrar o título translativo, o alienante continua a ser havido como dono do imóvel.
    (…)”.

    Não devemos nos esquecer também que, há no contrato de Compra e Venda direitos e obrigações das partes que vinculam inclusive os sucessores. Neste sentido, seria correto o Registrador Imobiliário negar o registro da Escritura DEFINITIVA, pronta e acabada, ciente do óbito do alienante (de quem vendeu)?

    Não nos parece que a melhor solução seria negar o registro da Escritura DEFINITIVA se efetivamente já houve o pagamento do preço, restando o título PERFEITO, pronto e acabado. Em que pese, de fato, a transferência ocorrer APENAS com o registro imobiliário, é preciso ter em mente que já houve, no caso, pagamento pelo do preço, reconhecimento de DIREITOS e DEVERES decorrentes da negociação – restando apenas o ônus da realização do registro para se operar a transferência e completar a transação. Enquanto não realizado o registro temos um direito PESSOAL, havendo direito REAL apenas com o REGISTRO PÚBLICO.

    A doutrina do ilustre Registrador LUIZ GUILHERME LOUREIRO (Registros Públicos – Teoria e Prática. 2021) esclarece:
    “(…) o registro não é uma obrigação, mas um ônus. (…) Nos negócios jurídicos entre vivos, aquele que obtém um título que lhe concede a propriedade ou um direito real sobre imóvel, tem que registrar este documento para que possa se tornar titular do direito real em questão (sistema de título e modo). Sem o registro ele apenas é titular de um direito pessoal, pois os direitos reais imobiliários apenas se constituem, se transferem, se modificam ou se extinguem pelo registro do título (art. 1.245, CC)”.

    Sem prejuízo, é preciso observar que a jurisprudência, por exemplo, do TJSP já sinalizou como correta a recusa do registro em caso semelhante, acolhendo o argumento de que com o falecimento, mesmo outorgada a definitiva, o imóvel ainda não transferido com o registro ainda pertenceria ao agora ESPÓLIO do vendedor:

    “TJSP. 0027608-11.2010.8.26.0361. J. em: 14/05/2013. ALVARÁ JUDICIAL. Escritura definitiva de venda e compra de imóvel. Falecimento de vendedores antes do registro imobiliário. Pretensão de autorização para registro independentemente de Inventário ou Arrolamento. INADMISSIBILIDADE. Imóvel é bem sujeito a inventário ou arrolamento, qualquer que seja seu valor, ainda que os vendedores não tenham herdeiros ou outros bens. (…) Procedimento inadequado. Carência bem reconhecida. Extinção sem resolução do mérito. Apelação desprovida”.

    De toda forma, com base na melhor doutrina, temos que a melhor solução é aquela que ilustramos inclusive com a jurisprudência do TJPR, pela possibilidade do REGISTRO:

    “TJPR. 0000610-21.2018.8.16.0129. J. em: 09/08/2018. REGISTROS PÚBLICOS. APELAÇÃO CÍVEL. DÚVIDA REGISTRAL. REGISTRO DE ESCRITURA PÚBLICA DE COMPRA E VENDA EM MATRÍCULA DE BEM IMÓVEL. ALIENANTE FALECIDO ENTRE A LAVRATURA DA ESCRITURA PÚBLICA E O SEU REGISTRO NA MATRÍCULA DO BEM IMÓVEL. ATO JURÍDICO PERFEITO. PRINCÍPIO DA OBRIGATORIEDADE DO REGISTRO. (…) 1. A escritura pública de compra e venda que preenche os requisitos exigidos à época de sua lavratura se consubstancia em ATO JURÍDICO PERFEITO. 2. O registro da escritura de compra e venda na matrícula do bem imóvel vendido não pode ser obstada pelo FALECIMENTO POSTERIOR DO VENDEDOR, eis que o princípio da continuidade dos registros públicos estabelece que a ordem cronológica dos fatos deverá se refletir no registro. 3. Recurso de apelação cível conhecido e, no mérito, provido” .

    Conclusão:
    No nosso entendimento, o Cartório de Registro de Imóveis NÃO poderá, neste caso, NEGAR O REGISTRO, por força do princípio da continuidade dos registros públicos.

    Então por hoje é só pessoal, na próxima semana teremos um novo artigo.

    Estejam todos com Jesus!!!

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    http://gabrielferreiraadvogado.page/

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG

    Atualmente cursando Especialização em “LEGAL TECH, DIREITO, INOVAÇÃO E STARTUPS” PELA PUC/MG.

    PÁGINA FACEBOOK: https://business.facebook.com/gabrielferreiraadvogado/?business_id=402297633659174&ref=bookmarks

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