Brasileiros invictos na terceira rodada e goleadas para os mandantes
Na terça-feira, alguns brasileiros entraram em campo e todos saíram com três pontos. O Atlético-MG fez 4 a 0 no Cerro Porteño no Mineirão, o Santos recebeu o The Strongest na Vila Belmiro por 5 a 0. Fora de casa, o Palmeiras fez 2 a 1 no Defensa y Justicia na Argentina e o Flamengo derrotou a LDU no Equador por 3 a 2.
O Racing Club e o São Paulo duelaram no Cilindro em Avellaneda. A partida acabou em 0 a 0. Já no Beira-Rio, o Internacional aplicou 6 a 1 no Olimpia. Para fechar a ida dos brasileiros na semana, o Junior de Barranquilla e o Fluminense empataram em 1 a 1 na Colômbia.
Ricardo Duarte/Internacional
Agência i7/Mineirão
Demais resultados:
Unión La Calera (CHI) 0x2 Vélez Sarsfield (ARG)
Barcelona (EQU) 1×0 Boca Juniors (ARG)
Independiente del Valle (EQU) 4×0 Universitario (PER)
Rentistas (URU) 0x0 Sporting Cristal (CHI)
Universidad Católica (CHI) 3×1 Nacional (URU)
Always Ready (BOL) 2×0 Deportivo Táchira (VEN)
Atlético Nacional (COL) 0x2 Argentinos Juniors (ARG)
Santa Fe (COL) 0x0 River Plate (ARG)
La Guaira (VEN) 0x0 América de Cali (COL)
Os grupos (pontuação):
GRUPO A – Palmeiras (9), Defensa y Justicia (4), Ind. del Valle (4) e Universitario (0);
GRUPO B – Inter (6), Always Ready (6), Olimpia (3) e Deportivo Táchira (3);
GRUPO C – Barcelona (9), Boca Juniors (6), Santos (3) e The Strongest (0);
GRUPO D – Fluminense (5), River Plate (5), Santa Fe (2) e Junior de Barranquilla (2);
GRUPO E – São Paulo (7), Racing (5), Rentistas (2) e Sporting Cristal (1);
GRUPO F – Argentinos Juniors (9), Atl. Nacional (4), Universidad Católica (3) e Nacional (1);
GRUPO G – Flamengo (9), LDU (4), Vélez Sarsfield (3) e Unión La Calera (1);
GRUPO H – Atético-MG (7), Cerro Porteño (4), La Guaira (3) e América de Cali (1).
Ivan Storti/Santos FC
GABRIEL LEMOS é graduando em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo UNIS e Colunista Esportivo.
Terça-feira de goleadas, brasileiros vencem, com exceção do Santos que se complica na competição
Os brasileiros tiveram uma semana de luxo na Libertadores. Na terça-feira o Atlético-MG derrotou o América de Cali no Mineirão, vencendo por 2 a 0, o Flamengo goleou o Unión La Calera do Chile no Rio de Janeiro por 4 a 1, o Internacional fez 4 a 0 no Deportivo Táchira no Beira-Rio e o Palmeiras fez 5 no Independiente del Valle. Nesse dia apenas o Santos jogou fora do país e perdeu por 2 a 0 para o Boca Juniors.
Foto: Ricardo Duarte/Internacional
Na quarta-feira, o Fluminense viajou até a Colômbia e fez 2 a 1 no Independiente Santa Fe. Para fechar a semana dos brasileiros, o São Paulo recebeu os uruguaios Rentistas e fez 2 a 0 no Morumbi.
Foi uma semana de recuperação para o Internacional, que perdeu na estreia, e para o Galo, que empatou o primeiro jogo. Outro que empatou na rodada 1 foi o Fluminense, mas o adversário era o temido River Plate.
Foto: Alexandre Vidal/Flamengo
Demais resultados:
LDU (EQU) 3×1 Vélez Sarsfield (ARG)
Cerro Porteño (PAR) 0x0 La Guaira (VEN)
Defensa y Justicia (ARG) 3×0 Universitario (PER)
Nacional (URU) 4×4 Atlético Nacional (COL)
River Plate (ARG) 2×1 Junior de Barranquilla (COL)
Barcelona (EQU) 4×0 The Strongest (BOL)
Olimpia (PAR) 2×1 Always Ready (BOL)
Racing (ARG) 2×1 Sporting Cristal (CHI)
Universidad Católica (CHI) 0x2 Argentinos Juniors (ARG)
Os grupos (pontuação):
GRUPO A – Palmeiras (6), Defensa y Justicia (4), Ind. del Valle (1) e Universitario (0);
GRUPO B – Inter (3), Always Ready (3), Olimpia (3) e Deportivo Táchira (3);
GRUPO C – Barcelona (6), Boca Juniors (6), Santos (0) e The Strongest (0);
GRUPO D – River Plate (4), Fluminense (4), Santa Fe (1) e Junior de Barranquilla (1);
GRUPO E – São Paulo (6), Racing (4), Rentistas (1) e Sporting Cristal (0);
GRUPO F – Argentinos Juniors (6), Atl. Nacional (4), Nacional (1) e Universidad Católica (0);
GRUPO G – Flamengo (6), LDU (4), Unión La Calera (1) e Vélez Sarsfield (0);
GRUPO H – Cerro Porteño (4), Atlético-MG (4), La Guaira (2) e América de Cali (0).
GABRIEL LEMOS é graduando em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo UNIS e Colunista Esportivo.
Santos e Inter perdem, Flu e Galo empatam, Palmeiras, São Paulo e Flamengo vencem
A fase de grupos da Copa Libertadores começou nessa semana. Na terça, quarta e quinta-feira os clubes sul-americanos entraram em campo pela primeira jornada de seus respectivos grupos. Dentre eles, os brasileiros Internacional, Santos, São Paulo, Flamengo, Atlético Mineiro, Palmeiras e Fluminense.
A terça-feira não começou bem para os brasileiros. O Inter e o Santos perderam seus jogos. O Colorado perdeu na Bolívia, em La Paz, por 2 a 0 para o Always Ready. O Peixe foi derrotado pelo Barcelona de Guayaquil na Vila Belmiro pelo mesmo placar. No segundo horário da noite, aí sim os brasileiros fizeram valer a superioridade técnica. O São Paulo fez 3 a 0 no Sporting Cristal no Peru e o Flamengo derrotou o Vélez Sarsfield na Argentina por 3 a 2.
Foto: Rubens Chiri/saopaulofc.net
Na quarta-feira, o Atlético Mineiro foi até a Venezuela e empatou em 1 a 1 com o La Guaira. Depois foi a vez do Palmeiras. O Verdão venceu o Universitario do Peru fora de casa por 3 a 2. E para fechar a semana dos brasileiros, o Fluminense recebeu o River Plate no Maracanã e empatou em 1 a 1.
Foto: Alexandre Vidal
Demais resultados:
Argentinos Juniors( ARG) 2×0 Nacional (URU)
Deportivo Táchira (VEN) 3×2 Olimpia (PAR)
The Strongest (BOL) 0x1 Boca Juniors (ARG)
Independiente del Valle (EQU) 1×1 Defensa y Justicia (ARG)
Rentistas (URU) 1×1 Racing (ARG)
América de Cali (COL) 0x2 Cerro Porteño (PAR)
Unión La Calera (CHI) 2×2 LDU (EQU)
Atlético Nacional (COL) 2×0 Universidad Católica (CHI)
Junior de Barranquilla (COL) 1×1 Santa Fe (COL)
Os grupos (pontuação):
GRUPO A – Palmeiras (3), Defensa y Justicia (1), Ind. del Valle (1) e Universitario (0);
GRUPO B – Always Ready (3), Deportivo Táchira (3), Olimpia (0) e Inter (0);
GRUPO C – Barcelona (3), Boca Juniors (3), The Strongest (0) e Santos (0);
GRUPO D – River Plate (1), Fluminense (1), Santa Fe (1) e Junior de Barranquilla (1);
GRUPO E – São Paulo (3), Racing (1), Rentistas (1) e Sporting Cristal (0);
GRUPO F – Argentinos Juniors (3), Atl. Nacional (3), Universidad Católica (0) e Nacional (0);
GRUPO G – Flamengo (3), LDU (1), Unión La Calera (1) e Vélez Sarsfield (0);
GRUPO H – Cerro Porteño (3), Atlético-MG (1), La Guaira (1) e América de Cali (0).
GABRIEL LEMOS é graduando em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pelo Grupo UNIS e Colunista Esportivo.
O Palmeiras conquistou a Copa Libertadores da América 2020 neste sábado, 30, ao bater o Santos por 1 a 0, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, na final única do torneio. Já nos acréscimos, Breno Lopes marcou para o time alviverde, que faturou o bicampeonato da principal competição da América do Sul – o primeiro aconteceu em 1999.
A decisão da Libertadores foi travada no primeiro tempo, tendo muitos passes errados e poucas chances criadas. Marinho, em chute cruzado, e Raphael Veiga, em batida para fora, foram que mais ameaçaram os goleiros, que pouco trabalharam. Já na etapa complementar, os times paulistas ousaram mais, com jogadas individuais e arremates de longa distância. Coube, então, a Breno Lopes, aposta do treinador Abel Ferreira, marcar nos acréscimos da partida.
O primeiro tempo foi muito truncado no Maracanã. Atuando sob forte calor e em clima de decisão, os jogadores de Palmeiras e Santos suaram a camisa e participaram das divididas com muita entrega e vontade. Ainda assim, a tensão dificultou que a qualidade dos times aparecessem. Prova disso é que a única chance clara de gol saiu dos pés de Raphael Veiga – o palmeirense recebeu dentro da área e chutou cruzado, mas para fora. Ainda assim, os goleiros Weverton e John praticamente não sujaram os uniformes na etapa inicial.
Já no segundo tempo, o confronto ficou mais aberto e interessante. Primeiro, Marinho levantou na área e Lucas Veríssimo ficou muito perto de marcar. Na sequência, Raphael Veiga bateu falta direto para o gol, tirando tinta do travessão do goleiro santista. Indefinido, o jogo passou a ter mais dribles, velocidade e individualidade. Pituca, por exemplo, soltou uma bomba para boa defesa de Weverton. O herói, no entanto, foi Breno Lopes! O atacante saiu do banco de reservas no fim e, já aos 53 do segundo, aproveitou escanteio de Rony para cabecear e marcar.
Pandemia
Apesar da proibição de público por conta da pandemia de coronavírus, a decisão contou com torcedores e dirigentes nas arquibancadas. Muitos deles não usaram máscaras e desrespeitaram o distanciamento social.
Mundial
Essa é a segunda vez na história que o Palmeiras se sagra campeão. Em 1999, o clube conquistou a taça sul-americana sob comando do técnico Luiz Felipe Scolari (Felipão) e com estrelas como o goleiro Marcos e o meia Alex.
Além disso, o Palmeiras garantiu presença no Mundial de Clubes, marcado para fevereiro, no Catar. A FIFA já divulgou a tabela e Palmeiras terá pela frente o Tigres, do México, ou Ulsan, da Coreia do Sul.
ALAN RUSCHEL ESTAVA NO VÔO QUE EM 2016 MATOU 71 PESSOAS; ONTEM COMEMOROU O TÍTULO PELA CHAPE!
A Chapecoense venceu o Confiança por 3 a 1 na noite de hoje (29), na Arena Condá, ultrapassou o América-MG de forma heroica e conquistou o título da Série B do Campeonato Brasileiro 2020. Em uma disputa acirrada na rodada final, o time catarinense ficou atrás na classificação por 95 minutos, mas virou a situação com gol de pênalti nos acréscimos e levantou a taça pelo saldo de gols.
Anselmo Ramon (2) e Perotti marcaram os gols do título. No outro jogo, o América-MG bateu o Avaí por 2 a 1 e viu pela TV, na beira do gramado, a Chape fazer o gol derradeiro que lhe tomou a taça das mãos. Além de Chape e do Coelho, o próximo Brasileirão também terá Cuiabá e Juventude.
A rodada final não poderia ser mais equilibrada. Com o acesso garantido, América-MG e Chape chegaram ao último jogo empatados em pontos (70 para cada), em vitórias (19) e até em saldo de gols (19), de modo que o time mineiro só era líder por ter marcado dois gols a mais ao longo da Série B. A briga foi tão acirrada que, em uma ou outra combinação de placares, o título seria decidido pelo número de cartões amarelos.
Mas não foi isso que aconteceu. A Chapecoense marcou um gol logo de cara e pulou na frente, mais ou menos ao mesmo tempo em que o Avaí perdeu um pênalti no Independência — Matheus Cavichioli acertou o canto e defendeu a cobrança de Alemão.
A equipe catarinense ficou quase cinco minutos na frente do América-MG, que logo em seguida também abriu o placar em seu jogo e reassumiu a liderança —recolocando a mão na taça. Mesmo em vantagem, o Coelho não se contentou e ampliou aos 22 minutos.
No intervalo dos dois jogos, a missão da Chape já era mais complicada do que no começo da rodada: precisava de dois gols para ser campeã, fossem seus próprios, fossem do rival Avaí ou até um de cada nas duas partidas.
Esta distância aumentou, quando o Confiança empatou na Arena Condá, voltou a dois gols quando o Avaí diminuiu para 2 a 1 no Independência, e caiu para um único gol quando Perotti se jogou na bola e marcou o segundo da Chape. Com os dois jogos em 2 a 1, foram dez minutos de loucura.
O Capitão Alan Ruschel sobreviveu ao acidente do vôo da Chape e agora levanta a taça de campeão da Série B!
Toda no ataque, a Chape cruzou bolas na área de todo jeito e apertou o Confiança até marcar o terceiro gol aos 41 minutos. A bela cavadinha de Perotti, porém, acabou anulada por impedimento — a posição não ficou tão clara nem mesmo no replay da transmissão de TV. Como na Série B não há VAR, a decisão do auxiliar foi mantida pelo árbitro Anderson Daronco.
Mas o gol não faria falta. Minutos depois, aos 49, o mesmo Daronco apitou pênalti de Madison em Bruno Silva. A esta altura, o jogo do América-MG já havia acabado, e o time inteiro via o desenrolar de seu destino em uma TV, à beira do gramado do Independência. Na Arena Condá, Anselmo Ramon foi frio como raramente se vê e, de cavadinha, fez da Chape campeã.
Retomada do evento escolar para a faixa de 12 a 14 anos vai proporcionar a disputa de 17 modalidades em sete dias de competições e aproveitará a estrutura dos Jogos Rio 2016
Um evento que vai reunir cerca de 7,5 mil crianças e adolescentes na faixa etária de 12 a 14 anos, para a disputa de 17 modalidades, e que servirá como seletiva em 10 delas para os Jogos Sul-Americanos Escolares. Essa é a configuração prevista para a retomada dos Jogos Escolares Brasileiros (Jeb’s), em 2021, no Rio de Janeiro. A organização será da Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), com suporte da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania. O evento terá duração de uma semana e será realizado entre setembro e outubro (a data precisa ainda será confirmada).
Para debater os requisitos técnicos das seletivas estaduais e chegar ao formato final do evento, a CBDE reuniu nesta quinta-feira (24.09), em Brasília (DF), secretários de esporte e gestores estaduais de todo o país. A abertura contou com a presença do secretário executivo do Ministério da Cidadania, Antônio José Barreto Júnior, do Secretário Especial do Esporte, Marcelo Magalhães, do secretário adjunto do órgão, André Alves, e da secretária nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social, Fabiola Molina, além do deputado federal, Eduardo Bolsonaro, e do presidente da CBDE, Antonio Hora Filho.
“A gente vive realmente um momento de transformação com a volta dos Jebs. É uma plataforma que estava abandonada desde 2004 e a gente sabe da relevância do esporte escolar na vida das crianças e dos cidadãos. Desde quando assumi a secretaria falei que a gente deveria inverter a base da pirâmide. Acho que com a volta dos Jebs a gente começa a pagar essa dívida. O esporte é o caminho porque transforma a vida da pessoa num piscar de olhos, num acender de luz”, afirmou o secretário especial do Esporte, Marcelo Magalhães.
“Nós trabalhamos firme no Ministério da Cidadania com programas especiais que fazem a conexão com o resgate do trabalho, do emprego, da cidadania, que de fato é o componente que vem junto com a educação, o esporte, o lazer, com as novas oportunidades. Não é a assistência social pela assistência social pura, mas como parte de um processo de resgate, e o esporte é peça-chave. Esperamos que a retomada dos Jogos possa fazer com que cada criança, cada novo atleta, faça sua conexão com a educação, com a sua transformação”, disse o secretário executivo do Ministério da Cidadania, Antônio Barreto Júnior.
“O Jeb’s tem tudo a ver com esse momento de resgate na política e me parece uma daquelas pautas suprapartidárias, acima de qualquer pensamento ideológico. Tem a ver com colocar o Brasil para frente com o que dá certo. Temos vários casos de atletas olímpicos que iniciaram sua caminhada no esporte escolar”, avaliou o deputado Eduardo Bolsonaro.
“É um momento importante e histórico. Quando o secretário Marcelo tomou posse, a forma como ele se expressou fez ressurgir em uma geração de desportistas a possibilidade de realizar o sonho de contribuir para as novas gerações de atletas olímpicos, mas muito mais do que isso. Nem todos no Jeb’s se tornarão ‘Fabiolas Molinas’, mas alguns serão deputados, presidentes, professores, garis. A gente não sabe o futuro, mas precisamos contribuir para a formação integral do indivíduo, precisamos fazer com que o esporte seja uma ferramenta decisiva na formação do caráter, da cidadania, do civismo. Isso era um sonho reprimido por muito tempo”, afirmou Antonio Hora Filho, presidente da CBDE. “Formulamos uma proposta de reativar os Jebs em 2021, inicialmente nessa faixa etária que é a porta de entrada do estudante para a vida esportiva. Tivemos grande acolhida no governo federal e estamos retomando um evento que historicamente foi a porta de entrada para nossas gerações olímpicas”.
Jogos do Legado
Segundo Hora Filho, a opção pelo Rio de Janeiro levou em conta fatores de logística, hospedagem, alimentação, transporte e estrutura esportiva. “Há um propósito simbólico ligado ao legado dos Jogos Rio 2016, ao Parque Olímpico. Fazer a competição lá fortalece o desporto escolar para as próximas gerações. E no Rio temos um cinturão de competição, alimentação, transporte e oito mil leitos de hospedagem num raio muito pequeno”, registrou Hora Filho.
Segundo ele, a CBDE vai arcar com todas as passagens de todos os atletas de todos os estados em todas as modalidades para o evento. “Nossa ideia é a democratização verdadeira do esporte no Brasil, uma política de igualdade de condições para os estados”, comentou o presidente da CBDE.
A organização prevê 180 horas de transmissão ao vivo dos eventos por streaming, um “envelopamento” profissional das arenas para que os pequenos atletas tenham de forma ampla a sensação de um megaevento e atividades culturais e de lazer em um dos dias de competição, para garantir uma experiência multifacetada de megaevento aos atletas.
Outros números elencados por Hora Filho ajudam a dar a dimensão superlativa da proposta: o evento vai exigir 1.350 técnicos e professores, 400 árbitros, 90 mil refeições, 45 ambulâncias, 459 delegados, 520 pessoas no comitê organizador, 200 mil copos de água. Na face esportiva propriamente dita, serão distribuídos 140 troféus e duas mil medalhas.
As dez modalidades em que os Jebs servirão como seletiva para o evento continental, que será realizado em Brasília no fim de 2021, são atletismo, atletismo paralímpico, basquete, futsal, handebol, judô, vôlei, natação, tênis de mesa e xadrez.
As outras sete previstas para compor o programa oficial dos Jeb’s são vôlei de praia, caratê, wrestling, ginástica (artística e rítmica), badminton, ciclismo e taekwondo. Além disso, a CBDE informou que pretende abrigar como esportes de demonstração modalidades como skate, escalada, dança, polo aquático e o curling, este último integrante dos Jogos Olímpicos de Inverno.
Desafio da abrangência
Secretária Nacional de Esporte, Educação, Lazer e Inclusão Social (Snelis), a ex-atleta olímpica da natação Fabiola Molina aproveitou a participação no evento para estreitar uma parceria com estados e municípios em torno do papel estratégico de cada unidade da federação na tarefa de ampliar o acesso dos estudantes às etapas locais dos Jogos Escolares.
Segundo levantamento apresentado pela secretária, 70% dos municípios costumam realizar eventos esportivos escolares, mas o recorte mais amplo indica que apenas 25% das instituições de ensino e só 10% dos alunos costumam participar.
Eterno camisa 10 da Argentina sofreu uma parada cardiorrespiratória em casa e não resistiu. Ele tinha acabado de completar 60 anos, em 30 de outubro
A Argentina parou. Morreu nesta quarta-feira (25) um dos maiores ídolos da história do país, Diego Armando Maradona, aos 60 anos. O advogado Matías Morla confirmou a perda do amigo e cliente. De acordo com jornal argentino Clarín, o ex-jogador teria sofrido uma parada cardiorrespiratória em casa e não resistiu.
No começo deste mês, o eterno camisa 10 argentino passou por uma cirurgia para retirada de um coagulo no cérebro e ficou internado por dez dias. Durante o período de internação, ele teve crises de abstinência devido ao vício em medicamentos e bebida.
Grande craque do futebol, ficou famoso por sua genialidade dentro de campo e sua personalidade expansiva e controvertida fora dele.
Craque da Copa 1986
O momento mais importante da carreira de Maradona ocorreu em 1986, quando ele foi determinante para a conquista da Copa do Mundo daquele ano pela Argentina. Realizado no México, o Mundial serviu para Maradona chegar a ser comparado a Pelé, tamanha a grandiosidade de sua performance.
Naquele Mundial, Maradona fez cinco gols. Todos diferenciados. Num deles, conhecido como “a mão de Deus”, utilizou a malícia para enganar o árbitro tunisiano Ali Bennaceur, dando um leve soco na bola ao disputar pelo alto com o goleiro Peter Shilton, nas quartas contra a Inglaterra.
No outro, foi genial, marcando um gol antológico após driblar seis adversários, entre eles o mesmo Shilton desde antes do meio de campo.
Na final, deu um passe preciso para Burruchaga marcar o gol da vitória por 3 a 2 sobre a Alemanha. A atuação de Maradona ganhou nota 10 da revista italiana Guerin Sportivo, na única vez que a publicação deu nota máxima a um jogador.
Início da carreira
Nascido em Lanús, em 30 de outubro de 1960, Maradona, desde os nove anos se destacava nas peladas de rua na periferia de Buenos Aires. Jogava também pela equipe “Los Cebollitas”.
Foi apresentado ao treinador, Francis Cornejo, das categorias de base do Argentinos Juniors e encantou pelo repertório de seu futebol, com uma canhota habilidosa, controle de bola e chutes precisos, acima da média para a sua idade.
O treinador teve de convencer os pais de Maradona, Dalma Salvadora Franco, e Diego Maradona, a aceitarem que o menino passasse a treinar no clube.
Depois que ele começou, sua carreira deslanchou de forma rápida, com multidões se acumulando no pequeno estádio (hoje chamado Diego Armando Maradona) para ver a revelação jogar. Maradona tinha outros sete irmãos: Hugo (que também foi jogador), Raúl, Rita, Maria Rosa, Ana Maria e Cláudia.
No time de coração
Atuou entre 1976 e 1981 no Argentinos, tendo marcado 149 gols em 166 jogos. Em 1981 foi emprestado ao Boca, que sempre foi seu clube de coração. Naquele ano ganhou seu único título pelo clube, o do Campeonato Metropolitano, terminando como destaque e artilheiro, com 17 gols.
Àquela altura, já havia sido convocado para a seleção argentina, aos dezessete anos. Mas com 19, defendeu a seleção sub-20 (antes chamada de juniores) e conduziu o time ao título mundial da categoria, na Rússia (então União Soviética), em 1979. Uma grande frustração foi não ter sido convocado pelo técnico Cesar Menotti para a Copa do Mundo de 1978.
Barcelona e Napoli
Em uma excursão do Boca Juniors pela Europa, passou a despertar interesse em clubes do continente, tendo se transferido em 1982 para o Barcelona, onde teve grandes atuações. Mas, por sua personalidade irreverente, permaneceu por menos de dois anos, mesmo tendo conquistado o Espanhol e a Copa do Rei em 1983, além da Supercopa da Espanha em 1984.
Como se fosse algo predestinado, se transferiu para o Napoli, um clube que nunca havia conquistado títulos nacionais, e fez a equipe se tornar a maior da Itália naquele período.
Graças às suas atuações, o Napoli ganhou seu primeiro Campeonato Italiano em 1987, repetindo a dose em 1990. Pelo Napoli, Maradona ainda foi campeão da Copa da Itália, em 1987; da Copa da Uefa, em 1989 e da Supercopa da Itália, em 1990.
Polêmicas
Polêmico, ardoroso defensor de causas da esquerda, ele se desentendeu com dirigentes, como o então presidente da Fifa, Joseph Blatter, a quem cumprimentou com frieza ao receber a premiação pela segunda colocação da Argentina na Copa de 1990. Na ocasião, Maradona estava aos prantos, mostrando toda a devoção que tinha pela camisa de seu país.
Maradona disputou ainda a Copa de 1994, aos 34 anos e, tendo iniciado bem a competição, com um golaço contra a Grécia, acabou sendo suspenso quando foi flagrado em um teste de doping, que teria detectado efedrina, norefedrina, pseudoefedrina, norpseudoefedrina e metaefedrina – estão presentes em descongestionantes nasais – antes do segundo jogo, contra a Nigéria.
Ele jurou nunca ter se dopado e garantiu que foi vítima de uma cilada para arranhar sua imagem e impedir o título argentino.
Maradona permaneceu no Napoli até 1991. Sua saída teve também relação com um certo desgaste ocorrido em função dele ter se irritado na Copa do Mundo na Itália, quando a seleção argentina foi vaiada durante o hino.
Decadência
Do Napoli, se transferiu para o Sevilla, já em um período de decadência futebolística. Ficou na equipe espanhola de 1992 a 1993, tendo participado de um amistoso contra o São Paulo no Morumbi, no qual previu que Cafu, em início de carreira, iria longe no futebol.
Depois do Sevilla, voltou para o futebol argentino, tendo atuado no Newell´s Old Boys entre 1993 e 1994 e depois no Boca Juniors, entre 1995 e 1997, ano em que se despediu com um jogo festivo em La Bombonera.
Maradona treinador
Maradona, depois, se aventurou na carreira de treinador. Fez um bom trabalho comandando a seleção argentina entre 2008 e 2010, tendo dado apoio nos primeiros anos de Messi, considerado seu sucessor, na seleção.
Mas deixou o cargo contrariado, após a eliminação na Copa do Mundo de 2010, nas quartas de final, reclamando do tratamento recebido de dirigentes. Trabalhou ainda como técnico do Textil Mandiyú (1994); Racing (1995); Al Wasl (Emirados Árabes, 2011 e 2012);
Al-Fujairah (Emirados Árabes, 2017 e 2018) e Dorados de Sinaloa, México, em 2018. Atualmente era o treinador do Gimnasia e Esgrima, na Argentina.
Pelé e Maradona.
Vida pessoal
Maradona ficou casado com Claudia Villafañe, de 1984 a 2003, com quem teve as filhas Dalma e Giannina. Após um período de relutância, ele assumiu a paternidade de Diego Junior, filho de um relacionamento dele com a italiana Cristiana Sinagra, ocorrido quando o craque jogava no Napoli.
Jana é fruto de sua relação com Valeria Sabalain. Diego Fernando é um dos outros filhos, tido em relacionamento com Veronica Ojeda, que durou oito anos. No fim de 2018, Maradona terminou sua relação com Rocio Oliva, cuja duração foi de cerca de seis anos.
E em março de 2019, seu advogado Matías Morla, anunciou que Maradona era pai de outros três filhos em Cuba, onde passou períodos em tratamentos contra o vício em drogas.
Inferno das drogas
Tal dependência foi algo que assolou a fase final da carreira do jogador. O uso de drogas, principalmente cocaína, se iniciou provavelmente durante sua passagem pelo Napoli, quando a idolatria subiu a patamares muito altos e ele teve dificuldades de lidar com sua condição humana.
A decisão de abandonar definitivamente a carreira ocorreu após novo teste ter detectado uso de cocaína. Ele teve de passar por algumas internações e idas ao hospital, muitas delas em função de problemas causados pelo vício.
Naqueles momentos, o povo argentino se mobilizava para rezar por seu ídolo. Desta vez, não houve sucesso. O homem Maradona se foi deste mundo. Mas o mito, ficará para sempre.
Conheci o herói brasileiro das pistas no ano de 1993 – apenas um ano antes de sua morte. Certamente, pela minha tenra idade à época dos seus três títulos mundiais, eu me interessasse muito mais pela Corrida Maluca de Hanna & Barbera do que por Fórmula 1. Devo a minha aproximação a esse gênio das pistas a um vizinho que tinha por aqueles idos dos anos noventa. Fazia pouco tempo que eu morava onde ainda resido e um rapaz e uma moça, recém casados, vieram morar nesta vizinhança também. Ele era fã-incondicional de Ayrton Senna e, de uma feita, numa manhã ensolarada de domingo, sua esposa, que já se tornara amiga de minha mãe, veio perguntar-lhe, em nome do marido, se minha mãe o deixaria assistir as corridas de Fórmula 1 em nossa televisão (preto e branco!), pois eles ainda não tinham uma. Sim! A vida era muito mais difícil 30 anos atrás! Minha mãe generosamente atendeu ao pedido da jovem moça e pouco depois o rapaz chegava à minha casa meio acanhado e eu, meio intrigado com a chegada do estranho que me atrapalharia a ver meus desenhos e o Chaves nas manhãs de domingo no SBT. Como era de costume (e aqueles eram bons costumes!), minha mãe me ordenou que “fizesse sala para a visita” e pediu licença ao rapaz enquanto voltava à cozinha para terminar o almoço.
A corrida começou. Volta e meia o rapaz trocava algumas palavras comigo e eu, como não tinha alternativa, tentava entender as regras daquele esporte chato onde carros ficavam contornando sem parar um circuito cheio de curvas. Às vezes, um ou outro se colidiam, “passavam” uns pelos outros e o narrador se exaltava e gritava o nome de um ou outro piloto. Parecia que ninguém fazia ponto nesse esporte e, obviamente, não tinha “gol”. Era enfadonho!
Não me lembro se Senna ganhou aquela primeira corrida que meu vizinho veio assistir em minha casa. Contudo, a cada duas semanas ele vinha assistir a corrida e eu, lhe fazia sala – ordens de minha mãe – e fui, aos poucos, tomando gosto pelas corridas e pela emoção do narrador ao comemorar as vitórias de Senna.
Naquele ano de 1993, eu assisti tudo o que pude na TV sobre Fórmula 1 e Ayrton Senna. Nas “corridas de bicicleta” depois da escola com os amigos da rua, eu queria ser Senna, embora sempre perdesse, ao contrário do campeão das pistas mundo afora. Naquele ano de 1993, Senna não ganhava mais com a frequência de anos anteriores. Seu carro era muito inferior ao de seus adversários diretos, como o de seu arquirrival Alain Prost, que se tornaria tetracampeão mundial naquele mesmo ano. Todavia, em várias corridas, Senna fez mágica com um carro que deixava muito a desejar para um candidato ao título mundial. O ano de 1993, para Senna, foi o ano em que ele, diversas vezes, provou suas habilidades quase sobre-humanas ao conduzir um carro de Fórmula 1, como na célebre corrida de Donington Park, Inglaterra, quando ultrapassou quatro pilotos, sob chuva, ainda na primeira volta e ganhou de ponta a ponta com esse carro extremamente limitado para o porte de um piloto como ele que almejava o tetracampeonato mundial.
Mas o que tornava Senna tão especial para nós brasileiros e cativava até garotos de 11 anos como eu à época?
Senna entrou de vez para o cenário da Fórmula 1 quando ganhou sua primeira corrida no Estoril, Portugal, em 1985, no ano do fim do regime militar, mas o auge de sua carreira se deu em momentos talvez ainda mais conturbados para o país. Seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 aconteceu no ano da Constituinte, em 1988, e ele emendou, a partir dali uma carreira curta e estelar, durante os anos tumultuados da hiperinflação, dos escândalos do governo Collor, seus planos econômicos desastrosos e seu impeachment. Some-se a isso os insucessos seguidos do nosso maior orgulho no esporte, a seleção canarinho. Dizem que naqueles tempos, ainda se vivia na pele o trauma da tragédia do Sarriá frente à Itália, em 1982. Então, de repente, nesse cenário desalentador e com poucas perspectivas de um futuro menos tétrico em todos os sentidos, surgiu um jovem rapaz paulistano que pilotava um carro de corrida de maneira magistral e levava o nome do Brasil altivamente aos quatro cantos do mundo, encantando plateias por onde passava. Senna devolvera-nos o orgulho de ser brasileiro. Representava-nos na arena esportiva e fora dela, defendendo, por exemplo, uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos brasileiros a partir da Educação. Ao contrário de muitos “atletas” da atualidade que só se preocupam em fazer caras e bocas em redes sociais, Senna tinha uma postura profissional ímpar e um desejo de vitória inigualável, o que o levou a incontáveis feitos, mesmo quando todas as circunstâncias lhe eram totalmente desfavoráveis e sempre, em todas essas situações, ressalte-se, fazia questão de enaltecer o fato de ser brasileiro, o que lhe rendeu a alcunha de Ayrton Senna do Brasil. Víamos, portanto, em Senna, um arquétipo do que gostaríamos de ser enquanto nação, pois ele vinha “de baixo”, de um país não levado à sério e relegado à condição de terceiro mundo no cenário internacional, teve muitas vezes mil e um obstáculos a impedir o seu progresso, mas se impunha frente a ingleses, franceses, americanos e – por puro mérito do seu profissionalismo e trabalho árduo – alcançava a vitória, ganhando o respeito e admiração até mesmo de seus mais ferrenhos adversários. Em suma, Senna era uma amálgama do inconsciente coletivo do Brasil.
Nosso ás do asfalto foi vice-campeão do mundo ao final da temporada de 1993, vencendo sua última corrida em Adelaide, na Austrália, no dia 07 de novembro daquele ano. Um mês mais tarde, ele deixava a equipe McLaren, onde obteve a maioria de suas vitórias e os seus três títulos mundiais, e assinava contrato com a Williams, que tinha o melhor carro da época. O francês Alain Prost, então piloto da Williams e arquirrival de Senna, deixava a equipe por não querer trabalhar novamente lado a lado com seu desafeto. Quando vi a notícia na TV, exultei de alegria e lembro de dizer à minha mãe: “ano que vem (1994) ninguém ganha do Senna. Será tetra! O melhor piloto no melhor carro.” Infelizmente, o meu vaticínio não se cumpriria, como todos sabemos. Mas não quero terminar este artigo de forma fúnebre. Quero terminá-lo relembrando as façanhas do nosso herói das pistas e evocando a esperança que ele tinha de dias melhores para o nosso Brasil. Que tenhamos a força, a garra e a determinação de Senna, enquanto ele desfilava pelas pistas do mundo, para superarmos todos os problemas do presente e que voltemos às suas memórias, memórias de um eterno herói nacional, como fonte de inspiração.
26 anos depois, Conexão traz detalhes daquela tragédia que enlutou todo país em 1º de Maio de 1994. As principais causas da morte do piloto brasileiro – e as consequências que mudaram a Fórmula 1 para sempre
Uma batida violenta, na sétima volta do GP de San Marino, na Itália, em 1994, tirou a vida do tricampeão mundial de F-1. Era a terceira etapa de uma temporada que não ia nada bem para Senna. Ele ainda não havia conquistado pontos no campeonato e via um novato, Michael Schumacher, disparar com duas vitórias (o alemão viria a conquistar seu primeiro título naquela temporada).
Ayrton passou os dois anos anteriores comendo poeira dos carros da Williams e, justo quando se transferiu para a equipe com o melhor veículo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) proibiu as tecnologias que davam vantagem à escuderia azul e branca.
O fim de semana do GP, disputado no circuito de Ímola, já estava carregado por causa de um acidente grave de Rubens Barrichello, nos treinos de sexta-feira, e da morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado. No domingo, 1º de maio, foi a vez de Senna.
SANGUE NO ASFALTO
A pista de Ímola tinha muitas ondulações. Os carros de F-1 precisam “grudar” no asfalto e, numa superfície irregular, ficam instáveis e sujeitos a derrapar. Para complicar a situação, os veículos da Williams estavam difíceis de guiar, já que a equipe ainda estava se adaptando à proibição do uso do sistema de suspensão eletrônica.
CURVA DA MORTE
A Tamburello já havia sido palco de acidentes. Em 1987, Nelson Piquet bateu no mesmo ponto a 280 km/h por causa de um pneu furado. Dois anos depois, Gerhard Berger, amigo de Senna, bateu e incendiou sua Ferrari no muro da curva. Após o acidente de Senna, a curva virou uma inofensiva chicane – sequência de curvas de baixa velocidade.
RODA MURCHA
Uma teoria culpa os pneus. Na primeira volta da corrida, os pilotos tiveram de dirigir devagar por causa de um acidente. Com isso, os pneus esfriaram e perderam 25% da pressão. O carro ficou 5 mm mais baixo, o que pode ter desestabilizado a aerodinâmica. Isso teria causado a perda de aderência da Williams com a pista.
FORA DE CONTROLE
A explicação mais famosa é a de que a coluna de direção, que liga o volante às rodas da frente, quebrou. Senna pediu aos engenheiros que aumentassem o tamanho da peça em 1,8 cm para que o volante ficasse mais próximo dele. Segundo a Justiça italiana, a solda de um pedaço extra de metal teria sido mal feita e causado a quebra da coluna.
A última vez em que Senna testou seu carro, o mesmo do acidente fatal.
(SEM) FIO DA MEADA
Os sistemas eletrônicos do carro enviam dados de performance a computadores da equipe. É a chamada telemetria. No caso de Senna, os dados revelam que havia força sendo aplicada na coluna de direção, o que provaria que ela não quebrou antes do impacto. Também dá para saber que o piloto acionou freios e soltou o acelerador.
IMPACTO PROFUNDO
O carro não estava tão rápido (216 km/h) e a batida não foi frontal – pilotos já escaparam com vida de acidentes mais violentos. A falta de sorte foi que, na batida, a roda direita ficou prensada entre o muro e o carro. Isso causou a quebra do braço da suspensão, que entrou pela viseira do capacete, perfurou o crânio e atingiu o cérebro. Além do crânio perfurado, não havia outra lesão no corpo de Senna: nenhum osso quebrado ou hematomas.
À ESPERA DE UM MILAGRE
Os bombeiros chegaram 20 segundos após o acidente, mas não tinham o que fazer, já que não houve incêndio. A ambulância levou dois minutos para chegar ao local do acidente – tempo demorado na opinião de especialistas em segurança de corridas. Já fora do carro, Senna teve o pescoço cortado para poder respirar (traqueostomia). Após mais 15 minutos, um helicóptero levou o piloto ao hospital Maggiore, em Bolonha. Ele morreu 40 minutos após ser internado.
Brasil parou durante o velório do herói nacional Ayrton Senna.
Resultados da tragédia
Acidente tornou a F-1 mais segura
A Justiça italiana investigou o caso até 1997. Membros da equipe Williams, incluindo o dono, Frank Williams, foram julgados e absolvidos. O jornalista Flavio Gomes, especializado em automobilismo, explica: “Não há culpados no sentido de alguém ter sido negligente ou descuidado”. Pelo menos, houve uma boa consequência: a segurança aumentou. Hoje, as rodas são “amarradas” ao carro para não voarem, há reforços nas laterais e uma comissão de segurança da F-1.
O foto mais emblemática do fim de uma lenda. Minutos antes de entrar em seu carro, naquele fatídico dia, Senna olha para sua Williams visivelmente triste, parece estar prevendo o que lhe aconteceria naquela manhã de domingo. Com as mãos sobre o aerofólio, Ayrton parece se despedir das pistas, da vida…
Fontes: Flavio Gomes, jornalista da FOX Sports e do site Warm Up / Livro The Death of Ayrton Senna, de Richard Williams / documentário Seismic Seconds: The Death of Ayrton Senna, da National Geographic / The Guardian / Super Interessante / Terra Brasil / Abril.com / The Independent / BBC / VEJA / FastCompany
Foi no sufoco, com emoção, mas o Cruzeiro eliminou o Boa Esporte e avançou à terceira fase da Copa do Brasil. Após empate por 1 a 1 no tempo normal no estádio Municipal de Varginha, a Raposa venceu por 5 a 4 nas penalidades e garantiu vaga para enfrentar o CRB, já a partir da próxima semana.
Destaque para o goleiro Fábio, que pegou uma cobrança, e para o meia Maurício, responsável pela penalidade decisiva no triunfo cruzeirense.
Com a classificação, o Cruzeiro garantiu vaga na terceira fase. Independentemente do resultado diante do CRB, o clube terá direito a R$ 1,5 milhão de premiação da CBF. O valor corresponde a mais da metade da atual folha salarial do Cruzeiro.
No mês passado, o clube afirmou que os vencimentos do elenco eram de cerca de R$ 2,2 milhões, mas o valor aumentou com as chegadas Jean, Marllon e Ramón. A expectativa é de que na Série B a folha gire em torno dos R$ 3 milhões.
As duas equipes voltam a campo no fim de semana em compromissos pela 8ª rodada do Campeonato Mineiro. No sábado, às 19h (de Brasília), o Cruzeiro tem o clássico contra o Atlético, no Mineirão, com mando alvinegro. No domingo, às 16h, o Boa visita o América, no Independência.
Áudios da torre de controle indicam que aeronave estava em condições especiais, com baixa visibilidade e voando a pouco menos de 500 metros de altitude
Um voo baixo, em condições difíceis e com pouca visibilidade. O helicóptero em que estava Kobe Bryant, que acabou colidindo e matando o ex-astro da NBA, sua filha e outras sete pessoas, perdeu contato com a torre de controle enquanto voava a menos de 500 metros de altitude. Agora, o foco da investigação inicial para descobrir a causa do acidente é entender as condições do nevoeiro em Calabansas, onde ocorreu a queda.
Os investigadores do Comitê Nacional de Segurança do Transporte (NTSB, em inglês) iniciaram o trabalho ouvindo testemunhas oculares do acidente, buscando entender os motivos. Há um consenso que havia muita neblina no local de voo e, por isso, uma necessidade de entender a névoa para que se chegue à uma conclusão do ocorrido.
– Não parecia que estava certo, estava muito lento. Eu vi (a aeronave) caindo e chacoalhando. Mas, era difícil de entender porque estava com muita neblina. O helicóptero sumiu numa nuvem e então teve um “boom”. Vi uma grande bola de fogo. Ninguém poderia sobreviver àquilo – disse uma das testemunhas ouvidas pelo jornal “Los Angeles Times”.
Para se ter ideia, ainda segundo o jornal de Los Angeles, a névoa era tamanha que o Departamento de Polícia da cidade manteve seus helicópteros em solo, sem voos naquela manhã, por conta do forte nevoeiro na região.
– A situação climática não atendia os padrões mínimos para voo. O departamento exige um mínimo de duas milhas (3,2 km) de visibilidade e um teto de nuvens de 800 pés (240 metros) para voar – afirmou o porta-voz do departamento de polícia Josh Rubenstei.
Áudios divulgados nesta segunda-feira mostram a comunicação do helicóptero com as torres de controle em Los Angeles. No último contato feito pelo piloto, no momento em que sobrevoava sobre Calabasas, a aeronave voava em condições visual especial a 1.500 pés (450 metros).
O brasileiro Oscar Schmidt, craque da Seleção Brasileira, é o maior ídolo de Kobe Bryant.
O contato via rádio foi perdido logo que o controle foi repassado da torre de Van Nuys para a Socal Approach (radar do terminal Southern California). Como voava em altitude abaixo do normal, as ondas de rádio ficam mais difíceis de se propagarem e, com isso, pode ter havido um corte na comunicação. A última mensagem informa que o N72EX (código da aeronave) estava em altitude abaixo do ideal para aquela área.
Na sequência, o helicóptero some do radar, indicando que possivelmente colidiu com um terreno na região de Calabasas.
Assassino de Eliza Samúdio está tentando voltar ao futebol após cumprir parte da pena.
O Fluminense de Feira, clube de Feira de Santana (BA), desistiu nesta terça-feira da contratação do goleiro Bruno, que cumpre pena em regime semiaberto pelo assassinato e ocultação de cadáver da modelo Eliza Samudio, em 2010. De acordo com o presidente do clube, a repercussão negativa da possibilidade de acertar com o atleta fez ele desistir da negociação.
Durante entrevista coletiva dada nesta terça-feira, Ewerton Carneiro, presidente do time baiano, contou que recebeu diversas críticas nas redes sociais pela negociação. “Esses dias foram de muita confusão para mim, para a diretoria, para o Fluminense de Feira, para o povo de Feira, para a minha família. A gente viu pessoas entrando na rede social, uns favoráveis, outros contra, inclusive falei ontem (segunda) com Bruno, conversei com ele. E eu ouvi ontem também a imprensa de Feira, as pessoas nas ruas, procurei me basear também juridicamente do que poderia trazer negativamente ou positivamente para o Fluminense”, explicou.
“No dia de hoje (terça-feira), depois da matéria que foi rodada ontem (segunda), repercutiu muito, muito, muito, muito, muito na Bahia, qual é a nossa conclusão quanto a Bruno? Nossa conclusão é que eu entendo que estamos em uma administração nova e não queremos polemizar. Muito pelo contrário. Nós queremos resgatar aquelas pessoas que iam para o estádio para que voltem ao estádio. Essa é a nossa preocupação, de trazer os torcedores de volta para o clube”, completou.
Carneiro explicou que antes do anúncio da desistência, entrou em contato com o empresário do goleiro para explicar os seus motivos. “Eu disse para ele: Ainda que o jurídico me deu um parecer que ele vai chegar com oito a 10 dias, eu quero dizer que o Fluminense está desistindo da contratação do mesmo devido à manifestação popular. Foi um apelo da torcida, foi um apelo do povo, então só quem não ouve o povo é porque é maluco”, contou o dirigente, que também é conhecido como Pastor Tom.
Algo que aumentou a pressão sobre o Fluminense de Feira foi um comentário feito na segunda-feira pela repórter Jéssica Senra, apresentadora de um telejornal na Bahia. Dentre outras coisas, ela criticou que Bruno volte a atuar profissionalmente.
Pastor, o presidente do Fluminense admitiu que viveu um dilema religioso com a possível contratação do jogador. “Olha que eu não estou aqui para julgar. A Bíblia é muito clara. Deus, numa parábola, ele fala: quem não tenha pecado que lance a primeira pedra. E todos que estavam ali saíram e se mandaram. Eu, como um pastor evangélico, tenho que lutar para ressocializar as pessoas, para que aquela pessoa venha a ser transformada. Como homem de Deus eu vou continuar fazendo isso, mas o apelo da torcida e da sociedade foi mais importante”, disse.