Categoria: Policial

  • TREM FANTASMA: Justiça condena envolvidos em esquema que teria desviado recursos públicos em Três Pontas; penas passam de 65 anos de prisão

    TREM FANTASMA: Justiça condena envolvidos em esquema que teria desviado recursos públicos em Três Pontas; penas passam de 65 anos de prisão

    DEFESA CONTESTA DECISÃO: “A JUSTIÇA PRECISA EXPLICAR PONTOS CONTRADITÓRIOS E OMISSOS!”

    Uma das investigações mais impactantes da história recente de Três Pontas acaba de ganhar um novo e decisivo capítulo. Após anos de apuração, perícias, denúncias, prisões, recursos e intensa movimentação judicial, a Justiça condenou seis pessoas apontadas pelo Ministério Público de Minas Gerais como integrantes de um esquema que teria desviado recursos públicos da Prefeitura Municipal por meio de contratos relacionados à aquisição de peças automotivas.

    A decisão judicial, resultado das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), reconheceu a prática de crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Somadas, as condenações ultrapassam 65 anos de prisão, além de centenas de dias-multa e indenizações ao município.

    A OPERAÇÃO

    O caso ficou conhecido como Operação Trem Fantasma, nome que remete à principal suspeita levantada pelas investigações: a existência de compras e registros de fornecimento de peças automotivas que, segundo a acusação, nunca teriam chegado aos veículos e máquinas da Prefeitura.

    Segundo o Ministério Público, o esquema funcionava através da emissão de documentos que indicavam a entrega de peças e insumos para veículos da frota municipal, embora diversos desses veículos estivessem sucateados, parados ou até mesmo sem condições de utilização. Em alguns casos, as investigações apontaram que veículos fora de circulação teriam recebido formalmente peças, combustíveis e serviços que jamais foram comprovados fisicamente.

    As suspeitas começaram a ganhar força em 2018, após denúncias que chegaram ao Ministério Público. O estado de conservação de veículos públicos e inconsistências em registros administrativos despertaram a atenção dos investigadores, que passaram a cruzar informações, documentos, notas fiscais e relatórios internos.

    O resultado foi uma das maiores operações de combate à corrupção já realizadas em Três Pontas.

    O QUE SIGNIFICAM OS CRIMES APONTADOS PELA JUSTIÇA?

    Embora os termos jurídicos possam parecer complexos, o entendimento é relativamente simples.

    Organização criminosa

    A Justiça entendeu que existia uma associação estruturada entre pessoas com funções definidas para a prática de crimes.

    Em linguagem popular, significa que não se tratava de uma ação isolada de uma única pessoa, mas de um grupo que atuava de forma organizada e coordenada.

    Peculato

    É um dos crimes mais graves praticados contra a administração pública.

    Ocorre quando um servidor público ou alguém ligado ao poder público se apropria ou desvia dinheiro, bens ou recursos que deveriam ser utilizados em benefício da população.

    Em outras palavras, trata-se do uso indevido do dinheiro que pertence aos contribuintes.

    Embaraço às investigações

    Esse crime ocorre quando alguém dificulta, atrapalha ou tenta impedir o trabalho da Justiça, da Polícia ou do Ministério Público.

    Pode envolver ocultação de informações, destruição de provas, omissão deliberada ou qualquer atitude destinada a dificultar a descoberta da verdade.

    QUEM FOI CONDENADO?

    A sentença determinou penas severas para quatro dos réus, que deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado.

    _ José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, foi condenado a 16 anos, 3 meses e 10 dias de prisão, além de 70 dias-multa.

    _ Roberto Barros de Andrade, ex-secretário municipal da Fazenda, recebeu pena de 17 anos de reclusão e 63 dias-multa.

    _ César de Oliveira Pelegrini foi condenado a 10 anos e 5 meses de prisão, além de 45 dias-multa.

    _ Ronan Penido Reis recebeu pena de 11 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, além de 34 dias-multa.

    Já Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva foram condenados pelo crime de embaraço às investigações, recebendo penas de 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto, além de 17 dias-multa cada.

    Além das penas criminais, José Gileno, Roberto Andrade, César Pelegrini e Ronan Penido foram condenados solidariamente ao pagamento de indenização ao município.

    Roberto Andrade também já teve seu nome envolvido em questões policiais por conta de diversas investigações envolvendo irregularidades em postos de combustíveis. 

    Na ocasião, uma grande operação de fiscalização foi deflagrada na manhã de 05 de agosto de 2025, em Três Pontas, tendo como alvo alguns postos de combustíveis. O trabalho conjunto contou com a participação de diversos órgãos, como a Polícia Civil, Polícia Militar, Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Corpo de Bombeiros e o Procon Municipal. O intuito foi constatar possíveis irregularidades na comercialização de combustíveis.

    Diversas viaturas fizeram o famoso “fecha” num posto localizado na Praça Teodósio Bandeira, no Centro de Três Pontas. E ali, de acordo com as informações que o Conexão Três Pontas obteve junto às autoridades e órgãos envolvidos, teriam sido constatadas diversas irregularidades, como:

    _ combustível adulterado;
    _ fraude na quantidade de combustível em relação ao que se pagava e ao que entrava no tanque;
    _ mistura dos componentes do combustível fora do percentual exigido por lei;
    _ problemas com a documentação legal;
    _ utilização de um tanque de armazenamento de combustível fora dos padrões e exigências.

    O grupo também esteve fiscalizando, até o fechamento desta reportagem, outro posto de combustível do mesmo proprietário, esse localizado na Avenida Oswaldo Cruz, início com a Avenida Nilson José Vilela.

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    MAIS DE MEIO MILHÃO DE REAIS DE INDENIZAÇÃO AO MUNICÍPIO

    O valor estabelecido pela Justiça inclui R$ 8.920,92 referentes aos danos materiais identificados no processo e mais R$ 500 mil por danos morais coletivos causados à sociedade.

    O CASO VOLTOU A GANHAR FORÇA EM 2026

    Mesmo após anos de tramitação, a Operação Trem Fantasma voltou ao centro das atenções em março deste ano.

    Na ocasião, dois investigados foram presos preventivamente após o Ministério Público sustentar que eles estariam adotando medidas para retardar o andamento do processo.

    Segundo a acusação, ambos deixaram de apresentar alegações finais durante longo período, o que poderia comprometer o andamento da ação.

    O Ministério Público entendeu que haveria uma tentativa de provocar a chamada prescrição — situação em que o Estado perde o prazo legal para aplicar eventual punição.

    Com base nesse entendimento, a Justiça decretou as prisões preventivas.

    Dias depois, entretanto, os investigados foram colocados em liberdade após apresentarem as alegações pendentes.

    INSATISFAÇÃO DA DEFESA

    A defesa contestou duramente a interpretação do Ministério Público e negou qualquer tentativa de manobra processual.

    Os advogados afirmaram que apenas exerciam direitos garantidos pela Constituição e que jamais buscaram impedir ou atrasar a atuação da Justiça.

    DEFESA AINDA PODE RECORRER

    A sentença não representa o encerramento definitivo do processo.

    O Conexão Três Pontas apurou que a defesa de alguns dos condenados já prepara recursos contra a decisão.

    O advogado Francisco Braga informou que pretende apresentar embargos de declaração, instrumento jurídico utilizado para solicitar esclarecimentos sobre pontos que a defesa considera contraditórios, omissos ou que necessitam de complementação na sentença.

    Enquanto os recursos são analisados, os condenados permanecem respondendo ao processo em liberdade, conforme decisão judicial já existente nos autos.

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    CORRUPÇÃO SEGUE ENTRE OS MAIORES DESAFIOS DO BRASIL

    Segundo levantamentos de órgãos de controle e instituições especializadas em transparência pública, desvios de recursos públicos continuam entre os principais fatores que comprometem investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

    Especialistas apontam que cada recurso desviado representa menos medicamentos nos postos de saúde, menos investimentos em escolas, menos manutenção de estradas e menos serviços para a população.

    É justamente por esse motivo que operações de combate à corrupção costumam despertar enorme interesse público.

    Quando o dinheiro investigado pertence ao contribuinte, toda a sociedade se torna diretamente afetada.

    A partir de agora, a Operação Trem Fantasma entra em uma nova fase jurídica, marcada por recursos, análises dos tribunais superiores e novos capítulos de um processo que já entrou para a história política e administrativa de Três Pontas.

    O Trem Fantasma continua em movimento nos tribunais. Mas uma coisa já é certa: a decisão desta semana representa um dos mais duros golpes já desferidos pela Justiça mineira contra um esquema de corrupção investigado na história recente do município.

    Serviço:

    *Não perca a entrevista exclusiva com o Advogado Criminalista, Dr. Francisco Braga, que defende alguns dos condenados. É o Conexão ouvindo todos os lados desta história de forma impaprcial, isenta e profissional. Hoje a tarde, ao vivo, no Facebook do Conexão Três Pontas.

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  • HOMICÍDIO EM TRÊS PONTAS: DOIS ADOLESCENTES SÃO APREENDIDOS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DE JOVEM DE 19 ANOS 

    HOMICÍDIO EM TRÊS PONTAS: DOIS ADOLESCENTES SÃO APREENDIDOS SUSPEITOS DE ENVOLVIMENTO NA MORTE DE JOVEM DE 19 ANOS 

    Rapaz foi assassinado com diversas facadas no bairro Catumbi; Suspeito de 22 anos segue foragido!

    Mais um crime brutal voltou a acender o alerta sobre o avanço da violência entre jovens em Três Pontas. Um rapaz de apenas 19 anos teve a vida interrompida de forma trágica após ser atacado com golpes de faca no bairro Catumbi. O caso, que mobilizou as forças de segurança e provocou forte comoção na cidade, terminou com a apreensão de dois adolescentes suspeitos de participação no homicídio.

    De acordo com as informações apuradas pelas autoridades, a vítima foi atingida por golpes de arma branca e não resistiu aos ferimentos. A Polícia Militar iniciou imediatamente uma operação para identificar os envolvidos e, após diligências, dois menores foram localizados e apreendidos. As circunstâncias exatas do crime, bem como a motivação do ataque, continuam sendo investigadas pela Polícia Civil.

    A vítima é Hugo Antônio Pereira e o crime aconteceu na madrugada de sexta para sábado. Conforme a PM a confusão teria começado na Avenida Oswaldo Cruz, logo após o término do jogo do Brasil contra o Haiti, pela segunda rodada da Copa do Mundo. Uma discussão entre amigos que acabou se tornando uma tragédia.

    No trajeto de volta para casa as discussões persistiram e um familiar de um dos envolvidos teria sido contactado por telefone e teria ido tirar satisfações. Hugo acabou sendo interceptado na Rua Alexandrina Inácia de Castro por dois indivíduos numa motocicleta. O garupa teria descido e desferido um golpe de faca no peito da vítima que teria tentado fugir, mas acabou sendo alcançado e sofrido diversos golpes de capacete e mais uma facada.

    Populares escutaram os barulhos, viram a vítima caída e acionaram a polícia, tentando prestar os primeiros socorros. Um homem que prestou todo apoio inicial teria levado Hugo em seu próprio carro até o Pronto Atendimento Municipal. A vítima chegou inconsciente e em estado gravíssimo, e  acabou, infelizmente, não resistindo aos ferimentos.

    Diversas diligências foram realizadas, todos os envolvidos foram identificados e chegou-se até a residência de um indivíduo de 22 anos, no bairro Morada Nova, que seria o autor dos golpes de faca. Ele permanece foragido (pelo menos até o fechamento desta reportagem). Os adolescentes, de 14 e 16 anos, foram encaminhados à Delegacia de Plantão em Varginha.

    Imagens de câmera de segurança poderão explicar a dinâmica do crime e também a efetiva participação e autoria de cada envolvido.

    O caso chama atenção não apenas pela violência empregada, mas também pela idade dos envolvidos. Quando adolescentes aparecem ligados a crimes contra a vida, o episódio reacende uma discussão que há anos divide especialistas, autoridades e a própria sociedade: o crescimento da participação de menores em ocorrências graves e a capacidade do sistema de prevenção em impedir que conflitos terminem em tragédia.

    Embora a maioria dos adolescentes brasileiros esteja longe da criminalidade, dados de segurança pública mostram que jovens continuam figurando entre as principais vítimas e também entre os autores de atos infracionais violentos em diversas regiões do país.

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    O homicídio permanece entre as principais causas de morte de brasileiros na faixa etária mais jovem, sendo considerado um dos maiores desafios da segurança pública nacional. Estudos sobre violência no Brasil apontam que os homicídios afetam especialmente a população entre 15 e 39 anos, justamente a fase mais produtiva da vida.

    No bairro Catumbi, o clima após o crime é de indignação e tristeza.

    A expectativa agora é pela conclusão das investigações, que deverão esclarecer a dinâmica dos fatos, a participação de cada envolvido e as razões que culminaram em mais uma morte precoce.

    A apreensão dos adolescentes não encerra o caso. Pelo contrário. Ela marca apenas o início de uma investigação que precisará reunir provas, ouvir testemunhas e reconstruir os últimos momentos da vítima para que a Justiça possa determinar as responsabilidades.

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    Mais do que um registro policial, o homicídio expõe uma ferida social que continua aberta em diversas cidades brasileiras: jovens matando jovens, famílias destruídas em questão de minutos e sonhos interrompidos antes mesmo de começarem.

    Enquanto a Polícia Civil trabalha para esclarecer todos os detalhes do crime, uma pergunta permanece ecoando entre os moradores de Três Pontas: até quando vidas tão jovens continuarão sendo perdidas para a violência?

    O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando o caso e cobrando respostas das autoridades. Porque cada homicídio não representa apenas um número nas estatísticas. Representa uma família em luto, uma comunidade abalada e uma sociedade que não pode se acostumar com a barbárie.

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  • TJ manda soltar investigado por homicídio e decisão provoca debate sobre Justiça, prisão preventiva e impunidade no Sul de Minas

    TJ manda soltar investigado por homicídio e decisão provoca debate sobre Justiça, prisão preventiva e impunidade no Sul de Minas

    Uma decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) voltou a movimentar os bastidores de um dos casos criminais que mais despertaram atenção em Varginha. A Justiça concedeu Habeas Corpus a José Roberto Boareto, investigado por envolvimento em um homicídio ocorrido na cidade, determinando sua saída da prisão enquanto o processo segue em andamento.

    A medida foi concedida após análise de recurso apresentado pela defesa, que contestou a manutenção da prisão preventiva e argumentou não existirem elementos suficientes para justificar a continuidade da restrição de liberdade. O pedido foi acolhido pelo Tribunal, que entendeu não estarem presentes, neste momento, os requisitos legais necessários para manter o investigado encarcerado.

    A decisão, embora juridicamente fundamentada, inevitavelmente reacende um debate que costuma dividir opiniões sempre que envolve crimes graves: de um lado, o direito constitucional à ampla defesa, ao contraditório e à presunção de inocência; de outro, a expectativa da sociedade por respostas rápidas e rigorosas diante de casos de violência que chocam a população.

    Segundo a defesa, a decisão representa uma reafirmação dos princípios constitucionais que norteiam o sistema de Justiça brasileiro. O advogado Juliano Comunian destacou que o Habeas Corpus é um instrumento previsto na Constituição justamente para impedir que alguém permaneça preso sem fundamentos concretos que justifiquem a medida cautelar.

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    Apesar da repercussão provocada pela soltura, a concessão do Habeas Corpus não significa absolvição, arquivamento do processo ou reconhecimento de inocência. O mérito das acusações continuará sendo analisado pela Justiça durante a instrução processual, fase em que testemunhas serão ouvidas, provas serão produzidas e os fatos serão examinados de forma aprofundada.

    Especialistas na área criminal costumam ressaltar que a prisão preventiva possui caráter excepcional e não pode ser utilizada como antecipação de pena. A legislação brasileira determina que sua manutenção depende da existência de requisitos específicos, como risco à ordem pública, possibilidade de fuga ou interferência na investigação.

    Enquanto a defesa comemora a decisão, o caso continua cercado de atenção e expectativa. O homicídio que deu origem à investigação permanece sob análise judicial e ainda deverá percorrer etapas importantes até uma definição definitiva sobre as responsabilidades dos envolvidos.

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    O episódio reforça uma realidade que frequentemente gera discussões intensas na sociedade: a diferença entre ser investigado, acusado e condenado.

    Em um cenário marcado pela forte comoção pública que normalmente acompanha crimes contra a vida, o desafio do Judiciário continua sendo equilibrar o direito individual à liberdade com a necessidade de garantir segurança jurídica e justiça para todos os envolvidos.

    O processo segue tramitando na Justiça mineira. Por conta do sigilo processual e da continuidade das investigações, detalhes sobre os fatos apurados não foram divulgados.

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  • MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    Poucos temas provocam tanta divisão entre os brasileiros quanto a redução da maioridade penal. Para uns, trata-se de uma medida urgente para combater a criminalidade e acabar com a sensação de impunidade. Para outros, a proposta representa uma solução simplista para um problema complexo, capaz de empurrar adolescentes para um sistema prisional já considerado falido. Nesta quarta-feira (10), o assunto voltou ao centro do debate nacional após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora segue para novas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

    A discussão não é nova. Há décadas, o Brasil se divide entre aqueles que defendem punições mais severas para adolescentes envolvidos em crimes graves e aqueles que acreditam que o caminho está no fortalecimento da educação, da assistência social e das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
    O texto aprovado na comissão prevê que adolescentes de 16 e 17 anos possam responder criminalmente como adultos em casos considerados de extrema gravidade, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Atualmente, menores de 18 anos são submetidos exclusivamente às medidas socioeducativas previstas pela legislação brasileira.

    O avanço da proposta ocorre em um momento em que a violência continua sendo uma das maiores preocupações da população. Pesquisas realizadas nos últimos anos por diferentes institutos têm mostrado que uma parcela significativa dos brasileiros é favorável à redução da maioridade penal, especialmente diante de casos de crimes violentos praticados por adolescentes. O sentimento predominante entre os defensores da medida é de que jovens envolvidos em assassinatos, estupros e latrocínios já possuem consciência suficiente para responder por seus atos.

    Do outro lado, especialistas em segurança pública, direitos humanos e infância alertam que a redução da idade penal não ataca as causas estruturais da violência. Argumentam que adolescentes representam uma parcela relativamente pequena dos autores de crimes violentos no país e que o encarceramento precoce pode aumentar a reincidência criminal ao expor jovens às organizações criminosas que atuam dentro dos presídios.

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    O debate se torna ainda mais intenso porque mexe com uma questão sensível: o limite entre proteção e responsabilização. Afinal, aos 16 anos o jovem brasileiro pode votar, trabalhar formalmente e tomar decisões importantes sobre seu futuro. Mas estaria preparado para responder integralmente perante a Justiça Criminal como um adulto?

    Enquanto parlamentares favoráveis afirmam que a mudança atende ao desejo da maioria da população e fortalece o combate à impunidade, os opositores classificam a proposta como uma resposta emocional ao problema da violência, sem garantias concretas de redução da criminalidade.

    A aprovação na CCJ representa apenas o primeiro passo. Antes de virar realidade, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial e ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares. Em seguida, o texto seguirá para análise do Senado Federal.

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    O fato é que a votação recolocou na mesa uma pergunta que há anos desafia governos, juristas, especialistas e a própria sociedade: punir mais cedo significa combater melhor o crime?

    A resposta continua dividindo o Brasil

    E talvez justamente por isso a discussão sobre a maioridade penal permaneça sendo uma das mais explosivas, emocionais e controversas da história recente do país.

    E você, leitor do Conexão Três Pontas? A redução da maioridade penal para 16 anos representa um avanço no combate à violência ou apenas transfere para adolescentes um problema que o Estado ainda não conseguiu resolver? O debate está aberto.

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  • FORAGIDO COM EXTENSA FICHA CRIMINAL É RECAPTURADO NO QUILOMBO; MORADORES ESPERAM FIM DE ONDA DE CRIMES NA ZONA RURAL

    FORAGIDO COM EXTENSA FICHA CRIMINAL É RECAPTURADO NO QUILOMBO; MORADORES ESPERAM FIM DE ONDA DE CRIMES NA ZONA RURAL

    Uma operação realizada pela Polícia Civil na madrugada desta quarta-feira (3) resultou na prisão de um homem de 30 anos apontado pelas forças de segurança como um dos criminosos mais recorrentes e problemáticos da região. A captura aconteceu no Distrito do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde o suspeito foi localizado e preso em sua residência após um trabalho de monitoramento e levantamento de informações.

    Segundo a Polícia Civil, o homem era considerado foragido da Justiça depois de descumprir as condições impostas para o cumprimento de sua pena. Beneficiado anteriormente por medidas previstas na legislação penal, ele não retornou ao sistema prisional dentro do prazo determinado e passou a ser procurado pelas autoridades.

    A prisão foi realizada ainda durante a madrugada, em uma ação planejada para evitar qualquer possibilidade de fuga ou reação. Os policiais surpreenderam o suspeito no imóvel onde ele se encontrava escondido, encerrando um período em que permanecia longe do alcance da Justiça.

    De acordo com informações levantadas pelas forças de segurança, o homem possui uma extensa ficha criminal, acumulando passagens por furtos, roubos, tráfico de drogas, agressões e diversos crimes contra o patrimônio. Grande parte dessas ocorrências teria como alvo propriedades rurais, produtores e trabalhadores do campo, gerando prejuízos financeiros e insegurança entre os moradores da zona rural.

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    Os registros policiais apontam ainda que o suspeito é reincidente e possui um histórico de repetidas prisões. Conforme os levantamentos realizados pelos investigadores, sempre que obtinha algum benefício prisional ou conquistava a liberdade, voltava a ser apontado como autor de novos delitos, o que aumentava a preocupação das autoridades e das comunidades afetadas.

    A nova captura é vista pelas forças de segurança como uma medida importante para interromper uma sequência de crimes que vinha causando apreensão principalmente entre moradores e produtores rurais da região. A expectativa é de que a prisão contribua para devolver maior sensação de segurança às comunidades que frequentemente relatavam prejuízos e transtornos atribuídos à atuação do suspeito.

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    Após os procedimentos de praxe, o homem foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanecerá à disposição da Justiça para o cumprimento das determinações judiciais.

    A Polícia Civil destacou que seguirá atuando de forma firme no combate à criminalidade e no cumprimento de mandados judiciais, reforçando o compromisso com a segurança da população e com a responsabilização de indivíduos envolvidos em práticas criminosas.

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  • MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    Todos os anos, o mês de maio ganha a cor amarela para chamar a atenção do mundo para uma tragédia que se repete diariamente nas ruas, avenidas e rodovias: a violência no trânsito. O movimento Maio Amarelo nasceu justamente para provocar reflexão, conscientização e mudança de comportamento. Mas em meio às campanhas tradicionais sobre direção defensiva, álcool ao volante e uso do celular, um debate ainda é pouco explorado e precisa ser enfrentado com coragem: até que ponto empresas, patrões, modelos de trabalho e a rotina sufocante da vida moderna também alimentam o caos no trânsito?

    A discussão é urgente. E necessária.

    O trânsito não é violento apenas por culpa de motoristas imprudentes. Existe uma engrenagem social, econômica e estrutural por trás de muitos acidentes. Milhões de brasileiros acordam diariamente exaustos, pressionados por horários impossíveis, metas abusivas, jornadas excessivas e deslocamentos cada vez mais longos. Em muitos casos, o trabalhador sai de casa antes do amanhecer e retorna tarde da noite, enfrentando cansaço físico, desgaste mental e estresse extremo. E é justamente nesse cenário que decisões erradas acontecem.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,19 milhão de pessoas morrem todos os anos em acidentes de trânsito no planeta. Trata-se de uma das principais causas de morte entre jovens de 5 a 29 anos. Além disso, entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem ferimentos graves ou ficam com sequelas permanentes anualmente.

    No Brasil, os números também assustam. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 33 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro em 2025, enquanto centenas de milhares ficaram feridas. O impacto ultrapassa o drama humano e atinge diretamente a economia: estima-se que os acidentes gerem prejuízos bilionários ao sistema de saúde, à Previdência Social e ao mercado de trabalho.

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    E há um dado alarmante: grande parte das vítimas está em idade economicamente ativa.

    A pressa virou epidemia. O celular virou distração constante. A ansiedade virou combustível invisível das ruas. E, silenciosamente, o ambiente corporativo também contribui para isso.

    Empresas que exigem produtividade extrema, entregadores submetidos a metas quase desumanas, motoristas pressionados por prazos, vendedores que passam horas nas estradas e trabalhadores submetidos a jornadas cansativas acabam se tornando vítimas indiretas de um sistema que prioriza desempenho acima da vida.

    O problema não está apenas no volante. Está na cultura.

    Especialistas em mobilidade urbana e saúde mental alertam que o estresse ocupacional tem relação direta com comportamentos agressivos no trânsito. Irritação, impulsividade, distração, fadiga e redução da capacidade de reação aumentam significativamente o risco de acidentes.

    No Sul de Minas Gerais

    A realidade também preocupa. Rodovias movimentadas como a Fernão Dias, a MG-167, a BR-491 e dezenas de estradas estaduais que ligam cidades como Três Pontas, Varginha, Alfenas, Boa Esperança e Lavras convivem diariamente com acidentes graves, muitos deles envolvendo motociclistas, caminhoneiros e trabalhadores em deslocamento.

    A região possui forte atividade agrícola, industrial e logística, especialmente no setor cafeeiro, o que aumenta o fluxo de veículos pesados e deslocamentos constantes. Somado a isso, o crescimento acelerado das entregas por aplicativo transformou motociclistas em personagens centrais de uma rotina marcada pela urgência, pela pressão financeira e pela vulnerabilidade.

    Dados nacionais mostram que motociclistas já representam uma das maiores parcelas de mortes no trânsito brasileiro. Em muitos casos, jovens entre 18 e 35 anos perdem a vida tentando cumprir prazos, acelerar entregas ou simplesmente sobreviver em meio a um mercado cada vez mais competitivo.

    E enquanto campanhas educativas são importantes, elas sozinhas não bastam.

    É preciso discutir mobilidade urbana inteligente, transporte público digno, educação no trânsito desde a infância, fiscalização eficiente e, principalmente, responsabilidade coletiva.

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    Empresas precisam entender que produtividade jamais pode custar vidas.

    Funcionários precisam compreender que nenhuma entrega, reunião ou compromisso vale mais do que voltar vivo para casa.

    Pais precisam dar exemplo.

    Governos precisam investir.

    E a sociedade precisa parar de normalizar tragédias.

    O Maio Amarelo não deve ser apenas um mês de posts nas redes sociais, laços simbólicos e discursos prontos. Ele precisa provocar desconforto. Precisa gerar mudança real.

    Porque nenhum acidente é “normal”.

    Nenhuma morte no trânsito pode ser tratada como estatística fria.

    Por trás de cada número existe uma família destruída, uma cadeira vazia na mesa, um sonho interrompido e uma ausência eterna.

    E talvez a pergunta mais importante não seja “quem causou o acidente?”, mas sim: que tipo de sociedade estamos construindo para transformar a pressa em prioridade e a vida em detalhe?

    O trânsito é um espelho do comportamento humano. E enquanto o mundo continuar acelerando sem consciência, continuaremos colecionando sirenes, funerais e lágrimas à beira das estradas.

    Jornalista Roger Campos®

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  • MADRUGADA DE MEDO EM TRÊS PONTAS: loja de bijuterias é alvo de criminoso que destrói vitrine com marreta no centro da cidade

    MADRUGADA DE MEDO EM TRÊS PONTAS: loja de bijuterias é alvo de criminoso que destrói vitrine com marreta no centro da cidade

    A sensação de insegurança voltou a assustar comerciantes e moradores do Centro de Três Pontas após uma loja de bijuterias ser alvo de um furto ousado e violento na madrugada do último domingo (17). O crime aconteceu por volta das 3h20 da manhã e mobilizou a Polícia Militar, depois que moradores da região acordaram assustados com fortes barulhos vindos da rua.

    Segundo informações apuradas pelo Conexão Três Pontas, um morador que vive próximo ao estabelecimento percebeu uma movimentação suspeita e decidiu olhar pela janela. Foi neste momento que testemunhou a ação criminosa. De acordo com o relato feito à Polícia Militar, o suspeito seria um homem magro, de baixa estatura, vestido com moletom preto e utilizando uma touca cobrindo a cabeça.

    Ainda conforme a testemunha, o criminoso utilizava uma marreta para golpear violentamente a vitrine da loja. Poucos segundos depois, o estrondo do vidro quebrando confirmou o pior. O homem invadiu rapidamente o estabelecimento, recolheu diversas peças e fugiu correndo pela Rua Minas Gerais, desaparecendo antes da chegada das equipes policiais.

    A proprietária da loja compareceu ao local pouco depois e encontrou um cenário de destruição. Segundo ela, foram levadas correntes masculinas e colares femininos, porém, até o registro oficial da ocorrência, ainda não havia sido possível contabilizar exatamente o prejuízo causado pelo crime.

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    A Polícia Militar realizou rastreamento em diversas regiões próximas na tentativa de localizar o autor, mas até o momento ninguém havia sido preso. A marreta usada na ação criminosa foi abandonada em frente à loja e recolhida pelos militares. O objeto deverá passar por perícia e será encaminhado à Delegacia da Polícia Civil, que ficará responsável pelas investigações.

    O caso reacende o alerta sobre a vulnerabilidade do comércio durante a madrugada e aumenta a preocupação de empresários e moradores da área central, que cobram mais segurança, monitoramento e ações preventivas para evitar novos episódios semelhantes.

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    A expectativa agora é de que imagens de câmeras de segurança da região possam ajudar na identificação do suspeito e auxiliar a Polícia Civil no avanço das investigações.

    O Conexão Três Pontas segue acompanhando o caso.

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  • IDOSA DE 75 ANOS É VÍTIMA DE GOLPE DENTRO DE AGÊNCIA BANCÁRIA EM TRÊS PONTAS; SUSPEITO É PRESO APÓS MOVIMENTAR MILHARES DE REAIS

    IDOSA DE 75 ANOS É VÍTIMA DE GOLPE DENTRO DE AGÊNCIA BANCÁRIA EM TRÊS PONTAS; SUSPEITO É PRESO APÓS MOVIMENTAR MILHARES DE REAIS

    Um homem de 29 anos foi preso em flagrante suspeito de aplicar golpes bancários contra clientes, incluindo idosos, no Centro de Três Pontas. O caso, registrado pela Polícia Militar dentro de uma agência bancária da cidade, acendeu novamente o alerta para um tipo de crime que cresce de forma preocupante em todo o país e que tem feito milhares de vítimas, principalmente pessoas idosas.

    Segundo a Polícia Militar, os militares foram acionados após funcionários da agência perceberem movimentações suspeitas envolvendo o homem, que teria conseguido retirar aproximadamente R$ 8 mil de contas de clientes. Antes da chegada da polícia, ele já havia sido contido pelos seguranças do banco.

    Ainda conforme a PM, o suspeito se recusou a informar a identidade de um possível comparsa que também estaria envolvido na ação criminosa. Durante a abordagem, os policiais encontraram com ele dois cartões bancários.

    Funcionários da agência conseguiram identificar uma das vítimas e acionaram a Polícia Militar. Trata-se de uma idosa de 75 anos, moradora do bairro Catumbi, em Três Pontas, que compareceu ao Quartel da PM para prestar esclarecimentos.

    A mulher relatou aos militares que esteve na agência apenas para retirar um extrato bancário. Ao deixar o local, foi abordada por uma mulher que se apresentou como funcionária da Caixa Econômica Federal e pediu seu cartão para uma suposta “verificação”.

    Durante a conversa, a suspeita chegou a chamar a vítima por outro nome e, ao perceber o erro, afirmou que havia se confundido. A abordagem aparentemente simples escondia, segundo a polícia, um golpe cuidadosamente articulado.

    Pouco tempo depois, foi constatada uma movimentação de R$ 2 mil na conta da idosa. Ela afirmou que não realizou qualquer saque, transferência ou autorização bancária além da retirada do extrato. Outro detalhe que chamou atenção dos policiais é que o cartão devolvido à vítima estava em nome de um homem desconhecido.

    Questionado pelos militares, o suspeito preso afirmou apenas que o dinheiro havia sido transferido para outra conta bancária, mas permaneceu em silêncio sobre o restante da ação criminosa e sobre a possível participação de outros envolvidos.

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    Diante dos fatos, o homem recebeu voz de prisão em flagrante pelo crime de estelionato e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil, onde o caso segue sendo investigado.

    O episódio ocorrido em Três Pontas acompanha uma realidade alarmante no Brasil. Dados de órgãos de segurança pública e entidades de proteção ao consumidor mostram que os golpes financeiros contra idosos cresceram significativamente nos últimos anos. Em 2026, estimativas nacionais apontam que mais de 2 milhões de idosos foram vítimas de algum tipo de fraude financeira, estelionato eletrônico ou golpe bancário no país.

    Especialistas alertam que criminosos têm escolhido idosos como alvo principal por explorarem fatores como vulnerabilidade emocional, confiança excessiva, dificuldades com tecnologia e desconhecimento de mecanismos de segurança bancária.

    Entre os golpes mais comuns registrados atualmente estão:

    • troca de cartões em caixas eletrônicos;
    • falsas centrais telefônicas de bancos;
    • empréstimos fraudulentos;
    • golpes do PIX;
    • falsos funcionários bancários;
    • clonagem de cartões;
    • golpes por aplicativos de mensagens.

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    As autoridades reforçam orientações importantes para evitar esse tipo de crime:

    • nunca entregar cartões a terceiros;
    • jamais informar senhas;
    • desconfiar de abordagens dentro ou fora de agências bancárias;
    • procurar sempre funcionários identificados oficialmente;
    • conferir imediatamente o nome no cartão devolvido;
    • evitar ajuda de desconhecidos em caixas eletrônicos;
    • comunicar rapidamente qualquer movimentação suspeita ao banco e à polícia.

    A Polícia Militar destaca ainda que a rápida percepção dos funcionários da agência e a ação dos seguranças foram fundamentais para impedir prejuízos ainda maiores e possibilitar a prisão do suspeito.

    O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que trabalha agora para identificar possíveis comparsas e verificar se outras vítimas podem ter sido alvo da mesma quadrilha em Três Pontas e cidades da região.

    O Conexão Três Pontas segue acompanhando o caso.

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  • TRAGÉDIA EM TRÊS PONTAS: jovem de 25 anos morre após grave acidente de moto e caso reacende alerta sobre alta mortalidade de motociclistas no Brasil

    TRAGÉDIA EM TRÊS PONTAS: jovem de 25 anos morre após grave acidente de moto e caso reacende alerta sobre alta mortalidade de motociclistas no Brasil

    Uma tragédia registrada na tarde desta quarta-feira (6) voltou a colocar em evidência um dos problemas mais graves do trânsito brasileiro: o número crescente de mortes envolvendo motociclistas, especialmente entre jovens. Em Três Pontas, Luiz Henrique Figueiredo de Oliveira, de 25 anos, morreu após perder o controle da motocicleta que conduzia e bater violentamente contra um muro.

    O acidente aconteceu durante a tarde e mobilizou equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), além da Polícia Militar. Luiz Henrique chegou a ser socorrido com vida e encaminhado em estado grave ao Pronto-Socorro do município, mas não resistiu aos ferimentos.

    Segundo informações da Polícia Militar, o jovem não possuía habilitação para conduzir motocicletas. Durante os levantamentos realizados no local, os militares também constataram irregularidades na moto, que acabou sendo apreendida.

    A morte do rapaz causou forte comoção em Três Pontas. Amigos, familiares e conhecidos utilizaram as redes sociais para lamentar a perda precoce do jovem, em mais um episódio que reforça a preocupação crescente com a violência no trânsito envolvendo motociclistas.

    O corpo de Luiz Henrique Figueiredo de Oliveira foi sepultado às 17h de hoje (7), em Três Pontas.

    Brasil enfrenta epidemia silenciosa de mortes de motociclistas

    O caso registrado em Três Pontas acompanha uma realidade alarmante em todo o país. Dados atualizados do Ministério da Saúde e de observatórios nacionais de trânsito mostram que o Brasil vive uma escalada de acidentes fatais envolvendo motos, principalmente entre homens jovens de 18 a 29 anos.

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    Em 2026, estimativas nacionais apontam que:

    • Mais de 13 mil motociclistas devem morrer no trânsito brasileiro;
    • Os acidentes com motos já representam cerca de 40% das internações por trauma no SUS;
    • A cada hora, pelo menos um motociclista perde a vida no país;
    • Jovens adultos são as principais vítimas;
    • Grande parte dos acidentes envolve excesso de velocidade, imprudência, ausência de habilitação e irregularidades nos veículos.

    Especialistas em segurança viária alertam que a combinação entre inexperiência, imprudência e falta de preparo técnico transforma a motocicleta em um dos meios de transporte mais perigosos do Brasil quando conduzida sem responsabilidade.

    Além das mortes, os acidentes deixam milhares de pessoas com sequelas permanentes, gerando impactos emocionais, sociais e financeiros devastadores para famílias inteiras.

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    Fiscalização e conscientização

    A Polícia Militar reforça constantemente a importância da condução responsável e da regularização dos veículos. A fiscalização realizada diariamente pelas forças de segurança tem sido apontada como fundamental para retirar das ruas veículos irregulares e impedir que situações ainda mais graves aconteçam.

    Autoridades de trânsito também destacam que possuir habilitação não é apenas uma exigência legal, mas uma medida essencial de segurança, já que o processo de formação prepara o condutor para situações de risco e direção defensiva.

    A tragédia desta quarta-feira deixa novamente um alerta duro e doloroso: no trânsito, qualquer erro pode ser fatal.

    O Conexão Três Pontas segue acompanhando o caso e reforça a importância da conscientização para preservar vidas.

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  • CASO DAVI TOTTI: JULGAMENTO ENTRA NO 2º DIA EM VARGINHA E AINDA NÃO TEM PREVISÃO DE TÉRMINO

    CASO DAVI TOTTI: JULGAMENTO ENTRA NO 2º DIA EM VARGINHA E AINDA NÃO TEM PREVISÃO DE TÉRMINO

    🚨⚖️  O julgamento do caso que chocou Varginha e toda a região do Sul de Minas entrou nesta quinta-feira (30) em seu segundo dia, sem previsão de encerramento. A sessão, que mobiliza grande atenção pública, pode se estender até a próxima segunda-feira, devido ao feriado desta sexta (1º) e ao fim de semana.

    O réu, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo, responde pelas acusações relacionadas à morte do pequeno Davi Miranda Totti, de apenas 3 anos, ocorrida em 2025. O julgamento acontece no Fórum de Varginha, sob responsabilidade da 2ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude.

    Neste momento, o júri está na fase de debates entre o Ministério Público e a defesa do acusado — etapa considerada uma das mais decisivas do julgamento, onde acusação e defesa apresentam suas argumentações finais aos jurados.

    LONGAS HORAS DE DEPOIMENTOS E EXPECTATIVA

    Desde o início do julgamento, diversas testemunhas já foram ouvidas, incluindo profissionais de saúde, investigadores e pessoas próximas à vítima e ao acusado. Os depoimentos trouxeram detalhes importantes sobre os dias que antecederam a morte de Davi, reforçando a complexidade e a comoção em torno do caso.

    A expectativa é alta, mas até o momento não é possível afirmar se o julgamento será concluído ainda hoje. A duração dos debates e possíveis réplicas e tréplicas podem prolongar a sessão, empurrando o desfecho para os próximos dias.

    ACUSAÇÃO E DEFESA EM CONFRONTO

    O Ministério Público sustenta a acusação de homicídio qualificado e tortura, destacando a gravidade das lesões sofridas pela criança e os indícios apresentados ao longo da investigação conduzida pela Polícia Civil.

    Já a defesa busca contestar os elementos da acusação, tentando desconstruir a narrativa apresentada pelo MP e levantando questionamentos sobre as circunstâncias do caso. O acusado nega qualquer participação ou responsabilidade na morte de Davi.

    A decisão final caberá ao Conselho de Sentença, formado por jurados, que irão avaliar todas as provas, testemunhos e argumentos apresentados.

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    COMOÇÃO E COBRANÇA POR JUSTIÇA

    O caso Davi Totti gerou profunda comoção em Varginha e em todo o Sul de Minas. Desde 2025, a morte da criança levanta debates sobre violência doméstica contra menores, responsabilidade familiar e a necessidade de fortalecimento das redes de proteção.

    Durante o julgamento, a movimentação no Fórum segue intensa, com presença de imprensa, autoridades e acompanhamento constante da sociedade.

    O portal Conexão Três Pontas realiza cobertura completa e em tempo real, trazendo todos os desdobramentos diretamente do local.

    O ‘suspeito’ Leonardo Azevedo Capitâneo, diante da ju[iza do caso, no Fórumd e Varginha.

    VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS: UM ALERTA CONSTANTE

    Casos como o de Davi escancaram uma realidade preocupante no Brasil. Dados recentes apontam que milhares de crianças são vítimas de violência doméstica todos os anos, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar — onde deveriam estar protegidas.

    Especialistas reforçam a importância da denúncia, do acompanhamento de sinais de abuso e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da infância.

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    Conexão Três Pontas acompanha o caso de perto e trará o desfecho em tempo real!

    DESFECHO AINDA INCERTO

    Com o julgamento em andamento e sem previsão de término, a cidade de Varginha segue em expectativa por uma resposta da Justiça. A decisão dos jurados será determinante não apenas para o caso, mas também como símbolo de resposta à sociedade diante de um crime que abalou profundamente a região.

    🖤 Que a memória de Davi Miranda Totti nunca seja esquecida — e que sua história sirva como um grito permanente por justiça e proteção a todas as crianças vítimas da violência dentro de seus próprios lares.

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  • Abusador é condenado a 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por múltiplos estupros de enteada

    Abusador é condenado a 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por múltiplos estupros de enteada

    Criança começou a ser abusada quando tinha apenas 10 anos de idade. Foram 6 anos de tortura!

    A condenação de um homem de 40 anos por estupro de vulnerável em Três Pontas, no Sul de Minas, escancara mais um caso brutal de violência silenciosa dentro do ambiente familiar — justamente onde deveria existir proteção. A sentença, considerada dura e exemplar, fixou pena de 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O crime foi cometido contra a própria enteada e, segundo a investigação, se arrastou por cerca de seis anos, começando quando a vítima tinha apenas 10 anos de idade.

    De acordo com os autos, os abusos eram recorrentes e só foram interrompidos quando a adolescente, já com 16 anos, conseguiu sair do convívio com o agressor ao se mudar para a casa de uma tia. Foi nesse momento que, longe do ambiente de medo e pressão, encontrou forças para denunciar. A partir daí, a Polícia Civil de Três Pontas iniciou um trabalho investigativo que resultou na prisão do suspeito em agosto de 2025. Ele foi localizado enquanto trabalhava em uma lavoura de café na zona rural de Campos Gerais, próximo à divisa com o município.

    O caso chama ainda mais atenção pela dinâmica familiar. O condenado mantinha um relacionamento com a mãe da vítima há cerca de seis anos. Em depoimento, ela afirmou que a convivência sempre aparentou ser respeitosa e que nunca percebeu sinais de comportamento suspeito. O casal tem duas filhas em comum, o que amplia a gravidade do cenário e levanta um alerta ainda mais urgente sobre o risco invisível dentro de muitos lares.

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    Na decisão assinada no último dia 16, o magistrado foi categórico ao reconhecer a gravidade e a continuidade dos crimes. Segundo ele, a autoria e a materialidade foram amplamente comprovadas ao longo do processo. Em trecho da sentença, destacou:

    “Os crimes foram reiterados e se estenderam ao longo dos anos. A vítima permanece profundamente abalada emocionalmente e teme a liberdade do sentenciado. Além disso, há outras crianças no núcleo familiar que podem estar em situação de risco.”

    Diante disso, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão como medida necessária para garantir a ordem pública e a proteção da vítima.

    Casos como esse não são isolados — e os números nacionais confirmam uma realidade alarmante.

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    Dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que, no Brasil, a cada hora, ao menos quatro crianças ou adolescentes são vítimas de violência sexual.

    Em grande parte dos casos, o agressor está dentro de casa ou faz parte do círculo de confiança da vítima. Ainda segundo os levantamentos, mais de 70% dos crimes desse tipo ocorrem no ambiente familiar, o que dificulta denúncias e prolonga o sofrimento por anos, como ocorreu em Três Pontas.

    A condenação representa uma resposta firme do Judiciário, mas também levanta questionamentos inevitáveis: quantas vítimas ainda estão em silêncio? Quantos crimes continuam acontecendo sem denúncia? E quantos sinais ainda estão sendo ignorados dentro das próprias famílias?

    A sociedade precisa encarar essa realidade de frente. Porque, por trás de cada estatística, existe uma história interrompida, uma infância roubada e uma dor que não prescreve.

    Denunciar não é apenas um ato de coragem — é um passo essencial para interromper ciclos de violência que, muitas vezes, acontecem bem diante dos nossos olhos.

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  • MAIS UMA ‘NATALLY’: CORPO DE JOVEM É ENCONTRADO EM LAVRAS E REACENDE LEMBRANÇA DO CASO DE JOVEM TRESPONTANA

    MAIS UMA ‘NATALLY’: CORPO DE JOVEM É ENCONTRADO EM LAVRAS E REACENDE LEMBRANÇA DO CASO DE JOVEM TRESPONTANA

    O que começou como uma busca angustiante por respostas terminou de forma trágica na manhã desta terça-feira (21), com a confirmação da morte da adolescente Evellyn Cristine Firmino da Silva, em Lavras, no Sul de Minas. O corpo da jovem foi localizado na região da igrejinha da Ponte Alta, em uma área rural, após uma reviravolta nas investigações que já indicava um desfecho preocupante.

    De acordo com informações apuradas, o principal suspeito do crime — o namorado da vítima — teria confessado o assassinato à própria mãe, que procurou a Polícia Civil. A partir desse relato, as equipes direcionaram as buscas para a área onde o corpo foi encontrado. O local foi imediatamente isolado para os trabalhos da perícia, responsável pela coleta de vestígios que devem esclarecer a dinâmica do crime.

    Suspeito confessou à mãe ter matado adolescente, segundo a Polícia Civil — Foto: Redes sociais

    Após os procedimentos iniciais, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Lavras, onde exames necroscópicos irão determinar oficialmente a causa da morte e auxiliar no andamento das investigações e no processo de responsabilização criminal.

    Na tarde de segunda-feira (20), durante as buscas, moradores encontraram um tufo de cabelo nas proximidades da mesma região e entregaram o material às autoridades. A operação contou com apoio da Polícia Militar e do canil do Corpo de Bombeiros.

    Vestígios de sangue encontrados no imóvel onde o casal esteve contribuíram para a mudança na tipificação do crime.

    Imagens de câmeras de segurança ajudaram a reconstituir a dinâmica do caso. Em um dos vídeos, a jovem aparece correndo e sendo perseguida pelo suspeito. Em outro momento, ele surge colocando o que seria o corpo da vítima em uma motocicleta e deixando o local.

    O suspeito foi encontrado desacordado em uma estrada na região da Serrinha, socorrido e preso em flagrante. Segundo a Polícia Civil, a suspeita é de que ele tenha tentado suicídio com o uso excessivo de insulina. Ele permanece internado sob custódia.

    O caso é investigado como feminicídio.

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    MAIS DE 1.400 FEMINICÍDIOS POR ANO NO BRASIL

    O caso de Evellyn ocorre em um contexto alarmante de violência de gênero no Brasil. Dados recentes apontam que o país registra, em média, mais de 1.400 feminicídios por ano, o que representa cerca de quatro mulheres assassinadas por dia. Além disso, os registros de violência contra a mulher ultrapassam a marca de 500 mil ocorrências anuais, enquanto os atendimentos realizados pelo Ligue 180 — canal nacional de denúncia — somam mais de 1,4 milhão por ano. Especialistas alertam que, na maioria dos casos, os crimes são cometidos por pessoas próximas às vítimas, como parceiros ou ex-companheiros.

    Diante desse cenário, o assassinato da adolescente reforça o debate sobre a efetividade das políticas públicas de prevenção e combate à violência doméstica e ao feminicídio. Embora existam leis específicas, como a Lei Maria da Penha e a tipificação do feminicídio no Código Penal, especialistas apontam falhas na aplicação prática das medidas de proteção e na rede de apoio às vítimas.

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    SEXTOU SEM NATALLY

    Natally

    A morte de Evellyn também reacende a memória de casos semelhantes registrados na região, como o da adolescente Natally, em Três Pontas, em 2023.

    O caso Natally gerou forte comoção pela brutalidade e pelas circunstâncias que envolveram o crime. A adolescente desapareceu no dia 11 após sair de casa para visitar a avó, que morava nas proximidades. Diante do sumiço, familiares acionaram as autoridades e uma grande mobilização foi iniciada. Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros atuaram intensamente nas buscas, com apoio de cães farejadores e drones. As investigações inicialmente se concentraram em áreas de mata e cafezais, com base no rastreamento do celular da vítima.

    Com o avanço das apurações, o principal suspeito foi identificado: Matheus, companheiro da tia da jovem. Ele chegou a participar das buscas e divulgar cartazes, tentando despistar a investigação. Posteriormente, acabou confessando o crime e levou os policiais até o local onde havia enterrado o corpo, em uma área rural de Nepomuceno.

    As investigações apontaram que Natally foi vítima de estupro e assassinato, em um crime marcado pela frieza. Em outubro de 2024, o acusado foi condenado a 28 anos de prisão, encerrando judicialmente um dos casos mais chocantes da região.

    Esse caso também é relembrado sempre pela cobertura do Jornalista Roger Campos, que escreveu naquela época uma das crônicas mais emocionantes e comentadas de sua tragetória: “Sextou Sem Natally”, que pode ser revista nas redes sociais ou no link abaixo:

    https://www.facebook.com/conexaotrespontas/posts/pfbid0EeDYhMasS8m2D3YXyP4tHhqPSpwz7dDNj2oRXATBcVtgxDaeTkxWDA9F939dzKJ5l?__cft__[0]=AZbT5YmmwEYBFq8n0ED_rXW4o6DbNeWhSkSAbdXZLJVLHEKLMlrzvgZhDu_uoi8pWUazjWOLEXi5j1YgOqwTXlduDwp2TnL_p8ej6-oF4r3Lkj7fJCYw6zWp-3zFULZlpOQztgjSTjpEEflbLSnbEtg0330u3SlcDO3V8V4-d7tkz15zsQ7zYoR3fQcL_M5sYY8&__tn__=%2CO%2CP-R

    Casos como esses evidenciam um padrão preocupante de violência que se repete, muitas vezes com características semelhantes: vítimas jovens, suspeitos próximos e uma escalada de violência que termina de forma irreversível. Para especialistas, a recorrência desses episódios demonstra a necessidade urgente de ações mais efetivas, tanto na prevenção quanto na responsabilização dos agressores.

    A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer todos os detalhes do crime contra Evellyn e formalizar o indiciamento do suspeito. Enquanto isso, a morte da adolescente em Lavras amplia a comoção na região e reforça a cobrança por respostas concretas das autoridades e da sociedade diante de uma realidade que insiste em se repetir.

    A tragédia reacende uma pergunta que permanece sem resposta: até quando casos como esse continuarão fazendo parte do cotidiano brasileiro?

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    Roger Campos

    Jornalista / Editor Chefe

    MTB 09816JP

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