Categoria: Três Pontas

  • JUVENTUDE, CIDADANIA E INCLUSÃO: PARLAMENTO JOVEM 2026 CHEGA AO FIM EM TRÊS PONTAS

    JUVENTUDE, CIDADANIA E INCLUSÃO: PARLAMENTO JOVEM 2026 CHEGA AO FIM EM TRÊS PONTAS

     

    A Câmara Municipal de Três Pontas encerrou, na noite de quarta-feira (21), a edição 2026 do Parlamento Jovem, com a entrega de certificados aos estudantes participantes. A iniciativa, promovida pela Escola do Legislativo “Professora Maria Rogéria de Mesquita”, incentiva a formação cidadã e aproxima os jovens do funcionamento do Poder Legislativo.

    A cerimônia reuniu autoridades, educadores, estudantes e representantes de instituições. Entre os presentes estavam o presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade; o vice-prefeito Maycon Douglas Vitor Machado; o secretário municipal de Cultura, Sérgio Nogueira; a vereadora Valéria Evangelista Oliveira, presidente da Escola do Legislativo; e o capitão Ederson de Souza Januário, da 151ª Companhia da Polícia Militar. O encontro foi conduzido por Carlos Castro, coordenador municipal do programa.

    INCLUSÃO FOI O TEMA CENTRAL

    Com o tema “Inclusão da pessoa com deficiência e com neurodivergência”, escolhido pelos estudantes mineiros, o Parlamento Jovem promoveu debates sobre três eixos: enfrentamento ao capacitismo e à violência; direito à informação e à comunicação; e espaços acessíveis e ambientes inclusivos.

    Oficinas, palestras e encontros ampliaram o conhecimento dos participantes. A APAE de Três Pontas e o Instituto Mineiro de Desenvolvimento Sociocognitivo (IMIDES) estiveram entre os parceiros que contribuíram com as atividades. Instituições e colaboradores também receberam certificados de reconhecimento.

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    APRENDIZADO QUE VAI ALÉM DA SALA DE AULA

    Durante o encerramento, os jovens compartilharam experiências e destacaram a importância do projeto para o crescimento pessoal, o pensamento crítico e a compreensão das políticas públicas. A iniciativa também estimula o diálogo, o respeito às diferenças e a participação nas decisões que impactam a sociedade.

    2027 TERÁ FOCO NOS DIREITOS DAS MULHERES

    Na etapa estadual, os estudantes definiram o tema da próxima edição: “Direitos das Mulheres e Combate à Misoginia”. A proposta abrirá espaço para discussões sobre igualdade, enfrentamento à discriminação de gênero e proteção dos direitos das mulheres.

     

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    Mais do que entregar certificados, o Parlamento Jovem encerra mais um ciclo de formação de jovens conscientes de seu papel na construção de uma sociedade mais justa, inclusiva e participativa.

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    #ConexãoTrêsPontas #ParlamentoJovem #CâmaraMunicipal #Cidadania #Inclusão

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  • ESTÁ CHEGANDO A HORA! Três Pontas se prepara para o maior Encontro de Motociclistas de sua história

    ESTÁ CHEGANDO A HORA! Três Pontas se prepara para o maior Encontro de Motociclistas de sua história

     

    Segunda edição do Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas promete quase 40 horas de rock and roll, 14 shows, atrações para toda a família, solidariedade e a presença de motoclubes de diversas regiões do Brasil.

    A contagem regressiva começou! Faltam poucos dias para Três Pontas receber um dos eventos mais aguardados pelos amantes do motociclismo e do rock and roll. Nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2026, o Sambódromo Jaime de Abreu, na Avenida Oswaldo Cruz, no Centro, será palco da segunda edição do Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas.

    Com entrada franca, o evento promete reunir motociclistas, triciclistas, motorhomes, visitantes de diversas regiões do Brasil e toda a população em uma grande celebração da música, da amizade e da irmandade motociclística.

    A realização é da Prefeitura Municipal de Três Pontas, com coordenação da Asseemg Eventos e direção da UMTP — União dos Motoclubes de Três Pontas.

    SEMANA CULTURAL: CINCO DIAS DE ATRAÇÕES

    Na próxima semana, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, promoverá uma programação especial que vem sendo chamada de Semana Cultural, com cinco dias de ações e atrações culturais concentradas no mesmo palco.

    A programação começa na quinta-feira, com o show da cantora sertaneja trespontana Amanda Rissi, vencedora de um concurso da EPTV que lhe proporcionou a oportunidade de se apresentar em um dos maiores palcos sertanejos do mundo: a Festa do Peão de Barretos.

    A apresentação será um presente da Prefeitura à artista, em reconhecimento à conquista, e também à população trespontana, que torceu e apoiou Amanda durante toda essa trajetória.

    Na sexta-feira, a atmosfera muda completamente. O sertanejo dá lugar ao bom e velho rock and roll, abrindo oficialmente três dias de muita música, confraternização e celebração da cultura motociclista.

    QUASE 40 HORAS DE ROCK, 14 SHOWS E GRANDES ATRAÇÕES

    O presidente da UMTP, o jornalista Roger Campos, destacou a dimensão da programação e a expectativa em torno desta segunda edição.

    “Estamos prestes a viver o maior encontro de motociclistas de todos os tempos em Três Pontas. Serão quase 40 horas de muito rock and roll, através de 14 shows, com bandas da cidade e também de diversos locais do Brasil. Dentre os shows de bandas de fora, quero destacar o T. Rox, que esteve na edição do ano passado, mas que teve, infelizmente, a apresentação prejudicada por conta da forte chuva. Outra banda de peso que se soma ao evento é a Aurah, elogiada e aplaudida por onde vai. Mas, para mim, a cereja do bolo vem no domingo com a apresentação inédita do projeto AEROGUNS, onde teremos pela primeira vez a apresentação em sequência de duas bandas cover: Guns n’ Roses e Aerosmith! Mas é importante destacar também a presença e o talento de diversas bandas trespontanas que brilharão durante os três dias de evento”, declarou Roger Campos.

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    Além dos shows, os intervalos das apresentações também serão momentos de interação com o público. Haverá sorteios de diversos brindes, incluindo capacetes e outros produtos oferecidos pelo comércio local.

    PROGRAMAÇÃO OFICIAL — CONFIRA OS HORÁRIOS

    SEXTA-FEIRA — 30 DE OUTUBRO

    – 18h: Abertura.
    – 18h30 às 19h40: Quantic Void.
    – 20h30 às 22h15: Aurah.
    – 23h à 1h15: Copo Americano.

    SÁBADO — 31 DE OUTUBRO

    – 11h: Abertura.
    – 12h às 13h15: Meteora Legacy.
    – 14h às 15h30: Cabruxos.
    – 16h30 às 18h: Alien Hearth.
    – 19h às 20h30: Stereorocks.
    – 21h30 às 23h: T. Rox.
    – 23h45 à 1h30: Hellraizers.

    DOMINGO — 1º DE NOVEMBRO

    – 10h: Abertura.
    – 11h às 12h30: Double Down.
    – 13h30 às 15h: The Hitmakers.
    – 16h às 17h30: Zenite.
    – 18h30 às 20h: Vinith.
    – 21h às 22h30: Aeroguns — Guns N’ Roses Nithrain Cover.
    – 23h à 0h30: Aeroguns — Aerosmith Cover.

    Atenção: a organização informa que haverá passagem de som e sorteio de brindes 30 minutos antes de cada show.

    GASTRONOMIA, SOUVENIRS E DIVERSÃO PARA TODA A FAMÍLIA

    O encontro vai muito além dos palcos. A organização preparou uma estrutura diversificada para receber o público, com praça de alimentação, comércio especializado, espaço infantil e atrações voltadas a diferentes faixas etárias.

    “Teremos uma completa praça de alimentação com 6 estandes, incluindo chopp, churrasco, tropeiro e macarrão, pizza, refrigerante e água, frango e muito mais. Teremos barracas de souvenirs especializadas na comercialização de produtos de motociclistas e de rock. Teremos ainda uma área kids coordenada por Tia Ellen Recreações, incluindo pula-pula, pintura artística e brinquedos infláveis. Também haverá entrega de troféus para todos os motoclubes presentes, já que a expectativa é que diversos motoclubes do Brasil inteiro estejam presentes”, emendou ele.

    A estrutura contará com portal de entrada temático e um backdrop preparado para que os visitantes registrem o momento e levem uma lembrança do encontro. Também haverá estacionamento para motocicletas dentro do local. Para se proteger de uma eventual chuva, sete tendas com tamanho 4 x 4 foram contratadas juntamente com vários jogos de mesa para acomodar com conforto, segurança e tranquilidade o público presente, principalmente os motociclistas da terceira idade e todos aqueles que gozem de alguma preferência.

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    CAMPING COM ESTRUTURA PARA RECEBER OS VISITANTES

    Pensando nos motociclistas e visitantes que virão de outras cidades, foi preparada uma área de camping no Mercadão Municipal, sob coordenação da Secretaria Municipal de Agropecuária.

    O espaço oferecerá área coberta, chuveiros com água quente e estacionamento também coberto. No domingo pela manhã, será servido café aos participantes.

    A iniciativa busca proporcionar mais conforto e praticidade a quem pretende aproveitar a programação durante os três dias do encontro.

    SOLIDARIEDADE: UM GESTO QUE FAZ A DIFERENÇA

    Além da música e da confraternização, o encontro também tem um importante compromisso social.

    Conforme divulgado pela própria Polícia Militar, o evento anterior foi marcado pela organização, sem registro de brigas, tumultos ou violência. A proposta é manter esse ambiente de respeito, tranquilidade e convivência entre os participantes.

    A solidariedade também faz parte da iniciativa. A organização solicita, de maneira opcional e não obrigatória, a doação de fraldas geriátricas, que serão destinadas aos idosos atendidos pela Vila Vicentina de Três Pontas.

    O encontro contará ainda com duas homenagens, reforçando o caráter de reconhecimento e valorização que também integra a programação.

    BÔNUS: SEMANA CULTURAL CONTINUA NA SEGUNDA-FEIRA

    E a programação não termina no domingo!

    Na segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados, a Semana Cultural será encerrada com um show acústico da banda Cabruxos, a partir das 14h.

    A apresentação reunirá sucessos de diferentes estilos musicais, com homenagens à Música Popular Brasileira, ao Clube da Esquina e, especialmente, ao trespontano Milton Bituca Nascimento, que completa 84 anos de vida.

    Será mais um momento de celebração da música e da identidade cultural de Três Pontas.

    UMA FESTA DE IRMANDADE, RESPEITO E AMIZADE

    Ao falar sobre a expectativa para o encontro, Roger Campos fez questão de agradecer aos parceiros e reforçar o convite à população e aos visitantes.

    “Realmente será uma semana inesquecível em Três Pontas. Por isso eu quero agradecer em nome da UMTP, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, Câmara Municipal de Três Pontas, Asseemg Eventos, ao comércio local pelo apoio e especialmente aos motoclubes da cidade que realmente vestiram a camisa, com destaque para o Route 69, Kveiras e Endiabrados.

    Deixo aqui o convite para todos virem a Três Pontas porque será uma grande festa, uma celebração da irmandade, do respeito, da amizade, sem baderna, sem bagunça e sem confusão. Deixo aqui um convite especial para os triciclistas e para os motorhomes que também são nossos convidados especiais. Coloque na sua agenda e venha curtir com a gente! É aqui que a gente se encontra”, finalizou Roger Campos.

    SERVIÇO

    Evento: 2º Encontro da União dos Motociclistas de Três Pontas.

    Data: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro de 2026.

    Local: Sambódromo Jaime de Abreu — Avenida Oswaldo Cruz, Centro, Três Pontas (MG).

    Entrada: Franca.

    Solidariedade: Doação opcional de fraldas geriátricas para a Vila Vicentina de Três Pontas.

    Realização: Prefeitura Municipal de Três Pontas.

    Coordenação: Asseemg Eventos.

    Direção: União dos Motoclubes de Três Pontas (UMTP).

    Contato: Jornalista Roger Campos — (35) 9 9975-4248.

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  • TRÊS PONTAS VIROU CAMINHO DE FÉ: 23 DE SETEMBRO REAFIRMOU A FORÇA DO TURISMO RELIGIOSO E DA DEVOÇÃO AO BEATO PADRE VICTOR

    TRÊS PONTAS VIROU CAMINHO DE FÉ: 23 DE SETEMBRO REAFIRMOU A FORÇA DO TURISMO RELIGIOSO E DA DEVOÇÃO AO BEATO PADRE VICTOR

     

    Milhares de pessoas chegaram à cidade a pé, de ônibus, carros, caravanas, a cavalo e de diferentes partes do Brasil. Festa movimentou o Santuário, a Praça Cônego Victor, a Mina do Padre Victor e as estradas da região

    TRÊS PONTAS — Há dias em que uma cidade simplesmente acorda. E há dias em que uma cidade parece acordar para lembrar quem ela é. 23 de setembro é assim em Três Pontas. Em 2026, mais uma vez, a cidade abriu seus caminhos, suas igrejas, suas praças e, sobretudo, o seu coração para receber milhares de devotos do Beato Padre Victor.

    Durante a madrugada, enquanto grande parte da população ainda dormia, já havia gente caminhando pelas estradas. Pessoas que saíram de suas cidades horas antes. Algumas carregando cruzes. Outras, terços. Algumas cumprindo promessas. Outras agradecendo. E muitas simplesmente trazendo consigo uma esperança que talvez ninguém além delas consiga compreender. O resultado foi uma das maiores manifestações de fé do calendário religioso do Sul de Minas.

    UM NÚMERO IMPRESSIONANTE — MAS QUE AINDA É UMA ESTIMATIVA

    Antes da festa, a EPR Vias do Café trabalhava com uma estimativa de aproximadamente 50 mil pessoas circulando por Três Pontas nos dias 22 e 23 de setembro. Desse total, cerca de 5 mil peregrinos deveriam fazer o percurso a pé pelas rodovias e estradas da região.

    Depois da celebração, entretanto, um dado importante precisa ser registrado com responsabilidade jornalística: não foi divulgado, até o momento, um levantamento oficial final informando exatamente quantas pessoas passaram por Três Pontas durante a festa. A imprensa registrou que a movimentação foi uma das maiores dos últimos anos, mas destacou justamente a ausência de uma contagem oficial por parte da organização ou das forças de segurança.

    Portanto, 50 mil é uma estimativa de público, e não uma contagem oficial consolidada. Mas quem esteve em Três Pontas viu a dimensão da movimentação.

    5 MIL PESSOAS A CAMINHO DE TRÊS PONTAS

    Talvez nenhuma imagem represente melhor o tamanho dessa devoção do que as pessoas caminhando. A reportagem baseada na cobertura do Conexão registrou milhares de devotos percorrendo aproximadamente 30 quilômetros entre Varginha e Três Pontas pela MG-167. E não eram apenas moradores de Varginha. Peregrinos chegaram de Boa Esperança, Elói Mendes, Nepomuceno, Monsenhor Paulo e outras cidades do Sul de Minas, além de grupos vindos de localidades mais distantes.

    Alguns caminharam durante a noite. Outros atravessaram a madrugada. Muitos chegaram cansados, mas seguiram para o Santuário. E houve quem transformasse o próprio percurso em oração.

    Como resumiu uma peregrina ouvida pela Canção Nova, há quem caminhe para pedir, há quem caminhe para agradecer — e há quem descubra, no caminho, uma oportunidade de refletir sobre a própria vida.

    A MADRUGADA QUE COMEÇOU EM ORAÇÃO

    O dia 23 de setembro começou muito antes do nascer do sol.

    Às 3h, houve Santa Missa no Santuário Diocesano Nossa Senhora d’Ajuda.

    Às 3h30, saiu a tradicional Procissão da Penitência, em direção à região da Faxina.

    Às 4h30, a Corporação Musical Luiz Antônio Ribeiro realizou a tradicional alvorada na Praça Cônego Victor.

    Às 6h, os fiéis participaram da celebração na Capela Santa Cruz, na região da Faxina, tradicionalmente associada à memória de Padre Victor.

    E a programação do Santuário continuou durante todo o dia, com missas às:

    3h • 5h • 7h • 9h • 11h • 13h • 15h • 17h • 19h.

    A Missa das 9h, solene e pontifical, foi presidida pelo bispo diocesano Dom Walter Jorge Pinto.

    NA VÉSPERA, A CIDADE JÁ ESTAVA EM CLIMA DE FÉ

    A programação não começou no dia 23. A Novena do Beato Padre Victor teve início em 14 de setembro e seguiu até o dia 22. Durante a semana, o Santuário recebeu procissões da penitência, missas, confissões e celebrações em diferentes horários. No dia 20, domingo, a programação foi ampliada. E no dia 22, véspera da grande celebração, Três Pontas viveu outro momento especial:

    Queima dos Pedidos, às 15h;

    Procissão Luminosa, às 18h;

    Missa e novena, às 19h;

    e uma última celebração às 22h.

    O SANTUÁRIO FICOU LOTADO

    A dimensão da festa também pôde ser percebida dentro do Santuário. O Conexão registrou, ainda durante a programação, celebrações completamente lotadas, com fiéis acompanhando as missas inclusive do lado de fora e filas formadas para chegar ao local onde estão os restos mortais do Beato Padre Victor.

    Após o dia 23, veículos da região voltaram a registrar a grande movimentação no entorno do Santuário e da Praça Cônego Victor. O Conexão TV Web registrou que milhares de fiéis participaram das celebrações, com filas para visitar o local onde estão os restos mortais do Beato.

    A Canção Nova também destacou que as missas lotaram o Santuário e que peregrinos de diferentes partes do Brasil participaram das celebrações.

    E NÃO FOI APENAS FÉ: FOI PEREGRINAÇÃO

    A festa mostrou que Três Pontas já possui algo que muitos destinos turísticos religiosos precisam construir durante décadas:

    uma tradição espontânea de peregrinação.

    A pessoa não vem apenas para assistir a uma missa.

    Ela percorre quilômetros.

    Planeja a viagem.

    Organiza grupos.

    Compra passagem.

    Aluga ônibus.

    Abastece.

    Come.

    Compra.

    Dorme.

    Visita.

    Reza.

    E volta para casa.

    É por isso que o 23 de setembro precisa ser compreendido também como um dos maiores acontecimentos de turismo religioso de Três Pontas.

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    A MINA DO PADRE VICTOR TAMBÉM RECEBEU O MOVIMENTO

    Outro ponto fundamental da festa foi o Parque Multiuso da Mina do Padre Victor, onde tradicionalmente acontece a feira. Em 2026, a organização da feira ficou sob responsabilidade da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.

    Antes da festa, foram projetados aproximadamente 380 lotes comerciais, com estrutura envolvendo comerciantes, visitantes, segurança, transporte, banheiros, chuveiros e equipe de apoio. A Mina, portanto, não é apenas um ponto comercial. É também um lugar de memória e devoção.

    É um dos espaços que ajudam a contar a história de Padre Victor e que podem integrar, cada vez mais, uma estratégia permanente de turismo religioso.

    UMA CIDADE INTEIRA ENVOLVIDA

    A festa também muda a rotina de Três Pontas. Hotéis, restaurantes, lanchonetes, postos de combustíveis, comércio, transporte e vendedores ambulantes passam a trabalhar com um fluxo completamente diferente do cotidiano.

    E existe uma razão para isso: uma cidade que recebe dezenas de milhares de visitantes em poucos dias precisa começar a enxergar essa movimentação como patrimônio turístico e econômico.

    A Festa do Padre Victor não é apenas um evento religioso. Ela é também uma oportunidade de mostrar Três Pontas.

    Sua história.

    Sua fé.

    Seu café.

    Sua música.

    Sua gastronomia.

    Sua cultura.

    Seu comércio.

    Sua hospitalidade.

    SEGURANÇA: UMA OPERAÇÃO PARA QUEM CAMINHOU

    A movimentação exigiu uma operação especial nas rodovias. A EPR Vias do Café mobilizou equipes e viaturas e instalou pontos de apoio para os peregrinos na MG-167 e na BR-265.

    Entre os pontos estavam:

    📍 Posto Líder, em Varginha;

    📍 Fazenda Zaroca;

    📍 DER;

    📍 Fazenda Pantera;

    📍 Base de Serviço Operacional, em Santana da Vargem;

    📍 BR-265, em Coqueiral.

    Foram disponibilizados orientação e coletes refletivos, enquanto a concessionária reforçou as recomendações de segurança para quem caminhava durante a noite ou madrugada.

    Após a festa, o Conexão informou que o reforço do policiamento contribuiu para que a celebração terminasse sem acidentes relacionados ao grande movimento de peregrinos e veículos nas rodovias próximas a Três Pontas.

    PADRE VICTOR VOLTOU A UNIR TRÊS PONTAS

    Talvez seja essa a parte mais bonita de tudo. Porque, por algumas horas, as diferenças parecem desaparecer. Chegam ricos e pobres. Jovens e idosos. Moradores e visitantes. Pessoas que vêm de longe e pessoas que vivem a poucos metros do Santuário. Todos caminhando para o mesmo lugar. Todos diante da mesma memória. Todos carregando suas próprias histórias.

    A Canção Nova registrou cenas de peregrinos descansando no chão do Santuário entre uma celebração e outra, levantando-se depois para continuar suas orações. Também destacou o trabalho voluntário de pessoas que oferecem alimento e acolhimento aos romeiros.

    Isso também é turismo religioso. Não apenas a viagem. O acolhimento.

    121 ANOS DEPOIS, A HISTÓRIA CONTINUA

    Francisco de Paula Victor morreu em 23 de setembro de 1905. Em 2026, completaram-se 121 anos de sua morte. Mais de um século depois, seu nome continua provocando algo extraordinário: pessoas continuam colocando os pés na estrada para chegar até ele. Padre Victor foi beatificado em Três Pontas em 14 de novembro de 2015.

    E sua memória continua profundamente ligada à identidade religiosa da cidade. Na homilia oficial da Diocese da Campanha, publicada em 23 de setembro, Dom Walter Jorge Pinto destacou a vida do Beato como exemplo de fé, serviço, comunhão, unidade e caridade.

    E AGORA, UMA PERGUNTA PARA TRÊS PONTAS

    Depois de mais uma Festa do Padre Victor, talvez a pergunta não seja apenas:

    “Quantas pessoas vieram?”

    A pergunta deveria ser:

    “O que Três Pontas fará com tudo isso?”

    Porque uma cidade que recebe aproximadamente 50 mil visitantes em apenas dois dias, segundo a estimativa divulgada antes do evento, possui um ativo turístico extraordinário.

    E uma cidade que recebe milhares de pessoas caminhando por quilômetros possui algo ainda mais raro:

    uma peregrinação que já nasceu da própria fé popular.

    O desafio agora é transformar essa força em uma política permanente de turismo religioso.

    Com planejamento.

    Infraestrutura.

    Acolhimento.

    Sinalização.

    Segurança.

    Informação.

    Preservação do patrimônio.

    Capacitação.

    Roteiros.

    Divulgação.

    E integração entre Igreja, Poder Público, comércio, empresários, entidades e comunidade.

    Porque o 23 de setembro termina.

    Mas a história de Padre Victor não termina.

    E a peregrinação também não precisa terminar.

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    TRÊS PONTAS É UMA CIDADE DE FÉ

    Talvez seja essa a grande conclusão desta cobertura.

    A Festa de 2026 mostrou novamente que Três Pontas não precisa inventar um destino turístico religioso.

    Ele já existe.

    Está no Santuário.

    Está na Mina.

    Está na Capela da Faxina.

    Está na memória de Padre Victor.

    Está nas famílias.

    Está nas promessas.

    Está nas orações.

    Está nos milhares de passos que, todos os anos, apontam para Três Pontas.

    E está, principalmente, no coração de quem chega.

    Porque algumas pessoas viajam para conhecer uma cidade.

    Outras caminham quilômetros para encontrar uma resposta.

    E, todos os anos, milhares delas encontram em Três Pontas um lugar onde podem simplesmente parar, rezar, agradecer e continuar.

    TRÊS PONTAS. TERRA DO BEATO PADRE VICTOR.

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  • A arte de Três Pontas que embelezou Belo Horizonte: Kaká Chazz transforma empena de 1.600 m² em uma monumental homenagem a Milton Nascimento

    A arte de Três Pontas que embelezou Belo Horizonte: Kaká Chazz transforma empena de 1.600 m² em uma monumental homenagem a Milton Nascimento

     

    O que nasceu em Três Pontas agora ganhou uma dimensão gigantesca no coração de Belo Horizonte.

    O artista trespontano Kaká Chazz acaba de concluir um dos maiores murais de arte urbana da capital mineira: uma homenagem monumental a Milton Nascimento, ocupando aproximadamente 1.600 metros quadrados da empena de um edifício na Avenida Álvares Cabral, no Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras. A obra foi iniciada em 8 de setembro e concluída em 25 de setembro de 2026.

    O endereço divulgado pela maioria das reportagens é Avenida Álvares Cabral, 347. Uma reportagem do Estado de Minas chegou a informar o número 374, mas as demais fontes consultadas — incluindo Hoje em Dia, Rádio Itatiaia, BHAZ e N3 News — apontam o nº 347. Por isso, esta reportagem adota o endereço majoritariamente confirmado.

    UMA OBRA QUE É MUITO MAIS DO QUE UM RETRATO

    Kaká Chazz não quis simplesmente pintar o rosto de Milton em uma parede gigantesca.

    O projeto foi concebido como uma travessia pela vida e pela obra de Bituca, colocando em diálogo diferentes momentos da trajetória do cantor e compositor.

    Na parte superior aparece Milton em uma fase mais madura, associado ao figurino utilizado em sua turnê de despedida dos palcos, “A Última Sessão de Música”, de 2022. Em outra parte da composição surge o Milton jovem, o artista que começava a construir uma das trajetórias mais importantes da música brasileira.

    E existe uma escolha particularmente simbólica para Três Pontas: o tradicional chapéu do jovem Milton incorpora a representação da Serra de Três Pontas, imagem desenhada pelo próprio Bituca e utilizada na capa do álbum Geraes, que completa 50 anos em 2026.

    MINAS GERAIS ESTÁ NAS CORES DO MURAL

    A identidade visual da obra também foi pensada para contar uma história.

    A paleta utiliza tons inspirados no pôr do sol mineiro. Os arabescos dourados fazem referência ao ouro e à tradição do barroco mineiro, especialmente à estética associada às obras de Aleijadinho.

    Também aparecem sementes, elemento recorrente no trabalho de Kaká Chazz. Segundo o artista, elas fazem referência ao nome “Semente da Terra”, atribuído a Milton pelo povo indígena Guarani-Kaiowá.

    Há ainda palavras e referências relacionadas a Minas, à música de Milton e à sua trajetória. A própria Três Pontas está incorporada à narrativa visual.

    Não por acaso.

    E A HISTÓRIA COMEÇA JUSTAMENTE EM TRÊS PONTAS

    Existe uma coincidência bonita demais para ser ignorada.

    Kaká Chazz nasceu em Três Pontas.

    E foi em Três Pontas que Milton Nascimento cresceu e construiu parte fundamental de sua identidade. Nascido no Rio de Janeiro, Milton chegou ainda criança à cidade do Sul de Minas e ali viveu parte decisiva de sua formação.

    Kaká cresceu ouvindo Milton.

    As músicas de Bituca faziam parte das celebrações escolares e das formaturas. Mais tarde, já adulto, o artista passou a mergulhar ainda mais profundamente na obra do compositor e a perceber como muitos dos elementos presentes em sua própria linguagem artística também estavam na música de Milton: Minas, o interior, a cultura popular, a fé, o sertão, as pessoas e as histórias muitas vezes invisibilizadas.

    Para Kaká, pintar Milton não era apenas retratar um ídolo.

    Era enfrentar a responsabilidade de representar alguém que, de certa forma, também fazia parte da paisagem afetiva de sua própria infância.

    “Pintar o Milton não é simplesmente pintar um grande artista que admiro”, afirmou Kaká, ressaltando a trajetória de lutas do cantor e sua dedicação à arte e ao povo.

    Em outra declaração, o artista resumiu a importância que a obra de Bituca adquiriu em sua formação: “Para mim, a obra dele é como uma faculdade.”

    UM PROJETO QUE NASCEU HÁ CERCA DE QUATRO ANOS

    A monumental homenagem não surgiu de uma ideia de última hora.

    Segundo Kaká Chazz, o projeto começou a ser pensado há aproximadamente quatro anos, a partir de sua admiração pela trajetória de Milton.

    O artista apresentou a proposta a Roger Dee, produtor e articulador ligado à cultura hip hop. Foi Dee quem ajudou a viabilizar o acesso ao prédio e levou o projeto à equipe da Fábrica de Graffiti. A partir daí, a homenagem passou a integrar a 20ª edição do projeto.

    A intervenção foi realizada com patrocínio da Fundação ArcelorMittal, dentro de uma iniciativa que utiliza a arte urbana para transformar grandes superfícies e aproximar a população da cultura.

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    POR QUE AQUELE PRÉDIO?

    A escolha da empena tem uma razão prática e artística.

    Uma lateral de aproximadamente 1.600 m², localizada em uma região central e de grande circulação, permite que a obra seja vista de diferentes pontos da cidade.

    A proposta da Fábrica de Graffiti é justamente transformar espaços urbanos de grande escala em áreas de fruição artística.

    O projeto atua desde 2019 e, segundo informações divulgadas pela iniciativa, já ultrapassou 50 quilômetros de superfícies grafitadas, contratou cerca de 300 artistas e contribuiu para a formação de aproximadamente 800 novos artistas.

    Em Belo Horizonte, a 20ª edição encontrou em Milton Nascimento um personagem que reúne arte, Minas Gerais, música popular brasileira e identidade cultural.

    A FAMÍLIA DE MILTON APROVOU A HOMENAGEM

    E existe um detalhe especialmente importante nessa história: a família de Milton Nascimento acompanhou e aprovou o projeto.

    O filho do cantor, Augusto Nascimento, esteve no local durante a execução e falou publicamente sobre a emoção de ver o rosto do pai ocupando uma enorme parede no centro de Belo Horizonte.

    Augusto também destacou a relação entre Kaká, Milton e Três Pontas, lembrando que o artista trespontano já havia feito uma homenagem ao cantor na cidade do Sul de Minas.

    E essa primeira homenagem tem um significado especial.

    ANTES DE BH, VEIO TRÊS PONTAS

    Em 2025, Kaká Chazz realizou em Três Pontas um mural de aproximadamente 72 m² dedicado a Milton Nascimento.

    A obra colocou lado a lado diferentes momentos da vida do cantor e chegou ao conhecimento do próprio Bituca por intermédio de seu filho.

    A reação de Milton foi registrada publicamente.

    Ao compartilhar imagens da homenagem, escreveu:

    “Que alegria! Receber uma homenagem dessas me enche o coração. Só tenho a agradecer por tanto carinho.”

    Segundo Augusto Nascimento, o pai aprovou e adorou a homenagem feita em Três Pontas.

    E foi justamente essa relação anterior que ajudou a criar uma conexão ainda maior entre o artista trespontano e a família de Milton.

    “BH, QUE JÁ ERA LINDA, AGORA FICOU MARAVILHOSA”

    Ao acompanhar a nova obra, Augusto Nascimento não escondeu a emoção.

    Em declaração divulgada pelo Hoje em Dia, ele chamou Kaká de “um artista genial de Três Pontas” e destacou que foi justamente na cidade do Sul de Minas que seu pai cresceu e se tornou profundamente ligado à identidade mineira.

    Em outra declaração, Augusto afirmou que ver o rosto do pai tomando as ruas de Belo Horizonte provoca uma emoção particular e destacou a importância de Milton, Lô Borges e do Clube da Esquina para a identidade cultural de Minas Gerais.

    A família também já possui uma relação próxima com a arte urbana: os cenários das duas últimas turnês de Milton foram produzidos pelos OSGEMEOS.

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    KAKÁ CHAZZ: O ARTISTA QUE LEVOU TRÊS PONTAS PARA O MURO DE BH

    Mais do que descobrir quem pintou o mural, é importante entender quem é o artista por trás dele.

    Kaká Chazz é muralista e grafiteiro mineiro, natural de Três Pontas. Sua produção está fortemente ligada à cultura mineira, à arte urbana e às referências do território onde cresceu.

    Sua trajetória dialoga com elementos como cultura popular, paisagem, memória e identidade.

    E talvez seja exatamente isso que torne essa homenagem tão simbólica.

    Kaká não veio de um grande centro para pintar Milton.

    Ele veio de Três Pontas.

    A mesma cidade que ajudou a formar Milton Nascimento.

    Agora, um artista que nasceu nessa mesma cidade leva a imagem de Bituca para uma empena de 1.600 metros quadrados no coração da capital mineira.

    É uma espécie de encontro entre duas gerações de artistas atravessadas pelo mesmo território.

    DE TRÊS PONTAS PARA O MUNDO

    Há uma dimensão que ultrapassa o tamanho da parede.

    Milton Nascimento passou boa parte da vida mostrando ao Brasil e ao mundo que o interior também poderia produzir arte universal.

    Agora, um artista nascido na mesma cidade transforma essa história em imagem.

    De um lado, Milton levou Três Pontas para o mundo através da música.

    Do outro, Kaká Chazz leva Três Pontas para Belo Horizonte através da arte urbana.

    E talvez seja essa a imagem mais bonita dessa história:

    um trespontano pintando outro grande símbolo de Três Pontas para que uma capital inteira possa olhar para cima e lembrar de onde veio parte da alma mineira.

    FICHA DA OBRA

    Homenageado: Milton Nascimento
    Artista: Kaká Chazz
    Dimensão: aproximadamente 1.600 m²
    Local: Avenida Álvares Cabral, 347 — Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras
    Execução: 8 a 25 de setembro de 2026
    Projeto: 20ª edição da Fábrica de Graffiti
    Direção artística: Roger Dee
    Artistas assistentes: Bark e Asher
    Patrocínio: Fundação ArcelorMittal
    Idealização/produção executiva: Fábrica de Graffiti / Paula Mesquita Lage

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  • DR. GUSTAVO GOMES ASSUME A DELEGACIA REGIONAL DE VARGINHA E LEVA CONSIGO UM LEGADO CONSTRUÍDO EM TRÊS PONTAS

    DR. GUSTAVO GOMES ASSUME A DELEGACIA REGIONAL DE VARGINHA E LEVA CONSIGO UM LEGADO CONSTRUÍDO EM TRÊS PONTAS

     

    Da Polícia Civil de Três Pontas para o comando regional: uma trajetória marcada por operações, reconhecimento e resultados.

    O delegado Dr. Gustavo Gomes acaba de assumir a Delegacia Regional da Polícia Civil de Varginha, unidade vinculada ao 6º Departamento de Polícia Civil, com sede em Lavras. A nomeação foi publicada no Diário Oficial de Minas Gerais no último sábado (26). Ele passa a responder pelas delegacias de nove municípios, incluindo Três Pontas, e também acumula a chefia da Delegacia Regional Rural de Varginha.

    Mas, para Três Pontas, o nome Gustavo Gomes representa muito mais do que uma nova função. O delegado atuou na cidade desde 2020 e esteve à frente de uma equipe que recebeu reconhecimento por operações contra o tráfico de drogas, roubos e outros crimes.

    Entre os trabalhos que ganharam destaque está a Operação Faroeste, cuja terceira fase, realizada em fevereiro de 2021, motivou voto de congratulações aprovado pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais à equipe da Polícia Civil de Três Pontas.

    Em março de 2023, a equipe também foi reconhecida pela atuação nas operações Álibi e Chá das 4:20, que resultaram em prisões e apreensão de grande quantidade de entorpecentes. A Comissão de Segurança Pública da ALMG registrou oficialmente o reconhecimento ao trabalho dos policiais envolvidos.

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    Outro marco foi o desempenho da Delegacia de Três Pontas em 2023, quando a unidade alcançou 14.670,22 pontos e ficou em primeiro lugar no ranking estadual de produtividade, recebendo Certificado de Excelência Profissional.

    O trabalho também rendeu homenagens individuais. Dr. Gustavo recebeu o Troféu “O Tira”, reconhecimento concedido a integrantes da Polícia Civil que se destacam no exercício de suas funções. Em dezembro de 2025, recebeu ainda a Medalha Desembargador Hélio Costa, do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, em reconhecimento a relevantes serviços prestados ao Judiciário local.

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    Natural de São Bernardo do Campo (SP), Gustavo vive em Três Pontas desde os 10 anos e recebeu da Câmara Municipal o Título de Cidadão Honorário Trespontano. Mesmo deixando a chefia da Polícia Civil na cidade, continua ligado à região por meio da atuação da Delegacia Rural.

    Agora, o desafio é regional. E Três Pontas acompanha de perto a ascensão de um profissional que construiu parte importante de sua trajetória justamente aqui.

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  • UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    30 dias após a morte de Luiz Otávio, família ainda busca respostas. Polícia Civil afirma que investigação continua e que novos elementos poderão ser incorporados ao procedimento

    “Uma tristeza sem fim!”

    É assim que a mãe de Luiz Otávio Clemente, Patrícia Oliveira, segue tentando levar a vida depois da perda do filho. Uma mãe que, segundo familiares, enfrenta a dor diariamente e busca respostas para entender exatamente o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto de 2026, em Três Pontas.

    Hoje, 15 de setembro, completa-se exatamente um mês desde a morte de Luiz Otávio, conhecido por familiares e amigos como Tavinho.

    Ele morreu depois de ser ferido durante uma discussão que começou em um bar e terminou em uma residência, no bairro Ouro Verde. Segundo as informações registradas pela Polícia Militar e posteriormente divulgadas por veículos que acompanharam o caso, houve uma forte discussão e Luiz Otávio sofreu um ferimento por arma branca na região do ombro. Ele foi socorrido, mas morreu após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal.

    Desde então, o caso permanece sob investigação da Polícia Civil. E é justamente por isso que, 30 dias depois, o Conexão Três Pontas volta a fazer as perguntas que precisam ser feitas.

    UM CASO QUE NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO

    O caso ganhou repercussão regional e foi acompanhado de perto pelo Conexão Três Pontas, que, desde os primeiros momentos, procurou tratar os fatos com isenção, responsabilidade e independência jornalística. Nossa reportagem se debruçou sobre as informações disponíveis, analisou imagens, ouviu diferentes versões e buscou respostas junto às autoridades. E continuará fazendo isso.

    Não para condenar antecipadamente ninguém. Não para escolher um lado. Mas para buscar aquilo que deve ser o objetivo de qualquer investigação criminal: a verdade sobre o que aconteceu.

    O Conexão Três Pontas não vai deixar esse caso esfriar!

    Vira e mexe, voltamos ao tema justamente porque existe uma família que continua sem respostas definitivas e porque uma morte precisa ser esclarecida com todos os elementos disponíveis.

    Hoje, ao completar 30 dias, voltamos a questionar o andamento das investigações, a apuração rigorosa dos fatos e, principalmente, quais serão os próximos passos até que se consiga estabelecer, com segurança jurídica e respaldo probatório, a dinâmica exata do episódio.

    CONEXÃO PROCUROU A POLÍCIA CIVIL

    Na manhã desta terça-feira, o Conexão Três Pontas entrou novamente em contato com a Polícia Civil de Três Pontas em busca de informações atualizadas sobre o caso. Nossa reportagem procurou o delegado responsável pela unidade, Dr. Guilherme Banterli Moreira, além do investigador Rodrigo Alexandre Silva, que integra a equipe da Polícia Civil de Três Pontas. Rodrigo atua na unidade há anos e possui histórico de participação em diversas investigações e operações policiais no município.

    A pergunta é simples, mas extremamente importante:

    O que avançou na investigação depois de um mês?

    A resposta obtida pelo Conexão é que as investigações continuam.

    Segundo as informações repassadas à reportagem, novos fatos, novos elementos e novas diligências ainda poderão ser incorporados ao procedimento investigativo. Ou seja: a investigação ainda não está encerrada. E isso é fundamental. Porque um caso com versões distintas, imagens de segurança, testemunhas, vestígios e uma morte decorrente de uma briga precisa ser investigado com profundidade antes que qualquer conclusão definitiva seja apresentada.

    E OS LAUDOS?

    Outro ponto que o Conexão Três Pontas buscou esclarecer diz respeito aos exames periciais. É natural que, após um mês de uma morte violenta, a família queira saber se os exames técnicos já foram concluídos e o que eles apontam. É importante, porém, fazer uma ressalva jornalística: não existe um prazo automático de 30 dias que obrigue, em qualquer investigação, todos os laudos periciais a estarem necessariamente concluídos nesse período. Cada exame possui sua complexidade, e os resultados podem depender de análises técnicas e laboratoriais. Ainda assim, o marco de 30 dias é relevante para a família e para a sociedade justamente porque aumenta a expectativa por respostas.

    Foi em busca dessas respostas que nossa reportagem voltou a procurar as autoridades.

    Há indicação de que resultados periciais possam já estar disponíveis ou em fase de conclusão, mas o Conexão Três Pontas não teve acesso aos laudos e, até o momento, não recebeu confirmação oficial de seu conteúdo. Por isso, não vamos transformar informação não confirmada em fato. Vamos aguardar.

    Porque, em uma investigação criminal, mais importante do que publicar primeiro é publicar corretamente.

    UMA OU DUAS FACADAS?

    Este é um dos pontos que mais chama a atenção nesta nova etapa da apuração. O Conexão Três Pontas recebeu uma imagem do corpo de Luiz Otávio na qual, aparentemente, poderiam ser observadas duas lesões compatíveis, em tese, com ferimentos provocados por objeto perfurocortante. Mas atenção: essa informação ainda não foi confirmada.

    Nossa reportagem não conseguiu obter, até o momento, confirmação oficial da Polícia Civil, da perícia ou de laudo médico-legal que permita afirmar que Luiz Otávio sofreu efetivamente dois golpes. Por isso, o Conexão não afirmará que foram duas facadas.

    A pergunta permanece em aberto: foi uma facada ou foram duas?

    A resposta poderá ser importante para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos. Caso a existência de duas lesões seja confirmada pelos exames oficiais, será necessário compreender a natureza, localização, profundidade e características de cada ferimento, sempre dentro da análise técnica dos peritos e do conjunto probatório.

    Não cabe ao jornalismo substituir a perícia. Cabe ao jornalismo perguntar aquilo que ainda precisa ser respondido. E essa pergunta, hoje, permanece sem resposta pública definitiva.

    UMA INVESTIGAÇÃO QUE PRECISA SER MUITO BEM AMARRADA

    O Conexão Três Pontas também conversou com profissionais da área jurídica sobre a complexidade de uma investigação dessa natureza. A avaliação foi convergente em um ponto central: é fundamental que todos os elementos disponíveis sejam reunidos antes de qualquer conclusão definitiva sobre autoria, dinâmica e eventual responsabilidade criminal. Isso ganha ainda mais importância diante da existência de outras pessoas no local e das diferentes versões apresentadas sobre a sequência dos acontecimentos.

    Um dos advogados ouvidos pela reportagem resumiu a questão:

    “É primordial num caso como esse que a investigação traga todos os elementos possíveis, necessários e suficientes para que, no julgamento, a Justiça tenha todos os subsídios para tomar a sua decisão, a decisão correta!”

    É exatamente isso que está em jogo. Não se trata apenas de descobrir quem estava na cena. É preciso estabelecer, tecnicamente, o que aconteceu, em que sequência aconteceu, quem praticou cada ato, qual foi a dinâmica da agressão, quais foram as consequências de cada conduta e qual a responsabilidade individual de cada envolvido, sempre com base em provas.

    O SILÊNCIO INCOMODA. MAS A PRESSA TAMBÉM PODE SER PERIGOSA

    Há uma mãe esperando.

    Há uma irmã que perdeu o irmão e, segundo relatos familiares, também perdeu uma importante referência de cuidador.

    Há uma família que quer respostas.

    E existe uma sociedade que tem o direito de saber o que aconteceu.

    O silêncio incomoda.

    A demora aumenta a angústia.

    Mas existe uma outra questão que também precisa ser respeitada:

    uma investigação criminal não pode ser conduzida pela pressão da opinião pública.

    Ela precisa ser conduzida por provas.

    Se houver elementos suficientes para responsabilizar alguém, que sejam apresentados.

    Se houver elementos que afastem determinada hipótese, que também sejam considerados.

    Se novas diligências forem necessárias, que sejam realizadas.

    E se ainda houver perguntas sem resposta, que sejam respondidas antes que se tente fechar definitivamente a história.

    Porque Justiça não é simplesmente apontar alguém.

    Justiça é chegar à verdade possível por meio das provas.

    E é exatamente isso que a família de Luiz Otávio merece.

    Mãe de Luiz otávio chora ao rever fotos do filho, que era o arrimo de família. “Ele era um filho de ouro!”

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    RELEMBRE O CASO

    Luiz Otávio Clemente morreu na noite de sábado, 15 de agosto de 2026, após ser ferido durante uma briga em Três Pontas.

    Segundo informações registradas pela Polícia Militar e divulgadas por veículos de imprensa, a discussão teria começado em um bar e posteriormente continuado em uma residência. Durante o conflito, houve agressões, danos a veículos e uma suposta luta corporal. Luiz Otávio acabou ferido na região do ombro.

    A companheira apresentou à polícia a versão de que Luiz Otávio estaria portando uma faca e teria tentado atingi-la, provocando uma lesão em seu braço. Segundo esse relato, durante a luta corporal, a faca teria atingido Luiz Otávio de maneira não intencional.

    A filha da mulher, de 18 anos, também estava no local e afirmou, segundo os registros divulgados, que tentou separar a confusão.

    Luiz Otávio sofreu intenso sangramento. Duas pessoas que estavam nas proximidades e foram identificadas como médicos prestaram os primeiros socorros até a chegada do SAMU.

    Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu.

    A faca foi apreendida e a perícia técnica realizou trabalhos no imóvel. A companheira e a filha foram presas em flagrante naquele momento, levadas à autoridade policial e posteriormente liberadas após serem ouvidas pela Polícia Civil por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte.

    Luiz Otávio foi sepultado no dia 16 de agosto, no Cemitério Municipal de Três Pontas.

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    30 DIAS DEPOIS, AINDA HÁ PERGUNTAS

    Uma morte aconteceu.

    Uma família foi destruída.

    Uma mãe continua sofrendo.

    E uma investigação continua aberta.

    É por isso que o Conexão Três Pontas continuará acompanhando cada etapa deste caso.

    Não vamos condenar ninguém.

    Não vamos inocentar ninguém.

    Não vamos escolher versões.

    Vamos cobrar provas.

    Vamos cobrar respostas.

    Vamos acompanhar as diligências.

    Vamos buscar os laudos.

    Vamos ouvir as autoridades.

    Vamos ouvir a defesa, caso queira se manifestar.

    E vamos ouvir todos aqueles que possam contribuir para esclarecer o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto.

    Porque o tempo pode passar, mas uma investigação não pode simplesmente desaparecer com o passar dos dias.

    A família de Luiz Otávio merece respostas!

    A mãe de Luiz Otávio merece respostas! 

    A sociedade merece respostas.

    E a Justiça, quando chegar a hora de decidir, precisa ter diante de si todos os elementos necessários para tomar uma decisão justa, fundamentada e juridicamente segura.

    O Conexão Três Pontas continuará no encalço da verdade.

    Com ética.

    Com responsabilidade.

    Com independência.

    E sem medo de fazer as perguntas que precisam ser feitas.

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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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    O Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.

    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

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    Conexão é jornalismo que faz diferença!

    Roger Campos

    Jornalista / Editor Chefe

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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  • Renovação de matrícula 2027: Prefeitura amplia horário de vacinação para atualização do cartão das crianças

    Renovação de matrícula 2027: Prefeitura amplia horário de vacinação para atualização do cartão das crianças

    A Secretaria Municipal de Educação de Três Pontas informa que já está disponível no Portal do Aluno a renovação de matrícula para o ano letivo de 2027. O procedimento poderá ser realizado até o dia 30 de setembro e, para garantir a renovação da vaga, os pais e responsáveis deverão apresentar o comprovante de vacinação atualizado da criança.

    Para facilitar o atendimento às famílias, a Prefeitura de Três Pontas, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, terá horário ampliado nas salas de vacinação entre os dias 10 e 30 de setembro, com atendimento até as 18h.

    A atualização da situação vacinal deve ser feita em uma das unidades de vacinação: Santa Edwirges, Catumbi, Policlínica, Vila Marilena e PSF Dr. Oscar. O cartão de vacinação atualizado é obrigatório para o cadastramento e a renovação da matrícula na Rede Municipal de Ensino.

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    Após verificar e atualizar a situação vacinal na Unidade Básica de Saúde (UBS), os pais ou responsáveis deverão acessar o Portal do Aluno. A escola entregará uma carta com as informações de usuário e senha necessárias para o acesso, que poderá ser feito pelo link ou aplicativo.

    No Portal, é necessário clicar na opção “RENOVAÇÃO DE MATRÍCULA”, conferir e atualizar os dados solicitados, anexar o comprovante de vacinação atualizado e finalizar o processo para garantir a vaga do aluno para o ano letivo de 2027.

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    Além da renovação de matrícula, o Portal do Aluno permite acompanhar informações como frequência, boletim escolar e comunicados da escola.

    A Secretaria Municipal de Educação orienta os pais e responsáveis a não deixarem o procedimento para a última hora. A recomendação é verificar antecipadamente a situação vacinal da criança e concluir a renovação da matrícula dentro do prazo.

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  • DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    Investigação identificou movimentação de usuários em via pública e terminou com a prisão em flagrante de dois suspeitos; ação reforça importância das denúncias anônimas no combate ao tráfico de drogas

    Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Três Pontas, a partir de sucessivas denúncias anônimas, terminou com a prisão em flagrante de dois homens e a apreensão de uma quantidade de entorpecentes durante uma ação realizada no município.

    Segundo a Polícia Civil, as informações recebidas apontavam para a existência de um possível ponto de comercialização de drogas no cruzamento da Rua Ítalo Duarte com a Rua José Caxambu. Conforme os relatos que chegaram aos investigadores, usuários estariam frequentando o local para adquirir drogas diretamente com os suspeitos.

    Diante das informações reunidas durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a acompanhar a movimentação no endereço e realizaram a intervenção utilizando uma viatura descaracterizada.

    SUSPEITO TENTOU FUGIR

    Durante a abordagem, um dos suspeitos teria percebido a presença dos policiais e tentado fugir para o interior de um imóvel.

    Os investigadores conseguiram contê-lo e realizaram a abordagem. A ação terminou com a prisão em flagrante de dois homens.

    As drogas encontradas durante a operação foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos policiais cabíveis.

    Os detidos foram conduzidos inicialmente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde passaram pelo exame de corpo de delito. Posteriormente, foram apresentados à Polícia Judiciária para a formalização da prisão em flagrante.

    DENÚNCIA ANÔNIMA É UMA DAS FERRAMENTAS DE INVESTIGAÇÃO

    O caso também chama atenção para o papel das denúncias feitas pela população.

    Em Minas Gerais, o Disque-Denúncia 181 recebeu 79.164 denúncias anônimas em 2024. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o tráfico de drogas foi o crime mais denunciado, representando 41% de todas as denúncias recebidas — aproximadamente 32,6 mil registros durante o ano. (Segurança MG)

    Os números mostram que a participação da população pode fornecer informações importantes para o trabalho das forças de segurança, especialmente em situações nas quais a investigação depende da identificação de locais e padrões de movimentação.

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    TRÁFICO CONTINUA ENTRE OS GRANDES DESAFIOS DA SEGURANÇA

    Os dados do sistema prisional também dimensionam a presença do crime relacionado às drogas.

    De acordo com o SISDEPEN, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, em 30 de junho de 2025 havia 12.864 pessoas presas em Minas Gerais por tráfico de drogas, além de 804 por associação para o tráfico e 174 por tráfico internacional de drogas. (Serviços e Informações do Brasil)

    Em âmbito nacional, o mesmo levantamento contabilizava 174.481 pessoas presas por tráfico de drogas na data de referência. (Serviços e Informações do Brasil)

    É importante destacar que esses números se referem à população prisional e às tipificações registradas no sistema, não ao número total de ocorrências ou de pessoas envolvidas no comércio ilegal de drogas.

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    INVESTIGAÇÃO CONTINUA

    A Polícia Civil de Três Pontas informou que segue atuando no combate ao tráfico de drogas no município.

    A prisão em flagrante, entretanto, não equivale a uma condenação definitiva. Os dois homens deverão responder perante a Justiça, que analisará as circunstâncias do caso, as provas reunidas e a eventual responsabilidade criminal de cada envolvido, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando o caso e trazendo novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas pelas autoridades.

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  • ESTÁ CHEGANDO A HORA! AMANDA RISSI ESTÁ NA GRANDE FINAL E TRÊS PONTAS PODE LEVAR SUA VOZ AO PALCO DE BARRETOS

    ESTÁ CHEGANDO A HORA! AMANDA RISSI ESTÁ NA GRANDE FINAL E TRÊS PONTAS PODE LEVAR SUA VOZ AO PALCO DE BARRETOS

    Cantora trespontana conquista vaga na decisão do “ÉPra Cantar”, da EPTV, e agora depende do voto do público para buscar o título da competição.

    Três Pontas está novamente em destaque no cenário musical regional — e, desta vez, com uma representante a um passo de uma grande conquista.

    A cantora trespontana Amanda Rissi está na grande final do reality musical “ÉPra Cantar”, projeto da EPTV exibido pelo programa Mais Caminhos. A decisão coloca Amanda frente a frente com a dupla Priscila e Patrícia, de Franca (SP), em uma disputa que agora será definida exclusivamente pelo público.

    A votação da final está aberta no g1 e segue até 15 de agosto. O resultado será anunciado ao vivo na mesma data.

    DE TRÊS PONTAS PARA UMA DAS MAIORES VITRINES DA MÚSICA SERTANEJA

    Amanda Rissi representa o Sul de Minas na competição. Natural de Três Pontas, a cantora começou a cantar profissionalmente aos 18 anos e tem entre suas principais referências nomes como Marília Mendonça e Zezé Di Camargo & Luciano. Ela recebeu o primeiro violão aos 15 anos, instrumento que ajudou a consolidar sua relação com a música sertaneja.

    A trajetória até a final, porém, não aconteceu por acaso.

    Amanda foi uma das artistas escolhidas pelo público para integrar a primeira temporada do reality. Na fase inicial, o concurso registrou mais de 700 mil votos nas quatro enquetes regionais que definiram os participantes.

    A competição reuniu oito artistas de diferentes regiões de cobertura da EPTV. Ao longo do reality, os participantes passaram por desafios envolvendo performance, interpretação e composição, além de avaliações técnicas e artísticas. Os dois finalistas foram definidos ao longo dessa etapa.

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    AGORA, A DECISÃO ESTÁ NAS MÃOS DO PÚBLICO

    Na apresentação exibida no último sábado, 8 de agosto, Amanda garantiu sua classificação para a grande final com a música “Sonho de Amor”.

    Agora, a dinâmica mudou: não são mais os jurados que decidirão quem vence.

    É o público quem escolhe.

    O regulamento oficial estabelece que os dois finalistas disputam a etapa decisiva por meio de votação popular realizada pelo g1, sendo declarado vencedor aquele que obtiver o maior número de votos válidos.

    O PRÊMIO PODE LEVAR AMANDA A BARRETOS

    Além do título de vencedora do “ÉPra Cantar”, a conquista representa uma oportunidade de enorme projeção para a carreira artística.

    De acordo com a EPTV, o vencedor terá a oportunidade de se apresentar na Festa do Peão de Barretos, um dos principais eventos da música sertaneja do país. A apresentação está prevista para 21 de agosto.

    Ou seja: uma eventual vitória de Amanda não seria apenas uma conquista pessoal.

    Seria também um momento de projeção para Três Pontas e para toda a região do Sul de Minas.

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    AGORA É HORA DA TORCIDA TRESPONTANA

    Amanda chegou até aqui levando consigo o nome de Três Pontas.

    Agora, a cidade pode retribuir.

    A votação está aberta no g1 até o dia 15 de agosto, e cada voto representa uma demonstração de apoio à artista trespontana que chegou à última etapa de uma competição que reúne novos talentos da música sertaneja.

    A missão agora é simples:

    Três Pontas tem uma voz na grande final.

    E a pergunta é: vamos fazer essa voz chegar ainda mais longe?

    Vote em Amanda Rissi.
    Torça por Amanda.
    Torça por Três Pontas.

    Porque quando uma artista trespontana chega a um palco nacional, uma cidade inteira pode cantar junto.

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  • Motoboy é preso em Três Pontas após suspeita de repassar informações sobre fiscalizações da motopatrulha

    Motoboy é preso em Três Pontas após suspeita de repassar informações sobre fiscalizações da motopatrulha

    Homem de 27 anos teria utilizado grupos de WhatsApp para informar motociclistas sobre a localização e o deslocamento de policiais. Celular foi apreendido durante a abordagem.

    Um motoboy, de 27 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta segunda-feira (10), na Praça Tristão Nogueira, no Centro de Três Pontas. Segundo a PM, a abordagem ocorreu após os militares receberem informações de que o homem estaria acompanhando equipes da motopatrulha e repassando, por meio de grupos de WhatsApp, informações sobre possíveis fiscalizações.

    Durante a abordagem, os policiais apreenderam o aparelho celular que, conforme a ocorrência, estaria sendo utilizado para o compartilhamento das informações.

    Ainda de acordo com a Polícia Militar, durante a análise do aparelho foram encontradas diversas mensagens contendo ofensas direcionadas a dois policiais, além de conteúdos relacionados à localização e ao deslocamento da equipe de motopatrulhamento.

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    Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Quartel da Polícia Militar, onde a ocorrência foi registrada.

    Após os procedimentos, ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e deverá responder perante a Justiça pelos fatos apurados.

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    É importante destacar que a prisão e o registro da ocorrência não representam, por si só, uma condenação. A eventual responsabilidade do envolvido será analisada pelas autoridades competentes, com direito à defesa e ao devido processo legal.

    O caso chama atenção para o uso de grupos de mensagens instantâneas para o compartilhamento de informações sobre operações policiais e fiscalizações. Embora aplicativos como o WhatsApp sejam ferramentas de comunicação cotidiana, o conteúdo compartilhado nesses grupos pode ser analisado pelas autoridades quando estiver relacionado a possíveis infrações.

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