O governo federal corre contra o tempo para vacinar a população. O Ministério da Saúde confirmou a compra de mais 54 milhões de doses da vacina Coronavac, do Instituto Butantan.
Somando com outras 46 milhões de doses já adquiridas do mesmo Butantan, o governo federal vai totalizar 100 milhões de doses da CoronaVac.
O contrato de compra da vacina contra Covid-19 – desenvolvida pelo instituto em parceria com o laboratório chinês Sinovac – foi assinado no último dia 15, após anúncio feito em janeiro.
A informação saiu na Agência Brasil, a agência oficial do governo federal.
Pelo contrato para a inclusão da vacina no Plano Nacional de Imunização (PNI) as primeiras 46 milhões de doses da CoronaVac serão entregues até 30 de abril. Já o novo lote deve ser entregue até setembro.
Doses já compradas
Além da Coronavac, o Ministério da Saúde afirma que o Brasil vai receber até dezembro mais 42,5 milhões de doses de vacinas fornecidas pelo Consórcio Covax Facility.
O governo também diz que contratou da Fundação Oswaldo Cruz mais 222,4 milhões de doses que começaram a ser entregues mês passado.
O Ministério da Saúde deve assinar ainda os contratos de compra com a União Química, que deverá entregar 10 milhões de doses da vacina Sputnik V, entre março e maio, e com a Precisa Medicamentos, que pretende entregar, no mesmo período, mais 30 milhões de doses da Covaxin.
Tudo isso somado, chega a 400,9 milhões de doses de imunizantes para 211 milhões de brasileiros.
Já vacinados
Até este Carnaval, o Brasil vacinou pouco mais de 5 milhões de pessoas, o que equivale a menos de 3% da população.
VACINAÇÃO OCORRERÁ NESTA QUINTA-FEIRA (04) PARA GRUPOS PRIORITÁRIOS
O município de Três Pontas recebeu nesta terça-feira mais um lote com 660 doses de vacinas contra a covid-19. Profissionais da Secretaria Municipal de Saúde estiveram na Regional de Saúde de Varginha para buscar os imunizadores. A Polícia Militar fez a escolta.
Dentre as vacinas que acabaram de chegar estão a da AstraZeneca e também a Coronavac. Esta é a segunda remessa que chega em Três Pontas. A primeira delas, 544 doses, veio no final do mês de janeiro. Foram aplicadas em profissionais da área da saúde, da linha de frente do combate ao coronavírus e também idosos da Vila Vicentina.
Esta nova remessa também será utilizada como segunda dose àqueles que já foram imunizados, além de atender a outros trabalhadores da saúde, que atuam em hospitais, pronto socorros, SAMU, programas de saúde, funcionários de clínicas médicas e de laboratórios. O que sobrar começará a ser aplicado em idosos em geral que serão divididos por faixa etária.
Tanto a escolha das pessoas a serem vacinadas prioritariamente, quanto as datas de imunização seguem rigorosamente critérios do Ministério da Saúde, do Governo do Estado de Minas Gerais e SUS.
A expectativa é que mais doses das vacinas aprovadas emergencialmente para combater o coronavírus cheguem o quanto antes à Minas Gerais e, por sua vez, distribuídas, através das regionais de saúde, para todas as cidades mineiras, levando em consideração o número de casos e de habitantes em cada uma delas.
De acordo com comunicado da Prefeitura Municipal de Três Pontas, das 544 doses referentes ao primeiro lote, 502 foram aplicadas em profissionais de saúde e outras 42 doses em idosos em instituição de longa permanência, no caso a Vila Vicentina.
Sobre a vacinação da remessa que chegou nesta semana a Prefeitura informa que ocorrerá nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, a partir das 17 horas na Policlínica Municipal apenas para profissionais de saúde da rede privada acima de 60 anos de idade.
Ainda na postagem da Prefeitura é lembrada a necessidade da apresentação do Cartão de Vacina, CPF, Cartão do SUS e comprovante que atua na área de saúde.
O governo do Estado de Minas Gerais disponibilizou através da Secretaria de Estado da Saúde o acesso online há uma página na internet denominada de “vacinometro” onde cada cidadão poderá acompanhar o envio das vacinas para a sua cidade bem como o número de pessoas que já foram imunizadas. Para acompanhar basta acessar o seguinte endereço eletrônico:
Aval dado permite que empresas adquiram vacinas para seus funcionários e os vacine gratuitamente.
Em carta enviada à fabricante AstraZeneca na sexta-feira (22/01), o governo brasileiro deu aval para que empresas privadas brasileiras possam adquirir um lote de 33 milhões de doses de vacina contra a COVID-19, desde que metade do lote seja doado ao SUS (Sistema Único de Saúde).
No documento enviado, o governo envolve o fundo de investimento BRZ na negociação. O texto é assinado pelos ministros Wagner Rosário (Controladoria-Geral da União) e José Levi (Advocacia-Geral da União), além de Élcio Franco, secretário-executivo do Ministério da Saúde.
Ainda em cópia, no documento, aparecem o fundo Black Rock Holdings, que tem ações da farmacêutica anglo-sueca, e Gustavo Campolina, da BRZ Investimentos, com sede em São Paulo.
Na carta, o governo enumera algumas condições, como por exemplo, que as companhias não podem comercializar os imunizantes e devem aplicá-los de graça em seus funcionários. As empresas ainda devem se comprometer a fazer um sistema de rastreamento das vacinas.
O assunto teria sido debatido com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na última semana e ele teria autorizado a liberação de compra pelas empresas. Para conseguir efetivar a aquisição, as companhias ainda precisam conseguir uma autorização para importação e para uso emergencial da vacina pela Anvisa.
Segundo integrantes do governo, o Executivo decidiu não se opor à compra porque o lote que é negociado pelas empresas privadas é muito mais caro do que o que já foi adquirido pelo Ministério da Saúde. A dose, no acordo construído pelas firmas, está na faixa de US$ 23,79, valor muito acima do praticado no mercado.
Além disso, o governo tem a expectativa de que as empresas doem ao Ministério da Saúde mais da metade do que será adquirido. Ou seja, o governo pode receber mais de 16,5 milhões de doses, suficiente para imunizar 8,25 milhões de pessoas.
Um avião da Latam, com a carga de 87,6 mil doses, pousou às 15h20 desta segunda-feira (25). O primeiro carregamento chegou com mais de 577 mil aplicações.
Mais um lote de vacinas Coronavac, desenvolvidas pelo Instituto Butantan, em parceria com a empresa chinesa Sinovac, chegou nesta segunda-feira (25) no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, na região metropolitana. O imunizante é usado na prevenção da Covid-19.
De acordo com a BH Airport, concessionária que administra o terminal, um avião da Latam, com a carga de 87,6 mil doses, pousou às 15h20. A distribuição para as 28 unidades regionais de saúde vai acontecer assim que forem avaliadas as necessidades de cada município.
Na última sexta-feira (22), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou por unanimidade o uso emergencial de mais 4,8 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
A expectativa da Secretaria de Estado de Saúde é de que Minas Gerais “comece a receber periodicamente novas remessas da vacina”.
OXFORD
Neste domingo, o primeiro carregamento da vacina da Oxford, em parceria com a Astrazeneca e Fiocruz, chegou ao aeroporto de Confins. A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) informou que as 190,5 mil doses serão destinadas a trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente do combate à doença.
A SES-MG esclareceu que o imunizante diz respeito à primeira dose da vacina e atenderá a 190 mil pessoas, reservado um contingente técnico para suprir possíveis divergências de informações.
O avião que transportava o lote com 2 milhões de doses da vacina da Astrazeneca/Oxford, comprado pelo governo Bolsonaro na Índia, chegou a São Paulo na tarde desta sexta-feira (22/01). O pouso ocorreu por volta das 17h20. O lote foi transportado em voo comercial da companhia Emirates até o aeroporto internacional, em Guarulhos.
O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou a chegada da carga no aeroporto.
Oxford/Astrazeneca
Produzida pelo grupo britânico AstraZeneca, em parceria com a Universidade de Oxford, esta vacina foi o segundo imunizante aprovado pela Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos para a Saúde (MHRA).
Segundo estudiosos, esse imunizante é o mais econômico e fácil de armazenar. Isso porque ele custa cerca de 2,50 libras (cerca de R$ 14) a dose. Além disso, o medicamento também pode ser conservado na temperatura de um refrigerador, entre 2°C e 8°C, diferentemente das vacinas da Moderna e Pfizer/BioNTech, que podem ser armazenadas apenas a temperaturas muito reduzidas (-20°C no primeiro caso e -70°C no segundo).
A vacina Oxford/AstraZeneca é de “vetor viral”. Ou seja, toma como base outro vírus (um adenovírus de chimpanzé) que foi transformado e adaptado para combater o coronavírus.
O Ministério da Saúde confirmou a aquisição de 2 milhões de doses da vacina. A pasta tinha pedido cerca de 10 milhões de doses, mas conseguiu apenas 20% dos imunizantes.
Duas enfermeiras e o médico Dr. Cassiano (na linha de frente contra o coronavírus e como forma de homenagear o colega médico Dr. Márcio Mudrik, vítima da covid-19) foram imunizados.
A cidade de Três Pontas recebeu no início da tarde de hoje as 544 primeiras doses da vacina contra o coronavirus. O lote estava na regional em Varginha e foi trazido para a cidade pela Secretaria Municipal de Saúde no início da tarde de hoje (20).
Depois, às 15 horas, na sede da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, com a presença do prefeito municipal Marcelo Chaves Garcia, do vice Luiz Carlos da Silva, da secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa, do provedor Michel Renan Simão Castro, do médico Dr. Antônio Carlos Cassiano, do diretor técnico da Santa Casa Geovanni Barros Pereira, dentre outros convidados, as primeiras pessoas foram vacinadas num ato que para muitos pode ser considerado histórico diante da tamanha espera pelo imunizante e pela gravidade da pandemia, que vive atualmente uma espécie de segunda onda, com aumento galopante de casos e infelizmente, também de mortes.
Durante o evento, o prefeito Marcelo Chaves Garcia agradeceu a união e o esforço coletivo: “Quero agradecer o empenho de todos, esse esforço coletivo, isso mostra um pouco de nossa estrutura para começar a vencer essa luta. Quero agradecer a todos e dizer que espero que a população possa estar imunizada no menor tempo possível”.
O provedor Michel Renan falou sobre o aumento do número de casos e a lotação na Santa Casa: “Quanto maior o número de pessoas vacinadas, menor será a incidência da doença. Nós temos que pensar que hoje, infelizmente, diante da crescente demanda de casos, a nossa estrutura ficou pequena. Acredito que assim que as pessoas estiverem imunizadas essa grande pressão que estamos sofrendo hoje de uma demanda grande de casos e de atendimento para uma estrutura que ficou pequena, possa finalmente diminuir e se tranquilizar. Então, o que estamos presenciando hoje, é sem dúvida um grande momento”.
Já a secretaria municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa falou da emoção com a chegada das primeiras vacinas: “Quero dizer aos trespontanos que eu estou bastante emocionada. É uma luta que estamos atravessando e nós nunca tivemos que enfrentar uma pandemia. Então estamos começando aqui pelas pessoas que estão na linha de frente do combate ao coronavírus e também os idosos da Vila Vicentina. Estamos priorizando a turma de frente, da Santa Casa, do PAM, do Hospital Unimed, as vacinadoras, os motoristas da Saúde e os idosos da Vila. Estamos muito felizes e que possamos em breve vacinar toda a demanda de Três Pontas”.
Os três vacinados são: as enfermeiras Maria das Graças Marinho, carinhosamente chamada de Dona Lola e Maria das Graças Nascimento, carinhosamente chamada de Dona Graça, além do médico Dr. Antônio Carlos Cassiano.
Homenagem ao Médico Márcio Mudrik
O médico anestesiologista, socorrista António Carlos Cassiano, que atua na Policlínica, na Secretaria Municipal de Saúde, na Unimed, no Pronto Atendimento Municipal e na Clínica da Dor, Dr. Antônio Carlos Cassiano falou ao Conexão sobre a vacina tomada: “É, sem dúvida algo indescritível. Nós que estamos na linha de frente temos muito medo, corremos muitos riscos e agora vacinado me sinto mais seguro e confortável para seguir salvando vidas. O Márcio Mudrik, um colega de profissão por 30 anos, um verdadeiro irmão, pessoa boníssima, competente, dedicado e que já faz muita falta, vítima do coronavírus. E a ele todas as nossas homenagens”, comentou.
Dr, Márcio Mudrik, médico querido por todos, vítima da covid-19
Cassiano tem 62 anos de idade e durante três décadas dividiu toda dedicação aos pacientes, em defesa da Saúde, com o também médico anestesiologista Dr Marcio Mudrik, que recentemente, infelizmente, faleceu em decorrência da covid-19. A escolha de Cassiano, além de ser um médico na linha de frente, também é uma forma de homenagear o saudoso colega médico.
“Três Pontas recebeu 544 doses da vacina, sendo insuficiente para atender toda demanda da 1ª Fase da Vacinação. Sendo assim, serão vacinados:
060 – Idosos da Vila Vicentina
015 – Profissionais de Saúde Hospital UNIMED
360 – Profissionais de Saúde da Santa Casa
075 – Profissionais do PAM
020 – Vacinadores
014 – Motoristas da Saúde”, informou a Prefeitura.
Alerta
Importante salientar que não é o momento para a população correr e encher os postos de saúde atrás das vacinas, pois elas serão levadas até os profissionais que serão imunizados prioritariamente. As vacinas não estarão nos postos de saúde. Neste momento a vacina é que está indo até os grupos prioritários.
Não adianta fazer “carnaval”, sair na rua festejando sem máscara, aglomerando e aumentando os casos de coronavírus que, a propósito, estão batendo recordes diários. Só ontem foram confirmadas mais 4 mortes em Três Pontas, elevando para 26 vítimas fatais.
A quantidade que veio no primeiro momento é ínfima, muito pequena, apenas para atender profissionais de saúde e idosos da Vila São Vicente de Paula. Por isso todo cuidado, prevenção, distanciamento, máscara e álcool em gel são fundamentais, tudo, claro, dentro de um contexto de responsabilidade (ainda não vista) por parte da população trespontana.
“Poucos estão cumprindo as normas e muitos estão numa farra fora de época e fora de base. Parece que o mundo vai acabar em praia, piscina, bebida e curtição. Inocentes estão pagando pelos irresponsáveis”, declarou um profisisonal de Saúde do município.
Como adiantou o Conexão, vieram pouco mais de 500 doses.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou a chegada das primeiras doses da vacina contra o coronavírus em Três Pontas. A remessa saiu de Varginha e aportou em Três Pontas no início da tarde de hoje (20). A primeira parada foi no trevo de entrada da cidade, onde a equipe parou para posar para fotografias diante do símbolo da cidade. Vieram apenas 544 doses, o que é uma quantidade pequena diante de uma população de cerca de 60 mil habitantes. Fato que se repete em todas as demais cidades que já receberam lotes do imunizante.
“Três Pontas recebeu 544 doses da vacina, sendo insuficiente para atender toda demanda da 1ª Fase da Vacinação. Sendo assim, serão vacinados:
060 – Idosos da Vila Vicentina
015 – Profissionais de Saúde Hospital UNIMED
360 – Profissionais de Saúde da Santa Casa
075 – Profissionais do PAM
020 – Vacinadores
014 – Motoristas da Saúde”, informou a Prefeitura.
De acordo com informações passadas ao Conexão, vieram doses para vacinar 544 pessoas. Outras 544 doses já estão guardadas na Regional de Varginha para serem encaminhadas nos próximos dias para que Três Pontas possa aplicar a segunda dose nas mesmas pessoas, como manda o protocolo.
A expectativa é para a chegada de novas doses para atender um número maior de pessoas no menor tempo possível.
Alerta
Importante salientar que não é o momento para a população correr e encher os postos de saúde atrás das vacinas, pois elas serão levadas até os profissionais que serão imunizados prioritariamente. As vacinas não estarão nos postos de saúde. Neste momento a vacina é que está indo até os grupos prioritários.
Não adianta fazer “carnaval”, sair na rua festejando sem máscara, aglomerando e aumentando os casos de coronavírus que, a propósito, estão batendo recordes diários. Só ontem foram confirmadas mais 4 mortes em Três Pontas, elevando para 26 vítimas fatais.
A quantidade que veio no primeiro momento é ínfima, muito pequena, apenas para atender profissionais de saúde e idosos da Vila São Vicente de Paula. Por isso todo cuidado, prevenção, distanciamento, máscara e álcool em gel são fundamentais, tudo, claro, dentro de um contexto de responsabilidade (ainda não vista) por parte da população trespontana.
“Poucos estão cumprindo as normas e muitos estão numa farra fora de época e fora de base. Parece que o mundo vai acabar em praia, piscina, bebida e curtição. Inocentes estão pagando pelos irresponsáveis”, declarou um profisisonal de Saúde do município.
VARGINHA JÁ RECEBEU E CIDADES DEVEM RECEBER SEUS LOTES ATÉ O FIM DE SEMANA. VACINAÇÃO EM TRÊS PONTAS PODE COMEÇAR NO DOMINGO OU SEGUNDA-FEIRA.
As Superintendências Regionais de Saúde receberam hoje (19) as doses da vacina contra a Covid-19. No Sul de Minas, as regionais estão localizadas nos municípios de Alfenas, Varginha, Passos e Pouso Alegre. Elas serão responsáveis pela distribuição da vacina para as demais cidades da região.
Em Varginha (MG), a regional de saúde recebeu aproximadamente 18 mil doses da vacina contra a Covid-19. Elas chegaram ao município nesta tarde.
A distribuição das doses de CoronaVac para todo o estado teve início na manhã desta terça-feira em Belo Horizonte. A logística de transporte da vacina vai envolver a Defesa Civil, a Polícia Militar, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros. O transporte aéreo começou nas primeiras horas desta terça.
Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES-MG), cada município fica responsável por buscar seu quantitativo de vacinas na unidade a qual pertence. Não existindo nenhum contratempo, as vacinas estarão em todas as unidades até o final desta terça-feira (19). Os municípios que já tiverem recebido seu quantitativo poderão começar a vacinação a partir dessa data.
Minas Gerais recebeu 557 mil vacinas. Destas, 60 mil ficaram em Belo Horizonte e as demais encaminhadas para as regionais.
Se fizermos uma suposição de divisão igualitária entre os outros 852 municípios mineiros (tirando a capital) daria 583 doses para cada cidade. Não está claro os critérios de divisão que serão usados, se por número de casos ou por número de habitantes, ou ainda outra matemática.
Se imaginarmos que virão agora para Três Pontas de 500 a 1.000 doses (talvez um pouco mais ou um pouco menos), que devem ser dadas em duas etapas com intervalo de 14 dias, realmente é um número quase que “simbólico” diante de uma população de cerca de 60 mil habitantes. Por isso todo cuidado e prevenção ainda seguem sendo a melhor arma contra a covid-19.
De acordo com o portal de notícias Varginha Online “chegaram 1.675 doses para a primeira e também para a segunda aplicação após os 14 dias em Varginha. Isso significa que a cidade vai conseguir vacinar 837 pessoas nesta primeira fase. São grupos muito específicos, profissionais de Saúde na linha de frente do combate ao coronavírus e também para os idosos que se encontram nos asilos”.
Em relação a vacinação em Três Pontas, vale salientar que o município já recebeu a seringas já agulhadas e, segundo Lara Miranda da Silva, coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, o município já dispõe de câmaras frias suficientes para o armazenamento das vacinas contra o coronavirus.
Alerta
Importante salientar que não é o momento para a população correr e encher os postos de saúde atrás das vacinas, pois elas serão levadas até os profissionais que serão imunizados prioritariamente. As vacinas não estarão nos postos de saúde. Neste momento a vacina é que vai até os grupos prioritários.
Não adianta fazer “carnaval”, sair na rua festejando sem máscara, aglomerando e aumentando os casos de coronavírus que, a propósito, estão batendo recordes diários. Só ontem foram confirmadas mais 4 mortes em Três Pontas, elevando para 26 vítimas fatais.
A quantidade que virá no primeiro momento é ínfima, muito pequena, apenas para atender profissionais de saúde. Por isso todo cuidado, prevenção, distanciamento, máscara e álcool em gel são fundamentais, tudo, claro, dentro de um contexto de responsabilidade (ainda não vista) por parte da população trespontana.
“Poucos estão cumprindo as normas e muitos estão numa farra fora de época e fora de base. Parece que o mundo vai acabar em praia, piscina, bebida e curtição. Inocentes estão pagando pelos irresponsáveis”, declarou um profisisonal de Saúde do município.
Fonte: Governo de Minas Gerais / VOL/ EM/ G1 Sul de Minas
Por que é preciso usar máscara e manter distanciamento social mesmo após tomar a vacina contra a covid-19? Quantos dias leva para a pessoa estar imune ao coronavírus?
Uma das vacinas que já se provaram eficazes contra a covid-19 — a da Pfizer — está sendo distribuída no Reino Unidodesde desde o dia 8 de dezembro de 2020. E hoje, domingo (16) a Anvisa aprovou o uso emergencial de duas vacinas no Brasil, a CoronaVac e a vacina de Oxford. Qual vai ser a primeira coisa que você vai fazer depois de tomar a vacina? Se já estava fazendo planos de abandonar a máscara imediatamente, viajar, ir para a balada e rever todo mundo que não conseguiu encontrar em quase um ano de pandemia, os médicos e infectologistas alertam: na verdade, a vida não vai voltar ao normal logo após tomar a vacina.
“Depois de tomar a vacina, é preciso voltar para casa, manter o distanciamento social, aguardar a segunda dose e depois esperar pelo menos 15 dias para que a vacina atinja o nível de eficácia esperado“, explica a bióloga Natália Pasternak, presidente do Instituto Questão de Ciência.
“E mesmo depois de tomar as duas doses da vacina, é preciso esperar que boa parte da população já tenha sido imunizada para a vida voltar ao normal.”
Tempo para o corpo reagir
Embora existam particularidades dependendo do tipo de vacina e do tipo de doença, o mecanismo geral de funcionamento de uma vacina é sempre o mesmo: ela introduz no corpo uma partícula — chamada antígeno — que produz uma resposta imunológica no corpo e faz com que ele esteja preparado para enfrentar um tentativa de contaminação do corpo caso entre em contato com o vírus no futuro.
Esse antígeno pode ser um vírus desativado (morto), um vírus enfraquecido (incapaz de adoecer alguém), pode ser um pedaço do vírus, alguma proteína que se assemelhe ao vírus ou até mesmo um ácido nucléico (como a vacina da RNA).
“O antígeno provoca uma resposta imunológica, ou seja, faz com que o corpo se torne capaz de reconhecer aquele vírus e produzir anticorpos para combatê-lo”, explica o médico infectologista Jorge Kalil, professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
A primeira resposta imunológica produzida pelo corpo depois da vacinação é a produção de anticorpos, que se ligam diretamente ao vírus e impedem que ele entre nas células do corpo e as utilize para produzir mais vírus, explica Pasternak.
Ou seja, em uma pessoa imunizada, o corpo já conhece o vírus por causa da vacina e a partir do momento em que o patógeno entra no corpo são liberados anticorpos que impedem a contaminação de células.
Mas existe um segundo tipo de resposta imunológica, chamada resposta celular. “São células — as chamadas células T — que não se ligam ao vírus, mas reconhecem quando uma célula está contaminada com o vírus e a destroem”, explica Pasternak.
Ou seja, se algum vírus conseguir escapar dos anticorpos e contaminar alguma célula do corpo, as células T funcionam como “caçadoras” e destroem essa “célula zumbi”, impedindo que mais vírus sejam produzidos.
A resposta celular demora um pouco mais que a resposta através de anticorpos — mais um motivo para que a imunização só esteja completa algumas semanas após tomar a vacina, explica Jorge Kalil.
Dá próxima vez que entrar em contato com aquele vírus, o corpo já terá a memória de como combatê-lo e conseguirá enfrentar a ameaça de forma rápida e eficiente, impedindo que o vírus contamine o corpo.
Essa resposta é chamada de resposta imune adaptativa e ela é específica para cada vírus. “É uma resposta que demora um pouco mais, são pelo menos duas semanas até que o corpo aprenda a reconhecer e combater o vírus com a ajuda do antígeno”, explica Natália Pasternak.
É por isso que após tomar uma vacina — quer seja a contra o coronavírus ou contra qualquer outra doença — você só está realmente protegido depois de algumas semanas, explicam os cientistas. É como se o corpo precisasse de um tempo para “processar” aquelas informações e reagir de forma adequada.
Em uma pessoa não vacinada, o Sars-Cov-2, vírus que causa a covid-19, entra nas células dos sistema respiratório e começa a usá-las para produzir mais vírus. É como se produzisse “células zumbi” que trabalham para ele.
Mônica trabalha na UTI do hospital de São Paulo e faz parte do grupo de risco da Covid-19. Ela é obesa, hipertensa e diabética. Moradora de Itaquera, na zona leste da capital, ela trabalha em dias alternados, em escala de 12 horas.
Mesmo com comorbidades, em maio, no auge da pandemia, ela decidiu se inscrever para as vagas de enfermagem abertas no regime de CTD (Contrato por Tempo Determinado). E escolheu o Emílio Ribas para trabalhar.
Viúva, ela mora com o filho, de 30 anos. Além disso, ela cuida da mãe, de 72 anos, que vive sozinha em outro imóvel. Cuidadosa, até a agora ela não foi contaminada pelo vírus.
Mulher de muitos recomeços, Mônica atuou como auxiliar de enfermagem durante 26 anos e resolveu fazer faculdade já numa fase mais madura. O diploma veio aos 47. “Quem cuida do outro tem que ter determinação e não pode ter medo. É lógico que eu tenho me cuidado muito a pandemia toda. Preciso estar saudável para poder me dedicar. Quem tem um dom de cuidar do outro sabe sentir a dor do outro e jamais o abandona”, disse Mônica.
Apesar da rotina intensa e puxada, com o trabalho cada vez mais volumoso nos seus plantões de 12h, ela tenta manter o discurso sempre otimista e o equilíbrio emocional. É na fé e na religiosidade, no entanto, que também se apega para se sentir mais confiante.
“Eu tenho em mente sempre que não posso me abater porque os pacientes precisam de mim, por isso tenho sempre uma palavra de positividade e de que vamos sair dessa situação. O que me ajuda também é o prazer que sinto com o meu trabalho”, afirma a enfermeira.
Que este sorriso seja “contagioso”, “altamente transmissível” e “contamine a todos os brasileiros”!
Mônica confessa que os piores momentos são sempre quando sente que o SUS (Sistema Único de Saúde) está operando no limite. Otimista com a vacina, ela acredita que a imunização será essencial para que os brasileiros possam voltar a ter uma vida normal.
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou na tarde de hoje os pedidos de uso emergencial no Brasil das vacinas CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan com o laboratório chinês Sinovac, e AstraZeneca, desenvolvida pela Universidade de Oxford com a Fiocruz.
Os dois imunizantes são os primeiros aprovados no país no combate à covid-19. As vacinas serão usadas preferencialmente para uso em programas de saúde pública e, inicialmente, destinado para imunização de pessoas de grupos de risco como indígenas, idosos e profissionais de saúde. A diretoria da Anvisa decidiu pela liberação emergencial durante reunião que ainda acontece neste domingo.
Durante a manhã e o início da tarde, ambas as vacinas foram recomendadas, com ponderações, pela gerência técnica da Anvisa. Depois, a diretora da Anvisa e relatora dos pedidos, Meiruze Sousa Freitas, votou pela aprovação da AstraZeneca e, com ressalvas, da CoronaVac. Na sequência, os diretores Romison Rodrigues Mota, Alex Machado Campos, Cristiane Rose Jourdan Gomes e Antonio Barra Torres, que é diretor-presidente da agência, seguiram a relatora, liberando, assim, por unânimidade, o uso dos imunizantes contra a covid-19.
Com o aval do uso emergencial das vacinas, o Brasil já pode, em tese, aplicar os imunizantes. A medida vale a partir do momento em que a decisão for publicada no Diário Oficial da União, o que deve ocorrer neste domingo. O Butantan já tem 10,8 milhões de doses disponíveis para aplicação, enquanto a Fiocruz aguarda chegada do imunizante vindo da Índia, ainda sem data prevista. O início da imunização dependerá, porém, da organização da campanha e da logística de distribuição de doses. A expectativa do Ministério da Saúde é começar a vacinação nesta semana. Já o governo paulista quer iniciar a vacinação ainda hoje. A decisão da aprovação do uso emergencial, de acordo com a Anvisa, se baseou em pareceres de áreas técnicas. A agência afirma que irá publicar em seu site os parâmetros aprovados para cada vacina.
Doses de vacinas Na última sexta-feira (15), o Ministério da Saúde solicitou “urgência imediata” para entrega das 6 milhões de doses contratadas junto ao Butantan. Doria afirmou hoje que enviará imediatamente assim que aprovada.
Com a aprovação da Anvisa, o governo de São Paulo deve encaminhar o quanto antes as doses prontas para aplicação para o Centro de Distribuição e Logística em Guarulhos.
O Butantan tem à disposição 10,8 milhões de doses da vacina em solo brasileiro. No final de março, a carga total de imunizantes disponibilizados pelo instituto é estimada em 46 milhões de doses. Já a Fiocruz aguarda a chegada de 2 milhões de doses de vacina AstraZeneca/Oxford importadas da Índia.
Na última sexta o governo indiano frustrou as expectativas do Planalto após afirmar que não pode atender demanda brasileira agora.
O governo federal se comprometeu a distribuir de maneira exclusiva e simultânea as vacinas para todos estados e municípios, que, por sua vez, ficarão responsáveis pela logística de distribuição e aplicação dos imunizantes. Para imunização, ambas as vacinas precisam de dose dupla.
Anvisa acaba de aprovar o uso emergencial de duas vacinas no Brasil.
O Ministério da Saúde pretende enviar os primeiros lotes da Coronavac, importadas da China pelo Instituto Butantan, às 7 horas desta segunda-feira (18). O Planalto já foi informado que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o imunizante na tarde deste domingo (17).
De acordo com uma fonte ligada a cúpula do Executivo, a distribuição vai se iniciar a partir de São Paulo e Manaus deve ser a primeira capital a receber os imunizantes.
Assim que a Anvisa divulgou a aprovação da vacina, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, faz o anúncio da distribuição simultânea a partir da capital paulista. Pazuello concede entrevista coletiva agora às 15h30.