Categoria: Varginha

  • Dezenove dos 26 suspeitos mortos em ação policial em Varginha são identificados; veja quem são

    Dezenove dos 26 suspeitos mortos em ação policial em Varginha são identificados; veja quem são

    Os corpos foram encaminhados de Varginha para o Instituto Médico-Legal de Belo Horizonte. Os homens identificados são dos estados de Amazonas, Rondônia, Goiás, Maranhão, São Paulo e Minas Gerais, além de Brasília.

    Até as 11h50 desta quarta-feira (3), 19 corpos dos mortos na operação policial em Varginha, no Sul de Minas, no último domingo, já foram identificados. Ao todo, 26 pessoas morreram na ação. Nenhum dos policiais foi ferido.

    Os corpos estão no Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette, em Belo Horizonte. Dezesseis corpos já foram liberados para os familiares.

    Segundo os boletins de ocorrência, registrados entre 2011 e 2021, em que os homens aparecem como citados, pelo menos nove dos dez mineiros identificados até o momento já tinham antecedentes criminais, como roubo, assalto à mão armada e tráfico.

    Veja os identificados até o momento:

    1. Artur Fernando Ferreira Rodrigues, 27 anos, Uberaba (MG) – liberado;

    Tinha passagens por porte ilegal de arma de fogo e receptação. O nome dele aparece em um boletim de ocorrência da Polícia Rodoviária Federal pelo crime de roubo de carga e caminhões. A ocorrência foi em março de 2021, na BR-262, em Uberaba.

    2. Dirceu Martins Netto, 24 anos, Rio Verde (GO) – liberado;

    3. Eduardo Pereira Alves, 42 anos, Brasília (DF) – liberado;

    4. Evando José Pimenta Junior, 37 anos, Uberlândia (MG)- liberado;

    Na casa dele, em Uberlândia, os policiais já cumpriram mandados de busca e apreensão em julho e agosto de 2013. Evando e José Rodrigo Damas Alves, outro homem que morreu durante o confronto com a polícia em Varginha, se conheciam. Em 2016, os dois foram abordados pela polícia no Bairro Bom Jesus, em Uberlândia. Segundo o boletim de ocorrência, José Rodrigo era o motorista – e estava dirigindo com sintomas de embriaguez – e Evando “se apresentou como o dono do carro”.

    5. Gerônimo da Silva Sousa Filho, 28 anos, Porto Velho (RO) – liberado;

    Segundo a Polícia Civil de Rondônia, Gerônimo foi quem assassinou o dono de uma pet shop de Porto Velho por não concordar com o preço cobrado pelo serviço. O corpo do empresário Henrique Fernando Barbosa foi encontrado dentro de um carro na rua 13 de Setembro, Bairro Areal, em 11 de março deste ano. No veículo da vítima havia várias marcas de tiros. Após o crime, a investigação da Civil apontou que Gerônimo foi o autor do homicídio do empresário. Ele estava foragido da Justiça havia oito meses.

    6. Gilberto de Jesus Dias, 29 anos, Uberlândia (MG) – liberado;

    Tinha passagens por furto e tráfico de drogas. Em 2014, durante uma abordagem policial, atirou contra militares que participavam da ação por isso tem anotação por tentativa de homicídio. A ocorrência foi registrada na cidade de Coromandel, no Triângulo.

    7. Giuliano Silva Lopes, 32 anos, Uberlândia (MG) – liberado;

    Em 2012, uma vítima reconheceu Giuliano como o autor de um roubo na Avenida Rondon Pacheco, no Bairro Aparecida, em Uberlândia. Para os policiais, o rapaz contou que estava parado em um cruzamento quando foi abordado por dois criminosos armados. Eles levaram um malote com R$ 8 mil. Tinha passagens por ameaçar a ex-namorada. A ocorrência foi registrada em 2012. Para os policiais, a jovem disse que Giuliano “sacou um canivete, colocou no rosto e cortou um pedação do cabelo” dela. A motivação da agressão teria sido o fim do relacionamento. Em 2011, há um outro registro de ameaça. “Ô desgraça, você tá louco. Eu sou bandido. Tu vai ver comigo, cara, eu sei onde você mora”. As palavras, segundo o registro, foram ditas a um PM. Também tinha passagens por furto e homicídio.

    8. Gleisson Fernando da Silva Morais, 36 anos, Uberaba (MG) – liberado;

    Tinha passagens por furto e roubo. Em 2015, Gleison foi preso ao tentar entrar em um supermercado. Ele estava no telhado do estabelecimento quando os militares consegueiram prende-lo. Em 2012, participou do assalto ao prédio da ABZC, a Associação Brasileira dos Criadores de Zebú, em Uberada. Na época, seis homens armados invadiram o setor financeiro da associação, renderam funcionários e levaram cheques, documentos e celulares.

    9. Isaque Xavier Ribeiro, 37 anos, Gama (DF);

    10. Itallo Dias Alves, 25 anos, Uberaba (MG) – liberado;

    Em 2012, quando era menor de idade, participou de um assalto à mão armada. Tinha várias passagens por dirigir sem carteira de habilitação. Em 2016 se passou por aluno e foi até a Escola Estadual Corina de Oliveira, no Bairro Mercês, em Uberaba, para ameaçar a ex-namorada. “Vou te matar, vou te dar um tiro” foram as ameaças que o rapaz disse a vítima no dia em que a ocorrência foi registrada.

    11. José Filho de Jesus Silva Nepomuceno, 37 anos, Caxias (MA) – liberado;

    12. José Rodrigo Dama Alves, 33 anos, Uberlândia (MG) – liberado;

    Tinha passagens pelo sistema prisional. Em julho de 2018, foi abordado pela Polícia Militar com um carro furtado. Durante a ação, ele e um comparsa tentaram fugir e acabaram batendo em uma viatura da PM. Com eles, os policiais encontraram uma pistola calibre 380 que havia sido furtado em Uberlândia, no Triângulo. Segundo o boletim de ocorrência do furto do revólver, o autor seria “magro, alto e negro”. Características que, segundo a polícia, eram as mesmas de José Rodrigo.

    13. Julio Cesar de Lira, 36 anos, Santos (SP) – liberado;

    14. Nunis Azevedo Nascimento, 33 anos, Novo Aripuanã (AM) – liberado;

    Segundo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), na ficha criminal de Nunis só havia um processo no Juizado Especial Cível da Comarca de Humaitá. Na ocasião, o homem havia sido denunciado por um acidente de trânsito, em 2015, mas o processo não seguiu adiante por conta da ausência da autora da ação em uma audiência, sendo, posteriormente, arquivado.

    15. Raphael Gonzaga Silva, 27 anos, Uberlândia (MG) – liberado;

    Tinha passagens por tráfico de drogas e receptação. Em 2012, quando era menor, fez parte de um grupo que tentou arrombar uma casa lotérica no Bairro Luizote de Freitas, em Uberlândia. No mesmo ano, uma pessoa que teve a moto roubada reconheceu Raphael por uma tatuagem que ele tinha na perna.

    16. Ricardo Gomes de Freitas, 34 anos, Uberlândia (MG) – liberado;

    17. Romerito Araujo Martins, 35 anos, Goiânia (GO);

    18. Thalles Augusto Silva, 32 anos, Uberaba (MG) – liberado;

    Em 2012 participou de um roubo a uma loja de material de construção. Ele e um comparsa levaram R$ 13 mil em dinheiro e correntes de ouro de funcionárias do estabelecimento. Os dois foram localizados horas depois do crime. Em 2017, a PM apreendeu com Thalles armas de fogo, entre elas umas pistola calibre 38. Teve passagens pelo sistema prisional.

    19. Zaqueu Xavier Ribeiro, 40 anos, Goiânia (GO).

    Eles foram identificados por meio de exame datiloscópico (impressão digital), em trabalho realizado conjuntamente pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil de Minas Gerais, que emitiu 13 laudos, e pela Polícia Federal, que emitiu sete. Em um dos casos, as duas corporações emitiram o documento.

    A Polícia Civil disse ainda que, além da identificação dos corpos, “está em curso a investigação de fatos e circunstâncias para possíveis correlações com outros eventos”.

    Críticas à operação

    A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais pediu uma apuração sobre as mortes. A deputada Andréia de Jesus (PSOL), presidente do colegiado, diz que vai acionar o Ministério Público e a Secretaria de Segurança Pública investigar o caso. O Ministério Público já disse que vai investigar a ação.

    A deputada ainda fez críticas à atuação dos agentes.

    “Uma operação policial exitosa é uma operação que não deixa óbitos para trás. Infelizmente, no Brasil, a juventude negra ainda continua tendo pena de morte como a única alternativa”, disse a parlamentar.

    Ela também defendeu que os mortos tivessem sido responsabilizado pelo crime que cometeram. “Um crime contra patrimônio não justifica a retirada de vida, seja de quem quer que seja”, acrescentou.

    Regimentalmente, para que a comissão possa iniciar a apuração oficial, é preciso que os deputados membros aprovem um requerimento. Ainda não há uma previsão para que isso ocorra.

    O Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas Gerais enviou um ofício pedindo explicações ao Ministério Público, à Ouvidoria de Polícia e à Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp) sobre a ação policial que terminou com 26 mortos em Varginha, no Sul do estado.

    “Chama-nos a atenção o fato de a mídia noticiar um confronto altamente armado no qual uma das partes foi ‘totalmente eliminada’”, diz a nota.

    Nenhum policial ficou ferido durante a operação.

    O Fórum Brasileiro de Segurança Pública também acredita que uma investigação deve ser feita para apurar a ação.

    Em nota, a Polícia Rodoviária Federal (PRF) disse que “os policiais atuaram no estrito cumprimento do dever legal, utilizando a força necessária para repelir injusta agressão e manter a ordem pública e a incolumidade das pessoas, evitando a atuação de uma quadrilha, que pelo poderio bélico encontrado, poderia instaurar o caos na região, inclusive colocando a vida de cidadãos de bem em risco”.

    A Polícia Militar disse que, “de imediato, na primeira hora dos fatos, divulgou, ao vivo, em suas redes sociais, todas as ações que foram realizadas, além de organizar uma coletiva de imprensa com os responsáveis pela operação, que estiveram in loco. Não havendo, portanto, qualquer restrição de acesso à informação relacionada à ocorrência”.

    Sobre a ação policial, além das medidas de Polícia Militar Judiciária adotadas, a instituição instaurou um Inquérito Policial Militar.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • ALMG vai investigar ação da polícia que deixou 25 mortos em Varginha

    ALMG vai investigar ação da polícia que deixou 25 mortos em Varginha

    “É muita violência!”, lamentou a deputada Andreia de Jesus (PSOL), presidenta da Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, que fala em chacina ou massacre.

    A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) irá investigar a operação das polícias Militar (PMMG) e Rodoviária Federal (PRF) que provocou um massacre com 25 mortos em Varginha (MG). Nenhuma das vítimas é policial.

    “Muito triste o ocorrido hoje na cidade de Varginha. Me solidarizo com moradores e afetados. É muita violência! A comissão de Direitos Humanos vai apurar o ocorrido”, anunciou a deputada estadual Andreia de Jesus, presidenta da Comissão, ao comentar sobre a “chacina”.

    Segundo informações da assessoria da Policial Militar, a operação teve como objetivo desmantelar uma quadrilha de assalto a bancos – o chamado “novo cangaço”. A ação foi dividia em dois momentos: na primeira abordagem foram mortas 18 pessoas e apreendidos dez fuzis, munições, granadas e dez veículos roubados.

    A segunda operação ocorreu em uma chácara onde, segundo a PM de Minas Gerais, “houve intensa troca de tiros” e sete pessoas foram mortas. Apesar dessa suposta troca de tiros “intensa”, não há informações de policiais feridos ou vitimados.

    Por meio das redes sociais, a porta-voz da PM de Minas Gerais, capitã Layla Brunella, disse ser, provavelmente, a maior operação” já realizada no estado mineiro.

    Enquanto a Comissão dos Direitos Humanos pretende investigar o que chamam de “possível chacina”, bolsonaristas comemoraram o que alguns chamam de “massacre”. “Nenhum policial morto. Parabéns Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar de Minas Gerais. Fiquem tranquilos, só vagabundos reclamarão. Grande Dia”, postou Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro.

    Novas Informações

    Investigação da polícia aponta que a quadrilha planejava um roubo de R$ 65 milhões em cédulas armazenadas em um centro de distribuição de valores do Banco do Brasil, conforme apuração da Revista IstoÉ. A informação foi confirmada pelo UOL junto a PM. É o mesmo tipo de alvo da ação em Araçatuba (SP), quando uma quadrilha planejou um assalto de R$ 90 milhões em um roubo fracassado na madrugada de 30 de agosto.

    O tenente-coronel Flávio Santiago, do setor de comunicação da PM de Minas Gerais, disse que a intenção era prender os dois grupos de criminosos, mas houve reação. Como, segundo Santiago, os policiais ocupavam uma posição privilegiada, nenhum deles ficou ferido.

    Os corpos foram levados ao IML (Instituto Médico Legal) em Belo Horizonte, onde passam por necropsia e serão identificados, informou a Polícia Civil de Minas Gerais. Na operação, foi apreendida uma carreta com um compartimento secreto que, segundo a Polícia Civil, seria usada na fuga após o assalto.

    Fontes Fórum e Uol

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  • REPORTAGEM ESPECIAL: 25 criminosos são mortos na maior operação contra quadrilhas da história do Brasil em Varginha

    REPORTAGEM ESPECIAL: 25 criminosos são mortos na maior operação contra quadrilhas da história do Brasil em Varginha

    Informações sobre a grande ação da polícia foi divulgada pela Capitão Layla Brunella, porta-voz da Polícia Militar de Minas Gerais

    Depois do famoso caso ET, Varginha volta ao cenário noticioso nacional e internacional por conta de uma ação conjunta da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Militar que terminou em um violento confronto e as mortes de 25 criminosos do chamado “novo cangaço”. A megaoperação aconteceu em dois sítios nos arredores de Varginha, no sul de Minas Gerais.

    De acordo com as primeiras informações além dos mortos, alguns criminosos foram levados com ferimentos para a Unidade de Pronto Atendimento de Varginha e também para o Pronto Socorro local.

    Junto dos suspeitos foi encontrado um verdadeiro arsenal de guerra em dois imóveis localizados na área rural de Varginha. Pelo menos 10 fuzis foram recolhidos além de uma escopeta calibre 12 e três metralhadoras ponto50, capazes de derrubar até aeronaves. Ainda conforme a porta-voz da Polícia Militar, a Capitão Layla Brunella, a quadrilha especializada em roubos a bancos era composta por vários criminosos que além do armamento pesado estavam de posse de diversos explosivos.

    O Secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Rogério Greco, parabenizou o trabalho conjunto da Polícia Federal e também da Polícia Militar de Minas Gerais por meio do Bope, por conta do êxito logrado na megaoperação realizada na madrugada deste domingo.

    “Sem dúvida que se trata de um trabalho da inteligência policial pertencente a operação Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado de Minas Gerais) e que acabou resultando nessa ação muito bem sucedida através do Bope e da PRF. Da nossa parte, só temos que parabenizar as forças policiais envolvidas nessa operação, que foi realizada de forma sensacional, afinal fazer o que esses policiais fizeram é para poucos e mostra como a polícia de Minas Gerais é bem preparada, reduzindo consideravelmente as ações das organizações criminosas, bem como do chamado novo cangaço. Definitivamente, Minas Gerais não é um bom lugar para esse tipo de crime”, ressaltou o secretário.

    O chamado Novo Cangaço

    O termo faz referência às quadrilhas especializadas em grandes assaltos a banco, onde o termo foi usado inicialmente há cerca de 30 anos no Brasil. As ações criminosas organizadas pelo novo cangaço têm grande repercussão no país, como o assalto ao Banco do Brasil em Araçatuba, São Paulo, onde os suspeitos pretendiam roubar 90 milhões de reais. O caso chamou a atenção de todo o país por conta das imagens de populares sendo usados como escudos-humanos.

    Essas ações criminosas do chamado novo cangaço sempre ocorrem com grande número de bandidos, diversos veículos produtos de furto ou roubo e impressionante armamento pesado. Em muitas ações, os criminosos utilizam carros blindados, coletes balísticos e outros equipamentos de uso restrito das forças armadas. Em muitos casos as quadrilhas agem com extrema violência.

    Saldo Positivo

    Até o fechamento desta reportagem, a confirmação era de que a operação das “forças do bem” terminou com a morte de 25 integrantes de uma quadrilha ligada ao novo cangaço em Varginha, embora os suspeitos sejam oriundos de outras localidades do Estado.

    Para a Capitão Layla Brunella, esta foi a maior operação contra o crime organizado na história do Brasil.

    De acordo com o serviço de inteligência da polícia, os suspeitos se preparavam para atacar bancos da cidade de Varginha ou da região entre domingo e segunda-feira, aproveitando-se do feriadão de finados.

    E para a segurança dos mineiros, justamente na data em que se faz memória aos mortos, mais de duas dezenas de bandidos de alta periculosidade acabaram perdendo suas vidas. Felizmente nenhum policial foi atingido pelos disparos de grosso calibre.

    Esse tipo de ação criminosa ocorre principalmente nas cidades do interior do Brasil, como Varginha e Três Pontas.

    Relembrando o assalto a banco em Três Pontas

    Em Três Pontas, por exemplo aquela ação criminosa que deixou a comunidade local perplexa, ocorreu por volta das 3 horas da manhã daquela quarta-feira, 25 de janeiro de 2017, quando os trespontanos foram acordados forçosamente diante de barulhos que pareciam fogos de artifício. Mas na verdade eram tiros de diversos calibres, armamento pesado durante a explosão dos caixas eletrônicos da agência da Caixa Econômica Federal local. O Conexão Três Pontas foi a primeira equipe de reportagem a chegar no local, naquela ocasião, entrando e conferindo em loco o que restou do atendimento daquela agência, registrando tudo com coragem e profissionalismo. (Veja o vídeo da transmissão feita ao vivo na ocasião).

    O chamado novo cangaço além de causar o terror na população das cidades do interior, especialmente aos trabalhadores de agências bancárias, por vezes também escolhe como alvo lojas de luxo. Os criminosos fazem um estudo minucioso do local, chegam muito antes de deflagrar a operação, alugam imóveis e agem com brutalidade, inclusive fazendo muitos reféns.

    Varginha novamente é notícia no Brasil e no mundo: citação do Caso ET de Varginha

    O caso ET de Varginha, mencionado pelo Conexão nesta matéria, é uma incidente ufológico apontado como o mais notável do gênero em todos os tempos no Brasil, ocorrido em 20 de janeiro de 1996, colocando Varginha no mapa mundi da ufologia após três garotas relatarem ter ficado frente a frente com um ser extraterrestre. O Exército brasileiro, Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros teriam capturado em 20 de janeiro de 1996 duas criaturas de outro planeta e as conduzido para análises em hospitais e necropsia em Campinas. Estas instituições, de acordo com ufólogos, teriam sonegado, desde então, a divulgação dos fatos.

    Para o Tenente- Coronel Lúcio Carlos Pereira, encarregado do IPM, (Inquérito Policial Militar), as garotas teriam visto na verdade um homem conhecido popularmente como “Mudinho”, que costumava ficar agachado, mesma posição em que estaria o suposto ET. Segundo relatos, Mudinho apresentava algum desvio mental, ele tinha cerca de 30 anos na época e morava com a família em frente ao terreno onde as garotas afirmaram terem visto a criatura. Mas para os ufologistas de todo mundo, o Caso ET de Varginha é real.

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  • Suspeito de matar professor em Varginha é preso em Três Pontas

    Suspeito de matar professor em Varginha é preso em Três Pontas

    Segundo a Polícia Civil, o homem se entregou na delegacia em Três Pontas com a presença do advogado

    O suspeito de matar o professor José Wilton Andrade Junior foi preso no final da manhã desta quarta-feira (20) em Três Pontas (MG). Segundo a Polícia Civil, o homem se entregou na delegacia da cidade com a presença do advogado.

    Ainda de acordo com o delegado, o suspeito foi encaminhado para a delegacia de Varginha (MG), onde será ouvido pelos delegados responsáveis pelo caso.

    Relembre o caso

    O professor José Wilton Andrade Junior foi encontrado dentro da própria casa na rua Santa Margarida, no bairro Bom Pastor, com sinais de facadas na noite de segunda-feira. Segundo a Polícia Militar, o caso é investigado como latrocínio, quando o roubo é seguido de morte. A vítima foi encontrada apenas com roupas íntimas. A casa dele não tinha sinais de arrombamento.

    Segundo a PM, a irmã do professor não teria conseguido contato com ele durante o dia e foi procurá-lo na casa dele.

    A mulher também não conseguiu contato com a vítima e percebeu que os animais estavam muito agitados. De acordo com a PM, ela pediu ajuda para um vizinho, que subiu no muro e viu a vítima caída dentro de casa.

    A polícia foi acionada. Para entrar na casa do professor, os militares utilizaram a casa do vizinho e cortaram a cerca elétrica. A PM informou que havia muito sangue no local. O corpo apresentava diversos sinais de facadas.

    O carro do professor foi levado no assalto. Familiares deram falta de um celular, uma TV e outro aparelho de telefone.

    carro foi localizado na zona rural de Três Pontas na noite desta terça-feira (19). De acordo com a Polícia Civil, o computador de José Wilton Andrade Junior também foi recuperado.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • CORRUPÇÃO: Ex-delegado regional de Varginha é condenado a 19 anos de prisão

    CORRUPÇÃO: Ex-delegado regional de Varginha é condenado a 19 anos de prisão

    Condenação de Wellington Clair foi divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais. Clair é apontado como chefe de organização criminosa

    O ex-delegado regional de polícia de Varginha, Wellington Clair de Castro, foi condenado a 19 anos, um mês e 25 dias de reclusão e três meses de detenção. A condenação foi divulgada nesta sexta-feira (16) pelo Ministério Público do Estado de Minas Gerais. Ele foi preso em outubro do ano passado.

    Segundo o Ministério Público, o ex-delegado terá que cumprir pena, em regime inicial fechado, pela prática dos crimes de corrupção passiva, organização criminosa e prevaricação. A decisão cabe recurso.

    Na Operação Ilusionista foram apuradas ações envolvendo a prática de crimes no âmbito do Detran de Minas Gerais. A ação penal envolvendo o ex-delegado regional de Varginha, apontado como chefe da organização criminosa, resultou na condenação.

    “[O esquema] consistia mais basicamente no pagamento de propina por parte dos despachantes aos servidores públicos policiais, para que permitissem que emplacamentos e lacrações fossem feitos em outras localidades, permitissem a transferência de veículos sem a realização da necessária vistoria. [Isso] para que eles agilizassem os procedimentos de transferências de veículos, além de outras irregularidades”, explicou o Coordenador do Gaeco, Igor Serrano Silva.

    Wellington Clair foi condenado a 19 anos, um mês e 25 dias de reclusão e três meses de detenção. O coordenador do Gaeco destacou que a sentença também prevê o pagamento de multa.

    “Além do cumprimento da pena privativa de liberdade, o sentenciado foi ainda condenado ao pagamento de multa penal e dano moral coletivo, de aproximadamente R$ 470 mil. Também foi determinado o perdimento de bens, no valor de 247,5 mil, valor esse reconhecido como propina. Além disso, houve também a declaração da perda do cargo de delegado de polícia”, disse o coordenador.

    As ações penais contra os demais indivíduos apontados como membros da mesma organização criminosa, policiais civis, servidores públicos e despachantes prosseguem em andamento.

    Investigações

    O ex-delegado foi preso em outubro do ano passado, suspeito de cometer crimes como lavagem de dinheiro, organização criminosa e usurpação da função pública. Ele estava afastado do cargo de delegado e tentava a reeleição como vereador em São Gonçalo do Sapucaí (MG).

    Em novembro de 2020, ele chegou a ter um pedido de liberdade negado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais.

    Em uma das investigações, ele é alvo da Operação “Ilusionista”, que é um desdobramento da “Operação Êxodo 23”, realizada entre 2019 e 2020 e que apurou crimes no Departamento de Trânsito (Detran) em Varginha.

    O ex-delegado regional de Varginha também é alvo de uma outra investigação do Ministério Público que apura crimes como corrupção e lavagem de dinheiro em São Gonçalo do Sapucaí (MG).

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • MOTORISTA “TRESPONTANO” MORRE EM ACIDENTE ENTRE CARRO E CAMINHÃO NA MGC 491 EM VARGINHA

    MOTORISTA “TRESPONTANO” MORRE EM ACIDENTE ENTRE CARRO E CAMINHÃO NA MGC 491 EM VARGINHA

    Um acidente grave foi registrado no final da tarde desta quinta-feira (14) na MGC 491, em Varginha. O condutor do automóvel, Douglas Bastos, natural de Varginha, residente em Três Pontas, de 26 anos de idade, acabou falecendo.

    O acidente ocorreu entre Varginha e Três Corações, nas proximidades de onde, na última segunda-feira, uma carreta acabou tombando.

    Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária, o acidente envolveu um caminhão, que saiu de uma estrada vicinal e um automóvel. Um veículo de passeio acabou batendo de frente na lateral do veículo de carga.

    Segundo o Corpo de Bombeiros, o motorista do automóvel ficou preso as ferragens e após sua remoção chegou a ser atendido pelo SAMU Mas acabou não resistindo aos ferimentos e morreu ainda no local. O passageiro do automóvel foi socorrido com várias lesões pelo rosto e também pelo corpo. Ele foi socorrido e encaminhado ao Hospital Bom Pastor.

    Já o motorista do caminhão, que não ficou ferido, foi encaminhado para a Delegacia em Varginha.

    As causas do acidente serão investigadas.

    A pista ficou interditada por quase três horas para o atendimento das vítimas e também retirada dos veículos e já está liberada.

    Querido por muitos amigos, Douglas, conhecido como “Dogão”, trabalhava como motorista de carreta na empresa Nova Safra.

    Aos familiares da vítima fatal os nossos mais sinceros sentimentos!

    *Fotos Corpo de Bombeiros 

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  • Justiça nega ação do Governo de Minas e Varginha segue fora da Onda Roxa

    Justiça nega ação do Governo de Minas e Varginha segue fora da Onda Roxa

    Decisão do juiz Wagner Aristides Machado da Silva Pereira foi proferida na noite desta sexta-feira (26). Decretos da prefeitura com restrições seguem em vigor.

    A Justiça negou a ação do Governo de Minas contra Varginha e permitiu que a cidade continue fora da onda roxa. A decisão do juiz Wagner Aristides Machado da Silva Pereira foi proferida na noite desta sexta-feira (26). Os decretos com restrições publicados pela prefeitura seguem em vigor.

    Na decisão, que ainda cabe recurso, o juiz da Comarca de Varginha, destacou que a realidade da cidade permite a atitude que foi tomada pela prefeitura.

    “Não se mostra razoável e tampouco proporcional deferir a tutela de urgência, nos moldes em que foi proposta, se as circunstâncias, a realidade de nossa cidade, permitem a atitude adotada pelo município, que foi feita dentro da legalidade e seguindo as diretrizes federais”, escreveu o juiz na decisão.

    O juiz concedeu 15 dias para que o Governo de Minas apresente contestação.

    Fora da onda e ação

    A Prefeitura de Varginha informou que não iria aderir à onda roxa do Minas Consciente no dia 16 de março, data em que a fase mais restritiva do plano estadual teve início e foi imposta para todos os municípios mineiros.

    A administração municipal publicou três decretos próprios neste período, com medidas restritivas elaboradas pelo comitê da Covid-19 da cidade. O último documento foi emitido na quinta-feira (25), com novas imposições para restringir o comércio local.

    O Governo de Minas entrou com uma ação civil pública contra a prefeitura por conta da cidade não ter aderido à fase mais restritiva do plano. A ação pedia para que o município seguisse a onda roxa do programa Minas Consciente, sob multa diária de R$ 500 mil. A ação dependia de decisão do juiz de Varginha, o que ocorreu nesta sexta-feira.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • Governo de MG move ação contra Prefeitura de Varginha por não adesão à Onda Roxa

    Governo de MG move ação contra Prefeitura de Varginha por não adesão à Onda Roxa

    A ação pede para que o município siga a onda roxa do programa Minas Consciente, sob multa diária de R$ 500 mil.

    O Governo do Estado entrou com uma ação civil pública contra a Prefeitura de Varginha (MG). A ação pede para que o município siga a Onda Roxa do programa Minas Consciente, sob multa diária de R$ 500 mil.

    Segundo consta no documento, Varginha está permitindo a ampla circulação de pessoas e o funcionamento de bares e do comércio não essencial no momento em que o sistema de saúde público está em colapso, devido ao agravamento da pandemia de Covid-19.

    O documento pede para que a cidade proíba as atividades não essenciais em todo o município. Em caso de não adesão, a multa diária descrita no documento é no valor de R$ 500 mil.

    Segundo a Advocacia Geral do Estado, 29 cidades de Minas Gerais não aderiram à onda roxa. As negociações seguiram com as prefeituras, mas para três cidades, o governo entrou com ações judiciais. São elas: Coronel Fabriciano, Governador Valadares e Varginha.

    Coronel Fabriciano e Governador Valadares aderiram à Onda Roxa por determinação judicial. Varginha ainda aguarda a decisão judicial. O documento já foi entregue à justiça.

    A Prefeitura marcou uma coletiva de imprensa para às 16h desta quinta-feira (25) para apresentar um novo decreto com a apresentação de situações específicas que serão implementadas a partir desta sexta-feira (26).

    Fonte G1

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  • Suspeito de Abuso Sexual: Trespontano é espancado até a morte em Varginha

    Suspeito de Abuso Sexual: Trespontano é espancado até a morte em Varginha

    Segundo o boletim de ocorrências, a agressão começou depois que a filha de 8 anos começou a gritar, alegando que o pai tentou abusar sexualmente dela.

    Um homem foi espancado até a morte na madrugada deste domingo (21) em Varginha (MG). De acordo com o boletim de ocorrências, o Samu informou a Polícia Militar que havia uma pessoa morta com vários ferimentos no rosto, próximo a um ônibus, no bairro Cruzeiro do Sul.

    A ex-companheira do homem informou aos militares que ele estava com a filha de 8 anos comendo lanche próximo ao local do crime. Ainda de acordo com o BO, os policiais conversaram com a criança, que disse que o pai tentou beijar e tocar suas partes íntimas. Ela então gritou e, em seguida, começaram as agressões ao homem, que morreu. No boletim, consta que a menina disse aos policiais que já estava sendo vítima de abuso sexual há algum tempo.

    Segundo o delegado Gustavo Gomes, o homem era investigado por tentar abusar sexualmente de uma adolescente de 14 anos em Três Pontas (MG). A menina era babá de um de seus filhos. Ainda de acordo com o delegado, este inquérito deverá ser arquivado por causa da morte do investigado.

    De acordo com a PM, a criança conseguiu identificar um dos agressores do pai. A Polícia Civil informou que instaurou um inquérito para investigar o caso. Ao final do inquérito, os agressores poderão responder por homicídio, lesão corporal ou tentativa de homicídio.

    Até o momento, ninguém foi preso. A criança foi encaminhada para o Hospital Bom Pastor.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • Chuva derruba árvores, invade casas e causa alagamentos em Varginha, MG

    Chuva derruba árvores, invade casas e causa alagamentos em Varginha, MG

    Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de dez ocorrências foram registradas durante a chuva.

    A chuva que caiu durante a noite desta quinta-feira (14) e madrugada desta sexta-feira (15) causou muitos estragos em Varginha (MG). Segundo o Corpo de Bombeiros, mais de dez ocorrências foram registradas durante a chuva.

    Pelo menos três árvores caíram, uma delas sobre uma casa no Bairro Boa Vista. A outra caiu sobre um carro no Centro da cidade e a terceira caiu na rua. Ninguém ficou ferido.

    No Bairro Monte Serrat, um muro caiu por causa da quantidade de água na rua. A enchente também invadiu casas e deixou prejuízos materiais para pelo menos cinco famílias que foram atingidas pelas águas no bairro Bom Pastor, Corcetti, Vila Morais e Parque Industrial.

    A Avenida Plínio Salgado voltou a registrar alagamentos. Alguns motoristas ficaram ilhados. A sede do Sindicato dos Produtores Rurais amanheceu destelhada.

    O Corpo de Bombeiros informou que não houve pessoas feridas e ninguém ficou desalojado.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • Carro cai em barranco de 15m às margens da rodovia Mg 167 entre Três Pontas e Varginha

    Carro cai em barranco de 15m às margens da rodovia Mg 167 entre Três Pontas e Varginha

    Um homem sofreu ferimentos leves após se envolver em um acidente na manhã de ontem, domingo, (06), na MG 167 entre Três Pontas e Varginha. De acordo com as informações divulgadas pela Polícia Rodoviária, o veículo caiu em um barranco de aproximadamente 15 metros de altura, às margens da rodovia, próximo ao quilômetro 17.

    De de acordo com um familiar do condutor foi passado à Polícia Rodoviária que o mesmo transitava pela rodovia sentido Três Pontas quando teria sido surpreendido por um veículo de passeio saindo de uma estrada rural e entrando bruscamente na rodovia, obrigando a vítima do capotamento a frear fortemente o automóveç, vindo a derrapar na pista de rolamento por conta do acúmulo de lama, caindo na ribanceira.

    Assim que a polícia chegou ao local a vítima já havia sido resgatada por populares e encaminhada até o Pronto Atendimento Municipal de Três Pontas. Em seguida a PRE se dirigiu até o PAM para tentar ouvir o homem, mas ele já havia sido liberado pelo médico de plantão, apenas com escoriações.

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  • “Possibilidade de reinfecção pela Covid-19 é real”, alerta secretário de Saúde após suspeita em Varginha

    “Possibilidade de reinfecção pela Covid-19 é real”, alerta secretário de Saúde após suspeita em Varginha

    Funed analisa possibilidade de paciente da cidade ter se reinfectado. Homem de 64 anos teria contraído novamente a doença menos de 90 dias após ter se recuperado da 1ª infecção.

    Uma possível reinfecção pela Covid-19 de um homem de 64 anos em Varginha (MG) está entre os três casos suspeitos de MG de terem sido contaminados pela segunda vez. O caso é investigado pela Fundação Ezequiel Dias (Funed) com acompanhamento da Secretaria de Estado de Saúde (SES) e faz com que o Secretário Municipal de Saúde, Luiz Carlos Coelho, alerte para o risco da contaminação por mais de uma vez.

    De acordo com Luiz Carlos Coelho, o paciente do Sul de MG foi diagnosticado pela Covid-19 no fim de março e se recuperou da doença. No dia 4 de agosto, após procurar atendimento por síndrome respiratória no fim de julho, outro exame foi realizado e o resultado foi positivo.

    “Fica um alerta para as pessoas que apesar de ter tido Covid-19 entendam que a possibilidade de dar reinfecção é real. [Essa possível reinfecção] preocupa porque a gente tem uma dificuldade com os pacientes que tiveram Covid, eles partem do princípio que podem relaxar porque já pegaram. Temos cepas diferentes de vírus, temos alguns casos sendo investigados, inclusive esse de Varginha. É um momento importante para a população entender esse risco de reinfecção”, disse.

    O secretário de Saúde de Varginha destacou que o paciente testou positivo em um período inferior a 90 dias da contaminação para a possível reinfecção em dois exames PRC (o que coleta material pelo nariz e pela garganta). Esse fato chamou a atenção dele, que comunicou a SES-MG sobre o caso.

    “Teoricamente se tem uma imunidade garantida de 90 dias. No caso desse paciente, foram menos três meses. O que chamou a atenção e fez com que esse caso fosse comunicado ao Estado foi o fato de os dois exames terem sido PCR”, explicou.

    Mais grave na segunda vez

    O secretário Luiz Carlos Coelho destacou também o fato de, ao contrário da primeira contaminação, o paciente de 64 anos ter sido entubado quando foi internado novamente. Ele aponta ainda que o paciente, que já está recuperado, tem um painel viral negativo, ou seja, foram descartados outros vírus respiratórios que pudessem ser responsáveis pela síndrome gripal que o homem buscou atendimento na segunda vez.

    “Ele teve um PCR positivo no dia 25 de maio. Evoluiu com monitoramento, evoluiu para melhora, ficou como recuperado e voltou para as atividades. No dia 26 de julho, ele reiniciou sinais e sintomas e no dia 28 de julho, dois dias depois, foi admitido com síndrome respiratória aguda grave. Foi colhido outro material, ele tem um PCR positivo novamente no dia 4 de agosto. Ele hoje está bem, ficou bastante tempo em terapia intensiva, entubado nessa segunda vez, evoluiu para melhora, passou para enfermaria e foi para casa de alta”, relatou.

    Investigação pela Funed

    Luiz Carlos Coelho explicou que o quadro do paciente de Varginha é tido como suspeito de reinfecção. Com isso, agora é feita uma investigação laboratorial para comprovar ou não se houve contaminação por uma segunda vez.

    “Ele entra em um quadro de suspeição para reinfecção. Nesse momento está sendo feita uma investigação laboratorial, todo material foi resgatado. A Funed resgatou os materiais colhidos da primeira e da segunda vez. Isso vai para um exame genético para ver se é um vírus novo ou o mesmo coronavírus”, disse.

    Três casos suspeitos em MG

    O caso de Varginha é um dos três de MG suspeitos de reinfecção acompanhados pela Secretaria de Estado de Saúde. A informação sobre a possibilidade foi revelada em entrevista coletiva nesta terça-feira (8).

    Além de Varginha, os outros casos suspeitos são em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e na capital mineira.

    Fonte G1 Sul de Minas

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