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  • ELEIÇÕES 2026: O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE IR ÀS URNAS

    ELEIÇÕES 2026: O QUE VOCÊ PRECISA SABER ANTES DE IR ÀS URNAS

     

    Guia do eleitor: o que pode, o que não pode e como votar no próximo domingo

    TRÊS PONTAS — No próximo domingo, 4 de outubro, milhões de brasileiros irão às urnas para o primeiro turno das Eleições Gerais de 2026. Em Minas Gerais e em todo o país, o eleitor escolherá deputado federal, deputado estadual, dois senadores, governador e presidente da República. A votação acontece das 8h às 17h, pelo horário de Brasília.

    O Conexão Três Pontas preparou este guia para ajudar o eleitor a chegar ao local de votação informado, preparado e, principalmente, atento às regras da Justiça Eleitoral.

    📅 O QUE FAZER NA VÉSPERA?

    O sábado, 3 de outubro, é o último dia antes da votação. A propaganda eleitoral no rádio e na televisão para o primeiro turno terminou em 1º de outubro. No dia da eleição, não é permitido fazer propaganda eleitoral ou pedir votos.

    Um alerta importante: derramar santinhos ou material de campanha nas proximidades dos locais de votação na véspera ou no dia da eleição pode configurar crime eleitoral. A Justiça Eleitoral reforçou a fiscalização dessa prática em 2026.

    Na véspera, também é recomendável conferir antecipadamente o local, a zona e a seção eleitoral e deixar preparada a chamada “colinha” com os números dos candidatos escolhidos.

    🗳️ O QUE VOCÊ VAI VOTAR?

    Na urna, a ordem será:

    1️⃣ Deputado Federal
    2️⃣ Deputado Estadual
    3️⃣ Senador — 1ª vaga
    4️⃣ Senador — 2ª vaga
    5️⃣ Governador
    6️⃣ Presidente da República

    Serão, portanto, seis escolhas. A Justiça Eleitoral recomenda levar uma anotação pessoal com os números para facilitar o voto.

    ⚠️ ATENÇÃO AO SENADO

    Em 2026, o eleitor escolherá dois senadores. É necessário votar em candidatos diferentes para as duas vagas.

    📱 CELULAR NA CABINE? NÃO!

    Essa é uma das regras que mais merece atenção.

    O celular não pode entrar com o eleitor na cabine de votação.

    Também são proibidos na cabine equipamentos capazes de registrar o voto, como câmeras, máquinas fotográficas, filmadoras, relógios inteligentes e outros dispositivos semelhantes.

    Antes de votar, o aparelho deverá ser desligado e deixado no local indicado pela mesa receptora. Quem se recusar a entregar o equipamento não poderá votar naquele momento.

    A regra existe para preservar o sigilo do voto e evitar, entre outras situações, a comprovação da escolha para terceiros.

    👕 POSSO IR VESTIDO COM A CAMISETA DO MEU CANDIDATO?

    Sim, desde que a manifestação seja individual e silenciosa.

    O eleitor pode usar camiseta, adesivo, broche, bandeira ou outro elemento de manifestação individual de preferência política.

    O que não pode é transformar isso em manifestação coletiva ou ruidosa, abordar pessoas para pedir votos ou tentar influenciar a escolha de outros eleitores.

    Em outras palavras:

    ✅ Manifestação individual e silenciosa: permitida.
    ❌ Aglomeração para fazer campanha: proibida.
    ❌ Pedir voto: proibido.
    ❌ Distribuir santinhos: proibido.
    ❌ Abordar eleitor para convencê-lo: proibido.

    🚨 BOCA DE URNA É CRIME

    No domingo, não peça voto para ninguém.

    Não distribua santinhos, não faça campanha, não arregimente eleitores, não utilize alto-falantes e não tente convencer pessoas dentro ou nas proximidades do local de votação.

    Essas condutas podem caracterizar crime de boca de urna.

    A regra vale para candidatos, cabos eleitorais e também para eleitores.

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    PRECISO LEVAR O TÍTULO DE ELEITOR?

    Não é obrigatório apresentar o título de eleitor em papel.

    O eleitor pode apresentar documento oficial com foto e, conforme as regras da Justiça Eleitoral, também utilizar o e-Título nas situações previstas.

    Entre os documentos aceitos estão, por exemplo, carteira de identidade, carteira de motorista, carteira de trabalho e passaporte, entre outros documentos oficiais com fotografia.

    Dica: não deixe para descobrir seu local de votação no domingo. Consulte antecipadamente as informações eleitorais.

    E QUEM NÃO TEM BIOMETRIA?

    Quem não tiver a biometria coletada não está automaticamente impedido de votar, desde que esteja habilitado pela Justiça Eleitoral.

    Nesses casos, a identificação poderá ocorrer conforme os procedimentos definidos pela Justiça Eleitoral.

    POSSO COMENTAR EM QUEM VOTEI?

    Você pode manifestar sua preferência de maneira individual e silenciosa, respeitando as regras eleitorais.

    Mas não fotografe ou filme a tela da urna para comprovar seu voto. O sigilo do voto é protegido constitucionalmente, e equipamentos que permitam registrar a escolha não podem ser utilizados na cabine.

    E BEBIDA ALCOÓLICA?

    Não existe uma regra nacional única estabelecida pelo TSE para proibir automaticamente a venda e o consumo de bebidas alcoólicas em todo o país durante as Eleições 2026.

    A definição cabe a cada Tribunal Regional Eleitoral, em conjunto com a Secretaria de Segurança Pública, conforme as regras locais. Portanto, é importante conferir eventual determinação específica para Minas Gerais.

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    🚫 E SE EU NÃO PUDER VOTAR?

    Quem estiver fora do seu domicílio eleitoral pode justificar a ausência no próprio dia da eleição, pelo e-Título ou nos locais destinados à justificativa, conforme as regras da Justiça Eleitoral.

    Quem não justificar no dia poderá apresentar a justificativa posteriormente. Para o primeiro turno de 2026, o prazo vai até 3 de dezembro de 2026.

    🔎 ANTES DE SAIR DE CASA, CONFIRA:

    ☑️ Local de votação
    ☑️ Zona e seção eleitoral
    ☑️ Documento com foto
    ☑️ Números dos candidatos anotados
    ☑️ Celular carregado — mas fora da cabine
    ☑️ Seis escolhas preparadas
    ☑️ Respeito ao sigilo do voto
    ☑️ Nada de boca de urna
    ☑️ Nada de santinhos
    ☑️ Nada de tentativa de convencer outros eleitores

    E uma recomendação que vale mais do que qualquer outra:

    VOTE DE ACORDO COM A SUA CONSCIÊNCIA.

    Pesquise os candidatos, conheça suas propostas, verifique seus históricos e desconfie de informações que chegam pelas redes sociais sem fonte.

    Seu voto é secreto. Sua escolha é sua.

    ELEIÇÕES 2026

    1º TURNO: 4 DE OUTUBRO
    🕗 8h às 17h — horário de Brasília

    2º TURNO, SE HOUVER: 25 DE OUTUBRO

    As informações deste guia foram conferidas com base nas orientações e normas divulgadas pela Justiça Eleitoral para as Eleições 2026.

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  • O VOTO OBRIGATÓRIO: CIDADANIA OU CERCADINHO ELEITORAL?

    O VOTO OBRIGATÓRIO: CIDADANIA OU CERCADINHO ELEITORAL?

     

    Artigo de Opinião – Por Roger Campos

    Há uma pergunta que o Brasil precisa enfrentar sem medo: votar deve ser um direito ou uma obrigação? A Constituição brasileira determina que o alistamento eleitoral e o voto são obrigatórios para maiores de 18 anos, com exceções previstas no próprio texto constitucional. Para analfabetos, maiores de 70 anos e jovens de 16 e 17 anos, o voto é facultativo.

    Eu considero legítimo questionar esse modelo. Afinal, democracia pressupõe liberdade de escolha — inclusive a escolha consciente de não participar de determinada eleição. Transformar o comparecimento às urnas em obrigação estatal é uma decisão política e institucional que merece ser permanentemente debatida, e não tratada como verdade intocável.

    Existe, porém, uma questão ainda mais profunda: que tipo de eleitor estamos formando? Um cidadão que participa porque compreende a importância de votar ou alguém que comparece porque teme as consequências de não fazê-lo? A crítica ao voto obrigatório não precisa significar defesa da apatia. Pelo contrário: pode significar defender uma democracia em que o voto seja resultado de consciência, informação e convicção.

    É nesse ponto que aparece a expressão “curral eleitoral”. Como metáfora política, ela representa o temor de que cidadãos socialmente vulneráveis possam permanecer dependentes de estruturas políticas, benefícios ou relações de poder. Mas é importante separar opinião de fato: não há base para afirmar que todo programa assistencial tenha como objetivo manter eleitores dependentes, e essa interpretação precisa ser atribuída a quem a sustenta, não apresentada como fato comprovado.

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    E o mundo oferece experiências diferentes. Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, México e Canadá, entre muitos outros países, adotam sistemas em que o voto não é juridicamente obrigatório. Por outro lado, países como Brasil, Argentina, Austrália, Bélgica e Uruguai possuem mecanismos de voto obrigatório, embora as regras e sanções variem bastante. A base comparativa do International IDEA registra inclusive países que abandonaram o voto compulsório ao longo de sua história.

    E aqui está o debate que realmente interessa: o voto obrigatório aumenta a participação porque produz cidadania ou simplesmente porque pune a ausência? Os defensores argumentam que a obrigatoriedade amplia a participação e fortalece a legitimidade dos governos eleitos. Os críticos respondem que participação eleitoral deveria nascer da liberdade individual e que obrigar alguém a comparecer não significa obrigá-lo a se informar ou a votar conscientemente.

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    Não existe, portanto, uma resposta simples. O Brasil pode discutir voto facultativo, mas teria de discutir também educação política, acesso à informação, participação popular e os mecanismos para evitar que a ausência eleitoral seja concentrada justamente entre os grupos socialmente mais vulneráveis.

    A pergunta que deixo não é em quem você deve votar. É muito anterior a isso: por que você vota? Porque acredita? Porque escolheu? Porque se sente representado? Ou simplesmente porque a lei manda?

    Uma democracia madura deveria ser capaz de suportar essa pergunta — e talvez até de agradecer a quem tem coragem de fazê-la.

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  • O QUE NUNCA TE CONTARAM: LULA, 2002–2026 – O QUE MUDOU, O QUE FOI ENTREGUE E O QUE CONTINUA SENDO PROMESSA?

    O QUE NUNCA TE CONTARAM: LULA, 2002–2026 – O QUE MUDOU, O QUE FOI ENTREGUE E O QUE CONTINUA SENDO PROMESSA?

     

    Uma comparação entre o primeiro programa de governo de Lula e as propostas apresentadas para um eventual quarto mandato revela temas que atravessaram 24 anos de discursos, campanhas e governos — alguns transformados em políticas públicas, outros ainda apresentados como desafios a serem enfrentados ou mera promessas eleitoreiras.

    Em 2002, quando Luiz Inácio Lula da Silva disputou pela primeira vez uma eleição presidencial que venceria, seu programa se chamava “Um Brasil para Todos — Crescimento, Emprego e Inclusão Social”. O documento colocava no centro do projeto a redução das desigualdades, geração de empregos, segurança pública, educação, saúde, habitação, reforma agrária e combate à pobreza.

    Vinte e quatro anos depois, os mesmos grandes problemas continuam ocupando espaço no programa apresentado pela candidatura de Lula para 2026. O documento oficial disponível no TSE fala novamente em combater desigualdades, melhorar a segurança pública, garantir educação, ampliar moradia, fortalecer a agricultura familiar, avançar na reforma agrária e gerar empregos. O próprio texto afirma que ainda existem “gargalos e insuficiências” na educação e que o país precisa continuar avançando na redução das desigualdades.

    FOME: UMA PROMESSA QUE TEVE ALGUM RESULTADO INICIAL — MAS CONTRASTA COM O CRESCIMENTO DAS POPULAÇÕES DE MORADORES EM SITUAÇÃO DE RUA

    Aqui é preciso fazer justiça aos fatos. O combate à fome não pode ser apresentado simplesmente como uma promessa não cumprida. O Fome Zero foi uma das principais bandeiras do primeiro governo Lula e, atualmente, o programa de governo afirma que o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome. Dados da FAO divulgados em 2026 indicam que o país permaneceu fora do Mapa da Fome no triênio 2023–2025, com 0,6% da população em insegurança alimentar grave.

    Mas há uma ironia histórica importante: um tema apresentado como prioridade nacional em 2002 continua sendo uma das prioridades centrais do programa de 2026. A diferença é que, agora, a campanha sustenta que houve avanço e promete aprofundar a política de segurança alimentar. Ou seja: a promessa mudou de “tirar da fome” para “consolidar e ampliar o resultado”. Será mesmo? Em todas as cidades as populações em situação de rua só aumentam. A fome e a miséria estão latentes e em grande escala. A conta não fecha, 24 anos depois.

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    REFORMA AGRÁRIA: 24 ANOS DEPOIS, A PROMESSA CONTINUA

    Aqui a repetição é particularmente evidente. O programa de 2002 defendia a realização da reforma agrária, o fortalecimento da agricultura familiar e políticas de crédito e assistência técnica.

    Em 2026, o programa apresentado ao TSE afirma literalmente que o próximo governo pretende “continuar” avançando na reforma agrária, assentando famílias acampadas, estruturando assentamentos e ampliando o acesso ao crédito fundiário.

    Isso não significa que nada tenha sido feito. O Incra informa que quase 50,6 mil famílias foram incorporadas ao Programa Nacional de Reforma Agrária em 2023, e o governo lançou em 2024 o programa Terra da Gente, com estimativa de beneficiar 295 mil famílias até 2026. O ponto investigativo é outro: se depois de três mandatos presidenciais a própria campanha continua apresentando a reforma agrária como uma tarefa a ser realizada, fica evidente que o objetivo estrutural permanece inconcluso. Quanto tempo Lula precisará pra cumprir tudo que promete?

    MORADIA: OUTRA PROMESSA QUE ATRAVESSOU GERAÇÕES

    A questão habitacional também estava presente no projeto de 2002, associado ao chamado Projeto Moradia e à ampliação do acesso à habitação popular.

    Hoje, o Minha Casa, Minha Vida é novamente apresentado como uma das principais políticas do governo. O programa de 2026 afirma que a meta de contratação foi elevada para 3 milhões de moradias até o fim de 2026 e promete ampliar o programa no próximo mandato.

    Mas o problema estrutural permanece: levantamento da Fundação João Pinheiro apontou déficit habitacional de 6,215 milhões de domicílios em 2022, equivalente a 8,3% dos domicílios particulares ocupados. Portanto, houve políticas e entregas, mas o problema que justificou a promessa continua existindo em escala nacional.

    SEGURANÇA PÚBLICA: UMA PROMESSA DE 2002 QUE AINDA EXIGE NOVA ESTRUTURA

    Em 2002, Lula prometia instituir um sistema nacionalmente articulado de segurança pública, diante do avanço do crime organizado e da violência.

    Em 2026, a proposta volta praticamente ao mesmo ponto estrutural: integração entre União, estados e municípios, inteligência, combate ao crime organizado e uma maior coordenação nacional. O programa prevê inclusive a criação de um Ministério da Segurança Pública, caso seja aprovada a PEC correspondente.

    Há avanços nos indicadores: o Atlas da Violência 2026 registrou 42.590 homicídios em 2024, a menor quantidade da série histórica iniciada em 2014. Ainda assim, foram quase 43 mil mortes violentas em um único ano, além de fortes desigualdades e problemas específicos de violência contra diferentes grupos.

    Outro ponto curioso é que, comprovadamente, mais de 90% da população carcerária afirma votar em Lula. Afinal, quem ele beneficia? De que lado ele parece estar?

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    EDUCAÇÃO: O BRASIL AVANÇOU POUCO, MAS A PROMESSA NÃO TERMINOU

    Educação também atravessa os programas de governo. O projeto de 2002 defendia expansão educacional, formação profissional e ampliação do acesso ao ensino superior.

    Em 2026, o programa novamente promete ampliar creches, educação integral, institutos federais, ensino superior e políticas de alfabetização. O documento registra que 1,8 milhão de novas matrículas em tempo integral foram criadas entre 2023 e 2025, além de investimentos em creches, escolas e institutos federais.

    Também aqui os números mostram avanços e problemas simultaneamente: o IBGE registrou 8,4 milhões de analfabetos em 2025, embora a taxa tenha caído para 4,9%, abaixo de 5% pela primeira vez desde 2016.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Não é correto afirmar que Lula simplesmente “não cumpriu nenhuma promessa de 2002”. Há políticas implementadas, resultados mensuráveis e programas que foram efetivamente criados ou ampliados. O próprio programa de 2026 reivindica esses resultados.

    Mas existe uma constatação que merece ser colocada diante do eleitor: 24 anos depois da primeira vitória presidencial de Lula, vários dos mesmos problemas estruturais que estavam no centro da campanha de 2002 continuam aparecendo como prioridades, desafios ou promessas nos documentos eleitorais de 2026.

    E talvez essa seja a pergunta mais importante desta reportagem: quantas vezes um problema precisa voltar ao discurso de campanha até deixar de ser promessa e se transformar definitivamente em realidade? Quantas eleições mais o atual presidente precisará para cumprir o que, por enquanto, só é discurso e promessa eleitoreira? Inegavelmente ele já teve mais que o suficiente para ‘consertar o Brasil’. Mas, pelo que se vê, o principal projeto não parece, diante das constatações, ser melhorar o Brasil. E sim, se manter no poder pelo máximo de tempo possível, com as mesmas promessas, os mesmo discursos e os mesmos problemas batendo na nossa porta. Alguns, inclusive, cada vez piores…

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  • DE RICK A MAMONAS ASSASSINAS: AS TRAGÉDIAS AÉREAS QUE MARCARAM O BRASIL E O MUNDO

    DE RICK A MAMONAS ASSASSINAS: AS TRAGÉDIAS AÉREAS QUE MARCARAM O BRASIL E O MUNDO

    Artistas, políticos, jornalistas, atletas e outras personalidades tiveram suas histórias interrompidas em acidentes aéreos; algumas tragédias permanecem entre as mais dolorosas da memória nacional

    TRÊS PONTAS — A confirmação da morte do cantor Rick, da dupla Rick & Renner, após a queda de um helicóptero em Santa Catarina, reacende uma memória dolorosa: a de personalidades brasileiras que tiveram suas vidas interrompidas em acidentes aéreos.

    São histórias de épocas diferentes, envolvendo aviões e helicópteros, artistas, políticos, jornalistas, atletas e empresários. Algumas dessas tragédias aconteceram há décadas. Outras ainda permanecem muito presentes na memória brasileira. E existe uma delas particularmente marcada pelo mistério: a de Ulysses Guimarães, cujo corpo jamais foi encontrado.

    RICK: MAIS UMA TRAGÉDIA NO CÉU

    A morte de Rick, aos 59 anos, encerra uma trajetória de décadas na música sertaneja. O cantor estava em um helicóptero que desapareceu durante um voo em Santa Catarina. As buscas localizaram posteriormente a aeronave e as vítimas. As circunstâncias do acidente permanecem sob investigação. A tragédia colocou novamente diante do país uma realidade difícil de aceitar:

    uma viagem comum pode terminar em uma tragédia que muda para sempre a vida de dezenas de famílias.

    ULYSSES GUIMARÃES: O POLÍTICO QUE O MAR NÃO DEVOLVEU

    Poucas histórias são tão marcantes quanto a de Ulysses Guimarães. Em 12 de outubro de 1992, o helicóptero em que ele viajava de Angra dos Reis para São Paulo caiu no mar. Ulysses estava acompanhado da esposa, Mora Guimarães, do ex-senador Severo Gomes, da esposa dele, Ana Maria Henriqueta, e do piloto. Os corpos das demais vítimas foram localizados, mas o corpo de Ulysses nunca foi encontrado. A própria Câmara dos Deputados registra oficialmente essa circunstância.

    Em 2002, destroços do helicóptero foram encontrados no litoral de Ubatuba e identificados como pertencentes à aeronave desaparecida dez anos antes. Mesmo assim, os corpos de Ulysses e Ana Maria não foram recuperados. Ulysses era uma das figuras centrais da redemocratização brasileira. Presidiu a Assembleia Nacional Constituinte e foi um dos principais nomes ligados à Constituição de 1988.

    A morte foi confirmada. O corpo, porém, nunca voltou para casa. É uma das histórias mais emblemáticas da aviação brasileira.

    EDUARDO CAMPOS: UMA CAMPANHA PRESIDENCIAL INTERROMPIDA

    Em 13 de agosto de 2014, o Brasil foi novamente surpreendido por uma tragédia aérea. O avião que transportava Eduardo Campos, então candidato à Presidência da República, caiu em Santos, no litoral de São Paulo. Campos morreu aos 49 anos.

    Também morreram outras seis pessoas que estavam na aeronave.

    A investigação do CENIPA apontou uma combinação de fatores relacionados ao acidente, incluindo condições meteorológicas desfavoráveis, cansaço dos pilotos e procedimentos de aproximação e pouso. O relatório não atribuiu o acidente a uma única causa. A tragédia interrompeu uma campanha presidencial e provocou uma das maiores comoções políticas do Brasil naquele ano.

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    MAMONAS ASSASSINAS: O BRASIL PAROU

    2 de março de 1996. Os Mamonas Assassinas estavam no auge. Dinho, Bento, Samuel, Sérgio e Júlio haviam conquistado o país em poucos meses. O avião que transportava a banda caiu na Serra da Cantareira, em São Paulo. Os cinco integrantes morreram. Também morreram integrantes da equipe e da tripulação. A banda, que parecia ter um futuro enorme pela frente, desapareceu no auge.

    Uma carreira meteórica terminou em uma única noite. E o país inteiro sentiu.

    MARÍLIA MENDONÇA: UMA VOZ SILENCIADA AOS 26 ANOS

    Em 5 de novembro de 2021, outra tragédia abalou o Brasil. O avião que transportava Marília Mendonça caiu em uma área rural de Caratinga, Minas Gerais. A cantora tinha apenas 26 anos.

    Também morreram o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto Geraldo Martins de Medeiros e o copiloto Tarciso Pessoa Viana. Marília estava no auge de uma carreira que havia transformado a música sertaneja brasileira. Sua voz, entretanto, continuou depois da tragédia.

    GABRIEL DINIZ: O SUCESSO INTERROMPIDO

    Em 27 de maio de 2019, o cantor Gabriel Diniz, de 28 anos, morreu na queda de um avião em Estância, Sergipe. O artista havia conquistado o país com “Jenifer”. Os dois pilotos da aeronave também morreram.

    A investigação do CENIPA apontou uma combinação de fatores relacionados às condições meteorológicas, planejamento e condução do voo. Mais uma vez, uma carreira em ascensão terminou de maneira inesperada.

    RICARDO BOECHAT: O JORNALISMO PERDEU UMA DE SUAS GRANDES VOZES

    Em 11 de fevereiro de 2019, morreu o jornalista Ricardo Boechat, após a queda de um helicóptero em São Paulo. O piloto Ronaldo Quattrucci também morreu.

    Boechat tinha uma das carreiras mais conhecidas da imprensa brasileira. Sua morte provocou comoção entre jornalistas e milhões de brasileiros que acompanhavam diariamente seu trabalho.

    CHAPECOENSE: UMA TRAGÉDIA QUE ULTRAPASSOU O FUTEBOL

    28 de novembro de 2016. O avião que transportava a delegação da Chapecoense para a Colômbia caiu próximo a Medellín. 71 pessoas morreram. Jogadores, comissão técnica, dirigentes, jornalistas e tripulantes estavam entre as vítimas.

    Seis pessoas sobreviveram. A tragédia atingiu uma cidade inteira e provocou uma onda de solidariedade que ultrapassou fronteiras.

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    NO MUNDO, OUTRAS TRAGÉDIAS ENTRARAM PARA A HISTÓRIA

    As tragédias envolvendo personalidades também marcaram profundamente a história mundial.

    BUDDY HOLLY

    Em 1959, Buddy Holly morreu em um acidente aéreo nos Estados Unidos, aos 22 anos. Também morreram os músicos Ritchie Valens e The Big Bopper. A tragédia ficou conhecida como “The Day the Music Died” — o dia em que a música morreu.

    AALIYAH

    Em 2001, a cantora e atriz Aaliyah, de 22 anos, morreu na queda de um avião nas Bahamas. A artista estava em ascensão internacional e havia acabado de participar da gravação de um videoclipe.

    O acidente matou outras sete pessoas.

    LYNYRD SKYNYRD

    Em 1977, um avião que transportava integrantes da banda Lynyrd Skynyrd caiu no Mississippi. Morreram o vocalista Ronnie Van Zant, o guitarrista Steve Gaines, a cantora Cassie Gaines, além de integrantes da equipe e da tripulação. Outras pessoas sobreviveram.

    QUANDO UMA TRAGÉDIA ACONTECE, OS NÚMEROS ESCONDEM HISTÓRIAS

    É importante lembrar que os acidentes aéreos não atingem somente pessoas famosas. Por trás de cada ocorrência existem famílias. Pais. Mães. Filhos. Amigos. Colegas de trabalho. Sonhos interrompidos.

    A diferença é que, quando a vítima é conhecida nacionalmente, milhões de pessoas sentem a perda ao mesmo tempo. Mas toda vida perdida em um acidente aéreo tem o mesmo valor humano.

    UM LEGADO QUE PERMANECE

    Rick, Ulysses Guimarães, Eduardo Campos, Mamonas Assassinas, Marília Mendonça, Gabriel Diniz, Ricardo Boechat, As vítimas da Chapecoense, Buddy Holly, Aaliyah e Lynyrd Skynyrd.

    São nomes diferentes, histórias diferentes e circunstâncias diferentes. Mas todos deixaram algo que o acidente não conseguiu destruir. Música. Jornalismo. Esporte. Política. Cultura. Memória.

    Porque uma aeronave pode cair. Uma carreira pode ser interrompida. Uma vida pode terminar inesperadamente. Mas aquilo que uma pessoa construiu durante sua existência pode continuar voando. E talvez seja essa a maneira mais justa de lembrar aqueles que partiram: não apenas pelo acidente que tirou suas vidas, mas pela história que construíram antes dele.

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  • RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DA CNH PROMETE FACILIDADE, MAS EXIGE ATENÇÃO: VEJA QUEM TEM DIREITO E COMO FUNCIONA O NOVO SISTEMA

    RENOVAÇÃO AUTOMÁTICA DA CNH PROMETE FACILIDADE, MAS EXIGE ATENÇÃO: VEJA QUEM TEM DIREITO E COMO FUNCIONA O NOVO SISTEMA

    Uma nova modalidade de renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH) tem chamado a atenção dos motoristas brasileiros. A proposta é simplificar o processo para condutores com bom histórico no trânsito, reduzindo a burocracia e premiando aqueles que mantêm uma condução responsável. No entanto, apesar da praticidade anunciada, a medida ainda gera dúvidas e exige atenção aos critérios estabelecidos pelos órgãos de trânsito.

    A renovação automática está vinculada ao Registro Nacional Positivo de Condutores (RNPC), conhecido como o “cadastro positivo do trânsito”. Criado pelo Governo Federal, o sistema reúne motoristas que demonstram bom comportamento ao volante, sem registro de infrações nos últimos 12 meses.

    Na prática, o benefício busca reconhecer os condutores que respeitam as leis de trânsito e mantêm um histórico limpo. Para ter acesso à renovação facilitada, o motorista precisa atender a dois requisitos fundamentais: não ter cometido infrações de trânsito no período de um ano e estar devidamente inscrito no RNPC.

    O cadastro pode ser realizado de forma simples pelo aplicativo Carteira Digital de Trânsito (CDT) ou pelo portal da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). A adesão é voluntária e gratuita.

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    ATENÇÃO

    Entretanto, um detalhe importante precisa ser esclarecido: a renovação automática não significa que todos os custos desaparecem. O que deixa de existir é a necessidade de alguns procedimentos burocráticos relacionados à emissão e tramitação do documento. Já os exames médicos obrigatórios continuam sendo exigidos pela legislação e permanecem sob responsabilidade financeira do próprio motorista.

    Outro ponto que merece atenção envolve as restrições do programa. Motoristas com 70 anos ou mais não podem utilizar a renovação automática. Isso ocorre porque a legislação brasileira determina avaliações médicas presenciais periódicas mais rigorosas para essa faixa etária, em razão das condições naturais do envelhecimento.

    Já os condutores com idade entre 50 e 69 anos possuem uma limitação específica: poderão utilizar o benefício apenas uma vez, no momento do vencimento da habilitação. Após esse período, voltam a seguir os procedimentos normais estabelecidos pelo Detran.

    Também ficam fora da renovação automática os motoristas que possuem restrições médicas registradas na CNH ou que tiveram o prazo de validade do documento reduzido por recomendação médica. Nesses casos, a avaliação presencial continua obrigatória para garantir a segurança do próprio condutor e dos demais usuários das vias.

    Especialistas destacam que a iniciativa faz parte de uma política nacional de incentivo à direção responsável. Além da renovação facilitada, o RNPC já prevê outras vantagens para motoristas com bom histórico, como benefícios oferecidos por empresas parceiras, descontos em serviços e programas de reconhecimento à boa conduta no trânsito.

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    COMO PROCEDER?

    Para saber se tem direito ao benefício, o motorista deve acessar a Carteira Digital de Trânsito e verificar se está inscrito no Registro Nacional Positivo de Condutores. No próprio aplicativo também é possível consultar a validade da CNH, acompanhar eventuais infrações registradas e manter os dados atualizados.

    A recomendação dos órgãos de trânsito é que os condutores não deixem a renovação para a última hora. Mesmo aqueles que se enquadram nos critérios da renovação automática devem acompanhar regularmente a situação do documento para evitar problemas, multas e impedimentos legais para dirigir.

    Em um país onde milhões de brasileiros dependem da habilitação para trabalhar e se locomover diariamente, a novidade surge como uma tentativa de modernizar o sistema e valorizar quem faz sua parte no trânsito. Mas, como toda mudança, exige informação, atenção às regras e acompanhamento constante por parte dos motoristas.

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  • MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    Poucos temas provocam tanta divisão entre os brasileiros quanto a redução da maioridade penal. Para uns, trata-se de uma medida urgente para combater a criminalidade e acabar com a sensação de impunidade. Para outros, a proposta representa uma solução simplista para um problema complexo, capaz de empurrar adolescentes para um sistema prisional já considerado falido. Nesta quarta-feira (10), o assunto voltou ao centro do debate nacional após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora segue para novas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

    A discussão não é nova. Há décadas, o Brasil se divide entre aqueles que defendem punições mais severas para adolescentes envolvidos em crimes graves e aqueles que acreditam que o caminho está no fortalecimento da educação, da assistência social e das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
    O texto aprovado na comissão prevê que adolescentes de 16 e 17 anos possam responder criminalmente como adultos em casos considerados de extrema gravidade, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Atualmente, menores de 18 anos são submetidos exclusivamente às medidas socioeducativas previstas pela legislação brasileira.

    O avanço da proposta ocorre em um momento em que a violência continua sendo uma das maiores preocupações da população. Pesquisas realizadas nos últimos anos por diferentes institutos têm mostrado que uma parcela significativa dos brasileiros é favorável à redução da maioridade penal, especialmente diante de casos de crimes violentos praticados por adolescentes. O sentimento predominante entre os defensores da medida é de que jovens envolvidos em assassinatos, estupros e latrocínios já possuem consciência suficiente para responder por seus atos.

    Do outro lado, especialistas em segurança pública, direitos humanos e infância alertam que a redução da idade penal não ataca as causas estruturais da violência. Argumentam que adolescentes representam uma parcela relativamente pequena dos autores de crimes violentos no país e que o encarceramento precoce pode aumentar a reincidência criminal ao expor jovens às organizações criminosas que atuam dentro dos presídios.

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    O debate se torna ainda mais intenso porque mexe com uma questão sensível: o limite entre proteção e responsabilização. Afinal, aos 16 anos o jovem brasileiro pode votar, trabalhar formalmente e tomar decisões importantes sobre seu futuro. Mas estaria preparado para responder integralmente perante a Justiça Criminal como um adulto?

    Enquanto parlamentares favoráveis afirmam que a mudança atende ao desejo da maioria da população e fortalece o combate à impunidade, os opositores classificam a proposta como uma resposta emocional ao problema da violência, sem garantias concretas de redução da criminalidade.

    A aprovação na CCJ representa apenas o primeiro passo. Antes de virar realidade, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial e ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares. Em seguida, o texto seguirá para análise do Senado Federal.

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    O fato é que a votação recolocou na mesa uma pergunta que há anos desafia governos, juristas, especialistas e a própria sociedade: punir mais cedo significa combater melhor o crime?

    A resposta continua dividindo o Brasil

    E talvez justamente por isso a discussão sobre a maioridade penal permaneça sendo uma das mais explosivas, emocionais e controversas da história recente do país.

    E você, leitor do Conexão Três Pontas? A redução da maioridade penal para 16 anos representa um avanço no combate à violência ou apenas transfere para adolescentes um problema que o Estado ainda não conseguiu resolver? O debate está aberto.

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  • “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    O Brasil amanheceu mergulhado em um dos debates mais explosivos, polêmicos e transformadores das últimas décadas no mundo do trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou o avanço da PEC que prevê o fim da tradicional escala 6×1 — modelo em que milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta agora segue para novas etapas de votação e, posteriormente, para análise do Senado.

    A discussão ultrapassou os corredores de Brasília e tomou conta das redes sociais, empresas, sindicatos, indústrias, supermercados, shoppings, restaurantes e pequenos comércios em todo o país. De um lado, trabalhadores comemoram o que classificam como uma conquista histórica. Do outro, empresários alertam para riscos econômicos, aumento de custos, desemprego e fechamento de vagas.

    O tema se tornou um verdadeiro campo de batalha ideológico, econômico e social.

    Pelo texto aprovado, a redução da jornada acontecerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores já passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após um período de transição de 12 meses, a jornada máxima cairia definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.

    A votação na Câmara teve ampla aprovação. Em primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários, demonstrando forte pressão popular sobre os parlamentares.

    Mas afinal: o fim da escala 6×1 representa evolução social ou ameaça econômica?

    Essa é a pergunta que hoje divide o Brasil.

    A FAVOR

    Os defensores da proposta afirmam que o atual modelo de trabalho é desumano, ultrapassado e incompatível com a realidade contemporânea. Parlamentares favoráveis classificaram a escala 6×1 como “extenuante”, “escravocrata” e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.

    O argumento principal é que o trabalhador brasileiro perdeu qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem praticamente sem tempo para os filhos, lazer, descanso, estudos ou cuidados com a própria saúde. Em setores como supermercados, comércio, telemarketing, serviços gerais, logística e alimentação, muitos profissionais relatam rotinas de exaustão extrema.

    Dados apresentados durante os debates indicam que mais de 38 milhões de trabalhadores formais atuam acima das atuais 44 horas semanais.

    Especialistas favoráveis à mudança argumentam que jornadas menores podem aumentar produtividade, reduzir afastamentos médicos, combater burnout, ansiedade e depressão, além de melhorar o ambiente corporativo. Países europeus que experimentaram modelos mais flexíveis observaram ganhos em saúde ocupacional e eficiência em determinados setores.

    O próprio governo federal sustenta que a medida poderá gerar uma nova lógica econômica, baseada em produtividade e não apenas em tempo excessivo de permanência no trabalho.

    Nas redes sociais, trabalhadores passaram a compartilhar relatos emocionantes. Muitos afirmam que “sobrevivem” e não vivem. Outros relatam que trabalham seis dias seguidos para descansar apenas um, geralmente usado para lavar roupas, limpar a casa e resolver pendências, sem qualquer tempo real de recuperação física ou mental.

    Mas enquanto uma parte do país comemora, outra acende o sinal vermelho.

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    CONTRA

    Entidades empresariais, representantes do comércio, da indústria e do turismo demonstraram enorme preocupação com os impactos financeiros da proposta. Setores que operam praticamente 24 horas por dia afirmam que a redução da jornada poderá elevar drasticamente os custos operacionais.

    O principal temor do empresariado é simples: para manter o funcionamento das empresas com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras. Isso, segundo críticos da PEC, pode pressionar pequenas e médias empresas, justamente as que mais geram empregos no país.

    Um estudo citado durante o debate aponta que, sem ganho equivalente de produtividade, a mudança poderia gerar impacto de aproximadamente R$ 77 bilhões no Produto Interno Bruto brasileiro.

    Empresários também alertam para possível aumento da informalidade. O argumento é que algumas empresas poderiam deixar de contratar formalmente para reduzir custos trabalhistas, ampliando relações informais de trabalho.

    Outro ponto levantado pelos críticos é que o Brasil ainda enfrenta juros elevados, crédito caro e baixa competitividade industrial. Para parte do mercado, reduzir a jornada sem uma ampla reforma tributária e econômica poderia agravar o chamado “Custo Brasil”.

    Parlamentares contrários ao texto chegaram a afirmar que a proposta cria uma “proibição formal de trabalhar seis dias”, sem garantir que o trabalhador terá efetivamente maior renda ou estabilidade.

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    EM TRÊS PONTAS

    Em cidades do interior, como Três Pontas e diversas regiões do Sul de Minas, o tema também provoca discussões intensas.

    A economia regional é fortemente sustentada pelo comércio, pela cafeicultura, supermercados, bares, restaurantes, transportes e serviços. Muitos empresários locais observam o debate com cautela, especialmente diante das dificuldades enfrentadas após anos de inflação alta, custos operacionais elevados e aumento das despesas trabalhistas.

    Por outro lado, trabalhadores da região enxergam na proposta a possibilidade de mais convivência familiar, descanso e dignidade.

    A verdade é que o debate sobre a escala 6×1 escancarou uma ferida antiga do Brasil moderno: o equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.

    A aprovação da PEC não encerra a discussão. Pelo contrário. Ela apenas abriu oficialmente uma das maiores disputas sociais, econômicas e políticas do país nos últimos anos.

    O Brasil agora tenta responder uma pergunta que ecoa em escritórios, fábricas, lavouras, supermercados e corredores do Congresso Nacional:

    Até onde vale sacrificar a vida pessoal em nome da sobrevivência profissional?

    E talvez a resposta mais dura seja justamente esta:

    Nenhuma economia se sustenta eternamente quando o trabalhador perde o direito de viver além do trabalho.

    Será mesmo?

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  • MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    MAIO AMARELO: O TRÂNSITO NÃO MATA SOZINHO — EMPRESAS, PRESSA E DESCASO TAMBÉM ESTÃO NO BANCO DOS RÉUS

    Todos os anos, o mês de maio ganha a cor amarela para chamar a atenção do mundo para uma tragédia que se repete diariamente nas ruas, avenidas e rodovias: a violência no trânsito. O movimento Maio Amarelo nasceu justamente para provocar reflexão, conscientização e mudança de comportamento. Mas em meio às campanhas tradicionais sobre direção defensiva, álcool ao volante e uso do celular, um debate ainda é pouco explorado e precisa ser enfrentado com coragem: até que ponto empresas, patrões, modelos de trabalho e a rotina sufocante da vida moderna também alimentam o caos no trânsito?

    A discussão é urgente. E necessária.

    O trânsito não é violento apenas por culpa de motoristas imprudentes. Existe uma engrenagem social, econômica e estrutural por trás de muitos acidentes. Milhões de brasileiros acordam diariamente exaustos, pressionados por horários impossíveis, metas abusivas, jornadas excessivas e deslocamentos cada vez mais longos. Em muitos casos, o trabalhador sai de casa antes do amanhecer e retorna tarde da noite, enfrentando cansaço físico, desgaste mental e estresse extremo. E é justamente nesse cenário que decisões erradas acontecem.

    Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,19 milhão de pessoas morrem todos os anos em acidentes de trânsito no planeta. Trata-se de uma das principais causas de morte entre jovens de 5 a 29 anos. Além disso, entre 20 e 50 milhões de pessoas sofrem ferimentos graves ou ficam com sequelas permanentes anualmente.

    No Brasil, os números também assustam. Dados do Ministério da Saúde apontam que mais de 33 mil pessoas perderam a vida no trânsito brasileiro em 2025, enquanto centenas de milhares ficaram feridas. O impacto ultrapassa o drama humano e atinge diretamente a economia: estima-se que os acidentes gerem prejuízos bilionários ao sistema de saúde, à Previdência Social e ao mercado de trabalho.

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    E há um dado alarmante: grande parte das vítimas está em idade economicamente ativa.

    A pressa virou epidemia. O celular virou distração constante. A ansiedade virou combustível invisível das ruas. E, silenciosamente, o ambiente corporativo também contribui para isso.

    Empresas que exigem produtividade extrema, entregadores submetidos a metas quase desumanas, motoristas pressionados por prazos, vendedores que passam horas nas estradas e trabalhadores submetidos a jornadas cansativas acabam se tornando vítimas indiretas de um sistema que prioriza desempenho acima da vida.

    O problema não está apenas no volante. Está na cultura.

    Especialistas em mobilidade urbana e saúde mental alertam que o estresse ocupacional tem relação direta com comportamentos agressivos no trânsito. Irritação, impulsividade, distração, fadiga e redução da capacidade de reação aumentam significativamente o risco de acidentes.

    No Sul de Minas Gerais

    A realidade também preocupa. Rodovias movimentadas como a Fernão Dias, a MG-167, a BR-491 e dezenas de estradas estaduais que ligam cidades como Três Pontas, Varginha, Alfenas, Boa Esperança e Lavras convivem diariamente com acidentes graves, muitos deles envolvendo motociclistas, caminhoneiros e trabalhadores em deslocamento.

    A região possui forte atividade agrícola, industrial e logística, especialmente no setor cafeeiro, o que aumenta o fluxo de veículos pesados e deslocamentos constantes. Somado a isso, o crescimento acelerado das entregas por aplicativo transformou motociclistas em personagens centrais de uma rotina marcada pela urgência, pela pressão financeira e pela vulnerabilidade.

    Dados nacionais mostram que motociclistas já representam uma das maiores parcelas de mortes no trânsito brasileiro. Em muitos casos, jovens entre 18 e 35 anos perdem a vida tentando cumprir prazos, acelerar entregas ou simplesmente sobreviver em meio a um mercado cada vez mais competitivo.

    E enquanto campanhas educativas são importantes, elas sozinhas não bastam.

    É preciso discutir mobilidade urbana inteligente, transporte público digno, educação no trânsito desde a infância, fiscalização eficiente e, principalmente, responsabilidade coletiva.

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    Empresas precisam entender que produtividade jamais pode custar vidas.

    Funcionários precisam compreender que nenhuma entrega, reunião ou compromisso vale mais do que voltar vivo para casa.

    Pais precisam dar exemplo.

    Governos precisam investir.

    E a sociedade precisa parar de normalizar tragédias.

    O Maio Amarelo não deve ser apenas um mês de posts nas redes sociais, laços simbólicos e discursos prontos. Ele precisa provocar desconforto. Precisa gerar mudança real.

    Porque nenhum acidente é “normal”.

    Nenhuma morte no trânsito pode ser tratada como estatística fria.

    Por trás de cada número existe uma família destruída, uma cadeira vazia na mesa, um sonho interrompido e uma ausência eterna.

    E talvez a pergunta mais importante não seja “quem causou o acidente?”, mas sim: que tipo de sociedade estamos construindo para transformar a pressa em prioridade e a vida em detalhe?

    O trânsito é um espelho do comportamento humano. E enquanto o mundo continuar acelerando sem consciência, continuaremos colecionando sirenes, funerais e lágrimas à beira das estradas.

    Jornalista Roger Campos®

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  • FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    Três Pontas, que já tem poucas indústrias, em comparção com outras cidades, pode perder sua ‘Fábrica de Sonhos’!

    A possível saída da Estrela do mercado brasileiro representa muito mais do que uma crise empresarial. Para milhões de brasileiros, trata-se do fim simbólico de uma era que ajudou a construir a infância de gerações inteiras. A tradicional fabricante de brinquedos, que marcou profundamente os anos 1980 e 1990 com produtos icônicos presentes em praticamente todos os lares do país, entrou oficialmente com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), expondo as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional diante das transformações econômicas e tecnológicas dos últimos anos.

    O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve outras oito empresas ligadas ao Grupo Estrela. Apesar da gravidade da situação financeira, a companhia informou que continuará operando normalmente durante o processo judicial, mantendo atividades industriais, comerciais e administrativas enquanto tenta reorganizar suas dívidas e evitar um colapso definitivo.

    Fundada em 1937, a Estrela não foi apenas uma fabricante de brinquedos. A marca se transformou em patrimônio afetivo da cultura brasileira. Durante décadas, ajudou a moldar a imaginação infantil, atravessou gerações e se tornou sinônimo de nostalgia para milhões de adultos que cresceram embalados por jogos, bonecas, carrinhos, autoramas e brinquedos que marcaram época.

    O comunicado encaminhado ao mercado e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revela um cenário duro e preocupante. A empresa aponta que o aumento brutal dos juros, a dificuldade de acesso ao crédito, o encarecimento do capital e as profundas mudanças no comportamento das crianças foram determinantes para a crise.

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    O mundo mudou. E a infância também.

    A geração que antes sonhava com brinquedos físicos hoje cresce diante de celulares, tablets, videogames, plataformas de streaming, redes sociais e jogos online. O espaço que antes era ocupado por bonecas, jogos de tabuleiro e carrinhos agora é disputado por telas digitais, inteligência artificial e entretenimento instantâneo.

    A própria Estrela reconhece que a transformação tecnológica alterou radicalmente o mercado infantil. Nos últimos anos, fabricantes tradicionais passaram a travar uma batalha desigual contra gigantes digitais globais capazes de capturar a atenção das novas gerações durante horas diárias.

    Além disso, a concorrência agressiva de produtos importados ampliou ainda mais a pressão sobre a indústria brasileira de brinquedos, que enfrenta altos custos de produção, carga tributária elevada e dificuldades de competitividade.

    A crise da Estrela também reflete um problema estrutural da economia brasileira. O número de pedidos de recuperação judicial disparou no país nos últimos anos, especialmente após o longo período de juros elevados. A taxa Selic permaneceu acima de 10% desde 2022 e chegou ao patamar de 15% ao ano em 2025, sufocando empresas de diversos segmentos.

    Com crédito caro, consumo enfraquecido e dificuldade de financiamento, companhias tradicionais passaram a enfrentar sérios riscos financeiros. E nem mesmo marcas históricas conseguiram escapar.

    A trajetória da Estrela ajuda a dimensionar o tamanho dessa perda simbólica para o Brasil. A empresa nasceu como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e se transformou em uma das maiores referências do setor de brinquedos da América Latina. Também entrou para a história por ter sido uma das primeiras companhias brasileiras a abrir capital, ainda em 1944.

    Ao longo das décadas, a marca esteve presente em aniversários, Natais e momentos inesquecíveis de milhões de famílias brasileiras. Mais do que vender brinquedos, a Estrela comercializava sonhos, criatividade e memória afetiva.

    Agora, diante do avanço tecnológico e da brutal transformação do comportamento humano, a empresa luta para sobreviver em um mercado completamente diferente daquele que a consagrou.

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    Três Pontas perderá empregos? E as outras unidades?

    A fabricante informou que a recuperação judicial tem como objetivo preservar empregos, manter as operações em funcionamento e reorganizar o passivo financeiro acumulado. A administração seguirá sob responsabilidade dos atuais diretores e acionistas, enquanto um plano de recuperação será apresentado futuramente aos credores.

    Mas, independentemente do desfecho jurídico e financeiro, o impacto emocional já é inevitável.

    A crise da Estrela escancara uma pergunta incômoda para toda a sociedade: até que ponto o avanço tecnológico está substituindo experiências humanas, afetivas e reais?

    Porque talvez o maior prejuízo não seja apenas econômico.

    Talvez seja perceber que uma geração inteira trocou a magia de brincar pela solidão silenciosa das telas.

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  • ALERTA NACIONAL: ANVISA MANDA RECOLHER PRODUTOS DA MARCA YPÊ E ACENDE SINAL DE RISCO SANITÁRIO EM TODO O PAÍS

    ALERTA NACIONAL: ANVISA MANDA RECOLHER PRODUTOS DA MARCA YPÊ E ACENDE SINAL DE RISCO SANITÁRIO EM TODO O PAÍS

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou o recolhimento imediato de produtos da marca Ypê após identificar falhas consideradas graves nos padrões de fabricação. A medida atinge detergentes lava-louças, sabão líquido para roupas e desinfetantes de todos os lotes com numeração final 1.

    Além do recolhimento, a Anvisa também determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição e uso dos produtos envolvidos, em uma decisão que gerou grande repercussão entre consumidores e redes varejistas em todo o Brasil.

    Segundo a agência reguladora, a medida foi tomada após uma avaliação técnica de risco sanitário realizada em conjunto com o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS). O órgão aponta que foram identificadas irregularidades capazes de comprometer requisitos fundamentais das chamadas Boas Práticas de Fabricação (BPF) de saneantes.

    RISCO DE CONTAMINAÇÃO MICROBIOLÓGICA

    De acordo com a Anvisa, os problemas encontrados podem representar risco à saúde pública devido à possibilidade de contaminação microbiológica dos produtos — ou seja, presença indesejada de microrganismos potencialmente nocivos.

    Embora o órgão não tenha detalhado oficialmente quais microrganismos poderiam estar presentes, especialistas alertam que falhas sanitárias em produtos de limpeza podem provocar reações adversas, irritações, alergias e, em situações mais graves, riscos de infecção, principalmente em crianças, idosos e pessoas imunossuprimidas.

    A situação acende um alerta importante porque se trata de produtos amplamente utilizados no cotidiano doméstico brasileiro.

    CONSUMIDORES DEVEM INTERROMPER O USO IMEDIATAMENTE

    A orientação da Anvisa é direta:
    quem possuir em casa produtos atingidos pela medida deve interromper imediatamente o uso.

    A recomendação vale especificamente para:

    • detergentes lava-louças
    • sabão líquido para roupas
    • desinfetantes

    da marca Ypê com lotes terminados em número 1.

    Os consumidores devem verificar atentamente as embalagens para identificar a numeração dos lotes.

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    IMPACTO NO MERCADO E PREOCUPAÇÃO DOS CONSUMIDORES

    A decisão também provoca forte impacto comercial e institucional, uma vez que a marca possui ampla presença no mercado nacional e é considerada uma das mais tradicionais do setor de limpeza doméstica.

    Redes de supermercados, distribuidores e comerciantes já começaram a retirar os produtos das prateleiras para cumprir a determinação sanitária.

    Nas redes sociais, consumidores passaram a relatar preocupação e dúvidas sobre os riscos e os procedimentos adequados para devolução ou descarte dos produtos.

    FISCALIZAÇÃO MAIS RIGOROSA

    O caso reforça a importância da fiscalização permanente sobre produtos de uso diário e levanta discussões sobre controle de qualidade na indústria de saneantes no Brasil.

    A Anvisa destacou que continuará monitorando a situação e poderá adotar novas medidas caso sejam identificados outros riscos relacionados à fabricação.

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    O QUE O CONSUMIDOR DEVE FAZER

    ✔️ Verificar o lote dos produtos
    ✔️ Suspender imediatamente o uso dos itens afetados
    ✔️ Evitar reutilização das embalagens
    ✔️ Procurar canais oficiais da fabricante para orientações sobre troca ou devolução

    O alerta serve como um lembrete importante: produtos presentes na rotina doméstica também precisam seguir rigorosos padrões sanitários — porque segurança e saúde pública não podem ser tratadas como detalhe.

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  • GASOLINA EM ALTA: PREÇO DISPARA E MOTORISTA PRECISA SE ADAPTAR PARA NÃO SENTIR NO BOLSO

    GASOLINA EM ALTA: PREÇO DISPARA E MOTORISTA PRECISA SE ADAPTAR PARA NÃO SENTIR NO BOLSO

    Tensão internacional pressiona o petróleo, combustível sobe nos postos e cenário ainda pode piorar

    A gasolina voltou a subir — e o motivo vem de um cenário global tenso. O conflito envolvendo Israel, Estados Unidos e Irã mexeu diretamente com o preço do petróleo, e o reflexo já chegou ao Brasil.

    Hoje, o litro já gira em torno de R$ 6,65, mas em cidades como Salvador o valor já encosta em R$ 8. E o alerta dos especialistas é direto:

    👉 o preço pode continuar subindo nas próximas semanas.

    Ou seja: o impacto no bolso do motorista é inevitável. Mas há um caminho para amenizar esse prejuízo.

    5 FORMAS PRÁTICAS DE ECONOMIZAR COMBUSTÍVEL AGORA

    Não dá pra controlar o preço, mas dá pra reduzir o consumo — e alguns hábitos fazem muita diferença no fim do mês.

    1️⃣ Dirija com suavidade e antecipe o trânsito

    Acelerar forte, frear de repente e ficar no “anda e para” constante aumenta muito o consumo.

    👉 O ideal é dirigir de forma contínua, prever paradas e evitar movimentos bruscos.

    2️⃣ Entenda quando usar vidro aberto ou ar-condicionado

    Pode parecer detalhe, mas influencia:

    • Em baixa velocidade: vidro aberto pode ser mais econômico
    • Em alta velocidade: vidro fechado melhora a aerodinâmica

    👉 Na estrada, o ar-condicionado pode compensar mais do que rodar com os vidros abertos.

    3️⃣ Manutenção em dia é economia direta

    Carro desregulado gasta mais — simples assim.

    ✔️ Troca de óleo no prazo
    ✔️ Pneus calibrados
    ✔️ Sistema limpo

    👉 Pneus murchos, por exemplo, podem aumentar o consumo em até 10%.

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    4️⃣ Evite carregar peso à toa

    Porta-malas cheio sem necessidade pesa no consumo.

    👉 A cada 50 kg extras, o gasto pode subir até 2%.

    5️⃣ Não encha o tanque além do automático

    Completar até “a boca” não aumenta autonomia e ainda pode danificar o sistema.

    👉 Pode gerar desperdício e problemas mecânicos.

    CENÁRIO AINDA INCERTO: PREÇO PODE SUBIR MAIS

    Apesar de não haver risco imediato de falta de combustível, especialistas alertam que o Brasil depende de fatores externos — e isso mantém os preços instáveis.

    O governo acompanha a situação e tenta conter os impactos, mas o mercado internacional ainda é o principal fator.

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    NO FIM, TUDO SE RESUME A UMA COISA: HÁBITO

    Pequenas mudanças no dia a dia podem gerar grande diferença.

    Segundo especialistas:

    👉 é possível economizar até 50% de combustível, dependendo do comportamento do motorista e das condições do veículo.

    A REALIDADE É UMA SÓ

    O combustível está caro — e pode ficar ainda mais. Quem não se adaptar, vai sentir direto no bolso.

    Quem mudar hábitos, consegue respirar — mesmo com o preço nas alturas.

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  • CRIME CRUEL GANHA NOME E PUNIÇÃO MAIS DURA: CÂMARA APROVA LEI QUE PODE LEVAR ATÉ 40 ANOS DE PRISÃO

    CRIME CRUEL GANHA NOME E PUNIÇÃO MAIS DURA: CÂMARA APROVA LEI QUE PODE LEVAR ATÉ 40 ANOS DE PRISÃO

    Homicídio usado como arma psicológica contra mulheres entra no Código Penal e expõe uma das faces mais brutais da violência no Brasil

    A Câmara dos Deputados deu um passo decisivo contra um dos crimes mais perversos e chocantes que existem — aquele em que a dor não termina na vítima, mas é direcionada, de forma calculada, para destruir outra pessoa.

    Foi aprovado o Projeto de Lei 3880/2024, que cria no Código Penal o crime de homicídio vicário e inclui o conceito de violência vicária na Lei Maria da Penha.

    Na prática, a medida mira um comportamento brutal:

    👉 quando alguém mata um filho, parente ou pessoa próxima para atingir emocionalmente uma mulher.

    Um crime que não busca apenas tirar uma vida — mas provocar sofrimento profundo, deliberado e devastador.

    ATÉ 40 ANOS DE PRISÃO: O PESO DA LEI PARA UM CRIME EXTREMO

    Com a aprovação, o homicídio vicário passa a ser tratado dentro do contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher — porque, embora a vítima direta seja outra pessoa, o alvo real é a mulher.

    E a punição será severa:

    🚨 pena de 20 a 40 anos de reclusão

    Uma resposta à altura de um crime que especialistas classificam como um dos mais cruéis dentro do ciclo de violência.

    O CASO QUE CHOCOU O PAÍS E ACELEROU A MUDANÇA

    A urgência da proposta ganhou força após um caso que abalou o Brasil. Em fevereiro deste ano, em Itumbiara (GO), um ex-secretário municipal matou os próprios filhos, de 8 e 12 anos, dentro de casa — com um único objetivo: atingir emocionalmente a mãe das crianças. Depois do crime, ele tirou a própria vida.

    Uma tragédia que escancarou, da forma mais dolorosa possível, o que é a violência vicária.

    👉 Um ato que transforma filhos em instrumentos de vingança.

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    UMA VIOLÊNCIA SILENCIOSA, MAS DEVASTADORA

    Segundo parlamentares envolvidos na proposta, esse tipo de crime ainda é pouco notificado — mas extremamente presente.

    A relatora do projeto, deputada Silvye Alves, classificou a violência vicária como:

    👉 “uma das faces mais cruéis e invisíveis da violência no país”

    E não se trata apenas de homicídio.

    O projeto também amplia o entendimento da lei para incluir outras formas de agressão praticadas com o objetivo de ferir psicologicamente a mulher, mesmo quando não há morte.

    AGRAVANTES: QUANDO A CRUELDADE VAI AINDA MAIS LONGE

    A lei endurece ainda mais quando há circunstâncias agravantes.

    A pena pode aumentar de um terço até metade se:

    ❗ o crime ocorrer na frente da mulher
    ❗ a vítima for criança, idoso ou pessoa com deficiência
    ❗ houver descumprimento de medidas protetivas

    Situações que tornam o ato ainda mais brutal e inaceitável.

    CRIANÇA NÃO É ARMA: LEI AMPLIA PROTEÇÃO E ANTECIPA DEFESA

    Outro avanço importante do projeto é permitir que a mulher peça medidas protetivas mesmo antes de sofrer agressão física direta.

    Ou seja:

    👉 o Estado passa a agir antes que a violência chegue ao limite.

    Para a deputada Fernanda Melchionna, coautora do projeto, o recado é direto:

    “Os casos são escabrosos e precisam ser punidos. Criança não pode ser usada como arma.”

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    E AGORA? PROJETO SEGUE PARA O SENADO

    O texto aprovado agora segue para análise do Senado Federal. Se for aprovado sem alterações, vai para sanção presidencial e se torna lei. Caso sofra mudanças, retorna à Câmara para nova votação.

    UM MARCO CONTRA A BARBÁRIE

    A aprovação do projeto representa mais do que uma mudança na legislação. É o reconhecimento oficial de uma violência que sempre existiu — mas que agora passa a ser nomeada, enfrentada e punida com rigor.

    👉 Um passo importante para impedir que a dor seja usada como arma.

    E para deixar claro: crueldade também tem consequência!

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