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  • MEIO AMBIENTE: Prefeitura de Três Pontas inaugura Ecoponto.

    MEIO AMBIENTE: Prefeitura de Três Pontas inaugura Ecoponto.

    Depois do Aterro Sanitário e do Plano de Saneamento Básico, a cidade comemora a conquista de um ECOPONTO

    Três Pontas é pioneira na construção de um ECOPONTO, o que a coloca em destaque no que se refere à proteção ambiental. Também foi pioneira na implantação do Aterro Sanitário e no Plano Municipal de Saneamento Básico. Estas conquistas colocaram Três Pontas no importante cenário das cidades ambientalmente responsáveis, recebendo por isso o repasse de ICMS ambiental.

    Ecoponto é um instrumento público que tem seu foco principal no recebimento e armazenamento temporário de resíduos pneumáticos e eletroeletrônicos. Os proprietários de borracharias, oficinas, os munícipes e demais voluntários entregam os pneus inservíveis neste posto e a SMMA – Secretaria Municipal de Meio Ambiente recolhe os pneus e os encaminha para uma empresa recicladora, garantindo a destinação ambientalmente adequada dos mesmos.

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    O Presidente da Câmara, Luis Carlos da Silva, o Prefeito Paulo Luís e a representante do Meio Ambiente durante a cerimônia de inauguração.

    Em Três Pontas, o barracão de 300 m2 foi construído com recurso próprio, com investimento de R$ 27.000,00 (vinte e sete mil reais). Manter um barracão coberto, cercado e vigiado coloca o município a frente de muitos outros no Sul de Minas Gerais.

    O horário de funcionamento é de segunda à sexta, das 8 às 16 horas e o horário de entrega é agendado pela SMMA através do telefone 3266-2094.

    A inauguração foi na sexta-feira, dia 20 de maio, a partir das 9 horas.

    (Com informações da Ascom PMTP)

  • A FANTASIA NA HORA DO SOL – POR JUAREZ ALVARENGA

    A FANTASIA NA HORA DO SOL – POR JUAREZ ALVARENGA

    A noite começa perder sua escuridão. O pescador abre os olhos e enxerga ao seu redor uma profissão de desafios. Levanta sem muita arma, mas com muita coragem.

    Lutar para sobreviver é o seu lema. Viver é apenas uma fábrica de matéria prima produzida na sua pura, inocente e inteligente mente.

    O sol agora aparece e a escuridão tímida se escondeu para mais tarde voltar a expor.

    O pescador de pés descalço, camisa aberta vai até o barco e enfrenta por mais uma vez o tenebroso mar. Joga as redes e as esperanças. Pega desilusões e fantasias. Insiste e nada consegue. De volta a praia começa então a pensar em coisas que nunca havia pensado antes.

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    Enquanto as enzimas destroem o restante do pão da manhã ele catalisa na sua rica mente fantasias e interrogações provocadas pela própria realidade.

    Começa a olhar na superfície do oceano e fazer perguntas a si mesmo. Por que neste monstruoso mar existe tantos peixes e eu volto de barco vazio? Por que o homem dividiu o mar e os peixes não obedecem as limitações desta divisão? Por que estes mesmos peixes não ficam na superfície, pois assim seria muito mais fácil pegá-los?

    Chegou em terra firme e deixou dentro do mar os pensamentos. As crianças o rodeiam e reclamam dos peixes que não vieram. Sua mulher lamenta mais um dia de podridão.

    E novamente a escuridão que havia acovardado, agigantou e apareceu. O pescador cansado dorme como se estivesse morrido. Mas o galo anuncia que a claridade está de volta.

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    Agora as coisas mudaram. As redes estão cheias de peixes e soluções. E o velho pescador tornou-se novo. Ao encontrar com sua mulher foi logo dizendo: esta vida só se consegue quando parte. Porém é partindo que conseguimos voltar. É conhecendo o começo que atingimos o fim. É chegando no fim que retornamos no princípio. É sonhando na hora do sol que chegamos na novela das seis vitoriosos.

    O importante é nós sabermos que somos possuidores de uma dupla personalidade como a do pescador. Que enfrenta o sol para brincar com a lua. Que procuramos os peixes para sobreviver, mas só realizamos na fantasia.

    O melhor nós termos uma única personalidade. A do sol (realidade) nos é vestida. A da lua (fantasia) é totalmente despida. A primeira nos é imposta a segunda nos é desejada.

    Ainda bem que existe um final de semana para tirarmos a roupa que nos está incomodando e jogarmos nas madrugadas. Voltando a vestir somente na segunda-feira.

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    JUAREZ ALVARENGA

    ESCRITOR EM COQUEIRAL

    R:ANTONIO  B. FIGUEREIDO,29

    COQUEIRAL     MG

    CEP:37235000

    FONE: 35 91769329

    E MAIL:[email protected]       

  • INFLAÇÃO: Preço do leite fica 17% mais caro para o consumidor final no Sul de Minas

    INFLAÇÃO: Preço do leite fica 17% mais caro para o consumidor final no Sul de Minas

    Custo de insumos aumentou e já reflete no preço do produto nas prateleiras. Segundo produtores de leite, captação caiu em torno de 8% no estado.

    Os custos com insumos e alimentação do gado já refletem no preço do leite, que no Sul de Minas está 17% mais caro para o consumidor final. Com isso, muitos produtores estão abandonando o ramo e somente neste mês a captação de leite em Minas Gerais caiu 8%.

    Para o vice-presidente regional da Associação Mineira de Supermercados, o aumento do preço do leite afeta diretamente no consumo. “O cliente não está abrindo mão de ter o leite em casa e está excluindo itens mais supérfluos da sua lista para ter o leite em casa”, explicou Fernando Henrique Maglioni .

    Contudo, se o leite está chegando mais caro nas prateleiras, a explicação está no campo. Isso significa que o custo da produção aumentou cerca de 30%. A causa está na mistura que leva milho e soja e serve de alimento às vacas, que está 50% mais cara do que em 2015.

    Além disso, durante o período de estiagem, o produtor gasta mais com a alimentação do gado. Uma propriedade na região adotou o sistema de confinamento há 2 anos. Nela, o trato é fundamental para manter a produção de 5,2 mil litros por dia, no entanto, está difícil equilibrar as contas.

    “Está muito caro produzir o leite. Eu ganho R$ 1,20 pelo livro, mas o preço de custo é o mesmo. Está praticamente empatando o sistema. O que segura as pontas é que parte do leite é processado no laticínio da propriedade e aí conseguimos agregar algum valor”, disse Flávio Ribeiro de Castro.

    Porém, o alto custo da produção está desanimando os produtores. Tem muitos que decidiram abandonar a atividade. Uma cooperativa na região já registra uma queda de 30% na captação de leite nos últimos dois anos.

    “O produtor não está aguentando produzir leite e está indo para o gado de corte. Com essa situação, faltou leite no mercado e as firmas pagaram mais, mas o produtor diminuiu mais em função do aumento nos insumos. O consumidor está perdendo, o produtor e o supermercado também”, esclareceu José Guilherme Stegmann Azevedo, vice-presidente da  Cooperativa Agropecuária do Vale do Sapucaí (Coopervass).

    E esta cadeia em crise reflete na captação em todo Estado. Em março, a produção caiu 8% e para que não haja um abandono nas ordenhas, os produtores pedem incentivo ao setor. “Há uma preocupação que as autoridades devem ter e apresentar soluções para esta cadeia de leite. Do jeito que está vai ficar muito difícil o produtor ficar no leite”, acrescentou Azevedo.

    (Com informações de G1 Sul de Minas)

  • FESTA: Paróquia d’Ajuda iniciou agora a noite a Quermesse na Praça Cônego Vítor

    FESTA: Paróquia d’Ajuda iniciou agora a noite a Quermesse na Praça Cônego Vítor

    Há alguns anos a Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda realiza uma grande festa em homenagem a santa que leva o nome da Igreja Matriz de Três Pontas. Este ano as comemorações se iniciaram no último dia 15 com início da Novena, que se encerra no dia 24, data em que se celebra o Dia de Nossa Senhora d’Ajuda. O tema deste ano é “Salve Rainha. Nossa Senhora d’Ajuda, Mãe de Misericórdia”. E na noite desta sexta-feira (20) teve início a popular quermesse, com barracas típicas, show de prêmios, leilão e muitas atividades, iniciadas sempre após a Santa Missa das 19 horas.

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    O pároco da Matriz, Padre Ednaldo Barbosa falou sobre essa comemoração ao Conexão:

    “A festa da Padroeira Nossa Senhora D’Ajuda, vem acontecendo diretamente na Praça da Matriz depois de muito tempo que essa tradição foi deixada de lado. Ela foi acontecendo a partir do ano de 2012. Embora por longos anos houve um grande trabalho de recuperação de devoção a Nossa Senhora D’Ajuda, quando a imagem, por um período grande, visitou as famílias, nas missas nas casas. E foi um período muito rico de espiritualidade para o povo de Três Pontas, não apenas para a Paróquia D’Ajuda. Com a criação da Paróquia Cristo Redentor, a cidade passou a ter três paróquias. O trabalho de peregrinação foi ficando mais reduzido. Em 2012 nós começamos novamente com as quermesses, que não são uma invenção nova. No passado muitas pessoas que já têm uma caminhada longa nas nossas paróquias têm recordações de grandes festas da Padroeira. Quermesses, leilões de gado, shows de prêmios e assim por diante. Em 2012 nós fizemos apenas três dias de quermesse, a novena começando no dia 14 e terminando no dia 23, a festa dela como sempre foi no dia 24 de maio. E no ano de 2013 pra cá a festa tomou a proporção de dez dias. Alguns anos começando no dia 15 terminando no dia 24”, explicou.

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    E este ano a Paróquia d’Ajuda optou por fazer a novena normal começando no dia 15 e a quermesse no dia 20 até dia 29, sendo dez dias para que a população aproveite o feriado de Corpus Christi. E a novena da padroeira tem como objetivo colocar os fiéis diante o altar de Deus, na Santa Eucaristia, mas lembrando daquela que é invocada como padroeira do município, a Senhora D’Ajuda.

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    “Neste ano estamos trabalhando a oração da Salve Rainha, pois a novena trás como tema: Salve Rainha, Senhora d’Ajuda, Mãe de Misericórdia. Tendo em vista o Ano do Jubileu Extraordinário da Misericórdia, decretado pelo Papa Francisco. A festa muito além da questão financeira, tem como objetivo fazer com que as pastorais, os movimentos e os ministérios sejam capazes de conviver e superar limitações. Uma festa como essa envolve pessoas de todas as realidades, e não só pessoas da Paróquia d’Ajuda, mas de toda a cidade de Três Pontas vão ser envolvidas nas mais diversas frentes de trabalho. Porem nós temos também uma arrecadação financeira, e ao longo desses anos as festas nunca foram direcionadas para isso ou para aquilo. A arrecadação financeira é sempre colocada no caixa da Paróquia, para todas as suas inúmeras obras e ações ao longo do ano. A Paróquia não vive da Festa da Padroeira, seria estranho dizer uma coisa desse tipo, pois nós temos um dizimo e as doações de coletas, ofertas, que os fiéis doam todos os meses. É o dizimo, principalmente, o responsável para que a Paróquia cresça”, ressaltou Padre Ednaldo.

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    Ainda conforme o sacerdote, os desafios são muito grandes.

    “Nós temos inúmeros desafios e inúmeros trabalhos a serem feitos, e ao longo desses últimos quatro anos, nós nunca paramos obra, temos pedreiro e servente registrado na Paróquia, obras a passos lentos, mas que estão sendo mantidas gradativamente. E a Festa da Padroeira vem ser um suporte. Quando nós temos os meses das doações que não atingem o que precisamos a Festa da Padroeira é o socorro e ajuda a manter. Quando se fala em questões financeiras de uma Paróquia, ela não vive de obras, e sua parte financeira não é apenas para obra, pois temos que manter pastorais e isso gera custos, um trabalho em uma pastoral carcerária, formação de liderança, cursos, tudo isso demanda a parte financeira para arcar com viagem, custo de alimentação e outras coisas mais, material para evangelização, a própria manutenção ela é feita com o dinheiro que se arrecada ao longo do tempo e também com a arrecadação da Festa da Padroeira”, destacou.

    A Festa da Padroeira entra no clima de uma festa junina, com canjicada, churrasco de bovino, suíno, frango empanado, pastel, doces, brincadeiras para as crianças, quentão, chopp, show de prêmios ao longo das noites, bem como os leilões de prêmios, que são doados pela comunidade.  Cerca de 150 a 200 pessoas, que são coordenadores responsáveis de montar a sua equipe, estão trabalhando e ao todo são cerca de 1.000 pessoas envolvidas.

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    “Quando chega o final da festa é que nós temos os relatórios de cada equipe, de todas as pessoas que foram cadastradas para o trabalho ser realizado. Então os que trabalham nas festas não são só gente das pastorais e movimentos, gente que muitas vezes nem veem a igreja direto, mas por causa da quermesse aprendem a ter um gosto a mais pelo trabalho a paróquia”, concluiu.

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    Todas as pessoas que quiserem se envolver nos trabalhos da quermesse, basta chegar ao longo da festa nas barracas, todo mundo tem seu crachá, e falar com o coordenador e estar se inscrevendo para estar ajudando alguma equipe.

    A Festa conta com equipe de segurança particular, tem o apoio da Guarda Municipal e Policia Militar.

    *Fotos desta sexta-feira tiradas com exclusividade e postadas em primeira mão pelo Conexão.

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  • PALMA DE OURO EM CANNES: Conexão TP está na França cobrindo o famoso evento do cinema

    PALMA DE OURO EM CANNES: Conexão TP está na França cobrindo o famoso evento do cinema

    O Festival de Cannes acontece anualmente no balneário francês de Cannes, localizado na Côte d’Azur, a Riviera Francesa.

    A colunista internacional do Conexão Três Pontas, Françoise Recco, em Cannes, ao lado do famoso blogueiro brasileiro Paulo Pereira.

    O portal Conexão Três Pontas, através de sua colunista internacional, Françoise Recco, que é francesa e que reside em Paris e também no Rio de Janeiro, está em Cannes para cobrir um dos maiores eventos do cinema mundial.

    Em 1939, revoltada com a corrupção política na cultura europeia, a França decidiu criar, com o apoio de britânicos e americanos, a sua própria premiação. O Festival International du Film, porém, foi cancelado após a exibição de um único longa, O Corcunda de Notre Dame, de William Dieterle. A Alemanha invadira a Polônia e a França entrara para a Segunda Guerra Mundial.

    Passada a guerra, o festival retornou ao balneário de Cannes em 1946 e deu início à tradição que hoje completa 70 anos. São quase duas semanas de celebração do cinema, mas também de negócios, glamour e polêmicas.

    “O filme AQUARIUS de Kleber Mendonça Filho, com Sônia Braga, foi um escândalo. Todo mundo com cartaz proclamando “golpe no Brasil”. Muita gente saindo do cinema, Sônia Braga sem maquiagem, mal vestida… Foi uma vergonha”, disse Françoise.

    O Festival du film de Cannes fez sua estreia oficial em 20 de setembro de 1946. O historiador Georges Huisman presidia um eclético júri, que dividiu o Grande Prêmio entre 11 filmes (escolhidos entre os 44 longas em competição). Entre os premiados estavam Desencanto, de David Lean, A Última Porta, de Leopold Lindtberg, Farrapo Humano, de Billy Wilder, María Candelaria, de Emilio Fernández, A Sinfonia Pastoral, de Jean Delannoy, e Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini. Para a sua segunda edição, em setembro de 1947, a organização fez modificações na sua estrutura de avaliação e premiação. O júri, ainda presidido por Huisman, era formado apenas por franceses e os prêmios foram distribuídos por gêneros: Melhor Comédia Musical (o filme coletivo Ziegfeld Follies), Melhor Romance ou Filme Psicológico (Antonio e Antonieta, de Jacques Becker), Melhor Animação (Dumbo), Melhor Filme Social (Rancor, de Edward Dmytryk) e Melhor Filme de Crime ou de Aventura (Les Maudits, de René Clémena).

    Essas indefinições iniciais mostram um pouco da capacidade do festival de se transformar. Ao longo dos anos, diversas mudanças foram feitas, do número de inscritos, aos prêmios e à criação de mostras paralelas, buscando sempre aumentar o alcance do Festival de Cannes para influenciar o público e a indústria cinematográfica no reconhecimento do “melhor” da sétima arte.

    PALMA DE OURO

    A edição de 1949 inaugurou o Grande Prêmio do Festival, entregue a O 3º Homem, de Carol Reed. O festival de 1951, que dividiu o grande prêmio entre Senhorita Júlia, de Alf Sjöberg, e Milagre em Milão, de Vittorio De Sica, deu origem ao Prêmio Especial do Júri, que ficou com A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Em 1952, Due Soldi di Speranza, de Renato Castellani, e Othello, de Orson Welles, dividiram a então graça máxima de Cannes, que também premiou a atuação de Marlon Brando em Viva Zapata!. Na edição de 1953, o júri do presidente Jean Cocteau premiou O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot, e entregou o Prêmio do Júri a Walt Disney, por sua contribuição na divulgação do festival. No mesmo ano, voltaram categorias de gênero, como adições inusitadas como Melhor Conto de Fadas (Valkoinen peura, de Erik Blomberg) e Melhor Filme de Entretenimento (Lili, de Charles Walters). Em 1954, a premiação honrou Jigokumon, de Teinosuke Kinugasa, com o Grande Prêmio e escolheu, entre outros, o Melhor Curta de Fantoches (O Sklenicku Vic, de Břetislav Pojar) e o Melhor Filme Poético (The Pleasure Garden, de James Broughton).

    É em 1955, porém, que o Festival de Cannes encontra o seu prêmio definitivo: a Palma de Ouro. O visual é inspirado na folha que orna o brasão da cidade de Cannes e foi desenhada originalmente pelo joalheiro Lucienne Lazon. O júri, então presidido pelo cineasta francês Marcel Pagnol, entregou a honra máxima para Marty, filme de Delbert Mann, estrelado por Ernest Borgnine. O troféu permaneceria no topo até 1963 – sento entregre a The Silent World, de Jacques-Yves Cousteau e  Louis Malle, em 1956; Sublime Tentação, de William Wyler, em 1957; Quando Voam as Cegonhas, de Mikhail Kalatozov, em 1958; Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, em 1959; A Doce Vida, de Federico Fellini, em 1960; Uma Tão Longa Ausência, de Henri Colpi; e Viridiana, de Luis Buñuel, em 1961; o brasileiro O Pagador de Promessas, de Alselmo Duarte, em 1962; e O Leopardo, de Luchino Visconti, em 1963 – e foi substituído em função de direitos autorais pelo Grande Prêmio, entregue em 1964 a Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy. O prêmio foi reintroduzido em 1975, entregue a Chronique des Années de Braise, de Mohammed Lakhdar-Hamina, e se consagrou como um dos mais prestigiados, e ecléticos, troféus do cinema.

    Festival de Cannes 2016: Candidato à Palma de Ouro ou decepção? Crítica diverge sobre a comédia Toni Erdmann

    O Festival de Cannes chegou à sua metade e, ao menos por enquanto, não há um franco favorito à Palma de Ouro. Quer dizer, mais ou menos.

    A comédia alemã Toni Erdmann, dirigida por Maren Ade, conquistou o coração de muita gente e lidera os painéis de notas das revistas Screen e Le Film Français. Ou seja, é um bom candidato ao prêmio máximo do festival. Só que está longe de ser unanimidade, como demonstra a crítica do portal AdoroCinema.

    Em Cannes, muita gente justifica a preferência por Toni Erdmann pelo fato de “ser um filme leve em meio a tantos violentos”. Mesmo se não ganhar a Palma de Ouro, o longa ainda pode ser lembrado pelo trabalho de seus atores principais, Peter Simonischek e Sandra Hüller.

    A colunista Françoise Recco em visita a Três Pontas, ao lado do jornalista Roger Campos.
  • POLÊMICO: Projeto de lei pode resultar em multa gravíssima a quem der carona a uma pessoa bêbada

    POLÊMICO: Projeto de lei pode resultar em multa gravíssima a quem der carona a uma pessoa bêbada

    Se aprovada, medida inclui ainda pessoas sob efeito de qualquer substância psicoativa que determine dependência
     
    Um projeto de lei do deputado Flávio Augusto da Silva (PSB-SP), se aprovado, pode resultar em multa gravíssima a quem der carona a uma pessoa bêbada ou sob o efeito de qualquer substância psicoativa que determine dependência.
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    Além da perda de 7 pontos na carteira de habilitação, o condutor poderia, caso a norma valesse, ter o veículo apreendido. A intenção é evitar que um passageiro alterado tome atitudes que representem perigo para a segurança no trânsito.
  • ESPECIAL: Sarau no Quintal terá músicos do 14 Bis de graça nesta quinta-feira em TP

    ESPECIAL: Sarau no Quintal terá músicos do 14 Bis de graça nesta quinta-feira em TP

    Em comemoração aos seus quatro anos de existência, o Sarau no Quintal que acontecerá nesta quinta-feira dia 19, a partir das 19hs30min, terá dois convidados especialíssimos: Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, músicos de uma das bandas mais importantes da Música Popular Brasileira: 14 Bis.

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    O Sarau no Quintal é sempre realizado, uma vez por mês, no quintal da Casa de Cultura Alfredo Benassi. Sempre com temas importantes e exclusivos. O local se tornou uma referência e por lá vários artistas trespontanos e de toda Minas Gerais já se apresentaram. O público comparece em peso e se emociona muito com as músicas, as variadas expressões artísticas cheias de muito talento.

    14 BIS

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    14 Bis é uma banda brasileira que surgiu em Minas Gerais no início dos anos 80, criada por Flávio Venturini (teclado e vocal), Cláudio Venturini (guitarra e vocal), Hely Rodrigues (bateria e vocal), Vermelho (teclado e vocal) e Sérgio Magrão (baixo e vocal). Sua música traz o casamento entre referências do rock, em especial de Beatles e do rock progressivo, e a escola mineira de música da época, conhecida como Clube da Esquina.

    Tiveram diversos sucessos, como Linda Juventude, Planeta Sonho, Natural, Uma Velha Canção Rock’n Roll e, mais recentemente, Mais uma Vez, em parceria com Renato Russo (letrista e vocalista da Legião Urbana). Seu trabalho de estréia (14 Bis-1979) foi produzido por Milton Nascimento, “padrinho” da banda.

    Apesar da saída de Flávio Venturini, o grupo continua em atividade até os dias atuais. Em julho de 2007 eles lançam o seu primeiro DVD, acompanhado de um CD. Neste há participações especiais de outros nomes da música mineira como Beto Guedes e Rogério Flausino, além do ex-membro Flávio Venturini.

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    SARAU NO QUINTAL ESPECIAL

    Data: 19/05/2016

    Horário: 19hs30min

    Local: Casa de Cultura Alfredo Benassi

    Rua Barão da Boa Esperança, 35 – Três Pontas

    Tel.: (35) 3266-6246

     

  • TRAGÉDIA: Carro capota e mulher morre após ser arremessada para fora.

    TRAGÉDIA: Carro capota e mulher morre após ser arremessada para fora.

    Leila era dona de casa e mãe de seis filhos.

    Uma mulher morreu em Três Pontas após o carro em que estava capotar numa estrada rural entre Três Pontas e Santana da Vargem, na noite deste domingo (15), por volta das 20 horas. De acordo com as primeiras informações, o condutor, marido da vítima, teria perdido o controle após passar sobre um mata-burro, vindo a capotar. A passageira acabou sendo arremessada para fora do veículo.

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    O acidente envolveu um veículo Gol, vermelho, placas BVR 6278, de Três Pontas. Ele era conduzido por Amauri Vítor Leopoldino, tratorista, residente na Fazenda Santa Mônica. Ele e sua esposa Leila de Fátima Pereira, de 42 anos, seguiam de Três Pontas com destino a fazenda quando ao passarem por um mata-burro, o veículo acabou sem controle e capotando. Leila foi jogada para fora.

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    Nossa reportagem esteve no Pronto Atendimento Municipal, para onde os dois foram levados. Nós conversamos com Amauri que disse ter perdido o controle após um mata-burro. O próprio Amauri teria socorrido a vítima, que foi colocada no próprio veículo que apesar do capotamento parou em pé e continuou com o motor ligado. Chegando na cidade, próximo a ponte da Peret, o carro parou e foram ajudados por populares. O SAMU foi chamado e realizou todo o procedimento de tentativa de reanimação da mulher. Um dos socorristas disse ao Conexão que foram várias tentativas, mas que a mesma já estava sem vida quando deu entrada no PAM.

    Com apenas escoriações o marido Amauri e familiares que chegavam a todo momento ainda não sabiam da morte de Leila. O socorrista disse que possivelmente ela tenha perdido a vida em decorrência de um TCE (Trauma Crânio Encefálico). O médico de plantão, Dr. Silvinho, confirmou o óbito de Leila, comunicando seu filho. O corpo de Leila foi levado para o necrotério de Três Pontas e ainda não há informações quanto a liberação e sepultamento.

    Leila de Fátima Pereira tem seis filhos, com 03, 08, 09, 11, 16 e 22 anos de idade.

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    A Polícia Militar esteve no Pronto Atendimento e colheu todas as informações no intuito de apurar os fatos. Além do Cabo Pontes, o Sargento Maxsuel trabalhou na ocorrência.

     

     

  • ASSALTO AGORA: Dois elementos armados levam dinheiro de posto; funcionário levou coronhada na cabeça

    ASSALTO AGORA: Dois elementos armados levam dinheiro de posto; funcionário levou coronhada na cabeça

    Dois elementos chegaram a pé, correndo, em um Posto de Combustíveis na Rua Nossa Senhora d’Ajuda, no centro de Três Pontas na noite deste domingo (15), munidos de armas de fogo e anunciaram um assalto. Primeiramente eles foram até os frentistas e depois se deslocaram até a loja de conveniência. Eles levaram uma pequena quantia em dinheiro e na fuga deram uma coronhada na cabeça de um frentista. Saíram correndo a pé em direção a Mina do Padre Vítor.

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    De acordo com informações dos frentistas, os dois criminosos já chegaram no Posto Ouro Verde (em frente o Brasil Hotel), em Três Pontas, anunciando o assalto. Um deles rendeu um dos frentistas e ficou segurando pela blusa com uma arma apontada para a vítima. O outro, ao perceber que o frentista não tinha dinheiro em seu poder correu até a conveniência. Lá, anunciou o assalto, Pegou cerca de R$ 60,00 em dinheiro e antes de fugir voltou até o frentista rendido e insistiu por mais dinheiro. Como houve negativa, desferiu uma coronhada na cabeça e fugiram correndo, subindo a Rua Nossa Senhora d’Ajuda em direção a Mina do Padre Victor.

    A Polícia Militar já tem as características dos assaltantes que estavam com blusas enroladas na cabeça. Um deles, atrapalhado, deixou a blusa cair, o que facilitará a identificação pelas câmeras de circuito interno. A PM faz rastreamento em busca dos autores desse crime.

    A vítima da coronhada está bem e o ferimento foi superficial.

  • PERIGO: Kombi pega fogo em posto de combustíveis em Três Pontas

    PERIGO: Kombi pega fogo em posto de combustíveis em Três Pontas

    Um veículo Kombi, de cor branca, ano 95, com placas GUF 7247, de Três Pontas, acabou pegando fogo quando abastecia em um posto de combustíveis no centro da cidade. O Conexão esteve no local e colheu todas as informações. Por sorte ninguém se feriu e uma grande tragédia acabou sendo evitada.

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    O veículo, que pertence a um senhor de nome Vítor, natural de Três Pontas, chegou para abastecer no Posto do Miguel, localizado na Avenida Ipiranga, por volta das 18hs20min, deste domingo (15). O condutor teria pedido pra colocar R$100,00 de combustível sem saber se caberia a quantidade já que os marcadores estavam com defeito.

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    Vítor, estava no veículo e não se feriu.

    “Quando chegou em R$ 91,00 começou a derramar combustível no chão. Eu pedi pros funcionários do posto jogarem água por causa do perigo e eles fizeram isso prontamente. Mas quando eu fui ligar a Kombi houve uma grande explosão e começou a pegar fogo. Foi um susto muito grande. Estava sozinho no veículo e felizmente não me feri”, disse Vítor.

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    Para evitar que o fogo, que tomava conta de todo interior do veículo, pudesse chegar nas bombas de combustível, o veículo foi rapidamente empurrado de ré para o meio da rua. Ali as chamas tomaram conta totalmente. Havia um eminente risco de explosão devido ao tanque estar cheio. Mas uma ação rápida dos funcionários do SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) acabou por evitar consequências piores. Foi feito o rescaldo e a Kombi teve o fogo totalmente apagado em questão de minutos.

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    A Polícia Militar esteve no local e ajudou a orientar o trânsito que ficou caótico devido ao número de curiosos que se aglomeraram ao redor do ocorrido.

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    Veja outras fotos feitas por nossa reportagem:

  • TEMER: Para Financial Times, Brasil será presidido por advogado com aparência gótica

    TEMER: Para Financial Times, Brasil será presidido por advogado com aparência gótica

    O novo presidente do Brasil é um reconhecido advogado constitucionalista e ex-professor de direito com uma aparência ligeiramente gótica e que, a despeito da expressão impassível, tem uma vida pessoal um pouco picante. Esse é o resumo do perfil publicado pelo jornal britânico Financial Times na edição impressa desta quarta-feira, dia da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado.

    “O advogado constitucionalista e especialista dos bastidores políticos vai assumir a tarefa de resgatar a maior economia da América Latina de uma profunda recessão e restaurar a fé pública na classe política que foi devastada pelo escândalo de corrupção na Petrobras”, diz o perfil publicado pelo FT.

    Sessão foi interrompida no dia 25 de agosto, após pedido de vista da ministra Luciana Lossio

    O FT nota que as diferenças entre Temer e Dilma ficaram explicitas com as diretrizes econômicas defendidas pelo PMDB e que foram divulgadas no ano passado. O grupo político de Temer, explica o FT, defende a reforma em temas intocáveis pela esquerda, como a Previdência e a legislação trabalhista. Além disso, Temer apoia a ideia do Orçamento base zero defendido pelo bilionário Jorge Paulo Lemann que argumenta que todas as despesas devem ser justificadas a partir do zero.

    Apesar das diferenças econômicas, o perfil do FT explora especialmente os aspectos pessoais da vida do vice-presidente como o casamento e as poesias escritas por Temer. Chegar ao Palácio do Planalto, diz o jornal, “vai levar o ex-professor de direito, cuja expressão impassível esconde uma vida pessoal mais picante, ao centro das atenções”.

    “Casado três vezes, ele começou a namorar a terceira esposa, Marcela, uma ex-modelo 40 anos mais jovem, quando ela ainda era uma adolescente. Sua aparência ligeiramente gótica também levou um rival a rotulá-lo como ‘mordomo da casa do terror’”, cita o texto que é ilustrado por uma grande foto de Temer sentado ao lado de uma cadeira vazia e por uma foto pequena da esposa Marcela.

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    O texto cita uma entrevista à revista TPM em que Marcela diz que o marido parece ter 30 anos e classifica Michel Temer como um homem “extremamente charmoso”. “O senhor Temer ao assumir a presidência do Brasil nesta semana terá de aproveitar esse encanto para colocar de pé um País ferido pela recessão econômica e dividido pelo ódio político”, cita o texto do FT.

    O perfil lembra, porém, que Michel Temer pode ser ameaçado pelo esquema de corrupção na Petrobras, já que o nome do agora presidente em exercício foi citado por algumas testemunhas ouvidas pela investigação. O FT nota, porém, que Temer não está sendo investigado oficialmente e nega qualquer irregularidade no caso.

    (Fonte Estadão)

  • IMPEACHMENT: Após mais de 20 horas, Senado aprova processo e afasta Dilma.

    IMPEACHMENT: Após mais de 20 horas, Senado aprova processo e afasta Dilma.

    Conexão reproduz trechos dos discursos dos senadores na votação.

    Dilma ficará oficialmente afastada do cargo por até 180 dias após ser notificada da decisão do Senado, o que deve ocorrer ainda na manhã de hoje. O processo no Senado, no entanto, pode acabar antes dos seis meses. Se for considerada culpada, ela sai do cargo definitivamente e fica inelegível por oito anos (não pode se candidatar a nenhum cargo público). Temer será o presidente até o fim de 2018. Se for inocentada, volta à Presidência.

    Para que o processo que resulta no afastamento da presidente fosse instaurado, eram necessários ao menos 41 votos (maioria simples) favoráveis. O placar dessa quinta atingiu os 54 votos (2/3 do Senado) necessários para condenar a presidente na próxima fase do processo, quando o Senado vai julgar se os crimes de responsabilidade apontados na acusação foram de fato cometidos. Alguns senadores, no entanto, afirmaram que estavam votando apenas pela abertura do processo e ainda não tinha posição sobre o julgamento final.

    Esta é a segunda vez em 24 anos que um presidente da República é afastado temporariamente para julgamento após uma decisão do Senado. Em outubro de 1992, o Senado abriu o julgamento do então presidente Fernando Collor de Mello, na época filiado ao PRN.

    Collor renunciou antes de ser julgado. Mesmo assim, teve seus direitos políticos cassados pelo Senado por oito anos. Em 2014, o STF (Supremo Tribunal Federal) o absolveu por falta de provas.

    Veja trechos dos das falas dos senadores sobre o Impeachment:

    Ana Amélia (PP-RS) – a favor
    “Nós aqui não temos nenhuma alegria e satisfação de estarmos julgando um político. Esta é uma casa democrática.” “São graves os fatos imputados contra a presidente da República. Há, sim, enquadramento de provas para a admissibilidade do impeachment, para que a presidente se defenda. […] Encaminho meu voto favorável.”

    José Medeiros (PSD-MT) – a favor
    “A presidente passou a contrair dívidas com bancos públicos e como em todo processo de impeachment, o debate gira em torno de responsabilidade.” “A retórica de que haveria um golpe em curso não para em pé. […] Ao invés de buscar acalmar os ânimos, o governo apenas inflama o país. Declaro que vou voltar pelo afastamento da presidente da República.”

    Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) – a favor
    “Estou absolutamente tranquilo sobre o enquadramento da presidente da República como passível de crime de responsabilidade fiscal.” “Não tenho dúvidas de que esta casa vai permitir a instauração desse processo e a presidente será afastada do cargo. Esse processo é irreversível.

    Marta Suplicy (PMDB-SP) – a favor
    “Estou convencida de que há indícios mais do que suficientes de crimes de responsabilidade cometidos pela presidente. Se de um lado temos uma grave crise política e econômica, é inegável que cresce na população a esperança de poder virar a página. Os desafios não serão pequenos.

    Ataídes Oliveira (PSDB-TO) – a favor
    “Hoje o Senado Federal vai tirar o país das mãos do PT e devolverá ao povo brasileiro. A presidente Dilma cometeu diversos crimes.” “Estamos aqui para defender a constituição federal. O processo de impeachment é legal, é democrático.”

    Ronaldo Caiado (DEM-GO) – a favor
    “O processo de impeachment está correndo dentro das normas previstas na legislação.” “A pedalada não é nada mais do que pagar, com um único dinheiro, duas dívidas. Foi isso o que o governo patrocinou em 2014 e para conseguir a reeleição praticou o mesmo descumprimento da lei de responsabilidade fiscal.”

    Zezé Perrella (PTB-MG) – a favor
    “Os motivos para o impeachment não são só as pedaladas. O povo foi para a rua contra a roubalheira. A maior estatal do país foi sucateada. O governo acabou com o empregos. Hoje cumprimos nosso papel de pensar um país melhor.”

    Lúcia Vânia (PSB-GO) – a favor
    “A presidente é acusada por dois crimes de responsabilidade, que estão fartamente documentados. […] Existem razões de sobre para investigarmos mais a fundo os indícios apontados pelo relator. Sou favoravel à admissibilidade do impeachment.”

    Magno Malta (PR-ES) – a favor
    “Para explicar ao Brasil, para que reverbere para o mundo, a realidade do momento de um país que tem uma democracia sólida como a nossa, é preciso evocar o conjunto da obra. Estamos diante de um corpo febril que vai ter restituída sua saúde.”

    Ricardo Ferraço (PSDB-ES) – a favor
    A legitimidade dos governantes é construída dia a dia com muita atitude, e os limites são estabelecidos pela lei. O impeachment é o mais amargo dos remédios para afastar um governante. O presidencialismo sem a possibilidade do impeachment é a monarquia.”

    Romário (PSB-RJ) – a favor
    “Tenho pela consciência da minha decisão, mas quero deixar claro que foi tomada a partir de muito estudo. Acompanhei as manifestações da defesa e da acusação. Por tudo que li, vi, cheguei a conclusão de que há, sim, crimes de responsabilidade fiscal que precisam ser apurados.”

    Telmário Mota (PDT-RR) – contra
    “Vivemos um momento histórico e vergonhoso. Nunca se ouviu falar tanto em democracia, mas essa democracia não está sendo respeitada, porque o voto democrático das urnas está sendo retirado de milhares e milhares de eleitores. Hoje ocorre uma tentativa de tomada de poder, o apelido disso é impeachment. O prejuízo maior será da população.”

    Sérgio Petecão (PSD-AC) – a favor
    “Não sou daqueles que vai tratar o PT de corja, por muitos anos fui aliado dos partidos da frente popular. Eu estou preocupado com a situação que nosso país atravessa hoje, principalmente o meu estado, mas não posso responsabilizar a presidente Dilma.”

    Dário Berger (PMDB-SC) – a favor
    “Não há dúvida que estamos diante de um momento histórico em que a necessidade de mudanças é iminente; É preciso coragem para mudar. Fomos eleitos para fazer, para realizar,  para mudar. Ou nós mudamos ou merecemos ser mudados. Não podemos deixar que se arraste por mais tempo esse sentimento de inferioridade que se espalha pelo país.”

    Simone Tebet (PMDB-MS) – a favor
    “Pois afirmo aqui com convicção: processo do impeachment é previsto na Constituição e este, em especial, não é golpe, ele é constitucional. Ele foi regido nos mais amplos princípios constitucionais, da ampla defesa, do contraditório, do devido processo legal, mas mais do que isso, ele é democrático.”

    Cristovam Buarque (PPS-DF) – a favor
    “Não fui eu que mudei. Foi a esquerda que envelheceu, não eu. A esquerda que está há 13 anos no poder, e o que demonstra é um desapego à democracia, manipulando, cooptando, criando narrativas, invés de análises. Com a preferência pelo assistencialismo, invés de uma preferência por uma transformação social.”

    Angela Portela (PT-RR) – contra
    “Estamos diante da situação absurda de caçar uma presidenta sem que tenha havido a rejeição de suas contas pelo órgão competente. E ainda que houvesse algo de errado, falta o requesito do dolo. Não houve má fé. Na tentativa de dar aspecto de legalidade à evidente ruptura institucional, avusa-se a presidente de violar a lei orçamentária. A acusação não se sustenta.”

    José Maranhão (PMDB-PB) – a favor
    “Eu tenho ouvido muitos argumentos de que é golpe se caçar o mandato de uma presidente legitimamente eleita. Eu sou insuspeito para isso, porque votei no primeiro e no segundo turno da presidente Dilma Rousseff.”

    José Agripino Maia (DEM-RN) – a favor
    “O que que aconteceu em 2015? Uma coisa inédita. O orçamento mandado para esta casa previa um superávit de R$ 55 bilhões. No final do ano, a proposta de revisão do superávit caiu para R$ 119,9 bilhões de déficit. Eu nunca vi ao longo de vários anos no Senado.”

    Jorge Viana (PT-AC) – contra
    “Nós hoje estamos apreciando uma matéria que se aprovada caça o voto de 54 milhões de brasileiros e brasileiras e afasta do poder por maioria simples do plenário do Senado a presidenta da República. E alguns se arvoram a dizer que estamos vivendo a normalidade institucional no país. Nós estamos vivendo, e eu falo para quem quiser ouvir, uma anarquia institucional neste país.”

    Acir Gurgacz (PDT-RO) – a favor
    “Expresso nesse momento o sentimento majoritário da população brasileira, em particular do meu Estado de Rondônia, que clama por essa mudança. Ao mesmo tempo renovo o desejo de podermos apresentar à população um novo projeto político.”

    Fátima Bezerra (PT-RN) – contra
    “Viva Luiz Inácio Lula da Silva. Viva Dilma Vana Rousseff. Sairemos desse jogo de cartas marcadas de cabeça erguida, com mais disposição ainda para a luta. Pois não há derrota definitiva para quem assume o lado certo da história. Os golpistas não serão perdoados jamais. Não ao golpe.”

    Eduardo Amorim (PSC-SE) – a favor
    “Os crimes de responsabilidades praticados pela presidente Dilma Rousseff trouxeram as piores consequências para o país e para o povo brasileiro. O país está quebrado, está sem credibilidade e foi rebaixado inúmeras vezes pelas principais agências de classificação de risco. Mais do que isso, a população brasileira, sobretudo os mais humildes está sofrendo o descaso do Estado brasileiro.”

    Aécio Neves (PSDB-MG) – a favor
    “Essa é uma marca dos governos populistas. Sempre agem com irresponsabilidade fiscal, e quando fracassam usam sempre o velho discurso da divisão do país entre nós e eles. E, ao final, quem paga o preço são sempre os mais pobres, aqueles que mais precisam da ação do Estado e que são costumeiramente manipulados por este governo.”

    Wilder Morais (PP-GO) – a favor
    “A presidente dá demonstrações claras de que não tem prestígio, nem força, nem respaldo político. Nem se ela quisesse conseguiria efetuar as mudanças de que o Brasil precisa. O isolamento fez dela uma ilha, cercada de problema para todos os lados.”

    Alvaro Dias (PV-PR) – a favor
    “É preciso destacar que esse processo de impeachment não começou agora. Esse processo de impeachment começou há alguns anos, em 2005, em meio ao escândalo do mensalão. Na CPI dos Correios, sugeri o impeachment do presidente Lula. Naquele momento, em alta popularidade, não houve apoio. Fiquei só.”

    Waldemir Moka (PMDB-MS) – a favor
    “Nunca é demais lembrar que o PT recebeu das mãos do presidente Fernando Henrique Cardoso um país com a situação normalizada. […] Caso essa casa aprove hoje o afastamento da presidente Dilma Rousseff, ela entregará ao seu sucessor um país com esqueletos da ordem de R$ 250 bilhões segundo projeções conservadoras.”

    Roberto Requião (PMDB-PR) – contra
    “É evidente que este crime de responsabilidade não ocorreu. E se ele tivesse ocorrido, teria ocorrido em 16 estados brasileiros, inclusive no estado do relator. Mas não ocorreu. […] Isto não se constitui em nada mais que um artifício contábil para resolver um problema num momento de dificuldade.”

    Marcelo Crivella (PRB-RJ) – a favor
    “Se de um lado, não resta sombra de dúvida de que a presidenta é honesta e tem relevantes serviços prestados à nação, também não resta dúvida de que há indícios de crimes de responsabilidade cometidos em sua gestão e de uma grave crise econômica, política e social, em tese, advindo dela.”

    Randolfe Rodrigues (REDE-AP) – contra
    “Passei a minha trajetória política lutando contra as alianças que o atual governo fez. Não seria coerente, através do meu voto, chancelar a ascensão ao poder desses setores dessa aliança que eu sempre combati. Não posso principalmente devido às medidas que estão sendo anunciadas para o futuro que é um salto para o passado.”

    Lasier Martins (PDT-RS) – a favor
    “Eu entendo que o Brasil está desejando a análise do conjunto da obra, como se convencionou chamar. Dilma lançou o Brasil no descrédito. Hoje nós estamos na América do Sul, apenas à frente da Venezuela. E a América do Sul possui dez países.”

    Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) – contra
    “Caso este plenário aprove a instauração do processo estaremos diante de uma das maiores afrontas perpetradas à Constituição brasileira, uma das maiores fraudes ao estado democrático de direito, um verdadeiro golpe parlamentar, destinado a atender interesses pouco republicanos de uma elite inconformada com o resultado das urnas de 2014.”

    Reguffe (sem partido-DF) – a favor
    “Pra que meta fiscal, então? Coloca uma meta na lei de diretrizes orçamentárias, não cumpre a meta no final do ano, muda-se a meta. Isso não é sério. Não é coisa de país sério. Meta é para ser cumprida. Tem que ter respeito à lei de responsabilidade fiscal, tem que ter respeito à lei orçamentária anual, tem que ter respeito à legislação vigente no país. O nome de um regime onde o governante pode fazer o que quiser é ditadura.”

    Hélio José (PMDB-DF) – a favor
    “Ora, se nos posicionarmos aqui no Senado Federal contra essa manifesta vontade da população do nosso país, evidenciada na atitude daqueles que a ela mesma escolheu para falar em seu nome, estaremos seguindo por um caminho muito perigoso. Estaremos quebrando o poder institucional.”

    Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) – a favor
    “Porque o vice-presidente Michel Temer tem, sim, legitimidade para exercer essa função. Os mesmos 54 milhões de voto obtidos pela presidente Dilma, foram os votos obtidos pelo vice-presidente.”

    Regina Sousa (PT-PI) – contra
    “Valia tudo no propósito de derrubar Dilma. Dizia-se da necessidade de um ajuste fiscal. Quando ele veio, dificultou-se a sua aprovação. Discursos sindicalistas na boca de escravocratas cheiravam mal. Dizia que era preciso combater a corrupção. A presidente mandou um pacote anti-corrupção que sequer foi lido.”

    Armando Monteiro (PTB-PE) – contra
    “Afastar uma presidente da República é um fato que por si só se constitui num gravíssimo precedente. Nós estaremos, sim, promovendo uma ruptura na ordem institucional do país. […] Claro está que se utiliza o argumento jurídico, mas o que se promoveu até agora foi um juízo eminentemente político.”

    Fernando Collor (PTC-AL) – indefinido
    “Chegamos ao ápice de todas as crises. Chegamos às ruínas de um governo, de um país. Este é o motivo pelo qual discutimos possíveis crimes de responsabilidade da presidente.” “O maior crime de responsabilidade está no desleixo com a política, na irresponsabilidade com os déficits fiscais, o aparelhamento do estado, ação ou omissão em relação a decisões da Justiça.” “Seja qual for o resultado de hoje, precisamos virar esta página.”

    Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) – a favor
    “A crise decorre, fundamentalmente, da desorganização do nosso sistema político.” “O governo vai entregar pior o país do que recebeu. Estaremos piores na logística, na relação externa com o resto do mundo. Governo que deixou a inflação voltar”.

    Valdir Raupp (PMDB-RO) – a favor
    “Não tenho dúvida que minha missão nesta Casa deve atender os anseios dos rondonienses.” “Estou convencido de que com tolerância, respeitando a opinião do próximo, todos nós poderemos unidos dialogar para construir um projeto de um país melhor.”

    Paulo Bauer (PSDB-SC) – a favor
    “Impeachment não é golpe, é assunto constitucional, é assunto legal. Por isso ele está seguindo seu trâmite e nós estamos absolutamente dentro da lei”. “Há obras em andamento há anos no país que nunca terminam, e outras prometidas que nunca começaram a ser feitas.” “O governo da presidente Dilma é fraco, frágil, surdo, mudo e talvez até cego.”

    Gladson Cameli (PP-AC) – a favor
    “O momento de hoje não é para festa, mas sim para julgar e fazer cumprir nossa Constituição”. “O PT não pode mais administrar a coisa pública como se fosse um bem pessoal.”

    Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) – a favor
    “Não é ocasião para agir apaixonadamente ou lançar mão de frases de efeito, ataques pessoais ou partidários”.” Voto pela instauração do processo, mas não posso deixar de registrar que é o segundo processo de impeachment que tramita no Senado em menos de 25 anos. É tempo curto demais.”

    Omar Aziz (PSD-AM) – a favor
    “Ninguém aqui, nenhum partido político, nenhum político do Congresso tem o direito de exigir cargos pra melhorar o Brasil.” “Confio muito que o presidente Michel Temer possa denunciar o partido ou os políticos que estejam chantageando”. “Quero dizer aos amazonenses que estaremos aqui na trincheira lutando pelo Brasil. Se o Brasil melhorar, o Amazonas também vai melhorar.”

    João Capiberibe (PSB-AP) – contra
    “O impeachment não é a solução, é a opção pelo confronto.” “Independente do resultado, vamos continuar mergulhados na crise. Esta é uma briga pelo poder, uma briga entre dois partidos que governaram por 5 anos juntos. Eu não tenho esperança em sair da crise pela condução que nós estamos dando.”

    Lídice da Mata (PSB-BA) – contra
    “O processó é politico e, além de político, é contaminado pelo pecado original – o de ter sido conduzido por um gesto de vingança.” “Queiram ou não admitir os defensores da admissibilidade do processo de impeachment, esse processo é um golpe jurídico, parlamentar e midiático.” “O presente processo tem outro componente, igualmente corrosivo – o da conspiração. Ao contrario do ocorreu há 24 anos anos […],o vice-presidente atual transformou o Palácio do Jaburu em um comitê eleitoral.”

    Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) – a favor
    “A presidente da República fez exatamente o contrário do que impõe a legislação.” “O desastre na condução da política fiscal se confirmou no fim de 2015 com o déficit nas contas do governo.” “Segundo o TCU, desde 2013 a União não vinha efetuando seus pagamentos em prazos razoáveis. Em termo práticos, o Banco do Brasil vinha financiando a União. Pra piorar, a União sequer registrava seu endividamento.” “A falta de diálogo político levou o país a um cenário de ingovernabilidade. “

    Otto Alencar (PSD-BA) – contra
    “Eu venho à tribuna pra relembrar a história desses 16 meses que estou no Senado federal. Nesse período não se discute no Congresso Nacional outra coisa que não seja a crise política que se abateu em nosso país. Eu creio que a presidente Dilma fez todo o esforço na tentativa de conduzir e resolver essa questão.” “Ela não cometeu nenhuma falha moral. “

    Lindbergh Farias (PT-RJ) – contra
    “As elites desse país nunca tiveram compromisso verdadeiro com a democracia.” “Senhores, não se enganhem. Eu não tenho a menor dúvida de que isso vai passar como um golpe parlamentar contra a democracia brasileira. “Aqui a oposição não teve lealdade à Constituição.” “Os senhores [senadores] sabem que não têm crime de responsabilidade.”  “Nós não vamos reconhecer Michel Temer como presidente. Ele é um golpista.”

    Paulo Rocha (PT-PA) – contra
    “A narrativa política usada pela grande imprensa é pra condenar aqueles que tão no poder. Por isso, as cartas já estão dadas na admissão do impeachment e será aprovada pela maioria desse plenário. Aqui no Senado, como denunciamos, tivemos parcialidade no relatório, que impôs rigores inéditos nas contas da União. A presidente não cometeu crime de responsabilidade. Mas o que vale aqui é o conjunto da obra.”

    Maria do Carmo Alves (DEM-SE) – a favor
    “A falta de governabilidade, de grave crise econômica, atingiu a classe trabalhadora brasileira e hoje mais de 11 milhões de desempregados não sabem como voltar pra casa sem o sustento de sua familia. Estamos aqui para corrigir os erros constitucionais do nosso governo.”

    Tasso Jereissati (PSDB-CE) – a favor
    “A atual crise é resultado das imperfeições do nosso processo político. Agora o Congresso Nacional tem que se debruçar de uma formar de corrigir o governo.” “Não resta dúvida de que o apoio parlamentar é essencial em qualquer governo, mas as alianças têm que ser construídas em bases programáticas.” “A constatação da realidade não exime de culpa a presidente da República. Nnguém mais que a presidente dispõe dos modelos para mudar o governo. A presidente da República não cumpriu com os seus direitos, […] ela pavimentou passo a passo seu caminho até aqui. “

    Wellington Fagundes (PR-MT) – a favor
    “A situação atual é grave e preocupante”. O Brasil precisa da reforma política – ela é a mãe de todas as reformas.” “Eu estou certo que precisamos reaver o reordenamento constitucional. Precisamos urgentemente fortalecer o diálogo entre os governos.” “O Brasil não pode parar.”

    Gleisi Hoffmann (PT-PR) – contra
    “Impeachment exige que tipifiquemos o crime. O impeachment exige crime de responsabillidade, ato ilícito cometido. Não tem nenhum ato de corrupção praticado pela presidente. “Estão usando, pra caracterizar crime, algo que era prática regular orçamentária.” “É uma fraude política.”

    Flexa Ribeiro (PSDB-PA) – a favor
    “O ato de impedimento da presidente é constitucional.” “É um crime por não cumprir a meta fiscal, por editar os decretos de crédito suplementar sem aprovação do Congresso. Como também não cumpriram a lei de responsabilidade fiscal, que é a peça mais importante do legado do governo do PSDB – ela trouxe o equilibrio dos meios fiscais.”  “O PT usou o mantra do golpe. O golpe foi o que foi dado na população brasileira na eleição de 2014 (…). A grande maioria deles foi enganada. “

    Paulo Paim (PT-RS) – contra
    “Nunca vivi um momento tão constrangedor como esse. Uma presidente eleita pelo voto popular ser afastada de forma tão truculenta.” “Os senhores poderão ter uma vitória num certo momento, mas eu tenho dito, com a experiência que aprendi, que num parlamento ninguém sabe quem tem 54 votos ou 28 votos.” “Qual o governador não deu pedalada? Qual prefeito não deu pedalada?” “Os poetas são contra o impeachment, os artistas, as juventude…enfim, quem é que quer o impeachment? “

    Roberto Rocha (PSB-MA) – a favor
    “O meu estado foi o que recebeu menos investimento em todos os governos do PT. Nenhuma obra de infraestrutura foi inaugurada lá.” “Regsitro para a história que minha posição não tem qualquer censura. A decisão ocorre apenas em relação a crise política.”

    Blairo Maggi (PR-MT) –  a favor
    “A discussão política, ou a discussão jurídica, não me interessa muito. Eu defendi por muito tempo a votação de um impeachment – porque temos um cadáver em sepulto […] e que a discussão era sobre esse fato.” “A presidente não conseguiu reunir os votos que precisava ter na Câmara. Estamos aqui pra legitimar.” “O Brasil desandou, se desorganizou, perdeu a oportunidade, o bonde da história econômica.”

    Donizeti Nogueira (PT-TO) – contra
    “Esse dia vai ficar marcado na história do nosso país. Hoje vivenciamos um ápice de uma conspiração engendrada pelo vice-presidente, cujo produto final é esse golpe frio. Os derrotados da eleição de 2014 colaboram pra isso.” “O relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG) parte de premissas falsas, pois a presidente Dilma não cometeu crime de responsabilidade.”

    José Pimentel (PT-CE) – contra
    “Ninguém é punido ou condenado pelo conjunto da obra. Falar de pedalada é no mínimo enganar os brasileiros.” “Aqueles que patrocinam esse impeachment são contra a agricultura familiar.” “Estamos afastando uma presidente que não cometeu nenhum crime.”

    Dalirio Beber (PSDB-SC) – a favor
    O clima que reina nesta casa não é de festa – muito ao contrário, todos lamentam. O pedido de processamento de impeachment seguiu rigorosamente e contra ele nada pode se insurgir – é irretocável.” “As insatisfações das ruas têm impacto aqui nessa Casa.” “Neste momento difícil pra todos, os grupos clamam pelo fim desse governo.”

    Walter Pinheiro (sem partido – BA) – contra
    “Esse é um dos momentos mais tristes para quem já passou pelo Parlamento.” “Não me cabe o debate sobre a questão da legalidade ou ilegalidade do processo de impeachment. O que está em julgamento não é o processo de pedalada, é um processo político, de uma postura.” “A crise política não vem de forma isolada.”

    José Serra (PSDB-SP) – a favor
    “Eu queria dizer que sou a favor do impeachment. Sou a favor, sem nenhuma alegria, nenhuma comemoração. Estou cumprindo um dever.” “Existem indícios de crimes de responsabilidade.” “A presidente não está sendo derrubada por seus adversários, mas está sendo destituída pela marcha da insentatez.” “Os que se opõem ao impedimento martelam que é golpe. Mas o impeachment não é uma medida de exceção, é uma solução constitucional.”

    Humberto Costa (PT-PE) – contra
    “Fizeram um malabarismo jurídico, aqui reforçado pelo relator do processo, para identificarem 3 decretos. Foi lá onde foram buscar ações para o golpe.” “É uma farsa o crime de responsabilidade que tentam imputá-la.” “Estamos abrindo um gravíssimo precedente.” “Os derrotados de 2014 pegam um atalho para tomar o poder.” “A nossa democracia não merece ser desprezada assim.”

    Davi Alcolumbre (DEM-AP) – a favor
    “Esse processo não é somente técnico ou jurídico – ele também é político sim.” “Não podemos esquecer o momento que o nosso país atravessa há algum tempo – dos mais graves e inquietantes.  A crise é generalizada e seus efeitos atingem toda a nação brasileira e, de forma mais dura, dos brasileiros mais pobres.” “O povo brasileiro não merece passar por tanto sofrimento e o país não suporta o retrocesso que estamos vivenciando.”

    Ciro Nogueira (PP-PI) – a favor
    “Nunca fui um entusiasta desse impeachment […], mas o governo perdeu sua capacidade de sustentação.” “A votação da Câmara foi a consequência, não a causa desse processo.” “O impeachment não é uma solução fácil, não é uma escolha entre o bom e o ruim, mas uma escolha entre o pior e o ruim. São opções duras, mas temos que escolher as mais benéficas do país.” “É doloroso presenciar o fim de um ciclo.”

    Ivo Cassol (PP-RO) – a favor
    “É uma missão dolorosa e espinhosa. A presidente Dilma acertou algumas coisas, e errou algumas outras, mas não cabe ficar detalhando. O certo é que vivemos uma crise econômica e política.”

    Benedito de Lira (PP-AL) – a favor
    “Nunca vivi um momento igual a esse.” “É um momento crítico da nossa história – estamos enfrentando uma crise econômica brutal e uma crise política. É dificil prever o que vem por ai, dada a complexidade da situação. Nesse momento, todos os olhos estão voltados para o Senado federal.” “É importante que, na hipótese de aceita a denúncia, que o vice-presidente possa fazer com que a população acredite naquilo que essa Casa está fazendo.

    Romero Jucá (PMDB-RR) – a favor
    “Hoje nós estamos votando um relatório competende do senador Anastasia, que aponta crimes de responsabilidade.” “Estamos falando de crime fiscal, contra a lei orçamentária, crime de responsabilidade, que afetam a vida de milhões de brasileiros.” “O PMDB apoiou a chapa, indicou o vice-presidente Michel Temer (…) e nós fomos pra campanha com um PMDB dividido – eu não apoiei esse governo em 2014.”

    Edison Lobão (PMDB-MA) – a favor
    “Eu venho a esta tribuna sem nenhum prazer. Eu não vim aqui pra tripudiar sobre uma gladiadora ferida. O voto não é pelo impeachment da presidente Dilma, mas pelo processo de admissibilidade.”

    Raimundo Lira (PMDB-PB) – a favor
    Sem entrar no mérito da denúncia, voto pela admissibilidade do processo do impeachment.

    (Fonte G1)