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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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    Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.

    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

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    Roger Campos

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  • QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    Infelizmente, numa única vida (existência) o trabalhador comum levaria mais de 130 anos para ter essa fortuna!

    Nossa reportagem segue apurando, investigando, cobrando respostas, consultando fontes e realizando seu trabalho sério, profissional e imparcial, que tem como objetivo levar aos nossos leitores luz, claridade sobre um dos casos de corrupção mais absurdos e revoltantes da cidade de Três Pontas. E acabamos de realizar uma nossa pesquisa…

    O valor que foi, tudo indica, desviado dos cofres públicos da Prefeitura de Três Pontas é tão grande, tão substancial, que, através do trabalho apenas, e não de artimanhas e práticas escusas, a maioria de nós não conseguirá juntar durante toda vida. Vamos entender melhor:

    Se considerarmos um salário de R$ 4.000 por mês (que é o salário aproximado que a servidora concursada Thamares Maria Moraes, suspeita de desvio, ganhava mensalmente) e uma situação hipotética em que a pessoa não gastasse absolutamente nada (guardando 100% do salário), o cálculo é o seguinte para entendermos quanto tempo levaria para juntar essa bolada:

    • Salário mensal: R$ 4.000
    • Salário anual: R$ 48.000
    • Valor a ser acumulado: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 48.000 = 56,25 anos

    Resultado:

    • Seriam necessários 56 anos e 3 meses para juntar R$ 2,7 milhões, economizando 100% do salário, sem gastar um único real e sem considerar inflação, investimentos ou reajustes salariais.

    Na vida real, isso é praticamente impossível, pois toda pessoa precisa arcar com despesas como moradia, alimentação, transporte, saúde e outras necessidades.

    Se a pessoa conseguisse poupar apenas parte do salário, o prazo aumentaria muito:

    • Guardando 50% do salário (R$ 2.000/mês): cerca de 112 anos e 6 meses.
    • Guardando 25% do salário (R$ 1.000/mês): aproximadamente 225 anos.

    Esse comparativo ajuda a dimensionar o tamanho de um patrimônio de R$ 2,7 milhões quando confrontado com a renda de um trabalhador que recebe R$ 4.000 mensais. Ou seja, até para adquirir com o fruto do próprio suor, um veículo de r$120.000,00, como o que foi apreendido de posse da servidora suspeita de peculato e adulteração de dados, seria bem difícil fechar as contas no final do mês.

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    Quantos anos um trabalhador que ganha um salário mínimo levaria para juntar r$ 2.700.000,00?

    Considerando o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621 por mês, e fazendo uma conta simples (sem descontar despesas, impostos ou considerar investimentos):
    • Salário mensal: R$ 1.621
    • Salário anual: R$ 19.452
    • Meta: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 19.452 = aproximadamente 138,8 anos.

    Resultado:

    Um trabalhador que recebesse um salário mínimo e conseguisse guardar 100% do salário, sem gastar absolutamente nada, levaria cerca de 139 anos para acumular R$ 2,7 milhões.

    Na prática, como ninguém consegue viver sem despesas, esse tempo seria muito maior — provavelmente impossível de ser alcançado apenas com a renda de um salário mínimo.

    Esse é um comparativo que ajuda a dimensionar o valor de R$ 2,7 milhões: representa o equivalente a quase 139 anos de trabalho de uma pessoa que recebe um salário mínimo e economiza integralmente sua remuneração.

    Ou seja, é muito dinheiro quer foi, tudo indica, desviado da Prefeitura de Três Pontas.

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    Inúmeras perguntas ainda precisam ser respondidas

    _ COMO QUE UM SUPOSTO DESVIO MILIONÁRIO DE RECURSOS, COMEÇA NUMA ADMINISTRAÇÃO E CONTINUA NA OUTRA SEM QUALQUER AVERIGUAÇÃO?
    _ A EQUIPE DE TRANSIÇÃO É RESPONSÁVEL, DENTRE OUTRAS COISAS, POR ACOMPANHAR A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA PREFEITURA. ISSO NÃO FOI FEITO?
    _ COMO QUE ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR MILHÕES DA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEM NENHUM CONTROLE, SEM QUE NENHUM SUPERIOR PERCEBA, SEM QUE NADA GERE DESCONFIANÇA?
    _ PELO QUE EU SEI, TODA SAÍDA DE DINHEIRO PÚBLICO, DE RECURSO DA PREFEITURA, TEM QUE PASSAR POR UM PROCESSO EXTREMAMENTE BUROCRÁTICO, CHEIO DE ETAPAS, DE DOCUMENTOS, DE AUTORIZAÇÕES E DE ASSINATURAS. E TUDO COLOCADO NO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. ONDE FOI QUE A TRANSPARÊNCIA FALHOU?
    _ OS MECANISMOS DE SEGURANÇA E DE CONTROLE DOS RECURSOS DA PREFEITURA ESTÃO SUCATEADOS? O QUE DEU ERRADO?
    _ ESTAMOS AINDA NOS RECUPERANDO DO ESCÂNDALO DO ‘TREM FANTASMA’ E AGORA VEM UM NOVO ESCÂNDALO, PASSANDO PELA MESMA SECRETARIA. OS PROCESSOS CONTINUAM IGUAIS? NÃO HOUVE UM APRIMORAMENTO DA SEGURANÇA? NÃO SE CRIARAM NOVAS REGRAS E MEIOS DE SE GARANTIR A SERIEDADE E A HONESTIDADE NA EMPREGABILIDADE DO DINHEIRO PÚBLICO?
    _ A PREFEITURA FICOU 6 ANOS SEM UMA AUDITORIA INTERNA?
    _ PELO QUE NÓS APURAMOS, A SERVIDORA NÃO OCUPAVA UM CARGO DE CHEFIA. CERTAMENTE TINHA OUTRAS PESSOAS ACIMA DELA. ESSAS PESSOAS NÃO ENXERGARAM ESSES DESVIOS DURANTE SEIS ANOS?
    _ SE ELA COMETEU OS CRIMES DE PECULATO E ADULTERAÇÃO DE INFORMAÇÕES, COMO ELA CONSEGUIU FAZER ISSO SOZINHA? OU SERÁ QUE TEM MAIS GENTE ENVOLVIDA?
    _ NAS REDES SOCIAIS, A PERGUNTA MAIS REPETIDA PELA POPULAÇÃO PAGADORA DE IMPOSTOS É: “ELA É APENAS A PONTA DO ICEBERG? SERÁ QUE NESSE MAR, ELA É APENAS A SARDINHA? TEM TUBARÃO ENVOLVIDO?
    _ QUEM CONFERIU O CAIXA DURANTE TODO ESSE TEMPO? QUEM ASSINAVA AS SAÍDAS DE RECURSOS?
    _ SE UM DOS PRECEITOS BÁSICOS DA CÂMARA MUNICIPAL É FISCALIZAR O EXECUTIVO, COMO QUE DUAS LEGISLATURAS SEGUIDAS NÃO CONSEGUIRAM IDENTIFICAR NADA DE ERRADO NO EXECUTIVO? NÃO HOUVE ESSA FISCALIZAÇÃO?
    _ O SISTEMA É FALHO OU HOUVE CONIVÊNCIA?
    _ INSISTO: COMO ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR RECURSOS DE UMA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEGUIDOS, PASSANDO POR DUAS GESTÕES SEM QUE NINGUÉM PERCEBESSE? ONDE ESTÁ O PROBLEMA?
    _ POR QUE SÓ AGORA O SUPOSTO CRIME DE DESVIO FOI DESCOBERTO? COMO FOI DESCOBERTO? QUEM DESCOBRIU?
    _ NO ‘TREM FANTASMA’ NINGUÉM FICOU PRESO. SERÁ QUE DESSA VEZ HAVERÁ PUNIÇÃO PARA QUEM TIVER RESPONSABILIDADE NISSO? VÃO APRIMORAR O CONTROLE E A SEGURANÇA DO DINHEIRO PÚBLICO, OU VÃO ESPERAR QUE UM TERCEIRO CASO ESTOURE LÁ NA FRENTE, EM ALGUM MOMENTO?
    São apenas conjecturas, ilações, questionamentos que cabem no Jornalismo e que todo jornalista imparcial deveria fazer. Afinal de contas, a imprensa é a extensão dos olhos, da boca e dos ouvidos da população. E a população merece as respostas!

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  • R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    Conexão Três Pontas apura quantas melhorias, realizações e obras poderiam ser feitas com esse valor milionário, supostamente desviado dos cofres da Prefeitura.

    Quando se fala em quase R$ 3 milhões, muita gente tem dificuldade de imaginar a verdadeira dimensão desse valor. Para um município do porte de Três Pontas, essa quantia representa recursos capazes de financiar obras, ampliar serviços públicos e melhorar diretamente a qualidade de vida da população. Caso esse dinheiro estivesse disponível para investimentos públicos, seria possível realizar dezenas de ações nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, assistência social e proteção animal, entre outras.

    Saúde

    Construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS)

    Projetos recentes do Ministério da Saúde mostram que uma UBS Porte I custa, em média, entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. Com R$ 2,7 milhões, ainda sobrariam recursos para equipar a unidade com consultórios, mobiliário e equipamentos médicos.

    Cirurgias de catarata

    Segundo contratos do SUS e tabelas estaduais, uma cirurgia de catarata custa, em média, entre R$ 2.500 e R$ 4.000.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível realizar entre 700 e 1.200 cirurgias, devolvendo a visão para centenas de idosos que aguardam em filas.

    Cirurgias ortopédicas

    Dependendo do procedimento, cirurgias ortopédicas custam entre R$ 8 mil e R$ 20 mil na rede pública contratualizada.

    R$ 2,7 milhões poderiam financiar aproximadamente entre 120 e 320 cirurgias ortopédicas, reduzindo filas de pacientes com dores crônicas e limitações de mobilidade.

    Ambulâncias e equipamentos

    Esse valor também permitiria adquirir:

    • diversas ambulâncias de suporte básico;
    • aparelhos de ultrassom;
    • eletrocardiógrafos;
    • consultórios odontológicos completos;
    • monitores multiparamétricos;
    • respiradores e outros equipamentos hospitalares.

    Educação

    Construção de uma creche

    Projetos do FNDE mostram que uma creche municipal custa entre R$ 2 milhões e R$ 3,5 milhões, dependendo da capacidade.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível praticamente construir uma creche completa, beneficiando centenas de crianças.

    Também seria possível:

    • reformar diversas escolas;
    • climatizar salas de aula;
    • renovar mobiliário escolar;
    • construir quadras cobertas.

    Infraestrutura

    Com base em obras executadas por municípios brasileiros:

    R$ 2,7 milhões poderiam pavimentar entre 3 e 6 quilômetros de ruas, incluindo drenagem, meio-fio, calçadas e sinalização.

    Também seria possível:

    • revitalizar praças;
    • construir ciclovias;
    • instalar milhares de luminárias de LED;
    • modernizar espaços públicos.

    Habitação Popular

    Programas habitacionais mostram que uma casa popular possui custo médio entre R$ 140 mil e R$ 180 mil, dependendo do projeto.

    Quase R$ 3 milhões poderiam construir aproximadamente entre 16 e 20 casas populares, oferecendo moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade.

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    Proteção Animal

    Projetos municipais de proteção animal mostram que um Centro de Acolhimento para cães e gatos, equipado com:

    • centro cirúrgico;
    • consultórios veterinários;
    • canis;
    • gatil;
    • área de recuperação;
    • espaço de adoção,

    custa aproximadamente entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível construir um abrigo moderno e ainda manter seu funcionamento por meses, financiando castrações, vacinação, microchipagem, alimentação e campanhas permanentes de adoção.

    Em muitas cidades brasileiras, um investimento dessa magnitude praticamente resolveria grande parte do problema dos animais abandonados.

    Assistência Social

    Uma Casa de Passagem destinada ao acolhimento temporário de pessoas em situação de rua pode custar entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, dependendo da estrutura.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível implantar uma unidade completa contendo:

    • dormitórios;
    • refeitório;
    • lavanderia;
    • atendimento psicológico;
    • assistência social;
    • qualificação profissional.

    Além da construção, ainda haveria recursos para ajudar no custeio inicial da operação.

    Lazer e qualidade de vida

    O investimento também permitiria:

    • construção de parques;
    • academias ao ar livre;
    • revitalização de áreas verdes;
    • centros esportivos;
    • espaços de convivência para idosos e crianças.

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    O verdadeiro peso de R$ 2,7 milhões

    Embora esse valor represente apenas parte do orçamento anual de um município, trata-se de uma quantia suficiente para deixar um legado permanente para milhares de pessoas.

    São recursos que poderiam reduzir filas de cirurgias, construir moradias, criar vagas em creches, salvar animais abandonados, acolher pessoas em situação de rua, pavimentar bairros inteiros ou modernizar a rede pública de saúde.

    No caso investigado em Três Pontas, a Polícia Civil informou que o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,7 milhões desde 2020. A responsabilidade criminal dos envolvidos será definida exclusivamente pela Justiça, ao término das investigações e do devido processo legal.

    Independentemente do resultado do processo, essa comparação ajuda a dimensionar o impacto que milhões de reais representam para uma cidade do porte de Três Pontas.

    Fica uma reflexão inevitável: quantas vidas poderiam ter sido transformadas? Quantas cirurgias poderiam ter sido realizadas? Quantas famílias poderiam ter recebido uma casa? Quantos animais abandonados poderiam ter sido acolhidos? Quantas crianças poderiam estar hoje em uma nova creche?

    Além de descobrir, responsabilizar e condenar os envolvidos (caso o crime se confirme), é inevitável que essa fortuna volte para os cofres públicos. Punir apenas o infrator não resolve. Se o dinheiro público saiu do caixa de forma criminosa, sórdida e sorrateira, ele precisa voltar! O povo, pagador de impostos, espera por isso! E a moralidade na política, na coisa pública, também!

    *Pesquisa/Apuração/Reportagem – Jornalista Roger Campos

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  • Guias do IPTU 2026 já estão sendo entregues aos contribuintes

    Guias do IPTU 2026 já estão sendo entregues aos contribuintes

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas já disponibilizou as guias para pagamento do IPTU 2026, imposto fundamental para a manutenção e o desenvolvimento dos serviços públicos prestados à população.

    Com um valor total lançado de R$13.119.282,39 e atualizado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) com índice de 3,4%, o imposto incide sobre mais de 31 mil imóveis no município. Foram lançadas cerca de 28 mil guias, que começaram a chegar aos imóveis e devem ser entregues em um prazo médio de uma semana.

    De acordo com o secretário municipal de Fazenda, Aguinaldo Gomes Corrêa, a arrecadação do IPTU representa uma das principais fontes de receita própria da Prefeitura e pode ser investida em diversas áreas, como saúde, educação, infraestrutura, limpeza urbana, segurança, assistência social, entre outros setores que impactam diretamente a qualidade de vida da população trespontana.

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    Os contribuintes têm a opção de pagar o imposto em parcela única, com 10% de desconto até o dia 15 de julho de 2026.

    Também é possível parcelar o valor em até três vezes, com vencimentos em 15 de julho (1ª parcela), 17 de agosto (2ª parcela). Quem por acaso não receber as guias ou tiver alguma dúvida, deve procurar a Secretaria Municipal de Fazenda, na sede da Prefeitura Municipal.

    As guias do IPTU 2026 podem ser pagas nos bancos conveniados: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Coopersul, Itaú, Santander e Sicredi, além das casas lotéricas.

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    A Prefeitura de Três Pontas reforça que o pagamento do IPTU é um ato de responsabilidade e cidadania, pois permite que o município continue investindo em melhorias que beneficiam toda a coletividade.

    Fonte Ascom PMTP

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  • COMO SERÁ NOSSA SAFRA? GRANIZO QUE ATINGIU O SUL DE MINAS ACENDEU SINAL DE ALERTA PARA A COLHEITA DE CAFÉ ; PREJUÍZOS PODEM SUPERAR 230 MIL SACAS

    COMO SERÁ NOSSA SAFRA? GRANIZO QUE ATINGIU O SUL DE MINAS ACENDEU SINAL DE ALERTA PARA A COLHEITA DE CAFÉ ; PREJUÍZOS PODEM SUPERAR 230 MIL SACAS

    Tempestade que atingiu lavouras em plena colheita preocupa produtores; Três Pontas acompanha cenário com atenção redobrada

    O céu escureceu, os ventos ganharam força e, em poucos minutos, pedras de gelo transformaram a esperança de muitos produtores em preocupação. O temporal acompanhado de granizo que atingiu diversas cidades do Sul de Minas nos últimos dias trouxe apreensão para uma das regiões mais importantes da cafeicultura mundial e reacendeu um temor que todo produtor conhece: perder parte da safra justamente no momento da colheita.

    Os municípios de Boa Esperança e Campo do Meio aparecem entre os mais afetados pelas tempestades registradas no sábado (30). Relatos de produtores rurais apontam danos expressivos em áreas de cultivo, com café derrubado dos pés, lavouras castigadas pela força do granizo e prejuízos também em grãos que já estavam espalhados nos terreiros de secagem.

    Uma estimativa preliminar divulgada por representantes do setor aponta que as perdas podem chegar a aproximadamente 230 mil sacas de café. Embora ainda não exista um levantamento oficial consolidado sobre o número de propriedades atingidas ou a extensão total das áreas afetadas, o impacto já é considerado relevante por lideranças da cadeia produtiva.

    O momento não poderia ser mais delicado. O fenômeno climático ocorreu justamente no início da colheita da safra 2026, período em que milhares de produtores do Sul de Minas intensificam os trabalhos nas lavouras. Além do café derrubado das plantas, houve perdas de qualidade em lotes que estavam em processo de secagem, exigindo uma rápida mobilização dos produtores para tentar minimizar os danos.

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    Especialistas explicam que parte dos grãos atingidos ainda pode ser aproveitada. O café recolhido do chão ou afetado pelo granizo pode ser destinado a categorias de menor valor agregado, como cafés tradicionais e extrafortes. Ainda assim, a rentabilidade do produtor é diretamente afetada, já que o produto perde qualidade e valor de mercado.

    Apesar da preocupação, o cenário geral da safra 2026 continua sendo acompanhado com relativo otimismo pelo setor. Após anos marcados por geadas severas, estiagens prolongadas e oscilações climáticas extremas, as lavouras do Sul de Minas apresentaram boa recuperação vegetativa. A expectativa é de uma safra expressiva, favorecida por chuvas mais regulares durante fases importantes do desenvolvimento das plantas.

    TRÊS PONTAS

    Em Três Pontas, considerada uma das capitais brasileiras do café, o sentimento entre produtores é de cautela, mas também de confiança. O município, que abriga uma das maiores concentrações de cafeicultura do país e é sede de importantes cooperativas do setor, como a Cocatrel, iniciou a colheita com perspectivas positivas tanto em produtividade quanto em qualidade.

    A safra trespontana deste ano é vista como estratégica para a economia local. Milhares de empregos diretos e indiretos dependem do desempenho das lavouras, movimentando desde o transporte até o comércio, as cooperativas, os armazéns, as exportadoras e o setor de serviços. Em muitas propriedades, os produtores relatam boa carga produtiva, frutos com excelente formação e expectativa de cafés de alta qualidade, especialmente nas áreas que não sofreram interferências climáticas significativas.

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    A importância de Três Pontas para o mercado internacional do café reforça a atenção com qualquer evento climático. O município integra uma região responsável por parcela significativa da produção brasileira de café arábica, produto que coloca o Brasil na liderança mundial das exportações e abastece consumidores nos mais diversos continentes.

    Embora o granizo tenha atingido municípios vizinhos e provocado prejuízos relevantes, ainda é cedo para medir os reflexos efetivos sobre o volume total da safra regional. Técnicos e produtores seguem realizando levantamentos de campo para identificar a extensão dos danos e avaliar possíveis impactos sobre a produção final.

    O episódio, porém, serve como mais um lembrete de que a cafeicultura convive permanentemente com os desafios impostos pela natureza. Em uma atividade onde meses de trabalho podem ser afetados por poucos minutos de intempérie, cada safra representa uma nova batalha entre tecnologia, planejamento, dedicação e fatores climáticos que continuam sendo impossíveis de controlar completamente.

    Enquanto as máquinas avançam pelas lavouras e os terreiros começam a receber os primeiros lotes da colheita, o Sul de Minas segue atento ao céu. Afinal, em uma região onde o café move a economia, gera empregos e sustenta milhares de famílias, qualquer mudança no clima pode significar muito mais do que números: pode representar o futuro de uma safra inteira.

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  • Da Terra do Café ao Mapa Nacional da Cachaça: como a Divina Cana está levando o nome de Três Pontas para todo o Brasil e o Mundo?

    Da Terra do Café ao Mapa Nacional da Cachaça: como a Divina Cana está levando o nome de Três Pontas para todo o Brasil e o Mundo?

    Três Pontas sempre foi reconhecida como uma das capitais brasileiras do café. A cidade que revelou talentos da música, fortaleceu sua fé através da história de Padre Victor e construiu uma das mais respeitadas cadeias produtivas do agronegócio nacional, agora conquista também um novo espaço de destaque: o universo das cachaças artesanais premium.

    O reconhecimento nacional veio pelas páginas da revista Forbes, uma das publicações de negócios mais respeitadas do mundo, que dedicou uma reportagem especial à trajetória da Divina Cana, marca produzida no Alambique Ouro Verde, às margens da MG-167, em Três Pontas. A publicação destacou a história do empresário Paulo Sérgio Souza Rodrigues, que transformou uma paixão pessoal em um empreendimento capaz de projetar o nome do município para além das fronteiras mineiras.

     

    O que começou em 2016 como um hobby compartilhado por Paulo e sua esposa Regina Helena tornou-se um dos mais respeitados projetos de envelhecimento de cachaça artesanal do estado. Hoje, o alambique abriga um impressionante estoque superior a 110 mil litros envelhecendo em barris de diferentes madeiras, entre elas carvalho, jequitibá, castanheira, bálsamo e amburana. A produção anual gira em torno de 17 mil litros, mas apenas uma pequena parte chega ao mercado. O restante permanece guardado, maturando lentamente, numa demonstração de que qualidade exige paciência, técnica e visão de longo prazo.

    A estratégia deu resultado. Em 2024, a Divina Cana conquistou o primeiro lugar na categoria Extra Premium do concurso promovido pela Emater-MG, uma das mais importantes certificações de qualidade da cachaça mineira. O prêmio consolidou a marca entre as grandes referências do setor.

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    Mas a importância da Divina Cana vai muito além das medalhas e premiações

    Ela representa um novo capítulo da economia e da identidade cultural de Três Pontas.

    Durante décadas, o município construiu sua reputação apoiado principalmente na força do café. Agora, surge um exemplo concreto de diversificação econômica baseada em valor agregado, turismo de experiência e produção artesanal de excelência. A Divina Cana não vende apenas uma bebida. Ela comercializa história, tradição, cultura e pertencimento.

    Quem visita o alambique encontra muito mais do que barris e tonéis. Encontra uma experiência turística completa, que já atrai visitantes de diversas regiões do Brasil interessados em conhecer os bastidores da produção artesanal, entender os processos de envelhecimento e descobrir os sabores que transformaram a marca em referência nacional.

    Conexão com Três Pontas

    Essa conexão com Três Pontas é tão forte que a própria empresa criou uma trilogia especial de rótulos em homenagem à cidade. Os projetos celebram os três pilares que formam a identidade trespontana: a música, o café e a fé. Um dos lançamentos mais recentes, a Divina 168, foi desenvolvida em parceria com a Cocatrel e presta homenagem ao café, principal riqueza econômica do município.

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    O reconhecimento da Forbes representa mais do que uma conquista empresarial. É uma conquista de Três Pontas.

    Em um momento em que cidades de porte médio disputam visibilidade nacional, ter um empreendimento local destacado por uma publicação internacional fortalece a imagem do município como um território de inovação, empreendedorismo e excelência produtiva.

    A reportagem também reforça uma característica marcante dos trespontanos: a capacidade de transformar sonhos em realidade. Assim como o café produzido aqui alcança mercados internacionais, a Divina Cana demonstra que o mesmo pode acontecer com outros produtos que carregam a identidade da cidade.

    O sucesso da marca comprova que Três Pontas não é apenas referência na produção agrícola. É também um celeiro de empreendedores capazes de agregar valor às riquezas da terra, criar experiências únicas e posicionar o município em novos mercados.

    Se antes Três Pontas era conhecida como a Terra do Café, da Música e da Fé, agora ganha mais um motivo de orgulho.

    Graças à Divina Cana, a cidade passa a ocupar também um lugar de destaque no seleto mapa das melhores cachaças artesanais do Brasil.

    E isso, para os trespontanos, vale um brinde.

    Parabéns Paulo! Parabéns Regina!

    Reportagem Especial – Conexão Três Pontas

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  • “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    O Brasil amanheceu mergulhado em um dos debates mais explosivos, polêmicos e transformadores das últimas décadas no mundo do trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou o avanço da PEC que prevê o fim da tradicional escala 6×1 — modelo em que milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta agora segue para novas etapas de votação e, posteriormente, para análise do Senado.

    A discussão ultrapassou os corredores de Brasília e tomou conta das redes sociais, empresas, sindicatos, indústrias, supermercados, shoppings, restaurantes e pequenos comércios em todo o país. De um lado, trabalhadores comemoram o que classificam como uma conquista histórica. Do outro, empresários alertam para riscos econômicos, aumento de custos, desemprego e fechamento de vagas.

    O tema se tornou um verdadeiro campo de batalha ideológico, econômico e social.

    Pelo texto aprovado, a redução da jornada acontecerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores já passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após um período de transição de 12 meses, a jornada máxima cairia definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.

    A votação na Câmara teve ampla aprovação. Em primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários, demonstrando forte pressão popular sobre os parlamentares.

    Mas afinal: o fim da escala 6×1 representa evolução social ou ameaça econômica?

    Essa é a pergunta que hoje divide o Brasil.

    A FAVOR

    Os defensores da proposta afirmam que o atual modelo de trabalho é desumano, ultrapassado e incompatível com a realidade contemporânea. Parlamentares favoráveis classificaram a escala 6×1 como “extenuante”, “escravocrata” e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.

    O argumento principal é que o trabalhador brasileiro perdeu qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem praticamente sem tempo para os filhos, lazer, descanso, estudos ou cuidados com a própria saúde. Em setores como supermercados, comércio, telemarketing, serviços gerais, logística e alimentação, muitos profissionais relatam rotinas de exaustão extrema.

    Dados apresentados durante os debates indicam que mais de 38 milhões de trabalhadores formais atuam acima das atuais 44 horas semanais.

    Especialistas favoráveis à mudança argumentam que jornadas menores podem aumentar produtividade, reduzir afastamentos médicos, combater burnout, ansiedade e depressão, além de melhorar o ambiente corporativo. Países europeus que experimentaram modelos mais flexíveis observaram ganhos em saúde ocupacional e eficiência em determinados setores.

    O próprio governo federal sustenta que a medida poderá gerar uma nova lógica econômica, baseada em produtividade e não apenas em tempo excessivo de permanência no trabalho.

    Nas redes sociais, trabalhadores passaram a compartilhar relatos emocionantes. Muitos afirmam que “sobrevivem” e não vivem. Outros relatam que trabalham seis dias seguidos para descansar apenas um, geralmente usado para lavar roupas, limpar a casa e resolver pendências, sem qualquer tempo real de recuperação física ou mental.

    Mas enquanto uma parte do país comemora, outra acende o sinal vermelho.

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    CONTRA

    Entidades empresariais, representantes do comércio, da indústria e do turismo demonstraram enorme preocupação com os impactos financeiros da proposta. Setores que operam praticamente 24 horas por dia afirmam que a redução da jornada poderá elevar drasticamente os custos operacionais.

    O principal temor do empresariado é simples: para manter o funcionamento das empresas com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras. Isso, segundo críticos da PEC, pode pressionar pequenas e médias empresas, justamente as que mais geram empregos no país.

    Um estudo citado durante o debate aponta que, sem ganho equivalente de produtividade, a mudança poderia gerar impacto de aproximadamente R$ 77 bilhões no Produto Interno Bruto brasileiro.

    Empresários também alertam para possível aumento da informalidade. O argumento é que algumas empresas poderiam deixar de contratar formalmente para reduzir custos trabalhistas, ampliando relações informais de trabalho.

    Outro ponto levantado pelos críticos é que o Brasil ainda enfrenta juros elevados, crédito caro e baixa competitividade industrial. Para parte do mercado, reduzir a jornada sem uma ampla reforma tributária e econômica poderia agravar o chamado “Custo Brasil”.

    Parlamentares contrários ao texto chegaram a afirmar que a proposta cria uma “proibição formal de trabalhar seis dias”, sem garantir que o trabalhador terá efetivamente maior renda ou estabilidade.

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    EM TRÊS PONTAS

    Em cidades do interior, como Três Pontas e diversas regiões do Sul de Minas, o tema também provoca discussões intensas.

    A economia regional é fortemente sustentada pelo comércio, pela cafeicultura, supermercados, bares, restaurantes, transportes e serviços. Muitos empresários locais observam o debate com cautela, especialmente diante das dificuldades enfrentadas após anos de inflação alta, custos operacionais elevados e aumento das despesas trabalhistas.

    Por outro lado, trabalhadores da região enxergam na proposta a possibilidade de mais convivência familiar, descanso e dignidade.

    A verdade é que o debate sobre a escala 6×1 escancarou uma ferida antiga do Brasil moderno: o equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.

    A aprovação da PEC não encerra a discussão. Pelo contrário. Ela apenas abriu oficialmente uma das maiores disputas sociais, econômicas e políticas do país nos últimos anos.

    O Brasil agora tenta responder uma pergunta que ecoa em escritórios, fábricas, lavouras, supermercados e corredores do Congresso Nacional:

    Até onde vale sacrificar a vida pessoal em nome da sobrevivência profissional?

    E talvez a resposta mais dura seja justamente esta:

    Nenhuma economia se sustenta eternamente quando o trabalhador perde o direito de viver além do trabalho.

    Será mesmo?

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  • EXPOCAFÉ 2026 COMEÇA EM GRANDE ESTILO, MOVIMENTA TRÊS PONTAS E CONSOLIDA O SUL DE MINAS COMO O CORAÇÃO DA CAFEICULTURA MUNDIAL

    EXPOCAFÉ 2026 COMEÇA EM GRANDE ESTILO, MOVIMENTA TRÊS PONTAS E CONSOLIDA O SUL DE MINAS COMO O CORAÇÃO DA CAFEICULTURA MUNDIAL

    Três Pontas voltou a ocupar o centro das atenções do agronegócio brasileiro.

    Três Pontas voltou a respirar café, tecnologia, negócios e protagonismo internacional. A Expocafé 2026 já começou transformando o município do Sul de Minas em uma verdadeira vitrine mundial da cafeicultura moderna. Considerada a maior feira do segmento no Brasil, a edição deste ano abriu suas portas cercada de expectativa, recorde de expositores, forte presença política e uma programação técnica robusta, reafirmando o peso econômico, científico e estratégico do café mineiro para o Brasil e para o mundo.

    A solenidade oficial de abertura, realizada na segunda-feira (25), antes mesmo do início da visitação pública aos estandes, marcou um novo formato para o evento e reuniu importantes autoridades políticas, lideranças do agronegócio, representantes de cooperativas, empresários, pesquisadores e produtores rurais de diversas regiões brasileiras.

    Entre as presenças ilustres estiveram o governador de Minas Gerais, Mateus Simões, o senador Carlos Viana, deputados estaduais e federais ligados ao agronegócio, com destaque para os majoritários em Três Pontas, Mário Henrique Caixa e Diego Andrade, prefeitos da região, o prefeito de Três Pontas Luisinho Silva e seu vice Maycon Machado, vereadores, presidentes de cooperativas, representantes da Emater-MG, Epamig, Universidade Federal de Lavras (UFLA), lideranças da cadeia cafeeira e autoridades do setor produtivo nacional.

    O clima foi de entusiasmo, mas também de responsabilidade diante dos desafios enfrentados pela cafeicultura nos últimos anos. Em praticamente todos os pronunciamentos, os debates passaram por temas como mudanças climáticas, sustentabilidade, inovação tecnológica, mecanização, inteligência artificial aplicada ao campo, reforma tributária e segurança econômica do produtor rural.

    E no centro de toda essa engrenagem esteve a impecável organização da Cocatrel, cooperativa que mais uma vez mostrou sua força, competência e capacidade de liderança ao conduzir uma das maiores estruturas já montadas na história da Expocafé.

    A feira é organizada pela Cocatrel em parceria com a UFLA, Fundação Procafé, Emater-MG, Epamig e diversas instituições ligadas ao agronegócio e à pesquisa agrícola, além do importante apoio da Prefeitura Municipal de Três Pontas, que também teve papel fundamental na logística, infraestrutura e suporte institucional do evento.

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    A estrutura impressiona

    São mais de 170 estandes distribuídos ao longo de uma gigantesca pista de aproximadamente 1,8 mil metros lineares montada no Aeroporto de Três Pontas. Máquinas agrícolas de última geração, drones de pulverização, tratores autônomos elétricos, sistemas inteligentes de monitoramento de lavouras e soluções sustentáveis para o campo dividem espaço com empresas nacionais e internacionais que enxergam no Sul de Minas o epicentro da cafeicultura de alta performance.

    Logo nas primeiras horas de visitação pública, milhares de pessoas já circulavam pela feira. Produtores rurais, estudantes, agrônomos, empresários, exportadores e visitantes de diversos estados transformaram o espaço em um grande centro de negócios, networking e troca de conhecimento.

    A programação técnica da Expocafé 2026 também ganhou destaque absoluto. Palestras sobre perspectivas econômicas para o agro, gestão de risco na cafeicultura, impactos da reforma tributária, mecanização inteligente, drones agrícolas e inteligência artificial aplicada à seleção de cafés lotaram os espaços de debate.

    Um dos momentos mais aguardados desta edição é justamente a discussão sobre o uso da inteligência artificial no setor cafeeiro, tema que mostra como a cafeicultura brasileira está cada vez mais conectada ao futuro.

    Outro destaque importante é o protagonismo feminino dentro do agro. O painel sobre ciência, café e liderança feminina atraiu grande atenção e reforçou a transformação silenciosa que vem ocorrendo dentro da cafeicultura nacional, com mulheres ocupando posições estratégicas em gestão, pesquisa, comercialização e produção.

    Além da tecnologia e dos debates econômicos, a Expocafé também carrega um peso emocional e cultural enorme para Minas Gerais.

    O café não é apenas uma commodity. Ele é parte da identidade mineira.

    Minas Gerais continua sendo o maior produtor de café do Brasil, responsável por aproximadamente metade da produção nacional. O estado lidera principalmente a produção de café arábica, reconhecido mundialmente pela qualidade e pelo alto valor agregado.

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    Três Pontas em destaque

    Dentro desse cenário, Três Pontas ocupa posição privilegiada. O município é reconhecido internacionalmente pela excelência de seus cafés e pela força do cooperativismo agrícola, especialmente através da Cocatrel, uma das maiores cooperativas cafeeiras do país.

    Mais do que uma feira de máquinas e negócios, a Expocafé representa a união entre tradição, inovação e sustentabilidade.

    Ela mostra que o agro mineiro não apenas acompanha o futuro — ele ajuda a construí-lo.

    A expectativa é de que dezenas de milhares de visitantes passem pelo evento até quinta-feira (28), movimentando diretamente hotéis, restaurantes, postos de combustíveis, comércio local e toda a economia regional.

    E enquanto o mundo discute segurança alimentar, tecnologia e sustentabilidade, Três Pontas vive, mais uma vez, o protagonismo de ser a capital brasileira da cafeicultura moderna.

    O Conexão Três Pontas acompanha todos os detalhes da Expocafé 2026 diretamente do evento, trazendo entrevistas exclusivas, bastidores, lançamentos tecnológicos e a cobertura completa daquela que já é considerada uma das maiores e mais organizadas edições da história da feira.

    Confira a programação completa:

    🗓️ 26 de maio (terça-feira)

    📌 Tenda de Eventos
    9h — Abertura da feira para visitação aos estandes
    9h30 — Diretrizes e orientações para a safra 2026
    10h — Perspectivas econômicas e políticas para a agropecuária
    10h50 — Fundamentos, panoramas e gestão de risco no café
    11h40 — A importância do agrônomo para a agropecuária
    13h — Impactos da reforma tributária para o produtor rural
    📌 Simpósio de Mecanização da Lavoura
    14h — Pulverização com drone na cafeicultura
    14h50 — Uso do drone T100 na pulverização de precisão
    15h40 — A energia do futuro é armazenada hoje
    16h30 — Apresentação de trator elétrico autônomo
    17h — A mecanização eletrificada

    🗓️ 27 de maio (quarta-feira)

    📌 Tenda de Eventos
    9h — Conexão Cafeína Cocatrel
    10h — Cafeicultura em cenários heterogêneos
    10h50 — Painel sobre café, ciência e protagonismo feminino
    14h30 — Seleção de café com inteligência artificial
    15h15 — Controle da broca do café
    16h — Teatro infantil: Os Três Porquinhos

    🗓️ 28 de maio (quinta-feira)

    📌 Programação infantil
    9h — Teatro: Os Três Porquinhos
    📌 Simpósio UFLA e Cocatrel
    10h — Mapeamento do potencial de qualidade do café
    10h50 — Impactos dos extremos climáticos na cafeicultura
    📌 Programação da tarde
    14h10 — Prosa ambiental sobre segurança no campo
    14h40 — Campo seguro, produtor protegido (Safra 2026)
    15h20 — Impactos da reforma tributária para o produtor rural

    Serviço:

    Expocafé 2026
    🗓️ 26 a 28 de maio de 2026
    🕘 Abertura dos portões às 9h
    📍 Local: Aeroporto de Três Pontas

    Jornalista Roger Campos®

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  • FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    FIM DE UMA ERA? Estrela entra em recuperação judicial e brasileiros se revoltam com o desaparecimento da infância raiz

    Três Pontas, que já tem poucas indústrias, em comparção com outras cidades, pode perder sua ‘Fábrica de Sonhos’!

    A possível saída da Estrela do mercado brasileiro representa muito mais do que uma crise empresarial. Para milhões de brasileiros, trata-se do fim simbólico de uma era que ajudou a construir a infância de gerações inteiras. A tradicional fabricante de brinquedos, que marcou profundamente os anos 1980 e 1990 com produtos icônicos presentes em praticamente todos os lares do país, entrou oficialmente com pedido de recuperação judicial nesta quarta-feira (20), expondo as dificuldades enfrentadas pela indústria nacional diante das transformações econômicas e tecnológicas dos últimos anos.

    O pedido foi protocolado na Comarca de Três Pontas, em Minas Gerais, e envolve outras oito empresas ligadas ao Grupo Estrela. Apesar da gravidade da situação financeira, a companhia informou que continuará operando normalmente durante o processo judicial, mantendo atividades industriais, comerciais e administrativas enquanto tenta reorganizar suas dívidas e evitar um colapso definitivo.

    Fundada em 1937, a Estrela não foi apenas uma fabricante de brinquedos. A marca se transformou em patrimônio afetivo da cultura brasileira. Durante décadas, ajudou a moldar a imaginação infantil, atravessou gerações e se tornou sinônimo de nostalgia para milhões de adultos que cresceram embalados por jogos, bonecas, carrinhos, autoramas e brinquedos que marcaram época.

    O comunicado encaminhado ao mercado e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) revela um cenário duro e preocupante. A empresa aponta que o aumento brutal dos juros, a dificuldade de acesso ao crédito, o encarecimento do capital e as profundas mudanças no comportamento das crianças foram determinantes para a crise.

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    O mundo mudou. E a infância também.

    A geração que antes sonhava com brinquedos físicos hoje cresce diante de celulares, tablets, videogames, plataformas de streaming, redes sociais e jogos online. O espaço que antes era ocupado por bonecas, jogos de tabuleiro e carrinhos agora é disputado por telas digitais, inteligência artificial e entretenimento instantâneo.

    A própria Estrela reconhece que a transformação tecnológica alterou radicalmente o mercado infantil. Nos últimos anos, fabricantes tradicionais passaram a travar uma batalha desigual contra gigantes digitais globais capazes de capturar a atenção das novas gerações durante horas diárias.

    Além disso, a concorrência agressiva de produtos importados ampliou ainda mais a pressão sobre a indústria brasileira de brinquedos, que enfrenta altos custos de produção, carga tributária elevada e dificuldades de competitividade.

    A crise da Estrela também reflete um problema estrutural da economia brasileira. O número de pedidos de recuperação judicial disparou no país nos últimos anos, especialmente após o longo período de juros elevados. A taxa Selic permaneceu acima de 10% desde 2022 e chegou ao patamar de 15% ao ano em 2025, sufocando empresas de diversos segmentos.

    Com crédito caro, consumo enfraquecido e dificuldade de financiamento, companhias tradicionais passaram a enfrentar sérios riscos financeiros. E nem mesmo marcas históricas conseguiram escapar.

    A trajetória da Estrela ajuda a dimensionar o tamanho dessa perda simbólica para o Brasil. A empresa nasceu como uma pequena fábrica de bonecas de pano e carrinhos de madeira e se transformou em uma das maiores referências do setor de brinquedos da América Latina. Também entrou para a história por ter sido uma das primeiras companhias brasileiras a abrir capital, ainda em 1944.

    Ao longo das décadas, a marca esteve presente em aniversários, Natais e momentos inesquecíveis de milhões de famílias brasileiras. Mais do que vender brinquedos, a Estrela comercializava sonhos, criatividade e memória afetiva.

    Agora, diante do avanço tecnológico e da brutal transformação do comportamento humano, a empresa luta para sobreviver em um mercado completamente diferente daquele que a consagrou.

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    Três Pontas perderá empregos? E as outras unidades?

    A fabricante informou que a recuperação judicial tem como objetivo preservar empregos, manter as operações em funcionamento e reorganizar o passivo financeiro acumulado. A administração seguirá sob responsabilidade dos atuais diretores e acionistas, enquanto um plano de recuperação será apresentado futuramente aos credores.

    Mas, independentemente do desfecho jurídico e financeiro, o impacto emocional já é inevitável.

    A crise da Estrela escancara uma pergunta incômoda para toda a sociedade: até que ponto o avanço tecnológico está substituindo experiências humanas, afetivas e reais?

    Porque talvez o maior prejuízo não seja apenas econômico.

    Talvez seja perceber que uma geração inteira trocou a magia de brincar pela solidão silenciosa das telas.

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  • Três Pontas sediou 9ª edição do Encontro Mineiro de Cafeicultoras com foco no protagonismo feminino no agro

    Três Pontas sediou 9ª edição do Encontro Mineiro de Cafeicultoras com foco no protagonismo feminino no agro

    Três Pontas, um dos principais polos da cafeicultura brasileira, foi palco nesta quinta-feira (16) da 9ª edição do Encontro Mineiro de Cafeicultoras. O evento, consolidado como uma das mais relevantes iniciativas voltadas ao agronegócio feminino no país, reuniu produtoras, especialistas e lideranças para discutir os novos rumos da cafeicultura sob a perspectiva das mulheres.

    Com o tema “Voz e Identidade na Nova Era da Cafeicultura – Mulheres do Café”, a edição deste ano promoveu um debate aprofundado sobre o papel feminino na cadeia produtiva do café, especialmente em um cenário cada vez mais exigente, que valoriza não apenas produtividade, mas também identidade, posicionamento e qualidade.

    A programação teve início com a abertura institucional, que contou com a participação de representantes de importantes entidades do setor, reforçando a integração entre pesquisa, assistência técnica e protagonismo feminino no campo. Estiveram presentes Vanda Cornélio, da Epamig; Silvana Novais, do Faemg Mulher; Adalise D. V. Silveira, da Emater; e Mariselma Sabbag, da IWCA Brasil.

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    Ao longo do dia, o encontro contou com uma série de palestras conduzidas por especialistas de diferentes áreas do agronegócio, abordando temas estratégicos como inovação, comunicação e liderança feminina — pontos considerados fundamentais para o fortalecimento da atuação das mulheres no setor.

    Entre os destaques da programação estiveram as participações de Alline Trancoso, que falou sobre arquitetura rural e agroturismo; Paula Triacca, que abordou a importância do networking para mulheres do agro; e Paula Varejão, que compartilhou experiências sobre trajetória na cafeicultura e os desafios do mercado de cafés especiais.

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    Outro momento marcante foi a entrega da 6ª edição dos Troféus Mulher Inspiração da Cafeicultura do Brasil e Agro Mulher Brasil 2026, que reconheceu mulheres com atuação de destaque no setor. A premiação destacou trajetórias que vêm contribuindo de forma significativa para o fortalecimento e a transformação da cafeicultura brasileira.

    Mais do que um evento técnico, o encontro se consolidou como um espaço de troca de experiências, fortalecimento de conexões e valorização do papel feminino em uma das principais cadeias produtivas do país, tendo o apoio da Cocatrel e outras empresas. Em um mercado cada vez mais competitivo, iniciativas como essa reforçam a importância da diversidade, da liderança e da presença ativa das mulheres no campo.

    *Fotos Arquivo 2025

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  • FECON 2026 reuniu parceiros e cooperados em um ambiente de grandes oportunidades

    FECON 2026 reuniu parceiros e cooperados em um ambiente de grandes oportunidades

    Com programação simultânea na loja matriz e filiais, a Fecon ofereceu condições especiais de negócio, além de apresentar as inovações no setor e fomentar a troca de conhecimento entre parceiros e cooperados

    Realizada entre os dias 24 e 26 de março, a 20ª edição da Feira Cocatrel de Negócios (Fecon) reuniu cooperados, produtores rurais e parceiros comerciais em um dos principais eventos do setor na região. Reconhecida por oferecer condições diferenciadas de preço e compra, a feira impulsionou negócios e fortaleceu o relacionamento entre cooperativa e produtores.

    Mais que apresentar excelentes condições de negócios, o evento contou com a presença de uma equipe especializada da Cocatrel, formada por agrônomos e responsáveis técnicos, disponíveis para orientar os cooperados na escolha de insumos, defensivos e demais implementos agrícolas.

    “Além das condições especiais, estamos em todas as nossas unidades com uma equipe de técnicos presente para auxiliar os produtores na melhor escolha de compra”, afirmou o gerente comercial, Thiago Carvalho.

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    De acordo com o presidente do Conselho Administrativo, Jacques Fagundes Miari, a feira chega em um momento estratégico para o produtor rural.

    “A Fecon traz um pacote de defensivos e insumos com condições muito especiais, além de opções facilitadas de pagamento, para ajudar o cooperado nesse momento incerto no cenário geopolítico, com a crise no Oriente Médio”, destacou.

    Para os cooperados, as vantagens são os principais atrativos. Milton Luiz de Souza ressaltou o impacto positivo nas finanças.

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    “O preço dos produtos está realmente muito bom e a opção de pagar com café ajuda muito na organização financeira para a safra”, disse. Já Carlos Alexandre Botrel destacou o que considera essencial para o produtor, “facilidade de pagamento e preço bom é tudo o que o produtor busca numa feira”, ressaltou.

    Além das negociações, os visitantes tiveram acesso a diversos serviços como atualização de cadastro, compra de maquinários e implementos com condições especiais, além de atendimento de instituições financeiras com taxas de financiamento competitivas.

    A Fecon 2026 foi realizada na Loja Agropecuária Matriz, em Três Pontas, em um espaço preparado para receber o público, com programação simultânea em todas as lojas filiais da cooperativa. Com sucesso de público e vendas, a Fecon reforça o compromisso da Cocatrel em promover um ambiente favorável para negócios, troca de experiências e fortalecimento da parceria com seus cooperados.

    Fonte Cocatrel

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    Roger Campos

    Jornalista / Editor Chefe

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