Tag: Justiça

  • CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    Crime aconteceu em outubro de 2024 e levou a um julgamento que recolocou diante do Tribunal do Júri uma história marcada por uma briga, uma facada fatal e versões conflitantes sobre o que aconteceu naquela tarde

    VARGINHA – MG — Mais de um ano e onze meses depois da morte do professor Marcelo Alexandre Alves, de 45 anos, o caso chegou ao Tribunal do Júri de Varginha. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, e terminou com a condenação de Cledyson Silva a 14 anos de prisão, segundo a informação sobre o resultado do julgamento.

    O caso começou na tarde de 6 de outubro de 2024, quando Marcelo foi morto após ser atingido por uma facada no pescoço durante uma confusão na Rua Allan Kardec, em Varginha. Na época, a Polícia Civil informou que o suspeito tinha 34 anos e acabou preso preventivamente depois de comparecer à delegacia para prestar depoimento.

    O processo foi levado ao Tribunal do Júri como homicídio qualificado. Registros judiciais localizados na pesquisa identificam uma ação penal de competência do Júri relacionada ao caso, envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais, Gledson da Silva e familiares da vítima.

    O QUE ACONTECEU NAQUELA TARDE

    Segundo as informações divulgadas na época e recuperadas durante a apuração, Marcelo havia ido até a residência para buscar a filha e o enteado. A então companheira dele relatou à polícia que os dois estavam separados havia poucos dias. Conforme essa versão, Marcelo teria perguntado se ela estava acompanhada e teria quebrado o portão da residência.

    Na sequência, segundo os relatos policiais divulgados à época, um homem saiu da casa armado com uma faca e entrou em luta corporal com Marcelo.

    Testemunhas disseram à polícia que a mulher teria entregado uma faca ao agressor. Marcelo acabou atingido no pescoço e foi socorrido por familiares, mas morreu antes de conseguir chegar ao atendimento médico.

    A própria tia da vítima, Cláudia Ferreira, relatou naquele momento que tentou proteger o sobrinho durante a confusão e afirmou que ele havia sido atacado com facas que estavam na própria residência.

    É importante destacar que as informações acima correspondem às versões e relatos registrados durante a investigação inicial. O julgamento realizado pelo Tribunal do Júri posteriormente analisou as provas produzidas no processo antes de chegar ao veredito.

    A PRISÃO DO ACUSADO

    Depois do crime, o suspeito não foi imediatamente localizado.

    A Polícia Civil informou posteriormente que ele compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Varginha para prestar depoimento. Na ocasião, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva que já havia sido expedido contra ele.

    A investigação apontava o homem como suspeito da morte do professor, e o processo acabou seguindo para julgamento pelo Tribunal do Júri.

    A EX-COMPANHEIRA TAMBÉM FOI PRESA

    Outro capítulo importante do caso envolve a então companheira de Marcelo.

    Ela foi presa logo depois do homicídio sob suspeita de participação no crime. A prisão ocorreu porque testemunhas apresentaram à polícia uma versão segundo a qual ela teria entregue a faca utilizada durante a confusão.

    O fato de uma pessoa ter sido presa durante a investigação, entretanto, não significa, por si só, que ela tenha sido condenada. A responsabilidade penal precisa ser estabelecida judicialmente, com base nas provas e no devido processo legal.

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    O JULGAMENTO

    O julgamento de Cledyson Silva começou na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, no Fórum de Varginha. A informação divulgada sobre a sessão aponta que ele respondia por homicídio qualificado pela morte do professor Marcelo Alexandre Alves.

    A condenação informada foi de 14 anos de prisão.

    Como se trata de uma decisão do Tribunal do Júri, eventuais recursos podem ser apresentados nos termos da legislação processual penal. Portanto, a existência da condenação não significa necessariamente que o processo tenha chegado ao seu encerramento definitivo.

    Observação jornalística importante:

    Até o momento desta apuração, não localizei nos resultados públicos indexados uma íntegra da sentença do julgamento de 14 de setembro que permita confirmar, com segurança documental, todos os quesitos respondidos pelos jurados, as qualificadoras reconhecidas, o regime inicial e eventual direito de recorrer em liberdade. Por isso, não trago esses detalhes. O que está confirmado pelas fontes encontradas é que o caso foi levado a julgamento por homicídio qualificado e que o resultado divulgado foi a condenação de 14 anos.

    MARCELO ERA PROFESSOR E ESTUDAVA NA UNIFAL-MG

    Marcelo Alexandre Alves tinha 45 anos e era professor de ensino médio.

    Registros da Universidade Federal de Alfenas também mostram que ele era estudante do Mestrado em Gestão Pública e Sociedade, reforçando a dimensão profissional e acadêmica da vítima.

    A morte interrompeu uma trajetória que envolvia educação e formação acadêmica.

    O CASO E A VIOLÊNCIA QUE NÃO PARA

    A história de Marcelo não é um episódio isolado dentro da realidade brasileira.

    Os números mais recentes mostram que, apesar da queda da violência letal, o Brasil continua registrando dezenas de assassinatos todos os dias.

    O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contabilizou oficialmente 42.590 homicídios em 2024. Isso representa uma média de aproximadamente 116 homicídios por dia. A taxa foi de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2014.

    Mas existe um alerta ainda mais grave.

    O próprio Atlas aponta crescimento expressivo das chamadas mortes violentas por causa indeterminada, situação que dificulta saber quantos assassinatos realmente ocorreram. Em 2024, foram registradas 17.207 mortes violentas sem identificação da causa básica, e os pesquisadores estimam que uma parcela significativa desses casos possa esconder homicídios que não foram classificados corretamente.

    Ou seja: o número oficial é menor, mas não necessariamente representa toda a realidade da violência letal brasileira.

    E QUANTAS PESSOAS SÃO ASSASSINADAS POR DIA?

    Há diferentes estatísticas porque as instituições utilizam metodologias distintas.

    Pelo Atlas da Violência 2026, foram 42.590 homicídios em 2024, aproximadamente 116 por dia.

    Já os registros de homicídio doloso do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram 36.427 vítimas em 2024, o equivalente a aproximadamente 100 vítimas por dia. Essa estatística é diferente porque utiliza os registros das instituições de segurança pública e não a mesma metodologia do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

    E existe ainda a categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI), utilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, foram 40.775 mortes violentas intencionais, uma média de aproximadamente 112 mortes por dia. A categoria inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

    Em outras palavras:

    Brasil, 2024:
    42.590 homicídios oficialmente registrados → cerca de 116 por dia.

    Homicídios dolosos registrados pela segurança pública em 2024:
    36.427 vítimas → cerca de 100 por dia.

    Mortes violentas intencionais em 2025:
    40.775 vítimas → cerca de 112 por dia.

    São números diferentes porque não medem exatamente a mesma coisa.

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    UMA VIDA, UMA FAMÍLIA E UMA HISTÓRIA

    Quando os números são colocados em uma tabela, eles podem parecer apenas estatísticas.

    Mas o caso de Marcelo Alexandre Alves mostra o que existe por trás de cada número.

    Era um professor.

    Era estudante.

    Era pai.

    Era filho.

    Era irmão, sobrinho, amigo e integrante de uma comunidade.

    No dia 6 de outubro de 2024, uma discussão terminou em violência extrema. Um golpe de faca atingiu seu pescoço. Uma família perdeu alguém. E quase dois anos depois, o caso voltou ao centro das atenções de Varginha dentro de um Tribunal do Júri.

    A condenação a 14 anos representa uma resposta judicial ao crime, mas também reabre uma discussão que ultrapassa as paredes do Fórum: por que conflitos humanos continuam terminando em mortes?

    O PAPEL DO TRIBUNAL DO JÚRI

    Nos crimes dolosos contra a vida, como o homicídio, cabe ao Tribunal do Júri julgar a responsabilidade do acusado.

    São os jurados que analisam as provas apresentadas em plenário e respondem aos quesitos submetidos pela Justiça. A decisão dos jurados é soberana nos limites previstos pela Constituição e pela legislação processual penal.

    No caso de Varginha, o julgamento chegou quase dois anos depois da morte de Marcelo e terminou com a condenação divulgada de 14 anos de prisão.

    Eventuais recursos ainda podem fazer parte da tramitação do processo.

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    O caso de Marcelo Alexandre Alves deixa uma marca dolorosa: uma vida interrompida, uma família que precisou esperar pelo julgamento e uma sociedade novamente obrigada a olhar para a violência que transforma conflitos em tragédias.

    A Justiça julgou o caso.

    Agora, ficam as perguntas que ultrapassam a sentença: 14 anos é tempo suficiente para se fazer justiça, já que uma vida foi covardemente tirada? Quantas outras famílias ainda terão de enfrentar a mesma dor? E quantas vidas poderiam ser preservadas se a violência deixasse de ser a primeira resposta diante de um conflito?

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    Roger Campos

    Jornalista / Editor Chefe

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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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    Roger Campos

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  • GRITO DE MULHER PELA VIDA: TRÊS PONTAS SE UNE CONTRA A VIOLÊNCIA E DIZ EM UMA SÓ VOZ: “VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA”

    GRITO DE MULHER PELA VIDA: TRÊS PONTAS SE UNE CONTRA A VIOLÊNCIA E DIZ EM UMA SÓ VOZ: “VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA”

    Mobilização inédita reunirá autoridades, profissionais, entidades e a população em um grande ato de conscientização, acolhimento e combate à violência contra a mulher. Evento acontece no próximo dia 11 de agosto, na Praça da Fonte.

    A violência contra a mulher continua sendo uma das maiores violações de direitos humanos no Brasil. Todos os dias, milhares de mulheres sofrem agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais. Muitas permanecem em silêncio por medo, dependência financeira ou emocional, enquanto outras sequer conseguem sobreviver para contar suas histórias.

    Diante dessa realidade, Três Pontas promoverá, no próximo 11 de agosto, um dos maiores movimentos de conscientização já realizados no município: o Grito de Mulher pela Vida – Você Não Está Sozinha.

    O evento será realizado das 10h às 17h, na Praça da Fonte, reunindo representantes do Poder Público, instituições, profissionais de diversas áreas, lideranças comunitárias e a população em geral em um grande ato em defesa da vida, da dignidade e do respeito às mulheres.

    A iniciativa é coordenada pela advogada Dra. Eliana Braga e tem como objetivo fortalecer a rede de proteção, incentivar as denúncias e mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha.

    Dra. Eliana Braga

    Uma realidade que assusta

    Os números mostram que o problema está longe de ser isolado.

    Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra uma mulher vítima de feminicídio, em média, a cada seis horas. Além disso, milhares de casos de violência doméstica são registrados todos os anos, embora especialistas alertem que existe uma enorme subnotificação, já que muitas vítimas nunca procuram ajuda.

    Dados nacionais também apontam que a maioria das agressões acontece dentro da própria casa, e, na maior parte dos casos, o agressor é o companheiro, ex-companheiro ou alguém próximo da vítima.

    Essas estatísticas reforçam a importância de ações permanentes de conscientização e fortalecimento da rede de apoio.

    Programação voltada à conscientização

    Durante todo o dia, a população poderá participar de uma programação diversificada, incluindo:

    Abertura oficial;

    Apresentações culturais;

    Ato simbólico “Grito de Mulher pela Vida”;

    Instalação dos sapatos vermelhos e das rosas, símbolos internacionais de memória e resistência;

    Inauguração simbólica do Banco Vermelho, monumento que lembra as vítimas de feminicídio;

    Sarau pela Vida;

    Espaços permanentes de orientação, acolhimento e escuta.

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    Símbolos que falam mais alto que palavras

    Cada elemento do evento carrega um significado especial.

    👠 Sapato Vermelho – representa todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pelo feminicídio.

    🌹 Rosa Vermelha – simboliza amor, respeito e a lembrança de cada mulher que merece viver livre da violência.

    🪑 Banco Vermelho – um símbolo internacional da luta contra o feminicídio, que convida toda a sociedade à reflexão e ao compromisso permanente com a proteção da vida.

    Serviços gratuitos durante todo o evento

    Além das atividades culturais e educativas, diversos serviços estarão disponíveis gratuitamente:

    Atendimento jurídico;

    Atendimento psicológico;

    Orientação e acolhimento às mulheres;

    Informações sobre a rede de proteção;

    Encaminhamento para os serviços especializados;

    Espaço de escuta e acolhimento.

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    Se precisar de ajuda, denuncie!

    A organização reforça que denunciar pode salvar vidas.

    A rede de proteção conta com importantes canais de atendimento:

    Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24 horas);

    Ligue 190 – Polícia Militar;

    Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas – (35) 3266-1190;

    DEAM Regional (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) – (35) 3228-3131;

    Casa de Acolhimento para mulheres em situação de violência.

    Um convite para toda a sociedade

    O Grito de Mulher pela Vida não é um evento apenas para mulheres.

    É um chamado para homens, jovens, famílias, escolas, empresas, igrejas, autoridades e toda a comunidade compreenderem que o enfrentamento da violência depende do envolvimento de todos.

    Cada denúncia feita, cada informação compartilhada e cada gesto de acolhimento podem representar uma nova oportunidade para quem vive o medo dentro da própria casa.

    O silêncio protege o agressor. A informação protege a vítima.

    No próximo 11 de agosto, Três Pontas terá a oportunidade de transformar conscientização em ação e solidariedade em esperança.

    Porque nenhuma mulher deve viver com medo.

    Porque nenhuma violência pode ser normalizada.

    E porque, quando a sociedade se une, vidas podem ser salvas.

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    Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.

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  • CASO DAVI TOTTI: JULGAMENTO ENTRA NO 2º DIA EM VARGINHA E AINDA NÃO TEM PREVISÃO DE TÉRMINO

    CASO DAVI TOTTI: JULGAMENTO ENTRA NO 2º DIA EM VARGINHA E AINDA NÃO TEM PREVISÃO DE TÉRMINO

    🚨⚖️  O julgamento do caso que chocou Varginha e toda a região do Sul de Minas entrou nesta quinta-feira (30) em seu segundo dia, sem previsão de encerramento. A sessão, que mobiliza grande atenção pública, pode se estender até a próxima segunda-feira, devido ao feriado desta sexta (1º) e ao fim de semana.

    O réu, Leonardo José Cardoso Azevedo Capitâneo, responde pelas acusações relacionadas à morte do pequeno Davi Miranda Totti, de apenas 3 anos, ocorrida em 2025. O julgamento acontece no Fórum de Varginha, sob responsabilidade da 2ª Vara Criminal e da Infância e da Juventude.

    Neste momento, o júri está na fase de debates entre o Ministério Público e a defesa do acusado — etapa considerada uma das mais decisivas do julgamento, onde acusação e defesa apresentam suas argumentações finais aos jurados.

    LONGAS HORAS DE DEPOIMENTOS E EXPECTATIVA

    Desde o início do julgamento, diversas testemunhas já foram ouvidas, incluindo profissionais de saúde, investigadores e pessoas próximas à vítima e ao acusado. Os depoimentos trouxeram detalhes importantes sobre os dias que antecederam a morte de Davi, reforçando a complexidade e a comoção em torno do caso.

    A expectativa é alta, mas até o momento não é possível afirmar se o julgamento será concluído ainda hoje. A duração dos debates e possíveis réplicas e tréplicas podem prolongar a sessão, empurrando o desfecho para os próximos dias.

    ACUSAÇÃO E DEFESA EM CONFRONTO

    O Ministério Público sustenta a acusação de homicídio qualificado e tortura, destacando a gravidade das lesões sofridas pela criança e os indícios apresentados ao longo da investigação conduzida pela Polícia Civil.

    Já a defesa busca contestar os elementos da acusação, tentando desconstruir a narrativa apresentada pelo MP e levantando questionamentos sobre as circunstâncias do caso. O acusado nega qualquer participação ou responsabilidade na morte de Davi.

    A decisão final caberá ao Conselho de Sentença, formado por jurados, que irão avaliar todas as provas, testemunhos e argumentos apresentados.

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    COMOÇÃO E COBRANÇA POR JUSTIÇA

    O caso Davi Totti gerou profunda comoção em Varginha e em todo o Sul de Minas. Desde 2025, a morte da criança levanta debates sobre violência doméstica contra menores, responsabilidade familiar e a necessidade de fortalecimento das redes de proteção.

    Durante o julgamento, a movimentação no Fórum segue intensa, com presença de imprensa, autoridades e acompanhamento constante da sociedade.

    O portal Conexão Três Pontas realiza cobertura completa e em tempo real, trazendo todos os desdobramentos diretamente do local.

    O ‘suspeito’ Leonardo Azevedo Capitâneo, diante da ju[iza do caso, no Fórumd e Varginha.

    VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS: UM ALERTA CONSTANTE

    Casos como o de Davi escancaram uma realidade preocupante no Brasil. Dados recentes apontam que milhares de crianças são vítimas de violência doméstica todos os anos, muitas vezes dentro do próprio ambiente familiar — onde deveriam estar protegidas.

    Especialistas reforçam a importância da denúncia, do acompanhamento de sinais de abuso e do fortalecimento de políticas públicas voltadas à proteção da infância.

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    Conexão Três Pontas acompanha o caso de perto e trará o desfecho em tempo real!

    DESFECHO AINDA INCERTO

    Com o julgamento em andamento e sem previsão de término, a cidade de Varginha segue em expectativa por uma resposta da Justiça. A decisão dos jurados será determinante não apenas para o caso, mas também como símbolo de resposta à sociedade diante de um crime que abalou profundamente a região.

    🖤 Que a memória de Davi Miranda Totti nunca seja esquecida — e que sua história sirva como um grito permanente por justiça e proteção a todas as crianças vítimas da violência dentro de seus próprios lares.

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  • Abusador é condenado a 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por múltiplos estupros de enteada

    Abusador é condenado a 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado por múltiplos estupros de enteada

    Criança começou a ser abusada quando tinha apenas 10 anos de idade. Foram 6 anos de tortura!

    A condenação de um homem de 40 anos por estupro de vulnerável em Três Pontas, no Sul de Minas, escancara mais um caso brutal de violência silenciosa dentro do ambiente familiar — justamente onde deveria existir proteção. A sentença, considerada dura e exemplar, fixou pena de 58 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. O crime foi cometido contra a própria enteada e, segundo a investigação, se arrastou por cerca de seis anos, começando quando a vítima tinha apenas 10 anos de idade.

    De acordo com os autos, os abusos eram recorrentes e só foram interrompidos quando a adolescente, já com 16 anos, conseguiu sair do convívio com o agressor ao se mudar para a casa de uma tia. Foi nesse momento que, longe do ambiente de medo e pressão, encontrou forças para denunciar. A partir daí, a Polícia Civil de Três Pontas iniciou um trabalho investigativo que resultou na prisão do suspeito em agosto de 2025. Ele foi localizado enquanto trabalhava em uma lavoura de café na zona rural de Campos Gerais, próximo à divisa com o município.

    O caso chama ainda mais atenção pela dinâmica familiar. O condenado mantinha um relacionamento com a mãe da vítima há cerca de seis anos. Em depoimento, ela afirmou que a convivência sempre aparentou ser respeitosa e que nunca percebeu sinais de comportamento suspeito. O casal tem duas filhas em comum, o que amplia a gravidade do cenário e levanta um alerta ainda mais urgente sobre o risco invisível dentro de muitos lares.

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    Na decisão assinada no último dia 16, o magistrado foi categórico ao reconhecer a gravidade e a continuidade dos crimes. Segundo ele, a autoria e a materialidade foram amplamente comprovadas ao longo do processo. Em trecho da sentença, destacou:

    “Os crimes foram reiterados e se estenderam ao longo dos anos. A vítima permanece profundamente abalada emocionalmente e teme a liberdade do sentenciado. Além disso, há outras crianças no núcleo familiar que podem estar em situação de risco.”

    Diante disso, a Justiça negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, mantendo a prisão como medida necessária para garantir a ordem pública e a proteção da vítima.

    Casos como esse não são isolados — e os números nacionais confirmam uma realidade alarmante.

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    Dados recentes do Anuário Brasileiro de Segurança Pública indicam que, no Brasil, a cada hora, ao menos quatro crianças ou adolescentes são vítimas de violência sexual.

    Em grande parte dos casos, o agressor está dentro de casa ou faz parte do círculo de confiança da vítima. Ainda segundo os levantamentos, mais de 70% dos crimes desse tipo ocorrem no ambiente familiar, o que dificulta denúncias e prolonga o sofrimento por anos, como ocorreu em Três Pontas.

    A condenação representa uma resposta firme do Judiciário, mas também levanta questionamentos inevitáveis: quantas vítimas ainda estão em silêncio? Quantos crimes continuam acontecendo sem denúncia? E quantos sinais ainda estão sendo ignorados dentro das próprias famílias?

    A sociedade precisa encarar essa realidade de frente. Porque, por trás de cada estatística, existe uma história interrompida, uma infância roubada e uma dor que não prescreve.

    Denunciar não é apenas um ato de coragem — é um passo essencial para interromper ciclos de violência que, muitas vezes, acontecem bem diante dos nossos olhos.

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  • Justiça solta investigados da Operação Trem Fantasma e decisão reacende debate sobre condução do caso

    Justiça solta investigados da Operação Trem Fantasma e decisão reacende debate sobre condução do caso

    PRISÕES FORAM BASEADAS EM SUPOSTA TENTATIVA DE ATRASAR O PROCESSO; DEFESA CONTESTA VERSÃO E FALA EM EXPOSIÇÃO INDEVIDA.

    A soltura de dois investigados da Operação “Trem Fantasma”, em Três Pontas (MG), poucos dias após a prisão preventiva, reacendeu discussões sobre os limites entre estratégia de defesa, garantia de direitos e a necessidade de assegurar o andamento da Justiça.

    Os dois homens — um ex-secretário municipal de Transportes e Obras, de 69 anos, e um ex-servidor da mesma pasta, de 61 — deixaram o Presídio de Três Pontas na tarde de quinta-feira (26), após decisão judicial que revogou as prisões decretadas no início da semana.

    O que levou às prisões

    As prisões ocorreram na segunda-feira (23), em ação da Polícia Civil a pedido do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio do Gaeco.

    Segundo o Ministério Público, os investigados teriam deixado de apresentar as alegações finais do processo por cerca de um ano, mesmo após sucessivas intimações. A conduta foi interpretada como uma tentativa deliberada de provocar a prescrição dos crimes — quando o Estado perde o direito de punir.

    Com base nisso, a Justiça entendeu que havia risco ao andamento do processo e decretou a prisão preventiva como forma de garantir a aplicação da lei.

    A versão da defesa: “Não houve manobra!”

    A defesa contesta diretamente essa interpretação.

    Em manifestação pública, o advogado Dr. Francisco Braga afirmou que os investigados foram expostos de forma injusta e criticaram a repercussão do caso desde as prisões:

    “A defesa e os envolvidos do caso foram massacrados pela opinião pública desde segunda-feira. Busca-se somente que direitos e princípios constitucionais básicos sejam respeitados.”

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    O advogado também rejeitou a ideia de que tenha havido tentativa de manipular o processo:

    “Não usamos de artimanha, mas, sim, de coragem para enfrentar o sistema.”

    Segundo a defesa, havia a expectativa de inclusão de novos documentos antes da apresentação das alegações finais. Com a prisão, a estratégia foi alterada e a manifestação foi protocolada mesmo sem esses elementos.

    Para o advogado, a revogação da prisão reforça que a medida era desnecessária.

    Por que a Justiça decidiu soltar?

    Após a apresentação das alegações finais, a Justiça entendeu que o motivo que justificava a prisão — o risco de paralisação do processo — deixou de existir.

    Com isso, a prisão preventiva foi revogada e os investigados foram colocados em liberdade.

    A decisão indica que, ao menos neste momento, o Judiciário considerou suficiente a regularização da fase processual.

    Bastidores: estratégia ou irregularidade?

    O caso expõe uma linha sensível no processo penal:

    👉 até que ponto o comportamento da defesa pode ser interpretado como estratégia legítima ou como tentativa de obstrução?

    De acordo com o delegado da Polícia Civil de Três Pontas, Guilherme Banterli, a avaliação inicial foi de que os investigados estariam adotando medidas para atrasar o andamento do processo.

    Já a defesa sustenta que atuou dentro dos limites legais e que buscava garantir o pleno exercício do direito de defesa.

    A divergência revela um ponto central do caso:

    a disputa de interpretações sobre o mesmo comportamento processual.

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    Um processo perto do fim — e ainda sob tensão

    Segundo a Polícia Civil, o processo já se encontra em fase final e caminha para sentença.

    Apesar disso, o caso segue cercado de novos desdobramentos.

    Uma nova denúncia está em andamento, envolvendo nove investigados e outros 24 crimes, distintos da fase inicial, que já havia indiciado sete pessoas.

    Isso indica que o alcance da investigação pode ser mais amplo do que o inicialmente apresentado.

    Relembre o caso

    A Operação “Trem Fantasma” teve início em 2018 e apura um suposto esquema envolvendo servidores públicos e empresários.

    As investigações apontam para crimes como organização criminosa, peculato, fraudes em licitações e irregularidades na execução de contratos.

    Na época, os investigados chegaram a ser presos, mas passaram posteriormente a responder em liberdade.

    O que está em jogo

    Com a soltura dos investigados, o caso volta ao centro de um debate recorrente no sistema de Justiça:

    • Prisões preventivas estão sendo usadas de forma adequada?
    • Há risco real de obstrução ou interpretação excessiva?
    • Até onde vai o direito de defesa em processos complexos?

    Enquanto essas questões permanecem em aberto, o processo segue seu curso.

    E a expectativa agora se volta para o próximo passo:

    👉 a sentença!

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  • EDITORIAL: “Do Crime à Fortuna – A ‘Princesinha’ Venceu no Poder da Marretada”

    EDITORIAL: “Do Crime à Fortuna – A ‘Princesinha’ Venceu no Poder da Marretada”

    QUEM DESTRUIU UMA FAMÍLIA NÃO DEVERIA SE BENEFICIAR DELA!

    Há decisões judiciais que, embora tecnicamente amparadas em artigos e códigos, ferem de morte o senso mais elementar de justiça. A de hoje é uma delas. A Justiça de São Paulo acaba de nomear Suzane von Richthofen – condenada por mandar assassinar os próprios pais – como inventariante do espólio de seu tio, um patrimônio avaliado em R$ 5 milhões. Em linguagem direta e sem rodeios: a assassina passa a administrar a fortuna da família que ajudou a destruir.

    Como jornalista, como cidadão, como defensor da lei e, sobretudo, como pai de família, é impossível não sentir indignação profunda diante desse quadro. Que mensagem se transmite a uma sociedade já cansada de tanta impunidade? Que, no Brasil, infelizmente, o crime compensa.

    A magistrada que proferiu a decisão argumenta que o histórico criminal da herdeira não interfere no direito sucessório. Juridicamente pode até ser assim. Moralmente, porém, é um tapa na cara de todos que acreditam que a Justiça deveria estar ao lado das vítimas e não de quem as eliminou de forma brutal.

    O caso beira o escárnio. O mesmo tio que, em vida, tentou impedir judicialmente que Suzane se beneficiasse da herança dos pais, agora tem seus bens colocados sob a administração daquela que foi responsável por uma das páginas mais macabras da crônica policial brasileira. A PRINCESINHA VENCEU NO PODER DA MARRETADA! DANE-SE QUE ERAM SEUS PAIS…

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    E que ninguém venha dizer que se trata apenas de uma função burocrática. Ser inventariante é ter controle, acesso, poder de decisão sobre imóveis, carros e investimentos. É estar no comando do patrimônio. E tudo isso concedido a alguém que já demonstrou do que é capaz quando interesses financeiros entram em jogo.

    Para piorar, pairam suspeitas sobre a morte do médico Miguel Abdalla Netto e já existe boletim de ocorrência acusando a nova inventariante de retirar bens da residência sem autorização. O cenário é, no mínimo, perturbador. Ainda assim, o sistema fecha os olhos e segue adiante como se nada tivesse acontecido.

    Enquanto isso, em Brasília, um Projeto de Lei tenta corrigir essa distorção absurda, propondo que condenados por crimes contra parentes sejam impedidos de herdar bens da família. É a prova de que até o Legislativo reconhece a aberração que a legislação atual permite. Mas a mudança não chega a tempo para este caso. E mais uma vez a sociedade assiste, impotente, a um espetáculo de injustiça travestido de legalidade.

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    A sensação que fica é amarga: a Justiça no Brasil parece proteger os bandidos enquanto eles riem e sambam em ritmo de carnaval na nossa cara. O cidadão de bem trabalha, paga impostos, cumpre regras e, ao final, vê assassinos premiados com heranças e privilégios.

    Não se trata de vingança, mas de decência. Não se pede condenação perpétua ou linchamento moral eterno. Pede-se apenas coerência: quem destruiu uma família não deveria se beneficiar dela. É um princípio básico que qualquer criança entende, mas que nosso sistema jurídico insiste em ignorar.

    Hoje, mais uma vez, venceu a frieza da letra da lei sobre o espírito da justiça. E quando isso acontece, perde toda a sociedade brasileira. Porque, decisões como essa, alimentam a perigosa certeza de que, por aqui, o crime – lamentavelmente – continua compensando.

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  • HOMEM É CONDENADO HÁ 30 ANOS DE PRISÃO POR ASSASSINATO DE NAMORADA ADOLESCENTE GRÁVIDA EM TRÊS PONTAS

    HOMEM É CONDENADO HÁ 30 ANOS DE PRISÃO POR ASSASSINATO DE NAMORADA ADOLESCENTE GRÁVIDA EM TRÊS PONTAS

    Condenado! O júri popular de Adenilson Vitor Cougo, de 35 anos, acusado de matar a namorada de 16 anos, que estava grávida, em 2010, em Três Pontas, aconteceu nesta quinta-feira (28). Foi iniciado por volta das 08h30 e perdurou até o início da noite, quando o veredito confirmou a condenação por homicídio triplamente qualificado.

    O julgamento de Adenilson havia sido adiado quatro vezes. Familiares e amigos da vítima já estamos revoltados e descrentes com a Justiça, principalmente com rumores de que o crime poderia ser prescrito e a justiça dos homens não ser feita. O último adiamento ocorreu no dia 7 de agosto, quando a defesa desistiu do caso, alegando não ter tido tempo suficiente para analisar os autos, uma clara manobra jurídica da defesa. Após, finalmente, o caso ser julgado no tribunal do Juri, do Fórum Dr. carvalho de Mendonça, que contou com as análises de sete jurados, o homem foi condenado.

    Segundo a polícia, o homem se entregou após o crime e teria confessado o assassinato. Ele teria matado Taís Alves Carolina após descobrir que o filho que ela esperava não era dele. O caso se arrastou desde 2010.

    À época, o corpo da adolescente foi encontrado à beira de um ribeirão. O réu ainda relatou ter contado com a ajuda do irmão e de outra menor para cometer o crime.

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    FUGA CINEMATOGRÁFICA

    Poucos dias antes do último julgamento, Adenilson tentou fugir ao ser abordado na porta da casa de familiares, entrando em uma caminhonete estacionada em frente à residência. Ao ser abordado por policiais civis com armas em punho, o acusado deu ré na caminhonete, atingiu uma viatura da polícia descaracterizada e fugiu em alta velocidade. Houve perseguição policial e tiros nos pneus do veículo até que ele fosse detido, após causar um caos no centro da cidade e colocar em risco a vida de muitas pessoas.

    Após ficar seis meses preso em 2010, o indivíduo foi solto e esperou o julgamento em liberdade, mas foi preso no dia 5 de agosto. De acordo com a Polícia Civil, ele estaria atrapalhando as investigações e ameaçando testemunhas.

    Além do cumprimento do mandado de prisão preventiva, os policiais deram voz de prisão em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio contra os policiais, resistência à prisão, desobediência de ordem legal, crime de direção perigosa no trânsito e dano qualificado.

    Segundo o advogado de defesa, o réu nega o crime e aponta que os verdadeiros autores do crime seriam as duas pessoas que eram, na época, menores de idade.

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    OPINIÃO

    Muitos machões, canalhas, covardes, cometem feminicíidio por conta da maior força física em comparação com uma mulher. Se acham donos de suas vidas, no direito de coibir, abusar, intimidar, bater, violentar e até matar. Aí, quando caem na cadeia, sabendo o que acontece nesses tipos de crime, viram ‘coitadinhos’, falam baixinho, fininho. Viram quase que figuras angelicais. Aquela macheza toda sucumbe diante das regras internas, da cartilha dos próprios presos.

    Leões viram gatinhos! E quanto as astutas artimanhas da defesa do algoz, não precisa ser nenhum entendido do Direito, pra ver que apontar a autoria para menores é algo trivial, comum, praxe no direito penal, já que menor de idade do Brasil é apenas ‘criança incapaz de responder pelos próprios atos’, ‘vítimas coitadinhas da sociedade’! Esse tipo de argumento não cola, é tipo ‘conversinha pra boi dormir”…

    Aquele que se acha tão macho pra praticar um crime hediondo, tirar a vida de alguém, principalmente uma adolescente grávida, deveria continuar sendo macho pra assumir a culpa, não mudar o ferocidade da voz, não pagar de bonzinho diante de um ato brutal, canalha, covarde e que, nem a pena máxima, nem a prisão perpétua,  traria a vítima de volta.

    Um mais um continua sendo dois. Querem enganar quem?

    Meus sentimentos e meu abraço aos familiares da vítima!

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  • COMENTANDO: ROUBAR VELHINHOS PODE; FAZER PIADA NÃO!

    COMENTANDO: ROUBAR VELHINHOS PODE; FAZER PIADA NÃO!

    Sobre a nova tendência brasileira de comparar ou de punir igualmente um assassino e quem passa batom numa estátua, um humorista com um sequestrador ou traficante, percebemos que a nossa ‘IN justicinha’ caminha a passos largos para algo mais ditatorial, nocivo e letal que os piores regimes criminosos do globo. Eu disse do globo (da terra), não da Globo, emissora…

    Não faz o meu perfil, não acho a menor graça e muitas vezes acho bastante apelativas as piadas do humorista Léo Lins. Não iria num show dele nem de graça.

    Mas, condená-lo há anos de cadeia por satirizar, por interpretar, via personagem sobre um palco, alguém que brinca com as minorias e outros, é o fim do mundo.

    Se Jô Soares, Chico Anysio, Costinha e a grande maioria dos humoristas e comediantes das últimas décadas, incluindo Os Trapalhões, fizessem hoje as piadas de outrora, para a tal justicinha, lotariam Bangu 1.

    Esperar o quê de uma nação onde os jovens estão deixando de ir aos cultos religiosos ou à escola para ir à porta de um presídio celebrar a soltura de um vulgo artista que faz apologia aos verdadeiros crimes?

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    Esperar o quê de uma nação que bota no trono um trombadinha de idoso?

    Esperar o quê de um regime que prega o amor mais difunde o ódio?

    Bem-vindo à censura!
    Bem-vindo à câmara de gás!
    Bem-vindo ao extermínio da lei, da moral, da decência e da liberdade de expressão…

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    Fazer piada é mais grave do que os mais horrendo os tipos de violência que se avizinha diariamente.

    A justiça perdeu a ‘Poze’. A ditadura passou o ‘Rodo’, o povo endossa o ‘Mussolini da Toga’. E o ‘Rei Vermelho’ celebra com pinga…

    Se cuida, Robson Sebastian… Cuidado com suas piadas, elas podem matar… Matar alguém de raiva…

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  • OAB Três Pontas participa da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, o maior evento jurídico presencial do mundo!

    OAB Três Pontas participa da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, o maior evento jurídico presencial do mundo!

    Depois de 33 anos, a OAB Mineira voltou a sediar o maior evento jurídico do mundo. Foi em Belo Horizonte, na ExpoMinas, de 27/11 a 29/11, a “24ª Conferência Nacional da Advocacia – Constituição, Democracia e Liberdades”, o maior evento jurídico do mundo, devidamente certificado pelo Guinness World Records, o livro dos recordes. E Três Pontas esteve presente através da OAB local.

    O evento contou com mais de 400 palestrantes (dentre advogados de renome internacional, ministros do STF, STJ, TST, Ministros de Estado, etc), diversos painéis temáticos, para um público confirmado de mais de 21 mil pessoas, que puderam desfrutar de uma grande imersão de conhecimento e muito networking.

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    A OAB Três Pontas, representando toda advocacia trespontana e vargense, esteve presente em todos os dias do evento, representada pelo Presidente Marcell Voltani Duarte, pelo Delegado da CAA, Tancredo Botrel, pelo Delegado de Prerrogativas, Paulo Teixeira, pelo Presidente da Comissão OAB Jovem, Diego Mendonça, e juntos do Procurador Geral do Município de Três Pontas, Yves Duarte Tavares, levando a grandeza e importância da nossa Subseção ao maior evento jurídico do mundo.

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    A atual diretoria da OAB Três Pontas vem se destacando pelo grande e reconhecido trabalho que vem realizando, por uma gestão de plena valorização dos profissionais por ela assistidos, valorização da mulher e do jovem, além de usar a importante ferramenta da informação (reportando todas as ações e mantendo uma próxima relação com os órgãos de imprensa) como poucas vezes se viu.

    O crescimento da OAB Três Pontas é público e notório. Parabéns!

    Com Informações da OAB Três Pontas

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  • Reunião organizada pelo Ministério Público com autoridades indica medidas a serem adotadas em relação a caso de agressões em CMEI em Três Pontas

    Reunião organizada pelo Ministério Público com autoridades indica medidas a serem adotadas em relação a caso de agressões em CMEI em Três Pontas

    CASO DE MAUS TRATOS NA CRECHE PEDACINHO DE CÉU GANHOU REPERCUSSÃO NAS REDES SOCIAIS E GEROU REVOLTA

    O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), por meio da 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, organizou, nesta sexta-feira, 16 de junho, uma reunião que teve por objetivo a compreensão da situação envolvendo o Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Pedacinho do Céu, dadas as agressões a crianças amplamente divulgadas na mídia local, bem como a construção de medidas destinadas ao tratamento mais adequado da situação.

    A reunião contou com a participação da Procuradoria-Geral do Município de Três Pontas, da Secretaria Municipal de Educação, da Direção Escolar da CMEI Pedacinho do Céu e, também, da Polícia Civil.

    Apurou-se que não há riscos à integridade psicofísica das crianças matriculadas e presentes na CMEI Pedacinho do Céu. Os infelizes fatos ocorreram apenas na sala destinada ao maternal I e a suposta autora das agressões foi afastada do trabalho, pela Prefeitura, na mesma data em que constada a conduta, dia 4 de maio último.

    O Município entendeu ser conveniente, ao menos neste primeiro momento, o afastamento de duas outras educadoras que estavam presentes quando os fatos ocorreram. Apesar de a questão somente ter sido levada ao conhecimento do Conselho Tutelar e dos Direitos da Criança e do Adolescente e da Polícia Civil no dia 6 de junho, não haverá qualquer prejuízo à apuração da responsabilidade criminal ou administrativa decorrente dos fatos.

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    O evento ocorrido na CMEI foi reconhecido, na reunião, como um evento traumatogênico de dimensões coletivas. Admitiu-se que havia formas mais humanizadas para lidar com a situação em relação aos pais, mães e responsáveis legais, os quais têm expressado sentimentos de medo, raiva, tristeza, angústia e desconfiança em relação aos serviços prestados pela CMEI, demandando, legitimamente, maior transparência por parte do Município e, principalmente, a segurança de que atos semelhantes não se repitam. Reconheceu-se a necessidade da escuta da comunidade escolar, diretamente impactada pelos fatos.

    Foi acordado que o Município disponibilizará ambiente próprio para pais, mães e responsáveis pelas crianças matriculadas no maternal I que manifestem interesse em assistir às imagens relacionadas aos fatos, ficando proibido o fornecimento de cópia ou a realização de filmagens, de forma a resguardar os direitos das crianças que aparecem na gravação. O acesso ao vídeo será liberado mediante agendamento por parte da Secretaria de Educação.

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    Em breve serão adotadas medidas para acolhimento da comunidade escolar e anunciadas medidas destinadas a alterar as rotinas da CMEI, com a finalidade de melhorar a escuta de pais, mães e responsáveis legais e os serviços prestados pela unidade de ensino.

    É muito importante que a comunidade trespontana saiba que a Polícia Civil priorizará a investigação criminal em curso e que o Ministério Público manterá a população informada sobre o acompanhamento da situação, zelando para que haja a participação direta da comunidade escolar e a melhoria dos serviços públicos prestados.

    Fonte Assessoria de Comunicação Integrada do MPMG

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  • Boate Kiss: Tragédia completa dez anos sem punições ou previsão de novo júri

    Boate Kiss: Tragédia completa dez anos sem punições ou previsão de novo júri

    Quatro réus foram condenados pela morte das 242 vítimas do incêndio, mas julgamento foi anulado e imbróglio judicial continua, Minissérie volta a destacar a tragédia!

    A tragédia da boate Kiss, que deixou 242 mortos e 636 feridos em um incêndio ocorrido em Santa Maria (RS), completou dez anos na última sexta-feira (27) sem que ninguém esteja respondendo criminalmente e marcada por um julgamento anulado. 

    Apesar de a investigação sobre as responsabilidades ter sido relativamente rápida — quatro envolvidos se tornaram réus ainda em 2013 por homicídio com dolo eventual —, o processo se dividiu em seis e passou pelas fases de recursos até chegar ao tribunal do júri em 2021.

    Em dezembro daquele ano, os dois ex-sócios da boate, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, foram condenados, respectivamente, a mais de 22 anos e 19 anos de prisão. Também foram condenados o vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que tocava naquela noite na boate, Marcelo dos Santos, e o produtor de eventos da banda, Luciano Bonilha, que acendeu o artefato pirotécnico que Marcelo segurava. Ambos pegaram uma pena de 18 anos.

    Segundo a investigação, o artefato fez uma espuma instalada no teto da boate pegar fogo, o que liberou um gás tóxico e asfixiou a maioria das 242 vítimas. O Ministério Público afirmou também que a casa estava superlotada.

    O julgamento, considerado o maior da história do Rio Grande do Sul, foi transmitido pela internet e reproduzido por meios de comunicação. Oito meses depois, porém, o TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul anulou o julgamento, o que causou revolta nas famílias das vítimas, que esperam há anos por um desfecho do caso.

    A Justiça acolheu argumentos das defesas dos réus, que apontaram falhas em diversos aspectos do julgamento, como na realização de uma reunião apenas entre o juiz e os jurados, sem a presença dos representantes dos julgados.

    Antes disso, as famílias já discordavam do fato de representantes do poder público em Santa Maria e de órgãos de fiscalização, como os bombeiros, não terem sido denunciados criminalmente por terem permitido à Kiss funcionar de forma irregular, com a falta de uma saída de emergência adequada, por exemplo. Apenas dois bombeiros responderam a processos administrativos e pegaram penas pequenas.

    O Ministério Público apresentou recursos para tentar reverter a anulação do julgamento que condenou os quatro réus do caso, e eles ainda tramitam no TJ (Tribunal de Justiça) do Rio Grande do Sul. Deverão ainda ser julgados pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal), não havendo data para a resolução do caso, portanto.

    Tatiana Borsa, que defende o vocalista Marcelo, afirma que a defesa espera um novo julgamento. “O direito existe, a Justiça existe, e eu tenho certeza que eles irão para um novo júri e vão ser absolvidos”, diz.

    Em nota divulgada na quinta-feira (26), o Ministério Público disse reiterar a sua convicção na lisura de todo o júri popular, realizado de forma imparcial, sem “intercorrências”. “A sociedade, de forma isenta e soberana, deu a resposta justa e adequada aos graves fatos ocorridos em 27 de janeiro de 2013. Deste modo, tal resposta deve ser respeitada”, afirma o órgão.

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    Vigília

    Apesar do imbróglio, as famílias mantêm a luta por justiça. A Associação de Familiares de Vítimas de Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria, em conjunto com o Coletivo Kiss: Que Não Se Repita e o Eixo Kiss do Coletivo de Psicanálise de Santa Maria, havia programado uma vigília para a noite de quinta e a madrugada desta sexta (27), quando a tragédia completa dez anos.

    Imagens mostram o interior da boate Kiss

    O letreiro da boate, que se destacava e chamava atenção pela beleza e luminosidade até aquele 27 de janeiro de 2013 na Rua dos Andradas, hoje se perde entre o preto triste do luto da fachada e o desgaste de portas, madeiras, contornos e outros materiais.

    Círculo decorativo danificado, com o nome da boate, na parede no hall de entrada. Quatro dos 12 espaços definidos nesta parede estavam vazios, sem qualquer vidro ou espelho. Os oito restantes resistiram.

    Na metade direita da boate, próximo ao bar, pedaços de revestimento e espuma ainda pendem do teto. São de material melhor do que o da espuma colocada no teto do palco, onde começou o incêndio. O espaço foi totalmente destruído pelo fogo vindo do sinalizador manipulado pelo vocalista da banda Gurizada Fandangueira, que fazia o show da noite e hoje está extinta.

    O local onde funcionava o caixa da Kiss, no início da metade esquerda da casa, à frente, virou depósito de parte dos entulhos surgidos no prédio desde que foi fechado. As barras de ferro limitando a mobilidade dão o tom da casa.

    A transformação da grande boca de batom que decorava o fundo da metade direita da boate Kiss mostra como o incêndio atingiu as paredes: o lábio de cima ficou borrado de preto e o de baixo manteve o vermelho mais vivo. À esquerda, muitas das barras de ferro que impunham dificuldade adicional aos jovens na hora da fuga.

    Barras de ferro como as duas da foto, no hall de entrada, impediram pessoas de sair. No desespero e espremido em filas de presentes que pressionavam para sair, quem estava mais próximo da saída não teve como pensar em retirar as cercas de ferro do seu encaixe.

    Sujeira, cascalhos, partes desprendidas e, ao fundo, à direita, o local onde era o bar da boate Kiss. Ao menos duas mesas ainda tinham anotações com o nome das pessoas que as reservaram. Problemas no teto contribuíram para causar inundações do local após o fechamento, pela ação da chuva.

    No desespero, muitos presentes confundiram a luz de uma faixa luminosa de propaganda de uma cerveja, colocada nos banheiros, com uma abertura para o exterior da boate e se aglomeraram nos banheiros da casa, onde foram encontradas muitas vítimas.

    O banheiro masculino da boate Kiss. Grande parte dos mortos foi encontrada nos sanitários masculino e feminino. Quando o fogo, a fumaça e o gás liberado pela espuma começaram a se intensificar. Muitos jovens entraram nos banheiros acreditando que havia abertura para saírem.

    A parte esquerda da boate. Ao fundo ficava o palco e, à direita, a área vip. O repórter fotográfico precisou fazer um pequeno malabarismo para fotografar essa parte pois o acesso a ela está vetado pelo risco de queda de partes do telhado e da estrutura. Quando as visitas são autorizadas, o uso de capacete é obrigatório.

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    MINISSÉRIE ‘TODO DIA A MESMA NOITE

    Após o lançamento da série “Todo Dia a Mesma Noite” na Netflix, cerca de 40 famílias de vítimas cogitam abrir um processo contra o streaming. Entre outras coisas, as famílias pedem que parte do lucro seja revertida ao tratamento dos sobreviventes e à construção de um memorial em Santa Maria (RS).

    A série é inspirada no livro homônimo de Daniela Arbex, que realizou cerca de 100 entrevistas com familiares para a obra. Durante o desenvolvimento da adaptação, o livro foi usado como a principal base. O contato com os envolvidos não aconteceu para, segundo o elenco, “não ser invasivo”.

    Em participação no programa Splash Vê TV, Arbex contou que já havia tido contato com o descontentamento de alguns pais com o projeto.

    “Chegou a mim, não diretamente porque a minha rede é muito afetiva”, declarou, quando perguntada sobre reações negativas. “Sinto um acolhimento imenso de pessoas que acompanham o meu trabalho e que já me conhecem, conhecem a seriedade do meu trabalho em quase 30 anos de jornalismo.” Ela contextualiza que, ainda assim, ficou sabendo de reações contrárias.

    Chegaram informações de familiares que não queriam e estavam descontentes. E, aí, eu tenho respondido isso com uma pergunta: a quem interessa o silenciamento? O silenciamento só beneficia os réus e a impunidade”, desabafa.

    Autora vê reações contrárias como algo natural

    “Eu consigo entender a apreensão, principalmente daquilo que eles ainda não puderam constatar”, ameniza, sobre o receio com a série. Para ela, é compreensível que as reações não sejam unânimes, mas a autora defende a importância do seriado.

    “Eu acho que esquecer é negar a história. E, quando a gente esquece, a gente repete”, afirma.

    Daniela conta que recebeu muitas mensagens de apoio durante o desenvolvimento do projeto. “Houve muito mais mensagens de gratidão das famílias, de agradecimento e acolhimento do que essas reações, que são naturais e fazem parte do processo. Tenho certeza que, se essas pessoas se dispuserem e quiserem assistir, elas vão mudar o seu olhar.”.

    Em entrevista a Splash, a advogada Juliane Muller Korb, que representa as 40 famílias que pensam em mover um processo, afirmou que seus clientes não foram consultados.

    “Os familiares querem justiça, não querem esquecimento. Querem que fale sobre o incêndio, como em outros documentários e produções jornalísticas, mas sem dramatização e sensacionalismo visto nessa série. Foi pesado para eles verem a cena do reconhecimento dos corpos no ginásio logo no trailer. Muitos não conseguiram fazer isso quando a tragédia aconteceu e, depois, nunca mais viram os corpos.”

    A minissérie em 5 capítulos está disponível na Netflix.

    Santa Maria (RS) – Ato ecumênico em homenagem às 242 vítimas do incêndio da Boate Kiss na Praça Saldanha Marinho, pela data de um ano da tragédia (Fernando Frazão/Agência Brasil)

    Pesquisa: R7 / UOL Fotos: GABRIEL HAESBAERT

     

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    Roger Campos

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