Tag: Milton Nascimento

  • A arte de Três Pontas que embelezou Belo Horizonte: Kaká Chazz transforma empena de 1.600 m² em uma monumental homenagem a Milton Nascimento

    A arte de Três Pontas que embelezou Belo Horizonte: Kaká Chazz transforma empena de 1.600 m² em uma monumental homenagem a Milton Nascimento

     

    O que nasceu em Três Pontas agora ganhou uma dimensão gigantesca no coração de Belo Horizonte.

    O artista trespontano Kaká Chazz acaba de concluir um dos maiores murais de arte urbana da capital mineira: uma homenagem monumental a Milton Nascimento, ocupando aproximadamente 1.600 metros quadrados da empena de um edifício na Avenida Álvares Cabral, no Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras. A obra foi iniciada em 8 de setembro e concluída em 25 de setembro de 2026.

    O endereço divulgado pela maioria das reportagens é Avenida Álvares Cabral, 347. Uma reportagem do Estado de Minas chegou a informar o número 374, mas as demais fontes consultadas — incluindo Hoje em Dia, Rádio Itatiaia, BHAZ e N3 News — apontam o nº 347. Por isso, esta reportagem adota o endereço majoritariamente confirmado.

    UMA OBRA QUE É MUITO MAIS DO QUE UM RETRATO

    Kaká Chazz não quis simplesmente pintar o rosto de Milton em uma parede gigantesca.

    O projeto foi concebido como uma travessia pela vida e pela obra de Bituca, colocando em diálogo diferentes momentos da trajetória do cantor e compositor.

    Na parte superior aparece Milton em uma fase mais madura, associado ao figurino utilizado em sua turnê de despedida dos palcos, “A Última Sessão de Música”, de 2022. Em outra parte da composição surge o Milton jovem, o artista que começava a construir uma das trajetórias mais importantes da música brasileira.

    E existe uma escolha particularmente simbólica para Três Pontas: o tradicional chapéu do jovem Milton incorpora a representação da Serra de Três Pontas, imagem desenhada pelo próprio Bituca e utilizada na capa do álbum Geraes, que completa 50 anos em 2026.

    MINAS GERAIS ESTÁ NAS CORES DO MURAL

    A identidade visual da obra também foi pensada para contar uma história.

    A paleta utiliza tons inspirados no pôr do sol mineiro. Os arabescos dourados fazem referência ao ouro e à tradição do barroco mineiro, especialmente à estética associada às obras de Aleijadinho.

    Também aparecem sementes, elemento recorrente no trabalho de Kaká Chazz. Segundo o artista, elas fazem referência ao nome “Semente da Terra”, atribuído a Milton pelo povo indígena Guarani-Kaiowá.

    Há ainda palavras e referências relacionadas a Minas, à música de Milton e à sua trajetória. A própria Três Pontas está incorporada à narrativa visual.

    Não por acaso.

    E A HISTÓRIA COMEÇA JUSTAMENTE EM TRÊS PONTAS

    Existe uma coincidência bonita demais para ser ignorada.

    Kaká Chazz nasceu em Três Pontas.

    E foi em Três Pontas que Milton Nascimento cresceu e construiu parte fundamental de sua identidade. Nascido no Rio de Janeiro, Milton chegou ainda criança à cidade do Sul de Minas e ali viveu parte decisiva de sua formação.

    Kaká cresceu ouvindo Milton.

    As músicas de Bituca faziam parte das celebrações escolares e das formaturas. Mais tarde, já adulto, o artista passou a mergulhar ainda mais profundamente na obra do compositor e a perceber como muitos dos elementos presentes em sua própria linguagem artística também estavam na música de Milton: Minas, o interior, a cultura popular, a fé, o sertão, as pessoas e as histórias muitas vezes invisibilizadas.

    Para Kaká, pintar Milton não era apenas retratar um ídolo.

    Era enfrentar a responsabilidade de representar alguém que, de certa forma, também fazia parte da paisagem afetiva de sua própria infância.

    “Pintar o Milton não é simplesmente pintar um grande artista que admiro”, afirmou Kaká, ressaltando a trajetória de lutas do cantor e sua dedicação à arte e ao povo.

    Em outra declaração, o artista resumiu a importância que a obra de Bituca adquiriu em sua formação: “Para mim, a obra dele é como uma faculdade.”

    UM PROJETO QUE NASCEU HÁ CERCA DE QUATRO ANOS

    A monumental homenagem não surgiu de uma ideia de última hora.

    Segundo Kaká Chazz, o projeto começou a ser pensado há aproximadamente quatro anos, a partir de sua admiração pela trajetória de Milton.

    O artista apresentou a proposta a Roger Dee, produtor e articulador ligado à cultura hip hop. Foi Dee quem ajudou a viabilizar o acesso ao prédio e levou o projeto à equipe da Fábrica de Graffiti. A partir daí, a homenagem passou a integrar a 20ª edição do projeto.

    A intervenção foi realizada com patrocínio da Fundação ArcelorMittal, dentro de uma iniciativa que utiliza a arte urbana para transformar grandes superfícies e aproximar a população da cultura.

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    POR QUE AQUELE PRÉDIO?

    A escolha da empena tem uma razão prática e artística.

    Uma lateral de aproximadamente 1.600 m², localizada em uma região central e de grande circulação, permite que a obra seja vista de diferentes pontos da cidade.

    A proposta da Fábrica de Graffiti é justamente transformar espaços urbanos de grande escala em áreas de fruição artística.

    O projeto atua desde 2019 e, segundo informações divulgadas pela iniciativa, já ultrapassou 50 quilômetros de superfícies grafitadas, contratou cerca de 300 artistas e contribuiu para a formação de aproximadamente 800 novos artistas.

    Em Belo Horizonte, a 20ª edição encontrou em Milton Nascimento um personagem que reúne arte, Minas Gerais, música popular brasileira e identidade cultural.

    A FAMÍLIA DE MILTON APROVOU A HOMENAGEM

    E existe um detalhe especialmente importante nessa história: a família de Milton Nascimento acompanhou e aprovou o projeto.

    O filho do cantor, Augusto Nascimento, esteve no local durante a execução e falou publicamente sobre a emoção de ver o rosto do pai ocupando uma enorme parede no centro de Belo Horizonte.

    Augusto também destacou a relação entre Kaká, Milton e Três Pontas, lembrando que o artista trespontano já havia feito uma homenagem ao cantor na cidade do Sul de Minas.

    E essa primeira homenagem tem um significado especial.

    ANTES DE BH, VEIO TRÊS PONTAS

    Em 2025, Kaká Chazz realizou em Três Pontas um mural de aproximadamente 72 m² dedicado a Milton Nascimento.

    A obra colocou lado a lado diferentes momentos da vida do cantor e chegou ao conhecimento do próprio Bituca por intermédio de seu filho.

    A reação de Milton foi registrada publicamente.

    Ao compartilhar imagens da homenagem, escreveu:

    “Que alegria! Receber uma homenagem dessas me enche o coração. Só tenho a agradecer por tanto carinho.”

    Segundo Augusto Nascimento, o pai aprovou e adorou a homenagem feita em Três Pontas.

    E foi justamente essa relação anterior que ajudou a criar uma conexão ainda maior entre o artista trespontano e a família de Milton.

    “BH, QUE JÁ ERA LINDA, AGORA FICOU MARAVILHOSA”

    Ao acompanhar a nova obra, Augusto Nascimento não escondeu a emoção.

    Em declaração divulgada pelo Hoje em Dia, ele chamou Kaká de “um artista genial de Três Pontas” e destacou que foi justamente na cidade do Sul de Minas que seu pai cresceu e se tornou profundamente ligado à identidade mineira.

    Em outra declaração, Augusto afirmou que ver o rosto do pai tomando as ruas de Belo Horizonte provoca uma emoção particular e destacou a importância de Milton, Lô Borges e do Clube da Esquina para a identidade cultural de Minas Gerais.

    A família também já possui uma relação próxima com a arte urbana: os cenários das duas últimas turnês de Milton foram produzidos pelos OSGEMEOS.

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    KAKÁ CHAZZ: O ARTISTA QUE LEVOU TRÊS PONTAS PARA O MURO DE BH

    Mais do que descobrir quem pintou o mural, é importante entender quem é o artista por trás dele.

    Kaká Chazz é muralista e grafiteiro mineiro, natural de Três Pontas. Sua produção está fortemente ligada à cultura mineira, à arte urbana e às referências do território onde cresceu.

    Sua trajetória dialoga com elementos como cultura popular, paisagem, memória e identidade.

    E talvez seja exatamente isso que torne essa homenagem tão simbólica.

    Kaká não veio de um grande centro para pintar Milton.

    Ele veio de Três Pontas.

    A mesma cidade que ajudou a formar Milton Nascimento.

    Agora, um artista que nasceu nessa mesma cidade leva a imagem de Bituca para uma empena de 1.600 metros quadrados no coração da capital mineira.

    É uma espécie de encontro entre duas gerações de artistas atravessadas pelo mesmo território.

    DE TRÊS PONTAS PARA O MUNDO

    Há uma dimensão que ultrapassa o tamanho da parede.

    Milton Nascimento passou boa parte da vida mostrando ao Brasil e ao mundo que o interior também poderia produzir arte universal.

    Agora, um artista nascido na mesma cidade transforma essa história em imagem.

    De um lado, Milton levou Três Pontas para o mundo através da música.

    Do outro, Kaká Chazz leva Três Pontas para Belo Horizonte através da arte urbana.

    E talvez seja essa a imagem mais bonita dessa história:

    um trespontano pintando outro grande símbolo de Três Pontas para que uma capital inteira possa olhar para cima e lembrar de onde veio parte da alma mineira.

    FICHA DA OBRA

    Homenageado: Milton Nascimento
    Artista: Kaká Chazz
    Dimensão: aproximadamente 1.600 m²
    Local: Avenida Álvares Cabral, 347 — Centro de Belo Horizonte, próximo à Rua Timbiras
    Execução: 8 a 25 de setembro de 2026
    Projeto: 20ª edição da Fábrica de Graffiti
    Direção artística: Roger Dee
    Artistas assistentes: Bark e Asher
    Patrocínio: Fundação ArcelorMittal
    Idealização/produção executiva: Fábrica de Graffiti / Paula Mesquita Lage

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  • UFLA aprova título de Doutor Honoris Causa para o ‘trespontano’ Milton Nascimento

    UFLA aprova título de Doutor Honoris Causa para o ‘trespontano’ Milton Nascimento

    O Conselho Universitário da Universidade Federal de Lavras (CUNI) aprovou, por aclamação, a concessão de três títulos de Doutor Honoris Causa a personalidades de destaque no cenário nacional, dentre eles o mais trespontano dos cariocas: Milton Nascimento.

    Serão homenageados Milton Nascimento, David Feffer e Nélson Roberto Araújo, em reconhecimento às contribuições expressivas que cada um deles prestou ao País e que dialogam diretamente com a missão institucional da UFLA.

    A entrega dos títulos ocorrerá em sessão solene do Conselho Universitário, em data a ser oficialmente anunciada.

     

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    Milton Nascimento – referência da música brasileira e da cultura mineira

    A UFLA outorga ao cantor e compositor Milton Nascimento o título de Doutor Honoris Causa, em reconhecimento à sua contribuição à arte e à cultura brasileira. Nascido no Rio de Janeiro e criado em Três Pontas (MG), Milton construiu uma das obras mais relevantes da música brasileira e mundial, influenciando gerações com composições que se tornaram referência e interpretações marcantes.

    Em 2014, Milton Nascimento se apresentou no câmpus da UFLA, na Semana de Ciência, Cultura e Arte, que celebrou o 106º aniversário da Instituição.

    O legado artístico de Milton ultrapassa a dimensão musical, alcançando diferentes gerações de brasileiros, instituições de ensino, movimentos sociais e organizações que reconhecem em sua criação uma força singular de sensibilidade, empatia e compromisso com a humanidade.

    Sua trajetória, profundamente enraizada em Minas Gerais e projetada internacionalmente, consolidou-se como referência ética, estética e afetiva para o País. Sua obra expressa valores que dialogam com a missão pública da UFLA: promover educação, cultura, reflexão crítica e transformação social.

    Milton no histórico show Paraíso, em Três Pontas
    Milton Nascimento e o ‘Woodstock Mineiro’ na sua terra natal, no ano de 1977.

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    Os outros homenageados

    David Feffer, também homenageado, é uma liderança em inovação, sustentabilidade e impacto social. E Nélson Roberto Araújo trabalha com comunicação a serviço do campo e da cultura rural, apresentando há anos o programa Globo Rural.

    Fonte Ufla

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  • NOSSO BITUCA: Saiba o que é a demência por corpos de Lewy, diagnosticada em Milton Nascimento

    NOSSO BITUCA: Saiba o que é a demência por corpos de Lewy, diagnosticada em Milton Nascimento

    Doença, o terceiro tipo mais comum de demência, combina características do Parkinson e do Alzheimer, o que dificulta o diagnóstico

    O cantor trespontano Milton Nascimento, de 82 anos, recebeu o diagnóstico de demência por corpos de Lewy (DCL), conforme revelou seu filho e empresário, Augusto Nascimento, em entrevista para a revista Piauí. A DCL é o terceiro tipo mais comum de demência, ficando atrás apenas do Alzheimer e da demência frontotemporal.

    Conforme informações do portal  Lewy Body Dementia Association (LBDA), a demência por corpos de Lewy é uma condição que causa a degeneração de células nervosas do cérebro. Ela compartilha sintomas com o Alzheimer e o Parkinson, mas possui características próprias que tornam seu diagnóstico mais desafiador. Milton Nascimento, inclusive, já convivia com o Parkinson há dois anos.

    De acordo com Augusto, os primeiros sinais da doença em Milton Nascimento surgiram neste ano, com lapsos de memória, olhar fixo, repetição de histórias e alterações de apetite. O quadro levou a consultas médicas e a uma série de exames realizados em abril.

    O clínico geral Weverton Siqueira, que acompanha o cantor há dez anos, se assustou com a piora cognitiva e solicitou novos testes. Pouco depois, veio a confirmação da DCL, uma condição que combina sintomas semelhantes ao Alzheimer e a distúrbios motores. O cantor já havia sido diagnosticado anteriormente com Parkinson, uma doença que possui sintomas motores associados à DCL.

    Os familiares informaram que essa será a única comunicação oficial à imprensa sobre o assunto.

    A demência por corpos de Lewy é causada pelo acúmulo anormal de proteínas chamadas alfa-sinucleínas no cérebro, afetando as funções cognitivas, motoras e comportamentais.

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    Viagem antes da conclusão médica

    Antes de receber a conclusão médica, pai e filho decidiram realizar uma viagem de motorhome pelos Estados Unidos, passando por estados como Arizona, Utah, Idaho, Wyoming e Montana.

    “Quando vi que meu pai apresentava uma piora no quadro cognitivo, perguntei ao médico se seria uma loucura fazer uma viagem de motorhome com ele. Ele disse que, se fosse, era agora”, relatou Augusto à revista.

    Milton Nascimento se aposentou dos palcos em 2022, após a turnê A Última Sessão de Música, mas manteve-se ativo em participações musicais e foi homenageado em 2025 pela Portela, no carnaval do Rio, com o enredo Cantar será buscar o caminho que vai dar no sol.

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    Sintomas e como a doença se desenvolve

    A DCL se manifesta por meio de diversos sinais, que evoluem de forma progressiva. Segundo o Manual MSD, alguns dos indícios incluem:

    • Alucinações visuais e alterações cognitivas.
    • Problemas de sono e quadros de depressão.
    • Sintomas motores, como tremores, rigidez muscular, lentidão de movimentos e quedas frequentes.

    A doença costuma afetar a atenção, a memória e funções automáticas do corpo, como a digestão e a pressão arterial.

    A causa da DCL está relacionada ao acúmulo da proteína alfa-sinucleína, que forma massas chamadas corpos de Lewy dentro das células nervosas. Essa proteína também está presente em casos de Parkinson e pode coexistir com as alterações típicas do Alzheimer.

    Entre os fatores de risco para desenvolver a DCL estão a idade acima de 60 anos e um histórico familiar de Parkinson ou demência.

    Tratamento e importância do diagnóstico

    Ainda segundo a LBDA, atualmente não existem medicamentos para a cura da demência por corpos de Lewy. Os tratamentos disponíveis buscam reduzir os impactos da doença no bem-estar e manter a qualidade de vida do paciente pelo maior tempo possível.

    Milton Nascimento segue em nossos corações e orações. Sua genialidade, seu legado, sua música são eternos.

    Com informações do Hoje em Dia

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  • Trespontano Milton Nascimento se manifesta sobre tragédias de Mariana e Brumadinho.

    Trespontano Milton Nascimento se manifesta sobre tragédias de Mariana e Brumadinho.

    Bituca se cobriu de lama em ritual no coração da Amazônia, numa crítica social à relação entre o homem e a natureza.

    Em um post no instagram, o cantor e compositor Milton Nascimento se solidariza com as vítimas do desastre com as barragens em Mariana e Brumadinho.

    Ainda sob impacto da tragédia ocorrida em Mariana no dia 5 de novembro de 2015, o ator Daniel de Oliveira convidou Bituca para que ambos fizessem juntos “O ritual do ‘Homem Lama” em protesto contra o desastre da Samarco.

    Este ‘ritual’ consiste numa performance onde os atores se cobrem de lama com o intuito de abordar uma crítica social assim como também levantar questões relacionadas à natureza e ao homem. O local escolhido para a performance foi o coração da Amazônia, no município de Novo Airão, e as imagens nunca foram divulgadas.

    “Mas agora, três anos depois de Mariana, e diante de um desastre ainda maior, como o de Brumadinho, decidimos dar uma pequena amostra do “ritual do homem lama” – pois Daniel ainda trabalha num lançamento completo e mais detalhado sobre o projeto. Então, segue aqui apenas uma primeira imagem desta performance amazônica (amplamente filmada e fotografada). E é também uma forma de dizer aos responsáveis: “Mariana e Brumadinho – JAMAIS ESQUECEREMOS”, disse Bituca.

    *UAI

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    Roger Campos

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  • NOSSAS RIQUEZAS: À base de café, drinks homenageiam Milton Nascimento em Três Pontas

    NOSSAS RIQUEZAS: À base de café, drinks homenageiam Milton Nascimento em Três Pontas

    Novas combinações são criadas e fazem referência a músicas do cantor. Objetivo é valorizar bebida e mostrar que o café também pode ser ‘chique’.

    Não importa se é em pequena ou em grande quantidade. Se o consumo é de apenas uma xícara ou várias delas. É difícil encontrar alguém que não goste de tomar pelo menos um pouquinho de café para despertar e ter forças para suportar o dia a dia. O que pouca gente sabe é que essa bebida, tão famosa e presente nos nossos dias, tem se valorizado e se tornado uma bebida nobre, uma bebida “chique”. Em Três Pontas (MG), drinks à base de café ganharam até nomes de músicas do cantor Milton Nascimento, que cresceu na cidade.

    “Como aqui é a terra do café e nós temos o Milton Nascimento, nós quisemos fazer essa homenagem batizando os nomes das músicas. O café hoje está ganhando cada vez mais essa tendência de ser mais sofisticado, assim como o vinho. O café de qualidade está sendo muito valorizado e a tendência é das pessoas quererem experimentar coisas novas”, diz a barista Rosa Gabriele Mendonça Paiva, responsável por criar combinações à base de café em uma cafeteria recém-inaugurada na cidade.

    Um dos destaques é o “Maria, Maria”, o único drink alcoólico da casa, feito à base do café.

    “O ‘Maria, Maria’ é um drink alcoólico, que tem a parte quente com Nutella, que é o creme de avelã com licor de chocolate e o café quente, e um creme à base de leite fresco, que é um creme frio. Então a gente tem duas sensações ao tomar esse drink. É um toque, um licor bem leve, bem suave. É um drink bem saboroso, mas com um toque de sofisticação”, explica a barista.

    Quem está acostumado a tomar somente aquele café simples do dia a dia se surpreende com as novas possibilidades que o grão pode oferecer.

    “O café me conquistou, é uma bebida muito interessante. Não sei quais os efeitos medicinais, mas eu gosto muito de café, sem açúcar ou nenhum tipo de adoçante. Os especiais, esses eu não conhecia, tô conhecendo agora. Quem sabe não pode se tornar parte do hábito. Não sei diferenciar o café, mas quem sabe a gente pode fazer um curso e entender mais sobre a bebida”, disse o engenheiro mecânico Jacy Gonçalves.

    A plantação de café no Sul de Minas tem 200 anos, mas, nos últimos 20, as cafeterias deram um salto de qualidade, entraram nas capitais. Estamos entrando em um novo estágio do café. O café está virando uma bebida prazerosa, saudável e está na moda.

     

    Informações: G1 Sul de Minas