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  • CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    CASO DO PROFESSOR MORTO COM GOLPE DE FACA NO PESCOÇO: CLEDYSON SILVA É CONDENADO A 14 ANOS DE PRISÃO EM JULGAMENTO REALIZADO EM VARGINHA

    Crime aconteceu em outubro de 2024 e levou a um julgamento que recolocou diante do Tribunal do Júri uma história marcada por uma briga, uma facada fatal e versões conflitantes sobre o que aconteceu naquela tarde

    VARGINHA – MG — Mais de um ano e onze meses depois da morte do professor Marcelo Alexandre Alves, de 45 anos, o caso chegou ao Tribunal do Júri de Varginha. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira, 14 de setembro de 2026, e terminou com a condenação de Cledyson Silva a 14 anos de prisão, segundo a informação sobre o resultado do julgamento.

    O caso começou na tarde de 6 de outubro de 2024, quando Marcelo foi morto após ser atingido por uma facada no pescoço durante uma confusão na Rua Allan Kardec, em Varginha. Na época, a Polícia Civil informou que o suspeito tinha 34 anos e acabou preso preventivamente depois de comparecer à delegacia para prestar depoimento.

    O processo foi levado ao Tribunal do Júri como homicídio qualificado. Registros judiciais localizados na pesquisa identificam uma ação penal de competência do Júri relacionada ao caso, envolvendo o Ministério Público de Minas Gerais, Gledson da Silva e familiares da vítima.

    O QUE ACONTECEU NAQUELA TARDE

    Segundo as informações divulgadas na época e recuperadas durante a apuração, Marcelo havia ido até a residência para buscar a filha e o enteado. A então companheira dele relatou à polícia que os dois estavam separados havia poucos dias. Conforme essa versão, Marcelo teria perguntado se ela estava acompanhada e teria quebrado o portão da residência.

    Na sequência, segundo os relatos policiais divulgados à época, um homem saiu da casa armado com uma faca e entrou em luta corporal com Marcelo.

    Testemunhas disseram à polícia que a mulher teria entregado uma faca ao agressor. Marcelo acabou atingido no pescoço e foi socorrido por familiares, mas morreu antes de conseguir chegar ao atendimento médico.

    A própria tia da vítima, Cláudia Ferreira, relatou naquele momento que tentou proteger o sobrinho durante a confusão e afirmou que ele havia sido atacado com facas que estavam na própria residência.

    É importante destacar que as informações acima correspondem às versões e relatos registrados durante a investigação inicial. O julgamento realizado pelo Tribunal do Júri posteriormente analisou as provas produzidas no processo antes de chegar ao veredito.

    A PRISÃO DO ACUSADO

    Depois do crime, o suspeito não foi imediatamente localizado.

    A Polícia Civil informou posteriormente que ele compareceu espontaneamente à Delegacia de Polícia Civil de Varginha para prestar depoimento. Na ocasião, os policiais cumpriram o mandado de prisão preventiva que já havia sido expedido contra ele.

    A investigação apontava o homem como suspeito da morte do professor, e o processo acabou seguindo para julgamento pelo Tribunal do Júri.

    A EX-COMPANHEIRA TAMBÉM FOI PRESA

    Outro capítulo importante do caso envolve a então companheira de Marcelo.

    Ela foi presa logo depois do homicídio sob suspeita de participação no crime. A prisão ocorreu porque testemunhas apresentaram à polícia uma versão segundo a qual ela teria entregue a faca utilizada durante a confusão.

    O fato de uma pessoa ter sido presa durante a investigação, entretanto, não significa, por si só, que ela tenha sido condenada. A responsabilidade penal precisa ser estabelecida judicialmente, com base nas provas e no devido processo legal.

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    O JULGAMENTO

    O julgamento de Cledyson Silva começou na segunda-feira, 14 de setembro de 2026, no Fórum de Varginha. A informação divulgada sobre a sessão aponta que ele respondia por homicídio qualificado pela morte do professor Marcelo Alexandre Alves.

    A condenação informada foi de 14 anos de prisão.

    Como se trata de uma decisão do Tribunal do Júri, eventuais recursos podem ser apresentados nos termos da legislação processual penal. Portanto, a existência da condenação não significa necessariamente que o processo tenha chegado ao seu encerramento definitivo.

    Observação jornalística importante:

    Até o momento desta apuração, não localizei nos resultados públicos indexados uma íntegra da sentença do julgamento de 14 de setembro que permita confirmar, com segurança documental, todos os quesitos respondidos pelos jurados, as qualificadoras reconhecidas, o regime inicial e eventual direito de recorrer em liberdade. Por isso, não trago esses detalhes. O que está confirmado pelas fontes encontradas é que o caso foi levado a julgamento por homicídio qualificado e que o resultado divulgado foi a condenação de 14 anos.

    MARCELO ERA PROFESSOR E ESTUDAVA NA UNIFAL-MG

    Marcelo Alexandre Alves tinha 45 anos e era professor de ensino médio.

    Registros da Universidade Federal de Alfenas também mostram que ele era estudante do Mestrado em Gestão Pública e Sociedade, reforçando a dimensão profissional e acadêmica da vítima.

    A morte interrompeu uma trajetória que envolvia educação e formação acadêmica.

    O CASO E A VIOLÊNCIA QUE NÃO PARA

    A história de Marcelo não é um episódio isolado dentro da realidade brasileira.

    Os números mais recentes mostram que, apesar da queda da violência letal, o Brasil continua registrando dezenas de assassinatos todos os dias.

    O Atlas da Violência 2026, produzido pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, contabilizou oficialmente 42.590 homicídios em 2024. Isso representa uma média de aproximadamente 116 homicídios por dia. A taxa foi de 20,1 homicídios para cada 100 mil habitantes, a menor da série histórica iniciada em 2014.

    Mas existe um alerta ainda mais grave.

    O próprio Atlas aponta crescimento expressivo das chamadas mortes violentas por causa indeterminada, situação que dificulta saber quantos assassinatos realmente ocorreram. Em 2024, foram registradas 17.207 mortes violentas sem identificação da causa básica, e os pesquisadores estimam que uma parcela significativa desses casos possa esconder homicídios que não foram classificados corretamente.

    Ou seja: o número oficial é menor, mas não necessariamente representa toda a realidade da violência letal brasileira.

    E QUANTAS PESSOAS SÃO ASSASSINADAS POR DIA?

    Há diferentes estatísticas porque as instituições utilizam metodologias distintas.

    Pelo Atlas da Violência 2026, foram 42.590 homicídios em 2024, aproximadamente 116 por dia.

    Já os registros de homicídio doloso do Anuário Brasileiro de Segurança Pública apontaram 36.427 vítimas em 2024, o equivalente a aproximadamente 100 vítimas por dia. Essa estatística é diferente porque utiliza os registros das instituições de segurança pública e não a mesma metodologia do Sistema de Informações sobre Mortalidade do Ministério da Saúde.

    E existe ainda a categoria Mortes Violentas Intencionais (MVI), utilizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Em 2025, foram 40.775 mortes violentas intencionais, uma média de aproximadamente 112 mortes por dia. A categoria inclui homicídios dolosos, feminicídios, latrocínios, lesões corporais seguidas de morte e mortes decorrentes de intervenção policial.

    Em outras palavras:

    Brasil, 2024:
    42.590 homicídios oficialmente registrados → cerca de 116 por dia.

    Homicídios dolosos registrados pela segurança pública em 2024:
    36.427 vítimas → cerca de 100 por dia.

    Mortes violentas intencionais em 2025:
    40.775 vítimas → cerca de 112 por dia.

    São números diferentes porque não medem exatamente a mesma coisa.

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    UMA VIDA, UMA FAMÍLIA E UMA HISTÓRIA

    Quando os números são colocados em uma tabela, eles podem parecer apenas estatísticas.

    Mas o caso de Marcelo Alexandre Alves mostra o que existe por trás de cada número.

    Era um professor.

    Era estudante.

    Era pai.

    Era filho.

    Era irmão, sobrinho, amigo e integrante de uma comunidade.

    No dia 6 de outubro de 2024, uma discussão terminou em violência extrema. Um golpe de faca atingiu seu pescoço. Uma família perdeu alguém. E quase dois anos depois, o caso voltou ao centro das atenções de Varginha dentro de um Tribunal do Júri.

    A condenação a 14 anos representa uma resposta judicial ao crime, mas também reabre uma discussão que ultrapassa as paredes do Fórum: por que conflitos humanos continuam terminando em mortes?

    O PAPEL DO TRIBUNAL DO JÚRI

    Nos crimes dolosos contra a vida, como o homicídio, cabe ao Tribunal do Júri julgar a responsabilidade do acusado.

    São os jurados que analisam as provas apresentadas em plenário e respondem aos quesitos submetidos pela Justiça. A decisão dos jurados é soberana nos limites previstos pela Constituição e pela legislação processual penal.

    No caso de Varginha, o julgamento chegou quase dois anos depois da morte de Marcelo e terminou com a condenação divulgada de 14 anos de prisão.

    Eventuais recursos ainda podem fazer parte da tramitação do processo.

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    O caso de Marcelo Alexandre Alves deixa uma marca dolorosa: uma vida interrompida, uma família que precisou esperar pelo julgamento e uma sociedade novamente obrigada a olhar para a violência que transforma conflitos em tragédias.

    A Justiça julgou o caso.

    Agora, ficam as perguntas que ultrapassam a sentença: 14 anos é tempo suficiente para se fazer justiça, já que uma vida foi covardemente tirada? Quantas outras famílias ainda terão de enfrentar a mesma dor? E quantas vidas poderiam ser preservadas se a violência deixasse de ser a primeira resposta diante de um conflito?

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  • UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    UM MÊS DEPOIS: MORTE DE LUIZ OTÁVIO SEGUE SENDO INVESTIGADA E NOVAS DILIGÊNCIAS PODEM SER REALIZADAS

    30 dias após a morte de Luiz Otávio, família ainda busca respostas. Polícia Civil afirma que investigação continua e que novos elementos poderão ser incorporados ao procedimento

    “Uma tristeza sem fim!”

    É assim que a mãe de Luiz Otávio Clemente, Patrícia Oliveira, segue tentando levar a vida depois da perda do filho. Uma mãe que, segundo familiares, enfrenta a dor diariamente e busca respostas para entender exatamente o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto de 2026, em Três Pontas.

    Hoje, 15 de setembro, completa-se exatamente um mês desde a morte de Luiz Otávio, conhecido por familiares e amigos como Tavinho.

    Ele morreu depois de ser ferido durante uma discussão que começou em um bar e terminou em uma residência, no bairro Ouro Verde. Segundo as informações registradas pela Polícia Militar e posteriormente divulgadas por veículos que acompanharam o caso, houve uma forte discussão e Luiz Otávio sofreu um ferimento por arma branca na região do ombro. Ele foi socorrido, mas morreu após dar entrada no Pronto Atendimento Municipal.

    Desde então, o caso permanece sob investigação da Polícia Civil. E é justamente por isso que, 30 dias depois, o Conexão Três Pontas volta a fazer as perguntas que precisam ser feitas.

    UM CASO QUE NÃO PODE CAIR NO ESQUECIMENTO

    O caso ganhou repercussão regional e foi acompanhado de perto pelo Conexão Três Pontas, que, desde os primeiros momentos, procurou tratar os fatos com isenção, responsabilidade e independência jornalística. Nossa reportagem se debruçou sobre as informações disponíveis, analisou imagens, ouviu diferentes versões e buscou respostas junto às autoridades. E continuará fazendo isso.

    Não para condenar antecipadamente ninguém. Não para escolher um lado. Mas para buscar aquilo que deve ser o objetivo de qualquer investigação criminal: a verdade sobre o que aconteceu.

    O Conexão Três Pontas não vai deixar esse caso esfriar!

    Vira e mexe, voltamos ao tema justamente porque existe uma família que continua sem respostas definitivas e porque uma morte precisa ser esclarecida com todos os elementos disponíveis.

    Hoje, ao completar 30 dias, voltamos a questionar o andamento das investigações, a apuração rigorosa dos fatos e, principalmente, quais serão os próximos passos até que se consiga estabelecer, com segurança jurídica e respaldo probatório, a dinâmica exata do episódio.

    CONEXÃO PROCUROU A POLÍCIA CIVIL

    Na manhã desta terça-feira, o Conexão Três Pontas entrou novamente em contato com a Polícia Civil de Três Pontas em busca de informações atualizadas sobre o caso. Nossa reportagem procurou o delegado responsável pela unidade, Dr. Guilherme Banterli Moreira, além do investigador Rodrigo Alexandre Silva, que integra a equipe da Polícia Civil de Três Pontas. Rodrigo atua na unidade há anos e possui histórico de participação em diversas investigações e operações policiais no município.

    A pergunta é simples, mas extremamente importante:

    O que avançou na investigação depois de um mês?

    A resposta obtida pelo Conexão é que as investigações continuam.

    Segundo as informações repassadas à reportagem, novos fatos, novos elementos e novas diligências ainda poderão ser incorporados ao procedimento investigativo. Ou seja: a investigação ainda não está encerrada. E isso é fundamental. Porque um caso com versões distintas, imagens de segurança, testemunhas, vestígios e uma morte decorrente de uma briga precisa ser investigado com profundidade antes que qualquer conclusão definitiva seja apresentada.

    E OS LAUDOS?

    Outro ponto que o Conexão Três Pontas buscou esclarecer diz respeito aos exames periciais. É natural que, após um mês de uma morte violenta, a família queira saber se os exames técnicos já foram concluídos e o que eles apontam. É importante, porém, fazer uma ressalva jornalística: não existe um prazo automático de 30 dias que obrigue, em qualquer investigação, todos os laudos periciais a estarem necessariamente concluídos nesse período. Cada exame possui sua complexidade, e os resultados podem depender de análises técnicas e laboratoriais. Ainda assim, o marco de 30 dias é relevante para a família e para a sociedade justamente porque aumenta a expectativa por respostas.

    Foi em busca dessas respostas que nossa reportagem voltou a procurar as autoridades.

    Há indicação de que resultados periciais possam já estar disponíveis ou em fase de conclusão, mas o Conexão Três Pontas não teve acesso aos laudos e, até o momento, não recebeu confirmação oficial de seu conteúdo. Por isso, não vamos transformar informação não confirmada em fato. Vamos aguardar.

    Porque, em uma investigação criminal, mais importante do que publicar primeiro é publicar corretamente.

    UMA OU DUAS FACADAS?

    Este é um dos pontos que mais chama a atenção nesta nova etapa da apuração. O Conexão Três Pontas recebeu uma imagem do corpo de Luiz Otávio na qual, aparentemente, poderiam ser observadas duas lesões compatíveis, em tese, com ferimentos provocados por objeto perfurocortante. Mas atenção: essa informação ainda não foi confirmada.

    Nossa reportagem não conseguiu obter, até o momento, confirmação oficial da Polícia Civil, da perícia ou de laudo médico-legal que permita afirmar que Luiz Otávio sofreu efetivamente dois golpes. Por isso, o Conexão não afirmará que foram duas facadas.

    A pergunta permanece em aberto: foi uma facada ou foram duas?

    A resposta poderá ser importante para a reconstrução da dinâmica dos acontecimentos. Caso a existência de duas lesões seja confirmada pelos exames oficiais, será necessário compreender a natureza, localização, profundidade e características de cada ferimento, sempre dentro da análise técnica dos peritos e do conjunto probatório.

    Não cabe ao jornalismo substituir a perícia. Cabe ao jornalismo perguntar aquilo que ainda precisa ser respondido. E essa pergunta, hoje, permanece sem resposta pública definitiva.

    UMA INVESTIGAÇÃO QUE PRECISA SER MUITO BEM AMARRADA

    O Conexão Três Pontas também conversou com profissionais da área jurídica sobre a complexidade de uma investigação dessa natureza. A avaliação foi convergente em um ponto central: é fundamental que todos os elementos disponíveis sejam reunidos antes de qualquer conclusão definitiva sobre autoria, dinâmica e eventual responsabilidade criminal. Isso ganha ainda mais importância diante da existência de outras pessoas no local e das diferentes versões apresentadas sobre a sequência dos acontecimentos.

    Um dos advogados ouvidos pela reportagem resumiu a questão:

    “É primordial num caso como esse que a investigação traga todos os elementos possíveis, necessários e suficientes para que, no julgamento, a Justiça tenha todos os subsídios para tomar a sua decisão, a decisão correta!”

    É exatamente isso que está em jogo. Não se trata apenas de descobrir quem estava na cena. É preciso estabelecer, tecnicamente, o que aconteceu, em que sequência aconteceu, quem praticou cada ato, qual foi a dinâmica da agressão, quais foram as consequências de cada conduta e qual a responsabilidade individual de cada envolvido, sempre com base em provas.

    O SILÊNCIO INCOMODA. MAS A PRESSA TAMBÉM PODE SER PERIGOSA

    Há uma mãe esperando.

    Há uma irmã que perdeu o irmão e, segundo relatos familiares, também perdeu uma importante referência de cuidador.

    Há uma família que quer respostas.

    E existe uma sociedade que tem o direito de saber o que aconteceu.

    O silêncio incomoda.

    A demora aumenta a angústia.

    Mas existe uma outra questão que também precisa ser respeitada:

    uma investigação criminal não pode ser conduzida pela pressão da opinião pública.

    Ela precisa ser conduzida por provas.

    Se houver elementos suficientes para responsabilizar alguém, que sejam apresentados.

    Se houver elementos que afastem determinada hipótese, que também sejam considerados.

    Se novas diligências forem necessárias, que sejam realizadas.

    E se ainda houver perguntas sem resposta, que sejam respondidas antes que se tente fechar definitivamente a história.

    Porque Justiça não é simplesmente apontar alguém.

    Justiça é chegar à verdade possível por meio das provas.

    E é exatamente isso que a família de Luiz Otávio merece.

    Mãe de Luiz otávio chora ao rever fotos do filho, que era o arrimo de família. “Ele era um filho de ouro!”

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    RELEMBRE O CASO

    Luiz Otávio Clemente morreu na noite de sábado, 15 de agosto de 2026, após ser ferido durante uma briga em Três Pontas.

    Segundo informações registradas pela Polícia Militar e divulgadas por veículos de imprensa, a discussão teria começado em um bar e posteriormente continuado em uma residência. Durante o conflito, houve agressões, danos a veículos e uma suposta luta corporal. Luiz Otávio acabou ferido na região do ombro.

    A companheira apresentou à polícia a versão de que Luiz Otávio estaria portando uma faca e teria tentado atingi-la, provocando uma lesão em seu braço. Segundo esse relato, durante a luta corporal, a faca teria atingido Luiz Otávio de maneira não intencional.

    A filha da mulher, de 18 anos, também estava no local e afirmou, segundo os registros divulgados, que tentou separar a confusão.

    Luiz Otávio sofreu intenso sangramento. Duas pessoas que estavam nas proximidades e foram identificadas como médicos prestaram os primeiros socorros até a chegada do SAMU.

    Ele foi encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal, mas não resistiu.

    A faca foi apreendida e a perícia técnica realizou trabalhos no imóvel. A companheira e a filha foram presas em flagrante naquele momento, levadas à autoridade policial e posteriormente liberadas após serem ouvidas pela Polícia Civil por meio da 2ª Central Estadual do Plantão Digital. A Polícia Civil instaurou procedimento para apurar as circunstâncias da morte.

    Luiz Otávio foi sepultado no dia 16 de agosto, no Cemitério Municipal de Três Pontas.

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    30 DIAS DEPOIS, AINDA HÁ PERGUNTAS

    Uma morte aconteceu.

    Uma família foi destruída.

    Uma mãe continua sofrendo.

    E uma investigação continua aberta.

    É por isso que o Conexão Três Pontas continuará acompanhando cada etapa deste caso.

    Não vamos condenar ninguém.

    Não vamos inocentar ninguém.

    Não vamos escolher versões.

    Vamos cobrar provas.

    Vamos cobrar respostas.

    Vamos acompanhar as diligências.

    Vamos buscar os laudos.

    Vamos ouvir as autoridades.

    Vamos ouvir a defesa, caso queira se manifestar.

    E vamos ouvir todos aqueles que possam contribuir para esclarecer o que aconteceu naquela noite de 15 de agosto.

    Porque o tempo pode passar, mas uma investigação não pode simplesmente desaparecer com o passar dos dias.

    A família de Luiz Otávio merece respostas!

    A mãe de Luiz Otávio merece respostas! 

    A sociedade merece respostas.

    E a Justiça, quando chegar a hora de decidir, precisa ter diante de si todos os elementos necessários para tomar uma decisão justa, fundamentada e juridicamente segura.

    O Conexão Três Pontas continuará no encalço da verdade.

    Com ética.

    Com responsabilidade.

    Com independência.

    E sem medo de fazer as perguntas que precisam ser feitas.

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    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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  • DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    DENÚNCIAS LEVAM POLÍCIA CIVIL A PONTO DE TRÁFICO E DOIS SÃO PRESOS EM TRÊS PONTAS

    Investigação identificou movimentação de usuários em via pública e terminou com a prisão em flagrante de dois suspeitos; ação reforça importância das denúncias anônimas no combate ao tráfico de drogas

    Uma investigação conduzida pela Polícia Civil de Três Pontas, a partir de sucessivas denúncias anônimas, terminou com a prisão em flagrante de dois homens e a apreensão de uma quantidade de entorpecentes durante uma ação realizada no município.

    Segundo a Polícia Civil, as informações recebidas apontavam para a existência de um possível ponto de comercialização de drogas no cruzamento da Rua Ítalo Duarte com a Rua José Caxambu. Conforme os relatos que chegaram aos investigadores, usuários estariam frequentando o local para adquirir drogas diretamente com os suspeitos.

    Diante das informações reunidas durante o trabalho investigativo, os policiais passaram a acompanhar a movimentação no endereço e realizaram a intervenção utilizando uma viatura descaracterizada.

    SUSPEITO TENTOU FUGIR

    Durante a abordagem, um dos suspeitos teria percebido a presença dos policiais e tentado fugir para o interior de um imóvel.

    Os investigadores conseguiram contê-lo e realizaram a abordagem. A ação terminou com a prisão em flagrante de dois homens.

    As drogas encontradas durante a operação foram apreendidas e encaminhadas para os procedimentos policiais cabíveis.

    Os detidos foram conduzidos inicialmente ao Pronto Atendimento Municipal (PAM), onde passaram pelo exame de corpo de delito. Posteriormente, foram apresentados à Polícia Judiciária para a formalização da prisão em flagrante.

    DENÚNCIA ANÔNIMA É UMA DAS FERRAMENTAS DE INVESTIGAÇÃO

    O caso também chama atenção para o papel das denúncias feitas pela população.

    Em Minas Gerais, o Disque-Denúncia 181 recebeu 79.164 denúncias anônimas em 2024. Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o tráfico de drogas foi o crime mais denunciado, representando 41% de todas as denúncias recebidas — aproximadamente 32,6 mil registros durante o ano. (Segurança MG)

    Os números mostram que a participação da população pode fornecer informações importantes para o trabalho das forças de segurança, especialmente em situações nas quais a investigação depende da identificação de locais e padrões de movimentação.

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    TRÁFICO CONTINUA ENTRE OS GRANDES DESAFIOS DA SEGURANÇA

    Os dados do sistema prisional também dimensionam a presença do crime relacionado às drogas.

    De acordo com o SISDEPEN, da Secretaria Nacional de Políticas Penais, em 30 de junho de 2025 havia 12.864 pessoas presas em Minas Gerais por tráfico de drogas, além de 804 por associação para o tráfico e 174 por tráfico internacional de drogas. (Serviços e Informações do Brasil)

    Em âmbito nacional, o mesmo levantamento contabilizava 174.481 pessoas presas por tráfico de drogas na data de referência. (Serviços e Informações do Brasil)

    É importante destacar que esses números se referem à população prisional e às tipificações registradas no sistema, não ao número total de ocorrências ou de pessoas envolvidas no comércio ilegal de drogas.

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    INVESTIGAÇÃO CONTINUA

    A Polícia Civil de Três Pontas informou que segue atuando no combate ao tráfico de drogas no município.

    A prisão em flagrante, entretanto, não equivale a uma condenação definitiva. Os dois homens deverão responder perante a Justiça, que analisará as circunstâncias do caso, as provas reunidas e a eventual responsabilidade criminal de cada envolvido, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando o caso e trazendo novas informações à medida que forem oficialmente confirmadas pelas autoridades.

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  • Motoboy é preso em Três Pontas após suspeita de repassar informações sobre fiscalizações da motopatrulha

    Motoboy é preso em Três Pontas após suspeita de repassar informações sobre fiscalizações da motopatrulha

    Homem de 27 anos teria utilizado grupos de WhatsApp para informar motociclistas sobre a localização e o deslocamento de policiais. Celular foi apreendido durante a abordagem.

    Um motoboy, de 27 anos, foi preso pela Polícia Militar nesta segunda-feira (10), na Praça Tristão Nogueira, no Centro de Três Pontas. Segundo a PM, a abordagem ocorreu após os militares receberem informações de que o homem estaria acompanhando equipes da motopatrulha e repassando, por meio de grupos de WhatsApp, informações sobre possíveis fiscalizações.

    Durante a abordagem, os policiais apreenderam o aparelho celular que, conforme a ocorrência, estaria sendo utilizado para o compartilhamento das informações.

    Ainda de acordo com a Polícia Militar, durante a análise do aparelho foram encontradas diversas mensagens contendo ofensas direcionadas a dois policiais, além de conteúdos relacionados à localização e ao deslocamento da equipe de motopatrulhamento.

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    Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão e foi encaminhado ao Quartel da Polícia Militar, onde a ocorrência foi registrada.

    Após os procedimentos, ele assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e deverá responder perante a Justiça pelos fatos apurados.

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    É importante destacar que a prisão e o registro da ocorrência não representam, por si só, uma condenação. A eventual responsabilidade do envolvido será analisada pelas autoridades competentes, com direito à defesa e ao devido processo legal.

    O caso chama atenção para o uso de grupos de mensagens instantâneas para o compartilhamento de informações sobre operações policiais e fiscalizações. Embora aplicativos como o WhatsApp sejam ferramentas de comunicação cotidiana, o conteúdo compartilhado nesses grupos pode ser analisado pelas autoridades quando estiver relacionado a possíveis infrações.

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  • POLÍCIA CIVIL APREENDE 57 CIGARROS ELETRÔNICOS E PRENDE HOMEM EM FLAGRANTE EM TRÊS PONTAS

    POLÍCIA CIVIL APREENDE 57 CIGARROS ELETRÔNICOS E PRENDE HOMEM EM FLAGRANTE EM TRÊS PONTAS

    Investigação levou policiais até estabelecimento no bairro Catumbi, onde uma remessa de cigarros eletrônicos foi localizada. Suspeito de 29 anos assumiu a propriedade da mercadoria e foi preso.

    A Polícia Civil de Três Pontas realizou uma operação que resultou na apreensão de 57 cigarros eletrônicos de diferentes marcas e modelos e na prisão em flagrante de um homem de 29 anos.

    A ação foi resultado de um trabalho de investigação. Segundo as informações da ocorrência, os policiais receberam informações de que uma remessa de cigarros eletrônicos seria entregue em um estabelecimento comercial localizado no bairro Catumbi.

    Diante das informações, investigadores foram até o endereço e encontraram um rapaz no local. Aos policiais, ele informou que a mercadoria pertencia a outro homem e que sua participação teria sido apenas receber o pacote.

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    Os investigadores então entraram em contato com o suposto proprietário da encomenda. O homem, de 29 anos, compareceu ao estabelecimento e assumiu ser o responsável pela mercadoria.

    Na presença de testemunhas, os policiais realizaram a abertura do pacote. No interior da encomenda foram encontrados 57 cigarros eletrônicos, de diversas marcas e modelos.

    Diante da situação, o homem recebeu voz de prisão em flagrante e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas, onde a prisão foi ratificada pela autoridade policial.

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    As mercadorias foram apreendidas e permanecem à disposição das autoridades. O caso segue sob investigação.

    O Conexão Três Pontas ressalta que a prisão em flagrante e as informações registradas na ocorrência não representam, por si só, condenação. A responsabilidade do investigado será definida pelas autoridades competentes, assegurados o direito à defesa e o devido processo legal.

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  • POLÍCIA MILITAR PRENDE QUATRO FORAGIDOS DA JUSTIÇA EM TRÊS PONTAS EM UM ÚNICO DIA

    POLÍCIA MILITAR PRENDE QUATRO FORAGIDOS DA JUSTIÇA EM TRÊS PONTAS EM UM ÚNICO DIA

    Prisões foram realizadas por equipes da 151ª Companhia da PM em diferentes pontos da cidade; entre os capturados estão suspeitos de descumprimento de medida protetiva, crime contra o patrimônio, tentativa de vingança e dívida de pensão alimentícia.

    A Polícia Militar prendeu quatro pessoas que estavam foragidas da Justiça em Três Pontas. As prisões foram realizadas durante uma ação conjunta das equipes de serviço da 151ª Companhia da Polícia Militar, que localizaram pessoas com mandados de prisão expedidos pela Justiça.

    A primeira prisão ocorreu no contexto de uma ocorrência relacionada à violência doméstica. Um homem de 49 anos foi localizado quando saía da casa do irmão, no bairro Botafogo.

    Segundo as informações da ocorrência, ele era procurado por descumprimento de medida protetiva em favor da companheira, em processo relacionado à Lei Maria da Penha.

    SUSPEITO DE INCÊNDIO CRIMINOSO

    O segundo homem preso tem 27 anos. De acordo com as informações repassadas pela Polícia Militar, ele teria participado, em junho de 2018, do incêndio criminoso de um veículo pertencente ao então diretor do Presídio de Três Pontas.

    O suspeito foi localizado nas proximidades do Fórum Dr. Carvalho de Mendonça, no Centro da cidade, onde recebeu voz de prisão.

    MULHER ERA PROCURADA PELA JUSTIÇA

    Entre os procurados também estava uma mulher de 29 anos.

    Segundo a ocorrência, ela era acusada de tentar vingar a morte da mãe, assassinada em outubro de 2022, no bairro Vila Marilena.

    A mulher foi localizada enquanto tentava consultar o sistema informatizado do quartel da Polícia Militar.

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    MANDADO RELACIONADO À PENSÃO ALIMENTÍCIA

    A quarta prisão ocorreu na Avenida Juscelino Kubitschek, no bairro Alcides Mesquita.

    Um homem de 38 anos foi abordado e identificado como procurado pela Justiça por descumprimento de uma ordem judicial relacionada ao pagamento de pensão alimentícia.

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    PRESOS FORAM ENCAMINHADOS À POLÍCIA CIVIL

    Após as prisões, todos os envolvidos foram encaminhados ao Pronto Atendimento Municipal (PAM) para a realização de exame de corpo de delito.

    Na sequência, eles foram apresentados na Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas, onde ficaram à disposição das autoridades competentes para os procedimentos previstos em cada caso.

    A ação demonstra o trabalho integrado das equipes da Polícia Militar no cumprimento de mandados judiciais e na localização de pessoas procuradas pela Justiça.

    O Conexão Três Pontas ressalta que as acusações mencionadas nesta reportagem decorrem das informações constantes na ocorrência policial. A existência de um mandado ou de uma acusação não representa condenação definitiva, cabendo à Justiça analisar cada caso, assegurados o direito à defesa e o devido processo legal.

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  • GRITO DE MULHER PELA VIDA: TRÊS PONTAS SE UNE CONTRA A VIOLÊNCIA E DIZ EM UMA SÓ VOZ: “VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA”

    GRITO DE MULHER PELA VIDA: TRÊS PONTAS SE UNE CONTRA A VIOLÊNCIA E DIZ EM UMA SÓ VOZ: “VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHA”

    Mobilização inédita reunirá autoridades, profissionais, entidades e a população em um grande ato de conscientização, acolhimento e combate à violência contra a mulher. Evento acontece no próximo dia 11 de agosto, na Praça da Fonte.

    A violência contra a mulher continua sendo uma das maiores violações de direitos humanos no Brasil. Todos os dias, milhares de mulheres sofrem agressões físicas, psicológicas, morais, patrimoniais e sexuais. Muitas permanecem em silêncio por medo, dependência financeira ou emocional, enquanto outras sequer conseguem sobreviver para contar suas histórias.

    Diante dessa realidade, Três Pontas promoverá, no próximo 11 de agosto, um dos maiores movimentos de conscientização já realizados no município: o Grito de Mulher pela Vida – Você Não Está Sozinha.

    O evento será realizado das 10h às 17h, na Praça da Fonte, reunindo representantes do Poder Público, instituições, profissionais de diversas áreas, lideranças comunitárias e a população em geral em um grande ato em defesa da vida, da dignidade e do respeito às mulheres.

    A iniciativa é coordenada pela advogada Dra. Eliana Braga e tem como objetivo fortalecer a rede de proteção, incentivar as denúncias e mostrar que nenhuma mulher precisa enfrentar a violência sozinha.

    Dra. Eliana Braga

    Uma realidade que assusta

    Os números mostram que o problema está longe de ser isolado.

    Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o Brasil registra uma mulher vítima de feminicídio, em média, a cada seis horas. Além disso, milhares de casos de violência doméstica são registrados todos os anos, embora especialistas alertem que existe uma enorme subnotificação, já que muitas vítimas nunca procuram ajuda.

    Dados nacionais também apontam que a maioria das agressões acontece dentro da própria casa, e, na maior parte dos casos, o agressor é o companheiro, ex-companheiro ou alguém próximo da vítima.

    Essas estatísticas reforçam a importância de ações permanentes de conscientização e fortalecimento da rede de apoio.

    Programação voltada à conscientização

    Durante todo o dia, a população poderá participar de uma programação diversificada, incluindo:

    Abertura oficial;

    Apresentações culturais;

    Ato simbólico “Grito de Mulher pela Vida”;

    Instalação dos sapatos vermelhos e das rosas, símbolos internacionais de memória e resistência;

    Inauguração simbólica do Banco Vermelho, monumento que lembra as vítimas de feminicídio;

    Sarau pela Vida;

    Espaços permanentes de orientação, acolhimento e escuta.

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    Símbolos que falam mais alto que palavras

    Cada elemento do evento carrega um significado especial.

    👠 Sapato Vermelho – representa todas as mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pelo feminicídio.

    🌹 Rosa Vermelha – simboliza amor, respeito e a lembrança de cada mulher que merece viver livre da violência.

    🪑 Banco Vermelho – um símbolo internacional da luta contra o feminicídio, que convida toda a sociedade à reflexão e ao compromisso permanente com a proteção da vida.

    Serviços gratuitos durante todo o evento

    Além das atividades culturais e educativas, diversos serviços estarão disponíveis gratuitamente:

    Atendimento jurídico;

    Atendimento psicológico;

    Orientação e acolhimento às mulheres;

    Informações sobre a rede de proteção;

    Encaminhamento para os serviços especializados;

    Espaço de escuta e acolhimento.

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    Se precisar de ajuda, denuncie!

    A organização reforça que denunciar pode salvar vidas.

    A rede de proteção conta com importantes canais de atendimento:

    Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher (24 horas);

    Ligue 190 – Polícia Militar;

    Delegacia de Polícia Civil de Três Pontas – (35) 3266-1190;

    DEAM Regional (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) – (35) 3228-3131;

    Casa de Acolhimento para mulheres em situação de violência.

    Um convite para toda a sociedade

    O Grito de Mulher pela Vida não é um evento apenas para mulheres.

    É um chamado para homens, jovens, famílias, escolas, empresas, igrejas, autoridades e toda a comunidade compreenderem que o enfrentamento da violência depende do envolvimento de todos.

    Cada denúncia feita, cada informação compartilhada e cada gesto de acolhimento podem representar uma nova oportunidade para quem vive o medo dentro da própria casa.

    O silêncio protege o agressor. A informação protege a vítima.

    No próximo 11 de agosto, Três Pontas terá a oportunidade de transformar conscientização em ação e solidariedade em esperança.

    Porque nenhuma mulher deve viver com medo.

    Porque nenhuma violência pode ser normalizada.

    E porque, quando a sociedade se une, vidas podem ser salvas.

    Conexão Três Pontas — Jornalismo que Faz Diferença.

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  • QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    Infelizmente, numa única vida (existência) o trabalhador comum levaria mais de 130 anos para ter essa fortuna!

    Nossa reportagem segue apurando, investigando, cobrando respostas, consultando fontes e realizando seu trabalho sério, profissional e imparcial, que tem como objetivo levar aos nossos leitores luz, claridade sobre um dos casos de corrupção mais absurdos e revoltantes da cidade de Três Pontas. E acabamos de realizar uma nossa pesquisa…

    O valor que foi, tudo indica, desviado dos cofres públicos da Prefeitura de Três Pontas é tão grande, tão substancial, que, através do trabalho apenas, e não de artimanhas e práticas escusas, a maioria de nós não conseguirá juntar durante toda vida. Vamos entender melhor:

    Se considerarmos um salário de R$ 4.000 por mês (que é o salário aproximado que a servidora concursada Thamares Maria Moraes, suspeita de desvio, ganhava mensalmente) e uma situação hipotética em que a pessoa não gastasse absolutamente nada (guardando 100% do salário), o cálculo é o seguinte para entendermos quanto tempo levaria para juntar essa bolada:

    • Salário mensal: R$ 4.000
    • Salário anual: R$ 48.000
    • Valor a ser acumulado: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 48.000 = 56,25 anos

    Resultado:

    • Seriam necessários 56 anos e 3 meses para juntar R$ 2,7 milhões, economizando 100% do salário, sem gastar um único real e sem considerar inflação, investimentos ou reajustes salariais.

    Na vida real, isso é praticamente impossível, pois toda pessoa precisa arcar com despesas como moradia, alimentação, transporte, saúde e outras necessidades.

    Se a pessoa conseguisse poupar apenas parte do salário, o prazo aumentaria muito:

    • Guardando 50% do salário (R$ 2.000/mês): cerca de 112 anos e 6 meses.
    • Guardando 25% do salário (R$ 1.000/mês): aproximadamente 225 anos.

    Esse comparativo ajuda a dimensionar o tamanho de um patrimônio de R$ 2,7 milhões quando confrontado com a renda de um trabalhador que recebe R$ 4.000 mensais. Ou seja, até para adquirir com o fruto do próprio suor, um veículo de r$120.000,00, como o que foi apreendido de posse da servidora suspeita de peculato e adulteração de dados, seria bem difícil fechar as contas no final do mês.

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    Quantos anos um trabalhador que ganha um salário mínimo levaria para juntar r$ 2.700.000,00?

    Considerando o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621 por mês, e fazendo uma conta simples (sem descontar despesas, impostos ou considerar investimentos):
    • Salário mensal: R$ 1.621
    • Salário anual: R$ 19.452
    • Meta: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 19.452 = aproximadamente 138,8 anos.

    Resultado:

    Um trabalhador que recebesse um salário mínimo e conseguisse guardar 100% do salário, sem gastar absolutamente nada, levaria cerca de 139 anos para acumular R$ 2,7 milhões.

    Na prática, como ninguém consegue viver sem despesas, esse tempo seria muito maior — provavelmente impossível de ser alcançado apenas com a renda de um salário mínimo.

    Esse é um comparativo que ajuda a dimensionar o valor de R$ 2,7 milhões: representa o equivalente a quase 139 anos de trabalho de uma pessoa que recebe um salário mínimo e economiza integralmente sua remuneração.

    Ou seja, é muito dinheiro quer foi, tudo indica, desviado da Prefeitura de Três Pontas.

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    Inúmeras perguntas ainda precisam ser respondidas

    _ COMO QUE UM SUPOSTO DESVIO MILIONÁRIO DE RECURSOS, COMEÇA NUMA ADMINISTRAÇÃO E CONTINUA NA OUTRA SEM QUALQUER AVERIGUAÇÃO?
    _ A EQUIPE DE TRANSIÇÃO É RESPONSÁVEL, DENTRE OUTRAS COISAS, POR ACOMPANHAR A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA PREFEITURA. ISSO NÃO FOI FEITO?
    _ COMO QUE ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR MILHÕES DA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEM NENHUM CONTROLE, SEM QUE NENHUM SUPERIOR PERCEBA, SEM QUE NADA GERE DESCONFIANÇA?
    _ PELO QUE EU SEI, TODA SAÍDA DE DINHEIRO PÚBLICO, DE RECURSO DA PREFEITURA, TEM QUE PASSAR POR UM PROCESSO EXTREMAMENTE BUROCRÁTICO, CHEIO DE ETAPAS, DE DOCUMENTOS, DE AUTORIZAÇÕES E DE ASSINATURAS. E TUDO COLOCADO NO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. ONDE FOI QUE A TRANSPARÊNCIA FALHOU?
    _ OS MECANISMOS DE SEGURANÇA E DE CONTROLE DOS RECURSOS DA PREFEITURA ESTÃO SUCATEADOS? O QUE DEU ERRADO?
    _ ESTAMOS AINDA NOS RECUPERANDO DO ESCÂNDALO DO ‘TREM FANTASMA’ E AGORA VEM UM NOVO ESCÂNDALO, PASSANDO PELA MESMA SECRETARIA. OS PROCESSOS CONTINUAM IGUAIS? NÃO HOUVE UM APRIMORAMENTO DA SEGURANÇA? NÃO SE CRIARAM NOVAS REGRAS E MEIOS DE SE GARANTIR A SERIEDADE E A HONESTIDADE NA EMPREGABILIDADE DO DINHEIRO PÚBLICO?
    _ A PREFEITURA FICOU 6 ANOS SEM UMA AUDITORIA INTERNA?
    _ PELO QUE NÓS APURAMOS, A SERVIDORA NÃO OCUPAVA UM CARGO DE CHEFIA. CERTAMENTE TINHA OUTRAS PESSOAS ACIMA DELA. ESSAS PESSOAS NÃO ENXERGARAM ESSES DESVIOS DURANTE SEIS ANOS?
    _ SE ELA COMETEU OS CRIMES DE PECULATO E ADULTERAÇÃO DE INFORMAÇÕES, COMO ELA CONSEGUIU FAZER ISSO SOZINHA? OU SERÁ QUE TEM MAIS GENTE ENVOLVIDA?
    _ NAS REDES SOCIAIS, A PERGUNTA MAIS REPETIDA PELA POPULAÇÃO PAGADORA DE IMPOSTOS É: “ELA É APENAS A PONTA DO ICEBERG? SERÁ QUE NESSE MAR, ELA É APENAS A SARDINHA? TEM TUBARÃO ENVOLVIDO?
    _ QUEM CONFERIU O CAIXA DURANTE TODO ESSE TEMPO? QUEM ASSINAVA AS SAÍDAS DE RECURSOS?
    _ SE UM DOS PRECEITOS BÁSICOS DA CÂMARA MUNICIPAL É FISCALIZAR O EXECUTIVO, COMO QUE DUAS LEGISLATURAS SEGUIDAS NÃO CONSEGUIRAM IDENTIFICAR NADA DE ERRADO NO EXECUTIVO? NÃO HOUVE ESSA FISCALIZAÇÃO?
    _ O SISTEMA É FALHO OU HOUVE CONIVÊNCIA?
    _ INSISTO: COMO ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR RECURSOS DE UMA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEGUIDOS, PASSANDO POR DUAS GESTÕES SEM QUE NINGUÉM PERCEBESSE? ONDE ESTÁ O PROBLEMA?
    _ POR QUE SÓ AGORA O SUPOSTO CRIME DE DESVIO FOI DESCOBERTO? COMO FOI DESCOBERTO? QUEM DESCOBRIU?
    _ NO ‘TREM FANTASMA’ NINGUÉM FICOU PRESO. SERÁ QUE DESSA VEZ HAVERÁ PUNIÇÃO PARA QUEM TIVER RESPONSABILIDADE NISSO? VÃO APRIMORAR O CONTROLE E A SEGURANÇA DO DINHEIRO PÚBLICO, OU VÃO ESPERAR QUE UM TERCEIRO CASO ESTOURE LÁ NA FRENTE, EM ALGUM MOMENTO?
    São apenas conjecturas, ilações, questionamentos que cabem no Jornalismo e que todo jornalista imparcial deveria fazer. Afinal de contas, a imprensa é a extensão dos olhos, da boca e dos ouvidos da população. E a população merece as respostas!

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  • R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    Conexão Três Pontas apura quantas melhorias, realizações e obras poderiam ser feitas com esse valor milionário, supostamente desviado dos cofres da Prefeitura.

    Quando se fala em quase R$ 3 milhões, muita gente tem dificuldade de imaginar a verdadeira dimensão desse valor. Para um município do porte de Três Pontas, essa quantia representa recursos capazes de financiar obras, ampliar serviços públicos e melhorar diretamente a qualidade de vida da população. Caso esse dinheiro estivesse disponível para investimentos públicos, seria possível realizar dezenas de ações nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, assistência social e proteção animal, entre outras.

    Saúde

    Construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS)

    Projetos recentes do Ministério da Saúde mostram que uma UBS Porte I custa, em média, entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. Com R$ 2,7 milhões, ainda sobrariam recursos para equipar a unidade com consultórios, mobiliário e equipamentos médicos.

    Cirurgias de catarata

    Segundo contratos do SUS e tabelas estaduais, uma cirurgia de catarata custa, em média, entre R$ 2.500 e R$ 4.000.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível realizar entre 700 e 1.200 cirurgias, devolvendo a visão para centenas de idosos que aguardam em filas.

    Cirurgias ortopédicas

    Dependendo do procedimento, cirurgias ortopédicas custam entre R$ 8 mil e R$ 20 mil na rede pública contratualizada.

    R$ 2,7 milhões poderiam financiar aproximadamente entre 120 e 320 cirurgias ortopédicas, reduzindo filas de pacientes com dores crônicas e limitações de mobilidade.

    Ambulâncias e equipamentos

    Esse valor também permitiria adquirir:

    • diversas ambulâncias de suporte básico;
    • aparelhos de ultrassom;
    • eletrocardiógrafos;
    • consultórios odontológicos completos;
    • monitores multiparamétricos;
    • respiradores e outros equipamentos hospitalares.

    Educação

    Construção de uma creche

    Projetos do FNDE mostram que uma creche municipal custa entre R$ 2 milhões e R$ 3,5 milhões, dependendo da capacidade.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível praticamente construir uma creche completa, beneficiando centenas de crianças.

    Também seria possível:

    • reformar diversas escolas;
    • climatizar salas de aula;
    • renovar mobiliário escolar;
    • construir quadras cobertas.

    Infraestrutura

    Com base em obras executadas por municípios brasileiros:

    R$ 2,7 milhões poderiam pavimentar entre 3 e 6 quilômetros de ruas, incluindo drenagem, meio-fio, calçadas e sinalização.

    Também seria possível:

    • revitalizar praças;
    • construir ciclovias;
    • instalar milhares de luminárias de LED;
    • modernizar espaços públicos.

    Habitação Popular

    Programas habitacionais mostram que uma casa popular possui custo médio entre R$ 140 mil e R$ 180 mil, dependendo do projeto.

    Quase R$ 3 milhões poderiam construir aproximadamente entre 16 e 20 casas populares, oferecendo moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade.

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    Proteção Animal

    Projetos municipais de proteção animal mostram que um Centro de Acolhimento para cães e gatos, equipado com:

    • centro cirúrgico;
    • consultórios veterinários;
    • canis;
    • gatil;
    • área de recuperação;
    • espaço de adoção,

    custa aproximadamente entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível construir um abrigo moderno e ainda manter seu funcionamento por meses, financiando castrações, vacinação, microchipagem, alimentação e campanhas permanentes de adoção.

    Em muitas cidades brasileiras, um investimento dessa magnitude praticamente resolveria grande parte do problema dos animais abandonados.

    Assistência Social

    Uma Casa de Passagem destinada ao acolhimento temporário de pessoas em situação de rua pode custar entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, dependendo da estrutura.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível implantar uma unidade completa contendo:

    • dormitórios;
    • refeitório;
    • lavanderia;
    • atendimento psicológico;
    • assistência social;
    • qualificação profissional.

    Além da construção, ainda haveria recursos para ajudar no custeio inicial da operação.

    Lazer e qualidade de vida

    O investimento também permitiria:

    • construção de parques;
    • academias ao ar livre;
    • revitalização de áreas verdes;
    • centros esportivos;
    • espaços de convivência para idosos e crianças.

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    O verdadeiro peso de R$ 2,7 milhões

    Embora esse valor represente apenas parte do orçamento anual de um município, trata-se de uma quantia suficiente para deixar um legado permanente para milhares de pessoas.

    São recursos que poderiam reduzir filas de cirurgias, construir moradias, criar vagas em creches, salvar animais abandonados, acolher pessoas em situação de rua, pavimentar bairros inteiros ou modernizar a rede pública de saúde.

    No caso investigado em Três Pontas, a Polícia Civil informou que o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,7 milhões desde 2020. A responsabilidade criminal dos envolvidos será definida exclusivamente pela Justiça, ao término das investigações e do devido processo legal.

    Independentemente do resultado do processo, essa comparação ajuda a dimensionar o impacto que milhões de reais representam para uma cidade do porte de Três Pontas.

    Fica uma reflexão inevitável: quantas vidas poderiam ter sido transformadas? Quantas cirurgias poderiam ter sido realizadas? Quantas famílias poderiam ter recebido uma casa? Quantos animais abandonados poderiam ter sido acolhidos? Quantas crianças poderiam estar hoje em uma nova creche?

    Além de descobrir, responsabilizar e condenar os envolvidos (caso o crime se confirme), é inevitável que essa fortuna volte para os cofres públicos. Punir apenas o infrator não resolve. Se o dinheiro público saiu do caixa de forma criminosa, sórdida e sorrateira, ele precisa voltar! O povo, pagador de impostos, espera por isso! E a moralidade na política, na coisa pública, também!

    *Pesquisa/Apuração/Reportagem – Jornalista Roger Campos

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    Roger Campos

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  • URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    Questionamentos do Conexão: Onde está esse dinheiro? Os desvios podem ter começado em 2020, ainda na gestão anterior. A Prefeitura não fez nenhuma auditoria interna nesses anos todos? Ela agia, supostamente, sozinha ou tem mais gente envolvida?

    A Polícia Civil aponta que o suposto esquema teria começado em 2020. E a Justiça decretou a prisão preventiva de servidora concursada. Investigações continuam para esclarecer se há outros envolvidos.

    A investigação sobre um dos maiores escândalos envolvendo recursos públicos da história recente de Três Pontas ganhou um novo e importante desdobramento. Embora não seja o primeiro escândalo, já que as estruturas do Poder Executivo de Três Pontas foram abaladas, anos atrás, com a Operação Trem Fantasma (também passando pela Secretaria da Fazenda e outras secretarias), que recentemente condenou alguns envolvidos.

    A Polícia Civil cumpriu, na noite desta terça-feira, mandado de prisão preventiva contra a servidora pública concursada Thamares Maria Moraes, de 31 anos, lotada na Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de Três Pontas. A prisão foi determinada pela Justiça no curso das investigações que apuram um suposto esquema de desvio de dinheiro público.

    Thamares foi presa por volta das 19 horas, em sua residência, localizada no bairro Vila Ipiranga, em Varginha, sendo posteriormente encaminhada para a Delegacia de Plantão.

    Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram e apreenderam três veículos — um automóvel e duas motocicletas — além de documentos, extratos bancários, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo, eletrodomésticos de alto valor e diversos outros bens que agora passarão por análise da Polícia Civil.

    Segundo as investigações, parte desse patrimônio poderá ter sido adquirido com recursos supostamente desviados dos cofres públicos. A servidora recebe salário aproximado de R$ 4 mil mensais, circunstância que também integra a apuração quanto à compatibilidade patrimonial.

    PREJUÍZO JÁ ULTRAPASSA R$ 2,6 MILHÕES

    O que inicialmente era tratado como um possível prejuízo milionário ganhou proporções ainda maiores.

    Conforme informações da Polícia Civil, o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,6 milhões, valor que teria sido desviado desde o ano de 2020, atravessando diferentes administrações municipais.

    A prisão preventiva não representa condenação criminal, mas uma medida cautelar prevista na legislação para garantir o andamento das investigações, preservar provas e evitar eventual interferência na apuração dos fatos.

    Por enquanto a servidora é tratada como suspeita e investigada, não havendo nenhuma sentença condenatória ou definição de culpabilidade!

    Thamares Maria Moraes, investigada por PECULATO e INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA INFORMATIZADO EM TRÊS PONTAS

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    RELEMBRE O CASO

    O Conexão Três Pontas revelou que uma auditoria interna realizada pela própria Prefeitura identificou indícios de movimentações financeiras consideradas irregulares envolvendo recursos públicos.

    Após detectar as inconsistências, a Administração Municipal afastou preventivamente a servidora e comunicou imediatamente os órgãos responsáveis pela investigação.

    A Prefeitura informou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis responderão nas esferas administrativa, civil e criminal.

    Imagem editada! Suspeita em primeiro plano, com a imagem da Prefeitura ao fundo.

    CÂMARA COBRA RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES

    O caso repercutiu intensamente na Câmara Municipal.

    Durante sessão ordinária, vereadores defenderam uma investigação profunda, transparente e rigorosa.

    O vereador Rodrigo Silva destacou que toda apuração deve respeitar o devido processo legal, permitindo que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas antes de qualquer conclusão definitiva.

    Já o vereador Geraldo Coelho afirmou que, se confirmadas as suspeitas, o episódio representará uma das maiores lesões ao patrimônio público da história do município e defendeu que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

    O vereador Fabiano “Popó” Diniz relatou que estava ao lado do prefeito Luís Carlos da Silva quando ele tomou conhecimento das suspeitas e afirmou ter ouvido do chefe do Executivo a determinação para que o caso fosse investigado “com o máximo rigor, sem deixar qualquer dúvida pelo caminho”.

    O presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade, afirmou que o Legislativo continuará acompanhando atentamente o andamento das investigações e exercendo sua função constitucional de fiscalização.

    Até o momento a servidora efetiva, afastada preventivamente, é apenas investigada, suspeita dos fatos. Não há, até o momento, nenhuma condenação a esse respeito.

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    INVESTIGAÇÃO AINDA ESTÁ LONGE DO FIM

    Outro aspecto que chama atenção é que, segundo informações apresentadas durante os debates na Câmara e agora reforçadas pelas investigações policiais, o suposto esquema teria começado em 2020, antes da atual administração municipal.

    Agora, a Polícia Civil busca responder uma série de perguntas fundamentais.

    A servidora teria agido sozinha?

    Existem outros envolvidos?

    Como um suposto desvio superior a R$ 2,6 milhões teria permanecido sem ser identificado durante tantos anos?

    Houve falhas nos mecanismos internos de controle financeiro?

    Essas respostas somente poderão ser dadas ao final da investigação policial e dos futuros processos judiciais.

    Até o momento, a investigada permanece amparada pelo princípio constitucional da presunção de inocência, cabendo à Justiça decidir sobre sua eventual responsabilidade criminal após a conclusão de todas as etapas do processo.

    O CONEXÃO VAI CONTINUAR INVESTIGANDO

    O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando cada novo desdobramento deste caso, ouvindo todos os lados, cobrando transparência e levando informação de interesse público à população.

    Mais do que descobrir quem teria cometido o suposto desvio, a sociedade espera entender como um esquema que, segundo a investigação, teria começado em 2020 conseguiu permanecer oculto por tantos anos. Como ninguém percebeu? Houve falhas nos mecanismos de fiscalização? A Prefeitura passou todo esse período sem uma auditoria capaz de identificar essas movimentações? E a pergunta que hoje ecoa em toda Três Pontas é inevitável: a investigada agiu sozinha ou outras pessoas também poderão ser responsabilizadas? Essas respostas são aguardadas por toda a população e somente uma investigação profunda, técnica e imparcial poderá esclarecê-las.

    Conexão Três Pontas — Jornalismo que Faz Diferença.

     

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