Autor: Roger Campos

  • QUARENTENA E ABSTINÊNCIA II – Nilson Lattari

    QUARENTENA E ABSTINÊNCIA II – Nilson Lattari

    A minha abstinência continua ativa. Parece que esqueceu os doces, inexistentes na casa, e até as palavras adocicadas estão raras em seu vocabulário. Mas, como eu disse, fica pela casa tentando imaginar, penso eu, em alguma estratégia que satisfaça a sua vontade de chocolates e sorvetes.

    O seu olhar intimidatório me recolheu ao fundo do armário, de onde posso ouvir seus movimentos. Parece que a minha ausência não foi sentida, tendo em vista que há barulho na cozinha. Posso ver, pelo orifício do armário, que ela passa, frequentemente, com um livro que me parece de culinária. Ouço o computador, quem sabe sintonizado no Youtube, de algum influencer falando sobre receitas. Mas a voz dela não é muito convidativa, porque o teclado do computador está frenético.

    Ela insiste em perguntar ao Google, com uma certa rispidez, no que é respondida, simpaticamente, pela mocinha, quanto à fabricação de açúcar caseiro. Com a resposta negativa, a sua exasperação começa a se manifestar.

    Ouço barulho na cozinha, o micro-ondas funcionando, a batedeira e outros aparelhos domésticos. Há um intervalo, um muxoxo de decepção e a privada é acionada. Não entendo bem a relação das coisas, mas, do fundo do armário somente posso fazer conclusões, e não são precipitadas. Qual seria a relação entre o barulho da cozinha e a descarga do banheiro, ou a relação seria ao contrário? Fico assustado.

    Quais os produtos que tenho em casa que poderiam lembrar produtos adocicados? Nas últimas compras, antes da quarentena, ela insistiu em comprar um detergente sabor jabuticaba. Pensei eu por que deveria comprar um detergente sabor jabuticaba? Pratos e panelas precisam de sabor para serem limpos? Mas, seria uma opção açucarada?

    A geladeira abre e fecha e o micro-ondas novamente está em ação. Ela solta uma expressão de satisfação, quando abre a geladeira. Logo depois vai até a privada e a aciona, volta ao micro-ondas, e volta até o banheiro. Tento estabelecer a relação entre as idas ao banheiro e a atividade na cozinha.

    Pensará ela em alguma relação de alquimia para poder fabricar um tipo de glicose? Só me resta esperar.

    A casa está em silêncio e sinto passos caminhando lentamente até o quarto, onde está o armário onde estou escondido.

    A porta, subitamente, abre, e ela me apresenta um copo com uma textura marrom, um pouco pegajosa e que não se movimenta. Ela introduz uma colher. O copo está gelado. Ela me diz, autoritariamente:

    – Beba!

    Eu respondo, timidamente:

    – Se você descobriu a fórmula caseira da glicose, saiba que a minha não pode correr risco.

    – Beba! Ela repetiu, sem piscar.

    Aquela substância marrom, pegajosa me causou um pouco de asco. Mas, eu respondi, corajosamente:

    – Parece m…

    – Isso mesmo, beba!

    A sua voz foi uma ordem e eu bebi, uma coisa estranha, uma misturada de coisas. Parecia ovo, yogurte desnatado e casca de kiwi, arrisquei.

    Ela disse:

    – Isso mesmo, uma mistura de tudo que eu achei em casa.

    E o pior é que parecia doce.

    – Na próxima, eu tenho que conseguir o sorvete, ela disse.

     Nilson Lattari é Escritor

     

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  • MP entra com ação de improbidade contra o ex-governador Pimentel

    MP entra com ação de improbidade contra o ex-governador Pimentel

    O Ministério Público de Minas Gerais entrou na Justiça com uma ação civil pública contra o ex-governador Fernando Pimentel (PT), três secretários e um subsecretário da mesma administração por improbidade administrativa. O MPMG alega que, a mando de Pimentel, os executivos do alto escalão do governo desviaram mais de R$ 6 bilhões em arrecadação de IPVA e ICMS que deveriam ter sido repassados a municípios.

    Na ação, o MPMG argumenta que o repasse dos valores devidos aos municípios do IPVA e do ICMS é garantido por lei federal, portanto, o estado não poderia o que chamou de “desviar” o valor que somou R$6.046.248.212,33, referente aos anos de 2017 e 2018.

    A ação, assinada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, é da última segunda-feira (27). O processo corre em segredo de justiça e, por este motivo, o Tribunal não pode confirmar se tal ação já foi aceita ou não. Caso ela seja acolhida, os investigados viram réus.

    A ação pede que a Justiça determine, ainda, a indisponibilidade de bens de todos os citados até que seja reunido o valor total do que ficou devido aos municípios.

    Foram citados na ação civil pública os então secretários da Fazenda, José Afonso Bicalho, de Planejamento e Gestão, Helvécio Miranda, de Governo, Odair Cunha, e o subsecretário de Tesouro Estadual, Paulo de Souza Duarte.

    O ex-governador disse, em nota, “não conhecemos ainda o inteiro teor da ação. Tomando como base apenas a nota do Ministério Público, cabe salientar que o evento de que trata a ação (os supostos atrasos nos repasses) já recebeu o tratamento adequado do Poder Judiciário, tendo sido firmado um acordo com a AMM que encerrou as demandas. Assim sendo, no nosso entendimento, não faz sentido questionar o que já foi devidamente apreciado e equacionado pelo Judiciário”.

    O PT informou que, como instituição, não é citada no processo e, portanto, não cabe comentário.

    O decreto

    A ação trata do decreto 47.296/17, assinado pelo então governador Fernando Pimentel (PT). A determinação foi tomada no dia 27 de novembro de 2017, quase um ano após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reconhecer o estado de calamidade financeira no estado.

    No decreto, Pimentel determinou a criação do “Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro”, que tinha como atribuição encontrar receitas extras para ajudar o caixa do estado.

    O ex-secretário da Casa Civil na gestão Pimentel, Marco Antônio Rezende Teixeira, que não é citado na ação, explicou que o petista assumiu o governo de Minas Gerais em 2015 com um rombo nas contas públicas de quase R$ 7 bilhões. Em 2016, o estado adotou o pagamento escalonado do salários dos servidores, procedimento que ainda está em vigor, mesmo após a eleição do atual governador Romeu Zema (Novo).

    Então, segundo ele, era preciso criar arrecadação extra para honrar as contas do estado. E uma das soluções encontradas pelo comitê foi não repassar aos municípios a parte que cabia a eles na renda gerada pelos impostos de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o de Circulação sobre Mercadoras e Serviços (ICMS). Pelo primeiro, cada município deve receber 50% referente ao primeiro e 25% referente ao segundo.

    Outras medidas tentadas pelo comitê foi um financiamento tendo como garantia recebíveis do nióbio, projeto que foi barrado na ALMG, as vendas das companhias de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

    Com o decreto, esses valores deixaram que ser enviados aos municípios mineiros. Muitos deles entraram em penúria financeira também.

    Fonte R7 / G1

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    Roger Campos

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  • É DIREITO DO PACIENTE: PLANOS DE SAÚDE DEVEM COBRIR INTERNAÇÃO EM “HOME CARE”! – Gabriel Ferreira

    É DIREITO DO PACIENTE: PLANOS DE SAÚDE DEVEM COBRIR INTERNAÇÃO EM “HOME CARE”! – Gabriel Ferreira

    Imagine que você ou alguém de sua família precise de cuidados médicos 24 horas por dia.

    Digamos que seu avô sofre de mal de Parkinson, por exemplo, e precisa de atendimento de fisioterapeutas, enfermeiros e médicos em tempo integral.

    O médico, por entender ser melhor para o paciente, indica que, em vez de receber esses cuidados dentro de um hospital, ele seja tratado no conforto de sua casa.

    É certo que no ambiente hospitalar o paciente correria risco de contrair infecções e estaria muito mais exposto a doenças.

    Você faz a solicitação da internação domiciliar junto ao plano de saúde e o pedido é negado. E agora?

    Calma, não se desespere! Fica aqui comigo que vou te explicar como agir nesses casos. Você não precisa desembolsar rios de dinheiro.

    Em primeiro lugar, entenda o que é “home care”.

    “Home care” é um termo em inglês que significa “atendimento domiciliar”. Basicamente é o direito do paciente de estar internado ou de receber cuidados médicos em sua própria residência nas mesmas condições caso estivesse em um hospital ou clínica médica.

    Ou seja, o paciente deve estar amparado por todos os profissionais, aparelhos e medicamentes de que necessita.

    É certo que a permanência prolongada no ambiente hospitalar pode prejudicar a saúde e a recuperação, expondo o paciente a inúmeras infecções e doenças.

    Quando a internação “home care” é recomendada?

    Quem decide pela necessidade da internação domiciliar é sempre o médico. O tratamento “home care” só deve ser utilizado quando necessário para o bem estar e evolução clínica do paciente.

    Em tempos de pandemia de coronavírus, o “home care” pode também ser uma alternativa para desocupar leitos de hospitais e preservar o paciente da exposição ao vírus.

    Os Planos de Saúde são obrigados a cobrir os custos do “home care”?

    Infelizmente ainda é muito comum os usuários de planos de saúde receberem das operadoras a negativa para cobertura do tratamento ou internação domiciliar.

    Porém, este é um tema que já foi muito discutido por nossos tribunais.

    Os planos de saúde negam a cobertura de “home care” com o argumento de que isso não está no contrato.

    Mas, diante de tantas negativas por parte dos planos de saúde, a Justiça pacificou o entendimento de que, “em casos onde há expressa recomendação médica, revela-se abusiva a cláusula contratual que exclui a cobertura de internação domiciliar”.

    Portanto, mesmo que seu contrato com o plano de saúde exclua a cobertura do “home care”, caso o médico a recomende, o plano de saúde será obrigado a custeá-la.

    O que, exatamente, o plano de saúde deve fornecer no “home care”?

    Cabe ao plano de saúde custear todos os profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas…) necessários para atendimento do paciente, como também todos os equipamentos e medicamentos indicados, por tempo indeterminado.

    ATENÇÃO: o plano de saúde não pode limitar o tempo de cobertura do “home care”. Quem decide o tempo necessário para alta é sempre o médico e a operadora não pode interferir nisso.

    E se o plano de saúde negar o “home care”?

    Caso você se depare com uma negativa do seu plano de saúde, o recomendado é que busque ajuda junto à Justiça, que, via medida liminar, a depender do caso, poderá obrigar a operadora a fornecer o tratamento imediatamente.

    Além do mais, dependendo do caso, você também poderá ser indenizado por danos morais, já que essa é uma situação frágil e delicada, a qual ultrapassa o mero aborrecimento.

    Portanto…

    Podemos concluir que o plano de saúde é obrigado a cobrir o tratamento ou internação “home care”, QUANDO RECOMENDADA POR UM MÉDICO.

    Além disso, também poderá ser obrigado a indenizar o paciente em caso de negativa, já que se trata de uma conduta abusiva. Ficou com alguma dúvida? Fale com quaisquer advogados especialistas.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” desde 2006/por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG.

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  • HISTÓRIAS DE VIDA: “Dr. Olivotto” é Homenageado pelo Conexão Três Pontas

    HISTÓRIAS DE VIDA: “Dr. Olivotto” é Homenageado pelo Conexão Três Pontas

    Um dos advogados mais antigos da cidade, Dr. Olivotto é símbolo de competência e dedicação ao trabalho.

    O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos, merecidamente, homenageando, contando um pouco da história do querido advogado Dr. Olivotto.

    Oswaldo Olivotto Ardissono, nasceu em Três Pontas no dia 11 de junho de 1932. É filho de José Clementino da Penha e Clementina Olivotto Ardissono. A família é composta por 5 irmãos.

    Casou-se com Cleuza Silva Ardissono há 51 anos. Esta união inspiradora, de mais de meio século, trouxe muitos frutos. São, ao todo, 5 filhos, 6 netos e 2 bisnetos, todos educados no berço cristão.

    Iniciou seus estudos no Grupo Cônego Vitor e terminou o Ensino Médio no antigo Ginásio São Luís, hoje Estadual Deputado Teodósio Bandeira. Após alguns anos iniciou o curso acadêmico na Faculdade de Direito Sul de Minas, na cidade de Pouso Alegre, onde se formou bacharel em Direito.

    Dr. Olivotto é um homem íntegro, honesto, de família querida na cidade. Um homem de muita fé. Sempre cultivou amizades verdadeiras e ganhou muitos admiradores. Dedicado com muito afinco ao Direito, teve uma carreira jurídica muito bem sucedida. Tranquilo, sereno, fala mansa, é daquelas pessoas que cada conversa se torna uma aula, alguém que acumulou muito conhecimento e que o repassa com toda simplicidade e eficiência.

    Foi um colaborador de muita relevância durante vários anos na Prefeitura Municipal de Três Pontas. Um servidor público que se dedicou ao Executivo Municipal de forma irretocável. Recentemente Dr. Olivotto foi, merecidamente, homenageado pelo então prefeito, Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias.

    Uma das filhas, Andreia Ardissono, falou ao Conexão sobre o pai querido: “Meu pai é um exemplo de homem, coração manso e humilde, sempre carinhoso e compreensivo, muito sábio. A palavra que o define é Amor”, pontuou.

    Por toda sua trajetória de sucesso, de lutas e de muito amor pela profissão, por tantos ensinamentos, tamanha dedicação ao Direito, Dr. Olivotto, é hoje, merecidamente, homenageado pelo Conexão Três Pontas que contou sua bela História de Vida. Parabéns!

    INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA

    Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.

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  • Restaurante é furtado no centro de Três Pontas

    Restaurante é furtado no centro de Três Pontas

    Marginais serraram a grade da janela para acessar o imóvel.

    Um restaurante localizado no centro de Três Pontas foi alvo da ação de marginais nesta semana. Conforme nos relatou a proprietária do estabelecimento. Para acessar o interior do imóvel eles serraram a grande de uma janela.

    Maria Auxiliadora da Silva Mantovan e seu marido Angelo Mantovan chegaram para trabalhar por volta das 6h30 da manhã da última quinta-feira (3) quando percebeu que uma grade de uma janela frontal estava serrada. Ao entrar constatou o local revirado e ainda a falta de uma quantia em dinheiro e de um notebook.

    Ela acionou a Polícia Militar que fez o Boletim de Ocorrência. A proprietária também acionou o segurança particular. “Eu pago mensalmente por esse trabalho e mesmo assim os criminosos conseguiram entrar aqui no restaurante e me causaram esse prejuízo”, revelou.

    Ainda conforme Maria Auxiliadora, o valor levado em dinheiro gira em torno de 80,00. O notebook preto é da marca CCE. Quem receber alguma oferta de um aparelho da marca deve acionar a Polícia Militar pelo 190.

    Foi a terceira vez que o local foi vítima de criminosos. Nas duas primeiras tentativas eles não conseguiram acessar o interior. O restaurante, que funciona no mesmo ponto há 6 anos, já teve a grade arrumada e a segurança aumentada.

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  • Ayrton Senna do Brasil – Professor Chico

    Ayrton Senna do Brasil – Professor Chico

    Conheci o herói brasileiro das pistas no ano de 1993 – apenas um ano antes de sua morte. Certamente, pela minha tenra idade à época dos seus três títulos mundiais, eu me interessasse muito mais pela Corrida Maluca de Hanna & Barbera do que por Fórmula 1. Devo a minha aproximação a esse gênio das pistas a um vizinho que tinha por aqueles idos dos anos noventa. Fazia pouco tempo que eu morava onde ainda resido e um rapaz e uma moça, recém casados, vieram morar nesta vizinhança também. Ele era fã-incondicional de Ayrton Senna e, de uma feita, numa manhã ensolarada de domingo, sua esposa, que já se tornara amiga de minha mãe, veio perguntar-lhe, em nome do marido, se minha mãe o deixaria assistir as corridas de Fórmula 1 em nossa televisão (preto e branco!), pois eles ainda não tinham uma. Sim! A vida era muito mais difícil 30 anos atrás! Minha mãe generosamente atendeu ao pedido da jovem moça e pouco depois o rapaz chegava à minha casa meio acanhado e eu, meio intrigado com a chegada do estranho que me atrapalharia a ver meus desenhos e o Chaves nas manhãs de domingo no SBT. Como era de costume (e aqueles eram bons costumes!), minha mãe me ordenou que “fizesse sala para a visita” e pediu licença ao rapaz enquanto voltava à cozinha para terminar o almoço.

    A corrida começou. Volta e meia o rapaz trocava algumas palavras comigo e eu, como não tinha alternativa, tentava entender as regras daquele esporte chato onde carros ficavam contornando sem parar um circuito cheio de curvas. Às vezes, um ou outro se colidiam, “passavam” uns pelos outros e o narrador se exaltava e gritava o nome de um ou outro piloto. Parecia que ninguém fazia ponto nesse esporte e, obviamente, não tinha “gol”. Era enfadonho!

    Não me lembro se Senna ganhou aquela primeira corrida que meu vizinho veio assistir em minha casa. Contudo, a cada duas semanas ele vinha assistir a corrida e eu, lhe fazia sala – ordens de minha mãe – e fui, aos poucos, tomando gosto pelas corridas e pela emoção do narrador ao comemorar as vitórias de Senna.

    Naquele ano de 1993, eu assisti tudo o que pude na TV sobre Fórmula 1 e Ayrton Senna. Nas “corridas de bicicleta” depois da escola com os amigos da rua, eu queria ser Senna, embora sempre perdesse, ao contrário do campeão das pistas mundo afora. Naquele ano de 1993, Senna não ganhava mais com a frequência de anos anteriores. Seu carro era muito inferior ao de seus adversários diretos, como o de seu arquirrival Alain Prost, que se tornaria tetracampeão mundial naquele mesmo ano. Todavia, em várias corridas, Senna fez mágica com um carro que deixava muito a desejar para um candidato ao título mundial. O ano de 1993, para Senna, foi o ano em que ele, diversas vezes, provou suas habilidades quase sobre-humanas ao conduzir um carro de Fórmula 1, como na célebre corrida de Donington Park, Inglaterra, quando ultrapassou quatro pilotos, sob chuva, ainda na primeira volta e ganhou de ponta a ponta com esse carro extremamente limitado para o porte de um piloto como ele que almejava o tetracampeonato mundial.

    Mas o que tornava Senna tão especial para nós brasileiros e cativava até garotos de 11 anos como eu à época?

    Senna entrou de vez para o cenário da Fórmula 1 quando ganhou sua primeira corrida no Estoril, Portugal, em 1985, no ano do fim do regime militar, mas o auge de sua carreira se deu em momentos talvez ainda mais conturbados para o país. Seu primeiro campeonato mundial de Fórmula 1 aconteceu no ano da Constituinte, em 1988, e ele emendou, a partir dali uma carreira curta e estelar, durante os anos tumultuados da hiperinflação, dos escândalos do governo Collor, seus planos econômicos desastrosos e seu impeachment. Some-se a isso os insucessos seguidos do nosso maior orgulho no esporte, a seleção canarinho. Dizem que naqueles tempos, ainda se vivia na pele o trauma da tragédia do Sarriá frente à Itália, em 1982. Então, de repente, nesse cenário desalentador e com poucas perspectivas de um futuro menos tétrico em todos os sentidos, surgiu um jovem rapaz paulistano que pilotava um carro de corrida de maneira magistral e levava o nome do Brasil altivamente aos quatro cantos do mundo, encantando plateias por onde passava. Senna devolvera-nos o orgulho de ser brasileiro. Representava-nos na arena esportiva e fora dela, defendendo, por exemplo, uma melhor qualidade de vida para todos os cidadãos brasileiros a partir da Educação. Ao contrário de muitos “atletas” da atualidade que só se preocupam em fazer caras e bocas em redes sociais, Senna tinha uma postura profissional ímpar e um desejo de vitória inigualável, o que o levou a incontáveis feitos, mesmo quando todas as circunstâncias lhe eram totalmente desfavoráveis e sempre, em todas essas situações, ressalte-se, fazia questão de enaltecer o fato de ser brasileiro, o que lhe rendeu a alcunha de Ayrton Senna do Brasil. Víamos, portanto, em Senna, um arquétipo do que gostaríamos de ser enquanto nação, pois ele vinha “de baixo”, de um país não levado à sério e relegado à condição de terceiro mundo no cenário internacional, teve muitas vezes mil e um obstáculos a impedir o seu progresso, mas se impunha frente a ingleses, franceses, americanos e – por puro mérito do seu profissionalismo e trabalho árduo – alcançava a vitória, ganhando o respeito e admiração até mesmo de seus mais ferrenhos adversários. Em suma, Senna era uma amálgama do inconsciente coletivo do Brasil.

    Nosso ás do asfalto foi vice-campeão do mundo ao final da temporada de 1993, vencendo sua última corrida em Adelaide, na Austrália, no dia 07 de novembro daquele ano. Um mês mais tarde, ele deixava a equipe McLaren, onde obteve a maioria de suas vitórias e os seus três títulos mundiais, e assinava contrato com a Williams, que tinha o melhor carro da época. O francês Alain Prost, então piloto da Williams e arquirrival de Senna, deixava a equipe por não querer trabalhar novamente lado a lado com seu desafeto. Quando vi a notícia na TV, exultei de alegria e lembro de dizer à minha mãe: “ano que vem (1994) ninguém ganha do Senna. Será tetra! O melhor piloto no melhor carro.” Infelizmente, o meu vaticínio não se cumpriria, como todos sabemos. Mas não quero terminar este artigo de forma fúnebre. Quero terminá-lo relembrando as façanhas do nosso herói das pistas e evocando a esperança que ele tinha de dias melhores para o nosso Brasil. Que tenhamos a força, a garra e a determinação de Senna, enquanto ele desfilava pelas pistas do mundo, para superarmos todos os problemas do presente e que voltemos às suas memórias, memórias de um eterno herói nacional, como fonte de inspiração.

    Senna, você faz muita falta!

    Professor Chico

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  • ESPECIAL: Como foi o acidente que matou o herói Ayrton Senna?

    ESPECIAL: Como foi o acidente que matou o herói Ayrton Senna?

    26 anos depois, Conexão traz detalhes daquela tragédia que enlutou todo país em 1º de Maio de 1994. As principais causas da morte do piloto brasileiro – e as consequências que mudaram a Fórmula 1 para sempre

    Uma batida violenta, na sétima volta do GP de San Marino, na Itália, em 1994, tirou a vida do tricampeão mundial de F-1. Era a terceira etapa de uma temporada que não ia nada bem para Senna. Ele ainda não havia conquistado pontos no campeonato e via um novato, Michael Schumacher, disparar com duas vitórias (o alemão viria a conquistar seu primeiro título naquela temporada).

    Ayrton passou os dois anos anteriores comendo poeira dos carros da Williams e, justo quando se transferiu para a equipe com o melhor veículo, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) proibiu as tecnologias que davam vantagem à escuderia azul e branca.

    O fim de semana do GP, disputado no circuito de Ímola, já estava carregado por causa de um acidente grave de Rubens Barrichello, nos treinos de sexta-feira, e da morte do austríaco Roland Ratzenberger no sábado. No domingo, 1º de maio, foi a vez de Senna.

    SANGUE NO ASFALTO

    A pista de Ímola tinha muitas ondulações. Os carros de F-1 precisam “grudar” no asfalto e, numa superfície irregular, ficam instáveis e sujeitos a derrapar. Para complicar a situação, os veículos da Williams estavam difíceis de guiar, já que a equipe ainda estava se adaptando à proibição do uso do sistema de suspensão eletrônica.

    CURVA DA MORTE

    A Tamburello já havia sido palco de acidentes. Em 1987, Nelson Piquet bateu no mesmo ponto a 280 km/h por causa de um pneu furado. Dois anos depois, Gerhard Berger, amigo de Senna, bateu e incendiou sua Ferrari no muro da curva. Após o acidente de Senna, a curva virou uma inofensiva chicane – sequência de curvas de baixa velocidade.

    RODA MURCHA

    Uma teoria culpa os pneus. Na primeira volta da corrida, os pilotos tiveram de dirigir devagar por causa de um acidente. Com isso, os pneus esfriaram e perderam 25% da pressão. O carro ficou 5 mm mais baixo, o que pode ter desestabilizado a aerodinâmica. Isso teria causado a perda de aderência da Williams com a pista.

    FORA DE CONTROLE

    A explicação mais famosa é a de que a coluna de direção, que liga o volante às rodas da frente, quebrou. Senna pediu aos engenheiros que aumentassem o tamanho da peça em 1,8 cm para que o volante ficasse mais próximo dele. Segundo a Justiça italiana, a solda de um pedaço extra de metal teria sido mal feita e causado a quebra da coluna.

    A última vez em que Senna testou seu carro, o mesmo do acidente fatal.

    (SEM) FIO DA MEADA

    Os sistemas eletrônicos do carro enviam dados de performance a computadores da equipe. É a chamada telemetria. No caso de Senna, os dados revelam que havia força sendo aplicada na coluna de direção, o que provaria que ela não quebrou antes do impacto. Também dá para saber que o piloto acionou freios e soltou o acelerador.

    IMPACTO PROFUNDO

    O carro não estava tão rápido (216 km/h) e a batida não foi frontal – pilotos já escaparam com vida de acidentes mais violentos. A falta de sorte foi que, na batida, a roda direita ficou prensada entre o muro e o carro. Isso causou a quebra do braço da suspensão, que entrou pela viseira do capacete, perfurou o crânio e atingiu o cérebro. Além do crânio perfurado, não havia outra lesão no corpo de Senna: nenhum osso quebrado ou hematomas.

    À ESPERA DE UM MILAGRE

    Os bombeiros chegaram 20 segundos após o acidente, mas não tinham o que fazer, já que não houve incêndio. A ambulância levou dois minutos para chegar ao local do acidente – tempo demorado na opinião de especialistas em segurança de corridas. Já fora do carro, Senna teve o pescoço cortado para poder respirar (traqueostomia). Após mais 15 minutos, um helicóptero levou o piloto ao hospital Maggiore, em Bolonha. Ele morreu 40 minutos após ser internado.

    Brasil parou durante o velório do herói nacional Ayrton Senna.

    Resultados da tragédia

    Acidente tornou a F-1 mais segura

    A Justiça italiana investigou o caso até 1997. Membros da equipe Williams, incluindo o dono, Frank Williams, foram julgados e absolvidos. O jornalista Flavio Gomes, especializado em automobilismo, explica: “Não há culpados no sentido de alguém ter sido negligente ou descuidado”. Pelo menos, houve uma boa consequência: a segurança aumentou. Hoje, as rodas são “amarradas” ao carro para não voarem, há reforços nas laterais e uma comissão de segurança da F-1.

    O foto mais emblemática do fim de uma lenda. Minutos antes de entrar em seu carro, naquele fatídico dia, Senna olha para sua Williams visivelmente triste, parece estar prevendo o que lhe aconteceria naquela manhã de domingo. Com as mãos sobre o aerofólio, Ayrton parece se despedir das pistas, da vida…

    Fontes:  Flavio Gomes, jornalista da FOX Sports e do site Warm Up / Livro The Death of Ayrton Senna, de Richard Williams / documentário Seismic Seconds: The Death of Ayrton Senna, da National Geographic / The Guardian / Super Interessante / Terra Brasil / Abril.com / The Independent / BBC / VEJA / FastCompany

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  • Desemprego no país sobe para 12,2% e atinge 13 milhões de pessoas

    Desemprego no país sobe para 12,2% e atinge 13 milhões de pessoas

    A taxa de desemprego no país subiu para 12,2% no primeiro trimestre, na comparação com o último trimestre de 2019, atingindo 13 milhões de pessoas. Segundo analista do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), ainda não é possível medir o impacto do coronavírus sobre esse resultado, já que os dados são dos meses de janeiro a março.

    A alta do desemprego foi de 1,3 ponto percentual (p.p) sobre o trimestre anterior (10,9%), o que representa 1,2 milhão de pessoas a mais na fila por um emprego.

    Os dados fazem parte da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada hoje pelo IBGE. A pesquisa não usa só os trimestres tradicionais, mas períodos móveis (como fevereiro, março e abril; março, abril e maio etc.). “Esse crescimento da taxa de desocupação já era esperado. O primeiro trimestre de um ano não costuma sustentar as contratações feitas no último trimestre do ano anterior. Essa alta na taxa, porém, não foi a das mais elevadas. Em 2017, por exemplo, registramos 1,7 p.p.”, disse a analista da pesquisa Adriana Beringuy.

    Pesquisa ainda não mediu impacto do coronavírus Ainda não foi possível mensurar se as medidas de isolamento social, provocadas pela pandemia do novo coronavírus, refletiram na taxa de desemprego do trimestre fechado em março, afirmou Beringuy.

    Segundo a analista, grande parte do trimestre ainda está fora desse cenário. A maioria dos estados decretou o isolamento a partir da segunda quinzena de março. “Não posso ponderar se o impacto da pandemia foi grande ou pequeno, até porque falamos de um trimestre com movimentos sazonais, mas de fato para algumas atividades ele foi mais intenso”, comentou. Por causa do isolamento social, os dados da Pnad Contínua estão sendo coletados pelo IBGE somente por telefone, e não mais presencialmente.

    Informalidade tem leve queda A taxa de informalidade atingiu 39,9% da população ocupada, representando 36,8 milhões de trabalhadores. No trimestre móvel anterior, essa taxa havia sido 41% e no mesmo trimestre do ano anterior, 40,8%.

    Rendimento médio é R$ 2.398 O rendimento médio real dos brasileiros ficou em R$ 2.398. O valor permaneceu estável em comparação com o trimestre móvel anterior e com o primeiro trimestre do ano passado. Subutilizados são 27,6 milhões A taxa de subutilização ficou em 24,4%, o que representa 27,6 milhões de brasileiros.

    A taxa cresceu em relação ao trimestre anterior (23%) mas caiu se comparada ao primeiro trimestre de 2019 (25%).

    A subutilização leva em conta: pessoas desocupadas (não trabalham, mas procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa), pessoas que gostariam de estar trabalhando mais horas por dia, pessoas que gostariam de trabalhar, mas não procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à pesquisa, ou procuraram mas não estavam disponíveis para trabalhar no momento da pesquisa.

    Metodologia da pesquisa

    A Pnad Contínua é realizada em 211.344 casas em cerca de 3.500 municípios. O IBGE considera desempregado quem não tem trabalho e procurou algum nos 30 dias anteriores à semana em que os dados foram coletados. Existem outros números sobre desemprego, apresentados pelo Ministério da Economia, com base no Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os dados são mais restritos porque consideram apenas os empregos com carteira assinada.

    Fonte IBGE/ Uol

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  • Obra: Prefeitura instala Passagem Elevada de Pedestres na Rua Barão da Boa Esperança

    Obra: Prefeitura instala Passagem Elevada de Pedestres na Rua Barão da Boa Esperança

    Trecho é marcado por acidentes e atropelamentos.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da Secretaria Municipal de Transportes e Obras, realizou nesta quinta-feira (30) a colocação de uma passagem elevada de pedestres na Rua Barão da Boa Esperança, sentido centro, em frente ao Moacyr Supermercado. O trecho é complicado e em alguns horários chega a ter um trânsito caótico. Alguns acidentes já ocorreram ali, como um atropelamento confirmado na última quarta-feira (29), felizmente sem gravidade.

    Muitas empresas estão aportando naquela região e com isso, além do aumento do fluxo de pedestres, também subiu consideravelmente o número de veículos automotores circulando. Além de veículos pequenos, muitos caminhões trafegam durante todo horário de expediente no local. A pouca visibilidade na esquina entre a Rua Barão da Boa Esperança e Rua Barão do Pontal é outro agravante.

    Muitas reclamações foram levadas ao conhecimento do poder público diante dos riscos e dos acidentes consumados. Comerciantes do local também disseram ao Conexão terem feito solicitações de providências, como a colocação de um semáforo no trecho ou a instalação de uma passagem elevada de pedestres. E foi justamente a segunda opção adotada pelo Executivo Municipal.

    De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, toda operação de colocação da faixa e seus gastos, orçados em aproximadamente 8 mil reais, foram realizados pela própria Prefeitura.

    Desde que assumiu o comando da Prefeitura, o gestor Marcelo Chaves Garcia, bem como o secretário municipal de Transportes e Obras, Maquil dos Santos Pereira, instalaram 5 faixas elevadas, como na Avenida Nilson José Vilela. Também colocaram na mesma via de acesso da cidade um radar, além de outras providências, como reforma e mudança de sinalização, recuperação de vias públicas, asfaltamento e recapeamento.

    Conforme o Secretário Maquil Pereira, para esta obra, que inclui a colocação da passagem nos dois sentidos da via, foram gastos 15 toneladas de massa asfáltica. O setor de Trânsito não é favorável a colocação dessas passagens em grande escala, para não “imobilizar o trânsito”, mas, em pontos estratégicos, específicos, diante da complexidade e de acidentes, se tornaram necessárias. Ainda conforme Maquil, a Prefeitura tem em torno de 600 pedidos de colocação de passagens elevadas, o que, tanto na questão de circulação, quanto na parte econômica, é totalmente inviável.

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  • Projeto aprovado garante continuidade de recapeamento e pavimentação em Três Pontas

    Projeto aprovado garante continuidade de recapeamento e pavimentação em Três Pontas

    Seguindo as normas de segurança neste período de Coronavírus, a Câmara realizou mais uma sessão ordinária na segunda-feira, 27 de maio. Com ausência justificada por motivo de doença, o vereador Luis Carlos da Silva não participou da reunião. Sem Projetos na pauta, o presidente Maycon Douglas Vitor Machado submeteu ao Plenário a entrada do PL 051, que foi aprovado e entrou na discussão e votação.

    Já no pequeno expediente que abre a sessão, o primeiro a explanar da tribuna foi o vice-presidente vereador Antônio do Lázaro. Ele parabenizou a administração municipal pela realização de serviços no Bairro Santa Inês e ao mesmo tempo, cobrou providências quanto ao acúmulo de pessoas durante o fim de semana no local denominado “Cocada”, em Três Pontas. O vereador pediu que fosse enviado ofício à Prefeitura, Polícia Militar, Vigilância Sanitária e Secretaria da Saúde no sentido de evitar que isso se repita neste período de isolamento. Por falar em isolamento, o vereador informou que o deputado Diego Andrade disponibilizou para Três Pontas 15 mil testes rápidos para detecção da Covid 19. Outro vereador a falar foi Roberto Cardoso, se referindo às cobranças que fez sobre os ofícios não respondidos pela administração. Robertinho afirmou que foi informado que a documentação seria enviada em parte. Ele voltou a afirmar que deseja os documentos completos conforme pediu em ofício.

    O vereador Coelho do Bar usou a tribuna para agradecer ao deputado Oswaldo Lopes que disponibilizou R$ 100 mil em recursos para a castração de cães em nossa cidade, através de um pedido seu e dos vereadores Professor Popó e Antônio do Lázaro durante viagem a Belo Horizonte. Coelho também elogiou o trabalho feito por Popó e sua esposa Tânia com os cães na cidade, bem como Daniel e Flávia, cujos resultados estão já aparecendo com a diminuição de cachorros pela cidade. O vereador ainda falou das cobranças que fez à administração para poda de árvores em alguns pontos e que ainda não foram feitas e, ao mesmo tempo, reclamou da prestação de serviços feita na troca de lâmpadas da iluminação pública. Segundo Coelho, o serviço está mal feito, pois trocam a lâmpada em um dia e no outro já está queimada. O vereador cobrou um serviço sério por parte da empresa contratada e que seja usado material de melhor qualidade.

    Por sua vez, o vereador Sérgio Silva falou sobre as medidas do isolamento social e lamentou que om comércio ainda estivesse fechado e afirmou que considerava injusto alguns abrirem e outros não. Sérgio é servidor público e trabalha na fiscalização e ressaltou que tem recebido

    denúncias que vêm dos próprios concorrentes e que nestes casos todas são checadas e que como são apenas 8 fiscais só têm atuado mediante denúncia.

    O vereador Flavão reclamou da falta de realização dos serviços cobrados da Prefeitura há alguns meses, como tapa-buracos e limpeza de campo de futebol no Bairro Cidade Jardim e outros locais da cidade. Com relação à Pandemia, o vereador disse ter participado com os proprietários de vans de uma reunião com representantes da Prefeitura na busca por uma saída para o setor, que está atravessando sua pior crise neste período. Ele também pediu a construção imediata de faixa elevada na Rua Barão da Boa Esperança, esquina com Barão do Pontal, pois mais um acidente foi registrado no local. O vereador Erik Roberto também se manifestou afirmando que neste período de Pandemia, os vereadores não foram convidados para participar da ajuda no combate ao Coronavírus e que seria importante esta união, não só nas micro, mas também nas macro decisões.

    O último a usar a tribuna foi o presidente Maycon Machado. Ele endossou as palavras de Coelho do Bar quanto ao reconhecimento do trabalho do Executivo, porém cobrou mais cobertura dos bairros de periferia que precisam de mais atenção. O presidente afirmou que estas comunidades estão ficando sem atendimento com operação tapa-buracos. Maycon citou ruas e bairros que diferentemente do centro não recebem as melhorias e que os vereadores são os alvos principais de cobranças dos moradores. Ele aproveitou para convidar a todos para a quermesse da APAE que não será presencial, contudo terá serviço de entrega com pedidos on-line de comidas típicas. O vereador pediu a colaboração de todos, pois a entidade necessita muita da contribuição e participação de todos.

    Partindo para a votação da noite foi aprovado o Projeto de Lei nº 051, de 13 de abril de 2020, de iniciativa do Executivo Municipal que tem por finalidade abrir crédito adicional suplementar no valor de R$ 100,00 (cem reais), de acordo com o art. 43, § 1º, inciso III, da Lei Federal 4.320/64, que será realizada mediante anulação de dotação do orçamento vigente. A presente adequação refere-se à suplementação orçamentária visando complementação de valor de repasse do Termo de Compromisso Celebrado entre o Município e o Ministério da Cidadania, cujo objetivo é a Implantação de Recapeamento e Pavimentação de Vias Urbanas do Município e, assim finalizar para posterior prestação de contas.

    Fonte Ascom Câmara Municipal de Três Pontas

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  • SOLIDARIEDADE: Moacyr Supermercados distribuirá quase 400 Cestas Básicas em Três Pontas por conta da pandemia de Coronavírus

    SOLIDARIEDADE: Moacyr Supermercados distribuirá quase 400 Cestas Básicas em Três Pontas por conta da pandemia de Coronavírus

    Ao todo são mais de 13 mil cestas básicas através do projeto Corrente do Bem Unissul

    Os supermercados Unissul estão doando cestas básicas para famílias carentes afetadas pela pandemia, através de ONG’s e prefeituras.  E aqui em Três Pontas, o supermercado credenciado na Rede Unissul é o Moacyr Supermercados, uma empresa de muita tradição, geradora de centenas de empregos que, ao longo dos anos, desenvolve diversas ações sociais em favor da comunidade mais carente e de entidades como o Hospital São Francisco de Assis e Vila Vicentina.

    Proprietários do Moacyr Supermercados

    Dona Maria do Carmo Mesquita Lamaita, viúva do saudoso Moacyr Pieve Miranda, coordena de perto, ao lado dos filhos Delson, Denilson e Dilson, a empresa que está no coração dos trespontanos. Além de empregar cerca de 200 funcionários, o Moacyr Supermercados também sempre demonstra preocupação e atuação na área social. E agora, diante da terrível pandemia de Coronavírus, do grande número de pessoas que estão perdendo seus postos de trabalho, do caos na economia e sabendo que muitas famílias praticamente não estão tendo o que comer, resolveu entrar na “luta pela vida” mais uma vez.

    De acordo com um dos proprietários da empresa, Delson Lamaita Miranda, a Rede Unissul, que é gerida por 13 sócios, atua em diversas cidades com um grupo de 26 supermercados. E em Três Pontas o representante da Unissul é o Moacyr Supermercados. Desta forma, sabendo da ação que a rede vem divulgando na mídia, a direção do Moacyr Supermercados colocou as mãos no próprio bolso e adquiriu 397 cestas básicas para repassar aos carentes de nossa cidade.

    “Não queríamos nada que envolvesse política de forma direta ou que alguém fosse beneficiado sem que realmente precisasse. Então, em contato com o Professor Popó Diniz, vereador local, ficamos sabendo de uma espécie de cadastro único, uma nova lista, atualizada, que foi feita na cidade de Três Pontas, envolvendo as igrejas católicas, evangélicas e espíritas, além da Assistência Social. Essa lista juntou todas as pessoas, as famílias carentes que precisam de ajuda e de uma forma mais precisa. Diante desses dados iniciaremos a entrega das cestas básicas”, revelou.

    O Moacyr Supermercados informou ainda que as entregas já serão feitas a partir desta quarta-feira, dia 29 de abril, depois do almoço.

    A Rede Unissul beneficiará diversas entidades em toda região, dentre elas o Projeto Social Santo Antônio. Ao todo serão doadas 13 mil cestas básicas, o que representa 342 toneladas e um investimento de cerca de 1 milhão de reais, onde os acionistas estão pagando tudo, sem  depender de fornecedores.

    Empresa emprega mais de 200 funcionários e atua fortemente em ações sociais em Três Pontas.

    Parabéns ao Moacyr Supermercados por mais este gesto de grandeza e de solidariedade!

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  • GRIPE: Vacinação de doentes crônicos deverá ser agendada em Três Pontas

    GRIPE: Vacinação de doentes crônicos deverá ser agendada em Três Pontas

    Começou no dia 23 de março em quase todo Brasil a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. De acordo com Ministério da Saúde, na primeira etapa os públicos prioritários foram idosos e trabalhadores da saúde. A segunda etapa, para doentes crônicos, já está sendo dada nos postos de saúde de Três Pontas mediante agendamento.

    A primeira fase da Campanha de Vacinação no município aconteceu em locais abertos, em frente aos postos, quadras, praças, para que nenhum idoso ficasse confinado, mesmo que por alguns minutos, em um ambiente fechado e mais propenso à contaminação. Também houve agendamentos por telefone e um dia em que a vacinação se deu na Avenida Oswaldo Cruz, início da Av. Nilson Vilela, quando uma imensa fila de carros se formou. Os idosos não precisaram descer dos veículos e assim se mantiveram mais protegidos.

    Seguindo cronograma do Ministério da Saúde, os doentes crônicos também serão vacinados. E para eles a data prevista era o dia 16 de abril.  A nova etapa também abrange motoristas, funcionários do sistema prisional e população privada de liberdade. Idosos ainda podem se imunizar.

    Os integrantes do público-alvo desta fase da campanha são: portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; funcionários do sistema prisional; adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas; população privada de liberdade; além de caminhoneiros, motoristas de transporte coletivo e portuários.

    De acordo com a Assessoria da Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, mesmo a segunda fase tendo oficialmente começado no Brasil no dia 16, aqui em Três Pontas, para os doentes crônicos, deverá haver agendamento via telefone ou mesmo pessoalmente nos postos, o que não é recomendado por conta da necessidade de isolamento social provocado pelo coronavírus.

    Os doentes crônicos que quiserem tomar a vacina precisarão apresentar medicação, atestado ou laudo médico que comprove a existência da doença.

    Vacinados em Três Pontas nesta fase:

    – Membros das forças de segurança e salvamento;

    – Doentes crônicos;

    – Caminhoneiros;

    – Motoristas e cobradores de transporte coletivo;

    – Portuários;

    – População Indígena

    “Ligue ou vá no posto mais perto de sua casa para AGENDAR a sua vacina”, informou a PMTP.

    Contatos dos Postos de Saúde:

    CS CATUMBI – 3266-1056

    CS VILA MARILENA – 3265-5621

    CS PADRE VICTOR – 3265-4185

    CS SANTA EDWIRGES (EM REFORMA e será agendado no SALÃO PAROQUIAL DO BAIRRO)

    ESF DR. ODILON TEODORO LEITE – 3266-5231

    ESF DR. OSCAR DE OLIVEIRA BRITO – 3266-6798

    ESF DR. CARLOS – 3266-5407

    POLICLÍNICA – 3265-5524

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