Categoria: Boa Notícia

  • Oportunidade: MG tem 26 concursos abertos, com 1.894 vagas e salários de até R$ 15 mil

    Oportunidade: MG tem 26 concursos abertos, com 1.894 vagas e salários de até R$ 15 mil

    São concursos abertos ou com editais publicados no estado.

    Minas Gerais tem 26 concursos abertos ou com editais publicados no momento, alguns com salários chegando a R$ 15 mil. São, ao todo, 1.894 vagas ofertadas. Veja os destaques abaixo:

    Consórcio Público Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência e Emergência da Região Ampliada Noroeste (Cisreuno)

    • Inscrições até 8/12/2021
    • Vagas: 351
    • Salários de até R$ 9.500,00
    • Cargos de nível fundamental, médio e superior
    • Veja o edital

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    Prefeitura de Lagoa Santa (MG)

    • Inscrições até 7/12/2021
    • Vagas: 449
    • Salários de até R$ 12.802,86
    • Cargos de nível médio e superior
    • Veja o edital

    Prefeitura de Belo Horizonte

    • Início em 21/12/2021
    • Vagas: 251
    • Salários de até R$ 2.758,41
    • Cargos de nível superior
    • Veja o edital

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    Prefeitura de Belo Horizonte (MG)

    • Início em 3/01/2022
    • Vagas: 14
    • Salários de até R$ 15.022,52
    • Cargos de nível superior
    • Veja o edital

    CLIQUE AQUI para acessar a lista completa de concursos abertos em Minas e em outros estados do Brasil.

    Fonte G1 Sul de Minas

     

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    Roger Campos

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  • BOA NOTÍCIA: Famílias de baixa renda terão redução automática na conta de luz

    BOA NOTÍCIA: Famílias de baixa renda terão redução automática na conta de luz

    Mais de 11,5 milhões de famílias podem passar a receber o benefício

    Famílias de baixa renda inscritas em programas sociais do governo passarão a ser incluídas, automaticamente, como beneficiárias da Tarifa Social de Energia Elétrica. Com isso, mais de 11,5 milhões de famílias podem passar a receber o benefício, com descontos de até 65% na fatura mensal da conta de luz, somando-se aos 12,3 milhões de famílias de baixa renda que já usufruem da redução.

    O protocolo que permite o cadastramento automático dessas famílias foi assinado nesta terça-feira (30), na sede da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), em Brasília, com a presença do presidente Jair Bolsonaro e de diversos ministros. Antes, era necessário que cada família beneficiária de programa governamental requeresse individualmente o benefício, o que retardava e dificultava o processo, pois a maior parte era humilde, muitas moradoras de regiões distantes.

    Para o presidente Bolsonaro, o benefício imediato é a desburocratização do processo, beneficiando o maior número de pessoas com iniciativas de repasse de renda.

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    “Basicamente, se resume na redução de burocracia, o que estamos fazendo desde quando assumimos em 2019. Essa medida veio a calhar. Estamos vivendo um período – peço a Deus – que seja pós-pandemia. Onde as consequências das medidas adotadas no passado, para combater o vírus, nos levaram a essa situação, de aumento de inflação. Essas medidas são aos mais humildes que atingem, ao informal, porque o Brasil, conosco, criou mais empregos de carteira assinada, mesmo durante o ano mais grave da pandemia. Então os mais vulneráveis e humildes são atingidos por esta medida, reduzindo a conta de luz”, disse o presidente.

    Bolsonaro destacou também o aumento no número de empregos que estão sendo criados, apesar do país recém começar a sair da crise econômica mundial resultante da pandemia.

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    “Lembro que nos anos de 2015 e 2016, sem pandemia, o Brasil perdeu 2,5 milhões de empregos. E o nosso governo, mesmo com a pandemia, já criou 2,5 milhões de empregos. Isto é trabalho de todos, não apenas meu, dos ministros, dos secretários, mas de todos os servidores públicos que colaboram conosco nesta empreitada. Temos tudo para sermos uma grande Nação e a seremos, se Deus quiser”, finalizou Bolsonaro.

    Os critérios para receber a tarifa social continuam os mesmos: têm direito a ela as famílias inscritas no Cadastro Único com renda mensal menor ou igual a meio salário-mínimo por pessoa, e também as famílias com portador de doença que precise de aparelho elétrico para o tratamento – nesse caso com renda mensal de até três salários-mínimos. Também têm direito as famílias com integrante que receba o Benefício de Prestação Continuada.

    Fonte Agência Brasil

     

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    Roger Campos

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  • BOA NOTÍCIA: Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,8 anos

    BOA NOTÍCIA: Expectativa de vida no Brasil sobe para 76,8 anos

    Aumento da expectativa de vida não considera efeitos da covid-19

    O aumento da expectativa de vida ao nascer no país em 2020 era de 76,8 anos, uma alta de 2 meses e 26 dias em relação ao ano anterior (76,6 anos). Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no entanto, a idade foi estimada caso o país não tivesse passado pela pandemia de covid-19. Portanto, o IBGE não considera a crise de mortalidade provocada pela doença naquele ano.

    De acordo com o IBGE, sem considerar os efeitos da covid-19, a expectativa de vida para os homens era de 73,3 anos em 2020. Já para as mulheres, a esperança de vida era de 80,3 anos, no ano.

    O IBGE explicou que uma análise do aumento de óbitos acarretado pela pandemia para o Brasil e cada unidade da federação foi feita na publicação das Estatísticas do Registro Civil, na semana passada.

    A expectativa de vida é parte da pesquisa chamada Tábuas de Mortalidade, que são calculadas a partir de projeções populacionais, baseadas nos dados dos censos demográficos.

    “Após a divulgação dos resultados de cada Censo Demográfico, o IBGE elabora novas tábuas de mortalidade projetadas. As últimas tábuas foram construídas e projetadas a partir dos dados de 2010, ano de realização da última operação censitária no Brasil.

    Da mesma forma, um novo conjunto de tábuas de mortalidade será elaborado após a publicação dos resultados do Censo 2022, quando o IBGE terá uma estimativa mais precisa da população exposta ao risco de falecer e dos óbitos observados na última década”, informa nota do IBGE.

    Fonte Agência Brasil

     

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    Roger Campos

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  • Estatuto da Pessoa com Câncer é sancionado

    Estatuto da Pessoa com Câncer é sancionado

    Com o atendimento integral à saúde da pessoa com câncer obrigatório no Sistema Único de Saúde (SUS), o Estatuto da Pessoa com Câncer – Lei 14.238/2021 – foi publicado na edição desta segunda-feira (22) do Diário Oficial da União. Pela norma, de iniciativa da Câmara dos Deputados, aprovada com modificações em agosto pelo Senado, o atendimento integral inclui, por exemplo, assistência médica e psicológica, fármacos e atendimentos especializados, além de tratamento adequado da dor, multidisciplinar e cuidados paliativos.

    Direitos fundamentais

    O estatuto passa a vigorar hoje e lista como direitos fundamentais da pessoa com câncer a obtenção de diagnóstico precoce e acesso a tratamento universal, equânime e adequado, além de informações transparentes e objetivas sobre a doença e o tratamento. O paciente deverá ter direito também à assistência social e jurídica e à prioridade de atendimento (respeitadas outras como para idosos, gestantes e pessoas com deficiência e emergências de casos mais graves).

    E em vez de ser prioridade, passa a ser direito fundamental o acolhimento pela própria família, em detrimento de abrigo ou instituição de longa permanência, exceto para carentes.Também passará a ser direito, e não mais prioridade, a presença de acompanhante durante o atendimento e o período de tratamento.

    Outro ponto assegurado entre os direitos fundamentais, no caso especialmente de crianças ou jovens com a doença, é o atendimento educacional em classe hospitalar ou em regime domiciliar, conforme o interesse da pessoa e sua família, e nos termos do respectivo sistema de ensino. O estatuto prevê ainda a garantia de atendimento e internação domiciliares no âmbito do SUS.

    Já o direito à assistência social e jurídica deve ser garantido com base na Lei Orgânica da Assistência Social (Loas — Lei 8.742, de 1993)  e pelo acesso da pessoa com câncer ao Ministério Público, à Defensoria Pública e ao Poder Judiciário em todas as instâncias.

    Políticas

    Pelo Estatuto, o Estado tem o dever de desenvolver políticas públicas de saúde específicas voltadas à pessoa com câncer, das quais devem resultar, por exemplo, ações e campanhas preventivas; acesso universal, igualitário e gratuito a serviços de saúde; e processos contínuos de capacitação dos profissionais que atuam diretamente nas fases de prevenção, diagnóstico e tratamento da pessoa.

    Objetivos e princípios

    Entre os princípios definidos pelo estatuto estão o respeito à dignidade da pessoa humana, à igualdade e à não discriminação; o diagnóstico precoce e a sustentabilidade dos tratamentos. Quanto aos objetivos, podem ser citados o estímulo à prevenção; e a promoção da articulação entre países, órgãos e entidades sobre tecnologias, conhecimentos, métodos e práticas na prevenção e tratamento da doença.

    Veto

    A norma sofreu um veto do presidente Jair Bolsonaro no artigo que obrigava o Estado a garantir “o acesso de todos os pacientes a medicamentos mais efetivos contra o câncer”. Em nota, a Secretaria-Geral da Presidência justificou que esta nova obrigação ao Estado conflitaria com as atuais diretrizes terapêuticas em oncologia. “A medida comprometeria o processo estabelecido de análise de tecnologia em saúde no Brasil. E afrontaria a equidade em relação ao acesso a tratamentos medicamentosos de outros pacientes portadores de enfermidades igualmente graves, ao pretender garantir oferta de medicamentos apenas a pacientes portadores de neoplasias malignas — câncer”, avaliou a Secretaria-Geral.

    A norma ainda pode passar vigorar como aprovada por deputados e senadores, caso em sessão conjunta do Congresso, ainda sem data, os parlamentares decidam derrubar o veto presidencial.

    Fonte Agência Brasil

     

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  • Saiba como receber o Auxílio Gás, sancionado pelo Governo Federal via Projeto de Lei

    Saiba como receber o Auxílio Gás, sancionado pelo Governo Federal via Projeto de Lei

    Benefício é voltado a famílias inscritas no Cadastro Único com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo e a famílias com integrantes do BPC. Texto prevê parcelas bimestrais de, no mínimo, 50% da média do preço do botijão de 13 kg

    O Presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou o Projeto de Lei n° 1.374, de 2021, que cria o auxílio gás, com objetivo de subsidiar o preço do gás de cozinha a famílias de baixa renda. O Vale Gás dos Brasileiros é destinado a famílias inscritas no Cadastro Único do Governo Federal, com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo nacional, ou famílias que tenham entre seus integrantes quem receba o benefício de prestação continuada (BPC).

    Com o programa, cada família elegível recebe, a cada dois meses, um valor correspondente a uma parcela de, no mínimo, 50% da média do preço nacional de referência do botijão de 13 kg de GLP, estabelecido pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), conforme regras a serem definidas em decreto.

    Para o mês de dezembro deste ano, o Ministério da Cidadania vai utilizar recursos próprios da pasta, no valor de R$ 300 milhões. Os valores de referência foram estabelecidos pelo Sistema de Levantamento de Preços (SLP) da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). De acordo com o levantamento, o valor médio do botijão em 2021 é de R$ 102,48 e a estimativa para o ano que vem é de R$ 112,48.

    O Governo Federal utilizará a estrutura do Auxílio Brasil a fim de operacionalizar os pagamentos dos benefícios. Segundo o texto, a previsão é de que a lei vigore por cinco anos.

    Fonte Secretaria-Geral da Presidência da República

     

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  • BOA NOTÍCIA: Pela 1ª vez, após a confirmação do primeiro caso, Três Pontas não tem NENHUMA PESSOA com covid-19 no momento

    BOA NOTÍCIA: Pela 1ª vez, após a confirmação do primeiro caso, Três Pontas não tem NENHUMA PESSOA com covid-19 no momento

    Segundo Boletim da Prefeitura não há ninguém internado ou em isolamento domiciliar e nem suspeita nesta sexta-feira, dia 19.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico semanal da sexta-feira (19) trazendo manutenção no número de contaminados e aumento de curados. O total de óbitos não voltou a subir. Não há o registro de nenhuma morte por covid-19 nos últimos 66 dias. As boas notícias não podem implicar no relaxamento total. Manter os cuidados de prevenção é fundamental!

    Inegavelmente os números em Três Pontas, assim como em todo Brasil, estão melhorando por conta do avanço da vacinação, mas também pelos cuidados adotados pelas autoridades de saúde e cumpridos por grande parte da sociedade. O que, ainda precisa CONTINUAR acontecendo, já que a pandemia, alertam os especialistas, ainda não acabou.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 7.259 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 7.092 já se recuperaram e, infelizmente, 167 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, NENHUMA PESSOA está com o vírus.

    Números da semana anterior

    Números do Último Boletim

    Gangorra: No dia 01º de fevereiro de 2021 Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. Número chegou a cair para 52 e depois subiu drasticamente. Nos últimos 142 dias havia retomado o ciclo de queda. Subiu novamente e nas últimas semanas voltou a cair, subiu e agora caiu de novo.

    Deve ser levado em consideração o fato de outras pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 27.708.

    Nenhuma pessoa está internada com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Nenhuma pessoa (confirmada) encontra-se hospitalizada. Nenhuma pessoa se encontra em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 584 dias. Isso dá uma média de 12,42 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    Evolução nos números dos últimos 7 Dias em Três Pontas:

    Confirmados: igual

    Recuperados +2

    Óbitos: igual

    Casos em Isolamento -2

    Internados: igual

    Com suspeita: igual

    Síndrome Gripal +27

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 92 Homens

    _ 75 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 56

    _ 60 a 79 anos – 76

    _ 80 anos ou mais – 34

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 52

    _ Hipertensão – 40

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 61

    _ Doença Renal Crônica – 08

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 08

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 03

    _ Doença Neurológica Crônica – 08

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 03

    _ Autismo – 01

    _ Outra Pneumopatia Crônica – 02

    _ Hipotireoidismo – 01

    _ Asma – 04

    _ Sequela de AVC – 01

    _ Lupus – 01

    _ Varizes Esofagianas – 01

    _ Alzheimer – 02

    _ Mialgia – 01

    _ Fibromialgia – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 74

    _ 8 a 15 dias – 53

    _ 16 a 21 dias – 13

    _ 22 ou mais – 15

    Obs.: 12 pacientes faleceram em outro município. A SMS não tem o tempo das internações.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

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    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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    Roger Campos

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  • FIQUE ATENTO! Amanhã tem vacinação de REFORÇO contra a covid-19 em Três Pontas

    FIQUE ATENTO! Amanhã tem vacinação de REFORÇO contra a covid-19 em Três Pontas

    IDOSOS COM MAIS DE 60 ANOS, PROFISSIONAIS DE SAÚDE E IMUNOSSUPRIMIDOS DEVEM TOMAR. SAIBA COMO!

    Nesta sexta-feira, 19, acontecerá mais uma etapa de vacinação contra a covid-19 no município de Três Pontas. Além das doses iniciais o reforço também será aplicado. Conexão traz todas as informações para você não perder a oportunidade.

    De acordo com informações da Secretaria Municipal de Saúde, da Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da coordenadora da vacinação no município, a enfermeira Lara Miranda Silva, no dia 16 de novembro houve a repescagem da primeira dose da vacina para adolescentes de 12 a 17 anos completos. A vacinação aconteceu no Ginásio Delvo Correa.

    Também no dia 16, no PSF Doutor Oscar de Oliveira Brito, houve aplicação de segunda dose da Pfizer, incluindo as pessoas que estavam em atraso. Ontem, 17, no PSF Doutor Oscar de Oliveira Brito, aconteceu a aplicação da segunda dose da Coronavac e também a repescagem para pessoas acima de 18 anos, incluindo também aqueles que estavam em atraso.

    Hoje, 18 de novembro, aconteceu o aplicação da segunda dose da Pfizer no PSF Doutor Oscar de Oliveira Brito e também no Ginásio Delvo Correa, novamente incluindo aqueles que estavam em atraso com a vacina.

    Reforço

    E amanhã, sexta-feira, 19 de novembro, das 8 às 12 horas, no Ginásio Delvo Correa, será ministrada a dose de reforço para idosos,  profissionais da Saúde e ainda os imunossuprimidos (que já tenham o intervalo de 28 dias da segunda dose). Importante destacar que o intervalo mínimo para que seja aplicada a dose de reforço é de 5 meses após a aplicação da segunda dose.

    Ainda conforme a coordenação da vacinação em Três Pontas, as pessoas que estiverem em atraso com a vacina Astrazeneca devem ligar no Posto de Saúde do bairro Catumbi para agendar a aplicação através do telefone (35) 9 9919-1977.

    É necessário levar o cartão de vacina, o CPF e também o cartão do SUS.

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  • Covid-19: Brasileiros acima de 18 anos receberão dose de reforço

    Covid-19: Brasileiros acima de 18 anos receberão dose de reforço

    A mudança atinge 158 milhões de pessoas. A aplicação deverá ser feita cinco meses após a imunização completa

    O Ministério da Saúde ampliou a aplicação da dose de reforço contra a Covid-19 para todos os brasileiros acima de 18 anos. O intervalo entre a aplicação extra e o esquema vacinal completo também diminuiu: de seis para cinco meses. As novidades foram anunciadas pela pasta nesta terça-feira (16).

    Anteriormente, apenas os idosos acima de 60 anos, imunossuprimidos e os profissionais da saúde estavam aptos a receber a dose de reforço, totalizando um público de 21 milhões. Agora, o ministério planeja vacinar 158 milhões de pessoas com a aplicação extra.

    “Com isso, vamos ter uma cobertura vacinal maior da nossa população e evitar o que está acontecendo em alguns países na Europa”, afirmou o ministro Marcelo Queiroga, completando que o Brasil poderá ser “um case de sucesso no enfrentamento a uma possível terceira onda causada pela Covid-19”.

    Das pessoas aptas a tomar o reforço, 12,7 milhões já foram aos postos, o que significa 56% do público anteriormente incluído. O Ministério da Saúde espera vacinar com a dose de reforço 12,5 milhões de pessoas ainda em novembro e outros 2,9 milhões em dezembro.

    O Ministério recomenda, preferencialmente, que a aplicação do reforço da AstraZeneca e da CoronaVac seja feito com uma vacina diferente das aplicadas no esquema de imunização primário, com a Pfizer. “É o que nós chamamos de vacinação heteróloga. Essa decisão é apoiada na ciência”, disse Queiroga. Em eventual desabastecimento, pode ser usada uma outra plataforma.

    No caso das pessoas imunizadas com as duas doses da Pfizer, a pasta não informou se a aplicação extra deve ser feita com a mesma plataforma ou deve haver uma mistura de fabricantes. “Quanto à Pfizer, ainda não temos todas as informações sobre essa aplicação heteróloga. Há aqueles que defendem que deve ser a mesma vacina, nesse caso. Mas isso ainda não é consolidado na ciência. Teremos esses dados no tempo de aplicar esse reforço. Esperamos ter informações concretas a esse respeito em curto espaço de tempo”, detalhou Queiroga.

    No caso das pessoas que, excepcionalmente, fizeram intercambialidade de fabricantes durante o esquema vacinal primário, a recomendação é receber a Pfizer como dose de reforço.

    Janssen

    Para os brasileiros que tomaram a vacina de dose única, da Janssen, as instruções são diferentes. “No início a recomendação era que a vacinação fosse de dose única. Hoje nós sabemos que é necessária uma proteção adicional. Então os que tomaram a vacina da Janssen vão tomar a segunda dose do mesmo imunizante”, afirmou Queiroga.

    Segundo o ministro, há quantitativo suficiente para garantir essa segunda aplicação da Janssen. O intervalo entre as doses será de dois meses. Passado os cinco meses deste complemento, este grupo também entrará no esquema de reforço e só então poderão tomar um imunizante diferente.

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    Roger Campos

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  • BOA NOTÍCIA: Pesquisa indica queda da anemia em crianças de até 5 anos

    BOA NOTÍCIA: Pesquisa indica queda da anemia em crianças de até 5 anos

    Prevalência caiu de 20,9% em 2006 para 10,1% em 2019

    A prevalência de anemia em crianças brasileiras de 6 meses a 5 anos caiu de 20,9% para 10,1% entre 2006 e 2019, segundo dados divulgados hoje (19) no Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani-2019). A redução ocorreu em todas as regiões brasileiras, com a exceção da Norte, onde a prevalência subiu de 10,4% em 2006 para 17% em 2019.

    A coordenadora do eixo micronutrientes do Enani e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Inês Rugani, afirma que a prevalência de 10,1% caracteriza a anemia como um problema de saúde pública leve, segundo parâmetros estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Para deixar de ser considerado problema de saúde pública, o percentual precisa ser menor que 5%.

    O estudo também mapeou a deficiência de vitamina A nas crianças de 6 meses a 5 anos e constatou uma prevalência de 6% no Brasil, o que representa uma redução em relação aos 17,4% registrados em 2006, na Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde.

    Com a queda, o percentual nacional saiu da zona de problema de saúde pública moderado (10% a 20%) e passou a ser considerado um problema leve (2% a 10%). A deficiência de vitamina A foi maior no Centro-Oeste (9,5%), Sul (8,9%) e Norte (8,3%).

    A pesquisadora da UFRJ afirmou que é importante aprofundar o conhecimento sobre as desigualdades regionais e locais com novas pesquisas. “Os dados parecem indicar que a gente está em um momento em que podemos começar a trabalhar com a focalização de grupos mais vulneráveis”, avaliou.

    Outros micronutrientes foram avaliados pela primeira vez em âmbito nacional, como a vitamina B12. Nesse caso, a prevalência da falta da vitamina foi de 14,2% no Brasil, chegando a 28,5% na Região Norte.

    O coordenador nacional do Enani-2019, Gilberto Kac, destaca que esse micronutriente reflete desigualdades socioeconômicas e um cenário de insegurança alimentar.

    “As fontes de vitamina B12 são exclusivamente alimentos de origem animal, principalmente – carne bovina, suína, fígado, vísceras e peixes. A dificuldade de acesso a esses alimentos pode estar relacionada à alta prevalência de deficiência de vitamina B12 nessa faixa etária”, analisa Kac em texto divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), uma das instituições participantes do projeto.

    A deficiência de vitamina D teve prevalência calculada em 4,3% para o Brasil. Nesse caso, os menores percentuais foram 0,9% no Nordeste e 1,2% no Norte, enquanto o maior foi de 7,8% no Sul. Também foram apresentados dados para a deficiência de zinco, que teve prevalência de 17,8% no Brasil, abaixo do limite de 20% que configura um problema de saúde pública.

    A pesquisa incluiu 12,5 mil domicílios e conseguiu coletar amostras de sangue de 8,8 mil crianças de 6 a 59 meses de idade. Também foram realizadas entrevistas com as famílias.

    A coordenadora-geral de alimentação e nutrição no Ministério da Saúde, Gisele Bortolini, ressaltou a importância da pesquisa para as políticas públicas e afirmou que o consumo dos dados pela gestão é imediato.

    “A prioridade, do ponto de vista de política pública, é a alimentação saudável das crianças. Esse é o objetivo. No entanto, enquanto persistirem as carências, temos os programas de suplementação”, afirmou.

    “A decisão que a gente já aprimorou, olhando para a Região Norte, identificando essa vulnerabilidade, é intensificar a ação por meio do NutriSUS  [Estratégia de Fortificação da Alimentação Infantil com Micronutrientes (vitaminas e minerais) em Pó] . Nesta sexta-feira, a equipe está indo para o Amazonas, para a intensificação do NutriSUS, que ia acontecer na escola e vai acontecer na atenção primária.”

    A pesquisadora da Universidade de São Paulo Marly Cardoso participou da transmissão ao vivo do lançamento da pesquisa e elogiou o trabalho, mas lembrou que os dados são de 2019 e refletem um período anterior à pandemia de covid-19. “Esses resultados refletem o antes da pandemia e a década anterior de ações de atenção e cuidado nutricional e a saúde infantil. A gente está diante de um outro cenário que exige cautela”.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • Governo de Minas Gerais quita dívida bilionária com os municípios

    Governo de Minas Gerais quita dívida bilionária com os municípios

    Reportagem de Ana Caroline Diniz Pessi:

    O governador Romeu Zema (Novo) assinou na última semana o termo de acordo entre o Executivo estadual e municípios de Minas Gerais relativo ao repasse de verbas de saúde, atrasadas desde 2009, com o valor referente a R$ 6,8 bilhões do Estado com os municípios.

    Zema afirmou que o objetivo de sua gestão é, antes de tudo, colocar as coisas no lugar, para colocar Minas em lugar de destaque.

    “Desde o primeiro dia do nosso governo, que está completando agora 34 meses, nosso objetivo tem sido equilibrar as contas, arrumar a casa para que Minas Gerais volte a ser o estado que sempre nos deu tanto orgulho, mas que nos últimos anos havia, de certa maneira, se desviado do grande objetivo, que é uma sociedade mais próspera, mais justa”, disse.

    A dívida será quitada em 98 parcelas, e o primeiro pagamento acontecerá em dezembro deste ano, com repasse de R$ 400 milhões. Zema admite que a dívida dificultou a gestão municipal nas 853 cidades de Minas e espera que esse tipo de atraso não se repita.

    Durante a cerimônia de assinatura, Zema explicou que foi possível fechar o acordo em função de mudanças adotadas em sua gestão, como aprovação da reforma previdenciária e revisão de cargos. O governador defendeu a adesão ao regime de recuperação fiscal para continuar com a regularização das contas.

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    Ana Caroline Diniz Pessi

    Estudante de Jornalismo

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  • Dia Nacional do Livro: hábito da leitura aumentou na pandemia

    Dia Nacional do Livro: hábito da leitura aumentou na pandemia

    Mercado passa por momento de alta após crise de vendas na pandemia

    A pandemia de covid-19 fez com que a população de todo o mundo passasse por experiências de isolamento e distanciamento social. Para muitas pessoas, os grandes companheiros durante estes momentos foram os livros, que são celebrados hoje (29) – Dia Nacional do Livro – em todo o território nacional.

    As livrarias, que tiveram que fechar as portas logo no início da emergência sanitária, foram altamente afetadas pela impossibilidade de vendas. Agora, registram o retorno gradual do público e o aumento significativo nas vendas de livros em geral.

    “As pessoas compraram muito mais livros [na pandemia]. Passados os quatro primeiros meses, quando houve muita incerteza e muitas dificuldades até mesmo de logística e de lojas fechadas, as pessoas começaram a se reconectar e as vendas cresceram, o que observamos no mundo inteiro. Aqui no Brasil demorou um pouco mais. Começamos a notar isso mais forte a partir de agosto. De setembro em diante, o crescimento foi tão grande que praticamente recuperou todas as perdas do período inicial da pandemia. E esse movimento permanece em 2021”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel).

    Segundo ele, neste ano de 2021, o setor está crescendo de forma robusta inclusive sobre 2019, período anterior à pandemia. “Acho que as pessoas redescobriram o prazer de ler e [isso] recolocou o livro nos hábitos diários”, disse Pereira.

    Ler é um hábito para a especialista em inovação Solange Belchior, 43 anos. “Sempre foi uma das minhas atividades favoritas nas minhas horas vagas”, disse ela, que costumava ler cerca de dez livros por ano. Solange lê muito mais do que a média nacional: a quantidade média de livros consumida pelo brasileiro é de apenas 2,5 livros inteiros por ano.

    Como ocorreu com muitas pessoas, ela não conseguia ler no início da pandemia. “O ano de 2020 foi muito intenso e eu não conseguia me concentrar. Li pouquíssimo, mas também não me forcei a ler. Leitura tem que ser por prazer, não por obrigação”, falou. Já neste ano de 2021, ela leu mais do que costumava: foram 26 livros lidos até agora. “Em 2021 tudo mudou. Foi o ano que mais li. Comecei a seguir no Instagram mais pessoas ligadas aos livros e essas pessoas inspiram a gente a querer ler mais, saber mais”, explicou.

    Com menos deslocamentos pela cidade e menos atividades presenciais, grande parte das pessoas também teve mais tempo livre durante a pandemia. “Por conta do trabalho, estudos, distância de casa e deslocamentos, o único tempo que tinha para ler era no transporte público. Por conta da pandemia estou em home office desde março de 2020, então tenho um pouco mais de tempo livre. Às vezes fecho o notebook e já emendo um livro para desligar a cabeça dessa doideira corporativa”, disse Pedro Balciunas, 26 anos, escritor, roteirista e jornalista.

    Nesse tempo, ele também criou um perfil no Instagram para publicar resenhas sobre livros. “Como sempre li muito, as pessoas naturalmente vinham me procurar para pedir dicas de livros, incentivos para ler mais. Então decidi maximizar isso com a rede social, um lugar que te dá acesso a muita gente interessada no mesmo assunto que você”, contou.

    Balciunas tem o hábito de ler desde criança. E assim como Solange, passou a ler mais durante a pandemia. “Em 2019, li 12 livros; em 2020 foram 14 livros. Até o momento, em 2021, já foram 24”, falou.

    Aumento de Vendas

    O Painel do Varejo de Livros no Brasil, divulgado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) a partir de pesquisa feita pela Nielsen BookScan, demonstrou que, entre janeiro e setembro deste ano foram vendidos 36,1 milhões de exemplares de livros, aumento de 39% em comparação ao mesmo período de 2020.

    Apesar da base de comparação ser baixa, já que em 2020 o setor ainda enfrentava muitos problemas relacionados à pandemia, esse aumento já é robusto em relação a 2019 também. “A gente está crescendo em 2021 em relação a 2019. A gente cresceu muito em relação a 2020, ano da pandemia. Mas se comparar com 2019, é um crescimento robusto também”, afirmou Marcos da Veiga Pereira, presidente do Snel.

    Compras online

    Em entrevista à Agência Brasil, Vitor Tavares, presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL), disse que a pandemia foi um momento muito difícil para o setor. Principalmente nos primeiros meses após a chegada do novo coronavírus ao Brasil, quando os governos determinaram o fechamento do comércio não essencial – caso das livrarias. “A pandemia afetou muito, não só o setor editorial, mas a economia como um todo. No começo da pandemia, ficamos muito preocupados porque as livrarias e as editoras, no mês de março, pararam. Ficamos praticamente 90 dias com o afastamento social. As livrarias físicas estavam fechadas, sem faturar nada. Todo mundo ficou muito preocupado”, disse Tavares.

    “Depois, em um segundo momento, a gente percebeu que a pandemia não ia terminar assim tão rápido e começamos a nos reinventar. Os editores, por exemplo, se tinham planejamento de fazer uma certa quantidade de livros, diminuíram pela metade. As livrarias tradicionais, que já trabalhavam com vendas pela internet, tiveram um aumento muito bom, até dobraram o faturamento das vendas de livros pela internet. Foi o que de fato alavancou as vendas no ano de 2020”, falou Tavares.

    Solange foi uma das pessoas que comprou livros pela internet durante a pandemia. “Comprei muito mais livros na pandemia. E o consumo foi muito maior pelo e-commerce. Mas com a volta da abertura do comércio, estou indo também em livrarias de rua pra comprá-los”, disse Solange.

    Depois desse período mais difícil da pandemia, o setor agora se anima também com a volta dos eventos presenciais dedicados ao livro, como a Bienal do Livro de São Paulo. Em julho de 2022, ela volta a ser presencial e vai prestar uma homenagem a Portugal, como parte das celebrações pelos 200 anos da Independência do Brasil.

    Apesar dessas perspectivas positivas, o setor ainda batalha para impedir que a taxação sobre os livros seja aprovada. Desde 1946, os livros são isentos de impostos, mas uma proposta de reforma tributária do governo prevê o fim dessa isenção. “Temos combatido, lutado muito, para que o livro não seja tributado e para que ele seja acessível cada vez mais para a população como um todo”, disse Tavares.

    Dia do Livro

    Em celebração ao Dia Nacional do Livro, Solange reforça a importância da leitura como instrumento de transformação. “Acho que é uma troca muito intensa de conhecimento entre o escritor e o leitor. Além claro, de que quanto mais se lê, mais a gente entende as questões políticas e sociais que envolvem nosso dia a dia. Com isso, começamos a pensar e agir de forma diferente para que o cenário mude”, refletiu. “Dica? Desligue do celular e vá ler um livro”, acrescentou.

    Fonte Agência Brasil

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    Roger Campos

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  • BOA NOTÍCIA: Médicos descobrem novo tratamento para câncer de mama agressivo

    BOA NOTÍCIA: Médicos descobrem novo tratamento para câncer de mama agressivo

    Uma equipe de médicos e cientistas do Centro Nacional do Câncer de Cingapura identificou um novo método para tratar o câncer de mama.

    Ele será utilizado para o chamado triplo-negativo (CMTN), mais agressivo do que outros tipos de câncer de mama. A descoberta foi publicada na revista News Medical.

    A equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo antes da quimioterapia que ainda é o tratamento padrão básico.

    Bexaroteno

    Ser Yue Loo e seus colegas descobriram que as células cancerosas mudam entre diferentes estados celulares, incluindo mudar de menos agressivas (epiteliais) para mais agressivas (mesenquimais) e vice-versa.

    Ao converter células cancerosas altamente agressivas para o formato menos agressivas, os tumores são “preparados” para responder melhor à quimioterapia, que funciona eliminando as células cancerosas.

    Este processo biológico é denominado transição mesenquimal-epitelial, e a equipe usou um medicamento antineoplásico chamado bexaroteno para facilitar esse processo no trabalho pré-clínico do câncer de mama, antes da aplicação da quimioterapia.

    Testes clínicos

    A equipe já anunciou o início de um ensaio clínico humano, com previsão de duração de três anos, para investigar se esta abordagem funciona fora do ambiente de laboratório. O ensaio chama-se BEXMET, sigla em inglês para transição mesenquimal-epitelial induzida por bexaroteno.

    O bexaroteno, vendido sob a marca Targretin, é um agente aprovado nos EUA e na Europa para o tratamento de linfoma cutâneo de células T.

    “As descobertas laboratoriais publicadas em um jornal científico nem sempre se traduzem no ambiente clínico por várias razões. Para nosso estudo, existe uma versão de grau clínico do indutor de transição mesenquimal-epitelial (bexaroteno), o que facilitou significativamente a tradução direta para o cenário clínico. Esperamos que os resultados do BEXMET sejam o primeiro passo na introdução de um novo conceito no tratamento do câncer,” disse a Dra. Elaine Lim, coordenadora do estudo.

    Fonte SNB (Apud Diário da Saúde)

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