Empresas estão “mesclando” ônibus urbanos no transporte entre Três Pontas e Varginha. Usuários têm reclamado.
Saiu a decisão de uma Ação Civil Pública do Ministério Público de Três Pontas determinando que as empresas “Viação Expresso Gardênia Ltda” e “Empresa de Transporte Santa Teresinha Ltda” passem a utilizar no trecho entre Três Pontas e Varginha ônibus coletivos rodoviários convencionais, dotados de cintos de segurança. Diversas reclamações de usuários desse tipo de transporte foram feitas, inclusive pelas redes sociais.
Nossa reportagem recebeu inúmeras denúncias onde se argumenta a falta de segurança e o descuido das empresas no transporte de trabalhadores, estudantes e usuários em geral.
Uma leitora, que prefere não ser identificada, encaminhou sua revolta ao Conexão em junho deste ano: “É uma vergonha o que estão fazendo com a gente. Tudo bem que a passagem nesses ônibus é mais barata, mas isso não vale a pena e não devolve vidas que podem se perder num eventual acidente grave naquela rodovia que já matou muitas pessoas. Os ônibus são velhos, sujos e, o pior, não têm cinto de segurança. Eu tenho que pegar esse ônibus de segunda a sexta-feira na parte da tarde e fico tensa com essa situação. Alguém deveria tomar uma providência contra esse desrespeito”, pontuou A.S.V, 33 anos de idade, comerciária.
Ainda conforme a decisão encaminhada pelo Ministério Público ao Conexão Três Pontas as empresas “deverão substituir todos os ônibus urbanos que são utilizados no transporte intermunicipal até o próximo dia 20 de outubro, sob pena de multa diária de R$1.000,00 (Mil reais).”
O MP de Três Pontas ainda solicita que a população, os usuários do transporte intermunicipal entre Três Pontas e Varginha, fiquem de olho e se houver algum descumprimento que o fato seja comunicado ao Ministério Público local, através da Promotoria de Justiça, localizada na Rua Américo Miari, 330, no centro, ou ainda na sede do Procon, localizada no Travessia Shopping Center.
Veja a cópia do documento remetido ao Conexão pelo Ministério Público:
A restrição nos cadastros de proteção ao crédito (SPC/SERASA, etc.), conhecida popularmente como negativação do nome, é uma conduta permitida pelo Código de Defesa do Consumidor como uma forma eficaz de impedir que o mau pagador faça compras a crédito e não cumpra com suas obrigações, e também de compeli-lo a saldar sua dívida.
Ocorre, no entanto, que a crescente onda de consumo em que vive a atual sociedade, o desejo, às vezes incessante de comprar, e o desejo maior ainda de vender (sobretudo das grandes empresas), tem gerado uma sobrecarga no mercado de consumo, de modo que a situação, não raras vezes, foge do controle dos fornecedores de bens e serviços.
E esta falta de controle e ausência de organização das grandes companhias (telefonia, internet, bancos, etc.), acaba tendo como alvo a parte vulnerável da relação de consumo: o consumidor.
Quem já não passou por situação de ter o nome negativado indevidamente? Ou seja, aquela negativação na qual o consumidor não deu causa. Se não passou, ao menos conhece alguém que já. Quem nunca ao menos ouviu dizer de alguém que teve o nome negativado por um valor irrisório da qual jamais foi devedor, ou que talvez já estava pago?
Nestes casos, QUANDO O NOME É INDEVIDAMENTE NEGATIVADO, O CONSUMIDOR TEM SIM DIREITO A SER INDENIZADO POR DANOS MORAIS, conforme entendimento consolidado da jurisprudência pátria, danos morais estes que são presumidos (in re ipsa), ou seja, aquele que independe de prova concreta por parte do consumidor, pois o simples fato do fornecedor de produtos ou serviços negativar indevidamente o nome do consumidor, já é causa o bastante para emergir o direito ao dano moral.
Ora, como não sofrer dano moral aquele que se vê etiquetado no mercado de consumo falsamente como “mal pagador”, ou vulgarmente conhecido como “caloteiro”? Como não se ver em sofrimento aquele que passa a ser classificado pelos agentes econômicos como “estelionatário”, “passador de cheque sem fundos”, ainda mais quando tal imputação é falsa? Que cidadão honesto dormiria tranquilo sabendo que sobre seu nome pesa falsamente a mácula de ser uma pessoa irresponsável, não cumpridora de suas obrigações e seus compromissos?
Portanto, a NEGATIVAÇÃO INDEVIDA gera sim direito a indenização por danos morais, sendo oportuno destacar, por fim, que de idêntica forma, o protesto indevido também gera direito ao dano moral presumido.
MARCELL VOLTANI DUARTE
OAB/MG 169.197
(35) 9 9181-6005
(35) 3265-4107
Advogado no escritório de advocacia Sério e Diniz Advogados Associados, Pós Graduando em Direito Processual Civil pela FUMEC, Graduado em Direito pela Faculdade Três Pontas/FATEPS (2015), Membro da Equipe de Apoio do SAAE – Três Pontas-MG (2016), Vice Presidente da Comissão Jovem da 55º Subseção da OAB/MG, Professor Substituto e de Disciplinas Especiais.
Sou paulistano, acostumado com a violência dos grandes centros. Não sou tão velho assim, mas sou de uma época, já morando no interior, em que os carros podiam ficar abertos e com as chaves no contato, as casas destrancadas e as pessoas sentadas na calçada jogando conversa fora com toda tranquilidade. Sou de um período, não tão longínquo assim, em que se podia ficar até tarde na rua, onde os pais tinham a certeza de que os filhos voltariam para casa em segurança. Mas isso é passado, não existe mais.
A violência globalizada não escolhe metrópoles ou cidades pequenas, outrora pacatas e bucólicas. Todos estamos na alça de mira da criminalidade. Todos somos reféns dentro de nossas próprias casas enquanto os marginais ganham as ruas, seja pela ineficiência do sistema, seja pela ousadia dos bandidos. Aqui a Justiça injusta solta o bandido de alto grau de periculosidade como solta o do colarinho branco. As tais “saidinhas”, embora constitucionais são vergonhosas e revoltantes. A polícia capenga (sem salário decente, sem armamento pesado para o enfrentamento, sem estrutura e sem reconhecimento) até que prende. Mas vêm os juízes escorados num Código Penal arcaico, obsoleto e põem os marginais novamente no convívio da sociedade.
Quando um policial cumpre seu fiel dever e mata um delinquente ele é, muitas vezes, processado, retirado das ruas, penalizado. Ao meu ver deveria ser condecorado e promovido.
Quando um bandido é alvejado vem um tal de Direitos Humanos e o trata como coitadinho, como vítima do capitalismo, da sociedade cruel e dos poderes macroeconômicos. O curioso é que quando um policial, que muitas vezes tem como colete apenas o próprio peito, morre em operações de alto risco ou emboscadas, não aparece ninguém desse tal “direito dus mano”.
O que aconteceu essa madrugada em Machado não é raridade, caso isolado. É cada vez mais comum, a violência está inserida no seio da sociedade. Três Pontas também já passou por esse terror. Uma agência bancária foi explodida. Eu, no afã de informar meu leitor, fui o primeiro chegar, inclusive antes da polícia. Pude ver o que foi tudo aquilo in loco. Senti o cheiro da pólvora, dos tiros, da destruição. Felizmente não havia cheiro de sangue. Mas nem sempre é assim!
Explosão da Caixa em Três Pontas. Nossa reportagem chegou minutos após a ação de terror.
Aí, como se nada disso bastasse, a hipocrisia berra nessa época eleitoral. Não se pode esperar outra coisa de um militar a não ser querer combater a violência com rigor, com peso, com arma. Precisamos é disso! Ou alguém, numa situação dessa como na foto, espera resolver a questão com flores ou com diálogo? Claro que não! Flores em situações assim só são usadas para enterrar vítimas inocentes, crianças, pais e mães, trabalhadores alvejados por criminosos que não estão nem aí com nada, pois sabem da impunidade que lhes aguarda e até riem da cara da sociedade. Se mata por um relógio, um celular. Menos! Se matar por 5 reais. Menos ainda! Se mata apenas para se ver o buraco da bala.
Não falo de achismo ou opinião vazia. Trago embasamento, dados para a livre conscientização de cada um. Somente nos primeiros seis meses deste ano 26 mil pessoas foram assassinadas no Brasil. Segundo o Atlas da Violência, o Brasil tem taxa de homicídio 30 vezes maior do que a Europa.
Segundo o relatório, mais de meio milhão de pessoas foram assassinadas no país na última década.
Em 2016, pela primeira vez na história, o número de homicídios no Brasil superou a casa dos 60 mil em um ano.
Os homicídios, segundo o Ipea, equivalem à queda de um Boieng 737 lotado diariamente. Representam quase 10% do total das mortes no país e atingem principalmente os homens jovens: 56,5% de óbitos dos brasileiros entre 15 e 19 anos foram mortes violentas.
O número de mortes violentas é também um retrato da desigualdade racial no país, onde 71,5% das pessoas assassinadas são negras ou pardas.
O impacto das armas de fogo nas mãos de bandidos também chega a níveis elevados no país, que tem medições sobre mortes causadas por disparos desde 1980. Se naquela época a proporção dos homicídios causados por armas de fogo girava na casa dos 40%, desde 2003 o número se mantém em 71,6%. E aí, o que vamos fazer? Esperar que um policial com uma 38 enferrujada na cintura enfrente dez criminosos armados de pistola, fuzil e similares, até os dentes, é utopia, devaneio. Será que uma nova campanha de desarmamento, como foi feita recentemente, resolveria? Se tiraria mais uma vez a arma do cidadão de bem e o bandido continuaria com a posse. “Ôh Seu Criminoso, será que o senhor, por obséquio, poderia se dirigir a uma base policial mais próxima e voluntariamente entregar sua arma de fogo?”. Faz-me rir!
Dentre os afetados pela crescente no número de homicídios no Brasil, um grupo de destaca: o dos jovens. Representando 53,7% das vítimas totais no país. Na década entre 2006 e 2016, o Brasil assistiu a um aumento de 23,3% nos assassinatos de seus jovens. Homicídio é a causa de 49,1% das mortes de jovens entre 15 e 19 anos, e 46% das mortes entre 20 a 24 anos.
Por ano são mais de 500 policiais mortos no Brasil. Somente no primeiro semestre deste ano 70 policiais foram assassinados no Rio de Janeiro. Um policial é morto no Rio a cada três dias. Menos que isso!
Enfim, falta investimento, apoio político. Faltam leis mais eficazes, mais fiscalização e efetivo policial. Faltam presídios e um sistema que recupere parte dos encarcerados, que não os “gradue no mundo do crime”, como verdadeiras faculdades do mal. Pra mim, falta sim o empoderamento da sociedade. Falta mostrar para os marginais e suas facções que não seremos tão vulneráveis para eles. Que resistiremos e que devolveremos na mesma moeda se for preciso. Claro que reagir na maioria das vezes é a pior escolha. Claro que não sou a favor de arma na mão de qualquer pessoa. Exames, treinamento criterioso e todas as condições para deixar o cidadão de bem preparado são vitais.
Para aqueles que não concordam com os que defendem a tese de políticos, militares e simpatizantes, como eu, sugiro que apresentem uma melhor solução, rápida e eficaz. Que saia do campo filosófico, das promessas de campanha e que venha pra rua, agora, já!
Quero minha liberdade de volta. Quero minha cidade e meu país mais seguros. Quero que, como nos filmes, o mocinho sempre vença o bandido. Que o sol renasça a cada dia, lindo para o trabalhador e suas famílias. E quadrado para os marginais.
Não se trata de pregar a violência. Quero o fim dela!
Quero nossos filhos crescendo, produzindo riquezas para a nação e envelhecendo, cumprindo o ciclo natural da vida.
Novamente a ação do crime organizado terminou em terror para moradores do sul de Minas. Desta vez foi na cidade de Machado. Era por volta da 01h00 desta terça-feira (25) quando uma quadrilha composta por, no mínimo, 12 criminosos fortemente armados fez pessoas reféns na Praça Antônio Carlos, centro de Machado. Tiros foram dados para o alto assustando populares.
De acordo com as primeiras informações, os criminosos chegaram no local fazendo vários disparos com armas de fogo de grande destruição, como fuzis. Eles explodiram duas agências bancárias: a Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil da pequena cidade do interior.
O bando chegou em pelo menos três carros grandes. Toda ação que incluiu o terror sofrido por dois reféns que ficaram na mira de um fuzil foi registrada por imagens de câmeras de segurança. Os criminosos tinham os rostos cobertos e alguns portavam armas longas e de grosso calibre. Na ação os criminosos dispararam vários tiros para o alto. Conforme relato de testemunhas houve troca de tiros entre os bandidos e a PM. A ação teria durado cerca de 40 minutos.
Logo após as explosões, os criminosos fugiram em vários veículos. A PM, reforçada de grande aparato policial da região, fez rastreamento.
Os dois homens feitos reféns foram obrigados a tirar as camisas e ficar com as mãos na cabeça. Eles foram frequentemente ameaçados com o fuzil. Após os bandidos levarem uma quantia em dinheiro não revelada os reféns foram liberados sem ferimentos.
Por conta das explosões as agências ficaram completamente destruídas. Os assaltantes fugiram por uma estrada de terra que fica no bairro Caixeta e dá acesso à Serrania.
Até a publicação desta reportagem ninguém havia sido preso.
Os cafés especiais brasileiros entram em evidência com a realização do Concurso Cup of Excellence – Brazil 2018. A etapa internacional acontecerá de 15 a 21 de outubro de 2018, em Guaxupé, sul de Minas Gerais. A Cooxupé e SMC – Specilaty Coffees (empresa controlada pela cooperativa) serão as anfitriãs. O evento é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).
Auditado pela Agricert Brasil, o Cup Of Excellence é o principal concurso de qualidade para café do mundo, que avalia os cafés naturais (sistema de preparo em via seca) e os cerejas descascados/despolpados (preparados pelo sistema em via úmida) no País. Participa desta edição o tipo arábica produzido na safra 2018.
Na pré-seleção já realizada em setembro, as duas categorias (Naturals / Pulped Naturals) selecionaram 150 produtores em cada uma, totalizando 300 amostras validadas pelo concurso. Depois da realização de uma nova avaliação, 80 de cada categoria concorrem à fase nacional que acontece em Varginha (MG), em que os vencedores serão anunciados até o dia 12 de outubro. Dessas 80, apenas 40 amostras do Natural e 40 do Cereja Descascado seguem para a fase internacional.
As análises da etapa internacional contarão com a presença de 28 juízes de países como Estados Unidos, Japão, China, Bulgária, Rússia, Austrália, Índia, Alemanha. No dia 21/10 serão anunciados os produtores de café vencedores das duas categorias.
Critérios de seleção, pontuação e premiação
Concorrem ao Cup of Excellence grãos com peneira 16 acima ou 17 acima. O teor de umidade máximo aceitável pelo concurso é entre 11% e 12%. Em relação à pontuação, a média mínima para a fase nacional é de 84.0 até 85.9. Já a fase internacional define os vencedores com média mínima de 86 pontos ou mais.
Os vencedores nacionais e internacionais terão direito de participar de leilões organizados pela ACE, com o apoio da BSCA, pela internet.
TRÊS PONTAS GEROU 1.180 VAGAS NO ANO, EM MAIOR PARTE DEVIDO À AGROPECUÁRIA (+811).
As 10 maiores cidades do Sul de Minas foram na contramão da tendência nacional e fecharam 433 vagas de emprego em agosto. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, divulgados nesta sexta-feira (21). Conforme os dados, em todo o Brasil foram gerados 110,4 mil empregos no mesmo período.
No cenário regional, o que pesou para o fechamento dos postos de trabalho foi a agropecuária. Só em agosto, o setor fechou 1.218 postos de trabalho. Na contramão, o setor de serviços foi bem, gerando 800 vagas de emprego durante agosto.
Entre os municípios, destaque para Pouso Alegre, que gerou 283 vagas de emprego, seguido de Passos, que gerou 155. Já Alfenas e Três Corações fecharam 262 e 217 vagas respectivamente.
Saldo no ano
No ano, as 10 maiores cidades do Sul de Minas já geraram 4.324 vagas de emprego. A maior concentração de vagas criadas está na agricultura, com 2.318 postos de trabalho, seguido do setor de serviços, que criou 1.928 vagas. O comércio segue sendo o setor que mais demite. Em 2018, ele já fechou 874 vagas.
Entre os municípios, Pouso Alegre é o que mais gerou vagas de emprego no ano, com saldo positivo de 1.415 vagas. Na cidade, o setor de serviços (+766) e a indústria (+537) são os destaques.
Três Pontas gerou 1.180 vagas no ano, em maior parte devido à agropecuária (+811).
Na contramão, Itajubá é o único município entre os 10 maiores que fechou vagas de emprego. De janeiro a agosto, a cidade fechou 332 postos de trabalho, influenciado principalmente pela indústria, que fechou 336 vagas no ano.
Extrema, um caso à parte
Mesmo não estando entre os 10 maiores municípios, o desempenho de Extrema também chama a atenção. No ano, o município com o 3º maior PIB do Sul de Minas já gerou 1.460 vagas de emprego, sendo 994 somente na indústria, setor que vem chamando atenção na cidade nos últimos anos.
CONEXÃO MOSTRA PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA FESTA.
Nossa reportagem percorreu no fim da noite deste sábado (22) os 26 quilômetros da MG 167 acompanhando a movimentação de romeiros que buscavam chegar em Três Pontas para a festa do Padre Victor. Vindos das mais diversas localidades eles se aglomeraram nas margens da rodovia Três Pontas/Varginha. Logo nas primeiras horas do domingo o volume de visitantes já era enorme. Estimativa ainda não fechada sinaliza que neste ano o número de romeiros pode bater os 50 mil, ou seja, praticamente dobrando a população local que é de 56 mil habitantes segundo último senso do IBGE.
Na Rodovia
Vários fatores chamaram a atenção da nossa reportagem no trajeto que realizamos entre Três Pontas e Varginha. O primeiro deles foi a quantidade imensa de devotos que caminharam em direção à terra onde estão depositados os restos mortais do Beato Padre Victor. Eles andavam sozinhos ou em grupos, praticamente em fila indiana, a grande maioria com mochila nas costas (portando água, blusa de frio, boné ou chapéu, filtro solar, etc). Também levavam nas mãos aparelhos celulares com as lanternas ligadas para facilitar a locomoção e para serem vistos pelos motoristas. Outro ponto que merece destaque foi a quantidade de viaturas policiais que fazia quase que uma escolta, obrigando os veículos a trafegarem em velocidade reduzida. A Polícia Rodoviária Estadual, na entrada de Varginha, distribuiu adesivos refletivos para centenas de romeiros, aumentando assim a segurança. Viaturas de resgate também estavam à disposição. Contamos cinco pontos de apoio em toda extensão da MG 167 entre Três Pontas e Varginha, pessoas voluntárias que dedicaram seu tempo e até os próprios recursos para distribuir mais que água, pão, leite e café. Distribuíam carinho.
Mas um fato que gerou preocupação foram os constantes flagrantes de grupos de romeiros que trafegavam na pista de rolamento, na contramão de direção, no sentido Três Pontas/Varginha. Carros, motos e ônibus passavam muito perto desses devotos, um eminente risco de acidentes.
Informações veiculadas em grupos de whatsapp relataram ter acontecido dois atropelamentos, um que teria acontecido por volta da 01h00 e gerado uma fratura exposta em um dos braços de um romeiro. E outro, mais grave, por volta das 04h30 que teria resultado um politraumatismo também em um devoto que, inclusive, teria sido levado em estado grave para o Hospital Bom Pastor em Varginha. Entramos em contato com a Polícia Rodoviária Estadual em Varginha e também com o Hospital Bom Pastor. Nenhum dos dois órgãos quis passar qualquer informação, portanto não confirmada.
Feirinha do Padre Victor
O novo endereço da Feirinha do Padre Victor, que sempre recebe grande quantidade de consumidores e visitantes, transferido este ano para a Mina do Padre Victor, foi aprovado pela maioria dos comerciantes ambulantes e por visitantes com quem conversamos na noite deste sábado (22). O local se mostra melhor estruturado, com mais espaço, inclusive para a circulação de populares entre as barracas, é todo gramado e de fácil acesso. Um grande esquema de segurança foi visto, bem como banheiros químicos e questões relevantes para o bom funcionamento do setor. Felizmente o tempo também colaborou. Se tivesse chovido possivelmente os transtornos seriam grandes.
A feirinha saiu, há anos, do antigo Parque de Exposições (hoje sede da Fateps/UNIS), local de terreno acidentado e de muita terra. Depois passou para a Avenida Oswaldo Cruz que, se de um lado tinha as vantagens de ser em local asfaltado e próximo da Rodoviária, o que facilitava a locomoção dos romeiros, por outro, atrapalhava o trânsito da principal via de acesso da cidade de Três Pontas e tirava a tranquilidade de moradores do entorno.
Igreja Matriz
Novamente um número recorde de fiéis que acompanharam desde as primeiras horas da manhã as Santas Missas foi constatado. As celebrações, carregadas de emoção e histórias de bênçãos e graças atribuídas ao Beato Padre Victor, reuniram milhares de pessoas que se aglomeraram dentro e também do lado de fora, nas portas do templo religioso.
As filas de visitação ao túmulo do Beato Padre Victor, totalmente remodelado e em um novo espaço desde a sua beatificação, também impressionavam. Reuniam pessoas de todos os cantos do Brasil que traziam histórias de cura atribuídas a Francisco de Paula Victor, além de novos pedidos que ali eram feitos.
Estrutura
Visivelmente muita coisa já foi feita, avanços podem ser notados na estrutura da festa do Padre Victor, toda encabeçada pela Associação Padre Victor, com apoio da Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda e Prefeitura Municipal. Porém ainda falta muito! Desde a beatificação, ocorrida em 14 de novembro de 2015, o número de romeiros aumenta a cada ano.
Nota-se que ainda falta uma conscientização turístico/religiosa. Os poucos restaurantes abertos no dia do Padre Victor não comportam o número de romeiros. Flagramos filas intermináveis, como em um localizado na Rua Sete de Setembro e outro próximo da Escola Cônego Vítor. Romeiros com quem conversamos relataram que faltam pousadas populares, afinal de contas a grande maioria dos visitantes de Padre Victor é de classes sociais mais humildes. O transporte, para levá-los, por exemplo, da Igreja Matriz até a Mina do Padre Victor, também, conforme depoimentos, deixa a desejar.
Num evento que recebe milhares de idosos e crianças, pessoas com problemas de saúde é no mínimo questionável que no dia 23 de setembro, quando mais de 100 mil pessoas estão na cidade de Três Pontas as farmácias continuem trabalhando em esquema de plantão, com apenas duas unidades abertas. Nas redes sociais um cidadão reclamou:
“Meu repúdio e minha indignação com a mentalidade tacanha, medíocre e provinciana de uma cidade onde em plena festa de Pe. Victor as farmácias fechadas e funcionando apenas em regime de plantão. O município de Três Pontas repleta de romeiros, um calor escaldante, idosos e crianças expostos ao desdém. Isso é desumano e desrespeitoso. Quando a mentalidade daqui vai adquirir noções de civilidade?”
Especialistas afirmam que, quando ocorrer a comprovação de mais um milagre atribuído a Padre Victor, tornando-o oficialmente santo para a Igreja Católica, o número de visitantes será ainda maior, transformando a cidade do café e da música num grande santuário de peregrinação, como são Guaratinguetá e Aparecida do Norte, em São Paulo. O que obrigará a cidade de Três Pontas a realizar uma grande mudança, grandes investimentos no setor, que já deveriam ter começado logo após a confirmação da beatificação.
A vida humana tem um nivelamento explicito. A dor e o sofrimento se estendem a todo ser humano no decorrer da existência.
A maneira de absorver esta realidade adversa que o distingue.
O matuto, em mar agitado, mantém a paciência de um discípulo de Buda, enquanto o homem polido amplia a cratera para poder penetrar mais profundamente no abismo.
A condição humana é um retrato preto no branco para todos. Não existem privilegiados na condução da existência. Por mais sutil e ágil que seja o individuo, o sofrimento é inevitável no decorrer da existência.
O que não acredito é em nivelamento econômico. A riqueza se produz na verticalidade e na diversidade, na homogeneidade congelamos a criação de riquezas.
Ideias socializantes é uma ficção teórica. Para produzir riqueza são fundamentais: liderança e hierarquia só existente no sistema capitalista.
No tão sonhado nivelamento de talentos do socialismo cria-se um caos produtivo e neutraliza o crescimento individual humano.
Por isto, o natural é provocar a individualidade e não criar controle social robusto, neutralizando as potencialidades singulares.
O desnível humano não impede a todos sofrer. Os baques da vida são inevitáveis a todos. Isto é inerente a alma humana. Tanto o homem rustico como o polido sofrem a reação ao sofrimento que são diferenciados. Na essência somos todos iguais, porém na superficialidade e no supérfluo somo diferenciados.
Com a igualdade humana e os sofrimentos são inevitáveis para todos. Desta forma, devemos aprender com o homem rústico como levar o barco na tempestade. Mas a igualdade da condição humana não traz, necessariamente, igualdade econômica.
O mundo exige cada vez mais produção de riqueza, e isto tem sua gestação na verticalidade de classes e no aprimoramento individual isolado.
Se for natural à vida humana ter na sua essência nivelamento substancial no secundário como no desnivelamento econômico a verticalidade elevam as bases e criam riquezas, ao caso que a homogeneidade proveniente do socialismo neutraliza os talentos individuais, tornando inativos.
Devemos finalmente aprender com o homem tosco como conduzir com soberba e eficiência o barco em alto mar em plena tempestade.
Um dia histórico e inesquecível para a comunidade católica trespontana e para todos os devotos de Padre Victor. O 06 de junho de 2015, um sábado, foi o dia em que Vossa Santidade, o Papa Francisco, autorizou, logo pela manhã, (Horário de Brasília), a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o Decreto de Beatificação do Padre Francisco de Paula Victor. O Conexão foi o primeiro veículo a divulgar a grande notícia, que teve uma repercussão gigantesca, a maior da ainda breve historia do portal. A emoção tomou conta de toda cidade. Na semana em que celebramos mais um aniversário de sua morte, nossa reportagem relembra aquela data dentro da cobertura especial do Beato Padre Victor.
Mineiro da cidade de Campanha, onde nasceu em 12 de abril de 1827, Padre Victor ficou conhecido em Três Pontas. Ele era um jovem sapateiro quando se matriculou no Seminário de Mariana e, durante seus estudos, sofreu discriminação dos colegas, por ser negro e filho de escravos.
Dedicou a vida aos pobres, ficou conhecido em sua região por sua caridade e morreu com fama de santidade em 23 de setembro de 1905. Nos três dias em que durou o velório, seu corpo exalava suave perfume, conforme relatos de testemunhas da época. O Papa reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído ao Padre Victor, a cura inexplicável de uma moradora da cidade que não conseguia engravidar, analisada por uma junta médica do Vaticano e por uma comissão de teólogos. A Beatificação, que dá aos beatos um culto restrito, é o último passo para a canonização, de culto universal.
A grande festa de beatificação de Padre Victor se deu em Três Pontas, no aeródromo, no dia 14 de novembro de 2015, onde Francisco de Paula Victor se tornou o segundo santo da Diocese de Campanha.
Em maio de 2013, Nhá Chica (Francisca de Paula de Jesus) foi proclamada beata em Baependi, onde viveu e está sepultada. Também negra e filha de mãe escrava, ela nasceu em 1808 em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rey. Morreu em 1895. O Brasil tinha, em 2015, seis santos e 79 beatos reconhecidos pela Igreja.
O único santo de nacionalidade brasileira é Frei Antônio Galvão, nascido em Guaratinguetá. Padre José de Anchieta, canonizado em abril de 2014, era espanhol das Ilhas Canárias. Os outros quatro são Madre Paulina, italiana que emigrou aos nove anos para Santa Catarina, e três missionários jesuítas – o paraguaio Roque González e os espanhóis Afonso Rodriguez e João de Castilhos, martirizados no século 17 nas Reduções, atualmente território do Rio Grande do Sul.
Na próxima reportagem especial relembraremos a Missa de Beatificação de Padre Victor.
A clara expressão da fé dos católicos trespontanos e também de romeiros oriundos de diversas cidades da região sul do estado de Minas Gerais, e até de outros estados do Brasil, pode ser vista durante as celebrações das Santas Missas que fazem parte da Novena do Beato Padre Victor, iniciada no último dia 14 de setembro e que será encerrada no próximo sábado, dia 22, véspera do Dia do Padre Victor.
Fotos feitas por nossa reportagem durante a semana mostram como a Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, local onde estão depositados os restos mortais de Padre Victor e que recebe diariamente a visita de devotos, tem ficado lotada durante as celebrações dos nove dias dedicados a memória de Francisco de Paula Victor.
Com o fim da novena no sábado, a cidade já estará vivendo toda a montagem da estrutura da Festa do Padre Victor coma chegada grande de fiéis. No dia 23 de setembro a cidade de Três Pontas deverá receber mais de 50 mil turistas, a exemplo do que aconteceu em anos anteriores. Previsões mais otimistas afirmam que o número de romeiros na cidade pode passar dos 60 mil já que o dia de Padre Victor, em 2018, cairá num domingo.
Pontos de grande visitação como a Igreja Matriz, Mina do Padre Victor e Associação Padre Victor já estão sendo preparados para acolher tantos fiéis. Vale lembrar que neste ano, pela primeira vez, a tradicional feira de comércio ambulante conhecida como “Feirinha do Padre Victor” será realizada no Parque Multiuso (Mina do Padre Victor) e não mais na Avenida Oswaldo Cruz.
PREFEITURA ANUNCIA COLOCAÇÃO DE DUAS PASSAGENS ELEVADAS DE PEDESTRES NA CIDADE.
A Secretaria Municipal de Transportes e Obras informou que o trecho da Rua Marquês de Abrantes que foi transformado em mão única (apenas subindo) e que tem gerado uma série de reclamações desde que o antigo coordenador do trânsito efetivou a mudança, está com os dias contados. A mão dupla em toda sua extensão será retomada em breve.
“Realmente essa é uma notícia importante que gostaria de dar aos trespontanos através do Conexão Três Pontas. A Rua Marquês de Abrantes voltará a ser mão dupla e ainda colocaremos uma passagem elevada de pedestres, dando mais segurança aos transeuntes”, revelou o secretário Maquil dos Santos Pereira.
Ainda conforme Maquil, uma outra passagem elevada de pedestres será feita em frente a creche do bairro Cidade Jardim.