Categoria: Economia

  • AGRONEGÓCIO: Cocatrel marca presença na assembleia do ConCafé em Três Pontas

    AGRONEGÓCIO: Cocatrel marca presença na assembleia do ConCafé em Três Pontas

    Na última terça-feira (18/05) Três Pontas foi sede, pela primeira vez, da assembleia do Consórcio Público Para o Desenvolvimento do Café – ConCafé. O prefeito de Três Pontas, Marcelo Chaves, é o atual presidente do consórcio, que busca integrar, desenvolver e valorizar a cafeicultura da região Sul e Sudoeste do estado de Minas Gerais. O evento contou com a presença de prefeitos das cidades associadas, deputados federais e estaduais, e da Cocatrel, representada pelo Presidente Marco Valério Araújo Brito. A principal temática abordada foi a discussão das perspectivas futuras para o mercado de café. O evento também marcou o início da Expocafé 2021, a principal feira da cafeicultura no Brasil.

    O consórcio que une os municípios da região Sul e Sudoeste busca dar mais voz aos produtores de café, para que suas demandas possam ser atendidas pelas autoridades legislativas federais. O presidente da Cocatrel, Marco Valério, destacou a importância da iniciativa do ConCafé, “estamos num mundo de muita divisão e esse encontro é um exemplo da união do técnico com o político e é o que faz a diferença para que o produtor tenha incentivo para investir cada vez mais no aprimoramento do café produzido. De forma remota, o presidente do Senado brasileiro, Rodrigo Pacheco (DEM), reafirmou o seu compromisso em levar para apreciação da casa projetos que visam beneficiar os agricultores.

    A assembleia teve participação da atual diretora da Associação Brasileira de Cafés Especiais – BSCA, Vanusia Nogueira, que destacou pontos importantes para o futuro do mercado cafeeiro mundial. Para ela o consumo de café mudou de forma sensível durante a pandemia essa tendência pode ser duradoura. “A prática do home office, o fechamento de cafeterias e restaurantes aumentou ainda mais o consumo de café nos ambientes domésticos, o que elevou a qualidade e um boom de venda de cápsulas de café, que garantem consistência e padrão na bebida”. Outro apelo feito por Vanusia foi sobre a necessidade de educação dos cafeicultores principalmente na gestão das fazendas, “da mesma forma em que o produtor se preocupa com a qualidade final do café, ele deve priorizar uma gestão eficiente de seus recursos, o que garantiria, por exemplo, a rastreabilidade do café, agregando ainda mais valor ao grão.”

    A Cocatrel também desempenha o importante papel de orientar os produtores em relação à gestão de seus negócios. Durante o evento, Marco Valério destacou que “a Cocatrel vem cumprindo sua missão de proporcionar soluções que tornem os cooperados cada vez mais competitivos, isso inclui os cursos de gestão e qualidade, as soluções financeiras, as orientações sobre o mercado de café e as cafeterias, que além de locais agradáveis, conectam produtores e consumidores, e os estimulas a conhecerem e o consumirem cafés de qualidade.”

    As participações dos Deputados Federais Diego Andrade (PSD) e Emidinho Madeira (PSB) e do Deputado Estadual Mário Henrique Caixa reafirmaram o compromisso dos parlamentares em dar atenção às pautas do ConCafé nos níveis federal e estadual. Para o presidente da Cocatrel, Marco Valério, a presença dos deputados teve grande importância  para o evento. ”A capacidade do produtor aliada com a capacidade de ser representado no congresso só é possível graças à união e participação destes parlamentares em eventos como esse do ConCafé, o principal benefício é que a voz do produtor reverbere em Brasília e seja atendida.”

    Fonte Cocatrel

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    Roger Campos

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  • Expocafé 2021 começa amanhã

    Expocafé 2021 começa amanhã

    Evento, totalmente on-line, contará com programação técnica diversificada e exposição de máquinas

    A Expocafé 2021 começa na próxima terça-feira, 18 de maio. O evento, que pela segunda vez será em formato totalmente on-line, contará com palestras, debates, dicas técnicas, apresentação de novas tecnologias e estandes virtuais para exposição e negociação de equipamentos e insumos para a cafeicultura. A programação, destinada a produtores, técnicos, acadêmicos, pesquisadores e profissionais que atuam em diversos segmentos da cadeia produtiva, poderá ser acompanhada pelo site www.expocafeoficial.com.br.

    As atividades ocorrem até a sexta-feira, 21 de maio. Entre as atrações, está o 2º Encontro Técnico da Expocafé que contará com painéis temáticos sobre Inteligência Artificial, Tecnologias para a Cafeicultura Familiar, e Gestão da atividade. Os debates acontecem entre os dias 18 e 20 de maio, com mediação de pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), vinculada à Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). A participação se dará mediante inscrições prévias, que já podem ser feitas pelo site.

    O painel “Inteligência Artificial na Cafeicultura” abre a programação do Encontro Técnico, no dia 18, às 17h30. Os convidados serão o professor da Universidade Federal de Lavras (Ufla), Danton Ferreira, que abordará o tema “O papel da Inteligência Artificial no agro 4.0”; o professor do Departamento de Engenharia Rural da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Rouverson Pereira, que falará sobre “Inovações tecnológicas para a inserção da cafeicultura na agricultura digital”, e o representante da Gonzaga Treinamento e Consultoria Agrícola, Luiz Gonzaga Ferreira Júnior, que apresentará o tema “Uso do aprendizado de máquinas na colheita mecanizada do café”. A moderação será feita pela pesquisadora Vânia Silva.

    Na quarta-feira,19, também às 17h30, será realizado o painel “Tecnologia para a cafeicultura familiar”, que terá como mediador o pesquisador César Botelho. Os temas abordados serão “Tecnologias desenvolvidas pela Epamig com aplicação na agricultura familiar”, apresentado pelo coordenador do Programa Estadual de Pesquisa em Cafeicultura da Empresa, Rogério Silva; “Assistência técnica e extensão rural para a cafeicultura familiar”, ministrado pelo coordenador técnico estadual de cafeicultura da Emater-MG, Bernardino Cangussu; e “Benefícios do ATeG na cafeicultura mineira”, com o supervisor de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Senar no Sul de Minas, Rodrigo Elias Almeida Dias.

    A programação do Encontro Técnico será encerrada no dia 20 de maio, com o painel “Gestão na Cafeicultura”, que terá início às 17h30. O moderador será o pesquisador Gladyston Carvalho e os convidados serão o engenheiro agrônomo Rodrigo Ticle Ferreira; o consultor Milton Verdade Costa; e o diretor da Sancoffee, Fabrício Andrade. Os temas tratados serão, respectivamente, “Projeto Educampo” (Sebrae), “Como fazer a gestão de uma fazenda” e “Gestão da comercialização do Café”.

    O público poderá interagir com os palestrantes e debatedores, por meio do chat ao vivo.

    Dinâmica de Máquinas

    Parte da programação presencial da Expocafé, as Dinâmicas de Máquinas serão destaque também no formato virtual. Assim como na edição de 2020, o conteúdo será disponibilizado em parceira com a Rede Social do Café Peabirus. Serão 19 estações virtuais, nas quais o público terá a oportunidade de acompanhar vídeos que demonstram, em campo, o funcionamento de máquinas e produtos para a lavoura cafeeira.

    As estações institucionais serão conduzidas por pesquisadores e técnicos da Epamig, da Ufla e da Emater-MG que apresentarão, na prática, tecnologias de cultivo e manejo. Além disso, fabricantes e representantes, demonstrarão, nas estações empresariais, a aplicação e funcionamento de produtos e equipamentos para a lavoura.

    A Epamig será responsável pela condução de três estações: “Unidades demonstrativas de café arábica para a região do Cerrado Mineiro”, conduzida pelo pesquisador Gladyston Carvalho; “Unidades demonstrativas de café arábica para o Sul de Minas”, ministrada pelo pesquisador César Botelho; e “Manejo do Mato x Cultivo de Brachiaria nas Entrelinhas de Cafeeiros”, apresentada pelo pesquisador Elifas Nunes Alcântara.

    As dinâmicas de máquinas estarão disponíveis no espaço Café Play, no qual o público poderá assistir também vídeos com dicas de pesquisadores e relatos de mulheres na cafeicultura. O acesso ao espaço é gratuito e não demanda inscrições prévias.

    Estandes virtuais

    Mais uma vez, empresas de máquinas, insumos e serviços para a cafeicultura contarão com estandes virtuais para a apresentação de produtos e negociações com possíveis clientes. A SWZ Máquinas, que desde 2008, oferece equipamentos que auxiliam na pós-colheita do café, apresentará a linha que inclui varredoura, recolhedoras e o secador estático. Dentre os destaques, a varredoura aranha, que consegue realizar até três operações (arruação, enleiramento e esparramação de ciscos), e que terá o funcionamento demonstrado nas Dinâmicas de Máquinas.

    A Adubos Real S.A vai lançar a linha Real Adjuvantes com o objetivo de aumentar a eficácia da aplicação e da absorção dos ingredientes ativos presentes na solução de pulverização agrícola. A linha conta com quatro produtos que auxiliam no condicionamento da solução (Multiherb, Multicopa e Multioil) e na limpeza e descontaminação dos tanques e equipamentos de pulverização (Multilimp).

    Os estandes virtuais estarão disponíveis para a visitação a partir da terça-feira, 18 de maio, às 8h.

    O evento

    A Expocafé contará também com quadros especiais como a Expocafé Mulheres e o Hub Conecta Café. O evento é organizado pela Epamig, pela Secretária de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pelo Governo de Minas Gerais, com apoio institucional da Prefeitura de Três Pontas, da Cocatrel, da Ufla, da Emater-MG e do Consórcio de Pesquisa Café.

    Fonte: Ascom/Epamig

    Foto: Erasmo Pereira/Epamig

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    Roger Campos

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  • Cocatrel oferece condições especiais para compras de insumos na Expocafé

    Cocatrel oferece condições especiais para compras de insumos na Expocafé

    EDIÇÃO 2021 COMEÇA AMANHÃ! FIQUE ATENTO E PARTICIPE!!!

    Em 2021, a Expocafé acontece entre os dias 18 a 21 de maio, e pelo segundo ano consecutivo a feira será virtual devido às condições ainda impostas pela pandemia do coronavírus. Por meio do site www.expocafeoficial.com.br, o público pode acompanhar uma programação técnica variada, que inclui painéis temáticos ao vivo. Mesmo com as limitações, a feira não deixará de apresentar aos cafeicultores os avanços tecnológicos no setor agrícola, além da oportunidade de realização de compras de insumos e maquinário agrícola com condições exclusivas da feira oferecida pela Cocatrel.

    Através da união dos esforços da Cocatrel, do Governo de Minas,  da Epamig, da EmaterUniversidade Federal de Lavras (UFLA) e da Prefeitura de Três Pontas a Expocafé se mantém, há 24 anos, como a maior feira de café do mundo, a vitrine ideal para que as empresas do setor agrícola tenham contato direto com o produtor rural.

    “A Cocatrel faz parte do comitê gestor da Expocafé desde a primeira edição da feira. É um orgulho muito grande saber o quanto a cooperativa, junto com os outros parceiros e realizadores do evento contribuiu para a evolução da cafeicultura na região, que se tornou mais profissional e tecnológica, além de trazer aos cafeicultores informação, capacitação, pesquisas relevantes e o que há de mais moderno em maquinários e insumos para a produção de café”, afirma Marco Valério Araújo Brito, presidente da Cocatrel.

    Nesta edição, a Cocatrel marcará presença com o estande virtual para negociação de máquinas, equipamentos e insumos agrícolas, que poderão ser negociados através do barter, utilizando o café como moeda de pagamento. A equipe técnica estará pronta para atender os cooperados tanto remotamente, por telefone e whatsapp, ou presencialmente, nas lojas da Cocatrel. Os principais parceiros da cooperativa (BasfBayerSyngentaGiro AgroAgroCPSantasafra e UPL) também estarão presentes no estande com ofertas especiais para o produtor.

    A Cocatrel, representada pelo projeto Cafeína Cocatrel, também estará presente nos painéis temáticos da Expocafé Mulheres, que abordarão temas relacionados à participação e empoderamento feminino no setor agrícola, ainda majoritariamente ocupado por homens. Serão três dias de palestras e workshops direcionadas especificamente às mulheres, que contarão com a transmissão de vídeos destacando o grupo Cafeína Cocatrel.

    Durante o período da Expocafé, as ofertas disponibilizadas virtualmente também poderão ser encontradas nas lojas Cocatrel, seguindo todos os protocolos exigidos pelas autoridades de saúde, para a não proliferação do coronavírus. Para mais informações sobre as ofertas e atendimento entre em contato pelo telefone / whatsapp: (35) 3266-8200.

    Fonte Cocatrel

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    Roger Campos

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  • ENTREVISTA: Diretor da MakPlast fala sobre a situação das empresas do “setor do plástico” em Três Pontas

    ENTREVISTA: Diretor da MakPlast fala sobre a situação das empresas do “setor do plástico” em Três Pontas

    A onda roxa está indo embora, mas deixa um rastro de crise severa na economia mineira

    Seguindo a série de entrevistas especiais sobre os efeitos causados pela pandemia de coronavírus à economia de Três Pontas, especialmente durante a chamada onda roxa, implementada pelo governo do estado de Minas Gerais em praticamente todas as regiões desde o dia 17 de março e que chegará ao fim neste sábado (17 de Abril), após duas prorrogações.

    Nossa reportagem conversou com o diretor da empresa MakPlast,  Wilson Ferreira Júnior, também responsável por outras empresas do mesmo segmento na vizinha Cidade de Varginha. Ele fala sobre todos os danos severos que vêm sendo provocados ao setor industrial desde o início da pandemia.

    Conexão – A MakPlast é uma das empresas mais tradicionais do setor de plásticos do Sul de Minas. De que forma ela foi afetada pela pandemia de coronavírus?

    Wilson Jr. – É um prazer falar com o Conexão Três Pontas,  embora o tema não seja nada agradável. Essa pandemia tem trazido uma série de problemas para o setor industrial, bem como na cadeia do plástico E tem feito com que cada empresário repense os seus negócios. foi preciso sair da mesmice, sair de cima do muro e tomar algumas decisões que para muitos não são nada agradáveis. A pandemia trouxe muitas dificuldades de acesso às matérias-primas. Como a cadeira plástica tem praticamente um único fornecedor e ainda, com o dólar alto, as petroquímicas estão preferindo exportar seus negócios do que comercializá-los dentro do país para que tenham um lucro maior. Então a matéria-prima está mais escassa no mercado interno. Daria para exportar esse material?  Sim. Mas com o preço que está o dólar é totalmente inviável. A própria matéria-prima está muito mais cara, o grão de plástico no Brasil subiu muito de preço.  Nós até estávamos conseguindo comprar dos Estados Unidos a um preço razoável, mas com a nevasca que passou por lá também ficou inviável.

    Então, o setor do plástico está sendo sim muito prejudicado com a falta de matéria-prima. Acha-se a matéria-prima no Brasil? Sim, acha! Mas aí temos que pagar o preço que é pedido. Existe muita especulação de preço na matéria-prima e na mercadoria em todo o Brasil. Outro fator dificultador é a própria doença, é o coronavirus. Já tivemos 10, 20 ou até 30 colaboradores afastados por conta da covid-19. Às vezes muitos desses nem estão positivados com o vírus, mas conviveram com pessoas que confirmaram a doença e procuramos tomar todos os cuidados pensando sempre no bem-estar de todas as pessoas.

    Há casos em que um único colaborador fica afastado em um ou dois momentos e isso acaba prejudicando muito o andamento da empresa. A logística, o andamento da fábrica fica totalmente prejudicado. Por tudo isso que falei realmente o empresário brasileiro e até o empresário mundial estão tendo que ter muita criatividade e otimismo para enfrentar este momento.

    Conexão – Você acredita que as empresas do setor do plástico já estão tendo que demitir por conta da pandemia aqui em Três Pontas? Se ainda não começaram, é uma realidade que assusta e ameaça daqui para frente?

    Wilson Jr. – Até o final do ano passado não estava havendo demissões porque ainda encontrávamos a matéria-prima no mercado. Mesmo que custando mais caro a gente conseguia encontrar, embora com uma certa dificuldade. Hoje, só encontramos matéria-prima com os preços muito elevados, até 120% mais cara e infelizmente todo esse cenário de especulações fará com que as demissões ocorram. O mês de março foi o pior mês desde o início da pandemia, a fábrica chegou a parar em alguns momentos por causa de falta de matéria-prima, dificuldades com o papelão, muito grandes, já que a reciclagem do papelão foi muito prejudicada. Como o governo soltou o auxílio emergencial, como uma importante ajuda para o trabalhador brasileiro, muitos acabaram deixando de lado o recolhimento de materiais recicláveis, como por exemplo o papelão. Há uma dificuldade enorme de se encontrar o papelão no mercado ou mesmo os seus derivados.

    O meu maior temor é que a situação tem se agravado dia após dia. Nossa fábrica já está com vários funcionários de férias. Antes de precisar demitir estamos dando férias. E o próximo passo, infelizmente, é que algumas demissões ocorram, não em massa, mas que realmente aconteçam. Eu ainda acredito que as demissões não ocorram na MakPlast, mas no setor de plásticos, de uma forma geral, as demissões já estão ocorrendo sim.

    Conexão – A MakPlast emprega quantas pessoas hoje em dia?

    Wilson Jr. – A MakPlast, a Alfa, o grupo de empresas da qual representamos, aqui em Três Pontas e em Varginha, emprega hoje em dia cerca de 180 a 200 colaboradores. O setor de plástico emprega muito em Três Pontas. Só a ArtVac deve ter hoje cerca de 800 colaboradores ou mais. A Tega não é bem uma empresa do plástico, mas atua com materiais parecidos. Temos ainda a Politubos, Lassane, Estrela e a TPplast. Todas juntas devem gerar entre 2000 a 3000 empregos diretos. Fora os empregos indiretos.

    Eu tenho conversado com empresários do setor aqui em Três Pontas, como a Estrela e a Politubos, por exemplo, e eles também têm se queixado bastante da falta de matéria-prima no mercado.

    Conexão – Pelo que você tem conversado com colegas empresários do mesmo setor, ainda é cedo para se cogitar fechamento de alguma empresa?

    Wilson Jr. – Sim. Fechamento ainda é cedo para se falar. Isso justamente pelo fato da matéria-prima, embora muito mais cara, ainda continuar sendo encontrada, apesar das dificuldades. O setor de plástico é muito grande em Três Pontas, tem uma grande força e representatividade e por enquanto eu não acredito em nenhum fechamento, mas que a diminuição de colaboradores é uma realidade, infelizmente não há como fugir disso. A perda de faturamento é muito significativa neste momento.

    Conexão – Em média, quantos currículos a MakPlast e as empresas do seu grupo recebem por dia ou por semana? Você nota uma crescente procura por vagas de emprego?

    Wilson Jr. – Eu não sei te precisar esse número, mas como os currículos que chegam até a MakPlast são entregues diretamente na recepção, e eu vejo muitas pessoas entregando o currículos diariamente, posso te assegurar que a procura por emprego é bastante grande na cidade. Somente enquanto você estava aguardando para que gravássemos esta entrevista, vi de duas a três pessoas entregando currículos na recepção. Mas eu não percebi um crescimento na procura de trabalho por conta da pandemia. Já tínhamos um volume alto de busca por trabalho antes da chegada do coronavirus. E também acontece um outro fato importante: às vezes temos 30 vagas de emprego, mas às vezes a função tem que rodar turno, trabalhar às vezes de manhã, de noite, aos finais de semana não tem a folga que espera e, por conta disso, se tínhamos por exemplo 30 currículos, os interessados caem para 10. Infelizmente não são todos que procuram emprego que realmente estão preocupados, querendo realmente a vaga.

    A cidade carece de algumas especializações, de mão-de-obra mais qualificada, como por exemplo uma escola técnica de tornearia, de solda, de eletricista, de encanador, entre outras profissões. Hoje em dia, por exemplo, é praticamente impossível encontrar na cidade um técnico, uma pessoa qualificada que faça instalação de aparelhos de ar-condicionado ou que limpe o ar condicionado. Geralmente temos que buscar esse profissional fora. Aqui na MakPlast por exemplo, o que temos feito é contratar as pessoas e dar todo treinamento para que elas possam ocupar determinadas funções.

    Conexão – Olhando pelo lado empresarial, como você avalia tudo o que aconteceu por conta da onda roxa do governo de Minas Gerais? Olhando pela questão econômica, quais os efeitos dessa fase mais restritiva (que chega ao final neste sábado) para um dono de empresa, alguém com muitos funcionários contratados?

    Wilson Jr. – Vou te falar o que eu penso e às vezes aquilo que pensamos acaba não agradando a todos: Eu vejo essa questão de onda roxa apenas como uma questão política. O Partido Novo, no qual o governador Romeu Zema é filiado, rompeu recentemente com o presidente Jair Bolsonaro. Eu também ocupei a função de vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis e acompanhava de perto as questões ligadas à pandemia, como as internações. E não vi um crescimento tão expressivo que obrigasse a uma restrição tão severa, a esse tipo de lookdown no estado inteiro. Realmente há regiões com agravamento maior e outras nem tanto. E acho que Três Pontas mais uma vez, é uma cidade privilegiada nesse ponto.

    Conexão – Sua mensagem para encerrarmos…

    Wilson Jr. – Infelizmente vemos muitas festas na cidade, Avenida Osvaldo Cruz frequentemente cheia. A direção da Santa Casa tem feito um grande trabalho de combate ao coronavírus. É preciso que todos tomem consciência e tomem cuidado, que façam a sua parte.  Aqui na empresa nós tomamos todos os cuidados.  A MakPlast tem uma grande facilidade porque é um local bastante arejado, cada máquina está com mais de 1,5 m de distância de uma para outra. Há álcool em gel em todas as máquinas, para cada colaborador. Na área de impressão também há toda essa preocupação. Fazemos palestras, fazemos a aferição de temperatura diariamente em todos os colaboradores. O nosso departamento de RH também conversa bastante com cada funcionário. Enfim, temos uma grande preocupação e executamos os cuidados e a prevenção diariamente.

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    Roger Campos

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  • ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    Bruno Carvalho fala sobre a importância de “deixar o dinheiro na cidade” e aborda a “briga” no setor de farmácias em busca de igualdade

    O governo do estado de Minas Gerais segue com a sua política de combate a pandemia de coronavírus tendo como principal ferramenta as polêmicas ondas, cada uma com uma cor e suas demandas e restrições, dentro do programa Minas Consciente. E praticamente todas as cidades hoje ainda seguem na chamada onda roxa, a mais restritiva de todas elas. Isso inclui a cidade de Três Pontas. Apesar de uma leve melhora na ocupação dos leitos de UTI em alguns municípios, o resultado está longe de ser expressivo para a saúde e, ao mesmo tempo tem prejudicado e muito a economia mineira, tanto o setor industrial quanto o comercial. Muitas empresas fechando, demissões em massa e um cenário que parece estar longe de sofrer um revés. Para falar um pouco mais sobre isso, conversamos com o presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas,  Bruno Dixini  Carvalho, reeleito recentemente para o seu segundo mandato.

    Conexão – Um ano de pandemia atingindo também o setor comercial de Três Pontas. Quais os reflexos dessa realidade que afeta o Brasil e o mundo todo para as empresas do nosso município?

    Bruno – Falando especificamente da onda roxa, a gente tá vivendo um ano de pandemia e isso representa uma tremenda dificuldade para o comércio local. Isso representa a perda de clientes pelos comerciantes e o poder de compra do cliente também vem sendo muito afetado por conta da inflação. Temos vários aumentos de preço e a cadeia produtiva vem enfrentando problemas até hoje. E isso tudo encareceu muito os produtos que são consumidos. A movimentação do produto está mais cara e a escassez também gera aumento de preço. O cliente está com poder de compra bem defasado e com medo de comprar. Há uma queda muito grande no consumo. 

    Há muito medo por conta da perda de empregos, da diminuição dos postos de trabalho. As pessoas estão diminuindo o consumo e de fato não estão tendo dinheiro. Além disso, existe uma crise de pessimismo no momento em que a gente vive, há uma insegurança jurídica vendo essas coisas no STF, uma insegurança política vendo por aí prefeitos, governadores e o presidente falando coisas que não batem um com o outro. 

    Também há uma crise de saúde que não se conseguiu evoluir muito, nem em leitos de hospital no Brasil inteiro, a vacina ainda chega devagar e com informações muito truncadas. Também há a crise econômica. Então infelizmente temos todos os motivos para estar com a cabeça bagunçada, um ambiente de incerteza e falta de sonhos. A pessoa não tem perspectiva mais! Há o medo de realizar um investimento grande, de trocar de carro ou comer um produto de valor agregado maior. Ela tenta guardar dinheiro, pois não sabe o que vem pela frente. Isso, de um ano para cá, representou muitas perdas. 

    Conexão – Além disso tudo que você falou, há o fechamento de várias empresas, do comércio em Três Pontas? 

    Bruno – Três Pontas vive um momento interessante porque desde a época do surgimento da covid-19 o município gerou 468 empregos, segundo uma pesquisa do Sebrae. Em Varginha, com o triplo da nossa população, foram gerados 211 vagas. Em Três Corações, também com população maior que a nossa, houve perda de 290 postos de trabalho. Aqui eu não lembro de ver empresas conhecidas fechando as portas. Mas está havendo uma dança de cadeiras. Inclusive um restaurante que aparentemente fechou, mas que vendeu para outra pessoa que segue com o mesmo negócio. Não houve muitos fechamentos, mas houve mutações. 

    Minha irmã, por exemplo, tinha uma loja no centro e agora está com a loja em casa. Nesse cenário muitas empresas estão agindo assim, trocando aluguéis, muitas vezes, mais caros por outros mais baratos. Os trespontanos, assim como o empresário de modo geral em todo Brasil e em todo mundo, se viu com a necessidade de diminuir as despesas para conseguir manter pelo menos a empresa viva em relação a postos de trabalho.

    Conexão – Você notou se ainda, de uma forma linear, os empregos estão sendo mantidos ou se houve um pequeno agravamento na manutenção dos empregos?

    Bruno – Sim. O que tem acontecido agora do começo do ano para cá, a gente vê nossas empresas mais enxutas, já que o movimento caiu e os comerciantes também estão preocupados neste momento de economia em crise, eles acabam cortando um colaborador ou mais, infelizmente. 

    O auxílio emergencial não estava sendo liberado e agora ele tem previsão de começar a cair na conta de muitos brasileiros, porém em valor muito menor. Tanto o consumidor como o empresário estão sonhando pouco, há muita preocupação com o futuro. Essa onda de pessimismo acaba retraindo um pouco a economia e a admissão de novos colaboradores.

    Conexão – A Associação Comercial tem uma gama de serviços que oferece aos comerciantes credenciados. E também tem o serviço de recebimento de currículos. A procura por emprego vem aumentando na AcaiTP?

    Bruno – Em relação a demanda de currículos de fato é um número que diariamente chega na Associação. Mas penso que nesse aspecto ainda estamos numa escala normal. Desde o ano passado mesmo isso vem ocorrendo. É muito concorrido o mercado, há muita gente boa e a gente enxerga muito campo para as pessoas se qualificarem. É necessário haver qualificação. E nesse aspecto a Associação Comercial tem cursos online através da plataforma Cresça Mais. A gente tem caminhos aí para capacitar de forma online, já que a capacitação presencial não pode ser feita neste momento. Mas mesmo assim, no ano passado, a gente conseguiu realizar dois ou três eventos com total proteção para as pessoas, mantendo distanciamento. Eram poucas pessoas mas que saíram com boas informações. A nova diretoria está muito empolgada, a gente tá revendo nosso portfólio todo. Fazemos isso de 3 em 3 anos, quando uma diretora inicia. Então nós temos trabalhado muito nesse sentido. Mas o momento é desafiador e então a gente tem buscado trazer melhorias para nossos associados, mesmo diante desse cenário de pandemia.

    Conexão – Quantos comércios existem hoje em Três Pontas? O número de associados hoje da AcaiTP, no seu entendimento, poderia ser bem maior para que esse próprio comerciante pudesse ter acesso a tantos benefícios, ainda mais num momento de tanta dificuldade?

    Bruno – A associação briga pelo empresário durante todo tempo e principalmente em épocas complicadas como a que estamos enfrentando. É uma representatividade que oferecemos, uma defesa de cada comércio. A associação tem hoje 366 associados. Empresas que são MEI, empresas de médio e grande porte, que deve ser em torno de 10% a 15% do volume do comércio em Três Pontas. Mas ainda é um número muito abaixo do potencial que temos diante da qualidade e da variedade de serviços que a Associação Comercial oferece. O comerciante às vezes fica sozinho, não tem muita informação, não busca informação, justamente por não estar associado. Isso acontece sim. A Associação tem muito a oferecer aos nossos associados.

    É importante que outras empresas se alertem e venham se filiar, até para dar mais peso quando a gente vai buscar algum benefício. Quanto mais empresas estiverem nessa corrente, mais forte fica a associação. Temos produtos consagrados, diversas consultas, também tem a questão da Unimed e seus benefícios. Cada empresa tem uma necessidade particular e temos muitos serviços para o microempresário, temos um banco de informações para ele, vantagens junto ao Sebrae, etc. A Associação segue apoiando iniciativas e vem mostrando, oferecendo cursos, fortalecendo o comércio online, já que nós reformulamos totalmente a página da associação. Temos agora a ferramenta “Compre no Comércio de Três Pontas”, com um catálogo por segmento de todas as empresas que possuem Instagram, WhatsApp ou Facebook e lá, nesse espaço, colocamos um link para essas redes sociais das empresas credenciadas e isso facilita ao máximo a conexão do consumidor com a empresa associada. 

    Conexão – Três Pontas é um comércio de excelente qualidade, muita variedade e bom atendimento, além de preços competitivos. Mas ainda muitos consumidores preferem comprar fora. O que pode ser feito para que o dinheiro fique em Três Pontas?

    Bruno – A gente nota hoje em dia mais variedade e melhores preços. Mas se esse comércio local estivesse ainda mais antenado à necessidade de se filiar à Associação Comercial, em contrapartida recebendo mais informação, uma melhor estrutura, percebendo que não está sozinho, que pode caminhar com uma estrutura um pouco melhor, esse quadro seria mudado mais facilmente.

    Conexão – O que que é Associação Comercial tem feito para mostrar para o consumidor de Três Pontas que compensa comprar no comércio local?

    Bruno – Engraçado que essa sua pergunta realmente é muito interessante. Percebi que de um ano e meio para cá que vários segmentos aportaram aqui. Empresas que não são daqui e que agora estão vindo com mais frequência. Vemos isso no setor supermercadista e agora no de farmácia e realmente isso é preocupante porque essas empresas não são baseadas aqui, embora estejam aqui o dinheiro vai para o lugar que ela se originou. Então é preocupante para os empresários daqui. Por isso ele tem que fazer uma corrente, se fortalecer. 

    Quando o consumidor compra no comércio local o dinheiro fica aqui, é gasto ou investido aqui pelo empresário e movimenta a nossa economia. Então é muito importante que o cidadão tenha essa concepção de comprar aqui. Quando compramos fora ou de empresas de fora o nosso dinheiro vai embora, há uma evasão de dinheiro. Temos que fazer o movimento contrário. Deixar o dinheiro da cidade na cidade e investir para atrair clientes de outros municípios. 

    Claro que os comerciantes locais precisam atrair cada vez mais e melhor os seus clientes, com novidades, promoções e muita criatividade. O cliente, quando encontrar algum preço melhor fora, ou num concorrente local, pode falar para o empresário que achou condições melhores, que na loja dele não tem tal produto. Fazer com que o comerciante se movimente, que crie melhores condições de compra para seus clientes. Isso também precisa ocorrer. 

     

    Conexão – A Prefeitura não divulga mais os plantões de farmácia, já que algumas empresas locais deixaram os plantões por verem uma discrepância, situações distintas referentes ao funcionamento de farmácias vindas de fora, beneficiadas inclusive mediante liminar da Justiça. Como você avalia toda polêmica envolvendo o setor de farmácias na cidade?

    Bruno – Com relação às farmácias é uma situação muito desagradável. A Associação Comercial não foi envolvida em momento algum. Não nos procuraram. Nessa briga a gente não tem pleno conhecimento. 

    As farmácias locais estão sim se sentindo prejudicadas. De fato não têm divulgado frequentemente esses plantões, já que algumas deixaram de fazer parte. Há claramente um prejuízo diante do que acontece com algumas empresas de fora, que acabaram tendo uma liminar e funcionam de forma diferente. 

    Nossa intenção é proteger as farmácias locais e faremos de tudo que for preciso, que estiver ao nosso alcance para que elas não sejam prejudicadas. O consumidor está no papel dele, diante das novas empresas. Mas se a gente prestigiar o nosso colega aqui da cidade, o empresário daqui, deixaremos a cidade mais forte sempre. O nosso comerciante precisa se inovar, mostrar benefícios e vantagens para o consumidor. E lembrar que não existe mágica de preços. Não há diferenças gritantes entre as empresas de fora e as locais, muito pelo contrário, vemos condições muito boas e até melhores em alguns casos ofertadas pelos empresários trespontanos. 

    A prestação do serviço local é excelente, geralmente bem melhor que o serviço ofertado pelas empresas de fora. 

    Conexão – Para encerrar, uma mensagem que você deixaria de apoio nesse momento aos comerciantes que estão vendendo uma situação muito difícil.  

    Bruno – O empresário está com as portas abertas mas a gente sabe, claro, que a onda roxa vai interferir de uma forma fundamental, pesada, direto no seu faturamento. 

    A gente tem que ter perseverança! Quando a gente tá vivendo um problema geralmente a gente fica muito bitolado no problema. Lembrar que se o comerciante não pode receber o cliente dentro do comércio lojista, no caso dos comerciantes de calçados, de roupas, o que é muito ruim para esse empresário,  é necessário que ele busque alternativas, usando da criatividade. As vezes enviar para o cliente uma lista de produtos, de promoções pelas redes sociais, enviar um vendedor até a casa das pessoas para levar uma amostra, tentar fazer a venda pelo cartão, enfim, estender sua loja para outro universo, o universo online. Investir nessa questão.

    As empresas estando abertas é algo muito importante para o município, tanto na parte da geração de emprego quanto no investimento que as empresas fazem na cidade, elas fazem circular muito dinheiro na cidade. desde o início da pandemia, desde que o comércio passou a ser penalizado com fechamento, nós passamos a oficiar a Prefeitura pedindo a reabertura. Infelizmente parece que isso tudo se trata de movimento político por parte do governador de Minas que se descompatibilizou com o presidente Bolsonaro. Infelizmente parece que nos tornamos massa de manobra para esses políticos. Isso é devastador para as empresas e a gente sempre pediu, de imediato, que abrissem o comércio. Seguiremos lutando pelo nosso empresário, pelos nossos comerciantes.

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  • ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    Dono de supermercados em Três Pontas prevê queda de até 20% nas vendas com ovos de chocolate mais caros em meio à pandemia

    Não é por causa do baixo teor de açúcar que os produtos feitos à base de chocolate estão mais amargos para o bolso dos brasileiros na Páscoa de 2021. A pandemia do coronavírus vem causando forte retração na economia do Brasil e os ovos de Páscoa, assim como os combustíveis, o arroz, a carne e outros tantos produtos, tiveram aumentos consideráveis neste ano, o que deverá causar uma queda de até 20% nas vendas dos itens alusivos à data. É o que prevê o empresário Denilson Lamaita Miranda, um dos proprietários da rede Moacyr Supermercados. O Conexão Três Pontas conversou com ele sobre as expectativas para a Páscoa:

    “Infelizmente nós estamos enfrentando um momento muito difícil não apenas para a saúde mas também para a economia brasileira, assim como para diversos países mundo afora.  Sobre a Páscoa deste ano, as fábricas parece que não apostaram muito na data, justamente por conta da crise e do caos provocados pela pandemia e produziram menos ovos e demais produtos com grande apelo comercial nesta época do ano. E com a produção menor os ovos de Páscoa acabaram tendo um aumento que varia de 10% a 15%”, explicou.

    Ainda conforme Denilson a dificuldade de ganho por parte do trabalhador também deverá provocar uma retração nas vendas. “Nós estamos acreditando num volume de vendas de até 20% menor que em 2020. Muitos trabalhadores não estão conseguindo realizar as suas atividades profissionais e também por conta da diminuição do valor do Auxílio Emergencial, pago pelo governo, muitas famílias terão mais dificuldade de gastar, de adquirir os ovos de chocolate agora”, pontuou.

    Denilson Miranda ressaltou que muitas pessoas, para não deixar a data passar em branco, ainda diante de todas as dificuldades atuais, optam por ovos de Páscoa menores ou ainda pelas tradicionais caixas de bombons. Com relação ao bacalhau e outros pescados comuns nesta época do ano, o empresário também confirmou um aumento de preço considerável por conta da alta do dólar.

    “Os pescados sofreram uma elevação nos preços em torno de 30%. Os preços já vinham em elevação nos últimos anos e agora, com as constantes altas da moeda americana, o bacalhau e outros pescados estão ainda mais ‘salgados’, mais caros”, concluiu.

    Mesmo diante do atual cenário, a data deve movimentar no varejo do país R$ 1,62 bilhão, números bem menores que em anos anteriores.

    Os itens que devem ser mais procurados, apesar da alta nos preços, são: 

    _ Ovos de chocolate (59,4%)

    _ Bombons (51,8%) 

    _ Barras de chocolate (46,7%)

    _ Bichinhos de pelúcia (6,1%) 

    _ Cesta de Páscoa (5,1%) 

    _ Colomba pascal (4,6%) 

    Cada consumidor ou pai de família deve gastar, em média, menos de 100 reais, valor que se manterá praticamente estável se comparado a 2020, quando a Páscoa já estava “dentro da pandemia”.

    Questionados sobre onde farão suas compras, a maior parte dos consultados por órgãos de estatística e consumo, respondeu que se dividirá entre lojas físicas e online (60,4%), seguindo-se só loja física (26,4%) e só online (13,2%).

    (Fotos Arquivo Conexão)

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  • Páscoa de 2021 deve ter retração das vendas no varejo, diz CNC

    Páscoa de 2021 deve ter retração das vendas no varejo, diz CNC

    PANDEMIA DEIXA CHOCOLATE AMARGO PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS

    A expectativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) para a Páscoa de 2021 é de queda nas vendas de 2,2%, em comparação à mesma data do ano passado, que foi considerada muito ruim, com retração de 28,7%. A data deve movimentar no varejo do país R$ 1,62 bilhão.

    “Se confirmada essa expectativa, vai ser o menor faturamento em 13 anos. Desde 2008 que o faturamento do varejo com a Páscoa não é tão pequeno como esse que a gente está esperando”, disse o economista sênior da CNC, Fabio Bentes. As estatísticas mostram que o movimento de vendas da Páscoa é crescente ano a ano até 2019, com pequenas oscilações, e despenca em 2020. O faturamento caiu de R$ 2,33 bilhões, em 2019, para R$ 1,66 bilhão, no ano seguinte.

    A variação do dólar, que subiu 23% entre a Páscoa de 2020 e a deste ano, explica a expectativa negativa para o período, que é considerado a sexta data comemorativa mais importante para o comércio varejista brasileiro, depois do Natal, Dia das Mães, Dia dos País, Dia das Crianças e Black Friday.

    “O dólar ficou 23% mais caro”. E como a Páscoa envolve produtos importados ou insumos importados, significa que ou o varejo importava esses produtos e aumentava o preço, ou não importava, argumentou Fabio Bentes. “E a opção que o varejo fez foi reduzir as importações este ano, porque o consumidor brasileiro não aguenta um aumento expressivo de preços, ainda mais para itens não essenciais como esses”.

    Com isso, a importação de chocolates, por exemplo, somou 3 mil toneladas em 2021, a menor quantidade desde 2013. O mesmo aconteceu com o bacalhau, cuja importação totalizou 2,2 mil toneladas, menor patamar desde 2009, segundo a CNC.

    O economista comentou que “o varejo não apostou na Páscoa deste ano porque percebia que a situação da economia e as conjunções de consumo não iam bem. Isso explica a opção por não importar, em vez de promover reajuste de preços muito acima da média”. A previsão da CNC para o carro-chefe da Páscoa, que são os chocolates, é de alta no preço de 7%, de modo geral.

    Bentes destacou que a queda de 2,2%, prevista para a Páscoa de 2021, não pode ser analisada isoladamente. Ela tem que ser contextualizada, levando em consideração o estrago provocado pela crise do ano passado nessa data comemorativa, em decorrência da pandemia de covid-19. “Então, uma queda de 2,2% em cima de uma queda de 28%, a gente está falando de retração de 30% em relação ao que o varejo vendia em 2019”, observou.

    Visão positiva

    Ao contrário da CNC, o levantamento feito pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec RJ) para o estado do Rio de Janeiro, estima que a Páscoa será mais positiva para o comércio fluminense, e deverá movimentar R$ 829 milhões, contra R$ 518 milhões na mesma data do ano passado. A pesquisa foi realizada entre os dias 15 e 18 de março e contou com a participação de 389 consumidores de todo o estado.

    De acordo com a sondagem, cerca de 8,3 milhões (59,6%) de fluminenses estão com a intenção de presentear na data, contra 4,8 milhões no ano passado (37,6%). O número de consumidores que demonstraram intenção de presentear aumentou 22 pontos percentuais de um ano para outro.

    Na Páscoa de 2021, 40,4% dos entrevistados revelaram que não devem dar presentes. No ano anterior, esse percentual foi 62,4%. Para o IFec, o levantamento mostra uma melhora em relação à fase aguda da pandemia, mas ainda abaixo dos resultados pré-pandemia, observados em 2019.

    Os itens que devem ser mais procurados são ovos de chocolate (59,4%), bombons (51,8%) e barras de chocolate (46,7%), seguidos por bichinhos de pelúcia (6,1%), cesta de Páscoa (5,1%) e colomba pascal (4,6%). Cada consumidor deve gastar, em média, R$ 99,70, valor que se manteve praticamente estável se comparado à 2020. Dos que pretendem presentear, 53,8% manifestaram a intenção de dar mais uma opção.

    Questionados sobre onde farão suas compras, a maior parte dos consultados respondeu que se dividiria entre lojas físicas e online (60,4%), seguindo-se só loja física (26,4%) e só online (13,2%).

    Crescimento

    De acordo com estimativa do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDLRio) e do Sindicato dos Lojistas do Comércio do Município do Rio de Janeiro (SindilojasRio), o comércio varejista espera crescimento de 1% nas vendas para a Páscoa, a primeira data comemorativa do ano para o setor. Na mesma data de 2020, no início da pandemia do novo coronavírus, o comércio carioca registrou queda de 38% nas vendas. Juntos, o CDLRio e o SindilojasRio, representam mais de 30 mil lojistas.

    Segundo informou o presidente das duas entidades, Aldo Gonçalves, a Páscoa não se restringe mais à venda de ovos de chocolate e caixas de bombons, mas se expandiu para o varejo dos setores de brinquedos, vestuário, calçados e bolsas, papelaria, perfumaria e cosméticos, joias e bijuterias, eletrodomésticos, utensílios para o lar e telefones celulares

    Aldo Gonçalves afirmou que, nos últimos anos, “o comércio passou a apostar na Páscoa como um novo filão de vendas, oferecendo outros produtos além de chocolates, atraindo a atenção não apenas das crianças, mas também dos adultos, dos casais e dos namorados”.

    Fonte Agência Brasil

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  • Contran prorroga por tempo indeterminado prazo para renovação da CNH em 14 estados e no DF

    Contran prorroga por tempo indeterminado prazo para renovação da CNH em 14 estados e no DF

    ATÉ O FECHAMENTO DESTA REPORTAGEM MINAS GERAIS HAVIA FICADO DE FORA.

    O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) prorrogou por tempo indeterminado os prazos para a renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), assim como licenciamento, transferência e também para a emissão ou defesa de multas de trânsito em 14 estados e no Distrito Federal. As portarias com as prorrogações começaram a ser publicadas na última quarta-feira (24) no Diário Oficial da União (DOU).

    A medida, tomada em razão do agravamento da pandemia do novo coronavírus, vale para o Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e São Paulo e poderá ser aplicada a outros estados.

    Os prazos de início da prorrogação variam, conforme a unidade da federação. Segundo o presidente do Contran e diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Frederico Carneiro, a iniciativa visa reduzir os impactos da pandemia.

    Prorrogação

    “O Contran irá atender todas as 27 unidades da federação que necessitarem da prorrogação dos prazos. Estamos em reunião com os Detrans durante essa semana para ouvir e responder as solicitações e, assim, reduzir os efeitos da pandemia”, afirmou.

    De acordo com o Contran, os estados poderão solicitar a retomada dos prazos dependendo da evolução do combate à pandemia.

    “Cada órgão terá o direito de solicitar o adiamento e a retomada dos prazos, dando maior autonomia para cada um deles, de acordo com a necessidade”, finalizou Carneiro.

    Cada um por si

    Por meio de portarias do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), o Denatran está permitindo que cada Detran tome a decisão de acordo com a situação de seu estado. O pedido para esta ação foi feito pela Associação Nacional dos Detrans (AND), comandada por Ernesto Mascellani, também presidente do Detran.SP. O argumento utilizado foi a impossibilidade de fazer o atendimento presencial em alguns casos ou quando o cidadão não tem acesso à internet.

    Fonte Agência Brasil

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  • EM NOTA, PREFEITURA CONFIRMA TRÊS PONTAS NA ONDA ROXA COM FECHAMENTO DOS SERVIÇOS NÃO ESSENCIAIS POR 15 DIAS

    EM NOTA, PREFEITURA CONFIRMA TRÊS PONTAS NA ONDA ROXA COM FECHAMENTO DOS SERVIÇOS NÃO ESSENCIAIS POR 15 DIAS

    Primeiro item das recomendações diz que “serviços delivery ou com retirada no local – qualquer tipo de comércio, o que inclui lojas)” estão permitidas

    Durante todo dia de hoje (16) população em geral e diversos comerciantes, mais especificamente, aguardaram com apreensão e ansiedade a divulgação de um posicionamento oficial por parte da Prefeitura Municipal de Três Pontas sobre a adesão ou não à chamada Onda Roxa, fase mais restritiva do Programa Minas Consciente do Governo de Minas Gerais.

    Até o final da tarde a PMTP não havia soltado nenhum comunicado informando os trespontanos sobre o assunto.

    No início da noite a Prefeitura postou em sua página oficial no facebook uma nota reafirmando que Três Pontas, assim como todas as demais cidades mineiras estão na fase mais restritiva do Programa Minas Consciente e lembrou que as cidades que, porventura, não respeitarem as determinações de governo de Minas Gerais seus gestores poderão sofrer processos na justiça.

    Veja o comunicado na íntegra:

    “A Prefeitura Municipal de Três Pontas, após reunião com representantes da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais e com o Ministério Público local, esclarece que a determinação do Governo de Minas Gerais é de cumprimento obrigatório. Ou seja, não existe opção quanto ao cumprimento das normas do Minas Consciente,  em especial da ‘onda roxa’.

    As cidades que não cumprirem as ordens estatais serão acionadas juridicamente, segundo o Ministério Público de Minas Gerais.

    Desta forma, seguem as orientações do Minas consciente, válidas a partir do dia 17/03/2021 até o dia 31/03/2021.

    Pedimos a colaboração de toda a população, para que possamos superar mais rápido este momento tão difícil para todo país.”

    Romeu Zema colocou impositivamente todo estado de Minas Gerais na Onda Roxa por conta do agravamento dos casos de coronavírus e, principalmente, pela falta de leitos de UTI em grande parte das cidades mineiras. A ideia do governador é que um lockdown (fechamento de todas as atividades não essenciais por 15 dias), a partir de amanhã (17), entre em vigor em todas as cidades.

    Varginha, por exemplo, informou no fim da tarde que não acatará a recomendação ou determinação. “Varginha não entrará na Onda Roxa”, disse o prefeito Verdi Lúcio Melo, de acordo com a imprensa local.

    “Chegamos, agora, no momento mais difícil. Os hospitais estão no limite, ao mesmo tempo em que muitas pessoas não estão respeitando as medidas de isolamento. O resultado é que todas as regiões do estado enfrentam, hoje, dificuldades para oferecer atendimento médico. Por isso, ouvindo os especialistas em saúde e o nosso comitê de enfrentamento à COVID, anunciamos medidas mais duras, pensando na proteção de todos os mineiros e para garantir atendimento adequado”.

    Desobediência pode punir prefeitos?

    Se algum prefeito dos 853 municípios mineiros decidir pelo não cumprimento das restrições determinadas pela onda roxa, poderá ser punido posteriormente, uma vez que cabe aos entes federados prezar pela saúde da população.

    “Não vejo consequência prática em caso de descumprimento. Mas qualquer prefeito, como qualquer agente público, está sujeito a ser responsabilizado caso demonstrada omissão ou ação não condizente com cargo público, ou que cause prejuízo à população”, explica Fernanda Silveira, mestre em direito público, doutora em direito tributário e professora da PUC Minas e Escola Superior de Advocacia OAB-MG.

    O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela concorrência dos Executivos nacional, estaduais e municipais para a gestão do combate à pandemia, mas que há uma ‘hierarquia’ nisso. A decisão estadual supera a municipal em caso de conflito.

    A rigor, segundo Silveira, pela natureza do plano Minas Consciente, não há lei aprovada na Assembleia que institua consequências práticas no caso de descumprimento. “O que parece haver é uma coordenação do Poder Executivo estadual, direcionando o que deve ser feito.”

    “Zema não está fazendo nada à revelia dos municípios. Os prefeitos participaram e concordaram com a onda roxa. Importante é compreendermos nosso papel para que o quadro não se agrave. Numa situação como a nossa, não é só o estado que tem o papel de cuidado. Todo cidadão tem que colaborar”, orienta.

    Fiscalização

    A fiscalização será realizada pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e pelas secretarias municipais de Saúde, juntamente com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e o Corpo de Bombeiros.

    As sanções previstas estão de acordo com a Lei 13.317, de 1999, e podem incluir advertência, cancelamento de alvará sanitário e multa, conforme a Deliberação nº 130, de 3 de março de 2021, publicada no Diário Oficial do Estado.

    A Lei 13.317 contém o Código de Saúde do Estado de Minas Gerais, estabelecendo normas para a promoção e a proteção da saúde no Estado. Ela define a competência do Estado no que se refere ao Sistema Único de Saúde – SUS.

    Onda Roxa

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  • Diretoria da Cocatrel faz uma retrospectiva de sua gestão e apresenta principais entregas do triênio 2018/2020

    Diretoria da Cocatrel faz uma retrospectiva de sua gestão e apresenta principais entregas do triênio 2018/2020

    Prestes a encerrar a gestão do triênio 2018/2020, a atual diretoria da Cocatrel, seguindo seu princípio de transparência, presta contas de seu mandato. Durante a atual gestão, que contou com Marco Valério Araújo Brito como diretor presidente, Luiz Antônio Vinhas Oliveira como diretor comercial e Francisco de Paula Vitor Miranda como diretor técnico-industrial, foram muitas as realizações da cooperativa.

    Em termos de estrutura, mais especificamente sobre recebimento, armazenagem, expedição e preparo de cafés, a Cocatrel fez melhorias em seus armazéns e centrais de recebimento de café, para que os serviços prestados aos cooperados tivessem menores custos, mais agilidade, eficiência e segurança. Novos colaboradores foram contratados e capacitados, para que os trabalhos nos armazéns e classificação de café fossem feitos em dois turnos, possibilitando agilidade e consequente diminuição de filas.

    Os resultados de classificação passaram a ser feitos em um dia, o que proporcionou uma melhora significativa na disponibilidade do café para a venda. Tais mudanças foram determinantes para que a cooperativa batesse seu recorde de recebimento em 2018, quando atingiu a marca de 1.557.284 sacas de café em 2018, e batesse o novo recorde em 2020, quando recebeu 2.111.983 sacas de café.

    De forma resumida, o período de 2018 a 2020 foi marcado por várias entregas, tais como: inauguração do armazém Guapé; construção e inauguração do armazém Córrego do Ouro; aquisição de terrenos para melhoria no recebimento em Coqueiral e Santana da Vargem; realização de parcerias estratégicas para armazenagem de café em Varginha e Três Corações; construção, melhorias e ampliação do armazém Paraíso em Três Pontas; implantação de novos silos para armazenagem e novas bocas de recebimento em Nepomuceno; melhoria e ampliação da indústria de rebeneficiamento em Três Pontas e desenvolvimento da expertise no estufamento de containers de exportação e logística.

    Ainda em termos de estrutura, vale destacar o empenho da cooperativa em prestar serviços para os produtores de cereais. Entre 2018 e 2020, os principais feitos nessa esfera foram: transferência da estrutura de prestação de serviços para o silo graneleiro em Três Pontas; implantação do centro de distribuição do Silo, melhorando a logística para os setores de rações, milho, fubá e outros; contratação de engenheiro agrônomo especializado em cereais; contratação de um novo coordenador para implementar as melhorias para o setor. Espera-se com isso que, a partir de 2021, a Cocatrel esteja apta a não só receber e preparar os grãos, bem como ter estrutura para garantir assistência técnica, comercialização eficiente e, também barter para os produtores de grãos.

    Em termos de atendimento ao cooperado por meio de lojas, houve avanços significativos. Destacam a inauguração da Loja em Guapé; a construção e inauguração da loja em Córrego do Ouro; a construção e inauguração da loja em Nepomuceno; a implantação do centro de distribuição (CD) na loja matriz; e a contratação de um gerente específico para as demandas das lojas.

    As feiras de negócio continuaram a ser importantes, já que proporcionam excelentes condições para que os cooperados possam realizar compras de insumos e maquinários. A modalidade de barter merece destaque nesse ponto, já que se tornou um dos principais instrumento para comercialização da cooperativa. Destaques para a realização das Feiras Cocatrel de Negócios, que aconteceram todos os anos nos meses de março e setembro; para a participação na Expocafé dos respectivos anos, participação na SIC (Semana Internacional do Café) – anos 2018, 2019 e 2020; e na Feira Coccamig Café com TV.

    Merecem destaque outras evoluções como a criação do Portal do Cooperado, que permite autorizar vendas de café; consultar análises laboratoriais e extratos; emitir nota fiscal de entrada de café e, também emissão de boletos da Unimed e conta consumo. Tudo de forma remota, sem sair de casa.

    Outro importante marco é o Plano de Fidelidade Cocatrel, que visa entregar benefícios aos cooperados que são realmente fiéis. Trata-se de um sistema de pontuação baseado em indicadores, que classifica os cooperados em categorias, gerando benefícios como descontos em compras, taxas e outros.

    Duas outras questões merecem destaque: as mudanças do setor de comercialização de café e a implantação do SAP. As salas do setor de comercialização passaram por reestruturação e novos colaboradores foram contratados para um atendimento mais eficiente e individualizado do cooperado. Isso, além da possibilidade de vender café em todas as lojas filiais e na loja matriz em Três Pontas. Vale lembrar que, além das vendas presenciais, o cooperado também tem a opção de utilizar o whatsapp ou o Portal do Cooperado para vender seus cafés.

    O SAP é o novo sistema de planejamento da gestão empresarial da Cocatrel, e foi implantado com o objetivo de integrar todos os departamentos da empresa, gerando soluções personalizadas que visam proporcionar a praticidade na produção, fluidez na comunicação interna, transparência e agilidade na resolução dos problemas gerenciais diários. Vale ressaltar que uma mudança de sistema é algo complexo e no início, algumas falhas têm ocorrido. Entretanto, a possibilidade de integração de todos os tipos de serviços será importante para que os mesmos ocorram de forma mais segura, transparente e eficiente.

    O setor de Cafés Especiais (CDT), que cuida da exportação de cafés especiais da Cocatrel, conquistou novos mercados, contratou novos colaboradores para melhorar o relacionamento e os serviços prestados aos cooperados, e ampliou a exportação. É um setor que tem como objetivo orientar os produtores, identificar regiões com pontencial para fazer cafés especiais, e exportar os cafés especiais, sendo importante ferramenta para o produtor que produz ou pretende produzir cafés de qualidade.

    Promover cursos e capacitações, trabalhar em consonância com as boas práticas da gestão, e estar mais presente nas comunidades em que atua são outras iniciativas da Cocatrel, que pratica boas práticas de responsabilidades, sejam ambientais, sociais e culturais.

    Sobre as práticas de gestão, vale destacar as adequações aos modelos de governança corporativa e compliance, bem como a criação do Conselho Consultivo, que apresenta demandas, sugestões e críticas dos cooperados, contribuindo para o direcionamento das ações da cooperativa.

    Nas ações e projetos de responsabilidade, destaques para as usinas fotovoltaicas, que foram recentemente implantadas na indústria de laticínios, na loja de Nepomuceno e no silo graneleiro, em Três Pontas. A fazenda de reflorestamento de eucaliptos e a central de tratamento de efluentes são outros exemplos que colocam a Cocatrel como empresa responsável do ponto de vista ambiental. No âmbito social e cultural, destaque para as diversas doações e patrocínios como o Dia de Cooperar e a Semana Cocatrel Café e Cultura, que visam fomentar a arte e os artistas locais.

    O Grupo Cafeína merece um destaque. Foi criado com o objetivo de gerar capacitação e conhecimento para as mulheres cooperadas, que somam 21% do quadro da cooperativa. O grupo tornou-se conhecido internacionalmente e já gera exportações junto a compradores interessados no movimento das Mulheres do Café. Há também versões da linha Montrês com cafés provenientes de mulheres do grupo.

    Sobre os produtos industrializados, destaques para o lançamento da linha de cafés Montrês; reposicionamento e mudança de embalagens dos cafés Mokinha, Superior e Reserva; inauguração da nova Torrefação; da cafeteria de Nepomuceno e expansão da geografia de atuação dos produtos do laticínio e da torrefação.

    Enfim, essa é uma síntese com as principais entregas da atual gestão no período 2018 a 2020. O faturamento total do triênio acumulou R$ 2.929.158.213, resultado 54% superior ao do triênio anterior. O recebimento de cafés também foi o maior resultado da cooperativa, que acumulou no período 4.991.781 sacas de café, cerca de 46% superior ao triênio anterior. Desse modo, as sobras líquidas do período totalizaram R$ 35.848.439, significando um aumento de 35% em relação ao triênio anterior.

    Vale ressaltar que em muitos momentos, foi preciso tomar decisões impopulares, porém importantes para o futuro da cooperativa. Correr riscos calculados também é uma questão sempre presente nas tomadas de decisão, mas o objetivo final tem sido sempre a de melhorar as condições para os cooperados, que têm sido o foco central da Cocatrel. Dito isso, finaliza-se a síntese dos resultados e entregas do triênio com a demonstração de que a atual gestão entra para a história com os melhores resultados da história da cooperativa.

    Fonte Ascom Cocatrel

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  • Feira Cocatrel de Negócios começa em 8 de março, com ótimas oportunidades para o produtor

    Feira Cocatrel de Negócios começa em 8 de março, com ótimas oportunidades para o produtor

    A Cocatrel já está preparada para realizar a Fecon 2021 e garantir bons negócios aos seus cooperados. A Feira Cocatrel de Negócios acontecerá virtualmente entre os dias 8 e 12 de março, e, como nos outros anos, viabilizará bons negócios para os produtores da região, oferecendo o que há de melhor e mais moderno no mercado de adubos, fertilizantes, defensivos e maquinários agrícolas.

    As máquinas, tratores e implementos também terão o seu preço diferenciado na Fecon 2021. A Cocatrel firmou parceria com diversas empresas que oferecem estes produtos, e vai oferecer ao cooperado a oportunidade de escolher a empresa e o tipo de maquinário que preferir, ou que seja ideal para a sua produção. Lembrando que o cooperado fica à vontade para escolher a marca de sua preferência, pois a Cocatrel disponibiliza um amplo leque de opções aos associados.

    Como em outros anos, a Cocatrel disponibilizará aos cooperados a possibilidade de pagar com barter, ou seja, o cafeicultor poderá negociar suas compras usando o seu próprio café como moeda de troca. A grande vantagem é que, por meio do barter, o produtor realiza o pagamento com a safra futura, garantindo o preço de paridade da compra.

    Como comprar na Fecon 2021

    Para participar da Fecon 2021, o cooperado deve acessar o site da feira (www.cocatrel.com.br/fecon), escolher o que deseja negociar (fertilizantes, foliares, defensivos, máquinas, tratores ou implementos), e entrar em contato com os telefones ou o whatsapp que estará disponível na tela. O cooperado que preferir também pode negociar diretamente na loja Cocatrel mais próxima, onde serão oferecidos atendimentos cumprindo os protocolos de segurança, como distanciamento, uso obrigatório de máscaras e álcool em gel.

    Para incentivar ainda mais os bons negócios, a Cocatrel está atuando para melhorar tanto o preço quanto as formas de pagamento para o seu cooperado. Por isso, a Fecon 2021 será realizada junto da 3ª Feira Digital Coccamig. Comprando junto com outras cooperativas, é possível obter descontos melhores junto às empresas.

    Fonte Ascom Cocatrel

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  • Boa Notícia: Aprovado auxílio Gás Social para famílias de baixa renda

    Boa Notícia: Aprovado auxílio Gás Social para famílias de baixa renda

    Texto aprovado na Câmara ainda passará por análise do Senado

    A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (29) a proposta que cria o auxílio Gás Social a fim de subsidiar o preço do gás de cozinha para famílias de baixa renda. A matéria segue para análise do Senado.

    O texto estabelece que o Ministério da Cidadania terá 60 dias para regulamentar os critérios para definir as famílias a serem contempladas, a periodicidade do benefício, a operacionalização do benefício e a forma de pagamento, cujas parcelas não podem passar de 60 dias de intervalo. Pelo texto, o Poder Executivo será autorizado a pagar o auxílio diretamente às famílias beneficiadas na modalidade de transferência de renda.

    A matéria assegura um benefício mensal às famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), com renda familiar mensal per capita menor ou igual a meio salário mínimo ou que tenham entre os seus integrantes pessoa que receba benefício de prestação continuada (BPC). Os créditos poderão ser concedidos por meio de cartão eletrônico ou outro meio previsto na regulamentação.

    Segundo o projeto, a primeira fonte de recursos para assegurar a medida é a parcela dos royalties e de participação especial, decorrentes da exploração de petróleo e gás natural que cabe à União. De acordo com o relator, deputado Christiano Aureo (PP-RJ), o preço do gás tem sido impactado, entre outros fatores, pela desvalorização do real frente ao dólar.

    “O GLP, impactado pela formação de preços vinculada ao barril de petróleo, ao brent, à variação do câmbio, atinge, em algumas praças o valor de até R$ 120, que é um valor insuportável para as famílias de um modo geral, mais especificamente para as famílias que compõem o CadÚnico e ainda mais especificamente para um corte de famílias na extrema pobreza”, argumentou.

     

    Desastres

    O parlamentar destacou ainda que tem sido noticiado frequentemente casos de tragédias com pessoas que utilizam meios como álcool e carvão em substituição ao gás para preparar refeições. Levantamento realizado pela a Agência Nacional de Petróleo (ANP) apontou que o preço médio do gás de cozinha, na terceira semana de setembro, era de R$ 98,70.

    “O noticiário tem trazido toda semana desastres acontecidos no interior dos lares em função da utilização de meios para cozinhar que não são adequados nem seguros, como álcool, carvão e lenha, na maioria das comunidades e na zona rural”, disse o deputado Christiano Aureo.

    Fonte Agência Brasil

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