Categoria: Especial

  • Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, bem como do Pronto Atendimento Municipal, participaram recentemente de uma entrevista ao vivo no programa Sentinela Informações, onde apresentaram  a situação atual das internações por conta do coronavirus no município. A situação infelizmente é caótica, com a superlotação tanto no PAM quanto no Hospital. E infelizmente a tendência ainda é de piora, por conta do feriado do Dia das Mães e das aglomerações que aconteceram na data. Alguns pacientes já precisaram ser transferidos para outras cidades, que também estão superlotadas. O Conexão Três Pontas traz os principais relatos daqueles que estão, heroicamente, coordenando as ações e enfrentando a pandemia no fronte. A cada dia um relato importante e impressionante. Hoje quem aborda o tema é o Dr. Geovanni Barros Pereira, diretor técnico da Santa Casa de Três Pontas

    “É preciso que todos entendam que só teremos um efeito realmente considerado bom quando muitas pessoas estiverem vacinadas, o que ainda está um pouco longe de ocorrer. Uma questão que nos preocupa muito é que os pacientes que estão sendo internados são de idades cada vez menores. O pico agora é entre pacientes de 50 e 60 anos, mas com casos de pessoas mais jovens também. Tanto o Pronto Atendimento Municipal quanto o Hospital já estão trabalhando no seu limite.

    Infelizmente a vacina trouxe uma falsa impressão de que agora está tudo bem e com isso está havendo uma exposição desnecessária e que deve urgentemente ser evitada por parte de muitas pessoas. Eu particularmente sou contra o lockdown, não acho que ele traga efeitos positivos. Mas o nosso sistema já está sobrecarregado. Em alguns momentos nessa pandemia temos um pouco mais de alívio, mas nunca de tranquilidade. A situação infelizmente agora é crítica!

    Ainda não há estudos, mas é quase certeza que a variante P1 já esteja circulando na cidade de Três Pontas. Ela é bem mais agressiva, uma mutação mais grave.”

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, bem como do Pronto Atendimento Municipal, participaram recentemente de uma entrevista ao vivo no programa Sentinela Informações, onde apresentaram  a situação atual das internações por conta do coronavirus no município. A situação infelizmente é caótica, com a superlotação tanto no PAM quanto no Hospital. E infelizmente a tendência ainda é de piora, por conta do feriado do Dia das Mães e das aglomerações que aconteceram na data. Alguns pacientes já precisaram ser transferidos para outras cidades, que também estão superlotadas. O Conexão Três Pontas traz os principais relatos daqueles que estão, heroicamente, coordenando as ações e enfrentando a pandemia no fronte. A cada dia um relato importante e impressionante. Hoje quem aborda o tema é a Secretaria Municipal de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Corrêa.

    “Na verdade, infelizmente, boa parte da população relaxou em relação às normas de prevenção ao coronavírus desde março de 2020. Muitas medidas foram tomadas por nós, Estamos fazendo de tudo para vencer essa pandemia, mas infelizmente parece que a população ainda não entendeu a gravidade da situação. Bares, casas de piscina, familiares de outras cidades visitando os seus parentes. Isso tudo é muito preocupante. E o Dia das Mães nos preocupou muito mais. E 14 dias após a data a situação ainda será muito pior.

    Antes, na Santa Casa, em relação ao número de leitos, segundo o provedor Michel Renan, se trabalhava com uma margem de segurança. Hoje essa margem não existe mais! E agora, 14 dias após o Dia das Mães, muito possivelmente não haverá leito em nenhum lugar. Não há rodízio de leitos, não há medicamentos suficientes. Infelizmente a população joga tudo nas costas das autoridades de saúde e não faz a sua parte. Para se ter uma ideia, não temos oxigênio nas ambulâncias. Caso seja preciso transferir algum paciente.

    Quanto ao trabalho nas empresas e as possíveis aglomerações, recomendamos sempre que as empresas trabalhem com divisão de turnos. Não somos a favor de fechar as empresas. Lacrar não dá nenhum resultado.  Mas é importante que se cumpra todas as determinações e os cuidados de prevenção ao coronavirus.”

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota Pam e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, bem como do Pronto Atendimento Municipal, participaram recentemente de uma entrevista ao vivo no programa Sentinela Informações, onde apresentaram  a situação atual das internações por conta do coronavirus no município. A situação infelizmente é caótica, com a superlotação tanto no PAM quanto no Hospital. E infelizmente a tendência ainda é de piora, por conta do feriado do Dia das Mães e das aglomerações que aconteceram na data. Alguns pacientes já precisaram ser transferidos para outras cidades, que também estão superlotadas. O Conexão Três Pontas traz os principais relatos daqueles que estão, heroicamente, coordenando as ações e enfrentando a pandemia no fronte. A cada dia um relato importante e impressionante. Hoje quem aborda o tema é o Michel Renan Simão Castro, provedor da Santa Casa de Três Pontas.

    “Estamos com uma margem muito apertada. Se não houver cooperação, se continuar essa falsa sensação de segurança, vai complicar ainda mais. Em cidades de menor porte como Três Pontas os casos agora estão acentuando mais. Não sabemos quando teremos a chamada imunidade de rebanho provocada pela grande maioria da população vacinada. Infelizmente no último Dia das Mães a minha mãe já não estava conosco. É uma dura realidade para muitas famílias.

    As pessoas precisam ter limites, não conseguiremos abrir mais leitos. tudo que podíamos fazer já foi feito! Se a população não fizer a sua parte, poderá infelizmente ficar sem assistência médica.”

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota PAM e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    Série Especial de Reportagens: Não Há vagas! Covid-19 superlota PAM e Santa Casa e traz caos para a Saúde de Três Pontas 

    A Secretaria Municipal de Saúde e a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, bem como do Pronto Atendimento Municipal, participaram recentemente de uma entrevista ao vivo no programa Sentinela Informações, onde apresentaram  a situação atual das internações por conta do coronavirus no município. A situação infelizmente é caótica, com a superlotação tanto no PAM quanto no Hospital. E infelizmente a tendência ainda é de piora, por conta do feriado do Dia das Mães e das aglomerações que aconteceram na data. Alguns pacientes já precisaram ser transferidos para outras cidades, que também estão superlotadas. O Conexão Três Pontas traz os principais relatos daqueles que estão, heroicamente, coordenando as ações e enfrentando a pandemia no fronte. A cada dia um relato importante e impressionante. Hoje quem aborda o tema é o Dr. Lucas Erbst, diretor clínico do Pronto Atendimento Municipal:

    “O Pronto Atendimento Municipal tem recebido uma grande demanda de pacientes com coronavirus. Infelizmente já tivemos que mandar pacientes para outras cidades. Mas até isto está difícil agora. Muitos pacientes que precisam ser internados, transferidos para Santa Casa, acabam tendo que esperar até 2 dias no Pam. Infelizmente não estamos tendo vagas, embora, tanto no Pam quanto na Santa Casa, continuemos oferecendo sempre o melhor tratamento, com extrema dedicação e atenção.

    O nosso limite físico de camas está ocupado. Estamos vivendo um caso extremo agora. Já tivemos dia de atender mais de 150 pessoas na tenda dedicada ao diagnóstico da covid-19. Dobramos o número de médicos atendendo. Mas é tudo muito complicado. Um Raio-x, necessário para muitas investigações da covid-19, acaba demorando muito mais para ser feito, pois temos que higienizar toda a sala e aparelhos para evitar a contaminação. A cada novo exame precisamos repetir o procedimento.

    Com as camas todas ocupadas, atender pacientes em cadeiras, nos corredores, infelizmente poderá ser uma realidade.”

    Com informações do Sentinela Informações

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • CORONAVÍRUS: Mês de abril de 2021 foi o mais letal desde o início da pandemia em Três Pontas, com 24 óbitos.

    CORONAVÍRUS: Mês de abril de 2021 foi o mais letal desde o início da pandemia em Três Pontas, com 24 óbitos.

    CONEXÃO FAZ UM RAIO-X DAS MORTES POR COVID-19 NO MUNICÍPIO

    O mês de abril de 2021 foi o que mais registrou mortes por covid 19 em Três Pontas desde o início da pandemia, em março de 2020. De lá para cá, até hoje, 03 de Maio de 2021, 79 pessoas morreram em decorrência de complicações provocadas pelo coronavirus no município. É o que afirma o Boletim Epidemiológico da Prefeitura Municipal de Três Pontas.

    A primeira morte provocada pelo coronavirus no município, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, ocorreu no dia 17 de abril de 2020, vitimando uma idosa de 72 anos. Já o segundo registro se deu no dia 23 de julho, tirando a vida de uma mulher de 43 anos. No final daquele mês de julho outras duas mulheres (73 e 48 anos de idade) morreram. A quinta morte havia sido confirmada no início do mês de agosto (dia 03). Uma idosa de 66 anos foi a vítima.

    Como se pode observar, da primeira para a segunda morte houve um intervalo de pouco mais de três meses (abril 2020 a julho 2020). Três Pontas atingiu a décima morte por coronavirus no dia 5 de outubro de 2020. Naquela ocasião apenas duas pessoas estavam internadas na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Na mesma data, 66 pessoas estavam em isolamento e havia 3378 casos de síndrome gripal.

    A vigésima morte por covid-19 foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas no dia 4 de janeiro de 2021. Isso mostra que da décima para a vigésima morte se passaram 3 meses, uma média de 3 mortes mensais.

    Mas ainda em janeiro deste ano, os casos de coronavirus com agravamento e consequentemente com mais óbitos, aceleraram de forma bastante preocupante. No dia 25 do mesmo mês o número total de mortes já chegava a 31, sendo 3 no mesmo boletim.

    No dia 11 de fevereiro do corrente ano a estatística de mortes em decorrência da covid-19 em Três Pontas saltou para 40. Já eram 2464 casos confirmados naquela oportunidade, com 516 casos em isolamento, 3 pessoas internadas com suspeita do vírus, além de 6 internações confirmadas. Também explodia ali o número de casos de síndrome gripal, que batia a marca de 10541 notificações.

    O registro de 50 mortes foi atingido no dia 12 de março. O Boletim Epidemiológico do dia 5 de abril, uma segunda-feira, trouxe a confirmação de mais duas mortes, totalizando na ocasião 57 vidas perdidas em decorrência da pandemia. E agora no mês de abril é que os números atingiram um patamar inédito, ainda mais trágico e que acende o sinal de alerta no sentido de que, a exemplo do que acontece em diversas cidades do Brasil, Três Pontas começa a colapsar a sua saúde, tendo a enfermaria e a UTI da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis completamente lotadas no dia de hoje, 03 de maio.

    De 55 mortes (final de março) saltamos para 77 (final de abril) e 79 (início de maio). São 24 mortes em cerca de 1 mês. Quase uma morte a cada 24 horas.

    Os números de hoje, segundo o Boletim Epidemiológico da Prefeitura Municipal de Três Pontas, são alarmantes,  a ponto das autoridades de saúde confirmarem que o HSFA está entrando em colapso. São 3765 casos de coronavirus no município, com 3216 recuperados e 79 mortes. Enfermaria e UTI da Santa Casa local têm hoje  26 pessoas internadas com covid-19, além de quatro suspeitas. Os números de hoje demonstram ainda que 470 pessoas estão com o vírus neste momento, sendo 444 em isolamento domiciliar e as demais hospitalizadas. Já são 15295 casos de síndrome gripal, cerca de um quarto da população trespontana.

    Pessoas Vacinadas em Três Pontas

    Alerta

    As novas cepas do coronavirus, além de mais potentes, são mais letais e têm acometido cada vez mais pessoas com menos idade, inclusive bebês e crianças. Já não é de hoje que o coronavirus deixou de ser uma “doença de velho”, como se imaginava. O tempo de recuperação é maior, as internações perduram mais (o que esgota as vagas), assim como as sequelas e a incapacitação. Todo cuidado é pouco! 

    As autoridades municipais de saúde reforçam a necessidade de manutenção do distanciamento social, de se evitar aglomerações e reafirma a necessidade do uso da máscara e também do álcool em gel. 

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • CONEXÃO INVESTIGAÇÃO: Coronavírus segue matando, assim como outras tantas doenças e causas. Mas por que ninguém fala nada?

    CONEXÃO INVESTIGAÇÃO: Coronavírus segue matando, assim como outras tantas doenças e causas. Mas por que ninguém fala nada?

    Reportagem especial mostra que há muito com o que se preocupar, além do vírus chinês.

    O Brasil segue vivendo diariamente o drama provocado pela maior pandemia de sua história. E não é uma exclusividade nacional. O coronavirus tem provocado caos e mortes mundo afora. Está diariamente em todos os veículos de comunicação. É assunto inesgotável. Está em todos os lugares, o tempo todo. A questão que deve ser levada em consideração é que, não desmerecendo e não tratando o coronavirus como uma mera gripe, há outras diversas causas de mortes diárias no Brasil que não são levadas em conta, não são informadas, dando a impressão de não terem a menor importância ou relevância. Neste 22 de abril, Dia do Descobrimento, ousamos buscar descobrir a verdade dos fatos.

    O Brasil é um país continente, com mais de 220 milhões de habitantes. tem suas características próprias, Como o clima, ocupação por metro quadrado, distribuição de renda, acesso à educação e à saúde muito dificultados, extremos dentro do próprio território e uma série de situações, como a velha política, que tornam tudo aqui mais moroso, difícil e polêmico. 

    A Itália tem hoje 62 milhões de habitantes. A França tem 67 milhões. A Espanha tem 46 milhões. Argentina tem 44 milhões. E Portugal, pouco mais de 10 milhões de habitantes. O Brasil tem praticamente a população de todos esses países juntos. Lógico que tudo aqui no Brasil toma uma proporção maior. Vacinar 220 milhões de pessoas é muito mais complicado do que vacinar 40 milhões. O governo federal já distribuiu mais de 50 milhões de vacinas.  quantidade que seria suficiente para vacinar toda a Espanha ou toda Argentina.

    Aqui no Brasil, neste nosso lindo país continente,  apesar dos índices elevados de contaminação e de mortes pela covid-19 o coronavirus está longe de ser o único vilão. Veja o levantamento feito pelo conexão Três Pontas sobre outras causas de mortes no Brasil em 2020:

    _ Mortes no Trânsito

    De acordo com o Portal do Trânsito em 2020, 80 pessoas morreram por dia em consequência de acidente de trânsito no país. 

    _ Mortes Violentas

    O Brasil teve uma alta de 5% nos assassinatos em 2020 na comparação com 2019, após dois anos consecutivos de queda. É o que mostra o Índice Nacional de Homicídios. No ano passado, foram registradas 43.892 mortes violentas, contra 41.730 em 2019. Ou seja, 2.162 mortes a mais. Estão contabilizadas no número as vítimas de homicídios dolosos (incluindo os feminicídios), latrocínios e lesões corporais seguidas de morte.

    _ Mortes por Câncer 

    O Câncer é a principal causa de morte e uma importante barreira para aumento da expectativa de vida em todos os países do mundo. De acordo com estimativas da Organização Mundial de Saúde (OMS) em 2019 e 2020 o câncer foi a primeira ou segunda causa de morte antes dos 70 anos em 112 dos 183 países e ocupa o terceiro ou quarto lugar em mais 23 países. O crescente destaque do câncer como uma das principais causas de morte reflete, em parte, declínio acentuado nas taxas de mortalidade por doenças do cérebro e cardiovascular, envelhecimento e crescimento populacional e as mudanças na prevalência e distribuição dos principais fatores de risco, vários dos quais são associados ao desenvolvimento socioeconômico. Os dados publicados de expectativa para 2020 registraram uma incidência de aproximadamente 19 milhões de casos de câncer em todo mundo, com 10 milhões de mortes. Mais de 60% dos casos de câncer se concentram nos 10 tipos mais frequentes, sendo responsáveis também por 70% de todas as mortes. 

    Uma pesquisa divulgada, feita pela Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (Iarc na sigla em inglês), mostrou um panorama da doença em todo o mundo. Segundo o levantamento, 2020 chegará ao fim com 19,3 milhões de novos casos registrados e 10 milhões de óbitos. A agência intergovernamental faz parte da Organização Mundial de Saúde das Nações Unidas (OMS). A entidade calcula que mais de 690 mil pessoas morreram de câncer em 2020. 

    Atualmente, 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência da doença a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos.

    No Brasil, o número de novos casos foi de 522.212, com aproximadamente 260.000 mortes por câncer em 2020.

    _ Mortes por Tuberculose

    O Brasil ainda registra 200 novos casos de tuberculose por dia, segundo dados do Ministério da Saúde. A tuberculose é uma doença grave e está entre as 10 causas de morte no mundo: são 10 milhões de casos por ano e mais de 1 milhão de óbitos.

    No Brasil, em 2019, foram registrados 73.864 mil casos novos da doença. A taxa de mortalidade caiu cerca de 8% na última década.

    _ Mortes por Dengue

    Os casos de dengue registrados no Brasil em 2020 aumentaram 600%, com mais de 800 mortes. De Janeiro até 24 de agosto de 2020 foram registrados 1,4 milhão de casos, 6 vezes mais do que o registrado no mesmo período de 2019, quando foram registrados 205.791 casos. Pelo menos 14 estados brasileiros estiveram em situação de epidemia. Em Minas Gerais o índice foi de 2.200 casos a cada 100 mil habitantes, o pior índice de todo Brasil.

    _ Mortes por Doenças Cardiológicas

    Até o dia 20 de abril de 2020 foram 121.620 no Brasil. Por mês são cerca de 22.100 mortes. Por dia são, em média, 1.092 mortes. AS DOENÇAS CARDIOVASCULARES MATAM UMA PESSOA A CADA 90 SEGUNDOS NO BRASIL. POR QUE NÃO SÃO CONSIDERADAS UMA EPIDEMIA? 

    De acordo com o Cardiômetro da Sociedade Brasileira de Cardiologia, de 01/01/2020 a 05/04/2020, cerca de 104 mil pessoas foram a óbito em decorrência de alguma doença relacionada ao aparelho cardiovascular no Brasil. Ou seja, a cada 90 segundos uma pessoa morreu em decorrência das doenças cardiovasculares em nosso país. Nesse mesmo período, a infecção pelo coronavírus levou a óbito cerca de 62.784 pessoas no mundo inteiro, de acordo com o relatório da OMS.

    Não é difícil perceber que as doenças cardiovasculares mataram, somente no Brasil, quase o dobro do que o coronavírus matou no mundo em 2020. O mesmo raciocínio pode ser aplicado para outras doenças como a tuberculose e a malária, e para causas externas como violência e acidentes de trânsito. Esses números permitem entender o questionamento feito inicialmente: por que essas doenças, em especial as doenças cardiovasculares, também não são consideradas uma epidemia?

    De acordo com um estudo de pesquisadores da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), do Hospital Alberto Urquiza Wanderley e da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), o número de mortes por doenças cardiovasculares cresceu até 132% no Brasil durante a pandemia.

    _ Mortes por Doenças Cerebrais

    A cada seis segundos alguém, em algum lugar, morre de AVC. Segundo a Organização Mundial da Saúde, o acidente vascular cerebral AVC é a segunda maior causa de morte no mundo, ficando atrás da doença isquêmica cardíaca.

    ​São seis milhões de mortes a cada ano. No Brasil o AVC é a segunda causa de morte e incapacidade, com um enorme impacto econômico e social. Cerca de 30% das pessoas que sofrem um AVC não retornam ao trabalho depois do acidente vascular cerebral e 50% ficam dependentes de outras pessoas no dia a dia.

    Conclusão

    A conclusão que se pode chegar é que uma série de fatores, como interesses político-eleitorais e financeiros, acentuaram fortemente a divulgação e a forma como o coronavirus é tratado no Brasil se comparado com outras causas de morte. parece ser interessante tanto para boa parte da classe política quanto para a imprensa que se instaure o caos, que se propague o medo a qualquer custo, simplesmente para devolver ou manter o poder àqueles que não vivem sem ele. 

    A pandemia de coronavírus, frisamos, é a mais grave da nossa história e deve ser encarada desta forma, mas sem distorcer sua realidade, seus dados e seu combate. Tão importante quanto continuarmos mantendo o distanciamento social, usando máscara e álcool em gel é que parem de politizar a pandemia, alguns parem de fingir que estão aplicando a vacina, parem de transferir responsabilidades, parem de inflacionar o número de mortes, parem de atestar “todas” as mortes tendo como causa a covid-19, parem de pensar nas eleições de 2022 e comecem realmente a cuidar do povo brasileiro. Afinal de contas, eleitor morto por covid-19, por câncer, por AVC, por acidente de trânsito, pela violência ou por qualquer outra causa não vai às urnas e não vota. Pelo menos não oficialmente.

    Fontes de Pesquisa: Portal do Trânsito / Atlas da Violência / Ministério da Saúde / OMS / Gazeta / BBC / Exame / G1 / Instituto do Coração / Instituto de Oncologia / BandNews / Denatran 

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • ENTREVISTA: Diretor da MakPlast fala sobre a situação das empresas do “setor do plástico” em Três Pontas

    ENTREVISTA: Diretor da MakPlast fala sobre a situação das empresas do “setor do plástico” em Três Pontas

    A onda roxa está indo embora, mas deixa um rastro de crise severa na economia mineira

    Seguindo a série de entrevistas especiais sobre os efeitos causados pela pandemia de coronavírus à economia de Três Pontas, especialmente durante a chamada onda roxa, implementada pelo governo do estado de Minas Gerais em praticamente todas as regiões desde o dia 17 de março e que chegará ao fim neste sábado (17 de Abril), após duas prorrogações.

    Nossa reportagem conversou com o diretor da empresa MakPlast,  Wilson Ferreira Júnior, também responsável por outras empresas do mesmo segmento na vizinha Cidade de Varginha. Ele fala sobre todos os danos severos que vêm sendo provocados ao setor industrial desde o início da pandemia.

    Conexão – A MakPlast é uma das empresas mais tradicionais do setor de plásticos do Sul de Minas. De que forma ela foi afetada pela pandemia de coronavírus?

    Wilson Jr. – É um prazer falar com o Conexão Três Pontas,  embora o tema não seja nada agradável. Essa pandemia tem trazido uma série de problemas para o setor industrial, bem como na cadeia do plástico E tem feito com que cada empresário repense os seus negócios. foi preciso sair da mesmice, sair de cima do muro e tomar algumas decisões que para muitos não são nada agradáveis. A pandemia trouxe muitas dificuldades de acesso às matérias-primas. Como a cadeira plástica tem praticamente um único fornecedor e ainda, com o dólar alto, as petroquímicas estão preferindo exportar seus negócios do que comercializá-los dentro do país para que tenham um lucro maior. Então a matéria-prima está mais escassa no mercado interno. Daria para exportar esse material?  Sim. Mas com o preço que está o dólar é totalmente inviável. A própria matéria-prima está muito mais cara, o grão de plástico no Brasil subiu muito de preço.  Nós até estávamos conseguindo comprar dos Estados Unidos a um preço razoável, mas com a nevasca que passou por lá também ficou inviável.

    Então, o setor do plástico está sendo sim muito prejudicado com a falta de matéria-prima. Acha-se a matéria-prima no Brasil? Sim, acha! Mas aí temos que pagar o preço que é pedido. Existe muita especulação de preço na matéria-prima e na mercadoria em todo o Brasil. Outro fator dificultador é a própria doença, é o coronavirus. Já tivemos 10, 20 ou até 30 colaboradores afastados por conta da covid-19. Às vezes muitos desses nem estão positivados com o vírus, mas conviveram com pessoas que confirmaram a doença e procuramos tomar todos os cuidados pensando sempre no bem-estar de todas as pessoas.

    Há casos em que um único colaborador fica afastado em um ou dois momentos e isso acaba prejudicando muito o andamento da empresa. A logística, o andamento da fábrica fica totalmente prejudicado. Por tudo isso que falei realmente o empresário brasileiro e até o empresário mundial estão tendo que ter muita criatividade e otimismo para enfrentar este momento.

    Conexão – Você acredita que as empresas do setor do plástico já estão tendo que demitir por conta da pandemia aqui em Três Pontas? Se ainda não começaram, é uma realidade que assusta e ameaça daqui para frente?

    Wilson Jr. – Até o final do ano passado não estava havendo demissões porque ainda encontrávamos a matéria-prima no mercado. Mesmo que custando mais caro a gente conseguia encontrar, embora com uma certa dificuldade. Hoje, só encontramos matéria-prima com os preços muito elevados, até 120% mais cara e infelizmente todo esse cenário de especulações fará com que as demissões ocorram. O mês de março foi o pior mês desde o início da pandemia, a fábrica chegou a parar em alguns momentos por causa de falta de matéria-prima, dificuldades com o papelão, muito grandes, já que a reciclagem do papelão foi muito prejudicada. Como o governo soltou o auxílio emergencial, como uma importante ajuda para o trabalhador brasileiro, muitos acabaram deixando de lado o recolhimento de materiais recicláveis, como por exemplo o papelão. Há uma dificuldade enorme de se encontrar o papelão no mercado ou mesmo os seus derivados.

    O meu maior temor é que a situação tem se agravado dia após dia. Nossa fábrica já está com vários funcionários de férias. Antes de precisar demitir estamos dando férias. E o próximo passo, infelizmente, é que algumas demissões ocorram, não em massa, mas que realmente aconteçam. Eu ainda acredito que as demissões não ocorram na MakPlast, mas no setor de plásticos, de uma forma geral, as demissões já estão ocorrendo sim.

    Conexão – A MakPlast emprega quantas pessoas hoje em dia?

    Wilson Jr. – A MakPlast, a Alfa, o grupo de empresas da qual representamos, aqui em Três Pontas e em Varginha, emprega hoje em dia cerca de 180 a 200 colaboradores. O setor de plástico emprega muito em Três Pontas. Só a ArtVac deve ter hoje cerca de 800 colaboradores ou mais. A Tega não é bem uma empresa do plástico, mas atua com materiais parecidos. Temos ainda a Politubos, Lassane, Estrela e a TPplast. Todas juntas devem gerar entre 2000 a 3000 empregos diretos. Fora os empregos indiretos.

    Eu tenho conversado com empresários do setor aqui em Três Pontas, como a Estrela e a Politubos, por exemplo, e eles também têm se queixado bastante da falta de matéria-prima no mercado.

    Conexão – Pelo que você tem conversado com colegas empresários do mesmo setor, ainda é cedo para se cogitar fechamento de alguma empresa?

    Wilson Jr. – Sim. Fechamento ainda é cedo para se falar. Isso justamente pelo fato da matéria-prima, embora muito mais cara, ainda continuar sendo encontrada, apesar das dificuldades. O setor de plástico é muito grande em Três Pontas, tem uma grande força e representatividade e por enquanto eu não acredito em nenhum fechamento, mas que a diminuição de colaboradores é uma realidade, infelizmente não há como fugir disso. A perda de faturamento é muito significativa neste momento.

    Conexão – Em média, quantos currículos a MakPlast e as empresas do seu grupo recebem por dia ou por semana? Você nota uma crescente procura por vagas de emprego?

    Wilson Jr. – Eu não sei te precisar esse número, mas como os currículos que chegam até a MakPlast são entregues diretamente na recepção, e eu vejo muitas pessoas entregando o currículos diariamente, posso te assegurar que a procura por emprego é bastante grande na cidade. Somente enquanto você estava aguardando para que gravássemos esta entrevista, vi de duas a três pessoas entregando currículos na recepção. Mas eu não percebi um crescimento na procura de trabalho por conta da pandemia. Já tínhamos um volume alto de busca por trabalho antes da chegada do coronavirus. E também acontece um outro fato importante: às vezes temos 30 vagas de emprego, mas às vezes a função tem que rodar turno, trabalhar às vezes de manhã, de noite, aos finais de semana não tem a folga que espera e, por conta disso, se tínhamos por exemplo 30 currículos, os interessados caem para 10. Infelizmente não são todos que procuram emprego que realmente estão preocupados, querendo realmente a vaga.

    A cidade carece de algumas especializações, de mão-de-obra mais qualificada, como por exemplo uma escola técnica de tornearia, de solda, de eletricista, de encanador, entre outras profissões. Hoje em dia, por exemplo, é praticamente impossível encontrar na cidade um técnico, uma pessoa qualificada que faça instalação de aparelhos de ar-condicionado ou que limpe o ar condicionado. Geralmente temos que buscar esse profissional fora. Aqui na MakPlast por exemplo, o que temos feito é contratar as pessoas e dar todo treinamento para que elas possam ocupar determinadas funções.

    Conexão – Olhando pelo lado empresarial, como você avalia tudo o que aconteceu por conta da onda roxa do governo de Minas Gerais? Olhando pela questão econômica, quais os efeitos dessa fase mais restritiva (que chega ao final neste sábado) para um dono de empresa, alguém com muitos funcionários contratados?

    Wilson Jr. – Vou te falar o que eu penso e às vezes aquilo que pensamos acaba não agradando a todos: Eu vejo essa questão de onda roxa apenas como uma questão política. O Partido Novo, no qual o governador Romeu Zema é filiado, rompeu recentemente com o presidente Jair Bolsonaro. Eu também ocupei a função de vice-provedor da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis e acompanhava de perto as questões ligadas à pandemia, como as internações. E não vi um crescimento tão expressivo que obrigasse a uma restrição tão severa, a esse tipo de lookdown no estado inteiro. Realmente há regiões com agravamento maior e outras nem tanto. E acho que Três Pontas mais uma vez, é uma cidade privilegiada nesse ponto.

    Conexão – Sua mensagem para encerrarmos…

    Wilson Jr. – Infelizmente vemos muitas festas na cidade, Avenida Osvaldo Cruz frequentemente cheia. A direção da Santa Casa tem feito um grande trabalho de combate ao coronavírus. É preciso que todos tomem consciência e tomem cuidado, que façam a sua parte.  Aqui na empresa nós tomamos todos os cuidados.  A MakPlast tem uma grande facilidade porque é um local bastante arejado, cada máquina está com mais de 1,5 m de distância de uma para outra. Há álcool em gel em todas as máquinas, para cada colaborador. Na área de impressão também há toda essa preocupação. Fazemos palestras, fazemos a aferição de temperatura diariamente em todos os colaboradores. O nosso departamento de RH também conversa bastante com cada funcionário. Enfim, temos uma grande preocupação e executamos os cuidados e a prevenção diariamente.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    Bruno Carvalho fala sobre a importância de “deixar o dinheiro na cidade” e aborda a “briga” no setor de farmácias em busca de igualdade

    O governo do estado de Minas Gerais segue com a sua política de combate a pandemia de coronavírus tendo como principal ferramenta as polêmicas ondas, cada uma com uma cor e suas demandas e restrições, dentro do programa Minas Consciente. E praticamente todas as cidades hoje ainda seguem na chamada onda roxa, a mais restritiva de todas elas. Isso inclui a cidade de Três Pontas. Apesar de uma leve melhora na ocupação dos leitos de UTI em alguns municípios, o resultado está longe de ser expressivo para a saúde e, ao mesmo tempo tem prejudicado e muito a economia mineira, tanto o setor industrial quanto o comercial. Muitas empresas fechando, demissões em massa e um cenário que parece estar longe de sofrer um revés. Para falar um pouco mais sobre isso, conversamos com o presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas,  Bruno Dixini  Carvalho, reeleito recentemente para o seu segundo mandato.

    Conexão – Um ano de pandemia atingindo também o setor comercial de Três Pontas. Quais os reflexos dessa realidade que afeta o Brasil e o mundo todo para as empresas do nosso município?

    Bruno – Falando especificamente da onda roxa, a gente tá vivendo um ano de pandemia e isso representa uma tremenda dificuldade para o comércio local. Isso representa a perda de clientes pelos comerciantes e o poder de compra do cliente também vem sendo muito afetado por conta da inflação. Temos vários aumentos de preço e a cadeia produtiva vem enfrentando problemas até hoje. E isso tudo encareceu muito os produtos que são consumidos. A movimentação do produto está mais cara e a escassez também gera aumento de preço. O cliente está com poder de compra bem defasado e com medo de comprar. Há uma queda muito grande no consumo. 

    Há muito medo por conta da perda de empregos, da diminuição dos postos de trabalho. As pessoas estão diminuindo o consumo e de fato não estão tendo dinheiro. Além disso, existe uma crise de pessimismo no momento em que a gente vive, há uma insegurança jurídica vendo essas coisas no STF, uma insegurança política vendo por aí prefeitos, governadores e o presidente falando coisas que não batem um com o outro. 

    Também há uma crise de saúde que não se conseguiu evoluir muito, nem em leitos de hospital no Brasil inteiro, a vacina ainda chega devagar e com informações muito truncadas. Também há a crise econômica. Então infelizmente temos todos os motivos para estar com a cabeça bagunçada, um ambiente de incerteza e falta de sonhos. A pessoa não tem perspectiva mais! Há o medo de realizar um investimento grande, de trocar de carro ou comer um produto de valor agregado maior. Ela tenta guardar dinheiro, pois não sabe o que vem pela frente. Isso, de um ano para cá, representou muitas perdas. 

    Conexão – Além disso tudo que você falou, há o fechamento de várias empresas, do comércio em Três Pontas? 

    Bruno – Três Pontas vive um momento interessante porque desde a época do surgimento da covid-19 o município gerou 468 empregos, segundo uma pesquisa do Sebrae. Em Varginha, com o triplo da nossa população, foram gerados 211 vagas. Em Três Corações, também com população maior que a nossa, houve perda de 290 postos de trabalho. Aqui eu não lembro de ver empresas conhecidas fechando as portas. Mas está havendo uma dança de cadeiras. Inclusive um restaurante que aparentemente fechou, mas que vendeu para outra pessoa que segue com o mesmo negócio. Não houve muitos fechamentos, mas houve mutações. 

    Minha irmã, por exemplo, tinha uma loja no centro e agora está com a loja em casa. Nesse cenário muitas empresas estão agindo assim, trocando aluguéis, muitas vezes, mais caros por outros mais baratos. Os trespontanos, assim como o empresário de modo geral em todo Brasil e em todo mundo, se viu com a necessidade de diminuir as despesas para conseguir manter pelo menos a empresa viva em relação a postos de trabalho.

    Conexão – Você notou se ainda, de uma forma linear, os empregos estão sendo mantidos ou se houve um pequeno agravamento na manutenção dos empregos?

    Bruno – Sim. O que tem acontecido agora do começo do ano para cá, a gente vê nossas empresas mais enxutas, já que o movimento caiu e os comerciantes também estão preocupados neste momento de economia em crise, eles acabam cortando um colaborador ou mais, infelizmente. 

    O auxílio emergencial não estava sendo liberado e agora ele tem previsão de começar a cair na conta de muitos brasileiros, porém em valor muito menor. Tanto o consumidor como o empresário estão sonhando pouco, há muita preocupação com o futuro. Essa onda de pessimismo acaba retraindo um pouco a economia e a admissão de novos colaboradores.

    Conexão – A Associação Comercial tem uma gama de serviços que oferece aos comerciantes credenciados. E também tem o serviço de recebimento de currículos. A procura por emprego vem aumentando na AcaiTP?

    Bruno – Em relação a demanda de currículos de fato é um número que diariamente chega na Associação. Mas penso que nesse aspecto ainda estamos numa escala normal. Desde o ano passado mesmo isso vem ocorrendo. É muito concorrido o mercado, há muita gente boa e a gente enxerga muito campo para as pessoas se qualificarem. É necessário haver qualificação. E nesse aspecto a Associação Comercial tem cursos online através da plataforma Cresça Mais. A gente tem caminhos aí para capacitar de forma online, já que a capacitação presencial não pode ser feita neste momento. Mas mesmo assim, no ano passado, a gente conseguiu realizar dois ou três eventos com total proteção para as pessoas, mantendo distanciamento. Eram poucas pessoas mas que saíram com boas informações. A nova diretoria está muito empolgada, a gente tá revendo nosso portfólio todo. Fazemos isso de 3 em 3 anos, quando uma diretora inicia. Então nós temos trabalhado muito nesse sentido. Mas o momento é desafiador e então a gente tem buscado trazer melhorias para nossos associados, mesmo diante desse cenário de pandemia.

    Conexão – Quantos comércios existem hoje em Três Pontas? O número de associados hoje da AcaiTP, no seu entendimento, poderia ser bem maior para que esse próprio comerciante pudesse ter acesso a tantos benefícios, ainda mais num momento de tanta dificuldade?

    Bruno – A associação briga pelo empresário durante todo tempo e principalmente em épocas complicadas como a que estamos enfrentando. É uma representatividade que oferecemos, uma defesa de cada comércio. A associação tem hoje 366 associados. Empresas que são MEI, empresas de médio e grande porte, que deve ser em torno de 10% a 15% do volume do comércio em Três Pontas. Mas ainda é um número muito abaixo do potencial que temos diante da qualidade e da variedade de serviços que a Associação Comercial oferece. O comerciante às vezes fica sozinho, não tem muita informação, não busca informação, justamente por não estar associado. Isso acontece sim. A Associação tem muito a oferecer aos nossos associados.

    É importante que outras empresas se alertem e venham se filiar, até para dar mais peso quando a gente vai buscar algum benefício. Quanto mais empresas estiverem nessa corrente, mais forte fica a associação. Temos produtos consagrados, diversas consultas, também tem a questão da Unimed e seus benefícios. Cada empresa tem uma necessidade particular e temos muitos serviços para o microempresário, temos um banco de informações para ele, vantagens junto ao Sebrae, etc. A Associação segue apoiando iniciativas e vem mostrando, oferecendo cursos, fortalecendo o comércio online, já que nós reformulamos totalmente a página da associação. Temos agora a ferramenta “Compre no Comércio de Três Pontas”, com um catálogo por segmento de todas as empresas que possuem Instagram, WhatsApp ou Facebook e lá, nesse espaço, colocamos um link para essas redes sociais das empresas credenciadas e isso facilita ao máximo a conexão do consumidor com a empresa associada. 

    Conexão – Três Pontas é um comércio de excelente qualidade, muita variedade e bom atendimento, além de preços competitivos. Mas ainda muitos consumidores preferem comprar fora. O que pode ser feito para que o dinheiro fique em Três Pontas?

    Bruno – A gente nota hoje em dia mais variedade e melhores preços. Mas se esse comércio local estivesse ainda mais antenado à necessidade de se filiar à Associação Comercial, em contrapartida recebendo mais informação, uma melhor estrutura, percebendo que não está sozinho, que pode caminhar com uma estrutura um pouco melhor, esse quadro seria mudado mais facilmente.

    Conexão – O que que é Associação Comercial tem feito para mostrar para o consumidor de Três Pontas que compensa comprar no comércio local?

    Bruno – Engraçado que essa sua pergunta realmente é muito interessante. Percebi que de um ano e meio para cá que vários segmentos aportaram aqui. Empresas que não são daqui e que agora estão vindo com mais frequência. Vemos isso no setor supermercadista e agora no de farmácia e realmente isso é preocupante porque essas empresas não são baseadas aqui, embora estejam aqui o dinheiro vai para o lugar que ela se originou. Então é preocupante para os empresários daqui. Por isso ele tem que fazer uma corrente, se fortalecer. 

    Quando o consumidor compra no comércio local o dinheiro fica aqui, é gasto ou investido aqui pelo empresário e movimenta a nossa economia. Então é muito importante que o cidadão tenha essa concepção de comprar aqui. Quando compramos fora ou de empresas de fora o nosso dinheiro vai embora, há uma evasão de dinheiro. Temos que fazer o movimento contrário. Deixar o dinheiro da cidade na cidade e investir para atrair clientes de outros municípios. 

    Claro que os comerciantes locais precisam atrair cada vez mais e melhor os seus clientes, com novidades, promoções e muita criatividade. O cliente, quando encontrar algum preço melhor fora, ou num concorrente local, pode falar para o empresário que achou condições melhores, que na loja dele não tem tal produto. Fazer com que o comerciante se movimente, que crie melhores condições de compra para seus clientes. Isso também precisa ocorrer. 

     

    Conexão – A Prefeitura não divulga mais os plantões de farmácia, já que algumas empresas locais deixaram os plantões por verem uma discrepância, situações distintas referentes ao funcionamento de farmácias vindas de fora, beneficiadas inclusive mediante liminar da Justiça. Como você avalia toda polêmica envolvendo o setor de farmácias na cidade?

    Bruno – Com relação às farmácias é uma situação muito desagradável. A Associação Comercial não foi envolvida em momento algum. Não nos procuraram. Nessa briga a gente não tem pleno conhecimento. 

    As farmácias locais estão sim se sentindo prejudicadas. De fato não têm divulgado frequentemente esses plantões, já que algumas deixaram de fazer parte. Há claramente um prejuízo diante do que acontece com algumas empresas de fora, que acabaram tendo uma liminar e funcionam de forma diferente. 

    Nossa intenção é proteger as farmácias locais e faremos de tudo que for preciso, que estiver ao nosso alcance para que elas não sejam prejudicadas. O consumidor está no papel dele, diante das novas empresas. Mas se a gente prestigiar o nosso colega aqui da cidade, o empresário daqui, deixaremos a cidade mais forte sempre. O nosso comerciante precisa se inovar, mostrar benefícios e vantagens para o consumidor. E lembrar que não existe mágica de preços. Não há diferenças gritantes entre as empresas de fora e as locais, muito pelo contrário, vemos condições muito boas e até melhores em alguns casos ofertadas pelos empresários trespontanos. 

    A prestação do serviço local é excelente, geralmente bem melhor que o serviço ofertado pelas empresas de fora. 

    Conexão – Para encerrar, uma mensagem que você deixaria de apoio nesse momento aos comerciantes que estão vendendo uma situação muito difícil.  

    Bruno – O empresário está com as portas abertas mas a gente sabe, claro, que a onda roxa vai interferir de uma forma fundamental, pesada, direto no seu faturamento. 

    A gente tem que ter perseverança! Quando a gente tá vivendo um problema geralmente a gente fica muito bitolado no problema. Lembrar que se o comerciante não pode receber o cliente dentro do comércio lojista, no caso dos comerciantes de calçados, de roupas, o que é muito ruim para esse empresário,  é necessário que ele busque alternativas, usando da criatividade. As vezes enviar para o cliente uma lista de produtos, de promoções pelas redes sociais, enviar um vendedor até a casa das pessoas para levar uma amostra, tentar fazer a venda pelo cartão, enfim, estender sua loja para outro universo, o universo online. Investir nessa questão.

    As empresas estando abertas é algo muito importante para o município, tanto na parte da geração de emprego quanto no investimento que as empresas fazem na cidade, elas fazem circular muito dinheiro na cidade. desde o início da pandemia, desde que o comércio passou a ser penalizado com fechamento, nós passamos a oficiar a Prefeitura pedindo a reabertura. Infelizmente parece que isso tudo se trata de movimento político por parte do governador de Minas que se descompatibilizou com o presidente Bolsonaro. Infelizmente parece que nos tornamos massa de manobra para esses políticos. Isso é devastador para as empresas e a gente sempre pediu, de imediato, que abrissem o comércio. Seguiremos lutando pelo nosso empresário, pelos nossos comerciantes.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • JESUS: O verdadeiro sentido da Páscoa! – Por Roger Campos

    JESUS: O verdadeiro sentido da Páscoa! – Por Roger Campos

    Em todos os tempos, inclusive na mais terrível de todas as pandemias, Ele está entre nós, Ressuscitado! Vivo em nossos corações!

    Deus então decidiu lançar uma última e mais severa praga: a morte de todos os primogênitos. Orientou que os hebreus sacrificassem um cordeiro e fizesse um sinal em suas portas com seu sangue, a fim de que o anjo da morte soubesse que naquela casa habitava um servo de Deus e poupasse a sua descendência e seus animais. E assim foi feito. Todo aquele que não possuía esta marca em seu lar teve o primogênito de todas as suas criações morto e também o primogênito de seus próprios filhos.

    O faraó então libertou o povo hebreu e reconheceu a soberania do Deus de Israel.

    A bíblia nos ensina que o velho testamento era a sombra das coisas que viriam, ou seja, do novo testamento. Esse evento com os primogênitos comprova que desde àquela época Deus já sinalizava que enviaria Jesus para salvação de seu povo.

    Naquele momento, foi necessário o sangue de um cordeiro inocente para salvar os filhos de Deus e lhes trazer libertação, pois por si mesmos eles não o conseguiriam, em alusão ao sacrifício do Cristo, o que ocorreria anos mais tarde.

    A partir de então, foi instituída a Páscoa, que vem do hebraico pessach (passagem), uma festa cujo principal objetivo era relembrar e comemorar a libertação de Israel.

    Até que o Filho de Deus, o verbo, se fez carne. Jesus veio ao mundo e entregou o seu sangue na cruz, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.

    A partir de então, a festa da Páscoa deixou de ter como objetivo a comemoração de uma libertação natural (saída dos hebreus do Egito) e passou a ter como objetivo comemorar a libertação e salvação eterna do povo de Deus, através de Jesus o filho de Deus.

    Hoje, a Páscoa comemora a morte e ressurreição de Jesus o Cristo, que por amor de nós entregou-se a si mesmo para morrer na cruz do calvário e levou sobre si as nossas transgressões.

    Jesus foi um presente de honra para Deus e por suas pisaduras fomos sarados, o sangue derramado por ele nos livra de todo pecado.

    Glorificado seja o nome do nosso santo Deus. Louvado seja o nosso amado Jesus.

    Mensagem:

    Páscoa é Ressurreição

    Há dois mil anos Jesus, filho de Deus, caminhou pela Terra entre os mortais espalhando sua mensagem de amor e paz. Seu objetivo era claro, criar um mundo melhor e salvar nossas almas; mas nem todos compreenderam.

    Em consequência da ignorância de alguns, Jesus foi crucificado e morreu, mas ao terceiro dia seu corpo retomou a vida e Ele se levantou. Jesus ressuscitou e com Ele a esperança, o amor e tudo que existe de bom neste mundo.

    A Páscoa é a celebração do sacrifício de um homem justo e bom que morreu por nós, por nossos pecados, e da sua ressurreição. A Páscoa é a festa do amor e triunfo de Cristo, nosso Salvador.

    Façamos então renascer também em nossos corações todos os bons sentimentos, e deixemos os maus desaparecerem. Feliz Páscoa!

  • Uma fábula sobre a Sexta-feira da Paixão

    Uma fábula sobre a Sexta-feira da Paixão

    Uma mensagem de fé e aprendizado no dia em que mataram o Filho de Deus

    Numa pequena vila, de uma pequena cidade, alguns homens trabalhando; cada um em sua tarefa. Naquele lugarejo não se tinha muitas opções de trabalho, quase todos os seus moradores se dedicavam ao plantio ou a criação de gado, e o cultivo de hortifrutigranjeiros.

    Eram todos simples, porém muito tradicionais em suas crendices, supersticiosos e respeitadores das datas, principalmente as religiosas. Era véspera de sexta-feira santa. Naquela quinta-feira, todos procuravam adiantar o máximo seus afazeres, para que no dia seguinte, pudessem respeitar e guardar a paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo.

    – É! Amanhã não vou tirar leite não, Joaquim.

    – Eu também não, Mané.

    (Conversavam os compadres), porém entre eles, havia um amigo incrédulo, que não obedecia nem respeitava nenhuma data.

    – Ah! Eu não estou nem aí… Amanhã é um dia como um outro qualquer uai, eu num quero nem saber. Vou é cuidar do meu animal e ordenhar a Malhada, tirar aquele leitinho gostoso que só ela tem… e num acontece nada…

    – Juca… Você não teima não.

    – É isso mesmo Juca, o Mané tem razão. Com essas coisas num se brinca gente!

    – Que nada, depois eu conto.

    Os amigos se separavam ali. Cada um se dirigira ao seu lar, já eram quase seis horas. Chegando em casa, o Joaquim solta os arreios do animal, dando-lhe um leve tapinha no lombo, de forma carinhosa lhe diz: – Vai meu amigo, amanhã você está de folga. (Joaquim era muito carinhoso e zeloso com seus animais e era dia santo, merecia soltar o animal).

    Na casa do Manuel, o Mané como o chamavam, também estavam todos aguardando com muito respeito a chegada da sexta-feira santa. A esposa, Dona Genoveva, já estava a catar o milho para o preparo da tradicional canjica, enquanto as duas filhas, Inês e Graça, preparavam a limpeza da casa com muito carinho, já que no dia santo, era por tradição nem se pegar na vassoura, varrer a casa poderia ser interpretado como um gesto de desrespeito àquele dia.

    – Mané, cadê a sua roupa suja, homem? Me dê logo, quero lavar tudo hoje, pois amanhã eu não lavo roupa, você sabe disso!

    – Já vai Genoveva, vou só me lavar e já lhe dou a roupa suja, é só um instante.

    – Mané, você pegou os peixes que o Sr. Geraldo ficou de guardar assim que chegasse? Olha lá hein, depois acaba e nós vamos comer o quê amanhã??? Carne não!

    – Esquenta não sô, já deixei até pago, depois é só Inês ir buscar, uai!

    – Então vá logo filha, do jeito que tem tanta gente à procura de peixes, é arriscado até vender o nosso.

    – Sim mãe, já vou.

    Enquanto isso o Juca, que não estava nem um pouco se importando se amanhã seria dia santo ou não, bebia mais uma branquinha em companhia de sua mulher, a Diva, essa até que era mais temente, já tinha preparado algumas coisas para o dia seguinte, ela era religiosa e temia praticar certas descrenças como o marido, muitas vezes lhe aconselhara à que não praticasse certos atos, que respeitasse mais as coisas de Deus, mas era inútil, o Juca sempre fora descrente.

    Todos dormiram. Pela madrugada, por volta das 3 horas da manhã, o Juca levantou-se como de costume, dirigiu-se ao curral e chamou por Malhada, sua vaca mais produtiva; chamou uma, duas, três ou mais vezes, porém a Malhada naquele dia parecia não ouvir seu dono, ela não queria atendê-lo. Juca fora ficando indignado com a pirraça da malhada, e começou a agredi-la, à princípio com palavrões e depois com um chicote; quanto mais ele ficava furioso, mais a vaca se evadia dele.

    Começou-se então uma verdadeira batalha – HOMEM X ANIMAL. Quem venceria? Era difícil saber e prever. Mas, porque aquela reação? Aquele animal era sempre tão dócil, nunca se mostrara rebelde. Juca, não queria nem saber. Num gesto animalesco, possesso de fúria ordenhou a vaca, de uma forma brutal, amarrada sem poder defender-se. Mesmo assim, ele manipulava suas tetas com brutalidade, queria o seu leite, não importava se para isso tivesse até mesmo que matá-la. O líquido começou a sair das tetas de Malhada, ainda era escuro, a lua era nova, a claridade era pouca e Juca continuava a ordenhar…

    Ordenhar, até então que finalmente enchera um balde e quando retirava o balde para já então substituí-lo por um outro, foi tomado por um grande pavor, seu rosto enrubesceu, ficou atônito, parecia transtornado, seus olhos esbugalhados parecendo querer saltar-se para fora, não podia acreditar no que estava vendo. No balde… no lugar do costumeiro e delicioso leite, havia sim…sangue… sangue… e muito sangue. Não podia acreditar, porque a Malhada ao invés de lhe dar o leite, lhe dera sim sangue??? Eram perguntas e mais perguntas. Tentou recompor-se do susto e a ignorância mais uma vez tomou conta daquele homem, que sacou uma peixeira que sempre trazia atada ao cinturão e desferiu vários golpes no lado do peito daquela que era até então uma grande amiga e que lhe garantira bons lucros durante muito tempo, afinal era sagrado, diariamente lhe proporcionava uma média de 40 litros de leite de boa qualidade.

    E agora… Malhada ainda agonizando, deu uma olhada para aquele homem, possuidor de tanta ignorância. Viu ainda o seu pequeno bebê… Um lindo bezerrinho, apelidado de Totinho, não podia mais resistir, seu sangue lavava todo o curral, rodeando inclusive o balde que poucos instantes antes, servira para colher o que seria o seu leite. Era sangue no balde e fora. O homem ficara ainda mais aturdido vendo que o pobre e inocente Totinho, o filhinho de Malhada lhe cheirava como se dissesse: – Levanta mamãe. Era demais, saiu correndo pelo pasto sem destino, não havia ninguém. Todos estavam em seus lares, somente ele houvera desrespeitado aquele dia.

    Sentou-se debaixo de uma frondosa árvore, acendeu um grande cigarro de palha, e sentiu que um vento lhe soprara os ouvidos, sentiu um forte arrepio, olhou, não havia ninguém, sentou, deitou-se e terminou por cochilar. Logo pegou no sono. Ele então começou a caminhar por um lugar muito bonito, era todo claro, branco como a neve, pessoas com os rostos serenos, suaves passavam por ele, só que ele era ignorado, era como se ele não estivesse entre eles e ia andando, sempre aquela beleza… tudo muito suave, até que chegou finalmente à entrada de uma bela casa, toda branca, porém folhada de um brilho extasiante, parecia ouro.

    Um Senhor, de barbas longas e brancas aproximou-se dele com um cajado apoiava-se, deveria ter 100, 200, quantos anos??? Não sabia, era idoso; com carinho, ele estendeu-lhe a mão e lhe disse:

    – Meu filho… O que você te feito? Por que age assim? Por que é tão descrente? Não deveria ter feito o que fez ainda pouco! (Aquele homem não sabia o que responder…)

    – Quem é o senhor?

    – Não importa meu filho. Quero salvar você. Ainda é tempo, basta que se arrependa e passe a praticar daqui para a frente boas ações, não vou puni-lo pelo que diz sobre essa data. Quero apenas lhe dizer… Você matou sua Malhada, aquela sua vaquinha que tantas alegrias e lucros já lhe deu. Voce, com certeza, estará se lembrando desta data. E hoje, exatamente hoje, todos lembram que o meu filho também morreu. Há muitos anos, a humanidade toda se recorda, muitos com respeito e dor nessa data. Outros nem aí! E você… porque não respeita também; o leite virou sangue, eu queria apenas alertá-lo, mas você não compreendeu, pensou que foi a pobre malhada. Ela não faria isso. Morreria como morreu, sempre fiel a você, mas vou lhe dar uma outra chance!

    – Quem é o Senhor? Será que é quem eu estou pensando??? Se for me perdoe, me dê outra chance. Daqui para frente eu vou mudar… Eu prometo!!!

    – Tenho certeza que sim. Você vai agora acordar e vai passar a respeitar Aquele que morreu na cruz um dia por você e por todos e que é o MEU FILHO.

    O homem entãoacordou… Tudo que ele viveu havia sido um pesadelo. Um aviso! Daquele dia em diante mudou completamente seu comportamento. Hoje respeita os animais, as pessoas, as datas religiosas, Sexta Feira Santa, então… Seu animalzinho companheiro de todos os dias é o TOTINHO, os dois estão à correr pelo pasto, enquanto Malhada admira tranquila a amizade entre duas espécies diferentes, ambas criadas pelo mesmo Deus, que vive e reina por todos os tempos, todas as gerações, até o fim…

    *Este texto foi escrito por Rita de Cássia Oliveira em 1° de Abril de 1994 e adaptado por Roger Campos.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    Dono de supermercados em Três Pontas prevê queda de até 20% nas vendas com ovos de chocolate mais caros em meio à pandemia

    Não é por causa do baixo teor de açúcar que os produtos feitos à base de chocolate estão mais amargos para o bolso dos brasileiros na Páscoa de 2021. A pandemia do coronavírus vem causando forte retração na economia do Brasil e os ovos de Páscoa, assim como os combustíveis, o arroz, a carne e outros tantos produtos, tiveram aumentos consideráveis neste ano, o que deverá causar uma queda de até 20% nas vendas dos itens alusivos à data. É o que prevê o empresário Denilson Lamaita Miranda, um dos proprietários da rede Moacyr Supermercados. O Conexão Três Pontas conversou com ele sobre as expectativas para a Páscoa:

    “Infelizmente nós estamos enfrentando um momento muito difícil não apenas para a saúde mas também para a economia brasileira, assim como para diversos países mundo afora.  Sobre a Páscoa deste ano, as fábricas parece que não apostaram muito na data, justamente por conta da crise e do caos provocados pela pandemia e produziram menos ovos e demais produtos com grande apelo comercial nesta época do ano. E com a produção menor os ovos de Páscoa acabaram tendo um aumento que varia de 10% a 15%”, explicou.

    Ainda conforme Denilson a dificuldade de ganho por parte do trabalhador também deverá provocar uma retração nas vendas. “Nós estamos acreditando num volume de vendas de até 20% menor que em 2020. Muitos trabalhadores não estão conseguindo realizar as suas atividades profissionais e também por conta da diminuição do valor do Auxílio Emergencial, pago pelo governo, muitas famílias terão mais dificuldade de gastar, de adquirir os ovos de chocolate agora”, pontuou.

    Denilson Miranda ressaltou que muitas pessoas, para não deixar a data passar em branco, ainda diante de todas as dificuldades atuais, optam por ovos de Páscoa menores ou ainda pelas tradicionais caixas de bombons. Com relação ao bacalhau e outros pescados comuns nesta época do ano, o empresário também confirmou um aumento de preço considerável por conta da alta do dólar.

    “Os pescados sofreram uma elevação nos preços em torno de 30%. Os preços já vinham em elevação nos últimos anos e agora, com as constantes altas da moeda americana, o bacalhau e outros pescados estão ainda mais ‘salgados’, mais caros”, concluiu.

    Mesmo diante do atual cenário, a data deve movimentar no varejo do país R$ 1,62 bilhão, números bem menores que em anos anteriores.

    Os itens que devem ser mais procurados, apesar da alta nos preços, são: 

    _ Ovos de chocolate (59,4%)

    _ Bombons (51,8%) 

    _ Barras de chocolate (46,7%)

    _ Bichinhos de pelúcia (6,1%) 

    _ Cesta de Páscoa (5,1%) 

    _ Colomba pascal (4,6%) 

    Cada consumidor ou pai de família deve gastar, em média, menos de 100 reais, valor que se manterá praticamente estável se comparado a 2020, quando a Páscoa já estava “dentro da pandemia”.

    Questionados sobre onde farão suas compras, a maior parte dos consultados por órgãos de estatística e consumo, respondeu que se dividirá entre lojas físicas e online (60,4%), seguindo-se só loja física (26,4%) e só online (13,2%).

    (Fotos Arquivo Conexão)

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

     

     

  • TALENTOSO: Cantor trespontano lança música nova e sonha com sucesso

    TALENTOSO: Cantor trespontano lança música nova e sonha com sucesso

    “Põe no volume 12! Chama que é sucesso!”, diz Yuri Santorini

    O cantor trespontano Yuri Santorini, dono de uma voz bastante afinada e um talento que já é reconhecido por muitos, está lançando sua música nova: “Tô no Bar”.

    Yuri Santorini nasceu em 22 de julho de 1992. Começou a cantar aos 10 anos de idade e, mesmo diante de todas as dificuldades que o mundo artístico impõe, apesar da situação ainda mais complicada para os músicos que não podem se apresentar por conta das imposições contra as aglomerações durante a pandemia do coronavírus, segue animado e almejando um lugar ao sol.

    Já fez diversas apresentações em várias cidades do Sul de Minas, sempre levando com muito orgulho o nome de Três Pontas. Além de cantor, Yuri também é compositor e já tem várias canções de autoria própria, como “Tô no Bar”, disponível em diversas plataformas digitais, dentre elas o YouTube.

    A música foi lançada nesta semana e já está rendendo muitos elogios. Especialistas no cenários sertanejo com quem conversamos ressaltaram o talento para composição, explícito na música “Tô no Bar” e ainda comentaram que a afinação e o timbre de voz remetem a cantores conhecidos como Gustavo Lima e Eduardo Costa. 

    Humilde e carismático, Yuri tem batalhado, conseguido uma ajuda aqui, outra ali para seguir na jornada musical. Conta com o apoio dos amigos, como o casal Miller Felipe e Dayane Ribeiro, proprietários da empresa Rei do Tênis que acreditam e incentivam o jovem músico trespontano.

    “Um menino muito humilde e trabalhador, também de muito talento e que merece todo apoio. Quem puder ajudar, vale a pena, se Deus quiser o retorno virá para ele”, disse Miller.

    O Conexão Três Pontas apoia e incentiva todas as expressões culturais de Três Pontas, berço cultural do Sul de Minas, cidade de talentos múltiplos, de riquezas diversas, de onde brotam com a mesma pujança do café.  

    Ouça um trecho na música “Tô no Bar”:

    Quem quiser conhecer mais ou apoiar o trabalho de Yuri Santorini pode procurá-lo em suas redes sociais.

    Contato: 35 9 9722-6594 

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO