Categoria: Mulher

  • MAIS UM: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER NÃO PARA

    MAIS UM: VIOLÊNCIA CONTRA MULHER NÃO PARA

    Homem é preso após perseguir e ameaçar ex-companheira em Três Pontas

    Um indivíduo de 30 anos de idade foi preso na madrugada da última quarta-feira, dia 21, por conta do descumprimento de uma medida protetiva de urgência que foi concedida à sua ex-companheira, de 26 anos de idade.

    De acordo com as informações colhidas pelo Conexão, baseadas no Boletim de Ocorrência, o homem continuava perseguindo a vítima e fazendo diversas ameaças, ignorando a medida protetiva.

    A Polícia Civil de Três Pontas solicitou a prisão preventiva do elemento. De posse do mandado expedido pela Justiça, o indivíduo passou a ser procurado e acabou preso, sendo inicialmente encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal para o exame de corpo de delito, e na sequência para a Delegacia da Polícia Civil de plantão em Varginha, onde ainda continua preso, à disposição da Justiça.

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    A mulher revelou que nos últimos dias vinha sendo ameaçada de morte e que seu ex-companheiro dizia que pretendia levar o filho de 4 anos do casal para a cidade de Paraguaçu, tirando dela qualquer contato ou convívio com o próprio filho.

    O caso segue sendo acompanhado pelo Ministério Público, pela Justiça e pela própria Polícia.

    A verdade é que, na grande maioria dos casos, as medidas protetivas não tem impedido a continuidade das ações violentas e ameaçadoras contra as vítimas.

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    Em 2025, infelizmente, o Brasil bateu o recorde de feminicídios, com uma média de quatro mulheres mortas, principalmente por seus ex-companheiros, todos os dias.

    Até quando???

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  • MULHER É PERSEGUIDA E ASSEDIADA POR HOMEM NAS PROXIMIDADES DO QUARTEL EM TRÊS PONTAS

    MULHER É PERSEGUIDA E ASSEDIADA POR HOMEM NAS PROXIMIDADES DO QUARTEL EM TRÊS PONTAS

    Uma mulher, entre 30 e 35 anos, relatou ao Conexão Três Pontas que foi perseguida, intimidada e assediada por um homem na noite de ontem, segunda-feira, 5 de Janeiro, em Três Pontas. “Temi pelo pior!”

    De acordo com seu relato emocionado, ela estava saindo do trabalho entre 19 e 20 horas e ao subir a pé pela rua do colégio Cootec, Rua Santana da Vargem, foi surpreendida por um homem de estatura alta, em uma moto.

    “Ele estava em uma dessas motos grandes, potentes, chegou de repente e me abordou numa fração de segundos. Ele me agarrou pelo braço e a outra mão manteve dentro do bolso do blusão, parecendo estar segurando alguma coisa, talvez uma faca ou um revólver. Ele me perguntou se eu era casada. Se tratava de um homem grande, forte e, de cor negra e que não consegui identificar por conta do capacete. Eu tremia muito, fiquei desesperada e perdi até a noção de onde eu estava”, relatou a moça que prefere não ser identificada.

    Ainda segundo o seu relato, foi, naquele exato momento, que um morador das proximidades abriu bruscamente o portão da sua casa, assustando e espantando o indivíduo.

    A mulher revelou ainda que após a fuga do indivíduo, se dirigiu até o rapaz do portão e toda trêmula contou o que havia acontecido, agradecendo-lhe por ter, possivelmente, salvo a sua vida, sem que ele soubesse do ocorrido.

    Apavorada, ela ligou para o seu marido que foi imediatamente buscá-la.

    Dois detalhes chamaram a atenção: não era tão tarde da noite, era entre 19 e 20 horas; e numa rua ao lado do quartel, a 151ª Companhia da Polícia Militar de Três Pontas.

    Questionada por nossa reportagem se a vítima havia feito o Boletim de Ocorrência, ela disse que ainda não, que está se recuperando do trauma e que fará entre hoje e amanhã.

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    Reforçamos que diante de qualquer ato ou caso de intimidação ou violência, toda mulher deve ter a coragem de denunciar, também para que outras mulheres não sejam vítimas do mesmo agressor.

    “Agora eu estou com medo. Estou pensando até em mudar o horário do meu trabalho ou sair da empresa. Também mudarei o meu trajeto e esperarei sempre o meu marido me buscar”, concluiu.

    Importante destacar o eficiente trabalho dos órgãos de segurança de Três Pontas, principalmente com a colocação de câmeras de monitoramento, principalmente em toda região central da cidade. E também as câmeras particulares das próprias residências ou empresas, que podem servir como grande auxílio e ferramenta na identificação desse agressor.

    O QUE DIZ A POLÍCIA?

    Diante da gravidade do fato, nossa reportagem, respeitando a vontade da vítima de não ser identificada, procurou a Polícia Militar e também a Polícia Civil para repassar o relato assustador da mulher. Entramos em contato com o Capitão Ederson Januário, comandante da PM de Três Pontas. Ele disse o seguinte:

    “Olha, é uma situação difícil de falar algo de concreto, já que não temos nada de formal, não fomos contactados, não houve uma denúncia e não foi registrado um boletim de ocorrência. O fundamental é que sempre as pessoas entrem em contato com a Polícia Militar. Estamos sempre à disposição para garantir a segurança da população e também para identificar e deter infratores e criminosos. É claro que, numa situação como essa, a vítima fica temerosa, com muito medo e até desorientada. Chamar um familiar para buscá-la é importante. Mas o principal é entrar em contato com a PM e denunciar! Infelizmente por conta dessa demora a investigação acaba sendo prejudicada e dificultando na solução do caso. Mas estamos sempre prontos e nosso trabalho de monitoramento sempre resulta num desfecho favorável para a sociedade. Reafirmo que estamos sempre à disposição”, declarou o Comandante da PM.

    Conversamos com o Delegado Dr. Guilherme Banterli, responsável pela Delegacia da Polícia Civil de Três Pontas. Ele tomou ciência dos fatos e nos emitiu a seguinte resposta:

    “De fato é um caso relativamente grave. O primeiro ponto é que essa mulher, vítima dessa ação, nos procure aqui na Delegacia para registrarmos a ocorrência, o mais rápido possível, para tentarmos levantar junto a ela o maior número de detalhes possíveis para ajudarem na identificação do autor. Como o homem possui características específicas, bem como sua motocicleta, fica mais fácil sua identificação. E por conta da faixa de horário que nos foi apresentada pelo Conexão Três Pontas é possível que a gente consiga as imagens através das câmeras de segurança das casas ou empresas daquela rua. Importante que ela venha rápido, pois essas câmeras têm um tempo de armazenamento muito curto e quanto mais o tempo passar mais difícil ficará a missão de angariar recursos e subsídios para identificarmos esse autor”, declarou o Delegado.

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    Para o Dr. Guilherme Banterli, por conta do relato, não se trata, em tese, de uma tentativa de crime sexual, embora seja muito estranho a pergunta feita pelo autor, querendo saber se a vítima é casada ou não. Por conta do modus operandi, da forma como tudo se desenrolou, por esse relato inicial, acredita-se que tenha sido uma tentativa de roubo. Não é comum um crime de sequestro ou crime sexual tendo como veículo uma motocicleta.

    “O fato do autor estar com a mão no bolso, possivelmente escondendo algum tipo de arma, reforça a tese de tentativa de roubo, de um assalto. Mas soa muito estranha a pergunta que ele fez a ela. Pode sim caminhar, com um pouco menos de probabilidade, para um crime de ordem sexual, mas, reafirmo, não é o mais lógico. Não é comum colocar uma vítima na garupa de uma moto, não é o meio adequado, pouco provável transitar com uma vítima na garupa, pelo centro da cidade sem que ela grite, desça ou salte em algum momento”, concluiu o chefe da PC.

    Importante reforçar que todo tipo de intimidação, agressão ou crime, seja de que espécie for, principalmente tendo mulheres como vítimas, diante da escalada assustadora de casos de abusos, estupros e feminicídios, devem ser levados ao conhecimento das autoridades policiais. Não tenha medo de denunciar! Sua denúncia salva a sua vida e de outras tantas pessoas, novas vítimas em potencial!

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  • Sul de Minas registra 18,3 mil casos de violência contra a mulher nos 10 primeiros meses do ano

    Sul de Minas registra 18,3 mil casos de violência contra a mulher nos 10 primeiros meses do ano

    Entre as maiores cidades da região, Poços de Caldas já superou os casos de todo ano de 2024 e Varginha teve o maior aumento percentual. Passos e Pouso Alegre tiveram diminuição de registros.

    Em 10 meses de 2025 foram registrados 18.276 casos de violência contra mulheres nos 164 municípios do Sul de Minas. O número representa um aumento de 1,5% em relação ao mesmo período de 2024 e de 5,2% em relação a 2023.

    Entre as maiores cidades da região, Poços de Caldas, foram 1.319 casos de violência doméstica e familiar contra mulheres, 31 a mais do que os 1.288 registrados em todo o ano de 2024 (veja gráfico abaixo). Uma média de quatro casos por dia.

    De acordo com os dados, os crimes mais comuns são agressões físicas, ameaças e o descumprimento de medidas protetivas.

    Varginha foi a cidade que registrou maior aumento percentual. Foram 1142 casos entre janeiro e outubro. Um aumento de 17,5% em relação ao ano passado.

    O crime mais comum foi de violência psicológica, seguido de ameaça, lesão corporal e agressão física.

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    Casos de violência contra mulheres nas maiores cidades do Sul de Minas

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    Em Pouso Alegre e Passos houve redução no registro de violência contra a mulher.

    Em Pouso Alegre, de janeiro a outubro, foram 1.123 casos, 25 menos do que em 2024. Os crimes mais cometidos foram lesão corporal, ameaça, violência psicológica e perseguição.

    Em Passos, foram registrados 900 casos em dez meses, 16 menos que em 2024, sendo os mais comuns agressão física, lesão corporal, ameaça e violência psicológica.

    Especialistas têm o consenso de que a melhoria da rede de acolhimento contribuiu para o aumento das denúncias.

    “Eu acredito que as mulheres estão mais preparadas para a denúncia e também estão uma maior rede de apoio, tanto no sentido das estruturas públicas, as delegacias estão mais preparadas para receber. Então a gente tem esse panorama do preparo da consciência da violência”, afirma socióloga e advogada Maria Cláudia da Arcadia.

    A delegada da Delegacia da Mulher de Passos, Mariana Floravante, ressalta a importância de fazer a denúncia.

    “A principal orientação é uma mulher que é vítima de uma ameaça, uma injúria, qualquer tipo de crime, é uma mulher que está em situação de risco. Ou seja, ela precisa procurar ajuda o mais rápido possível. Não espere essa agressividade aumentar, procure a polícia, as outras instituições o mais rápido possível e denuncie”, orienta.

    Para Maria Cláudia, tão importante quanto registrar os casos, são as medidas que devem ser tomadas em relação ao seu aumento.

    “Houve uma crescente de denúncia e de casos. Agora, o que a gente precisa ver é o que vamos fazer com esses números. Nós já temos os dados, nós já temos uma lógica do ciclo da violência, agora nós precisamos transformar isso num trabalho de prevenção. A reversão só vai acontecer com um grande projeto de prevenção multidisciplinar. Tem que tratar nas escolas, tem que tratar na saúde primária, em todos os setores da política pública. Os homens precisam entrar nessa luta também. Afinal de contas, as vítimas são as mulheres, mas os agentes são os homens”, afirmou a socióloga.

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  • INJUSTIÇA ROSA: Mulheres têm mais estudo, mas ganham menos que homens

    INJUSTIÇA ROSA: Mulheres têm mais estudo, mas ganham menos que homens

    Apesar de serem 52% da população, elas são 43% da força de trabalho

    As mulheres ainda são minoria no mercado de trabalho e recebem rendimentos menores do que os homens, apesar de terem mais instrução. É o que mostra o módulo sobre Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Quando a pesquisa foi realizada, 62,9% dos homens com mais de 14 anos estavam trabalhando, enquanto entre as mulheres esta proporção era de 44,9%.

    Com isso, apesar de serem 52% da população geral, as mulheres eram apenas 43,6% da força de trabalho em 2022.

    A proporção só se inverteu em três dos dez grandes grupos de ocupação. Mulheres eram a maioria dos profissionais das ciências e intelectuais, dos trabalhadores de apoio administrativo e dos trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados.

    Na outra ponta, menores presenças femininas foram identificadas entre os operadores de instalações e máquinas e montadores e membros das forças armadas, policiais e bombeiros militares. Já a análise por atividades, mostrou que elas são maioria absoluta nos serviços domésticos, com 93,1%, e também são mais de 70% dos trabalhadores da saúde humana e serviços sociais e da educação.

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    Renda

    Os rendimentos também reforçam a desigualdade. A média masculina foi de R$ 3.115 mensais, R$ 609 a mais do que a média feminina, que ficou em R$ 2.506. A diferença aumenta conforme o grau de instrução.

    Entre os trabalhadores com ensino superior completo, enquanto os homens ganhavam em média R$ 7.347, as mulheres recebiam cerca de 60% deste valor, ou seja, R$ 4.591. Apesar disso, as mulheres mantiveram-se mais instruídas: 28,9% das trabalhadoras tinha ensino superior completo, contra 17,3% dos trabalhadores homens.

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    O IBGE também identificou diferenças nos rendimentos obtidos com o trabalho considerando a cor ou raça. A menor quantia foi declarada pelos trabalhadores indígenas, R$1.653 mensais, seguida pelas pessoas pretas, R$2.061. Na outra ponta, os trabalhadores de cor ou raça amarela recebiam R$5.942, e os brancos, R$3.659.

    De maneira geral, as pessoas pretas, pardas e indígenas apresentaram renda inferior, não somente com relação aos brancos e amarelos, mas na comparação com a média nacional, independente do grau de instrução. Mas isso se intensifica na análise apenas dos trabalhadores com ensino superior completo: indígenas recebiam menos da metade do valor pago às pessoas amarelas, R$3.799 contra R$8.411. A diferença entre pretos e brancos também é significativa: R$4.175, diante de R$6.547.

    O próprio grau de instrução também revelou grandes discrepâncias. Entre as pessoas brancas e amarelas, a proporção de pessoas com ensino superior superou a de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Mas o inverso ocorre entre os pretos pardos e indígenas, e no ultimo caso, enquanto 34,7% dos trabalhadores não completou sequer o ciclo educacional mais básico, apenas 12,4% concluíram o ensino superior.

    Fonte Agência Brasil

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  • PROTESTO! VEREADORA VALÉRIA ‘SE CALA’ EM DEFESA DAS MULHERES

    PROTESTO! VEREADORA VALÉRIA ‘SE CALA’ EM DEFESA DAS MULHERES

    Legisladora ficou um minuto em silêncio na tribuna, com esparadrapo na boca, protestando diante da violência contra a mulher

    Um gesto que chamou a atenção de muitos! Uma atitude corajosa, polêmica e que diz muito para a sociedade! Um minuto de silêncio da Vereadora Valéria Evangelista, única mulher entre os 11 legisladores de Três Pontas, disse mais do que mil palavras.

    “Tenho muito a falar, mas nesse primeiro momento eu não gostaria de dizer nada!”

    A Vereadora Valéria Evangelista, no uso do parlatório durante o Pequeno Expediente, na última Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Três Pontas, fez um gesto absolutamente representativo e que mostra a gravidade e os alarmantes índices de violência contra a mulher.

    “O meu dizer transformado em nada, em silêncio, é porque, nessa Casa, nós criamos a Procuradoria da Mulher, e por isso eu gostaria de consumir um minuto do meu tempo, para fazer o meu protesto de não pronunciar nenhuma palavra…”, destacou.

    Aquele minuto de sua fala, ou melhor, do seu silêncio, conforme a legisladora, foi uma forma de protesto, representando todas as mulheres que são caladas, que não podem se pronunciar diante das muitas violências que sofrem.

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    “Dentre tantas violências que a mulher sofre, muitas delas são sofridas em silêncio, caladas, veladas. Muitas violências não aparecem, mas seguem acontecendo. Acabamos de viver o Agosto Lilás com uma série de acontecimentos, eventos e programações, tudo deixando claro para as mulheres que, independente da violência, elas não podem se calar! Elas precisam ter coragem e força para denunciar”, ressaltou Valéria.

    A parlamentar ainda destacou que a Câmara Municipal de Três Pontas se torna uma casa de defesa, para ouvir essas mulheres vítimas da violência. Valéria Evangelista lembrou ainda que, ela própria, como única mulher entre os 11 vereadores, deve sempre ser respeitada, com direito de fala e de qualquer manifestação.

    “Inclusive, quando eu estiver falando, que ninguém me interrompa pedindo ‘a parte’. Eu tenho muito a falar sempre. Quero ser ouvida, respeitada e defender sempre as nossas mulheres”, concluiu.

    Valéria terminou agradecendo ao apoio da Câmara Municipal de Três Pontas por conta das inúmeras iniciativas que estão acontecendo e aproveitou para fazer um agradecimento especial ao presidente Myller Bueno, por conta da sensibilidade em favor das mulheres.

    Chocante: 21,4 milhões de mulheres sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses

    A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

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    Mais de um terço das brasileiras (37,5%) sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, mostra um levantamento preparado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e feito pelo Instituto Datafolha. É o maior volume de casos de violência medidos pela pesquisa desde seu lançamento, em 2017. O percentual representa 21,4 milhões de mulheres com 16 anos ou mais.

    A maioria dos atos de violência foram insultos, xingamentos ou humilhação: 31,4% das respondentes relataram ter sofrido algum tipo de agressão verbal. Uma grande parte das mulheres ouvidas também disse sido ameaçada de apanhar, empurrar ou chutar (16,1%). O percentual foi o mesmo de mulheres que sofreram o crime de perseguição ou amedrontamento, conhecido como stalking. As que de fato foram agredidas por batidas, tapas, empurrões ou chutes foram 8,9 milhões, ou 18,9% da população feminina brasileira.

    A pesquisa ainda traz um dado inédito em relação às anteriores: a quantidade de mulheres que tiveram fotos e vídeos íntimos divulgados na internet sem seu consentimento. Essas somaram 3,9%, o que representa 1,5 milhões de mulheres brasileiras.

    O levantamento ainda mira sobre outros casos de abuso de ordem sexual. Do total, 10,7% afirmam que sofreram abuso sexual ou foram forçadas a ter relações contra sua vontade. São 5,3 milhões de mulheres sob agressões e ofensas sexuais no último ano.

    No Brasil, dados recentes de 2024 e 2025 mostram uma diminuição nos casos de feminicídio e homicídio doloso de mulheres, mas um aumento significativo em crimes como estupro (cerca de um a cada seis minutos em 2023) e ameaças. A violência doméstica é predominante, com cônjuges e ex-cônjuges como agressores mais frequentes, e a violência psicológica é o tipo de denúncia mais comum no Ligue 180. 

    Dados de Violência Letal (2024) 

    • Feminicídios: Foram registrados 1.450 feminicídios em 2024, uma redução em comparação com 2023.
    • Homicídio Doloso e Lesão Corporal seguida de Morte: Também houve diminuição nesses casos, com 2.485 ocorrências em 2024.

    Outros Tipos de Violência (2023 e 2024) 

    • Estupro: Em 2023, o Brasil atingiu um novo recorde, com 83.988 casos registrados, o que corresponde a um crime de estupro a cada seis minutos.
    • Ameaças: Em 2023, as ameaças foram o tipo de violência mais frequente, com 778,9 mil casos.
    • Stalking (perseguição): Registrou a maior alta percentual, com 77.083 casos em 2023.
    • Violência Doméstica: As agressões decorrentes de violência doméstica cresceram 9,8% em 2023.

    Principais Características da Violência 

    • Ambiente:
      A maioria dos casos (73,86%) ocorre na residência da vítima e de familiares, evidenciando a violência doméstica e intrafamiliar.
    • Agressores:
      O principal autor das violências foi o cônjuge/companheiro/namorado/marido (40%), seguido pelo ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado (26,8%).
    • Tipos de Violência:
      No Ligue 180, as denúncias mais frequentes são sobre violência psicológica, seguida por violência física, patrimonial e sexual.

    Fontes de Informação e Denúncia

    • Ligue 180:
    Serviço gratuito para informações e denúncias de violência contra a mulher, mantendo o sigilo da denunciante. 
    • Disque 1980: 

    Telefone de denúncias para a Polícia Militar.

    Relatórios Oficiais:

    O Ministério das Mulheres e o Ipea fornecem dados e análises sobre a violência no país. 

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  • Três Pontas dá início à construção do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

    Três Pontas dá início à construção do Plano Municipal de Enfrentamento à Violência contra a Mulher

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, em parceria com a assessoria técnica Cidades por Elas, deu início à construção do Plano de Trabalho Municipal de Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher. A iniciativa está prevista no Protocolo de Intenções firmado entre as partes.

    Como primeiro compromisso da agenda, foi realizada no dia 05 de junho a 1ª reunião do Comitê Gestor do programa “Três Pontas por Elas”, marcando oficialmente o início dos trabalhos.

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    O encontro reuniu representantes de diversas instituições e setores estratégicos, entre eles membros do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher, das Polícias Civil e Militar, da Defensoria Pública de Minas Gerais, da 55ª Subseção da OAB de Três Pontas, além de representantes das Secretarias Municipais de Desenvolvimento Social e Habitação, Saúde e Educação.

    A construção do plano tem como objetivo principal fortalecer a rede de proteção às mulheres no município, promovendo ações integradas de prevenção, acolhimento, atendimento e enfrentamento à violência de gênero.

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    Com a mobilização de diferentes atores da sociedade e do poder público, o programa “Três Pontas por Elas” busca garantir mais segurança, dignidade e direitos para todas as mulheres trespontanas.

    Fonte Ascom PMTP

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  • É HOJE a Final do Concurso Rainha do Rodeio em Três Pontas

    É HOJE a Final do Concurso Rainha do Rodeio em Três Pontas

    Acontece hoje, 18 de Abril, a partir das 19 horas no Centro Cultural Milton Nascimento, a grande final do concurso Rainha do Rodeio de Três Pontas.

    A entrada será a contribuição de um produto de higiene pessoal destinado à caridade local, no caso o Carmelo São José de Três Pontas.

    Além da escolha da Rainha do Rodeio também será escolhida a Princesa do Rodeio.

    “Este evento promete ser uma celebração de glamour, talento e solidariedade, à medida que buscamos eleger a representante máxima da beleza e da cultura do rodeio em nossa comunidade”, disse a Associação Comercial.

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    O evento

    Entre os dias 02 e 05 de maio de 2024 acontecerá a segunda edição do Viva Três Pontas Rodeio Festival. Além de astros de peso, também haverá uma estrutura jamais vista na praça de alimentação e em outros setores do evento, tudo no mesmo padrão das principais festas de rodeio do Brasil. Muitos profissionais e empresas que atuam, por exemplo, em Jaguariúna e Barretos, principais cidades com esse tipo de evento no país, também realizarão em Três Pontas que, de acordo com o presidente da Associação Comercial de Três Pontas, Hugo de Lima Pereira- AcaiTP e Prefeitura são realizadoras do evento – passará a fazer parte do circuito nacional de rodeio, além, da inclusão da sempre aguardada prova dos Três Tambores.

    DATA: 02 a 05 DE MAIO/2024

    LOCAL: ESPAÇO FATEPS

    ABERTURA dos PORTÕES: 20:00 Horas

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    Atrações

    02/05 – ZÉ NETO E CRISTIANO

    03/05 – MATHEUS E KAUAN

    04/05 – GIAN E GIOVANI

    05/05 – ANDRÉ E LUIZ OTÁVIO

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  • Cocatrel comemora 5 anos do Grupo Cafeína Cocatrel no Dia das Mulheres

    Cocatrel comemora 5 anos do Grupo Cafeína Cocatrel no Dia das Mulheres

    A comemoração dos 101 anos da Dona Henriqueta, embaixadora do Grupo Cafeína Cocatrel, também se destacou no evento, celebrando a força feminina no campo.

     No mês de março, mês em que também comemoramos o Dia Internacional da Mulher, o Grupo Cafeína Cocatrel reuniu suas integrantes para comemorar seu quinto aniversário. O evento, marcado por momentos de inspiração e reconhecimento, foi realizado no auditório da Cocatrel e contou com a participação de mulheres determinadas e visionárias que integram esse movimento desde sua fundação.

    Durante o encontro, as participantes tiveram a oportunidade de se enriquecerem com conhecimento e experiências inspiradoras. O executivo de Marketing e Relacionamento, Lúcio Caldeira, deu início ao encontro apresentando os resultados da Cocatrel no último ano, demonstrando a transparência e análise detalhada dos resultados alcançados em 2023 pela cooperativa.

    A professora Mayra Reis compartilhou sua sabedoria em uma palestra intitulada “Alinhando o Propósito e Conquistas: o Poder da Inspiração Feminina”, estimulando as mulheres presentes a perseguirem seus objetivos com determinação e paixão.

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    Além disso, Iandra Vilela, Trade Junior do CDT Cocatrel, trouxe à tona os resultados alcançados pelo Grupo Cafeína Cocatrel ao longo desses cinco anos de trajetória, destacando o impacto positivo que as mulheres têm na cafeicultura e na comunidade.

    Um momento especial da celebração foi a homenagem prestada à dona Henriqueta, embaixadora do Grupo Cafeína Cocatrel, que completou 101 anos. Sua presença e contribuição para o grupo representam a essência de perseverança e liderança que permeiam a comunidade cafeicultora.

    Para finalizar, aconteceu uma roda de conversa com as participantes trocando experiências sobre o dia a dia no campo, fortalecendo os laços entre gerações e reafirmando o compromisso do Grupo Cafeína Cocatrel com o apoio às mulheres rurais.

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    O Cafeína Cocatrel é um grupo composto exclusivamente por mulheres produtoras de café dentro da Cocatrel. Seus objetivos têm impacto não apenas nas vidas das participantes, mas também na comunidade cafeeira como um todo. Entre os principais propósitos do grupo estão a troca de conhecimento e experiências, além da comercialização de cafés especiais com valor agregado. Ele surgiu em 2019 como um movimento que busca o reconhecimento e a valorização das mulheres na cafeicultura. Desde então, essas mulheres têm se destacado como verdadeiras protagonistas, enfrentando desafios e transformando sonhos em realidade. São mulheres fortes e guerreiras, que cultivam não apenas café, mas também esperança e inspiração.

    Cafeína Cocatrel: mulheres que produzem, que inspiram e que transformam realidades. Essa é a essência de um movimento que continua a crescer e a deixar sua marca na história da cafeicultura.

    Fonte: Mateus Freitas Cassimiro / Assessor de Imprensa – Cocatrel

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  • 8 DE MARÇO: TRÊS MULHERES QUE ESCREVERAM SEUS NOMES NA HISTÓRIA DE TRÊS PONTAS

    8 DE MARÇO: TRÊS MULHERES QUE ESCREVERAM SEUS NOMES NA HISTÓRIA DE TRÊS PONTAS

    Nossa Mãe, Adriene e Ucha mudaram os destinos da nossa terra

    Muitos, ainda hoje, apesar da globalização da comunicação, do mega fluxo de informações, não entendem muito o valor desta data, o 8 de Março. Uns acham a data piegas e a menosprezam. Tudo porque, quer seja no ambiente familiar, universitário ou do trabalho, muitas mulheres recebem um ‘parabéns’, uma rosa vermelha e nada muito além disso. Virou um rito, algo quase que obrigatório e robotizado na cabeça de muitas pessoas. O 8 de Março é, na verdade, um marco, um símbolo de lutas e de vitórias, de busca por espaço e por conquista de direitos. Não é querer ser mais que os homens, é apenas querer ser igual! Em direitos e deveres.

    Todas as gerações de mulheres que antecederam as mulheres de hoje devem ser lembradas e reverenciadas, pois ajudaram a tirar a mulher do hoje daquela caixinha que o machismo sempre as colocou, usurpando seu espaço, calando sua voz e impedindo que elas crescessem, mostrassem seu talento e capacidade.

    Mulher pode ser o que ela quiser, ir onde achar que deve, olhar de igual para igual com um homem, ser livre e respeitada.

    Gerações de mulheres trabalharam para proporcionar a todas as mulheres o direito de estudar, de votar, de ter uma profissão, de ter uma carreira, mas sobretudo de ter o direito de sonhar em ser quem quiser ser. A todas elas, do passado, e a cada uma delas, do presente, nossa homenagem, respeito, apoio e admiração.

    E para homenagear todas as mulheres, o Conexão Três Pontas escreve esta reportagem especial destacando três figuras ímpares, históricas e absolutamente relevantes para o desenvolvimento de Três Pontas. Nos baseamos em três vertentes: a fé, a política (que engloba cultura, arte e acesso às necessidades básicas) e o café. Falaremos de Nossa Mãe, de Adriene Barbosa e de Carmem Lúcia, a ‘Ucha’. Mas também poderíamos falar de outras três mulheres geniais, certamente de trinta ou até mais. Bem mais…

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    NOSSA MÃE

    Madre Tereza é natural de Borda da Mata, no Sul de Minas. Ela é uma das fundadoras do Carmelo São José, em Três Pontas (MG), cidade onde faleceu, anos 89 anos, em 2005. A carmelita ficou conhecida como “Nossa Mãe” em virtude do acolhimento, orações e conselhos que destinava aos que a procuravam.

    Era a quinta filha de Francisco Marques da Costa Júnior e D. Mariana Resende Costa.  Foi batizada na igreja de Nossa Senhora do Carmo em 10 de fevereiro de 1916.

    Os pais desejavam que os filhos pudessem estudar. Impôs-se a urgência de procurar uma residência em cidade maior. Assim a família transferiu-se para a cidade de Cruzeiro no Estado de São Paulo, com escolas maiores e com mais recursos. Vence a resistência paterna, e aos 29 de maio de 1937, como postulante entra no Carmelo de Mogi das Cruzes.  Em 20 de Junho, apenas vinte dias após a entrada no Carmelo, é atingida por uma grande dor por causa da morte de seu pai.

    Ao receber o hábito de noviça recebeu o nome de Tereza Margarida Coração de Maria. Sua constante oração: “Mãe, que o vosso Coração, seja o lugar da união, de Jesus com Tereza Margarida”.

    Madre Tereza Margarida do Coração de Maria morreu em 14 de novembro de 2005, em Três Pontas.

    O processo para a beatificação de Madre Tereza foi aberto em março de 2012. A declaração de venerável pelo Vaticano é a primeira etapa deste processo. Depois disso, para ser considerada santa perante os católicos, há a beatificação e canonização. As duas etapas exigem a comprovação de um milagre.

    Dentre os milagres atribuídos à Madre Tereza, relatados no site que pede a beatificação dela, estão casos de curas de tumor e outras doenças, graças alcançadas pela intercessão dela, dentre outros testemunhos. Eles estão sendo analisados pelo Vaticano.

    ADRIENE BARBOSA DE FARIA ANDRADE

    Adriene Barbosa de Faria Andrade, ex-prefeita de Três Pontas (2001-2004) e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), começou a escrever seu nome na história de Três Pontas através de um trabalho destacado e impressionante à frente da Apae local. Carismática, competente e querida por todos, foi a responsável direta pelo crescimento da entidade que hoje vive seguidas expansões e gestões absolutamente elogiadas. Mas tudo isso que se vê hoje não seria realidade sem tudo aquilo que Adriene plantou e adubou com muito trabalho, amor e dedicação lá atrás.

    Graduada em Direito pela Faculdade Milton Campos, ocupou diversos cargos públicos relevantes, dentre eles, o de prefeita do município de Três Pontas e de presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), por dois mandatos. Foi presidente da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (APAE) de Três Pontas, além de delegada regional e membro do Conselho de Administração da Federação Estadual de APAEs, atuando por 14 anos em defesa de políticas públicas para pessoas com deficiência.

    Ela foi a primeira mulher a ocupar o cargo de conselheira e presidente no TCE mineiro.

    Ao longo de sua vida pública, Adriene Barbosa de Faria Andrade foi condecorada com importantes insígnias, entre elas, o Colar do Mérito da Corte de Contas Ministro José Maria de Alkmim, a Medalha da Ordem do Mérito Legislativo e a Medalha do Grande Mérito Municipalista.

    Nomeada conselheira do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais, Adriene Barbosa de Faria Andrade tomou posse no dia 10 de novembro de 2006. Foi corregedora da Corte no biênio 2009/2010 e vice-presidente no biênio 2011/2012.  Ela foi a primeira mulher nomeada conselheira do TCE-MG e também a primeira presidir o Tribunal de Contas mineiro, em 2013 e 2014.

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    Na política trespontana foi a responsável pela realização de inúmeras obras, conquistas indeléveis que aportaram em Três Pontas graças ao seu trabalho. Ações que serão notadas, sentidas e celebradas por muitas gerações. Para citar apenas um exemplo: Fateps, a tão sonhada faculdade em Três Pontas, que era utopia, sonho distante, hoje é realidade, muito disso graças a ela.

    Então esposa do ex-senador Clésio Soares de Andrade, faleceu em decorrência de um câncer no dia 16 de abril de 2018, aos 53 anos. Ela deixou dois filhos do primeiro casamento: Diego Barbosa de Faria Brio e Bruna Barbosa de Faria Brito.

    CARMEM LÚCIA ‘UCHA’

    O café é uma das principais riquezas do país e segue escrevendo páginas de desenvolvimento em Três Pontas ao longo de sua história. Pessoas, famílias, gerações dedicadas ao ‘ouro verde’. E uma das pessoas, dotada de um know-how absolutamente incomparável, é Carmem Lúcia Chaves de Brito, a ‘Ucha do Café’, a ‘Ucha de Três Pontas’, a ‘Ucha que transforma vidas!’

    Ela é a primeira mulher a assumir a presidência da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Uma profissional reconhecida no Brasil e no mundo por sua liderança e também por sua sensibilidade, seu feeling no sentido de vislumbrar e sempre achar os melhores caminhos para o setor cafeeiro.

    Além de toda a representatividade que Ucha tem, ela também segue com três objetivos claros: expandir e qualificar o mercado de cafés especiais; manter o legado de sua família tradicional em torno do café e ainda seguir transformando vidas através da cafeicultura.

    Carmem Lúcia é hoje uma das principais vozes do café e vem de uma família que produz café arábica há mais de um século. Sendo criada no meio das lavouras, aos 16 anos ela optou por estudar no Rio de Janeiro. Se formou em Educação Física e também em Psicologia. Voltou para Minas Gerais no ano de 2006. Após o falecimento de seu pai decidiu abraçar novamente a cafeicultura e manter o legado de sua família.

    Carmem Lúcia, a Ucha, primeira mulher a presidir a BSCA, de Três Pontas para o mundo, administra duas fazendas da sua família: a Caxambu e Aracaçu. Locais onde se trabalha vislumbrando a mais alta qualidade ao mesmo tempo em que se distribui carinho e atenção, onde os trabalhadores são realmente valorizados e onde os grãos repousam em uma área com pouca luminosidade e até com música clássica. Uma forma lúdica e ao mesmo tempo real de dar um merecido descanso a esse grão, apaixonadamente sagrado.

    Carmem Lúcia segue seu caminho de liderança, levando e elevando o nome de Três Pontas, fortalecendo sua principal riqueza e auxiliando de forma direta no desenvolvimento do município, da cafeicultura e de cada trabalhador que tem os pés fincados na lavoura e as mãos erguidas ao céu em forma de agradecimento, fé e esperança.

    Ah essas três mulheres!

    Três ‘pontas afiadas’, desbravando o impossível, extirpando o comodismo, resistindo às dificuldades e cravando seus nomes, seus verdadeiros legados!

    Que lindas histórias, quanta contribuição para nossa gente!

    Nos resta agradecer e aplaudir…

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  • Dia Internacional da Mulher: a ousadia de ser sonho e mudar a realidade

    Dia Internacional da Mulher: a ousadia de ser sonho e mudar a realidade

    Quando questionada porque pilotaria um avião ao redor do mundo, ela simplesmente respondeu “porque eu quero!”

    Essa resposta na boca de um homem seria normal, mesmo na década de 30 do século passado. Não saindo da boca de uma mulher. Mas foi por sua ousadia e perseverança, que a norte americana Amelia Mary Earhart, a primeira mulher a se tornar a primeira a pilotar um avião e atravessar o Oceano Atlântico, ficou marcada na história e inspirou milhares de outras mulheres a não titubear quando o assunto fosse viver seus sonhos e desejos. Simplesmente por querer, sem reticências.

    Atualmente, na equipe de Estatística e Geoprocessamento (Geesp) da Superintendência de Pesquisa e Estratégia de Segurança Pública (Supesp), Cleudimar Nobre Dantas (48), precisou ser ousada como toda nordestina para ganhar algum espaço no mercado de trabalho. Deixou a família em Tabuleiro do Norte/CE e seguiu para São Paulo, onde a oportunidade na área de estatística era mais promissora.

    Pós-graduada em Estatística Aplicada pela Centro Universitário em Brasília (UDF), Cleudimar depois atuou em empresa de análise de crédito e risco, no Distrito Federal, onde começou a formação de sua família e retornou ao Ceará para o quadro de estatísticos da Supesp. Filha de comerciante e dona de casa e com irmão caminhoneiro é a primeira a seguir uma carreira com graduação em Estatística pela Universidade Federal do Ceará (UFC) e uma pós. Não desistir de suas realizações, sonhos, é sempre uma parte bem difícil na vida de qualquer pessoa. Para elas, a tarefa é redobrada!

    “Tudo que vivi, todos os desafios e as dificuldades, desde a chegada na Casa do Estudante em Fortaleza, onde tive uma experiência formidável em minha formação, foram primordiais para o meu desenvolvimento, para que me tornasse a profissional que sou hoje e cada jornada serviu de degrau para minha evolução profissional e pessoal”, conta Cleo, como é mais conhecida entre os amigos e que cativa todos com sua espontaneidade.

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    …que igualdade, respeito, segurança e justiça sejam o lugar comum

    O atraso de uma civilização pode ser medido pelo modo como trata suas mulheres ou, ainda, pode-se medir o tamanho da força dessas mulheres diante de tanta violência, desamor e maus tratos e, mesmo assim, presenteia o mundo ao seu redor com amor, cuidado e zelo. Parte desse cuidado existe há milênios, o cuidar da casa, da educação dos filhos, da economia do lar, mas pelo menos no Brasil só um pouco menos de dois anos foi constatado e medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no censo de 2022. Elas se dedicam 9,6 horas mais do que os homens aos afazeres domésticos e/ou cuidados de pessoas, por semana.

    Como afirma a economista Priscila Falconeri, (37), assessora da Diretoria de Pesquisa (Dipas) da Supesp, as muitas mulheres ainda invisíveis e que a sociedade só está aprendendo a ver agora.

    “São mulheres viúvas muito cedo como minha mãe, outras solteiras, abandonadas por seu parceiros que se tornam mães solos, mulheres violentadas por aqueles que deveriam proteger e amar, mulheres que decidem se dedicar à família, que são julgadas, mulheres que querem ser mães e para as que não querem, mulheres que trabalham e desejam receber a mesma remuneração dos homens na mesma função, com jornadas duplas ou triplas de trabalho, assediadas, não valorizadas, sobrecarregadas, as não-respeitadas; minha homenagem para todas essas, sejam quais forem suas escolhas, que tenhamos sempre direitos iguais, respeito, segurança e justiça”, desabafa Priscila.

    Amelia Mary Earhart venceu o desafio de ser a primeira mulher a pilotar um avião e atravessar o Oceano Atlântico, Amanda Tavares, 17, tornou-se a mulher brasileira mais jovem a escalar o Paredão de Caxias (RS), o maior do país com aquele nível de dificuldade, agora em 2024, e as mulheres conseguiram entrar nas estatísticas do IBGE, mais uma vez, por fazerem o trabalho essencial, aquele que se não for feito, a roda não gira, como se diria no linguajar comum. Que o mundo continue a girar com elas e por elas.

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    Algumas mulheres que entraram para a história

    O nome de Malala passou a ser conhecido mundialmente quando, aos 15 anos, foi baleada por um militante Talibã, por seu ativismo à educação das mulheres e meninas no Paquistão. Um acontecimento muito forte e marcante, para uma menina tão jovem. Aos 17 anos, foi reconhecida por sua luta, se tornando a pessoa mais jovem a ganhar o prêmio Nobel da Paz (2014).

    A jovem segue defendendo o direito ao estudo, após sobreviver ao ataque sofrido, e criou uma fundação que apoia a educação das mulheres. Malala também concluiu seus estudos na Universidade de Oxford, nas áreas de filosofia, política e economia.

     

    Marie Curie ficou conhecida, principalmente, por suas pesquisas sobre radioatividade! A cientista foi a primeira mulher a ganhar um prêmio Nobel, em 1903 e também a única a conquistar este prêmio duas vezes, a segunda vez foi em 1911, além de ser a primeira professora contratada pela Universidade de Paris, uma grande conquista para uma mulher na época.

    Esta figura história está enterrada no Panteão de Paris e foi ela quem descobriu dois dos elementos da tabela periódica: polônio e rádio, se tornando uma grande referência na ciência!

    Rosa Parks foi uma ativista negra norte-americana, que se tornou um símbolo do movimento dos direitos civis dos negros nos Estados Unidos. Ficou conhecida em 1955, depois de ter recusado a ceder o seu lugar no ônibus a um homem branco.

    Naquela época, muitas cidades mantinham uma lei que dividia os assentos entre brancos e negro. Sua ação deu início ao movimento denominado “boicote aos ônibus de Montgomery”, se tornando um marco da luta antissegregacionista.

    Muitos já ouviram falar na Lei Maria da Penha, que protege mulheres vítimas de agressão e violência doméstica, mas não sabem que por trás do nome dado a esta lei, existe a história de uma mulher brasileira de mesmo nome. Maria da Penha passou quase 20 anos lutando para que o seu agressor fosse punido, depois de passar seis anos sofrendo agressões e quase ser assassinada por seu ex-marido, que a deixou paraplégica em uma das tentativas. Durante o processo, Maria escreveu o livro “Sobrevivi… posso contar”, em 1994.

    Foi um período de grande esforço e luta para que a lei que leva o nome da enfermeira Maria da Penha Maia Fernandes fosse finalmente reconhecida. Entrou em vigor em 2006 e, além dessa conquista, ela fundou o Instituto Maria da Penha em 2009 e passou a auxiliar vítimas de violência doméstica, contribuindo também para a aplicação integral da lei.

    Quando se fala em mulheres fortes na Segunda Guerra Mundial, geralmente Anne Frank é lembrada. A judia foi uma das milhares de vítimas do nazismo e morreu aos 15 anos em Bergen-Belsen, um campo de concentração na Alemanha. Sua história ficou conhecida pois a garota manteve um diário desde os 13 anos. Nele contava seu dia-a-dia, relatando sentimentos e a convivência com oito pessoas em um esconderijo.

    Das pessoas escondidas, a única que sobreviveu foi seu pai, Otto Frank. Ele encontrou os escritos da filha e publicou o livro O diário de Anne Frank em 1947, um dos mais verdadeiros e emocionantes testemunhos do período.

    Uma das mulheres que marcaram a história da medicina é a romena Sofia Ionescu-Ogrezeanu. Em 1939 Sofia entrou na faculdade de medicina e no primeiro ano se dedicou à oftalmologia. Porém, após atender prisioneiros soviéticos em um hospital no nordeste da Romênia, passou a realizar cirurgias. Assim, em 1944 realiza sua primeira cirurgia cerebral e mais tarde aprofunda os estudos, tornando-se a primeira mulher neurologista.

    Sofia era muito dedicada à profissão e contribuiu grandemente para avanços nos estudos e pesquisas na área da neurociência.

    Valentina Tereshkova foi a uma astronauta russa que em 1963 foi a primeira mulher a viajar para o espaço. Conquistou reconhecimento após sua missão e ingressou na carreira política.

    Curiosamente, mesmo com o passar dos anos, Valentina ainda é a única mulher a ter realizado uma viagem espacial sozinha.

    A austro-húngara Bertha Von Suttner foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Nobel da Paz, em 1905. Inclusive, ela foi uma das responsáveis pela criação do prêmio, pois ajudou o amigo Alfred Nobel na idealização da homenagem, ocorrida pela primeira vez em 1901.

    Bertha dedicou sua vida à escrita e a pacificação. Seu romance Abaixo às armas, de 1889, se tornou conhecido como um manifesto antimilitarista, pois expõe a violência das guerras sob o ponto de vista de uma mulher.

    pintora mexicana Frida Kahlo é um ícone feminino da história da arte.

    Teve uma produção intensa, pintando autorretratos e cenas surrealistas com forte identidade latino-americana.

    Atualmente, a artista é reconhecida também como um emblema feminista. Isso porque mesmo não se identificando como tal, teve uma postura marcada contra o sistema patriarcal e impôs suas ideias de forma criativa e decidida.

    princesa Diana foi uma das mulheres mais famosas que fizeram parte da família real britânica. Tornou-se princesa ao casar-se com o príncipe Charles, em 1981. Teve dois filhos durante o seu casamento, e divorciou-se na década de 1990. Faleceu em um acidente de carro que aconteceu em Paris, em 1997.

    Os dois principais trabalhos sociais realizados por Diana foram em defesa de soropositivos, isto é, pessoas que haviam contraído aids. Ele teve um papel direto para combater os preconceitos que a sociedade inglesa tinha com os soropositivos. Foi apelidada como “princesa do povo” devido ao seu carisma, simpatia, espontaneidade e dedicação a causas sociais.

    A religiosa Dorothy Stang, também conhecida como Irmã Dorothy, foi uma missionária católica que nasceu nos EUA. Na década de 70 se fixou na região amazônica do Brasil junto a trabalhadores rurais do local. Passou a realizar ações em projetos de reflorestamento e defesa da floresta e das pessoas.

    Assim, tornou-se ativista em movimentos sociais, minimizando conflitos de terras. Foi assassinada no Pará em 2005, aos 73 anos, deixando um legado de luta e justiça.

    Nascida em Salvador em 26 de maio de 1914 com o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes, ela desde muito cedo se envolveu com a religião e o cuidado dos mais necessitados. Com apenas 13 anos, já acolhia doentes e mendigos em sua casa. Adotou o nome de Irmã Dulce aos 19 anos em homenagem à sua mãe.

    Irmã Dulce se manteve firme em sua missão de servir aos mais necessitados até morrer, aos 77 anos.

    Irmã Dulce faleceu em 1992. Uma grande religiosa católica brasileira que dedicou a sua vida a ajudar os doentes e os mais necessitados. Irmã Dulce foi beatificada pelo Papa Bento XVI, no dia 10 de dezembro de 2010, passando a ser reconhecida com o título de “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”.

    Agnes Gonxha Bojaxhiu, conhecida como Madre Teresa de Calcutá, nasceu em Skopje, na Macedônia, no Sudeste da Europa, no dia 26 de agosto de 1910. O seu sonho era ir para a Índia, onde faria um trabalho missionário com os pobres.

    Madre Teresa de Calcutá foi uma freira indiana que ficou internacionalmente conhecida por seu trabalho humanitário desenvolvido na Índia. Foi a fundadora da ordem Missionárias da Caridade, que cuidava de pobres, órfãos e doentes gratuitamente. Ela recebeu o Nobel da Paz, em 1979, por seu trabalho. Esse foi um de uma série de prêmios e honrarias que ela recebeu em sua vida graças ao seu trabalho humanitário.

    Madre Teresa de Calcutá salvou e transformou inúmeras vidas: servindo às pessoas com o melhor que tinha, mesmo quando esse melhor parecia pouco. Ela sabia que, às vezes, numa hora de aflição, um simples sorriso já podia ser uma fonte de conforto.

    Foi beatificada em 19 de outubro de 2003, devido ao milagre ocorrido com Monica Besra, uma indiana que terá sido curada de um tumor no estômago de forma inexplicável, graça que foi atribuída à intercessão de Madre Teresa de Calcutá.

    Maria (a maior de todas as mulheres) era judia, escolhida por Deus para ser a mãe de Jesus. Ela era virgem quando ficou grávida pela ação do Espírito Santo. Junto com seu marido José, Maria provavelmente teve um papel importante na educação de Jesus durante sua infância e, mais tarde, se tornou sua seguidora.

    Maria, mãe de Jesus, foi aquela que acolheu e amou a Palavra de Deus, que carregou em seu seio a Palavra viva, que fez a grande experiência do amor e da fidelidade de Deus, por meio de Jesus Cristo. Como mãe e mestra dos primeiros Apóstolos ela é também mãe de todos nós, por pertencermos à família redimida de Cristo. Na nossa religiosidade ela ocupa lugar especial. Cada pessoa é um sinal de Deus; Maria o é de modo especial.

    Maria é para nós modelo de verdadeiros discípulos e discípulas. Mulher de fé que segue sempre aprendendo, capas de ouvir, silenciar e guardar em seu coração os acontecimentos. Sempre pronta Maria deu o seu “sim” e se manteve fiel a ele nas mais diversas circunstancias. Foi fiel ao sim pessoal e fundamental para a história da salvação. Maria é a maior de todas as mulheres!

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  • 8 DE MARÇO: A mulher e seus desafios diários

    8 DE MARÇO: A mulher e seus desafios diários

    É fato que, nós mulheres, batalhamos, crescemos em muitos espaços e acumulamos conquistas importantes como maior presença no mercado de trabalho, mais acesso à educação, maior independência pessoal e financeira, maior representação política, dentre outras. Contudo, apesar das notáveis transformações e vitórias, a desigualdade de gênero ainda pode ser vista em vários contextos, limitando as oportunidades das mulheres. Portanto, ainda há muito a ser feito.

    A busca pelo equilíbrio entre carreira e vida pessoal, tem gerado culpa em muitas mulheres, uma vez que, algumas culturas, de certa forma, ainda reproduzem um antigo discurso de que a educação dos filhos e os afazeres domésticos são responsabilidades dela, resultando em jornadas duplas ou triplas. Isto pode dificultar a progressão de sua carreira, uma vez que muitas mulheres acabam abrindo mão de oportunidades de trabalho.

    A violência contra as mulheres, que pode ocorrer em diversos contextos e assume diversas formas desde a física até a psicológica, é um problema grave com consequências danosas para saúde física e mental. E, a despeito das inúmeras campanhas e leis que buscam punir os agressores e proteger as vítimas, a violência continua e com estatísticas assustadoras.

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    A verdade é que, nos últimos tempos, criaram novas expectativas e necessidades, importantes sim, sem dúvida, mas que ao mesmo tempo esboçam um cenário que transmite a imagem de uma mulher que dá conta de tudo.

    Toda esta sobrecarga desencadeou à mulher exaustão emocional com aumento dos níveis de ansiedade, cansaços constantes, alteração do sono, depressão, além da sensação de que é insuficiente para a realização das demandas profissionais, pessoais e familiares, gerando conflito interno.

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    O problema é que muitas não reconhecem seus limites e adotam este comportamento de “ter que cumprir tudo” para corresponder a expectativa dominante, prejudicando sua qualidade de vida e, claro, a autoestima.

    Olhar para si, para a sua história pessoal, e, se necessário, dar um outro sentido, incluindo os projetos de vida, é um desafio, ao mesmo tempo que é o caminho em direção a sua maior conquista: a do amor próprio.

    Fonte: Joselene L. Alvim – Psicóloga

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  • NOVIDADE: Mulheres passam a ter direito a acompanhante em atendimento de saúde

    NOVIDADE: Mulheres passam a ter direito a acompanhante em atendimento de saúde

    Lei foi publicada nesta terça (28) no Diário Oficial da União

    Todas as mulheres agora têm direito a um acompanhante maior de idade, sem que haja necessidade de aviso prévio, durante as consultas médicas, exames e procedimentos realizados em unidades públicas e privadas de saúde. O direito foi ampliado pela lei 14.737/2023, publicada nesta terça-feira, no Diário Oficial da União.

    A nova legislação altera a Lei Orgânica da Saúde (8.080/1990) e determina ainda que – em casos de procedimento com sedação que a mulher não aponte um acompanhante – a unidade de saúde será responsável por indicar uma pessoa para estar presente durante o atendimento. A renúncia do direito deverá ainda ser assinada pela paciente, com um mínimo de 24 horas de antecedência.

    Informação

    As mulheres também devem ser informadas sobre esse direito tanto nas consultas que antecedam procedimentos com sedação, quanto por meio de avisos fixados nas dependências dos estabelecimentos de saúde.

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    Para centros cirúrgicos e unidade de terapia intensiva em que haja restrição por motivos de segurança à saúde dos pacientes, o acompanhante deverá ser um profissional de saúde.

    O direito de acompanhamento da mulher só poderá ser sobreposto nos casos de urgência e emergência, pela defesa da saúde e da vida. Isso só poderá acontecer quando a paciente chegar desacompanhada à unidade de atendimento.

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    Antes, a Lei Orgânica da Saúde garantia o direito a acompanhamento somente nos casos de parto ou para pessoas com deficiência. E esse direito alcançava apenas o serviço público de saúde.

    Fonte Agência Brasil

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