Categoria: Mulher

  • ATÉ QUANDO? A cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física.

    ATÉ QUANDO? A cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física.

    A cada 3 universitárias no Brasil já sofreram algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física).

    Recentemente professores foram violentamente agredidos em São Paulo, sendo a maioria, mulheres. No Rio de Janeiro, a vereadora Marielle Franco do PSOL foi executada. O mês de março que se encerra agora traz à tona uma série de reflexões sobre a violência à mulher no Brasil.

    Sobre a violência sexual

    Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, no ano de 2015, o país registrou 1 estupro a cada 11 minutos. Não existem dados concretos, a violência contra mulheres está baseada em estimativas. Aproximadamente 70% das vítimas de estupro são crianças e adolescentes. E esse crime, na maioria dos casos, é cometido por homens próximos.

    De acordo com dados obtidos pela Folha de S. Paulo, foi publicado que em 2016, em média ocorriam 10 estupros coletivos, notificados diariamente no país. Este não é um número definitivo, porque 30% dos municípios não fornece esses dados ao Ministério. Segundo dados obtidos pelo Estadão, no Metrô de São Paulo são registrados 4 casos de assédio sexual por semana.

    Sobre a violência doméstica e feminicídio

    Segundo dados do Instituto Maria da Penha, a cada 7,2 segundos, uma mulher é vítima de violência física. Em 2013, 13 mulheres morreram todos os dias vítimas de feminicídio, ou seja, foram assassinadas apenas por serem mulheres. Em 30% destes casos, essas mulheres foram mortas por parceiros. De acordo com a pesquisa Violência contra a mulher no ambiente universitário, realizada pela Avon em 2015, 2 em cada 3 universitárias no Brasil já sofreram algum tipo de violência (sexual, psicológica, moral ou física).

    E em 2018?

    Em estudo divulgado neste ano pelo portal Trocando Fraldas, 31% das mulheres já sofreram violência apenas por serem mulheres, sendo a faixa etária entre 40 e 44 anos a mais afetada, com 35%. Outro dado marcante desta pesquisa é o de que mulheres com filhos são mais prováveis de serem alvos de violência do que mulheres que ainda não são mães. A violência se mostrou uniforme em todas as regiões do país. O tipo de violência mais praticada é a moral que 3 a cada 5 mulheres viveram, seguida pela violência física e sexual, representando 32%, respectivamente. Estes dados só mostram o quanto há para se lutar em prol dos direitos femininos no Brasil.

    Fonte: Daiana Barasa – Assessoria de Comunicação / Portal Trocando Fraldas 

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  • 9 NA DISPUTA: QUEM SERÁ A RAINHA EXPOCAFÉ 2018 EM TRÊS PONTAS?

    9 NA DISPUTA: QUEM SERÁ A RAINHA EXPOCAFÉ 2018 EM TRÊS PONTAS?

    Acontece a partir desta quinta-feira (15) a 5ª edição do Concurso Rainha Expocafé em Três Pontas. O concurso organizado pela empresa Wofse Produções irá eleger dentre nove candidatas a mulher mais bela, que receberá o título máximo de rainha para atuar numa das feiras mais importantes do agronegócio café: a Expocafé. O concurso acontecerá até domingo (17).
    ___________________

    O concurso reúne candidatadas de dois estados brasileiros: Minas Gerais e São Paulo. Elas terão uma série de aqtividades e compromissos, como reuniões, visita a patrocinadores e um jantar de gala. No dia 17, as candidatas enfrentam três etapas, que serão julgadas por um corpo de jurados da área da beleza.

    A selecionada que somar mais pontos na entrevista e nos desfiles com trajes casuais, de gala e de banho será eleita Rainha da Expocafé e recebe um prêmio no valor de R$ 3 mil. A segunda colocada recebe R$ 2 mil e o título de Girl Coffee International. No terceiro e quarto lugares, as escolhidas recebem faixas e coroas, além do título de princesas.

    O evento ainda escolherá o Príncipe do Café, que recebe o título de embaixador da feira, ao lado da Rainha. A final do concurso acontece no bar Adega. Os convites custam R$ 15.

    1º Encontro das Mulheres do Café

    No dia 16, das 16h às 18h, no auditório da Cocatrel, acontecerá o 1º Encontro das Mulheres do Café Sul de Minas. Serão oferecidas palestras para as mulheres que trabalham na Expocafé. Quatro palestrantes farão parte do encontro que é aberto e gratuito para todas as mulheres da região.

    Maiores informações pelo telefone (35) 9 9149-2001.

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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    As ocorrências são de indignar, mas contrastam com a banalidade com que os crimes de violência contra a mulher são cometidos. Só em Minas, aproximadamente 17 mulheres são mortas por dia, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Em Três Pontas, diariamente, a Polícia Militar recebe chamadas de mulheres que estão apanhando física ou moralmente de alguém, principalmente dos companheiros ou dos filhos.

    Ainda segundo a pesquisa, o Estado ficou em segundo lugar no índice de mortes por este tipo de crime na região Sudeste do país, perdendo apenas para o Espírito Santo. Os números, que estão bem acima da média nacional, assustam e podem ainda ser bem maiores.

    Boa parte dos casos ainda fica fora dessas estatísticas. Muitas vezes as ocorrências nem chegam a ser registradas porque a vítima simplesmente não sabe o que pode acontecer com ela ao denunciar seu agressor. Outro problema é que, até no ano passado, não havia nenhuma especificação de crimes contra a mulher nos boletins de ocorrência da capital mineira, por exemplo. Isso é fundamental para contabilizar melhor essa situação.

    Segundo a delegada Margareth de Freitas, responsável pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher, ainda há muito medo por parte das vítimas em expor a agressão, e o agressor. “São vários o motivos que fazem com que essas mulheres optem por não denunciar os parceiros, principalmente, o fator econômico. Muitas mulheres, principalmente nas camadas sociais mais baixas, dependem financeiramente do companheiro e nunca trabalharam fora e, por isso, continuam sendo submetidas à violência, de forma silenciosa”, diz.

    Ainda segundo o estudo divulgado pelo Ipea, a maioria das vítimas é de jovens e negras. De acordo com Daniela Caldas, o motivo deste perfil é o fato de mulheres mais velhas, dificilmente, denunciarem as agressões. O fato de elas não entrarem na pesquisa, no entanto, não muda o fato de que as agressões acontecem em todas as idades. “Casos envolvendo idosas são ainda mais raros em estudos como esse do Ipea, já que essas mulheres foram todas criadas em uma sociedade fundamentalmente machista. Elas não pedem ajuda”, complementa a militante da defesa da mulher desde 2008. Daniele conta que a situação se complica ainda mais no interior do estado. “Muitas cidades não contam nem com delegacia, então falta de serviço especializado que possa atender ou oferecer algum tipo de suporte para as vítimas fora de Belo Horizonte e da região metropolitana”, denuncia.

    Dependência

    Mas esse, apesar de ser o fator mais forte para a propagação da violência doméstica, ainda não é o único.  De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e especialista no combate a discriminação de gênero, a maioria das brasileiras desenvolve uma dependência geral de seus parceiros, não só na parte financeira. “A aura em torno da ideia de família só aumenta a dificuldade para elas denunciarem atos maus tratos e romperem com relacionamentos frustrados”, esclarece.

    “Depois que a Lei Maria da Penha passou a valer em 2006 é difícil falar em desinformação. O homem sabe que pode acabar preso se agredir uma mulher. Mas a vulnerabilidade delas ainda existe. Leva, no mínimo, 48h para a polícia tomar alguma iniciativa após a denúncia”, complementa. A especialista conta que esse prazo legal acaba deixando a vítima fragilizada. “Na maioria dos casos, essas mulheres ainda convivem com a pessoa violenta e se tornam reféns do medo. É uma tensão psicológica muito grande”, avalia.

    “O caso de casais com filhos é ainda mais delicado, pois muitas vezes o agressor é afastado do lar ou a mulher que se afasta com os filhos. Desde que fique comprovado que o homem não seja violento com os filhos, a legislação não impede os direitos de guarda”, lembra a advogada. “Mesmo que o objetivo de muitas não seja o divórcio em si, as mulheres devem ter consciência de que é preciso denunciar as agressões no início, para estabelecer limites. É sempre importante lembrar que a violência não da ré. Ela não diminui, só aumenta, e o estresse pós-traumático pode ser muito pior”, alerta.

    A delegada  Margareth de Freitas endossa o alerta da especialista: “Já tive, aqui, um caso de uma mulher que demorou 20 anos para fazer a denúncia. O que acontece, é que a vítima acaba ficando presa em um círculo de violência, no qual, não consegue mais sair. A primeira agressão ocorre, o agressor pede para que a mulher não denuncie e promete nunca mais cometer o ato, ela aceita. Passado algum tempo, ele volta a agredir a mulher e o círculo de violência está formado. É preciso se reconhecer neste círculo e denunciar o agressor, seja ele o namorado, companheiro ou marido, o mais rápido possível”, diz.

    Feminicídio

    Muita gente não sabe, mas há um nome específico para quando a mulher, além de ser vítima da violência doméstica, acaba morrendo em decorrência do crime. É o chamado Feminicídio, caracterizado pelos conflitos de gênero, e ocorrem quando a mulher é assassinada, geralmente, pelo parceiro ou ex-parceiro. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual.

    Onde denunciar

    Em Três Pontas não há Delegacia da Mulher. O principal órgão que investiga os casos de violência contra a mulher é a Delegacia da Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas pelo 190 para a Polícia Militar. Infelizmente a maioria dos casos fica sem registro. Quando alguma mulher trespontana resolve ligar para a PM, logo depois, muitas das que chamam a Polícia Militar, acabam desistindo de levar o caso pra frente.

    Fonte o Tempo 
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    Roger Campos

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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Lei dá direito à cirurgia plástica reparadora para mulheres vítimas de violência

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Lei dá direito à cirurgia plástica reparadora para mulheres vítimas de violência

    Apesar do alto índice de violência contra a mulher no Brasil, o País ainda é um dos que mais oferecem proteção às vitimas desse tipo crime. E no ultimo dia de 2015, a ex-presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que reforçou a defesa das vítimas mais graves. A Lei 13.239, publicada no Diário Oficial da União, visa estabelecer a oferta e a realização de cirurgia plástica reparadora de sequelas físicas e estéticas causadas por atos de violência contra a mulher, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    Segundo a lei, os hospitais e os centros de saúde pública, ao receberem vítimas de violência, deverão informar as mulheres sobre a possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões comprovadas. A mulher vítima de violência grave que necessitar de cirurgia deverá procurar uma unidade que realize esse procedimento, portando o registro oficial de ocorrência da agressão.
     
    Ainda de acordo com o texto, o profissional que indicar a necessidade da cirurgia deve preparar um diagnóstico formal, encaminhando essa documentação ao responsável pela unidade de saúde para autorização. A lei também prevê penalidades para os gestores de hospital ou centro de saúde que não comunicar oficialmente a situação, impedindo o acesso da mulher ao atendimento, garantido por Lei.
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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Elas vencem barreiras e ocupam profissões tipicamente masculinas

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Elas vencem barreiras e ocupam profissões tipicamente masculinas

    As mulheres têm conquistado seu espaço no mercado de trabalho. Mas um espaço entre profissões antes dominadas apenas por homens. Existem profissionais como mecânica, açougueira, motorista de ônibus, segurança patrimonial ganhando espaço em todo Brasil. Elas possuem nome, rosto e uma trajetória marcada pela superação do preconceito, da desvalorização e até do assédio sexual.

    Elza Oliveira Guimarães, 50 anos, é uma dessas mulheres que escolheu uma profissão do padrão tipicamente masculina. Mas nada nem ninguém a fez mudar de ideia. Ela trabalha há 10 anos com balanceamento, troca de pneus e outros serviços mecânicos, e conserta cerca de 20 carros por dia. A conquistense tem formação em magistério e trabalhou em uma escola municipal da cidade, porém o seu sonho sempre foi ser mecânica. “Quando eu cheguei aqui, fazia outra atividade, mas sempre ficava observando os meninos trabalharem. Eles tiveram muita resistência em me aceitar, até brigaram. Alguns foram embora e falaram que aqui, na oficina, não era lugar pra mulher, e sim para homem. Eu respondia de imediato para eles, ‘não tem isso não, mulher também pode”.

    O caminho até a realização do seu sonho foi cheio de obstáculos e cercado por preconceito. Além das piadas diárias dos clientes, Elza se deparava ainda com atitudes machistas dos próprios colegas de trabalho. “Uma das coisas que me marcou foi eles querendo me ensinar errado só para eu não conseguir, e se faziam de desentendidos para não me explicar. Mas não deixei eles me vencerem não, continuei a observar e anotava tudo. E com pouco tempo aqui, já estava vendo os erros que eles cometiam, ia falar e eles achavam ruim”, relembra a mecânica.

    Outra historia de mulher desbravadora é a Flavia Andrade, 41 anos, motorista de transporte coletivo há oito anos. Bem humorada, ela não se vê em outro trabalho. “Ah, eu adoro isso aqui. Eu não me vejo fazendo outra coisa a não ser dirigindo um ônibus. Gosto de fazer minhas coisas em casa, porém não me vejo em outra profissão a não ser de motorista. Se precisar dirijo o dia inteiro, me sinto como se tivesse algum poder. Adoooooro (risos)”.

    Ela foi uma das primeiras mulheres a dirigir ônibus de transporte coletivo, e por ser mulher enfrentou diversos obstáculos. “O pessoal já se acostumou. Mas antes, no começo, falavam que por eu ser mulher não iria saber dirigir, que não ia conseguir. Duvidavam da minha capacidade, faziam descaso. Foram tantas coisas… Mas nunca desanimei do meu desejo, fiquei cinco anos sofrendo sozinha, só eu de mulher. Me sinto orgulhosa de ter começado a abrir a porta para outras mulheres que hoje são minhas colegas de trabalho”, relembra Flávia. Atualmente, das duas empresas de transporte coletivo que operam na sua cidade, Vitória da Conquista – BA, somente a empresa Vitória emprega mulheres como motoristas. O número aumentou desde a entrada de Flávia, subindo para três, mas, ainda assim, elas são uma minoria.

    As historias de Elza e Flávia, apesar de inspiradoras, são exceções, não é regra geral que uma mulher pode ser aquilo que quiser. Fatores históricos e culturais contribuem para essas diferenças entre os gêneros feminino e masculino. O trabalho laboral, que exige o raciocínio rápido, preciso e a força física, permanece atrelado ao homem, enquanto áreas ligadas ao “cuidar” continuam sendo ocupados pelas mulheres.

    Segundo professora do Curso de Ciências Econômicas da UESB e Integrante do Núcleo de Estudos e Pesquisas sobre Trabalho, Política e Sociedade (NETPS/UESB), Andréa Braz da Costa,  a “divisão sexual do trabalho baseia-se na divisão de funções diferentes para homens e mulheres, em que situa na esfera da produção o lugar do homem e na esfera da reprodução o lugar da mulher”. Segundo ela, “nessa lógica também se pode identificar uma hierarquização no qual o trabalho do homem se constitui o mais importante, subordinando, dessa forma, o trabalho feminino.”

    No mercado de trabalho também estão mulheres em áreas ditas masculinas por necessidade. É o caso de Esmeraldina Dias Machado, que foi a obrigada a entrar em um novo ramo profissional. Com apenas 23 anos, ela se tornou uma açougueira. “Na verdade, não fui eu quem quis, foi uma necessidade.” Hoje em dia está muito difícil arrumar emprego e o que eu arrumei nessa fase da minha vida foi o açougue, e o meu aprendizado foi na prática. Quando comecei, não conhecia nada, mas aí através do meu patrão fui apreendendo”, explica comenta.

    O trabalho dela é valorizado pelo patrão, já a clientela do açougue formada por homens costuma fazer piadas machistas. “Isso é comum por que eles acham que é uma profissão para os homens, e falam: ‘ah, ela é mulher não sabe de nada. Vai cortar a carne errada’. Mas acho que mesmo assim, nós, mulheres, devemos persistir porque eu vou muito por aquele ditado: a mulher deve estar onde ela quer estar”, afirma Esmeraldina confiante.

    Já Analice Teles desde criança admirou profissões que estiverem relacionadas à segurança. Almejando encontrar trabalhos que fossem dessa área, ela fez um curso básico de segurança e, hoje, conta com orgulho as vitórias. “Fui a primeira segurança patrimonial a ser convocada pelo concurso municipal. De 40 pessoas, fui a única mulher, e depois de alguns meses, convocaram outras. Há pouca participação das mulheres nos cursos e na área de atuação.”

    Como as demais mulheres Analice também já foi muito questionada sobre a escolha da profissão e o seu talento para a profissão. “No início, alguns falaram que a é mulher sexo frágil, que não tem capacidade para defender o patrimônio, perguntavam como eu tinha coragem de exercer essa profissão masculina, e ainda diziam que eu iria perder a minha feminilidade. Só que eu consegui surpreender a todos eles. Hoje, sou admirada pela minha coragem de estar exercendo um papel que é desenvolvido mais pelos homens”.

    Mesmo presente em espaços profissionais tipicamente masculinos, ainda, é visível a desvalorização da atividade desempenhada pela mulher em comparação ao homem. “Evidentemente, as conquistas dos trabalhadores ocorrem ao longo de tempo (de séculos), mas não de modo completo e homogêneo no mundo, e nessa trajetória, seguramente, embora tenha obtido conquistas, não podemos falar de igualdade no mercado de trabalho entre homens e mulheres”, analisa a professora Andrea.

    Além da capacidade profissional posta à prova em ambientes predominantemente masculinos, muitas trabalhadoras ainda têm que lidar com o assédio dos homens. Aline do Nascimento Santos, frentista em um posto de gasolina, relata que a função que desempenha não é difícil, o complicado mesmo é lidar com o assédio sexual diário. “Todo dia, toda hora, sofro com o assédio. Me pedem o whatsapp, o número do telefone, fazem piadinhas, oferecem carona, me dão dinheiro. Acho que eles deviam respeitar mais o meu trabalho. Isso é o que me chateia hoje no meu trabalho. Meus colegas me respeitam e até me defendem desses abusos dos clientes”.

    Pedreira viraliza na internet

    Inspirada pelo pai, Jéssica Mayra Barbosa dos Santos, 23 anos, que mora na cidade de São Paulo, começou a aprender os ofícios da profissão de pedreiro muito nova, aos 13 anos. Interessada em arranjar dinheiro para um novo par de tênis, ela conseguiu o seu primeiro trabalho como pedreira. A partir daí, ela não parou mais. “As pessoas sempre falam porque eu não procuro um serviço mais leve. Mas eu gosto de trabalhar como pedreira, é uma coisa que me relaxa e que eu gosto de me envolver”.

    Apesar da realização profissional ao exercer a profissão escolhida, Jéssica diz que sofre questionamentos e dúvidas frequentes sobre a qualidade do seu trabalho. “Têm pessoas que acham diferente e querem conhecer mais, outras, ficam olhando você trabalhar para ver se vai fazer certinho.”

    Para além dos comentários acerca de sua escolha profissional, após divulgar um vídeo na internet no qual ultrapassou a marca de 45 milhões de visualizações, a pedreira passou a enfrentar situações desagradáveis em sua rede social. “Depois que o meu vídeo viralizou, um ou dois caras tentaram desvalorizar meu trabalho falando que eu queria fama. Porém, eu só coloquei o vídeo trabalhando, não procurei nada demais”.

    A pedreira ressalta como é importante essa transformação no campo profissional e de como a divulgação do seu trabalho pode ajudar outras mulheres. “Acho legal que o cenário está mudando, porque aí quebra esse tabu de que mulher não pode trabalhar com isso, ou de homens que têm preconceito. Antes tinham profissões que a mulher não se encaixavam e, hoje, se encaixam. Então, com meu vídeo, muitas mulheres se identificaram e buscaram força para trabalhar com isso. É uma profissão como qualquer outra, como tem policial homem tem policial mulher, jogador e jogadora.  Então é legal todo mundo ter essa noção das coisas e do trabalho, e de que você também pode ser uma pedreira.”

    Para Jessica: “o importante na vida profissional é o trabalho ser digno, e você estar se sentindo bem. Não adianta eu trabalhar em um escritório, no shopping, se eu não me sentir bem, eu trabalho com isso porque eu gosto. Erga a cabeça e não ligue para o preconceito, o importante é saber quem você é e onde quer chegar”.

    Elza, Jéssica, Flávia, Esmeraldina, Aline e tantas outras espalhadas pelo Brasil servem de motivação para outras mulheres que querem trabalhar em áreas em que há predominância masculina. A desconstrução do preconceito, da diferenciação de gênero e salário exige persistência e a luta constante das mulheres para vencer essas barreiras no mercado de trabalho, algo que já uma realidade, como demonstraram as entrevistadas da reportagem.

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    Roger Campos

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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Duas mulheres querem derrubar tabus com sua ‘Pussypedia’

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Duas mulheres querem derrubar tabus com sua ‘Pussypedia’

    Duas mulheres, uma jornalista americana e uma artista gráfica mexicana, vão se lançar à tarefa de construir um site denominado “Pussypedia” para derrubar tabus em torno dos genitais e da sexualidade feminina e empoderar as mulheres com um melhor conhecimento de seus corpos.
    “Começamos este projeto porque nos demos conta de que nós mulheres às vezes não sabemos o que acontece com nosso corpo, e com a Pussypedia vamos abarcar todos os temas da vulva”, diz à AFP María Conejo, de 30 anos, que estudou design.

    Zoe Mendelson, jornalista de 27 anos, natural de Chicago e residente no México há três anos, explica que elas já têm uma lista de 200 a 250 artigos para o site, que pretendem lançar no início de 2019.

    “Queremos que estejam escritos de forma amigável para que todas os entendam”, diz Conejo.

    Na construção deste site também participa Jackie Jahn, dos Estados Unidos, especialista em saúde pública e gênero e estudante de doutorado da Universidade de Harvard.

    Para reunir fundos para o projeto, suas promotoras, que se declaram feministas, abriram o site pussypedia.net, em que vendem diferentes produtos, como bolsas, camisetas e imagens em serigrafia.

    A loja digital explica o objetivo da Pussypedia: “uma enciclopédia da pussy, bilíngue (em espanhol e inglês) e gratuita, feita para que você a entenda”.

    Com este projeto em construção, buscam derrubar alguns mitos.

    “Dizem que o esperma mais rápido e mais forte é que fecunda o óvulo, como se dissesse ‘eu ganhei’. Na verdade é o óvulo que decide qual deixa entrar”, diz Mendelson.

    “A Pussypedia também busca empoderar as mulheres através do conhecimento de seus corpos, que sejam donas de seus corpos”, acrescenta Conejo.

    Elas também trabalham em um artigo sobre a consciência que as mulheres devem tomar em relação aos limites que devem estabelecer em torno ao seu corpo, no momento em que se multiplicam as denúncias por assédio sexual.

    Conejo reconhece que nos últimos anos foram sendo derrubados alguns tabus sobre a sexualidade feminina, tema do qual já se pode conversar com mais conforto entre amigas, mas ainda é preciso percorrer um grande caminho para que as mulheres conheçam a fundo todos os aspectos de sua sexualidade.

    “No México, pela religião, pelo machismo, você não pode falar confortavelmente nem mesmo com a sua mãe. Por exemplo, quando você tem um problema de mau cheiro vaginal, você fica com o que diz a publicidade – se precisa de um banho, se deve cheirar de tal forma”.

    A Pussypedia estará dividida em diferentes categorias para abranger desde o início da menstruação até a menopausa, passando pelas doenças sexualmente transmissíveis e outros aspectos da sexualidade.

    O projeto também abordará temáticas relativas à comunidade transgênero, segundo suas promotoras.

    Fonte Pussypedia
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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Cultura da violência contra as mulheres está nas raízes do Brasil

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: Cultura da violência contra as mulheres está nas raízes do Brasil

    Ainda precisamos evidenciar o que é obvio e aceitar que somos um país violento, onde uma diversidade de discursos nos ajuda a construir essa imagem, essa autoimagem que nós temos, perpetuada pela literatura, pela arte e, mais recentemente, pela indústria cultural.

    É só refletir sobre comerciais de TV, anúncios de revistas, propagandas diversas. Quantos deles possuem a presença feminina e em quantos deles nós aparecemos como um produto, um corpo prestes a agradar? Isso mostra o quanto a violência simbólica e física contra a mulher na nossa sociedade é invisibilizada por um pacto de silêncio e como ele acaba por encobrir a misoginia e o machismo, protegendo inclusive agressores que permanecem impunes.

    O fato é que hoje os mitos que fundaram essa identidade sorridente, dançante e sensual afundaram-se em estatísticas aterrorizantes de estupros, feminicídios e tantas outras violências de gênero que nos golpeiam a cada dia, a cada vez que lemos jornais, vemos os noticiários ou acessamos as redes sociais.

    Quando analisamos a nossa história, desde o começo, conseguimos observar que fomos construídos sob a égide da violência, e uma violência de gênero, nesse caso específico, que pesou sobre nós mulheres, desde as primeiras índias violentadas pelos colonizadores, às negras trazidas da áfrica ou às sinhás e suas filhas, que viviam sob o jugo de seus maridos e pais, senhores de engenho e fazendeiros, os homens bons.

    É importante perceber que a mestiçagem americana desenvolveu-se associada a um forte componente sexual, fertilizado pela condição de uma ocupação eminentemente masculina, e à presença de corpos femininos nus das índias e das negras africanas, que raramente se ligavam a preceitos religiosos cristãos. Em pouco tempo, essas figuras foram associadas ao genuinamente nacional no século XIX e XX.

    A ideologia patriarcal que estruturava as relações sociais no Brasil Colônia dava aos homens poder irrestrito sobre as mulheres, algo que justificava atos de violência cometidos por pais e maridos. Isso disseminou entre os homens, de uma forma geral, um sentimento de posse sobre o corpo feminino, atrelado à ideia de honra masculina. Cabia aos homens disciplinar e controlar os corpos femininos para garantir a ordem.

    O Código Filipino, a legislação do período colonial que permaneceu até o século XIX, por exemplo, permitia que o marido assassinasse a esposa em caso de adultério. Era facultativo a pais e maridos o enclausuramento forçado das esposas e filhas, ou recolhimentos em ordens religiosas e sanatórios.


    Já o Código Criminal do Império definia como crime sexual o agravo cometido a “mulheres honestas”, um termo que constou no Código Penal de 1940, em vigor até 2003. Nascia assim, no Brasil, o lar como um lugar privilegiado para a prática da violência contra a mulher. Dados do IPEA em 2014 apontam que 24,1% dos agressores das crianças são os próprios pais ou padrastos, e 32,2% são amigos ou conhecidos da vítima.

    No século XIX, o Brasil passou por um processo civilizatório e higienizador, onde as mulheres pobres foram duramente atingidas, tanto pela violência do Estado, quanto pela violência já normalizada por seus companheiros. Muitas delas, descendentes de escravos alforriados que migraram para as cidades em crescimento, trabalhavam em casa (como cozinheiras, lavadeiras) e sustentavam as famílias.

    Eram mulheres que tinham relevância econômica dentro daquele contexto e foram as mais afetadas pela urbanização das grandes cidades. Como boa parte delas sustentava suas famílias, com a derrubada dos cortiços, elas foram as mais atingidas, pois tinham seus afazeres atrelados à própria moradia. Muitas foram para as ruas, acentuando a repressão policial, além da violência conjugal.

    Em paralelo a isso, no século XIX, a medicina social assegurava como características biológicas femininas a fragilidade, o recato, o predomínio das faculdades afetivas sobre as intelectuais, a subordinação da sexualidade à vocação maternal. Em oposição, o homem conjugava à sua força física uma natureza autoritária, empreendedora, racional e uma sexualidade sem freios. (Nada muito diferente do que muitos pensam ainda hoje).

    Lombroso, médico italiano do século XIX, argumentava que as leis do adultério só deveriam atingir a mulher não predisposta pela natureza para esse tipo de comportamento. Aquelas dotadas de erotismo intenso e forte inteligência seriam despidas do sentimento de maternidade, característica inata da mulher normal. As que não tinham essa característica eram consideradas extremante perigosas. Constituíram-se, assim, criminosas natas, as prostitutas e as loucas que deveriam ser afastadas do convívio social.

    A violência seria marcante então nesse processo de contenção e disciplinamento dos desejos. Torna-se bem evidente aqui que a violência surge da incapacidade de exercer poder irrestrito sobre a mulher. Ela é antes uma demonstração de fraqueza e impotência masculina do que de força e poder.

    Por isso, as violações em massa e o assassinato de mulheres, garotas e meninas foi uma característica comum das guerras genocidas, ou de qualquer ação destinada a subjugar e explorar uma população. O controle das mulheres e seus descendentes foi a base de todo regime repressivo em nossa sociedade.

    Apenas no século XX, com a entrada das mulheres no mercado de trabalho e o questionamento do lugar de subalternidade, algumas mudanças começam a ocorrer.


    A Segunda Guerra Mundial e o desenvolvimento econômico possibilitaram que se aproveitasse uma “mão de obra parada”. Com a inserção das mulheres no mercado de trabalho pós-guerra, há uma virada nas regras e valores sociais (era necessário e urgente contar com a força de trabalho feminina), que conduzem à explosão do movimento feminista na Europa e EUA nos anos 1960 e no Brasil da década posterior.

    Muitos estudos começam a surgir hoje sobre a condição feminina no processo de urbanização brasileira entre os séculos XIX e XX, mas existem tão poucos documentos organizados que hoje a nossa maior fonte de pesquisa é a documentação policial e judiciária. Ela nos fornece material privilegiado para fazer vir à tona a contribuição feminina nesse processo histórico. Outro meio interessante de acompanhar as mudanças e permanências da condição feminina é pelo que era veiculado na imprensa.

    Um dos primeiros casos que encontramos, está em “O Correio de São Paulo” de 11 de setembro de 1905 e ficou conhecido como “A Rainha do Baile”. Joana Maria Ramos foi esfaqueada na saída de uma gafieira. A vítima foi descrita como “uma dengosa mulata, abundante de formas e de seduções, metida vaidosamente em seu vestido vermelho, com um farto decote e um ramalhete de cravos no bandó engruvinhado.”

    Existem vários outros casos midiáticos no país: Lindomar Castilho, “O assassino romântico” de Eliana de Gramond; Sandra Gomide, em 2000, assassinada por Pimenta Neves; Eloá, menina de 15 anos, assassinada pelo namorado; Eliza Samudio, morta por Bruno, goleiro do Flamengo; o caso de Mirella Sena, em 2017, no Recife.

    A violência é estrutural e precisa ser combatida não só por leis e em momentos de intensos debates, mas principalmente indo na raiz do problema, focando no desenvolvimento de cidadãos conscientes em relação à igualdade de gênero e nos processos de socialização.

    A educação pode formar sujeitos que constroem relações mais igualitárias. É imprescindível, por exemplo, discutir gênero e sexualidade nas escolas. Uma educação não sexista que educa seres humanos, e não ‘princesas’ e ‘heróis’, é fundamental para enfrentar o problema da violência de gênero. No fim, fica uma pergunta simples. Por que a civilização se construiu com a ideia de que somos seres de segunda classe?

    Para essa resposta, é fundamental entender o papel que as masculinidades e feminilidades (comportamentos tidos como “naturais” entre os gêneros) cumprem na reprodução da violência. Porque, embora as normas sociais sejam internalizadas em nós desde que nascemos, elas mudam historicamente e podem e devem ser questionadas se trazem resultados negativos.

    É urgente combater os retrocessos. Nossa sociedade é composta por discursos, movimentos sorrateiros, ameaças simbólicas imperceptíveis, que constroem esse edifício degrau por degrau, e é preciso estar atento, forte e combativo. Só existe uma possibilidade de mudança: nos perguntar sempre sobre quem se beneficia da cultura da violência contra nós mulheres.

    Fonte: Vermelho

    *Naymme Moraes é historiadora e doutoranda em Sociologia pela UFPE.

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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: A cada 30 minutos uma mulher sofre algum tipo de violência no Sul de MG

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: A cada 30 minutos uma mulher sofre algum tipo de violência no Sul de MG

    Um estudo sobre violência doméstica e familiar, divulgado pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais, aponta que, a cada 1h, duas mulheres sofreram algum tipo de violência em 2016 no Sul de Minas (uma mulher agredida a cada 30 minutos). A média vem se mantendo nos últimos dois anos, mesmo com um leve aumento nos números absolutos em relação a 2015 e uma pequena redução no comparativo com 2014. O documento ainda mostra que 46,43% dos casos correspondem a violência física e que ao menos duas mulheres foram mortas por mês no último ano na região.

    O “Diagnóstico da violência doméstica e familiar em Minas Gerais” analisou registros feitos nos 853 municípios do estado pela Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros nos anos de 2014, 2015 e 2016. A natureza dos crimes contra a mulher foi dividida em seis categorias:

    _ física (que envolve agressão, lesão corporal, homicídio e tortura)

    _ psicológica (como abandono, maus-tratos e ameaça)

    _ sexual (considerando não apenas o estupro, mas o assédio e qualquer manifestação que agrida a intimidade da vítima)

    _ patrimonial (extorsão, dano, roubo, estelionato)

    _ moral (calúnia, injúria e difamação)

    _ e casos em que a violência sofrida não foi tipificada.

    Por se basearem em boletins de ocorrência, os dados possivelmente estão aquém da realidade enfrentada pelas mulheres no Estado, conforme indica a Secretaria de Segurança Pública, mas são uma referência para as políticas públicas nos municípios. O relatório traça um perfil de vítimas e agressores.  Elas estão em todos os grupos étnicos e sociais e 73% das agredidas têm entre 18 e 44 anos. Eles são, em sua maioria, companheiros e maridos (38% das denúncias) ou ex-companheiros (o que corresponde a 31% dos casos).

    Embora o Sul de Minas não esteja entre as regiões consideradas mais violentas para as mulheres viverem no Estado (o ranking é liderado pelas regionais de Belo Horizonte, Juiz de Fora e Contagem), a segurança feminina é uma preocupação cada vez maior.

    (Com informações do G1 Sul de Minas) 

    Mais de 50 mil mulheres sofreram atos de violência em 2017 em MG

    Minas Gerais registrou, no ano passado, quase cinquenta mil ocorrências de violência contra a mulher, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Apesar deste número, praticamente igual ao de 2016, muitos casos nem são denunciados.

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  • ESPECIAL CONEXÃO MULHER: “Sofri um estupro coletivo no dia do meu casamento”

    ESPECIAL CONEXÃO MULHER: “Sofri um estupro coletivo no dia do meu casamento”

    Quando a queniana Terry Gobanga – então Terry Apudo – não apareceu no dia do seu casamento, ninguém poderia imaginar que ela havia sido sequestrada, estuprada e deixada à beira da morte no acostamento de uma estrada. Foi a primeira das duas tragédias a atingi-la. Mas ela sobreviveu. Veja abaixo o seu depoimento:

    “Seria um grande casamento. Era pastora, então, todos os membros da nossa igreja haviam sido convidados, assim como nossos parentes. Harry, meu noivo, e eu estávamos muito ansiosos – afinal, nos casaríamos na Catedral de Todos os Santos de Nairóbi (capital do Quênia) e eu havia alugado um lindo vestido. 

    Mas na noite anterior ao casamento, percebei que algumas das roupas de Harry estavam comigo, incluindo sua gravata. Ele não poderia se casar sem ela, então, uma amiga que havia passado a noite na minha casa se ofereceu a levá-la para ele logo de manhã. Acordamos durante a madrugada e eu a levei até o ponto de ônibus. 

    Quando estava voltando para casa, passei por um homem que estava sentado no capô de um carro. De repente, ele me segurou por trás e me jogou no banco traseiro. Havia mais dois homens dentro do veículo, que partiu. 

    Tudo aconteceu numa fração de segundos. 


    Um pano foi enfiado na minha boca. Chutava, me debatia e tentava gritar. Quando consegui me livrar da mordaça, gritei: “É o dia do meu casamento!” Foi quando levei o primeiro soco. Um dos homens me disse para “cooperar ou eu morreria”.

    Os homens se revezaram para me estuprar. Sabia que ia morrer, mas estava lutando por minha vida, então quando um dos homens tirou o pano da minha boca, mordi o pênis dele. Ele gritou de dor e outro me esfaqueou na altura do meu estômago. Então, eles abriram a porta e me jogaram para fora do carro em movimento. 

    Estava a quilômetros de casa, fora de Nairóbi. Mais de seis horas se passaram desde que havia sido sequestrada. 

    Uma criança me viu sendo lançada para fora do carro e chamou sua avó. As pessoas vieram correndo. Quando a polícia chegou para verificar minha pulsação, ninguém conseguiu. Pensaram que estava morta, me envolveram num lençol e começaram a me levar ao necrotério. Mas, no caminho, engasguei e tossi. O policial me perguntou: “Você está viva?” Então, ele deu meia volta e me levou ao maior hospital público do Quênia”.

    Foto: BBC Brasil

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  • FUTEBOL: Clubes da Série A serão obrigados a ter equipes femininas em 2018

    FUTEBOL: Clubes da Série A serão obrigados a ter equipes femininas em 2018

    Investir no futebol feminino passará a ser uma obrigação dos times que disputam a Série A do Campeonato Brasileiro a partir de 2018. É o que determina o novo Regulamento de Licença de Clubes publicado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol).

    O documento delimita condições para que as agremiações nacionais disputem as principais competições organizados pela entidade (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil), bem como os torneios geridos pela Conmebol (Libertadores, Recopa e Sul-Americana).

    Segundo o regulamento, as medidas são gradativas, entrando em vigor para os clubes da Primeira Divisão já no ano que vem. Times que disputam a Série B deverão se adequar às regras até o ano seguinte, e assim sucessivamente, até 2021.

    O documento não garante a profissionalização das jogadoras, mas obriga o fornecimento de suporte técnico, equipamentos, campo para treino e calendário de partidas e competições oficiais. Caso não possa ou não queria criar a própria equipe feminina, o clube requerente da licença poderá firmar um acordo de parceria com uma agremiação já existente.

    Além disso, cada clube deverá incentivar – também por iniciativa própria ou através de parceria – o desenvolvimento de ao menos uma equipe feminina nas categorias de base. Por fim, fica definido que os times deverão ter técnicos “com formação e habilitação compatíveis e certificação da CBF, como, por exemplo, a Licença A”.

    Por meio da assessoria de imprensa do Cruzeiro, o presidente Gilvan de Pinho Tavares disse que “o clube está estudando as formas de se adequar às medidas da CBF e, como elas precisam ser cumpridas só a partir do Brasileiro de 2018, a Raposa ainda tem um tempo considerável para se preparar”.

    A diretoria do Atlético ainda não havia se manifestado sobre o retorno do departamento feminino. O Galo chegou a montar um time e conquistou cinco Campeonatos Mineiros da categoria entre 2006 e 2012, mas encerrou as atividades no início de 2013, já no segundo mandato do ex-presidente Alexandre Kalil.

    Categorias de base

    Outro critério estabelecido pelo documento de 33 páginas é uma maior atenção à formação de jogadores para o futebol masculino.

    De acordo com o regulamento, “o clube requerente deverá demonstrar que conta, formalmente, com um programa de desenvolvimento das categorias de base”, incluindo informações detalhadas sobre capital humano, infraestrutura física, recursos financeiros e até o desempenho escolar dos jovens atletas.

    Segundo a CBF, as novas regras foram instituídas “a partir da necessidade de existência de um sistema nacional eficiente para incentivar o desenvolvimento estrutural e a adoção de melhores práticas de gestão, transparência e equilíbrio financeiro pelos clubes”, entre outros.

     
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  • VIOLÊNCIA: Trespontanas estão apanhando de homens todos os dias (Repostagem)

    VIOLÊNCIA: Trespontanas estão apanhando de homens todos os dias (Repostagem)

    Infelizmente as mulheres continuam sendo vítimas frequentes da selvageria e agressividade de muitos homens. Todos os dias ocorrências de agressão contra a mulher são registradas em Três Pontas. E pra piorar, nem todos os casos de socos e pontapés contra as mulheres chegam ao conhecimento das autoridades policiais, devido ao medo e a dependência que a vítima tem do seu agressor.

    Maria da Penha participa da campanha homem de verdade não bate em mulher.

    Chega a impressionar a quantidade de chamadas que a Polícia Militar de Três Pontas recebe, principalmente no período da noite ou madrugada dando conta de novos episódios de agressão e lesão corporal contra as mulheres. Praticamente não se passa uma noite sequer sem registro. E na grande maioria dos casos, que confira crime dentro da lei maria da penha, são os companheiros ou maridos os grandes algozes. mas também há registros de filhos, principalmente sob o efeito de drogas, agredindo suas mães.

    Na madrugada desta segunda-feira (15) mais um caso chamou a atenção da nossa reportagem. Um trespontano que reside no Rio de Janeiro, veio à Três Pontas e se abrigou na casa de familiares. Agrediu fisicamente uma prima e em seguida fugiu, inclusive acreditando-se que o agressor tenha voltado ao Rio de Janeiro. A vítima registrou o Boletim de Ocorrência e não foi necessário o exame de corpo delito.

    A cada 1h, duas mulheres sofrem algum tipo de violência no Sul de MG

    Caso Edvânia Nayara, agredida brutalmente em um clube por Felipe Neder (marido de uma delegada da mulher em Três Corações) ganhou repercussão nacional. Conexão esteve em TC cobrindo o caso.

    Um estudo sobre violência doméstica e familiar, divulgado esta semana pela Secretaria de Estado de Segurança Pública de Minas Gerais, aponta que, a cada 1h, duas mulheres sofreram algum tipo de violência no Sul de Minas. A média vem se mantendo nos últimos dois anos, mesmo com um leve aumento nos números absolutos em relação a 2015 e uma pequena redução no comparativo com 2014. O documento ainda mostra que 46,43% dos casos correspondem a violência física e que ao menos duas mulheres foram mortas por mês no último ano na região.

    O “Diagnóstico da violência doméstica e familiar em Minas Gerais” analisou registros feitos nos 853 municípios do estado pela Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros nos anos de 2014, 2015 e 2016. A natureza dos crimes contra a mulher foi dividida em seis categorias: física (que envolve agressão, lesão corporal, homicídio e tortura), psicológica (como abandono, maus-tratos e ameaça), sexual (considerando não apenas o estupro, mas o assédio e qualquer manifestação que agrida a intimidade da vítima), patrimonial (extorsão, dano, roubo, estelionato), moral (calúnia, injúria e difamação) e casos em que a violência sofrida não foi tipificada.

    Por se basearem em boletins de ocorrência, os dados possivelmente estão aquém da realidade enfrentada pelas mulheres no Estado, conforme indica a Secretaria de Segurança Pública, mas são uma referência para as políticas públicas nos municípios. O relatório traça um perfil de vítimas e agressores.  Elas estão em todos os grupos étnicos e sociais e 73% das agredidas têm entre 18 e 44 anos. Eles são, em sua maioria, companheiros e maridos (38% das denúncias) ou ex-companheiros (o que corresponde a 31% dos casos).

    Lucila de Gois Vasconcelos, Delegada da Mulher em Pouso Alegre: ‘O problema vai além da questão policial’

    “Na maior parte dos casos, a vítima nos procura quando há uma agressão física, mas a violência doméstica é progressiva e cíclica. Isso é um fato. Começa com uma ofensa verbal, vai para uma ameaça, depois progride para um empurrão, para uma lesão um pouco maior e, depois, eventualmente, para um homicídio ou uma tentativa de homicídio”, observa a delegada da mulher Lucila Vasconcelos.

    “E é um ciclo porque, logo após o crime, o autor vai pedir perdão para a vítima, vai se retratar, ele vai falar que nunca mais vai fazer aquilo e que vai mudar o comportamento. Aí tem aquele período de ‘lua-de-mel’. Aí ela volta aqui, retira a queixa (nos casos em que a lei permite) , daí eles passam por esse período. Depois vai acontecer outro período crítico e vai acontecer outro crime”, aponta a delegada.

    Conforme dados da Sedese, 492 mulheres com idades entre 18 e 59 anos foram atendidas em unidades do Creas no Sul de Minas em 2016. Em janeiro, 39 mulheres buscaram apoio, apresentando-se como vítimas de violência dentro da família.

     

    Com informações do G1

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    Roger Campos

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  • EMOÇÃO: Mulheres são homenageadas na Câmara Municipal de TP

    EMOÇÃO: Mulheres são homenageadas na Câmara Municipal de TP

    Conexão TP_a1

    A Câmara Municipal de Três Pontas realizou na última segunda-feira (13) uma homenagem às mulheres trespontanas, representadas por 11 escolhidas, uma por cada legislador. O cerimonial contou ainda com homenagem musical, homenagem às servidoras da Casa Legislativa e ainda à mãe do prefeito Luiz Roberto Dias, feita por ele próprio.

    O Plenário da Câmara Municipal esteve lotado. A noite de homenagens aconteceu a partir das 19 horas, assim que o presidente Luis Carlos da Silva encerrou a reunião ordinária.

    As homenageadas tiveram a leitura de suas biografias. Também receberam um quadro e flores amarelas. Algumas decidiram subir na tribuna para discursar em forma de agradecimento, dentre elas a Primeira Dama do Município, Iara Dias.

    A honraria se deu em decorrência da celebração do Dia Internacional da Mulher, transcorrido no último dia 08 de março.

    Ao vereador Maycon Machado coube a leitura de um texto em homenagem às mulheres, representando toda Câmara. A servidora Rosa recebeu flores em homenagem às profissionais da Casa Legislativa.

    O prefeito Luiz Roberto Laurindo Dias também falou. Homenageou as mulheres de uma forma geral e duas em especial; esposa e mãe. Ele aproveitou para falar de suas viagens e dos investimentos que tem buscado para Três Pontas.

    Agraciadas:

    Ana Maria Batista

    Daniele de Abreu

    Elaine Aparecida Barros

    Iara Silvia de Araújo Laurindo Dias

    Ivone Maria de Oliveira Baldansi

    Leonara Naves

    Lúcia Fonseca de Lima

    Maria Aparecida Francelino Floriano

    Maria Dorotéia de Brito Campos

    Roseli Aparecida Reis

    ÁLBUM DE FOTOS

    O Conexão Três Pontas registrou o momento de grande emoção e estende essa homenagem publicando um álbum com os melhores momento doe vento:

     

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