O médico, muito querido tanto em Três Pontas quanto em Varginha, tem buscado conduzir o Pronto Atendimento Municipal da melhor maneira possível. Mas, a superlotação em muitos horários e a consequente demora nos atendimentos, tem provocado algumas críticas nas redes sociais e episódios de violência verbal contra os trabalhadores da Saúde naquela unidade.
Dr. Lucas enumera os esforços que estão sendo feitos, reconhece que há muito o que melhorar e que uma grande reforma trará mais agilidade e conforto no atendimento da população.
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Ele falou sobre a necessidade de se respeitar o Protocolo de Manchester, sobre a prioridade nos atendimentos, a falta de alguns medicamentos e a volta da utilização da tenda, que antes atendia apenas pacientes com o covid-19 e que agora terá um atendimento mais amplo, entre outros temas importantes.
A chegada do frio, a volta da elevação no número de casos de covid-19, embora a grande maioria mais brandos, são fatores que complicam, tumultuam e congestionam ainda mais as dependências das unidades de saúde por todo Brasil e, em Três Pontas, não é diferente.
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Uma entrevista importante, reveladora e que faz um raio x do que de fato se passa no PAM de Três Pontas, abordando vários temas, como a ampliação do quadro de médicos e a necessidade de um pediatra, ‘gritada’ pela população.
ARTIGO ASSINADO PELO DR. EDUARDO MARCONDES LEMOS – GINECOLOGISTA E OBSTETRA
A menstruação é um evento gerado pela oscilação dos níveis hormonais, chamado de ciclo ovulatório. O mecanismo é muito complexo e pode gerar uma grande variedade de distúrbios.
A mulher, em geral, apresenta os mesmos parâmetros de sangramento menstrual durante toda a vida adulta. A duração do ciclo normal varia de 21 a 35 dias (média de 28 dias). O fluxo menstrual dura aproximadamente 2 a 6 dias, com uma perda sanguínea de 20 a 60 ml. Por esse motivo, a queixa de mudança no padrão menstrual é uma informação importante na definição um sangramento anormal.
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Os Sangramentos Menstruais Anormais podem acometer todas as faixas etárias, desde a adolescência até a pós-menopausa. As maiores prevalências são registradas nos extremos da vida reprodutiva, particularmente na adolescência e perimenopausa, períodos que se caracterizam por uma concentração maior de ciclos anovulatórios ou irregulares.
As principais causas de alterações no padrão de sangramento são:
• Sangramento disfuncional (anovulatório ou ovulatório)
• Miomas,
• Pólipos,
• Adenomiose,
• Câncer de endométrio,
• Abortos espontâneos.
Caso você apresente alteração no seu padrão menstrual, procure atendimento com seu ginecologista de confiança.
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Mande seu tema, suas dúvidas para o Conexão que o Dr. Eduardo Marcondes Lemos responde!!!
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ARTIGO ASSINADO PELO DR. EDUARDO MARCONDES LEMOS – GINECOLOGISTA E OBSTETRA
É uma ocorrência relativamente comum nos consultórios de ginecologia e pediatria, pais que levam suas crianças devido a quadro de sangramento na área genital. Sabendo que crianças não menstruam, vamos falar sobre as possíveis causas deste sangramento.
No período neonatal, nas meninas, pode haver uma pequena hemorragia vaginal nos primeiros dias de vida, devido à estimulação do endométrio pelos altos níveis de estrogênio materno durante a gravidez. Com o nascimento, o suprimento estrogênico é interrompido e ocorre descamação endometrial.
Na infância, existem várias as causas de sangramento. A presença de corpo estranho na vagina deve sempre ser lembrada em crianças com corrimento de odor fétido e persistente que pode conter pus ou sangue.
Ademais, com o desenvolvimento locomotor, pode ser observado um aumento da frequência de traumatismos genitais acidentais. As quedas a cavaleiro são causas comuns de lesões acidentais, que afetam a área genital.
Cabe aqui ressaltar que o trauma acidental possui menor chance de provocar lesões penetrantes, como lesão da fúrcula vaginal ou lesões que se estendam pelo anel himenal. Nesses casos, deve-se suspeitar fortemente de abuso sexual.
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A irritação vulvar, que ocorre nas vulvovaginites, pode causar prurido e levar ao ato de coçadura excessiva na região vulvar, que pode resultar em escoriação, maceração da pele vulvar e fissuras com sangramento. Outras causas de irritação vulvar incluem os condilomas, o molusco contagioso e a cistite.
Os tumores vaginais não devem ser esquecidos em crianças com sangramento genital. Eles são responsáveis por aproximadamente 20% dos casos de sangramento em crianças com idade inferior a 10 anos.
A puberdade precoce em meninas é classicamente definida como o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários, antes dos 8 anos de idade nas meninas. Nestes casos a criança surge com eventos da puberdade muito precocemente (aparecimento do broto mamário; dos pelos pubianos; e primeira menstruação). Assim, em geral, o surgimento da hemorragia é o último evento a acontecer na puberdade precoce verdadeira.
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Caso sua filha apresente sangramento ou queixas genitais, procure sempre atendimento médico.
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Trespontana lutou muito e ganhou o carinho e as orações de muitos. Conexão Três Pontas acompanhou toda caminhada e traz uma reportagem cheia de emoção, alegria e vitória!
Após o tão sonhado e necessário transplante, Sofia Cogo está curada! Claro que a caminhada ainda é longa pra evitar a rejeição do órgão, mas agora ela respira e caminha a plenos pulmões, literalmente, sem máquinas, sem impedimentos, sem limitações. Nossa reportagem acompanhou como nenhum veículo de comunicação toda saga de Sofia. Rezou, torceu, ajudou nas campanhas e hoje celebra a vitória da jovem cheia de vida que, com exclusividade, falou ao Conexão. Mas antes vamos relembrar um pouco dessa história. Prepare para se emocionar!
2020
A reportagem do Conexão Três Pontas começou aquele ano de 2020 do jeito que mais gosta e sabe fazer! Em nossa primeira transmissão ao vivo há 2 anos pudemos contar a história da jovem trespontana Sofia Inácio Cogo, que sofria de Fibrose Cística, uma doença grave que afeta o pâncreas e o pulmão. Sem recursos financeiros, ela gravou um vídeo pedindo ajuda através de uma “vaquinha online” para tentar levantar os 15 mil reais para a compra de um aparelho de oxigênio portátil, para que pudesse, de certa forma, ter uma vida normal, ou pelo menos com um pouco mais de qualidade e conforto. E o final desta história não poderia ter sido melhor naquela ocasião!
Sofia gravou um vídeo explicando um pouco seu problema e o objetivo com a campanha:
“Olá, Meu nome é Sofia , tenho 24 anos e moro em Três Pontas – MG. Eu sou portadora de Fibrose Cística, uma doença genética que afeta principalmente o pâncreas e o pulmão. Até pouco tempo eu conseguia ter uma qualidade de vida melhor (trabalhar, estudar, passear etc.), porém atualmente eu necessito de oxigenioterapia 24 horas por dia, que me impede de fazer muitas atividades diárias que eu fazia antes.
Estou fazendo esse vídeo porque quero comprar um aparelho de oxigênio portátil, que eu possa levá-lo comigo onde eu for, acredito que com ele eu terei uma qualidade de vida melhor e um pouco mais de independência. Porém o valor dele e de mais ou menos R$15.000,00. Então eu resolvi fazer uma vaquinha e pedir ajuda a vocês que torcem por mim. Conto muito com a ajuda de vocês. Beijos”.
Solidariedade
Solidário como poucos, o povo trespontano mergulhou de cabeça nesta causa e começou a fazer doações de diversos valores. Um empresário de uma firma de tratores se solidarizou e doou 500 reais. Muita gente aderiu. E o Conexão Três Pontas resolveu entrar na luta e fazer uma reportagem ao vivo para inflamar, para estimular ainda mais as pessoas a participarem da campanha. E foi pouco antes da transmissão ser iniciada que recebemos um telefona da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas nos dando a grande notícia de que o Prefeito Marcelo Chaves Garcia estava assumindo a compra do aparelho para a jovem Sofia e que, desta forma, a vaquinha para esse propósito deveria ser encerrada, o que acabou ocorrendo.
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Valor Arrecadado
Graças a solidariedade do povo trespontano foram arrecadados na “vaquinha online” R$2.631,00. Nossa reportagem, sabendo da necessidade que Sofia tem de exames, consultas e a sequência de seu tratamento em São Paulo, até que ela fizesse o transplante, sugeriu aos doadores responsáveis por tal montante que não pedissem o dinheiro de volta, para que a jovem pudesse ter tranquilidade para sanar algumas despesas de seu tratamento. Mas, mesmo assim, Sofia e sua mãe reforçaram que todos aqueles que doaram qualquer quantia e quisessem de volta, haja vista que a Prefeitura Municipal comprou o aparelho após uma conversa entre o Prefeito Marcelo e o Deputado Federal Diego Andrade, poderiam entrar em contato com Sofia ou sua mãe para reaver os valores.
“Assim que fiquei sabendo da situação, após uma conversa com o Deputado Diego Andrade, grande parceiro de Três Pontas, assim como é o Caixa, resolvi entrar em contato com a secretária de Saúde, Teresa Cristina, para viabilizar essa ajuda para a Sofia, uma verdadeira guerreira. Não poderia fazer outra coisa senão ajudar”, disse o Prefeito Marcelo Chaves ao Conexão por telefone na época.
Importante ressaltar que a compra do aparelho pela Prefeitura e outras benfeitorias para a população, segundo a Secretaria Municipal de Saúde, só são possíveis graças a ajuda dos deputados majoritários em Três Pontas, Mário Henrique Silva (Caixa) e Diego Andrade.
Emoção, Lágrimas e Agradecimento
O Prefeito Marcelo Chaves e a secretária de Saúde, Teresa Cristina Rabelo Corrêa, acompanhados do profissional Gilberto da Saúde, fizeram a entrega do aparelho. Sofia agradeceu e disse que a partir de então teria mais independência para seguir sua vida. A mãe da jovem, Dona Maura, muito emocionada, teceu elogios a todos que ajudaram nessa luta e especialmente aos representantes do Poder Executivo. Entre lágrimas e sorrisos ela relembrou toda luta, todas as batalhas e a “vida nova” que viria ao encontro de sua filha.
O Chefe do Executivo disse que a missão de um prefeito é cuidar da cidade, mas sem se esquecer de seus habitantes, de cada ser humano e, segundo ele, esta é a tônica de sua administração.
Veja o vídeo da transmissão ao vivo no Conexão Três Pontas no dia da entrega, mostrando a emocionante chegada do aparelho:
A Fibrose Cística (FC) ou Mucoviscidose, como também é conhecida, é uma das doenças hereditárias consideradas graves determinada por um padrão de herança autossômico recessivo e afeta especialmente os pulmões e o pâncreas, num processo obstrutivo causado pelo aumento da viscosidade do muco. Nos pulmões, esse aumento na viscosidade bloqueia as vias aéreas propiciando a proliferação bacteriana (especialmente pseudomonas e estafilococos), o que leva à infecção crônica, à lesão pulmonar e ao óbito por disfunção respiratória. No pâncreas, quando os ductos estão obstruídos pela secreção espessa, há uma perda de enzimas digestivas, levando à má nutrição.
Esta doença apresenta um índice de mortalidade elevado, porém, nos últimos anos, o prognóstico tem melhorado muito, mostrando índices de 75% de sobrevida até o final da adolescência e de 50% até a terceira década de vida.
Muitas crianças com Fibrose Cística não apresentam nenhum sinal ou sintoma da doença ao nascimento. Isto pode perdurar por semanas, meses ou mesmo anos. Cerca de 5% a 10% dos pacientes afetados nascem com obstrução intestinal por mecônio, a qual pode ser visualizada já na avaliação ultrassonográfica. A síndrome íleo meconial envolve distensão abdominal, impossibilidade de evacuação e vômitos. Eventualmente, mesmo os adultos podem apresentar um quadro semelhante a este. Dentre os demais sintomas podem estar incluídos: esteatorreia, dificuldade de ganho de peso, problemas respiratórios, perda de sal pelo suor, dor abdominal recorrente, icterícia prolongada, edema hipoproteinêmico, pancreatite recorrente, cirrose biliar, acrodermatite enteropática e retardo no desenvolvimento somático.
O curso clínico da doença se caracteriza por períodos de remissão e períodos de exacerbação, com aumento da frequência e gravidade das exacerbações com o passar do tempo.
Diante de uma doença com um prognóstico tão grave e cuja sintomatologia manifesta-se geralmente em torno dos primeiros anos de vida, os programas de triagem neonatal são de importância fundamental para o seu acompanhamento adequado. O diagnóstico presuntivo é estabelecido com a análise dos níveis da tripsina imunorreativa (IRT). O teste deve ser realizado em amostras colhidas em até 30 dias de vida do RN. O exame confirmatório dos casos suspeitos é a dosagem de cloretos no suor “Teste de Suor”.
A quantidade anormal de sal nas secreções corporais, especialmente no pulmão e no pâncreas, leva a uma perda pelo suor, fato que é característico da doença em bebês e crianças maiores. Quando a análise do teor de cloro no suor mostrar níveis alterados e quadro clínico compatível, pode-se estabelecer o diagnóstico de Fibrose Cística.
O tratamento do paciente com Fibrose Cística consiste em acompanhamento médico regular, suporte dietético, utilização de enzimas pancreáticas, suplementação vitamínica (vitaminas A, D, E, K) e fisioterapia respiratória. Quando em presença de complicações infecciosas, está indicada a antibióticoterapia de amplo espectro. Além do esquema vacinal habitual, as crianças devem receber também imunização anti-pneumocócica e anti-hemófilos.
Em países de grande miscigenação racial, como o Brasil, a doença pode manifestar-se em todo o tipo de população. Não existe variação de incidência em função do sexo, afetando homens e mulheres de maneira igual, numa incidência em torno de 1 caso positivo para cada 10.000 indivíduos.
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FINAL FELIZ: Entrevista Especial Pós Transplante
Veja a entrevista especial que fizemos com Sofia nos últimos dias e se emocione:
Após meses de estabilidade, quedas e índices zerados, já são quase 200 novos casos confirmados no Município.
Desde o último dia 01º de maio, atendendo a uma sugestão da Secretaria de Estado da Saúde, ligada ao Governo de Minas Gerais, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, assim como muitas prefeituras mineiras, aboliu o uso das máscaras de proteção contra o coronavírus em ambientes fechados. Coincidência ou não, quase um mês depois os resultados voltam a causar preocupação. Abolir a máscara em ambientes fechados em pleno ‘inverno rigoroso’ parece não ter sido uma boa ideia por parte da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais.
No Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, na última segunda-feira, dia 30, havia 189 pessoas em isolamento domiciliar com a covid-19.
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No mesmo boletim, 11.060 notificações positivas para coronavírus desde o início da pandemia foram apresentadas.
Quanto o número de óbitos, se mantém a estabilidade, com 186 vidas perdidas. Já o número de internados com o vírus é de 7 pessoas. Não há ninguém internado com suspeita da doença.
Casos de síndrome gripal disparou para 40.361.
Curados já são 10.680.
A vacinação é a responsável pelo controle do coronavírus nos últimos meses.
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Cadê a Metade?
De acordo com informações apuradas pelo Conexão Três Pontas junto aos órgãos responsáveis pelo combate ao coronavírus no município, apenas 50% dos trespontanos procuraram os pontos de vacinação e foram imunizados com a terceira dose. Também apenas metade (50%) das crianças apareceram para tomar a segunda dose!
Sobre a quarta dose, infelizmente a procura está muito baixa, entre os idosos e pessoas que fazem parte dos perfis inclusos no direito ao imunizante!
Ou seja, as pessoas que precisam tomar a vacina e têm direito ao imunizante, precisam aparecer, comparecer, tomar a vacina! Só assim Três Pontas voltará a ter o controle mais amplo da pandemia de coronavírus.
Os profissionais da Saúde estão fazendo a sua parte. Se a população, ou parte dela que ainda não se imunizou, não cooperar e enxergar o quão importante é a vacina, poderemos voltar aos quadros mais graves e preocupantes, talvez até com o retorno de algumas restrições, internações e mortes.
ARTIGO DO DR. EDUARDO MARCONDES LEMOS – GINECOLOGISTA E OBSTETRA
Durante o período de gestação a perda de sangue vaginal, é um relato regular, tornando-se responsável por um grande número de consultas obstétricas e idas nas maternidades. Elas podem ter várias causas, intensidades e tipos devolução.
As hemorragias obstétricas, relativamente comuns no primeiro trimestre da gestação, podem ser causadas pela nidação (ligação entre o embrião e o útero), sendo muitas vezes autolimitada, caso não sejam autolimitadas e forem seguidas de contrações uterinas pode indicar a provável ocorrência de aborto.
Também na primeira metade da gestação podem ocorrer hemorragias causada por gravidez ectópica, que é a implantação e desenvolvimento do embrião fora do útero.
Durante a segunda metade da gestação as principais causam são:
• Descolamento prematuro de placenta
• Placenta previa
• Vasa previa
• Ruptura uterina
• Sangramentos sem foco definido
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O descolamento prematuro de placenta (DPP) é a separação prematura do útero, geralmente após 20 semanas de gestação, de uma placenta implantada normalmente. Pode ser uma emergência obstétrica. As manifestações podem incluir sangramento vaginal, dor e hipertonia uterina, choque hemorrágico e coagulação intravascular disseminada. O diagnóstico é clínico e, às vezes, por ultrassonografia.
A previa ocorre quando ela se desenvolve no segmento uterino inferior e se posiciona previamente ao feto, recobrindo ou muito próxima do orifício interno do colo uterino.
Vasa previa quando os vasos de inserção velamentosa estão no segmento inferior frente a apresentação fetal.
Ruptura uterina quando ocorre perda de continuidade completa ou incompleta da parede uterina, podendo ocorrer antes ou durante o trabalho de parto.
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Assim, querida gestante, sempre que houver sangramentos, procure atendimento médico.
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No Boletim de duas semanas atrás eram 3 casos em isolamento. Depois passou para 17 e agora já são 42 confirmações.
Desde o último dia 01º de maio, atendendo a uma sugestão da Secretaria de Estado da Saúde, ligada ao Governo de Minas Gerais, a Prefeitura Municipal de Três Pontas, assim como muitas prefeituras mineiras, aboliu o uso das máscaras de proteção contra o coronavírus em ambientes fechados. Coincidência ou não, dez dias depois os resultados voltam a causar alguma preocupação.
No Boletim Epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde, na segunda-feira da semana retrasada, dia 02, havia 03 pessoas em isolamento domiciliar com a covid-19. E na segunda-feira da semana passada, exatamente 7 dias de intervalo, o crescimento foi de carca de 500%, totalizando 17 pessoas reclusas em suas casas. E no Boletim do último dia 16 as confirmações já totalizam 42 casos.
Crescimento em 7 dias (02 a 09 de Maio)
No mesmo período de tempo, houve mais 15 casos confirmados da doença. Dia 02 o total, desde o início da pandemia, era de 10.751 notificações, contra 10.768 do dia 09.
Quanto o número de óbitos, se mantém a estabilidade, com 186 vidas perdidas. Já o número de internados com o vírus ou então com suspeita, segue zerado nos dois indicadores, do dia 02 e do dia 09.
Casos de síndrome gripal no dia 02 somavam 39.541 e 7 dias depois saltou para 39.620.
A boa notícia fica por conta de mais 3 registros de cura. Dia 02 eram 10,562 recuperados e dia 09 trazia 10.565.
Últimos Números
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No Sul de Minas Internações em Alta
Dados analisados pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal-MG) apontam que o número de casos oficiais de casos de Covid-19 está em alta há pelo menos duas semanas no Sul de Minas. Segundo o boletim Indcovid, a média móvel de casos da doença está em tendência de crescimento e já há notícias de novas internações em hospitais da região.
O boletim da Unifal-MG aponta que o relaxamento no uso de máscaras, a lentidão no avanço da dose de reforço e os sucessivos feriados e aglomerações são as causas da nova alta.
Junta-se a isso, a possível influência da circulação da sub-variante B.A.2 e outras derivadas da ômicron, com maior potencial de contágio.
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A região Sul de Minas iniciou a semana com crescimento no número de casos da doença em todas as regionais de saúde com média móvel de 190 novos casos por dia contra 150 novos casos da semana anterior.
Não houve registros de novas internações. Em relação a novos óbitos, o Sul de Minas apresentou queda com média de 0 mortes nos últimos sete dias contra 0,6 da semana anterior.
Em novos casos, oito dos 10 maiores municípios da região apresentaram crescimento, sendo que apenas Itajubá iniciou a semana com tendência de estabilidade.
No estado, a tendência também é de crescimento de novos casos, sem registro de internações e com diminuição de novos óbitos.
Fígado e córneas partiram de Três Pontas e foram transportadas por aeronave do Corpo de Bombeiros
A comissão responsável pela doação de órgãos e tecidos para transplantes da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas, conseguiu a captação de um fígado e as córneas de um único paciente, após autorização da família, mostrando que mesmo no momento de dor pela perda de um ente querido, é possível praticar a generosidade e a empatia, ajudando que outras pessoas se mantenham vivas através da doação de órgãos ou que gozem de mais qualidade.
Uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais pousou no Aeródromo de Três Pontas na manhã desta quarta-feira (11) trazendo uma equipe do Hospital Felício Rocho, de Belo Horizonte, um dos hospitais cadastrados para fazer a captação de órgãos no estado.
O doador foi um paciente de 69 anos, que estava hospitalizado havia alguns dias e que acabou tendo a confirmação de morte cerebral no último domingo.
O trabalho de captação de órgãos é sempre muito minucioso e cheio de critérios a serem cumpridos, passando por exames complexos e cuidados com o doador para que seus órgãos possam ser reaproveitados.
Por conta da idade do doador foram aproveitados apenas o fígado e as córneas, que poderá salvar outra vida vou dar melhor qualidade através de uma nova visão.
Captação de Órgãos em Destaque em Três Pontas
A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, em Três Pontas, fez a primeira doação múltipla de órgãos da unidade de saúde. Foram recebidos o coração, os rins e as córneas do jovem Alessandro de Paula Vitor, de 22 anos, que morreu após complicações depois de um acidente de moto, em janeiro deste ano.
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Sistema Estadual de Transplantes
O sistema estadual de transplantes é composto pela central estadual de transplantes (CET) e pelas organizações de procura de órgãos (OPO’s). É responsável por coordenar a política de transplantes de órgãos e tecidos no estado de Minas Gerais, regulando o processo de notificação, doação, distribuição e logística, avaliando resultados e capacitando hospitais e profissionais afins na atividade de transplantes.
Critérios
A doação de órgãos e sua destinação para transplante é coordenada em Minas Gerais pelo MG Transplantes, que é responsável pela captação e distribuição de órgãos em todo o estado, por meio da central estadual de transplantes (CET).
Há três tipos de doadores: o doador em morte encefálica, o doador vivo e o doador de coração parado. É importante comunicar à família o desejo de ser doador, não é necessário deixar nada por escrito. Podem ser doados os seguintes órgãos e tecidos: córneas, coração, pulmões, rins, fígado, pâncreas, intestinos, pele e tecidos musculoesqueléticos. O doador vivo é qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, sem comprometimento de sua saúde e aptidões vitais. Por lei, podem ser cônjuges e parentes até o quarto grau.
Os doadores vivos podem doar um dos rins, a medula óssea, uma parte do fígado e uma parte do pulmão. O potencial doador vivo também deve ser encaminhado a um centro transplantador, para que se verifique as possibilidades do transplante. A retirada de tecidos e órgãos de doador falecido para transplantes depende da autorização do cônjuge ou parentes até o segundo grau, que são consultados após o diagnóstico de morte encefálica (parada total e irreversível do cérebro, atestado por diversos exames).
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Quando o paciente está em quadro de morte encefálica, podem ser retirados todos os órgãos passíveis de doação. Com o coração parado é possível doar apenas as córneas, que podem ser retiradas num prazo de até seis horas. Para entrar na lista de receptores de órgãos e transplante é preciso ser encaminhado por um médico para um dos centros transplantadores. O paciente é submetido a vários exames, que variam conforme o caso clínico, para que seja comprovada a necessidade do transplante.Para a realização do transplante, há uma lista única do estado de Minas Gerais, sob a responsabilidade do MG Transplantes, em que são observados vários critérios: urgência, compatibilidade de grupo sanguíneo, compatibilidade anatômica (tamanho do órgão e do paciente), compatibilidade genética, idade do paciente, tempo de espera, dentre outros critérios.
Covid-19 e a queda na doação de órgãos
Um levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) revela que, no primeiro semestre de 2021, o número de doadores caiu 13% em nível nacional. O relatório foi publicado em agosto do ano passado e também apontou queda na taxa de doadores efetivos, passando de 18,1 por milhão de habitantes, em 2019, para 15,8 por milhão de habitantes, em 2021. Isso significa que, até 2020, eram necessários três potenciais doadores para efetivar uma doação. Agora, são necessários quatro potenciais doadores para obter o mesmo resultado.
O risco de contaminação e a sobrecarga hospitalar, com a lotação das UTIs, consequências diretas da pandemia de covid-19, foram os principais fatores responsáveis pela baixa. Os procedimentos mais afetados foram os transplantes de pulmão, com decréscimo de 62%, rim e coração, com 34%, e fígado, com redução de 28%. O mês de setembro é dedicado à campanha do Setembro Verde, que reforça a importância da doação de órgãos e tecidos.
Artigo do Dr. Eduardo Marcondes Lemos – Ginecologista e Obstetra
A infecção do trato urinário (ITU) é uma relevante complicação do período gestacional, podendo gerar agravos tanto para a saúde materna quanto do feto.
A gravidez pode ser um fator facilitador para a todas as formas de ITU. Isto se deve às mudanças anatômicas e fisiológicas impostas ao trato urinário da gestantes.
As gestantes podem apresentar quadro chamados de bacteriúricas assintomáticas, o que nada mais é do que uma infecção de urina sem qualquer sintoma para a mulher. Por ser assintomática em torno de 30% dos casos evoluem para pielonefrite, que é a infecção urinaria que atingiu os rins e também a circulação sanguínea.
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O diagnóstico é feito exclusivamente através dos exames de urina, principalmente a cultura da urina (urocultura). O tratamento deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico e, na maioria das vezes, pode ser realizado em casa e com boa efetividade. Porém, nas pielonefrites, há indicação de internação para tratamento com medicamentos endovenosos.
As complicações nos casos de pielonefrite são graves e podem evoluir com infecção generalizada (sepse). São sinais de pielonefrite:
• Dor nas costas, logo abaixo da última costela;
• Febre alta;
• Calafrios;
• Náuseas e vômitos;
• Tremores;
• Perda de consciência;
Outras complicações têm sido associadas à infecção urinária, mesmo aquelas sem pielonefrite:
• Anemia,
• Corioamnionite e endometrite (infecção do útero e placenta).
• Trabalho de parto e parto prematuros,
• Recém-nascidos de baixo peso,
• Ruptura prematura de membranas amnióticas,
• Restrição de crescimento intraútero,
• Paralisia cerebral/retardo mental
• Óbito fetal.
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Vimos neste texto que as complicações das infecções e urina podem ser graves para mãe e bebe. As melhores formas de evitar esta infecção tão comum são a ingestão de muita água e ter um bom acompanhamento pré-natal.
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Situação é alarmante e todos precisamos de informação e cuidados para evitar o agravamento dos quadros e muitas tragédias.
Organizações de saúde avaliam que a pandemia de covid-19 teve um impacto devastador na saúde mundial.
Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) apontam que os efeitos foram ainda maiores na saúde mental, bem-estar e na interrupção de serviços.
Estima-se que em 2030 os transtornos mentais podem custar US$ 16 trilhões à economia global.
O documento “Strengthening mental health responses to COVID-19 in the Americas: A health policy analysis and recommendations”, publicado na revista The Lancet Regional Health – Américas aponta que países da América se esforçam para entender os reflexos da pandemia na população.
Quatro em cada dez brasileiros tiveram algum problema de ansiedade. No Peru os sintomas de depressão cresceram cinco vezes e a ansiedade quadruplicou.
Desemprego, pobreza, insegurança alimentar, foram os problemas que mais agravam a saúde mental e física das pessoas.
Outro dado importante que o estudo traz foi o aumento da violência doméstica. Três vezes mais que a média mundial. Além disso, pessoas contaminadas pelo coronavírus também foram impactadas por transtornos mentais ou neurológicos.
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Entre os principais motivos para esse caos na saúde a OPAS aponta:
– Falta de acesso a serviços de aconselhamento;
– Queda nos atendimentos presenciais;
– Fechamento de escolas;
– Isolamento social imposto pela pandemia.
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Saúde mental no Brasil nas áreas afetadas por conflitos
A saúde mental está diretamente ligada aos aspectos sociais e culturais. Em 2016, o número de conflitos armados foi o maior de todos os tempos: 53 conflitos em 37 países.
Levando isso em consideração, 12% da população mundial estavam vivendo nessa área no momento das violências.
Uma em cada cinco pessoas que vivem em áreas afetadas pelas guerras, tem depressão, ansiedade, transtorno de estresse pós-traumático, transtorno bipolar ou esquizofrenia.
Por isso, a OMS fornece apoio a essas pessoas auxiliando na coordenação e avaliando as necessidades de atenção em saúde mental das populações afetadas.
No entanto, a construção e reestruturação de uma boa saúde mental nesses casos é um projeto a longo prazo, sendo importante o acompanhamento integral dessa população.
Como se sabe, a realidade de muitas pessoas em situação de rua configura-se em um drama social. Eles sofrem com as discriminações, falta de privacidade, carências na educação e saúde, violências, além de possuírem fragilidade dos vínculos sociais.
No Brasil, a cidade que possui maior concentração de população em situação de rua é São Paulo. Em 2015, estima-se que 15.905 pessoas estavam vivendo em situação de rua. Desse número, 7.335 estavam sem abrigo.
Em virtude dessas condições de vida e em busca de fugir da situação em que se encontra, o transtorno mais comum nessa população está associado à dependência de álcool (8% – 58%) e outras drogas (5% – 54%).
Para melhorar o acesso à saúde da população em situação de rua, foi criado o Consultório na Rua. Essas ações são realizadas por equipes da atenção básica em determinadas datas para atuarem no cuidado integral dos pacientes.
Dicas de como conquistar e manter uma saúde mental saudável
– Realize atividades que lhe tragam prazer, como um hobby, aulas de artes, leitura ou ampliar as amizades;
– Mantenha seu corpo ativo por meio da prática de exercícios físicos regulares;
– Desenvolva novos hábitos e objetivos. O cérebro precisa se manter ativo;
– Organize sua rotina, com tarefas e responsabilidades em equilíbrio;
– Durma bem. A falta e o excesso de sono prejudicam à saúde e também podem ser gatilhos para ansiedade, estresse ou depressão;
– Trinta minutos diários de exercícios físicos favorecem o bem-estar físico e mental;
– Pratique meditação. Ela melhora o foco e a concentração;
– Quando necessário, procure ajuda profissional. O desequilíbrio químico do cérebro também afeta a saúde mental;
– Se afaste ao menos um pouco das redes sociais. Elas podem ser nocivas quando usadas em excesso;
– Sorria mais, leve a vida de forma mais leve;
– Se alimente bem e mantenha a hidratação;
– Ter um amigo pet ajuda a manter a saúde emocional em dia;
– Brinque mais, saia mais, dance, se divirta;
– Evite se envolver com várias coisas ao mesmo tempo.
Idoso em situação de rua no centro de Três Pontas.
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Saúde mental no Brasil na saúde pública
A criação dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPs) foi um importante passo da reforma psiquiátrica no Brasil, que aconteceu em 2001.
Os CAPs substituíram o antigo modelo hospitalocêntrico e manicomial e seguem os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) de universalidade, equidade e integralidade.
O papel dos CAPs é o de oferecer assistência, cuidados e tratamentos para a saúde mental da população brasileira.
Além do atendimento às pessoas com transtornos mentais como depressão, ansiedade, esquizofrenia e outros, os CAPs também têm um grande foco aos dependentes de substâncias psicoativas, principalmente o crack, que é uma preocupante realidade entre a população vulnerável no Brasil.
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Saúde mental no Brasil no ambiente corporativo
Levantamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que no mundo, os transtornos mentais e físicos estão entre os principais motivos de faltas no trabalho no Brasil.
A depressão afeta 59% dos trabalhadores. Outros 63% sofrem de transtornos de ansiedade. Estresse afeta 37% dos colaboradores, enquanto outros 44% afirmam ter tido esgotamento mental.
Apesar de ser um tema não muito aberto para discussões na sociedade, é preciso mudar esse cenário com urgência. Faltas e afastamentos impactam diretamente de forma positiva no sistema produtivo.
Apatia ou desgaste emocional são facilmente identificados e, quando tratados precocemente, não geram maiores problemas de saúde.
Mas, se ignorados, podem causar sérios problemas psicológicos, biológicos e até no funcionamento mental e físico do trabalhador. O bem-estar da equipe é responsabilidade do gestor da empresa.
Bons líderes precisam estar atentos para reconhecer os sinais de adoecimento mental. Os custos para tratar o problema tira todos os anos mais de US$ 1 trilhão da economia mundial.
Além disso, são elevados os números de faltas e de afastamentos, reduzindo a produtividade e onerando os planos de saúde. Adotar programas preventivos de saúde e serviço de telemedicina pode ajudar a mudar esse cenário.
Pessoas em situação de rua na Avenida Oswaldo Cruz, no coração de Três Pontas.
Especialistas da USP apontam que o Brasil está entre os países que mais apresentam pessoas ansiosas (63%) e depressivas (59%). A Irlanda ocupa a segunda colocação com 61% da população apresentando ansiedade e 57% depressão.
Esse quadro se agravou ainda mais entre 2020 e 2021 devido à pandemia de coronavírus. Em muitos períodos o afastamento social imposto por quarentena e lockdown privou a população do convívio social e do trabalho.
O estudo da Universidade foi realizado em 11 países. Confinadas em casa, as pessoas que ficaram desempregadas foram as mais afetadas, apresentando sintomas de depressão e de ansiedade.
No mundo a depressão afeta mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades. Juntas, depressão e ansiedade custam US$ 1 trilhão para a economia mundial, de acordo com levantamento da OMS.
Depressão é a causa número um de incapacidade, podendo levar ao suicídio. Todos os anos, mais de 800 mil pessoas com idades entre 15 e 29 anos, se matam. A doença afeta mais mulheres do que homens e pode gerar sérios problemas de saúde física.
Pessoas depressivas têm problemas no trabalho, em casa ou na escola. Tratamentos com multiprofissionais ou atividades físicas podem ajudar na recuperação.
Questionário DASS-21 sobre saúde mental
O questionário usado para distinguir a depressão, ansiedade e o estresse é o DASS- 21, desenvolvido pelo PhD Peter Lovibond.
A avaliação permite medir a gravidade dos sintomas do paciente, mas também um modo de acompanhar e medir a resposta do paciente ao tratamento psicológico.
Seu objetivo é mensurar a intensidade das sensações e comportamentos dos transtornos mentais experimentados nos últimos sete dias.
São questionamentos sobre reações ou sintomas que a pessoa vivencia, decorrente de algumas situações cotidianas. Cada pergunta é classificada na escala Likert de quatro pontos de frequência que vão de zero a três.
Sendo zero, que não se aplica de maneira alguma e três se aplica muito ou o tempo todo. Eles servem para ressaltar os estados emocionais. O resultado pode indicar se é preciso acompanhamento médico.
Porém o teste não substitui uma avaliação psicológica e nem vale como diagnóstico. Se prestar atenção, o ideal é que a pessoa procure atendimento psicológico o quanto antes.
O teste é de domínio público e está disponível na internet por meio de vários sites especializados em saúde mental. Ele serve de alerta para que a pessoa possa procurar ajuda, se auto avaliar e promover mudanças em seu estilo de vida.
Entenda a relação dos jovens com a saúde mental no Brasil
Como se sabe, a adolescência é um período de muitas mudanças. Hábitos sociais e mentais desenvolvidos são importantes para o bem estar social.
Diante tantas mudanças, estudos apontam que entre 10 e 19 anos existe uma prevalência maior de transtornos mentais, sendo o principal fator agravante as incertezas dessa fase da vida.
De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde, as condições de saúde mental são responsáveis por 16% da carga global de doenças e lesões em pessoas com idade entre 10 e 19 anos.
Os dados também apontam que metade de todas as doenças mentais começa aos 14 anos, mas a maioria dos casos não é detectada nem tratada. Entre os transtornos, a depressão se destaca como uma das principais causas de doença e incapacidade entre adolescentes.
Ao longo da vida, uma em cada dez pessoas precisará de cuidados de saúde mental. Se os momentos de estresse e apreensão não forem reconhecidos e gerenciados, esses sentimentos podem levar à doença mental.
Infelizmente, a maioria não é diagnosticada e muito menos tratada. Consequentemente, o suicídio torna-se a terceira causa de morte entre os adolescentes.
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Como prevenir os transtornos?
Independente do tipo de problema que possamos enfrentar na vida, prevenir os transtornos mentais é sempre possível. O equilíbrio físico e mental pode partir de ações simples no dia a dia, seja em casa, no lazer ou no trabalho.
Manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regulares, dormir bem, pode ser o ponto de partida na prevenção de doenças. Vamos ver outras sugestões que podem ajudar a prevenir transtornos mentais.
– Mantenha o equilíbrio emocional partindo de quatro passos: não seja impulsivo; seja flexível; não foque somente no problema, busque soluções e acima de tudo, respeite seus limites;
– Sempre fale o que pensa ou sente;
– Não acumule tristezas e angústias;
– Mantenha a respiração estável, mesmo em situações de estresse;
– Ame a vida e mantenha o foco no presente.
Atividades de promoção e prevenção
Além das medidas individuais, é preciso olhar para a saúde mental como saúde pública. A visão estrutural da promoção e prevenção dos transtornos envolve:
Intervenções psicológicas individuais online, para ampliar o acesso à ajuda específica;
Intervenções focadas na família, como treinamento do cuidador;
Intervenções nas escolas, como ensino sobre saúde mental e habilidades para a vida. Treinamento pessoal para a detecção e manejo básico do risco de suicídio e programas escolares de prevenção para adolescentes vulneráveis à condições de saúde mental;
Programas para prevenir e administrar os efeitos da violência sexual em adolescentes;
Programas multissetoriais de prevenção ao suicídio.