Categoria: Três Pontas

  • ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala sobre a situação do comércio local diante da pandemia

    Bruno Carvalho fala sobre a importância de “deixar o dinheiro na cidade” e aborda a “briga” no setor de farmácias em busca de igualdade

    O governo do estado de Minas Gerais segue com a sua política de combate a pandemia de coronavírus tendo como principal ferramenta as polêmicas ondas, cada uma com uma cor e suas demandas e restrições, dentro do programa Minas Consciente. E praticamente todas as cidades hoje ainda seguem na chamada onda roxa, a mais restritiva de todas elas. Isso inclui a cidade de Três Pontas. Apesar de uma leve melhora na ocupação dos leitos de UTI em alguns municípios, o resultado está longe de ser expressivo para a saúde e, ao mesmo tempo tem prejudicado e muito a economia mineira, tanto o setor industrial quanto o comercial. Muitas empresas fechando, demissões em massa e um cenário que parece estar longe de sofrer um revés. Para falar um pouco mais sobre isso, conversamos com o presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas,  Bruno Dixini  Carvalho, reeleito recentemente para o seu segundo mandato.

    Conexão – Um ano de pandemia atingindo também o setor comercial de Três Pontas. Quais os reflexos dessa realidade que afeta o Brasil e o mundo todo para as empresas do nosso município?

    Bruno – Falando especificamente da onda roxa, a gente tá vivendo um ano de pandemia e isso representa uma tremenda dificuldade para o comércio local. Isso representa a perda de clientes pelos comerciantes e o poder de compra do cliente também vem sendo muito afetado por conta da inflação. Temos vários aumentos de preço e a cadeia produtiva vem enfrentando problemas até hoje. E isso tudo encareceu muito os produtos que são consumidos. A movimentação do produto está mais cara e a escassez também gera aumento de preço. O cliente está com poder de compra bem defasado e com medo de comprar. Há uma queda muito grande no consumo. 

    Há muito medo por conta da perda de empregos, da diminuição dos postos de trabalho. As pessoas estão diminuindo o consumo e de fato não estão tendo dinheiro. Além disso, existe uma crise de pessimismo no momento em que a gente vive, há uma insegurança jurídica vendo essas coisas no STF, uma insegurança política vendo por aí prefeitos, governadores e o presidente falando coisas que não batem um com o outro. 

    Também há uma crise de saúde que não se conseguiu evoluir muito, nem em leitos de hospital no Brasil inteiro, a vacina ainda chega devagar e com informações muito truncadas. Também há a crise econômica. Então infelizmente temos todos os motivos para estar com a cabeça bagunçada, um ambiente de incerteza e falta de sonhos. A pessoa não tem perspectiva mais! Há o medo de realizar um investimento grande, de trocar de carro ou comer um produto de valor agregado maior. Ela tenta guardar dinheiro, pois não sabe o que vem pela frente. Isso, de um ano para cá, representou muitas perdas. 

    Conexão – Além disso tudo que você falou, há o fechamento de várias empresas, do comércio em Três Pontas? 

    Bruno – Três Pontas vive um momento interessante porque desde a época do surgimento da covid-19 o município gerou 468 empregos, segundo uma pesquisa do Sebrae. Em Varginha, com o triplo da nossa população, foram gerados 211 vagas. Em Três Corações, também com população maior que a nossa, houve perda de 290 postos de trabalho. Aqui eu não lembro de ver empresas conhecidas fechando as portas. Mas está havendo uma dança de cadeiras. Inclusive um restaurante que aparentemente fechou, mas que vendeu para outra pessoa que segue com o mesmo negócio. Não houve muitos fechamentos, mas houve mutações. 

    Minha irmã, por exemplo, tinha uma loja no centro e agora está com a loja em casa. Nesse cenário muitas empresas estão agindo assim, trocando aluguéis, muitas vezes, mais caros por outros mais baratos. Os trespontanos, assim como o empresário de modo geral em todo Brasil e em todo mundo, se viu com a necessidade de diminuir as despesas para conseguir manter pelo menos a empresa viva em relação a postos de trabalho.

    Conexão – Você notou se ainda, de uma forma linear, os empregos estão sendo mantidos ou se houve um pequeno agravamento na manutenção dos empregos?

    Bruno – Sim. O que tem acontecido agora do começo do ano para cá, a gente vê nossas empresas mais enxutas, já que o movimento caiu e os comerciantes também estão preocupados neste momento de economia em crise, eles acabam cortando um colaborador ou mais, infelizmente. 

    O auxílio emergencial não estava sendo liberado e agora ele tem previsão de começar a cair na conta de muitos brasileiros, porém em valor muito menor. Tanto o consumidor como o empresário estão sonhando pouco, há muita preocupação com o futuro. Essa onda de pessimismo acaba retraindo um pouco a economia e a admissão de novos colaboradores.

    Conexão – A Associação Comercial tem uma gama de serviços que oferece aos comerciantes credenciados. E também tem o serviço de recebimento de currículos. A procura por emprego vem aumentando na AcaiTP?

    Bruno – Em relação a demanda de currículos de fato é um número que diariamente chega na Associação. Mas penso que nesse aspecto ainda estamos numa escala normal. Desde o ano passado mesmo isso vem ocorrendo. É muito concorrido o mercado, há muita gente boa e a gente enxerga muito campo para as pessoas se qualificarem. É necessário haver qualificação. E nesse aspecto a Associação Comercial tem cursos online através da plataforma Cresça Mais. A gente tem caminhos aí para capacitar de forma online, já que a capacitação presencial não pode ser feita neste momento. Mas mesmo assim, no ano passado, a gente conseguiu realizar dois ou três eventos com total proteção para as pessoas, mantendo distanciamento. Eram poucas pessoas mas que saíram com boas informações. A nova diretoria está muito empolgada, a gente tá revendo nosso portfólio todo. Fazemos isso de 3 em 3 anos, quando uma diretora inicia. Então nós temos trabalhado muito nesse sentido. Mas o momento é desafiador e então a gente tem buscado trazer melhorias para nossos associados, mesmo diante desse cenário de pandemia.

    Conexão – Quantos comércios existem hoje em Três Pontas? O número de associados hoje da AcaiTP, no seu entendimento, poderia ser bem maior para que esse próprio comerciante pudesse ter acesso a tantos benefícios, ainda mais num momento de tanta dificuldade?

    Bruno – A associação briga pelo empresário durante todo tempo e principalmente em épocas complicadas como a que estamos enfrentando. É uma representatividade que oferecemos, uma defesa de cada comércio. A associação tem hoje 366 associados. Empresas que são MEI, empresas de médio e grande porte, que deve ser em torno de 10% a 15% do volume do comércio em Três Pontas. Mas ainda é um número muito abaixo do potencial que temos diante da qualidade e da variedade de serviços que a Associação Comercial oferece. O comerciante às vezes fica sozinho, não tem muita informação, não busca informação, justamente por não estar associado. Isso acontece sim. A Associação tem muito a oferecer aos nossos associados.

    É importante que outras empresas se alertem e venham se filiar, até para dar mais peso quando a gente vai buscar algum benefício. Quanto mais empresas estiverem nessa corrente, mais forte fica a associação. Temos produtos consagrados, diversas consultas, também tem a questão da Unimed e seus benefícios. Cada empresa tem uma necessidade particular e temos muitos serviços para o microempresário, temos um banco de informações para ele, vantagens junto ao Sebrae, etc. A Associação segue apoiando iniciativas e vem mostrando, oferecendo cursos, fortalecendo o comércio online, já que nós reformulamos totalmente a página da associação. Temos agora a ferramenta “Compre no Comércio de Três Pontas”, com um catálogo por segmento de todas as empresas que possuem Instagram, WhatsApp ou Facebook e lá, nesse espaço, colocamos um link para essas redes sociais das empresas credenciadas e isso facilita ao máximo a conexão do consumidor com a empresa associada. 

    Conexão – Três Pontas é um comércio de excelente qualidade, muita variedade e bom atendimento, além de preços competitivos. Mas ainda muitos consumidores preferem comprar fora. O que pode ser feito para que o dinheiro fique em Três Pontas?

    Bruno – A gente nota hoje em dia mais variedade e melhores preços. Mas se esse comércio local estivesse ainda mais antenado à necessidade de se filiar à Associação Comercial, em contrapartida recebendo mais informação, uma melhor estrutura, percebendo que não está sozinho, que pode caminhar com uma estrutura um pouco melhor, esse quadro seria mudado mais facilmente.

    Conexão – O que que é Associação Comercial tem feito para mostrar para o consumidor de Três Pontas que compensa comprar no comércio local?

    Bruno – Engraçado que essa sua pergunta realmente é muito interessante. Percebi que de um ano e meio para cá que vários segmentos aportaram aqui. Empresas que não são daqui e que agora estão vindo com mais frequência. Vemos isso no setor supermercadista e agora no de farmácia e realmente isso é preocupante porque essas empresas não são baseadas aqui, embora estejam aqui o dinheiro vai para o lugar que ela se originou. Então é preocupante para os empresários daqui. Por isso ele tem que fazer uma corrente, se fortalecer. 

    Quando o consumidor compra no comércio local o dinheiro fica aqui, é gasto ou investido aqui pelo empresário e movimenta a nossa economia. Então é muito importante que o cidadão tenha essa concepção de comprar aqui. Quando compramos fora ou de empresas de fora o nosso dinheiro vai embora, há uma evasão de dinheiro. Temos que fazer o movimento contrário. Deixar o dinheiro da cidade na cidade e investir para atrair clientes de outros municípios. 

    Claro que os comerciantes locais precisam atrair cada vez mais e melhor os seus clientes, com novidades, promoções e muita criatividade. O cliente, quando encontrar algum preço melhor fora, ou num concorrente local, pode falar para o empresário que achou condições melhores, que na loja dele não tem tal produto. Fazer com que o comerciante se movimente, que crie melhores condições de compra para seus clientes. Isso também precisa ocorrer. 

     

    Conexão – A Prefeitura não divulga mais os plantões de farmácia, já que algumas empresas locais deixaram os plantões por verem uma discrepância, situações distintas referentes ao funcionamento de farmácias vindas de fora, beneficiadas inclusive mediante liminar da Justiça. Como você avalia toda polêmica envolvendo o setor de farmácias na cidade?

    Bruno – Com relação às farmácias é uma situação muito desagradável. A Associação Comercial não foi envolvida em momento algum. Não nos procuraram. Nessa briga a gente não tem pleno conhecimento. 

    As farmácias locais estão sim se sentindo prejudicadas. De fato não têm divulgado frequentemente esses plantões, já que algumas deixaram de fazer parte. Há claramente um prejuízo diante do que acontece com algumas empresas de fora, que acabaram tendo uma liminar e funcionam de forma diferente. 

    Nossa intenção é proteger as farmácias locais e faremos de tudo que for preciso, que estiver ao nosso alcance para que elas não sejam prejudicadas. O consumidor está no papel dele, diante das novas empresas. Mas se a gente prestigiar o nosso colega aqui da cidade, o empresário daqui, deixaremos a cidade mais forte sempre. O nosso comerciante precisa se inovar, mostrar benefícios e vantagens para o consumidor. E lembrar que não existe mágica de preços. Não há diferenças gritantes entre as empresas de fora e as locais, muito pelo contrário, vemos condições muito boas e até melhores em alguns casos ofertadas pelos empresários trespontanos. 

    A prestação do serviço local é excelente, geralmente bem melhor que o serviço ofertado pelas empresas de fora. 

    Conexão – Para encerrar, uma mensagem que você deixaria de apoio nesse momento aos comerciantes que estão vendendo uma situação muito difícil.  

    Bruno – O empresário está com as portas abertas mas a gente sabe, claro, que a onda roxa vai interferir de uma forma fundamental, pesada, direto no seu faturamento. 

    A gente tem que ter perseverança! Quando a gente tá vivendo um problema geralmente a gente fica muito bitolado no problema. Lembrar que se o comerciante não pode receber o cliente dentro do comércio lojista, no caso dos comerciantes de calçados, de roupas, o que é muito ruim para esse empresário,  é necessário que ele busque alternativas, usando da criatividade. As vezes enviar para o cliente uma lista de produtos, de promoções pelas redes sociais, enviar um vendedor até a casa das pessoas para levar uma amostra, tentar fazer a venda pelo cartão, enfim, estender sua loja para outro universo, o universo online. Investir nessa questão.

    As empresas estando abertas é algo muito importante para o município, tanto na parte da geração de emprego quanto no investimento que as empresas fazem na cidade, elas fazem circular muito dinheiro na cidade. desde o início da pandemia, desde que o comércio passou a ser penalizado com fechamento, nós passamos a oficiar a Prefeitura pedindo a reabertura. Infelizmente parece que isso tudo se trata de movimento político por parte do governador de Minas que se descompatibilizou com o presidente Bolsonaro. Infelizmente parece que nos tornamos massa de manobra para esses políticos. Isso é devastador para as empresas e a gente sempre pediu, de imediato, que abrissem o comércio. Seguiremos lutando pelo nosso empresário, pelos nossos comerciantes.

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • BOA NOTÍCIA: TRÊS PONTAS CHEGA A 3.000 CURADOS DA COVID-19

    BOA NOTÍCIA: TRÊS PONTAS CHEGA A 3.000 CURADOS DA COVID-19

    Total de casos é de 3.300 positivados com mais 2 óbitos hoje. Município contabiliza 72 mortes.

    Três Pontas confirmou que já foram curadas 3 mil pessoas do coronavírus no município. Uma notícia que traz esperança e que demonstra o quanto os profissionais de saúde têm se dedicado em salvar vidas.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quarta-feira (14) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais duas mortes.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.300 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 3.000 já se recuperaram e, infelizmente, 72 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 228 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 228 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.950.

    Uma pessoa segue internada com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros quinze casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 213 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 364 dias. Isso dá uma média de 9,06 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 40 Homens

    _ 32 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 15

    _ 60 a 79 anos – 38

    _ 80 anos ou mais – 18

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 28

    _ Hipertensão – 16

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 41

    _ Doença Renal Crônica – 06

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 04

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 04

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 02

    _ Autismo – 01

    _ Outra Pneumopatia Crônica – 01

    _ Hipotireoidismo – 01

    _ Asma – 01

    _ Sequela de AVC – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 31

    _ 8 a 15 dias – 26

    _ 16 a 21 dias – 06

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

    *Foto ilustrativa

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    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • Secretaria de Saúde confirma mais uma morte por covid-19; Total de óbitos chega a 70 em Três Pontas

    Secretaria de Saúde confirma mais uma morte por covid-19; Total de óbitos chega a 70 em Três Pontas

    Número total de casos é de 3.285 positivados. Curados já somam 2.986.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta terça-feira (13) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais uma morte.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.285 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.986 já se recuperaram e, infelizmente, 70 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 229 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 229 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.882.

    Nenhuma pessoa segue internada com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros dezoito casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 211 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 363 dias. Isso dá uma média de 9,04 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 39 Homens

    _ 31 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 14

    _ 60 a 79 anos – 38

    _ 80 anos ou mais – 17

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 27

    _ Hipertensão – 15

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 40

    _ Doença Renal Crônica – 06

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 04

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 04

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 02

    _ Autismo – 01

    _ Sequela de AVC – 01

    _ Outra Pneumopatia Crônica – 01

    _ Hipotireoidismo – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 31

    _ 8 a 15 dias – 24

    _ 16 a 21 dias – 06

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • Secretaria de Saúde confirma mais 3 mortes por covid-19 em Três Pontas; Total é de 69 óbitos

    Secretaria de Saúde confirma mais 3 mortes por covid-19 em Três Pontas; Total é de 69 óbitos

    Número total de casos é de 3.269 positivados. Curados já somam 2.964.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (12) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais três mortes.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.269 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.964 já se recuperaram e, infelizmente, 69 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 236 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 236 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.826.

    Cinco pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros quatorze casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 222 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 362 dias. Isso dá uma média de 9,03 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 38 Homens

    _ 31 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 13

    _ 60 a 79 anos – 38

    _ 80 anos ou mais – 17

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 27

    _ Hipertensão – 15

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 40

    _ Doença Renal Crônica – 06

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 04

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 04

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 02

    _ Autismo – 01

    _ Sequela de AVC – 01

    _ Outra Pneumopatia Crônica – 01

    _ Hipotireoidismo – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 31

    _ 8 a 15 dias – 23

    _ 16 a 21 dias – 06

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

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    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • Urgente: Incêndio destrói casa no centro de Três Pontas

    Urgente: Incêndio destrói casa no centro de Três Pontas

    Uma residência desocupada (vazia) pegou fogo no fim da tarde deste sábado (10), na esquina das ruas Afonso Pena e Américo Miari, no centro de Três Pontas. 

    De acordo com as primeiras informações, apuradas pelo Jornalismo do Conexão Três Pontas, que esteve no local, o imóvel, aparentemente abandonado, estaria em processo de inventário familiar (descrição detalhada do patrimônio de pessoa falecida, para que se possa proceder à partilha dos bens). Não havia ninguém no interior da casa no momento em que as autoridades chegaram para registrar a ocorrência. As chamas destruíram praticamente todo imóvel.

    Imagem Redes Sociais

    O Corpo de Bombeiros de Varginha foi acionado para apagar as chamas. Também estavam no local o caminhão pipa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, os Anjos da Vida Socorristas Voluntários e a Polícia Militar de Três Pontas, que isolou as imediações do local por conta do risco de desabamento e também para que as equipes pudessem trabalhar, apagar o fogo com mais tranquilidade.

    Imagem Redes Sociais

    Nossa reportagem conversou com as autoridades no local e questionou sobre o ocorrido, os motivos que podem ter causado o incêndio.  Nos foi passado que, possivelmente, o incêndio possa ter sido causado de forma acidental ou até mesmo criminal por indivíduos que utilizavam o local para o consumo de drogas.

    Imagem Redes Sociais

    Apesar de todos os avisos e apelos das autoridades municipais atentando para a necessidade de evitar aglomeração e sair de casa apenas em extrema necessidade, cerca de 30 pessoas, a grande maioria com máscaras é verdade, estavam no local registrando imagens com celulares e acompanhando a ação de rescaldo. 

    O trânsito foi interditado no entorno do casarão (trechos das ruas Américo Miari e Afonso Pena) e até o fechamento desta reportagem não havia sido liberado. Felizmente ninguém se feriu.

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  • Ótima notícia: Santa Casa de Três Pontas recebe mais cinco capacetes para ventilação não invasiva para tratar pacientes graves com a covid-19

    Ótima notícia: Santa Casa de Três Pontas recebe mais cinco capacetes para ventilação não invasiva para tratar pacientes graves com a covid-19

    Aparelhos, que evitam a necessidade da traumática intubação, foram enviados pelo deputado federal Diego Andrade e se juntam aos 11 anteriormente comprados pelo HSFA

    A Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, em Três Pontas, recebeu na manhã desta sexta-feira, (9) mais 5 capacetes de respiração (Ventilação Mecânica Não Invasiva (VMNI). Os equipamentos foram entregues à direção da Santa Casa pelo professor João Victor Mendes, em nome do deputado federal Diego Andrade, majoritário em Três Pontas.

    De acordo com o provedor Michel Renan Simão Castro, os cinco novos capacetes de respiração se somam aos 11 anteriormente adquiridos pelo próprio Hospital, com recursos próprios.O grande benefício dos equipamentos é prestar um atendimento emergencial aos pacientes em estado grave com covid-19 evitando que os mesmos precisem ser entubados, procedimento sempre mais traumático e complicado. Além disso, os capacetes de respiração são mais baratos do que os respiradores.

    Também participaram da entrega dos aparelhos chefes de enfermagem, a secretária municipal de Saúde Teresa Cristina Rabelo Corrêa e o diretor clínico do HSFA, Dr. Eduardo Camargo Vasconcelos.

    “O aparelho ajuda a reduzir a inflamação pulmonar, melhora a oxigenação, previne a intubação e evita a ventilação mecânica invasiva.”

    Segundo a enfermeira coordenadora da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, de Três Pontas, Alessandra Coelho Pereira Oliveira, a chegada dos novos equipamentos, somados aos outros 11 que já atuam no tratamento de casos mais graves do coronavírus, significa um fôlego maior diante da demanda de atendimento que segue crescendo. Com os 16 capacetes o hospital amplia sua estrutura e qualifica o seu atendimento durante a pandemia.

    Capacetes Respiradores

    Os “capacetes-respiradores”, batizados de Bolha de Respiração Individual Controlada (BRIC), é um instrumento, uma bolha impermeável e transparente, individual, descartável, com conexões respiratórias. São dispositivos amplamente usados na Itália para o tratamento de pacientes com o novo coronavírus (Sars-CoV-2) e estão aos poucos sendo implementados no Brasil, desde o segundo semestre de 2020, com aprovação da ANVISA. A ferramenta é uma interface entre o paciente e o aparelho de ventilação mecânica. “Ele é acoplado ao ventilador ou ao fluxo do oxigênio com pressão positiva de oxigênio. É um jeito de fazer com que o ar chegue ao paciente de forma não invasiva, diferente da intubação, que necessita um tubo orotraqueal”, aponta André Nathan, pneumologista do Hospital Sírio-Libanês (SP).

    “O objetivo com a utilização do aparelho é evitar a intubação. A intubação no paciente com Covid-19 aumenta muito a taxa de mortalidade. Por isso, o desafio é evitar o máximo esse procedimento. Com o uso do capacete, o objetivo também é proporcionar uma alta precoce do paciente.”

    O capacete envolve a cabeça inteira do paciente e é selado com um colar macio e hermético que envolve o pescoço. “Outra vantagem é que ele não permite que o vírus se espalhe no ambiente, já que não permite que grande quantidade de gás vaze, e ainda é possível colocar um filtro na saída de ar. Também melhora a troca de oxigênio e não atrapalha a troca do gás carbônico, além de ser mais confortável para o paciente do que a máscara, que aperta e pode dar a sensação de claustrofobia a algumas pessoas”, explica Carlos Carvalho, pneumologista e diretor da UTI do Incor.

    Dispositivo pode ajudar a reduzir número de internações

    “O capacete não é tão eficaz quanto a intubação, mas o suporte que ele proporciona, em alguns casos, é suficiente para evitar a intubação”, indica Nathan. Em 2016, pesquisadores da Universidade de Chicago realizaram um estudo que mostrou que o uso desses capacetes em vez de máscaras faciais comuns (a outra alternativa não-invasiva) fez com que os pacientes tivessem três vezes menos chances de necessitar de intubação. O grupo que usou o dispositivo também passou menos tempo na UTI e teve melhor sobrevida. Para que a terapia tenha maior chance de sucesso, a indicação necessita ser bem determinada.

    O médico intensivista Eric Júnior, explica que a Ventilação Mecânica não Invasiva (VMNI) torna-se uma importante opção para o tratamento da insuficiência respiratória aguda em pacientes de UTI. O capacete é composto do capuz, que cobre toda a cabeça do paciente, feito de material transparente e macio. Usados em pacientes com quadro grave da Covid-19, os capacetes têm a função de fazer uma ventilação contínua não invasiva. “Normalmente, esse processo é feito por período, com sessões entre uma hora e uma hora e meia. Esse equipamento permite fazer uma ventilação invasiva prolongada por dois a três dias”, explica o médico.

    “O uso dos capacetes pode reduzir a inflamação pulmonar, melhorando a oxigenação e o esforço do paciente, prevenindo a intubação e evitando a ventilação mecânica invasiva com alto risco. Além disso, por ser um dispositivo estanque (vedado), diminui drasticamente as chances de contaminação dos profissionais de saúde que estão na linha de frente do combate à doença.”

    O tratamento tem seus riscos e por isso deve ser feito em uma fase precisa da doença, sempre por uma equipe que conhece a interface e sabe como oferecer os cuidados de modo adequado. A atenção à resposta do paciente é essencial para evitar outros problemas. A pressão positiva também pode danificar o pulmão, assim como em outros tipos de terapia. Por isso, antes de aplicar a técnica em alguém, é necessário balancear riscos e benefícios.

    O médico pneumologista Marcelo Amato, professor livre-docente da Universidade de São Paulo (USP). que também é supervisor científico da UTI Respiratória do Instituto do Coração de São Paulo (Incor), testou o uso do capacete em alguns pacientes que, por conta da covid-19, apresentavam fibrose pulmonar em estado avançado. Ou seja, quando o tecido pulmonar é danificado pela infecção no pulmão, causando desconforto na respiração. Ele garante que foi possível reverter o quadro clínico desses pacientes com a utilização dos capacetes de respiração. “O uso do capacete nesta condição pode contribuir para remodelar a fibrose pulmonar que ainda não é definitiva, diminuindo o estresse mecânico sobre o pulmão, reduzindo a inflamação, e permitindo uma maior reabsorção de colágeno. Reduzimos assim a fibrose e nenhum paciente precisou ser intubado, eles voltaram a ficar independentes, sem uso de oxigênio suplementar”, salienta.

    A utilização desses equipamentos já foi estendida a pacientes internados com quadros graves de Covid-19 em hospitais de diversas localidades brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Espírito Santo e Piauí) e agora é um grande aliado na luta contra o coronavírus na Santa Casa de Três Pontas.

    Fotos meramente ilustrativas

    Fontes Viva Bem / Uol / InforChannel

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  • Três Pontas confirma mais 2 óbitos por coronavirus; Total de mortes chega a 66

    Três Pontas confirma mais 2 óbitos por coronavirus; Total de mortes chega a 66

    Número total de casos é de 3.214 positivados. Curados já somam 2.938.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quinta-feira (08) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais dois mortes.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.214 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.938 já se recuperaram e, infelizmente, 66 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 210 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 210 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.575.

    Três pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros vinte e dois casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 188 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 357 dias. Isso dá uma média de 9,00 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 36 Homens

    _ 30 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 12

    _ 60 a 79 anos – 37

    _ 80 anos ou mais – 16

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 27

    _ Hipertensão – 14

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 38

    _ Doença Renal Crônica – 06

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 04

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 04

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 02

    _ Autismo – 01

    _ Outra pneumopatia crônica – 01

    _ Sequela de AVC – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 30

    _ 8 a 15 dias – 23

    _ 16 a 21 dias – 04

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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    Roger Campos

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  • NA CÂMARA: Plenário aprova criação do Programa Municipal Jovens Talentos para promover a empregos

    NA CÂMARA: Plenário aprova criação do Programa Municipal Jovens Talentos para promover a empregos

    SERVIDORA NÍDIA É HOMENAGEADA EM SUA APOSENTADORIA

    Na sessão de segunda-feira, 5 de abril, os vereadores aprovaram por unanimidade um Projeto de Lei importante para a geração de empregos em Três Pontas. A outra proposta aprovada foi o Projeto de Decreto legislativo de iniciativa do vereador Professor Popó, concedendo Título de Cidadania Honorária à Promotora de Justiça da Comarca, Dra. Ana Gabriela Brito Melo Rocha.

    No pequeno expediente, o vereador Luciano Diniz usou seu tempo para se solidarizar com os familiares da senhora Tereza de Fátima Moreira e da jovem Ana Júlia por seus falecimentos e manifestou sua preocupação com os trespontanos vitimas da Covid 19. Ele afirmou que as pessoas continuam ignorando o perigo e se aglomerando em sítios, fazendas e ranchos e que no final de semana muitas pessoas de outras cidades vieram para Três Pontas nestas festinhas. Luciano afirmou ser falta de consciência destas pessoas e que não adianta o esforço das autoridades se não houver colaboração da população.

    O vereador Professor Popó por sua vez também citou a pandemia para iniciar sua fala, afirmando que as pessoas estão com os nervos á flor da pele e que é preciso carinho com os servidores da saúde que estão na linha de frente. Ele lamentou o fato de algumas pessoas ainda estarem circulando sem máscara, principalmente em locais de pouca ventilação, onde é mais perigoso ainda. Popó sugeriu que o município encontre uma forma de distribuir máscaras gratuitamente para pessoas mais carentes para amenizar a contaminação.

    O vereador Paulinho leiteiro também abordou o tema da Covid-19 e comentou que é preciso haver mais colaboração da população e que os cuidados não são respeitados por muitos. Ele disse que a esperança é a vacina para conter esta contaminação. Paulinho agradeceu ao deputado Dalmo Ribeiro pela destinação através de Emenda no valor de R$ 40 mil para a Escola Marieta Castro, recursos estes já no caixa da escola. A solicitação deste dinheiro foi feita em 2020 e agora foi liberada e pediu ofício de agradecimento ao deputado. Para finalizar elogiou o trabalho do servidor João Perete na poda de árvores e ressaltou que o município precisa adquirir equipamentos mais modernos para este tipo de serviço. Paulinho também se solidarizou com os familiares que perderam entes queridos para a Covid em nossa cidade.

     

    O vereador Roberto Cardoso solicitou ofício de condolências aos familiares da senhora Alvarina, que residia na Avenida Brasil e que havia caído da maca de uma ambulância dias atrás, motivo pelo qual ele pediu a revisão destas ambulâncias do município na semana passada. Robertinho lamentou também o falecimento de Serginho, que era muito conhecido na cidade e de família tradicional. O vereador ainda falou do grande número de pessoas de fora visitando a cidade no final de semana. No final, pediu ofício reforçando a solicitação para que seja feita limpeza no Bairro Olavo de Lima que está com muito mato.

    A vereadora Selena Caté seguiu na linha dos demais e afirmou haver muitas pessoas de outras cidades aqui no final de semana e pediu que houvesse barreiras sanitárias nas entradas da cidade com fiscalização. Selena agradeceu à servidora da Câmara, Nídia Xavier que está se aposentando pelos trabalhos prestados aqui e entregou a ela, que estava na plateia uma flor simbolizando seu agradecimento. O vereador Sérgio Silva aproveitou o ensejo e desejou sucesso à servidora que por quase 30 anos esteve trabalhando na Câmara.

    O secretário da Mesa, Luan do Quilombo manifestou condolências às famílias enlutadas pela Covid 19 e em seguida agradeceu à secretaria de Obras pela manutenção na estrada vicinal que liga Três Pontas à Carmo da Cachoeira, serviço este solicitado por ele na semana passada. Luan lamentou e chamou de vergonhoso o fato de a PM ter que chamar a atenção das pessoas para usarem máscaras nas ruas e que cada um precisa fazer a sua parte para que não haja a transmissão desta doença fatal.

    Já o vereador Coelho do Bar afirmou que não adianta falar mais, pois todos sabem dos riscos e que existe fila em todo lugar e o ficam culpando o comércio que precisa trabalhar. Sobre as filas em supermercados, Coelho sugeriu que as pessoas pulverizem mais e não fiquem em filas, indo para onde estiver mais vazio ou compre em dias alternados. Coelho diz que isto está prejudicando somente os pequenos comerciantes e reclamou que o governador Zema liberou o futebol como se não houvesse Covid e pede pra fechar os pequenos e que é conversa pra boi dormir. Ao final se solidarizou com as famílias enlutadas.

    O vice-presidente Antônio do Lázaro reclamou da falta dos Laranjinhas na fiscalização e orientação das pessoas nas filas e do fechamento de barbearias e academias, mas que a bebida continua sendo vendida em grande quantidade nos finais de semana e bancos continuam lotados assim como os supermercados.

    Para encerrar o pequeno expediente, o presidente Maycon Machado agradeceu à servidora Nidia Xavier e anunciou que será homenageada posteriormente na Câmara por seus relevantes serviços prestados. Ele manifestou seus sentimentos às famílias enlutadas e especialmente a sua ex-aluna Ana Júlia (Juju). Maycon sugeriu à administração municipal a criação de um comitê de alimentação, que possa difundir a doação de um quilo de alimentos às pessoas que forem tomar a vacina do Covid 19, contudo deixou claro que a doação não seria obrigatória, apenas uma forma de arrecadar alimentos para cestas que seriam distribuídas para aqueles que passam por necessidades neste período de pandemia, como já ocorre em outras cidades. Ele também sugeriu que os comércios essenciais que estão funcionando, disponibilizarem pessoas para orientação em filas, como faziam os laranjinhas ou que contratem pessoas para este trabalho como orientadores. Maycon sugeriu que haja entre os poderes constituídos, um consenso para que as academias possam abri, pois vê incoerência nessa decisão e que possam funcionar seguindo algumas regras, como redução de horários, de quantidade de frequentadores e outras formas de funcionarem dentro das normas de segurança e deixou claro que as portas da Câmara estão abertas para ajudar os profissionais de academia no que precisarem.

    PROJETOS APROVADOS

    PROJETO DE LEI Nº 049, DE 12 DE MARÇO DE 2021 – CARÁTER DE URGÊNCIA

    O presente projeto de lei tem por finalidade criar o Programa Municipal Jovens Talentos para promover a empregabilidade de jovens residentes na cidade de Três Pontas através do alinhamento da oferta de cursos de qualificação com as demandas solicitadas pelas empresas locais.

    PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 004, DE 16 DE MARÇO DE 2021

    Iniciativa: Vereador Francisco Fabiano Diniz Junior

    Ementa: “Concede Título de Cidadania Honorária Trespontana à Promotora de Justiça da Comarca de Três Pontas, Dra. Ana Gabriela Brito Melo Rocha”.

    Fonte Ascom Câmara TP

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  • Três Pontas confirma mais 6 mortes por covid-19; Total de óbitos chega a 64

    Três Pontas confirma mais 6 mortes por covid-19; Total de óbitos chega a 64

    Número total de casos é de 3.189 positivados. Curados já somam 2.925.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta quarta-feira (07) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais seis mortes.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.189 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.925 já se recuperaram e, infelizmente, 64 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 200 pessoas estão com o vírus.

    Números de Ontem, 06/04

    Números de Hoje, 07/04

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 200 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.494.

    Quatro pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros quinze casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 185 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 356 dias. Isso dá uma média de 8,95 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    Apuração

    O Conexão Três Pontas conversou com responsáveis pela Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas na tarde de hoje. Sobre as seis mortes divulgadas todas nesta quarta-feira (07), nos foi informado que “são óbitos que ocorreram desde o último dia 01º de abril e que entraram no Boletim Epidemiológico agora.”

    Nas 6 mortes em questão não entram os casos de uma menina com síndrome de down e de um professor, haja vista que ambos os casos já haviam sido computados.

    São mais 3 homens e 3 mulhares que faleceram, segundo a SMS em decorrência do coronavírus:

    _ Mulher de 73 anos, no dia 01º de abril

    _ Mulher de 52 anos, no dia 02 de abril

    _ Homem de 72 anos, no dia 05 de abril

    _ Mulher de 82 anos, no dia 06 de abril

    _ Homem de 59 anos, no dia 06 de abril

    _ Homem de 88 anos, no dia 07 de abril

     

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 35 Homens

    _ 29 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 12

    _ 60 a 79 anos – 35

    _ 80 anos ou mais – 16

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 27

    _ Hipertensão – 14

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 37

    _ Doença Renal Crônica – 05

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 04

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 04

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 02

    _ Autismo – 01

    _ Sequela de AVC – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 29

    _ 8 a 15 dias – 22

    _ 16 a 21 dias – 04

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • Três Pontas confirma 58ª morte por covid-19; Casos disparam nas últimas 24hs

    Três Pontas confirma 58ª morte por covid-19; Casos disparam nas últimas 24hs

    Número total de casos é de 3.155 positivados. Curados já somam 2.906.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta terçaa-feira (06) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais uma morte.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.155 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.906 já se recuperaram e, infelizmente, 58 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 191 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 191 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.424.

    Sete pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros quinze casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 176 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 355 dias. Isso dá uma média de 8,88 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 32 Homens

    _ 26 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 10

    _ 60 a 79 anos – 33

    _ 80 anos ou mais – 14

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 22

    _ Hipertensão – 13

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 36

    _ Doença Renal Crônica – 05

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 03

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 02

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 01

    _ Autismo – 01

    _ Sequela de AVC – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 25

    _ 8 a 15 dias – 21

    _ 16 a 21 dias – 03

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

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    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

    #conexãotrêspontas #notícia #opinião #comentando #polêmica #jornalismo #informação #comportamento #fato #pandemiacoronavirus #uti #rogercampos #minasgerais #suldeminas #Conexão #reportagem #notícias #Covid19 #distanciamentosocial #instagram #twitter #saúde #educação #política #economia #governofederal #trêspontas #vacinacontracovid19 #bolsonaro #coronavac

    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • Semana começa com as confirmações de mais 2 óbitos por complicações do coronavírus em Três Pontas

    Semana começa com as confirmações de mais 2 óbitos por complicações do coronavírus em Três Pontas

    Número total de casos é de 3.092 positivados. Curados já somam 2.872.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (05) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com a confirmação de mais duas mortes.

    Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 3.092 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 2.872 já se recuperaram e, infelizmente, 57 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 163 pessoas estão com o vírus.

    No dia 01º de fevereiro Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. hoje o número é menor, com 163 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, gradativamente, volta a subir e de forma preocupante.

    Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.

    O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 13.315.

    Cinco pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros quatorze casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 149 pessoas em isolamento.

    O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 354 dias. Isso dá uma média de 8,73 novos casos a cada 24 horas.

    A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.

    “De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”

    ÓBITOS

    POR SEXO:

    _ 31 Homens

    _ 26 Mulheres

     

    POR IDADE:

    _ 10 a 19 anos – 01

    _ 20 a 59 anos – 09

    _ 60 a 79 anos – 33

    _ 80 anos ou mais – 14

     

    COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)

    _ Diabetes – 22

    _ Hipertensão – 12

    _ Hipertireoidismo – 01

    _ Doença Cardiovascular Crônica – 35

    _ Doença Renal Crônica – 05

    _ Epilepsia – 01

    _ Obesidade – 03

    _ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02

    _ Doença Neurológica Crônica – 02

    _ Câncer – 01

    _ Síndrome de Down – 02

    _ Doença Hepática Crônica – 01

    _ Autismo – 01

    _ Sequela de AVC – 01

     

    TEMPO DE INTERNAÇÃO:

    _ 0 a 7 dias – 25

    _ 8 a 15 dias – 20

    _ 16 a 21 dias – 03

    _ 22 ou mais – 08

    Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.

    Diabetes e o Coronavírus

    Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.

    Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.

    Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.

    As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).

    Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.

    Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus

    O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?

    Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.

    O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.

    As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.

    O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.

    Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.

    Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.

    A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.

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    Medidas de Segurança

    As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.

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  • ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    ENTREVISTA: “CHOCOLATES MAIS AMARGOS PARA O BOLSO DOS BRASILEIROS NESTA PÁSCOA!”

    Dono de supermercados em Três Pontas prevê queda de até 20% nas vendas com ovos de chocolate mais caros em meio à pandemia

    Não é por causa do baixo teor de açúcar que os produtos feitos à base de chocolate estão mais amargos para o bolso dos brasileiros na Páscoa de 2021. A pandemia do coronavírus vem causando forte retração na economia do Brasil e os ovos de Páscoa, assim como os combustíveis, o arroz, a carne e outros tantos produtos, tiveram aumentos consideráveis neste ano, o que deverá causar uma queda de até 20% nas vendas dos itens alusivos à data. É o que prevê o empresário Denilson Lamaita Miranda, um dos proprietários da rede Moacyr Supermercados. O Conexão Três Pontas conversou com ele sobre as expectativas para a Páscoa:

    “Infelizmente nós estamos enfrentando um momento muito difícil não apenas para a saúde mas também para a economia brasileira, assim como para diversos países mundo afora.  Sobre a Páscoa deste ano, as fábricas parece que não apostaram muito na data, justamente por conta da crise e do caos provocados pela pandemia e produziram menos ovos e demais produtos com grande apelo comercial nesta época do ano. E com a produção menor os ovos de Páscoa acabaram tendo um aumento que varia de 10% a 15%”, explicou.

    Ainda conforme Denilson a dificuldade de ganho por parte do trabalhador também deverá provocar uma retração nas vendas. “Nós estamos acreditando num volume de vendas de até 20% menor que em 2020. Muitos trabalhadores não estão conseguindo realizar as suas atividades profissionais e também por conta da diminuição do valor do Auxílio Emergencial, pago pelo governo, muitas famílias terão mais dificuldade de gastar, de adquirir os ovos de chocolate agora”, pontuou.

    Denilson Miranda ressaltou que muitas pessoas, para não deixar a data passar em branco, ainda diante de todas as dificuldades atuais, optam por ovos de Páscoa menores ou ainda pelas tradicionais caixas de bombons. Com relação ao bacalhau e outros pescados comuns nesta época do ano, o empresário também confirmou um aumento de preço considerável por conta da alta do dólar.

    “Os pescados sofreram uma elevação nos preços em torno de 30%. Os preços já vinham em elevação nos últimos anos e agora, com as constantes altas da moeda americana, o bacalhau e outros pescados estão ainda mais ‘salgados’, mais caros”, concluiu.

    Mesmo diante do atual cenário, a data deve movimentar no varejo do país R$ 1,62 bilhão, números bem menores que em anos anteriores.

    Os itens que devem ser mais procurados, apesar da alta nos preços, são: 

    _ Ovos de chocolate (59,4%)

    _ Bombons (51,8%) 

    _ Barras de chocolate (46,7%)

    _ Bichinhos de pelúcia (6,1%) 

    _ Cesta de Páscoa (5,1%) 

    _ Colomba pascal (4,6%) 

    Cada consumidor ou pai de família deve gastar, em média, menos de 100 reais, valor que se manterá praticamente estável se comparado a 2020, quando a Páscoa já estava “dentro da pandemia”.

    Questionados sobre onde farão suas compras, a maior parte dos consultados por órgãos de estatística e consumo, respondeu que se dividirá entre lojas físicas e online (60,4%), seguindo-se só loja física (26,4%) e só online (13,2%).

    (Fotos Arquivo Conexão)

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