Tag: Brasil

  • FINALMENTE: Anatel cria código 0304 para identificar ligações de cobrança

    FINALMENTE: Anatel cria código 0304 para identificar ligações de cobrança

    Medida segue os moldes do 0303, utilizado para o caso de telemarketing

    A exemplo do que já faz para diminuir a quantidade de ligações indevidas de telemarketing, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adotará também um “código não geográfico” para a identificação de ligações de cobrança.

    A decisão foi tomada pelo Conselho Diretor da agência durante a reunião na tarde de hoje (3), quando foi aprovada a “designação do Código Não Geográfico 0304 para atividades de cobrança, nos moldes do que já foi feito para o código 0303”.

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    Entre as justificativas apresentadas pelo conselheiro Emmanoel Campelo, está a de que a atividade de cobrança é “ofensora em igual ou maior peso que a atividade de telemarketing em termos de volume de chamadas curtas no Brasil”.

    Para começar a vigorar, será realizada consulta pública pelo prazo de 60 dias com o objetivo de regulamentar o procedimento operacional. Posteriormente, com a publicação do ato da Anatel, as empresas terão 180 dias para implementar a medida.

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    Em nota, a agência lembra que, conforme previsto pela Lei Geral de Telecomunicações, cabe à União, por intermédio do órgão regulador, disciplinar e fiscalizar o funcionamento das redes de telecomunicações.

    Segundo o conselheiro Moisés Moreira, “o que se busca é a adoção de condutas responsáveis por parte dessas empresas sem sobrecarregar as redes”. O conselheiro Arthur Coimbra complementou dizendo ser lamentável que o uso indiscriminado da rede de telecomunicações cause tanto transtornou aos usuários.

    Fonte Agência Brasil

     

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    Roger Campos

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  • Nossa ‘Ucha’ faz história e segue transformando vidas através da Cafeicultura

    Nossa ‘Ucha’ faz história e segue transformando vidas através da Cafeicultura

    1ª mulher a assumir a BSCA tem como meta qualificar o Café e valorizar o trabalhador do campo

    Lidar com café definitivamente não é para aventureiros! Muito mais do que isso, todo processo de produção é como uma sinfonia que deve ser muito bem orquestrada e regida por pessoas que dedicam não apenas competência mas também amor ao ‘grão sagrado’. O café é uma das principais riquezas do país e segue escrevendo páginas de desenvolvimento em Três Pontas ao longo de sua história. Pessoas, famílias, gerações dedicadas ao ‘ouro verde’. E uma das pessoas, dotada de um know-how absolutamente incomparável, é Carmem Lúcia Chaves de Brito, a ‘Ucha do Café’, a ‘Ucha de Três Pontas’, a ‘Ucha que transforma vidas!’

    Ela é a primeira mulher a assumir a presidência da Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA). Uma profissional reconhecida no Brasil e no mundo por sua liderança e também por sua sensibilidade, seu feeling no sentido de vislumbrar e sempre achar os melhores caminhos para o setor cafeeiro.

    Além de toda a representatividade que Ucha tem, ela também segue com três objetivos claros: expandir e qualificar o mercado de cafés especiais; manter o legado de sua família tradicional em torno do café e ainda seguir transformando vidas através da cafeicultura.

    O Brasil segue sendo o maior produtor e exportador de café do mundo. E toda essa história, de grão em grão, da lavoura à xícara, de trabalhador em trabalhador, de família em família, sempre teve e cada vez mais tem mãos femininas desde o plantio, passando pela colheita até a tomada das decisões mais importantes nas mesas de negociações da cafeicultura nacional e internacional.

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    Carmem Lúcia é hoje uma das principais vozes do café e vem de uma família que produz café arábica há mais de um século. Sendo criada no meio das lavouras, aos 16 anos ela optou por estudar no Rio de Janeiro. Se formou em Educação Física e também em Psicologia. Voltou para Minas Gerais no ano de 2006. Após o falecimento de seu pai decidiu abraçar novamente a cafeicultura e manter o legado de sua família.

    Enfrentou momentos difíceis como a questão dos endividamentos por parte de muitos produtores, diante de um cenário de crise na cafeicultura. Trabalhou muito, sempre à frente do seu tempo, sonhou e realizou, levou qualidade e afeto para o café, se escorou no conhecimento e na segurança que o grão exige. Decidiu sair da commoditie e partiu para os cafés especiais.

    Ucha e seus irmãos continuaram a tradicional produção de cafés da família, mas colocaram em prática muitas mudanças.

    “Nosso objetivo era sair da linha de commoditie em fazer algo realmente diferente, agregando valor no nosso café. Isso se dá desde 2007, ou seja, já são 15 anos que estou à frente do negócio da família. Somos cinco irmãos trabalhando e produzindo cafés de alta qualidade”, declarou.

    Ucha explica que hoje a situação dos cafés especiais no Brasil é muito melhor. Mas nem sempre foi assim. O setor enfrentou muitas crises, dificuldades e reviravoltas, além de uma grande falta de informação.

    Ainda conforme Carmem Lúcia, estar ao lado de seu irmão Nando e de toda a família foi um fator crucial na virada de chave da produção de cafés especiais em Três Pontas.

    Voltando no tempo, 15 anos atrás, Ucha relembra de todas as dificuldades que enfrentou para implementar essa transformação na cafeicultura familiar, implantar novos conceitos, convencer, transformar as pessoas e aplicar todo esse novo planejamento. Foi difícil, mas valeu a pena e deu muito certo!

    “A gente não tinha dinheiro para investir muita coisa naquela época, então pensei que a gente deveria começar a investir nas pessoas, acreditando nelas e transformando a vida de cada um, pois eles são sim o nosso maior patrimônio”, pontuou.

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    Nova fase, novos passos foram dados e as novas práticas do pós colheita começaram a fazer parte daquela realidade, uma nova realidade, muito mais saborosa, muito mais prazerosa e lucrativa.

    Ucha e seus irmãos criaram um ambiente onde cada colaborador passou a ser mais valorizado e adquirindo frequente capacitação, onde a meta era fazer com que todos se sentissem bem de estar ali.

    Hoje, Carmem Lúcia, a Ucha, primeira mulher a presidir a BSCA, de Três Pontas para o mundo, administra duas fazendas da sua família: a Caxambu e Aracaçu. Locais onde se trabalha vislumbrando a mais alta qualidade ao mesmo tempo em que se distribui carinho e atenção, onde os trabalhadores são realmente valorizados e onde os grãos repousam em uma área com pouca luminosidade e até com música clássica. Uma forma lúdica e ao mesmo tempo real de dar um merecido descanso a esse grão, apaixonadamente sagrado.

    Carmem Lúcia segue seu caminho de liderança, tanto no comando da associação quanto de seus negócios particulares, adotando cada vez mais ações sustentáveis e, sem dúvida alguma, deixando um grande legado para as próximas gerações.

    Sonhar é necessário, transformar é possível, investir nos processos e nas pessoas é o grande diferencial. Ações conjugadas que fazem parte de uma plataforma extremamente profissional e ao mesmo tempo afetuosa. DNA da nova cafeicultura personificada na figura de Carmem Lúcia Chaves de Brito, a nossa Ucha!

    Parabéns!

    *Texto Jornalista Roger Campos baseado da reportagem do Notícias Agrícolas

     

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    Roger Campos

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  • ANTENADOS: Mais de 82% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet

    ANTENADOS: Mais de 82% dos domicílios brasileiros têm acesso à internet

    País ainda contabiliza 35,5 milhões de pessoas sem acesso à rede

    A proporção de domicílios brasileiros com acesso à internet cresceu entre 2019 e 2021. Segundo a pesquisa sobre o uso das Tecnologias de Informação e Comunicação nos Domicílios brasileiros (TIC Domicílios) 2021, divulgada hoje (21), pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), na média, o percentual de residências aptas a acessar a rede mundial de computadores subiu de 71% para 82% no período de dois anos. Apesar disso, o país ainda contabiliza 35,5 milhões de pessoas sem acesso à internet e o número de domicílios das classes B, C e D/E com computadores caiu no mesmo período.

    A variação positiva foi mais significativa entre os domicílios de áreas rurais, segmento que evoluiu de 51%, em 2019, para 71%, em 2021. Entre as residências de áreas urbanas, a proporção foi de 75% para 83% no mesmo período.

    “Esta proporção aumentou significativamente entre os domicílios das áreas urbanas em relação à situação pré-pandemia, mas a grande variação ocorreu na área rural, onde foi observado um crescimento de 20 pontos percentuais entre 2019 e 2021”, destacou o coordenador da pesquisa, Fábio Storino.

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    Segundo Storino, o resultado dos dados coletados presencialmente entre outubro de 2021 e março de 2022 devem ser comparados aos de 2019, e não aos de 2020, quando, devido à pandemia, o Cetic.br teve que adaptar o método de coleta, entrevistando um número menor de participantes ouvidos exclusivamente por telefone – o que aumentou a margem de erro em comparação aos levantamentos de outros anos.

    Quanto à qualidade do serviço, a pesquisa TIC Domicílios identificou que tanto na área urbana (64%) quanto na rural (39%), a maioria das residências está conectada à rede por meio de fibra óptica ou cabo. Em seguida vem a rede móvel, à qual 20% dos domicílios de áreas rurais e 17% dos das zonas urbanas estão interligados. Praticamente 99% dos usuários acessam a internet por meio de aparelhos celulares, enquanto 50%, ou 74,5 milhões de habitantes do país, utilizam a televisão, que já ultrapassa os computadores (36%).

    Enquanto 100% dos domicílios da classe A possuem acesso à internet, apenas 61% dos das classes D/E dispõem do serviço. A proporção entre as residências da classe B chega a 98%, e os de classe C, a 89%.

    “Olhando a evolução [do acesso] por classe [social], há uma estabilidade em patamares elevados entre as classes mais altas [A e B], uma tendência de aumento na classe C e um aumento mais pronunciado entre as classes D/E”, destacou Storino, apontando o crescimento de 11 pontos percentuais entre os mais pobres, entre 2019 e 2021.

    “A diferença entre a conectividade nos domicílios de classe A e os de classe D/E, que era de 83 pontos percentuais em 2015, caiu para 39% em 2021. Ou seja, embora as diferenças [sociais] persistam e ainda sejam significativas, ela vem se reduzindo ao longo do tempo”.

    Ainda que menores, as diferenças também se fazem sentir em termos regionais. No Sudeste (84%), no Sul (83%) e no Centro-Oeste (83%), as proporções de domicílios com acesso à internet superam a casa dos 80%, enquanto no Norte esse percentual é de 79% e, no Nordeste, 77%. Em comparação a 2019, a conectividade aumentou em todas as cinco regiões. No espaço de dois anos, este indicador variou 13% no Centro-Oeste; 12% no Nordeste; 10% no Sul; 9% no Sudeste e 7% no Norte do país.

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    Internauta

    A pesquisa também aponta que a quantidade de usuários que acessam a rede mundial de computadores aumentou 7% entre 2019 e 2021, passando de 74% para 81% dos entrevistados. Aumento associado à popularização dos smartphones não só no Brasil, mas em todo o mundo.

    “Quando perguntamos sobre o uso de computadores, estamos falando de computadores de mesa [desktops] e portáteis [notebooks e tablets]. Os aparelhos celulares, embora sejam quase um computador de bolso, proporcionam um uso mais limitado, que não desenvolve, nos usuários, o mesmo tipo de habilidades digitais que a utilização de múltiplos dispositivos”, finalizou Storino, destacando que, em 2021, a proporção de usuários que acessam a rede mundial de computadores exclusivamente por telefones celulares passou de 58%, em 2019, para 64% da população, em 2021.

    O crescimento foi maior entre os moradores das áreas rurais, na qual os percentuais passaram de 53% para 73%. Já entre os habitantes das zonas urbanas, a evolução foi de 77% para 82% dos entrevistados.

    Com base nas respostas dos entrevistados, os pesquisadores estimam que cerca de 139 milhões de internautas acessam a rede todos os dias ou quase todos os dias. Na outra ponta da frequência de uso, 9,6 milhões de pessoas pouco acessam a internet, às vezes, uma vez ao mês. “Ainda temos um contingente de 35,5 milhões com dez anos de idade ou mais que não utilizam a internet”, destacou Storino.

    “Também é possível notar diferenças significativas quando olhamos [a distribuição da frequência de uso] por classe social. Enquanto grande parte da população das classes A e B faz uso diário da internet, à medida que vamos para as classes C e D/E aumentam tanto a proporção de uso menos frequente da internet, que não está disponível [na mesma medida], quanto o de não usuários”, acrescentou Storino.

    A pesquisa também avalia a distribuição dos hábitos de utilização da internet por recortes como sexo, cor, grau de instrução e faixa etária. Para os pesquisadores, um dos destaques desta 17ª edição do levantamento foi o aumento do número de internautas entre a população com mais de 60 anos de idade. “Em 2019, antes da pandemia, um terço desta população era usuária da internet. Esta proporção aumentou para 48% em 2021, um contingente relevante”, comentou Storino.

    Fonte Agência Brasil

     

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  • MUNDO EXALTA GOLAÇO DE RICHARLISON E BRASIL SEGUE COMO FAVORITO NO CATAR

    MUNDO EXALTA GOLAÇO DE RICHARLISON E BRASIL SEGUE COMO FAVORITO NO CATAR

    “Fechem tudo” e “Richarlison + 10”: até jornal argentino se rende a golaço do Brasil; veja reações

    O camisa 7 do Brasil marcou os dois gols da vitória brasileira; Diario Olé, que costuma pegar no pé do atacante, faz elogios nas redes, “Marca” solta até palavrão, e jornal italiano avisa: “Brasil já dá medo”.

    O golaço marcado por Richarlison na vitória do Brasil por 2 a 0 contra a Sérvia, na estreia da Copa do Mundo do Catar, rendeu até a imprensa argentina, que costuma provocar o brasileiro em trocas de alfinetadas.

    O “Diário Olé” postou uma imagem de Richarlison fazendo o movimento antes de marcar o seu segundo gol (e do Brasil) na vitória sobre os sérvios, que dificultaram a vida dos brasileiros, principalmente no primeiro tempo.

    – Fechem tudo – disse o jornal argentino na postagem.

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    A capa do “Olé” depois da partida também exaltou a atuação: “Brasil sendo Brasil”.

    O Twitter oficial da Fifa resumiu com um singelo “Wow”. Veja:

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    Ao redor do mundo, o espanhol “Marca” falou que Richarlison “despertou” a besta e, em outra publicação, soltou uma palavrão “C***, Richarlison!”, enquanto o italiano “Gazzetta dello Sport” foi além: “O Brasil já dá medo”.

    La Gazzetta dello Sport, da Itália, diz que “Brasil já dá medo” após vitória na estreia da Copa.

    O “Bild”, da Alemanha, destaca também as lágrimas de Neymar, enquanto o “A Bola”, de Portugal, enfatizou a vitória brasileira na estreia.

    A vitória sobre a Sérvia fez o Brasil largar na frente na classificação do Grupo G, com os mesmos três pontos da Suíça, mas em vantagem no saldo de gols (dois contra um). Na segunda rodada, a seleção brasileira enfrenta a Suíça, na próxima segunda-feira, às 13h (de Brasília), no estádio 974.

    Fonte GE

     

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  • HOJE É FERIADO E MUITOS BRASILEIROS NÃO SABEM O PORQUÊ

    HOJE É FERIADO E MUITOS BRASILEIROS NÃO SABEM O PORQUÊ

    ENTENDA O QUE REPRESENTA A PROCLAMAÇÃO DA REPÚBLICA

    Há 73 anos os brasileiros celebram no dia 15 de novembro o feriado da Proclamação da República. Foi o então presidente Eurico Dutra que, em 1949, decretou que nessa data, entre outras que também foram escolhidas como feriado nacional, houvesse folga para os trabalhadores. Apenas atividades absolutamente indispensáveis poderiam transcorrer como em dias normais.

    No entanto, não é mistério para historiadores que a data, embora seja feriado nacional, seja a de menor lembrança para os brasileiros, se comparada com outras datas com o mesmo status, como o Dia da Independência ou o Dia do Trabalho. De acordo com a ferramenta de buscas do Google, o termo “Feriado” e a pergunta “O que se comemora em 15 de novembro?” são os mais buscados na internet brasileira.

    O 15 de novembro faz alusão ao dia em que os militares derrubaram a monarquia, em 1889, e instituíram a república, expulsando a família real do Brasil. Naquela época, o então imperador Dom Pedro II, com 63 anos, vivia uma crise política com a insatisfação dos ex-escravistas, que se sentiam prejudicados com a abolição da escravatura, um ano antes, em 1888. Além disso, o império passava por dificuldade fiscal, devido aos gastos com a Guerra do Paraguai.

    Em um golpe militar liderado pelo Marechal Deodoro da Fonseca, que cercou o gabinete do então ministro da Fazenda, Visconde de Ouro Preto – que na prática era como um primeiro-ministro do império –, foi o ato final do desgastado regime monárquico.

    O jornalista e escritor Laurentino Gomes é autor do livro “1889: como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da Monarquia e a Proclamação da República no Brasil”. Para ele, a aparente “facilidade” com que se derrubou um regime e se deu início a outro na manhã de 15 de novembro, sem reação popular, sem tiros e sem protestos, reforça o mito de que as mudanças políticas ocorrem sempre de maneira pacífica no país. Mas não foi bem assim.

    Além da pressão dos ex-escravistas, havia um intenso clamor de intelectuais republicanos pelo fim da monarquia para a construção de um futuro glorioso, com menos injustiça e mais oportunidades gerais. Massas pobres de analfabetos e recém-saídos da escravidão, viviam as promessas de que, a partir dali, agora os brasileiros teriam voz e voto.

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    Gomes acredita que a forma como se processou a troca de regime criou um fenômeno de indiferença coletiva com a tão sonhada República.

    Aspas de citação

    “O sangue que deixou de correr em 1889 verteu em profusão nos dez anos seguintes, resultado do choque entre as expectativas e a realidade do novo regime. No sul, os dois anos e meio de combates da Revolução Federalista (1893-1895) custaram a vida de mais de 10 mil pessoas. No sertão da Bahia, o sacrifício épico da vila de Canudos e de seu líder Antônio Conselheiro (1896-1897) resultou na morte de outras 25 mil pessoas”

    Laurentino Gomes

    Jornalista e escritor

    Aspas de citação

    A República instaurada em 1889 era bastante parecida com os últimos anos do Império. No lugar dos barões do café do Vale do Paraíba, no Rio de Janeiro, entravam os fazendeiros do Oeste Paulista e de Minas Gerais. “Quem mandava era a mesma aristocracia rural que havia dado as cartas na época da Monarquia”, escreveu Laurentino Gomes.

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    Na prática, a destituição da família real, personificada na figura de Dom Pedro II, foi uma medida conveniente para legitimar o novo regime, coordenado pela mesma aristocracia. As ideias republicanas, como os ideais de democracia e igualdade, não morreram por ali. Os motins que se deram durante o período da República Velha, até 1930, e durante a Era Vargas, que durou até 1945, são o tempero que dão sabor à chamada “República populista”, período que se estende de 1945 a 1964, e se completa da redemocratização pós-ditadura militar, de 1985 até a atualidade, a chamada “Nova República”.

    Coincidência ou não, foi o primeiro presidente eleito de maneira democrática, Eurico Gaspar Dutra, escolhido com os votos de homens e mulheres – algo inédito até então no país – que assina o decreto que cria os primeiros feriados nacionais, para que os brasileiros pudessem reservar as ecumênicas datas religiosas do Natal (25/12) e do Ano Novo (01/01), assim como a celebração das conquistas que haviam até então, como o Dia do Trabalho (01/05), a Independência (07/09) e a Proclamação da República (15/11).

    Fonte A Gazeta

     

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  • SOB ‘NOVA’ DIREÇÃO: Lula é eleito presidente do Brasil pela 3ª vez

    SOB ‘NOVA’ DIREÇÃO: Lula é eleito presidente do Brasil pela 3ª vez

    O pernambucano, ex-sindicalista e fundador do Partido dos Trabalhadores Luiz Inácio Lula da Silva, 77 anos, foi eleito neste domingo (30.out.2022) o 39º presidente da República Federativa do Brasil. Ele é o 1º na história a ser escolhido para o cargo 3 vezes pelo voto direto. O petista já havia sido eleito presidente duas vezes, em 2002 e 2006, sempre no 2º turno.

    Às 19h55, o sistema do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) apontava o petista com 50,82% (59.533.747 votos). Os votos das urnas ainda não computadas não são suficientes para mudar o resultado. Por isso, a vitória de Lula está confirmada. O principal adversário do petista, o presidente Jair Bolsonaro (PL), 67 anos, tinha 49,18% (57.605.947 votos).

    A vitória de Lula acabou sendo mais apertada do que os petistas esperavam no início da campanha. Ele havia terminado o 1º turno com 6.187.159 votos de vantagem sobre Bolsonaro. Foram 57.259.504 votos válidos (48,43%) contra 51.072.345 (43,2%) em 2 de outubro. A eleição mais apertada até então havia sido a de 2014, quando Dilma Rousseff (PT) derrotou Aécio Neves (PSDB), no 2º turno, com 3.459.963 votos a mais.

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    O atual presidente, capitão reformado do Exército, é o 1º que fracassa ao tentar ser reeleito. Fernando Henrique Cardoso (1998), Lula (2006) e Dilma Rousseff (2014) foram às urnas e conseguiram um 2º mandato. Mesmo derrotado, Bolsonaro teve uma votação relevante. Ele amalgamou os eleitores simpatizantes da direita e de pautas conservadoras. No Congresso, os eleitos para a Câmara e os que renovaram 27 cadeiras no Senado são em grande parte pró-Bolsonaro e anti-Lula. A polarização política no país deve prosseguir nos próximos anos.

    Com o petista eleito, assume como vice-presidente o médico anestesista, ex-tucano e ex-governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSB), 69 anos, um antigo adversário. A aliança, construída desde 2021, foi parte de um movimento para mostrar que um novo governo Lula não se restringiria ao PT e a partidos de esquerda. Houve também a intenção de amenizar a resistência de setores mais conservadores, como o agronegócio e o mercado financeiro, e atrair eleitores que, tradicionalmente, não votariam no PT.

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    Lula fez uma campanha fiando-se no legado de seus 2 primeiros mandatos. Fez poucas promessas e não detalhou quase nenhuma. Disse que vai governar com responsabilidade fiscal, ainda que defenda acabar com a regra do teto de gastos. Deve manter a independência do Banco Central, mas deseja introduzir metas de crescimento econômico e emprego na atuação da autarquia.

    Defendeu o reajuste do salário mínimo acima da inflação e equivalente ao crescimento do PIB (Produto Interno Bruto). Prometeu regulamentar a equiparação de salários entre homens e mulheres que exercem a mesma função. Também disse que vai renegociar as dívidas de famílias com renda até 3 salários mínimos com bancos e com o poder público.

    O petista já falou em criar mais 13 ministérios. Descontados os desmembramentos, o número de pastas deve subir dos atuais 23 para ao menos 34 a partir de 2023. Lula defende que a medida não implica em aumento de gastos e que ajudará na governança.

    A nova gestão deve mudar o nome do Auxílio Brasil e ressuscitar a antiga designação do programa, Bolsa Família. O valor de R$ 600 deve ser mantido, mas não está claro como Lula vai obter recursos para bancar esse benefício. O petista quer pagar ainda R$ 150 a mais para cada filho de até 6 anos.

    O agora presidente eleito proibiu aliados de discutir espaços no novo governo durante a campanha. As conversas objetivas devem começar a partir de 2ª feira (3.out.2022). O entorno do petista acredita que ele se cercará de ex-governadores aliados.

    Fonte Agência Brasil

     

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  • Semelhança entre mãe biológica e o filho Milton impressiona fãs do artista

    Semelhança entre mãe biológica e o filho Milton impressiona fãs do artista

    Relato sobre a adoção de ‘Bituca’ e a triste história de Dona Maria do Carmo emocionaram os trespontanos nas redes sociais

    De acordo com o portal UOL, a empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940.

    No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha, com0 era conhecida, conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir.

    Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois anos de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego.

    Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade.

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    O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona Augusta, vindo residir em Três Pontas (MG). Zino e Lilia passaram a cuidar da criança, dando-lhe todo amor, educação e também o contato com a arte. O seu nome é Milton Nascimento, que completou 80 anos de idade no último dia 26.

    Lilia e Zino deram uma vida nova ao Miltinho. Três Pontas lhe deu a música…

    Opinião

    Aqui começou, aqui deveria terminar… Infelizmente, por questões pessoais, Milton Nascimento, nascido no Rio de Janeiro, adotado por Três Pontas não incluiu seu berço adotivo na turnê de despedida dos palcos, deixando seus conterrâneos tristes. Em Três Pontas Milton também sofreu? Sim, sofreu preconceito racial, foi impedido de entrar no Clube Trespontano, por exemplo. Mas tenho certeza que ele não tem mágoa da cidade, não julga e condena todos os trespontanos, conterrâneos e fãs, por conta de uma meia dúzia de pessoas más.

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    Em 2011 Milton Nascimento gravou o disco ‘E a gente Sonhando’ que acabou virando uma turnê, onde diversos músicos trespontanos foram convidados e participaram das gravações no Centro Cultural que leva o nome do ícone da música mundial.

    Milton é e sempre será um dos maiores cantores e compositores do mundo. Segue sendo de Três Pontas, de certa forma. Suas canções são eternas e embalaram e seguirão embalando muitas histórias da vida de todos nós.

    Parabéns Bituca!

     

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    Roger Campos

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  • Governo anuncia medidas de combate ao câncer de mama

    Governo anuncia medidas de combate ao câncer de mama

    Doença afetará mais de 66 mil mulheres no país este ano

    O Ministério da Saúde aproveitou o mote do Outubro Rosa, mês voltado à conscientização e prevenção ao câncer de mama, para anunciar a destinação de R$ 100 milhões em recursos destinados a cirurgias de reconstrução mamária via Sistema Único de Saúde (SUS). A portaria liberando a quantia foi assinada hoje (19) pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em cerimônia na sede da Caixa, em Brasília.

    Durante o evento, o banco anunciou que divulgará, por meio do aplicativo Caixa Tem, informações preventivas de combate ao câncer de mama. “Vamos enfrentar e vencer o maior assassino de mulheres do mundo e de nosso país com políticas públicas eficientes”, disse Queiroga.

    Segundo o ministro, o país já conta com “a mais avançada das legislações sanitárias do mundo, que é a Lei 8.080, e que o que falta é “dar eficiência a elas, o que só será conseguido com equipes técnicas e elaboração de políticas baseadas em critérios epidemiológicos, socioeconômicos e demográficos, e análises técnicas da factibilidade logística e operacional dessas políticas públicas”. No ano, segundo Queiroga, foram alocados R$ 2,6 bilhões para o enfrentamento ao câncer.

    “Quando incentivamos o aleitamento materno, estamos prevenindo o câncer de mama. Quando estimulamos a prática de atividades físicas ou combatemos a obesidade, estamos prevenindo o câncer de mama. Essas ações são muito mais eficientes do que condutas obstinadas com quimioterápicos experimentais”, disse o ministro, ao lembrar que a mamografia, enquanto política de rastreamento de câncer de mama, é indicada para pessoas com idade a partir dos 50 anos.

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    Reconstrução mamária

    Os R$ 100 milhões anunciados hoje têm como destino a “fortalecer o rastreamento visando o acesso a cirurgias de reconstrução mamária em casos diagnosticados submetidos a mastectomias no âmbito do SUS”, segundo a secretária de Atenção Especializada à Saúde, Maíra Botelho.

    Sobre o Outubro Rosa, a secretária destacou a necessidade de se aproveitar o período para chamar a atenção de toda a população. “Queremos a população informada e os profissionais qualificados”, disse ao enfatizar que o câncer de mama é uma preocupação que deve ser lembrada todos os meses do ano, e que a reconstrução mamária é “importante para retomar a autoestima e a vida normal das mulheres”.

    A chefe da mastologia de uma das unidades do Hospital do Câncer e médica do Instituto Nacional do Câncer, Fabiana Toneloto, disse que, com relação à reconstrução mamaria, sua experiência profissional “mostra que, mesmo com a reconstrução, o primeiro impacto pós-cirúrgico é muito difícil” para as mulheres.

    “Os primeiros momentos de retirada do curativo e com o esposo são muito dolorosos. A reconstrução mamária ajuda a amenizar essa dor”, disse. Segundo a mastologista, nem toda a paciente é candidata à reconstrução mamária. “Há casos em que é melhor a reconstrução tardia e não imediata, para que a chance de cura seja maior”.

    Caixa Tem

    Durante o evento, foi assinado também um acordo de cooperação técnica assinado entre Ministério da Saúde e Caixa, para que as cerca de 27 milhões de mulheres que acessam o aplicativo Caixa Tem tenham acesso a “informações preventivas e de combate ao câncer de mama”.

    A presidente da Caixa, Daniella Marques, disse que pretende aproveitar a presença do banco em todo o território nacional para “integrar esforços com o ministério visando conscientizar os brasileiros” sobre as medidas de prevenção e combate à doença.

    A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Cristiane Britto, disse ser necessário a campanha focar também no público masculino. “Estamos todos aqui porque acreditamos na importância da prevenção e falamos também com os homens, que são filhos, esposos e pais”, disse.

    “Esse assunto interessa a todos nós, e o compartilhamento de informações é o que nos move e o que dá sentido à nossa pauta para alertar a população sobre uma doença que pode ser prevenida, e que afeta toda a família, porque quando um parente nosso adoece, afeta a todos”, acrescentou ao ressaltar o papel de todos integrantes da família para “batermos na tecla da prevenção”, em especial na necessidade de se fazer autoexames e exames anuais de rotina.

    A secretária de Atenção Primária à Saúde substituta, Daniela Ribeiro, defendeu que as ações do Outubro Rosa devem ser feitas de outubro a outubro, e abrangem também a conscientização da população; a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama; o cuidado preventivo anual; o compartilhamento de informações sobre a doença; e o fortalecimento do atendimento às mulheres nos estabelecimentos de saúde.

    “Estimamos 66.280 novos casos para o ano de 2022. São muitos casos. Esta é a primeira causa de morte por câncer entre as mulheres”, disse. Segundo Daniela Ribeiro, há no país 48 mil unidades básicas de saúde e 1.884 unidades de saúde da família, além de equipes de consultório na rua, “preparadas para auxiliar as mulheres a lidarem com essa situação”.

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    Linha de cuidado

    A secretária aproveitou a data para divulgar uma importante ferramenta de ajuda na prevenção à doença: a Linha de Cuidado do Câncer de Mama.

    “Essa linha é caracterizada pela padronização de técnicas e descrições do itinerário do paciente dentro da Rede de Atenção à Saúde (RAS), contemplando informações relativas às ações e atividades de promoção da saúde, prevenção, detecção precoce, diagnóstico, tratamento e reabilitação”, explicou.

    A principal porta de entrada do usuário é a Atenção Primária à Saúde (APS), que faz o papel de ordenadora da rede. Lá, o profissional de saúde consegue identificar, acompanhar e fazer o tratamento, o acompanhamento passo a passo.

    “Ele direciona, organiza e auxilia as equipes de saúde da família, as equipes de unidades básicas de saúde e as equipes de pronto atendimento do Samu e dos hospitais especializados no acompanhamento e no tratamento de mulheres e indivíduos que precisam de apoio”, disse Daniela Ribeiro.

    Fonte Agência Brasil

     

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  • DIA DO MÉDICO ESPECIAL: Aposentadoria especial e insalubridade para eles

    DIA DO MÉDICO ESPECIAL: Aposentadoria especial e insalubridade para eles

    Medicina é uma área de extrema importância, e a aposentadoria do médico é reconhecida como uma Aposentadoria Especial, podendo o médico se aposentar com 25 anos de contribuição. Além disso, entendimentos do STF garantem ao médico a opção de continuar trabalhando mesmo depois de aposentado e o benefício de acumular o tempo de serviço de vínculos públicos e privados.

    Para o médico, é fundamental conhecer todos os seus direitos previdenciários relativos a “aposentadoria especial para médico”, para que esteja resguardado de toda e qualquer infeliz eventualidade.

    Aposentadoria especial e insalubridade

    aposentadoria especial é o benefício previdenciário voltado aos segurados que exerceram atividades especiais, ou seja, com exposição a agentes nocivos prejudiciais à sua saúde ou integridade física. Independentemente da especialidade exercida pelo médico, ele tem direito a aposentadoria especial. O maior diferencial da aposentadoria especial, frente aos demais benefícios, é a redução do tempo de contribuição necessário à sua obtenção do benefício.

    Até a reforma da previdência de 2019, não havia idade mínima para aposentadoria do médico, agora a idade mínima é de 60 anos, mas ainda é possível requerer a aposentadoria especial pelas regras antigas. As regras de transição da reforma da previdência, e o médico pode usar tanto o tempo no serviço público, quanto na iniciativa privada, inclusive o tempo que atuou em sua própria clínica ou consultório.

    médico, além de se aposentar mais cedo, tem a garantia de poder continuar trabalhando como médico, e a posição dos tribunais superiores tem sido no sentido de que “a proibição iria ferir o direito do livre exercício da profissão”.

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    Médico com vínculo no serviço público e medidas judiciais

    Embora o rol das categorias profissionais sujeitas à aposentadoria especial seja bastante claro, o INSS, frequentemente nega o pedido dos médicos pelos mais variados motivos, exigindo a busca do Poder Judiciário para o reconhecimento do direito.

    Mesmo o segurado que não possui os 25 de atividade especial necessários para o requerimento do benefício poderá obter vantagens ao solicitar o reconhecimento do período insalubre para utilização em outra aposentadoria, que não a especial; ou unificando os vínculos público e privado; ou reconhecendo períodos laborais sem contribuição.

    Conversão do tempo especial em comum: Procedimento que estabelece a mesma benesse da aposentadoria especial a vínculos de trabalho individuais. O período é multiplicado por 1,4 para homens e 1,2 para mulheres, a fim de se obter a aposentadoria comum. De forma exemplificativa, o homem que atuou por 10 anos como médico, desviando-se para outra função não insalubre, não precisará de mais 25 anos de contribuição para alcançar os 35 anos e a aposentadoria por tempo de contribuição. No caso exposto, o contribuinte faz jus a 4 anos de tempo de contribuição extra pela atividade insalubre de médico, a qual deverá ser requerida.

    Unificação de vínculos privado e público: O STF, unificou o entendimento de que os médicos que possuem vínculo estatutário e regime próprio da Previdência Social, inclusive acumulando cargos, conseguem se aposentar com 25 anos de função, e podem incluir no tempo os períodos de contribuição ao INSS anteriores ao ingresso no cargo público. Caso o médico continue trabalhando, é possível perceber o direito ao abono de permanência após completar os requisitos para aposentadoria especial, além de garantir este direito.

    Períodos laborais sem contribuição: É possível o médico pagar o INSS em atraso como autônomo, fazendo o recolhimento retroativo. Para tal, é necessário juntar documentos para demonstrar que exerceu atividade remunerada e/ou apontar testemunhas que tenham conhecimento dos fatos passados. Pode-se recolher o INSS retroativo para antecipar a aposentadoria por períodos que tenha trabalhado em organismos internacionais, ONGs (inclusive trabalho voluntário, como Médico Sem Fronteiras) ou empresas públicas, na qualidade de prestador de serviços.

    Cada caso deve ser analisado individualmente para saber se existe o direito e como se pode obtê-lo, por isso é importante consultar um advogado previdenciário.

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    Médico com contribuições vertidas ao INSS

    Não menos vantajosa é a aposentadoria do médico que exerce a sua profissão para a iniciativa privada, cooperativas médicas ou de saúde, ou possuem clínica e consultório próprio.

    O empresário que possui clínica médica e retira pró-labore (não apenas lucro) comprovando que exerce também a atividade de médico na empresa, poderá computar o tempo especial para médico autônomo. O procedimento nestes casos é diferente às demais formas de filiação a previdência.

    Além dos períodos de CTPS e de residência, o médico pode contribuir como autônomo, a fim de completar os 25 anos necessários para a aposentadoria especial. É importante lembrar que, dos 25 anos, pelo menos 15 anos de contribuição têm de estar em dia.

    Algo relevante é que, desde abril de 2003 os convênios e planos de saúde são obrigados a recolher o INSS de toda prestação de serviço feita através desses convênios. Dessa forma, se o médico tem contratos desde essa época com planos e convênios, ele já conta com esses anos de contribuição em dia, dos 15 que são exigidos. É importante ressaltar, também, que é possível recolher as contribuições em atraso dos períodos anteriores a março de 2003, através de uma indenização prevista na lei 8212/91, e computar esses valores para a aposentadoria especial.

    Todo médico deve realizar um estudo e planejamento de como irá proceder para garantir a sua aposentadoria o mais breve e com maior aproveitamento possível com o auxílio de um advogado especialista na área. Como a maioria dos médicos tem muitos vínculos concomitantes, além da atividade prestada como autônomo, o caso ganha complexidade.

    Fonte: João Paulo Ribeiro Advogados Associados

     

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  • Dia do Médico: Pandemia reforçou valor da profissão

    Dia do Médico: Pandemia reforçou valor da profissão

    O Dia do Médico é comemorado no dia 18 de outubro. A data, todos os anos, marca o dia daqueles que têm a missão nobre de salvar vidas, restabelecendo a saúde. Pós crise global do coronavírus, o momento ganha um aspecto muito importante pela luta desses profissionais em prol da vida, especialmente por tudo que fizeram em meio à pandemia e à guerra travada contra a covid-19. O dia é importante para homenagear a classe médica, que, no atual contexto, tem ganhado ainda mais destaque pelo trabalho e dedicação.

    O presidente da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Goiás, deputado Gustavo Sebba (PSDB), que é médico, também destaca que a pandemia da covid-19 reforçou o valor da profissão. Ele afirma que os médicos brasileiros, assim como os demais profissionais de saúde, foram muito corajosos desde o primeiro instante, passaram segurança para a população, cumpriram o juramento da profissão com honradez e estão sendo reconhecidos por todos.

    “Infelizmente, perdemos muitos médicos, especialmente no primeiro semestre da pandemia, quando ainda não havia muita certeza sobre os cuidados necessários. Esse sacrifício precisa ser reconhecido e relembrado por muitos e muitos anos, para que os jovens tenham consciência da responsabilidade que é ser médico”, afirma Gustavo.

    O tucano enfatiza que a medicina não ganhou o status que tem pela dificuldade de ingressar na universidade ou pela remuneração que a área de atuação rende. “A profissão tem esse reconhecimento por tratar da vida e do bem-estar de todos. Esse é o valor maior que defendemos”, pontua o médico.

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    O deputado esclarece, ainda, que uma boa forma da sociedade reconhecer o trabalho desses profissionais é cuidando da própria saúde e seguindo as orientações médicas. Ele lembra que uma boa parcela da população ainda tem muita resistência em procurar um médico e muitas pessoas deixam para ir às unidades de saúde só quando a situação se agrava.

    “Outros até procuram um médico, mas não seguem as orientações, não fazem os exames que foram passados. O reconhecimento que o médico precisa começa aí. Não adianta bater palmas para os médicos da linha de frente se o cidadão não cumpre o básico que o médico generalista pede. É preciso educar o brasileiro para a importância da saúde preventiva e da ciência”, frisa o parlamentar.

    Reconhecimento

    O presidente da Comissão de Saúde da Alego afirma, ainda, que pretende criar uma medalha especial para os médicos e também para os outros profissionais da saúde, que atuaram na linha de frente do combate à pandemia. “Não temos condições de homenagear todos, mas podemos reconhecer o mérito de alguns representantes e, de forma simbólica, reconhecer o valor de todos que travaram essa luta. Estou estudando como apresentar essa proposta legislativa, mas ela está nos meus planos”, conta o deputado.

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    Na Alego também tramitam projetos com o objetivo de reconhecer a importância desses profissionais de saúde. Um deles é de autoria do deputado Cláudio Meirelles (PTC). O projeto de lei nº 4681/21, que já recebeu parecer favorável do relator, deputado Dr. Antonio (DEM), na Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJ), se for aprovado, autoriza o Poder Executivo a criar o Programa de Suporte Emocional para os profissionais de saúde, com foco nos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem que atuam nos diversos postos de atendimento dos pacientes com covid-19. O objetivo é oferecer acompanhamento psicológico on-line para amenizar o impacto emocional causado a esses profissionais e ajudar no controle do absenteísmo na área da saúde.

    Também tramita na Casa de Leis a propositura de nº 4107/20, de autoria do deputado Lucas Calil (PSD). De acordo com o deputado, a proposta institui a data de 2 de dezembro para celebrar o Dia do Médico Residente, visando trazer à tona a importância e a relevância dos médicos residentes, que tiveram um papel fundamental no combate à pandemia, sendo que muitos deles foram transferidos de suas atividades de especialização para fazerem atendimentos relacionados à covid-19.

    “Além disso, não é infrequente o diagnóstico de doenças ocupacionais, como Síndrome de Burnout, estresse e depressão, dentro desse nicho, sendo apontados por alguns estudos científicos, índices de suicídio maiores nessa classe do que na sociedade em geral”, reforça. A matéria já recebeu parecer favorável do relator deputado Helio de Sousa (PSDB), na CCJ, e encontra-se em primeira fase de discussão e votação.

    Que esse reconhecimento não fique apenas na Assembleia Legislativa de Goiás, que se estenda por todo Brasil, afinal de contas, muitos de nós passaram ou superaram a pandemia graças a esses gigantes profissionais da arte, da missão sagrada de salvar vidas.

    Agência Assembleia de Notícias

     

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  • Lula e Bolsonaro se dizem preparados para segundo turno

    Lula e Bolsonaro se dizem preparados para segundo turno

    Eleitores decidirão entre os dois candidatos no dia 30

    Após a definição de um segundo turno entre Lula (PT), que com 98,84% dos votos apurados no primeiro turno, tem 48,39% dos votos válidos, e Jair Bolsonaro, com 43,23%, os dois candidatos à Presidência da República falaram com a imprensa na noite de ontem (2). Lula fez um breve pronunciamento em São Paulo enquanto Bolsonaro falou na entrada do Palácio da Alvorada, em Brasília.

    Lula falou à imprensa minutos antes do seu adversário. Sorrindo o tempo todo durante seu breve discurso, Lula fez uma fala otimista sobre a continuidade da campanha e se mostrou animado para travar um debate com Jair Bolsonaro sem outros candidatos para dividir a atenção.

    “Vai ser a primeira chance de fazer um debate tête à tête com o presidente da República. Vamos deixar o segundo turno para debater, para a gente poder medir, fazer comparações do Brasil que ele construiu e do Brasil que nós construímos. A partir de amanhã eu estou em campanha. Nós vamos ter que viajar mais, fazer mais comícios, conversar mais com as pessoas e convencer a sociedade brasileira daquilo que estamos propondo”, disse o ex-presidente.

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    Mais sério, Bolsonaro concedeu entrevista a um grupo de jornalistas que o aguardava na entrada da Residência Oficial do presidente da República. Para ele, serão quatro semanas para mostrar à população as consequências negativas do isolamento social, devido à pandemia, e da guerra na Ucrânia na economia do país.

    “Temos um segundo tempo pela frente, onde tudo passa a ser igual e nós vamos mostrar melhor à população brasileira, especialmente à classe mais afetada, a consequência da política do ‘fique em casa, a economia a gente vê depois’, a consequência de uma guerra lá fora e de uma crise ideológica”, disse ele. Bolsonaro também pretende usar governos de esquerda na América do Sul, como Chile e Argentina, de uma maneira negativa, afirmando que “certas mudanças vêm para pior”.

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    Os segundo turno para presidente e nos estados onde o pleito não foi definido no primeiro turno ocorrerá no dia 30 de outubro.

    Fonte Agência Brasil

     

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  • MAJORITÁRIOS EM TRÊS PONTAS OBTÊM GRANDE VOTAÇÃO NO MUNICÍPIO E SÃO REELEITOS

    MAJORITÁRIOS EM TRÊS PONTAS OBTÊM GRANDE VOTAÇÃO NO MUNICÍPIO E SÃO REELEITOS

    Três Pontas segue tendo dois grandes defensores dos seus interesses e necessidades através da política.

    Três Pontas sempre sonhou em ‘fazer’ um deputado. Fez dois! E a dobradinha Caixa (ALMG) e Diego Andrade (Câmara dos Deputados) se confirmou pela quarta vez. Sim, os dois majoritários, mais legítimos representantes dos trespontanos – que aportam fundamentais emendas (recursos, dinheiro) no município – venceram as eleições pela quarta vez. Assim, por mais um mandato (pelo menos – com certeza não será o último), Três Pontas segue muito bem ‘escorada’. Muitas cidades mineiras não têm nenhum representante político nas esferas estadual e/ou federal. Aqui, felizmente, são dois! 

    Diego Andrade foi o candidato mais votado no município de Três Pontas para continuar ocupando um cargo na Câmara dos Deputados em Brasília. Conhecido por estar sempre em Três Pontas e destinando inúmeras emendas para diversas áreas e por ser um ‘braço direito’ do prefeito Marcelo Chaves Garcia, Diego obteve 20.617 votos.

    O prefeito Marcelo Chaves e os deputados reeleitos, Diego Andrade e Caixa.

    Somando todos os votos dos mineiros, Diego Andrade obteve um total de 170.181 votos e foi reeleito pela quarta vez.

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    Mário Henrique Silva, o Caixa, trespontano de nascimento, mais uma vez obteve expressiva votação em sua terra natal e confirmou a sua reeleição para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Caixa obteve 19.270 votos e também é outro político que investe pesado no município, ajudando a combater as necessidades e a trazer o desenvolvimento para Três Pontas através de suas emendas parlamentares.

    Somando todos os votos dos mineiros, Caixa obteve 76.260 votos e foi reeleito deputado estadual pela quarta vez.

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    Em Três Pontas o índice de abstenção foi de 19,71% no primeiro turno das eleições de 2022.

     

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