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  • COMENTANDO… SELENA DO CATÉ TOMA POSSE COMO VEREADORA, DISCURSA E EMOCIONA MUITAS PESSOAS NA CÂMARA MUNICIPAL

    COMENTANDO… SELENA DO CATÉ TOMA POSSE COMO VEREADORA, DISCURSA E EMOCIONA MUITAS PESSOAS NA CÂMARA MUNICIPAL

    Uma singela homenagem aos homens e mulheres, como ela, que venceram as dificuldades em busca da vitória na vida. “Tudo Podemos Naquele que nos Fortalece!”.

    Uma mulher digna, íntegra, representante das camadas mais baixas da sociedade, uma batalhadora, faxineira com amor e agora empossada Vereadora de Três Pontas. Selena do Caté tem 1462 alicerces que a levaram à Casa Legislativa. São 1462 votos que fizeram dela a segunda candidata mais bem votada na última eleição para vereador em Três Pontas e a única mulher na 19ª legislatura.

    Humilde, sincera, daquelas pessoas que falam o que vem do coração, Selena do Caté, que em 2016 não conseguiu uma cadeira na Câmara por conta daqueles critérios questionáveis de coeficiente e legenda, agora chega disposta a se dedicar ao máximo trabalhando e fiscalizando o Executivo Municipal como legítima representante não apenas de 1462 pessoas, mas de todos os trespontanos.

    Com um vestido vermelho, a cor do amor, do sangue que corre nas veias de quem trabalha e de muitas flores, como a tradicional rosa rubra, Selena do Caté, visivelmente emocionada, começou com o pé direito, emocionando todos aqueles que nela depositaram seu voto e de certa forma calando alguns críticos que duvidam de seu desempenho por conta da falta de estudos. Em seu primeiro discurso como vereadora eleita pelo povo, Selena do Caté se saiu muito bem, de acordo com opiniões de alguns colegas vereadores, pessoas presentes na sessão solene e eleitores que puderam acompanhar a cerimônia de posse em suas residências, acompanhando a transmissão ao vivo da Câmara, seguindo os critérios de distanciamento social por conta da pandemia.

    Ao colocar os pés pela primeira vez naquele parlatório, naquela sagrada tribuna onde as decisões e o futuro dos trespontanos já foram muitas vezes tomadas, Selena disse estar muito feliz e agradecida a Deus pela oportunidade, lembrou de todos aqueles que estiveram com ela durante a caminhada, falou das dificuldades, do sofrimento e de toda luta que ela enfrentou até chegar ali.

    Ainda em sua fala, Selena lembrou do seu trabalho digno como faxineira no Pronto Atendimento Municipal e fez um alerta, um pedido para que a população se conscientize sobre a gravidade do coronavirus: “Quando apareceu o primeiro caso de coronavirus na cidade e a pessoa precisou ser atendida no Pronto-Socorro eu estava lá. Limpei tudo aquilo, o chão e todas as dependências do PAM. Fazia aquilo com muito amor e sentia que também estava ajudando a combater a pandemia. Peço que todos evitem se aglomerar e que usem a máscara, pois a situação é muito grave e essa doença não é brincadeira. Um feliz Ano Novo para todos os trespontanos e meu muito obrigado por todo apoio, por cada voto, pela torcida de muitas pessoas, como do Maycon Machado, do Jornalista Roger Campos e tantos outros”, concluiu.

    “Eu tenho que agradecer a muitas pessoas que me ajudaram a chegar até aqui. E eu sou a única mulher hoje no meio de todos os vereadores. Precisamos de mais mulheres na política e mais mulheres aqui na Câmara Municipal. Podem ter certeza que honrarei cada voto em mim depositado e que farei de tudo para ajudar a nossa população”, declarou.

    Ela falará errado? Certamente que sim. Ela terá dificuldade nesse universo importante e ao mesmo tempo polêmico, controverso e cheio de joguetes, atritos, conveniências, puxadas de tapete e interesses pessoais? Certamente que sim. Mas Selena já enfrentou “leões” muito maiores que este de agora. Fome, preconceito com sua cor, com a pouca instrução, por ser mulher, por ser pobre. Realidades que ela conhece de perto. Infelizmente! Ela foi moldada na dificuldade, na garra e na fé em Deus. A força que essa guerreira tem ainda não foi desnudada. Muitos se surpreenderão se ela conseguir manter-se serena, centrada, ouvindo quem está lá e tem mais experiência, como o Presidente e seu amigo Maycon Machado (outro ser humano acima da média). Se ela mantiver a força no trabalho e o ardor em servir, o caminho poderá ser florido e fecundo. A vida é um eterno aprendizado, ninguém nunca sabe o bastante. Ninguém é melhor que ninguém. O tempo é o dono da razão. E Deus é o Senhor dos Justos.

    Não espero que ela se torne, da noite para o dia, a melhor vereadora dentre todos os legisladores que já passaram por aquela Casa em suas 18 legislaturas anteriores. Não acredito nisso. O que eu espero, como seu eleitor, amigo e “torcedor” é que ela mostre que os maiores valores que uma pessoa e um político, especificamente falando, podem ter é a honestidade e a força do trabalho. Isso, ela tem de sobra, somado a um coração humilde e puro, que almeja estender a mão àqueles que precisam.

    Já ouvi invejosos dizendo que “Selena foi eleita por dó”… Esses falastrões sim são dignos de dó, peixes que morrem pela boca e que se envenenam com a própria saliva. Selena chegou outorgada pelo voto legítimo, a vontade popular e a esperança de, por ser “povão”, fazer mais pelos mais humildes. Ela na Câmara é a extenção de cada trespontano humilde e pobre que sonha com dias melhores, pra todos!

    Que os bons se aproximem dela e a ajudem. Que os corvos, os aproveitadores e invejosos se afastem. Selena vai descobrir como há gente interesseira, “velhos amigos do nunca”, mas que agora a estenderão tapetes vermelhos, para tirar uma casquinha, levar uma vantagenzinha e, depois, puxá-lo na mesma velocidade do afago falso de agora. Muita luz e discernimento pra ela nos 4 anos onde ela representará com outros 10 a todos nós que amamos esta Terra chamada Três Pontas.

    Selena foi muito aplaudida, recebeu flores, sorriu e se viu convidada a fazer fotos com várias pessoas. Certamente uma grande mudança em sua vida onde, com apoio de todo o colegiado, com fé em Deus e a tradicional coragem frente ao trabalho, tomara, consiga vencer as dificuldades que aparecerão e ao final dos próximos anos ter feito um belo papel, mantendo a sua cabeça erguida e a certeza de que fez o melhor que podia.

    Parabéns Selena do Caté! Minha torcida não impedirá de criticar construtivamente quando achar necessário. Tomara que não seja necessário. Boa sorte a você a aos outros dez vereadores! Deus vos proteja!

    Algumas Fotos Hécio Rafael

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • EMPATIA – Nilson Lattari

    EMPATIA – Nilson Lattari

    A palavra existe, o sentimento nem tanto. Muitas palavras com significado humano povoam nosso vocabulário, e poucas delas são usadas no seu sentido benéfico, com a amplitude que, supostamente, representam. Digo, supostamente, porque a deturpação do grau de sentimento e a seletividade com que elas são aplicadas tornam inócuas as suas representatividades.

    A morte do ator que representou o Pantera Negra me causou um sentimento que poderia chamar de empatia. Quando fiz uma crônica associando o personagem herói de Wakanda com o imigrante africano na França, que saiu em resgate de um bebê que poderia cair do alto do prédio, e a sua determinação em escalar o imponderável e salvá-lo, tentei mostrar que nós somos iguais de verdade. Mas, só reconhecemos isso quando precisamos, realmente, do outro. Na hora do perigo e da necessidade não enxergamos, e até agradecemos que o outro ser humano se lance em nossa direção, arriscando-se para nos ajudar, não importando de onde venha a ajuda.

    Empatia e ajuda andam juntas, mas empatia não pode andar associada a interesse. Ela tem que ser natural. Vinda de dentro de nós, não para sentir a dor do outro, porque isso não é possível, mas para correr em sua direção e confortá-lo, consolá-lo, não imaginar que podemos entender como funcionam mundos distantes, mas aceitar as suas existências.

    A doença terrível que o ator contraiu foi solitária. Não a revelou, a conteve e prosseguiu seu trabalho, mostrando que a sua força era bem maior do que a do personagem que representou, mais isolada, cruel, e foi o personagem que fez com que pudesse avançar na vida, continuar vivendo e realizando seu sonho no cinema.

    Independente de representar a raça negra como seres capazes de grandes realizações, Wakanda mostra que é possível que uma cultura se agigante percorrendo seus próprios caminhos. Compreender Wakanda, suas forças, seus defeitos, contradições, que existem em nosso mundo, é empatia. Principalmente, quando ela vem em nosso socorro, comprovando que precisaremos sempre, uns dos outros.

    Boseman se foi, e levou com ele o personagem. A sua batalha foi insana, mas demonstrou que enfrentá-la foi sua única opção. Porque diante da adversidade a única maneira de viver é enfrentando, com coragem.

    Não temos contra esse Thanos viral nenhuma equipe de super-heróis para nos ajudar. E a única possível é a empatia, é essa junção de empatias que deveria formar uma corrente envolvendo todos nós.

    Boseman nos deixou sós, mas sua história, como a de tantos outros anônimos que se lançam em nossa ajuda, sem que nós saibamos, continuará a existir. O egoísmo é o real inimigo, representado pela inveja na capacidade do outro em conseguir superar obstáculos, e outros, que se enraízam na falta de empatia, disfarçados na fantasia da negação e do falso moralismo, fazendo da empatia um personagem secundário, bem longe da Wakanda isolada que existe dentro de alguns.

    Infelizmente, em um mundo onde alguns dizem que os seus pensamentos são os corretos e os outros errados, na maioria das vezes, embasados nas falsas premissas que levam às conclusões falsas.

    Mentira e empatia não andam juntas.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • CRÔNICA DO AMOR DE PAI – Nilson Lattari

    CRÔNICA DO AMOR DE PAI – Nilson Lattari

    Pai é uma palavra que vive dentro de outras palavras: paixão, país, paisagem, pai-nosso. Somos tudo, até pai dos burros. É um universo que se preenche por palavras graciosas e outras nem tanto. Porque, como as palavras, são também imperfeitos, nem sempre pais completos, pais faltantes ou presentes, de todos os dias.

    O filho não nasce de um pai, ele nasce com a participação de um homem, que pode se tornar o pai ou não. E assim como as mães podem ser pais, como muitos homens podem ser as duas coisas, tudo junto. Como as palavras, as paternidades são muitas.

    O pai, na maioria das vezes, é a ausência. Pais são aqueles que chegam no final do dia, e não é companhia quando o sol nasce, que está ali, durante o dia, e que adormece aos sábados e domingos. Nem sempre é aquele que vemos quando acordamos e olhamos em volta.

    Para o filho, aquele olhar durão, meio que cobrando coisas, comportamentos, ritos de passagem de cultura. E se for aquela filha, não ter vergonha de ter ciúmes, de achar que será sempre o eterno enamorado, e guardar os olhares desconfiados para qualquer aventureiro que se aproxime daquela princesa que tem ao seu lado.

    Ser pai é encarar mudanças, daquele filho que imaginou e que agora está fora do que deseja. Ser pai é encarar as escolhas deles, mesmo que, internamente, se moa, para reconhecer a humanidade que o filho tem. O importante é que seja o ser pleno de humanidade e bondade onde esteja.

    A paternidade pode vir de qualquer lado. Hoje, as muitas paternidades estão mais visíveis. Tem pai de todo jeito: tem filho que vive com dois pais; tem pai que vem do outro lado: tem pai que vai para o outro lado, tem filho que tem duas mães, então o papel de pai está todo misturado.

    Tem pai que joga bola com seu garoto e tem pai, quando a mãe chega em casa, está vestido, calçado e maquiado pela filha estilista. Mas o sentido da paternidade não tem problemas de trânsito, é via de mão dupla, o que importa é amar e ser amado. Tenta se achar acima do bem e do mal, mas, no fundo, é tudo bobagem. Também chora, se desespera, e esconde fraquezas, porque é humano, bem sabe.

    Enfim, não vamos enxergar a paternidade como algo de macho. Ela tem muitos pertencimentos, e até mesmo na palavra paternidade tem o feminino do lado. Deus é pai porque julga, castiga e dá os conselhos. Então Deus também é mãe, porque faz isso tudo da mesma maneira. Logo, paternidade não tem nada a ver com o divino. Ser pai é ser humano, e aquele jeito meio sério é puro fingimento. Nessa bobagem de que alguém tem que dar o exemplo, ele vai sufocando e perdendo o jeito de dar e ganhar beijo no filho barbudo e homem feito.

    E quem ridiculariza aquele que do pai recebe o beijo, no fundo é um invejoso, porque não teve um pai beijoqueiro.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • AMBIÇÃO – Nilson Lattari

    AMBIÇÃO – Nilson Lattari

    Um ambicioso é a essência da inventividade humana.

    A ambição é, antes de tudo, uma qualidade do homem. Sem ela, a Humanidade teria parado no tempo. Por isso, uma qualidade, algo a ser buscado sempre para atingir um fim. Para a ambição o impossível se torna possível, e aquilo que suponhamos estar lá, baseado na teoria, então deve estar lá e pode se tornar realidade.

    Nada pode deter a ambição, a não ser ela mesma.

    A ambição é um trator que o homem maneja, conduz, atropelando as dificuldades, e a coragem é um dos seus ingredientes. Para ser ambicioso, é necessário o destemor, o cálculo, a estratégia, e sem eles a ambição pode se tornar um desastre. Porque tudo que se quer, deve ser, minimamente calculado, organizado e pensado.

    O problema da ambição é a inveja. E a inveja do outro faz com que a ambição se torne inimiga, quando as coisas se misturam, e as ambições se tornam antagônicas. Lutar por coisas ambiciosas é um mérito, travar lutas por ambições, pretensamente paralelas, é um erro.

    Um ambicioso solitário é um perigo para si mesmo e para todos.

    O individualismo é um tipo de ambição que beira o perigo, porque ele se alia ao obscurantismo, à armadilha, à falsidade, porque o individualismo é a ambição que quer atingir os fins, não importam os meios. A ambição solitária é completamente diferente da ambição coletiva, quando ela envolve o conceito de riqueza. Existem vários tipos de ambições e a mais perigosa é aquela que objetiva o ganho, como uma espécie de trapaça que recai sobre o derrotado. Afinal, se alguém acumula algum tipo de riqueza material é porque ela foi retirada ou se impediu alguém de possuí-la, ela sai de algum lugar.

    A ambição pode ser medida? Ela pode ter um limite? Ela pode ter uma ética comportamental?

    Se a ambição pudesse ser controlada, com regimentos, ela seria benéfica. O problema é a ambição desmedida, aquela que segue um rumo aleatório, obedecendo, unicamente, aos desejos inconfessáveis de seu condutor.

    Politicamente, a ambição tem um contorno diferente. Porque ambicionar um tipo de sociedade, quando é preciso eliminar ou calar a outra possibilidade que tenta também provar que ela é possível de acontecer, é um sentimento de exclusão, de egoísmo.

    Algumas sociedades se estabelecem, politicamente, baseadas em conceitos materiais, outras não. A diferença está em que algumas ambições são desmedidas a ponto

    de não tentar encontrar pontos de confluência mas de separações, a ponto de se prepararem para guerras, com o objetivo único de ganho ou impor sua vontade.

    Cada homem e cada sociedade têm suas ambições, afeitas à cultura de seus povos, assim como os homens. Ambicionar é uma qualidade, ambicionar o que outro possui é demérito. Ambicionar juntos é um problema, quando alguns são estimulados a ambicionar, individualmente, iludindo que existe uma competição em igualdade de condições.

    A ambição, assim, é um paradoxo. Se a ambição é o crescimento individual ou coletivo, a questão são os princípios, são os meios. Alguns tentam o diálogo da convivência, outros tentam a troca de farpas.

    Se a ambição é a busca pelo impossível, ela mesma, sendo ambiciosa, é uma impossibilidade em si mesma. Porque se medida, é controlável, desmedida é o caos. Se a controlamos ela perde um pouco de sua mágica, e incontrolável se torna ditadora sobre outros. Logo, ambição é o encontro de contrários, e não existe nada mais ambicioso do que a concórdia.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • FIM DE ANO – Juarez Alvarenga

    FIM DE ANO – Juarez Alvarenga

    O ano chega no seu final e as pessoas também. É hora da contabilidade vivencial.

    O início dos projetos começados com o início do ano se corporificaram ou evaporaram. Cabe a nós, como protagonistas, analisar se foi um ano digno de nossa permanência com saúde ou se foi raquítico devido a nossa inércia no seu decorrer.

    O tempo é fragmentos que constroem nossa maturidade. É capaz de nos moldar, penetrando em nosso figurino com exatidão. Jogar no espaço nossos projetos com inteligência é ter certeza que o tempo nos irá premiar com suas realizações.

    Antes que a magia do final de ano nos contamine é necessários saber se avançamos ou retrocedemos com nossos objetivos.

    Sabemos que todo início é defeituoso e frágil. Por isto sua camuflagem é como embrião retido por uma camada resistente. Somente nossa força intima, juntamente com ousadia, será capaz de abortar. E depois de abortado teremos a oportunidade, com o nascer do sol, ver nossa obra aproximar cada vez mais da realidade.

    A timidez do início de nossos projetos como também com o sacrifício que o meio dos projetos exigem só resultará em plena realização com avançar do tempo.

    O presente de fim de ano vem de acordo com nossa idade. Na infância ganhamos brinquedos; na adolescência, sonhos e finalmente, na maturidade independência para nos libertamos dos problemas que  a vida nos impõe. Isto não deve confundir com nossa visão existencial. A infância e adolescência são peças fundamentais para o fechamento com êxito fabricado na maturidade. Como duas colunas fortificadas, são capazes com sonhos e inocências erguerem nossos castelos psicológicos com sustentação sólidas. E nossa morada intima hospedar a felicidade, definitivamente.

    Fim de ano programamos viagem para compras de fim de ano nas cidades polos que nos cercam. Aqui é Varginha. Perambulando pela principal Avenida de Varginha encontro um pedestre coqueirense. De roupa nova e com um semblante de quem está aliviado da rotina, vejo a transmutação. Do cotidiano marcado por uma vida tosca a abrandura transformadora proporcionada pela magia natalícia; o conterrâneo se sente contaminado pela a imensidão da alegria momentânea. A vida real se transforma em vida aparente. Da realidade cotidiana a magia do fim de ano. Seus sonhos retidos pelos fracassos fazem do forasteiro coqueirense o direito de ter alternância em sua vida.

    Sempre aprendi a ser intimo de mim mesmo. Buscar meus objetivos nas entranhas da subjetividade derivada de minha singular alma. Ser contaminado pela magia sem sofrer resistência para sua penetração. Distingo-me do meu conterrâneo, que sobre sua rústica vida enterrou até as magias momentâneas, dificultando qualquer suavidade existencial.

    Ao contrário do pedestre coqueirense, que não sentiu a vontade no mundo forasteiro, eu me sinto forasteiro dentro de meu próprio mundo nativo. A suavidade da vida para mim é permanente, e seus grotescos problemas que são transitórios como a atmosfera das cidades estranhas.

    Desejo não só um ano novo, mas também uma vida nova na sua nativa cidade, ou seja, dentro de sua própria realidade. Seja um morador feliz e quando a sensação da magia de fim de ano lhe procurar, sinta-se forasteiro e abra as portas, porque através delas sua permanência nativa será bem mais confortável  e tolerável.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

    R: ANTÔNIO B. FIGUEIREDO, 29

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  • SÁBADO – JUAREZ ALVARENGA

    SÁBADO – JUAREZ ALVARENGA

    O sol bate na terra e a multidão na praia contempla o verão. Eu, do meu quarto, abro a gaiola da  existência e num voo livre sobre as matas dilacerante descanso por alguns minutos no ninho de artista da liberdade. Porém, sei que o alçapão irá desarmar na segunda-feira. Tento de fora contestar a volta para a gaiola, mas, é inútil, pois o herói do sábado não resiste à tentação do alimento colocado da segunda.

    E neste passeio, busco transformar a realidade em casais da ironia. O divórcio da lua com o sol é tão brilhante, que os advogados silenciam perante tanta beleza. É mesmo sábado, dia de festa no meu coração. Percebo então, que os mendigos saem das praças pródigas. Os oprimidos da rotina se transformam em poderosos. Os ladrões do sol, em prisioneiros. Os amantes da lua em milionários. As fantasias desfilam nas roupas dos jovens que buscam com elas adormecer a realidade.

    “Tudo é divino e maravilhoso’’.

    O engenheiro abandona as equações. O médico o bisturi. O lavrador a enxada. O advogado, as leis. Todos entram no navio da calmaria e mergulham nos espaços da felicidade. A glória é soltar as emoções. Colocar no bar as peripécias existenciais. Compreender o amor nas sutilezas, delirar com as músicas que falam aos corações vazios.

    O sábado é o dia em que as chamas da rotina são apagadas pelos bombeiros reais.

    O sábado é o dia em que os homens armam suas fantasias e jogam na vastidão de um mar bravio.

    O sábado é a madrugada silenciosa de uma multidão efervescente. O sábado é o deslize da semana e a complementação do eu sufocado, pelos bastidores vencidos da rotina.

    O sábado é a segunda morta. É a felicidade viva. É a paixão construída. É, ENFIM, REALIDADE ADORMECIDA.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

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  • ENCHER OS OLHOS – Nilson Lattari

    ENCHER OS OLHOS – Nilson Lattari

    Qual será a sensação de um bebê chegando ao mundo e abrindo os olhos, pela primeira vez? Por que não lembramos daquela sensação de poder olhar o mundo, como o viajante que chega dormindo em uma cidade, e de dentro do ônibus, do trem, da janela do avião encontra a cidade desconhecida, procurando identificar suas cores, o rosto de seus habitantes? Ouvir os sons que saem das lojas, do som das vozes das pessoas. Por que somos privados dessa lembrança, e ela não se perpetua em nossas mentes, como um cartão de visitas que recebemos?

    Não conheço ninguém que tenha essa lembrança. Como será possível isso?

    Terá sido a mesma sensação de quando enchemos nossos olhos com uma paisagem deslumbrante e cheia de cores? Parados, mudos de espanto, vendo a força de uma onda no meio do mar, dona e senhora da situação, a rodear o barco indefeso, brincando de morte e vida com os tripulantes? A sensação de poder abarcar tudo como um acessório da lembrança e das recordações de uma viagem?

    Chegar ao mundo é como desembarcar em um planeta desconhecido. E ouvir, pela primeira vez, aquele som doce e emocionado de uma voz inconfundível que vai acalentar nossas noites antes de dormir. E, também, de vozes ao redor, os olhares funcionando como lamparinas iluminadas e prenhes de emoção, debruçadas sobre aquele recém-chegado.

    A primeira vez que enchemos nossos olhos com a primeira visão do mundo deve ter sido turbada, cheia de névoa, imagens que tentavam se firmar, ganhar vida e contornos, ganhar nomes, apelidos, ganhar cores.

    Sons e cores são o que guardamos das viagens. E sendo a vida uma viagem, nos falta a parte em que a organizamos e a parte que lembramos dela. Até agora só guardamos a viagem que vamos vivendo e aprendendo. E ao aprendermos enchemos nossos olhos de reconhecimento pelo que entendemos e compreendemos. Somos uma planta vazia de uma casa a ser preenchida de cômodos, pelas recordações da nossa caminhada.

    Se partimos para uma viagem, retornamos ao mesmo lugar ou vamos morar em outro. Assim como se muda de cidade e porto.

    Em cada porto e em cada cidade, comemoramos com os olhos ávidos por ver, todas as cores e sons que nos chegam sem descanso. Porque o verdadeiro viajante não para, tão somente, e sempre continua até o outro ponto, para abastecer os olhos de outras cores, se extasiando com o campo e as montanhas, os mares e os céus abertos.

    É com os olhares que entendemos os outros, e pelos olhares nos comunicamos. Nos enchem os olhos a pessoa amada com as cores do seu corpo e os sons de seus encantos.

    Por que não lembramos de nosso primeiro encontro com a vida, com a beleza das cores sem saber seus nomes, sem compreender seus sons e saber que as suas diferenças podem nos trazer conforto ou desassossego?

    Quando enchemos nossos olhos com a beleza da paisagem ou do ser amado é porque antes nunca tínhamos visto nada igual e comparamos.

    Como podíamos nos surpreender com o mundo que conhecemos pela primeira vez se ele não tem nada de surpreendente, é apenas uma luz que se acende não se sabe onde e entendemos que antes dela não há nada vivido para comparar? Talvez, por isso, não lembramos dela. E para onde vão as lembranças vividas e guardadas no enxergar profundo do mundo que vivemos?

    Se o apagar das luzes acontece num repente, e vai acontecer, sem sabermos quando, é porque temos que comparar o possível acender de novas luzes com aquilo que deixamos. Porque um novo mundo começa quando o bom viajante abandona pelo caminho tudo aquilo que não importa, para continuar enchendo os olhos e viajando.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • MEMÓRIAS – Nilson Lattari

    MEMÓRIAS – Nilson Lattari

    Memórias são como pequenos documentários que nossas mentes vão acumulando. Nunca é um filme completo. São pedaços de experiências, boas ou más, que tivemos durante nossa vida.

    Quando estamos na solidão, as memórias aparecem para cumprir seu papel de preencher os espaços vazios dos nossos silêncios. Memórias são como anjos que nos ajudam nos momentos mais terríveis, nos mais alegres, naqueles, simplesmente, onde queremos companhia. Memórias são brinquedos que manipulamos ao nosso prazer. Podemos modificá-las, transgredi-las, uma viagem no tempo, trazendo o passado para o presente e imaginando que futuro teríamos. As memórias são o único contato entre o prisioneiro e a liberdade, como um álbum que se abre e ativa a câmera de olhar.

    Memórias, nos tempos de hoje, são as coisas mais valiosas que temos. Memórias são a razão para continuar a existir. Eles mostram um mundo possível, permitem que possamos avançar, e criar mais memórias.

    As memórias podem ser ruins, podem nos trazer momentos desagradáveis, infortúnios, e, ao mesmo tempo, são lições para sobreviver, lições para o que não se deve fazer. Memórias, se inimigas, são colocadas de lado, em um banco de espera, mas são impossíveis de serem apagadas, porque são os traços, as pegadas que a nossa existência foi deixando pelo caminho.

    O que seria de nós, vivendo uma situação de isolamento, de distanciamento, se não fossem as memórias nos confortando, provando que ainda estamos vivos e ativos, capazes de rodar esses pequenos documentários?

    É hora de esquecer o portal de retratos, imagens paralisadas no tempo, se temos a memória girando e movimentando nossos corpos virtuais deixados no espaço temporal. Com elas podemos sentir o cheiro da pele ou o gosto do beijo, podemos guardar a voz e os gestos da pessoa amada, e da sensação gostosa da vitória alcançada. E o medo do desconhecido quando, corajosamente, conversamos com nossos fantasmas.

    Nas civilizações, e foram muitas até chegarmos à nossa, as memórias estão com as mulheres, sempre confinadas nos lares, em um isolamento passivo, enquanto os homens saíam dos lares. São as mulheres, as avós que guardam as memórias das famílias, e as levam quando vão embora, deixando-nos em um tipo de orfandade, espaço vazio para a criação de novas. Por isso, talvez, seja a memória o feminino. Respeitar as mulheres é respeitar a memória. E quando agredimos essa feminilidade é como se socássemos os

    nossos segredos e perturbações mais guardados: uma mãe, uma mulher sabe com quem lida, e, nos seus silêncios, no isolamento são as guardiães das memórias.

    Mas as nossas nos pertencem, como os segredos que guardamos. E as memórias são super-heroínas aladas que nos ajudam a superar estes momentos cruciais de nossa existência, demonstrando nossa fragilidade, ou a nossa força em resistir, sempre.

    Memórias não têm fim, até que nos tornemos as memórias de alguém, e que elas sejam boas, sempre.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • A FELICIDADE NO PICO – JUAREZ ALVARENGA

    A FELICIDADE NO PICO – JUAREZ ALVARENGA

    Têm dias que a gente acorda para a vida como ela a vida fosse um conto de fadas.

    Levantamos com agressividades para enfrentar os problemas e fazemos da alegria um canteiro florido.

    Inserimos congratulações em nossa vocação a felicidade. Mas esta regularidade de felicidade, muitas vezes, não se mantém.

    Outros dias as adversidades são maiores do que a vida e as soluções adormecidas em nossas atitudes contidas.

    Sabemos que o pico das felicidades são raros e históricos. É o nascimento de um filho. É este mesmo filho chegando em casa, pegando o cachorro de estimação, dizendo que passou no vestibular. O dia do casamento ou a mãe trocando fralda do filho recém-nascido.

    Mas, temos que compreender que rotina e felicidade nem sempre são uma combinação linear.

    Dentro do cotidiano é natural só uma felicidade estável e regularizada. Sem superlativos, pois a vida racional é cheia de abismos destruidores de felicidade. Contrario à emoção que é uma vida crente na felicidade e na busca insaciáveis de sonhos que mergulham em nossa alma despida.

    Aprender a nadar na felicidade é aprender a mergulhar nas profundezas do mundo, atento às emoções. Buscar tesouros valorosos e sentir que a caçada da felicidade é tão poderosa como presa domada. É colocar o troféu dentro de nosso intimo de campeão.

    Felicidade estável e regularizada é possível dentro do cotidiano, mas o pico da felicidade é um processo de busca insaciável onde a vida só entrega o troféu para quem luta com sabedoria e paixão. E acredita em novos caminhos, a cada amanhecer.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

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  • O QUE FAZER SE EU NÃO GOSTAR DO QUE COMPREI NA BLACK FRIDAY? – Gabriel Ferreira

    O QUE FAZER SE EU NÃO GOSTAR DO QUE COMPREI NA BLACK FRIDAY? – Gabriel Ferreira

    Passados cerca de 10 dias da Black Friday, já deu tempo de alguns produtos terem sido entregues aos consumidores e agora surge a dúvida, não me agradou, posso devolver? O chamado direito de arrependimento ou direito de reflexão é previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que determina o seguinte:

    O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Quando o CDC fala fora do estabelecimento comercial, quer dizer que pode ser qualquer compra que não tenha sido presencial, seja catálogo, telefone, televisão, internet ou qualquer outra forma que não permita ao consumidor ver presencialmente o produto que deseja.

    O prazo de 7 dias começa do recebimento do produto e se encerra com a comunicação da desistência.

    A desistência do negócio não precisa ter qualquer justificativa, independente de ocorrer vício no produto ou não.

    O consumidor precisa formalizar o pedido de desistência no prazo de 7 dias.

    O direito de desistência se aplica a todos os consumidores, inclusive pessoas jurídicas.

    Independente da forma como tenha acontecido a devolução, se por transportadora, correios ou pelo vendedor da fornecedora, o que importa é o dia da comunicação da desistência e não o da entrega na sede da empresa.

    Comunicado o arrependimento, o fornecedor deve devolver os valores pagos pelo produto, inclusive o frete, não podendo ser aplicada qualquer tipo de multa, sendo que o valor do transporte para a devolução é por conta do fornecedor.

    Vale ressaltar que o direito de arrependimento também se aplica a passagens aéreas adquiridas pela internet.

    O mais importante é que o consumidor registre a entrega e a comunicação da desistência, de preferência por escrito, podendo ser por whatsapp ou qualquer outra forma que o fornecedor faça o atendimento, para que, caso não seja permitida a devolução do produto, tenha as provas suficientes para a reclamação nos órgãos de proteção ao consumidor (PROCON, consumidor.gov.br, entre outros) ou queira promover alguma ação judicial.

    Ficou alguma dúvida? Fala com quaisquer advogados especialistas.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG

    Atualmente cursando Especialização em “LEGAL TECH, DIREITO, INOVAÇÃO E STARTUPS” PELA PUC/MG.

    PÁGINA FACEBOOK: https://business.facebook.com/gabrielferreiraadvogado/?business_id=402297633659174&ref=bookmarks

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  • A “ERA COLLOR” – JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    A “ERA COLLOR” – JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    INTRODUÇÃO

    O Brasil estava se reabrindo para a democracia. Os brasileiros foram às urnas e sedentos por uma guinada na política nacional, viram em Fernando Collor de Mello, então Governador de Alagoas, um político bem diferente dos demais para a sua época. 

    Estamos falando de meados de 1989. Collor era jovem, considerado bonito, um esportista de apenas 39 anos de idade, que fazia cooper, andava de jet ski, estampava frases de impacto e que prometia acabar com os marajás. Por tudo isso, Fernando Collor de Mello foi eleito Presidente da República, empossado em 15 de março de 1990, dando início ao que na época foi chamado de “A Era Collor”. 

    Após graves escândalos de corrupção, para evitar o seu impeachment, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992.

    Todo o processo gerou inúmeras especulações, teorias de conspiração, lendas urbanas que ainda geram dúvidas e interesse até os dias atuais. Por isso, resolvemos mergulhar nos calabouços do Governo Collor de Mello.

    ARTIGO DE OPINIÃO

    JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    Vaidade: substantivo feminino

    1. qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória.
    2. valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.

    Há 28 anos, o primeiro presidente eleito após o fim do regime militar, perdia o seu cargo. Em 29 de setembro de 1992 a Câmara Federal aprovava o afastamento do então Presidente da República Fernando Collor de Mello, homem declaradamente vaidoso, após graves denúncias de corrupção. E para evitar o impeachment, renunciou no final de dezembro daquele ano.

    Fernando Collor de Mello, representava a expectativa de mudança na política nacional e os anseios de milhões de brasileiros, que viram nele não apenas um homem jovem e vaidoso, mas principalmente alguém que trazia um discurso incisivo contra os os chamados marajás.

    Talvez o “feitiço tenha virado contra o feiticeiro” e como peixe, Collor acabou “morrendo pela boca”. Naquilo que ele mais combatia, acabou se lambuzando. A começar que, segundo José Bonifácio, diretor da Rede Globo, a emissora “tramou contra Lula, seu principal adversário, no último debate eleitoral da emissora, feito todo com ‘cartas marcadas’”. Ou seja, Collor era apresentado ao universo das manipulações e do jogo de interesses do qual não seria apenas uma peça de xadrez, mas o verdadeiro Rei. Um rei com suas ambições e vaidades.

    A Era Collor, na minha opinião, começou a desmoronar quando a mesma imprensa que o apoiava, acabou retratando-o como inimigo n.º 1 da República nas páginas de jornais e revistas e também na televisão.

    Para piorar, teve ainda a condução polêmica da economia, através da então Ministra Zélia Cardoso de Mello, que confiscou a poupança dos brasileiros do dia para a noite. Teve também os escândalos do então tesoureiro, PC Farias, que mais tarde seria assassinado. Mas a cereja do bolo abatumado foi o desentendimento, seguido de graves denúncias feitas pelo próprio irmão de Fernando, Pedro Collor. Briga de irmãos (Caim e Abel), briga de vaidades exposta à Nação.

    O então presidente do Supremo, Sidney Sanches, preside comissão de impeachment no Senado para julgar se Collor cometeu crime de responsabilidade.

    Hoje, quase três décadas após o fim da Era Collor, um dos principais capítulos da história da política brasileira, muitas lições ainda servem de espelho para que outros presidentes não caiam nos mesmos erros e armadilhas, principalmente na tal vaidade a frente do cargo. Vaidade e ambição que podem enfraquecer os pilares de um aparente governo sólido.

    A conclusão que eu chego é que tudo poderia ter sido diferente se Collor não tivesse, através da sua vaidade gritante, desafiado e incomodado tanta gente, de todos os lados, inclusive ex-aliados.

    Talvez ele tivesse boas intenções. Mas isso se perdeu diante de um mar aberto e cheio de oportunidades (escusas) que aquele “verão” lhe propiciou. Collor deveria ter pensado menos na sua imagem física e mais na imagem “corporativa”, de todo o seu governo.

    Hoje, Collor, ao olhar no espelho, deve enxergar o quanto toda aquela “maquiagem” lhe custou não apenas o cargo máximo da Nação, mas a moral, a história imaculada e a popularidade galopante.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    A minha reflexão sobre a política brasileira ainda remonta os anos que formaram a Era Collor. Collor, de queridinho de todos, virou persona non grata, alguém que teve que se acostumar não com os elogios e aplausos, mas com as críticas, a desconfiança e as acusações de corrupção. O caçador de marajás estava na alça de mira, no pelotão de fuzilamento da opinião pública. E como foi duro pra ele ter que, literalmente, manter aquele topete impecável, a pose de um homem correto e de virtudes. Fernando lutou, isso não se pode negar. E talvez algo que deva ser salientado é que a companheira Rosane Collor sempre se manteve ali, ao lado, literalmente de mãos dadas, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, no poder ou fora dele.

    Collor passou, mas as marcas ficaram e certamente muitos aprendizados. Como diria o grande e saudoso empresário Antônio Ermírio de Moraes, “política no Brasil é a arte de pedir dinheiro aos ricos, voto aos pobres e depois de eleito enganar a ambos”.

    A política no Brasil – que deveria ser simplesmente instrumento de transformação e desenvolvimento – é, sem dúvida, algo extremamente controverso e de certa forma mal utilizado tanto pelos eleitores que preferem trocar os seus votos por favores pessoais, quanto pelos políticos que, após o êxito nas urnas, parecem se esquecer de suas promessas, de seus planos de governo, tornando-se “mais do mesmo”, “farinha do mesmo saco”, na eterna ciranda político-eleitoral onde se muda candidatos e partidos mas não o modus operandi da velha e acéfala, em muitos momentos, política tupiniquim.

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • Organize suas Finanças – Robson Moreira

    Organize suas Finanças – Robson Moreira

    Olá meus amigos e amigas! Semana passada em minha primeira matéria falamos um pouco sobre como e de onde começar sua organização financeira, comentei sobre os três primeiros passos, mais agora a cada semana vamos começar a aprofundar cada passo e assim espero muito poder contribuir para sua mudança de vida e a cada vez chegar mais perto de seu sonho na prática.

    Primeiro passo é saber como está sua saúde financeira e como fazer isso? Na ponta do lápis mesmo! Sabia que a maioria das pessoas não sabe quanto gasta mensalmente? Pois então, como se ter uma saúde financeira se não sabemos o quanto gastamos mensalmente, e não falo somente de gastos essenciais como aluguel, supermercado, financiamentos, agua, luz, telefonia, escola, cartão de crédito e outros, pois esses são até mais fáceis de saber para onde o nosso dinheiro está indo, falo também dos gastos com o cafezinho, promoção, descontos imperdíveis, taxas de bancos, juros etc…

    Por exemplo: Uma pessoa que gasta 30,00 por semana com o cafezinho da tarde, ela gasta por mês 120,00 e por ano 1440,00, um dinheiro que você passa todo dia na padaria e gasta e acha que é pouquinho todo dia vira um montão! Daí você vai me perguntar, mas você quer que eu corte o meu café de todo dia? Não é isso o que quero nesse primeiro passo é que você saiba onde está indo o seu dinheiro e esse é um exercício que depende somente do seu comprometimento, pois ele deve ser feito minuciosamente com todos os seus gastos durante 30 dias. Queremos identificar todos os gastos principalmente os pequenos. Sabia que se você gastar 27,40 por dia você gastará 10.000,00 no ano?

    Como faremos esse exercício? Em uma folha eu gostaria que você anotasse os seguintes dados: Data/Compra/Valor/Como pagou? Só esse exercício te ajudará a mudar muito suas compras, pois só o hábito de anotar seus gastos te fará pensar se vale a pena gastar naquele cafezinho, comprar aquela blusinha na promoção etc…

    Mas lembre-se o exercício aqui é, por enquanto somente identificar para onde está indo seu suado dinheiro e como já escrevi acima dependerá exclusivamente do seu comprometimento, porque preciso que anote todos os seus gastos mesmo, mesmos que seja aquele um real de bala, estacionamento, aqueles dois reais que deu para alguém que lhe pediu, tudo mesmo! Seja sincero e minucioso, tire um extrato de sua conta, um exercício que poucos fazem é olhar todas as taxas e descontos que são feitos em sua conta, anote essas despesas também e no final dessas anotações quero que anote suas despesas fixas aluguel, financiamentos, agua, luz, telefone, etc. Lembre-se qualquer omissão aqui irá comprometer seu orçamento, pois vamos cuidar do seu dinheiro e fazê-lo valer mais, fazer com que você aprenda a usar seu dinheiro a seu favor.

    Espero que você inicie esse exercício e espero que esteja aqui semana que vem para continuarmos a saga para uma vida financeira nova. Conte comigo! Abraço!

    Robson Moreira é Formado em Processos Gerenciais

    MBA EM GESTÃO DE PESSOAS E RECURSOS HUMANOS

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