Tag: Destaque

  • REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    REPORTAGEM ESPECIAL: Médica “trespontana” é convocada para enfrentamento da Covid-19 no Pará

    “A situação está caótica no Pará, um verdadeiro cenário de guerra. Mas fiz um juramento e o que mais importa pra mim é salvar vidas.”

    Às 9 da manhã da última sexta-feira (8), Márcia dos Santos Rodrigues embarcou no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte. Poucas horas depois, pisou em uma localidade que vive um dos piores cenários da pandemia que vem arruinando saúde e vidas. Ela está em Belém, no Pará, sexto estado brasileiro com mais casos de Covid-19. O último boletim da Secretaria de Saúde de lá, divulgado na noite de ontem (10), revela que são oficialmente 7.348 casos confirmados e 672 mortes. O governo estadual está endurecendo as medidas de contenção ao Coronavírus, decretando “lockdown”, suspendendo totalmente serviços não essenciais – por exemplo.

    Viagem longa de Três Pontas até a chegada no estado do Pará. Missão: salvar vidas!

    Louca de sair de Três Pontas, cidade sul-mineira que até o momento registra “apenas” 11 casos confirmados da doença? Não, não é insensatez ou irresponsabilidade: é missão, e missão para a qual se inscreveu voluntariamente.

    Márcia, 31 anos, é natural de Rio Branco (Acre), é médica formada em Clínica Geral na Bolívia, com pós-graduação em Medicina de Família e Comunidade pela UFMG. De origem simples, encarou grandes desafios para realizar o sonho que alimentava desde pequena: o diploma, o jaleco, o estetoscópio, o cumprimento na prática do juramento: “(…) ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência (…)”.

    A doutora é também trespontana: de coração. Seu primeiro emprego foi no posto de saúde do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, região rural de Três Pontas. A veia cultural da cidade pesou na hora de Márcia tomar a grande decisão enquanto recém-formada em Medicina. Entre o Nordeste e Minas, optou pelas Gerais.

    No município, acima de tudo religioso e musical, revela Márcia nesta entrevista, prestou seus serviços em três unidades de saúde, fez grandes amigos, virou a “doutora palhaça Pipoquinha” e empreendeu ao lado do noivo André. Tudo agora deixado para trás… temporariamente, se Deus assim permitir. A médica de Família voou ao encontro do povo paraense, avisada de que encontraria “um cenário de guerra”, mas confiante de que poderá lutar como sempre fez, bravamente, de poder seguir dedicando-se ao servir à humanidade.

    Numa parceria entre os sites de notícia Conexão Três Pontas e SintonizeAqui, Dra. Márcia contou detalhes do desafio. Se emocionou ao falar do desejo de salvar muitas vidas e, em algum momento, voltar para Três Pontas.

    Entrevista
    Márcia dos Santos Rodrigues
    Médica de Família e Comunidade
    Em missão contra a Covid-19 no Pará
    (Concedida na quinta-feira, 7, véspera do embarque)

    Dra. Márcia, como se deu a escolha pela Medicina?

    Há mais de 30 anos, minha mãe foi embora de Minas Gerais com meus avós para o Acre. Lá, ela conheceu meu pai e eles se casaram. Minha mãe é dona de casa, meu pai motorista de ônibus escolar há mais de 25 anos. O meu sonho sempre foi ser médica, desde que eu estava no pré-escolar, desde muito pequena. Nunca me imaginei fazendo outra coisa. Então, com muito sacrifício, o meu pai conseguiu que eu fosse para a Bolívia onde consegui me formar em Medicina. Foram sete anos sofridos, passei muita dificuldade, enfrentei a maior alagação da Bolívia que se possa imaginar. Durante esse período de inundação lá, trabalhei três meses como voluntária, conheci o André – hoje meu noivo. O André é mineiro e estava fazendo uma viagem de moto pela América Latina.

    Acre, Bolívia, Três Pontas. O que a motivou vir trabalhar aqui no sul das Minas Gerais?

    Em 2016 surgiu a oportunidade de eu entrar para o Programa ‘Mais Médicos’. No Acre existiam apenas duas vagas e mais de 24 médicos. Então, as oportunidades que me surgiram eram no Nordeste e em Minas Gerais. Como eu não conhecia Minas ainda, conversei com o André, falei quais cidades tinham vagas disponíveis e ele me falou que não conhecia Três Pontas, mas sabia que é uma cidade muito musical, ligada à arte. Me pareceu interessante porque eu gosto muito de todo o contexto cultural que Três Pontas envolve, então, acabei vindo para Minas. Aliás, conhecer Minas Gerais, terra de minha mãe, era também um sonho que sempre tive. Na verdade, eu não escolhi Três Pontas, foi Três Pontas que me escolheu, me acolheu de uma forma que eu não posso nem explicar.

    Embarque no Aeroporto de Confins, em Belo Horizonte.

    Profissionalmente por onde passou no sistema de saúde trespontano?

    Aqui em Três Pontas eu trabalhei em três postos de saúde. O primeiro foi o do Quilombo Nossa Senhora do Rosário, onde trabalhei com a Dra. Adélia – uma pessoa espetacular que me recebeu muito bem. A equipe de lá me recebeu também muito bem e eu os amo, assim como amo toda a população do Quilombo onde foi o meu primeiro emprego. De lá, por questão de logística, a Prefeitura me transferiu para o posto do bairro Padre Vitor e, depois, terminei meus três anos de contrato no PSF Dr. Oscar, que é no bairro Philadelphia. Todas as três equipes muito boas. Trabalhei com a Dra. Priscila, enfermeira Rose e por último com a enfermeira Aparecida – a Cidinha, que são pessoas formidáveis.

    No ano passado, André foi ao Acre comigo e lá ficamos noivos. E também ano passado, o André – que é formado em Letras e Inglês, resolveu dar uma reviravolta e acabamos abrindo o Império do Queijo, ali pertinho da Prefeitura. Nesses últimos meses, eu trabalhei com ele tentando alavancar o negócio e estamos aí.

    Dra. Márcia integra o Trêspontalhaços, no papel da Doutora Pipoquinha, levando alegria e amor aos pacientes.

    Em reportagens, em postagens em redes sociais você aparece integrando o Trêspontalhaços Augustos. Fale um pouco sobre essa história.

    Em 2016, o Dr. Lanner, que é dentista, me disse: ‘Márcia, estão formando um grupo de Doutores Palhaços aqui em Três Pontas e eu acho que é sua cara, tem tudo a ver com o que você faz e gosta”. Aí, ele me passou o telefone do ‘Dimel’ e conheci essa pessoa espetacular que me adicionou no grupo. Então, eu passei a fazer parte do Trêspontalhaços lá no comecinho quando o grupo estava surgindo ainda. Então, tive a oportunidade de continuar realizando um outro sonho meu, porque na faculdade eu já participava de um projeto assim e culminou em eu exercendo a minha profissão e sendo uma doutora palhaça aqui. Tenho orgulho em dizer que sou parte desse grupo Trêspontalhaços que se tornou uma grande família para mim.

    Trêspontalhaços Augustos[/caption]

    Encarar a pandemia do novo Coronavírus no Pará. Como surgiu a oportunidade, como isso aconteceu na sua vida?

    Um amigo entrou em contato e me disse assim: ‘Márcia, no Pará a situação está bem mais complicada do que a gente está vendo, porque por enquanto está passando pouco no jornal. Está morrendo muita gente, praticamente 50% dos profissionais já se contaminaram, tem superlotação nos hospitais e eles estão convocando médicos. Você tem coragem de ir, você quer se inscrever? Eu te mando o site, o e-mail e você envia currículo’. Então, eu mandei na intenção de me inscrever e talvez poder ajudar, mas como muitos médicos se inscreveram imaginei que não seria selecionada. Mas, nessa segunda-feira, dia 4, me contataram e me convocaram.

    Dra. Márcia, da convocação ao embarque se deu tudo em um prazo pequeno, em uma única semana. Já sabe como será sua atuação lá, por quanto tempo?

    Vai ser outra reviravolta na minha vida porque eu já tenho a minha casa, estou ajudando o meu noivo André com a loja, mas esta é a minha vocação. Eu fiz um juramento e é uma honra para mim cumprir esse juramento. Estou muito feliz e honrada em poder ir para o Pará. Sei que lá eles estão precisando muito, e se Deus quiser, eu vou poder ajudar. Por outro lado, fico triste por ficar longe do meu noivo, ficar longe dos amigos que já se tornaram uma família pra mim, por ter que ir embora da cidade que escolhi para viver porque eu gosto muito de Três Pontas. Mas, se Deus quiser, logo, logo eu volto. O contrato é de um ano e assim que eu conseguir uma folga volto para visitar todos aqui. O contrato poderá ser renovado por mais ano, mas vamos ver como vai ser. O importante é o agora, é a emergência, é a necessidade que eles têm de profissionais lá. A coordenadora que entrou em contato comigo disse que, como a situação está crítica, ninguém pode ir comigo. Então, seja o que Deus quiser.

    Como médica, sabemos que a resposta é sim, mas como pessoa: está preparada, o que espera encontrar no Pará?

    Antes imaginei que iria encontrar uma situação complicada, mas ‘ontem’ (6) a nossa coordenadora nos disse exatamente desta forma: ‘venham preparados física e psicologicamente porque vocês vão encontrar um cenário de guerra’. Então, estou me preparando exatamente para isto: para ir à guerra.

    A ciência e a fé, de mãos dadas, na luta pela vida, contra o inimigo invisível.

    Considerações finais.

    Tenho recebido mensagens de muitos pacientes. Graças a Deus pelos três postos que passei aqui em Três Pontas fiz muitas amizades. Muitos pacientes até hoje me mandam mensagem, gostam muito de mim, graças a Deus, e é isso que está me dando força para ir e para voltar logo. Se Deus quiser tudo isso vai passar logo e poderemos nos reencontrar e nos abraçar novamente.

    Esta reportagem foi produzida em conjunto pelos veículos de comunicação de Três Pontas:

    • Conexão Três Pontas (entrevista Roger Campos)
    • SintonizeAqui (redação Arlene Brito)

    que, na oportunidade, agradecem à Dra. Márcia pelos serviços prestados à comunidade trespontana, a parabenizam pela destemida iniciativa e desejam proteção e sucesso nesta nova empreitada humanitária.

     

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • QUARENTENA E ABSTINÊNCIA – A TRAFICANTE – Nilson Lattari

    QUARENTENA E ABSTINÊNCIA – A TRAFICANTE – Nilson Lattari

    Depois de ter bebido minha bebida amarga, deixar o armário e seguir a labuta, o meu esconderijo, não tão escondido assim se desfez. Seria como se eu estivesse em uma sublocação de uma quarentena. No escurinho, não tão do cinema, e bebendo uma bebida que eu já não tinha a menor ideia do que seria, não, necessariamente, um drops de anis, é claro, que após ter encarado uma bebida estranha, como alguma coisa agridoce ou coisa parecida, sair do armário foi brincadeira, tipo tirar pirulito ou coisa assim, de boca de criança (?!Caramba, quem faria isso?!).

    Mas, nada termina quando se começa de uma maneira estranha. Talvez uma bebida de cor amarronzada um pouco doce a faria esquecer, minha abstinente, do seu sofrimento por um chocolate.

    Porém, e sempre existe um porém, faltou o sorvete. Tirando a possibilidade de poder fazer gelar qualquer coisa, um sorvete é uma coisa insubstituível. Aquele afundamento da colher dentro de uma substância cremosa, ascendendo, perigosamente, em direção à boca, enchendo-a; nada é possível substituir.

    Minha abstinente não estava conformada em não poder criar qualquer coisa assim. Até sugeri que poderíamos, quem sabe, fazer uma compota de jiló, misturada com aquela coisa agridoce, e congelar, seria um sorvete de … figo.

    – Jiló! Ela exclamou, levantando do seu metro e meio de altura, que parecia alcançar o teto, me fazendo mergulhar nas profundezas da minha diferença de vinte centímetros a mais.

    Me calei, engolindo a sugestão vegetariana, pensando em voltar para o armário, quando ela exibiu a chave do mesmo, tornando impossível a fuga, e rindo porque eu ainda pensei no armário da cozinha, ou mesmo na geladeira. Não! Sorvete, nem pensar, pensei eu, gelado por dentro e por antecipação.

    Os ingredientes sugeridos pelos Influencers não tinham nenhum componente na casa e, portanto, a fabricação do sorvete seria impossível. Só restava a sua desistência, reduzindo-se ao seu metro meio de altura.

    Até que no último pedido de feira havia um segredo nas compras. Uma mensagem subliminar dirigida à vendedora, que apesar de não ter sorvete em sua loja, teria contatos. E por aí fui descobrindo uma rede de tráfico de amantes de sorvetes, inclusive com cotação sobre sabores: incrível, ela conseguiu subornar a vendedora que, com certeza, amante da guloseima, não se fez de rogada fazendo as compras, mesmo que não fornecesse na loja.

    No entanto, tendo em vista o contato, minha abstinente criou uma rede de fornecimento via whatsapp, cooptando amigas que também se sentiam deficitárias sobre isso.

    Foi um baque. Afinal, depois de estabelecer essa forma de traficar entre as amigas o que ela não sugeriria a mais? E, por mais incrível, conseguia fazer um sobrepreço auferindo renda pelo tráfico de sorvetes.

    Ameacei, é claro, denunciar esse escalabro, inclusive com o proprietário da loja, no que, novamente fui ameaçado com a ascensão do meio metro de altura, poderia prever que o meu final poderia estar no fundo do armário, e, quem sabe, trancado com a chave que ela, ameaçadoramente, balançava na minha frente.

    Uma coisa é certa: nunca se atreva a encarar uma abstinente em busca de sorvete, o seu final poderá ser uma gelada.

     Nilson Lattari é Escritor

     

    OFERECIMENTO

     

  • Leitores levantam questionamentos sobre atuação da Saúde em Três Pontas contra o coronavírus

    Leitores levantam questionamentos sobre atuação da Saúde em Três Pontas contra o coronavírus

    Santa Casa e Executivo respondem e afirmam que questionamentos não procedem.

    A reportagem do Conexão Três Pontas entrou em contato na manhã desta quinta-feira (7) com a direção da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis e também com a Prefeitura em busca de respostas para alguns questionamentos feitos por leitores intimidados com o avanço do coronavírus na cidade. O Provedor do HSFA, Michel Renan Simão Castro e a Assessoria de Imprensa do Executivo Municipal contestaram as afirmações. “Esses questionamentos não procedem, são inverídicos!”

    Logo pela manhã, a Prefeitura de Três Pontas encaminhou ao Conexão o mais recente boletim epidemiológico com informações sobre o coronavírus no município. Mais um caso de Covid-19 foi confirmado, totalizando 11, dentre eles 10 pessoas em quarentena (tratamento encerrado ou em andamento) e 1 óbito. Logo em seguida alguns leitores enviaram posts em texto e em áudios para nossa reportagem cobrando explicações por parte dos envolvidos com o combate da pandemia.

    O primeiro questionamento feito por uma leitora trata dos testes de detecção da Covid-19:

    _ É muita sacanagem o que estão fazendo. Só fazem o teste pra confirmar o coronavírus se a pessoa for até o Centro Pediátrico, se estiver com febre e tossindo até vomitar, com dor no peito e falta de ar. Meu pai conseguiu passar em consulta um mês atrás na Policlínica. Ele fez um raio X e o médico pediu uma tomografia alegando que ele estava com enfisema pulmonar. Fui marcar a tomografia pelo SUS e não estão marcando. Meu pai guardou um dinheiro e foi com os 200 reais fazer a tomografia. Mas chegou lá e viu que era 400. Corri pra todos os lados, disse que se não fizerem a tomografia nele vou “rodar a baiana”. Ele não sai de casa, nem minha mãe. Eu escutei e estou sabendo que no hospital não estão fazendo o teste. A pessoa tem que ir para o Centro Pediátrico. Eles estão priorizando os profissionais de Saúde para fazer os testes e com isso não sabem quantos infectados estão andando pela cidade.

    Sobre isso, o Provedor da Santa Casa, Michel Renan declarou: “Eu vejo que um dos maiores problemas que existem hoje em Três Pontas e que eu sempre tentei combater, é o individualismo. Como nós vivemos numa comunidade, deveríamos ver as necessidades do coletivo e não individualmente. Sobre o procedimento dos testes eu não tenho como responder os procedimentos que estão sendo tomados. A Prefeitura poderá responder melhor. Mas reafirmo o quanto a Secretária de Saúde, Teresa Cristina, tem trabalhado, tem se dedicado incansavelmente. As pessoas acham que ela faz pouco. Faz um belo trabalho sem dúvida! Fico triste quando vejo que as pessoas querem denegrir o trabalho dela. Ainda sobre os testes, dizer que só estão sendo feitos no Centro Pediátrico é mentira! Quando chega um paciente com suspeitas de coronavírus, apresentando sintomas, o médico faz o pedido de testagem. Isso é definido por critério médico e não cabe a própria pessoa querer ter mais conhecimento que o médico. Infelizmente, no Brasil inteiro, não há testes para todo mundo. Quem define quem precisará do teste ou não é o médico. A afirmação da leitora do Conexão de que os testes são encaminhados e feitos apenas para os profissionais da Saúde também é outra mentira. Repito, quem está definindo isso é o médico. Sobre a questão da tomografia quero informar que o procedimento não é da Santa Casa, é terceirizado. Quando a pessoa está internada no Hospital a tomografia é feita gratuitamente, no “0800”. Se a pessoa quiser fazer particular eu não tenho como colocar preço no serviço dos outros. Seria o mesmo que eu colocar preço no trabalho do Conexão.” , revelou.

    O Provedor Michel Renan e o Prefeito Marcelo Chaves Garcia.

    Já a Prefeitura Municipal disse que “sobre os testes, todos sabem que não tem pra todo mundo infelizmente. A mídia tem mostrado isso diariamente. As pessoas já estão sabendo repetitivamente que não tem mesmo em todo Brasil. A pandemia é mundial, é nova, e não tiveram tempo de repor os testes ainda para todo mundo. Nós mesmos conseguimos comprar, apenas testes rápidos, mas ele não é 100% eficiente. Logo estaremos recebendo os testes. O Centro Pediátrico estava funcionando como centro do Covid-19, pra justamente ninguém se contaminar. Por isso separamos os casos suspeitos dos demais, de outras enfermidades. Há algumas mudanças que estamos estudando”.

    O segundo item que chama a atenção na reclamação da leitora fala do número de vagas na UTI no Hospital:

    _ Na UTI não tem mais nenhuma vaga. Está lotada! Tem um senhor que enfartou e que está há 15 dias no Pronto Atendimento Municipal. Isso porque não tem vaga na UTI. Há pessoas com suspeita de coronavírus e não querem coloca-lo junto. A situação é essa e a Secretaria de Saúde não está falando nada para a população. Aqui em Três Pontas até bares estão abrindo e com as mesas todas cheias.

    Nova ala na Santa Casa para atendimento de infectados pelo coronavírus.

    O Provedor atualizou a situação da Unidade de Terapia Intensiva: “Sobre a questão da UTI, de que não há leitos disponíveis, esta é parte mais grave de todas as inverdades que nos atiraram. Disse que há uma pessoa há 15 dias no PAM… Isso é mentira! Nós temos 4 vagas no momento, sendo duas para Covid-19 e duas pra outros casos. Uma mentira muito grande que essa leitora levantou e que só traz problema.”. A Prefeitura complementou: “Sobre os casos, em nenhum momento foi informado que tem alguém internado com Covid-19. Pode haver suspeitas, porque as vezes a pessoa está com falta de ar entre outros sintomas. Aí isolam a pessoa e faz o teste para saber. Mas isso segue todo um protocolo. É feito com critério e responsabilidade.”

    Outro questionamento da leitora foi a falta de uso de máscara por parte de muitas pessoas:

    _ A gente acaba tendo que sair de casa para fazer algumas coisas e se depara com muitas pessoas sem máscara. Os adolescentes não estão nem aí. Tem famílias de enfermeiros saindo pra rua toda hora e sem máscara, porque se eles precisarem fazer o teste conseguem rapidinho, um atrás do outro. E um que está necessitando mesmo morre à míngua. Tinha que ter mais explicação das coisas e essas pessoas darem exemplo. Eles deveriam jogar a verdade na cara de todo mundo. A Saúde do município deveria ser mais clara. Fazer uma live e explicar a real situação.

    Michel Renan falou sobre o questionamento do uso de máscara: “Sobre as pessoas usarem máscara ou não, eu não vou entrar nisso porque cabe a cada pessoa ter consciência ou não. Vai de cada um!”. A Assessoria de Imprensa também se posicionou: “É lei ESTADUAL o uso de máscara, a Prefeitura não tem força de para obrigar a pessoa a usar máscara. Como é lei, quem faz cumprir lei estadual é a POLÍCIA MILITAR. O que estamos fazendo é campanhas orientando as pessoas.”.

    Outra leitora, residente na zona rural de Três Pontas fez a seguinte reclamação:

    _ Meu marido trabalha na zona rural. Somos aposentados, mas continuamos trabalhando. Ele fala que o ônibus está indo muito cheio, embora as pessoas estejam usando máscara. Tem muitos passageiros que estão indo em pé. Eu não acho isso certo. Pelo menos eles estão higienizando o ônibus de manhã e de tarde. Mas está lotado. Gostaria de saber o que pode ser feito a esse respeito, fico preocupada. Será que a Vigilância Sanitária poderia fazer alguma coisa, uma averiguação?

    A Prefeitura respondeu informando que “a reclamante deve fazer uma denúncia no canal da Ouvidoria, para que eles encaminhem para as autoridades competentes.”.

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • Moção de repúdio é aprovada na Câmara de Três Pontas contra decisão do Governo de Minas frente à pandemia

    Moção de repúdio é aprovada na Câmara de Três Pontas contra decisão do Governo de Minas frente à pandemia

    Com apenas uma proposta na pauta de votação da noite, os vereadores realizaram mais uma reunião fechada ao público na última segunda-feira, 4 de maio. Também aprovaram por unanimidade a única proposição a ser deliberada. Trata-se da Moção nº 001, de 8 de abril de 2020, de iniciativa do vereador Erik dos Reis Roberto. A proposta traz na mensagem votos de protesto e repúdio referente a não prorrogação dos impostos e taxas devidos ao Estado em razão da pandemia ‘COVID-19’. A presente proposição manifesta extrema preocupação dos vereadores com a situação enfrentada pelos brasileiros em razão da pandemia, que decretou o isolamento social e fez com que muitos não tenham renda suficiente para as devidas quitações.

    Mas com uma pauta bem enxuta, a sessão começou pelo pequeno expediente, onde o vereador e vice-presidente Antônio do Lázaro informou a todos que finalmente recebeu correspondência sobre a liberação para instalação de uma antena de telefonia fixa no Quilombo Nossa Senhora do Rosário, sonho antigo dos moradores, já que esta luta vem de anos. O vereador pediu ofício novamente à Polícia Militar para que dê atenção especial ao distrito e também ao Pontalete, principalmente no final de semana, quando som alto até de madrugada e drogas, tirando o sossego dos moradores que vivem reclamando da situação e ninguém toma providências. A mesma linha seguiu a secretária Marlene Lima, reforçando a reclamação por parte de moradores quanto a esses problemas nas duas localidades. A vereadora pediu que o ofício contivesse também seu nome. Marlene Lima também pediu ofício ao Executivo para providências quanto à Rua XV de Novembro, onde uma água está escorrendo com mau cheiro. Ela indagou ainda sobre a atuação dos chamados laranjinhas dentro de um supermercado em Três Pontas, alertando que a função destes colaboradores contratados pelo Município é externa.

    Já o vereador Coelho do Bar aproveitou seu tempo para agradecer ao Prefeito pelo serviço que iniciou no Bairro Santa Mônica, atendendo pedidos de moradores. Pediu também limpeza nos arredores do aeroporto, principalmente nos fundos das empresas que ficam na Avenida Ipiranga. Pediu que a secretaria de Obras fizesse uma limpeza na Rua Pernambuco onde há muita sujeira. Pediu ofício ao SAAE solicitando informações sobre pagamento de aluguel de algum equipamento ou máquina.

    Benício Baldansi usou a tribuna em nome dos moradores do Bairro Vila Rica e adjacências que cobram iluminação nos fundos do clube CCC. Ele também agradeceu a colocação de faixas elevadas de pedestres na Rua Barão da Boa Esperança. Outro que agradeceu as faixas elevadas foi Flavão, ressaltando que os cidadãos que tiverem reclamações devem procurar por seu vereador para que fiscalize e cobre pelos serviços. Mais uma vez, Flavão pediu sinalização de rua para o Cidade Jardim e troca de lâmpadas queimadas na comunidade.

    Por sua vez o vereador Roberto Cardoso falou sobre a realização do carnaval em Três Pontas, quando segundo ele, a Prefeitura repassou R$ 190 mil à Associação Comercial e pediu que seja feito ofício solicitando cópia do empenho e do cheque. Robertinho afirma que solicitou também a cópia do estatuto da Associação Comercial, mas foi negado pela entidade. Ele afirma que seu objetivo é apenas fiscalizar e por isso pede os documentos. O vereador ainda cobrou serviço mal terminado no Bairro Cidade Jardim, próximo à Rua Bonfim, onde entulho foi amontoado sobre a calçada e até na segunda-feira não havia sido retirado.

    O vereador Sérgio Silva voltou a falar sobre as aglomerações ocorridas no local denominado Cocada. Segundo o vereador, no fim de semana uma operação foi montada para evitar o acesso de pessoas ao local e agradeceu a parceria entre PM e Vigilância Sanitária. Ele comentou também que o trabalho das laranjinhas é externo, na porta dos estabelecimentos e não interno. Sérgio aproveitou para elogiar o trabalho dos laranjinhas na cidade. Em seguida, o vereador Erik Roberto reclamou do aumento das contas de energia elétrica, argumentando que as pessoas ficam preocupadas com aquilo que o presidente Bolsonaro fala e se esquecem de coisas mais importantes, como lutar para a diminuição dos valores destas contas. Erik também falou sobre sua decepção com o governo de Minas e a forma como concedeu reajuste salarial diferenciado para os servidores do Estado.

    Quem finalizou as explanações na tribuna foi o presidente Maycon Machado, parabenizando todos os trabalhadores pelo Dia do Trabalho, celebrado em 1º de maio. Maycon cobrou planejamento do Executivo para o ordenamento de alguns serviços no município e que haja um estudo para aproveitamento de pontos ociosos na cidade e que isso tudo deve ser voltado à preservação da vida. Ele cobrou limpeza nos bairros Vivendas do Bosque e Santa Teresa I e II.

    Fonte Ascom Câmara Municipal

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • “ECONOMIA BRASILEIRA PODE COLAPSAR“, diz Paulo Guedes

    “ECONOMIA BRASILEIRA PODE COLAPSAR“, diz Paulo Guedes

    10 milhões de brasileiros já perderam seus empregos formais devido à crise provocada pelo coronavírus.

    O Ministro Paulo Guedes, chefe da pasta econômica do Governo Bolsonaro, ouviu de grandes empresários e do setor industrial, na manhã desta quinta-feira (07) que se não houver agora uma abertura responsável, porem urgente, do comércio e da indústria, a economia pode parar.

    Já são, segundo levantamentos, 10 milhões de empregos formais a menos no país. O pior cenário dos últimos 25 anos e a tendência, caso nada seja feito na defesa da economia, é só piorar.

    O número de desempregados informais ou de pessoas que tiveram seus rendimentos severamente diminuídos já passa dos 38 milhões de pessoas.

    O presidente Bolsonaro disse após a reunião, que contou com a presença do Presidente do STF, Ministro Dias Toffoli, que teme que o Brasil tenha sua economia encolhida a ponto de virar uma Argentina ou até uma Venezuela.

    “A indústria está na UTI. Depois da UTI vem o cemitério. Não há mais espaço para postergar! Ou fazemos algo urgente agora, ou todos vamos sentir mais ainda essa crise, muito mais do que agora. Todos precisam ajudar, ter consciência, inclusive os funcionários públicos, cujo aumento neste atual momento é totalmente inviável. Vou vetar esse aumento para o bem da economia, dos empregos, para o bem de todos nós, inclusive dos servidores públicos”, disse o presidente da República.

    O Governo acreditava, num cenário mais pessimista, que o número de empregos formais perdidos devido à crise do coronavírus seria de, no máximo, 3 milhões. Visivelmente assustado e preocupado, Jair Bolsonaro lamentou os números três vezes maiores.

    Especialistas em economia, avaliando o cenário hoje, falam em até 20 milhões de pessoas perdendo seus empregos formais nos próximos dois meses.

    Também foi dito no encontro, pelo Ministro da Economia Paulo Guedes, que um quadro que era inimaginável pode começar a assombrar o país: o desabastecimento. “Se o quadro se agravar mais ainda, se não voltarmos a produzir e a trabalhar, com responsabilidade e todos os critérios de proteção contra o coronavírus, começará a faltar mantimentos, haverá desabastecimento e uma grande desorganização social”, emendou.

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • Mais um caso confirmado de coronavírus em Três Pontas

    Mais um caso confirmado de coronavírus em Três Pontas

    Já são 11 pessoas infectadas com a Covid-19 no município.

    A Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas confirmou na manhã desta quinta-feira (07) o décimo primeiro caso de coronavírus na cidade. Dez pessoas estiveram ou estão em tratamento, enquanto, infelizmente, um óbito já foi confirmado.

    Ainda conforme o Executivo Municipal trata-se de uma pessoa fora dos grupos de risco, ou seja, com idade abaixo dos 60 anos e sem nenhuma comorbidade (não tem doença crônica). A pessoa teria contraído a Covid-19 através de contato com outra pessoa infectada. A confirmação se deu através de exame colhido na rede pública.

    O último Boletim da Covid-19, segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde, são os seguintes:

    CASOS CONFIRMADOS

    – 10 casos confirmados – Em quarentena ou hospitalizado segundo protocolos com a família;

    – 01 CASO DE ÓBITO – Caso confirmado através de exame;

    Total de casos confirmados – 11 casos até o momento.

    CASOS SUSPEITOS / DESCARTADOS

    – 06 casos suspeitos – Realizaram exames e estão aguardando resultados em quarentena;

    – 00 óbitos em investigação;

    – 52 casos descartados – Suspeitos que realizaram exames e foram descartados pelos resultados.

    – 211 casos de síndrome gripal – Suspeitos com sintomas de gripe;

    – Total de coleta para exames – 69

    A Prefeitura Municipal reforça os pedidos para que a população evite aglomerações, se possível que permaneça em suas casas e que faça o uso das máscaras nas ruas ou estabelecimentos comerciais.

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • Frio chega com toda força em diversas partes do Brasil a partir de hoje

    Frio chega com toda força em diversas partes do Brasil a partir de hoje

    Frio traz mais doenças respiratórias e cardiovasculares

    Uma forte massa de ar frio de origem polar começou a dar o seu recado sobre o Brasil na quarta-feira, 6 de maio. A temperatura despencou no Sul do Brasil, especialmente no Rio Grande do Sul, em Mato Grosso do Sul e também começou a se infiltrar no sul e oeste de Mato Grosso.

    menor temperatura no Brasil no dia 6 de maio foi de 3,6°C em Bagé, na fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai.

    Mas é durante esta quinta-feira, 7 de maio, e a sexta-feira, 8, que o ar frio polar se espalha com força sobre o Brasil invadindo o Sudeste, o Centro-Oeste e chegando ao Acre e ao sul do Amazonas. O Sul congela e tem risco de ter geada forte!

    Ainda tem muito frio para passar sobre o Brasil até o domingo, 10 de maio, Dia das Mães. Temperaturas negativas, recordes, um frio que ainda não sentimos este ano.

    Esta é massa polar mais forte deste ano, até agora, e prever as temperaturas mínimas e máximas é uma tarefa bastante complicada.

    Em muitas previsões difíceis, de calor ou de frio, alguns meteorologistas da Climatempo até fazem um bolão de apostas! Qual vai ser a temperatura em tal lugar? É uma brincadeira saudável e já rolou muito chocolate, frutas e balas como prêmio para o ganhador. Desta vez, o bolão é para saber qual vai ser a menor temperatura em São Paulo e no Rio de Janeiro durante a passagem desta primeira massa polar forte do outono de 2020.

    Até o próximo domingo, 10 de maio, Dia das Mães, as temperaturas devem cair ainda mais no Sul de Minas e especificamente em Três Pontas. A máxima prevista é de 22 graus enquanto a mínima pode despencar para gelados 7 graus.

    Chegada do Frio

    Todos os anos, com a chegada do outono, enfrentamos oscilações de temperatura e baixa umidade relativa do ar. O ar mais seco aumenta a concentração de poluentes na atmosfera e, as baixas temperaturas e poluição do ar aumentam os riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares. As alterações climáticas desta estação nos predispõem a diversas doenças respiratórias como resfriado, gripe, crise de asma, bronquite, sinusite e pneumonia. Os principais vilões são os vírus respiratórios que causam o resfriado e a gripe, sendo transmissíveis por gotículas respiratórias.

    O HCor – Hospital do Coração, em São Paulo, registra um aumento de 30 a 40% no atendimento a pacientes com doenças respiratórias e cardiovasculares durante o outono/inverno e as crianças e os idosos são os mais suscetíveis. Os ambientes fechados são propícios para a disseminação destes vírus, pois as gotículas respiratórias também contaminam o ambiente. Por isso, é importante manter ambientes ventilados e lavar as mãos com frequência.

    “As bactérias causadoras da pneumonia e da sinusite muitas vezes se aproveitam da queda da imunidade e das defesas do organismo ocasionadas pelas infecções virais. Portanto, devemos ficar atentos quando um simples resfriado permanece por muito tempo e se associa a febre mais alta e cansaço, esclarece o pneumologista do Centro de Medicina do Sono HCor, Dr. Pedro Genta.

    Segundo o pneumologista do HCor, para os que já sofrem de doenças respiratórias crônicas como enfisema, asma, bronquite crônica ou doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, arritmias e insuficiência coronariana, é importante enfrentar o frio com a saúde em dia. Uma reavaliação médica antes da chegada do frio é uma boa oportunidade para se preparar, além de verificar se as vacinas estão em dia, alerta Dr. Genta.

    O organismo e as variações de temperatura:

    De acordo com o cardiologista e clínico geral do HCor, Dr. Abrão Cury, o aumento da pressão arterial e da tendência à coagulação do sangue ocorrem com a exposição ao frio, e podem estar envolvidas com o maior risco de doenças cardiovasculares como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e arritmias.

    Por outro lado, a exposição à poluição, típica de um dia mais seco, também pode levar ao aumento da coagulação do sangue e inflamação sistêmica – que estão associados aos eventos trombóticos que ocorrem no infarto e acidente vascular cerebral. “Além disso, as infecções respiratórias também podem gerar ainda mais estresse para o organismo, e acentuar ainda mais os riscos. Por isso, durante o inverno, as doenças cardiovasculares são mais frequentes, sendo assim, devemos nos proteger e ficarmos alertas”, explica Dr. Abrão Cury.

    Para o pneumologista do HCor, o nosso organismo reage de acordo com a variação de temperatura, poluição e umidade do ar. “Aquecer o ambiente de casa ou trabalho, se proteger durante as mudanças de temperatura com luvas e casacos são algumas medidas preventivas nos dias mais frios. Nos dias secos, evite exercícios físicos no meio do dia e perto de vias de grande circulação e ingira bastante líquido”, esclarece.

     

    Fonte Climatempo

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • Pandemia do coronavírus impõe novas formas de celebrar o Dia das Mães

    Pandemia do coronavírus impõe novas formas de celebrar o Dia das Mães

    Uma data especial que não pode passar em branco. O Dia das Mães ganha novos significados em tempo de coronavírus. Em muitas famílias, essa será a primeira vez em que a ocasião é experimentada à distância. Fundamental é perceber que o afastamento social não é o mesmo que isolamento emocional. Sentimentos como o respeito, a admiração, o carinho e o amor incondicional parecem potencializados quando não se está por perto – se tornam ainda mais importantes, urgentes. Quando o beijo e o abraço apertado não podem fazer parte do presente, mães e filhos reinventam as formas para estar juntos, ainda que separados.

    “Está chegando o Dia das Mães e muitos filhos e mães vão passar separados. Alguns por morarem em cidades diferentes, mas muitos que estão na mesma cidade e não podem se encontrar por conta do coronavírus. Muitas mães, inclusive, fazem parte do grupo de risco para a doença. Um data tão especial e não poder estar perto – isso tem causado angústia e ansiedade”, diz a psiquiatra Jaqueline Bifano.

    Importante é que as pessoas se conscientizem e entendam que esse tem sido um ano atípico, e que o distanciamento físico é uma medida de proteção fundamental diante da pandemia. “O isolamento é um ato de solidariedade com todo mundo, não só entre os familiares. Mas é momentâneo, tudo vai melhorar, ainda que não exista uma perspectiva clara de tempo para isso acontecer”, opina Jaqueline.

    A psiquiatra lembra que o isolamento social não precisa significar um isolamento emocional. “Vamos fazer uma vídeo conferência, ter um contato visual, conversar, tentar minimizar esse afastamento. Ver se o outro está bem, dar um beijo e um abraço virtual, o que também é uma demonstração de carinho. Não deixar de dizer à mãe o quanto é amada”, pontua. Para Jaqueline, essa é uma situação a ser superada. “É hora de um incentivar o outro. Todos estamos aprendendo e vamos tirar daqui uma lição. Pela ausência física, cada vez mais percebemos o valor em estar presente, em contato com quem amamos.”

    O coronavírus ensina para as pessoas o valor das verdadeiras coisas que dão sentido à vida, como os laços familiares, a relação com os amigos, o carinho, a importância de que todos estejam bem, na opinião da neuropsicanalista Priscila Gasparini Fernandes. “Devemos valorizar a família, os amigos, o trabalho. Com toda essa crise e o isolamento, tenho certeza que muitos valores mudarão. As pessoas deixarão de dar importância para coisas pequenas, como o consumo excessivo, e realmente focar no que vale a pena: o amor e a liberdade”, salienta.

    Nesse contexto, o Dia das Mães ganha um novo significado. “Muito maior que o presente é o desejo de que ela esteja bem e segura, sem o risco de se contaminar. Não é hora do abraço físico, mas podemos ter um contato virtual, mostrar todo o carinho e preocupação, com a certeza de que, quando tudo isso passar, as visitas físicas serão ainda mais valorizadas”, pondera Priscila.

    A neuropsicanalista lembra que hoje a tecnologia é uma boa aliada. “Dentro do possível, filhos e mães podem fazer uma reunião virtual, conversar, talvez até almoçar virtualmente juntos, o que irá amenizar a falta da presença física. De alguma forma, estar presente e compartilhar este dia, tentando tirar o melhor proveito da situação com alegria e otimismo”, aconselha.

    Para Priscila, o isolamento social, afora todos os transtornos, convida a refletir. “Pensar na vida, nas pessoas que amamos, nas preocupações que temos, e também sobre como podemos nos adaptar nesse período. Quando tudo isso passar, tenho certeza que haverá uma exaltação das relações presenciais, que serão muito mais prazerosas. Por enquanto, vamos nos prevenir, preservar quem amamos, para que possamos, em um futuro bem próximo, nos encontrar e desfrutar com alegria a presença da família e dos amigos”, diz.

    Fonte Estado de Minas

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • BOA NOTÍCIA: Remdesivir, um remédio que acelera a recuperação dos pacientes com COVID-19

    BOA NOTÍCIA: Remdesivir, um remédio que acelera a recuperação dos pacientes com COVID-19

    O remdesivir acelera o tempo de recuperação em pacientes com COVID-19, de acordo com um importante estudo realizado nos EUA, tornando-se o primeiro medicamento com benefícios comprovados contra a doença.

    O que você precisa saber sobre o remédio:

    O que é o remdesivir?

    O Remdesivir é um antiviral experimental de amplo espectro fabricado pela farmacêutica americana Gilead Sciences, que foi desenvolvido pela primeira vez para tratar o Ebola, uma febre hemorrágica viral.

    Em 2016, esse remédio entusiasmou os pesquisadores em um estudo realizado com primatas, e foi usado durante uma importante pesquisa na República do Congo, sendo comparado com outros três medicamentos.

    No entanto, esse estudo, entretanto, foi concluído em 2019 porque o medicamento não conseguiu aumentar as taxas de sobrevivência como os outros dois anticorpos monoclonais, proteínas do sistema imunológico projetadas em laboratório.

    Em fevereiro, o Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos Estados Unidos (NIAID) anunciou que o remdesivir seria novamente testado, dessa vez em uma pesquisa sobre o SARS-CoV-2, o patógeno que causa o COVID-19, porque era promissor em testes em animais contra os coronavírus SARS e MERS.

    Qual a sua eficácia?

    Na última quarta-feira, o NIAID anunciou os resultados de seu estudo, que contou com 1.000 pessoas e teve como conclusão que pacientes hospitalizados com problemas respiratórios por COVID-19 tratados com a droga melhoraram mais rapidamente do que os casos resolvidos com um placebo.

    Os pacientes que tomaram o medicamento se recuperaram em média 31% mais rápido.

    “Embora os resultados tenham sido claramente positivos, do ponto de vista estatisticamente significativo, eles foram pequenos”, disse nesta quinta-feira Anthony Fauci, cientista chefe do NIAID.

    Em outras palavras, funciona, mas não é uma cura milagrosa.

    No entanto, ele pode abrir o caminho para melhores tratamentos, assim como os primeiros medicamentos desenvolvidos para o tratamento do HIV nos anos 80, muito menos eficazes do que os usados atualmente.

    Os resultados sugeriram que o Remdesivir poderia reduzir as taxas de mortalidade de 11,7% para 8,0%, mas esses dados são considerados menos confiáveis estatisticamente.

    Por que há resultados variados?

    As descobertas do estudo liderado pelos EUA foram anunciadas no mesmo dia em que a The Lancet publicou os resultados de um estudo realizado em menor escala com o mesmo medicamento, no qual não encontrou benefício estatístico no Remdesivir.

    Este estudo ocorreu com pouco mais de 200 pessoas em Wuhan, na China, e foi um estudo controlado de forma aleatória, que é forma considerada de mais alto padrão na avaliação de um tratamento.

    Esse estudo, no entanto, teve que ser interrompido por não recrutar pacientes suficientes. Seu tamanho foi aproximadamente cinco vezes menor do que o estudo realizado pelos Estados Unidos.

    “Os números dos testes são muito pequenos para tirar conclusões objetivas”, disse Stephen Evans, especialista em estatística médica da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres.

    Quando estaria disponível?

    O Remdesivir já foi administrado a pacientes em todo o mundo, em ensaios clínicos e também fora deles, em resposta aos “pedidos de uso compassivo” da Gilead para conseguir acessar algumas emergências.

    Nos Estados Unidos, espera-se que a agência federal de Alimentos e Medicamentos (FDA) emita uma “autorização de uso emergencial” em breve, o que aumentaria ainda mais seu uso, antes de sua aprovação formal.

    “Eu estava conversando com o comissário da FDA ontem à noite, e tudo está acontecendo muito rápido”, disse o epidemiologista e assessor do presidente americano, Donald Trump.

    “Eles ainda não tomaram uma decisão final, não a anunciaram, mas eu diria que chegaremos a ela em breve”.

    Como o medicamento é complexo de fabricar e é administrado por injeção e não por pílulas, há dúvidas sobre se o abastecimento será limitado a uma fase.

    Em carta aberta divulgada na última quarta, Daniel O’Day, presidente da Gilead, informou que a empresa tem 1,5 milhão de doses prontas ou quase prontas.

    “Estimamos que seriam (disponibilizadas) 140.000 tratamentos com base em uma duração de 10 dias”, disse ele.

    Outro estudo mostrou que cinco dias são tão eficazes quanto usá-lo em 10 dias.

    Isso significa que “podemos aumentar significativamente o número de tratamentos disponíveis, que a Gilead está comprometida a doar”, disse O’Day.

    Como funciona?

    O Remdesivir pertence a uma classe de medicamentos que ataca diretamente o vírus.

    É o chamado “análogo de nucleotídeo”, que imita a adenosina, um dos quatro componentes básicos do RNA e do DNA.

    “O vírus não toma muito cuidado com o que incorpora”, disse o virologista Benjamin Neuman, da Texas A&M University.

    “Os vírus normalmente tentam ser rápidos e mudam a velocidade como forma de precaução”, alertou.

    O Remdesivir é incorporado de forma silenciosa ao genoma do vírus em vez da adenosina, causando um curto-circuito no seu processo de reprodução.

    Fonte IstoÉ

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • QUARENTENA E ABSTINÊNCIA II – Nilson Lattari

    QUARENTENA E ABSTINÊNCIA II – Nilson Lattari

    A minha abstinência continua ativa. Parece que esqueceu os doces, inexistentes na casa, e até as palavras adocicadas estão raras em seu vocabulário. Mas, como eu disse, fica pela casa tentando imaginar, penso eu, em alguma estratégia que satisfaça a sua vontade de chocolates e sorvetes.

    O seu olhar intimidatório me recolheu ao fundo do armário, de onde posso ouvir seus movimentos. Parece que a minha ausência não foi sentida, tendo em vista que há barulho na cozinha. Posso ver, pelo orifício do armário, que ela passa, frequentemente, com um livro que me parece de culinária. Ouço o computador, quem sabe sintonizado no Youtube, de algum influencer falando sobre receitas. Mas a voz dela não é muito convidativa, porque o teclado do computador está frenético.

    Ela insiste em perguntar ao Google, com uma certa rispidez, no que é respondida, simpaticamente, pela mocinha, quanto à fabricação de açúcar caseiro. Com a resposta negativa, a sua exasperação começa a se manifestar.

    Ouço barulho na cozinha, o micro-ondas funcionando, a batedeira e outros aparelhos domésticos. Há um intervalo, um muxoxo de decepção e a privada é acionada. Não entendo bem a relação das coisas, mas, do fundo do armário somente posso fazer conclusões, e não são precipitadas. Qual seria a relação entre o barulho da cozinha e a descarga do banheiro, ou a relação seria ao contrário? Fico assustado.

    Quais os produtos que tenho em casa que poderiam lembrar produtos adocicados? Nas últimas compras, antes da quarentena, ela insistiu em comprar um detergente sabor jabuticaba. Pensei eu por que deveria comprar um detergente sabor jabuticaba? Pratos e panelas precisam de sabor para serem limpos? Mas, seria uma opção açucarada?

    A geladeira abre e fecha e o micro-ondas novamente está em ação. Ela solta uma expressão de satisfação, quando abre a geladeira. Logo depois vai até a privada e a aciona, volta ao micro-ondas, e volta até o banheiro. Tento estabelecer a relação entre as idas ao banheiro e a atividade na cozinha.

    Pensará ela em alguma relação de alquimia para poder fabricar um tipo de glicose? Só me resta esperar.

    A casa está em silêncio e sinto passos caminhando lentamente até o quarto, onde está o armário onde estou escondido.

    A porta, subitamente, abre, e ela me apresenta um copo com uma textura marrom, um pouco pegajosa e que não se movimenta. Ela introduz uma colher. O copo está gelado. Ela me diz, autoritariamente:

    – Beba!

    Eu respondo, timidamente:

    – Se você descobriu a fórmula caseira da glicose, saiba que a minha não pode correr risco.

    – Beba! Ela repetiu, sem piscar.

    Aquela substância marrom, pegajosa me causou um pouco de asco. Mas, eu respondi, corajosamente:

    – Parece m…

    – Isso mesmo, beba!

    A sua voz foi uma ordem e eu bebi, uma coisa estranha, uma misturada de coisas. Parecia ovo, yogurte desnatado e casca de kiwi, arrisquei.

    Ela disse:

    – Isso mesmo, uma mistura de tudo que eu achei em casa.

    E o pior é que parecia doce.

    – Na próxima, eu tenho que conseguir o sorvete, ela disse.

     Nilson Lattari é Escritor

     

    OFERECIMENTO

     

  • MP entra com ação de improbidade contra o ex-governador Pimentel

    MP entra com ação de improbidade contra o ex-governador Pimentel

    O Ministério Público de Minas Gerais entrou na Justiça com uma ação civil pública contra o ex-governador Fernando Pimentel (PT), três secretários e um subsecretário da mesma administração por improbidade administrativa. O MPMG alega que, a mando de Pimentel, os executivos do alto escalão do governo desviaram mais de R$ 6 bilhões em arrecadação de IPVA e ICMS que deveriam ter sido repassados a municípios.

    Na ação, o MPMG argumenta que o repasse dos valores devidos aos municípios do IPVA e do ICMS é garantido por lei federal, portanto, o estado não poderia o que chamou de “desviar” o valor que somou R$6.046.248.212,33, referente aos anos de 2017 e 2018.

    A ação, assinada pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público, é da última segunda-feira (27). O processo corre em segredo de justiça e, por este motivo, o Tribunal não pode confirmar se tal ação já foi aceita ou não. Caso ela seja acolhida, os investigados viram réus.

    A ação pede que a Justiça determine, ainda, a indisponibilidade de bens de todos os citados até que seja reunido o valor total do que ficou devido aos municípios.

    Foram citados na ação civil pública os então secretários da Fazenda, José Afonso Bicalho, de Planejamento e Gestão, Helvécio Miranda, de Governo, Odair Cunha, e o subsecretário de Tesouro Estadual, Paulo de Souza Duarte.

    O ex-governador disse, em nota, “não conhecemos ainda o inteiro teor da ação. Tomando como base apenas a nota do Ministério Público, cabe salientar que o evento de que trata a ação (os supostos atrasos nos repasses) já recebeu o tratamento adequado do Poder Judiciário, tendo sido firmado um acordo com a AMM que encerrou as demandas. Assim sendo, no nosso entendimento, não faz sentido questionar o que já foi devidamente apreciado e equacionado pelo Judiciário”.

    O PT informou que, como instituição, não é citada no processo e, portanto, não cabe comentário.

    O decreto

    A ação trata do decreto 47.296/17, assinado pelo então governador Fernando Pimentel (PT). A determinação foi tomada no dia 27 de novembro de 2017, quase um ano após a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) reconhecer o estado de calamidade financeira no estado.

    No decreto, Pimentel determinou a criação do “Comitê de Acompanhamento de Fluxo Financeiro”, que tinha como atribuição encontrar receitas extras para ajudar o caixa do estado.

    O ex-secretário da Casa Civil na gestão Pimentel, Marco Antônio Rezende Teixeira, que não é citado na ação, explicou que o petista assumiu o governo de Minas Gerais em 2015 com um rombo nas contas públicas de quase R$ 7 bilhões. Em 2016, o estado adotou o pagamento escalonado do salários dos servidores, procedimento que ainda está em vigor, mesmo após a eleição do atual governador Romeu Zema (Novo).

    Então, segundo ele, era preciso criar arrecadação extra para honrar as contas do estado. E uma das soluções encontradas pelo comitê foi não repassar aos municípios a parte que cabia a eles na renda gerada pelos impostos de Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e o de Circulação sobre Mercadoras e Serviços (ICMS). Pelo primeiro, cada município deve receber 50% referente ao primeiro e 25% referente ao segundo.

    Outras medidas tentadas pelo comitê foi um financiamento tendo como garantia recebíveis do nióbio, projeto que foi barrado na ALMG, as vendas das companhias de Gás de Minas Gerais (Gasmig) e da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemig).

    Com o decreto, esses valores deixaram que ser enviados aos municípios mineiros. Muitos deles entraram em penúria financeira também.

    Fonte R7 / G1

    Curta a página do Conexão Três Pontas no facebook

    www.facebook.com/conexaotrespontas

    12729255_119502638436882_132470154276352212_n

    Roger Campos

    Jornalista

    MTB 09816

    #doadorsemfronteiras

    Seja Doador de Médicos sem Fronteiras

    0800 941 0808

    OFERECIMENTO

  • É DIREITO DO PACIENTE: PLANOS DE SAÚDE DEVEM COBRIR INTERNAÇÃO EM “HOME CARE”! – Gabriel Ferreira

    É DIREITO DO PACIENTE: PLANOS DE SAÚDE DEVEM COBRIR INTERNAÇÃO EM “HOME CARE”! – Gabriel Ferreira

    Imagine que você ou alguém de sua família precise de cuidados médicos 24 horas por dia.

    Digamos que seu avô sofre de mal de Parkinson, por exemplo, e precisa de atendimento de fisioterapeutas, enfermeiros e médicos em tempo integral.

    O médico, por entender ser melhor para o paciente, indica que, em vez de receber esses cuidados dentro de um hospital, ele seja tratado no conforto de sua casa.

    É certo que no ambiente hospitalar o paciente correria risco de contrair infecções e estaria muito mais exposto a doenças.

    Você faz a solicitação da internação domiciliar junto ao plano de saúde e o pedido é negado. E agora?

    Calma, não se desespere! Fica aqui comigo que vou te explicar como agir nesses casos. Você não precisa desembolsar rios de dinheiro.

    Em primeiro lugar, entenda o que é “home care”.

    “Home care” é um termo em inglês que significa “atendimento domiciliar”. Basicamente é o direito do paciente de estar internado ou de receber cuidados médicos em sua própria residência nas mesmas condições caso estivesse em um hospital ou clínica médica.

    Ou seja, o paciente deve estar amparado por todos os profissionais, aparelhos e medicamentes de que necessita.

    É certo que a permanência prolongada no ambiente hospitalar pode prejudicar a saúde e a recuperação, expondo o paciente a inúmeras infecções e doenças.

    Quando a internação “home care” é recomendada?

    Quem decide pela necessidade da internação domiciliar é sempre o médico. O tratamento “home care” só deve ser utilizado quando necessário para o bem estar e evolução clínica do paciente.

    Em tempos de pandemia de coronavírus, o “home care” pode também ser uma alternativa para desocupar leitos de hospitais e preservar o paciente da exposição ao vírus.

    Os Planos de Saúde são obrigados a cobrir os custos do “home care”?

    Infelizmente ainda é muito comum os usuários de planos de saúde receberem das operadoras a negativa para cobertura do tratamento ou internação domiciliar.

    Porém, este é um tema que já foi muito discutido por nossos tribunais.

    Os planos de saúde negam a cobertura de “home care” com o argumento de que isso não está no contrato.

    Mas, diante de tantas negativas por parte dos planos de saúde, a Justiça pacificou o entendimento de que, “em casos onde há expressa recomendação médica, revela-se abusiva a cláusula contratual que exclui a cobertura de internação domiciliar”.

    Portanto, mesmo que seu contrato com o plano de saúde exclua a cobertura do “home care”, caso o médico a recomende, o plano de saúde será obrigado a custeá-la.

    O que, exatamente, o plano de saúde deve fornecer no “home care”?

    Cabe ao plano de saúde custear todos os profissionais (médicos, enfermeiros, fisioterapeutas…) necessários para atendimento do paciente, como também todos os equipamentos e medicamentos indicados, por tempo indeterminado.

    ATENÇÃO: o plano de saúde não pode limitar o tempo de cobertura do “home care”. Quem decide o tempo necessário para alta é sempre o médico e a operadora não pode interferir nisso.

    E se o plano de saúde negar o “home care”?

    Caso você se depare com uma negativa do seu plano de saúde, o recomendado é que busque ajuda junto à Justiça, que, via medida liminar, a depender do caso, poderá obrigar a operadora a fornecer o tratamento imediatamente.

    Além do mais, dependendo do caso, você também poderá ser indenizado por danos morais, já que essa é uma situação frágil e delicada, a qual ultrapassa o mero aborrecimento.

    Portanto…

    Podemos concluir que o plano de saúde é obrigado a cobrir o tratamento ou internação “home care”, QUANDO RECOMENDADA POR UM MÉDICO.

    Além disso, também poderá ser obrigado a indenizar o paciente em caso de negativa, já que se trata de uma conduta abusiva. Ficou com alguma dúvida? Fale com quaisquer advogados especialistas.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” desde 2006/por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG.

    PÁGINA FACEBOOK: https://business.facebook.com/gabrielferreiraadvogado/?business_id=402297633659174&ref=bookmarks

    OFERECIMENTO