Muito se fala, hoje, de safras altas de café no Brasil, nesses últimos anos. Porém, pra chegar até aqui foram períodos longos e sujeitos a percalços, com influência climática e de condições de preços do produto.
A análise das safras brasileiras de café, a partir de 1960, mostra a ocorrência de grandes variações ao longo do período, conforme os dados representados na figura 1. Podem ser observados níveis de safras em 6 intervalos de ocorrência – abaixo de 10 milhões de sacas/ano foram verificadas somente 2 safras (1965 e 1976) função da seca e da geada; entre 10 e 20 milhões de sacas ocorreram 10 safras; entre 20 e 30 milhões foi observado o maior nº de safras (22); entre 30 e 40 milhões somente 9 safras ; entre 40 e 50 milhões 12 safras e acima de 50 milhões apenas 2 safras, sendo estes níveis maiores concentrados nesses 8 últimos anos. Verifica-se um crescimento constante a partir dos anos 2000.
A média dos períodos decenais foi a seguinte:
1961 – 70 = 22,9 milhões de sacas
1971 – 80 = 19,5 milhões de sacas
1981 – 90 = 26,6 milhões de sacas
1991 – 2000 = 26,0 milhões de sacas
2001 – 2010 = 39,0 milhões de sacas
2011 – 2018 = 48,5 milhões de sacas
A observação dos dados da figura 1 evidencia, ainda, 3 fenômenos importantes na definição das safras:
1º) O ciclo bienal das produções, uma alta seguindo a baixa, característico do nosso tipo de lavoura a pleno sol, que se esgota após uma safra alta, passa o ano seguinte recuperando sua ramagem e nesse ano resulta uma safra baixa, voltando a produzir bem, novamente, após 2 anos. Com a variação climática entre as regiões, com o aumento de podas e com entrada sucessiva de novos cafeeiros em produção, nas últimas safras o diferencial de ciclo de altas e baixas safras ficou reduzido.
2º) Os fenômenos climáticos, inicialmente com maior relevância para as geadas e hoje em dia também as estiagens, que afetam drasticamente as safras de café no mesmo ano, pelo chochamento e má granação dos frutos e no ano seguinte, pela redução no crescimento da ramagem.
3º) A conjuntura de preços do café, a qual pode estimular ou desestimular os tratos nas lavouras e os novos plantios.
No momento atual o setor da produção cafeeira – a lavoura de café – ainda se encontra em um ciclo de expansão, no qual houve muita renovação de áreas e melhoria nos tratos, com aumento de produtividade. Para que essa fase se mantenha é preciso que a combinação dos 3 fenômenos citados ocorra de forma adequada. Vislumbra-se, já, para 2019, uma safra em ciclo bienal de baixa, diante da alta safra observada em 2018. O clima, por enquanto, vem bem, embora um período critico, de stress hídrico, na granação dos frutos, ainda possa ocorrer. Os preços atuais do café não estão estimulantes, situação agravada pelo aumento verificado nos custos dos insumos para a produção.
Pedestre: Conexão mostra diferenças entre o trânsito de Três Pontas e de Lavras.
O respeito no trânsito ou, pior, a falta dele. Esse é um tema recorrente em todo Brasil e não se resume apenas ao descumprimento de leis contidas no Código de Trânsito Brasileiro por parte dos motoristas. Vai muito além disso. Pedestres e ciclistas também dão exemplos diários de verdadeiros absurdos cometidos em vias públicas. Em Três Pontas algumas situações e flagrantes ultrapassam o campo da irresponsabilidade. A reportagem do Conexão Três Pontas acompanhou o trânsito na cidade de Lavras e constatou que há diferenças gritantes de comportamento no trânsito entre as duas cidades.
A principal diferença é o respeito que em Lavras se dá aos pedestres. Na cidade com cerca de 102 mil habitantes, localizada há apenas 83,6 km de distância de Três Pontas, chega a impressionar como os condutores de veículos automotores respeitam as faixas, hoje chamadas passagens elevadas de pedestres.
“Aqui em Lavras quando a gente (pedestre) precisa atravessar, já é de praxe que os motoristas, a grande maioria deles, param e respeitam nossa circulação em segurança. Isso só não é tão comum quando os carros são de fora, turistas, pessoas de outras cidades, talvez por, na cidade de origem deles, não se ter essa conscientização”, disse o engenheiro César Henrique Novais.
Outra situação recorrente em Lavras é perceber como o pedestre também é educado. A grande maioria, principalmente na região central, local de maior fluxo de veículos e, consequentemente, maior risco de acidentes e atropelamentos, atravessa na faixa, mesmo que tenham que andar 10, 20 ou 50 metros até chegar à passagem elevada de pedestres mais próxima.
“Não adianta cobrar apenas dos motoristas. Os pedestres têm que dar exemplo e aqui em Lavras, no centro da cidade principalmente, é comum se atravessar na faixa”, pontuou a dona de casa Maria Silvéria de Souza.
Segundo a Polícia Militar de Lavras os índices de atropelamentos no município são baixíssimos, praticamente zero. O motivo, conforme a corporação, é a conscientização, o respeito ao CTB e a fiscalização.
Essa postura dos usuários das vias públicas em Lavras é rara na maioria das cidades brasileiras, mas é comum em algumas localidades, principalmente naquelas com colonização europeia (Segundo estudo do Denatran), como na região sul do país ou no interior de São Paulo. Em Minas Gerais outras cidades também aparecem com destaque positivo no respeito aos pedestres. É o caso de São Lourenço, também no sul de estado. Lá o cumprimento às lei de trânsito também é claro.
Em Três Pontas, cidade com cerca de 58 mil habitantes, infelizmente a realidade é bem diferente. Pedestres atravessam, quase que na unanimidade, fora da faixa; não é raro ver ciclistas andando sobre calçadas; cavalos dividindo espaço com veículos automotores no centro da cidade; motoristas sem cinto de segurança, convergindo sem dar seta e até avançando farol vermelho. Mas o destaque negativo é justamente o desrespeito ao pedestre que muitas vezes espera muito tempo para conseguir atravessar ou se sente diariamente ameaçado por carros, motos, vans, ônibus e caminhões.
“Não tenho confiança nenhuma quando vou atravessar a rua. Eu assumo que muitas vezes não atravesso na faixa, mas mesmo sobre ela é raro quando algum carro para pra gente atravessar. Eles (motoristas) acham que, com a farol verde pra eles, podem acelerar sem lembrar que somos mais frágeis e que temos preferência”, declarou a estudante trespontana Ana Paula Laudomiro.
Motoristas ouvidos pelo Conexão em Três Pontas opinaram que na cidade há mudanças de trânsito, nas vias públicas, nas mãos de direção “do dia para a noite”, sem aviso prévio e muitas vezes sem uma educação para o trânsito; que não há políticas de conscientização sobre as leis do CTB; que a fiscalização deixa a desejar (e que quando têm reclamam…), que faltam vagas de estacionamento e que os pedestres também precisam se educar melhor.
“Três Pontas precisaria de uma grande campanha de conscientização no trânsito, mais fiscalização, aplicação de multas de forma justa, sem se produzir uma indústria de autuações. As vias também estão em péssimo estado de conservação. Faltam guardas municipais nas escolas e sobra imprudência. De todas as partes! Também tem um negócio de colocarem cadeiras, caixas, tijolos e qualquer coisa segurando vaga de estacionamento no centro da cidade. Isso é uma vergonha! Mesas e cadeiras que os bares colocam sobre as calçadas acabam obrigando o pedestre a atravessar na rua. É difícil dirigir ou atravessar com segurança em nossa cidade”, afirmou a instrutora de trânsito do Detran, Renata Marques.
Vejam o vídeo que nossa reportagem gravou na cidade de Lavras mostrando o respeito ao pedestre no centro da cidade:
Agora é lei: morador de rua deve ser atendido pelo SUS.
Não é de hoje que os moradores de rua se tornaram um grave problema social em Três Pontas. Há anos que a Avenida Oswaldo Cruz, principal via de acesso da cidade, se tornou a moradia, a casa, o leito de homens e mulheres, desde jovens até idosos, boa parte entregue ao vício da bebida e, alguns, também das drogas. Várias foram as tentativas de tirar essas pessoas das ruas. Algumas têm parentes, um lugar pra ficar, pra dormir, tomar banho e se alimentar. Outros não têm pra onde ir. O fato é que os anos vão passando e nenhuma ação ou esforço por parte das autoridades surtiu o efeito desejado. Nossa reportagem tem acompanhado o dia-a-dia desses seres humanos entregues a sorte, aos riscos e perigos da noite como o frio e a violência. Pessoas que muitas vezes são rejeitadas, excluídas da sociedade, até por vontade própria, mas que acabam sendo marginalizadas e vítimas de muito preconceito e descaso.
Em situação degradante os moradores de rua que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, próximo ao semáforo, no cruzamento com a Avenida Ipiranga, passam dias e noites, chuva e sol, sem ter alimentação regular, roupas, cobertores, banho, higiene e, principalmente, sem ter uma solução para o problema. Muito já foi tentado, mas eles próprios relutam em deixar a rua e voltar para o convívio da família ou ficar em abrigos ou casas de recuperação, a exemplo do grande trabalho realizado pelo Grupo de Oração Fé com Obras, que abriga vários ex-moradores de rua, mas que vem passando uma grave crise financeira, principalmente resultante das grandes despesas e da falta de apoio por parte das autoridades e da sociedade de uma forma geral.
Além disso tudo, há também a questão comercial que é levantada por empresários, donos de estabelecimentos como restaurantes e bares, que alegam ter o movimento prejudicado pelos andarilhos, em decorrência do mal cheiro e do comportamento hostil de alguns deles, embora nenhum caso de ofensas ou agressão tenha sido relatado até aqui.
O QUE JÁ FOI FEITO
Durante anos, os trespontanos reclamaram, fizeram fotos, postaram nas redes sociais, protestaram e cobraram providências por parte do Poder Público Municipal. Em 2015, no início do mês de julho, o então prefeito Paulo Luís Rabello resolveu agir. Encontrou uma moradia para essas pessoas que, de acordo com levantamento de Secretaria de Assistência Social, apesar de terem família, preferem viver nas ruas. Mas, por incrível que pareça, algumas pessoas questionaram a retirada desses moradores da Avenida Oswaldo Cruz, alegando arbitrariedade, uma medida contra a vontade deles, na época.
“Nós devemos tratar todas as pessoas como seres humanos e não como animais. Não podíamos pegar aquelas pessoas e jogá-las em qualquer lugar. Nós fomos preparando terreno, criando boas condições para que as providências fossem satisfatórias para eles. Nós fomos inicialmente preparando eles psicologicamente através da Secretaria Municipal de Assistência Social e também do Caps, para que a saída deles fosse consensual. Quando achamos que era a hora, tomamos todas as providências através da Assistência Social e da Guarda Municipal, que merece todo o meu agradecimento, além do Caps. Acredito que, temporariamente, o problema está resolvido. É difícil tirar todas as pessoas das ruas. Eles têm o direito de ir e vir e não podemos obrigar ninguém a nada”, explicou o ex-gestor em 2015.
O então prefeito Paulo Luís Rabello em entrevista concedida ao Conexão em 2015.
Quando tomou a decisão de tirar os moradores da rua – ação aprovada pela maioria da população trespontana – alguns questionaram, reclamaram e chamaram o então chefe do Executivo Municipal de arbitrário e ditador. “Infelizmente em Três Pontas tem muita gente que só sabe criticar e não ajuda em nada. Será que essas pessoas que criticaram hoje ajudam com algum donativo?”, concluiu.
Infelizmente, pouco tempo depois, os andarilhos acabaram voltando para as ruas, mais precisamente para a Avenida Oswaldo Cruz.
CONEXÃO MOSTROU O PROBLEMA EM 2014
A reportagem lembrou que “apesar de não serem violentos, muitos populares, como comerciantes, reclamam da presença dos andarilhos no local e há ainda aqueles que se solidarizam com a situação de penúria e, aparente, abandono por parte da família.
Em 2014 a Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Três Pontas, fez um acompanhamento e buscou soluções para a situação dos moradores de rua. Uma delas foi a implantação do Projeto “Não dê Esmolas, Promova Cidadania”, que pedia para que as pessoas parassem de dar esmolas a esses moradores, e sim promovam a cidadania e a dignidade dos mesmos.
O projeto foi apresentado pelos funcionários do CREAS – Centro de Referência Especializado da Assistência Social, composto dos profissionais que lidavam com essa situação, como o psicólogo Miller Tavares, a advogada Cíntia Aparecida de Souza Freitas, a assistente social Luciana Silva Bárbara e a coordenadora do centro, Sara Silva Souza.
ELES PREFEREM CONTINUAR NAS RUAS
Na época o psicólogo do CREAS, Miller Tavares afirmou que o acompanhamento vinha sendo constante por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social e reiterou que esses cidadãos não abriam mão de continuar nas ruas: “O órgão de atendimento dessas pessoas é o CREAS e a própria Assistência Social. Nós fazemos frequentemente uma abordagem de oferta para o tratamento da dependência química, porque essas pessoas que estão nas ruas são vítimas da dependência do álcool e das drogas e isso impede que elas busquem uma saída, um emprego e até a convivência familiar. Nós mesmos procuramos as famílias dessas pessoas, mas por conta do estado em que elas se encontram já se esgotaram as tentativas de ajuda por parte dos parentes. Nós insistimos, tentamos mostrar para a família a importância do diálogo e da presença deles. O objetivo é propiciar a reinserção deles no seio familiar, no mercado de trabalho e na sociedade como um todo, com respeito e dignidade”, pontuou.
Ainda conforme o psicólogo do CREAS, são feitas muitas críticas e de forma frequente pelo fato desses moradores de rua se encontrarem num local público. “Independente do local que eles se encontrem eles são cidadãos e têm o direito de ir e vir. Por isso lembramos que a população deve nos ajudar, se conscientizando de que não deve dar esmolas para essas pessoas. Isso dificulta o nosso trabalho. Muitas vezes durante nossas abordagens eles estão sob o efeito de álcool e drogas, alimentado pelo dinheiro das esmolas. E o mais importante de se dizer é que eles mesmos não querem sair das ruas. Eles dizem isso frequentemente, afirmando ter pessoas que os ajudam, com almoço, com roupas, etc. Nós não somos contra a caridade. Ajudar com alimentação é necessário e um grande gesto de humanidade. Nós pedimos para não dar dinheiro.
Atualmente são cerca de 8 moradores de rua na Avenida Oswaldo Cruz, mas esse número oscila pois tem gente que vem de outras cidades, ficam um tempo e vão embora. E a grande maioria desses moradores de rua tem família, mas perderam o contato e a aceitação por causa da dependência química.
TRATAMENTO
O tratamento é oferecido pelo Governo Federal e durante seis meses essas pessoas são tratadas gratuitamente. A maioria dos moradores de rua de Três Pontas é composta por dependentes de álcool e não de drogas e não há nenhum registro de ato violento ou crime praticado por eles.
Em conversa com os moradores de rua que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, percebemos a vontade de continuar nessa situação, por mais absurda que seja. Conforme JR, de 36 anos, natural de Itutinga, radicado em Três Pontas há anos, e que possui uma irmã na cidade, estar na rua é uma opção própria: “É uma opção minha. Para eu não maltratar as pessoas e não ser maltratado. Eu opero qualquer tipo de máquina, mas escolhi estar na rua. Muita gente nos ajuda, as pessoas vêm e fazem caridade. A Assistência Social nos ajuda sempre. A Luciana me ajudou e eu já fui internado. Se eu quiser largar de beber eu largo, mas eu não quero. A única coisa que precisa ser feita é a construção de um albergue. No mais, tudo é feito pra nos ajudar”, disse.
ENTREVISTA
Nossa reportagem conversou com o médico, especialista, Dr. Luiz Roberto Dias, ex-prefeito e ex-secretário municipal de Saúde de Três Pontas, que realizou importantes trabalhos nas comunidades carentes do Rio se Janeiro. Ele fala sobre a situação dos moradores de rua hoje em dia:
ATENDIMENTO PELO SUS
Agora está assegurado por lei o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social, mesmo que eles não apresentem comprovante de residência. A Lei 13.714, de 2018, que proíbe expressamente a recusa de atendimento pelo SUS nesses casos, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.
Assistência social
O texto original do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 112/2014 obrigava a criação de uma identidade visual para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), que sirva para identificar todos os locais que prestam esse serviço à população. A identidade visual seria nos moldes do SUS, com um símbolo próprio que identifique as unidades públicas estatais, as organizações de assistência social, os serviços, programas, projetos e benefícios vinculados ao Suas.
Porém, o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) apresentou uma emenda para determinar o atendimento a moradores de rua, geralmente assistidos por instituições filantrópicas. O texto garante a essa camada da população “a atenção integral à saúde, inclusive com dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde”.
DIREITOS DOS MORADORES DE RUA
Um situação muito comum é encontramos moradores de ruas em todas cidades do Brasil, popularmente conhecidos como “mendigos”. Embora não exista um dado concreto, essa população só em Belo Horizonte, é estimada em cerca de 2.000 moradores.
Será que essa população é enxergada por outras na qual em suas vidas cômodas passam todos os dias na mesma calçada que vários deles? Embora tratando-se de uma pergunta retorica, a grande questão é a justiça brasileira para com essas pessoas que vivem nessa situação de extrema precariedade, para não usar mais usar mais uma vez o termo popular: miserável.
Os direitos
Em 1948 em vários países foi erguida em vários países a Declaração Universal de Direitos Humanos que afirma:
“Todas as pessoas nascem livres e iguais, ou seja, “ninguém é melhor que ninguém”. Todos nós formamos uma única família, a comunidade humana: negro ou branco, homem ou mulher, rico ou pobre, nascido em qualquer lugar do mundo e membro de qualquer religião. Assim, todos nós temos direito à liberdade e à segurança pessoal.”
Com essas palavras os moradores de rua ganharam o direito de serem protegidos por uma lei na qual devem ser reconhecidos como cidadãos e serem tratados como tal.
Cidadãos
Entre as proteções que a lei estabelece com os moradores de rua, algumas delas são: Se algum deles estiverem com alguma pendencia na justiça, esses tem direitos à advogados e serem julgados como qualquer outro indivíduo. Além disso, através da Política Nacional de Assistência, da direito a ele a um serviços de rede de acolhimento e serviços: abordagem de rua, centros de referência, casas de acolhimento (repúblicas, pensão), encaminhamento para retirada de documentos e projetos de inclusão produtiva.
O grande problema, é que como a maioria não tem consciência de seus direitos perante o Estado, não podem lutar por eles e exigirem algo que é protegido por lei.
A aprovação de um aumento de 16,38% para os salários de ministros do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República — com efeito cascata que poderá gerar gastos superiores a R$ 5 bilhões — revoltou milhões de brasileiros.
A votação do texto no Senado foi contrária à austeridade fiscal defendida pelas equipes econômicas do governo de Michel Temer (MDB) e do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).
Um abaixo-assinado online, criado pelo partido Novo logo após a aprovação pelo Senado, no dia 7, pede que o presidente Temer vete o aumento. A petição teve uma média de 223 mil subscrições por dia, atingindo 2,663 milhões neste domingo (18).
Se sancionado por Temer, o salário dos magistrados irá dos atuais R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil mensais. O valor é o mesmo pago a deputados e senadores.
“O plano dos parlamentares é aumentar o salário dos ministros do STF para ampliar o teto constitucional, assim conseguem aumentar os próprios salários e os de outras funções públicas. Isso causa um efeito cascata e retroativo que o Brasil não suporta mais, com graves consequências posteriores para estados e municípios, muitos já em situação de calamidade financeira”, escreveu o partido Novo na petição, que tem efeito legal ou prático.
Nenhum representante do Novo foi localizado para comentar o abaixo-assinado.
Temer aguarda um parecer técnico do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, que deverá servir de embasamento para a decisão sobre o aumento. Mesmo que derrubado pelo presidente, o veto volta para o Congresso, onde os parlamentares poderão votar por manter o reajuste.
Uma sondagem feita pelo Paraná Pesquisas na semana passada mostrou que nove em cada dez brasileiros acham o aumento injusto.
A “moeda de troca” do Judiciário, proposta pelo presidente do STF, ministro Dias Toffoli, foi abrir mão do auxílio-moradia pago aos magistrados: R$ 4.377,73 mensais (o custo total desse benefício pode chegar a R$ 900 milhões neste ano).
Para o fundador e secretário-geral da Associação Contas Abertas, Francisco Gil Castello Branco Neto, “é lamentável essa ideia de uma barganha”.
“Trocar um absurdo antigo por um absurdo novo. Absurdo antigo é o auxílio-moradia da forma como foi concedido, beneficiando juízes e procuradores mesmo quando eles têm imóveis próprios nas cidades onde residem e trabalham. O segundo absurdo é o aumento é irresponsável sob o ponto de vista fiscal, quando o país tem um déficit previsto para o ano que vem de R$ 139 bilhões”, diz.
O presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), defendeu a aprovação do texto, no dia da votação.
“Essa matéria não aumenta despesa. O próprio presidente da Suprema Corte [ministro Dias Toffoli], assim como a procuradora-geral [Raquel Dodge], ligou para mim dizendo que eu ficasse despreocupado ao votar essa matéria porque há um teto de gastos e que não ultrapassariam em um centavo sequer o teto de gastos das suas instituições.”
O fundador da Contas Abertas discorda. “Talvez no STF, por serem 11 ministros, e no Ministério Público Federal eles consigam respeitar o teto de gastos.Mas não há como desconsiderar o efeito brutal que isso pode ter nos Estados. Inclusive, 14 Estados já extrapolaram o limite de 60% da receita corrente líquida em gastos com pessoal.”
A Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado estima que só a União gastaria R$ 1,7 bilhão por ano com o reajuste.
Nos Estados, o órgão parlamentar estima um custo adicional de R$ 3,6 bilhões, ressalvando, no entanto, que o impacto pode “ser significativamente mais elevado” do que este cálculo.
Folha de pagamento é a maior despesa
A principal despesa do Judiciário é com pessoal (ativos e inativos): R$ 18,5 bilhões em 2017 (44% do total), no caso dos tribunais ligados à União. Somente o Supremo desembolsou R$ 417,7 milhões no ano passado para pagar salário de servidores.
Para efeito de comparação, a Suprema Corte dos Estados Unidos gastou o equivalente a R$ 299,6 milhões (US$ 79,2 milhões) com salários no ano fiscal de 2017 (out/2016 a set/2017).
O salário dos ministros da Suprema Corte americana aumentou 19,3% em oito anos: de US$ 213,9 mil para US$ 255,3 mil por ano.
A inflação acumulada pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) entre dezembro de 2009 e outubro de 2018 é de 69,75%. Com base nisso, o salário de um ministro do Supremo teria que ser de R$ 46.165,75 se fosse reposta toda a perda monetária do período.
Gil Castello Branco acrescenta que o argumento da correção salarial é incoerente do ponto de vista social.
“Isso teria algum sentido se todas as categorias profissionais do Brasil tivessem conseguido uma reposição de perda salarial decorrente da corrosão inflacionária. Estamos elevando os maiores salários do país com 13 milhões de desempregados.”
Entre os 16 senadores que votaram contra o texto — foram 41 votos favoráveis —, está Cristovam Buarque (PPS-DF). O parlamentar afirmou que “não é hora de dar aumento no teto”.
“Alguns dizem, eles [ministros do STF] são tão pouquinhos que no conjunto da dívida pública brasileira isso não vai pesar. É simbólico, além do que custa quando se espalhar para todos. É uma vergonha, é uma desmoralização das contas públicas que alguns de nós sempre lutamos para que fossem zeladas.”
Outro voto contrário foi do senador Reguffe (sem partido-DF). Ele disse que o Executivo, o Legislativo e também o Judiciário já têm “privilégios e mordomias inaceitáveis”.
“Esse aumento é, na minha opinião, uma verdadeira excrescência, um desrespeito ao contribuinte deste país”, acrescentou.
A forma como cada um de nós responde aos estímulos da vida diária não está relacionada exclusivamente aos ensinamentos recebidos dos pais, parentes e amigos ou às situações em que somos protagonistas ou coadjuvantes. É muito anterior a isso. De acordo com o ginecologista, obstetra e autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”, Domingos Mantelli, a formação emocional e racional começa no útero das mães.
“As emoções maternas podem afetar o inconsciente fetal em formação e gerar doenças físicas e emocionais após o nascimento. Por exemplo, em um estresse muito grande na gravidez, a mãe libera uma série de hormônios: adrenalina, noradrenalina e cortisol, que se eleva. Esses hormônios vão mexer com a arquitetura cerebral do bebê em formação e a chance dessa criança, na vida adulta, ser depressiva é quatro vezes maior. O risco de nascer com autismo ou esquizofrenia é o dobro”, aponta o especialista.
O contrário também é verdadeiro. Se a mãe tiver o correto preparo, será capaz de criar crianças e adultos mais tranquilos e equilibrados, racionalmente e emocionalmente. “Quando a gente fala em pré-natal, a gente pensa em exames. Quando a gente fala em bebê genial, a gente está pensando em emoções, infelizmente a parte em que o médico não tem controle. Por isso, é importante que a mulher conheça os problemas que pode gerar e as técnicas para amenizar tudo isso”, argumenta Mantelli.
O desenvolvimento de seres humanos melhores, segundo o ginecologista, também envolve o parto. “É preciso mudar a forma de trazer os bebês ao mundo, independente de ser normal ou cesariana. Dá, inclusive, para humanizar uma cesariana e fazer com que ela seja tão emocionante, tão gostosa e os pais aproveitem tanto quanto um parto normal, interagindo, com silêncio na sala de parto, fazendo com que o bebê nasça com a voz do pai, sem luz em cima do bebê, com a música ambiente que a mãe, de repente, utilizou para fazer um relaxamento na gravidez”, explica o obstetra.
Sobre Dr. Domingos Mantelli
Dr. Domingos Mantelli é ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática. É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e pós-graduado em residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição. Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.
Vivemos hoje a geração da hipersensibilidade. Estamos mais sensíveis e irritadiços. Mas não sensíveis no sentido pleno da palavra, que aflora nosso sentimento de humanidade e de amor pelo próximo. Sensíveis no que se refere a se incomodar facilmente com qualquer coisa. Episódios banais se transformam em terrorismo. Tudo incomoda, tudo gera atrito, discussão e morte.
Essa geração tecnológica impressiona pela facilidade em lidar com coisas que há 20 anos atrás nem se cogitava existir. Muitas crianças não brincam mais nas ruas e ficam dentro de casa, o dia todo, mergulhadas nos videogames ou na rede mundial de computadores. O smartphone não apenas afastou as famílias, o convívio, a conversa, o olho no olho, como tirou delas a vontade, a curiosidade das brincadeiras do mundo real. Hoje essas crianças e adolescentes têm o universo na palma da mão, mas não conhecem a rua debaixo de sua casa. Não sabem o que é conviver com “amigos de carne e osso” no dia-a-dia, como era antes.
Tamanha inovação digital vem modificando a criação dos nossos filhos, tornando-os menos resistentes às doenças, mais tímidos e fechados. Tudo diante de uma nova imposição universal que rotula praticamente tudo que se faz ou se fala como preconceito, pejorativo, vil, errado. O politicamente incorreto buzina nos nossos ouvidos toda hora. “Isso não pode, isso é feio, isso não deve, isso dá processo, etc…” Não percebem que estamos fabricando robôs, pessoas quase que teleguiadas de fato, manipuladas por gritos e clamores que, nem sempre, têm a intenção de melhorar a sociedade como se pinta aos quatro ventos.
Vou dar um exemplo de onde quero e vou chegar: A foto destaque desta crônica mostra uma festa dos anos 80 onde um menino quis uma festa de aniversário do Rambo, personagem que todos os meninos amavam na época e que eu, particularmente, sou apaixonado até hoje. Na decoração os bonequinhos do Stallone com sua arma característica. O próprio garotinho, dono da festinha, empunhava uma arma de brinquedo de cano longo. Pois bem. Encontrei essa imagem numa postagem da própria criança que hoje tem 40 anos. A legenda diz “Eu quando moleque, tive uma metralhadora dessa série de fabricação da “Estrela, fazia barulho de tiro de metralhadora e soltava faísca em cima do cano na parte frontal. Hoje com mais de 40 anos, nunca cometi um delito que fosse e jamais fui preso, pois tive uma infância plena e soube aproveitar muito bem, a educação que recebi dos meus pais”.
Uma das brincadeiras preferidas nos anos 80 e 90 era “Polícia e Ladrão”. Adorávamos brincar nos fazendo de mocinhos e bandidos. E dava um orgulho ser policial, ser xerife, prender os vilões. Era mágico, lúdico, gastava nossas energias e nos deixava felizes. E não conheço nenhum relato de algum marginal adulto que tenha entrado no mundo do crime em decorrência dessa brincadeira “inocente” de infância. Se fosse definir caráter, muitos que adoravam brincar de coisas de terror teriam virado monstros na fase adulta.
Agora a moda são os jogos de videogame realísticos e sangrentos, com explosões, bombas, mortes, pessoas decapitadas, cenas realmente fortes, porém comuns aos olhos de muitos. E o curioso é que isso pode, os pais permitem numa boa e ninguém fala nada. Apontar o dedinho imitando revólver, meu Deus, é o fim do mundo. Que inversão de valores, de realidade…
Dançávamos nos saudosos “bailinhos” em nossas próprias casas (com direito a dança da vassoura, repassando-a de mão em mão e trocando o par) e bem “coladinho”. Lembram da lambada? Pois é, ninguém virou estuprador ou maníaco sexual por ter tido esse contato próximo com outras pessoas.
Hoje, para se fazer um filho “feliz”, muitas vezes, é preciso comprar um celular de mais de 1.000 reais e passar o ano inteiro pagando as prestações. Antes, nos contentávamos com latinhas, pedaços de madeira, giz, papel e coisas simples para formatar nossas brincadeiras. Sem esquecer do barbante que não fazia apenas o pião (piorra) girar, mas nossa cabeça de emoção e fascínio.
E como tudo isso tinha graça!
Brincadeira de Polícia e Ladrão, uma das preferidas da geração 80, 90 e 2000.
O que realmente define caráter é EDUCAÇÃO. E não estou transmitindo responsabilidade aos professores (verdadeiros heróis do Brasil), profissionais que respeito de forma inconteste. Educação é dever de pai e mãe. Caráter vem do berço, de como os genitores ou seus criadores conduziram a vida dessa criança. Falo de mimos, de vontades, de acesso, de impor limites, saber dizer não, mostrar o certo e o errado. Essa base sólida, somada sim aos aprendizados numa boa escola (independente de ser pública ou particular) faz toda diferença.
Como aqueles três macaquinhos, estamos cegos, surdos e mudos. Não conseguimos ver o que está latente na nossa frente e forjamos culpados, mascaramos a realidade. Nossos ouvidos só escutam o que nos convém e sem esquecer que a transmissão da mesma mensagem chega a cada um de nós de forma diferente, com entendimento e decodificação exclusivas e distorcidas. Estamos praticamente emudecidos. Não queremos falar, preferimos ficar em cima do muro. E quando bradamos somos tolidos, acusados, massacrados, rotulados disso e daquilo, principalmente nas redes, cada vez mais, insociais.
Não, não vejo parâmetro, estudos e estatísticas que associem um criminoso de hoje a uma brincadeira lúdica ou prática infantil inocente. Sim! De fato o ontem foi muito mais feliz que o hoje. Mas cabe a cada um de nós reeditar esse cenário, resgatar o que realmente foi bom, extirpar aquilo que não presta, que confunde, que ludibria ou macula. Aprender com bons exemplos e parar de achar desculpa ou algoz. Ontem eu diria “menos frescura minha gente”. Hoje, plagiando um dito popular, sugiro “menos mimimi”.
Brinquemos com a vida, vamos sorrir, cantar, sujar as mãos e os pés na terra, tomar banho de chuva, brincar sim de polícia e ladrão com armas de brinquedo, com vassouras imitando espingardas ou com as próprias mãos. Ou quem sabe pega pega (pique), esconde esconde (pique esconde), taco (bete), queimada, bolinha de gude, andar de carrinho de rolimã (trolinho), pera uva maçã (beijo abraço aperto de mão), jogar bola na rua, ralar o dedão e o joelho, rasgar as roupas e gozar a vida com plenitude. Sem idade, sem rótulos, sem frescura. Amando e respeitando, cultivando as verdadeiras amizades.
Desarme seu coração dos julgamentos. Desarme sua mente dos preconceitos. Não confunda alhos com bugalhos. Desarme-se!!!
A Cocatrel, uma das maiores cooperativas de café do mundo, realizou na tarde desta terça-feira (20) um importante evento na Pousada Travessia, contando com as presenças de sua diretoria e funcionários, cooperados, autoridades e demais convidados. O objetivo foi premiar os produtores com os “Melhores Cafés” depositados na cooperativa, na safra 2018/2019.
O presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito, abriu o evento após um café. Ele destacou a importância de se premiar aqueles que lutam pela qualidade, pela excelência na produção dos cafés especiais.
Marco Valério Brito, presidente da Cocatrel.
“2018 foi um ano muito importante para a Cocatrel e que precisa ser celebrado. A confiança depositada pelos cooperados, na cooperativa, um trabalho de preparação para a safra, muito bem feito, a aproximação da Cocatrel com seus cooperados, abrindo 10 pontos de recebimento, em Três Pontas e nas filiais, gerando segurança, agilidade e eficiência para todos, resultaram na quebra de um recorde histórico de recebimento de café.
O que nos deixa muito felizes é que muito além da quantidade, 2018 foi um ano de cafés de ótima qualidade. Das mais de 44 mil amostras previamente analisadas pelo laboratório central, cerca de 15 mil foram consideradas com potencial e enviadas ao laboratório de cafés especiais da Cocatrel. Dentre todas essas, as 13 melhores, de 13 merecedores produtores, serão hoje aqui premiadas”, destacou.
Entrega dos Prêmios
Cada premiado levou para casa além de um troféu, 20 kg do café, torrado e moído, embalados em caixas personalizadas com o nome de cada um. A entrega coube ao superintendente da Cocatrel, Manoel Rabelo Piedade.
Veja os vencedores:
Categoria Cereja Descascado
_ HELCIO ANTONIO CHAGAS REIS, da Fazenda Santo Antônio, em Carmo da Cachoeira. Seu lote dos cafés premiados foi pontuado com 85,5 pontos e possui notas de CARAMELO, Frutas AMARELAS, Frutas CITRICAS e LIMÃO.
_ JOSÉ CARLOS DOS REIS, da Fazenda Rancho Grande/Pitangueiras, de Três Pontas. A produção de café começou na Fazenda Rancho Grande em 1933, quando o Sr. Aneite Reis herdou 5 hectares de lavouras. A fazenda desenvolveu e aprimorou suas técnicas de produção ao longo do tempo, por meio de muito esforço e dedicação de seus gerentes. Hoje a fazenda é administrada por José Carlos dos Reis e seu filho Flávio Reis. A missão da fazenda é produzir café da mais alta qualidade, sem negligenciar a importância de proteger o meio ambiente e cuidar do bem-estar de seus funcionários. Seu objetivo final é continuar melhorando a qualidade do café visando a satisfação do consumidor.
O lote dos cafés premiados do José Carlos foi pontuado com 85,5 pontos e possui notas de FRUTAS CÍTRICAS, UVA VERDE, VINHOSO.
Categoria Natural
_ AGOSTINHO DE FATIMA MARCELINO – Fazenda Curralinho – Três Pontas. Quando criança, o Sr. Agostinho ajudou seus pais nas lavouras de café da fazenda onde trabalhavam. Desde a tenra idade, ele é apaixonado por café e, quando se casou, decidiu comprar uma pequena fazenda e cultivar café. Ele realmente gosta de trabalhar em seus micro-lotes, pós-colheita, usando vários métodos de preparação. Ele também cria vacas leiteiras com a ajuda de sua família. A Fazenda do Agostinho tem 1,8 hectares.
O lote dos cafés premiados do Agostinho, foi pontuado com 86 pontos e possui notas de FRUTAS CÍTRICAS, FLORAL, LIMÃO.
_ ANTENOR DE OLIVEIRA LIMA, da Fazenda Santo Antônio do Monte Alto, de Nepomuceno. Antenor vem de uma família tradicional, de Nepomuceno. É Engenheiro e trabalhou na Petrobras e Eletrobras, aposentando-se na CEMIG, em 1954. Hoje, reside em Belo Horizonte e trabalha como consultor.
Sua história com os cafés começa em 1982, quando sua mãe faleceu e ele decidiu que precisava criar raízes em Nepomuceno. Decidiu, então, comprar algumas terras e a partir daí, de maneira prazerosa, produzir os cafés de qualidade da Fazenda Santo Antônio do Monte Alto, que fica na divisa de Nepomuceno e Coqueiral. Antenor tem 5 netos, que curtem muito a fazenda, que também é espaço de reunião e lazer da família. Antenor afirma que a premiação é consequência de sua dedicação com muito esmero e paciência.
O lote dos cafés premiados do Antenor foi pontuado com 86 pontos e possui notas FLORAL de FRUTAS VERMELHAS, CHOCOLATE e DOCE.
_ CARLOS CESAR COUGO FILHO – Sítio Nossa Senhora Aparecida III – Carmo da Cachoeira. O lote dos cafés premiados do Carlos Cesar foi pontuado com 86 pontos e possui notas de FRUTAS VERMELHAS, DOCE, FRUTADO, VINHOSO.
_ CARLOS HENRIQUE TEODORO – Fazenda Serrano – Ilicínea. O lote dos cafés premiados do Carlos Henrique foi pontuado com 86 pontos e possui notas de FLORAL, FRUTADO e LIMÃO.
_ FRANCIS FIGUEIREDO OLIVEIRA – Fazenda Santa Margarida – Três Pontas. Francis Figueiredo Oliveira é casado com Juliana e tem 2 filhos, Elisa e Fábio. Ele é Engenheiro agrônomo, formado pela Universidade Federal de Lavras, em 1993. Desde então dedica-se à Fazenda Santa Margarida, em Três Pontas. A Propriedade foi herdada de seus avós maternos, Urbano Garcia de Figueiredo Neto e Juvendyra Correa de Figueiredo. Há 25 anos Francis dedica-se à renovação de plantações antigas e formação e plantio de novas áreas. Seu objetivo é a produção de Café Natural, procurando agregar qualidade em todas as etapas, até o produto final.
O lote dos cafés premiados do Carlos Cesar foi pontuado com 85,5 pontos e possui notas de CHOCOLATE, DOCE, FRUTADO, UVA, VINHOSO.
_ GILBERTO AUGUSTO CAINELLI – Fazenda Zaroca – Três Pontas. A fazenda Zaroca no ano de 1915 era conhecida como fazenda Jararaca e pertencia à dona Maria Brito, avó de Gilberto. Naquela época a produção de café era muito baixa, devido à grande dificuldade das máquinas agrícolas caminhar nas plantações de café da montanha. Após a morte de Dona Maria, a fazenda foi abandonada por algum tempo e, em 2015, Gilberto decidiu voltar à fazenda e iniciar uma nova gestão. Quando assumiu a fazenda, ficou conhecida como Zaroca. Gilberto começou a plantar novas lavouras, com melhores variedades para a produção de cafés especiais. Ele plantou muitas árvores, recuperou a fonte de água e investiu em infraestrutura e novas máquinas agrícolas. Atualmente, Gilberto busca excelência na produção de cafés especiais.
O lote dos cafés premiados do Gilberto foi pontuado com 88 pontos e possui notas BASTANTE DOCE, FLORAL, FRUTADO, Frutas CITRICAS e CANA DE AÇUCAR.
_ GLAUCO BEGGIATO CARVALHO – Fazenda São Joaquim – Três Pontas. O lote dos cafés premiados do Glauco, foi pontuado com 86,5 pontos e possui notas de FRUTAS VERMELHAS, MORANGO e FUMO DE ROLO.
_ GLEISER BOTREL ROSA – Sítio São Sebastião/Barreirinha – Três Pontas. Gleiser Botrel Rosa é um pequeno produtor de café com muita disposição e vontade de crescer. Casado com Regina Célia, eles possuem uma filha, a Vitória. Sua trajetória começa ainda pequeno, quando acompanhava seu pai, Sebastião Vitor Rosa, na fazenda da família. Com o falecimento do pai e do Tio Carlos decidiu arrendar a Barreirinha e fazer o melhor para dar continuidade a tudo o que eles começaram por ali. Na Barreirinha a história dos cafés especiais aconteceu de repente, em 2014. Desde então, Gleizer melhorou sua estrutura e agora seca e beneficia o café no próprio sítio, conta com a ajuda de dois colaboradores e faz todo planejamento necessário para a colheita dos cafés especiais. Gleizer também ficou entre os 10 melhores cafés depositados na cooperativa, na safra 2014/2015. O sítio Barreirinha tem 70 hectares.
O lote dos cafés premiados do Gleiser, foi pontuado com 86,75 pontos e possui notas de AMORA, FRUTAS VERMELHAS e UVA PASSA.
_ JOSIAS CARDOSO DE OLIVEIRA – Fazenda Urtiga – Ilicínea. Josias começou a trabalhar com café na pequena propriedade de seus pais em 1987, seu pai era caminhoneiro e ele é quem cuidava de tudo. Ele teve que trabalhar também com caminhão porque seu pai teve um AVC, em 1994. Junto com seus irmãos, adquiriu a propriedade Urtiga. Em 2008 largou o caminhão e passou a dedicar-se somente ao café, procurando sempre aprimorar os conhecimentos para tentar r o melhor café, com a maior qualidade possível. Possui a certificação Fairtrade, está sempre preocupado com a preservação ambiental, e pretende melhorar ainda mais a qualidade de seus cafés.
O lote dos cafés premiados do Josias, foi pontuado com 86,5 pontos e possui notas de BASTANTE DOCE, FLORAL e CANA DE AÇUCAR.
Representantes da Cocatrel acompanharam o evento.
_ OSWALDO GOMES PINTO – Sítio Quatis – Três Pontas. Osvaldo Gomes Pinto e Maria Aparecida Oliveira Pinto são os nomes que representam o sítio Quatis, comprado na década de 80, localizado próximo a serra de Três Pontas, na região de Potreiros, com aproximadamente 20 alqueires. A lavoura foi totalmente formada e cuidada pela família. Todo o cuidado com as plantações, colheita, limpa e secagem do café tem os olhos e diretrizes da família. Seu Osvaldo ficou à frente das atividades até 2005, quando foi acometido por um AVC, após esta data sua esposa e seu filho mais velho, Warley Oliveira Gomes, tornaram-se responsáveis pela manutenção e condução dos trabalhos. Na época da colheita, o casal se muda para o sítio para se dedicarem e focarem exclusivamente na qualidade do café produzido. O sítio representa a união de toda família e esta premiação vem coroar o fruto de toda esta dedicação.
O lote dos cafés premiados do Osvaldo, foi pontuado com 85,75 pontos e possui notas de FRUTADO, CHOCOLATE e CARAMELO.
_ VALDECI DOMINGOS NASCIMENTO – Fazenda Alto da Serra – Ilicínea. Durante sua infância, Hudson Vilela trabalhava nas lavouras de café com seu pai. Mais tarde, ele desistiu de seu trabalho como enfermeiro para assumir uma fazenda, em parceria com seu sogro, Valdeci, eles cultivam café nas montanhas de Ilicínea. Na época da colheita, eles precisam da ajuda de alguns colaboradores. A colheita ocorre tardiamente devido à grande altitude. Eles têm um pequeno pátio de secagem e uma caixa estática para preparar os grãos, para que possam fazer micro lotes com muito mais precisão. Sua bela fazenda tem uma excelente vista de todos os penhascos de Ilicínea. Eles estão procurando melhorar a qualidade de seus equipamentos de pós-colheita, para que possam cultivar cafés de melhor qualidade. Área cultivada da fazenda é de 8 hectares.
O lote dos cafés premiados do Valdeci e do Hudson, foi pontuado com 88 pontos e possui notas LICOROSO, VINHOS, UVA e BASTANTE DOCE.
Algumas empresas que são parceiras da Cocatrel também foram homenageadas. O Superintendente da Cocatrel, Manoel Rabelo Piedade, fez a entrega dos troféus às empresas que adquiriram lotes dos melhores cafés da cooperativa, na safra 2018/2019.
Empresas Parceiras
_ Louis Dreyfus
_ Sagrados Corações
_ Unicafé CIA de Comércio Exterior
_ Valorização
_ 3 Corações
_ Stokler
_ Volcafé
Confira a galeria de fotos do evento produzida pelo Conexão Três Pontas:
*Não perca a entrevista completa e exclusiva produzida pelo Conexão com o presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito.
Com o intuito de conscientizar os trespontanos, a Prefeitura Municipal de Três Pontas criou o projeto Cidade Limpa. A ideia é a ampla divulgação desse trabalho para que a população se conscientize da necessidade de manter o município limpo, onde haja colaboração de todos na sua manutenção, na coleta correta do lixo e dos materiais recicláveis. O evento aconteceu na noite desta terça-feira (20) no Auditório da Cocatrel.
Representantes de diversos setores compareceram o lotaram o recinto. Além do prefeito Marcelo Chaves Garcia, secretários de governo, servidores municipais, vereadores e representantes de entidades, empresas e associações participaram desse projeto piloto que “grita” pela conscientização ambiental.
Maquil dos Santos Pereira, secretário municipal de Transportes e Obras, falou durante o evento.
O Aterro Sanitário de Três Pontas recebe, em média, de 50 a 60 toneladas de lixo diariamente. E o pior é que a grande maioria não pode ser reciclada. O prefeito Marcelo Chaves Garcia falou ao Conexão que o projeto vem numa hora decisiva, fundamental para a sobrevida do aterro sanitário.
“O evento foi um sucesso, muita gente compareceu e deixamos aqui o nosso agradecimento à sociedade civil organizada. Para ter esse sucesso é necessário a conscientização da população. Nós precisamos zerar o lixo reciclável no aterro sanitário e isso só é possível graças a colaboração da população trespontana.
Esse projeto tem o objetivo de organizar a coleta de lixo, fazendo com que as pessoas respeitem os dias em que o caminhão passa fazendo o recolhimento, além de separar os materiais recicláveis, separando o úmido e o seco. Nós mostramos o volume de material que poderia ser reciclado e que está indo para o aterro sanitário. Uma situação grave e que precisa de uma reversão urgente”, destacou.
Marcelo Chaves Garcia, prefeito de Três Pontas.
Conscientizar a população para colocar os lixos convencionais nos dias certos, separar os materiais recicláveis, colaborar com a manutenção da limpeza da cidade é um grande desafio, diagnosticado por especialistas.
“Ouvimos de pessoas que estão há 20 ou 30 anos nesse ramo, como os catadores, onde boa parte já está organizada e melhorando sua renda, que essa ação é fundamental. Se não houver disciplina, data e horário, nunca mudaremos essa realidade. Os caminhões precisam ser reavaliados, passar por manutenção e tudo depende da colaboração de todos”, ressaltou.
A Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas é uma das entidades que está participando ativamente desse projeto. O presidente Bruno Dixini Carvalho ressaltou a importância da sustentabilidade, do trabalho sério em prol do meio ambiente e da mudança de comportamento por parte dos cidadãos, evitando que o lixo se acumule, gerando assim uma série de problemas para o Município e também para os moradores, inclusive na área da saúde.
Bruno Dixini Carvalho, presidente da Associação Comercial de Três Pontas.
Três Pontas conta, desde 2003, com a Associação Trespontana de Materiais Recicláveis (Atremar), que realiza um trabalho considerado excelente e que emprega muitas pessoas. Atualmente são 17 cooperados e uma arrecadação de recicláveis que cresce a cada ano.
“Importante destacar que esse trabalho da Prefeitura Municipal é feito entre as secretarias de Obras e de Meio Ambiente. Hoje o aterro sanitário está numa situação preocupante, estamos até licitando uma nova plataforma e estamos fazendo de tudo para não termos problemas sérios. Um aterro sanitário que poderia ter uma vida útil de 20 anos pode não passar de 12. E ele é absurdamente caro, por isso precisamos reverter esse quadro e gerar, além da preservação do meio ambiente, economia e qualidade de vida para os moradores da nossa cidade. A população precisa entender isso”, concluiu o prefeito de Três Pontas.
Evento dos representantes do Regime Próprio de Previdência Social reune 190 participantes de 47 municípios.
Acontece de 21 a 23 de novembro no Restaurante Charneca, em Três Pontas, a sétima edição do Encontro de RPPS de Minas Gerais, organizado e coordenado pelo Instituto de Previdência de Três Pontas (Iprev).
47 cidades representadas por mais de 190 participantes.
São três dias de evento, com palestras abordando temas técnicos e de investimentos. Ao todo são 47 municípios (alguns a cerca de 900 km de distância de Três Pontas) que mandaram representantes, num total de 190 pessoas. Também participaram da solenidade de abertura, realizada na manhã desta quarta-feira, o diretor do Iprev de Três Pontas, Dr. Luciano Reis Diniz, o prefeito municipal Marcelo Chaves Garcia, o presidente da Câmara Municipal de Três Pontas Luiz Carlos da Silva e seu vice Donizete Benício Baldansi, demais vereadores, secretários de governo e representantes de entidades parceiras como os bancos Itaú, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, além de representantes do Conselho Regional de Contabilidade e da Previdência Social de Três Pontas.
Outro prefeito a participar da abertura foi o popular “Netinho”, representando a cidade de Paraguaçú.
Os músicos trespontanos Beto Maciel e Maike Henrique executavam com maestria o Hino Nacional Brasileiro. Na sequência foram ouvidas as explanações do Dr. Luciano Diniz e do prefeito local Marcelo Chaves. Com a palavra aberta outras autoridades também expuseram suas opiniões ressaltando a importância do encontro.
A coordenação de todo evento também coube ao especialista em contabilidade e previdência social Geraldo Gabriel de Azevedo.
A primeira palestra da sétima edição abordou o tema “Cenário e Perspectiva Renda Variável / Ações 2019”, através do palestrante Rogério Zico, representando a empresa Constância Investimentos.
Dr. Luciano Diniz, diretor do Iprev; Luis Carlos da Silva, presidente da Câmara Municipal; o prefeito Marcelo Chaves Garcia e o vereador Benício Baldansi.
O 7º Encontro dos RPPS terminará com o almoço da próxima sexta-feira. Ao todo serão 15 palestras e outras atividades.
Ele está no centro de uma onda de repercussão, na internet e entre os visitantes do local, sobre a importância da representatividade, principalmente por atuar em um mercado onde predominam brancos. “Eu sou feliz demais por poder levar alegria para tanta gente e por fazer um ano aqui”, conta.
Se atualmente ele já encara com naturalidade e bom humor ao ser reconhecido como Papai Noel negro, o convite para ser o Bom Velhinho causou estranheza de início. Rubens foi descoberto para o posto depois de ganhar um concurso como mister terceira idade.
“Me procuraram e fizeram a proposta de eu ser Papai Noel. Aí eu respondi: ‘ tudo bem, mas você viu a foto minha?, viu que eu sou negro?’. Aí responderam que eu ia ser o primeiro Noel negro. Minha esposa apoiou e disse que eu tinha que me preparar para reações positivas, mas também negativas. E hoje estou aqui”, completa, rindo.
Ele conta que a melhor parte é a interação com as crianças e adultos que vão visitar o Bom Velhinho. “Eu sou o Papai Noel para todo mundo. As reações das crianças variam, tem crianças negras que acabam comentando que pareço um parente, o pai, o avô e já se sentem em casa”, disse.
Mãe adotiva de Diego, um garoto negro de seis anos, a pedagoga Adriana Simões conta que a reação do filho ao ver o Papai Noel Rubens foi marcante.
“Ele é especial, tem cromossomopatia e a comunicação dele é toda por meio de gestos. Ele ficou eufórico, apontava para o Papai Noel e apontava para o braço dele, mostrando a cor da pele. Todo mundo diz que a foto dele encarando o Papai Noel dispensa legendas”, conta.
Ela ainda explica que para a filha Ana Caroline – branca, de sete anos e também adotada – ter um Noel negro não altera o significado da figura do Bom Velhinho. “Acho que é muito importante para ele que boas figuras também existam negras pela representatividade. Ela ficou super feliz em saber que existe um Papai Noel da cor do irmão”. Ela e os filhos vão voltar para visitar Rubens este ano.
Sucesso na web
Rubens conta que ‘não é muito de internet’, mas sempre dá uma espiada sobre a repercussão. Mesmo sabendo que algumas pessoas criticam com argumentos racistas, ele prefere focar no carinho que recebe.
“Esses dias vi que uma foto tinha mais de sete mil pessoas compartilhando. É legal demais receber o carinho do pessoal. É bem um reflexo de como eu sou, para cima”, diz.
O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos, merecidamente, homenageando, contando um pouco da história da colunista social Paulo Marinho, querido por todos.
Paulo Marinho é filho de Maria da Conceição Marinho e José Marinho de Queiroz. Tornou-se o principal colunista social de Três Pontas, o precursor, aquele que abriu caminho para outros. Iniciou seu trabalho há mais de 30 anos, escrevendo para o jornal Correio Trespontano.
Para Paulo Marinho, “trabalhar como colunista social é elevar a sociedade como um todo. Os eventos, fatos, momentos marcantes que todos querem saber. Levando a cada leitor o entretenimento, as notícias e as fofocas de quem se destaca ou está prestes a brilhar”.
Sempre cultivou amizades e teve como preocupação o respeito às pessoas, não denegrindo a imagem da pessoa em foco. Através de seu trabalho, ao longo dos anos, beneficiou algumas entidades filantrópicas.
Arquivo: Família Correio Trespontano e Paulo Marinho.
Paulo Marinho ficou conhecido pela criação de alguns bordões, dentre eles o “cavalo não desce escada”. Relembre outros:
_ Evita Perón, a nossa linda e eterna diva, a ex-prefeita Adriane Barbosa de Faria Andrade…
_ Paulo Luiz Rabello, o Poderoso Chefão…
_ O Big Star Gilson Ximenes Abreu…
_ O Gato Angorá Dudu de Paula…
_ O Coração Valente Dr. Glimaldo Paiva…
_ A Pequena Notável Gilceia P. Carvalho…
_ A Diva Wilmara…
_ O Mago da Dentística Restauradora Dr. Rodrigo Otávio…
_ O Mago da Urologia Dr. Danilo Miranda Mesquita…
Paulo Marinho e as amigas Simone e Joana.
Outro que também sempre ganhou destaque através do colunismo social de Paulo Marinho foi o querido médico trespontano Dr. Pablo Girardelli.
Paulo Marinho também realizou a entrega de prêmios, homenagens a personalidades. “No decorrer da minha trajetória criei o Troféu Evidência, que homenageou personalidades da cidade de Três Pontas e região”, relembrou. Seus eventos eram extremamente concorridos e muitos adoravam fazer parte da Coluna do Paul. Coluna em plena atividade até hoje.
João Veiga, proprietário do Correio Trespontano, e Paulo Marinho
O colunista social lembrou daqueles que foram importantes na sua trajetória: “A Família do Correio Trespontano tem todo meu carinho, agradecimento e respeito”, pontuou.
Paulo Marinho continua escrevendo e tem seu nome marcado na história do jornalismo trespontano. Apesar de alguns problemas de saúde mantém o bom humor e o foco no trabalho. “Sempre trabalhei com o respeito ao próximo como individualidade, privacidade e integridade. Sobre os novos colunistas digo que a minha visão sobre os outros não interfere em nada, pois cada um se faz profissional se baseando no seu caráter. E pretendo continuar escrevendo enquanto tiver lucidez.”
Os colunistas sociais Mauro Bueno e Paulo Marinho.Os colunistas sociais Paulo Prado e Paulo Marinho.
SONHO
“ Um sonho que ainda tenho é atravessar a ponte do Brooklin (Estados Unidos) e conhecer o local onde foi gravado o filme Os Embalos de Sábado a Noite”, concluiu.
Paulo Marinho: uma vida dedicada ao colunismo social, à notícia, informação e verdade. Por toda dedicação e respeito, ética e competência, é homenageado aqui pelo Conexão Três Pontas.
INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA
Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.
Comemorado em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra marca o dia da morte de Zumbi dos Palmares, ocorrida em 1695, após anos defendendo o Quilombo de Palmares de expedições que pretendiam escravizar, novamente, os negros que conseguiram fugir. Desde 2003, com a aprovação da Lei 10.639, que instituiu o ensino da História e Cultura Afro-Brasileiras nas escolas, a data foi incluída no calendário escolar como o Dia Nacional da Consciência Negra. Em Três Pontas não foi adotado o 20 de Novembro como feriado.
Atualmente o Projeto de Lei 296/15, do deputado Valmir Assunção (PT-BA), está em tramitação para transformar a data em feriado nacional. Aprovado na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania, o projeto segue para análise do Plenário da Câmara. Adotado em diversas cidades espalhadas pelo país, o feriado do Dia da Consciência Negra divide opiniões quando o assunto é torná-lo uma data “não útil”, como por exemplo, o 12 de outubro.
“O feriado é importante”, afirma a professora Jeruse Romão, presidente do Fórum Estadual de Educação das Relações Étnico-Raciais. Posição que vai ao encontro, justamente, da discussão feita em torno da necessidade de tornar a data um feriado nacional, o que implicaria, possivelmente, no fechamento do comércio. “Eu ainda vejo como um debate entre a Casa Grande e a senzala. É como se estivessem nos dizendo: como vocês ousam querer um feriado?”, afirma.
De acordo com ela, o Brasil precisa pensar em atitudes reparatórias e “assumir o seu racismo”, deixando “de lado o discurso de democracia racial” que, para ela, não se sustenta quando, por exemplo, a maioria das vítimas de homicídio é negra ou quando entidades representativas de setores comerciais e industriais se organizam para derrubar um feriado que lembra a luta da população negra no país.
“A Consciência Negra não é dizer que os negros contribuíram para a formação e desenvolvimento do país, é ter consciência de que os negros foram os primeiros trabalhadores do Brasil, que foram os negros que construíram o país”, diz.
Prejuízos no comércio
Marco Antônio Guimarães, gerente executivo jurídico de riscos e compliance do Sistema Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), concorda que a data em que se celebra a participação da população negra na construção da sociedade brasileira precisa ser lembrada e propagada. Para ele, o Dia da Consciência Negra é necessário e precisa figurar entre as datas comemorativas do Brasil. O que não seria interessante e viável, na visão dele, é transformar o 20 de novembro em um feriado nacional.
Criação ou extinção de feriados depende de lei
Em 2017, foram 16 os feriados registrados no Brasil, o que o coloca em uma posição confortável se comparado a outros países. O ranking é liderado por Bangladesh, que supera os 30 dias de feriado no ano, enquanto o Brasil ocupa a 46ª posição.
O trâmite legal para tornar uma data comemorativa é bastante simples. O caminho começa nas comissões, passa pela CCJ e se encerra no Plenário — onde o PL que torna o Dia da Consciência Negra feriado encontra-se no momento, aguardando para ser analisado. A partir do momento que um projeto passa a ser considerado lei, ou seja, é aprovado e torna, efetivamente, a data em feriado, aquele dia passa a ser considerado um dia de descanso remunerado, tendo o mesmo efeito que o domingo.