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  • OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    OPERAÇÃO TREM FANTASMA: A HISTÓRIA DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS ENVOLVENDO DINHEIRO PÚBLICO EM TRÊS PONTAS CHEGA A UMA NOVA E IMPORTANTE ETAPA

    SEGUNDA CONDENAÇÃO É O MAIS NOVO CAPÍTULO DE UMA INVESTIGAÇÃO QUE COMEÇOU EM 2018, PASSOU POR PRISÕES, DENÚNCIAS, NOVAS INVESTIGAÇÕES, ACUSAÇÕES DE OBSTRUÇÃO E AGORA JÁ PRODUZIU MAIS DE UMA DECISÃO CONDENATÓRIA

    O ‘Trem’ ainda não parou na estação! O chamado “Trem Fantasma” continua em movimento. O nome que ficou marcado na história recente de Três Pontas por causa de uma investigação sobre supostos desvios de recursos públicos envolvendo contratos, peças automotivas e a frota municipal volta novamente ao centro das atenções. E desta vez há uma novidade de peso: o Ministério Público de Minas Gerais obteve uma segunda condenação no âmbito da Operação Trem Fantasma.

    De acordo com documento do Ministério Público de Minas Gerais, por meio do GAECO – Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, núcleo de Varginha, e da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Três Pontas, seis pessoas foram condenadas em uma nova ação relacionada à operação.

    A sentença reconheceu a prática de organização criminosa, peculato e fraude contratual, e as penas, somadas, ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa.

    A decisão, entretanto, ainda comporta recurso. Portanto, é fundamental registrar: trata-se de condenação em primeiro grau, e os envolvidos possuem direito à defesa e aos recursos previstos em lei.

    MAS, AFINAL, O QUE FOI A OPERAÇÃO TREM FANTASMA?

    Para entender o tamanho desse caso, é necessário voltar no tempo.

    A história começou a ganhar forma em 2018, quando chegaram ao Ministério Público denúncias relacionadas a possíveis irregularidades na execução de contratos da Prefeitura de Três Pontas. As suspeitas envolviam, principalmente, o fornecimento de peças automotivas e outros materiais destinados à manutenção da frota municipal. O que chamou a atenção dos investigadores foi uma situação aparentemente absurda: veículos e máquinas que estariam parados, sucateados ou sem condições de utilização apareciam nos registros administrativos como destinatários de peças e serviços.

    Em outras palavras, segundo a investigação, existiriam documentos indicando que determinados materiais haviam sido adquiridos e destinados à frota municipal, embora houvesse dúvidas sobre a efetiva entrega e utilização desses produtos. Foi justamente essa característica que deu origem ao nome da operação:

    TREM FANTASMA.

    Um “trem” que, segundo a hipótese investigativa, movimentava documentos, contratos, notas e pagamentos, mas cujo resultado material não apareceria necessariamente nos veículos e máquinas que deveriam receber os produtos. A investigação passou a cruzar documentos, notas fiscais, contratos, informações administrativas e as condições dos veículos pertencentes ao município.

    A OPERAÇÃO EXPLODE EM TRÊS PONTAS

    Em maio de 2018, o caso deixou definitivamente de ser apenas uma investigação silenciosa. O GAECO de Varginha, em conjunto com a 3ª Promotoria de Justiça de Três Pontas, deflagrou a Operação Trem Fantasma. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisões contra pessoas ligadas à administração municipal. Naquele momento, a operação provocou enorme repercussão na cidade. Entre os alvos estavam pessoas que ocupavam posições importantes dentro da estrutura administrativa municipal. A investigação passou a apontar suspeitas envolvendo organização criminosa, peculato, fraude em licitação, fraude na execução de contratos e embaraço às investigações, conforme a evolução das denúncias apresentadas pelo Ministério Público.

    PRIMEIRA DENÚNCIA: SETE PESSOAS E 24 CRIMES

    Na primeira fase judicial, sete pessoas — entre servidores públicos e empresários — foram denunciadas pela prática de 24 crimes. O próprio histórico oficial do caso aponta que a investigação tratava de um suposto esquema de desvio de dinheiro público por meio do não fornecimento real de peças automotivas. A investigação avançou e os acusados passaram da condição de investigados para réus. O processo se transformou em uma longa batalha judicial. Vieram depoimentos, perícias, documentos, manifestações do Ministério Público, decisões judiciais, recursos e novos desdobramentos. E o caso não parou ali.

    UMA SEGUNDA DENÚNCIA AMPLIOU O CASO

    Enquanto a primeira ação seguia seu caminho, surgiu uma segunda denúncia. Segundo o histórico da operação, essa nova denúncia envolveu nove pessoas e outros 24 crimes. É justamente dessa segunda frente que surge a decisão apresentada no documento enviado pelo Conexão Três Pontas. E aqui está uma das informações mais importantes da atualização:

    O MINISTÉRIO PÚBLICO OBTÉM UMA SEGUNDA CONDENAÇÃO NO ÂMBITO DA OPERAÇÃO TREM FANTASMA.

    Seis pessoas foram condenadas.

    QUEM SÃO OS SEIS CONDENADOS NESSA NOVA DECISÃO?

    A documentação do Ministério Público apresenta os seguintes nomes e condenações:

    JOSÉ GILENO MARINHO

    Segundo a sentença reproduzida no documento, foi reconhecida a prática de peculato por 21 vezes.

    A pena indicada é de: 5 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, além de 26 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    CÉSAR DE OLIVEIRA PELEGRINI

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    ROBERTO BARROS DE ANDRADE

    Também condenado por peculato por 21 vezes.

    Pena: 5 anos de reclusão, em regime inicial fechado, além de 23 dias-multa, cada um correspondente a metade do salário mínimo.

    RONAN PENIDO REIS

    A sentença reconheceu peculato por oito vezes.

    Pena: 3 anos, 10 meses e 20 dias de reclusão, além de 18 dias-multa, em regime inicial aberto.

    A decisão também registra a substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos.

    MARCOS ROBERTO GARCIA

    Neste caso, a sentença reconheceu três conjuntos de crimes:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A documentação indica: 9 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, além de 35 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

    MAURÍCIO PACHECO

    Também houve reconhecimento de:

    organização criminosa;

    peculato por 13 vezes;

    fraude em licitação por duas vezes.

    A sentença registra: 11 anos e 8 meses de reclusão, além de 44 dias-multa, em regime inicial fechado;

    e ainda: 3 anos e 6 meses de detenção, além de 11 dias-multa, em regime inicial semiaberto.

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    MAIS DE 45 ANOS DE PENAS

    Somadas, as condenações indicadas pelo Ministério Público ultrapassam 45 anos de prisão e 190 dias-multa. Esse número dá uma dimensão da extensão da segunda condenação. Mas existe uma ressalva jornalística e jurídica importante: o número de anos não significa, automaticamente, que todos esses períodos serão cumpridos integralmente em prisão física, nem que todas as penas serão executadas simultaneamente da forma matemática como aparecem na tabela. O cumprimento efetivo depende das regras de concurso de crimes, regime, eventual substituição, recursos e demais decisões que ainda podem ocorrer no processo.

    E A PRIMEIRA CONDENAÇÃO?

    Aqui está outro ponto fundamental para compreender a dimensão do caso.

    Antes dessa nova decisão, a Operação Trem Fantasma já havia produzido uma primeira condenação envolvendo seis pessoas. Em junho de 2026, uma decisão judicial condenou José Gileno Marinho, Roberto Barros de Andrade, César de Oliveira Pelegrini, Ronan Penido Reis, Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva. Naquela decisão, as penas divulgadas somavam mais de 65 anos, com condenações por crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Portanto, é preciso entender que não se trata simplesmente de repetir a mesma condenação.

    São decisões relacionadas a frentes processuais distintas dentro da Operação Trem Fantasma, decorrentes das diferentes denúncias apresentadas pelo Ministério Público. É justamente isso que torna a operação tão extensa e complexa.

    MARÇO DE 2026: O TREM FANTASMA VOLTA A DESEMBARCAR NA DELEGACIA

    Em março deste ano, quando muitos poderiam imaginar que o caso estava caminhando para uma conclusão, a operação voltou às manchetes. O Gaeco e a Polícia Civil cumpriram dois mandados de prisão preventiva em Três Pontas. Os alvos foram José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, e César de Oliveira Pelegrini, servidor da mesma pasta à época. Segundo o Ministério Público, os dois teriam deixado de apresentar alegações finais durante longo período, mesmo após intimações, o que, na visão acusatória, poderia contribuir para a ocorrência de prescrição. A Justiça determinou as prisões preventivas. Posteriormente, os envolvidos apresentaram as alegações pendentes e foram colocados em liberdade.

    A defesa contestou a interpretação do Ministério Público e negou que houvesse qualquer tentativa deliberada de retardar o processo. E sobre este novo capítulo, novas condenações, a defesa de dois investigados se manifestou junto ao Conexão Três Pontas. Com a palavra o advogado criminalista, Dr. Francisco Braga:

    “A defesa técnica dos acusados Gileno e Cesar ficou surpresa com a decisão condenatória proferida, eis que eivada de nulidades absolutas e falhas processuais gritantes, as quais buscaremos corrigi-las através de recurso próprio perante o Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais. Destacamos, desde já, que a decisão proferida demonstra uma contradição sem precedente com as regras do direito administrativo, as quais impedem, até mesmo por uma questão de lógica, que os fatos tenham ocorrido tal qual narrados pelo Ministério Público e acatado parcialmente pelo Poder Judiciário. Em vista disso, aguardaremos que o Tribunal de Justiça de nosso Estado corrija os graves erros constantes dos autos e ignorados por essa decisão de primeira instância, quando será declarada a absolvição dos acusados por mim assistidos.”

    A DEFESA AINDA TEM CAMINHO PELA FRENTE

    E essa é uma informação que precisa ficar muito clara para o leitor. A segunda condenação não encerra definitivamente o caso. O próprio documento divulgado pelo Ministério Público registra expressamente: “Da decisão cabe recurso.” Ou seja, os condenados poderão utilizar os instrumentos processuais previstos na legislação brasileira. Isso significa que ainda poderão existir: recursos, embargos, apelações e, dependendo da matéria discutida, outras medidas perante os tribunais.

    Portanto, jornalisticamente, o correto neste momento é falar em condenados em decisão judicial recorrível, e não em condenação definitiva.

    O DINHEIRO PÚBLICO NO CENTRO DA INVESTIGAÇÃO

    Talvez o ponto mais importante de toda essa história seja justamente aquele que muitas vezes se perde no meio das disputas jurídicas:

    O dinheiro investigado era dinheiro público.

    Dinheiro que pertence à coletividade.

    Quando uma investigação aponta para eventual desvio de recursos públicos, o impacto não fica restrito aos envolvidos no processo.

    Ele chega ao cidadão.

    Chega ao contribuinte.

    Chega ao serviço público.

    Chega à saúde.

    Chega à educação.

    Chega às obras.

    Chega à manutenção das estradas.

    Chega à frota municipal.

    É por isso que casos envolvendo suspeitas de corrupção em administrações públicas precisam ser acompanhados com rigor, mas também com responsabilidade.

    NÃO FOI APENAS UMA INVESTIGAÇÃO. FOI UMA LONGA BATALHA JUDICIAL

    A Operação Trem Fantasma começou com denúncias e suspeitas. Passou por investigação. Virou operação. Vieram buscas e apreensões. Vieram prisões. Vieram denúncias criminais. Vieram réus. Vieram perícias. Vieram decisões. Vieram recursos. Vieram novas denúncias. Vieram novas acusações. Vieram novas prisões preventivas. E agora surgem novas condenações. São mais de oito anos de história judicial desde que o caso começou a ganhar forma em 2018. E ainda não acabou.

    O QUE AINDA FALTA SER ESCLARECIDO?

    Muito! Apesar das condenações já proferidas, o processo ainda não chegou ao seu ponto final. É preciso acompanhar:

    os recursos das defesas;

    eventuais manifestações do Ministério Público;

    as decisões dos tribunais;

    a situação de cada condenado;

    a execução ou não das penas;

    eventuais novas decisões referentes à segunda denúncia;

    e principalmente:

    quanto efetivamente teria sido desviado ou causado de prejuízo ao patrimônio público e quanto poderá retornar aos cofres municipais.

    Essa última pergunta é fundamental.

    Porque condenar alguém é uma parte do processo.

    Recuperar o dinheiro público, quando houver dano reconhecido pela Justiça, é outra.

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    UMA HISTÓRIA QUE TRÊS PONTAS NÃO PODE ESQUECER

    A Operação Trem Fantasma já entrou definitivamente para a história administrativa e política de Três Pontas. Não porque jornalistas ou políticos assim decidiram. Mas porque durante anos um conjunto de órgãos públicos — Ministério Público, GAECO, Polícia Civil e Justiça — investigou fatos que levaram a denúncias criminais e, agora, a mais de uma decisão condenatória. O caso também mostra algo que precisa ser compreendido pela população: uma investigação não termina quando uma operação é deflagrada.

    A operação é apenas o começo. Depois dela vêm a investigação, a denúncia, o processo, a produção das provas, a defesa, a sentença e os recursos. É um caminho longo. E, justamente por isso, o jornalismo precisa acompanhar todas essas etapas.

    O PAPEL DO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    O Conexão Três Pontas acompanha a Operação Trem Fantasma desde seus primeiros desdobramentos e continuará acompanhando.

    Não para condenar antecipadamente.

    Não para absolver antecipadamente.

    Não para transformar investigação em espetáculo.

    Mas para informar.

    Quando houver acusação, ela será apresentada como acusação.

    Quando houver defesa, a defesa terá espaço.

    Quando houver decisão judicial, ela será publicada.

    Quando houver recurso, será informado.

    Quando houver absolvição, será noticiado.

    Quando houver condenação definitiva, também.

    Porque jornalismo sério não escolhe lado.

    Escolhe a verdade dos fatos.

    E em um caso que envolve o patrimônio público, essa responsabilidade é ainda maior.

    TREM FANTASMA: O CASO AINDA NÃO CHEGOU AO FIM

    A segunda condenação mostra que a Operação Trem Fantasma está longe de ser apenas uma página antiga da política trespontana. Ela continua produzindo consequências jurídicas. A documentação mais recente do Ministério Público mostra seis novas condenações, envolvendo organização criminosa, peculato e fraude contratual, com penas que ultrapassam 45 anos e 190 dias-multa. Ao mesmo tempo, a primeira condenação já havia alcançado outros envolvidos e provocado penas superiores a 65 anos, além de indenizações relacionadas aos danos reconhecidos no processo.

    E há recursos pela frente. Por isso, o Trem Fantasma ainda não chegou à estação final. A história começou em 2018. Passou por prisões. Passou por denúncias. Passou por duas frentes processuais. Passou por decisões judiciais. E agora entra em mais uma fase:

    A FASE DOS RECURSOS, DAS ANÁLISES DOS TRIBUNAIS E DA BUSCA PELO DESFECHO DEFINITIVO.

    O Conexão Três Pontas continuará acompanhando. Porque quando o assunto é dinheiro público, a população tem o direito de saber.

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  • MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    MAIS DE R$ 3 MILHÕES: O ROMBO NA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS AINDA NÃO FOI EXPLICADO — E A INVESTIGAÇÃO ESTÁ LONGE DO FIM

    Servidora concursada está presa preventivamente. Polícia Civil ainda aguarda informações bancárias consideradas fundamentais para descobrir o destino do dinheiro e esclarecer se ela agiu sozinha

    Três Pontas continua diante de uma pergunta incômoda, daquelas que não podem simplesmente desaparecer com o passar dos dias: Como mais de R$ 3 milhões podem ter saído dos cofres públicos de uma Prefeitura sem que o problema fosse identificado antes? O que inicialmente chegou ao conhecimento público como um suposto desvio de aproximadamente R$ 2,6 milhões, depois tratado como R$ 2,7 milhões, ganhou uma dimensão ainda maior. Os números apresentados em agosto apontam para R$ 3.107.102,82 em recursos que, segundo a investigação, teriam sido desviados dos cofres da Prefeitura de Três Pontas ao longo de aproximadamente seis anos. E a investigação ainda está em andamento.

    Na tarde desta terça-feira, 15 de setembro de 2026, o Conexão Três Pontas voltou a procurar pessoas ligadas à investigação e autoridades para saber em que ponto está o caso.

    A resposta obtida pela reportagem é clara:

    “O caso continua sob intensa investigação e ainda existem informações consideradas fundamentais que precisam chegar às mãos da Polícia Civil para que o rastreamento do dinheiro avance. Entre esses elementos estão extratos bancários solicitados pela investigação, necessários para acompanhar a movimentação dos valores depois que eles teriam chegado à conta pessoal da servidora investigada.”

    Ou seja: ainda há dinheiro para rastrear, informações para cruzar e perguntas sem resposta.

    DE R$ 2,7 MILHÕES PARA R$ 3.107.102,82

    É importante atualizar uma informação que o próprio Conexão publicou no início da investigação. Nos primeiros dias, com base nas informações então disponíveis, o valor era estimado em aproximadamente R$ 2,7 milhões. Hoje, entretanto, esse número não representa mais a dimensão conhecida até o momento. Segundo os dados apresentados pelo investigador da Polícia Civil e vereador Rodrigo Alexandre Silva durante pronunciamento na Câmara Municipal, a apuração chegou a R$ 3.107.102,82.

    E existe uma razão para essa diferença. A investigação foi avançando, novos dados bancários foram analisados e os valores identificados foram sendo somados.

    O resultado é um número que assusta: R$ 3.107.102,82. Mais de três milhões de reais. Recursos que pertenciam ao Município. Recursos públicos. Dinheiro do contribuinte.

    COMO O VALOR TERIA SIDO ACUMULADO?

    Segundo os números divulgados durante a atualização do caso, a movimentação teria crescido progressivamente ao longo dos anos.

    A distribuição apresentada foi:

    2020 — R$ 10.700,00

    2021 — R$ 114.811,00

    2022 — R$ 237.493,91

    2023 — R$ 583.981,62

    2024 — R$ 885.777,63

    2025 — R$ 733.607,96

    2026, até 29 de julho — R$ 540.730,70

    Total: R$ 3.107.102,82.

    Os números mostram algo particularmente preocupante: o volume teria aumentado consideravelmente com o passar dos anos. Em 2020, pouco mais de R$ 10 mil. Em 2024, quase R$ 886 mil em um único ano. E a investigação aponta que o suposto esquema teria atravessado diferentes períodos da administração municipal.—

    QUEM É A SERVIDORA INVESTIGADA?

    A investigação envolve Thamares Maria Moraes, servidora pública efetiva do Município. Ela tem 31 anos e estava lotada na Secretaria Municipal de Fazenda, atuando na área de Tesouraria. Informações públicas sobre sua situação funcional apontam que ela ingressou no serviço público municipal em 2019 e exercia o cargo de técnica administrativa. Em 4 de agosto de 2026, a Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra a servidora em Varginha, onde ela residia. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão.

    Na operação foram apreendidos veículos, documentos, dinheiro em espécie, eletrodomésticos e outros bens.

    Segundo o Conexão publicou à época, foram localizados três veículos — um automóvel e duas motocicletas —, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo e outros bens de valor que passaram a integrar a investigação.

    A Justiça também determinou medidas relacionadas ao patrimônio.

    ELA CONTINUA PRESA

    A informação mais recente disponível indica que Thamares permanece presa preventivamente, recolhida na unidade prisional de Três Corações, à disposição da Justiça. Mas aqui existe uma diferença que o jornalismo precisa preservar: prisão preventiva não é condenação. Até o momento, a servidora é investigada e suspeita da prática dos crimes apontados pela investigação. Não existe, até onde foi possível verificar nesta atualização, sentença criminal definitiva reconhecendo sua culpa.

    O princípio constitucional da presunção de inocência continua valendo.

    O QUE A POLÍCIA DIZ TER ENCONTRADO?

    Um dos pontos centrais da investigação é a identificação de transferências que teriam saído dos cofres municipais e chegado a uma conta pessoal da servidora investigada. Segundo informações apresentadas pelo investigador Rodrigo Alexandre Silva, a análise inicial dos extratos bancários apontou essa movimentação. E é justamente aí que começa uma das partes mais importantes da investigação.

    PARA ONDE FOI O DINHEIRO DEPOIS?

    Essa pergunta ainda não está totalmente respondida. E, segundo as informações obtidas pelo Conexão nesta terça-feira, a investigação continua aguardando informações bancárias importantes para avançar nesse rastreamento. Os bancos precisam remeter os dados solicitados pela Polícia Civil. Esses documentos podem permitir que os investigadores reconstruam o caminho percorrido pelo dinheiro.

    Quem recebeu?

    Para onde foi?

    Houve transferências para terceiros?

    Houve pagamentos?

    Aquisições?

    Aplicações?

    Movimentações financeiras incompatíveis?

    Existem outras pessoas envolvidas?

    É justamente essa segunda etapa que ainda precisa ser esclarecida.

    A SERVIDORA AGIU SOZINHA?

    Essa talvez seja a pergunta que mais ecoa em Três Pontas. E, neste momento, a resposta correta é:

    AINDA NÃO SE SABE.

    O próprio investigador Rodrigo Alexandre Silva afirmou que, naquele estágio da investigação, ainda não era possível afirmar que a servidora teria agido sozinha. É justamente por isso que os novos extratos bancários são tão importantes. A investigação precisa seguir o dinheiro.

    Porque uma transferência para uma conta pessoal pode explicar onde o dinheiro chegou primeiro. Mas não necessariamente explica onde o dinheiro terminou.

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    OS R$ 3 MILHÕES NÃO SURGIRAM DE UMA VEZ

    Outro ponto importante é compreender a dimensão temporal do caso. Os dados divulgados apontam para movimentações desde 2020, com crescimento progressivo nos anos seguintes. Isso significa que não estamos diante, segundo a hipótese investigativa, de um único episódio. Estamos falando de uma investigação que aponta para uma sequência de movimentações ao longo de anos. E é justamente aqui que surge uma das perguntas mais duras feitas pelo Conexão desde o início:

    COMO ISSO TERIA SIDO POSSÍVEL DURANTE TANTO TEMPO?

    Como funcionavam os mecanismos de controle?

    Quem conferia as movimentações?

    Quem autorizava?

    Quem fiscalizava?

    Quem tinha acesso ao sistema?

    Quem verificava os lançamentos?

    Havia conferência cruzada?

    Havia auditoria?

    E, principalmente:

    POR QUE O PROBLEMA SÓ FOI IDENTIFICADO DEPOIS QUE O PREJUÍZO JÁ HAVIA ULTRAPASSADO R$ 3 MILHÕES?

    Essas não são acusações. São perguntas. E são perguntas que precisam ser respondidas.—

    PREFEITURA FOI QUEM IDENTIFICOU A IRREGULARIDADE

    Segundo as informações divulgadas anteriormente, os indícios de movimentações financeiras irregulares foram identificados a partir de auditoria interna realizada pelo próprio Município. Depois da identificação, a Prefeitura afastou preventivamente a servidora e comunicou o caso às autoridades competentes. A partir daí, a Polícia Civil passou a aprofundar a apuração. Isso é importante porque demonstra que a descoberta do problema acabou desencadeando a investigação criminal.

    Mas também abre uma discussão inevitável: o controle interno conseguiu detectar o problema — mas por quanto tempo os desvios já teriam ocorrido antes disso?—

    E O CONTROLE DAS 326 CONTAS DA PREFEITURA?

    Diante do tamanho do rombo, o vereador e investigador Rodrigo Alexandre Silva anunciou que havia protocolado requerimento para a realização de uma auditoria externa nas contas da Prefeitura. Segundo ele, o Município possui 326 contas bancárias. A ideia é verificar se existem outras movimentações ou irregularidades que ainda não foram descobertas. E essa pode ser uma das próximas grandes etapas.

    Porque, se o problema estiver restrito ao caso já identificado, a investigação precisará demonstrar isso. Mas se uma auditoria encontrar outras irregularidades, o tamanho do problema poderá ser ainda maior. Até o momento, não há confirmação pública de que existam outros desvios.

    Portanto, isso precisa permanecer no campo da possibilidade a ser investigada, e não como fato.

    UM DETALHE QUE NÃO PODE SER IGNORADO

    A investigação também analisa o patrimônio da servidora. Na primeira operação foram apreendidos bens considerados incompatíveis, em tese, com a renda informada, além de aproximadamente R$ 6 mil em espécie. A servidora teria remuneração aproximada de R$ 4 mil mensais, segundo informações divulgadas no início do caso. Mas patrimônio, por si só, não prova a origem ilícita de um bem. É justamente para isso que existe a investigação patrimonial.

    É necessário estabelecer: origem do dinheiro → movimentação → aquisição → beneficiário → eventual vínculo com o dinheiro público.

    O CASO ENVOLVE PECULATO E INSERÇÃO DE DADOS FALSOS

    A investigação trabalha, inicialmente, com a possibilidade da prática de peculato e inserção de dados falsos em sistema de informações. São acusações graves. Mas, novamente, é preciso respeitar a fase processual: são crimes investigados, não crimes definitivamente reconhecidos pela Justiça neste momento.

    A eventual responsabilidade criminal somente poderá ser estabelecida ao final do devido processo legal.

    AGORA, O QUE O CONEXÃO APURA?

    O Conexão Três Pontas não considera esse caso encerrado. Muito pelo contrário. Nesta terça-feira, 15 de setembro, nossa reportagem voltou a procurar autoridades e pessoas ligadas à investigação. E a informação recebida é de que:

    A INVESTIGAÇÃO CONTINUA INTENSA.

    Há diligências em andamento.

    Há informações sendo aguardadas.

    Há dados bancários ainda não remetidos.

    Há movimentações financeiras que precisam ser rastreadas.

    Há perguntas que permanecem sem resposta.

    E existe uma questão central:

    QUAL FOI O DESTINO DOS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

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    NÃO BASTA PRENDER. É PRECISO DESCOBRIR ONDE FOI PARAR O DINHEIRO

    Essa é uma das principais bandeiras desta reportagem. A prisão preventiva é uma medida judicial. A investigação criminal é necessária. Uma eventual condenação, se ocorrer, será consequência do processo. Mas existe uma outra dimensão que interessa diretamente ao cidadão:

    O DINHEIRO PÚBLICO.

    Se ficar comprovado judicialmente que houve desvio, não basta saber quem praticou.

    É preciso saber:

    quanto saiu;

    como saiu;

    quem recebeu;

    onde foi parar;

    quem eventualmente participou;

    quem se beneficiou;

    e, principalmente:

    quanto poderá retornar aos cofres públicos.

    Porque o dinheiro não pertence à Prefeitura.

    Pertence ao povo.

    O CONEXÃO NÃO VAI DEIXAR ESSE CASO ESFRIAR

    O Conexão Três Pontas foi um dos veículos que acompanhou esse caso desde os primeiros momentos. Publicamos quando o valor ainda era estimado em aproximadamente R$ 2,6 milhões. Depois mostramos o impacto de R$ 2,7 milhões. Agora, diante das informações mais recentes, apresentamos o número atualizado: R$ 3.107.102,82

    E vamos continuar perguntando.

    Vamos continuar procurando as autoridades.

    Vamos continuar buscando documentos.

    Vamos continuar ouvindo as partes.

    Vamos continuar cobrando respostas.

    Porque mais de R$ 3 milhões não podem simplesmente desaparecer da história de uma cidade.

    A PERGUNTA QUE FICA

    Três Pontas precisa saber o que aconteceu.

    A servidora será julgada e terá direito à defesa.

    A Polícia Civil precisa concluir seu trabalho.

    O Ministério Público poderá analisar os elementos produzidos.

    A Justiça terá a palavra final sobre eventual responsabilidade criminal.

    Mas o cidadão tem uma pergunta legítima e absolutamente necessária:

    ONDE ESTÃO OS MAIS DE R$ 3 MILHÕES?

    E uma segunda pergunta vem imediatamente depois:

    ELA AGIU SOZINHA?

    Hoje, 15 de setembro de 2026, nenhuma dessas perguntas pode ser respondida definitivamente.

    E é exatamente por isso que a investigação precisa continuar.

    Os extratos bancários precisam chegar.

    Os dados precisam ser cruzados.

    As movimentações precisam ser reconstruídas.

    Os responsáveis, se existirem, precisam ser identificados.

    E o dinheiro público, se comprovadamente desviado, precisa ser buscado e devolvido aos cofres públicos.

    O Conexão Três Pontas continuará atrás da verdade.

    Sem medo. Sem escolher lado. Sem condenar antes da hora. Mas também sem fechar os olhos diante de perguntas que precisam de respostas.

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    Conexão Três Pontas é um portal de notícias e marketing, criado no ano de 2014 e dirigido pelo jornalista profissional Roger Campos. Tem como linha editorial a propagação das boas notícias e como grande diferencial a busca incessante pela ética e pelo respeito à verdade dos fatos e às pessoas. Nosso jornalismo é feito de forma séria e sempre baseado no Código de Ética dos Jornalistas.

    Por isso, os resultados são sempre bastante satisfatórios, tanto quando o assunto é levar a melhor informação para os leitores quanto na divulgação de produtos, empresas e serviços.

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    Roger Campos

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  • QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    QUANTO TEMPO O TRABALHADOR LEVARIA PARA JUNTAR R$2.700.000,00?

    Infelizmente, numa única vida (existência) o trabalhador comum levaria mais de 130 anos para ter essa fortuna!

    Nossa reportagem segue apurando, investigando, cobrando respostas, consultando fontes e realizando seu trabalho sério, profissional e imparcial, que tem como objetivo levar aos nossos leitores luz, claridade sobre um dos casos de corrupção mais absurdos e revoltantes da cidade de Três Pontas. E acabamos de realizar uma nossa pesquisa…

    O valor que foi, tudo indica, desviado dos cofres públicos da Prefeitura de Três Pontas é tão grande, tão substancial, que, através do trabalho apenas, e não de artimanhas e práticas escusas, a maioria de nós não conseguirá juntar durante toda vida. Vamos entender melhor:

    Se considerarmos um salário de R$ 4.000 por mês (que é o salário aproximado que a servidora concursada Thamares Maria Moraes, suspeita de desvio, ganhava mensalmente) e uma situação hipotética em que a pessoa não gastasse absolutamente nada (guardando 100% do salário), o cálculo é o seguinte para entendermos quanto tempo levaria para juntar essa bolada:

    • Salário mensal: R$ 4.000
    • Salário anual: R$ 48.000
    • Valor a ser acumulado: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 48.000 = 56,25 anos

    Resultado:

    • Seriam necessários 56 anos e 3 meses para juntar R$ 2,7 milhões, economizando 100% do salário, sem gastar um único real e sem considerar inflação, investimentos ou reajustes salariais.

    Na vida real, isso é praticamente impossível, pois toda pessoa precisa arcar com despesas como moradia, alimentação, transporte, saúde e outras necessidades.

    Se a pessoa conseguisse poupar apenas parte do salário, o prazo aumentaria muito:

    • Guardando 50% do salário (R$ 2.000/mês): cerca de 112 anos e 6 meses.
    • Guardando 25% do salário (R$ 1.000/mês): aproximadamente 225 anos.

    Esse comparativo ajuda a dimensionar o tamanho de um patrimônio de R$ 2,7 milhões quando confrontado com a renda de um trabalhador que recebe R$ 4.000 mensais. Ou seja, até para adquirir com o fruto do próprio suor, um veículo de r$120.000,00, como o que foi apreendido de posse da servidora suspeita de peculato e adulteração de dados, seria bem difícil fechar as contas no final do mês.

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    Quantos anos um trabalhador que ganha um salário mínimo levaria para juntar r$ 2.700.000,00?

    Considerando o salário mínimo de 2026, de R$ 1.621 por mês, e fazendo uma conta simples (sem descontar despesas, impostos ou considerar investimentos):
    • Salário mensal: R$ 1.621
    • Salário anual: R$ 19.452
    • Meta: R$ 2.700.000

    R$ 2.700.000 ÷ R$ 19.452 = aproximadamente 138,8 anos.

    Resultado:

    Um trabalhador que recebesse um salário mínimo e conseguisse guardar 100% do salário, sem gastar absolutamente nada, levaria cerca de 139 anos para acumular R$ 2,7 milhões.

    Na prática, como ninguém consegue viver sem despesas, esse tempo seria muito maior — provavelmente impossível de ser alcançado apenas com a renda de um salário mínimo.

    Esse é um comparativo que ajuda a dimensionar o valor de R$ 2,7 milhões: representa o equivalente a quase 139 anos de trabalho de uma pessoa que recebe um salário mínimo e economiza integralmente sua remuneração.

    Ou seja, é muito dinheiro quer foi, tudo indica, desviado da Prefeitura de Três Pontas.

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    Inúmeras perguntas ainda precisam ser respondidas

    _ COMO QUE UM SUPOSTO DESVIO MILIONÁRIO DE RECURSOS, COMEÇA NUMA ADMINISTRAÇÃO E CONTINUA NA OUTRA SEM QUALQUER AVERIGUAÇÃO?
    _ A EQUIPE DE TRANSIÇÃO É RESPONSÁVEL, DENTRE OUTRAS COISAS, POR ACOMPANHAR A SITUAÇÃO FINANCEIRA DA PREFEITURA. ISSO NÃO FOI FEITO?
    _ COMO QUE ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR MILHÕES DA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEM NENHUM CONTROLE, SEM QUE NENHUM SUPERIOR PERCEBA, SEM QUE NADA GERE DESCONFIANÇA?
    _ PELO QUE EU SEI, TODA SAÍDA DE DINHEIRO PÚBLICO, DE RECURSO DA PREFEITURA, TEM QUE PASSAR POR UM PROCESSO EXTREMAMENTE BUROCRÁTICO, CHEIO DE ETAPAS, DE DOCUMENTOS, DE AUTORIZAÇÕES E DE ASSINATURAS. E TUDO COLOCADO NO PORTAL DA TRANSPARÊNCIA. ONDE FOI QUE A TRANSPARÊNCIA FALHOU?
    _ OS MECANISMOS DE SEGURANÇA E DE CONTROLE DOS RECURSOS DA PREFEITURA ESTÃO SUCATEADOS? O QUE DEU ERRADO?
    _ ESTAMOS AINDA NOS RECUPERANDO DO ESCÂNDALO DO ‘TREM FANTASMA’ E AGORA VEM UM NOVO ESCÂNDALO, PASSANDO PELA MESMA SECRETARIA. OS PROCESSOS CONTINUAM IGUAIS? NÃO HOUVE UM APRIMORAMENTO DA SEGURANÇA? NÃO SE CRIARAM NOVAS REGRAS E MEIOS DE SE GARANTIR A SERIEDADE E A HONESTIDADE NA EMPREGABILIDADE DO DINHEIRO PÚBLICO?
    _ A PREFEITURA FICOU 6 ANOS SEM UMA AUDITORIA INTERNA?
    _ PELO QUE NÓS APURAMOS, A SERVIDORA NÃO OCUPAVA UM CARGO DE CHEFIA. CERTAMENTE TINHA OUTRAS PESSOAS ACIMA DELA. ESSAS PESSOAS NÃO ENXERGARAM ESSES DESVIOS DURANTE SEIS ANOS?
    _ SE ELA COMETEU OS CRIMES DE PECULATO E ADULTERAÇÃO DE INFORMAÇÕES, COMO ELA CONSEGUIU FAZER ISSO SOZINHA? OU SERÁ QUE TEM MAIS GENTE ENVOLVIDA?
    _ NAS REDES SOCIAIS, A PERGUNTA MAIS REPETIDA PELA POPULAÇÃO PAGADORA DE IMPOSTOS É: “ELA É APENAS A PONTA DO ICEBERG? SERÁ QUE NESSE MAR, ELA É APENAS A SARDINHA? TEM TUBARÃO ENVOLVIDO?
    _ QUEM CONFERIU O CAIXA DURANTE TODO ESSE TEMPO? QUEM ASSINAVA AS SAÍDAS DE RECURSOS?
    _ SE UM DOS PRECEITOS BÁSICOS DA CÂMARA MUNICIPAL É FISCALIZAR O EXECUTIVO, COMO QUE DUAS LEGISLATURAS SEGUIDAS NÃO CONSEGUIRAM IDENTIFICAR NADA DE ERRADO NO EXECUTIVO? NÃO HOUVE ESSA FISCALIZAÇÃO?
    _ O SISTEMA É FALHO OU HOUVE CONIVÊNCIA?
    _ INSISTO: COMO ALGUÉM CONSEGUE DESVIAR RECURSOS DE UMA PREFEITURA DURANTE 6 ANOS SEGUIDOS, PASSANDO POR DUAS GESTÕES SEM QUE NINGUÉM PERCEBESSE? ONDE ESTÁ O PROBLEMA?
    _ POR QUE SÓ AGORA O SUPOSTO CRIME DE DESVIO FOI DESCOBERTO? COMO FOI DESCOBERTO? QUEM DESCOBRIU?
    _ NO ‘TREM FANTASMA’ NINGUÉM FICOU PRESO. SERÁ QUE DESSA VEZ HAVERÁ PUNIÇÃO PARA QUEM TIVER RESPONSABILIDADE NISSO? VÃO APRIMORAR O CONTROLE E A SEGURANÇA DO DINHEIRO PÚBLICO, OU VÃO ESPERAR QUE UM TERCEIRO CASO ESTOURE LÁ NA FRENTE, EM ALGUM MOMENTO?
    São apenas conjecturas, ilações, questionamentos que cabem no Jornalismo e que todo jornalista imparcial deveria fazer. Afinal de contas, a imprensa é a extensão dos olhos, da boca e dos ouvidos da população. E a população merece as respostas!

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  • R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    R$ 2,7 MILHÕES: O QUE ESSE DINHEIRO PODERIA TRANSFORMAR EM UMA CIDADE COMO TRÊS PONTAS?

    Conexão Três Pontas apura quantas melhorias, realizações e obras poderiam ser feitas com esse valor milionário, supostamente desviado dos cofres da Prefeitura.

    Quando se fala em quase R$ 3 milhões, muita gente tem dificuldade de imaginar a verdadeira dimensão desse valor. Para um município do porte de Três Pontas, essa quantia representa recursos capazes de financiar obras, ampliar serviços públicos e melhorar diretamente a qualidade de vida da população. Caso esse dinheiro estivesse disponível para investimentos públicos, seria possível realizar dezenas de ações nas áreas da saúde, educação, infraestrutura, assistência social e proteção animal, entre outras.

    Saúde

    Construção de uma Unidade Básica de Saúde (UBS)

    Projetos recentes do Ministério da Saúde mostram que uma UBS Porte I custa, em média, entre R$ 2 milhões e R$ 2,5 milhões. Com R$ 2,7 milhões, ainda sobrariam recursos para equipar a unidade com consultórios, mobiliário e equipamentos médicos.

    Cirurgias de catarata

    Segundo contratos do SUS e tabelas estaduais, uma cirurgia de catarata custa, em média, entre R$ 2.500 e R$ 4.000.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível realizar entre 700 e 1.200 cirurgias, devolvendo a visão para centenas de idosos que aguardam em filas.

    Cirurgias ortopédicas

    Dependendo do procedimento, cirurgias ortopédicas custam entre R$ 8 mil e R$ 20 mil na rede pública contratualizada.

    R$ 2,7 milhões poderiam financiar aproximadamente entre 120 e 320 cirurgias ortopédicas, reduzindo filas de pacientes com dores crônicas e limitações de mobilidade.

    Ambulâncias e equipamentos

    Esse valor também permitiria adquirir:

    • diversas ambulâncias de suporte básico;
    • aparelhos de ultrassom;
    • eletrocardiógrafos;
    • consultórios odontológicos completos;
    • monitores multiparamétricos;
    • respiradores e outros equipamentos hospitalares.

    Educação

    Construção de uma creche

    Projetos do FNDE mostram que uma creche municipal custa entre R$ 2 milhões e R$ 3,5 milhões, dependendo da capacidade.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível praticamente construir uma creche completa, beneficiando centenas de crianças.

    Também seria possível:

    • reformar diversas escolas;
    • climatizar salas de aula;
    • renovar mobiliário escolar;
    • construir quadras cobertas.

    Infraestrutura

    Com base em obras executadas por municípios brasileiros:

    R$ 2,7 milhões poderiam pavimentar entre 3 e 6 quilômetros de ruas, incluindo drenagem, meio-fio, calçadas e sinalização.

    Também seria possível:

    • revitalizar praças;
    • construir ciclovias;
    • instalar milhares de luminárias de LED;
    • modernizar espaços públicos.

    Habitação Popular

    Programas habitacionais mostram que uma casa popular possui custo médio entre R$ 140 mil e R$ 180 mil, dependendo do projeto.

    Quase R$ 3 milhões poderiam construir aproximadamente entre 16 e 20 casas populares, oferecendo moradia digna para famílias em situação de vulnerabilidade.

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    Proteção Animal

    Projetos municipais de proteção animal mostram que um Centro de Acolhimento para cães e gatos, equipado com:

    • centro cirúrgico;
    • consultórios veterinários;
    • canis;
    • gatil;
    • área de recuperação;
    • espaço de adoção,

    custa aproximadamente entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões.

    Com R$ 2,7 milhões seria possível construir um abrigo moderno e ainda manter seu funcionamento por meses, financiando castrações, vacinação, microchipagem, alimentação e campanhas permanentes de adoção.

    Em muitas cidades brasileiras, um investimento dessa magnitude praticamente resolveria grande parte do problema dos animais abandonados.

    Assistência Social

    Uma Casa de Passagem destinada ao acolhimento temporário de pessoas em situação de rua pode custar entre R$ 1 milhão e R$ 2 milhões, dependendo da estrutura.

    Com quase R$ 3 milhões seria possível implantar uma unidade completa contendo:

    • dormitórios;
    • refeitório;
    • lavanderia;
    • atendimento psicológico;
    • assistência social;
    • qualificação profissional.

    Além da construção, ainda haveria recursos para ajudar no custeio inicial da operação.

    Lazer e qualidade de vida

    O investimento também permitiria:

    • construção de parques;
    • academias ao ar livre;
    • revitalização de áreas verdes;
    • centros esportivos;
    • espaços de convivência para idosos e crianças.

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    O verdadeiro peso de R$ 2,7 milhões

    Embora esse valor represente apenas parte do orçamento anual de um município, trata-se de uma quantia suficiente para deixar um legado permanente para milhares de pessoas.

    São recursos que poderiam reduzir filas de cirurgias, construir moradias, criar vagas em creches, salvar animais abandonados, acolher pessoas em situação de rua, pavimentar bairros inteiros ou modernizar a rede pública de saúde.

    No caso investigado em Três Pontas, a Polícia Civil informou que o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,7 milhões desde 2020. A responsabilidade criminal dos envolvidos será definida exclusivamente pela Justiça, ao término das investigações e do devido processo legal.

    Independentemente do resultado do processo, essa comparação ajuda a dimensionar o impacto que milhões de reais representam para uma cidade do porte de Três Pontas.

    Fica uma reflexão inevitável: quantas vidas poderiam ter sido transformadas? Quantas cirurgias poderiam ter sido realizadas? Quantas famílias poderiam ter recebido uma casa? Quantos animais abandonados poderiam ter sido acolhidos? Quantas crianças poderiam estar hoje em uma nova creche?

    Além de descobrir, responsabilizar e condenar os envolvidos (caso o crime se confirme), é inevitável que essa fortuna volte para os cofres públicos. Punir apenas o infrator não resolve. Se o dinheiro público saiu do caixa de forma criminosa, sórdida e sorrateira, ele precisa voltar! O povo, pagador de impostos, espera por isso! E a moralidade na política, na coisa pública, também!

    *Pesquisa/Apuração/Reportagem – Jornalista Roger Campos

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  • URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    URGENTE: SERVIDORA DA PREFEITURA DE TRÊS PONTAS PRESA PREVENTIVAMENTE É SUSPEITA DE DESVIAR MAIS DE R$ 2,6 MILHÕES DOS COFRES PÚBLICOS

    Questionamentos do Conexão: Onde está esse dinheiro? Os desvios podem ter começado em 2020, ainda na gestão anterior. A Prefeitura não fez nenhuma auditoria interna nesses anos todos? Ela agia, supostamente, sozinha ou tem mais gente envolvida?

    A Polícia Civil aponta que o suposto esquema teria começado em 2020. E a Justiça decretou a prisão preventiva de servidora concursada. Investigações continuam para esclarecer se há outros envolvidos.

    A investigação sobre um dos maiores escândalos envolvendo recursos públicos da história recente de Três Pontas ganhou um novo e importante desdobramento. Embora não seja o primeiro escândalo, já que as estruturas do Poder Executivo de Três Pontas foram abaladas, anos atrás, com a Operação Trem Fantasma (também passando pela Secretaria da Fazenda e outras secretarias), que recentemente condenou alguns envolvidos.

    A Polícia Civil cumpriu, na noite desta terça-feira, mandado de prisão preventiva contra a servidora pública concursada Thamares Maria Moraes, de 31 anos, lotada na Secretaria Municipal de Fazenda da Prefeitura de Três Pontas. A prisão foi determinada pela Justiça no curso das investigações que apuram um suposto esquema de desvio de dinheiro público.

    Thamares foi presa por volta das 19 horas, em sua residência, localizada no bairro Vila Ipiranga, em Varginha, sendo posteriormente encaminhada para a Delegacia de Plantão.

    Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os investigadores localizaram e apreenderam três veículos — um automóvel e duas motocicletas — além de documentos, extratos bancários, aproximadamente R$ 6 mil em dinheiro vivo, eletrodomésticos de alto valor e diversos outros bens que agora passarão por análise da Polícia Civil.

    Segundo as investigações, parte desse patrimônio poderá ter sido adquirido com recursos supostamente desviados dos cofres públicos. A servidora recebe salário aproximado de R$ 4 mil mensais, circunstância que também integra a apuração quanto à compatibilidade patrimonial.

    PREJUÍZO JÁ ULTRAPASSA R$ 2,6 MILHÕES

    O que inicialmente era tratado como um possível prejuízo milionário ganhou proporções ainda maiores.

    Conforme informações da Polícia Civil, o montante sob investigação ultrapassa R$ 2,6 milhões, valor que teria sido desviado desde o ano de 2020, atravessando diferentes administrações municipais.

    A prisão preventiva não representa condenação criminal, mas uma medida cautelar prevista na legislação para garantir o andamento das investigações, preservar provas e evitar eventual interferência na apuração dos fatos.

    Por enquanto a servidora é tratada como suspeita e investigada, não havendo nenhuma sentença condenatória ou definição de culpabilidade!

    Thamares Maria Moraes, investigada por PECULATO e INSERÇÃO DE DADOS FALSOS EM SISTEMA INFORMATIZADO EM TRÊS PONTAS

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    RELEMBRE O CASO

    O Conexão Três Pontas revelou que uma auditoria interna realizada pela própria Prefeitura identificou indícios de movimentações financeiras consideradas irregulares envolvendo recursos públicos.

    Após detectar as inconsistências, a Administração Municipal afastou preventivamente a servidora e comunicou imediatamente os órgãos responsáveis pela investigação.

    A Prefeitura informou que, caso as irregularidades sejam confirmadas, os responsáveis responderão nas esferas administrativa, civil e criminal.

    Imagem editada! Suspeita em primeiro plano, com a imagem da Prefeitura ao fundo.

    CÂMARA COBRA RIGOR NAS INVESTIGAÇÕES

    O caso repercutiu intensamente na Câmara Municipal.

    Durante sessão ordinária, vereadores defenderam uma investigação profunda, transparente e rigorosa.

    O vereador Rodrigo Silva destacou que toda apuração deve respeitar o devido processo legal, permitindo que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas antes de qualquer conclusão definitiva.

    Já o vereador Geraldo Coelho afirmou que, se confirmadas as suspeitas, o episódio representará uma das maiores lesões ao patrimônio público da história do município e defendeu que todos os responsáveis sejam identificados e responsabilizados.

    O vereador Fabiano “Popó” Diniz relatou que estava ao lado do prefeito Luís Carlos da Silva quando ele tomou conhecimento das suspeitas e afirmou ter ouvido do chefe do Executivo a determinação para que o caso fosse investigado “com o máximo rigor, sem deixar qualquer dúvida pelo caminho”.

    O presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade, afirmou que o Legislativo continuará acompanhando atentamente o andamento das investigações e exercendo sua função constitucional de fiscalização.

    Até o momento a servidora efetiva, afastada preventivamente, é apenas investigada, suspeita dos fatos. Não há, até o momento, nenhuma condenação a esse respeito.

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    INVESTIGAÇÃO AINDA ESTÁ LONGE DO FIM

    Outro aspecto que chama atenção é que, segundo informações apresentadas durante os debates na Câmara e agora reforçadas pelas investigações policiais, o suposto esquema teria começado em 2020, antes da atual administração municipal.

    Agora, a Polícia Civil busca responder uma série de perguntas fundamentais.

    A servidora teria agido sozinha?

    Existem outros envolvidos?

    Como um suposto desvio superior a R$ 2,6 milhões teria permanecido sem ser identificado durante tantos anos?

    Houve falhas nos mecanismos internos de controle financeiro?

    Essas respostas somente poderão ser dadas ao final da investigação policial e dos futuros processos judiciais.

    Até o momento, a investigada permanece amparada pelo princípio constitucional da presunção de inocência, cabendo à Justiça decidir sobre sua eventual responsabilidade criminal após a conclusão de todas as etapas do processo.

    O CONEXÃO VAI CONTINUAR INVESTIGANDO

    O Conexão Três Pontas seguirá acompanhando cada novo desdobramento deste caso, ouvindo todos os lados, cobrando transparência e levando informação de interesse público à população.

    Mais do que descobrir quem teria cometido o suposto desvio, a sociedade espera entender como um esquema que, segundo a investigação, teria começado em 2020 conseguiu permanecer oculto por tantos anos. Como ninguém percebeu? Houve falhas nos mecanismos de fiscalização? A Prefeitura passou todo esse período sem uma auditoria capaz de identificar essas movimentações? E a pergunta que hoje ecoa em toda Três Pontas é inevitável: a investigada agiu sozinha ou outras pessoas também poderão ser responsabilizadas? Essas respostas são aguardadas por toda a população e somente uma investigação profunda, técnica e imparcial poderá esclarecê-las.

    Conexão Três Pontas — Jornalismo que Faz Diferença.

     

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  • INVESTIGAÇÕES SOBRE A COVID-19 REACENDEM DEBATE NOS EUA E COLOCAM ANTHONY FAUCI NOVAMENTE NO CENTRO DA POLÊMICA

    INVESTIGAÇÕES SOBRE A COVID-19 REACENDEM DEBATE NOS EUA E COLOCAM ANTHONY FAUCI NOVAMENTE NO CENTRO DA POLÊMICA

    SERÁ QUE FOMOS ENGANADOS ESSE TEMPO TODO? SERÁ QUE, PELO PODER, BRINCARAM COM A VIDA DE 7 MILHÕES DE PESSOAS?

    Mais de seis anos após o início da pandemia de Covid-19, que mudou a história da humanidade e deixou milhões de mortos, os Estados Unidos voltaram a colocar a condução da crise sanitária sob intenso escrutínio político e jurídico. No centro das investigações está o imunologista Anthony Fauci, ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (NIAID) e principal rosto da resposta americana à pandemia.

    Nos últimos dias, Fauci compareceu ao Senado dos Estados Unidos para prestar depoimento diante da Comissão de Segurança Interna, presidida pelo senador republicano Rand Paul. Durante a audiência, ele invocou repetidamente a Quinta Emenda da Constituição americana, recusando-se a responder a mais de uma centena de perguntas sob a alegação de que qualquer declaração poderia ser usada contra ele em futuras ações judiciais.

    A decisão provocou forte repercussão política. Parlamentares republicanos afirmam que a recusa reforça a necessidade de aprofundar as investigações sobre a condução da pandemia, enquanto democratas classificam a audiência como uma ofensiva de caráter político contra um dos principais cientistas da saúde pública americana.

    Outro ponto que alimentou a controvérsia foi a divulgação de documentos e anotações pessoais de Fauci, obtidos durante as investigações e usados pelos senadores para confrontar declarações públicas feitas por ele durante a pandemia. Os republicanos sustentam que esses registros revelariam divergências entre discussões internas e posicionamentos apresentados à população. Fauci, por sua vez, nega qualquer irregularidade e afirma que os documentos não comprovam prática criminosa. Até o momento, não houve decisão judicial que conclua pela responsabilidade criminal do ex-assessor.

    As investigações também voltaram a discutir a origem do SARS-CoV-2. O governo americano atual e um relatório da comissão da Câmara dos Representantes passaram a considerar um acidente laboratorial como a hipótese mais provável, embora reconheçam que ainda não existe prova conclusiva. Outros setores científicos continuam defendendo que a origem natural permanece plausível diante das evidências disponíveis.

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    Enquanto o debate político continua, os números da pandemia permanecem como um dos capítulos mais dramáticos da história recente.

    Segundo a Organização Mundial da Saúde, a Covid-19 provocou mais de 7 milhões de mortes oficialmente registradas no mundo, embora estudos indiquem que o excesso de mortalidade possa superar 20 milhões de vidas perdidas globalmente. No Brasil, o Ministério da Saúde registrou mais de 715 mil mortes, colocando o país entre os mais atingidos pela doença.

    Mesmo anos depois do auge da crise sanitária, perguntas fundamentais continuam sem respostas definitivas. A origem do vírus, as decisões adotadas durante a emergência, a transparência das autoridades e as responsabilidades individuais seguem alimentando investigações, debates científicos e disputas políticas que ainda estão longe de um consenso.

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    Opinião

    Exigiram lockdown e nos mandaram ficar em casa! Ameaçaram a economia e milhões de empregos. Estabelecimentos fecharam, empresas faliram, empreendedores cometeram suicídio! Criaram a fórceps vacinas sem o tempo necessário para a devida investigação, a eficácia e os efeitos colaterais. Casos de miocardite e trombose dispararam. Será apenas coincidência? Tudo sobre a necessidade de atender uma questão emergencial. Proibiram as pessoas de circular em determinados locais caso não estivessem vacinadas. Contestaram e ridicularizaram aqueles que defendiam a eficácia da hidroxicloroquina e da ivermectina. Nos obrigaram a usar mascaras. Artistas e a imprensa tiveram papel central no convencimento. Chamaram quem pensava o oposto de genocida, de terraplanista, de fascista e de negacionista.

    Outra situação preocupante é o fato do então presidente americano Joe Biden ter preventivamente (antes do ocorrido) dado perdão presidencial ao Sr. Anthony Falci. Ou seja, perdoou antes do crime, perdoou sabendo que lá na frente ele precisaria desse perdão para não ser condenado. Será que foi uma troca de favores? Não é, no mínimo, estranho alguém ser perdoado antes de praticar um crime? Isso não mostra, inclusive, que o ex-presidente tinha conhecimento de que um crime seria posteriormente cometido?

    Mas agora, no senado americano, o que vem à tona é estarecedor e pode mudar completamente tudo o que sabíamos sobre a maior pandemia da história da humanidade. Quem será o genocida de verdade? Quem serão os negacionistas? Será que brincaram com a nossa cara e a vida de 7 milhões de pessoas? Tudo, simplesmente, por dinheiro e poder?

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  • APURAÇÃO: CONEXÃO BUSCA A VERDADE SOBRE MORTE DE BEBÊ NA MATERNIDADE EM TRÊS PONTAS

    APURAÇÃO: CONEXÃO BUSCA A VERDADE SOBRE MORTE DE BEBÊ NA MATERNIDADE EM TRÊS PONTAS

    Publicações de grande gravidade repercutiram nas redes sociais aqui em Três Pontas nesses últimos dias. O teor cita o falecimento de um bebê, num parto de gêmeos, onde algumas pessoas questionam a atuação do médico responsável e a estrutura da Maternidade de Três Pontas.

    Numa das publicações nas redes sociais que obteve vários compartilhamentos, a autora do comentário disse o seguinte:

    “POR ERRO MÉDICO, INOCENTES PAGAM…

    Venho através dessa mostrar a minha indignação e tristeza com a Maternidade de Três Pontas! Até quando vamos ter que passar por isso? Nem todas as mães têm condições de ter um parto normal e por outro lado nem todas têm condições de pagar uma cesárea e é aí que acontece um absurdo desse, os médicos induzem o parto normal e muitas vezes o bebê perde a vida.

    E hoje foi um dia triste onde uma mãezinha saiu de casa grávida de gêmeos e tentaram fazer um parto normal nela. Aí vocês já imaginam o que aconteceu né?

    Um dos bebês perdeu a vida e o outro bebê foi transferido para o hospital de Alfenas, de helicóptero.

    É muito triste saber de tudo isso! Vamos nos unir para que nenhuma mãezinha passe por isso! Vamos melhorar Três Pontas!

    Todas as mães deveriam ter direito de escolha do parto. Indignada! Mais uma vez um bebê paga com a própria vida!”

    Diante da repercussão do caso e da gravidade das denúncias, a nossa reportagem procurou ouvir todos os envolvidos.

    Conseguimos contato com o tio dos bebês. O irmão da mãe Lívia, Luan Rodrigues, falou com nossa reportagem:

    “Minha irmã estava grávida de gêmeos e com 27 semanas ela foi fazer um ultrassom e descobriu que o cólo do útero dela estava fino. Mas bem antes disso ela fez vários outros ultrassons e estava perfeito. Meus sobrinhos estavam saudáveis, tudo certo.

    Aí com 27 semanas ela foi fazer ultrassom e descobriu que tava o cólo do útero estava fino para segurar os bebês.  Ela fez tudo que os médicos pediram, repouso, tomou os medicamentos, cumpriu as ordens do médico, tudo…

    Domingo agora, dia 26, ela começou a sentir dor de contrações e foi para o hospital. Chegando lá ela foi avaliada pelo Doutor Eduardo Marcondes. Ela estava com três dedos de dilatação e ele disse que era normal e que ela podia voltar para casa. Aí minha mãe, com medo, falou para ele transferir ela para outra cidade, porque aqui não tem recurso nenhum na Maternidade. Ele falou que podia ir para casa. Minha mãe falou pro Doutor no dia da cerclagem que ela não podia ganhar aqui. Mas o Doutor Eduardo falou que ela podia sim, porque ele que era o médico e não foi só ele que falou isso. Outros três médicos falaram isso, que ela podia voltar para casa. Ele ainda fez várias piadas para minha mãe, com muita falta de educação…

    E na terça agora, dia 28, minha irmã veio sentir mais dor e voltou para o hospital. Chegando lá ela já estava com nove dedos de dilatação e entrou em trabalho de parto. Tentaram fazer um parto normal, na primeira contração, junto com meu sobrinho que tava com o coração fraco e depois mudou para uma cesária às pressas. Aí foi feito e começaram os problemas. E se você ver como nasceu o meu sobrinho, tão perfeito, formado… Minha irmã carregou eles por 33 semanas com muito amor.

    E a Maternidade está tentando tampar o buraco. No registro de identificação do meu sobrinho estão colocando que ele estava com 39 semanas, mas não foi isso! É que com 39 semanas o parto poderia ser feito aqui. Mas foi com 33 semanas apenas.

    Trataram minha mãe com muita falta de educação. Deixaram elas sem jantar e aí ela foi atrás dos enfermeiros porque estavam com fome.

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    Foi uma fatalidade muito grande para a nossa família. Doutor Eduardo Marcondes é médico de alto risco né? Ele sabia que ela não podia ganhar aqui, que aqui na maternidade não tem suporte nenhum. Tinha que transferir e eu acredito que se tivessem transferido ela no domingo, meu sobrinho estaria vivo e a gente não ia precisar passar por isso.

    Estamos muito abalados, minha irmã tem 17 anos apenas e ele sabia que era alto risco. Três dedos dilatados, eles tinham que transferir ela já no domingo. Ele me falou que tem diploma né, mas não serviu pra nada…”, declarou.

    O QUE DIZ A SANTA CASA

    Levamos as denúncias até a Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Em contato com a direção, o que nos foi passado foi o seguinte:

    “É importante esclarecer que todos os procedimentos aconteceram dentro dos protocolos, sendo cumpridos rigorosamente.

    A mãe esteve na Maternidade, examinada, avaliada e ainda não era o momento para a realização do parto, foi dada alta pelo médico, com a recomendação que havendo alguma mudança, dores ou qualquer sintoma retornasse para nova avaliação. No retorno na terça-feira e após avaliação foi constatada a necessidade de cesariana devido a avançada dilatação. O SAMU não mais poderia fazer o resgate devido o risco a mãe e aos bebês. Foi feito cesariana com nascimento dos bebês. Foi acionado SAMU e após grande demora devido problemas técnicos no transporte um bebê teve parada cardiorrespiratória, dentro ambulância, em seguida por 2 horas tentada a reanimação. O outro bebê foi transferido para Alfenas, já que a Santa Casa de Três Pontas não possui este serviço de UTI neonatal.

    Tudo que poderia ser feito foi realizado dentro das normas técnicas, protocolos de segurança, primando pela saúde e segurança da mãe e dos bebês. As acusações de que orientamos ou exigimos pela realização de partos normais ou de cesáreas, não condizem com a verdade e, juntamente com outras afirmações errôneas, serão frutos de medidas judiciais.

    Os partos são feitos de acordo com a necessidade, independente do custo ser mais alto para a Santa Casa ou não, pois sempre prezamos pela segurança do paciente.

    Através das redes sociais, e sem nenhum controle sobre elas, por vezes reputações de profissionais ou instituições são maldosamente atingidas.

    Nos sensibilizamos profundamente com a perda do bebê e afirmamos que mediante avaliação certificamos que não houve erro ou imprudência em todo processo”, disse o HSFA.

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    PROCURAMOS PELO MÉDICO CITADO

    Nossa reportagem também conversou com o ginecologista e obstetra Dr. Eduardo Marcondes Lemos. Ele destacou que todas as medidas necessárias foram tomadas e que estão distorcendo os fatos, culpando-o pelo ocorrido e por situações que não condizem com a verdade, já que ele afirma não ter sido ele quem fez o parto e que sequer estava na Santa Casa naquele dia. Ele também afirmou que não deu alta para a paciente antes do parto.

    “A informação mais importante é que há um grande equívoco no que foi falado, já que não fui eu que fiz o parto. Eu não estava na Maternidade naquele dia. E nem fui eu quem deu alta para ela antes do parto, na segunda-feira. Eu acompanhei o pré-natal. Mas o parto foi outra profissional. No momento oportuno, seguindo as orientações dos meus advogados, que estão tomando todas as providências cabíveis, nós iremos nos pronunciar. Estamos tranquilos e convictos de que o resultado não se trata de erro médico”, revelou.

    Nossa reportagem ainda segue apurando e acompanhando os desdobramentos desse caso e trará, de forma profissional e responsável, novos detalhes e informações.

    Nos colocamos à disposição de todos os envolvidos para novos esclarecimentos.

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  • VÍDEO: POLÍCIA MILITAR PRENDE HOMEM APÓS DANIFICAR VEÍCULO E RESISTIR À ABORDAGEM EM SANTANA DA VARGEM

    VÍDEO: POLÍCIA MILITAR PRENDE HOMEM APÓS DANIFICAR VEÍCULO E RESISTIR À ABORDAGEM EM SANTANA DA VARGEM

    PROCURADO PELO CONEXÃO, COMANDO DA PM EXPLICA AÇÃO POLICIAL E NEGA ABUSOS.

    As imagens são fortes. Nelas vemos um homem sendo contido por policiais militares e por seguranças contratados durante a realização de um evento gastronômico em Santana da Vargem. O indivíduo é contido com a utilização de uma espécie de taser (arma de choque ou de incapacitação neuromuscular), cai e leva alguns golpes de cacetete e chutes. Imagens que circulam nas redes sociais e que repercutiram em muitos portais de notícia mostram apenas um trecho de toda ocorrência que, segundo a PM, teria começado após o homem causar tumulto e problemas no evento e resistir à prisão. “Não houve nenhum abuso policial, agimos dentro dos rigores da lei para neutralizar um indivíduo que, descontrolado, insistiu em não se entregar e causar mais problema”, disse o comando da PM com exclusividade ao Conexão Três Pontas.

    A própria Polícia Militar, após contato da nossa reportagem, nos encaminhou um resumo dos fatos e do Boletim de Ocorrência:

    “Na madrugada de 25 de julho de 2026, durante o Festival Gastronômico realizado no município de Santana da Vargem, a Polícia Militar foi acionada por populares, que relataram que um homem estaria danificando um micro-ônibus Mercedes-Benz estacionado na lateral do palco do evento.

    Ao chegarem ao local, os militares encontraram o autor em visível estado de exaltação e agressividade. Alguns seguranças do evento conseguiam mantê-lo naquele local, impedindo que ele se afastasse, porém ainda não haviam conseguido dominá-lo ou fazer cessar seu comportamento agressivo.

    Quando a equipe policial se aproximou para realizar a prisão, o homem passou a proferir palavras ofensivas contra os militares, recusou-se a cumprir as ordens legais e adotou postura de combate, com os punhos cerrados e em posição de luta, desafiando os policiais para confronto físico.

    Durante a intervenção, o autor investiu contra os seguranças e contra os policiais militares, oferecendo intensa resistência ativa à prisão e desferindo socos e chutes. Diante das agressões e do risco à integridade física dos profissionais e das demais pessoas presentes, foi necessário o emprego progressivo da força.

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    Inicialmente, foram utilizados bastão de madeira e espargidor de agente de pimenta, contudo esses recursos não foram suficientes para cessar a agressividade. Em seguida, foi empregada uma arma de incapacitação neuromuscular, que possibilitou a queda e a contenção do autor.

    Mesmo no solo, durante o procedimento de algemação, o homem continuou se debatendo e resistindo à prisão, sendo necessário novo emprego do espargidor de agente de pimenta e a contenção de seus membros inferiores, até que fosse possível concluir sua imobilização com segurança.

    Durante a resistência, o autor agrediu um policial militar, causando-lhe inchaço na testa e um corte na região do nariz. Um segurança do evento também sofreu lesão na mão direita.

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    Após a prisão, o autor foi conduzido à Unidade Básica de Saúde de Santana da Vargem, onde recebeu atendimento médico e teve retirados os dardos da arma de incapacitação neuromuscular. Posteriormente, foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para as providências cabíveis.

    O homem foi preso pelos crimes de dano, desacato, desobediência, resistência e lesão corporal praticada contra agente de segurança pública”, explicou a nota da Polícia Militar.

    O caso seguirá sob investigação e as providências legais.

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  • VEREADOR GERALDO COELHO CAUSA REVOLTA EM COLEGAS LEGISLADORES POR CONTA DE FALA POLÊMICA

    VEREADOR GERALDO COELHO CAUSA REVOLTA EM COLEGAS LEGISLADORES POR CONTA DE FALA POLÊMICA

    Primeira fala foi na semana passada; Ontem ele reforçou suas declarações e clima segue instável

    Na reunião ordinária da segunda-feira da semana passada, 15 de junho, da Câmara Municipal de Três Pontas, o Vereador Geraldo Coelho, durante o Pequeno Expediente, fez uso da palavra e dentre os pontos abordados trouxe à tona a questão das casas populares que, segundo ele, teriam sido prometidas por alguns políticos trespontanos.

    A fala, contundente e polêmica, gerou revolta entre alguns colegas legisladores que, imediatamente, fizeram uso da palavra, contestando os dizeres de Coelho.

    A FALA DE COELHO

    Segundo Geraldo Coelho, alguns políticos prometeram entregar casas populares para famílias carentes da cidade e mentiram:

    “Eu fui cobrado novamente nas ruas e toda vez que eu for cobrado eu trarei esse assunto aqui. O vereador Antônio já foi cobrado e o vereador Roberto também. Eu não tenho nada com isso e não prometi nada.

    Teve uma reunião nessa Casa, vai fazer mais de um ano, e eu trouxe fotos para mostrar.

    Eu quero que a imprensa mostre, o Prefeito Luisinho estava presente, vários vereadores, representantes do Creas, do Cras, a imprensa, várias pessoas… Eu não prometi casa para pessoas de baixa renda. Eu não prometo!

    Então quero pedir às pessoas, já que o Luisinho prometeu, alguns vereadores prometeram, que procurem essas pessoas. Venha no gabinete dos vereadores e vá lá na Prefeitura.

    Eu aceito a cobrança, mas estou cobrando o Prefeito aqui. Faz um ano e quatro meses dessa promessa. Não é Minha Casa Minha Vida, e que também não vai sair do papel. Já estive no Ministério do Desenvolvimento em Brasília, Ministério das Cidades, e não tem nada de casa para Três Pontas, para a baixa renda. Eu morro de dó, mas é mentira! A mentira não é minha, nem do Antônio e nem do Roberto.

    Peço ao Prefeito que explique porque prometeu e cadastrou 3700 pessoas. Vergonhoso! É mentiroso o senhor Prefeito! E quem estava junto e também prometeu também é mentiroso!

    Brincar com o sentimento da população, daquelas pessoas carentes, É vergonhoso. Falem a verdade! Vocês falaram isso para ganhar na política.

    Eu não prometi! Quem prometeu foi o Prefeito e outros vereadores que estavam na foto aqui. Encheram a casa aqui ainda… Por que não levaram para o gabinete do Prefeito?

    Eu fico triste com uma administração ruim, péssima. Mentirosa. Mente, mente, mente…

    Quero ver aqui vereador que vai me contestar e dizer que não prometeu… Semana que vem eu vou trazer óleo de peroba para passar na cara de todo mundo…”

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    RESPOSTAS

    Imediatamente o presidente da Câmara, Myller Bueno de Andrade, questionou a fala de Coelho:

    “Vereador, eu não sei se o senhor estava aqui no dia, mas o vereador Roberto estava. O senhor disse que todos os vereadores prometeram e o senhor está equivocado. Nós abrimos aqui a Casa do Povo, para receber as pessoas, já que no gabinete não caberia. E como bons hospitaleiros a gente estava aqui representando a Câmara de Vereadores para não deixar o Prefeito sozinho aqui com a população. Nós ficamos juntos e não houve promessa de vereadores. Já que o senhor disse que houve promessa de vereadores o senhor deve incluir o vereador Roberto que também estava aqui. O senhor não deveria falar isso já que não estava aqui no dia. Essas fotos mostram apenas nós acompanhando a reunião. Eu prometi casa para alguém senhor vereador? O senhor tem que falar as coisas com propriedade”, respondeu…

    Na sequência foi a vez do vice-presidente da Câmara, vereador Rodrigo Silva:

    “Pela ordem, senhor Presidente! Quando o vereador (Coelho) diz que os vereadores prometeram casa, alto lá senhor Vereador! Eu não estava aqui e não estava na foto. Quando o senhor se refere, ‘eu, Roberto e Antônio somos cobrados’, não exime os três de responder aos anseios da comunidade. E quando o senhor diz que os vereadores prometeram casa isso é uma falácia! Não é verdade, eu não prometi casa para ninguém! Quando o senhor fala que trará óleo de peroba, o senhor está tratando os demais vereadores com falta de zelo. Nós temos que manter um ambiente pelo menos harmonioso. Na sua fala o senhor incluiu todos nós e não é bem assim…”.

    Na sequência, a vereadora Valéria Evangelista também se pronunciou:

    “Eu também não prometi casa para ninguém. Eu estava presente, como o senhor presidente explicou, apenas acompanhamos a reunião do Prefeito com as pessoas. Eu também não me coloco nesse meio…”

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    O vereador Professor Popó também comentou:

    “Eu acho que se alguém sair daqui de Três Pontas e for em qualquer Ministério em Brasília não vai achar nada para Três Pontas mesmo não! É preciso explicar que existe um processo, que começa com um levantamento, onde teve cerca de 3.000 inscrições. Escolhe-se os terrenos e se abre uma licitação. Quando chega em Brasília já tem que ter definido qual empresa irá construir as casas. Apareceram duas empresas e elas não entregaram os papéis. Abriu-se uma comissão para tentar entregar os papéis e não foi aprovado e então abriu-se uma nova comissão. Na hora que nesse chamamento aparecer a empresa qualificada e der o aval, aí tentará a aprovação de 97 casas. O processo é esse. Quem está me procurando eu estou simplesmente falando a verdade. Nenhum vereador promete casa, quem faz seleção é a Caixa Econômica Federal. Vamos falar as coisas certas, não é assim não…”

    O vereador Daniel Rodrigues também foi outro que se mostrou insatisfeito com as falas de Coelho. Daniel Rodrigues, assim como Matheus Dias Silva, têm sempre usado o Pequeno Expediente para expor suas ideias e ações, em alguns momentos discordando de determinadas falas ou ataques.

    Coelho voltou a pedir a palavra e disse que não citou o nome de ninguém…

    “Eu cutuquei a ferida? Por que vocês ficaram muito bravos? Será que eu tô mentindo?”, finalizou…

    O vereador Maciel Ramos também mostrou indignação com a fala do vereador Coelho afirmando que isso é simplesmente falar mal das pessoas e reforçou que ninguém prometeu nada…

    “Você olhar numa foto e falar esse tipo de coisa, Isso sim é vergonhoso!”

    COELHO DO BAR VOLTOU AO TEMA ONTEM, NO PLENÁRIO DA CÂMARA

    O polêmico vereador Geraldo Prado, popularmente chamado de Coelho do Bar, voltou a causar sentimentos distintos na Casa Legislativa, após reiterar algumas colocações da semana anterior e emendar com novas falar apimentadas:

    “Eu ando com as minhas próprias pernas e que não tem amizade com os vereadores de primeiro mandato aqui não! Lá fora da Câmara podemos tomar um café com todos, mas dentro da Casa Legislativa só tenho amizade com os vereadores antigos. Os vereadores novatos fizeram várias reuniões, grupo no whatsapp e excluíram os antigos”, declarou, passando a mensagem de que há um racha no Poder Legislativo em Três Pontas. Será?

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  • TREM FANTASMA: Justiça condena envolvidos em esquema que teria desviado recursos públicos em Três Pontas; penas passam de 65 anos de prisão

    TREM FANTASMA: Justiça condena envolvidos em esquema que teria desviado recursos públicos em Três Pontas; penas passam de 65 anos de prisão

    DEFESA CONTESTA DECISÃO: “A JUSTIÇA PRECISA EXPLICAR PONTOS CONTRADITÓRIOS E OMISSOS!”

    Uma das investigações mais impactantes da história recente de Três Pontas acaba de ganhar um novo e decisivo capítulo. Após anos de apuração, perícias, denúncias, prisões, recursos e intensa movimentação judicial, a Justiça condenou seis pessoas apontadas pelo Ministério Público de Minas Gerais como integrantes de um esquema que teria desviado recursos públicos da Prefeitura Municipal por meio de contratos relacionados à aquisição de peças automotivas.

    A decisão judicial, resultado das investigações conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), reconheceu a prática de crimes como organização criminosa, peculato e embaraço às investigações. Somadas, as condenações ultrapassam 65 anos de prisão, além de centenas de dias-multa e indenizações ao município.

    A OPERAÇÃO

    O caso ficou conhecido como Operação Trem Fantasma, nome que remete à principal suspeita levantada pelas investigações: a existência de compras e registros de fornecimento de peças automotivas que, segundo a acusação, nunca teriam chegado aos veículos e máquinas da Prefeitura.

    Segundo o Ministério Público, o esquema funcionava através da emissão de documentos que indicavam a entrega de peças e insumos para veículos da frota municipal, embora diversos desses veículos estivessem sucateados, parados ou até mesmo sem condições de utilização. Em alguns casos, as investigações apontaram que veículos fora de circulação teriam recebido formalmente peças, combustíveis e serviços que jamais foram comprovados fisicamente.

    As suspeitas começaram a ganhar força em 2018, após denúncias que chegaram ao Ministério Público. O estado de conservação de veículos públicos e inconsistências em registros administrativos despertaram a atenção dos investigadores, que passaram a cruzar informações, documentos, notas fiscais e relatórios internos.

    O resultado foi uma das maiores operações de combate à corrupção já realizadas em Três Pontas.

    O QUE SIGNIFICAM OS CRIMES APONTADOS PELA JUSTIÇA?

    Embora os termos jurídicos possam parecer complexos, o entendimento é relativamente simples.

    Organização criminosa

    A Justiça entendeu que existia uma associação estruturada entre pessoas com funções definidas para a prática de crimes.

    Em linguagem popular, significa que não se tratava de uma ação isolada de uma única pessoa, mas de um grupo que atuava de forma organizada e coordenada.

    Peculato

    É um dos crimes mais graves praticados contra a administração pública.

    Ocorre quando um servidor público ou alguém ligado ao poder público se apropria ou desvia dinheiro, bens ou recursos que deveriam ser utilizados em benefício da população.

    Em outras palavras, trata-se do uso indevido do dinheiro que pertence aos contribuintes.

    Embaraço às investigações

    Esse crime ocorre quando alguém dificulta, atrapalha ou tenta impedir o trabalho da Justiça, da Polícia ou do Ministério Público.

    Pode envolver ocultação de informações, destruição de provas, omissão deliberada ou qualquer atitude destinada a dificultar a descoberta da verdade.

    QUEM FOI CONDENADO?

    A sentença determinou penas severas para quatro dos réus, que deverão cumprir pena inicialmente em regime fechado.

    _ José Gileno Marinho, ex-secretário municipal de Transportes e Obras, foi condenado a 16 anos, 3 meses e 10 dias de prisão, além de 70 dias-multa.

    _ Roberto Barros de Andrade, ex-secretário municipal da Fazenda, recebeu pena de 17 anos de reclusão e 63 dias-multa.

    _ César de Oliveira Pelegrini foi condenado a 10 anos e 5 meses de prisão, além de 45 dias-multa.

    _ Ronan Penido Reis recebeu pena de 11 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, além de 34 dias-multa.

    Já Ralph Duarte Funchal e Nicésio Campos Silva foram condenados pelo crime de embaraço às investigações, recebendo penas de 5 anos e 4 meses de prisão em regime semiaberto, além de 17 dias-multa cada.

    Além das penas criminais, José Gileno, Roberto Andrade, César Pelegrini e Ronan Penido foram condenados solidariamente ao pagamento de indenização ao município.

    Roberto Andrade também já teve seu nome envolvido em questões policiais por conta de diversas investigações envolvendo irregularidades em postos de combustíveis. 

    Na ocasião, uma grande operação de fiscalização foi deflagrada na manhã de 05 de agosto de 2025, em Três Pontas, tendo como alvo alguns postos de combustíveis. O trabalho conjunto contou com a participação de diversos órgãos, como a Polícia Civil, Polícia Militar, Agência Nacional do Petróleo (ANP), o Instituto de Metrologia e Qualidade do Estado de Minas Gerais (Ipem-MG), a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), o Corpo de Bombeiros e o Procon Municipal. O intuito foi constatar possíveis irregularidades na comercialização de combustíveis.

    Diversas viaturas fizeram o famoso “fecha” num posto localizado na Praça Teodósio Bandeira, no Centro de Três Pontas. E ali, de acordo com as informações que o Conexão Três Pontas obteve junto às autoridades e órgãos envolvidos, teriam sido constatadas diversas irregularidades, como:

    _ combustível adulterado;
    _ fraude na quantidade de combustível em relação ao que se pagava e ao que entrava no tanque;
    _ mistura dos componentes do combustível fora do percentual exigido por lei;
    _ problemas com a documentação legal;
    _ utilização de um tanque de armazenamento de combustível fora dos padrões e exigências.

    O grupo também esteve fiscalizando, até o fechamento desta reportagem, outro posto de combustível do mesmo proprietário, esse localizado na Avenida Oswaldo Cruz, início com a Avenida Nilson José Vilela.

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    MAIS DE MEIO MILHÃO DE REAIS DE INDENIZAÇÃO AO MUNICÍPIO

    O valor estabelecido pela Justiça inclui R$ 8.920,92 referentes aos danos materiais identificados no processo e mais R$ 500 mil por danos morais coletivos causados à sociedade.

    O CASO VOLTOU A GANHAR FORÇA EM 2026

    Mesmo após anos de tramitação, a Operação Trem Fantasma voltou ao centro das atenções em março deste ano.

    Na ocasião, dois investigados foram presos preventivamente após o Ministério Público sustentar que eles estariam adotando medidas para retardar o andamento do processo.

    Segundo a acusação, ambos deixaram de apresentar alegações finais durante longo período, o que poderia comprometer o andamento da ação.

    O Ministério Público entendeu que haveria uma tentativa de provocar a chamada prescrição — situação em que o Estado perde o prazo legal para aplicar eventual punição.

    Com base nesse entendimento, a Justiça decretou as prisões preventivas.

    Dias depois, entretanto, os investigados foram colocados em liberdade após apresentarem as alegações pendentes.

    INSATISFAÇÃO DA DEFESA

    A defesa contestou duramente a interpretação do Ministério Público e negou qualquer tentativa de manobra processual.

    Os advogados afirmaram que apenas exerciam direitos garantidos pela Constituição e que jamais buscaram impedir ou atrasar a atuação da Justiça.

    DEFESA AINDA PODE RECORRER

    A sentença não representa o encerramento definitivo do processo.

    O Conexão Três Pontas apurou que a defesa de alguns dos condenados já prepara recursos contra a decisão.

    O advogado Francisco Braga informou que pretende apresentar embargos de declaração, instrumento jurídico utilizado para solicitar esclarecimentos sobre pontos que a defesa considera contraditórios, omissos ou que necessitam de complementação na sentença.

    Enquanto os recursos são analisados, os condenados permanecem respondendo ao processo em liberdade, conforme decisão judicial já existente nos autos.

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    CORRUPÇÃO SEGUE ENTRE OS MAIORES DESAFIOS DO BRASIL

    Segundo levantamentos de órgãos de controle e instituições especializadas em transparência pública, desvios de recursos públicos continuam entre os principais fatores que comprometem investimentos em áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e assistência social.

    Especialistas apontam que cada recurso desviado representa menos medicamentos nos postos de saúde, menos investimentos em escolas, menos manutenção de estradas e menos serviços para a população.

    É justamente por esse motivo que operações de combate à corrupção costumam despertar enorme interesse público.

    Quando o dinheiro investigado pertence ao contribuinte, toda a sociedade se torna diretamente afetada.

    A partir de agora, a Operação Trem Fantasma entra em uma nova fase jurídica, marcada por recursos, análises dos tribunais superiores e novos capítulos de um processo que já entrou para a história política e administrativa de Três Pontas.

    O Trem Fantasma continua em movimento nos tribunais. Mas uma coisa já é certa: a decisão desta semana representa um dos mais duros golpes já desferidos pela Justiça mineira contra um esquema de corrupção investigado na história recente do município.

    Serviço:

    *Não perca a entrevista exclusiva com o Advogado Criminalista, Dr. Francisco Braga, que defende alguns dos condenados. É o Conexão ouvindo todos os lados desta história de forma impaprcial, isenta e profissional. Hoje a tarde, ao vivo, no Facebook do Conexão Três Pontas.

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  • MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    Poucos temas provocam tanta divisão entre os brasileiros quanto a redução da maioridade penal. Para uns, trata-se de uma medida urgente para combater a criminalidade e acabar com a sensação de impunidade. Para outros, a proposta representa uma solução simplista para um problema complexo, capaz de empurrar adolescentes para um sistema prisional já considerado falido. Nesta quarta-feira (10), o assunto voltou ao centro do debate nacional após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora segue para novas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

    A discussão não é nova. Há décadas, o Brasil se divide entre aqueles que defendem punições mais severas para adolescentes envolvidos em crimes graves e aqueles que acreditam que o caminho está no fortalecimento da educação, da assistência social e das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
    O texto aprovado na comissão prevê que adolescentes de 16 e 17 anos possam responder criminalmente como adultos em casos considerados de extrema gravidade, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Atualmente, menores de 18 anos são submetidos exclusivamente às medidas socioeducativas previstas pela legislação brasileira.

    O avanço da proposta ocorre em um momento em que a violência continua sendo uma das maiores preocupações da população. Pesquisas realizadas nos últimos anos por diferentes institutos têm mostrado que uma parcela significativa dos brasileiros é favorável à redução da maioridade penal, especialmente diante de casos de crimes violentos praticados por adolescentes. O sentimento predominante entre os defensores da medida é de que jovens envolvidos em assassinatos, estupros e latrocínios já possuem consciência suficiente para responder por seus atos.

    Do outro lado, especialistas em segurança pública, direitos humanos e infância alertam que a redução da idade penal não ataca as causas estruturais da violência. Argumentam que adolescentes representam uma parcela relativamente pequena dos autores de crimes violentos no país e que o encarceramento precoce pode aumentar a reincidência criminal ao expor jovens às organizações criminosas que atuam dentro dos presídios.

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    O debate se torna ainda mais intenso porque mexe com uma questão sensível: o limite entre proteção e responsabilização. Afinal, aos 16 anos o jovem brasileiro pode votar, trabalhar formalmente e tomar decisões importantes sobre seu futuro. Mas estaria preparado para responder integralmente perante a Justiça Criminal como um adulto?

    Enquanto parlamentares favoráveis afirmam que a mudança atende ao desejo da maioria da população e fortalece o combate à impunidade, os opositores classificam a proposta como uma resposta emocional ao problema da violência, sem garantias concretas de redução da criminalidade.

    A aprovação na CCJ representa apenas o primeiro passo. Antes de virar realidade, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial e ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares. Em seguida, o texto seguirá para análise do Senado Federal.

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    O fato é que a votação recolocou na mesa uma pergunta que há anos desafia governos, juristas, especialistas e a própria sociedade: punir mais cedo significa combater melhor o crime?

    A resposta continua dividindo o Brasil

    E talvez justamente por isso a discussão sobre a maioridade penal permaneça sendo uma das mais explosivas, emocionais e controversas da história recente do país.

    E você, leitor do Conexão Três Pontas? A redução da maioridade penal para 16 anos representa um avanço no combate à violência ou apenas transfere para adolescentes um problema que o Estado ainda não conseguiu resolver? O debate está aberto.

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  • “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    O Brasil amanheceu mergulhado em um dos debates mais explosivos, polêmicos e transformadores das últimas décadas no mundo do trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou o avanço da PEC que prevê o fim da tradicional escala 6×1 — modelo em que milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta agora segue para novas etapas de votação e, posteriormente, para análise do Senado.

    A discussão ultrapassou os corredores de Brasília e tomou conta das redes sociais, empresas, sindicatos, indústrias, supermercados, shoppings, restaurantes e pequenos comércios em todo o país. De um lado, trabalhadores comemoram o que classificam como uma conquista histórica. Do outro, empresários alertam para riscos econômicos, aumento de custos, desemprego e fechamento de vagas.

    O tema se tornou um verdadeiro campo de batalha ideológico, econômico e social.

    Pelo texto aprovado, a redução da jornada acontecerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores já passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após um período de transição de 12 meses, a jornada máxima cairia definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.

    A votação na Câmara teve ampla aprovação. Em primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários, demonstrando forte pressão popular sobre os parlamentares.

    Mas afinal: o fim da escala 6×1 representa evolução social ou ameaça econômica?

    Essa é a pergunta que hoje divide o Brasil.

    A FAVOR

    Os defensores da proposta afirmam que o atual modelo de trabalho é desumano, ultrapassado e incompatível com a realidade contemporânea. Parlamentares favoráveis classificaram a escala 6×1 como “extenuante”, “escravocrata” e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.

    O argumento principal é que o trabalhador brasileiro perdeu qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem praticamente sem tempo para os filhos, lazer, descanso, estudos ou cuidados com a própria saúde. Em setores como supermercados, comércio, telemarketing, serviços gerais, logística e alimentação, muitos profissionais relatam rotinas de exaustão extrema.

    Dados apresentados durante os debates indicam que mais de 38 milhões de trabalhadores formais atuam acima das atuais 44 horas semanais.

    Especialistas favoráveis à mudança argumentam que jornadas menores podem aumentar produtividade, reduzir afastamentos médicos, combater burnout, ansiedade e depressão, além de melhorar o ambiente corporativo. Países europeus que experimentaram modelos mais flexíveis observaram ganhos em saúde ocupacional e eficiência em determinados setores.

    O próprio governo federal sustenta que a medida poderá gerar uma nova lógica econômica, baseada em produtividade e não apenas em tempo excessivo de permanência no trabalho.

    Nas redes sociais, trabalhadores passaram a compartilhar relatos emocionantes. Muitos afirmam que “sobrevivem” e não vivem. Outros relatam que trabalham seis dias seguidos para descansar apenas um, geralmente usado para lavar roupas, limpar a casa e resolver pendências, sem qualquer tempo real de recuperação física ou mental.

    Mas enquanto uma parte do país comemora, outra acende o sinal vermelho.

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    CONTRA

    Entidades empresariais, representantes do comércio, da indústria e do turismo demonstraram enorme preocupação com os impactos financeiros da proposta. Setores que operam praticamente 24 horas por dia afirmam que a redução da jornada poderá elevar drasticamente os custos operacionais.

    O principal temor do empresariado é simples: para manter o funcionamento das empresas com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras. Isso, segundo críticos da PEC, pode pressionar pequenas e médias empresas, justamente as que mais geram empregos no país.

    Um estudo citado durante o debate aponta que, sem ganho equivalente de produtividade, a mudança poderia gerar impacto de aproximadamente R$ 77 bilhões no Produto Interno Bruto brasileiro.

    Empresários também alertam para possível aumento da informalidade. O argumento é que algumas empresas poderiam deixar de contratar formalmente para reduzir custos trabalhistas, ampliando relações informais de trabalho.

    Outro ponto levantado pelos críticos é que o Brasil ainda enfrenta juros elevados, crédito caro e baixa competitividade industrial. Para parte do mercado, reduzir a jornada sem uma ampla reforma tributária e econômica poderia agravar o chamado “Custo Brasil”.

    Parlamentares contrários ao texto chegaram a afirmar que a proposta cria uma “proibição formal de trabalhar seis dias”, sem garantir que o trabalhador terá efetivamente maior renda ou estabilidade.

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    EM TRÊS PONTAS

    Em cidades do interior, como Três Pontas e diversas regiões do Sul de Minas, o tema também provoca discussões intensas.

    A economia regional é fortemente sustentada pelo comércio, pela cafeicultura, supermercados, bares, restaurantes, transportes e serviços. Muitos empresários locais observam o debate com cautela, especialmente diante das dificuldades enfrentadas após anos de inflação alta, custos operacionais elevados e aumento das despesas trabalhistas.

    Por outro lado, trabalhadores da região enxergam na proposta a possibilidade de mais convivência familiar, descanso e dignidade.

    A verdade é que o debate sobre a escala 6×1 escancarou uma ferida antiga do Brasil moderno: o equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.

    A aprovação da PEC não encerra a discussão. Pelo contrário. Ela apenas abriu oficialmente uma das maiores disputas sociais, econômicas e políticas do país nos últimos anos.

    O Brasil agora tenta responder uma pergunta que ecoa em escritórios, fábricas, lavouras, supermercados e corredores do Congresso Nacional:

    Até onde vale sacrificar a vida pessoal em nome da sobrevivência profissional?

    E talvez a resposta mais dura seja justamente esta:

    Nenhuma economia se sustenta eternamente quando o trabalhador perde o direito de viver além do trabalho.

    Será mesmo?

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