Tag: Polêmica

  • MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    MAIORIDADE PENAL AOS 16 ANOS AVANÇA NA CÂMARA E REACENDE UM DOS DEBATES MAIS POLÊMICOS DO BRASIL: JUSTIÇA OU ILUSÃO?

    Poucos temas provocam tanta divisão entre os brasileiros quanto a redução da maioridade penal. Para uns, trata-se de uma medida urgente para combater a criminalidade e acabar com a sensação de impunidade. Para outros, a proposta representa uma solução simplista para um problema complexo, capaz de empurrar adolescentes para um sistema prisional já considerado falido. Nesta quarta-feira (10), o assunto voltou ao centro do debate nacional após a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovar a admissibilidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. A proposta recebeu 44 votos favoráveis e 18 contrários e agora segue para novas etapas de tramitação no Congresso Nacional.

    A discussão não é nova. Há décadas, o Brasil se divide entre aqueles que defendem punições mais severas para adolescentes envolvidos em crimes graves e aqueles que acreditam que o caminho está no fortalecimento da educação, da assistência social e das medidas socioeducativas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
    O texto aprovado na comissão prevê que adolescentes de 16 e 17 anos possam responder criminalmente como adultos em casos considerados de extrema gravidade, como crimes hediondos, homicídio doloso e lesão corporal seguida de morte. Atualmente, menores de 18 anos são submetidos exclusivamente às medidas socioeducativas previstas pela legislação brasileira.

    O avanço da proposta ocorre em um momento em que a violência continua sendo uma das maiores preocupações da população. Pesquisas realizadas nos últimos anos por diferentes institutos têm mostrado que uma parcela significativa dos brasileiros é favorável à redução da maioridade penal, especialmente diante de casos de crimes violentos praticados por adolescentes. O sentimento predominante entre os defensores da medida é de que jovens envolvidos em assassinatos, estupros e latrocínios já possuem consciência suficiente para responder por seus atos.

    Do outro lado, especialistas em segurança pública, direitos humanos e infância alertam que a redução da idade penal não ataca as causas estruturais da violência. Argumentam que adolescentes representam uma parcela relativamente pequena dos autores de crimes violentos no país e que o encarceramento precoce pode aumentar a reincidência criminal ao expor jovens às organizações criminosas que atuam dentro dos presídios.

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    O debate se torna ainda mais intenso porque mexe com uma questão sensível: o limite entre proteção e responsabilização. Afinal, aos 16 anos o jovem brasileiro pode votar, trabalhar formalmente e tomar decisões importantes sobre seu futuro. Mas estaria preparado para responder integralmente perante a Justiça Criminal como um adulto?

    Enquanto parlamentares favoráveis afirmam que a mudança atende ao desejo da maioria da população e fortalece o combate à impunidade, os opositores classificam a proposta como uma resposta emocional ao problema da violência, sem garantias concretas de redução da criminalidade.

    A aprovação na CCJ representa apenas o primeiro passo. Antes de virar realidade, a PEC ainda precisará passar por uma comissão especial e ser aprovada em dois turnos pelo plenário da Câmara dos Deputados, com apoio mínimo de três quintos dos parlamentares. Em seguida, o texto seguirá para análise do Senado Federal.

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    O fato é que a votação recolocou na mesa uma pergunta que há anos desafia governos, juristas, especialistas e a própria sociedade: punir mais cedo significa combater melhor o crime?

    A resposta continua dividindo o Brasil

    E talvez justamente por isso a discussão sobre a maioridade penal permaneça sendo uma das mais explosivas, emocionais e controversas da história recente do país.

    E você, leitor do Conexão Três Pontas? A redução da maioridade penal para 16 anos representa um avanço no combate à violência ou apenas transfere para adolescentes um problema que o Estado ainda não conseguiu resolver? O debate está aberto.

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  • “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    “TRABALHAR PARA VIVER OU VIVER PARA TRABALHAR?”: APROVAÇÃO DO FIM DA ESCALA 6×1 INCENDEIA O BRASIL E DIVIDE PAÍS ENTRE ESPERANÇA E MEDO

    O Brasil amanheceu mergulhado em um dos debates mais explosivos, polêmicos e transformadores das últimas décadas no mundo do trabalho. A Câmara dos Deputados aprovou o avanço da PEC que prevê o fim da tradicional escala 6×1 — modelo em que milhões de brasileiros trabalham seis dias para descansar apenas um — e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas. A proposta agora segue para novas etapas de votação e, posteriormente, para análise do Senado.

    A discussão ultrapassou os corredores de Brasília e tomou conta das redes sociais, empresas, sindicatos, indústrias, supermercados, shoppings, restaurantes e pequenos comércios em todo o país. De um lado, trabalhadores comemoram o que classificam como uma conquista histórica. Do outro, empresários alertam para riscos econômicos, aumento de custos, desemprego e fechamento de vagas.

    O tema se tornou um verdadeiro campo de batalha ideológico, econômico e social.

    Pelo texto aprovado, a redução da jornada acontecerá de forma gradual. Sessenta dias após a promulgação da futura emenda constitucional, os trabalhadores já passariam a ter direito a dois dias de descanso remunerado por semana, sendo um deles preferencialmente aos domingos. Após um período de transição de 12 meses, a jornada máxima cairia definitivamente para 40 horas semanais, sem redução salarial.

    A votação na Câmara teve ampla aprovação. Em primeiro turno, a proposta recebeu 472 votos favoráveis e apenas 22 contrários, demonstrando forte pressão popular sobre os parlamentares.

    Mas afinal: o fim da escala 6×1 representa evolução social ou ameaça econômica?

    Essa é a pergunta que hoje divide o Brasil.

    A FAVOR

    Os defensores da proposta afirmam que o atual modelo de trabalho é desumano, ultrapassado e incompatível com a realidade contemporânea. Parlamentares favoráveis classificaram a escala 6×1 como “extenuante”, “escravocrata” e prejudicial à saúde física e mental dos trabalhadores.

    O argumento principal é que o trabalhador brasileiro perdeu qualidade de vida. Milhões de pessoas vivem praticamente sem tempo para os filhos, lazer, descanso, estudos ou cuidados com a própria saúde. Em setores como supermercados, comércio, telemarketing, serviços gerais, logística e alimentação, muitos profissionais relatam rotinas de exaustão extrema.

    Dados apresentados durante os debates indicam que mais de 38 milhões de trabalhadores formais atuam acima das atuais 44 horas semanais.

    Especialistas favoráveis à mudança argumentam que jornadas menores podem aumentar produtividade, reduzir afastamentos médicos, combater burnout, ansiedade e depressão, além de melhorar o ambiente corporativo. Países europeus que experimentaram modelos mais flexíveis observaram ganhos em saúde ocupacional e eficiência em determinados setores.

    O próprio governo federal sustenta que a medida poderá gerar uma nova lógica econômica, baseada em produtividade e não apenas em tempo excessivo de permanência no trabalho.

    Nas redes sociais, trabalhadores passaram a compartilhar relatos emocionantes. Muitos afirmam que “sobrevivem” e não vivem. Outros relatam que trabalham seis dias seguidos para descansar apenas um, geralmente usado para lavar roupas, limpar a casa e resolver pendências, sem qualquer tempo real de recuperação física ou mental.

    Mas enquanto uma parte do país comemora, outra acende o sinal vermelho.

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    CONTRA

    Entidades empresariais, representantes do comércio, da indústria e do turismo demonstraram enorme preocupação com os impactos financeiros da proposta. Setores que operam praticamente 24 horas por dia afirmam que a redução da jornada poderá elevar drasticamente os custos operacionais.

    O principal temor do empresariado é simples: para manter o funcionamento das empresas com menos horas trabalhadas, seria necessário contratar mais funcionários ou pagar mais horas extras. Isso, segundo críticos da PEC, pode pressionar pequenas e médias empresas, justamente as que mais geram empregos no país.

    Um estudo citado durante o debate aponta que, sem ganho equivalente de produtividade, a mudança poderia gerar impacto de aproximadamente R$ 77 bilhões no Produto Interno Bruto brasileiro.

    Empresários também alertam para possível aumento da informalidade. O argumento é que algumas empresas poderiam deixar de contratar formalmente para reduzir custos trabalhistas, ampliando relações informais de trabalho.

    Outro ponto levantado pelos críticos é que o Brasil ainda enfrenta juros elevados, crédito caro e baixa competitividade industrial. Para parte do mercado, reduzir a jornada sem uma ampla reforma tributária e econômica poderia agravar o chamado “Custo Brasil”.

    Parlamentares contrários ao texto chegaram a afirmar que a proposta cria uma “proibição formal de trabalhar seis dias”, sem garantir que o trabalhador terá efetivamente maior renda ou estabilidade.

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    EM TRÊS PONTAS

    Em cidades do interior, como Três Pontas e diversas regiões do Sul de Minas, o tema também provoca discussões intensas.

    A economia regional é fortemente sustentada pelo comércio, pela cafeicultura, supermercados, bares, restaurantes, transportes e serviços. Muitos empresários locais observam o debate com cautela, especialmente diante das dificuldades enfrentadas após anos de inflação alta, custos operacionais elevados e aumento das despesas trabalhistas.

    Por outro lado, trabalhadores da região enxergam na proposta a possibilidade de mais convivência familiar, descanso e dignidade.

    A verdade é que o debate sobre a escala 6×1 escancarou uma ferida antiga do Brasil moderno: o equilíbrio entre produtividade econômica e qualidade de vida.

    A aprovação da PEC não encerra a discussão. Pelo contrário. Ela apenas abriu oficialmente uma das maiores disputas sociais, econômicas e políticas do país nos últimos anos.

    O Brasil agora tenta responder uma pergunta que ecoa em escritórios, fábricas, lavouras, supermercados e corredores do Congresso Nacional:

    Até onde vale sacrificar a vida pessoal em nome da sobrevivência profissional?

    E talvez a resposta mais dura seja justamente esta:

    Nenhuma economia se sustenta eternamente quando o trabalhador perde o direito de viver além do trabalho.

    Será mesmo?

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  • “DINHEIRO JOGADO FORA” X “PROJETO ESSENCIAL”: ‘BOTA FORA’ PROVOCA CONFRONTO DIRETO E ELEVA TOM NA CÂMARA DE TRÊS PONTAS

    “DINHEIRO JOGADO FORA” X “PROJETO ESSENCIAL”: ‘BOTA FORA’ PROVOCA CONFRONTO DIRETO E ELEVA TOM NA CÂMARA DE TRÊS PONTAS

    A sessão ordinária da Câmara de Três Pontas deixou de ser apenas mais um encontro legislativo e se transformou em um palco de confronto político direto, com críticas duras, respostas inflamadas e um debate que escancarou divergências profundas sobre o uso do dinheiro público.

    O estopim foi o projeto “Bota Fora”.

    Imagem criada por IA

    Durante o Pequeno Expediente, o vereador Antônio Carlos de Lima, conhecido como Tonho do Lazo, subiu à tribuna e fez uma crítica contundente à iniciativa, sem suavizar o discurso e nem tentar amenizar o impacto das palavras.

    Em sua fala, ele afirmou:

    “Primeiramente queria fazer aqui uma crítica construtiva e vou explicar o porquê. Primeiramente a questão do Bota Fora. É dinheiro jogado fora! Eu pedi para que o secretário ou alguém da confiança dele fosse no bairro Antônio de Brito. Lá já foi feito o Bota Fora. Está cheio de móveis velhos de novo, jogados fora. É preciso usar um pouco de inteligência e essa Casa deveria investir ou pedir para a Prefeitura investir em tentar educar as pessoas. Tem que conscientizar as pessoas. Aí sim eu concordo da Prefeitura gastar dinheiro.

    Vai num bairro na sexta-feira e recolhe tudo. Chega na segunda-feira está aquela anarquia de novo. Dinheiro público tem que ser mais bem aproveitado e respeitado. Isso é dinheiro que o povo paga imposto. Não pode ficar fazendo graça com esse negócio de Bota Fora, filmando e postando…

    O resultado a gente tá vendo. Faz 15 dias que recolheu tudo no Antônio de Brito e já está uma anarquia novamente.

    Vamos conscientizar primeiro a população e criar algum projeto de multa, para depois pensar em Bota Fora”

    A fala caiu como uma bomba no plenário.

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    O tom direto, a acusação de desperdício e a crítica à forma como o projeto vem sendo executado geraram reação imediata. O ambiente, que até então seguia dentro da normalidade, rapidamente mudou.

    Outros vereadores se manifestaram, como Daniel Rodrigues e Matheus Dias, ambos favoráveis ao Projeto. Mas foi o vereador Maciel Ramos quem levou o debate para um nível mais elevado de confronto, respondendo de forma firme e sem esconder a irritação.

    Em sua fala, ele rebateu:

    “Isso eu não admito!

    Eu queria falar do projeto Bota Fora. Quem não acompanha, eu acho que nem deve falar! Opinião cada um tem a sua. Agora, você falar que um projeto que recolhe cem caminhões de entulho, você Antônio falar que um projeto desse não é viável, que não é bom, tá errado! Se a população já passa esse sufoco com a dengue e outros problemas, sem esse projeto de limpeza, que já recolheu mais de cem caminhões de lixo, de objetos velhos, a coisa estaria bem pior. Se o projeto passou hoje e limpou tudo e amanhã as pessoas jogam novamente, não é problema nosso! Agora você imagina se não fosse nós para tirar esses caminhões e aí quando chove, tudo vira um caos.

    Eu queria que um dia você participasse com a gente. Aí sim você poderia falar. Caso contrário, eu não admito! Falar de um projeto que todo mundo reconhece sua importância. Então a tua opinião eu tenho que respeitar, mas não concordo!”

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    A resposta, além de defender o projeto com base no volume de material recolhido, trouxe um elemento que ampliou ainda mais o embate: a crítica direta à legitimidade da fala do colega, sugerindo falta de acompanhamento da ação. Falta de conhecimento e boa vontade em participar.

    O episódio revelou mais do que um simples desacordo.

    Escancarou duas visões opostas sobre política pública:

    _ De um lado, a cobrança por eficiência, resultado duradouro e responsabilidade no gasto;
    _ Do outro, a defesa de ações imediatas como forma de conter problemas urgentes, especialmente ligados à saúde pública.

    No centro da discussão está o “Bota Fora”, um mutirão de limpeza que permite aos moradores descartarem materiais como móveis velhos, colchões, pneus e objetos inutilizados, recolhidos posteriormente por caminhões da Prefeitura.

    O que deveria ser consenso virou divisão.

    E o que começou como uma crítica virou confronto aberto.

    No fim, o debate levanta uma questão que vai além da Câmara:

    _ O projeto resolve o problema — ou apenas administra as consequências?

    A resposta não está apenas na tribuna.

    Está nas ruas.

    E, principalmente, nas mãos de quem realmente sente o impacto dessas decisões.

    Porque, no final das contas, não são os vereadores que dão a palavra final.

    São os moradores.

    São os contribuintes.

    São os verdadeiros juízes da política.

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  • TRÊS PONTAS DIVIDIDA DIANTE DO CAOS: ATÉ QUANDO?

    TRÊS PONTAS DIVIDIDA DIANTE DO CAOS: ATÉ QUANDO?

    Moradores em situação de rua expõem crise social, urbana e moral no coração da cidade; Conexão traz Reportagem Especial

    UM PROBLEMA QUE SAIU DAS MARGENS E FOI PARA O CENTRO

    O que antes era periférico agora está no centro — literalmente. A presença crescente de pessoas em situação de rua na região central de Três Pontas, especialmente na Praça da Matriz, deixou de ser apenas uma questão social e passou a ser um dos temas mais polarizadores da cidade. Diante de todo cenário caótico, um novo problema recente, piora ainda mais a situação: dezenas de ratos têm sido vistos nas imediações da praça Cônego Victor. Será que o motivo é o acúmulo de lixo, sujeira e mal cheiro provocado pelos moradores em situação de rua?

    Uma enquete realizada nas redes sociais do Conexão Três Pontas, contou com respostas de mais de 500 pessoas nos últimos dias e revelou um cenário claro:

    A cidade está dividida, tensa, de mãos atadas e sem consenso!

    ANÁLISE DOS COMENTÁRIOS — O RETRATO DA POPULAÇÃO

    A partir da análise qualitativa e categorização das respostas (mais de 500 interações), foi possível identificar padrões de posicionamento.

    📈 DISTRIBUIÇÃO DAS OPINIÕES

    • 🔴 Contra a permanência no centro (expulsão ou retirada): 58%
    • 🟡 Defendem acolhimento e tratamento (sem expulsão): 27%
    • Neutros ou indecisos (reconhecem o problema sem solução clara): 15%

    PRINCIPAIS ARGUMENTOS IDENTIFICADOS

    🔴 1. SEGURANÇA, HIGIENE E ORDEM PÚBLICA (MAIORIA)

    A maior parte dos comentários aponta:

    • Sensação de insegurança
    • Relatos de ameaças
    • Uso de drogas e álcool em público
    • Fezes e urina em espaços públicos
    • Ocupação da praça e perda do espaço coletivo

    📢 Frases recorrentes:

    • “Não dá mais para frequentar a praça”
    • “Está insuportável”
    • “Perdemos o direito de ir e vir”

    🟡 2. VISÃO HUMANITÁRIA (MINORIA EXPRESSIVA)

    Outro grupo relevante reforça:

    • São seres humanos em vulnerabilidade
    • O vício é uma doença
    • Expulsar não resolve e é ilegal
    • Falta política pública estruturada

    📢 Destaques:

    • “Não é tirar, é tratar”
    • “É um problema de saúde, não só de segurança”
    • “Debaixo desses trapos existem vidas”

    ⚪ 3. RESPONSABILIZAÇÃO DO PODER PÚBLICO

    Quase unânime entre os grupos:

    • Falta de ação efetiva da prefeitura
    • Ausência de políticas contínuas
    • Dependência de entidades sociais
    • Falta de integração entre órgãos

    UM PONTO CRÍTICO: A ESMOLA COMO COMBUSTÍVEL DO PROBLEMA

    Um dos aspectos mais citados — e também mais polêmicos — foi a relação entre esmola e permanência nas ruas.

    Diversos comentários indicam que:

    • A ajuda direta em dinheiro mantém o ciclo
    • Facilita o acesso a drogas e álcool
    • Reduz a motivação para buscar tratamento

    📊 Tendência observada:
    ➡️ Crescente percepção popular de que a caridade desorganizada agrava o problema

    DIAGNÓSTICO SOCIAL — O QUE ESTÁ POR TRÁS

    A análise das falas revela um fenômeno complexo, com múltiplas causas:

    FATORES IDENTIFICADOS

    • Dependência química (altamente recorrente nos relatos)
    • Rompimento familiar
    • Transtornos mentais
    • Migração entre cidades
    • Falta de políticas públicas eficazes
    • Assistência fragmentada

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    RISCO FUTURO: ALERTA DA POPULAÇÃO

    Um padrão forte emergiu nos comentários:

    ⚠️ Medo de agravamento rápido da situação

    Termos recorrentes:

    • “Cracolândia”
    • “Vai piorar”
    • “Está só começando”

    O GRANDE DILEMA DE TRÊS PONTAS

    A cidade enfrenta um conflito clássico:

    DIREITO CONFLITO
    Direito de ir e vir x
    Liberdade individual x
    Compaixão x

    CAMINHOS POSSÍVEIS — O QUE PODE SER FEITO

    A análise dos próprios comentários, somada a práticas já adotadas em outras cidades, aponta soluções concretas:

    1. ABORDAGEM INTEGRADA (NÃO ISOLADA)

    • Assistência social + saúde + segurança pública
    • Ação contínua, não pontual

    2. TRATAMENTO PARA DEPENDÊNCIA QUÍMICA

    • Ampliação de vagas
    • Internação (quando necessária e legal)
    • Acompanhamento pós-tratamento

    3. ACOLHIMENTO ESTRUTURADO

    • Abrigos com regras claras
    • Condições dignas
    • Equipes capacitadas

    4. REINSERÇÃO NO TRABALHO

    • Programas municipais
    • Parcerias com produtores rurais e comércio
    • Incentivos à contratação

    5. CONSCIENTIZAÇÃO DA POPULAÇÃO

    • Campanhas públicas:
      ➤ “Não dê esmola, encaminhe para ajuda”
    • Redirecionamento da solidariedade

    6. IDENTIFICAÇÃO E TRIAGEM

    • Saber quem são, de onde vêm
    • Reaproximação familiar (quando possível)
    • Encaminhamento adequado

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    CONCLUSÃO — UMA CIDADE DIANTE DO ESPELHO

    Três Pontas não está apenas discutindo moradores de rua.

    Está discutindo:

    • seus limites
    • sua responsabilidade
    • sua identidade como sociedade
    • o que fazer diante de um grave problema e leis que impedem ações concretas?

    A praça continua lá.
    As pessoas também.

    Mas agora há algo diferente no ar:
    o incômodo virou debate.

    E o debate virou pressão.

    Três Pontas chegou a um ponto onde não dá mais para ignorar.

    Porque quando o problema ocupa o centro da cidade…

    ele deixa de ser invisível —
    e passa a exigir uma resposta.

    Não só do poder público.

    Mas de todos nós.

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  • NOVA FASE DO “TREM FANTASMA” EXPÕE MANOBRAS, PRESSIONA JUSTIÇA E PODE LEVAR A NOVAS PRISÕES

    NOVA FASE DO “TREM FANTASMA” EXPÕE MANOBRAS, PRESSIONA JUSTIÇA E PODE LEVAR A NOVAS PRISÕES

    🚨 Prisões recentes reacendem um dos casos mais polêmicos do Sul de Minas e levantam questionamentos sobre tentativas de manipulação do sistema judicial; Conexão faz um Raio-X do caso.

    A chamada Operação “Trem Fantasma”, um dos maiores escândalos envolvendo suspeitas de corrupção em Três Pontas, entra em uma nova e delicada fase — e o cenário agora é ainda mais tenso.

    Nesta segunda-feira (23), o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), com apoio da Polícia Civil, cumpriu dois mandados de prisão preventiva contra investigados que, segundo a acusação, teriam adotado uma estratégia calculada para sabotar o andamento do processo e escapar da Justiça. O primeiro, de 69 anos de idade, era o Secretário Municipal de Transportes e Obras da Prefeitura. O outro, de 61, era funcionário da mesma pasta.

    A decisão não apenas reforça a gravidade do caso, como abre caminho para um novo capítulo: mais investigações, novos nomes e possíveis novas prisões.

    Prisões não foram acaso — Justiça aponta tentativa de “jogo de atraso”

    De acordo com o MPMG, os dois réus presos teriam deixado, de forma intencional, de apresentar suas alegações finais por quase um ano — uma etapa essencial para que o processo avance para sentença.

    Mesmo após diversas intimações, tanto pessoais quanto por meio de advogados, os investigados permaneceram inertes.

    Para o Ministério Público, não se tratou de descuido — mas sim de uma estratégia.

    A suspeita é de que os acusados tentavam provocar a chamada prescrição, mecanismo jurídico que extingue a possibilidade de punição quando o Estado perde o prazo para julgar o caso.

    Diante disso, a Justiça entendeu que havia risco concreto de comprometimento do processo e determinou a prisão preventiva como forma de garantir que a lei seja aplicada.

    👉 A pergunta que fica: até que ponto réus podem usar brechas legais para escapar de condenações?

    ARQUIVO: Em 2018, Praça Tristão Nogueira lotada para acompanhar as prisões dos investigados.

    Bastidores revelam tensão e estratégia silenciosa

    Em entrevista ao Podcafé Podcast, o Delegado da Polícia Civil de Três Pontas, Dr. Guilherme Banterli, trouxe detalhes que ajudam a entender o que aconteceu longe dos holofotes.

    Segundo ele, a prisão não foi repentina — mas resultado de um movimento que vinha sendo acompanhado de forma silenciosa pelas autoridades.

    Os investigados, de acordo com o Delegado, estariam adotando condutas para retardar deliberadamente o processo, apostando no desgaste do tempo como estratégia de defesa.

    A Justiça, no entanto, decidiu agir antes que isso ocorresse.

    Agora, com a prisão decretada, o cenário muda:

    • Os acusados podem tentar liberdade por meio de habeas corpus
    • Ou apresentar novos elementos ao juiz responsável pelo caso para que ele mesmo retire o pedido de prisão e conceda a liberdade provisória

    Mas um ponto é claro: o cerco se fechou!

    Delegado Dr. Guilherme Banterli, durante o Podcafé Podcast, abordando as prisões e os novos passos do processo.

    NOVA DENÚNCIA AMPLIA O CASO: MAIS NOMES NA MIRA

    Se o caso já era grave, ele pode se tornar ainda maior.

    Uma nova denúncia em andamento envolve nove pessoas e outros 24 crimes, ampliando significativamente o alcance da investigação.

    E há um detalhe que chama atenção:

    👉 Nem todos os investigados são os mesmos da fase anterior.

    Isso indica que o esquema pode ter sido mais amplo, mais estruturado e mais duradouro do que se imaginava inicialmente.

    As investigações apontam para novos períodos, novas práticas e possivelmente novos envolvidos.

    A pergunta inevitável é: quantas pessoas ainda podem ser atingidas por essa operação?

    Na denúncia a Prefeitura comprava e pagava (com dinheiro público) por peças automotivas que nunca eram entregues. Um rombo nos cofres públicos, onde, em tese, muitos se fartaram dessa corrupção.

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    RELEMBRE O ESCÂNDALO QUE ABALOU TRÊS PONTAS

    A Operação “Trem Fantasma” teve início em 2018 e revelou um suposto esquema envolvendo servidores públicos e empresários.

    Na época, sete pessoas foram indiciadas por 24 crimes, incluindo:

    • Organização criminosa
    • Peculato (desvio de dinheiro público)
    • Fraudes em licitações
    • Irregularidades na execução de contratos

    O mecanismo era sofisticado:

    💰 peças automotivas eram faturadas — mas nunca entregues

    Na prática, isso significaria o desvio sistemático de recursos públicos.

    Apesar da gravidade, os investigados passaram a responder ao processo em liberdade — até agora.

    ARQUIVO: Em 2018, Praça Tristão Nogueira lotada para acompanhar as prisões dos investigados.

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    O CASO ESTÁ PERTO DO DESFECHO — MAS AINDA CHEIO DE INCERTEZAS

    Segundo as autoridades, o processo já caminha para sentença, o que aumenta a tensão em torno dos próximos passos.

    Mas o surgimento de uma nova fase levanta dúvidas importantes:

    • Haverá novas prisões nos próximos dias?
    • Outros envolvidos ainda não identificados podem surgir?
    • O esquema era maior do que o inicialmente revelado?
    • Houve tentativa sistemática de burlar a Justiça?
    Presos passaram pelo exame de corpo de delito no PAM de Três Pontas, antes de seguirem para o presídio.

    Enquanto essas respostas não chegam, uma coisa é certa:

    👉 O caso “Trem Fantasma” está longe de terminar — e pode revelar desdobramentos ainda mais explosivos.

    UMA HISTÓRIA QUE AINDA NÃO FOI TOTALMENTE CONTADA

    O que começou como uma investigação sobre fraudes pode se transformar em um retrato mais profundo sobre como estruturas públicas podem ser manipuladas — e como o sistema de Justiça reage quando isso vem à tona.

    Agora, com prisões decretadas, nova denúncia em andamento e possibilidade de novos investigados, o caso volta ao centro das atenções.

    E a sociedade acompanha, cada vez mais atenta.

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  • REPORTAGEM ESPECIAL: Carnaval, Rodeio e prioridades públicas: Enquete revela cidade dividida em Três Pontas

    REPORTAGEM ESPECIAL: Carnaval, Rodeio e prioridades públicas: Enquete revela cidade dividida em Três Pontas

    UM TRABALHO APROFUNDADO DA REPORTAGEM DO CONEXÃO TRÊS PONTAS TRAZ NÚMEROS, RESULTADOS, OPINIÕES E REFLEXOS E REACENDE ALGUMAS POLÊMICAS

    Uma simples pergunta publicada na página do Conexão Três Pontas nas redes sociais acabou abrindo um debate profundo sobre prioridades públicas, cultura popular e gestão de recursos municipais. A possibilidade de realização da tradicional Festa do Peão/Rodeio após o Carnaval colocou moradores de Três Pontas em lados opostos.

    A análise das 125 primeiras opiniões coletadas mostra um cenário claro: a cidade está dividida — mas com leve predominância de críticas ao investimento público em eventos festivos.

    Resultado geral da enquete

    Classificando as respostas em quatro grupos (favorável, contrário, favorável com ressalvas e neutro), o panorama ficou assim:

    Posição Número de opiniões Percentual
    Contra o rodeio / contra gasto público 56 44,8%
    A favor do rodeio 41 32,8%
    A favor, mas com condições 16 12,8%
    Neutros ou sem posição clara 12 9,6%

    Representação gráfica (opinião da população)

    Contra investimento no rodeio ████████████████████████████ 44,8%

    A favor do rodeio ██████████████████ 32,8%

    A favor com condições ████████ 12,8%

    Neutros / indefinidos █████ 9,6%

    O dado mais relevante é que mais da metade das manifestações (57,6%) demonstram algum tipo de resistência ao uso de dinheiro público na festa, mesmo quando não rejeitam totalmente o evento.

    A principal crítica: prioridades da cidade

    O argumento mais recorrente nas manifestações contrárias foi a percepção de que Três Pontas enfrenta problemas estruturais mais urgentes.

    Entre os temas mais citados:

    1️⃣ Saúde pública

    Moradores apontam falta de exames, medicamentos e estrutura hospitalar.

    Exemplo citado na enquete:

    “O laboratório municipal não está realizando exames simples por falta de reagentes.”

    Outro comentário sugeriu até um investimento específico:

    “Esse dinheiro poderia ser investido numa máquina de ressonância.”

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    2️⃣ Infraestrutura urbana

    Buracos nas ruas, iluminação pública e limpeza urbana também foram citados repetidamente.

    Principais prioridades citadas pelos moradores

    Saúde pública ███████████████████████
    Infraestrutura urbana ███████████████
    Moradia popular █████████
    Educação ███████

    3️⃣ Habitação

    A crise de aluguel na cidade também apareceu nas discussões.

    “A população precisa de moradia. Só 97 casas populares é muito pouco.”

    O argumento dos favoráveis: economia e lazer

    Mesmo com a maioria crítica, um grupo significativo defende a realização da festa.

    Os argumentos predominantes são três.

    1️⃣ Movimento econômico

    Muitos moradores afirmam que eventos atraem visitantes e geram renda.

    “O rodeio movimenta o comércio, hotéis e gera empregos temporários.”

    Esse raciocínio aparece principalmente entre comerciantes e pessoas ligadas ao setor de serviços.

    2️⃣ Falta de entretenimento na cidade

    Outro argumento recorrente:

    “Três Pontas não tem nada. Se não tiver festa, o povo vai gastar em outra cidade.”

    Esse sentimento aponta para uma percepção de escassez de opções culturais e de lazer no município.

    3️⃣ Tradição cultural

    Alguns moradores veem o rodeio como uma manifestação tradicional ligada à identidade rural da região.

    “Rodeio também é cultura.”

    Esse discurso aparece frequentemente associado ao orgulho do agronegócio e das festas de peão.

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    O grupo intermediário: “pode ter, mas sem dinheiro público”

    Uma parcela importante da população não rejeita o evento, mas impõe condições.

    Esse grupo representa 12,8% das opiniões e pode ser considerado o campo decisivo da discussão.

    As propostas mais citadas foram:

    ✔ Cobrança de ingressos

    Quem quiser participar paga.

    ✔ Parceria com iniciativa privada

    Patrocínios e empresas financiando parte da estrutura.

    ✔ Redução do tamanho do evento

    Menos dias ou atrações mais realistas para o porte da cidade.

    ✔ Transparência nas contas

    Divulgação pública de arrecadação e gastos.

    “Mostra o que arrecadou e com o que gastou que eu dou minha opinião.”

    O fator Carnaval na discussão

    Um elemento curioso é que muitos comentários conectam o rodeio diretamente ao Carnaval realizado na cidade.

    Para parte da população, o raciocínio é simples:

    Se teve Carnaval → deve ter rodeio

    Essa lógica aparece repetidamente nos comentários.

    Por outro lado, críticos dizem que o erro foi justamente ter realizado o Carnaval com recursos públicos.

    Outro tema sensível: maus-tratos a animais

    Um grupo menor, mas bastante vocal, se opôs ao rodeio por razões éticas.

    “O rodeio expõe o animal ao estresse e à dor.”

    Alguns sugeriram alternativas, como eventos equestres ou festivais musicais sem montarias.

    O pano de fundo político

    Além do debate cultural e econômico, há um claro componente político nas manifestações.

    Alguns comentários criticam diretamente a administração municipal e cobram maior fiscalização dos vereadores.

    Outros mencionam:

    • gastos da prefeitura

    • contenção de despesas

    • promessas de campanha

    Isso indica que a discussão sobre o rodeio virou também um termômetro de avaliação do governo local.

    O que a enquete revela sobre Três Pontas

    Mais do que uma simples disputa entre “ter festa ou não ter”, a enquete revela três grandes tensões da cidade:

    1️⃣ Cultura x prioridades sociais

    A população reconhece o valor cultural e econômico dos eventos, mas teme que eles concorram com serviços essenciais.

    2️⃣ Lazer x responsabilidade fiscal

    Existe demanda por entretenimento, mas também cobrança por gestão responsável.

    3️⃣ Tradição x novos valores sociais

    Enquanto alguns defendem o rodeio como patrimônio cultural, outros questionam a prática por questões éticas.

    Conclusão

    A enquete mostra que Três Pontas vive um dilema comum a muitas cidades médias brasileiras:

    Como equilibrar investimentos em cultura, lazer e eventos com demandas urgentes por infraestrutura e serviços públicos?

    Os números deixam claro que:

    Não existe consenso!

    Mas existe algo ainda mais evidente:

    A população quer participar da discussão e cobrar transparência nas decisões.

    E talvez esse seja o resultado mais importante da enquete.

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  • POLÊMICA: Câmara autoriza venda de medicamentos em supermercados e projeto segue para sanção

    POLÊMICA: Câmara autoriza venda de medicamentos em supermercados e projeto segue para sanção

    A Câmara dos Deputados aprovou, na noite desta segunda-feira (2), o projeto de lei que regulamenta a comercialização de medicamentos dentro de supermercados. O texto, que já havia passado pelo Senado, agora aguarda sanção do presidente da República para entrar em vigor.

    A proposta estabelece que supermercados poderão vender medicamentos e instalar farmácias em suas dependências, desde que o espaço seja físico e estruturalmente separado da área comum de vendas, exclusivo para a atividade farmacêutica e com a presença obrigatória de um farmacêutico habilitado durante todo o horário de funcionamento.

    O relator da matéria, deputado Dr. Zacharias Calil (União-GO), argumentou que a iniciativa amplia o acesso da população, sobretudo em municípios de pequeno porte e localidades mais afastadas, onde muitas vezes não há farmácias disponíveis.

    Apesar de poder funcionar sob o mesmo CNPJ do supermercado ou por meio de parceria com uma farmácia devidamente licenciada, o novo modelo deverá cumprir integralmente as exigências técnicas, sanitárias e regulatórias já aplicadas às drogarias tradicionais.

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    O que muda na prática

    O projeto define regras específicas para a comercialização:

    A venda de medicamentos só poderá ocorrer em área exclusiva e devidamente isolada, com farmacêutico presente durante todo o expediente.

    Medicamentos sujeitos à retenção de receita só poderão ser entregues após o pagamento. Alternativamente, poderão ser encaminhados ao caixa em embalagem lacrada, inviolável e identificada.

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    Está proibida a exposição ou oferta de remédios em prateleiras abertas, gôndolas ou espaços sem separação funcional da farmácia instalada no supermercado.

    Farmácias e drogarias autorizadas poderão operar vendas por meios digitais e plataformas de comércio eletrônico, desde que respeitem integralmente a legislação vigente.

    Com a eventual sanção presidencial, a medida passará a integrar o marco regulatório do setor, criando um novo modelo de comercialização que busca ampliar o acesso, mas mantendo as exigências de controle sanitário e responsabilidade técnica.

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  • ET DE VARGINHA: FARSA DESCOBERTA?

    ET DE VARGINHA: FARSA DESCOBERTA?

    O que se dizia ser um extraterrestre era apenas um homem agachado, dizem especialistas; Médico contesta: “Eu vi!”

    Novas revelações bombásticas do caso ET de Varginha, conhecido mundialmente e considerado um dos maiores episódios da ufologia, afirmam que tudo não teria passado de uma invenção. E que o tal ET na verdade era um homem muito magro, franzino, que estava agachado no local da suposta aparição de um ser de outro planeta. Porém, um médico renomado continua afirmando que tudo é verdade! Afinal de contas, quem está mentindo? Quem está falando a verdade? Quais os motivos? Marketing? Colocar varginha na rota do mundo com uma mentira histórica? Quem está lucrando com isso tudo?

    Inquérito Militar indica que ET de Varginha era homem que perambulava agachado

    Três décadas depois de virar um dos maiores mistérios do país, o chamado “ET de Varginha” ganhou uma versão oficial das Forças Armadas. Documentos do Exército indicam que o caso foi resultado de enganos e boatos, e não do contato com um ser extraterrestre, como ficou conhecido nos anos 1990.

    De acordo com o Superior Tribunal Militar (STM), o suposto ET, visto por três jovens em Varginha, no sul de Minas Gerais, era, na verdade, um homem com transtornos mentais que costumava circular pela cidade e era frequentemente visto agachado.

    O STM guarda dois volumes de um Inquérito Policial Militar (IPM), com cerca de 300 páginas cada. O procedimento foi instaurado em março de 1997 pelo comando da Escola de Sargentos do Exército para apurar rumores sobre um possível envolvimento de militares e viaturas do Exército na captura e no transporte da alegada criatura.

    A investigação concluiu que o episódio não passou de uma história fictícia. As três meninas relataram ter visto uma figura estranha, agachada próxima a um muro, em um dia de chuva intensa, com queda de granizo, em um bairro da cidade. Depoimentos colhidos no inquérito, inclusive de um militar do Corpo de Bombeiros de Varginha, apontam que a cena pode ter sido fruto de uma interpretação equivocada.

    Segundo o IPM, as testemunhas possivelmente confundiram o suposto extraterrestre com um homem conhecido na região por perambular pelas ruas e permanecer de cócoras em diferentes locais. Uma fotografia desse homem foi anexada aos autos.

    A apuração militar também ouviu os dois ufólogos autores do livro Incidente em Varginha, responsável por popularizar o caso em todo o país. Todos os militares citados na obra prestaram depoimento e negaram qualquer participação no episódio. O inquérito detalha ainda os itinerários, horários de saída e retorno de viaturas militares mencionadas nas versões divulgadas à época.

    Segundo o STM, os registros mostram que não houve deslocamentos compatíveis com o suposto transporte da criatura. Motoristas e superiores hierárquicos também negaram envolvimento. Após 30 anos, o IPM concluiu que não há indícios de participação de militares nem de operações do Exército no chamado “caso ET de Varginha”.

    O documento está disponível para consulta pública no site do STM, com acesso integral aos autos.

    Homem agachado que teria sido confundido com um ET.

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    Ufólogo que ajudou a projetar caso ET de Varginha diz que história não existiu: ‘Não acredito em mais nada’

    Quase três décadas depois dos relatos de aparecimento de um extraterrestre em Varginha, no Sul de Minas, um dos principais personagens responsáveis por dar projeção nacional ao caso afirma que não acredita mais na história. O ufólogo Ubirajara Rodrigues, que inicialmente sustentou a versão de que as jovens teriam visto um ser de outro planeta, diz que não há qualquer prova de que o episódio tenha ocorrido. “Eu não acredito em mais nada disso”, disse.

    Rodrigues não falava mais sobre o assunto desde 2010, quando começou a sinalizar que não via mais materialidade no caso. Após 16 anos, ele quebrou o silêncio e aparece agora no segundo episódio da série documental “O Mistério de Varginha”, que foi exibido recentemente, na TV Globo.

    No início das investigações, Ubirajara foi a primeira pessoa a dizer às jovens que o que elas relataram poderia ser um extraterrestre. Na época, a declaração ajudou a fortalecer a narrativa ufológica e deu repercussão nacional e internacional ao caso.

    “Cometi o grande erro que os ufólogos cometem. Eu disse a elas que o que elas avistaram, a ufologia, que é um estudo assim, assim, assado, acredita que sejam seres de outros planetas”, disse Ubirajara.

    Ufólogo Ubirajara Rodrigues

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    O Outro lado: Médico afirma que colega filmou cirurgia em ‘ser estranho’ dentro de hospital

    Um médico que atuava em hospitais de Varginha (MG) nos anos 90 afirmou, após 30 anos, ter assistido a imagens de uma cirurgia feita na cidade em um “ser estranho”, com características não humanas, segundo ele. O neurologista Ítalo Venturelli disse, ainda, que viu pessoalmente a criatura no leito hospitalar após o procedimento médico, em janeiro de 1996, ano em que surgiram os relatos que deram início a um dos casos ufológicos mais conhecidos do mundo.

    Venturelli é formado há quase 50 anos, foi diretor de três hospitais da cidade e afirma que manteve esse segredo por décadas por medo de descrédito. O relato dele foi exibido no primeiro episódio da série documental “O Mistério de Varginha”, na TV Globo.

    Segundo Ítalo, o episódio teria envolvido um colega médico, identificado como Marcos Vinícius, que já morreu. Ele conta que foi chamado para ver algo “diferente” dentro do Hospital Regional que, na ocasião, estava com uma movimentação atípica do Exército no seu entorno.

    Pelo relato dado ao documentário, o médico afirma que o colega mostrou imagens gravadas com uma câmera grande, semelhante às usadas nos anos 1990. O vídeo, segundo ele, mostraria um procedimento cirúrgico.

    “Ele me mostrou. Tinha como se fosse uma criança. Ele dando uns pontos ali. Eu falei assim: ‘mas o que é isso aqui?’. Ele falou assim: ‘Tá aqui’ (apontando para um leito). Aí eu afastei um pouco e vi que o alien estava ali”, contou.

    Dr. Ítalo Venturelli

    Essa história ainda vai render muito. Além de novos capítulos, independente de ser verdade ou lenda fabricada, claramente colocou Varginha na vitrine do mundo, fomentou e fomenta a economia, alavancou a cidade turisticamente para um patamar que ela nunca havia alcançado.

    Mas e você? Acredita nessa história? Quem está mentindo? Quem tem razão? Quais os reais interesses disso tudo?

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  • VIAÇÃO AVANTI ENVIA NOTA DANDO SUA VERSÃO PARA O ACIDENTE QUE VITIMOU IDOSO DE 81 ANOS

    VIAÇÃO AVANTI ENVIA NOTA DANDO SUA VERSÃO PARA O ACIDENTE QUE VITIMOU IDOSO DE 81 ANOS

    A reportagem entrou em contato pelo número disponível da empresa Viação Avanti em busca de respostas sobre as alegações empunhadas pelos familiares do idoso, Sr. José Rodolfo, que foi atropelado por um ônibus da referida empresa no dia 21 de agosto, por volta das, 16h30, enquanto atravessava a Rua Luiz Antônio Ribeiro, esquina com a Avenida José Caxambu.

    Até o fechamento da reportagem anterior não havíamos obtido resposta da Avanti. Mas, desde então, buscamos garantir aos citados o pleno direito de resposta e de manifestação. Como reforço do nosso compromisso, deixamos uma mensagem no whatsapp e nos repassaram um contato de um profissional que falaria em nome da Viação Avanti.

    Novamente entramos em contato e, hoje pela manhã, obtivemos a seguinte resposta, através do Sr. João Neto, gestor de Comunicação da Viação Avanti:

    “Lamentamos profundamente o falecimento de José Rodolfo.

    Informamos que durante a internação prestamos assistência e acompanhamos seu quadro de saúde de perto, até a família optar por retirá-lo do hospital e transferi-lo para uma clínica.

    O fato do falecimento será apurado para verificar se há relação com o acidente.

    Lamentamos mais uma vez o seu falecimento e nos solidarizamos com família e amigos.”

    Foto Equipe Positiva

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    RELEMBRE O CASO

    Um idoso de 81 anos foi atropelado por um ônibus da empresa Avanti, que faz as linhas circulares na cidade de Três Pontas, enquanto atravessava a Rua Luiz Antônio Ribeiro, esquina com a Avenida José Caxambu.

    Na época o motorista do coletivo, de 31 anos de idade, teria relatado, conforme outro portal de notícias da cidade, e o idoso teria entrado na frente do ônibus de forma repentina, sem ter dado ao motorista chance de desvio ou parada antes da colisão.

    A vítima sofreu ferimentos na cabeça, mas foi encaminhada consciente ao Pronto Atendimento Municipal pela equipe do SAMU, Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, conforme a reportagem da época.

    A perícia técnica esteve no local no dia dos fatos e após verificar a documentação liberou tanto o condutor quanto o veículo.

    RELEMBRE O QUE DISSE A FAMÍLIA

    Nossa reportagem foi procurada por Tamiris Vieira, no dia 11 de setembro. Ela é sobrinha do idoso atropelado.

    “Estou em contato com o Conexão por conta de uma situação que a gente não acha justa. Meu tio foi atropelado no dia 21 de agosto e o que saiu na imprensa não condiz com a verdade dos fatos. Estão tentando distorcer e abafar o caso. Foi falado que ele estava bem, que não corria risco de morte e que, aparentemente estava tudo resolvido. Mas não é verdade! Ele não estava nada bem e a empresa de ônibus não ofereceu nenhuma ajuda, nem nada!”, revelou.

    Ainda conforme a sobrinha do idoso, outros fatos vieram à tona de forma inverídica:

    “Falaram que ele havia pulado na frente do ônibus ou que estava atrás de um poste e que teria saído de uma vez, sem dar tempo de reação ao motorista. Mas nós vimos as filmagens e não foi nada disso que aconteceu. Ele já estava no meio da rua, quando a circular veio e bateu nele. Por isso que procurei o Conexão para que a gente pudesse dar a nossa versão dos fatos, porque, reafirmo, a empresa não esteve prestando nenhuma ajuda. E onde a matéria foi veiculada inicialmente, nós procuramos pra que eles nos dessem o direito de resposta e eles nem responderam nosso contato”, emendou Tamiris.

    Ainda conforme ela, seu tio, apesar da idade, era um idoso bem ativo, andava bastante e sem dificuldade de locomoção. E após o atropelamento ele ficou numa cama, usando fralda, usando sonda.

    “Está muito difícil pra gente, porque estamos tendo com arcar com os medicamentos, as fraldas e também um cuidador. E a empresa não ajudou em nada”, destacou.

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    Também entrou em contato conosco Patrícia Vieira, irmã de Tamiris, também sobrinha do idoso. Ela também expôs sua indignação com o ocorrido:

    “Nós estamos nos sentindo injustiçados. O Tio Zé (idoso atropelado) é muito querido e amado por nós. E houve um descaso muito grande. O motorista falou inverdades. Nosso tio é uma pessoa muito humilde. Tadinho, ele foi arrastado e estão querendo mudar os fatos. Outro fato lamentável é que falaram que foi o SAMU quem socorreu. Mas não foi, pois eles estavam em outra ocorrência. O acidente foi por volta das 16h30 e a ambulância do Pronto Socorro só chegou no local depois de 40 minutos. Por sorte um profissional do Corpo de Bombeiros estava passando pelo local e prestou os primeiros socorros. E ele ainda ficou esperando quase uma hora para ser atendido na unidade de saúde. Ele estava vomitando sangue, escorrendo sangue pelo nariz e só foram atender ele depois que a minha mãe cobrou ação no Pronto Socorro, explicou Patrícia.

    Ainda conforme Patrícia, sobrinha do idoso atropelado, ele teria ficado dois dias em observação no Pronto Socorro.

    “O quadro clínico dele infelizmente foi só agravando. Aí então nós decidimos levar ele para internar no Hospital em Boa Esperança”, concluiu ela.

    Todas essas informações nos foram passadas ainda no dia 11 de setembro.

    Infelizmente, ontem, 26 de dezembro, o idoso acabou não resistindo e faleceu, após, segundo a família, ele ter ficado quase 5 meses internado em Boa Esperança.

     

     

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  • CNH sem autoescola: empresas já fecharam por falta de alunos, diz entidade

    CNH sem autoescola: empresas já fecharam por falta de alunos, diz entidade

    Em meio ao avanço da proposta do governo federal que acaba com a obrigatoriedade das aulas de autoescola no processo de emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), o setor já registra o fechamento de empresas por falta de alunos.

    “Já tem empresas fechadas. Existem empresas que que não conseguiram arcar com os compromissos financeiros.  Ninguém conseguiu, na verdade. Estamos escolhendo qual débito vamos pagar”, afirma Ygor Valença, presidente da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto).

    Desde agosto, quando o ministério dos Transportes anunciou a discussão das mudanças, as autoescolas alegam que registram menos matrículas, com alguns alunos pedindo dinheiro de volta para aguardar as alterações.

    “É pagar os funcionários e não pagar o imposto. Atrasar o posto de gasolina e não pagar o aluguel. Estamos apostando que tudo seja decidido semana que vem, porque daqui a pouco tem o 13º“, diz.

    No último dia 2 de novembro, a consulta pública sobre o projeto foi encerrada pelo Ministério dos Transportes.

    Uma reunião do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) validará a proposta ainda neste mês.

    Segundo técnico da pasta, possíveis mudanças na proposta original estão sendo discutidas.

    A ideia do governo é que as provas escrita e a prática para tirar a habilitação sigam obrigatórias, mas as 20 aulas em autoescolas deixem de ser obrigatórias.

    Inicialmente, a ideia era acabar com a obrigatoriedade de todas as aulas, mas o ministério discute um número mínimo de aulas práticas, que poderá ser realizada nas autoescolas ou com instrutores autônomos.

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    Manifestação contra proposta

    O setor realizará nos dias 24, 25 e 26 de novembro uma manifestação em Brasília que reunirá donos de autoescolas e instrutores contra o que chamam de “uberização das autoescolas”.

    A expectativa do movimento é pressionar os parlamentares para se montar uma comissão especial para que seja criado um plano nacional de formação de condutores por lei, não por resolução, como pretende o ministério com a desregulamentação.

    ”Teremos vários empresários e sindicatos dos 27 estados presentes na volta presencial do Congresso após a COP30. Vamos fazer um movimento para cobrar os deputados, as lideranças e o Hugo Motta, presidente da Câmara”, afirma.

    Ygor voltou a defender um meio termo, para que o projeto do governo não seja a extinção total das aulas. Dentro do ministério se cogita a exigência de pelo menos duas aulas obrigatórias.

    “A proposta que nós fizemos foi foram cinco aulas [obrigatórias]. Entre zerar e ter pelos menos duas aulas, preferimos testar com menos aulas”, diz.

    O setor já prometeu judicializar as mudanças assim que elas forem publicadas pela gestão petista.

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    CNH sem autoescola deve sair ainda este mês

    Em entrevista exclusiva à EXAME durante a COP30, o ministro dos Transporte, Renan Filho, afirmou que a medida deve sair do papel ainda neste mês.

    O ministro defende que o novo modelo estimulará a inovação na forma de ensinar e de aprender a dirigir. As mudanças também incluem a possibilidade de fazer aulas com instrutores autônomos credenciados pelos Detrans.

    “[As mudanças] vão estimular concorrência. E a concorrência faz sobretudo duas coisas: reduz o preço e melhora a qualidade do serviço. Isso vai beneficiar o trânsito brasileiro e as pessoas, que vão conseguir tirar uma carteira mais barata”, disse.

    Fonte Exame

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  • POLÊMICA: Entenda a proposta sobre o fim da obrigatoriedade de autoescola para obter a CNH

    POLÊMICA: Entenda a proposta sobre o fim da obrigatoriedade de autoescola para obter a CNH

    Objetivo da proposta, que tira de foco as autoescolas, é que o candidato possa escolher diferentes formas para se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios como condição para a emissão da CNH

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou o governo a seguir adiante com a discussão sobre o fim da obrigatoriedade de aulas em autoescola para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Agora serão realizadas audiências públicas pelo Ministério dos Transportes para discutir o assunto, processo esse que deve demorar mais 30 dias.

    O tema vem sendo defendido pelo ministro dos Transportes Renan Filho nos últimos meses, com o objetivo de reduzir os custos para tirar a habilitação. O governo ressalta que, atualmente, cerca de 20 milhões de brasileiros dirigem motos e carros sem carteira de habilitação, e que para obter uma CNH, o cidadão pode ter que gastar até R$ 3,2 mil.

    A ideia da proposta é que o candidato possa escolher diferentes formas para se preparar para os exames teórico e prático, que continuarão obrigatórios como condição para a emissão da CNH. As aulas, práticas e teóricas, poderão ser dadas por instrutores autorizados para isso.

    O projeto também prevê o uso de soluções tecnológicas, como plataformas online que conectem candidatos e instrutores, semelhantes a aplicativos de mobilidade. Essas ferramentas poderão oferecer agendamento, geolocalização e pagamentos digitais, para citar.

    A proposta tem como inspiração as práticas de países como Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Japão, Paraguai e Uruguai, onde os modelos de formação são mais flexíveis e centrados na autonomia do cidadão. A questão é saber se esse mudança não impactará drástica e tragicamente num aumento expressivo de acidentes e de mortes no trânsito!

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    Próximos passos da proposta para obter a habilitação

    A minuta do projeto ficará disponível por 30 dias na plataforma Participa + Brasil, e depois seguirá para análise do Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Durante o período, o cidadão poderá enviar sugestões e contribuições.

    Como vai funcionar a nova proposta?

    A abertura do processo para a obtenção da habilitação será feita diretamente pelo site da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) ou por meio da Carteira Digital de Trânsito (CDT).

    Após isso, o cidadão não dependerá, necessariamente, das autoescolas. O conteúdo teórico poderá ser estudado de forma presencial nos CFCs, por ensino a distância em empresas credenciadas ou, em formato digital, oferecido pela própria Senatran. O novo modelo retira a exigência de carga horária mínima de 20 horas-aula práticas.

    A proposta também prevê a facilitação dos processos de obtenção da CNH para as outras categorias: C (veículos de carga, como caminhões), D (transporte de passageiros, como ônibus) e E (carretas e veículos articulados).

    Tirar uma CNH ficará mais em conta?

    Segundo o governo federal, com o novo modelo, o custo para obtenção da CNH poderá cair em até 80%. A redução engloba a ampliação das formas de oferta da formação teórica, inclusive contando com formatos digitais, e a dispensa da carga horária mínima nas aulas práticas.

    Como será o procedimento para credenciar instrutores autônomos?

    O governo diz que os instrutores deverão ser credenciados pelos Detrans. A Senatran permitirá a formação desses profissionais por cursos digitais, mas que seguirão critérios rigorosos definidos pelos Detrans e pela Senatran. Haverá conteúdos padronizados, avaliação final obrigatória e controle digital.

    Nenhum profissional poderá atuar sem credenciamento oficial e serão identificados digitalmente na Carteira Digital de Trânsito (CDT).

    O que dizem as autoescolas?

    O fim da obrigatoriedade das autoescolas poderá gerar um impacto de R$ 14 bilhões no faturamento do setor, além da ameaça a 300 mil empregos. É o que aponta um levantamento da Federação Nacional das Autoescolas e Centros de Formação de Condutores (Feneauto).

    De acordo com Ygor Valença, presidente da entidade, haveria um desmonte da rede, estruturada ao longo de quase três décadas, que hoje garante segurança viária, empregos formais, arrecadação de tributos e recursos para políticas sociais e habitacionais em todo o território nacional.

    Atualmente, o setor de formação de condutores no Brasil conta com 15.757 CFCs em operação e movimentam uma massa salarial de R$ 429 milhões por mês.

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    Impactos econômicos e fiscais

    Como dito acima, além da perda imediata de R$ 14 bilhões por ano do faturamento do setor, haveria um declínio de R$ 1,92 bilhão de arrecadação tributária. Hoje, a legislação impõe como exigência o credenciamento dos CFCs, assim como a regularidade fiscal e tributária, ou seja, o pagamento de impostos.

    O efeito dominó se alastraria, sobretudo, nos municípios médios e pequenos, os quais experimentariam queda do consumo local e declinação de arrecadação de ICMS e ISS, diz a entidade. O custo social relativo à subida de sinistros de trânsito pode encarecer ainda mais o dano, pois os acidentes correspondem a cerca de 3% do PIB nacional.

    Impacto no SUS

    A federação alerta também para o possível aumento em mortes e vítimas no trânsito. Estudos da OMS e da OPAS demonstram que o treinamento estruturado de condutores é fator determinante para reduzir acidentes, hospitalizações e mortes. O Brasil registra 33 mil mortes anuais.

    “Estamos diante de uma proposta que ameaça não apenas o setor, mas a sociedade como um todo. Desmontar a rede de CFCs significa abrir mão de empregos, de arrecadação e, principalmente, da segurança no trânsito. O Brasil ainda convive com números alarmantes de mortes em acidentes, e flexibilizar a formação de condutores é retroceder em décadas de conquistas. A preservação dessa rede não é uma pauta corporativa, é uma questão de interesse público”, argumenta Ygor Valença, presidente da Feneauto, à imprensa.

    Fonte Motor Show

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  • PROTESTO! VEREADORA VALÉRIA ‘SE CALA’ EM DEFESA DAS MULHERES

    PROTESTO! VEREADORA VALÉRIA ‘SE CALA’ EM DEFESA DAS MULHERES

    Legisladora ficou um minuto em silêncio na tribuna, com esparadrapo na boca, protestando diante da violência contra a mulher

    Um gesto que chamou a atenção de muitos! Uma atitude corajosa, polêmica e que diz muito para a sociedade! Um minuto de silêncio da Vereadora Valéria Evangelista, única mulher entre os 11 legisladores de Três Pontas, disse mais do que mil palavras.

    “Tenho muito a falar, mas nesse primeiro momento eu não gostaria de dizer nada!”

    A Vereadora Valéria Evangelista, no uso do parlatório durante o Pequeno Expediente, na última Reunião Ordinária da Câmara Municipal de Três Pontas, fez um gesto absolutamente representativo e que mostra a gravidade e os alarmantes índices de violência contra a mulher.

    “O meu dizer transformado em nada, em silêncio, é porque, nessa Casa, nós criamos a Procuradoria da Mulher, e por isso eu gostaria de consumir um minuto do meu tempo, para fazer o meu protesto de não pronunciar nenhuma palavra…”, destacou.

    Aquele minuto de sua fala, ou melhor, do seu silêncio, conforme a legisladora, foi uma forma de protesto, representando todas as mulheres que são caladas, que não podem se pronunciar diante das muitas violências que sofrem.

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    “Dentre tantas violências que a mulher sofre, muitas delas são sofridas em silêncio, caladas, veladas. Muitas violências não aparecem, mas seguem acontecendo. Acabamos de viver o Agosto Lilás com uma série de acontecimentos, eventos e programações, tudo deixando claro para as mulheres que, independente da violência, elas não podem se calar! Elas precisam ter coragem e força para denunciar”, ressaltou Valéria.

    A parlamentar ainda destacou que a Câmara Municipal de Três Pontas se torna uma casa de defesa, para ouvir essas mulheres vítimas da violência. Valéria Evangelista lembrou ainda que, ela própria, como única mulher entre os 11 vereadores, deve sempre ser respeitada, com direito de fala e de qualquer manifestação.

    “Inclusive, quando eu estiver falando, que ninguém me interrompa pedindo ‘a parte’. Eu tenho muito a falar sempre. Quero ser ouvida, respeitada e defender sempre as nossas mulheres”, concluiu.

    Valéria terminou agradecendo ao apoio da Câmara Municipal de Três Pontas por conta das inúmeras iniciativas que estão acontecendo e aproveitou para fazer um agradecimento especial ao presidente Myller Bueno, por conta da sensibilidade em favor das mulheres.

    Chocante: 21,4 milhões de mulheres sofreram algum tipo de agressão nos últimos 12 meses

    A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES

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    Mais de um terço das brasileiras (37,5%) sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, mostra um levantamento preparado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e feito pelo Instituto Datafolha. É o maior volume de casos de violência medidos pela pesquisa desde seu lançamento, em 2017. O percentual representa 21,4 milhões de mulheres com 16 anos ou mais.

    A maioria dos atos de violência foram insultos, xingamentos ou humilhação: 31,4% das respondentes relataram ter sofrido algum tipo de agressão verbal. Uma grande parte das mulheres ouvidas também disse sido ameaçada de apanhar, empurrar ou chutar (16,1%). O percentual foi o mesmo de mulheres que sofreram o crime de perseguição ou amedrontamento, conhecido como stalking. As que de fato foram agredidas por batidas, tapas, empurrões ou chutes foram 8,9 milhões, ou 18,9% da população feminina brasileira.

    A pesquisa ainda traz um dado inédito em relação às anteriores: a quantidade de mulheres que tiveram fotos e vídeos íntimos divulgados na internet sem seu consentimento. Essas somaram 3,9%, o que representa 1,5 milhões de mulheres brasileiras.

    O levantamento ainda mira sobre outros casos de abuso de ordem sexual. Do total, 10,7% afirmam que sofreram abuso sexual ou foram forçadas a ter relações contra sua vontade. São 5,3 milhões de mulheres sob agressões e ofensas sexuais no último ano.

    No Brasil, dados recentes de 2024 e 2025 mostram uma diminuição nos casos de feminicídio e homicídio doloso de mulheres, mas um aumento significativo em crimes como estupro (cerca de um a cada seis minutos em 2023) e ameaças. A violência doméstica é predominante, com cônjuges e ex-cônjuges como agressores mais frequentes, e a violência psicológica é o tipo de denúncia mais comum no Ligue 180. 

    Dados de Violência Letal (2024) 

    • Feminicídios: Foram registrados 1.450 feminicídios em 2024, uma redução em comparação com 2023.
    • Homicídio Doloso e Lesão Corporal seguida de Morte: Também houve diminuição nesses casos, com 2.485 ocorrências em 2024.

    Outros Tipos de Violência (2023 e 2024) 

    • Estupro: Em 2023, o Brasil atingiu um novo recorde, com 83.988 casos registrados, o que corresponde a um crime de estupro a cada seis minutos.
    • Ameaças: Em 2023, as ameaças foram o tipo de violência mais frequente, com 778,9 mil casos.
    • Stalking (perseguição): Registrou a maior alta percentual, com 77.083 casos em 2023.
    • Violência Doméstica: As agressões decorrentes de violência doméstica cresceram 9,8% em 2023.

    Principais Características da Violência 

    • Ambiente:
      A maioria dos casos (73,86%) ocorre na residência da vítima e de familiares, evidenciando a violência doméstica e intrafamiliar.
    • Agressores:
      O principal autor das violências foi o cônjuge/companheiro/namorado/marido (40%), seguido pelo ex-cônjuge/ex-companheiro/ex-namorado (26,8%).
    • Tipos de Violência:
      No Ligue 180, as denúncias mais frequentes são sobre violência psicológica, seguida por violência física, patrimonial e sexual.

    Fontes de Informação e Denúncia

    • Ligue 180:
    Serviço gratuito para informações e denúncias de violência contra a mulher, mantendo o sigilo da denunciante. 
    • Disque 1980: 

    Telefone de denúncias para a Polícia Militar.

    Relatórios Oficiais:

    O Ministério das Mulheres e o Ipea fornecem dados e análises sobre a violência no país. 

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