Doses fazem parte do 28º lote de vacinas enviadas pelo Governo de Minas. Em todo o estado são mais de 867 mil doses
A Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais deu continuidade nesta terça-feira (6) na distribuição do 28º lote de vacinas contra a Covid-19. Serão distribuídas para as 28 Unidades Regionais de Saúde (URSs) 867.010 doses, sendo 342.300 da Janssen, 304.750 da AstraZeneca e 219.960 da Pfizer. Deste total, 113.819 doses serão distribuídas para as Regionais de Saúde do Sul de Minas.
As doses da Janssen serão destinadas às pessoas entre 55 a 59 anos, população privada de liberdade, funcionários do sistema penitenciário, trabalhadores do transporte metroviário e ferroviário, trabalhadores industriais e caminhoneiros.
Já as doses da AstraZeneca imunizarão pessoas com comorbidades e com deficiência permanente e as doses da Pfizer serão destinadas à população entre 55 a 59 anos, trabalhadores industriais e trabalhadores da limpeza urbana.
Confira a distribuição das doses nas Unidades Regionais de Saúde do sul de Minas:
Alfenas: 20.530 doses, sendo 5.634 da Pfizer, 6.920 da AstraZeneca, 7.936 da Janssen e 40 da CoronaVac
Passos: 17.605 doses, sendo 4.608 da Pfizer, 6.410 da AstraZeneca, 6.467 da Janssen e 120 da CoronaVac
Pouso Alegre: 39.671 doses, sendo 11.604 da Pfizer, 11.845 da AstraZeneca, 15.222 da Janssen e 1 mil da CoronaVac
Varginha: 36.013 doses, sendo 9.090 da Pfizer, 12.780 da AstraZeneca, 14.063 da Janssen e 80 da CoronaVac
48 ANOS DE IDADE EM TRÊS PONTAS
O Conexão Três Pontas entrou em contato com o setor de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, da Prefeitura Municipal de Três Pontas no tarde desta quarta-feira (07) e nos foi confirmado com nesta quinta-feira (08) chegarão mais de 1.000 novas doses. Também nos foi passado que o ritmo de vacinação está seguindo acelerado e que nos últimos meses tem chegado vacinas todas as semanas. “Felizmente não tem falhado nenhuma semana, todas as semanas chegam mais vacinas e a estimativa é que essas novas doses imunizem pessoas a partir dos 48 anos de idade”, informou.
Sobre a polêmica causada pelo jornal Folha de São Paulo, através de uma reportagem inverídica, onde foi afirmado que mais de 26 mil pessoas tomaram vacinas vencidas, incluindo uma pessoa em Três Pontas, ficou esclarecido pelo órgãos de Saúde do Brasil todo e aqui de Três Pontas também que nenhuma dose vencida foi aplicada e que o problema se tratava de questão de atualização de dados, fato que o experiente periódico paulistano não soube ou não quis apurar corretamente, causando instabilidade, insegurança e desespero na população.
“Nós sabíamos desde o início e informamos no Conexão Três Pontas que não havia o menor risco de termos aplicado qualquer vacina vencida. E isto se confirmou. Fazemos um trabalho sério e coerente. Encontramos a pessoa que para o jornal poderia ter tomado vacina vencida e conferimos tudo novamente e realmente não houve o problema, a informação da Folha não foi verdadeira”, esclareceu.
Boletim mostra queda nos números dos últimos 7 dias se comparado com o mesmo período anterior.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (05) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com as confirmações de novas 4 mortes em comparação com o boletim de 7 dias atrás. A gravidade dos novos casos também é um fator preocupante.
Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 6.625 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 5.678 já se recuperaram e, infelizmente, 148 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 799 pessoas estão com o vírus.
Números de uma semana atrás
Números de Hoje
No dia 01º de fevereiro de 2021 Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. Hoje o número é maior, com 799 casos. Número chegou a cair para 52 e depois subiu drasticamente. Mas nos últimos 21 dias retomou o ciclo de queda.
Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.
O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 23.121.
Duas pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros vinte e um casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 778 pessoas em isolamento.
O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 446 dias. Isso dá uma média de 14,85 novos casos a cada 24 horas.
A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.
Números dos últimos 7 Dias
Confirmados +121
Recuperados +303
Óbitos +4
Casos em Isolamento -182
Internados +4
Com suspeita +4
Síndrome Gripal +406
“De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”
ÓBITOS
POR SEXO:
_ 80 Homens
_ 68 Mulheres
POR IDADE:
_ 10 a 19 anos – 01
_ 20 a 59 anos – 49
_ 60 a 79 anos – 67
_ 80 anos ou mais – 31
COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)
_ Diabetes – 43
_ Hipertensão – 36
_ Hipertireoidismo – 01
_ Doença Cardiovascular Crônica – 56
_ Doença Renal Crônica – 08
_ Epilepsia – 01
_ Obesidade – 08
_ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02
_ Doença Neurológica Crônica – 07
_ Câncer – 01
_ Síndrome de Down – 02
_ Doença Hepática Crônica – 03
_ Autismo – 01
_ Outra Pneumopatia Crônica – 02
_ Hipotireoidismo – 01
_ Asma – 03
_ Sequela de AVC – 01
_ Lupus – 01
_ Varizes Esofagianas – 01
_ Alzheimer – 01
_ Fibromialgia – 01
TEMPO DE INTERNAÇÃO:
_ 0 a 7 dias – 70
_ 8 a 15 dias – 50
_ 16 a 21 dias – 10
_ 22 ou mais – 12
Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.
Diabetes e o Coronavírus
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.
Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.
Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.
As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.
Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus
O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?
Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.
O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.
As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.
O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.
Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.
Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.
A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.
As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.
Folha de S. Paulo causou pânico em reportagem inverídica
O Ministério da Saúde informou hoje (2), em Brasília, que nenhuma dose vencida de vacina contra a covid-19 é repassada aos estados e ao Distrito Federal. A pasta acrescentou que o prazo de validade dos imunizantes é rigorosamente acompanhado desde o recebimento até a distribuição.
A divulgação da informação foi motivada pela publicação de uma matéria do jornal Folha de S.Paulo. Segundo a publicação, cerca de 26 mil doses de vacinas da AstraZeneca teriam sido aplicadas após o vencimento em 1.532 municípios.
Segundo o ministério, os estados são orientados a distribuírem imediatamente os imunizantes recebidos, sendo obrigação dos gestores locais do Sistema Único de Saúde (SUS) fazer o armazenamento correto e a aplicação das doses dentro do prazo de validade.
Divergências no preenchimento de dados
Em nota, a prefeitura de Maringá (PR), apontada pela reportagem como o município que mais teria aplicado doses vencidas, afirmou que nenhuma dose fora da validade foi usada. Segundo o secretário de Saúde, Marcelo Puzzi, há divergências no preenchimento de dados no sistema eletrônico do SUS.
“O lançamento no Sistema Conect SUS está diferente do dia da aplicação da dose. Isso porque, no começo da vacinação, a transferência de dados demorava a chegar no Ministério da Saúde, levando até dois meses. Portanto, os lotes elencados são do início da vacinação e foram aplicados antes da data do vencimento. Concluindo, não houve vacinação de doses vencidas em Maringá e sim erro no sistema do SUS”, explicou.
A Secretaria de Saúde do governo do Distrito Federal também disse que é improcedente a informação sobre aplicação de vacinas vencidas.
“Ocorre que nem sempre a vacina aplicada é registrada no sistema do Ministério da Saúde na mesma data em que foi administrada no paciente. Caso o digitador não altere esta data de aplicação na hora de fazer o registro no sistema, corre-se o risco de a vacina ser registrada como uma aplicação fora do prazo de validade”, afirmou a secretaria.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro declarou que recebeu do Ministério da Saúde todos os lotes de vacinas dentro do prazo de validade. Informou, também, que está verificando se houve aplicações de doses vencidas.
Segundo o Ministério da Saúde, o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a covid-19 (PNO) orienta que doses aplicadas fora do prazo de validade não podem ser consideradas para imunização, sendo recomendado recomeçar o ciclo vacinal, respeitando intervalo de 28 dias entre as doses.
REPORTAGEM DA FOLHA AFIRMA QUE TRÊS PONTAS TERIA RECEBIDO VACINA VENCIDA; CONEXÃO OUVIU SETOR DE IMUNIZAÇÃO LOCAL: “NÃO HÁ NENHUMA POSSIBILIDADE DE TERMOS APLICADO VACINA VENCIDA.”
De acordo com o jornal Folha de São Paulo pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca teriam sido aplicadas em diversos postos de saúde do país, o que compromete sua proteção contra a Covid-19. Os dados constam de registros oficiais do Ministério da Saúde. Até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros. A reportagem afirma que Três Pontas é uma das cidades que teria recebido lote vencido.
“A campeã no uso de vacinas vencidas é Maringá, reduto eleitoral de Ricardo Barros (PP), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A cidade paranaense vacinou 3.536 pessoas com o produto da AstraZeneca fora da validade (primeira dose em todos os casos). Depois aparecem Belém (PA), com 2.673, São Paulo (SP), com 996, Nilópolis (RJ), com 852, e Salvador (BA), com 824. As demais cidades aplicaram menos de 700 vacinas vencidas, sendo que a maioria não passou de dez doses.
Além disso, outras 114 mil doses da vacina AstraZeneca que foram distribuídas a estados e municípios dentro do prazo de validade já expiraram. Não está claro se foram descartadas ou se continuam sendo aplicadas”, disse a Folha.
Fiocruz
Em nota, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) informou que os lotes que estariam com prazo de validade expirado não foram feitos no Brasil. O órgão pertence ao Ministério da Saúde e é responsável pela produção nacional dos imunizantes da AstraZeneca contra a covid-19.
Segundo a Fiocruz, os lotes sob suspeita foram importados da Índia e são do tipo do imunizante da AstraZeneca chamado de Covishield. Os demais carregamentos foram enviados pela Organização Pan-Americana de Saúde (Opas/OMS).
“Todas as doses das vacinas importadas da Índia (Covishield) foram entregues pela Fiocruz em janeiro e fevereiro dentro do prazo de validade e em concordância com o MS [Ministério da Saúde], de modo a viabilizar a antecipação da implementação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, diante da situação de pandemia. A Fiocruz está apoiando o PNI [Programa Nacional de Imunização] na busca de informações junto ao fabricante, na Índia, para subsidiar as orientações a serem dadas pelo programa àqueles que tiverem tomado a vacina vencida”, informou a Fiocruz.
Região tem 35,36% da população imunizada com a 1ª dose e 12,78% totalmente imunizada, conforme dados da SES-MG
O Sul de Minas ultrapassou nesta semana a marca de 1 milhão de pessoas imunizadas com pelo menos a 1ª dose da vacina contra a Covid-19. Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 1.041.269 pessoas receberam a 1ª dose na região, o que corresponde a 35,36% da população.
Já o número de pessoas totalmente imunizadas contra a Covid-19 ainda é baixo. Por enquanto, conforme os dados da SES-MG, 376.228 pessoas estão totalmente imunizadas com as duas doses ou com a dose única da vacina, o que corresponde a 12,78% da população.
O ritmo da vacinação caiu nesta semana no Sul de Minas após três semanas de alta. Foram ao todo mais 85.494 doses aplicadas, sendo que 79,4 mil delas foram referentes à 1ª dose.
Esta semana: +85.494 doses aplicadas
Há 1 semana: +105.746 doses aplicadas
Há 2 semanas: +99.133 doses aplicadas
Conforme os dados da SES-MG, o Sul de Minas tem 1.041.269 pessoas que tomaram pelo menos a 1ª dose da vacina, o que corresponde a 35,36% população. Já outras 376.228 pessoas receberam as duas doses, o que corresponde a 12,78% da população. 36,1% de todas as pessoas imunizadas já receberam as duas doses da vacina.
Cidades com mais vacinados na 1ª dose:
Poços de Caldas: 58.897
Pouso Alegre: 53.925
Varginha: 43.695
Passos: 42.484
Lavras: 38.119
Cidades com mais pessoas com a imunização completa (2ª dose ou dose única):
Poços de Caldas: 23.293
Pouso Alegre: 20.663
Varginha: 14.849
Passos: 13.988
Itajubá: 13.010
Cidades onde a vacinação está mais adiantada (em proporção da população):
1ª DOSE
Passa Vinte: 61,99%
Dom Viçoso: 58,26%
Senador José Bento: 55,03%
Fama: 51,39%
Consolação: 50,39%
Imunização completa (2ª dose ou dose única)
Natércia: 22,36%
Senador José Bento: 21,15%
Passa Vinte: 20,04%
Fama: 19,95%
Córrego Bom Jesus: 19,90%
Cidades onde a vacinação está mais atrasada (em proporção da população), conforme dados da SES-MG:
Reportagem afirma que Três Pontas teria recebido vacina vencida; Conexão ouviu setor de imunização local: “Não há nenhuma possibilidade de termos aplicado vacina vencida.”
De acordo com o jornal Folha de São Paulo pelo menos 26 mil doses vencidas da vacina AstraZeneca teriam sido aplicadas em diversos postos de saúde do país, o que compromete sua proteção contra a Covid-19. Os dados constam de registros oficiais do Ministério da Saúde. Até o dia 19 de junho, os imunizantes com o prazo de validade expirado haviam sido utilizados em 1.532 municípios brasileiros. A reportagem afirma que Três Pontas é uma das cidades que teria recebido lote vencido.
“A campeã no uso de vacinas vencidas é Maringá, reduto eleitoral de Ricardo Barros (PP), líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados. A cidade paranaense vacinou 3.536 pessoas com o produto da AstraZeneca fora da validade (primeira dose em todos os casos). Depois aparecem Belém (PA), com 2.673, São Paulo (SP), com 996, Nilópolis (RJ), com 852, e Salvador (BA), com 824. As demais cidades aplicaram menos de 700 vacinas vencidas, sendo que a maioria não passou de dez doses.
Além disso, outras 114 mil doses da vacina AstraZeneca que foram distribuídas a estados e municípios dentro do prazo de validade já expiraram. Não está claro se foram descartadas ou se continuam sendo aplicadas”, disse a Folha.
“AstraZeneca é a vacina mais usada no Brasil. Ela responde por 57% das doses aplicadas neste ano. A imensa maioria foi utilizada de acordo com as orientações do fabricante. Todos os imunizantes expirados integram oito lotes da AstraZeneca importados ou adquiridos por consórcio. Um deles passou da validade no dia 29 de março. O que venceu há menos tempo estava válido até 4 de junho.
O lote pode ser conferido na carteira individual de vacinação. Quem tiver recebido uma dose de um desses oito lotes de AstraZeneca após a data de validade (veja gráfico) deve procurar uma unidade de saúde para orientações e acompanhamento. Além disso, de acordo com o Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19, quem tomou imunizante vencido precisa se revacinar pelo menos 28 dias depois de ter recebido a dose administrada equivocadamente. Na prática, é como se a pessoa não tivesse se vacinado. O plano define, também, que cada indivíduo vacinado seja identificado com o lote da imunização recebida, o produtor da vacina e a dose aplicada. Isso é feito justamente para acompanhamento do Ministério da Saúde e eventual identificação de erros vacinais”, publicou o jornal paulista.
O DataSUS (sistema de informações do Ministério da Saúde) também identifica todas as pessoas imunizadas com um código individual, acompanhado de informações sobre idade, grupo prioritário de vacinação, data da imunização e lote da vacina recebida.
Já a data de validade de cada lote vacinal consta de outro sistema do governo federal, o Sage (Sala de Apoio à Gestão Estratégica), que registra os comprovantes de entrega dos imunizantes contra Covid-19 por estado. Em cada um desses recibos há informações públicas sobre o número do lote vacinal, a data de validade, o fabricante e a data de entrega.
O jornal Folha de S. Paulo afirma ter cruzado as duas bases —DataSUS e Sage— a partir do número do lote das vacinas. Foram consideradas todas as imunizações do país contra Covid-19 até 19 de junho.
“O levantamento inédito mostra que, até essa data, um total de 25.935 doses de oito lotes de AstraZeneca foram aplicadas fora da validade. Metade desses lotes veio do Instituto Serum da Índia; a outra metade, da Opas (Organização Pan-Americana de Saúde). As vacinas desses lotes foram distribuídas de janeiro a março pelo governo federal para todos os estados do país antes do vencimento. Elas somam quase 3,9 milhões de doses, das quais cerca de 140 mil não foram utilizadas dentro do prazo de validade. Dessas, até o dia 19 de junho, 26 mil tinham sido aplicadas já vencidas.
A maioria (70%) das doses aplicadas depois da validade é de um mesmo lote do Instituto Serum, identificado como “4120Z005″. O bloco venceu em 14 de abril, mas continuou sendo aplicado depois dessa data pelo país”, relatou a Folha.
Em nota enviada á Folha, o Ministério da Saúde informou “que acompanha rigorosamente todos os prazos de validade das vacinas Covid-19 recebidas e distribuídas” e que “as doses entregues para as centrais estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais. Cabe aos gestores locais do SUS o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério.”
Reportagem da Folha de S. Paulo onde Três Pontas é citada.
ESCLARECIMENTO
Nossa reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde, através do setor responsável pelas imunizações, com o objetivo de obter informações sobre o teor divulgado pela Folha de S. Paulo, que cita Três Pontas como uma das 1.532 cidades brasileiras que teriam recebido lote de vacina AstraZeneca vencida.
Nos foi passado que existe um cuidado e um rigor muito grande no recebimento, transporte e aplicação de todas as vacinas. E que não há possibilidade de Três Pontas ter aplicado qualquer dose vencida. “Pode ter havido algumas alterações de datas de vencimentos nos computadores do Ministério da Saúde (em nível de Brasil) por conta da inversão de algarismos entre a forma brasileira de se escrever uma data em comparação com a forma americana, o que pode ter gerado confusão. Não há também nenhuma influência política no destino das vacinas, ou seja, ninguém segura vacina. A aplicação é praticamente instantânea. Temos certeza que Três Pontas não recebeu, muito menos aplicou qualquer vacina vencida. Mas vamos aguardar o pronunciamento oficial da nossa regional de saúde, bem como do Governo do Estado de Minas Gerais”, disse o setor local.
Outra orientação passada ao Conexão é “para que todos que foram imunizados, com a primeira ou com as duas doses, fiquem absolutamente tranquilos. Qualquer dúvida, basta olhar no cartão de vacina e lá tem todas as informações sobre o imunizante ministrado.”
O Provedor da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, Michel Renan Simão Castro, falou sobre a construção da sonhada Hemodiálise, os novos leitos de UTI, a luta contra a covid-19 e afirmou: “Não acredito em novas ondas. As pessoas estão sendo vacinadas. Tudo nos faz crer que o pior já passou!”
Segundo Unifal-MG, cenário aponta que a pandemia começa a dar sinais de melhora em todo o estado e também na região com o avanço da vacinação
Novo estudo divulgado pela Unifal-MG aponta que a pandemia começa a dar sinais de melhora em todo o estado e também no Sul de Minas. Após três semanas seguidas de estabilidade, a região registrou tendência de redução de novos casos. O número de internações por Covid-19 também caiu e o número de mortes saiu da tendência de crescimento para estabilidade.
Ainda conforme o estudo, o efeito protetor da vacina está se consolidando contra o aumento de mortes pela doença. Como observado de abril a maio, a mortalidade continuou a diminuir de maio a junho em todo o estado. A tendência de incidência em Minas Gerais evoluiu de estabilidade para diminuição.
O estado registrou tendência de queda de novas internações e o número de novas mortes passou de crescimento a estabilidade em 28 de junho, indo de +23% para -10%.
A situação, conforme o estudo, também registra melhora entre as 10 cidades mais populosas do Sul de Minas. Nenhum registrou tendência de crescimento de novos casos nesta semana. Mas, considerando as duas últimas semanas, o Sul de Minas é a região que ainda tem a maior média de novos casos por habitante e segue entre as regiões mais atingidas pelo contágio.
O estudo da Unifal-MG conclui dizendo que é importante que a tendência de queda de casos e internações se assegure por mais duas semanas para se garantir a queda no ritmo de novos óbitos diários.
Uma terceira dose da vacina contra covid-19, produzida pela AstraZeneca com a Universidade de Oxford, produz forte resposta imune, disseram pesquisadores nesta segunda-feira (28), acrescentando que ainda não há evidências de que essa dose de reforço é necessária, especialmente devido à falta de vacinas em alguns países.
O estudo, da Universidade de Oxford, mostrou que uma terceira dose da vacina aumenta as respostas imunes de anticorpos e de células T. Ao mesmo tempo, a aplicação da segunda dose pode ser adiada para até 45 semanas após a aplicação da primeira e, ainda assim, levar a um aprimoramento da resposta imune.
O governo do Reino Unido diz que analisa planos para uma campanha de aplicação de doses de reforço no outono do Hemisfério Norte, com três quintos dos adultos já com as duas doses de vacinas contra covid-19 aplicadas.
Andrew Pollard, diretor do Grupo de Vacinas de Oxford, afirmou que as evidências de que a vacina protege contra as variantes existentes por um período sustentável significam que uma dose de reforço pode não ser necessária.
“Temos de estar numa posição em que podemos aplicar a dose de reforço caso isso se mostre necessário. Não temos, no entanto, nenhuma exigência de que será“, disse ele a jornalistas.
“Neste momento, com uma alta taxa de proteção na população do Reino Unido e nenhuma evidência de que isso foi perdido, aplicar terceira dose no Reino Unido, enquanto outros países têm zero dose, não é aceitável.”
Estudos anteriores mostraram que a vacina, criada pela Universidade de Oxford e licenciada pela AstraZeneca, tem eficácia maior quando o intervalo de aplicação entre as doses é ampliado para 12 semanas, em vez de quatro.
A pesquisa anunciada hoje foi divulgada sem a revisão de outros cientistas e analisou 30 participantes que receberam uma segunda dose tardia e 90 que receberam uma terceira dose. Todos os participantes tinham menos de 55 anos.
O estudo ajuda a amenizar preocupações de que vacinas contra covid-19 baseadas em vetores virais, como as da AstraZeneca e da Johnson & Johnson, possam perder sua potência se aplicações anuais forem necessárias, dado o risco de que o corpo produza resposta imune contra os vetores que carregam as informações genéticas da vacina.
“Tem havido algumas preocupações de que não poderíamos usar essa vacina num regime de doses de reforço, e certamente não é isso que os dados estão sugerindo”, disse a autora do estudo Tereza Lambe, do Instituto Jenner, de Oxford, à Reuters.
Boletim mostra queda no número de novos casos dos últimos 7 dias, se comparado com o mesmo período anterior.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (28) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com as confirmações de novas 8 mortes em comparação com o boletim de 7 dias atrás. A gravidade dos novos casos também é um, fator preocupante.
Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 6.504 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 5.375 já se recuperaram e, infelizmente, 144 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 985 pessoas estão com o vírus.
Números de uma semana atrás
Números de Hoje
No dia 01º de fevereiro de 2021 Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. Hoje o número é maior, com 985 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, de forma acelerada, com exceção dos últimos 14 dias, não para de subir.
Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.
O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 22.715.
Seis pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros vinte e cinco casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 960 pessoas em isolamento.
O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 439 dias. Isso dá uma média de 14,81 novos casos a cada 24 horas.
A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.
Números dos últimos 7 Dias
Confirmados +217
Recuperados +742
Óbitos +8
Casos em Isolamento -594
Internados +1
Com suspeita +3
Síndrome Gripal +570
“De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”
ÓBITOS
POR SEXO:
_ 80 Homens
_ 64 Mulheres
POR IDADE:
_ 10 a 19 anos – 01
_ 20 a 59 anos – 49
_ 60 a 79 anos – 64
_ 80 anos ou mais – 30
COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)
_ Diabetes – 43
_ Hipertensão – 34
_ Hipertireoidismo – 01
_ Doença Cardiovascular Crônica – 56
_ Doença Renal Crônica – 08
_ Epilepsia – 01
_ Obesidade – 08
_ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02
_ Doença Neurológica Crônica – 07
_ Câncer – 01
_ Síndrome de Down – 02
_ Doença Hepática Crônica – 03
_ Autismo – 01
_ Outra Pneumopatia Crônica – 02
_ Hipotireoidismo – 01
_ Asma – 03
_ Sequela de AVC – 01
_ Lupus – 01
_ Varizes Esofagianas – 01
_ Alzheimer – 01
_ Fibromialgia – 01
TEMPO DE INTERNAÇÃO:
_ 0 a 7 dias – 69
_ 8 a 15 dias – 48
_ 16 a 21 dias – 09
_ 22 ou mais – 12
Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.
Diabetes e o Coronavírus
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.
Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.
Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.
As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.
Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus
O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?
Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.
O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.
As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.
O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.
Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.
Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.
A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.
As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.
CRIAÇÃO DO CENTRO INDUSTRIAL, CONSTRUÇÃO DA HEMODIÁLISE, INVESTIMENTOS NA SAÚDE E EDUCAÇÃO MARCAM A GESTÃO ATUAL EM TRÊS PONTAS, FOCANDO NO SOCIAL E ABERTA AO DIÁLOGO COM TODAS AS CORRENTES
Em entrevista exclusiva ao Conexão Três Pontas o Prefeito Marcelo Chaves Garcia elencou uma série de situações que estão acontecendo, mesmo diante da maior pandemia que o Brasil já viveu, que sinalizam crescimento do Município e um cuidado especial com os cidadãos, nas áreas de educação, saúde, assistência social e geração de emprego e renda. Acompanhe os principais temas:
Foto Arquivo Conexão (Antes da Pandemia)
“CANTEIRO DE OBRAS” MESMO DIANTE DA MAIOR PANDEMIA DE NOSSA HISTÓRIA
“Isso é fruto de muito trabalho, de muita parceria, direcionando os recursos para onde eles realmente têm que ir, em benefício da população. O segredo são as parcerias que a gente tem com os empresários, com os deputados, procurando sempre ouvir a população. Nós estamos fazendo o mercado municipal, estamos terminando várias obras na cidade e há muita coisa que está tendo que ser refeito, como os cálculos das creches (como a do Randal Diniz, que já está praticamente pronta e ficando a coisa mais linda). O segredo também é a aplicação dos recursos de forma correta. Quando tivemos que recalcular os custos de preços das creches, se a Prefeitura não tivesse caixa, não tivesse estrutura para isso, não iríamos conseguir êxito nesses trabalhos que são fundamentais para a população. Sem esse ajuste financeiro na Prefeitura não conseguiríamos terminar a obra e teríamos que devolver os recursos.”
‘MÁQUINA ENXUGADA” PARA ADMINISTRAR BEM E REALIZAR AS DEMANDAS NECESSÁRIAS
“Sem dúvida! Eu sempre deixei claro que para administrar bem a cidade era necessário que as finanças da Prefeitura estivessem em ordem. É impossível administrar uma cidade com a folha de pagamento da prefeitura em torno dos 54%. Com esse percentual o gestor fica travado, completamente impossibilitado de administrar um município. Quando eu assumi a Prefeitura o percentual estava próximo disso. Próximo dos 53,4% que é o limite estipulado por lei. E quando se chega nessa situação é necessário que se tome medidas mais drásticas. Eu sempre disse que para fazer alguma coisa é necessário que se tenha condições para isso. E nós trabalhamos muito para criar um ambiente favorável nesse sentido. Hoje, acredito, deve estar em torno dos 50%. Por isso temos condição de investir na cidade.”
ADIANTAMENTO DO 13º SALÁRIO DO FUNCIONALISMO
“Este é mais um exemplo do nosso cuidado em bem administrar a coisa pública, tornando possível o adiantamento do pagamento do 13º salário dos servidores públicos municipais. Isto só foi possível graças a austeridade com os recursos da Prefeitura, com o dinheiro público. O cuidado que nós estamos tendo com a coisa pública tem sido o grande diferencial para que possamos tomar as decisões e realizar uma série de medidas em favor do município e da população trespontana. E é importante deixar claro que não estou fazendo favor nenhum, isso é obrigação de todo gestor público, que deve sempre aplicar os recursos no lugar certo.
Aqui na Prefeitura nós valorizamos os servidores efetivos, trabalhamos muito pelo bem da cidade e não ficamos mantendo cargo à toa, fazendo favor para ninguém. Esse tipo de situação não faz parte do nosso trabalho, a população não aceita mais isso e impossibilita o bom andamento da coisa pública.”
CARTÃO DE AUXÍLIO ALIMENTAÇÃO PARA FAMÍLIAS CARENTES / EDUCAÇÃO DOA 4.300 CESTAS BÁSICAS
“Nós estamos criando mais este benefício para a população carente de Três Pontas, um projeto que já foi aprovado pela Câmara Municipal, que tem sido uma grande parceira, que tem feito um trabalho excelente em favor de nossa gente. Estamos bolando o nome, que deve se chamar ‘Cesta Especial’, que irá atender centenas de famílias cadastradas pela Secretaria Municipal de Assistência Social através da doação de um vale-compra de alimentos em supermercados aqui de Três Pontas.
Uma pessoa vai receber esse cartão de vale compra no valor de R$100,00 e não pode comprar nem bebida e nem cigarro com ele. Caso alguém tente comprar esses produtos com cartão perderá o benefício e o estabelecimento também será punido. Outra vantagem é que a compra será feita no comércio local, valorizando o nosso comerciante. Geralmente, através de processos licitatórios para compra de cestas básicas de empresas de fora, o que acontece é que o preço ofertado para as prefeituras geralmente é muito acima do valor de mercado. Sempre tentam ganhar muito em cima. E da forma que estamos fazendo, vamos beneficiar a todos de forma justa, pagando um valor também justo. O que nós estamos fazendo é dar dignidade para as pessoas, não apenas com esta ação, mas através de todos os programas e iniciativas que estamos tomando.
Infelizmente muitas pessoas fazem política em cima da doação de cestas básicas e nós não queremos isso. Tem também toda a questão de uma logística que acaba ficando cara e da forma que estamos fazendo temos certeza que encontramos o melhor caminho. O cadastramento já vai começar a ser feito, vamos divulgar bastante para as pessoas terem acesso. Já está tudo assinado por mim como prefeito, pela secretaria de Assistência Social e também pela Associação Comercial. Só falta agora algumas formalizações burocráticas, mas é tudo coisa muito rápida e nos próximos dias estaremos realizando mais essa importante ação.
Todo acompanhamento será feito pelo Creas e pelo Cras, no sentido de deixar o processo transparente, de beneficiar realmente a quem precisa mostrando a lisura desse trabalho. Fizemos um levantamento de gestões passadas e vimos que, em média, eram entregues 60 cestas básicas por mês. E agora nós estamos pretendendo entregar 600 cestas. isso sem contar a Educação, que entregou agora 4.300 cestas.”
TERCEIRA PISTA ENTRE TRÊS PONTAS E VARGINHA: SEMPRE SE FALOU MUITO E NUNCA SAIU. AGORA VAI?
“Vai sair sim! Tenho certeza que agora vai sair! Os engenheiros estão em constante contato conosco, estamos acompanhando todos os processos, estamos conversando com o proprietário do local que será desapropriado. Como engenheiro posso dizer que a estrada ficou um pouco fora da matrícula. A estrada tem um eixo de 15 metros para cada lado que já é desapropriado. Só que ali, por causa das curvas serem muito fortes, precisará de mais um espaço. A obra ficará um espetáculo. Estamos correndo com a desapropriação para que não trave a licitação. Tenho conversado com o secretário de estado, com o chefe do DER, enfim, com todas as autoridades e esperamos começar o quanto antes, até precisa ser urgente por conta do tempo agora ser o mais favorável. Está tudo caminhando a passos largos e tenho certeza absoluta que vai sair.”
COMBATE AO CORONAVÍRUS
“O problema do coronavírus é que é tudo ainda muito novo. É uma realidade muito nova e nos pega de surpresa muitas vezes. Ninguém, em nenhum lugar, sabe exatamente todo universo que envolve essa pandemia. A cada hora tem uma novidade, uma nova variante, então é tudo muito incerto ainda.
Nós estamos mantendo toda aquela linha de extrema preocupação e cuidado com nossa gente, procurando informar o máximo possível, criamos decretos para, ao mesmo tempo que não prejudica o comércio, nossas indústrias, a economia em geral, também tem como princípio básico e fundamental o cuidado com cada pessoa. Temos feito reuniões frequentemente para avaliar sempre a situação, acompanhamos tudo muito de perto.
Nós fizemos uma reunião recentemente e a boa notícia é que a Santa Casa passará para 22 leitos de UTI em breve. Pouquíssimas cidades médias e grandes de Minas Gerais têm 22 leitos de UTI. Nós também compramos recentemente e já entregamos mais 5 respiradores, todos com recursos próprios, enfim, as campanhas de vacinação estão fluindo, estamos fiscalizando os estabelecimentos e os locais para que não haja aglomeração. Temos buscado através de ações conjuntas e boas iniciativas as melhoresrespostas diante desse vírus terrível. Mas precisamos muito da colaboração da população. Sem a colaboração de todos fica difícil.”
Hoje a Santa Casa local tem 20 leitos de UTI, que, em tese, seria dividido igualmente, sendo 10 para atendimento geral e outros 10 para atendimento aos casos de covid-19. Mas, na prática, por conta da demanda, são atualmente 14 leitos tratando os casos graves de coronavírus e 6 leitos de UTI (geral). Com a ampliação serão, em tese, 12 para atendimento geral e 10 para covid-19.
Segundo o Provedor Michel Renan Simão Castro, os novos leitos de UTI serão entregues até 30 de janeiro.
O SONHO DA HEMODIÁLISE
A Hemodiálise na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, um sonho de décadas, principalmente por parte dos pacientes renais crônicos que passam pelo penoso tratamento e seus familiares, não veem a hora disso virar realidade. E está a caminho!
Para o gerenciamento das obras, e aplicação dos recursos de forma transparente, tanto da hemodiálise quanto da ampliação do número de leitos de UTI, foi formado um comitê que inclui profissionais da construção civil, membros da diretoria do HSFA e também da Irmandade.
Por conta da turbulência na economia global e nacional causada pela pandemia, muitos preços acabam sendo alterados, e diante dessa majoração uma nova reunião, um novo levantamento de custos será feito nos próximos dias sobre os valores das obras.
A Hemodiálise terá uma área construída de mais de mil metros quadrados. Muitos pacientes que ainda precisam fazer a hemodiálise em Varginha, por exemplo, passarão a ser atendidos na Hemodiálise da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, muito possivelmente já a partir do mês de abril de 2022, conforme o Provedor Michel Renan Simão Castro. A capacidade de atendimento será para cerca de 200 pacientes, com cerca de 40 assentos para o tratamento, além de toda a estrutura necessária para prestação de um serviço completo, de muita qualidade, diminuindo assim parte do sofrimento dos pacientes que não mais precisarão do deslocamento para outras cidades, com a necessidade de ficarem o dia todo aguardando que outras pessoas terminem a sessão de diálise para retornarem todos juntos para casa através do transporte público municipal.
“A nossa Hemodiálise finalmente vai sair! A construção está uma maravilha, o Conexão precisa ir lá acompanhar e mostrar a beleza que está ficando. E no ano que vem já estará pronta. Também tem a questão do Pronto Socorro. O que está agarrado um pouco é a escritura. Tem que desapropriar o Hospital para que a gente construa o Pronto Socorro e repasse para eles. Mas vai ser feito sim!”
PARQUE INDUSTRIAL DE TRÊS PONTAS
“As obras estão indo bem. Temos conversado muito, o asfalto está a todo vapor. A obra está dentro dos prazos, que seria final de julho ou começo de agosto. Agora é tudo muito rápido. Eu passei ontem lá e está tudo raspadinho, tanto a ciclovia quanto o passeio lateral, prontos para receber o concreto. E o asfalto também rende muito, são 15 a 20 caminhões pra fazer o asfalto o que acelera o processo. A cada dia que vou lá, volto mais animado. Acredito que não sairá do prazo.
Importante lembrar que tudo que está sendo feito lá resultará na vinda de nossas indústrias e mais geração de emprego e renda. Eu tô assustado com a procura que estamos recebendo. Recebo contatos todos os dias. Estrela trazendo todo faturamento pra cá e ampliando cada vez mais, uma panificadora da cidade vai fechar um contrato com um supermercado grande, no Brasil inteiro, precisará de um investimento pesado, Artvac, Thega, a área da Biosep (que é outro feito histórico pra mim), que desde 2010 ou 2011 está abandonado e sendo depredado, retomará agora as atividades, trará um investimento enorme no setor de grãos para Três Pontas que terá um distrito agroindustrial naquela área. A procura enorme que estamos recebendo por parte de empresários é algo que nos enche de orgulho e de esperança. Mais emprego, mais renda, economia de Três Pontas mais forte!”
ANIVERSÁRIO DE TRÊS PONTAS
“Minha esperança e minha fé é que possamos todos voltar o quanto antes ao mais próximo da normalidade. O aniversário de Três Pontas está chegando e o meu anseio é buscar a melhoria da qualidade de vida de todos os nossos cidadãos. Estamos programando uma grande edição, embora online, do Festival Canto Aberto e esperamos voltar a fazer tudo de forma presencial, o quanto antes.
Três Pontas está melhorando sua infraestrutura e tenho certeza que dias melhores virão. Estamos resgatando o amor por nossa Três Pontas, buscando sempre a qualidade de vida da nossa gente. Parabéns Três Pontas, parabéns a cada cidadão trespontano!”
Imunizante da Janssen contra covid-19 tem dose única
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou hoje (21), em Brasília, que um avião com 1,5 milhão de doses da vacina contra covid-19, da farmacêutica Janssen, deve chegar ao Brasil às 6h45 de amanhã (22), no aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).
O anúncio foi feito após uma previsão inicial, de receber 3 milhões de doses até 15 de junho, não ter sido confirmada. De acordo com o Ministério da Saúde, o envio foi cancelado pela própria Janssen, que não teria explicado os motivos.
Queiroga afirmou que a vacina da Janssen “é muito útil” por ser de dose única, proporcionando uma vacinação “mais rápida” da população. Ele não detalhou se as doses da vacina da Janssen serão direcionadas a algum grupo específico.
As declarações foram dadas durante audiência pública da Comissão Temporária da Covid-19, no Senado. O ministro voltou a afirmar que o governo planeja a vacinação – com ao menos uma dose – de todos os adultos até setembro, e a imunização completa de todas as pessoas acima de 18 anos até dezembro.
Para isso, a previsão é distribuir 60 milhões de doses em agosto e outros 60 milhões em setembro, além das 41 milhões confirmadas pela pasta para julho. O cronograma detalhado, contudo, ainda não foi divulgado pelo ministério.
“A gente ainda não divulgou o calendário detalhado desses imunizantes nos outros meses [agosto e setembro] porque ainda não temos confirmação dos laboratórios”, disse o secretário-executivo da pasta, Rodrigo Cruz.
Revacinação
O ministro Marcelo Queiroga foi questionado por senadores sobre notícias segundo as quais o Ministério da Saúde estaria preocupado com a baixa eficácia da vacina CoronaVac na população idosa, e se haveria a necessidade de revacinação dessa faixa etária.
Os parlamentares perguntaram também se o ministério considera não assinar novos contratos de aquisição do imunizante, desenvolvido pela chinesa Sinovac e fabricada no Brasil pelo Instituto Butantan.
O ministro afirmou que a necessidade de uma eventual revacinação, em qualquer faixa etária ou grupo da população, precisa ser esclarecida por estudos científicos cujas respostas só devem estar prontas no ano que vem. “Pesquisas estão em encaminhamento. E o que o Ministério da Saúde tem que fazer é se programar para ter vacinas disponíveis para aplicar, num curto espaço de tempo, no ano de 2022, se for o caso”, disse.
Ele citou um estudo em andamento na cidade de Serrana (SP), cuja população foi toda vacinada com a CoronaVac. O ministro negou haver desconfiança em relação ao imunizante. “Não há nenhum tipo de mudança de estratégia em relação a esse imunizante”, afirmou.
“O fato é que essa vacina tem sido útil para o Plano Nacional de Imunização, e essa é a posição oficial do Ministério da Saúde, até que exista algum dado científico que faça com que nós tenhamos uma posição diversa”, acrescentou Queiroga.
Outros assuntos
Durante a audiência, o ministro também negou que haja falhas no monitoramento da variante delta do novo coronavírus. Essa variante, identificada primeiro na Índia, tem sido temida por, aparentemente, apresentar maior potencial de contágio e hospitalização.
Ele confirmou a identificação de ao menos nove casos da variante delta no Brasil, mas afirmou que todos são monitorados e que “não há qualquer indício de transmissão comunitária dessa variante no Brasil”.
A respeito do retorno às aulas presenciais na rede pública de ensino, Queiroga destacou que não considera necessário ter 100% dos professores vacinados, uma vez que, com percentuais superiores a 80%, já seria possível controlar a transmissão da doença por meio do monitoramento de casos.
Ele afirmou que deve se reunir em breve com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, o ministro-chefe da Casa Civil, Luiz Eduardo Ramos, e o advogado-geral da União, André Mendonça, para discutir a possível volta de aulas presenciais em todo o Brasil a partir do segundo semestre. “Isso já tem acontecido em alguns estados e na própria iniciativa privada”, disse.
Boletim mostra certa estabilidade entre o número de novos casos e o de recuperados.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (21) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados, mas também o número de curados. O total de óbitos subiu com as confirmações de novas 5 mortes em comparação com o boletim de 7 dias atrás. A gravidade dos novos casos também é um, fator preocupante.
Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, onde esse primeiro caso (uma mulher com comorbidades) chegou a óbito no dia 17 de abril de 2020, a cidade já contabiliza 6.287 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 4.633 já se recuperaram e, infelizmente, 136 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje, em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 1.518 pessoas estão com o vírus.
No dia 01º de fevereiro de 2021 Três Pontas tinha 552 pessoas confirmadas com coronavírus em isolamento. Hoje o número é maior, com 1.494 casos. Número chegou a cair para 52 e agora, de forma acelerada, com exceção dos últimos 7 dias, não para de subir.
Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.
O número de pessoas com síndrome gripal hoje é de 22.145.
Três pessoas seguem internadas com suspeita de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Outros vinte e quatro casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 1.496 pessoas em isolamento.
O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 432 dias. Isso dá uma média de 14,55 novos casos a cada 24 horas.
A primeira morte atribuída ao coronavírus ocorreu em Três Pontas no dia 17 de abril de 2020, segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Conforme a Vigilância Epidemiológica o primeiro caso confirmado de covid-19 no município acabou, lamentavelmente, evoluindo para óbito.
Números dos últimos 7 Dias
Confirmados +261
Recuperados +263
Óbitos +5
Casos em Isolamento -2
Internados -5
Com suspeita +1
Síndrome Gripal +798
“De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes ou Doença Cardiovascular Crônica!”
ÓBITOS
POR SEXO:
_ 74 Homens
_ 62 Mulheres
POR IDADE:
_ 10 a 19 anos – 01
_ 20 a 59 anos – 44
_ 60 a 79 anos – 62
_ 80 anos ou mais – 29
COMORBIDADES (DOENÇAS PRÉ-EXISTENTES)
_ Diabetes – 41
_ Hipertensão – 31
_ Hipertireoidismo – 01
_ Doença Cardiovascular Crônica – 55
_ Doença Renal Crônica – 08
_ Epilepsia – 01
_ Obesidade – 08
_ Imunodeficiência / Imunodepressão – 02
_ Doença Neurológica Crônica – 07
_ Câncer – 01
_ Síndrome de Down – 02
_ Doença Hepática Crônica – 03
_ Autismo – 01
_ Outra Pneumopatia Crônica – 02
_ Hipotireoidismo – 01
_ Asma – 02
_ Sequela de AVC – 01
_ Lupus – 01
_ Varizes Esofagianas – 01
_ Alzheimer – 01
_ Fibromialgia – 01
TEMPO DE INTERNAÇÃO:
_ 0 a 7 dias – 64
_ 8 a 15 dias – 47
_ 16 a 21 dias – 09
_ 22 ou mais – 11
Obs.: 01 paciente faleceu em outro município. A SMS não tem o tempo de internação.
Diabetes e o Coronavírus
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.
Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.
Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.
As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.
Doença Cardiovascular Crônica e o Coronavírus
O novo coronavírus pode se manifestar de diferentes formas dependendo da pessoa. Desde os primeiros registros da doença causada por ele alguns grupos de risco já foram identificados, como os cardiopatas. Mas afinal, qual a relação entre a Covid-19 e doenças cardiovasculares?
Em primeiro lugar é preciso compreender que quando se fala em grupo de risco não estamos nos referindo às pessoas com maior probabilidade de contrair o vírus, que é igual para todos que tenham contato com uma pessoa infectada. Os grupos de risco da Covid-19 são as pessoas com maior probabilidade de manifestar sintomas graves da doença, podendo levar a óbito.
O American College of Cardiology divulgou um boletim sobre os pacientes hospitalizados com a doença: 50% deles possuíam doenças crônicas, sendo que 40% tinham doença cardiovascular ou cerebrovascular. Entre os casos fatais, 86% tinham problemas respiratórios e, destes, 33% tinham acometimentos cardíacos associados, enquanto 7% tinham acometimento cardíaco isolado.
As pessoas que já possuem algum tipo de doença cardíaca podem ter alterações no seu sistema imunológico, além de um estado inflamatório crônico latente, o que pode agravar a manifestação da doença. Vale ressaltar que este não é um fator de risco isolado para a Covid-19, mas também para outras doenças respiratórias causadas por vírus. Em pandemias causadas por estes microrganismos a mortalidade por doenças cardiovasculares ultrapassou todas as causas.
O risco é ainda maior para pacientes com doenças crônicas, hipertensão, diabetes e alguma doença cardíaca como infarto. Também apresentam mais perigo as pessoas que passaram por alguma cirurgia cardiovascular ou que tenham insuficiência cardíaca.
Além disso, em outros episódios de epidemias respiratórias, como no caso da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) e Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS), as doenças causaram miocardite e insuficiência cardíaca de rápida progressão. Isso significa que o novo coronavírus, por ter características semelhantes, também possa infectar o coração isoladamente.
Além de manter um estilo de vida saudável para evitar doenças cardiovasculares, é importante agir preventivamente quanto à saúde do seu coração. Cardiopatas e pessoas com histórico de doença cardiovascular na família devem estar em dia com as consultas médicas e a realização de exames, inclusive de diagnóstico de imagem.
A recomendação de medidas de isolamento, distanciamento, higiene e uso de máscara permanecem para todas as pessoas. Porém, o cuidado deve ser ainda maior com aquelas que se enquadrem em um grupo de risco, como os pacientes cardíacos. Cuide-se. Com responsabilidade e prevenção podemos nos proteger da Covid-19.
As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.