Autor: Roger Campos

  • Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

    Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

    Aulas suspensas e eventos esportivos transferidos, algumas das consequências da atual pandemia do novo coronavírus, já marcaram a história recente do Brasil, por conta de outra doença: a meningite.

    Em 1974, durante o período da ditadura militar, o Brasil enfrentava a pior epidemia contra a meningite de sua história. O país já tivera dois surtos da doença – um em 1923 e outro em 1945 -, mas, nenhum deles tão grave ou letal.

    Isso porque o Brasil foi vítima não de um, mas de dois subtipos de meningite meningocócica: do tipo C, que teve início em abril de 1971, e do tipo A, em maio de 1974.

    Para evitar o contágio, o governo tomou medidas drásticas: decretou a suspensão das aulas e suspendeu eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos de 1975, que estavam marcados para acontecer em São Paulo, tiveram que ser transferidos para a Cidade do México. Hospitais, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficaram superlotados.

    A que viria a ser a maior epidemia de meningite da história do Brasil teve início em 1971, no distrito de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Logo, a população mais carente começou a se queixar de sintomas clássicos, como dor de cabeça, febre alta e rigidez na nuca. Nos bairros mais pobres, muitos morreram sem diagnóstico ou tratamento.

    Em novembro daquele ano, o que parecia ser um surto restrito a uma determinada localidade logo se alastrou e, aos poucos, ganhou proporções epidêmicas. Dali, não parou mais.

    Em setembro de 1974, a epidemia atingiu seu ápice. A proporção era de 200 casos por 100 mil habitantes. Algo semelhante só se via no “Cinturão Africano da Meningite”, área que hoje compreende 26 países e se estende do Senegal até a Etiópia.

    Das regiões mais carentes, a epidemia migrou para os bairros mais nobres. Até julho daquele ano, um único hospital em São Paulo atendia pacientes com meningite. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tinha 300 leitos disponíveis, mas chegou a internar 1,2 mil pacientes.

    “Não houve quarentena porque o período de incubação da meningite é muito curto”, explica a epidemiologista Rita Barradas Barata, doutora em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Na época, Rita trabalhava como aluna do internato em medicina no Emílio Ribas. “O atendimento foi além de sua capacidade máxima. Trabalhávamos muitas horas por dia”, recorda.

    De agosto em diante, outras 26 unidades passaram a fazer parte de uma rede de atendimento a pacientes com sintomas de meningite. “Depois de um ou dois dias recebendo tratamento injetável, os casos mais leves eram transferidos para outras unidades, onde recebiam a medicação oral. Já os pacientes mais graves permaneciam no Emílio Ribas”, complementa a médica.

    Atentados, passeatas e epidemias eram assuntos vetados na imprensa

    Até então, uma pequena parcela da população, quase nula, sabia da existência da epidemia. O governo procurou escondê-la ao máximo, segundo explica quem acompanhou o caso de perto.

    “Assim que surgiu, foi tratada como uma questão de segurança nacional, e os meios de comunicação proibidos de falar sobre a doença”, afirma a jornalista Catarina Schneider, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora da tese A Construção Discursiva dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre a Epidemia de Meningite na Ditadura Militar Brasileira (1971-1975). “Essa tentativa de silenciamento impediu que ações rápidas e adequadas fossem tomadas”.

    Durante os anos da ditadura, alguns temas foram proibidos de serem divulgados – através de notícias, entrevistas ou comentários – em jornais e revistas, rádios e TVs. A epidemia de meningite que castigou o Brasil na primeira metade da década de 1970 foi um deles.

    Sob o pretexto de não causar pânico na população, a censura proibiu toda e qualquer reportagem que julgasse “alarmista” ou “tendenciosa”, sobre a moléstia.

    Em 1971, quando foram registrados os primeiros casos, o epidemiologista José Cássio de Moraes, doutor em Saúde Pública pela USP e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, integrava uma comissão de médicos de diferentes áreas, como epidemiologistas, infectologistas e sanitaristas. Juntos, detectaram um surto da doença e procuraram alertar as autoridades. Não conseguiram. Em tempos de ‘milagre econômico’, o governo se recusou a admitir a existência de uma epidemia. “Os militares proibiram a divulgação de dados. Pensavam que conseguiriam deter a epidemia por decreto. Se eu não divulgo, é como se não existisse. Não sabiam que o vírus era analfabeto e não sabia ler Diário Oficial”, ironiza o médico.

    Dali por diante, médicos de instituições públicas foram proibidos de conceder entrevistas à imprensa. O jeito era dar declarações em “off” para jornalistas de confiança, como Demócrito Moura, do Jornal da Tarde. Mesmo assim, as poucas matérias publicadas, alertando a população dos riscos da meningite, eram desmentidas pelas autoridades.

    “Ao governo não interessava a divulgação de notícias negativas. Negar a existência da epidemia foi um erro porque facilitou sua propagação e atrasou a adoção de medidas necessárias ao seu combate. Numa situação dessas, quanto mais rapidamente essas medidas forem adotadas, menores serão as perdas de vidas e os danos à economia”, afirma o historiador Carlos Fidelis Ponte, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Medo

    Em 1974, quando a verdade veio à tona, pelo menos sete Estados totalizavam 67 mil casos – 40 mil deles só em São Paulo. A população, quando soube da epidemia, entrou em pânico. Com medo da propagação da doença, as pessoas evitavam passar na frente do Emílio Ribas. De dentro de carros e ônibus, fechavam suas janelas. Na falta de remédios e de vacinas, recorriam a panaceias milagrosas, como a cânfora.

    “Naquela época, não havia rede social, mas já existiam ‘fake news’. A boataria atrapalhou bastante”, recorda José Cássio.

    O governo suspendeu as aulas e mandou os estudantes de volta para casa. Quando era registrado algum caso nas dependências das escolas, as autoridades sanitárias passavam formol nas mesas e carteiras. Em algumas cidades, as escolas públicas foram transformadas em hospitais de campanha para atender os doentes.

    Nos hospitais, a epidemia sobrecarregou especialistas em doenças infecciosas. Médicos de outras áreas, para evitar a contaminação, usavam capacetes, óculos e botas. Outros, ao contrário, atendiam pacientes sem qualquer tipo de proteção. Um terceiro grupo preferiu mudar para o interior, com suas famílias.

    Uma das primeiras medidas foi prescrever sulfa. Na esperança de deter o avanço da epidemia, a população passou a tomar o antibiótico por conta própria. “O estoque acabou rapidamente e a bactéria ficou resistente”, recorda José Cássio.

    Todos os dias, a comissão médica da qual o médico fazia parte procurava atualizar os números e divulgá-los no quadro de avisos do Palácio da Saúde, onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os setoristas da área até tinham acesso às informações, mas não podiam divulgá-las.

    Os números de casos e de óbitos são contraditórios. O estudo A Doença Meningocócica em São Paulo no Século XX: Características Epidemiológicas, de autoria de José Cássio de Moraes e Rita Barradas Barata, calcula que, no período epidêmico, que durou de 1971 a 1976, foram registrados 19,9 mil casos da doença e 1,6 mil óbitos. Já a edição de 30 de dezembro de 1974 do jornal O Globo divulgou que, só naquele ano, a epidemia deixou um saldo de 111 mortos no Rio Grande do Sul, 304 no Rio de Janeiro e 2,5 mil em São Paulo.

    Ministério censurado

    Em março de 1974, o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência no lugar do general Médici. Para ministro da Saúde, ele nomeou o médico sanitarista Paulo de Almeida Machado.

    Naquele ano, a jornalista Eliane Cantanhêde, então na revista Veja, conseguiu uma exclusiva com o ministro, em Brasília. Pela primeira vez, uma autoridade admitia publicamente que o Brasil vivia uma epidemia. Mais que isso. Ele alertou sobre os riscos da meningite e ensinou medidas de higiene à população.

    De volta à redação, Cantanhêde começou a bater a matéria e a enviá-la, via telex, para a sede da Veja, em São Paulo. Dali a pouco, ficou sabendo que a entrevista tinha sido censurada. Motivo? “Não havia vacina para todo mundo”, explica Eliane. “As pessoas não sabiam o que era meningite. Muitas delas morriam e, por falta de informação, não sabiam do quê”.

    No dia 26 de julho de 1974, o jornalista Clóvis Rossi também teve um de seus textos censurados. No espaço reservado ao artigo A Epidemia do Silêncio, a direção da Folha de S. Paulo se viu obrigada a publicar um trecho do poema Os Lusíadas, de Luís de Camões. “Desde que, há dois anos, começaram a aumentar em ritmo alarmante os casos de meningite em São Paulo, as autoridades cuidaram de ocultar fatos, negar informações e reduzir os números a proporções incompatíveis com a realidade”, alertou Rossi no artigo censurado.

    Naquele mesmo ano, o governo brasileiro assinou um acordo com o Instituto Pasteur Mérieux e importou em torno de 80 milhões de doses da vacina contra meningite. “O laboratório francês precisou construir uma nova fábrica porque a que existia não comportava uma produção tão grande”, relata o historiador Carlos Fidelis. “Foi a partir dessa emergência que se criou, na Fiocruz, a fábrica de fármacos, a Farmanguinhos, e a de vacinas, a Bio-Manguinhos”.

    Vacinação

    Em 1975, o Brasil deu início à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Meningite Meningocócica (Camem). Foi quando, para estimular a ida em massa da população aos postos de saúde, o governo passou a divulgar os números da doença.

    “A letalidade da meningite é de 10%, mas, no auge da epidemia, caiu para 2%”, afirma Rita Barradas Barata. “O diagnóstico era feito de maneira precoce e o tratamento com antibiótico reduzia o risco de morte”.

    Em apenas quatro dias, foram aplicadas 9 milhões de doses na região metropolitana de São Paulo. Logo, estenderam a campanha para outros municípios e estados. A imunização não era feita com seringa e agulha e, sim, com uma “pistola” injetora de vacina. “Conseguimos uma cobertura vacinal de quase 90% da população”, orgulha-se José Cássio.

    Além de superlotar hospitais e de fechar escolas, a epidemia de meningite teria causado outros “estragos”. Um deles é a transferência dos Jogos Pan-Americanos de 1975, da cidade de São Paulo para a do México. Bem, pelo menos essa é a versão oficial. A extraoficial é contada pelo advogado Alberto Murray Neto. “Em 1975, o número de casos já tinha reduzido e o que se dizia é que a epidemia estava controlada. Em tese, a meningite não seria um impeditivo para os Jogos”, revela Alberto.

    Seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, era o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e vice do Comitê Olímpico Internacional (COI). Durante reunião em Brasília, foi avisado pelo ministro da Educação, Ney Braga, que não teria recursos do governo federal para os Jogos. Em suma: o Pan deveria ser cancelado, a três meses de sua realização.

    “Meu avô cancelou os Jogos, sem esconder que a questão crucial era o corte de verbas”, relata Alberto. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 deixaram para a cidade o velódromo, a raia olímpica e o Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP)”.

    Fonte BBC News

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  • Vacinação de Idosos muda na cidade de Três Pontas

    Vacinação de Idosos muda na cidade de Três Pontas

    Pessoas com mais de 60 anos poderão receber a dose dentro de seus carros na próxima quinta-feira ou em suas residências a partir de agendamento via telefone.

    A próxima etapa da vacinação contra a gripe, que no primeiro momento privilegia os idosos, acontecerá de forma diferente. Depois da reportagem veiculada pelo Conexão Três Pontas que mostrou filas enormes, pessoas muito próximas, umas das outras, sem o respeito à distância de segurança contra o Coronavírus e inúmeras reclamações em nossas redes sociais, recebemos da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas a confirmação de que aqueles com idade acima dos 60 anos terão duas possibilidades de receber a dose: em suas próprias casas (delivery) ou dentro de seus carros (drive thru), sem que precisem se expor, como nas duas datas anteriores.

    DRIVE THRU – IDOSOS QUE FOREM DE CARRO

    Na quinta-feira, dia 02 de Abril, a vacinação começará às 13 horas, na Avenida Nilson Vilela (em frente ao Campo Society do Dão, próximo ao Café Palace Hotel). “Eles serão vacinados apenas dentro do carro. Não vão precisar descer, pegar fila, ficar no sol, etc.”, informou o Executivo Municipal.

    DELIVERY – IDOSOS QUE NÃO PODEM IR DE CARRO

    A partir de quinta-feira, dia 02 de Abril, os idosos que não tiverem como ir de carro até o único local de vacinação acima descrito, deverão ligar em um posto de saúde mais próximo para informar nome, endereço e telefone para ser vacinado em sua residência, mediante agendamento.

    Neste caso os idosos deverão entrar em contato com o posto de saúde mais próximo de suas residências para o agendamento da vacina.

    POSTOS DE SAÚDE (horário de funcionamento 13h às 17h)

    Confira os telefones de cada unidade:

    CS CATUMBI – 3266-1056

    CS VILA MARILENA – 3265-5621

    CS PADRE VICTOR – 3265-4185

    CS SANTA EDWIRGES (EM REFORMA e será agendado no SALÃO PAROQUIAL DO BAIRRO)

    ESF DR. ODILON TEODORO LEITE – 3266-5231

    ESF DR. OSCAR DE OLIVEIRA BRITO – 3266-6798

    ESF DR. CARLOS – 3266-5407

    POLICLÍNICA – 3265-5524

    Serviço

    Três Pontas tem cerca de 7.000 idosos acima dos 60 anos, 12% da população local. A próxima data para a vacinação dos idosos será, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, realizada na próxima quinta-feira, 02 de abril. O Conexão continuará trazendo todas as informações.

    Com informações da Ascom PMTP

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  • Impactos do coronavírus sobre os contratos entre o consumidor e as Instituições de Ensino Superior

    Impactos do coronavírus sobre os contratos entre o consumidor e as Instituições de Ensino Superior

    Alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor

    A pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) já é uma realidade que vem trazendo profundos impactos nas relações jurídicas. Nesse momento de instabilidade, surgem diversas perguntas no que diz respeito aos contratos, especialmente aqueles que estabelecem obrigações de trato sucessivo na seara consumerista. Dentre esses contratos estão aqueles firmados entre estudantes e instituições privadas de ensino superior.

    Com o intuito de minimizar os efeitos causados pela pandemia, o Ministério da Educação autorizou, por meio de portaria publicada em 18 de março no Diário Oficial da União, que as Instituições de Ensino Superior dessem continuidade ao semestre letivo, substituindo as disciplinas presenciais por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação, isto é, que as aulas sejam ministradas na modalidade à distância.

    No entanto, embora tais medidas sejam relevantes como forma de aproveitamento do semestre letivo, surgem alguns questionamentos: a) os estudantes são obrigados a se submeterem à nova modalidade de ensino?; b) os valores ajustados para as mensalidades podem ser revistos, uma vez que o ensino à distância comporta valores menores?; c) é possível o cancelamento da matrícula?. Essas indagações podem ser respondidas à luz do nosso ordenamento jurídico.

    De início, é importante destacar que a relação jurídica estabelecida entre os estudantes e as Instituições Privadas de Ensino Superior se submete às regras do direito consumerista. Assim, qualquer análise deve ser feita à luz do espírito protetor do Código de Defesa do Consumidor.

    É verdade que nos encontramos em uma situação de imprevisibilidade, resultante de um evento causado por força maior. No entanto, o consumidor não pode ser obrigado a aceitar serviço diverso daquele que contratou, uma vez que os riscos da atividade empresarial devem ser suportados pelo fornecedor de serviços.

    Nesse sentido, na hipótese de manutenção do contrato com a prestação do serviço de modo alternativo, impõe-se a observância do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, que prevê a possibilidade de revisão do contrato diante de fatos supervenientes:

    Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

    (…)

    V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

    A revisão contratual está diretamente associada ao princípio da função social do contrato e a manutenção da equivalência contratual, que veda a onerosidade excessiva e o enriquecimento sem causa. Essa é uma característica fundamental do direito consumerista, pois, conforme leciona Cláudia Lima Marques, na vigência do Código de Defesa do Consumidor, o contrato passa a ter seu equilíbrio, seu conteúdo ou sua equidade mais controlados, valorizando-se o seu sinalagma. Deve haver, portanto, a manutenção do ponto de equilíbrio do negócio, como forma de garantir a proporcionalidade entre o serviço prestado e a contraprestação da outra parte.

    Desse modo, no caso das Instituições de Ensino Superior privadas que optarem por continuar o semestre letivo por meios digitais, é direito do consumidor que contratou o serviço na modalidade presencial, requerer a revisão dos valores a fim de alcançar a equivalência contratual. A manutenção dos valores iniciais implicaria em enriquecimento sem causa da instituição de ensino, uma vez que, normalmente, os valores despendidos na modalidade à distância são mais módicos do que àqueles necessários para a estrutura física das aulas presenciais. Outrossim, não bastasse a necessidade de equivalência contratual, o Código de Defesa do Consumidor estabelece no artigo 20 a hipótese de vício na qualidade do serviço que diminua o seu valor, trazendo algumas possibilidades ao consumidor:

    Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

    I – a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;

    II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

    III – o abatimento proporcional do preço.

    O vício de qualidade do serviço se manifesta, nos termos do parágrafo 2º do artigo 20, quando os serviços se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.

    Assim, a ministração de aulas à distância difere em qualidade da ministração presencial, de modo que o consumidor não pode ser constrangido a prosseguir no contrato sem qualquer alteração. Aliás, o Código Civil estabelece no artigo 313 que o credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. Se o é assim no Código Civil, não há dúvidas de que o consumidor não está obrigado a aceitar serviço distinto daquele que contratou.

    Com isso, nos termos do artigo 20 do CDC, abrem-se as seguintes opções para o consumidor: a) reexecução dos serviços; b) a restituição imediata da quantia paga e c) o abatimento proporcional do preço. Tanto a reexecução dos serviços como o abatimento proporcional do preço tem como fundamento a ideia de manutenção dos contratos, com o intuito de preservar a relação jurídica.

    Assim, na questão das universidades, é possível que os estudantes, em acordo com as instituições de ensino, aguardem o retorno à normalidade, a fim de que as aulas sejam ministradas presencialmente, sem que haja custo adicional. Por outro lado, caso sejam mantidas as aulas na modalidade à distância, deve ser requerido o abatimento proporcional do preço, com o intuito de atingir o já mencionado equilíbrio contratual.

    Por fim, caso haja resistência por parte das Instituições, é possível ao consumidor requerer a restituição da quantia paga, e, consequentemente, a resolução do contrato.

    Dentre essas opções, é necessário que haja bom senso de ambos os lados. A busca por uma solução consensual deve nortear a relação entre os estudantes e a instituição de ensino. A manutenção dos contratos com os devidos ajustes nos parece ser a melhor solução para enfrentar a crise atual. Ficou com alguma dúvida? Fale com quaisquer advogados especialistas.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” desde 2006/por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG.

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  • Idosos de Três Pontas recebem vacina contra a Gripe

    Idosos de Três Pontas recebem vacina contra a Gripe

    Vacinação fracionada e muita demora provocaram irritação em diversos pontos da cidade.

    Foi realizada nesta sexta-feira, (27) mais uma sub-etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O Ministério priorizou inicialmente os idosos com mais de 60 anos. E mesmo diante do temor da pandemia de Coronavírus as doses da vacina contra a gripe (doença com alguns sintomas parecidos ao do Covid-19) não estão chegando de uma vez nos municípios, pelo contrário, estão sendo escalonadas. E o que se viu hoje em Três Pontas  foram filas e reclamações por parte dos idosos.

    Três Pontas recebeu cerca de 2.000 doses na última segunda-feira (23), primeiro dia da Campanha. Se esgotaram rapidamente. E  na vacinação desta sexta-feira foram mais 1.500 doses, que também não duraram muito tempo. Apesar de toda organização anunciada de forma antecipada pela Secretaria Municipal de Saúde, o que se viu foram filas em quase todos os pontos de vacinação. Idosos que ficaram em média 40 minutos na fila. Leitores relataram ao Conexão que chegaram a ficar duas horas aguardando a vacinação, que foi iniciada às 13 horas.

    Nossa reportagem tentou contato com a Coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Lara Miranda Silva. Até o fechamento desta reportagem ela não havia respondido nossas perguntas enviadas pelo whatsapp. Em contrapartida o Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal nos informou que o Governo Federal dividiu a campanha em 14 datas. “A vacinação está vindo bem fracionada. Estamos buscando a melhor forma para que os idosos tomem a vacina sem transtornos ou riscos. O Governo Federal tem a intenção, através do Ministério da Saúde, de vacinar todos os idosos e é isso que esperamos aqui em Três Pontas”, revelou Gil Souza.

    Reclamações

    Muitos leitores do Conexão entraram em contato com nossa reportagem, reclamando sobre a demora para se vacinar. O leitor Neiber Lima relatou que no bairro Philadelphia a fila estava um caos. “Tinha uma fila, de repente essa fila virava duas ou três, voltava pra uma só e as pessoas entravam na frente, furavam o lugar dos outros. Eu já estava havia 40 minutos na fila e ela não andava. Um caos. Tinha muito idoso e idosa com a saúde mais debilitada ‘fritando’ no sol. Um absurdo! Acho que faltou organização”, revelou.

    Alguns sugeriram que a SMS fosse nas casas do idosos realizar a vacina, mantendo assim os pedidos de isolamento, evitando que os idosos fiquem expostos e tenham que pegar longas filas. Outros disseram que deveria haver uma distribuição de senhas pela internet e que determinados grupos de idosos, de 10 em 10, por exemplo, deveriam ter um horário específico agendado. “A cada 30 minutos chegariam 10 ou 20 idosos para tomarem a vacina de determinado enfermeiro. Se forem 3 profissionais por local de vacinação, teremos de 60 a 120 idosos por hora vacinados sem tanta fila, sem tanta demora”, pontuou Ana Clara Silva.

    Alguns idosos que foram até os locais de vacinação de carro tomaram a dose sem precisar descer do veículo.

    Muitos também gostaram do esquema de vacinação montado pela Prefeitura Municipal, elogiaram o trabalho da Secretaria de Saúde e a comodidade de poder tomar a vacina dentro do carro.

    O que foi unanimidade foi o medo sentido em todos os idosos com quem conversamos sobre o Coronavírus. Cientes da importância da vacina contra a gripe eles revelaram que, embora não gostem, acham o isolamento em casa a melhor defesa em prol dos homens e mulheres com mais de 60 anos de idade contra o Covid-19.

    Serviço

    Três Pontas tem cerca de 7.000 idosos acima dos 60 anos, 12% da população local. A próxima data para a vacinação dos idosos será, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, realizada na próxima terça-feira, 31 de março, ou quarta-feira, 01º de abril. O Conexão continuará trazendo todas as informações.

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  • Criminosos furtam empresa e causam prejuízo de mais de 12 mil reais em Três Pontas

    Criminosos furtam empresa e causam prejuízo de mais de 12 mil reais em Três Pontas

    A Polícia Militar registrou o caso. Você pode ajudar fazendo denúncia anônima ao 190.

    A 151ª Cia da Polícia Militar de Três Pontas registrou, na manhã desta terça-feira, 24 de março, uma ocorrência de furto. A empresa Avant Manutenções, especializada em oficina elétrica, mecânica e lanternagem, reparos de máquinas de café, entre outros, localizada na Avenida Ipiranga, no bairro Santana, foi o alvo da ação dos bandidos que causaram um prejuízo enorme, conforme nos relatou seu proprietário.

    De acordo com o histórico do Boletim de Ocorrência, ao qual tivemos acesso, os policiais militares foram acionados e compareceram ao estabelecimento comercial, onde o solicitante/vítima relatou que nesta data, ao chegar no referido estabelecimento por volta das 07h00, observou que o caminhão modelo Castellatian, cor branca, placa DAQ 0487, estava com as rodas traseiras arrancadas. Bem como duas baterias de 100 amperes cada. Diante do fato foi observado que havia sido furtado o total de sete rodas do referido caminhão, juntamente com as referidas baterias.

    Ainda conforme o B.O. “a vítima não soube informar quem seriam os possíveis autores, sendo o mesmo orientado sobre as demais providências. O caminhão encontrava-se estacionado em um terreno ao lado do referido estabelecimento, uma vez que o mesmo é muito grande e não cabe no interior do barracão.”

    Conforme o proprietário da empresa, foram solicitadas imagens de câmeras de empresas do entorno. “Quem fez isso é profissional. Roubaram com aro e tudo, levaram ainda duas baterias. Me causaram um prejuízo enorme, na casa dos 12 mil reais. Espero que a Polícia possa localizar e prender esses bandidos e que esse material possa, se Deus quiser, ser recuperado. Peço a ajuda da população para denunciar caso saibam de alguma pista”, relatou.

    Os proprietários da Avant Manutenções são pessoas simples, humildes, que tocam a empresa, gerando empregos, com muito sacrifício.

    Quem tiver alguma informação ligue para o Disque Denúncia da Polícia Militar, 190. Não é preciso se identificar.

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  • Secretaria de Saúde de TP abre Centro de Atendimento para pacientes com suspeita de Coronavírus

    Secretaria de Saúde de TP abre Centro de Atendimento para pacientes com suspeita de Coronavírus

    O prédio do antigo Centro Pediátrico Dr. Glimaldo Paiva, no bairro Paraíso, voltou a ser utilizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas.

    Depois de receber reparos por causa da ação constante de vandalismo (furtos), o imóvel abriga a partir desde a última terça-feira (24), profissionais de saúde para atender pacientes com problemas respiratórios, tosse, coriza e dores no corpo, sintomas que podem indicar o Coronavírus (Covid-19). O médico chefe do Pronto Atendimento Municipal (PAM) Dr. Lucas Eduardo Erbst Marques explica que a estratégia é fazer uma triagem e os casos mais graves, como falta de ar, como cólica renal, acidentes, dores abdominais intensas, atendimentos normais de fluxo, entre outros casos graves, continuam sendo no PAM.

    Caso algum paciente chegue em estado mais grave no Centro de Atendimento, o próprio serviço vai encaminhá-lo ao PAM. “Precisamos separar os casos gripais do PAM para que o vírus não se alastre. Vamos isolar esses pacientes respiratórios dos outros que vão ficar no Pronto Atendimento, para que a gente consiga também dessa forma diminuir a contaminação viral”, contou Dr. Lucas.

    O Chefe do PAM revela que nos últimos cinco dias houve uma diminuição importante nos atendimentos de pacientes com consultas de rotina no serviço de saúde. Com a diminuição, é possível preparar para receber os trespontanos com sintomas mais graves. “O PAM continua aberto, mas o que a gente pede é que não procurem em situações que não sejam gravem, para não correr o risco de ter uma infecção pelo Covid-19”, reiterou o médico.

    Ala pronta para qualquer eventualidade

    A ala criada para receber pacientes em estado grave, que necessitem de isolamento está pronta. Mas ela pode ser usada tanto pelo PAM como pelo próprio Hospital São Francisco de Assis. Tudo vai depender de como a infecção vai evoluir.

    Fonte Assessoria de Imprensa PMTP

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  • NOTA DE ESCLARECIMENTO

    NOTA DE ESCLARECIMENTO

    ATUALIZAÇÃO

    Embora a informação dos 19 casos suspeitos em Três Pontas tenha sido divulgada inicialmente por um portal de notícias confiável, que é o G1 Sul de Minas, conforme o link https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/03/25/sul-de-mg-segue-com-um-caso-confirmado-do-novo-coronavirus-suspeitas-sobem-para-631.ghtml, e, principalmente PUBLICADA NUMA PÁGINA OFICIAL DA SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE, conforme o link https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiMDgwOGI4YjItNGFjNC00ZThkLWIyNzctMmNjZTQxMmU1ZjRhIiwidCI6Ijg3ZTRkYTJiLTgyZGYtNDhmNi05MTU3LTY5YzNjYTYwMGRmMiIsImMiOjR9. a responsável pela coleta das amostras e que faz o controle dos exames no sistema de gerenciamento, que pediu para que seu nome não fosse divulgado, negou as informações contidas tanto no G1 quanto na Secretaria Estadual de Saúde.

    “Esses números não são oficiais. O que temos realmente é: Casos suspeitos com coleta são 10 até agora. com dois negativos. Estamos, portanto, aguardando resultado de 8”, disse a responsável.

    Questionada pelo Conexão se os dados contidos em duas fontes sérias, G1 e página da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, estariam errados ela emendou: Provável, pois quem coleta as amostras e faz controle dos exames no Sistema Gerenciamento Vida Funed sou eu. Eu não sei explicar, só trabalho com os dados oficiais da SES”.

    O Provedor da Santa Casa, Michel Renan Simão Castro, também questionou os números divulgados nas páginas em questão.

    NOTA

    O Conexão Três Pontas lembra que o principal intuito dos órgãos de imprensa é informar com isenção e corretamente. E quando os dados que estão na página oficial da Secretaria de Estado de Saúde, usados pela maior empresa de mídia do país (G1 – Grupo Globo) e pela imprensa de uma forma geral, estão, possivelmente erradas, realmente se instaura o caos, a desordem, a insegurança na população e dificulta ao máximo o trabalho jornalístico sério.

    Também não concordamos, embora respeitamos, o fato de não ser autorizada a veiculação do nome da profissional RESPONSÁVEL PELA COLETA DOS EXAMES e que vem solicitar alterações nos dados divulgados.

    EXIGIMOS INFORMAÇÕES SÉRIAS, CLARAS E EM TEMPO REAL. A população merece!

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  • Sobe para 19 o número de casos suspeitos de Coronavírus em Três Pontas

    Sobe para 19 o número de casos suspeitos de Coronavírus em Três Pontas

    Segundo últimos números divulgados pela SES-MG, região tem 93 cidades com suspeitas; caso confirmado em Boa Esperança ainda não entrou na lista.

    O Sul de Minas segue com um caso confirmado de coronavírus pela Secretaria Estadual de Saúde. No entanto, o número de suspeitas subiu para 631 em 93 cidades, conforme os últimos números divulgados pela SES-MG nesta quarta-feira (25). Até o último boletim, eram 505 suspeitas em 90 cidades. Ao todo, entraram na lista oficial mais 126 casos suspeitos em um dia. Três Pontas tem 19 casos suspeitos.

    Na terça-feira (24), a Prefeitura de Boa Esperança (MG) confirmou o caso suspeito de uma mulher de 60 anos que esteve em um aeroporto em São Paulo e está internada em Varginha. No entanto, esse caso ainda não foi confirmado pela lista oficial da Secretaria de Saúde do Estado.

    Conforme os novos números divulgados, Passos continua liderando a lista de suspeitas no Sul de Minas com 101 casos em investigação. Poços de Caldas ultrapassou Varginha e agora aparece em segundo com 47 suspeitas. Varginha tem 37. São Sebastião do Paraíso tem 35 suspeitas e Alfenas, 30.

    No estado de Minas Gerais, até o momento foram confirmados 133 casosOutros 14.227 seguem em investigação. Nenhuma morte pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, está confirmada.

    Os números divulgados pelas secretarias municipais, secretaria estadual e o Ministério da Saúde não são necessariamente iguais, já que os órgãos têm horários e procedimentos distintos para apresentação de seus boletins diários.

    Casos suspeitos de coronavírus no Sul de Minas conforme a lista oficial:

    • Passos: 101 casos
    • Poços de Caldas: 47 casos
    • Varginha 37 casos
    • S. S. Paraíso: 35 casos
    • Alfenas: 30 casos
    • Guaxupé: 21 casos
    • Camanducaia 19 casos
    • Três Pontas: 19 casos

    • Itajubá: 17 casos
    • Campo Belo: 15 casos
    • Cambuí: 13 casos
    • Perdões e Ibiraci: 12 casos
    • Carmo do Rio Claro: 11 casos
    • Botelhos: 10 casos
    • São Lourenço: 8 casos
    • Caxambu, Cristais, Baependi, Boa Esperança, Pouso Alegre, Cássia, Itanhandu, Lavras, Santana da Vargem e Monte Belo: 6 casos
    • Extrema, Campos Gerais, Cabo Verde, Munhoz, Liberdade, Itaú de Minas, São Tomás Aquino, Campanha e Pedralva: 5 casos

    Fonte G1 Sul de Minas

    ATUALIZAÇÃO

    Embora a informação dos 19 casos suspeitos em Três Pontas tenha sido divulgada inicialmente por um portal de notícias confiável, que é o G1 Sul de Minas, conforme o link https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/03/25/sul-de-mg-segue-com-um-caso-confirmado-do-novo-coronavirus-suspeitas-sobem-para-631.ghtml, e, principalmente PUBLICADA NUMA PÁGINA OFICIAL DA SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE, conforme o link https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiMDgwOGI4YjItNGFjNC00ZThkLWIyNzctMmNjZTQxMmU1ZjRhIiwidCI6Ijg3ZTRkYTJiLTgyZGYtNDhmNi05MTU3LTY5YzNjYTYwMGRmMiIsImMiOjR9. a responsável pela coleta das amostras e que faz o controle dos exames no sistema de gerenciamento, que pediu para que seu nome não fosse divulgado, negou as informações contidas tanto no G1 quanto na Secretaria Estadual de Saúde.

    “Esses números não são oficiais. O que temos realmente é: Casos suspeitos com coleta são 10 até agora. com dois negativos. Estamos, portanto, aguardando resultado de 8”, disse a responsável.

    Questionada pelo Conexão se os dados contidos em duas fontes sérias, G1 e página da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, estariam errados ela emendou: Provável, pois quem coleta as amostras e faz controle dos exames no Sistema Gerenciamento Vida Funed sou eu. Eu não sei explicar, só trabalho com os dados oficiais da SES”.

    O Provedor da Santa Casa, Michel Renan Simão Castro, também questionou os números divulgados nas páginas em questão.

    NOTA

    O Conexão Três Pontas lembra que o principal intuito dos órgãos de imprensa é informar com isenção e corretamente. E quando os dados que estão na página oficial da Secretaria de Estado de Saúde, usados pela maior empresa de mídia do país (G1 – Grupo Globo) e pela imprensa de uma forma geral, estão, possivelmente erradas, realmente se instaura o caos, a desordem, a insegurança na população e dificulta ao máximo o trabalho jornalístico sério.

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  • Solidariedade: Costureiras trespontanas fabricam e doam máscaras contra o Coronavírus

    Solidariedade: Costureiras trespontanas fabricam e doam máscaras contra o Coronavírus

    LINDO EXEMPLO DE AMOR EMOCIONOU AS PESSOAS DA CIDADE.

    Diante da pandemia de Coronavírus e dos eminentes riscos provocados pela doença que já matou milhares de pessoas em todo mundo, enquanto, por um lado, fabricantes, distribuidores e alguns comerciantes do setor farmacêutico inflacionam o preço do álcool gel em até 700%, o que ultrapassa o escândalo e é, segundo o Procon, uma prática criminosa, aqui em Três Pontas costureiras resolveram se sensibilizar e estão fabricando máscaras de tecido para doar e ajudar as pessoas, principalmente aqueles que estão na linha de frente do problema.

    A iniciativa já se espalhou mais rapidamente que o COVID-19 em nossa cidade. Uma das primeiras iniciativas foi do Pastor Luciano, de seus familiares, amigos e fiéis de sua igreja. De acordo com a costureira Rosely de Jesus, “fiéis da Igreja Graça e Paz estão confeccionando máscaras que serão doadas aos agentes de saúde e profissionais que estão em contato direto com as pessoas e, consequentemente de frente com o Coronavírus”.

    Ainda segundo a informação apurada pelo Conexão, as máscaras serão doadas aos policiais militares, policiais civis, guarda civil municipal, funcionários do setor de Oncologia de Varginha, pessoas que fazem hemodiálise, idosos, entre outras pessoas dos grupos de risco.

    Diante de um mundo cada vez mais egoísta uma atitude dessa e que já ganhou muitos outros adeptos, costureiras e costureiros por todos os cantos da cidade, merece nosso reconhecimento público. Mas do que isso, a nossa gratidão e aplausos.

    Esta galeria de fotos representa todos os costureiros e costureiras que estão se dedicando e buscando o bem comum, levando amor e solidariedade neste momento de tanto temos e incertezas. Detalhe: sem ganhar nenhum centavo! Embora a verdadeira recompensa venha de Deus!

    Parabéns!

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  • URGENTE: PREFEITURA DE TRÊS PONTAS DECRETA TOQUE DE RECOLHER

    URGENTE: PREFEITURA DE TRÊS PONTAS DECRETA TOQUE DE RECOLHER

    MEDIDA VISA CONTER PROLIFERAÇÃO DO CORONAVÍRUS

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através do Chefe do Executivo, o Prefeito Marcelo Chaves Garcia acaba de decretar Toque de Recolher na cidade de Três Pontas. De acordo com o DECRETO 11.124 de 23 de março de 2020 “Fica instituído o TOQUE DE RECOLHER, em todo território do Município de Três Pontas, ficando restrita a circulação de pessoas nos logradouros públicos, no período compreendido entre 22 horas e 5 horas, por prazo indeterminado.”

    De acordo com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, a fiscalização do Decreto será exercida pelo Município, com apoio da Polícia Militar, caso isso seja necessário.

    Só serão permitidas a circulação de pessoas e veículos quando realizarem o transporte de pacientes para as unidades de saúde, aquisição de medicamentos ou veículos atrelados à prestação de serviço de relevante interesse público.

    Ainda conforme o Decreto ficam proibidas quaisquer atividades profissionais, pelo prazo de 8 dias, a partir do dia 23 de março, realizadas no período das 22 às 5 horas da manhã.

    Funcionários de serviços essenciais, como padarias, supermercados e farmácias, deverão suspender suas atividades 30 minutos antes do estipulado, visando a locomoção e chegada dos mesmos em suas casas.

    Estabelecimentos comerciais deverão, obrigatoriamente, se organizar para que não haja aglomeração de pessoas e que os clientes tenham no mínimo 2 metros de distanciamento para outras pessoas.

    Todas as medidas visão o controle da pandemia de Coronavírus em Três Pontas. Dos 4 casos suspeitos até o momento, 2 foram descartados e outros 2 seguem em análise.

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  • Campanha de Vacinação: Entenda como vai funcionar em Três Pontas

    Campanha de Vacinação: Entenda como vai funcionar em Três Pontas

    Começou nesta segunda-feira (23) em quase todo Brasil a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. De acordo com Ministério da Saúde, nesta primeira etapa os públicos prioritários são idosos e trabalhadores da saúde. Mais duas etapas serão realizadas para públicos diferentes. Aqui em Três Pontas a campanha começa amanhã, dia 24. Saiba tudo:

    Locais: Postos de Saúde, exceto a Policlínica Central. A vacinação será nesta terça-feira em todos os postos dos bairros. Na Policlínica não haverá vacinação.

    Horário: Das 13 às 17 horas.

    Público Alvo: Idosos e trabalhadores da saúde.

    De acordo com a Assessoria da Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, a Campanha de Vacinação no município acontecerá em locais abertos, em frente aos postos, numa quadra, numa praça, para que nenhum idoso fique confinado, mesmo que por alguns minutos, em um ambiente fechado e mais propenso à contaminação.

    Esses idosos que chegarem de carro tomarão a vacina sem precisar que desçam de seus veículos.

    Em Três Pontas não haverá escalonamento alfabético, ou seja, todos os idosos serão vacinados nesta terça-feira. “A aplicação da vacina será organizada e serão separados de 3 em 3 metros para evitar riscos maiores.”, informou a PMTP.

    Em um segundo momento, seguindo cronograma do Ministério da Saúde, os doentes crônicos também serão vacinados. A data em Três Pontas ainda não foi informada.

    Ao todo, a campanha pode atingir cerca de 67,6 milhões de pessoas em todo o país. A meta é vacinar, pelo menos, 90% de cada um desses grupos até o dia 22 de maio. Para alcançar esse público foram investidos R$ 1 bilhão na aquisição de 75 milhões de doses da vacina.

    O dia “D” de mobilização nacional para a vacinação acontece em 9 de maio (sábado). Nessa data, os 41 mil postos de saúde ficarão abertos para atender a todos os grupos prioritários. Neste ano, a campanha foi antecipada de abril para março para reforçar a proteção aos públicos prioritários contra os vírus mais comuns da gripe.

    A vacina contra influenza não tem eficácia contra o coronavírus. No entanto, em virtude da pandemia de coronavírus, poderá auxiliar profissionais de saúde na exclusão do diagnóstico para o COVID-19, já que os sintomas são parecidos.

    Segundo o ministério, casos mais graves de infecção por coronavírus têm sido registrados pelo mundo em pessoas acima de 60 anos, grupo que corresponde a 20,8 milhões de pessoas no Brasil. Por isso, a primeira etapa da campanha contempla esse público.

    Próximas etapas

    A etapa seguinte da campanha terá início no dia 16 de abril, com o objetivo de vacinar doentes crônicos, professores (rede pública e privada) e profissionais das forças de segurança. A última fase, que começa no dia 9 de maio, dará prioridade a crianças de 6 meses a menores de 6 anos, pessoas com 55 a 59 anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com deficiência, povos indígenas, funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas e população privada de liberdade.

    Até o momento, o Ministério da Saúde enviou aos estados 15 milhões de doses e mais 4 milhões serão distribuídas até o fim de março.

    A vacina, composta por vírus inativado, é trivalente e protege contra os três vírus que mais circularam no Hemisfério Sul em 2019: Influenza A (H1N1), Influenza B e Influenza A (H3N2).

    Com informações da Agência Brasil.

    (Fotos: Arquivo Conexão)

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  • Dois casos suspeitos de Coronavírus dão negativo em Três Pontas

    Dois casos suspeitos de Coronavírus dão negativo em Três Pontas

    Outros dois seguem em análise. Pessoas assintomáticas são responsáveis por dois terços das infecções.

    A Prefeitura Municipal de Três Pontas, através da Secretaria Municipal de Saúde, informou nesta segunda-feira (23) que dois dos quatro casos suspeitos de Coronavírus deram negativo na cidade. A boa notícia tranquiliza a população mas não pode “abrir a guarda” quanto aos pedidos de isolamento proferidos pelos profissionais de Saúde, já que outros dois casos seguem em análise.

    O Prefeito Marcelo Chaves Garcia fez um pronunciamento na manhã desta segunda-feira e um dos assuntos foi justamente a negativação de dois casos. Mesmo assim ele reforçou que a população deve se manter em isolamento, ficar em casa e ajudar a controlar a disseminação do Coronavírus.

    Os outros dois casos suspeitos seguem em estudos e deverão ser anunciados na próxima semana, de acordo com cronograma de notificações da Secretaria de Estado da Saúde.

    Segundo um recente estudo publicado na revista Science, pessoas assintomáticas com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (SARS-CoV2), são responsáveis por dois terços das infecções. Essas transmissões enfatizam a importância de medidas de distanciamento social que estão sendo adotadas.

    Estudo reforça necessidade de isolar mesmo quem não tem sintomas

    Apesar de os pacientes que desenvolvem a doença serem duas vezes mais contagiosos, os assintomáticos são seis vezes mais numerosos.

    O desafio de lidar com pessoas que têm o coronavírus mas não apresentam sintomas foi reforçado em um estudo divulgado pela revista especializada Science. A pesquisa indicou que esse grupo – chamado de assintomático – foi responsável por dois terços das infecções registradas em Wuhan, na China. Isso significa que a maior parte dos infectados está livremente em contato com outras pessoas, já que não é alvo de isolamento justamente por não demonstrar estar doente. A estimativa é de um grupo de cientistas chineses e americanos, coordenado pela Escola de Saúde Pública da Universidade Columbia, de Nova York.

    O estudo mostra que, apesar de os pacientes que desenvolvem a doença serem duas vezes mais contagiosos, os assintomáticos são seis vezes mais numerosos, tornando-se os grandes transmissores da pandemia. Não há estudo semelhante no Brasil, mas, para especialistas, a conclusão leva a uma palavra chave: isolamento.

    “Isso reforça a orientação de ficar em casa, de isolamento. Se for sintomático ou assintomático, estando em casa, tem risco zero de contaminar outras pessoas”, destaca Paulo Ernesto Gewehr Filho, médico do Serviço de Infectologia do Hospital Moinhos de Vento e membro da Câmara Técnica de Infectologia do Conselho Regional de Medicina (Cremers).

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