Categoria: Café

  • ENTREVISTA: Pres. da Cocatrel faz balanço sobre o ano de 2018 para o café e de novidades para o próximo ciclo

    ENTREVISTA: Pres. da Cocatrel faz balanço sobre o ano de 2018 para o café e de novidades para o próximo ciclo

    Três Pontas continua sendo uma cidade extremamente dependente da cafeicultura. A base da economia da cidade de 56 mil habitantes vive um momento de crescimento. Para entender melhor essa fase, o ano de 2018 para o café e as projeções para o próximo ciclo, o Conexão conversou com uma das maiores autoridades em cafeicultura, o atual presidente da Cocatrel, Marco Valério Brito. Liderando uma das maiores cooperativas de café do mundo, ele também algumas novidades para o cooperado. Veja o vídeo:

     

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    Roger Campos

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  • CAFÉ: Colheita de arábica 2018/19 termina no Brasil

    CAFÉ: Colheita de arábica 2018/19 termina no Brasil

    Em setembro, a colheita da temporada 2018/19 de café arábica foi praticamente finalizada, apesar de as chuvas no mês terem atrasado levemente os trabalhos, de acordo com informações do Cepea.

    Assim, na maior parte das regiões acompanhadas, restam apenas uma pequena parcela de grãos nos terreiros para ser beneficiada e a colheita de poucas lavouras tardias. As precipitações favoreceram a abertura de uma nova grande florada nos cafezais.

    Quanto ao robusta, chuvas esporádicas seguem ocorrendo no Espírito Santo, auxiliando no pegamento das flores. Em Rondônia, o clima também segue favorável, sendo que algumas lavouras já entraram em fase de desenvolvimento do chumbinho.

     

    Fonte Notícias Agrícolas

     

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  • OIC decide promover ações para evitar queda de preços do café

    OIC decide promover ações para evitar queda de preços do café

    A queda dos preços pagos aos cafeicultores no mercado mundial foi o principal tema da 122ª Sessão do Conselho da Organização Internacional do Café (OIC), realizada nesta semana na sede da entidade, em Londres. O secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, que representou o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento na reunião, disse que os níveis de preços recebidos pelos produtores têm caído nos últimos dois anos, ficando muitas vezes abaixo dos custos de produção em alguns países, o que compromete a sustentabilidade econômica da produção nesses locais.

    Para evitar prejuízos maiores, a OIC aprovou propostas como o desenvolvimento de um plano de comunicação global voltado aos consumidores, contemplando a realidade econômica do setor cafeeiro (do produtor ao consumidor final). Também está prevista a intensificação do diálogo entre os diferentes elos da cadeia produtiva e o intercâmbio de iniciativas nacionais de políticas públicas que promovam a sustentabilidade, assim como a inclusão da promoção do consumo como diretriz de todos planos de ação da entidade.

    A reunião abordou ainda temas, como o empoderamento das mulheres na atividade cafeeira; fontes de financiamento e participação de recursos de fundos de investimentos na produção sustentável do café; tecnologias de automação e conectividade nas diferentes etapas da cadeia do café; orçamento, execução e alocação de recursos, pelos diferentes países exportadores e importadores de café.

    Foram eleitos o presidente e vice-presidente do Conselho da OIC, respectivamente, Stefanie Küng (Suíça) e Deny W. Kurnia (Indonesia) e os representantes nos comitês técnicos, com mandato de um ano, a partir de 1º de outubro. A delegação brasileira foi chefiada pelo embaixador do Brasil Hermano Telles Ribeiro, representante permanente do Brasil junto aos Organismos Internacionais sediados em Londres.

    Fonte Notícias Agrícolas
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  • Produtores brasileiros disputam qualidade de café em concurso internacional

    Produtores brasileiros disputam qualidade de café em concurso internacional

    Os cafés especiais brasileiros entram em evidência com a realização do Concurso Cup of Excellence – Brazil 2018. A etapa internacional acontecerá de 15 a 21 de outubro de 2018, em Guaxupé, sul de Minas Gerais. A Cooxupé e SMC – Specilaty Coffees (empresa controlada pela cooperativa) serão as anfitriãs. O evento é realizado pela Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Alliance for Coffee Excellence (ACE).

    Auditado pela Agricert Brasil, o Cup Of Excellence é o principal concurso de qualidade para café do mundo, que avalia os cafés naturais (sistema de preparo em via seca) e os cerejas descascados/despolpados (preparados pelo sistema em via úmida) no País. Participa desta edição o tipo arábica produzido na safra 2018.

    Na pré-seleção já realizada em setembro, as duas categorias (Naturals / Pulped Naturals) selecionaram 150 produtores em cada uma, totalizando 300 amostras validadas pelo concurso. Depois da realização de uma nova avaliação, 80 de cada categoria concorrem à fase nacional que acontece em Varginha (MG), em que os vencedores serão anunciados até o dia 12 de outubro. Dessas 80, apenas 40 amostras do Natural e 40 do Cereja Descascado seguem para a fase internacional.

    As análises da etapa internacional contarão com a presença de 28 juízes de países como Estados Unidos, Japão, China, Bulgária, Rússia, Austrália, Índia, Alemanha. No dia 21/10 serão anunciados os produtores de café vencedores das duas categorias.

    Critérios de seleção, pontuação e premiação

    Concorrem ao Cup of Excellence grãos com peneira 16 acima ou 17 acima. O teor de umidade máximo aceitável pelo concurso é entre 11% e 12%. Em relação à pontuação, a média mínima para a fase nacional é de 84.0 até 85.9. Já a fase internacional define os vencedores com média mínima de 86 pontos ou mais.

    Os vencedores nacionais e internacionais terão direito de participar de leilões organizados pela ACE, com o apoio da BSCA, pela internet.

    Fonte Notícias Agrícolas
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    Roger Campos

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  • EXPORTAÇÃO global de café sobe 4,6% em julho na comparação anual, diz OIC

    EXPORTAÇÃO global de café sobe 4,6% em julho na comparação anual, diz OIC

    As exportações globais de café aumentaram 4,6 por cento em julho na comparação com igual período do ano anterior, para 10,11 milhões de sacas de 60 kg, segundo dados da Organização Internacional do Café (OIC) divulgados nesta quarta-feira.

    Nos primeiros 10 meses da safra 2017/18, iniciada em 1º de outubro, as exportações de café subiram 0,9 por cento, para 101,2 milhões de sacas. As exportações de café arábica em julho ficaram em 6,12 milhões de sacas, alta de 4,6 por cento em relação ao ano anterior.

    As exportações de arábica no acumulado da safra atual caíram 0,7 por cento, para 63,39 milhões de sacas. As exportações de café robusta subiram 4,7 por cento em julho, para 3,99 milhões de sacas, e aumentaram 3,6 por cento no acumulado da temporada, para 37,81 milhões de sacas.

    Fonte Notícias Agrícolas

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  • 5ª FECOM: Feira COMEÇA HOJE e vai até o dia 13 com oportunidades de bons negócios em Três Pontas

    5ª FECOM: Feira COMEÇA HOJE e vai até o dia 13 com oportunidades de bons negócios em Três Pontas

    No cenário atual, com extrema volatilidade do dólar, falta de matéria prima, atraso na logística, entre outros fatores, vem aí uma excelente oportunidade para fechar negócios e ter os insumos necessários – e no momento certo – para a próxima colheita. Para você, produtor, a Cocatrel e a Minasul promovem a oportunidade perfeita para a compra de fertilizantes com condições diferenciadas de preço e prazo. É a 5ª FECOM – Feira de Negócios Cocatrel Minasul, que começou hoje, dia 11, e que vai até 13 de setembro em Tres Pontas.

    Nela, o cooperado encontra as mais diversificadas vertentes do agronegócio.

    Durante os três dias da feira, o Espaço Cocatrel de Três Pontas e todas as filiais estarão abertos para negócios com os mais de 5.300 cooperados, com novidades do mercado e tecnologias em insumos para beneficiar os produtores de café e grãos.

    Segundo o presidente da Cocatrel, Marco Valério Araújo Brito, em entrevista recente ao Conexão, a quinta edição da Fecom vem muito forte este ano, com a expectativa de um grande volume de negócios e, principalmente, como mais uma importante ferramenta em favor do cooperado Cocatrel.

    Marco Valério Araújo Brito, presidente da Cocatrel.

    Serviço

    Fecom: Feira de Negócios Cocatrel Minasul

    Data: 11 a 13 de setembro de 2018

    Local: Avenida Ipiranga, ao lado da Loja da Cocatrel

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  • CAFÉ: Insumos em alta preocupam cafeicultores de Minas Gerais

    CAFÉ: Insumos em alta preocupam cafeicultores de Minas Gerais

    No sul de Minas Gerais, enquanto alguns produtores ainda terminam a colheita, já tem cafezal florido. A chuva acima da média no início de agosto antecipou a florada e é justamente nessa fase que o cafeicultor prepara o solo para a próxima safra.

    Em Varginha, o produtor Leandro Reguim se preveniu e comprou 25 toneladas de adubo quatro meses antes do previsto. Ele diz que se antecipou já sabendo que os preços estavam subindo para não ser pego de surpresa.

    Desde fevereiro, o preço do adubo vem aumentando. Quem ainda vai comprar deve pagar até 40% a mais do que o ano passado – uma condição de mercado que vai refletir no lucro de produção.

    Como a matéria prima é importada, a alta do dólar e a baixa nos estoques europeus colaboraram para o aumento dos preços. O diretor comercial de uma indústria de fertilizantes indica ainda um outro fator: as mudanças no valor e nas regras do frete, ainda um reflexo da paralisação dos caminhoneiros.

    “Hoje eu tenho que contratar a ida do caminhão vazio e a volta com o fertilizante e isso é repassado, com certeza, e vai atingir a lucratividade do produtor”, diz Nelson Chipichori, diretor comercial da Fertipar.

    Em um cenário de alta nos custos de produção, o agrônomo Rodrigo Naves recomenda que o agricultor mantenha em dia as análises das folhas e do solo para não mais do que precisa. “Ele vai ter instrumento para poder verificar de cada talhão, qual a quantidade de nutriente que ele vai ter que repor a mais ou a menos. Ele pode às vezes economizar parte daquela adubação neste ano de preços mais altos dos insumos”.

    Fonte G1 Sul de Minas

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  • Café: Colheita da safra 2018/19 do Brasil atinge 91%

    Café: Colheita da safra 2018/19 do Brasil atinge 91%

    A colheita de café da safra 2018/19 de café do Brasil atingiu 91% até o dia 21 de agosto, segundo levantamento divulgado pela Safras & Mercado nesta quinta-feira (23). O índice estava em 88% na semana passada.

    “O clima predominante seco, embora levante especulações em torno do déficit hídrico, segue favorável aos trabalhos de colheita e secagem do café. No conilon, os trabalhos já se encerram. E no arábica entram na reta final, em alguns casos restando apenas a varreção”, afirma o analista da Safras Gil Carlos Barabach.

    Ainda segundo o analista, os dados até o momento confirmam a expectativa de safra recorde e de boa qualidade. Levando em conta a estimativa de produção da consultoria nesta temporada, já foram colhidas 55,17 milhões de sacas.

    A Safras espera uma produção recorde no país de 60,5 milhões de sacas na safra 2018/19. Em igual período do ano passado, a colheita estava em 94%, e na média dos últimos 5 anos para o período em 91%.

    Fonte Notícias Agrícolas

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  • COCATREL LOGÍSTICA: Eficiência, redução de custos e agilidade nos processos de transporte da cooperativa

    COCATREL LOGÍSTICA: Eficiência, redução de custos e agilidade nos processos de transporte da cooperativa

    A Cocatrel, trabalhando com um novo modelo de gestão, organizou toda sua frota de caminhões e carretas em um único departamento, o Cocatrel Logística (C-Log). Tudo partiu de um rigoroso estudo que apresentou que, com a concentração dos veículos em apenas um lugar, otimizaria os serviços prestados pela cooperativa, entre lojas e armazéns, resultando na diminuição de custos com combustíveis, mão de obra e fretes terceirizados.

    “Foi feita a centralização de toda frota em um só local. Carretas que faziam viagens com cargas de um lugar para outro e voltavam vazias, por exemplo, porque eram departamentalizadas e viajavam de acordo com as necessidades de cada setor, agora não fazem mais. Toda rota e planejamento são traçados para utilizarmos nossos próprios veículos e motoristas, fazendo a gestão correta e otimizando o transporte entre os armazéns, que durante a safra tem demanda altíssima, minimizando custos e contratação terceirizada”, explica Guilherme Pineli, responsável pelos armazéns da Cocatrel.

    Segundo Daniel Gregório de Souza, analista de logística da cooperativa, “a programação é feita baseada nas informações das demandas que são fornecidas pelas filiais. Verifico a frota e os motoristas que tenho disponíveis e faço o planejamento do dia seguinte, seguindo as rotas mais viáveis para cada um deles, levando em conta o tempo da viagem, a distância e a carga, para não infringir nenhuma regra trabalhista e conseguir atingir todos os objetivos do dia”.

    É importante ressaltar que a Cocatrel vem quebrando seus próprios recordes no recebimento de café e, mesmo tendo recebido até o momento mais de 1 milhão de sacas, todos os processos estão sendo realizados com agilidade e eficiência, atingindo nossa principal meta, que é a excelência no atendimento e nos serviços prestados aos nossos cooperados.

    Fonte Cocatrel

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  • ENTREVISTA ESPECIAL: Novo presidente da Cocatrel completa 100 dias a frente da maior cooperativa de café do mundo “cheio” de boas notícias.

    ENTREVISTA ESPECIAL: Novo presidente da Cocatrel completa 100 dias a frente da maior cooperativa de café do mundo “cheio” de boas notícias.

    MARCO VALÉRIO FALOU EM PRIMEIRA MÃO DA NOVA UNIDADE DA COCATREL QUE IRÁ GERAR EMPREGOS NA CIDADE.

    Marco Valério Araújo Brito está completando 100 dias à frente da Cocatrel. Um dos profissionais com maior know-how quando o assunto é café, especializado em mercado exterior, é trespontano, descendente de tradicionais cafeicultores e se diz apaixonado pelo grão. Após várias experiências profissionais bem sucedidas em gestão de negócios resolveu há três anos ficar mais próximo da cooperativa, em Três Pontas, como diretor comercial, e desde abril de 2018 assumiu a sua presidência. Qualificado em administração, Marco Valério tem 50 anos, é casado e tem uma filha. Nossa reportagem fez uma entrevista especial, detalhada, cheia de informações importantes e, principalmente, boas notícias, otimismo e crescimento:

    Xtp – Marco Valério, primeiramente obrigado por atender ao Conexão, parabéns pelo trabalho já elogiado apesar do pouco tempo. São 100 dias de trabalho à frente da Cocatrel. Qual é o perfil do seu trabalho? Para onde você pretende levar essa cooperativa?

    Marco Valério – Primeiramente dizer que eu faço esse trabalho com uma grande paixão. Pegando como referência uma frase de Isaac Newton Só estou aqui porque me apoio nos ombros daqueles grandes que me antecederam”. A Cocatrel é uma belíssima empresa, com muita credibilidade. Talvez os cooperados e a sociedade não tenham ainda noção do tamanho dessa cooperativa, que tem um faturamento anual possivelmente maior do que o de qualquer outra empresa de Três Pontas. Temos cerca de 6 mil cooperados, mais de 500 colaboradores, atuando em 9 municípios. Muitos diretores dedicaram suas vidas a essa cooperativa e eu sei que a minha responsabilidade é muito grande em fazer um trabalho de excelência, como foi feito no passado. Entrar em time que está ganhando não é fácil, pois temos que nos superar todos os dias. A diretoria mudou. Eu era o diretor comercial e passei a presidente. Francisco de Paula Vítor Miranda é o novo diretor técnico-industrial e Luiz Antônio Vinhas de Oliveira assumiu o cargo de diretor comercial. Eles já eram conselheiros e estavam capacitados para assumir esses cargos comigo. Meu primeiro desafio é manter a solidez da cooperativa e ajustar alguns gargalos para continuarmos em crescente expansão, com eficiência e segurança. Queremos a Cocatrel mais aberta, transparente e mais próxima de seus cooperados. Essa é a cara do novo mundo e estamos colocando a cooperativa num novo mercado. Estamos no terceiro ano do projeto PAEX (Parceiros para a Excelência), da renomada Fundação Dom Cabral, onde objetiva-se a capacitação da cooperativa com a construção gradativa de um modelo de gestão, por meio da implementação de ferramentas gerenciais e estratégicas, do intercâmbio de experiências e do conhecimento. Há dois anos estamos exportando café, diretamente, para todos os continentes, agregando valor ao produto do cooperado, mostrando nosso trabalho em relação aos cafés especiais, sempre muito preocupados com a gestão do negócio, com questões de custo, eficiência e profissionalismo. A ideia, portanto, é dar soluções para o nosso cooperado, ajudando-o a ficar cada vez mais forte.

    Xtp – A Cocatrel claramente tem ampliado seus negócios, sua gama de produtos, suas especialidades. Tem investido muito em cafés especiais, agora destacando os cafés em cápsulas, entre outras novidades. Para 2018, o que a Cocatrel ainda apresentará?

    Marco Valério – Temos muitas novidades. Não posso deixar de citar que no próximo dia 31 de julho inauguraremos uma nova sede, bastante moderna, da loja em Nepomuceno. A Cocatrel adquiriu uma área de 33 mil metros quadrados, muito bem localizada, onde hoje, a loja ocupa 2.500 metros e, futuramente, poderemos construir um armazém. Para melhorar a logística das lojas, na loja Matriz, em Três Pontas, será implantado um Centro de Distribuição, que vai agilizar e melhorar os processos para os cooperados. Uma nova torrefação, na cidade de Três Pontas, moderna e de última geração, já está em fase final de construção e será inaugurada no início do segundo semestre, ampliando muito a nossa capacidade de produção e, consequentemente, o nosso mix de produtos, com uma linha ainda completa, agregando valor ao café, expondo mais nossa marca e ainda gerando empregos para Três Pontas e região. Além disso, temos outros projetos que visam beneficiar não só nossos cooperados, como também movimentar o comércio, a rede hoteleira e os restaurantes da cidade. Contamos hoje com quatro importantes feiras em nosso calendário. Temos a FECOM, que acontece em março e setembro, a Expocafé, em maio e, a Semana Internacional do Café, um evento muito importante, de grande visibilidade e reconhecido mundialmente, do qual, além de expositores, somos também patrocinadores. Continuaremos modernizando e expandindo os nossos armazéns. Em primeira mão, digo ao Conexão que, temos planos para expandir os nossos armazéns, em Três Pontas, na unidade Paraíso e também com silos na unidade 8, que é a nossa matriz. Vamos ainda investir em uma novos maquinários de benefício e rebenefício de café, gerando mais empregos agregando valor aos cafés dos nossos cooperados.

    Xtp – A Cocatrel possui também uma linha de laticínios muito forte, bem aceita e com penetração em diversas cidades. Também haverá expansão nesse setor?

    Marco Valério – Nós falamos que a linha de varejo da Cocatrel, café e laticínio, é realmente muito forte. São inúmeros produtos que primam sempre pela altíssima qualidade porque não abrimos mão de trabalhar com produtos de primeira linha. Estamos satisfeitos com a lembrança que os consumidores têm da Cocatrel quando se trata de produtos de laticínios. Estamos montando uma nova equipe de vendas, para estar mais próxima dos consumidores, abrindo mercado, atingindo novas cidades e fortalecendo nosso negócio.

    Xtp – Você disse no início dessa entrevista que a Cocatrel, hoje, atinge os cinco continentes do globo. Mas estamos vendo um crescimento de mercados de café como a Colômbia e o Vietnã. O Brasil perdeu algum espaço. Isso te preocupa? Como reverter esse quadro?

    Marco Valério – Esse é um mercado que exige competência e quem não tiver isso não vai se estabelecer. A Cocatrel faz seu dever de casa muito bem feito. Nós recebemos cafés de mais de cem cidades, estamos posicionados com recebimento e/ou armazenamento em dez unidades. Recebemos e processamos cafés de várias qualidades, desde os commodities até os especiais e a capacidade industrial da Cocatrel de preparar e exportar é muito competitiva e, talvez seja essa a receita para o Brasil. É preciso ter capacidade para competir e é aí que o Brasil tem perdido. Deitou-se, literalmente, em berço esplêndido, de uma forma geral. Já a Cocatrel tem avançado muito. No capitalismo é assim, alguns perdem espaço e outros ganham. A cooperativa está cada vez mais forte e preparada e temos conquistado muito espaço no mercado externo. Comercializamos muito bem nosso café para diversos lugares do mundo. Grandes e pequenos compradores estão fazendo negócio com a Cocatrel. É bem verdade que, quem não tem essa força que a nossa cooperativa tem, acaba sendo afetado por países ou regiões como as que você citou. Mas a Cocatrel, por todo seu planejamento e estrutura, se mantém firme e sólida.

    Xtp – Três Pontas ainda pode ser considerada a “Capital Mundial do Café” de fato? Ou isso agora só permanece no nome?

    Marco Valério – Matematicamente falando, infelizmente nós perdemos esse título. Há pouco tempo o governo de Minas divulgou, no Portal do Café, as novas fronteiras, com as áreas de plantio, e o serrado ficou muito bem colocado, com municípios com áreas muito grandes. Patrocínio tem uma área plantada praticamente três vezes maior que a de Três Pontas, com produção bastante intensa de café. Então, o título de maior produtor, por hectare plantado, nós infelizmente perdemos. Somos, hoje, a segunda ou terceira maior cidade com área plantada, só que esse conceito não é mais utilizado.  O que importa é que, hoje, a Cocatrel é a primeira ou a segunda maior cooperativa do mundo. Há uma outra que movimenta mais que a gente, mas ela funciona muito mais como uma empresa do que uma cooperativa pura, que visa os princípios cooperativistas, com o foco no cooperado. Pensando assim, a Cocatrel é a maior do mundo e está em Três Pontas. Temos muito orgulho disso e podemos, dessa forma dizer que somos, sim, a “Capital Mundial do Café”.

    Xtp – Falando um pouco sobre o apoio governamental à cafeicultura. Há anos eu estive na sede do CNC (Conselho Nacional do Café), em São Paulo, onde muito se falava sobre o apoio de deputados, como Carlos Meles e Silas Brasileiro. Também tinha um ministro da Agricultura, Pratini de Morais, que defendia abertamente o setor. Hoje não vejo mais essa realidade. A cafeicultura está abandonada? Não se senta mais na mesa de negociação com as maiores lideranças em Brasília?

    Marco Valério – É um cenário diferente. De fato nós não temos do governo, o apoio necessário que gostaríamos. Não é o ideal. O CNC, que é um órgão que representa o setor junto às lideranças políticas, está sendo reestruturado, redefinindo estratégias e também seu perfil. O governo está realmente distante. Em 1994, tive o privilégio de comandar o Denac (Departamento Nacional do Café), em Brasília. Este era o órgão do governo que cuidava do café. Passados 24 anos, o café realmente perdeu espaço em Brasília. O Denac tinha dotação, corpo de colaboradores e muita força. Hoje perdeu esse status e não é dada atenção que merece. Atualmente, a única coisa que o governo faz é a gestão do Funcafé. Só que o Funcafé é um fundo oriundo da própria contribuição dos cafeicultores no passado. Oriundo do confisco do café, nas décadas de 60, 70 e 80.  Não é um orçamento da união. Ele está na união pelo fato do IBC (Instituto Brasileiro do Café) ter sido instinto em 1989, pelo ex-presidente Collor. Esse dinheiro, então, foi para a união. Hoje falta muito, mas felizmente o produtor aprendeu a trabalhar sem o auxílio do governo. Seria muito bom se o governo ajudasse, mas não o faz.

    Xtp – De uma forma mais ampla e também especificamente em Três Pontas, qual é a situação do produtor de café atualmente?

    Marco Valério – A cafeicultura está muito ligada ao clima, é uma indústria a céu aberto. Seca e geada são fatores que atrapalham o planejamento. Mas de uma forma geral, vejo o produtor muito mais profissional, mais ligado às questões de gestão. A Cocatrel, por exemplo, tem um grupo de produtores de cafés especiais, com o qual é feito todo um acompanhamento para que os cooperados façam uma boa gestão na fazenda, entendam melhor os mecanismos de trava e de garantia de preço no mercado, pensando menos no governo e sendo bem respaldado pela nossa cooperativa. Nosso produtor está muito bem preparado.

    Xtp – Uma pesquisa de um grande instituto mundial apontou que a xícara de café no Brasil está entre as dez mais baratas do mundo. Em média é vendida por 5 reais. Mas há muitos lugares em que o preço é mais elevado. Em Doha, no Catar, custa o equivalente a 23 reais. O que fazer para o nosso café ser mais valorizado?

    Marco Valério – Tem, sim, muito a ser feito para agregarmos valor ao café e é justamente o que a Cocatrel tem, incessantemente, procurado fazer. Precisamos agregar valor à marca. Esta é uma história antiga que, enquanto a Colômbia investia pesado no marketing do seu café, aqui no Brasil não se falava nada e estavam todos muito mais preocupados com a quantidade, a alta produção dos cafés. Portanto, eles agregaram valor à marca e nós, aqui, não. Então, precisamos agora, remar, para reverter isso. Felizmente o café está passando por um processo de glamorização e isso é muito bom, pois teremos esse valor agregado.

    Xtp – A Cocatrel vem batendo recordes em cima de recordes no recebimento de cafés. Os melhores números apontam para 22 mil sacas/dia. Mas no último dia 13 de julho passou das 23,6 mil. Ou seja, a Cocatrel realmente impressiona com seu crescimento. A ponto de transformar, pelo menos para ela, para o setor, uma data considerada pessimista (sexta-feira 13) num dia de muita sorte e excepcionais resultados. É isso mesmo?

    Marco Valério – Não havia pensado nisto, nem feito essa analogia do nosso recorde de venda com a data, uma sexta-feira 13. Mas gostei muito da sua pergunta, sua analogia. Realmente no dia 13 deste mês alcançamos o recorde de 26.436 sacas em um único dia. Importante dizer que quando começamos a divulgar esses números foi um demonstrativo de que estamos tralhando com transparência. Mas é um assunto delicado, pois há quem diga que uma divulgação dessa pode derrubar o mercado. Até acho que a Cocatrel tenha muita força, mas a questão é mundial, muito mais ampla. Optamos por ser transparentes e verdadeiros, comunicar o que ocorre de fato, em respeito ao nosso cooperado. Lembro que no passado era muito difícil recebermos mais de 20 mil sacas, em um único dia e, quando isso ocorria, gerava filas intermináveis. Eu sou fazendeiro e lembro de 100 caminhões na fila. No passado essa fila era motivo de orgulho e hoje não é mais. Nosso orgulho é o recebimento rápido, com eficiência, tecnologia e agilidade. Temos mais capacidade de recebimento, com qualidade e segurança. Por isso vivemos agora com recordes sucessivos. É um novo mundo sendo criado e nos próximos dias chegaremos ao recebimento de 1 milhão de sacas nessa safra. Teremos um volume recorde e histórico nesse ano. A safra não será recorde, mas o nosso recebimento será, devido ao nosso preparo, ao aumento da confiança e do nosso quadro de cooperados e na eficiência dos nossos colaboradores, aos quais só temos a agradecer.

    Xtp – Suas considerações finais.

    Marco Valério – Estou imensamente feliz de estar na Cocatrel, sei do tamanho da responsabilidade em presidir uma empresa desse porte, principalmente na questão social. Sinto-me honrado e preparado por estar bem apoiado por uma diretoria eficiente, grandes colaboradores e produtores mais antenados. Temos feito uma aproximação grande com o cooperado, através da mídia e queremos comunicar cada vez melhor, através da imprensa local. Parabéns pelo trabalho do Conexão, que eu já conhecia, agradeço imensamente a oportunidade e, como você mesmo disse, que seja essa a primeira entrevista de várias. Um abraço a todos!

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    Roger Campos

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  • Xícara de CAFÉ brasileiro é uma das dez mais baratas do mundo

    Xícara de CAFÉ brasileiro é uma das dez mais baratas do mundo

     

    Uma pesquisa do banco suíço UBS sobre o custo de vida em 77 cidades constatou que o cafezinho está entre os dez mais baratos do mundo.

    Com cada xícara custando U$1,5 (R$ 5,76), em média, a tradicional bebida brasileira ainda sai mais cara do que em cidades como Lisboa (R$ 2,84), Roma (R$ 3,80) e Istambul (R$ 5,41), mas mais barata e do que grandes exportadores do grão, como Hanói, no Vietnã (R$ 5,95), e Bogotá (R$6,25), na Colômbia.

    No topo da lista estão Doha, no Qatar, com uma xícara a R$ 24,57, e Copenhague, na Dinamarca (R$ 23,96). O café mais barato toma-se em Lagos, na Nigéria (R$ 2,38).

    Fonte Yahoo Finanças 
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  • Cocatrel comemora sucesso de recebimento de café

    Cocatrel comemora sucesso de recebimento de café

    A Cocatrel comemora o sucesso que tem sido o recebimento de café desde o início da safra. Os números indicam que 2018 será um ano bastante positivo, com possibilidade de bater todos os recordes em seus armazéns.

    A preparação que foi feita ao longo do ano, para um atendimento de qualidade ao cooperado, tem funcionado perfeitamente, com agilidade, possibilitando eficiência em todos os processos, desde o recebimento e saída dos cafés dos armazéns, até a classificação e comercialização destes cafés.

    “Estamos recebendo acima de 22 mil sacas diárias em nossos armazéns. O pico do recebimento aconteceu na quarta feira, 04 de julho, quando foram descarregadas 23.685 sacas. Se levarmos em conta a movimentação total, entre entradas e saídas, apenas na quarta feira, 35 mil sacas foram movimentadas, com agilidade e sem filas para o produtor. Isto tudo é recorde e estes números são muito significativos para a Cocatrel. Temos, sim, que comemorar, porque trabalhamos bastante ao longo do ano, identificando e sanando os gargalos para que tudo funcionasse corretamente, atendendo às demandas da cooperativa e de nossos cooperados”, explica Guilherme Pinelli, responsável pelos armazéns da Cocatrel.

    Além da produtividade alta, em consequência da bienalidade positiva, a credibilidade da Cocatrel trouxe de volta muitos cooperados, que retomaram a confiança na cooperativa e voltaram a depositar em seus armazéns. Além disso, a expansão da Cocatrel, com filiais em Santana da Vargem, Coqueiral, Nepomuceno, Carmo da Cachoeira, Santo Antônio do Amparo, Ilicínea e Córrego do Ouro, trouxe cerca de mil novos cooperados para a cooperativa, aumentando seu quadro social e, consequentemente o recebimento de café.

    “Gostaríamos muito de agradecer a confiança de nossos cooperados, que têm apostado na Cocatrel. A gestão da nova diretoria está completando três meses, priorizando a transparência e uma relação mais próxima, tanto com os associados quanto com os colaboradores, e o retorno tem sido extremamente positivo. A eficiência de nossos colaboradores tem resultado em armazéns sem filas, classificação e comercialização feitas com agilidade e competência e tudo isso tem sido demonstrado nos números recordes até aqui. Por isso temos, sim, que vir a público e agradecer a todos eles, cooperados e colaboradores”, comemora Marco Valério Araújo Brito, presidente da Cocatrel.

    Fonte Cocatrel
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