Categoria: Colunistas

  • AMBIÇÃO – Nilson Lattari

    AMBIÇÃO – Nilson Lattari

    Um ambicioso é a essência da inventividade humana.

    A ambição é, antes de tudo, uma qualidade do homem. Sem ela, a Humanidade teria parado no tempo. Por isso, uma qualidade, algo a ser buscado sempre para atingir um fim. Para a ambição o impossível se torna possível, e aquilo que suponhamos estar lá, baseado na teoria, então deve estar lá e pode se tornar realidade.

    Nada pode deter a ambição, a não ser ela mesma.

    A ambição é um trator que o homem maneja, conduz, atropelando as dificuldades, e a coragem é um dos seus ingredientes. Para ser ambicioso, é necessário o destemor, o cálculo, a estratégia, e sem eles a ambição pode se tornar um desastre. Porque tudo que se quer, deve ser, minimamente calculado, organizado e pensado.

    O problema da ambição é a inveja. E a inveja do outro faz com que a ambição se torne inimiga, quando as coisas se misturam, e as ambições se tornam antagônicas. Lutar por coisas ambiciosas é um mérito, travar lutas por ambições, pretensamente paralelas, é um erro.

    Um ambicioso solitário é um perigo para si mesmo e para todos.

    O individualismo é um tipo de ambição que beira o perigo, porque ele se alia ao obscurantismo, à armadilha, à falsidade, porque o individualismo é a ambição que quer atingir os fins, não importam os meios. A ambição solitária é completamente diferente da ambição coletiva, quando ela envolve o conceito de riqueza. Existem vários tipos de ambições e a mais perigosa é aquela que objetiva o ganho, como uma espécie de trapaça que recai sobre o derrotado. Afinal, se alguém acumula algum tipo de riqueza material é porque ela foi retirada ou se impediu alguém de possuí-la, ela sai de algum lugar.

    A ambição pode ser medida? Ela pode ter um limite? Ela pode ter uma ética comportamental?

    Se a ambição pudesse ser controlada, com regimentos, ela seria benéfica. O problema é a ambição desmedida, aquela que segue um rumo aleatório, obedecendo, unicamente, aos desejos inconfessáveis de seu condutor.

    Politicamente, a ambição tem um contorno diferente. Porque ambicionar um tipo de sociedade, quando é preciso eliminar ou calar a outra possibilidade que tenta também provar que ela é possível de acontecer, é um sentimento de exclusão, de egoísmo.

    Algumas sociedades se estabelecem, politicamente, baseadas em conceitos materiais, outras não. A diferença está em que algumas ambições são desmedidas a ponto

    de não tentar encontrar pontos de confluência mas de separações, a ponto de se prepararem para guerras, com o objetivo único de ganho ou impor sua vontade.

    Cada homem e cada sociedade têm suas ambições, afeitas à cultura de seus povos, assim como os homens. Ambicionar é uma qualidade, ambicionar o que outro possui é demérito. Ambicionar juntos é um problema, quando alguns são estimulados a ambicionar, individualmente, iludindo que existe uma competição em igualdade de condições.

    A ambição, assim, é um paradoxo. Se a ambição é o crescimento individual ou coletivo, a questão são os princípios, são os meios. Alguns tentam o diálogo da convivência, outros tentam a troca de farpas.

    Se a ambição é a busca pelo impossível, ela mesma, sendo ambiciosa, é uma impossibilidade em si mesma. Porque se medida, é controlável, desmedida é o caos. Se a controlamos ela perde um pouco de sua mágica, e incontrolável se torna ditadora sobre outros. Logo, ambição é o encontro de contrários, e não existe nada mais ambicioso do que a concórdia.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • FIM DE ANO – Juarez Alvarenga

    FIM DE ANO – Juarez Alvarenga

    O ano chega no seu final e as pessoas também. É hora da contabilidade vivencial.

    O início dos projetos começados com o início do ano se corporificaram ou evaporaram. Cabe a nós, como protagonistas, analisar se foi um ano digno de nossa permanência com saúde ou se foi raquítico devido a nossa inércia no seu decorrer.

    O tempo é fragmentos que constroem nossa maturidade. É capaz de nos moldar, penetrando em nosso figurino com exatidão. Jogar no espaço nossos projetos com inteligência é ter certeza que o tempo nos irá premiar com suas realizações.

    Antes que a magia do final de ano nos contamine é necessários saber se avançamos ou retrocedemos com nossos objetivos.

    Sabemos que todo início é defeituoso e frágil. Por isto sua camuflagem é como embrião retido por uma camada resistente. Somente nossa força intima, juntamente com ousadia, será capaz de abortar. E depois de abortado teremos a oportunidade, com o nascer do sol, ver nossa obra aproximar cada vez mais da realidade.

    A timidez do início de nossos projetos como também com o sacrifício que o meio dos projetos exigem só resultará em plena realização com avançar do tempo.

    O presente de fim de ano vem de acordo com nossa idade. Na infância ganhamos brinquedos; na adolescência, sonhos e finalmente, na maturidade independência para nos libertamos dos problemas que  a vida nos impõe. Isto não deve confundir com nossa visão existencial. A infância e adolescência são peças fundamentais para o fechamento com êxito fabricado na maturidade. Como duas colunas fortificadas, são capazes com sonhos e inocências erguerem nossos castelos psicológicos com sustentação sólidas. E nossa morada intima hospedar a felicidade, definitivamente.

    Fim de ano programamos viagem para compras de fim de ano nas cidades polos que nos cercam. Aqui é Varginha. Perambulando pela principal Avenida de Varginha encontro um pedestre coqueirense. De roupa nova e com um semblante de quem está aliviado da rotina, vejo a transmutação. Do cotidiano marcado por uma vida tosca a abrandura transformadora proporcionada pela magia natalícia; o conterrâneo se sente contaminado pela a imensidão da alegria momentânea. A vida real se transforma em vida aparente. Da realidade cotidiana a magia do fim de ano. Seus sonhos retidos pelos fracassos fazem do forasteiro coqueirense o direito de ter alternância em sua vida.

    Sempre aprendi a ser intimo de mim mesmo. Buscar meus objetivos nas entranhas da subjetividade derivada de minha singular alma. Ser contaminado pela magia sem sofrer resistência para sua penetração. Distingo-me do meu conterrâneo, que sobre sua rústica vida enterrou até as magias momentâneas, dificultando qualquer suavidade existencial.

    Ao contrário do pedestre coqueirense, que não sentiu a vontade no mundo forasteiro, eu me sinto forasteiro dentro de meu próprio mundo nativo. A suavidade da vida para mim é permanente, e seus grotescos problemas que são transitórios como a atmosfera das cidades estranhas.

    Desejo não só um ano novo, mas também uma vida nova na sua nativa cidade, ou seja, dentro de sua própria realidade. Seja um morador feliz e quando a sensação da magia de fim de ano lhe procurar, sinta-se forasteiro e abra as portas, porque através delas sua permanência nativa será bem mais confortável  e tolerável.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

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  • SÁBADO – JUAREZ ALVARENGA

    SÁBADO – JUAREZ ALVARENGA

    O sol bate na terra e a multidão na praia contempla o verão. Eu, do meu quarto, abro a gaiola da  existência e num voo livre sobre as matas dilacerante descanso por alguns minutos no ninho de artista da liberdade. Porém, sei que o alçapão irá desarmar na segunda-feira. Tento de fora contestar a volta para a gaiola, mas, é inútil, pois o herói do sábado não resiste à tentação do alimento colocado da segunda.

    E neste passeio, busco transformar a realidade em casais da ironia. O divórcio da lua com o sol é tão brilhante, que os advogados silenciam perante tanta beleza. É mesmo sábado, dia de festa no meu coração. Percebo então, que os mendigos saem das praças pródigas. Os oprimidos da rotina se transformam em poderosos. Os ladrões do sol, em prisioneiros. Os amantes da lua em milionários. As fantasias desfilam nas roupas dos jovens que buscam com elas adormecer a realidade.

    “Tudo é divino e maravilhoso’’.

    O engenheiro abandona as equações. O médico o bisturi. O lavrador a enxada. O advogado, as leis. Todos entram no navio da calmaria e mergulham nos espaços da felicidade. A glória é soltar as emoções. Colocar no bar as peripécias existenciais. Compreender o amor nas sutilezas, delirar com as músicas que falam aos corações vazios.

    O sábado é o dia em que as chamas da rotina são apagadas pelos bombeiros reais.

    O sábado é o dia em que os homens armam suas fantasias e jogam na vastidão de um mar bravio.

    O sábado é a madrugada silenciosa de uma multidão efervescente. O sábado é o deslize da semana e a complementação do eu sufocado, pelos bastidores vencidos da rotina.

    O sábado é a segunda morta. É a felicidade viva. É a paixão construída. É, ENFIM, REALIDADE ADORMECIDA.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

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  • ENCHER OS OLHOS – Nilson Lattari

    ENCHER OS OLHOS – Nilson Lattari

    Qual será a sensação de um bebê chegando ao mundo e abrindo os olhos, pela primeira vez? Por que não lembramos daquela sensação de poder olhar o mundo, como o viajante que chega dormindo em uma cidade, e de dentro do ônibus, do trem, da janela do avião encontra a cidade desconhecida, procurando identificar suas cores, o rosto de seus habitantes? Ouvir os sons que saem das lojas, do som das vozes das pessoas. Por que somos privados dessa lembrança, e ela não se perpetua em nossas mentes, como um cartão de visitas que recebemos?

    Não conheço ninguém que tenha essa lembrança. Como será possível isso?

    Terá sido a mesma sensação de quando enchemos nossos olhos com uma paisagem deslumbrante e cheia de cores? Parados, mudos de espanto, vendo a força de uma onda no meio do mar, dona e senhora da situação, a rodear o barco indefeso, brincando de morte e vida com os tripulantes? A sensação de poder abarcar tudo como um acessório da lembrança e das recordações de uma viagem?

    Chegar ao mundo é como desembarcar em um planeta desconhecido. E ouvir, pela primeira vez, aquele som doce e emocionado de uma voz inconfundível que vai acalentar nossas noites antes de dormir. E, também, de vozes ao redor, os olhares funcionando como lamparinas iluminadas e prenhes de emoção, debruçadas sobre aquele recém-chegado.

    A primeira vez que enchemos nossos olhos com a primeira visão do mundo deve ter sido turbada, cheia de névoa, imagens que tentavam se firmar, ganhar vida e contornos, ganhar nomes, apelidos, ganhar cores.

    Sons e cores são o que guardamos das viagens. E sendo a vida uma viagem, nos falta a parte em que a organizamos e a parte que lembramos dela. Até agora só guardamos a viagem que vamos vivendo e aprendendo. E ao aprendermos enchemos nossos olhos de reconhecimento pelo que entendemos e compreendemos. Somos uma planta vazia de uma casa a ser preenchida de cômodos, pelas recordações da nossa caminhada.

    Se partimos para uma viagem, retornamos ao mesmo lugar ou vamos morar em outro. Assim como se muda de cidade e porto.

    Em cada porto e em cada cidade, comemoramos com os olhos ávidos por ver, todas as cores e sons que nos chegam sem descanso. Porque o verdadeiro viajante não para, tão somente, e sempre continua até o outro ponto, para abastecer os olhos de outras cores, se extasiando com o campo e as montanhas, os mares e os céus abertos.

    É com os olhares que entendemos os outros, e pelos olhares nos comunicamos. Nos enchem os olhos a pessoa amada com as cores do seu corpo e os sons de seus encantos.

    Por que não lembramos de nosso primeiro encontro com a vida, com a beleza das cores sem saber seus nomes, sem compreender seus sons e saber que as suas diferenças podem nos trazer conforto ou desassossego?

    Quando enchemos nossos olhos com a beleza da paisagem ou do ser amado é porque antes nunca tínhamos visto nada igual e comparamos.

    Como podíamos nos surpreender com o mundo que conhecemos pela primeira vez se ele não tem nada de surpreendente, é apenas uma luz que se acende não se sabe onde e entendemos que antes dela não há nada vivido para comparar? Talvez, por isso, não lembramos dela. E para onde vão as lembranças vividas e guardadas no enxergar profundo do mundo que vivemos?

    Se o apagar das luzes acontece num repente, e vai acontecer, sem sabermos quando, é porque temos que comparar o possível acender de novas luzes com aquilo que deixamos. Porque um novo mundo começa quando o bom viajante abandona pelo caminho tudo aquilo que não importa, para continuar enchendo os olhos e viajando.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • MEMÓRIAS – Nilson Lattari

    MEMÓRIAS – Nilson Lattari

    Memórias são como pequenos documentários que nossas mentes vão acumulando. Nunca é um filme completo. São pedaços de experiências, boas ou más, que tivemos durante nossa vida.

    Quando estamos na solidão, as memórias aparecem para cumprir seu papel de preencher os espaços vazios dos nossos silêncios. Memórias são como anjos que nos ajudam nos momentos mais terríveis, nos mais alegres, naqueles, simplesmente, onde queremos companhia. Memórias são brinquedos que manipulamos ao nosso prazer. Podemos modificá-las, transgredi-las, uma viagem no tempo, trazendo o passado para o presente e imaginando que futuro teríamos. As memórias são o único contato entre o prisioneiro e a liberdade, como um álbum que se abre e ativa a câmera de olhar.

    Memórias, nos tempos de hoje, são as coisas mais valiosas que temos. Memórias são a razão para continuar a existir. Eles mostram um mundo possível, permitem que possamos avançar, e criar mais memórias.

    As memórias podem ser ruins, podem nos trazer momentos desagradáveis, infortúnios, e, ao mesmo tempo, são lições para sobreviver, lições para o que não se deve fazer. Memórias, se inimigas, são colocadas de lado, em um banco de espera, mas são impossíveis de serem apagadas, porque são os traços, as pegadas que a nossa existência foi deixando pelo caminho.

    O que seria de nós, vivendo uma situação de isolamento, de distanciamento, se não fossem as memórias nos confortando, provando que ainda estamos vivos e ativos, capazes de rodar esses pequenos documentários?

    É hora de esquecer o portal de retratos, imagens paralisadas no tempo, se temos a memória girando e movimentando nossos corpos virtuais deixados no espaço temporal. Com elas podemos sentir o cheiro da pele ou o gosto do beijo, podemos guardar a voz e os gestos da pessoa amada, e da sensação gostosa da vitória alcançada. E o medo do desconhecido quando, corajosamente, conversamos com nossos fantasmas.

    Nas civilizações, e foram muitas até chegarmos à nossa, as memórias estão com as mulheres, sempre confinadas nos lares, em um isolamento passivo, enquanto os homens saíam dos lares. São as mulheres, as avós que guardam as memórias das famílias, e as levam quando vão embora, deixando-nos em um tipo de orfandade, espaço vazio para a criação de novas. Por isso, talvez, seja a memória o feminino. Respeitar as mulheres é respeitar a memória. E quando agredimos essa feminilidade é como se socássemos os

    nossos segredos e perturbações mais guardados: uma mãe, uma mulher sabe com quem lida, e, nos seus silêncios, no isolamento são as guardiães das memórias.

    Mas as nossas nos pertencem, como os segredos que guardamos. E as memórias são super-heroínas aladas que nos ajudam a superar estes momentos cruciais de nossa existência, demonstrando nossa fragilidade, ou a nossa força em resistir, sempre.

    Memórias não têm fim, até que nos tornemos as memórias de alguém, e que elas sejam boas, sempre.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • A FELICIDADE NO PICO – JUAREZ ALVARENGA

    A FELICIDADE NO PICO – JUAREZ ALVARENGA

    Têm dias que a gente acorda para a vida como ela a vida fosse um conto de fadas.

    Levantamos com agressividades para enfrentar os problemas e fazemos da alegria um canteiro florido.

    Inserimos congratulações em nossa vocação a felicidade. Mas esta regularidade de felicidade, muitas vezes, não se mantém.

    Outros dias as adversidades são maiores do que a vida e as soluções adormecidas em nossas atitudes contidas.

    Sabemos que o pico das felicidades são raros e históricos. É o nascimento de um filho. É este mesmo filho chegando em casa, pegando o cachorro de estimação, dizendo que passou no vestibular. O dia do casamento ou a mãe trocando fralda do filho recém-nascido.

    Mas, temos que compreender que rotina e felicidade nem sempre são uma combinação linear.

    Dentro do cotidiano é natural só uma felicidade estável e regularizada. Sem superlativos, pois a vida racional é cheia de abismos destruidores de felicidade. Contrario à emoção que é uma vida crente na felicidade e na busca insaciáveis de sonhos que mergulham em nossa alma despida.

    Aprender a nadar na felicidade é aprender a mergulhar nas profundezas do mundo, atento às emoções. Buscar tesouros valorosos e sentir que a caçada da felicidade é tão poderosa como presa domada. É colocar o troféu dentro de nosso intimo de campeão.

    Felicidade estável e regularizada é possível dentro do cotidiano, mas o pico da felicidade é um processo de busca insaciável onde a vida só entrega o troféu para quem luta com sabedoria e paixão. E acredita em novos caminhos, a cada amanhecer.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

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  • A “ERA COLLOR” – JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    A “ERA COLLOR” – JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    INTRODUÇÃO

    O Brasil estava se reabrindo para a democracia. Os brasileiros foram às urnas e sedentos por uma guinada na política nacional, viram em Fernando Collor de Mello, então Governador de Alagoas, um político bem diferente dos demais para a sua época. 

    Estamos falando de meados de 1989. Collor era jovem, considerado bonito, um esportista de apenas 39 anos de idade, que fazia cooper, andava de jet ski, estampava frases de impacto e que prometia acabar com os marajás. Por tudo isso, Fernando Collor de Mello foi eleito Presidente da República, empossado em 15 de março de 1990, dando início ao que na época foi chamado de “A Era Collor”. 

    Após graves escândalos de corrupção, para evitar o seu impeachment, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992.

    Todo o processo gerou inúmeras especulações, teorias de conspiração, lendas urbanas que ainda geram dúvidas e interesse até os dias atuais. Por isso, resolvemos mergulhar nos calabouços do Governo Collor de Mello.

    ARTIGO DE OPINIÃO

    JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”

    Vaidade: substantivo feminino

    1. qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória.
    2. valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.

    Há 28 anos, o primeiro presidente eleito após o fim do regime militar, perdia o seu cargo. Em 29 de setembro de 1992 a Câmara Federal aprovava o afastamento do então Presidente da República Fernando Collor de Mello, homem declaradamente vaidoso, após graves denúncias de corrupção. E para evitar o impeachment, renunciou no final de dezembro daquele ano.

    Fernando Collor de Mello, representava a expectativa de mudança na política nacional e os anseios de milhões de brasileiros, que viram nele não apenas um homem jovem e vaidoso, mas principalmente alguém que trazia um discurso incisivo contra os os chamados marajás.

    Talvez o “feitiço tenha virado contra o feiticeiro” e como peixe, Collor acabou “morrendo pela boca”. Naquilo que ele mais combatia, acabou se lambuzando. A começar que, segundo José Bonifácio, diretor da Rede Globo, a emissora “tramou contra Lula, seu principal adversário, no último debate eleitoral da emissora, feito todo com ‘cartas marcadas’”. Ou seja, Collor era apresentado ao universo das manipulações e do jogo de interesses do qual não seria apenas uma peça de xadrez, mas o verdadeiro Rei. Um rei com suas ambições e vaidades.

    A Era Collor, na minha opinião, começou a desmoronar quando a mesma imprensa que o apoiava, acabou retratando-o como inimigo n.º 1 da República nas páginas de jornais e revistas e também na televisão.

    Para piorar, teve ainda a condução polêmica da economia, através da então Ministra Zélia Cardoso de Mello, que confiscou a poupança dos brasileiros do dia para a noite. Teve também os escândalos do então tesoureiro, PC Farias, que mais tarde seria assassinado. Mas a cereja do bolo abatumado foi o desentendimento, seguido de graves denúncias feitas pelo próprio irmão de Fernando, Pedro Collor. Briga de irmãos (Caim e Abel), briga de vaidades exposta à Nação.

    O então presidente do Supremo, Sidney Sanches, preside comissão de impeachment no Senado para julgar se Collor cometeu crime de responsabilidade.

    Hoje, quase três décadas após o fim da Era Collor, um dos principais capítulos da história da política brasileira, muitas lições ainda servem de espelho para que outros presidentes não caiam nos mesmos erros e armadilhas, principalmente na tal vaidade a frente do cargo. Vaidade e ambição que podem enfraquecer os pilares de um aparente governo sólido.

    A conclusão que eu chego é que tudo poderia ter sido diferente se Collor não tivesse, através da sua vaidade gritante, desafiado e incomodado tanta gente, de todos os lados, inclusive ex-aliados.

    Talvez ele tivesse boas intenções. Mas isso se perdeu diante de um mar aberto e cheio de oportunidades (escusas) que aquele “verão” lhe propiciou. Collor deveria ter pensado menos na sua imagem física e mais na imagem “corporativa”, de todo o seu governo.

    Hoje, Collor, ao olhar no espelho, deve enxergar o quanto toda aquela “maquiagem” lhe custou não apenas o cargo máximo da Nação, mas a moral, a história imaculada e a popularidade galopante.

    CONSIDERAÇÕES FINAIS

    A minha reflexão sobre a política brasileira ainda remonta os anos que formaram a Era Collor. Collor, de queridinho de todos, virou persona non grata, alguém que teve que se acostumar não com os elogios e aplausos, mas com as críticas, a desconfiança e as acusações de corrupção. O caçador de marajás estava na alça de mira, no pelotão de fuzilamento da opinião pública. E como foi duro pra ele ter que, literalmente, manter aquele topete impecável, a pose de um homem correto e de virtudes. Fernando lutou, isso não se pode negar. E talvez algo que deva ser salientado é que a companheira Rosane Collor sempre se manteve ali, ao lado, literalmente de mãos dadas, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, no poder ou fora dele.

    Collor passou, mas as marcas ficaram e certamente muitos aprendizados. Como diria o grande e saudoso empresário Antônio Ermírio de Moraes, “política no Brasil é a arte de pedir dinheiro aos ricos, voto aos pobres e depois de eleito enganar a ambos”.

    A política no Brasil – que deveria ser simplesmente instrumento de transformação e desenvolvimento – é, sem dúvida, algo extremamente controverso e de certa forma mal utilizado tanto pelos eleitores que preferem trocar os seus votos por favores pessoais, quanto pelos políticos que, após o êxito nas urnas, parecem se esquecer de suas promessas, de seus planos de governo, tornando-se “mais do mesmo”, “farinha do mesmo saco”, na eterna ciranda político-eleitoral onde se muda candidatos e partidos mas não o modus operandi da velha e acéfala, em muitos momentos, política tupiniquim.

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    Roger Campos

    Jornalista

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  • Organize suas Finanças – Robson Moreira

    Organize suas Finanças – Robson Moreira

    Olá meus amigos e amigas! Semana passada em minha primeira matéria falamos um pouco sobre como e de onde começar sua organização financeira, comentei sobre os três primeiros passos, mais agora a cada semana vamos começar a aprofundar cada passo e assim espero muito poder contribuir para sua mudança de vida e a cada vez chegar mais perto de seu sonho na prática.

    Primeiro passo é saber como está sua saúde financeira e como fazer isso? Na ponta do lápis mesmo! Sabia que a maioria das pessoas não sabe quanto gasta mensalmente? Pois então, como se ter uma saúde financeira se não sabemos o quanto gastamos mensalmente, e não falo somente de gastos essenciais como aluguel, supermercado, financiamentos, agua, luz, telefonia, escola, cartão de crédito e outros, pois esses são até mais fáceis de saber para onde o nosso dinheiro está indo, falo também dos gastos com o cafezinho, promoção, descontos imperdíveis, taxas de bancos, juros etc…

    Por exemplo: Uma pessoa que gasta 30,00 por semana com o cafezinho da tarde, ela gasta por mês 120,00 e por ano 1440,00, um dinheiro que você passa todo dia na padaria e gasta e acha que é pouquinho todo dia vira um montão! Daí você vai me perguntar, mas você quer que eu corte o meu café de todo dia? Não é isso o que quero nesse primeiro passo é que você saiba onde está indo o seu dinheiro e esse é um exercício que depende somente do seu comprometimento, pois ele deve ser feito minuciosamente com todos os seus gastos durante 30 dias. Queremos identificar todos os gastos principalmente os pequenos. Sabia que se você gastar 27,40 por dia você gastará 10.000,00 no ano?

    Como faremos esse exercício? Em uma folha eu gostaria que você anotasse os seguintes dados: Data/Compra/Valor/Como pagou? Só esse exercício te ajudará a mudar muito suas compras, pois só o hábito de anotar seus gastos te fará pensar se vale a pena gastar naquele cafezinho, comprar aquela blusinha na promoção etc…

    Mas lembre-se o exercício aqui é, por enquanto somente identificar para onde está indo seu suado dinheiro e como já escrevi acima dependerá exclusivamente do seu comprometimento, porque preciso que anote todos os seus gastos mesmo, mesmos que seja aquele um real de bala, estacionamento, aqueles dois reais que deu para alguém que lhe pediu, tudo mesmo! Seja sincero e minucioso, tire um extrato de sua conta, um exercício que poucos fazem é olhar todas as taxas e descontos que são feitos em sua conta, anote essas despesas também e no final dessas anotações quero que anote suas despesas fixas aluguel, financiamentos, agua, luz, telefone, etc. Lembre-se qualquer omissão aqui irá comprometer seu orçamento, pois vamos cuidar do seu dinheiro e fazê-lo valer mais, fazer com que você aprenda a usar seu dinheiro a seu favor.

    Espero que você inicie esse exercício e espero que esteja aqui semana que vem para continuarmos a saga para uma vida financeira nova. Conte comigo! Abraço!

    Robson Moreira é Formado em Processos Gerenciais

    MBA EM GESTÃO DE PESSOAS E RECURSOS HUMANOS

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  • AS MELHORES COISAS DA VIDA – Nilson Lattari

    AS MELHORES COISAS DA VIDA – Nilson Lattari

    Muito se fala sobre as coisas da vida, as melhores coisas da vida. Enumeramos várias delas e damos, no final das contas, o nome de coisa. Que coisa é essa que chamamos de as melhores da vida. Quando, simplesmente, coisas da vida não sejam coisas, produtos comuns, acontecimentos comuns?

    Banalizamos nossas situações bem vividas, ou mal vividas, como objetos comuns, quando deveríamos considerar em todos os sentidos que o que nos acontece na vida são construções bem-feitas, mesmo que elas aconteçam sob condições difíceis, ou sejam difíceis de conseguir.

    As melhores coisas da vida não são simples. Se são melhores, a própria citação se contradiz. Bons acontecimentos, situações felizes existem para serem lembradas. As piores coisas da vida fariam mais sentido. Porque acontecimentos ruins são coisas, e esquecidas para sempre.

    Se nossas lembranças nos conduzem para o passado dos acontecimentos, aquelas coisas que lá ficaram guardadas não podem ser reduzidas a agrupamentos, ou objetos entulhados em uma prateleira escura, de uma sala escura, que o nosso olhar interno vai iluminar e reaparecer para nós.

    Coisas são objetos que jogamos em qualquer canto, sem cuidado algum. As melhores coisas da vida, por serem boas, nunca devem ser ignoradas e colocadas na prateleira comum da coisificação.

    Coisificar nossas lembranças, os bons acontecimentos é banalizar nossas aventuras terrenas. Os melhores acontecimentos em nossas vidas são aqueles que nos levam para o futuro, e mesmo os piores, verdadeiras coisas a nos assombrarem, nos traz algum conhecimento para sobreviver.

    Deitar em uma cama para dormir, e chamar nossas melhores lembranças para embalar nossos sonhos mostra que aquilo tudo que nós vivemos, revivemos e recontamos sob novas perspectivas não são coisas, são verdadeiros tesouros que temos guardados para relembrar.

    Ninguém relembra coisas que ficaram à solta. Coisas são os nomes que damos para qualquer …. coisa, mesmo. A palavra é errada, usada de forma errada, mas lugar comum em todos aqueles que têm lembranças guardadas.

    Aquela coisa que me aconteceu, droga, nem quero lembrar dela, por muito tempo. Aí sim temos uma coisa real.

    Mantenha os melhores acontecimentos na sua vida, aquela aventura que merece ser revivida, porque ela não é uma coisa, ou, pelo menos, qualquer coisa para ser tratada com desprezo.

     Nilson Lattari é Escritor

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  • BARZINHO DA MODA – Juarez Alvarenga

    BARZINHO DA MODA – Juarez Alvarenga

    É sexta à noite, dia de distanciamento da realidade. Contemplar a vida com fervor e otimismo deve ser nossa tarefa. Mergulhar dentro da semana em busca de perolas construtivas de nosso futuro são metas e obsessões que devem erguer nossas trajetórias.

    Aprendi também que a vida não é só realidade, é mais que realidade. Descompromissar com os fatos e contemplar a existência com suavidade é missão que sacramenta com alegria nossa paixão pelo bem viver.

    Aproveitando as luzes de mercúrio caímos na sexta feira à noite num barzinho da moda. Novos vencedores, novos valores, os emergentes enchem as mesas de sonhos realizados. São os novos personagens desta nova historia brasileira. O médico recém saído da faculdade, formado com o crédito educativo, tem como meta junto com sua namorada conquistar toda a região até os quarenta anos. E aproveita o descanso para descansar da ambição. O líder emergente ainda solteiro distrai na noite porque sabe que durante o dia tem que raptar da claridade solar toda racionalidade sedutora capaz de conduzir o átrio do sucesso.

    O barzinho da moda superlotado de pessoas bem sucedidas imprime no seu estilo paixão pelo êxito que contamina todo mundo à volta.

    O artista emergente que canta no barzinho sonha em ver sua profissão deslanchar, mas caso contraria isto não aconteça já está garantida a saída do anonimato como jurista de âmbito regional.

    Os emergentes no barzinho da moda olham para cima e ver o céu estrelado e lua resplandecendo, iluminando com intensidade toda felicidade conquistada. Mas bem sabem eles que já houve época de tempo de tempestades e que enfrentaram com barco frágil, mas soube navegar nas adversidades e por isto chegaram a porto seguro.

    Não existem vitórias sem adversidades e não existem vencedores sem sonhos, que são os combustíveis que levam a realidade. E se hoje este barzinho da moda está como Maracanã cheio é porque seus personagens no vazio da noite souberam arquitetar com êxito seus sonhos retidos até infiltrar com toda intensidade nas batidas do relógio ao meio dia.

    Juarez Alvarenga é Advogado e Escritor

    R: ANTÔNIO B. FIGUEIREDO, 29

    COQUEIRAL    MG

    CEP: 37235 000

    FONE: 35 991769329

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  • O CRESCIMENTO DOS CRIMES VIRTUAIS E O DESAFIO DA INOVAÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS NUMA ECONOMIA DIGITAL PÓS PANDEMIA – Gabriel Ferreira

    O CRESCIMENTO DOS CRIMES VIRTUAIS E O DESAFIO DA INOVAÇÃO E PROTEÇÃO DE DADOS NUMA ECONOMIA DIGITAL PÓS PANDEMIA – Gabriel Ferreira

    As restrições e necessidades geradas pela pandemia forçou muitos negócios a abraçar um processo de digitalização que talvez ainda pudesse demorar alguns anos em condições normais. E com isso também veio o aumento dos riscos digitais.

    Num curto período de tempo, devido às restrições e necessidades geradas pela pandemia, muitos negócios se viram forçados a abraçar um processo de digitalização que talvez ainda iria demorar alguns anos para que se consolidasse, em condições normais, na maioria dos setores da economia.

    Antes do contexto atual, tanto empresas tradicionais, quanto novos empreendedores que se lançavam no mundo digital, pensavam e faziam propaganda basicamente em torno do mantra da inovação, e a todo momento ouvia-se falar de uma nova startup revolucionária ou de uma grande ideia capaz de transformar radicalmente todo o modelo de negócio de um setor, até mesmo criando necessidades de consumo que as pessoas antes nem sabiam que tinham.

    O grande problema é que, em muitos casos, especialmente no contexto dos micro, pequeno e médio empreendimentos, as grandes sacadas que prometiam virar o mercado de cabeça para baixo com base no digital, rompendo com paradigmas dos modelos de negócio tradicionais, na prática, acabavam se mostrando diversas vezes de difícil concretização por vários fatores.

    Ao esbarrarem em temas da realidade (e que para o consumidor cada vez mais se tornam tão importantes e atrativos quanto as novidades do mercado, como a defesa de sua privacidade e a disponibilidade, com qualidade, dos produtos e serviços quando ele precisa) muitas empresas percebiam que não considerar com o devido cuidado a questão da segurança e sustentabilidade em seus planos de negócio pode se tornar um balde de água gelada capaz de inviabilizar as ideias disruptivas mais quentes.

    Obviamente que o digital não tem mais volta, ainda mais porque hoje, muito mais do que apenas falar em inovação, ele se tornou uma necessidade.

    Por isso, não só para inovar e se destacar, mas para se estabelecer e sobreviver no mundo digital de hoje, é preciso, além de boas idéias comerciais, pensar em segurança da informação, especialmente na questão da proteção de dados pessoais, pois isso afeta diretamente os interesses mais sensíveis de seus clientes.

    E o raciocínio é simples: se inovação é digitalização, digitalização é segurança.

    E as pessoas hoje, cada vez mais, também compram segurança, e muitas vezes antes mesmo de decidirem adquirir um determinado produto ou serviço de um fornecedor. Muitos já pensam em só comprar onde é seguro, pois não estão dispostos a perder dinheiro e um tempo precioso com transtornos com algo que deveria facilitar sua vida.

    O consumidor, aos poucos, tem se tornado consciente do quanto pensar na proteção de seus dados é importante, pois ele tem percebido que com a facilidade também vêm os riscos. E não podemos esquecer que, com tudo o que aconteceu esse ano, muitas pessoas que não tinham o costume de comprar on-line ou utilizar serviços digitais acabou tendo que incorporar esses hábitos em sua vida, e não apenas por um desejo de aderir às inovações, mas por necessidade.

    Por outro lado, para aproveitar a oportunidade, ou mesmo pela necessidade de não sucumbir no mercado, muitos negócios que não pensavam em abraçar o digital, pelo menos por enquanto, foram forçados a investir nele, dando-se conta de que para atender o cliente nesse contexto a preocupação não é só com inovação, mas também com segurança. E isso para preservar os interesses dos dois lados, clientes e empresas.

    A evolução das ameaças digitais antes da pandemia

    Para se ter uma idéia, de acordo com organizações internacionais como o Fórum Econômico Mundial, empresas de cybersegurança como a McAfee e diversos levantamentos feitos por analistas da área, antes da pandemia, riscos cibernéticos e ataques virtuais a empresas mais do que dobraram na última década. Os impactos financeiros com as falhas em segurança digital nas empresas já estavam se tornando um dos principais custos com tecnologia de muitas delas, uma vez que elas geralmente só se

    preocupavam com a questão quando precisavam remediar a situação e lidar com os prejuízos causados por suas deficiências gerenciais e operacionais nesse sentido.

    Desconsiderando a pandemia, que afetou e, de fato, quebrou muitos negócios no Brasil e no mundo, riscos com ataques cibernéticos, fraudes digitais, roubo de dados e suas consequências já eram apontados entre as situações de maior probabilidade de ocorrência e potencial de impacto negativo na economia mundial.

    Estudos indicavam que os prejuízos com crimes virtuais teriam variado entre US$ 600 bilhões e US$ 1,1 trilhões entre 2017 e 2019. Ainda antes da pandemia, cujos reflexos efetivamente ainda não podem ser calculados, a projeção era de que esses números chegassem a US$ 2,5 trilhões anuais até 2022, o que representa de 1 a 3 % do “PIB” global.

    E o Brasil, infelizmente, é destaque não só em suas iniciativas positivas de digitalização de seus processos nas mais variadas áreas, mas também no “mercado” do cybercrime. Somos o principal alvo de ataques cibernéticos na América Latina e o terceiro alvo no ranking mundial.

    E também somos o segundo país do mundo de onde mais partem esses ataques, e com uma característica interessante, uma vez que na maioria dos países de onde eles partem os alvos estão em outros países, mas no Brasil somos especialistas em produzir ataques que têm como alvo nós mesmos, com golpes que praticamente só existem aqui, como o do boleto falso.

    Como a “digitalização forçada” causada pela pandemia, tem agravado os riscos cibernéticos para pessoas e empresas

    Voltando a falar dos impactos da pandemia, junto com a “digitalização forçada” que ela nos impôs na maioria das nossas atividades, é claro que também vieram os efeitos colaterais dela no ambiente digital, agravando ainda mais a situação.

    Um relatório, da empresa de segurança digital Bitdefender, mostra que metade das empresas estava despreparada e ficou ainda mais vulnerável no meio digital ao tentarem se adaptar ao trabalho remoto.

    A falta de planejamento e organização evidenciou ainda mais brechas que já existiam até mesmo em níveis mais simples em muitos empreendimentos. E isso não foi nenhuma novidade.

    O fator de risco humano continua sendo o elo mais fraco da corrente, e 93% das vulnerabilidades causadas pelo descuido humano ainda são atribuídas a questões básicas como o uso de senhas antigas e fracas.

    E, como dito, isso não é novidade, pois 64% de todas as vulnerabilidades que colocaram ainda mais em risco muitas empresas nesse período já eram problemas detectados entre elas bem antes da pandemia, como exemplo do uso de senhas fracas. Problemas simples, mas persistentes.

    Como resultado, outra pesquisa recente feita pela empresa de cybersegurança, Tenable, estima que 96% das empresas brasileiras tiveram, em algum grau, seus negócios afetados por ataques cibernéticos nos últimos 12 meses. Na prática, em função desses ataques e de outros incidentes de segurança digital, os dados mostram que 46% das empresas tiveram perda de produtividade, 33% tiveram prejuízos financeiros e 32% tiveram problemas relacionados à exposição ou vazamento de dados de seus colaboradores no período.

    Ainda de acordo com esse estudo, 53% dos profissionais de segurança da informação consultados afirma que atividades maliciosas teriam afetado diretamente a integridade e o funcionamento de recursos de hardware e software de controle de processos, dispositivos e infraestrutura de tecnologia em suas empresas, e que, de fato, metade delas não teria considerado as ameaças cibernéticas como um risco específico em suas estratégias de enfrentamento às contingências do período, e das empresas que fizeram algo, 75% admitem que suas ações não foram suficientemente alinhadas.

    Mas, diga-se de passagem, não foram só as empresas que sofreram com incidentes de segurança digital nesse período, ficando notórios os casos de invasão e ataques a órgãos públicos, como ao Superior Tribunal de Justiça, Ministério da Saúde, universidades e até hospitais, incluindo vazamentos de dados sobre pacientes vítimas da COVID-19.

    Um alerta, já que espera-se que tais entidades tenham recursos de segurança digital muito superiores às empresas em geral, e mesmo assim foram alvos que sofreram prejuízos consideráveis com esses ataques e incidentes.

    Incidentes digitais também podem ser crimes e as empresas precisam reagir com lucidez.

    Precisamos lembrar, ainda, que boa parte dos incidentes virtuais que afetam empresas e pessoas não se trata tão somente de uma questão a ser enfrentada pelo setor de tecnologia das empresas, técnicos de informática ou fornecedores de soluções na área.

    Em muitas situações isso também é caso de polícia.

    Só que na nossa cultura atual, em relação à segurança digital, muitas vezes a reação de empresas vítimas de golpes digitais não contribui para o enfrentamento coletivo desse grave problema.

    A subnotificação desses incidentes pelas empresas ainda é um obstáculo para que as autoridades responsáveis pela prevenção e combate a crimes digitais possam fazer frente, em tempo hábil, às estratégias usadas e possam até mesmo identificar, neutralizar e punir os responsáveis por esses delitos.

    Muitas empresas optam por isolar os eventos em que são vítimas e lidar com eles apenas internamente, para que também suas deficiências de processos e capacitação pessoal na área de tecnologia não sejam expostas, tentando preservar sua imagem e até mesmo fazer algo para que os impactos desses incidentes não venham a prejudicar tanto a terceiros, especialmente seus clientes.

    Só que, no fim do dia, muitas acabam não tomando de fato nenhuma providência efetiva para enfrentar o problema com uma resposta à altura e a fim de evitar o máximo possível que ele ocorra novamente.

    Porém é preciso destacar que, embora a princípio não pareça fazer sentido, isso deve mudar com a entrada em vigor da Lei Geral de Proteção de Dados e não haverá mais como “empurrar a sujeira pra debaixo do tapete”. Uma das previsões da lei é que a comunicação de incidentes de segurança às autoridades, às pessoas afetadas e ao público pode ser obrigatória, a exemplo do que acontece na Europa com a previsão dessa publicização pelo GDPR, regulamento de proteção de dados pessoais do bloco que inspirou fortemente a nossa LGPD.

    A obrigação de, num certo sentido, expor o problema da empresa, com um incidente digital, não deixa de ser uma punição que afeta sua imagem, mas há um caráter preventivo envolvido, para que autoridades e profissionais conheçam e possam enfrentar as ameaças que circulam no mercado.

    Essa transparência, diga-se de passagem, é algo que já faz parte da cultura de segurança digital em nível internacional. O que se espera é que a empresa esteja preparada para uma resposta rápida e efetiva, para quando a situação vier à tona ela já esteja controlada, pois, realmente, dizer que existe um problema mas que não se faz ideia de como enfrentá-lo, aí é que não tem lógica.

    Neste sentido, nem o próprio argumento de que isso vai encarecer custos operacionais e inviabilizar o negócio também se sustenta por muito tempo, pois o fato é que temos uma cultura de economia pouco inteligente quando tratamos do assunto. A pretensa complexidade tecnológica para lidar com essas questões também não é argumento, pois, na maior parte dos casos, segurança digital é muito mais uma questão de cultura e comportamento, gestão e procedimento, do que de infraestrutura propriamente dita.

    Às vezes já temos até estrutura, mas não usamos ou não damos a ela a devida atenção, como o motorista que descumpre a lei e coloca a si e aos outros em risco dirigindo sem usar o cinto de segurança e falando ao celular.

    E nos cenários com os quais cada vez mais iremos nos deparar a lógica é simples: se o investimento em segurança hipoteticamente deixa um negócio menos rentável, “pagar pra ver” pode fazer com que de um dia para outro simplesmente não exista mais negócio.

    Não há como se desenvolver num cenário de economia digital sem pensar em segurança.

    É claro que falar em segurança digital geralmente não é um assunto muito animador, especialmente porque gostamos, devemos e precisamos, mais do que nunca, falar de crescimento, de vendas, de motivação para vencer os desafios e de inovação para superar, especialmente, um ano que foi tão difícil.

    Mas é justamente por isso que falar desse assunto é indispensável. Para inovar nos dias de hoje e, especialmente, estar perto de seus clientes, mesmo em tempos de distanciamento social, não basta colocar um site no ar, ter presença das redes sociais, aderir a um marketplace, desenvolver um super app de vendas ou disponibilizar canais digitais de atendimento.

    Se a empresa não fizer isso de forma segura, todo seu esforço em inovação pode ser prejudicado ou perdido.

    Antes de entrar de cabeça no digital, é preciso também entender a complexidade do seu negócio na vida real.

    Além das questões de segurança e integridade no meio digital, um dos grandes desafios é alinhar seus processos para garantir a seus clientes a disponibilidade dos produtos, serviços e soluções que você oferece a ele.

    O mesmo cliente que cada vez mais se preocupa com segurança ainda espera ser atendido de forma rápida e objetiva.

    Isso é essencial para que ele continue tendo confiança não só na qualidade dos produtos e serviços e na transparência de sua empresa, mas para que possa lembrar que pode contar com ela sempre que precisar ou desejar.

    A desconfiança de um cliente com as inovações digitais que as empresas lançam pode acontecer tanto pelo fato da empresa simplesmente não entregar o que ele esperava nesses novos canais, quanto pela experiência ruim de ter seus dados pessoais vazados na mão de criminosos, ainda mais quando isso ocorre por falhas da empresa na implementação dessas soluções.

    Em um mundo tão competitivo e desafiador, com tantas opções e incertezas, a satisfação de um cliente com as novidades que uma empresa lança, seja no meio digital ou no meio tradicional, precisa ser completa, com a entrega do produto ou serviço que ele busca, com a qualidade que ele exige e com a confiança de que a sua segurança e a privacidade de seus dados envolvidos no processo serão preservados da melhor forma possível.

    O cliente não quer algo apenas moderno. Quer algo que funcione e seja confiável.

    É isso o que seu negócio precisa ser para ele.

    Inovar nem sempre é ruptura, mas surpreender com continuidade.

    Inovar nesse novo cenário muitas vezes não significa fazer o extraordinário, e muito menos fazer isso de qualquer jeito e sem consistência.

    Acompanhar as transformações mesmo que fazendo o simples, mas fazendo o que tem que ser feito e entregando o que tem que ser entregue com segurança e agilidade, já é uma grande inovação.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG

    Atualmente cursando Especialização em “LEGAL TECH, DIREITO, INOVAÇÃO E STARTUPS” PELA PUC/MG.

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  • O DIREITO DOS IDOSOS NOS DIAS ATUAIS – Gabriel Ferreira

    O DIREITO DOS IDOSOS NOS DIAS ATUAIS – Gabriel Ferreira

    A sociedade brasileira passou por mudanças profundas com relação à expectativa de vida das pessoas.

    O Brasil é um País que era conhecido, no século passado, como “País de População Jovem”, porém, nos últimos anos, o aumento da expectativa de vida aumentou a população de idosos no nosso século e, principalmente, nos dias atuais.

    Em 2010 a população de idosos no Brasil era de 19,6 milhões, a estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que, em 2030, devem ser 41,5 milhões de idosos no país. E em 2050 o número de brasileiros com 60 anos ou mais chegará a 66,5 milhões.

    Por este motivo, é muito importante que essa grande parcela da população tenha clareza sobre os direitos que lhe são assegurados. O Estatuto do Idoso, Lei 10.741/2003, trouxe um novo e compreensivo olhar em relação ao Idoso, o qual passou a ser visto como sujeito de direitos.

    Já no início da mencionada Lei, está claro que os direitos fundamentais deverão ser assegurados, em especial a uma vida digna e com qualidade de vida, conforme transcreve-se a seguir:

    Art. 2º – O idoso goza de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhe, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, para preservação de sua saúde física e mental e seu aperfeiçoamento moral, intelectual, espiritual e social, em condições de liberdade e dignidade.

    Art. 3º – É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. Porém, não basta somente o Estatuto do Idoso (embora seja uma grande conquista, todavia pouco conhecido).

    O estabelecimento dos direitos sociais desta “crescente” categoria sociológica exige mudanças profundas nas atitudes da população, face ao seu envelhecimento.

    Por isso, destacamos os principais direitos da população idosa, os quais devem ser respeitados e praticados por todos como exercício de cidadania e respeito.

    Violência e abandono O texto do Estatuto do Idoso prevê que “nenhum idoso será objeto de qualquer tipo de negligência, discriminação, violência, crueldade ou opressão, e todo atentado aos seus direitos, por ação ou omissão, será punido na forma da lei”.

    Segundo a lei, abandonar o idoso em hospitais, casas de saúde ou estabelecimentos similares, ou não prover suas necessidades básicas, é atitude passível de detenção, que pode variar de seis meses a três anos, além de render multa. Também podem ficar presos por até um ano aqueles que colocarem a integridade física e a saúde da pessoa idosa em risco. A coação do idoso a doar, contratar, testar ou outorgar procuração é outra atitude que pode render reclusão, com pena que pode variar de dois a cinco anos.

    Mercado de trabalho O Estatuto do Idoso veda a discriminação e a fixação de limite máximo de idade na admissão de empregos, mesmo em concursos públicos – a não ser que a natureza do cargo exija. A regra também encontra embasamento na Constituição Federal (art. 3º CF), que prevê que o bem comum deve ser promovido sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor e idade, e na Lei 9.029/1995, que proíbe a adoção de práticas discriminatórias para efeito de acesso ou manutenção da relação de trabalho.

    Pensão alimentícia

    Ainda que o mais comum seja observar situações em que pais são obrigados a pagar pensão alimentícia aos filhos, o contrário também encontra previsão legal. O artigo 12 do Estatuto do Idoso dispõe que os idosos que não tiverem condições de se sustentar têm direito a receber pensão – e o genitor pode escolher de qual filho quer receber a obrigação. A Constituição Federal e o Código Civil também preveem essa possibilidade. Enquanto a Constituição traz que “os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfermidade” (art. 229 CF), o Código Civil prevê que “o direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos” (art 1696 CC).

    Assistência à saúde

    O Poder Público deve fornecer gratuitamente medicamentos aos idosos, especialmente em relação àqueles de uso continuado, como próteses. Os idosos também têm atendimento preferencial no Sistema Único de Saúde (SUS). O Estatuto do Idoso veda a discriminação por parte dos planos de saúde, no tocante à cobrança de valores diferenciados em razão da idade, a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ), em regime de recursos repetitivos (REsp 1568244/RJ), veda o reajuste por faixa etária aos segurados idosos que estejam vinculados ao plano há mais de 10 anos.

    Justiça

    Os idosos também têm prioridade na tramitação de processos judiciais nos quais figure como parte ou interveniente. Para conseguir o benefício, é preciso fazer prova da idade e requerê-lo junto à autoridade judiciária competente. Em caso de morte, a prioridade se estende ao cônjuge ou companheiro, também com mais de 60 anos.

    Transporte A Lei 10.048/2000, que trata da prioridade de atendimento em serviços, dispõe que nos veículos de transporte coletivo públicos urbanos e semiurbanos devem haver assentos reservados e identificados para idosos.

    Gestantes, lactantes, pessoas com deficiência e pessoas acompanhadas com crianças de colo também estão englobadas na norma. Segundo o Estatuto do Idoso, o número deve corresponder a 10% dos assentos disponíveis no veículo. A lei também traz que estacionamentos públicos e privados devem separar 5% das vagas para idosos, que precisam ter identificação em seus veículos.

    Viagem interestadual

    Idosos com renda igual ou inferior a dois salários mínimos têm direito a viajar gratuitamente em ônibus interestaduais. De acordo com o Estatuto do Idoso, a cada viagem devem ser reservadas duas vagas gratuitas por veículo e, se houver mais procura, deve haver mais dois lugares com desconto de 50%.

    Lazer O artigo 23 do Estatuto do Idoso estabelece que maiores de 60 anos têm direito a meia-entrada (50% de desconto) em ingressos para eventos artísticos e culturais, de lazer e esportivos. Eles também têm acesso preferencial aos lugares onde são sediados tais encontros.

    Casamento e separação de bens

    Quem optar por casar após os 70 anos de idade deve aderir à separação obrigatória de bens, conforme prevê o Código Civil (art. 1641, II CC). Esse tipo de regime de bens exige que os cônjuges façam um pacto pré-nupcial em cartório, estabelecendo que os bens de ambos são incomunicáveis – ou seja, mesmo após o casamento continuam pertencendo apenas a quem já pertenciam antes da união.”

    Conclusão:

    A velhice é uma fase marcada por necessidades especiais.

    O respeito é essencial e extremamente importante dentro de qualquer relacionamento, e, no universo da pessoa idosa, ser respeitado pode traduzir-se no cumprimento dessas garantias.

    A pessoa idosa está no futuro de cada um dos seres humanos!

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG

    Atualmente cursando Especialização em “LEGAL TECH, DIREITO, INOVAÇÃO E STARTUPS” PELA PUC/MG.

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