Relato sobre a adoção de ‘Bituca’ e a triste história de Dona Maria do Carmo emocionaram os trespontanos nas redes sociais
De acordo com o portal UOL, a empregada doméstica Maria do Carmo, a Carminha, em foto tirada de sua carteira profissional no ano de 1940.
No início de 1942, trabalhando no Rio de Janeiro, no bairro da Tijuca, numa pensão, Carminha, com0 era conhecida, conheceu o motorneiro (condutor de bondes) João, que residia na favela Barreira do Vasco. Dessa relação veio uma gravidez, a qual João resistiu em assumir.
Mesmo assim Maria do Carmo foi morar na favela com a família do companheiro, até receber a visita da sua ex-patroa Augusta (dona da pensão onde Carminha trabalhava), que impressionada com as péssimas condições de vida do menino ainda pequeno (não tinha dois anos de vida) sugeriu que Maria do Carmo retornasse ao seu antigo emprego.
Contudo, a jovem contraiu tuberculose e temendo que contagiasse o filho, retornou à sua cidade de origem, Juiz de Fora (MG), onde veio a falecer em 1944, com apenas 26 anos de idade.
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O menino acabou sendo adotado por Lília Silva Campos, filha de dona Augusta, vindo residir em Três Pontas (MG). Zino e Lilia passaram a cuidar da criança, dando-lhe todo amor, educação e também o contato com a arte. O seu nome é Milton Nascimento, que completou 80 anos de idade no último dia 26.
Lilia e Zino deram uma vida nova ao Miltinho. Três Pontas lhe deu a música…
Opinião
Aqui começou, aqui deveria terminar… Infelizmente, por questões pessoais, Milton Nascimento, nascido no Rio de Janeiro, adotado por Três Pontas não incluiu seu berço adotivo na turnê de despedida dos palcos, deixando seus conterrâneos tristes. Em Três Pontas Milton também sofreu? Sim, sofreu preconceito racial, foi impedido de entrar no Clube Trespontano, por exemplo. Mas tenho certeza que ele não tem mágoa da cidade, não julga e condena todos os trespontanos, conterrâneos e fãs, por conta de uma meia dúzia de pessoas más.
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Em 2011 Milton Nascimento gravou o disco ‘E a gente Sonhando’ que acabou virando uma turnê, onde diversos músicos trespontanos foram convidados e participaram das gravações no Centro Cultural que leva o nome do ícone da música mundial.
Milton é e sempre será um dos maiores cantores e compositores do mundo. Segue sendo de Três Pontas, de certa forma. Suas canções são eternas e embalaram e seguirão embalando muitas histórias da vida de todos nós.
Vários artistas locais que participaram da gravação de um disco do Bituca sobem o palco a partir das 18 horas
Três Pontas, que é a terra da fé, do café e também da música, realiza hoje, quarta-feira, 26 de outubro, dia do aniversário de 80 anos de Milton Nascimento, um grande show na praça que leva o nome de uma das mais famosas canções de um dos fundadores do Clube da Esquina.
No repertório muitas canções que fazem parte da história musical de Milton Nascimento e que ecoaram além das Gerais, em todo o Brasil e também mundo afora.
O cantor e compositor Milton Nascimento é carioca, mas mudou-se ainda criança para Três Pontas, sendo adotado por um querido e conhecido casal. A casa onde Bituca (apelido do artista) cresceu fica na Praça Travessia.
E ė lá que os 80 anos de Milton Nascimento, um dos maiores expoentes da Música Popular Brasileira, serão reverenciados e homenageados por diversos músicos trespontanos, dentre eles Clayton Prósperi, Ismael Tiso e tantos outros (veja a ordem das apresentações abaixo).
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Todos esses artistas nascidos em Três Pontas participaram do álbum e também da turnê denominada “E a Gente Sonhando”, de 2011.
O palco já está em fase final de montagem e o evento gratuito rola daqui a pouco.
Para os fãs apaixonados de Milton Nascimento, que infelizmente não incluiu Três Pontas na sua turnê de despedida, essa será uma grande oportunidade de reverenciar o artista. Apesar de Milton não estar presente, os músicos locais, que esbanjam talento, garantirão muita emoção na noite de hoje, na Praça Travessia, de frente para a casa do Seu Zino e de Dona Lilia, pais adotivos de Bituca.
Foi aqui em Três Pontas que Milton Nascimento ganhou não apenas uma família, mas também onde foi apresentado para a música, dando seus primeiros passos para se tornar um dos maiores cantores e compositores do mundo.
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Com realização da Associação Cultural de Três Pontas e Adjacências (ACTA) e apoio da Prefeitura de Três Pontas, o espetáculo denominado Gran Circo, projeto que teve a sua primeira realização lá mesmo na Praça Travessia há cerca de 15 anos atrás, chega agora na sua quarta edição.
Vale repetir que o show começa às 6h da tarde e é de graça.
Veja a ordem das apresentações:
1 André Duarte
2 Marco Elízeo
3 Mauro Marques e Iza Morais
4 Coral Infantil
5 Grupo Vocal Cigarras Cor de Rosa
6 Lidy Brito
7 Vilma Nascimento
8 Heitor Branquinho
9 Bruno Cabral
10 Natasha Maria
11 Elis Theophilo
12 Isabela Morais / João Marcos Veiga
13 Adriano Kamy
14 Compasso Lunnar
15 ARK-2 + participações
Com emoção e lágrimas. Assim foi a abertura das comemorações do Dia Nacional do Patrimônio Histórico, evento realizado pelo Governo Municipal através da Secretaria Municipal de Cultura. Uma das filhas do saudoso historiador Paulo Costa Campos, falecido recentemente, visivelmente emocionada lembrou de seu pai e agradeceu toda aquela homenagem. Alex Tiso, secretário de Cultura, chorou ao lembrar do primo e ao mesmo tempo da felicidade de ter perpetuado o seu legado através de um documentário produzido por Milton Lima.
O evento foi aberto na manhã desta quarta-feira, dia 17, no Centro Cultural Milton Nascimento. Diversas autoridades estiveram presentes dentre elas o prefeito Marcelo Chaves Garcia e o vice-prefeito Luís Carlos da Silva. Também estiveram presentes duas filhas do grande homenageado daquela manhã.
Em seu discurso, Marcelo Chaves disse o quanto é bom investir em Cultura e como está satisfeito com todo trabalho que vem sendo realizado pela secretaria. Destacou a importância histórica de Paulo Costa Campos para Três Pontas.
O saudoso historiador Paulo Costa Campos.
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Já Alex Tiso fez questão de dizer que toda vez que chega com demandas da Cultura no gabinete do executivo municipal, mesmo quando se trata de algum problema para resolver, que sempre encontra no prefeito Marcelo Chaves um sorriso no rosto, serenidade e boa vontade para atender as demandas.
Ederson Malaquias, chefe do Patrimônio Histórico, destacou a importância do trabalho que vem sendo feito nessa área e comentou a emoção das gravações do documentário produzido por Milton Lima.
“Foram três dias de gravação intensa na casa do senhor Paulo Costa e é algo que ficará para sempre na minha memória. Um trabalho belíssimo e que faz justiça a uma das grandes personalidades do município”, pontuou.
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Melissa Chaves Garcia, com importante atuação técnica no governo de seu pai, também se emocionou ao falar de Paulo Costa Campos e de um episódio envolvendo seus alunos na época em um concurso de redação.
Na sequência foi exibido o primeiro capítulo do documentário “Pelas palavras de um filho apaixonado por Três Pontas por Paulo Costa Campos”, numa produção belíssima e emocionante.
Depois aconteceu a palestra “A arte, memória e patrimônio: bens maiores para a vida”, ministrada por Jefferson da Fonseca Coutinho, presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto.
O evento continua nos dias 18 e 19 no Centro Cultural Milton Nascimento, das 9 às 17 horas quando acontecerá a oficina de educação patrimonial e introdução à preservação e bens imóveis, ministrada pela professora Luana Marina Santos.
E no sábado, dia 20, último dia do evento, das 9:00 às 12:00 acontecerá a visita técnica e também a aula prática.
Coqueiral vibrou com o 52º Festival Nacional da Canção que agora segue para a Terra da Música
Chegou ao fim a segunda etapa classificatória do 52º Festival Nacional da Canção. Durante dois dias Coqueiral, no Sul de Minas, respirou arte, música e recebeu visitantes de vários estados brasileiros. Cerca de 8 mil pessoas estiveram na praça da matriz para acompanhar as apresentações musicais e artísticas. E a próxima parada será em TRÊS PONTAS!
Ao todo, 20 músicas foram apresentadas de compositores de Minas, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Goiás, Santa Catarina e uma música da França que participou de forma online . Elas encantaram o público e os jurados tiveram a difícil missão de escolher quatro para as semifinais em Boa Esperança (8 e 9/9), garantindo a cada uma um prêmio mínimo de R$2.500,00.
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MÚSICA: SOLICITUDES CIDADE: MOCOCA / SP COMPOSIÇÃO E INTERPRETAÇÃO:KICO ZAMARIAN
MÚSICA: LAÇADOR CIDADE: FEIRA DE SANTANA / BAHIA COMPOSIÇÃO: MÁRCIO TUBINO E ALEGRE CORRÊA INTERPRETAÇÃO: CAROL PEREYR
MÚSICA: TUDO CAI CIDADE: SÃO PAULO / SP COMPOSIÇÃO: GREGORY HAERTEL E DEMETRIUS LULO INTERPRETAÇÃO: DEMETRIUS LULO.
MÚSICA: PODE IR CIDADE: ILHA SOLTEIRA / SP COMPOSIÇÃO E INTERPRETAÇÃO: KAMYLLA VRECH
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Um sucesso brindado por um show especial de Zeca Baleiro. O cantor e compositor maranhense colocou todo mundo pra cantar e dançar ao som de grandes canções. Zeca fez um passeio pela sua discografia e claro, musicas marcantes da sua carreira. São 20 anos de estrada comemorados no palco do Festival Nacional da Canção em Perdões.
A caravana do Festival Nacional da Canção desembarca agora em Três Pontas, nos dias 19 e 20/8; Nepomuceno 26 e 27/8; Elói Mendes, 2 e 3 de setembro. As semifinais e final acontecerão em Boa Esperança nos dias 8, 9 e 10 de setembro.
Cultura na rua
Durante o dia, Coqueiral recebeu atrações especiais na praça da Matriz. O público acompanhou o que há de melhor na música clássica, instrumental, teatro e dança e artes circenses. O evento encantou por ser uma opção cultural diferenciada, raramente oferecida para a população desses municípios. Momentos inesquecíveis e dias com muita alegria e cultura.
Sobre o Fenac
O Festival Nacional da Canção nasceu em 1971, no auge dos grandes festivais da televisão brasileira e, desde então, acontece ininterruptamente, levando boa música, além de muita diversão para cidades mineiras. E, neste ano, não será diferente, muita música de qualidade e grandes talentos estão sendo esperados no festival que vai entregar cerca de R$ 200 mil em prêmios e o troféu Lamartine Babo para ao vencedor. Foram 1.050 inscrições de 22 estado brasileiros.
Relembre momentos marcantes do Fenac em Três Pontas
O Sicoob Copersul esteve presente apoiando a formatura da 1º turma de Agentes de Turismo Rural de Três Pontas.
Um projeto que tem como objetivo desenvolver o turismo local, aproveitando o que temos de melhor: nossa terra, nosso café, nossas histórias e a nossa gente.
Os roteiros já estão disponíveis através da agência Infinity Tour, para que todos nós possamos prestigiar as nossas riquezas.
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E falando em nossas riquezas, quantos talentos pudemos prestigiar no primeiro dia do Festival Canto Aberto, nossas crianças deram um show com muitas poesias, pinturas, fotografias e músicas lindas.
E nós tivemos a honra e prazer de poder entregar o Troféu Sicoob Copersul, na categoria música, para os três primeiros colocados.
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Desejamos parabéns a todos os participantes do Festival do Canto Aberto, que o talento de vocês seja cada vez mais valorizado e que vocês possam continuar fazendo o que amam.
O Sicoob Copersul se orgulha, e muito, de poder abraçar projetos como esses, que valorizam a nossa comunidade, nossos talentos e nossas riquezas.
Trespontano Milton Nascimento liderou o movimento e é o seu principal destaque.
O podcast Discoteca Básica lançou, no ano passado, uma enquete a respeito de LPs e CDs referenciais para a história da música popular brasileira. Os primeiros resultados, divulgados nesta segunda-feira (9/5), no primeiro episódio da quarta temporada, apontam o “Clube da esquina” como o maior álbum brasileiro de todos os tempos. A votação, anunciada como a maior e mais abrangente já feita no país, envolveu 162 especialistas de diferentes áreas ligadas à produção musical.
Realizada ao longo do segundo semestre de 2021, a votação envolveu jornalistas, como Nelson Motta, Sergio Martins, Jotabê Medeiros e Mauro Ferreira; produtores, como Kassin, Pupillo e Lampadinha; e músicos, como Leoni, André Abujamra e vários outros. Segundo os produtores do Discoteca Básica – o criador de conteúdo Guga Mafra e o jornalista Ricardo Alexandre -, o resultado final representa o maior guia já feito sobre a produção discográfica brasileira, tanto por causa do tamanho do corpo votante quanto pelo número de discos elencados.
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Cada votante contribui com sua lista pessoal dos 50 melhores álbuns de todos os tempos. O resultado completo da eleição será publicada no livro “Os 500 maiores álbuns brasileiros de todos os tempos”, para o qual já foi aberta uma campanha de financiamento coletivo no Catarse, que fica no ar até o dia 9 de julho. As recompensas vão de pôsteres e marca-páginas até um EP tributo com cinco artistas da nova geração recriando músicas do álbum “Clube da esquina”.
No Discoteca Básica, Ricardo Alexandre traz semanalmente áudio-documentários a respeito dos grandes álbuns da música pop da história, sempre com convidados especiais, como Nando Reis, Herbert Vianna, Teresa Cristina, Titi Müller, Luis Fernando Veríssimo, Pitty e muitos outros.
Os personagens da famosa capa, já adultos.
O primeiro episódio desta quarta temporada é, naturalmente, a respeito de “Clube da esquina”. O convidado do programa é o também mineiro Samuel Rosa. A nova temporada terá dez episódios, todos selecionados dos 30 primeiros colocados do ranking. O programa está disponível em todas as principais plataformas de podcast, e também no site oficial www.podcastdiscotecabasica.com.
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Confira o Top 10 da votação
1. “Clube da esquina” (1972) – Milton Nascimento e Lô Borges
2. “Acabou chorare” (1972) – Novos Baianos
3. “Chega de saudade” (1959) – João Gilberto
4. “Secos & molhados” (1973) – Secos & Molhados
5. “Construção” (1971) – Chico Buarque
6. “A Tábua de esmeralda” (1974) – Jorge Ben Jor
7. “Tropicália ou panis et circencis” (1968) – Vários artistas
8. “Transa” (1972) – Caetano Veloso
9. “Sobrevivendo no inferno” (1997) – Racionais MC’s
10. “Elis & Tom” (1974) – Elis Regina e Tom Jobim
Membros do Clube da Esquina com o saudoso presidente Juscelino Kubitschek
Trabalho reúne nomes do cenário do sul de Minas e nacional, consagrando a trajetória do pianista e compositor natural de Três Pontas, com formação clássica e influências do rock ao jazz e popular; disco ainda conta com os prestigiados instrumentistas Walmir Gil e Enéias Xavier e com a cantora Sarah Abreu
O compositor e pianista Clayton Prósperi lança no próximo dia 08 de abril, em todas plataformas digitais, o álbum Cativo (Embornal Records). O trabalho tem participações de nomes como Toninho Horta, Marco Lobo, Teco Cardoso e do arranjador Rafael Martini, além de instrumentistas da proeminente cena musical do sul de Minas. A faixa de abertura, “Caminhante”, lançada na forma de single, já estará disponível para audição a partir desta terça, 15 de março.
“Quando você vai gravar seu disco?” Com uma carreira já consolidada e respeitada como instrumentista, gravado por grupos e artistas como Milton Nascimento, essa pergunta passou a ser cada vez mais recorrente para o trespontano. Como bom mineiro, o trabalho foi maturado e construído com calma, envolvendo três anos entre estúdio e finalizações. O difícil momento de pandemia, de fechamento e reclusão, perpassa o título da faixa que deu nome ao disco: Cativo. Mas a palavra também traz o sentido de fascinar, de estimular a contemplação sensível e poética. E essa é uma das marcas do trabalho e da personalidade musical do artista.
“Como quem gira um caleidoscópio, Clayton parece exportar aquelas visões lindas, quase alucinantes, para suas tão impressionantes composições.”
Fredera, guitarrista, em texto de apresentação do disco.
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“A música de Clayton é delicada, refinada, cativante, mas é sobretudo bonita, muito bonita.”
Pasquale Cipro Neto, professor, em texto de apresentação do disco.
Os temas trazidos ao disco percorrem diferentes momentos da carreira do artista, de canções feitas na juventude até inspirações e parcerias mais recentes. “Selecionei as composições que, acredito, traduzam melhor minha essência”, explica Clayton. De modo geral, as gravações se dividiram entre duas cidades mineiras, cada qual contando com uma formação-base. Em Alfenas ele esteve ao lado do baterista Eduardo Sueitt e do baixista Dedê Bonitto. Já Belo Horizonte, o entrosamento do pianista se deu com o baixista Enéias Xavier e com o baterista Victor Mendes. “Depois vieram todos os complementos de vozes, vocais e instrumentos em cima dessas bases gravadas ao vivo. Isso a meu ver trouxe mais organicidade e calor ao som. E claro, todos os participantes colocaram um pouco de si em suas participações, que só acrescentaram brilho e luminosidade ao processo”, conta.
De forma natural, as faixas acabam por apresentar estas duas cenas musicais por onde Clayton circula: uma a partir da capital mineira, dividindo gravações com instrumentistas de renome nacional, e outra do Sul de Minas, berço de uma produtiva e talentosa geração contemporânea. “O momento para a nova música mineira se reabre gloriosamente e me sinto muito feliz e honrado por fazer parte disso”, celebra Ao longo do álbum, notam-se referências marcantes do artista, do Clube da Esquina e rock a Jobim, de Ivan Lins a Dori Caymmi, de Villa-Lobos a Egberto Gismonti. O compositor, no entanto, bebe nessas fontes para alcançar uma música nova, vibrante, lançando mão de composições e arranjos que abolem fronteiras.
A faixa da abertura, Caminhante (parceria com Talis Júlio), é uma síntese disso. O piano dinâmico e arpejado, com sintetizadores e percussão, culmina em envolvente abertura de vocais (com participação de Tutuca e Talles Prósperi) e solo do guitarrista David Santos. Vinheta da Quietude deixa clara a formação clássica em piano, com direito a violoncelo de Leonardo Castilho. A faixa, de caráter erudito, se funde a Inquietação (letra de Edson Penha), composta especialmente para a participação da cantora Sarah Abreu, amparada pelo violoncelo de Castilho e pelo bandolim de Leonardo Chalana.
Samba em Sete é o retrato do apuro e domínio do instrumental contemporâneo pelo pianista, numa gravação que recebeu a guitarra de Ismael Tiso, percussões de Marco Lobo e vocais da filha Mariana Prósperi. Todas as faixas do álbum tem arranjos de Clayton, com exceção de Cativo, para o qual convidou Rafael Martini, colega dos tempos de graduação em Música na UFMG, conduzindo um sofisticado quarteto de cordas (formado por membros da Orquestra Filarmônica de Minas Gerais). A refinada balada ainda tem solo do prestigiado trompetista Walmir Gil.
Em Feira da Fé, Clayton convidou o grupo Compasso Lunnar, que integra desde 2017 ao lado de Fernando Marchetti (bateria), Ismael Tiso (guitarra) e Tutuca (baixo). O grupo, que se destaca desde então em festivais e gravações, traz o seu visceral e criativo progressivo mineiro, de caráter autoral. Já De Mar e Drummond revista um tema já premiado de Clayton, com lirismo e poesia que contam com o violão de Maurício Ribeiro.
A faixa Conta tem duas participações de peso: o percussionista Marco Lobo e Toninho Horta. Além da clara admiração pelo guitarrista vencedor do Grammy Latino 2021, Clayton guarda a memória afetiva do período em que o artista morou em Três Pontas e ia tomar café na firma onde o adolescente trabalhava de office boy, já naquela época fã de discos como Terra dos Pássaros – posteriormente eles chegaram a dividir o mesmo palco. “Hora Senhora”, que fecha o disco, exala brasilidade, recebendo a flauta de Teco Cardoso.
Cativo tem identidade visual de Leonora Weissman, a partir de pintura original da artista plástica. As imagens refletem um pouco do próprio álbum: a serenidade de um trabalho maduro e consistente, mas com o frescor de um artista inquieto, de talento e influências múltiplas em sua palheta musical. Nas palavras do guitarrista Fredera, que também assina texto no encarte, “como quem gira um caleidoscópio, Clayton parece exportar aquelas visões lindas, quase alucinantes, para suas tão impressionantes composições. […] Melhora o mundo em que estamos”. Fazer da música algo que contribua para o bem-estar das pessoas é um dos objetivos principais do artista neste seu primeiro álbum solo. Cativo, sem dúvida, cumpre tal objetivo.
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Mais sobre Clayton Prósperi
Natural de Três Pontas (MG), Clayton Prósperi tem formação em piano clássico pela Universidade Federal de Minas Gerais. É professor dos conservatórios de Três Pontas e Varginha e já recebeu premiações em inúmeros festivais da canção, tendo sido finalista do prêmio Visa edição Compositores, de 2000. Instrumentista requisitado para gravações de gêneros diversos, do rock ao jazz e MPB, é integrante do grupo Compasso Lunnar e pianista/diretor musical do espetáculo De Coisas que Aprendi com Elis. Em 2011 integrou as gravações e a turnê nacional do álbum “E a gente sonhando”, de Milton Nascimento, tendo sua música “Eu Pescador” (parceria como Haroldo Jr.) gravada junto ao cantor em tal trabalho indicado ao Grammy Latino.
Em agosto do ano passado, Elden entrou com uma ação contra a banda e alega que a imagem de si mesmo, quando tinha 4 meses, na capa do álbum constitui exploração sexual e pornografia infantil. Mais um belo exemplo de “quem lacra não lucra!”
A justiça da Califórnia, nos Estados Unidos, rejeitou nesta segunda-feira, 3, o processo movido por Spencer Elden, conhecido mundialmente por aparecer nu ainda bebê na capa do álbum “Nevermind”, lançado em 1991, contra o Nirvana.
Em agosto do ano passado, Elden entrou com uma ação contra a banda alegando que a imagem de si mesmo, quando tinha 4 meses, na capa do álbum constitui exploração sexual e pornografia infantil.
A ação contava com 15 réus, entre eles, membros da banda, a viúva de Kurt Cobain, Courtney Love e a gravadora que lançou e distribuiu o disco nos últimos 30 anos. O álbum foi lançado em 1991. Ele pediu 150 mil dólares de cada um dos 15 réus.
A defesa de Elden, hoje com 30 anos, perdeu o prazo para apresentar uma resposta ao pedido da banda para encerrar o caso. Por isso, o juiz americano Fernando Olguin encerrou o caso. Elden poderá recorrer da decisão até o dia 13 de janeiro.
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A defesa da banda solicitou o fim do processo, apontando que as alegações de Elden não tinham mérito. Os advogados justificaram que, a partir da teoria dele, qualquer um que possuísse uma cópia do álbum seria culpado por posse de pornografia infantil, por exemplo. No documento, destacaram também que, até recentemente, o jovem parecia gostar da notoriedade adquirida como o “bebê do Nirvana”.
No processo, os advogados de Elden alegaram que a “verdadeira identidade e nome legal de Eden estão para sempre ligados à exploração sexual comercial que sofreu como menor, que foi distribuída e vendida em todo o mundo desde que ele era um bebê até os dias atuais”. Eles afirmam também que a imagem faz com que Elden se assemelhasse a “um trabalhador do sexo agarrando-se por uma nota de 1 dólar”. Elden alega que sofreu danos emocionais extremos e permanentes com manifestações físicas até os dias de hoje.
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Spencer Elden já reproduziu a foto em 2001, 2008 e 2016 para jornais e revistas. Em uma das oportunidades, quando tinha 17 anos, ele disse que se sentia estranho por tanta gente já ter o visto pelado e que se sentia a maior estrela pornô do mundo.
Segundo Robert Fisher, que desenhou a capa, a ideia da foto do bebê do Nirvana surgiu após Kurt Cobain e o baterista Dave Grohl assistirem a um documentário sobre partos dentro d’água. A imagem é vista por fãs da banda como uma ironia, por ilustrar o primeiro álbum da banda após assinar contrato com uma grande gravadora.
Um dos maiores palestrantes do Brasil estará amanhã em Três Pontas. Você não pode perder!
“Idade Média x Idade Mídia: Como impulsionar o seu negócio no mundo em constante transformação?” É com esse tema que Walter Longo promete colocar os empresários e as pessoas de Três Pontas e região para refletirem sobre o momento pelo qual estamos passando, de constante transformação, inovação, agilidade, singularidade e integração de novas tecnologias.
No livro de sua autoria, “O fim da Idade Média e o início da Idade Mídia”, Longo afirma que o fim da Idade Média está acontecendo somente agora, neste século e em nossa geração. E por que dessa afirmação?
“Até hoje tudo era avaliado e orientado pela média da população. Em qualquer área do comportamento humano, nossas decisões eram definidas pelo resultado médio daquele fato na população, e não individualmente por cada um de nós. Éramos tratados como grupos ou massa e nunca como indivíduo.
Esse é o mundo que conhecemos e no qual vivemos até hoje: a Idade Média das relações comerciais, pessoais e sociais. Onde todos são avaliados pela média, pagam pela média e são tratados por essa mesma média. Mas um novo mundo está surgindo com o fim da Idade Média. E isso é uma gigantesca mudança.
A meritocracia só pode existir num ambiente de fim da Idade Média, onde cada um passa a ser incentivado a se desenvolver, se portar socialmente e se instruir adequadamente de acordo com seu esforço e vontade. Seremos donos do nosso destino, decisões de nosso futuro e responsáveis por nossas carreiras. Individualmente.
Basta avaliarmos o que está acontecendo neste momento nos universos da comunicação, da medicina, da educação e do controle social, para entender as razões de que estamos deixando a Idade Média e entrando definitivamente na Idade Mídia.
Uma nova era onde cada um de nós é um universo à parte, respeitado em sua individualidade e com capacidade de influir na sociedade. Cada um de nós daqui para a frente seremos agentes de mídia, formadores de opinião e geradores de conhecimento cada vez mais compartilhado. Bem-vindos à Idade Mídia. E adeus à Idade Média”.
Sobre o palestrante:
Walter Longo é especialista em Inovação e Transformação Digital. Publicitário e Administrador de Empresas, com MBA pela Universidade da Califórnia. Longo é empreendedor digital, palestrante internacional e sócio-diretor da Unimark Comunicação. Foi eleito por quatCultura, Três Pontasro vezes o melhor profissional do ano pelo Prêmio Caboré e contemplado com o título de personalidade do Marketing Direto pela Abemd. Em 2015 passou a fazer parte do “Hall of Fame” do Marketing no Brasil e, em 2017, recebeu o Prêmio Lide de Marketing Empresarial.
Está preparado para uma imersão de conhecimento e motivação para ser bem-sucedido nesse novo mundo? Então venha participar da palestra que acontecerá no dia 25 de novembro, às 18h30min, no CCC, em Três Pontas.
Investimento: Sócio R$ 30,00 / Não sócio R$ 50,00
Para mais informações, entre em contato com a AcaiTP no telefone 3256-1839 ou 35 9 8871-2011 e 35 9 8871-0016
No dia 24 de novembro de 1991, há 30 anos, o mundo do rock ficava sem um dos seus maiores talentos. Com apenas 45 anos, Freddie Mercury, o vocalista, pianista e principal compositor da banda inglesa Queen, perdia a batalha contra o vírus da aids. Numa época em que a mais eficaz droga contra a doença ainda era o AZT (azidotimidina) e os coquetéis antirretrovirais não haviam sido descobertos, o preconceito contra os soropositivos era imenso.
Talvez, por isso, apesar dos boatos insistentes dos tabloides britânicos, como o The Sun, que já vinham noticiando durante todo aquele ano de 1991 que Freddie Mercury tinha aids, o astro pop só declarou oficialmente que era portador do vírus um dia antes de morrer.
Últimos dias
Os sinais de que o vocalista do Queen, declaradamente homossexual, convivia com o vírus pareciam claros para os fãs: a banda não fazia turnês desde 1986. Nas raras aparições públicas, ele estava bem mais magro e, nos dois clipes que foram feitos para promover o álbumInnuendo, as imagens eram em preto e branco e Freddie aparecia maquiado (These Are The Days Of Our Lives ) ou fantasiado (como emI´m Going Slightly Mad).
Para o baterista Roger Taylor, “colocá-lo caracterizado era uma boa camuflagem. A maquiagem, a peruca, o preto e branco, ajudaram a esconder o fato de que Freddie já estava bem doente”. Naquele que foi o último álbum de estúdio do Queen com Freddie Mercury, os fãs também consideraram a música The Show Must Go On uma despedida em vida. Afinal, alguns trechos do single diziam “O show tem que continuar / vou enfrentar com um sorriso / eu nunca vou desistir”.
O irlandês Jim Hutton, namorado de Freddie Mercury até os últimos dias, contou que o exame fatídico foi feito em abril de 1987: “Quando cheguei em casa, Freddie estava na cama. Logo me mostrou uma marca no ombro. Os médicos tinham tirado um pedaço da pele para fazer uns exames. O resultado tinha acabado de chegar. Freddie estava com aids. ‘Se você quiser me deixar, eu vou entender’, ele me disse. Eu esperava por um milagre, um diagnóstico errado”, escreveu no livro Mercury and Me.
De Zanzibar para o mundo
Freddie Mercury, nascido em Zanzibar, atual Tanzânia, em 5 de setembro de 1946, sob o nome de Farrokh Bulsara, realmente, não desistiu. No último ano de vida, mudou-se, com os outros três integrantes da banda, para a pacata cidade suíça de Montreux para ficar próximo ao estúdio de gravações. “Freddie dizia, eu posso ir hoje por algumas horas. E nós aproveitávamos para tirar o melhor dele. Ele dizia, escrevam qualquer coisa, que eu canto”, rememorou o guitarrista Brian May em entrevista ao documentário Champions of the world, editado quatro anos após a morte de Freddie.
O Queen reinou por duas décadas no cenário do pop rock. Desde que se uniram em 1971, Freddie Mercury, Brian May (hoje com 74 anos), Roger Taylor (72) e John Deacon (70 anos e atualmente afastado da cena musical) surpreenderam os críticos com um rock progressivo, cheio de nuances e experiências, como o uso de harpa na versão original de Love of My Life, vocais sobrepostos em Somebody to Love ou ainda, um trecho de ópera no meio de Bohemian Rhapsody.
Logo que eram lançados, seus hits viravam clássicos e atingiam o topo das paradas, como We Are The Champions e We Will Rock You, em 1977.
Nos anos 1980, percebendo a mudança no rumo da música, o Queen deixou de lado o rock´n roll e se aventurou no estilo disco (o álbum Hot Space era a cara das discotecas) e principalmente, na música Pop (basta lembrar os sucessos I Want To Break Free e A Kind Of Magic). Para mostrar a versatilidade da banda, fizeram ainda trilhas sonoras para filmes, como Flash Gordon e Highlander.
Voz poderosa
Em 2016, um grupo de cientistas austríacos, checos e suecos investigou o vibrato e o tom de voz de Freddie Mercury. A investigação mostrou que os vibrato (vibrações produzidas pelo tremor nervoso no diafragma e laringe para libertar a nota de voz) variam de 5,4 Hz a 6,9 Hz. Chegando a 6,9 Hz já é extraordinariamente poderosa. Foi constatado que o vibrato da voz de Freddie Mercury era de 7,04 Hz, muito acima da média. Tamanho alcance explica o sucesso da parceria com a cantora lírica espanhola Montserrat Cabellé que, em 1988, gravou um álbum inteiro com Freddie Mercury.
Recorde de público no Brasil
No auge da forma, o Queen se exibiu no Brasil com dois shows no Morumbi, em março de 1981. Nesta época, Freddie já destoava da imagem dos demais vocalistas de bandas de rock: cabelos curtos, bigodão e sem camisa durante todo o show. Mas foi no Rio de Janeiro, durante a primeira edição do Rock in Rio, que a banda alcançou seu recorde de público (mais de 250 mil pessoas) em cada uma das noites (11 e 18 de janeiro de 1985).
As composições do Queen eram tão populares no Brasil que o próprio Freddie Mercury ficou surpreso ao ouvir toda plateia, cantando a uma só voz em uma país que não se fala inglês, os versos da música Love of My Life.
Post mortem
A morte do fantástico vocalista impediu a banda de continuar sua trajetória e de lançar hits que caíam no gosto popular a cada ano. O guitarrista Brian May e o baterista Roger Taylor tentaram, em vários momentos, ressuscitar a banda. Fosse em álbuns póstumos, fosse utilizando outro vocalista, como Paul Rodgers ou Adam Lambert. A imagem que Freddie Mercury construiu no imaginário de toda uma geração sempre impede o total sucesso das empreitadas, já que as comparações são inevitáveis.
O último grande sucesso e que serviu para mostrar todo o esplendor do Queen para as novas gerações acabou sendo o filme biográfico Bohemian Rhapsody, lançado em novembro de 2018, em que o norte-americano Rami Malek deu vida à Mercury. Sua atuação foi tão perfeita que ele levou o Oscar de melhor ator.
Com base em estudos do homem do Sudário de Turim e com os recursos da inteligência artificial, Átila Soares da Costa chegou à imagem que pode representar o verdadeiro rosto da Mãe de Jesus. Nesta entrevista, ele revela os resultados surpreendentes deste trabalho, que já teve repercussão internacional.
“Semblante forte, mas solene; uma mulher dramaticamente compromissada com a missão e o sacrifício do Redentor… seu filho”. Essas são as principais características que emanam do rosto de Maria recriado pelo professor e designer brasileiro Átila Soares da Costa Filho.
Os estudos para tentar chegar ao que seria a fisionomia da mãe de Jesus duraram quatro meses e foram desenvolvidos com o que há de mais moderno em tecnologia de imagem e inteligência artificial. O surpreendente resultado teve repercussão internacional, com referência, inclusive, no site que tem o maior número de informações sobre o homem do Sudário de Turim (base deste estudo).
Nesta entrevista especial ao portal Aleteia, o professor explica os detalhes do seu importante experimento.
Aleteia – O que o motivou a tentar chegar ao que seria o rosto da Virgem Maria?
Átila – Um grande interesse meu pelo Paleocristianismo, ou Cristianismo primitivo. Algo que vem, na verdade, desde minha infância. Quando percebi, nos últimos meses, de que já se poderia dispor de tecnologia para uma boa aproximação com o que deva ter sido a fisionomia de Maria por meio de um silogismo simples (a respeito do Santo Sudário), imaginei que o momento era agora. O silogismo em questão é: se temos o rosto do homem da Síndone, e se este for Jesus ressuscitado, então podemos ter também o de sua mãe – tendo em vista a excepcionalidade do fenômeno da imaculada conceição. Aliás, me debruçar e estudar tudo que tenha a ver com iconografia cristã vem fazendo parte de meu cotidiano há décadas: seja enquanto peça arqueológica, seja enquanto obra de arte sacra.
Aleteia – Por que utilizar como base o rosto de Cristo? E como podemos crer que Jesus tinha os traços físicos de Maria, já que, de acordo com a Igreja Católica, ele foi concebido pelo Espírito Santo?
Átila – Esta é a pergunta-chave. Vejamos: o pensamento católico mais tradicional entende que, na verdade, Jesus teria recebido 50% do DNA de Maria, humana, e os outros 50% do Espírito Santo, imaterial, numa concepção completamente imaculada. Especificamente sobre isto, o Papa Pio IX, no ano de 1854, proclamará a bula Ineffabilis Deus, definindo a doutrina da Imaculada Conceição de Maria. Em tempo, lembremo-nos que Cristo era comumente referido como “da descendência (ou Casa) de Davi”, e “de linhagem real” – apenas pelo lado da mãe. Somando-se a isto, Jesus jamais negou Sua herança judaica – fosse em qualquer nível -, o que nos leva a considerar também uma condição genética para o Cristo-homem em relação à pessoa de Maria. Veja bem, segundo as Escrituras, José, por ser pai adotivo de Jesus, não teve participação biológica na formação carnal do Messias. A natureza desta consubstanciação (como defende a Igreja Católica) se traduz por uma concomitância teológica cuja consequência foi o Cristo-homem como reprodução biológica exclusivamente da mãe – já que, também sendo Ele Deus, se fizera carne através da “união hipostática da natureza divina e humana”. Então, restaria somente à Maria, sua mãe, esta atribuição no que tange a natureza humana. Claro que sempre teremos discussões a este respeito, mas é bem razoável supor que o material biológico que definiria a aparência de Jesus, ao achar sua herança genética apenas em Maria (por ser humana e, não, imaterial), teria definido a aparência daquele – o “fruto do ventre” – muito similar ao desta, sua única progenitora carnal.
Raciocinemos: mesmo que fosse dos planos divinos uma completa dissociação de Cristo com a genética humana, a lógica nos impele a crer que, ainda assim, o filho se parecesse com a mãe. Isto, para que suas vidas seguissem um curso relativamente normal e em sintonia com a naturalidade das leis do universo… pelo menos, na maior parte do tempo (visto que Jesus não era um homem comum). Ou, simplesmente, Ele se pareceria com a mãe a fim de se poupar a Sagrada Família de inconvenientes desnecessários gerados pela aparência física de um filho que nada a tenha a ver, pelo menos, com a mãe. Ou seja, esta probabilidade da grande semelhança entre os dois – seja pela Teologia, ou pela lógica simples – é imensa, por demais.
Aleteia – Quais foram as etapas do estudo?
Átila – Primeiramente, quis analisar as pesquisas do designer americano Ray Downing que, em 2010, envolveu-se num projeto com a mais avançada tecnologia forense para revelar a verdadeira face do homem no Sudário de Turim. Até hoje, os resultados de Downing são considerados os mais autênticos e bem aceitos dentre todas as tentativas já realizadas. Pegando este rosto como base, realizei várias experimentações com softwares de inteligência artificial e alta tecnologia de redes neurais convolucionais para mudança de gênero. A seguir, outros programas para ajustes faciais e, finalmente, alguns retoques artísticos manuais de minha parte – a fim de melhor definir uma fisionomia étnica e antropologicamente feminina da Palestina de 2000 anos atrás – obviamente, sem tanto comprometer o que a inteligência artificial já me havia entregue em sua estrutura. Então, com a mesma tecnologia pude chegar à adolescência da Virgem quando, supostamente, teria dado à luz.
Maria adolescente.
Por fim, me dediquei à pesquisa teológica envolvendo a concepção imaculada de Maria, onde eu precisaria de um bom suporte teórico, a fim de justificar os resultados de meu trabalho e ao que ele exatamente se propunha. Ou seja: se se acredita que foi o corpo do Filho de Deus envolvido naquele tecido, então, com um altíssimo grau de probabilidade, o rosto de Sua mãe é este, em diferentes etapas da vida, ora apresentados.
Vale observar que as conclusões deste projeto foram aprovadas pelo maior sindonologista do mundo, o pesquisador e conferencista Barrie M. Schwortz, fotógrafo oficial do histórico Projeto STURP. Inclusive, a convite do próprio, este experimento foi incluído no SHROUD.COM, a maior e mais importante fonte de informações sobre o Santo Sudário já compilada – onde Swortz é fundador e administrador.
Aleteia – Quais as características do rosto de Maria o senhor acredita que sejam mais marcantes e condizentes com as Escrituras e à tradição?
Átila – Sobretudo, dois aspectos: a beleza plástica e a dignidade que este rosto emana. Voltemos ao pensamento medieval em Santo Agostinho, que assegura a fonte da beleza residir na própria bondade emanada por Deus. Ora, entendendo-se Deus como a essência do Bem, então Ele é Verdade e Beleza (estética). Obviamente, Maria – aquela que conceberá o Filho do Criador (o Pai) – deverá espelhar esta Sua propriedade: sendo ela, então, muito bela. Estão dentre alguns dos santos – incluindo doutores da Igreja – que fizeram referência à (grande) beleza física da Virgem: Santo Ambrósio, São João Damasceno, Santo Antônio, São Tomás de Vilanova e São Francisco de Sales.
Assim, trago uma Maria aparentando entre 25-30 anos de idade: semblante forte, mas solene; uma mulher dramaticamente compromissada com a missão e o sacrifício do Redentor… seu filho. Maria é glória, mas também é dor e entrega total. Por outro lado, resolvi escolher também uma versão adolescente para os traços faciais da mãe de Jesus. Desta feita, quis apresentá-la sorridente: é o viço do esplendor da juventude, a representação da alegria e das expectativas, das promessas e da esperança sobre uma vida que apenas começa… ainda mais quando se descobre que será a mãe do Messias.
Maria adulta.
Aleteia – O senhor tem alguma religiosidade? Se sim, como a fé interfere neste tipo de trabalho?
Átila – Fui batizado na Igreja de Roma e recebi os sacramentos até a Crisma, e segui como praticante até meus 31 anos (hoje tenho 48). Minha mãe é católica muito devota desde a infância, ao passo que meu pai (falecido em 2006) era de família protestante e seguia a doutrina luterana. Ainda que eu não exerça mais a prática ritual, permaneceu em mim um grande respeito e admiração ao Cristianismo – e, em especial ao Catolicismo – que ainda funciona como força motriz para minhas pesquisas acadêmicas, tendo em vista a riqueza infinita de seu material histórico-filosófico-artístico. Conversas entre mim e padres católicos e ortodoxos, seminaristas, teólogos e afins sempre foram uma constante – aí incluo o padre catalão Jorge Loring Miró, um dos maiores experts do mundo sobre o Sudário (falecido em 2013). O Cristianismo, em si, já é algo tremendamente inspirador. E desenvolver este projeto, a cada fase, tem sido uma experiência sem palavras à altura para se descrever: lidar, nada mais, nada menos, com a possível revelação do rosto da mãe de Deus – algo que a humanidade apenas especulou durante dois mil anos – não é o que eu chamaria de uma atividade corriqueira. Quero salientar que, apesar disto tudo, meu critério tem sido estritamente técnico e cartesiano para chegar a estes resultados.
Aleteia – Pretende realizar estudos de outros rostos? De José, por exemplo?
Átila – A princípio, penso em algum desdobramento sobre este, de Maria. Ainda não sei sobre o quê exatamente, nem como, mas há uma pré-disposição forte minha para tal. Espero que o tempo me guie e me revele. Sobre o rosto de José – diferentemente com o de Maria -, penso que não haver absolutamente nenhuma materialidade ou, mesmo, ponto de partida substancial para tal experimento. Ele não teve absolutamente nenhuma participação biológica, carnal na pessoa de Jesus… e nada há de registro arqueológico sobre o mesmo. Em suma: seria totalmente inviável algo assim. Triste se dar conta mas, muito provavelmente, jamais o saberemos nem mesmo a título de uma hipótese mais responsável.
Aleteia – Como é para alguém que nasceu em um dos países mais católicos do mundo desenvolver um experimento como o seu, com reconhecimento internacional?
Átila – Para ser muito franco, em nenhum momento tomei isso em consideração. Pensava mais em termos de “Mundo Católico” (e não de “Brasil Católico”). Não apenas na vertente romana, mas em todas as suas variantes… ou, mesmo, sobre qualquer indivíduo que tivesse fé na ressureição de Cristo e no Santo Sudário enquanto relíquia, independentemente de seu credo. Seja como for, pertencer ao país mais cristão e, principalmente, católico do mundo em números absolutos, não deixa de ser algo que me traga certa satisfação e sensação de conforto.
*Átila Soares é professor e autor de 4 livros. Com referências em mais de 30 países, é graduado em Desenho Industrial e especialista em História, História da Arte, Igreja Medieval, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Arqueologia e Patrimônio. Também é colaborador na revista “Humanitas” (Ed.Escala, São Paulo) e nos sites “Italia Medievale” (Milão) e “Nova Acrópole” (Lisboa). Ainda integra o comitê científico na Mona Lisa Foundation (Zurique), na Fondazione Leonardo da Vinci (Milão) e no projeto L’Invisibile nell’Arte (Roma).
Aeronave de pequeno porte caiu no município de Caratinga, em Minas Gerais
O Brasil, a música e a cultura estão de luto! Foi confirmada agora há pouco a morte da Cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas que estavam a bordo de um avião de pequeno porte que caiu no distrito de Piedade de Caratinga, no município de Caratinga, a 200 km de Belo Horizonte, em Minas Gerais. Marília Mendonça, uma das principais cantoras sertanejas da atualidade, tinha 26 anos e deixa um filho de 1 ano e 10 meses.
O modelo Beech Aircraft caiu, na zona rural de Piedade de Caratinga. O CBMMG confirma que a aeronave transportava a cantora Marília Mendonça e que ela está entre as vítimas fatais”, diz nota divulgada pela corporação. Também em nota, a assessoria da cantora informou que também morreram no acidente o produtor Henrique Ribeiro, o tio e assessor de Marília Mendonça, Abicieli Silveira Dias Filho, o piloto e o copiloto da aeronave.
“O avião decolou de Goiânia com destino a Caratinga/MG, onde Marília teria uma apresentação esta noite”, informou a assessoria da cantora, que colecionava vários sucessos musicais e era conhecida como Rainha da Sofrência.
De acordo com o porta-voz do Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Tenente Pedro Aihara, a corporação foi acionada às 15h30 para atender à ocorrência. Segundo ele, a aeronave tem prefixo PT-ONJ e caiu em uma região com cursos d’água, nas proximidades da BR-474. Até o fechamento desta reportagem, três corpos haviam sido retirados do avião.
“Assim que as equipes chegaram iniciaram os trabalhos de desencarceramento e de acesso forçado [à aeronave]. Quando adentraram no interior, verificaram a existência de alguns óbitos, incluindo da cantora Marília Mendonça”, disse.
A cantora acumula 13,9 bilhões de visualizações em seus clipes no YouTube. Sua música mais famosa, Infiel, tem 546 milhões de acessos. No Spotify, são 8,2 milhões de ouvintes mensais. Em 2019 e 2020, Marília foi a cantora mais ouvida do Brasil. O cachê de seus shows chegava a R$ 2 milhões.
Na manhã de hoje a cantora compartilhou um vídeo em seu perfil no Instagram entrando em sua aeronave para um show em Minas Gerais. Veja aqui sua última postagem!
Nossos sentimentos aos familiares e fãs.
Relembre o vídeo do maior sucesso de Marília Mendonça: