CONEXÃO EXPLICA COMO SERÁ A VACINAÇÃO E COMO SERÁ O ESCALONAMENTO
Saiba em que grupo você está e qual seu grau de prioridade.
O governo federal lançou, nesta quarta-feira (16/12), o Plano Nacional de Operacionalização Vacinação Contra a COVID-19. A solenidade foi realizada no Palácio do Planalto, com a presença do presidente da República, Jair Bolsonaro, do Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, além de outros ministros de Estado, governadores e autoridades.
“O Planejamento do governo federal inclui compra da Coronavac, do Instituto Butantan.”
Durante os discursos, não foram apresentadas muitas novidades, e sim um balanço da estrutura de vacinação já existente no país. Entretanto, no documento de 110 páginas disponível no site do Ministério da Saúde, estão discriminados os critérios e o planejamento da imunização. Por determinação do Supremo Tribunal Federal, o governo federal já havia apresentado uma versão do material na semana passada.
O planejamento do governo federal é trabalhar com os seguintes laboratórios: Consórcio Covax Facility (composto por dez empresas e liderado pela ONU), Oxford/AstraZeneca (Fiocruz), Pfizer, Coronavac (Instituto Butantan), Bharat Biontech, Moderna e Janssen.
Apesar da politização da doença, insistentemente pregada pelo presidente Jair Bolsonaro, que chegou a dizer que não vai se vacinar, a Coronavac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan está na lista de imunizantes que possivelmente serão adquiridos pelo governo federal. O Butantan, inclusive, foi elogiado por Pazuello.
“Cada modelo de compra teve um caminho. Com a Fiocruz e a AstraZeneca, usamos transferência de tecnologia. Com o Butantan, sinalizamos a compra. Pela lei, só posso comprar o que é registrado e incorporado no SUS. Temos o compromisso de comprar. Até hoje não foi registrado e produzido na quantidade que eu preciso comprar. Estamos aguardando e trabalhando tecnicamente com o Butantan. Nunca deixamos de trabalhar. O Butantan é um grande fornecedor de vacinas do Ministério. É sério”, declarou o ministro da Saúde.
Durante os discursos, não houve detalhamento minucioso da logística de distribuição dos imunizantes. O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse, apenas, que o governo federal entregará os imunizantes aos estados da federação. Os estados, por sua vez, serão responsáveis pela logística de distribuição até os municípios, com acompanhamento do Ministério da Saúde. Os municípios executarão a vacinação.
Datas de vacinação
Após o lançamento do programa, em entrevista coletiva, Pazuello afirmou que, assim que as vacinas estiverem disponíveis e registradas na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), será iniciada a imunização. Ele prevê que a população comece a ser vacinada em meados de fevereiro.
“O cronograma de distribuição e imunização ainda está sendo desenvolvido, mas está condicionado ao registro da vacina. Se conseguirmos manter o planejado do Butantan e da Fiocruz de apresentar à Anvisa a Fase 3 dos estudos e toda a documentação das Fases 1 e 2 ainda em dezembro e solicitar o registro, teremos janeiro para análise da Anvisa. Possivelmente, em meados de fevereiro para frente, estaremos com essas vacinas recebidas e registradas para iniciar o plano”, projetou Eduardo Pazuello.
Quem será vacinado?
O plano nacional de vacinação prevê quatro grupos prioritários que somam 50 milhões de pessoas, o que vai demandar 108,3 milhões de doses de vacina, já incluindo 5% de perdas, uma vez que cada pessoa deve tomar duas doses em um intervalo de 14 dias entre a primeira e a segunda injeção.
O primeiro grupo prioritário, a ser vacinado na fase 1, é formado por trabalhadores da saúde (5,88 milhões), pessoas de 80 anos ou mais (4,26 milhões), pessoas de 75 a 79 anos (3,48 milhões) e indígenas com idade acima de 18 anos (410 mil).
A fase 2 é formada por pessoas de 70 a 74 anos (5,17 milhões), de 65 a 69 anos (7,08 milhões) e de 60 a 64 anos (9,09 milhões).
Na fase 3, a previsão é vacinar 12,66 milhões de pessoas acima dos 18 anos que tenham as seguintes comorbidades: hipertensão de difícil controle, diabetes mellitus, doença pulmonar obstrutiva crônica, doença renal, doenças cardiovasculares e cerebrovasculares, indivíduos transplantados de órgão sólido, anemia falciforme, câncer e obesidade grave (IMC maior ou igual a 40).
Na fase 4, deverão ser vacinados professores do nível básico ao superior (2,34 milhões), forças de segurança e salvamento (850 mil) e funcionários do sistema prisional (144 mil). O Ministério da Saúde pondera, no documento, que os grupos previstos ainda são preliminares e poderão ser alterados.
Segundo o governo federal, os critérios para definição de grupos prioritários foram manutenção do funcionamento de serviços essenciais e a situação epidemiológica.
Campanha de comunicação, estrutura e investimentos
Durante a cerimônia de apresentação do plano, o governo declarou que haverá uma Campanha de Comunicação, dividida em duas fases. A primeira será para “transmitir segurança à população sobre a eficácia das vacinas e da capacidade operacional de distribuição do governo”. A segudna fase “ocorrerá quando houver definição das vacinas”.
Segundo o governo federal, o Brasil conta com 38 mil salas de vacinas, podendo chegar a 50 mil postos em períodos de campanha.
De acordo com os dados divulgados pelo Planalto, para execução do plano nacional de vacinação, serão liberados R$2,5 bilhões por meio de Medida Provisória de Crédito Extraordinário. Também serão gastos R$1,9 bilhões de encomenda tecnológica, R$177,6 milhões em investimento e custeio na rede de frio e R$80,5 milhões para aquisição de mais de 300 milhões de agulhas e seringas.
Ministro homologou parecer do Conselho Nacional de Educação
O ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou o Parecer nº 19, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estende até 31 de dezembro de 2021 a permissão para atividades remotas no ensino básico e superior em todo o país. A validação da decisão do CNE foi publicada na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU), em despacho assinado pelo próprio ministro.
Apesar de estender o prazo para atividades remotas em todas instituições de ensino até dezembro do ano que vem, o MEC determinou, em portaria editada na terça-feira (8), que o retorno às atividades presenciais nas instituições federais de ensino superior deve começar antes, a partir do dia 1º de março.
De acordo com o parecer, aprovado pelo colegiado em outubro, os sistemas públicos municipais e estaduais de ensino, bem como as instituições privadas, possuem autonomia para normatizar a reorganização dos calendários e o replanejamento curricular ao longo do próximo ano, desde que observados alguns critérios, como assegurar formas de aprendizagem pelos estudantes e o registro detalhado das atividades não presenciais.
Outra regra definida no parecer é a que flexibiliza formas de avaliação dos estudantes durante a vigência do estado de calamidade pública. “Em face da situação emergencial, cabe aos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares promover a redefinição de critérios de avaliação para promoção dos estudantes, no que tange a mudanças nos currículos e em carga horária, conforme normas e protocolos locais, sem comprometimento do alcance das metas constitucionais e legais quanto ao aproveitamento para a maioria dos estudantes, aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, e à carga horária, na forma flexível permitida por lei e pelas peculiaridades locais”.
Atividades presenciais
A volta às aulas presenciais, segundo a decisão CNE, também homologada pelo MEC, deve ser gradual, por grupos de estudantes, etapas ou níveis educacionais, “em conformidade com protocolos produzidos pelas autoridades sanitárias locais, pelos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares”.
Esse processo de retorno ao presencial também deve envolver, segundo as diretrizes aprovadas, a participação das comunidades escolares e a observância de regras de gestão, de higiene e de distanciamento físico de estudantes, de funcionários e profissionais da educação, com escalonamento de horários de entrada e saída para evitar aglomerações, além outras medidas de segurança recomendadas.
Apesar de estender o prazo para atividades remotas em todas instituições de ensino até dezembro do ano que vem, o MEC determinou, em portaria editada na terça-feira (8), que o retorno às atividades presenciais nas instituições federais de ensino superior deve começar antes, a partir do dia 1º de março. A data anterior previa esse retorno já no dia 4 de janeiro, mas a pasta decidiu prorrogar esse prazo após reclamação das universidades e dos institutos federais.
Santa Casa tem 8 internados: 3 confirmados e 5 suspeitos. Há 72 pessoas em isolamento.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta segunda-feira (14) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados (1.059), mas também o aumento no número de curados, que chegou a 965. O total de óbitos subiu para 19.
Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 1.059 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 965 já se recuperaram e, infelizmente, 19 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (14 de dezembro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 75 pessoas estão com o vírus.
Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.
O número de pessoas com síndrome gripal hoje (30) é de 6.586.
Cinco pessoas seguem internadas com suspeitas de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Três casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 72 pessoas em isolamento.
O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 238 dias. Isso dá uma média de 4,10 novos casos a cada 24 horas.
19ª Morte
O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na manhã desta segunda-feira (14 de dezembro) que o décimo nono óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima um homem de 67 anos de idade. Ela tinha como comorbidades hipertenção arterial e doença cardiovascular crônica. Estava internado na Santa Casa havia 14 dias e faleceu na última sexta-feira (11), mas o registro foi oficialmente confirmado hoje (14).
Esta morte ocorreu 10 dias após a divulgação do 18º caso.
“De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes!”
Diabetes e o Coronavírus
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.
Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.
Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.
As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.
Medidas de Segurança
As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.
Memórias são como pequenos documentários que nossas mentes vão acumulando. Nunca é um filme completo. São pedaços de experiências, boas ou más, que tivemos durante nossa vida.
Quando estamos na solidão, as memórias aparecem para cumprir seu papel de preencher os espaços vazios dos nossos silêncios. Memórias são como anjos que nos ajudam nos momentos mais terríveis, nos mais alegres, naqueles, simplesmente, onde queremos companhia. Memórias são brinquedos que manipulamos ao nosso prazer. Podemos modificá-las, transgredi-las, uma viagem no tempo, trazendo o passado para o presente e imaginando que futuro teríamos. As memórias são o único contato entre o prisioneiro e a liberdade, como um álbum que se abre e ativa a câmera de olhar.
Memórias, nos tempos de hoje, são as coisas mais valiosas que temos. Memórias são a razão para continuar a existir. Eles mostram um mundo possível, permitem que possamos avançar, e criar mais memórias.
As memórias podem ser ruins, podem nos trazer momentos desagradáveis, infortúnios, e, ao mesmo tempo, são lições para sobreviver, lições para o que não se deve fazer. Memórias, se inimigas, são colocadas de lado, em um banco de espera, mas são impossíveis de serem apagadas, porque são os traços, as pegadas que a nossa existência foi deixando pelo caminho.
O que seria de nós, vivendo uma situação de isolamento, de distanciamento, se não fossem as memórias nos confortando, provando que ainda estamos vivos e ativos, capazes de rodar esses pequenos documentários?
É hora de esquecer o portal de retratos, imagens paralisadas no tempo, se temos a memória girando e movimentando nossos corpos virtuais deixados no espaço temporal. Com elas podemos sentir o cheiro da pele ou o gosto do beijo, podemos guardar a voz e os gestos da pessoa amada, e da sensação gostosa da vitória alcançada. E o medo do desconhecido quando, corajosamente, conversamos com nossos fantasmas.
Nas civilizações, e foram muitas até chegarmos à nossa, as memórias estão com as mulheres, sempre confinadas nos lares, em um isolamento passivo, enquanto os homens saíam dos lares. São as mulheres, as avós que guardam as memórias das famílias, e as levam quando vão embora, deixando-nos em um tipo de orfandade, espaço vazio para a criação de novas. Por isso, talvez, seja a memória o feminino. Respeitar as mulheres é respeitar a memória. E quando agredimos essa feminilidade é como se socássemos os
nossos segredos e perturbações mais guardados: uma mãe, uma mulher sabe com quem lida, e, nos seus silêncios, no isolamento são as guardiães das memórias.
Mas as nossas nos pertencem, como os segredos que guardamos. E as memórias são super-heroínas aladas que nos ajudam a superar estes momentos cruciais de nossa existência, demonstrando nossa fragilidade, ou a nossa força em resistir, sempre.
Memórias não têm fim, até que nos tornemos as memórias de alguém, e que elas sejam boas, sempre.
Têm dias que a gente acorda para a vida como ela a vida fosse um conto de fadas.
Levantamos com agressividades para enfrentar os problemas e fazemos da alegria um canteiro florido.
Inserimos congratulações em nossa vocação a felicidade. Mas esta regularidade de felicidade, muitas vezes, não se mantém.
Outros dias as adversidades são maiores do que a vida e as soluções adormecidas em nossas atitudes contidas.
Sabemos que o pico das felicidades são raros e históricos. É o nascimento de um filho. É este mesmo filho chegando em casa, pegando o cachorro de estimação, dizendo que passou no vestibular. O dia do casamento ou a mãe trocando fralda do filho recém-nascido.
Mas, temos que compreender que rotina e felicidade nem sempre são uma combinação linear.
Dentro do cotidiano é natural só uma felicidade estável e regularizada. Sem superlativos, pois a vida racional é cheia de abismos destruidores de felicidade. Contrario à emoção que é uma vida crente na felicidade e na busca insaciáveis de sonhos que mergulham em nossa alma despida.
Aprender a nadar na felicidade é aprender a mergulhar nas profundezas do mundo, atento às emoções. Buscar tesouros valorosos e sentir que a caçada da felicidade é tão poderosa como presa domada. É colocar o troféu dentro de nosso intimo de campeão.
Felicidade estável e regularizada é possível dentro do cotidiano, mas o pico da felicidade é um processo de busca insaciável onde a vida só entrega o troféu para quem luta com sabedoria e paixão. E acredita em novos caminhos, a cada amanhecer.
Passados cerca de 10 dias da Black Friday, já deu tempo de alguns produtos terem sido entregues aos consumidores e agora surge a dúvida, não me agradou, posso devolver? O chamado direito de arrependimento ou direito de reflexão é previsto no artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor (CDC), que determina o seguinte:
O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de 7 dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio. Quando o CDC fala fora do estabelecimento comercial, quer dizer que pode ser qualquer compra que não tenha sido presencial, seja catálogo, telefone, televisão, internet ou qualquer outra forma que não permita ao consumidor ver presencialmente o produto que deseja.
O prazo de 7 dias começa do recebimento do produto e se encerra com a comunicação da desistência.
A desistência do negócio não precisa ter qualquer justificativa, independente de ocorrer vício no produto ou não.
O consumidor precisa formalizar o pedido de desistência no prazo de 7 dias.
O direito de desistência se aplica a todos os consumidores, inclusive pessoas jurídicas.
Independente da forma como tenha acontecido a devolução, se por transportadora, correios ou pelo vendedor da fornecedora, o que importa é o dia da comunicação da desistência e não o da entrega na sede da empresa.
Comunicado o arrependimento, o fornecedor deve devolver os valores pagos pelo produto, inclusive o frete, não podendo ser aplicada qualquer tipo de multa, sendo que o valor do transporte para a devolução é por conta do fornecedor.
Vale ressaltar que o direito de arrependimento também se aplica a passagens aéreas adquiridas pela internet.
O mais importante é que o consumidor registre a entrega e a comunicação da desistência, de preferência por escrito, podendo ser por whatsapp ou qualquer outra forma que o fornecedor faça o atendimento, para que, caso não seja permitida a devolução do produto, tenha as provas suficientes para a reclamação nos órgãos de proteção ao consumidor (PROCON, consumidor.gov.br, entre outros) ou queira promover alguma ação judicial.
Ficou alguma dúvida? Fala com quaisquer advogados especialistas.
Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830
Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).
Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG
Atualmente cursando Especialização em “LEGAL TECH, DIREITO, INOVAÇÃO E STARTUPS” PELA PUC/MG.
DENÙNCIA: DESUSO DE EQUIPAMENTOS DE SEGURANÇA SÃO COMUNS EM OBRAS NO MUNICÍPIO E REGIÃO
Mais uma ocorrência de acidente de trabalho foi registrada em Três Pontas. De acordo com informações apuradas por nossa reportagem junto aos Anjos da Vida Socorristas Voluntários, que estiveram no local para as primeiras providências de resgate, um homem, de 66 anos de idade, que trabalhava em uma obra caiu de uma altura de 2 ou 3 metros, na última quinta-feira (10) precisando ser socorrido ao Pronto Socorro Municipal. Infelizmente não foi a primeira e não será a última vez que acidentes em construções civis ocorrem no município, já que é público e notório a falta de uso de equipamentos de segurança em muitas obras. Conexão relembra outro caso neste ano que terminou em morte.
De acordo com o socorrista Fred Ribeiro, o homem caiu de um andaime. “Os Anjos Socorristas foram acionados e foram os primeiros a chegar. O SAMU também esteve no local. O Corpo de Bombeiros militar foi chamado para retirar a vítima”.
Todos nós sabemos que trabalhar em locais altos, sem equipamentos de segurança que mantenham o trabalhador preso em caso de queda, ou sem um treinamento que evidencie a conduta adequada, viola os princípios de segurança no trabalho.
Conforme Fred Ribeiro, algumas ocorrências o SAMU não consegue atender, como nos casos de resgate em altura. Os Anjos da Vida Socorristas Voluntários têm treinamento para esse tipo de operação, mas conforme o seu coordenador, a falta de apoio e de recursos inviabiliza a ação da equipe, como no acidente em questão.
O homem de 66 anos de idade recebeu o atendimento necessário e passa bem.
Conexão relembra morte em construção em 2020
Um trágico acidente foi registrado pela Polícia Militar de Três Pontas na manhã daquela sexta-feira (14 de agosto de 2020). O pedreiro Júlio Reis Naves, de 71 anos de idade, trabalhava em uma obra quando se desequilibrou sobre uma prancha de madeira e acabou caindo de uma altura de 6 metros, aproximadamente.
Em contato com a Polícia Militar de Três Pontas recebemos a informação de que o acidente ocorreu por volta das 7h30, na Rua José Braz Pereira, no bairro Major Brás. O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi chamado e prestou os primeiros socorros, mas, infelizmente, a vítima não resistiu e faleceu antes de dar entrada no Pronto Atendimento Municipal local.
Um vizinho do local da obra disse ao Conexão que Seu Júlio era uma pessoa muito querida e que, apesar da idade, sempre estava bem disposto e que havia chegado bem cedo na construção, por volta das 7h, no dia do acidente. A queda ocorreu por volta das 8h.
Situação parece ser a mesma em outras cidades, como Varginha. E não é de hoje!
Um homem de 58 anos morreu ao cair de um andaime que estava a três metros de altura na construção de um prédio, no bairro Jardim Andere, em Varginha (MG). O acidente aconteceu por volta das 7h50 de uma quinta-feira (28 de junho de 2018). Ele chegou a ser socorrido em estado grave, mas morreu horas depois no hospital.
Segundo os bombeiros, a vítima, identificada como Vitor Roberto de Pádua, bateu a nuca em uma quina de concreto na queda e perdeu muito sangue. Ele ainda sofreu uma parada cardíaca.
Ainda conforme os militares, apenas Vitor não usava equipamentos de segurança no momento do acidente. O ajudante da vítima havia saído para ir ao banheiro e, ao retornar, encontrou o colega caído.
“No momento que nós chegamos lá, encontramos ele sem cinto e sem capacete. Enquanto os outros funcionários estavam equipados”, explicou o tenente do Corpo de Bombeiros, Douglas Rotondo.
A morte foi confirmada pelo Hospital Bom Pastor, onde o homem havia sido internado. O Ministério do Trabalho informou que vai levar fiscais para vistoriar a obra.
Frederico Alexandre Ribeiro é Bombeiro Civil, Resgatista, Guarda Vidas, Instrutor de Primeiros Socorros, Instrutor de Trânsito, Instrutor de Armamento e Tiro e ainda Guarda Civil Metropolitano. Sempre atua na prevenção a acidentes e no atendimento quando a prevenção foi falha. Perguntado por nossa reportagem sobre os, cada vez mais, constantes acidentes na construção civil, ele se mostrou bastante preocupado:
Frederico Ribeiro, resgatista.
“Nenhum trabalhador (colaborador), deve colocar sua vida, sua integridade ou sua saúde em risco na execução do seu trabalho. E para isso certos seguimentos seguem normas, normas específicas que garantem o mínimo de segurança para cada colaborador, principalmente para os trabalhos e atividades acima de 2m de altura do nível inferior. A NR 35 aborda sobre o trabalho em altura. Todos nós sabemos que trabalhar em locais altos, sem equipamentos de segurança que mantenham o trabalhador preso em caso de queda, ou sem um treinamento que evidencie a conduta adequada, viola os princípios de segurança no trabalho. Sendo assim, a NR 35 traz todos os procedimentos, equipamentos e observações necessários para o trabalho em altura”, comentou.
Para Fred Ribeiro, “é fato que ainda existe uma grande resistência quanto a utilização de tais equipamentos bem como os procedimentos de segurança. Parte dos trabalhadores são autônomos e não dispõem de recursos para os equipamentos essenciais que dariam um mínimo de segurança durante seus trabalhos, em outros casos as empresas devem seguir todas as normas, infelizmente não é uma realidade. Por conta a legislação algumas empresas ‘montam um cenário burocrático’ para evitar problemas legais, mas no seu dia-a-dia seus colaboradores não recebem os EPIs, quando recebem poucos possuem o treinamento específico para sua atividade, muitas vezes o próprio TST da empresa fica ‘preso’ de exercer seu papel, para não perder seu emprego, pois o patrão não quer gastos, não quer despesas, o que é um erro”, emendou.
Para o resgatista, investir na qualidade e segurança do trabalho de seus colaboradores é investir na empresa, trazendo satisfação e um trabalho de qualidade de seus colaboradores.
“Claro que existem também aqueles colaboradores que mesmo recebendo seus EPIs e treinamento são negligentes na execução das suas atividades, trazendo pra si os riscos a sua vida, sua integridade e saúde! Seja autônomo ou não, o primeiro a cuidar da sua segurança é você mesmo, lembrem-se, após cada atividade, cada trabalho, você quer voltar pra sua casa, as vezes por um pequeno detalhe você não volta pra sua casa, sua família! Quando você é negligente com sua segurança estará negligenciando também com aqueles que dependem de você”, finalizou.
É fato que ainda existe uma grande resistência quanto a utilização de tais equipamentos bem como os procedimentos de segurança. Parte dos trabalhadores são autônomos e não dispõem de recursos para os equipamentos essenciais que dariam um mínimo de segurança durante seus trabalhos…
As principais Normas Regulamentadoras da construção civil (NR’s)
As Normas Regulamentadoras (NR) são um conjunto de regras, requisitos e instruções relativas à segurança no trabalho. São 36 NR’s definidas pelo Ministério do Trabalho, e grande parte delas refere-se a atividades relacionadas às empresas de construção civil. Entre 2012 e 2016, foram mais de 46 mil acidentes de trabalho na construção civil. Vale lembrar que, todos os anos, a construção é o setor que mais registra acidentes de trabalho fatais.
Além de gerar acidentes, doenças e outras situações de risco para os trabalhadores, o descumprimento das Normas Regulamentadoras também gera multa para os empregadores, que possuem o dever legal de oferecer condições seguras e salubres de trabalho.
Confira a seguir algumas das principais Normas Regulamentadoras da construção civil:
NR 6 – Equipamentos de Proteção Individual (EPI)
A NR 6 exige que as construtoras distribuam Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aos trabalhadores das obras. O objetivo é resguardar a saúde e a integridade físicas dos empregados.
É obrigação do trabalhador utilizar o equipamento corretamente durante todo o período de trabalho, além de zelar pela sua manutenção. A Norma ainda especifica os tipos de EPI que devem ser utilizados para prevenir diversos acidentes e impactos nos olhos, ouvidos, tronco, cabeça, membros superiores, membros inferiores e aparelho respiratório.
NR 8 – Padrões de edificações
A NR 8 estabelece os requisitos técnicos mínimos que devem estar presentes nas edificações, visando garantir a segurança e o conforto de quem está trabalhando na construção.
Nos pisos, escadas, rampas e passagens dos locais de trabalho, por exemplo, devem ser utilizados materiais ou processos antiderrapantes. Já os andares acima do solo devem contar com proteção adequada contra quedas, de acordo com as normas técnicas e legislações municipais. Paredes, pisos, coberturas e estruturas também devem apresentar proteção contra intempéries, como resistência ao fogo, isolamento térmico, condicionamento acústico, resistência estrutural e impermeabilidade.
NR 12 – Uso de maquinário
A NR 12, visa garantir que máquinas e equipamentos de construção civil possam ser utilizados pelo trabalhador de maneira segura, prevenindo acidentes e doenças do trabalho através de medidas de proteção e de referências técnicas. A Norma ainda exige informações completas sobre o ciclo de vida dos equipamentos, incluindo o transporte, a instalação, a operação, manutenção.
As instalações elétricas das máquinas que possam estar em contato direto ou indireto com água ou agentes corrosivos devem ser projetadas para garantir sua blindagem, isolamento e aterramento, de modo a prevenir a ocorrência de acidentes. Já os controles de acionamento devem ser projetados e mantidos de acordo com aspectos como:
– Localização e distância, de forma a permitir manejo fácil e seguro;
– Instalação dos comandos mais utilizados em posições acessíveis ao operador;
– Visibilidade, identificação e sinalização que permita serem distinguíveis entre si.
Bastante extensa e detalhada, a NR 12 também exige a adoção de medidas apropriadas para trabalhadores portadores de deficiência, que estejam envolvidos direta ou indiretamente com o trabalho.
NR 18 – Medidas de segurança
A NR 18 é uma das principais Normas da construção civil. Ela estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização para a implementação e controle de sistemas de segurança.
Além de abordar questões específicas das atividades da construção civil – como escavações, demolições e telhados – a NR 18 ainda descreve os procedimentos, dispositivos e instruções para cada uma das atividades que se desenvolvem em um canteiro de obras. A Norma define, por exemplo, que os canteiros devem dispor de vestiário, instalações sanitárias, local de refeições, lavanderia, área de lazer a ambulatório (no caso de 50 ou mais trabalhadores).
As definições busca garantir a segurança na execução de atividades como:
– Demolição
– Escavações e fundações
– Armações de aço
– Estruturas de concreto e estruturas metálicas
– Soldagem
– Movimentação e transporte de materiais e pessoas
– Alvenaria, revestimentos e acabamentos
– Instalações elétricas
– Proteção contra incêndio
– Treinamento de equipes
Para garantir o cumprimento das exigências, a NR 18 exige também a implantação do Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção (PCMAT) para canteiros que contam com 20 trabalhadores ou mais.
O PCMAT, que deve ficar no canteiro à disposição da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego, devendo conter documentos como:
– Memorial sobre as condições e o ambiente de trabalho nas atividades e operações, levando em consideração os riscos de acidentes, doenças do trabalho e medidas preventivas;
– Projeto de execução das proteções coletivas, de acordo com as etapas de execução da obra;
– Especificação técnica das proteções coletivas e individuais a serem utilizadas;
– Cronograma de implantação das medidas preventivas definidas no PCMAT em conformidade com as etapas de execução da obra;
– Layout inicial do canteiro de obras, com previsão de dimensionamento das áreas de vivência;
– Programa educativo contemplando a temática de prevenção de acidentes e doenças do trabalho, com sua carga horária.
NR 35 – Segurança nas alturas
A NR 35 estabelece os requisitos para a segurança das atividades realizadas nas alturas – ou seja, aquelas executadas acima de dois metros do nível do solo, onde há risco de queda.
Assim, a norma visa prevenir acidentes e quedas a partir de exigências como:
– Treinamento e capacitação;
– Equipamentos de proteção individual, acessórios e sistemas de ancoragem;
– Equipe de emergência;
– Desenvolvimento de planejamento para organização e execução das atividades.
No planejamento das atividades, devem ser adotadas medidas para evitar o trabalho em altura, sempre que existir meio alternativo de execução, medidas que eliminem o risco de queda dos trabalhadores e medidas que minimizem as consequências da queda, quando o risco de queda não puder ser eliminado.
Fonte: Anjos da Vida Socorristas Voluntários / CONSTRUCT
DESFECHO FELIZ GERA REPORTAGEM DANDO ENFOQUE NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO E NA AÇÃO BEM SUCEDIDA DO COBOM.
Moradores e populares se aglomeraram na manhã deste sábado (12) no bairro Aristides Vieira em Três Pontas, para acompanhar o desenrolar da ação do Corpo de Bombeiros de Varginha que atendia a uma ocorrência de tentativa de autoextermínio.
Um homem havia subido em uma torre de telefonia ou internet e, segundo testemunhas, ameaçava se jogar. A polícia militar, o SAMU e os Anjos da Vida Socorristas Voluntários estiveram presentes assim como os profissionais do Corpo de Bombeiros que subiram na torre e durante algumas horas “negociaram” com o rapaz para que desistisse do ato desesperado de foro íntimo (suicídio).
O Código de Ética do Jornalismo orienta os profissionais da comunicação a não divulgarem notícias e casos consumados de suicídio para que o destaque não estimule outras pessoas a fazerem o mesmo. Exceto quando envolve pessoa pública ou como campanha de prevenção.
Felizmente, graças a dedicação e habilidade dos bombeiros militares, o homem foi resgatado, evitando uma tragédia, salvando mais uma vida.
Nossa reportagem entrou em contato com o Corpo de Bombeiros de Varginha. O Tenente Oliveira lembrou que os bombeiros estão sempre prontos para o atendimento à população e ainda destacou o quão importante é o trabalho de prevenção para evitar novos casos de suicídio.
O homem, que não teve a sua identidade revelada, foi retirado do alto da torre em segurança encaminhado ao Pronto Atendimento Municipal de Três Pontas.
Suicídio x Jornalismo
O Código de Ética do Jornalismo orienta os profissionais da comunicação a não divulgarem notícias e casos consumados de suicídio para que o destaque não estimule outras pessoas a fazerem o mesmo.
Ainda conforme o Código de ética do jornalismo, só é permitida a veiculação do tema “suicídio” quando se trata de caso envolvendo pessoa pública ou quando a intenção é promover campanha de conscientização sobre a depressão, uma das principais causas do suicídio e orientar as pessoas para que fiquem atentas ao comportamento de seus entes queridos e de todos com quem se relaciona.
No caso de hoje em Três Pontas, o Conexão só está abordando o tema pelo fato de, felizmente, o autoextermínio não ter sido consumado e, principalmente, para exaltar e reconhecer publicamente mais um grande trabalho dos profissionais do Corpo de Bombeiros de Varginha e lembrar que a prevenção deve sempre acontecer.
Tentativas de Suicídio em 2020
“O suicídio é um grande tabu na sociedade ocidental. Melancolia difusa, ansiedade, nostalgia profunda são alguns entre os vários sinais de tendências suicidas. Ao tentante deve dar acolhimento e orientação. Então, o tentante deve sempre receber ajuda, orientação e apoio. Há serviços públicos telefônicos, por exemplo, para que a pessoa ligue e possa desabafar. Em caso de emergências ligue 193”, ressaltou o comandante do 8º BBM, Anderson Passos.
Segundo dados da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos no Brasil e mais de 1 milhão no mundo. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o suicídio mata no mundo uma pessoa a cada 40 segundos.
O psiquiatra Celso Peito destaca que, infelizmente, muitas vezes, o suicídio não é levado em consideração por várias pessoas em sofrimento mental e suas famílias, ou seja, eles não se preocupam com as formas de se preveni-lo. “Cerca de 97% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, entre outros sofrimentos mentais. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias químicas”, informou.
Setembro Amarelo
Desde o ano de 2014, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), em parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM), entre outras entidades e organizações ligadas a saúde mental de várias cidades do País, divulgam nacionalmente o Setembro Amarelo, sendo que o dia 10 deste mês, todos os anos, é lembrado como o Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio.
Como prevenir o suicídio?
O suicídio é um fenômeno complexo e multifatorial que pode afetar indivíduos de diferentes origens, faixas etárias e condições socioeconômicas. A cada 100 pessoas no mundo, 17 já tiveram algum pensamento suicida e, dessas, três já tentaram. Apesar de não ser largamente divulgado, o suicídio é a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e estima-se que 800 mil pessoas no mundo tiram a própria vida todos os anos.
Não diga que isso é só uma fase, que é frescura ou que a pessoa está fazendo isso para chamar atenção. Seja empático, não julgue e sempre se mostre interessado em ajudar. Afinal, você pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.
Esse dado, posto em uma linha do tempo, significa que a cada 40 segundos o sofrimento de uma pessoa se tornou tão intenso que a única alternativa que ela encontrou para cessá-lo foi o suicídio. Além disso, sabemos que a dor causada por ele não acomete apenas o indivíduo que o faz, mas também todas as pessoas ao seu redor, como família e amigos, tendo uma estimativa de cerca de 60 pessoas envolvidas pelo sofrimento a cada caso de suicídio. Em uma escala mundial, isso representa 48 milhões de pessoas todos os anos. Apesar de dados tão alarmantes, sabemos que a esperança de uma reversão dessa conjuntura é possível, já que 90% dessas mortes poderiam ter sido evitadas com a prevenção.
Como identificar alguém que pode estar precisado de ajuda?
Podemos fazer isso avaliando os fatores de risco dessa pessoa, o momento pelo qual ela está passando e a forma como ela está agindo.
Quem possui os fatores de risco para o suicídio?
– Pessoas com transtornos psiquiátricos;
– Pessoas que já tentaram o suicídio antes;
– Minorias sexuais (LGBT);
– Pessoas que sofreram adversidades na infância (violência, abuso sexual);
– Portadores de dor crônica;
– Usuários de drogas;
A conscientização e a informação são a chave para diminuir o número de suicídios. Se você conhece alguém passando por alguma situação difícil, não deixe de dialogar.
O que pode levar uma pessoa a pensar em suicídio?
Dependendo dos fatores de risco dessa pessoa, qualquer mudança negativa, por menor que seja, pode ser capaz de desencadear um quadro psiquiátrico com consequente ideação da morte. Dentre os principais eventos, podemos citar:
– Término de um relacionamento;
– Morte de alguém próximo;
– Separação dos pais;
– Reprovação na escola/faculdade;
– Perder o emprego.
Quais os sinais de que alguém pode estar pensando em suicídio?
– Mudanças de comportamento (Ex.: costumava ser alegre/brincalhão e agora fica calado/irritado a maior parte do tempo);
– Desinteresse por atividades que antes o interessavam (Ex.: costumava praticar esportes e agora não gosta de sair de casa);
– Repete frases como: “a vida não vale a pena”, “eu preferia estar morto”;
A partir desses fatores, podemos suspeitar que alguém está passando por um momento de grande sofrimento e, dessa forma, agir para tentar ajudá-lo.
Como devo agir para evitá-lo?
Primeiramente, precisamos falar abertamente sobre o assunto, desmistificando-o e eliminando os tabus que o envolvem. A conscientização e a informação são a chave para diminuir o número de suicídios. Se você conhece alguém passando por alguma situação parecida, não deixe de dialogar.
Pergunte de forma direta como a pessoa está se sentindo, de que forma você pode ajudá-lo e se já passou pela sua cabeça a ideia de terminar com a própria vida, isso pode fazer toda a diferença. Demonstre que você se importa com ela. Não negligencie, nem desvalorize os sentimentos e o pedido de ajuda de alguém.
Não diga que isso é só uma fase, que é frescura ou que a pessoa está fazendo isso para chamar atenção. Seja empático, não julgue e sempre se mostre interessado em ajudar. Afinal, você pode fazer a diferença na vida de uma pessoa.
Fonte: Cobom / Vitallogy – Anjos da Vida Socorristas Voluntários
Santa Casa tem 11 internados: 6 confirmados e 5 suspeitos. Curados totalizam 947.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas divulgou em sua página oficial o Boletim Epidemiológico desta sexta-feira (11) trazendo não apenas o aumento no número de contaminados (1;044), mas também o aumento no número de curados, que chegou a 947. O total de óbitos segue em 18.
Ao todo, desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus em Três Pontas, que ocorreu no dia 17 de abril, a cidade já contabiliza 1.044 pessoas contaminadas pela covid-19. Desse total, 947 já se recuperaram e, infelizmente, 18 vítimas acabaram perdendo suas vidas. Isso significa que, hoje (11 de dezembro) em Três Pontas, de acordo com o Boletim da Prefeitura Municipal, 79 pessoas estão com o vírus.
Deve ser levado em consideração o fato de muitas pessoas, possivelmente, estarem com coronavírus de forma assintomática (sem sintomas) e fora das estatísticas da Prefeitura Municipal.
O número de pessoas com síndrome gripal hoje (30) é de 6.511.
Cinco pessoas seguem internadas com suspeitas de covid-19 na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis. Seis casos confirmados encontram-se hospitalizados. Há 73 pessoas em isolamento.
O Conexão Três Pontas fez um estudo que mostra que desde a confirmação do primeiro caso de coronavírus na cidade até hoje se passaram 235 dias. Isso dá uma média de 4,44 novos casos a cada 24 horas.
18ª Morte
O Conexão Três Pontas apurou junto ao setor de Epidemiologia da Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas, na tarde da terça-feira (01 de dezembro) que o décimo oitavo óbito causado pelo coronavírus – divulgado inicialmente pela Prefeitura Municipal (fonte oficial) em seu site oficial (https://www.trespontas.mg.gov.br/coronavirus?fbclid=IwAR2Db56M3leOEgh2HQTRd6RsnDGmp6jyJ5zdWmjZbnJdeOb_0O_Fau10kT8) – tem como vítima uma mulher de 56 anos de idade. Ela não tinha nenhuma comorbidade e estava internada na Santa Casa desde o dia 17 de novembro.
“De todos os óbitos por coronavírus em Três Pontas mais da metade tinha Diabetes!”
Diabetes e o Coronavírus
Desde o início da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), os organismos de saúde de todo o mundo apontam uma relação de gravidade maior nos casos de infecção em pessoas com diabetes e outras condições pré-existentes, como as cardiovasculares.
Pessoas com diabetes não têm maior probabilidade de contrair Covid-19 do que a população em geral. O problema que elas enfrentam é, principalmente, a gravidade da doença. Esses pacientes têm apresentado taxas muito mais altas de complicações graves e morte do que as pessoas sem diabetes. Além disso, quanto mais condições pré-existentes de saúde alguém tem, a exemplo de doenças cardíacas, maior a chance de complicações graves.
Se a diabetes for bem gerenciada, o risco de ficar gravemente doente com o Covid-19 é quase o mesmo que a população em geral. Já quando o problema não é bem controlado e os indivíduos experimentam açúcar no sangue flutuante, correm o risco de sofrer uma série de complicações relacionadas porque a capacidade do corpo de combater uma infecção no diabético está comprometida.
As infecções virais podem aumentar a inflamação ou inchaço interno em pessoas com diabetes. Isso também é causado por açúcar no sangue acima da meta e ambos podem contribuir para complicações mais graves. Quando doentes com uma infecção viral, esses pacientes enfrentam um risco aumentado de cetoacidose diabética (CAD), que pode tornar difícil gerenciar a ingestão de líquidos e diminuir os níveis de eletrólitos, fundamentais no gerenciamento da sepse (infecções).
Os pacientes diabéticos devem ficar mais atentos quanto aos sintomas, que são os mesmos da população em geral, porque podem evoluir de forma mais grave. Se sentirem febre, cansaço com atividades corriqueiras, queda da oxigenação e elevação da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória, devem procurar imediatamente a Emergência de um hospital ou o seu médico para uma avaliação.
Medidas de Segurança
As medidas de segurança (uso de álcool em gel, uso de máscara e o distanciamento social) precisam continuar sendo respeitadas para que se consiga achatar a curva de contaminação. Outra grande preocupação das autoridades de saúde, além do número de confirmados com covid-19, é o número de pessoas com complicações que venham a precisar de internação no Hospital local, já que o número de leitos disponíveis segue restrito.
Após pressão popular e início da imunização em outros países, Anvisa aprovou regra que permitirá imunização em caráter emergencial, mas ressalta que nenhuma empresa ainda fez pedido oficial de liberação
Os diretores da Anvisa acompanharam, por unanimidade, o voto da relatora do processo que trata do assunto, Alessandra Bastos Soares. Ela ressaltou que, no momento emergencial em que o país que se encontra, não há outro caminho. É necessário urgência.
A diretora da Anvisa ressaltou, porém, que, até agora, nenhuma empresa pediu, oficialmente, à Anvisa, autorização para o uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Assim que isso for feito, já entrará na nova regra.
Para Alessandra, o processo de imunização emergencial deve ser conduzido pelo Ministério da Saúde e as empresas responsáveis pelas vacinas devem continuar todo o processo para o registro oficial.
Com a entrada em vigor da resolução do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) autorizando a retomada dos prazos para a regularização das carteiras nacionais de Habilitação (CNHs), vencidas após 19 de fevereiro, é preciso ficar atento ao calendário para renovação do documento.
A medida revogou uma resolução publicada em março pelo órgão, que suspendeu os prazos para a renovação das CNHs, aplicação de multas, transferência de veículo, o registro e licenciamento de veículo novo, entre outros, em razão da pandemia do novo coronavírus.
Segundo a nova resolução, que começou a valer desde a última terça-feira (1º), os documentos de habilitação vencidos em 2020 ganharam mais um ano de validade. A medida inclui também a Autorização para Conduzir Ciclomotores (ACC) e a Permissão Para Dirigir (PPD), documento provisório utilizado no primeiro ano de habilitação do condutor.
Pelo texto, a renovação ocorrerá com base no mês de vencimento do documento. Assim, por exemplo, a CNH que perdeu a validade em junho de 2020 deve ser renovada no mesmo mês de 2021.
O objetivo é evitar aglomeração de pessoas. Além disso, a orientação é de que as pessoas só devem procurar o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) em casos emergenciais.
Ainda de acordo com a resolução, para fins de fiscalização, qualquer documento de habilitação vencido em 2020 deve ser aceito até o último dia do mês correspondente em 2021.
A resolução também determinou que, a partir de 1º de dezembro de 2020, fossem retomados os prazos para serviços como transferência veicular, comunicação de venda, mudança de endereço, conforme previsto no Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Validade CNH
Outra mudança relacionada à CNH foi a que alterou o CTB para ampliar a validade do documento, entre outros pontos. Atualmente a validade máxima da CNH é de cinco anos para condutores de até 65 anos. Acima dessa idade, a validade máxima passa a ser de três anos, ou conforme laudo médico.
Com a alteração, a validade do documento será de dez anos para condutores de até 50 anos de idade; cinco para os de 50 a 70 anos e três anos para condutores acima de 70 anos
Os novos prazos só entrarão em vigor em abril de 2021, quando termina o prazo de 180 dias da publicação da lei no Diário Oficial da União. Ou seja, os documentos de habilitação expedidos antes de a lei entrar em vigor permanecerão com o prazo de validade atual.
O Brasil estava se reabrindo para a democracia. Os brasileiros foram às urnas e sedentos por uma guinada na política nacional, viram em Fernando Collor de Mello, então Governador de Alagoas, um político bem diferente dos demais para a sua época.
Estamos falando de meados de 1989. Collor era jovem, considerado bonito, um esportista de apenas 39 anos de idade, que fazia cooper, andava de jet ski, estampava frases de impacto e que prometia acabar com os marajás. Por tudo isso, Fernando Collor de Mello foi eleito Presidente da República, empossado em 15 de março de 1990, dando início ao que na época foi chamado de “A Era Collor”.
Após graves escândalos de corrupção, para evitar o seu impeachment, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992.
Todo o processo gerou inúmeras especulações, teorias de conspiração, lendas urbanas que ainda geram dúvidas e interesse até os dias atuais. Por isso, resolvemos mergulhar nos calabouços do Governo Collor de Mello.
ARTIGO DE OPINIÃO
JOGO DE VAIDADES: TRIUNFO E DERROCADA DE UM “PRESIDENTE DE APARÊNCIAS”
Vaidade: substantivo feminino
qualidade do que é vão, vazio, firmado sobre aparência ilusória.
valorização que se atribui à própria aparência, ou quaisquer outras qualidades físicas ou intelectuais, fundamentada no desejo de que sejam reconhecidas ou admiradas pelos outros.
Há 28 anos, o primeiro presidente eleito após o fim do regime militar, perdia o seu cargo. Em 29 de setembro de 1992 a Câmara Federal aprovava o afastamento do então Presidente da República Fernando Collor de Mello, homem declaradamente vaidoso, após graves denúncias de corrupção. E para evitar o impeachment, renunciou no final de dezembro daquele ano.
Fernando Collor de Mello, representava a expectativa de mudança na política nacional e os anseios de milhões de brasileiros, que viram nele não apenas um homem jovem e vaidoso, mas principalmente alguém que trazia um discurso incisivo contra os os chamados marajás.
Talvez o “feitiço tenha virado contra o feiticeiro” e como peixe, Collor acabou “morrendo pela boca”. Naquilo que ele mais combatia, acabou se lambuzando. A começar que, segundo José Bonifácio, diretor da Rede Globo, a emissora “tramou contra Lula, seu principal adversário, no último debate eleitoral da emissora, feito todo com ‘cartas marcadas’”. Ou seja, Collor era apresentado ao universo das manipulações e do jogo de interesses do qual não seria apenas uma peça de xadrez, mas o verdadeiro Rei. Um rei com suas ambições e vaidades.
A Era Collor, na minha opinião, começou a desmoronar quando a mesma imprensa que o apoiava, acabou retratando-o como inimigo n.º 1 da República nas páginas de jornais e revistas e também na televisão.
Para piorar, teve ainda a condução polêmica da economia, através da então Ministra Zélia Cardoso de Mello, que confiscou a poupança dos brasileiros do dia para a noite. Teve também os escândalos do então tesoureiro, PC Farias, que mais tarde seria assassinado. Mas a cereja do bolo abatumado foi o desentendimento, seguido de graves denúncias feitas pelo próprio irmão de Fernando, Pedro Collor. Briga de irmãos (Caim e Abel), briga de vaidades exposta à Nação.
O então presidente do Supremo, Sidney Sanches, preside comissão de impeachment no Senado para julgar se Collor cometeu crime de responsabilidade.
Hoje, quase três décadas após o fim da Era Collor, um dos principais capítulos da história da política brasileira, muitas lições ainda servem de espelho para que outros presidentes não caiam nos mesmos erros e armadilhas, principalmente na tal vaidade a frente do cargo. Vaidade e ambição que podem enfraquecer os pilares de um aparente governo sólido.
A conclusão que eu chego é que tudo poderia ter sido diferente se Collor não tivesse, através da sua vaidade gritante, desafiado e incomodado tanta gente, de todos os lados, inclusive ex-aliados.
Talvez ele tivesse boas intenções. Mas isso se perdeu diante de um mar aberto e cheio de oportunidades (escusas) que aquele “verão” lhe propiciou. Collor deveria ter pensado menos na sua imagem física e mais na imagem “corporativa”, de todo o seu governo.
Hoje, Collor, ao olhar no espelho, deve enxergar o quanto toda aquela “maquiagem” lhe custou não apenas o cargo máximo da Nação, mas a moral, a história imaculada e a popularidade galopante.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A minha reflexão sobre a política brasileira ainda remonta os anos que formaram a Era Collor. Collor, de queridinho de todos, virou persona non grata, alguém que teve que se acostumar não com os elogios e aplausos, mas com as críticas, a desconfiança e as acusações de corrupção. O caçador de marajás estava na alça de mira, no pelotão de fuzilamento da opinião pública. E como foi duro pra ele ter que, literalmente, manter aquele topete impecável, a pose de um homem correto e de virtudes. Fernando lutou, isso não se pode negar. E talvez algo que deva ser salientado é que a companheira Rosane Collor sempre se manteve ali, ao lado, literalmente de mãos dadas, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, no poder ou fora dele.
Collor passou, mas as marcas ficaram e certamente muitos aprendizados. Como diria o grande e saudoso empresário Antônio Ermírio de Moraes, “política no Brasil é a arte de pedir dinheiro aos ricos, voto aos pobres e depois de eleito enganar a ambos”.
A política no Brasil – que deveria ser simplesmente instrumento de transformação e desenvolvimento – é, sem dúvida, algo extremamente controverso e de certa forma mal utilizado tanto pelos eleitores que preferem trocar os seus votos por favores pessoais, quanto pelos políticos que, após o êxito nas urnas, parecem se esquecer de suas promessas, de seus planos de governo, tornando-se “mais do mesmo”, “farinha do mesmo saco”, na eterna ciranda político-eleitoral onde se muda candidatos e partidos mas não o modus operandi da velha e acéfala, em muitos momentos, política tupiniquim.