Categoria: Destaque

  • Coronavírus: Prefeitura mantém normas de restrição e isolamento em Três Pontas

    Coronavírus: Prefeitura mantém normas de restrição e isolamento em Três Pontas

    Empresários ajudam com doações; “Container Hospitalar” pode chegar à cidade através do Deputado Diego Andrade,

    Foi realizada no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas uma reunião envolvendo os membros do Comitê de Saúde e de Gestão de Crise Econômica de Três Pontas, dentre eles o Prefeito Marcelo Chaves Garcia. O encontro ocorreu na última segunda-feira (30). O objetivo foi analisar a situação atual na cidade em relação ao Coronavírus e decidir os próximos passos nas questões de isolamento, toque de recolher, abertura do comércio, etc.

    Ficou decido que, seguindo a Deliberação do Comitê Extraordinário n.º 22, de 26 de março de 2020 do Estado de Minas Gerais, em seu artigo 6º, CONTINUAM SUSPENSAS AS ATIVIDADES COMO CLÍNICAS DE ESTÉTICAS, BARES, RESTAURANTES, LANCHONETES, ACADEMIAS, BOATES, SALÕES DE FESTAS E CENTROS COMERCIAIS.

    Também continua vedada a realização de eventos, feiras, a utilização de salas de cinema, teatros, clubes e bibliotecas.

    As demais atividades devem funcionar com as restrições e providências estabelecidas na deliberação do Governo de Minas Gerais.

    Fiscalização

    Ainda conforme definições da reunião, a Polícia Militar continuará auxiliando na fiscalização do cumprimento das referidas medidas juntamente com a Vigilância Sanitária, Secretaria Municipal de Saúde e o setor de Posturas do Município.

    Toque de Recolher

    Segue vigente o “Toque de Recolher” na cidade de Três Pontas, das 22 às 5hs da manhã. Apenas os trabalhadores devidamente identificados com crachás e/ou uniformes de indústrias e os entregadores de alimentação, como os motoboys, podem continuar realizando o trabalho dentro das normas de prevenção.

    Taxistas

    Em conversa na noite desta quarta-feira com o Prefeito Marcelo Chaves Garcia sobre a situação dos taxistas ele lembrou que a categoria se enquadra como profissionais autônomos e seguindo o decreto do Governo de Minas Gerais, deverão também respeitar o isolamento. “Mas eu quero lembrar aos trespontanos através do Conexão Três Pontas, que em tudo na vida é preciso ter bom senso. Taxista nos pontos é algo que, conforme a deliberação estadual, não pode neste momento acontecer. Mas em casos de extrema emergência, sinceramente, não vejo erro em algum cidadão que precisa ir até o Hospital (em último caso) e chame um taxi. E esse taxi precisa seguir todas as recomendações de segurança, de prevenção, como limpar os bancos, a porta e os tapetes, dispor de álcool gel, enfim, ajudar a evitar a propagação do coronavírus”, revelou.

    Respiradores

    Questionamos o Chefe do Executivo Municipal sobre o pedido público que o Conexão Três Pontas fez para que a Prefeitura, Câmara, deputados e empresários da cidade ajudem na compra de novos respiradores mecânicos, já que na cidade existem apenas 13. “Felizmente Roger nós já recebemos algumas doações, algumas empresas já estão ajudando nesse sentido. A Prefeitura está disposta a comprar mais alguns aparelhos, mas o grande problema no momento é conseguir comprar, é encontrar quem venda, pois estão em falta. Também estou buscando ajuda junto aos nossos deputados, Diego Andrade e Caixa, para que sejam mais uma força nesse sentido”, emendou.

    BOA NOTÍCIA

    Sem dar muitos detalhes, mantendo a discrição e a cautela até que realmente aporte em Três Pontas, o Prefeito Marcelo Chaves revelou ao Conexão que a cidade de Três Pontas irá receber nos próximos dias uma grande doação vinda do Deputado Federal Diego Andrade. “É um container que será colocado junto ao Pronto Atendimento Municipal para ajudar no atendimento das pessoas. Se trata de um ambiente ‘móvel hospitalar’ com todas as condições e equipamentos para o atendimento da população. Mas prefiro esperar as definições, ter data de chegada e mais informações para, o quanto antes, passar em detalhes à população”, concluiu Marcelo Chaves.

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    Roger Campos

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  • Para 2021: Johnson & Johnson vai fabricar 1 bilhão de vacinas contra coronavírus

    Para 2021: Johnson & Johnson vai fabricar 1 bilhão de vacinas contra coronavírus

    A Johnson & Johnson, em parceria com o governo dos EUA, vai fabricar até um bilhão de doses de vacina contra o coronavírus.

    A vacina escolhida, é a que vem sendo desenvolvida desde janeiro, baseada na mesma tecnologia usada para fabricar a vacina contra o Ebola, amplamente usada em pessoas na África.

    Em estudos de laboratório, a vacina experimental produziu fortes anticorpos neutralizantes contra o covid-19 – o tipo necessário para obter um resultado bem-sucedido.

    A produção

    A produção vai começar após os testes em humanos, previstos para setembro.

    Se tudo estiver certo, a imunização começa em 2021, muito mais rápido que o período de 18 meses típico para vacinas serem testadas, aprovadas e depois fabricadas.

    Corrida contra o tempo

    Com um investimento que chega a US$ 1 bilhão, pouco mais de R$ 5 bilhões, a Johnson & Johnson anunciou que pretende ampliar sua capacidade de fabricação e o planejamento, segundo a empresa, começa agora.

    “Essa é a única opção para chegarmos a tempo”, explicou o diretor científico da J&J, Paul Stoffels, em entrevista à Reuters.

    Atualmente, a empresa possui uma fábrica na Holanda que pode produzir até 300 milhões de doses da vacina, disse Stoffels, acrescentando que “não será suficiente para todo o mundo”.

    Fábrica nos EUA

    Do total do investimento, US$ 421 milhões, cerca de R$ 2 bilhões, virão do governo dos Estados Unidos, onde a fábrica será construída para produzir as vacinas até o final do ano.

    Stoffels disse que a J&J também está procurando por fábricas em outras partes da Europa e Ásia capazes de produzir o tipo de vacina em que a empresa está trabalhando.

    Fonte SNB (Apud Olha Digital)

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  • URGENTE: Brasil registra 42 mortes por COVID-19 em apenas um dia

    URGENTE: Brasil registra 42 mortes por COVID-19 em apenas um dia

    Ministério da Saúde registrou mais 42 mortes relacionadas à pandemia de coronavírus no país, nas últimas 24 horas. Com isso, o Brasil já contabiliza 201 mortes e outras 5.717 contaminações pelo vírus. Os dados foram divulgados na tarde desta terça-feira (31), nas redes sociais da pasta federal.

    Em comparação com o boletim divulgado na segunda, o número de mortes saltou 26%, já que na ocasião, haviam sido registradas 159 mortes. Já o aumento no número de casos foi de 24%; ontem eram 4.579 pessoas contaminadas.

    São Paulo é o estado mais crítico, registrando 2.339 mil casos da COVID-19 – 822 em apenas 24 horas. No estado que abriga a capital financeira do país, 136 pessoas já morreram devido à doença – no boletim de segunda, eram 113 mortes. A taxa de letalidade em São Paulo é de 5,8%, 2,3% a mais do que a média nacional.

    Contudo, embora o número assuste, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vem ponderando que a tendência é de dimuição, já que as secretarias estaduais e municipais aumentarão o ritmo de testes nos próximos dias, o que acarretará em um número maior de positivos não letais.

    Apesar de uma taxa letalidade menor (3,2%), o Rio de Janeiro é o segundo estado que mais preocupa o país. Os fluminenses registram 23 mortes e 708 casos de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus – um aumento de 5 e 41 registros, respectivamente, em comparação com o boletim anterior.

    Ainda no Sudeste, Minas Gerais tem 275 casos e duas mortes. Na segunda-feira eram 189 e apenas um óbito registrado. O Espírito Santo registra 84 casos e nenhuma morte.

    No Nordeste, região que abriga cerca de 50% das famílias beneficiadas pelo Bolsa Família, a situação também já é crítica. A região é a segunda que mais apresenta casos no país. Por lá, o Ceará continua sendo o estado com mais pessoas contaminadas, registrando 390 casos e sete mortes.

    A Bahia é o segundo estado da região com maior número de casos: 213 pessoas contaminadas e duas mortes.

    Por outro lado, o Piauí é o estado com a maior taxa de letalidade (22,2%), com 18 casos e quatro mortes. Mais uma vez, segundo Mandetta, esse número deverá cair nos próximos dias, com o aumento da distribuição de testes para as secretarias de Saúde.

    Seguindo a lista, a Região Sul, tem 672 casos e nove mortes. Entre esses números, quatro óbitos estão no Rio Grande do Sul, que também contabiliza 274 pessoas contaminadas. O Paraná registra 3 mortes e tem 179 casos confirmados da doença. Por último,  tem Santa Catarina tem 219 casos e duas mortes.

    O Distrito Federal, unidade federativa que abriga a capital do país, também registra vários casos (332). No entanto, contabilizando 3 mortes, a taxa de letalidade é baixa e não chega a 1%.

    Apesar de ser a região menos populosa do país, o Centro-Oeste não é a que apresenta os menores números. Ao todo, a região tem 470 pessoas contaminadas e cinco mortes. Já o Norte tem 294 casos e quatro mortes.

    Fonte Estado de Minas

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  • Senado aprova auxílio de R$ 600 a informais; mães “chefes de família” poderão receber até R$ 1.200

    Senado aprova auxílio de R$ 600 a informais; mães “chefes de família” poderão receber até R$ 1.200

    A medida permite que trabalhadores informais e pessoas com deficiência recebam Benefício de Prestação Continuada (BPC) por três meses

    O Senado aprovou nesta segunda-feira, em votação simbólica, o auxílio emergencial mensal de R$ 600 por três meses para trabalhadores informais e pessoas com deficiência, que estejam na fila de espera para receberem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) durante pandemia do coronavírus.

    O senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE), relator do projeto, fez uma alteração no texto para estender o benefício para profissionais com contrato de trabalho intermitente, quando o regime de trabalho não tem jornada e salário fixos.A ideia foi incluída no texto como “ajuste de redação”. Desta forma, o projeto não precisa voltar para uma nova análise da Câmara dos Deputados, seguindo agora para a sanção presidencial.

    O benefício terá valor de R$ 600 e poderá ser recebido por até dois membros da mesma família. Serão elegíveis os cidadãos que não tiverem emprego formal; não receberem benefício previdenciário ou assistencial, seguro-desemprego ou de programa de transferência de renda federal, ressalvado o Bolsa Família. Assim, o benefício é destinado àqueles que não estão protegidos pela Seguridade Social, não sendo destinado àqueles que têm emprego formal, os que fazem jus ao seguro-desemprego ou os que recebem benefícios previdenciários ou o BPC.

    Mães que são “chefes de família” poderão receber até R$ 1.200.

    O Governo anunciará nos meios de comunicação, após sanção presidencial, as formas de recebimento.

    Fonte Valor Investe

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  • Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

    Escolas fechadas, hospitais lotados, eventos cancelados: o Brasil da meningite de 1974

    Aulas suspensas e eventos esportivos transferidos, algumas das consequências da atual pandemia do novo coronavírus, já marcaram a história recente do Brasil, por conta de outra doença: a meningite.

    Em 1974, durante o período da ditadura militar, o Brasil enfrentava a pior epidemia contra a meningite de sua história. O país já tivera dois surtos da doença – um em 1923 e outro em 1945 -, mas, nenhum deles tão grave ou letal.

    Isso porque o Brasil foi vítima não de um, mas de dois subtipos de meningite meningocócica: do tipo C, que teve início em abril de 1971, e do tipo A, em maio de 1974.

    Para evitar o contágio, o governo tomou medidas drásticas: decretou a suspensão das aulas e suspendeu eventos esportivos. Os Jogos Pan-Americanos de 1975, que estavam marcados para acontecer em São Paulo, tiveram que ser transferidos para a Cidade do México. Hospitais, como o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, ficaram superlotados.

    A que viria a ser a maior epidemia de meningite da história do Brasil teve início em 1971, no distrito de Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Logo, a população mais carente começou a se queixar de sintomas clássicos, como dor de cabeça, febre alta e rigidez na nuca. Nos bairros mais pobres, muitos morreram sem diagnóstico ou tratamento.

    Em novembro daquele ano, o que parecia ser um surto restrito a uma determinada localidade logo se alastrou e, aos poucos, ganhou proporções epidêmicas. Dali, não parou mais.

    Em setembro de 1974, a epidemia atingiu seu ápice. A proporção era de 200 casos por 100 mil habitantes. Algo semelhante só se via no “Cinturão Africano da Meningite”, área que hoje compreende 26 países e se estende do Senegal até a Etiópia.

    Das regiões mais carentes, a epidemia migrou para os bairros mais nobres. Até julho daquele ano, um único hospital em São Paulo atendia pacientes com meningite. O Instituto de Infectologia Emílio Ribas tinha 300 leitos disponíveis, mas chegou a internar 1,2 mil pacientes.

    “Não houve quarentena porque o período de incubação da meningite é muito curto”, explica a epidemiologista Rita Barradas Barata, doutora em Medicina Preventiva pela Universidade de São Paulo (USP) e professora da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa. Na época, Rita trabalhava como aluna do internato em medicina no Emílio Ribas. “O atendimento foi além de sua capacidade máxima. Trabalhávamos muitas horas por dia”, recorda.

    De agosto em diante, outras 26 unidades passaram a fazer parte de uma rede de atendimento a pacientes com sintomas de meningite. “Depois de um ou dois dias recebendo tratamento injetável, os casos mais leves eram transferidos para outras unidades, onde recebiam a medicação oral. Já os pacientes mais graves permaneciam no Emílio Ribas”, complementa a médica.

    Atentados, passeatas e epidemias eram assuntos vetados na imprensa

    Até então, uma pequena parcela da população, quase nula, sabia da existência da epidemia. O governo procurou escondê-la ao máximo, segundo explica quem acompanhou o caso de perto.

    “Assim que surgiu, foi tratada como uma questão de segurança nacional, e os meios de comunicação proibidos de falar sobre a doença”, afirma a jornalista Catarina Schneider, mestre em Comunicação Social pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) e autora da tese A Construção Discursiva dos jornais O Globo e Folha de S. Paulo sobre a Epidemia de Meningite na Ditadura Militar Brasileira (1971-1975). “Essa tentativa de silenciamento impediu que ações rápidas e adequadas fossem tomadas”.

    Durante os anos da ditadura, alguns temas foram proibidos de serem divulgados – através de notícias, entrevistas ou comentários – em jornais e revistas, rádios e TVs. A epidemia de meningite que castigou o Brasil na primeira metade da década de 1970 foi um deles.

    Sob o pretexto de não causar pânico na população, a censura proibiu toda e qualquer reportagem que julgasse “alarmista” ou “tendenciosa”, sobre a moléstia.

    Em 1971, quando foram registrados os primeiros casos, o epidemiologista José Cássio de Moraes, doutor em Saúde Pública pela USP e professor da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, integrava uma comissão de médicos de diferentes áreas, como epidemiologistas, infectologistas e sanitaristas. Juntos, detectaram um surto da doença e procuraram alertar as autoridades. Não conseguiram. Em tempos de ‘milagre econômico’, o governo se recusou a admitir a existência de uma epidemia. “Os militares proibiram a divulgação de dados. Pensavam que conseguiriam deter a epidemia por decreto. Se eu não divulgo, é como se não existisse. Não sabiam que o vírus era analfabeto e não sabia ler Diário Oficial”, ironiza o médico.

    Dali por diante, médicos de instituições públicas foram proibidos de conceder entrevistas à imprensa. O jeito era dar declarações em “off” para jornalistas de confiança, como Demócrito Moura, do Jornal da Tarde. Mesmo assim, as poucas matérias publicadas, alertando a população dos riscos da meningite, eram desmentidas pelas autoridades.

    “Ao governo não interessava a divulgação de notícias negativas. Negar a existência da epidemia foi um erro porque facilitou sua propagação e atrasou a adoção de medidas necessárias ao seu combate. Numa situação dessas, quanto mais rapidamente essas medidas forem adotadas, menores serão as perdas de vidas e os danos à economia”, afirma o historiador Carlos Fidelis Ponte, mestre em Saúde Pública pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Medo

    Em 1974, quando a verdade veio à tona, pelo menos sete Estados totalizavam 67 mil casos – 40 mil deles só em São Paulo. A população, quando soube da epidemia, entrou em pânico. Com medo da propagação da doença, as pessoas evitavam passar na frente do Emílio Ribas. De dentro de carros e ônibus, fechavam suas janelas. Na falta de remédios e de vacinas, recorriam a panaceias milagrosas, como a cânfora.

    “Naquela época, não havia rede social, mas já existiam ‘fake news’. A boataria atrapalhou bastante”, recorda José Cássio.

    O governo suspendeu as aulas e mandou os estudantes de volta para casa. Quando era registrado algum caso nas dependências das escolas, as autoridades sanitárias passavam formol nas mesas e carteiras. Em algumas cidades, as escolas públicas foram transformadas em hospitais de campanha para atender os doentes.

    Nos hospitais, a epidemia sobrecarregou especialistas em doenças infecciosas. Médicos de outras áreas, para evitar a contaminação, usavam capacetes, óculos e botas. Outros, ao contrário, atendiam pacientes sem qualquer tipo de proteção. Um terceiro grupo preferiu mudar para o interior, com suas famílias.

    Uma das primeiras medidas foi prescrever sulfa. Na esperança de deter o avanço da epidemia, a população passou a tomar o antibiótico por conta própria. “O estoque acabou rapidamente e a bactéria ficou resistente”, recorda José Cássio.

    Todos os dias, a comissão médica da qual o médico fazia parte procurava atualizar os números e divulgá-los no quadro de avisos do Palácio da Saúde, onde funcionava a Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo. Os setoristas da área até tinham acesso às informações, mas não podiam divulgá-las.

    Os números de casos e de óbitos são contraditórios. O estudo A Doença Meningocócica em São Paulo no Século XX: Características Epidemiológicas, de autoria de José Cássio de Moraes e Rita Barradas Barata, calcula que, no período epidêmico, que durou de 1971 a 1976, foram registrados 19,9 mil casos da doença e 1,6 mil óbitos. Já a edição de 30 de dezembro de 1974 do jornal O Globo divulgou que, só naquele ano, a epidemia deixou um saldo de 111 mortos no Rio Grande do Sul, 304 no Rio de Janeiro e 2,5 mil em São Paulo.

    Ministério censurado

    Em março de 1974, o general Ernesto Geisel assumiu a Presidência no lugar do general Médici. Para ministro da Saúde, ele nomeou o médico sanitarista Paulo de Almeida Machado.

    Naquele ano, a jornalista Eliane Cantanhêde, então na revista Veja, conseguiu uma exclusiva com o ministro, em Brasília. Pela primeira vez, uma autoridade admitia publicamente que o Brasil vivia uma epidemia. Mais que isso. Ele alertou sobre os riscos da meningite e ensinou medidas de higiene à população.

    De volta à redação, Cantanhêde começou a bater a matéria e a enviá-la, via telex, para a sede da Veja, em São Paulo. Dali a pouco, ficou sabendo que a entrevista tinha sido censurada. Motivo? “Não havia vacina para todo mundo”, explica Eliane. “As pessoas não sabiam o que era meningite. Muitas delas morriam e, por falta de informação, não sabiam do quê”.

    No dia 26 de julho de 1974, o jornalista Clóvis Rossi também teve um de seus textos censurados. No espaço reservado ao artigo A Epidemia do Silêncio, a direção da Folha de S. Paulo se viu obrigada a publicar um trecho do poema Os Lusíadas, de Luís de Camões. “Desde que, há dois anos, começaram a aumentar em ritmo alarmante os casos de meningite em São Paulo, as autoridades cuidaram de ocultar fatos, negar informações e reduzir os números a proporções incompatíveis com a realidade”, alertou Rossi no artigo censurado.

    Naquele mesmo ano, o governo brasileiro assinou um acordo com o Instituto Pasteur Mérieux e importou em torno de 80 milhões de doses da vacina contra meningite. “O laboratório francês precisou construir uma nova fábrica porque a que existia não comportava uma produção tão grande”, relata o historiador Carlos Fidelis. “Foi a partir dessa emergência que se criou, na Fiocruz, a fábrica de fármacos, a Farmanguinhos, e a de vacinas, a Bio-Manguinhos”.

    Vacinação

    Em 1975, o Brasil deu início à Campanha Nacional de Vacinação Contra a Meningite Meningocócica (Camem). Foi quando, para estimular a ida em massa da população aos postos de saúde, o governo passou a divulgar os números da doença.

    “A letalidade da meningite é de 10%, mas, no auge da epidemia, caiu para 2%”, afirma Rita Barradas Barata. “O diagnóstico era feito de maneira precoce e o tratamento com antibiótico reduzia o risco de morte”.

    Em apenas quatro dias, foram aplicadas 9 milhões de doses na região metropolitana de São Paulo. Logo, estenderam a campanha para outros municípios e estados. A imunização não era feita com seringa e agulha e, sim, com uma “pistola” injetora de vacina. “Conseguimos uma cobertura vacinal de quase 90% da população”, orgulha-se José Cássio.

    Além de superlotar hospitais e de fechar escolas, a epidemia de meningite teria causado outros “estragos”. Um deles é a transferência dos Jogos Pan-Americanos de 1975, da cidade de São Paulo para a do México. Bem, pelo menos essa é a versão oficial. A extraoficial é contada pelo advogado Alberto Murray Neto. “Em 1975, o número de casos já tinha reduzido e o que se dizia é que a epidemia estava controlada. Em tese, a meningite não seria um impeditivo para os Jogos”, revela Alberto.

    Seu avô, Sylvio de Magalhães Padilha, era o então presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e vice do Comitê Olímpico Internacional (COI). Durante reunião em Brasília, foi avisado pelo ministro da Educação, Ney Braga, que não teria recursos do governo federal para os Jogos. Em suma: o Pan deveria ser cancelado, a três meses de sua realização.

    “Meu avô cancelou os Jogos, sem esconder que a questão crucial era o corte de verbas”, relata Alberto. Os Jogos Pan-Americanos de 1975 deixaram para a cidade o velódromo, a raia olímpica e o Centro de Práticas Esportivas da USP (CEPEUSP)”.

    Fonte BBC News

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  • Vacinação de Idosos muda na cidade de Três Pontas

    Vacinação de Idosos muda na cidade de Três Pontas

    Pessoas com mais de 60 anos poderão receber a dose dentro de seus carros na próxima quinta-feira ou em suas residências a partir de agendamento via telefone.

    A próxima etapa da vacinação contra a gripe, que no primeiro momento privilegia os idosos, acontecerá de forma diferente. Depois da reportagem veiculada pelo Conexão Três Pontas que mostrou filas enormes, pessoas muito próximas, umas das outras, sem o respeito à distância de segurança contra o Coronavírus e inúmeras reclamações em nossas redes sociais, recebemos da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas a confirmação de que aqueles com idade acima dos 60 anos terão duas possibilidades de receber a dose: em suas próprias casas (delivery) ou dentro de seus carros (drive thru), sem que precisem se expor, como nas duas datas anteriores.

    DRIVE THRU – IDOSOS QUE FOREM DE CARRO

    Na quinta-feira, dia 02 de Abril, a vacinação começará às 13 horas, na Avenida Nilson Vilela (em frente ao Campo Society do Dão, próximo ao Café Palace Hotel). “Eles serão vacinados apenas dentro do carro. Não vão precisar descer, pegar fila, ficar no sol, etc.”, informou o Executivo Municipal.

    DELIVERY – IDOSOS QUE NÃO PODEM IR DE CARRO

    A partir de quinta-feira, dia 02 de Abril, os idosos que não tiverem como ir de carro até o único local de vacinação acima descrito, deverão ligar em um posto de saúde mais próximo para informar nome, endereço e telefone para ser vacinado em sua residência, mediante agendamento.

    Neste caso os idosos deverão entrar em contato com o posto de saúde mais próximo de suas residências para o agendamento da vacina.

    POSTOS DE SAÚDE (horário de funcionamento 13h às 17h)

    Confira os telefones de cada unidade:

    CS CATUMBI – 3266-1056

    CS VILA MARILENA – 3265-5621

    CS PADRE VICTOR – 3265-4185

    CS SANTA EDWIRGES (EM REFORMA e será agendado no SALÃO PAROQUIAL DO BAIRRO)

    ESF DR. ODILON TEODORO LEITE – 3266-5231

    ESF DR. OSCAR DE OLIVEIRA BRITO – 3266-6798

    ESF DR. CARLOS – 3266-5407

    POLICLÍNICA – 3265-5524

    Serviço

    Três Pontas tem cerca de 7.000 idosos acima dos 60 anos, 12% da população local. A próxima data para a vacinação dos idosos será, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, realizada na próxima quinta-feira, 02 de abril. O Conexão continuará trazendo todas as informações.

    Com informações da Ascom PMTP

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  • Impactos do coronavírus sobre os contratos entre o consumidor e as Instituições de Ensino Superior

    Impactos do coronavírus sobre os contratos entre o consumidor e as Instituições de Ensino Superior

    Alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor

    A pandemia causada pelo novo coronavírus (COVID-19) já é uma realidade que vem trazendo profundos impactos nas relações jurídicas. Nesse momento de instabilidade, surgem diversas perguntas no que diz respeito aos contratos, especialmente aqueles que estabelecem obrigações de trato sucessivo na seara consumerista. Dentre esses contratos estão aqueles firmados entre estudantes e instituições privadas de ensino superior.

    Com o intuito de minimizar os efeitos causados pela pandemia, o Ministério da Educação autorizou, por meio de portaria publicada em 18 de março no Diário Oficial da União, que as Instituições de Ensino Superior dessem continuidade ao semestre letivo, substituindo as disciplinas presenciais por aulas que utilizem meios e tecnologias de informação e comunicação, isto é, que as aulas sejam ministradas na modalidade à distância.

    No entanto, embora tais medidas sejam relevantes como forma de aproveitamento do semestre letivo, surgem alguns questionamentos: a) os estudantes são obrigados a se submeterem à nova modalidade de ensino?; b) os valores ajustados para as mensalidades podem ser revistos, uma vez que o ensino à distância comporta valores menores?; c) é possível o cancelamento da matrícula?. Essas indagações podem ser respondidas à luz do nosso ordenamento jurídico.

    De início, é importante destacar que a relação jurídica estabelecida entre os estudantes e as Instituições Privadas de Ensino Superior se submete às regras do direito consumerista. Assim, qualquer análise deve ser feita à luz do espírito protetor do Código de Defesa do Consumidor.

    É verdade que nos encontramos em uma situação de imprevisibilidade, resultante de um evento causado por força maior. No entanto, o consumidor não pode ser obrigado a aceitar serviço diverso daquele que contratou, uma vez que os riscos da atividade empresarial devem ser suportados pelo fornecedor de serviços.

    Nesse sentido, na hipótese de manutenção do contrato com a prestação do serviço de modo alternativo, impõe-se a observância do artigo 6º do Código de Defesa do Consumidor, que prevê a possibilidade de revisão do contrato diante de fatos supervenientes:

    Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

    (…)

    V – a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem excessivamente onerosas;

    A revisão contratual está diretamente associada ao princípio da função social do contrato e a manutenção da equivalência contratual, que veda a onerosidade excessiva e o enriquecimento sem causa. Essa é uma característica fundamental do direito consumerista, pois, conforme leciona Cláudia Lima Marques, na vigência do Código de Defesa do Consumidor, o contrato passa a ter seu equilíbrio, seu conteúdo ou sua equidade mais controlados, valorizando-se o seu sinalagma. Deve haver, portanto, a manutenção do ponto de equilíbrio do negócio, como forma de garantir a proporcionalidade entre o serviço prestado e a contraprestação da outra parte.

    Desse modo, no caso das Instituições de Ensino Superior privadas que optarem por continuar o semestre letivo por meios digitais, é direito do consumidor que contratou o serviço na modalidade presencial, requerer a revisão dos valores a fim de alcançar a equivalência contratual. A manutenção dos valores iniciais implicaria em enriquecimento sem causa da instituição de ensino, uma vez que, normalmente, os valores despendidos na modalidade à distância são mais módicos do que àqueles necessários para a estrutura física das aulas presenciais. Outrossim, não bastasse a necessidade de equivalência contratual, o Código de Defesa do Consumidor estabelece no artigo 20 a hipótese de vício na qualidade do serviço que diminua o seu valor, trazendo algumas possibilidades ao consumidor:

    Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

    I – a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;

    II – a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

    III – o abatimento proporcional do preço.

    O vício de qualidade do serviço se manifesta, nos termos do parágrafo 2º do artigo 20, quando os serviços se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.

    Assim, a ministração de aulas à distância difere em qualidade da ministração presencial, de modo que o consumidor não pode ser constrangido a prosseguir no contrato sem qualquer alteração. Aliás, o Código Civil estabelece no artigo 313 que o credor não é obrigado a receber prestação diversa da que lhe é devida, ainda que mais valiosa. Se o é assim no Código Civil, não há dúvidas de que o consumidor não está obrigado a aceitar serviço distinto daquele que contratou.

    Com isso, nos termos do artigo 20 do CDC, abrem-se as seguintes opções para o consumidor: a) reexecução dos serviços; b) a restituição imediata da quantia paga e c) o abatimento proporcional do preço. Tanto a reexecução dos serviços como o abatimento proporcional do preço tem como fundamento a ideia de manutenção dos contratos, com o intuito de preservar a relação jurídica.

    Assim, na questão das universidades, é possível que os estudantes, em acordo com as instituições de ensino, aguardem o retorno à normalidade, a fim de que as aulas sejam ministradas presencialmente, sem que haja custo adicional. Por outro lado, caso sejam mantidas as aulas na modalidade à distância, deve ser requerido o abatimento proporcional do preço, com o intuito de atingir o já mencionado equilíbrio contratual.

    Por fim, caso haja resistência por parte das Instituições, é possível ao consumidor requerer a restituição da quantia paga, e, consequentemente, a resolução do contrato.

    Dentre essas opções, é necessário que haja bom senso de ambos os lados. A busca por uma solução consensual deve nortear a relação entre os estudantes e a instituição de ensino. A manutenção dos contratos com os devidos ajustes nos parece ser a melhor solução para enfrentar a crise atual. Ficou com alguma dúvida? Fale com quaisquer advogados especialistas.

    Gabriel Ferreira de Brito Júnior – OAB/MG 104.830

    Trabalhou como Advogado na Sociedade de Advogados “Sério e Diniz Advogados Associados” desde 2006/por 13 anos, Especialista em Direito Civil e Direito Processual Civil pelo Centro Universitário Newton Paiva (2006), Graduado em Direito pela Faculdade de Direito de Varginha – FADIVA (2001), Oficial de Apoio Judicial (Escrevente) do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais por 10 anos (1996-2006), Conciliador Orientador do Juizado Especial Itinerante do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (ano 2004).

    Presidente da Comissão de Direito Civil e Processo Civil da 55ª Subseção da OAB da Cidade e Comarca de Três Pontas/MG.

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  • Idosos de Três Pontas recebem vacina contra a Gripe

    Idosos de Três Pontas recebem vacina contra a Gripe

    Vacinação fracionada e muita demora provocaram irritação em diversos pontos da cidade.

    Foi realizada nesta sexta-feira, (27) mais uma sub-etapa da Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe. O Ministério priorizou inicialmente os idosos com mais de 60 anos. E mesmo diante do temor da pandemia de Coronavírus as doses da vacina contra a gripe (doença com alguns sintomas parecidos ao do Covid-19) não estão chegando de uma vez nos municípios, pelo contrário, estão sendo escalonadas. E o que se viu hoje em Três Pontas  foram filas e reclamações por parte dos idosos.

    Três Pontas recebeu cerca de 2.000 doses na última segunda-feira (23), primeiro dia da Campanha. Se esgotaram rapidamente. E  na vacinação desta sexta-feira foram mais 1.500 doses, que também não duraram muito tempo. Apesar de toda organização anunciada de forma antecipada pela Secretaria Municipal de Saúde, o que se viu foram filas em quase todos os pontos de vacinação. Idosos que ficaram em média 40 minutos na fila. Leitores relataram ao Conexão que chegaram a ficar duas horas aguardando a vacinação, que foi iniciada às 13 horas.

    Nossa reportagem tentou contato com a Coordenadora do Programa de Imunização da Secretaria Municipal de Saúde, Lara Miranda Silva. Até o fechamento desta reportagem ela não havia respondido nossas perguntas enviadas pelo whatsapp. Em contrapartida o Assessor de Imprensa da Prefeitura Municipal nos informou que o Governo Federal dividiu a campanha em 14 datas. “A vacinação está vindo bem fracionada. Estamos buscando a melhor forma para que os idosos tomem a vacina sem transtornos ou riscos. O Governo Federal tem a intenção, através do Ministério da Saúde, de vacinar todos os idosos e é isso que esperamos aqui em Três Pontas”, revelou Gil Souza.

    Reclamações

    Muitos leitores do Conexão entraram em contato com nossa reportagem, reclamando sobre a demora para se vacinar. O leitor Neiber Lima relatou que no bairro Philadelphia a fila estava um caos. “Tinha uma fila, de repente essa fila virava duas ou três, voltava pra uma só e as pessoas entravam na frente, furavam o lugar dos outros. Eu já estava havia 40 minutos na fila e ela não andava. Um caos. Tinha muito idoso e idosa com a saúde mais debilitada ‘fritando’ no sol. Um absurdo! Acho que faltou organização”, revelou.

    Alguns sugeriram que a SMS fosse nas casas do idosos realizar a vacina, mantendo assim os pedidos de isolamento, evitando que os idosos fiquem expostos e tenham que pegar longas filas. Outros disseram que deveria haver uma distribuição de senhas pela internet e que determinados grupos de idosos, de 10 em 10, por exemplo, deveriam ter um horário específico agendado. “A cada 30 minutos chegariam 10 ou 20 idosos para tomarem a vacina de determinado enfermeiro. Se forem 3 profissionais por local de vacinação, teremos de 60 a 120 idosos por hora vacinados sem tanta fila, sem tanta demora”, pontuou Ana Clara Silva.

    Alguns idosos que foram até os locais de vacinação de carro tomaram a dose sem precisar descer do veículo.

    Muitos também gostaram do esquema de vacinação montado pela Prefeitura Municipal, elogiaram o trabalho da Secretaria de Saúde e a comodidade de poder tomar a vacina dentro do carro.

    O que foi unanimidade foi o medo sentido em todos os idosos com quem conversamos sobre o Coronavírus. Cientes da importância da vacina contra a gripe eles revelaram que, embora não gostem, acham o isolamento em casa a melhor defesa em prol dos homens e mulheres com mais de 60 anos de idade contra o Covid-19.

    Serviço

    Três Pontas tem cerca de 7.000 idosos acima dos 60 anos, 12% da população local. A próxima data para a vacinação dos idosos será, segundo a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal, realizada na próxima terça-feira, 31 de março, ou quarta-feira, 01º de abril. O Conexão continuará trazendo todas as informações.

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  • Criminosos furtam empresa e causam prejuízo de mais de 12 mil reais em Três Pontas

    Criminosos furtam empresa e causam prejuízo de mais de 12 mil reais em Três Pontas

    A Polícia Militar registrou o caso. Você pode ajudar fazendo denúncia anônima ao 190.

    A 151ª Cia da Polícia Militar de Três Pontas registrou, na manhã desta terça-feira, 24 de março, uma ocorrência de furto. A empresa Avant Manutenções, especializada em oficina elétrica, mecânica e lanternagem, reparos de máquinas de café, entre outros, localizada na Avenida Ipiranga, no bairro Santana, foi o alvo da ação dos bandidos que causaram um prejuízo enorme, conforme nos relatou seu proprietário.

    De acordo com o histórico do Boletim de Ocorrência, ao qual tivemos acesso, os policiais militares foram acionados e compareceram ao estabelecimento comercial, onde o solicitante/vítima relatou que nesta data, ao chegar no referido estabelecimento por volta das 07h00, observou que o caminhão modelo Castellatian, cor branca, placa DAQ 0487, estava com as rodas traseiras arrancadas. Bem como duas baterias de 100 amperes cada. Diante do fato foi observado que havia sido furtado o total de sete rodas do referido caminhão, juntamente com as referidas baterias.

    Ainda conforme o B.O. “a vítima não soube informar quem seriam os possíveis autores, sendo o mesmo orientado sobre as demais providências. O caminhão encontrava-se estacionado em um terreno ao lado do referido estabelecimento, uma vez que o mesmo é muito grande e não cabe no interior do barracão.”

    Conforme o proprietário da empresa, foram solicitadas imagens de câmeras de empresas do entorno. “Quem fez isso é profissional. Roubaram com aro e tudo, levaram ainda duas baterias. Me causaram um prejuízo enorme, na casa dos 12 mil reais. Espero que a Polícia possa localizar e prender esses bandidos e que esse material possa, se Deus quiser, ser recuperado. Peço a ajuda da população para denunciar caso saibam de alguma pista”, relatou.

    Os proprietários da Avant Manutenções são pessoas simples, humildes, que tocam a empresa, gerando empregos, com muito sacrifício.

    Quem tiver alguma informação ligue para o Disque Denúncia da Polícia Militar, 190. Não é preciso se identificar.

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  • Secretaria de Saúde de TP abre Centro de Atendimento para pacientes com suspeita de Coronavírus

    Secretaria de Saúde de TP abre Centro de Atendimento para pacientes com suspeita de Coronavírus

    O prédio do antigo Centro Pediátrico Dr. Glimaldo Paiva, no bairro Paraíso, voltou a ser utilizado pela Secretaria Municipal de Saúde de Três Pontas.

    Depois de receber reparos por causa da ação constante de vandalismo (furtos), o imóvel abriga a partir desde a última terça-feira (24), profissionais de saúde para atender pacientes com problemas respiratórios, tosse, coriza e dores no corpo, sintomas que podem indicar o Coronavírus (Covid-19). O médico chefe do Pronto Atendimento Municipal (PAM) Dr. Lucas Eduardo Erbst Marques explica que a estratégia é fazer uma triagem e os casos mais graves, como falta de ar, como cólica renal, acidentes, dores abdominais intensas, atendimentos normais de fluxo, entre outros casos graves, continuam sendo no PAM.

    Caso algum paciente chegue em estado mais grave no Centro de Atendimento, o próprio serviço vai encaminhá-lo ao PAM. “Precisamos separar os casos gripais do PAM para que o vírus não se alastre. Vamos isolar esses pacientes respiratórios dos outros que vão ficar no Pronto Atendimento, para que a gente consiga também dessa forma diminuir a contaminação viral”, contou Dr. Lucas.

    O Chefe do PAM revela que nos últimos cinco dias houve uma diminuição importante nos atendimentos de pacientes com consultas de rotina no serviço de saúde. Com a diminuição, é possível preparar para receber os trespontanos com sintomas mais graves. “O PAM continua aberto, mas o que a gente pede é que não procurem em situações que não sejam gravem, para não correr o risco de ter uma infecção pelo Covid-19”, reiterou o médico.

    Ala pronta para qualquer eventualidade

    A ala criada para receber pacientes em estado grave, que necessitem de isolamento está pronta. Mas ela pode ser usada tanto pelo PAM como pelo próprio Hospital São Francisco de Assis. Tudo vai depender de como a infecção vai evoluir.

    Fonte Assessoria de Imprensa PMTP

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  • Sobe para 19 o número de casos suspeitos de Coronavírus em Três Pontas

    Sobe para 19 o número de casos suspeitos de Coronavírus em Três Pontas

    Segundo últimos números divulgados pela SES-MG, região tem 93 cidades com suspeitas; caso confirmado em Boa Esperança ainda não entrou na lista.

    O Sul de Minas segue com um caso confirmado de coronavírus pela Secretaria Estadual de Saúde. No entanto, o número de suspeitas subiu para 631 em 93 cidades, conforme os últimos números divulgados pela SES-MG nesta quarta-feira (25). Até o último boletim, eram 505 suspeitas em 90 cidades. Ao todo, entraram na lista oficial mais 126 casos suspeitos em um dia. Três Pontas tem 19 casos suspeitos.

    Na terça-feira (24), a Prefeitura de Boa Esperança (MG) confirmou o caso suspeito de uma mulher de 60 anos que esteve em um aeroporto em São Paulo e está internada em Varginha. No entanto, esse caso ainda não foi confirmado pela lista oficial da Secretaria de Saúde do Estado.

    Conforme os novos números divulgados, Passos continua liderando a lista de suspeitas no Sul de Minas com 101 casos em investigação. Poços de Caldas ultrapassou Varginha e agora aparece em segundo com 47 suspeitas. Varginha tem 37. São Sebastião do Paraíso tem 35 suspeitas e Alfenas, 30.

    No estado de Minas Gerais, até o momento foram confirmados 133 casosOutros 14.227 seguem em investigação. Nenhuma morte pela Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, está confirmada.

    Os números divulgados pelas secretarias municipais, secretaria estadual e o Ministério da Saúde não são necessariamente iguais, já que os órgãos têm horários e procedimentos distintos para apresentação de seus boletins diários.

    Casos suspeitos de coronavírus no Sul de Minas conforme a lista oficial:

    • Passos: 101 casos
    • Poços de Caldas: 47 casos
    • Varginha 37 casos
    • S. S. Paraíso: 35 casos
    • Alfenas: 30 casos
    • Guaxupé: 21 casos
    • Camanducaia 19 casos
    • Três Pontas: 19 casos

    • Itajubá: 17 casos
    • Campo Belo: 15 casos
    • Cambuí: 13 casos
    • Perdões e Ibiraci: 12 casos
    • Carmo do Rio Claro: 11 casos
    • Botelhos: 10 casos
    • São Lourenço: 8 casos
    • Caxambu, Cristais, Baependi, Boa Esperança, Pouso Alegre, Cássia, Itanhandu, Lavras, Santana da Vargem e Monte Belo: 6 casos
    • Extrema, Campos Gerais, Cabo Verde, Munhoz, Liberdade, Itaú de Minas, São Tomás Aquino, Campanha e Pedralva: 5 casos

    Fonte G1 Sul de Minas

    ATUALIZAÇÃO

    Embora a informação dos 19 casos suspeitos em Três Pontas tenha sido divulgada inicialmente por um portal de notícias confiável, que é o G1 Sul de Minas, conforme o link https://g1.globo.com/mg/sul-de-minas/noticia/2020/03/25/sul-de-mg-segue-com-um-caso-confirmado-do-novo-coronavirus-suspeitas-sobem-para-631.ghtml, e, principalmente PUBLICADA NUMA PÁGINA OFICIAL DA SECRETARIA ESTADUAL DA SAÚDE, conforme o link https://app.powerbi.com/view?r=eyJrIjoiMDgwOGI4YjItNGFjNC00ZThkLWIyNzctMmNjZTQxMmU1ZjRhIiwidCI6Ijg3ZTRkYTJiLTgyZGYtNDhmNi05MTU3LTY5YzNjYTYwMGRmMiIsImMiOjR9. a responsável pela coleta das amostras e que faz o controle dos exames no sistema de gerenciamento, que pediu para que seu nome não fosse divulgado, negou as informações contidas tanto no G1 quanto na Secretaria Estadual de Saúde.

    “Esses números não são oficiais. O que temos realmente é: Casos suspeitos com coleta são 10 até agora. com dois negativos. Estamos, portanto, aguardando resultado de 8”, disse a responsável.

    Questionada pelo Conexão se os dados contidos em duas fontes sérias, G1 e página da Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais, estariam errados ela emendou: Provável, pois quem coleta as amostras e faz controle dos exames no Sistema Gerenciamento Vida Funed sou eu. Eu não sei explicar, só trabalho com os dados oficiais da SES”.

    O Provedor da Santa Casa, Michel Renan Simão Castro, também questionou os números divulgados nas páginas em questão.

    NOTA

    O Conexão Três Pontas lembra que o principal intuito dos órgãos de imprensa é informar com isenção e corretamente. E quando os dados que estão na página oficial da Secretaria de Estado de Saúde, usados pela maior empresa de mídia do país (G1 – Grupo Globo) e pela imprensa de uma forma geral, estão, possivelmente erradas, realmente se instaura o caos, a desordem, a insegurança na população e dificulta ao máximo o trabalho jornalístico sério.

    Também não concordamos, embora respeitamos, o fato de não ser autorizada a veiculação do nome da profissional RESPONSÁVEL PELA COLETA DOS EXAMES e que vem solicitar alterações nos dados divulgados.

    EXIGIMOS INFORMAÇÕES SÉRIAS, CLARAS E EM TEMPO REAL. A população merece!

     

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    Roger Campos

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  • Solidariedade: Costureiras trespontanas fabricam e doam máscaras contra o Coronavírus

    Solidariedade: Costureiras trespontanas fabricam e doam máscaras contra o Coronavírus

    LINDO EXEMPLO DE AMOR EMOCIONOU AS PESSOAS DA CIDADE.

    Diante da pandemia de Coronavírus e dos eminentes riscos provocados pela doença que já matou milhares de pessoas em todo mundo, enquanto, por um lado, fabricantes, distribuidores e alguns comerciantes do setor farmacêutico inflacionam o preço do álcool gel em até 700%, o que ultrapassa o escândalo e é, segundo o Procon, uma prática criminosa, aqui em Três Pontas costureiras resolveram se sensibilizar e estão fabricando máscaras de tecido para doar e ajudar as pessoas, principalmente aqueles que estão na linha de frente do problema.

    A iniciativa já se espalhou mais rapidamente que o COVID-19 em nossa cidade. Uma das primeiras iniciativas foi do Pastor Luciano, de seus familiares, amigos e fiéis de sua igreja. De acordo com a costureira Rosely de Jesus, “fiéis da Igreja Graça e Paz estão confeccionando máscaras que serão doadas aos agentes de saúde e profissionais que estão em contato direto com as pessoas e, consequentemente de frente com o Coronavírus”.

    Ainda segundo a informação apurada pelo Conexão, as máscaras serão doadas aos policiais militares, policiais civis, guarda civil municipal, funcionários do setor de Oncologia de Varginha, pessoas que fazem hemodiálise, idosos, entre outras pessoas dos grupos de risco.

    Diante de um mundo cada vez mais egoísta uma atitude dessa e que já ganhou muitos outros adeptos, costureiras e costureiros por todos os cantos da cidade, merece nosso reconhecimento público. Mas do que isso, a nossa gratidão e aplausos.

    Esta galeria de fotos representa todos os costureiros e costureiras que estão se dedicando e buscando o bem comum, levando amor e solidariedade neste momento de tanto temos e incertezas. Detalhe: sem ganhar nenhum centavo! Embora a verdadeira recompensa venha de Deus!

    Parabéns!

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