Categoria: Entrevista

  • CAFEICULTURA: Especialista fala sobre o ano de 2016 para a riqueza maior de Três Pontas

    CAFEICULTURA: Especialista fala sobre o ano de 2016 para a riqueza maior de Três Pontas

    Eduardo Chaves afirma vinda de indústria para o Município. “Praticamente fechado!”

    A cafeicultura continua sendo a base da economia trespontana. Mesmo diante da crescente mecanização, continua empregando milhares de pessoas e tem influencia direta na economia da cidade. Nós estivemos na sede da empresa Geagro, conversando com o Diretor Comercial Eduardo Chaves, um dos maiores especialistas sobre cafeicultura no sul de Minas. Ele falou de como foi o ano de 2015 para o ouro verde, o que vem por aí neste ano e ainda deu uma grande notícia com exclusividade: a vinda de uma indústria para Três Pontas.

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    Conexão – O que representou o ano de 2015 para a cafeicultura trespontana?

    Eduardo Chaves – O ano de 2015 para a cafeicultura seguiu muito do cenário mundial, um ano de grandes emoções. O café sai de uma seca muito grande de dois anos, isso impactou muito na safra, nós tivemos a safra com baixo rendimento, peneiras miúdas, isso afetou drasticamente o resultado final das fazendas. Por outro lado, o café é um produto dolarizado e a sua subida, a desvalorização do Real, contribuiu para manter preços razoáveis. O produtor de café em 2015 trabalhou muito, e passou por momentos de grandes preocupações, mas por outro lado a gente percebeu que temos um setor muito tecnificado, de excelente qualidade, lavouras renovadas, grande uso de tecnologia, e isso ajudou a gente a sentir um pouco menos essa crise que afeta o mundo inteiro. A cafeicultura Brasileira está de parabéns, enfrentou bravamente a seca, teve a safra da sua produção com o resultado diminuído, mas o produtor não deixou de investir, de dar emprego, de gerar renda. A gente tem que agradecer porque sabemos que a crise é grande, as pessoas da nossa região estão sentindo, mas o agronegócio continua ainda amenizando essas crises aí, tornando a nossa vida um pouco melhor. Eu concordo que é um momento de preocupação, de desemprego, mas percebemos que as regiões do agronegócio instalado é forte, e estão se reinventando e conseguindo amenizar o problema. Mas entramos 2016 com perspectivas melhores, chuvas regularizadas, uma perspectiva de safra não tão grande, mas pode ser uma safra com bom rendimento. Então o agronegócio em 2015 foi um ano de muito trabalho, de muita precaução, mas foi um ano que consolidamos o negócio na nossa região e a gente consegue enxergar que mesmo com crise, com dificuldades o agronegócio é importante para os municípios como fonte de renda, mantém uma qualidade de vida melhor. Lembrando que eu estava com o Prefeito Paulo Luís esses dias, e recebemos na sala dele uma comunicação de uma grande revista (Época) de que Três Pontas está entre os dez municípios que ficaram mais de três anos sem morte por tiro, então mostra que nossa região é diferenciada, e acho que isso é um trabalho conjunto, e um pouco disso vem do ensinamento do agronegócio que distribui renda, que não concentra, que dá emprego, que se reinventa a cada momento. Eu fico satisfeito de morar numa cidade que trabalharam num setor tão importante para o Brasil e que em momentos de crise abrem as portas pra nós.

    Conexão – 2016 é um ano de eleições, e um ano que se fala muito dessa instabilidade política, que vai descendo ladeira, prefeituras abaixo. Isso tem alguma influência direta na cafeicultura?

    Eduardo Chaves – Tem! O agronegócio depende muito de financiamentos governamentais. Nós trabalhamos numa atividade que a gente fala que é uma fabrica a céu aberto. Chuvas em excesso, sol em excesso, então temos alguns pontos que necessitam de um atendimento com um olhar diferente do governo. O pais só tem sua tranquilidade quando a sua população tem comida, residência, casa moradia, e saúde. Então o agronegócio trabalha em duas dessas partes que são a saúde e alimentação, somos um setor estratégico para o país, por isso precisamos de uma atenção maior do governo. Em algum momento a gente percebe uma redução desse dinheiro disponível no mercado e isso pode fazer com que um produtor ou agricultor na hora de um investimento tenha dificuldade. Então é um ano que, dependendo do caminhar da eleição, nós podemos ter a dificuldade no plantio, na hora de tomar uma decisão, e isso seria muito ruim pro pais, o agronegócio é uma fortaleza no Brasil, trás dólar, trás dinheiro, gera emprego. Ontem mesmo vi a Presidente Dilma, falando sobre um pacote pra gerar empregos o mais rápido possível, e eu rezo pro Padre Victor ilumina-la para que ela olhe para o nosso agronegócio, para que ela crie mais oportunidades para gerarmos mais empregos, mais rendas, mais impostos pros municípios para que também nossos municípios possam distribuir um pouco melhor essa renda, continuar o investimento em moradia, postos de saúde. Então é um ano de atenção que temos que usar toda nossa influência para que o governo olhe com atenção para o agronegócio, pro interior do Brasil, que sabemos que ele vai ter que fazer cortes, mas que essas mudanças sejam feitas na maior normalidade possível, respeitando a nossa democracia e eu vou estar torcendo aqui, buscando e brigando pelo agronegócio.

    Conexão – Eduardo, no ano passado se falou muito sobre a necessidade da Presidente Dilma criar um preço mínimo do café. Bateu-se muito em cima disso. Se esperou algumas providencias que não vieram em 2015. Como está essa situação?

    Eduardo Chaves – A estratégia de preço mínimo é uma proteção para que o produtor plante, e quando vender garante pelo menos o seu investimento. É uma politica estratégica, que mantém o agronegócio calmo, ela trás uma tranquilidade. Eu acho que pouco vai se encaminhar nessa linha. O que eu faço aqui é trazer um pouco mais de conhecimento para meus clientes para que eles tomem uma decisão em momento de plantio, se plantam mais milho, mais soja, se investe em feijão, se renova a lavoura de café, e o produtor hoje tem mecanismos extremamente interessantes, que ele pode antes de plantar, negociar a sua safra. Acho que ele deveria usar com prudência esse mecanismo, onde você negocia já uma parte da sua safra, com isso você garante uma parte do seu custo. Então existem mecanismos independentes onde você pode se proteger um pouco melhor, que são essas vendas futuras. Aqui em Três Pontas a gente já conhece muitos produtores que fazem seguro das suas lavouras. Acho que ele deveria dar uma atenção maior para fazer o seguro contra chuva de pedra, contra geada, contra seca. Com uma politica do governo do plano safra de 2016, eu acho que o agronegócio fecha 2016 ainda sendo um diferencial do Brasil. E eu tenho certeza que Três Pontas, Varginha a região, continuam fortes. Aqui é diferencial na questão do café. Somos referencias, Varginha hoje é o maior centro de comercialização de café do país. Santos era o centro, hoje Varginha é muito mais importante que Santos.

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    Estoques de café da Cocatrel.

    Conexão – Você tem uma grande notícia para Três Pontas. Fale sobre isso.

    Eduardo Chaves – O Porto Seco fica do lado de Três Pontas e isso deu uma agilidade, e eu uso muito o Porto Seco de Varginha, porque a gente traz o equipamento da empresa Penagos para Varginha, e o que eu vejo aqui em Três Pontas crescendo além do agronegócio, que é o plantio de café e o plantio de soja, a indústria começa a ser extremamente importante, nós temos grandes industrias aqui em Três Pontas como a TDI, RodoMoto, em Varginha temos a VN Máquinas, e acredito que em 2016 nós vamos ter uma grande marca porque nós já estamos negociando para que a Penagus monte a parte industrial dela em Três Pontas. Então o agronegócio começa a dar várias alternativas pra nós, não só o plantio e a colheita, mas como a comercialização, o centro de comercio de café em Varginha, que gera muito dinheiro, e a parte de oficina, indústrias aqui em Três Pontas que gera emprego e renda. Nós temos que fazer isso, fazer com que o agronegócio se desdobre em várias atividades dentro do município que gerem valor. Então o fortalecimento industrial de Três Pontas é extremamente importante e eu estou vendo que as pessoas estão caminhando para isso. Vamos ter num futuro muito próximo um setor agrícola e um setor industrial também, trabalhando próximo do cafeicultor, do plantador de soja, e isso vai trazer muito mais renda para a nossa região.

    E o que precisamos pensar nesse futuro junto da Associação Comercial, junto da Prefeitura, da Cocatrel, é começar a trazer outras indústrias, outros setores que gerem emprego junto com o café, aquela história que só os cafeicultores vão poder gerar renda, não é verdade, esses cafeicultores consomem muita coisa, eles demandam muita tecnologia, eles são extremamente tecnificados, e isso faz com que a cidade tenha de se movimentar. Precisamos ter boas lojas, bons supermercados, bons restaurantes e precisamos ter um apoio a essas pequenas oficinas, como aqui na Avenida Osvaldo Cruz, na Saída para Campos Gerais, Córrego do Ouro. Toda ruazinha que você vai tem uma pequena oficina, e nessa pequena oficina tem muita tecnologia, equipamentos que são controlados por computadores. Esses dias mesmo estávamos precisando de uma pintura eletrostática que é a mesma pintura usada para forno micro-ondas, e eu não imaginava que Três Pontas tivesse um fornecedor, e acabamos naturalmente procurando em outras regiões, quando fui perguntar na Associação Comercial, nós conseguimos dois fornecedores em Três Pontas, inclusive fizemos testes de avaliação da qualidade e eles tiveram nota máxima, então hoje é a pintura de mais sofisticação e temos aqui em Três Pontas, e essa tecnologia será usada em equipamentos produzidos aqui, e quando trabalharmos essa parte na indústria que apoia o agronegócio e você vai enxergar uma Três Pontas mais forte, e essa é sem duvida a regra do jogo para frente. Nós não vamos ter mais áreas para plantar, as áreas já estão plantadas, Três Pontas é uma região que aproveita muito o espaço que ela tem, e vamos continuar tendo essas grandes lavouras de café, e junto com elas uma quantidade de empresas suportando e criando tecnologia, gerando emprego.

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    Conexão – Falando mais sobre a vinda da indústria.  Você falou da Penagos. Pode se dizer que 2016 será um ano de geração de emprego na cafeicultura em Três Pontas? Em que pé está essa negociação com a Penagos?

    Eduardo Chaves – Tem noventa por cento de chances da Penagos vir para Três Pontas, se a Penagos vir para Três Pontas, estamos trabalhando para outras empresas virem junto, vamos usar essa parte de pintura eletrostática que já tem aqui, estamos precisando de usinagem e estamos tentando convencer um parceiro nosso de vir para Três Pontas, já tivemos reunião com a Prefeitura, com a Associação Comercial, vou fazer com a Cocatrel, já estivemos na antiga Usina Boa Vista olhando barracões. Esse projeto é que vamos ter em torno de 10 a 15 empregos, e acredito que podemos fechar o ano gerando mais de trinta empregos num setor que paga acima de um salário mínimo, que usa equipamento acima de 1 milhão de dólares, e que em volta cria outras oportunidades. Isso junto com a Expocafé, tudo começa a se encaixar. Nós temos uma cooperativa forte, uma associação forte, um prefeito que é cafeicultor, temos grandes revendas aqui em Três Pontas, temos uma revenda forte de trator, temos a Expocafé, e precisamos fazer com que essas peças comecem a trabalhar junto, porque ai você gera um polo, gerando um polo você tem produção mais barata, consegue ser competitivo e vender. Eu enxergo Três Pontas com um cenário que começa a se desenhar muito forte. A Expocafé é uma vitrine, é a maior feira de maquinas agrícolas de café do país e não tenho medo de falar que é a maior do mundo, tendo esse evento aqui, a vantagem é que qualquer coisa que você fabrica, pode testar no seu vizinho, esse trabalho que vai fazer com que no futuro colhamos bons frutos. E eu te ressalto que esses setores estão funcionando muito bem, e que precisam independente de politica, de quem esteja lá, ou de quem assuma, que a pessoa enxergue esse seguimento e traga o pessoal pra trabalhar junto.

    Conexão – Números da safra nacional pra esse ano, números possíveis para Três Pontas e saber se Três Pontas continua sendo a maior produtora de café do mundo, se continua entre as maiores ou se Colômbia e Vietnã passaram a muito tempo. Explique isso.

    Eduardo Chaves – Para 2016 ainda não temos uma decisão, o que a gente ouve ai é que não será uma safra muito grande, uma safra de 45 milhões sacas de café, alguma coisa pra mais ou pra menos, e isso a gente vai acompanhando durante o ano. Temos a Cocatrel nós informando sempre e questionando quando alguma informação não é verdadeira. O Brasil é o maior produtor de café, vai continuar sendo, é o segundo maior consumidor, tende a encostar muito perto do Estados Unidos que é o maior consumidor. Nós temos uma particularidade muito importante, produzimos e consumimos, temos um mercado interno muito forte, e é um ponto que todo cafeicultor tem que analisar, então você produz e consome dentro do seu país e além disso tem um mercado muito grande. Três Pontas tem um destaque muito grande, ela sempre apareceu como um ponto de apoio, como uma referência em épocas e valorização do café e em épocas de dificuldades, Três Pontas nunca abandonou a cafeicultura. Em termos de ser a maior ou não a maior produtora é logico que nós estamos sempre entre as três maiores e na maioria das vezes sendo a primeira.

    Conexão – Dividindo com quem?

    Eduardo Chaves – Araguari, Patrocínio, tem algumas cidades ai que comentam sobre isso, e também os cafeicultores de Três Pontas tem muitas fazendas fora de Três Pontas, muita gente em Carmo da Cachoeira, em Coqueiral, em Santana da Vargem, então a cultura de Três Pontas está sendo espalhada por outras cidades. E isso faz com que a gente se lembre do município sempre que se fala em café. Temos boas perspectivas.

  • CONCORRÊNCIA: Presidente da AcaiTP fala sobre a importância de preferir o comércio local

    CONCORRÊNCIA: Presidente da AcaiTP fala sobre a importância de preferir o comércio local

    O comércio trespontano tem um peso enorme na economia trespontana, é responsável pela arrecadação e muitos impostos e, principalmente, pela geração de milhares de empregos. Mas seguindo o ditado de que “santo de casa não faz milagre”, algumas pessoas preferem, o que é direito de cada um, comprar em outras cidades e destacam agora o Via Café Shopping de varginha como uma excelente opção de compra.  Claro que deve-se levar em conta que lá não é pra qualquer bolso. Prestigiar o comércio local é evitar o desemprego, adquirir qualidade e bons preços sim.

    O presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas, Michel Renan Simão Castro, falou sobre isso ao Conexão:

    “Esperamos que as pessoas deem uma preferência para o comercio local, pois a única condição que a cidade tem de estar prosperando, crescendo é através da arrecadação dos tributos que são gerados através das vendas. Não adianta depois nós reclamarmos que as vezes as coisas não acontecem se nós não dermos preferência as compras no município, nós precisamos valorizar o que temos aqui, temos de gostar realmente da nossa terra, precisamos fazer que o comercio local esteja cada vez mais fortalecido, para reverter em mais emprego, para uma geração de possibilidades que possa fazer que a cidade cada vez mais prospere”, comentou.

    Sobre a campanha de final de ano Um Sonho de Natal, com o sorteio de mais de 600 mil reais em prêmios, Michel disse que a meta foi atingida. “Alcançamos nossa expectativa, temos quase quarenta participantes, esperamos que nos próximos anos ela possa crescer cada vez mais”, pontuou.

    Com relação ao que foi falado muito neste ano, sobre crise nacional, o empresário revelação de 2015, Antônio Lucio, disse que não usa a palavra crise, e sim a palavra criatividade. Andando pelo comércio percebemos algumas lojas com promoções especiais, cada um com sua promoção à parte. Por exemplo uma loja com escritos grandes dizendo “compre três e pague dois”, o que atrai o consumidor.

    “Hoje a venda deixou de ser só a negociação, compra do produto e pagamento. A venda hoje ela é acompanhada de um serviço, esse serviço é feito de um atrativo a mais, um atendimento feito de uma maneira diferente, uma abordagem feita de maneira diferente, um pós venda pra fidelizar e essa criatividade é extremamente interessante, o comprador hoje quando percebe que está levando alguma vantagem, ele compra. Então são muito bem vindas essas promoções, essas situações criadas pelo empresário, para que ele possa realmente demonstrar que o comprador está levando algo a mais, isso é muito bem vindo. Crise eu vejo em situações irreversíveis, nós temos hoje um momento conturbado diferente, porque se pegarmos hoje um jovem de 20 anos ele não conhece inflação, ele não conhece o que estamos passando, e isso são situações que acontecem no mercado de modo geral, acontece na economia, são situações que não são as primeiras e não serão as últimas, são situações que fazem com que, as pessoas estejam melhores preparadas e assim vencerão e conseguirão o êxito e se manterão vivos no mercado”, destacou o empresário Michel Renan.

    Sobre o shopping de Varginha, o presidente da AcaiTP falou: “Temos que valorizar o que nós temos, é claro que muitas pessoas terão a curiosidade de ir até lá, vão estar comprando, mas temos que fazer com que essas pessoas vão lá passear e comprar aqui. É uma opção de lazer, eu entendo que as pessoas são carentes de lazer, então nós temos que fazer com que as pessoas tenham opção de lazer aqui na nossa cidade. Nossa cidade tem tudo, é uma cidade que tem um poder imensurável, então para que empresários possam investir aqui eles tem que vender, então quem gosta mesmo da cidade consome aqui.

    Pra gerar emprego também, gerar o tributo para ser novamente investido. Porque as pessoas acham que o dinheiro que tem na administração pública pra gerar o ano, ele é vindo do governo federal. Em partes sim, mas ele é gerado através das riquezas do município. Novamente ele vem pro município através das riquezas geradas, então quanto mais o município gera, mais retorno ele tem. Então temos que entender que para que haja um futuro mais próspero temos realmente que valorizar o que temos”, concluiu.

  • EMOCIONANTE: “Pagador de Promessas” encerra caminhada de fé em Três Pontas e fala da devoção em Padre Victor

    EMOCIONANTE: “Pagador de Promessas” encerra caminhada de fé em Três Pontas e fala da devoção em Padre Victor

    Se o tamanho da fé pudesse ser medido em passos, certamente Antônio Pereira, um lavrador aposentado de 70 anos seria considerado o homem de maior fé no mundo. Isso porque ele percorre boa parte do Brasil, um país continental, e países vizinhos a pé, para agradecer a “sua amiguinha” Nossa Senhora Aparecida e ao “amiguinho” Padre Victor.

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    Ele saiu mais uma vez de Porto Velho (RO) com destino a Aparecida (SP), fazendo um roteiro alternativo que passa pelo Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Argentina, Paraguai, Bolívia, Minas Gerais, Goiás até chegar a São Paulo. Essa tem sido sua rotina nos últimos 24 anos, como pagamento de uma promessa feita a Nossa Senhora Aparecida pela cura de um câncer.

    Depois de passar por Aparecida, o Pagador de Promessas, como ficou popularmente conhecido, veio mais uma vez à Três Pontas, para agradecer ao agora beato Francisco de Paula Victor. Na oportunidade ele conversou com o Conexão Três Pontas.

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    Seu Antônio disse que tudo começou em razão do câncer. Ele explica que tinha câncer na garganta e que a doença afetou sua visão. Por conta da cegueira, foi atropelado por um trem e quase teve sua perna amputada.

    Desesperado, o Pagador de Promessas contou que fez a promessa a Nossa Senhora Aparecida e no início de 1991 recebeu a bênção com a cura. No dia 15 de janeiro do mesmo ano ele começou a pagar a promessa feita a Nossa Senhora e iniciou a romaria rumo a Aparecida. Todos os anos, sem levar dinheiro, contando apenas com colaborações que recebe por onde passa, ele faz o percurso.

    “Saio de Porto Velho, passo por Cuiabá, Campo Grande e Paraná. Ai pulo para Argentina, subo para o Paraguai, Bolívia e volto para o Brasil, passando pelo Triângulo Mineiro, Goiás e chegando em São Paulo, onde subo todos os anos a rampa da basílica de joelhos”, disse.

    “Por ano eu devo andar uns quatro ou cinco mil quilômetros, totalizando mais de 90 mil quilômetros nesses 24 anos”, comentou.

    Seu Antônio, que é nascido em Matão, SP, e que mora em Rondônia, se orgulha de dizer que é casado e que é pai de dois filhos, onde apesar das dificuldades, os criou com muita honestidade e obediência, e hoje comemora o fato de um ser professor e o outro advogado.

    Sobre as viagens longas, ele disse que leva 6 meses pra chegar em Aparecida do Norte e outros seis para retornar a sua casa, portanto vê sua família apenas uma vez por ano. “Nesse tempo todo eu fiz muitas amizades, conheci centenas de comunidades, mas também sofri muito, porque fui assaltado mais de 25 vezes e até apanhar eu apanhei, quebraram meus dentes, me roubaram e levaram o quase nada que eu tinha na mochila. Mas muita gente também me ajudou e me ajuda. Eu já vi muitos acidentes também, quase 1.000. Conheci mais de 600 padres. Eu carrego sempre um paninho comigo, onde as pessoas assinam como lembrança de que passei naquela comunidade. Até artistas já assinaram. Eu já estive em vários programas de tevê e na última quinta-feira estive no Ratinho, do SBT”, disse.

    PADRE VICTOR

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    Seu Antônio nos revelou ainda que esta foi a última peregrinação. Aos 70 anos, depois de passar os últimos 24 anos pagando promessa ele agora quer descansar e ficar com sua família. Mas ele ainda teve ânimo pra vir a Três Pontas mais uma vez e mostrar sua enorme fé em Padre Victor.

    “Eu fiquei conhecendo a história do Padre Victor através do padre Roberto Conceição da cidade de Aparecida do Norte. Desde então, há muitos anos atrás, todos os anos eu venho a Três Pontas para pedir sua intercessão e agradecer. Eu tenho muita fé nele e fiquei muito feliz com a sua beatificação e em ver o novo túmulo dele que é muito bonito. Eu carrego uma camiseta dele e também duas relíquias. 

    Aqui em Três Pontas eu recebo ajuda de algumas pessoas. Infelizmente alguns políticos não recebem a gente, isso em qualquer cidade, tem os bons e os que me ignoram. Quando chego nas cidades, procuro as igrejas católicas. Tanta gente boa já ajudou. Assim eu sigo minha caminhada, que agora chega ao fim, com a missão de fé cumprida. Eu sou muito católico e todos devem amar minha amiguinha, a Mãe de Jesus Salvador”, concluiu.

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    O Pagador de Promessas conseguiu ajuda do comerciante Marcos da Cive Veículos e algumas outras pessoas, que auxiliaram na alimentação, hospedagem e até a passagem de ônibus para São Paulo, dada pela Associação Comercial de Três Pontas, através do empresário Michel Renan. Seu Antônio saiu de Três Pontas com destino à São Paulo para gravar o programa do Ratinho e este apresentador lhe concedeu uma passagem de avião, mais do que merecida, de volta para casa, em Rondônia, encerrando assim esse ciclo de fé, amor e devoção.

  • EXCLUSIVO: Eterno “Bozo” fala ao Conexão sobre o sucesso do passado, drogas e nova vida como Pastor da Igreja Batista

    EXCLUSIVO: Eterno “Bozo” fala ao Conexão sobre o sucesso do passado, drogas e nova vida como Pastor da Igreja Batista

    “Uma reportagem emocionante, especial, encorajadora. Uma lição de vida”.

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    O programa do palhaço Bozo chegou a ser produzido em mais de 240 estações de televisão em 40 países, entre eles, o Brasil, onde se tornou muito popular, sendo exibido entre 1980 e 1991 pelo SBT e Record. O comediante Wandeko Pipoca foi escolhido por Larry Harmon, o dono da franquia, para ser o primeiro Bozo brasileiro. Mas foi com Arlindo Barreto que o sucesso explodiu, chegando a ganhar da poderosa Globo.

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    A versão brasileira foi iniciativa de Silvio Santos, que havia, até então, inaugurado a TV Studios (TVS, atual SBT). Foi no início transmitida em conjunto pela TVS e pela Record (na época, Sílvio Santos era dono das duas emissoras, sendo que a Record ainda não era uma rede). O programa se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira e durou pouco mais de dez anos. Estreou no dia 15 de setembro de 1980 e sua última transmissão ocorreu em março de 1991. O programa era gravado em São Paulo, no antigo estúdio do SBT, localizado na Rua Dona Santa Veloso, 575, na Vila Guilherme.

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    Personagens adicionais foram criados no programa, como o Papai Papudo (Gibe), Vovó Mafalda (Valentino Guzzo), Kuki (Rony Cócegas), Salci Fufu (Pedro de Lara) e o gorila King Bozo.

    O programa contava ainda com os fantoches Maroca (Leda Figueiró), Candinha (Zaira Zordan), Zico (Fábio Vilalonga), Zecão (Lúcio Esper) e outros. Terminou em Julho de 1991. O motivo foi a inesperada dificuldade para renovar os direitos da licença do programa Bozo junto à empresa de Larry Harmon, que cuidava do licenciamento do personagem pelo mundo. Poucos meses após a retirada do Bozo.

    Com o final do programa, a Sessão Desenho, apresentada pela Vovó Mafalda, passou a ocupar o espaço na grade de programação.

    Após um período de testes no comando do Bom Dia e Companhia, em 16 de fevereiro de 2013, Bozo estreou seu novo programa, ao ar pelas manhãs de sábado do SBT .

    O Programa Bozo deixou de ser transmitido em 4 de maio de 2013. A partir daí Bozo e Vovó Mafalda passaram a apresentar juntos o Bom Dia e Companhia em um sistema de rodízio, que contou também com os apresentadores mirins Maisa Silva, Ana Victória Zimmermann, Matheus Ueta e Jean Paulo Campos.

    ARLINDO BARRETO – O ETERNO BOZO

    Para celebrar os 10 anos da Igreja Batista de Três Pontas, o ex-Bozo e agora pastor evangélico Arlindo Barreto, amigo pessoal do pastor Luciano, veio, mais uma vez à Três Pontas onde ministrou um culto para crianças. Na ocasião, com exclusividade, o Conexão Três Pontas esteve presente e conversou com o maior palhaço do Brasil, hoje um homem de fé. Uma reportagem especial que merece ser lida com atenção do início ao fim:

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    Xtp – Quem é o Arlindo Barreto e como surgiu o Bozo na sua vida?

    Arlindo – O Arlindo Tadeu Barreto de Andrade é o Bozo, hoje eu tenho 63 anos e sou filho de uma grande atriz chamada Márcia de Windsor, e desde pequenino a magia do palco foi muito maior na vida. Vendo a minha mãe trabalhando com grandes diretores, eu fiquei encantado, deslumbrado e mesmo tendo eu feito medicina, biologia e psicologia eu percebi que não era a minha praia, eu deixei as faculdades e segui artes dramáticas, fui seguir os passos de minha mãe. Então me matriculei na Escola Nacional de Artes Dramáticas, fiz escola de Maria Clara Machado, depois canto lírico, jazz, sapateado, balé clássico, impostação e dicção de voz com Gloria Beck Miller e ai me lancei como ator e fui direto para a Rede Globo de Televisão, participei do Sítio do Pica-Pau Amarelo,  depois na novela das 18 horas Maria Maria, onde fazia um sertanejo que ajudava Nívea Maria a vir pro sul a sobreviver as dificuldades da Caatinga.

    Depois eu fui trabalhar na novela Gina, ai como protagonista e não como segundo papel, eu era filho da Cristiane Torloni. Hoje eu vejo Cristiane na televisão eu não pareço mais filho dela, eu me pareço pai dela (risos) e daí foi a porta aberta para série de novelas na Rede Globo. Depois fui para São Paulo, onde fiz várias novelas na TV Bandeirantes como Os Imigrantes, Cara a Cara, Dulcinéia vai a Guerra, e enfim eu percebi que fazer chorar era muito fácil, desde o momento que a gente acorda até o momento que a gente adormece só ouve más notícias, e então eu resolvi aceitar o mais difícil desafio que um ator, um artista pode ter, fazer as pessoas sorrirem. Isso é uma arte, cada dia mais difícil. Porque não existe uma escola de humor, uma escola de riso, existia na época uma emissora pequena de um homem sorriso, chamado Silvio Santos, a antiga TVS que queria reunir ali todos os cômicos do país, como Costinha, Jose Vasconcelos e muito mais.

    E foi aí que eu deixei toda dramaturgia e foi em direção ao humor, como figurante mesmo, como levantador, como escada mesmo pra eles fecharem a piada, o humor deles. E foi assim que eu aprendendo o tempo, o ritmo, o andamento, as freadas, o silêncio dar o tempo pro público rir, o que é muito importante nas piadas, e assim eu fui me destacando aos pouquinhos, e rapidamente eu fui para o primeiro quadro, ou seja, ao invés de ser escada eu fui ser cortador junto com aqueles grandes cômicos. Então o Silvio Santos trouxe a roupa do Bozo pra poder brincar com as crianças no Domingo no Parque caracterizado de palhaço, aí a assessoria empresarial dele disse “não você ta louco, se você se vestir assim como palhaço, você já é palhaço de terno e gravata, se você fizer isso nunca mais você retoma”, e foi assim que abriu uma concorrência, uma licitação para ver quem usaria a roupa do Bozo. E apareceram muitos candidatos e meu filho vendo o Bozo comigo, ele era pequenininho, disse “nossa como é bonito este palhaço pai”, ai eu resolvi fazer um teste com ele, me maquio, me visto pra fazer uma foto, pra um dia ele dizer um dia “nossa meu pai foi o melhor palhaço do mundo”, aquelas coisas de pai.

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    E foi assim que eu entrei no concurso, mas eu entrei e botei pra quebrar, eu usei de toda a minha técnica de ator, usei tudo que eu podia. Na verdade o que o americano queria era um apresentador, ele não queria um palhaço, ele queria um comunicador, e foi assim que eu fui selecionado no meio de muitos atores bons. E assim começou uma nova era na televisão, eu não imaginava que sozinho diante de uma câmera, inicialmente com Vovó Mafalda, Papai Papudo como elenco de apoio eu fosse angariar tanta simpatia, tanta ternura, tanto carinho de uma geração da década de 80.

    Também não imaginei que iria permanecer tanto tempo no ar. No inicio era uma hora por dia, e Bozo ganhou a simpatia de milhões de brasileiros, brincando sem malicia, sem maldade, chegamos a posição absoluta no ibope, batendo a vênus platinada, Roberto Marinho, a Rede Globo, e ai foram três anos de liderança absoluta, mas com uma diferença de trinta pontos, pra Rede Globo de Televisão, e eles enlouqueceram, reformularam a programação toda, fizeram e aconteceram e acabou com a Vila Sésamo, Trem da Alegria e outros programas de humor para crianças. E ai chamaram a loira (Xuxa), levantaram a saia da loira, ai foi covardia, então nos caímos pro segundo lugar e nos mantivemos durante dez anos na televisão e foi assim a maior carreira que um palhaço teve na televisão brasileira. Isso nos valeu muitos prêmios que foram cinco troféus Imprensa, cinco discos de ouro, que era por venda de 100 mil cópias na época, quando não existia internet, que não havia essa venda online, então as pessoas, as mães iam nas lojas comprar os discos. E fomos ganhando espaço, mudando a linguagem mostrando que não era preciso sensualidade, apelação nenhuma, duplo sentido nenhum, violência nenhuma, enquanto a Globo mostrava desenhos como Thundercats, He-Man, nos ficávamos o tempo todo na televisão.

    Ai veio um problema sério: a minha mãe faleceu, meu coração explodiu de tristeza, e para completar minha esposa pede o divórcio, porque eu não parava em casa, era todo tempo na tv trabalhando, editando, escrevendo e quando chegava em casa meu filho dizia “papai você brinca com todas as crianças do Brasil, mas não tem tempo pra brincar comigo”, e era verdade. Eu estava me tornando um fenômeno na comunicação, mas um fracasso como pai e como marido também. Eu dava os presentes mais lindos e ele dizia que não queria mais brinquedos, ele queria brincar comigo, e ai o divórcio aconteceu e me afoguei na bebida, não adiantou nada, experimentei aquele pozinho branco. “O efeito é muito bom”, mas a depressão que ela causa no dia seguinte é tenebrosa, é muito grande, é maior que a dor que eu sentia.

    Eu entrei naquela espiral, um dia fui fazer um show em Belo Horizonte, pelo SBT e passando por João Monlevade, aquela estrada é muito perigosa, veio um caminhão e bateu no carro do SBT e o carro capotou, despencamos numa ribanceira, demoraram um tempão pra me encontrar, fui levado para o hospital de Monlevade, e chamaram um helicóptero e me levaram  direto para um hospital em São Paulo, e quando dei por mim estava numa sala de cirurgia, havia perdido muito sangue, o médico falou pra mim que eu estava muito mal, que havia perdido muito sangue, que ele não podia fazer mais nada, eu estava morrendo.

    Aí ele me perguntou se eu acreditava em Deus e eu disse que não. Ele falou: “que pena, somente ele poderia te ajudar nesta situação”.

    Ele saiu e me deixou naquela sala, e ai eu resolvi falar com Deus, e pedi: “Deus me ajuda, me tira daqui, meu filho vai morrer na mesma praia que eu, ela vai seguir pelo mesmo caminho”. 

    E naquela hora da minha vida eu havia feito a primeira oração. Eu disse: “Deus, se você existe me dá uma segunda chance, me tira daqui, deixa eu ajudar meu filho, e  eu haverei de segui-lo pelo resto da minha vida”, e eu fiz uma aliança, quando eu fiz este voto, pronto, entrou pela porta um pastor, um velhinho, meio rabugento e falou: “É você mesmo que eu estou procurando. Eu estava lá na igreja e Deus falou no meu coração, vai até lá e prega pra ele porque é uma vida muito valiosa pra mim”.

    Aquele homem foi de uma honestidade, de uma sinceridade, de uma eficácia tremenda, eu encontrei naquele dia o amor de Deus, o amor de Deus tomou conta de mim, e eu vivifiquei, meu pâncreas voltou a funcionar, e em pouco tempo eu estava de pé. Com o meu lar destruído, sem família, mas muito agradecido por aquele homem, que no meio de milhões de pessoas se preocupou comigo, e eu fui a sua igreja, e disse: “Pastor e agora o que eu faço?” Ele falou: “Você não faz nada, senta e houve, senta e lê, senta e quando você conhecer, passe adiante esta mensagem”. E foi assim que sentadinho no banco da igreja, a palavra foi penetrando no meu coração e fui vendo transformações interiores, e fui vendo que não era lavagem cerebral, porque eu sou psicanalista, com mestrado, pós-graduação, sou doutor honoris causa em religião, e eu sei que foi o um poder de sobrenatural atuando em mim. E a palavra de Deus penetra como espada, e assim fui ganhando uma nova vida, meu pensamento foi mudando, minha linguagem, minha percepção de vida foi alterado, os meus sentimentos foram alterados, e eu o tempo todo sabendo que não era lavagem cerebral, era o poder de Deus na palavra. E meu filho que tinha ido embora com a mãe, vinha aos finais de semana começou a freqüentar a igreja, e um dia ele disse pra mãe que queria ficar com o pai, e mãe perguntou por que, e ele disse que estar com o pai era estar perto de Deus, e este fato quebra qualquer argumento.

    Eu ministrei a palavra de Deus pra ele, ele se tornou meu companheiro, estudou, se graduou e formou-se em odontologia, e quando eu fui chamado para ir aos Estados Unidos, ele falou e agora pai, o que fazemos? Eu disse se você chorar eu choro, se você ficar rico eu também fico (risos) ele disse, não eu não quero ficar rico, quero ser missionário. Então ele foi pros EUA comigo, enquanto eu era ministro na primeira igreja Batista de Orlando, ele foi ordenado pastor na Flórida, a partir daí, nós começamos a viajar o mundo, criamos o ministério dos artistas de Cristo, e levando adiante aquela mensagem de Deus que me foi pregada no leito de morte.

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    Xtp – E aí você iniciou um trabalho de evangelização no Brasil?

    Arlindo – O que aconteceu com isto é que dezenas de casas de recuperação foram criadas aqui no Brasil, com o trabalho da gente. Nunca fui como muitos artistas evangélicos de cobrar uma fortuna, eu não cobro pra vir à igreja, de graça eu recebi, de graça eu darei, eu trago os meus kits, meus dvd’s, é o suficiente.

    Com o tempo eu fui vendendo todo o meu patrimônio para educar meus filhos, pra dar uma educação privilegiada a eles, mas chega um momento que acaba e ai eu dependia daquele pãozinho que vem lá do céu, o maná diário. E nunca me faltou nada, roupas, remédios, médico, alimento, nunca me faltou nada, passei por muitas aflições, mas Jesus não promete um mar de rosas para quem quer segui-lo, porque no mundo nós teremos aflições, mas Ele venceu o mundo, e quem tem Jesus não é vencedor, é mais que vencedor. No mundo eu fui vencedor sem Cristo, quer dizer, era Ele que estava agindo na minha vida, pra que eu chegasse no fundo do poço, e pudesse entender que era Ele que estava agindo, e agora eu consigo entender e reconheço ele nas menores coisas.

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    Xtp – Fale da sua vinda à Três Pontas, terra de muitos artistas.

    Arlindo – Estou muito feliz por estar aqui em Três Pontas, em conhecer a terra do café, estou levando alguns sacos de café pra casa, que delícia (risos), conheci um provador de café, que beleza, um povo hospitaleiro, alegre, um povo amigo muito bom mesmo.

    Xtp – Sua vida será contada em filme. Fale-nos sobre essa grande novidade.

    Arlindo – Agora estou terminando a filme, que se chama Reis das Manhãs, um filme de oito milhões de dólares, produzido pela Warner Bros, dirigido por Daniel Resende, que foi o editor de Robocop, Topa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus, indicado para o Oscar, e o filme agora vai receber um tratamento fantástico, e este filme conta a história da minha vida, toda minha família estará representada, com nomes diferentes, o ator principal será Wladimir Brichita que fará o meu papel, e se chamará Augusto, mas é a história da minha vida, de quando me envolvi com várias mulheres, drogas e hoje sou pastor da Igreja Batista, sou missionário e dependo só da graça e do amor de Deus.

    Xtp – Qual o seu contato hoje com Silvio Santos e com o SBT?

    Arlindo – Nenhum, voltei lá a três anos para levar o Patati e Patatá, que se transformou na dupla de palhaço mais amada do Brasil e hoje eles estão no Discovery Kids, onde eles são vistos em mais de 160 países.

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    Xtp – Do que você sente falta da sua vida anterior como Bozo?

    Arlindo – Nada, absolutamente nada! Eu tenho tudo que eu tinha naquela época e agora com um público muito mais lindo. Porque eu levo a alegria a este povo e saio do altar de Deus repleto de graça, mais feliz e alegre e isto não tem preço. E essa graça e esse amor de Deus vão ser mostrados neste filme Reis das Manhãs, que vai focar minha superação, minha transformação.

    Xtp – Falando um pouco da época do Bozo. Como era o convívio com Pedro de Lara, com Gibi e o Valentino Guzo?

    Arlindo – Era engraçado, posso te garantir que era muito engraçado, todos eles eram muitos loucos. Pedro de Lara era trapalhão, desastrado, atrapalhava tudo que a gente fazia, o Gibi era genial, ele era de família tradicional circense, e o Valentino era tosco, era contra-regra de Silvio Santos e que de repente estava vestido de Vovó Mafalda, de vestidão, calçolão e meia de futebol por baixo, sapatão, ele era muito trapalhão também.

    Xtp – Há alguma possibilidade da volta do Bozo para o SBT?

    Arlindo – Não, eles tentaram voltar com o Bozo, me convidaram, eu não aceitei, eu não queria entrar de novo naquela roda viva, que eu consegui sair, de não ter tempo pra minha família, para obra de Deus, de não ter tempo pra igreja, eu disse eu não quero! Eles colocaram outro Bozo, mas não deu certo.

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    Xtp – Pra encerrar, deixe sua mensagem para nossos leitores.

    Arlindo – Se você entregar sua vida pra Jesus, se você crer no nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, que viveu em carne, e chamou para si no calvário, todos os nossos pecados, se você arrepender de verdade de todos os seu pecados, e você declarar isso com os seu lábios, dizendo Senhor Jesus perdoe meus pecados e declarar que ele é seu Senhor e salvador, você será perdoado. A alegria de Deus é a nossa força, bendita é nação cujo Deus é o Senhor!

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    Veja outras imagens no Bozo na Igreja Batista central de Três Pontas:

    Agradecimentos: Igreja Batista, Pastor Luciano, Alessandra Sudério Penha, Dênis Sacho, Keller e Cleber.

  • ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala de crise e criatividade

    ENTREVISTA: Presidente da AcaiTP fala de crise e criatividade

    O comércio foi o setor que mais cortou vagas de emprego com carteira assinada no Brasil, desde o começo do ano. E isso aconteceu em todas as regiões do país, sem nenhuma exceção. Lojas vazias, sem clientes e agora também com cada vez menos vendedores. Isso porque eles estão sendo mandados embora.

    Crise

    Quando a gente fala de empregos no Brasil o setor que mais sentiu a pancada da crise, até agora, foi o comércio: quase 300 mil vagas desapareceram de janeiro até novembro. No mapa dessas demissões, nenhuma região escapa. No acumulado tivemos mais demissões que contratações em todos os estados do Brasil. No Sudeste, a maior queda: só em São Paulo são quase 100 mil vagas a menos.

    Depois do comércio, quem mais fechou empregos foi a construção civil, seguida da indústria. E mesmo para setores em que o saldo de emprego ainda é positivo no acumulado do ano, o mês de maio não trouxe boas notícias.

    Três Pontas

    Para contextualizar essa realidade para o município de Três Pontas, conversamos com o empresário Michel Renan Simão Castro,  presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas. Ela fala sobre o atual momento do mercado e os reflexos para nossa cidade:

    Xtp – Apesar da crise que vivemos em nosso país, qual é a real situação do economia local?

    Michel Renan – Tivemos um fator que aliviou um pouco os reflexos desta crise que afeta grande parte dos setores de nossa economia, fator este devido as boas cotações no preço da saca de café, atividade esta que tem um peso social considerável em nossa economia, pois emprega muitas pessoas, afrouxando o arrocho devido ao maior fluxo de dinheiro devido ao período de colheita que encerra-se no mês de outubro, refletindo uma queda acentuada sinalizada no inicio de novembro.

    Xtp – Quais são as principais dificuldades do comércio local neste momento?

    Michel Renan – Temos muitas dificuldades, sendo: Peso elevado das contribuições e impostos; Rotatividade alta de colaboradores; Concorrência com maiores centros; Informalidade; a crescente de vendas do comercio eletrônico, pela web.

    Xtp – Como você avalia o economia local nos últimos 5 anos?

    Michel Renan – Nossa economia vem diversificando muito, temos os 4 segmentos, indústria, comercio, prestação de serviço e agronegócio, bem equilibrados, tanto na geração de emprego quanto geração  do PIB municipal. Esta condição proporciona uma condição mais favorável em momentos de turbulência nos mercados, entretanto nossos segmentos empregatícios além de equilibrados são bastante consolidados, nossas empresas tem em media mais de 6 anos de vida, sendo outro fator que muito nos beneficia. Mas vale ressaltar que mesmo com fatores favoráveis vivemos uma certa retração de alguns anos para cá, principalmente devido a retração na construção civil.

     Xtp – A Beatificação de Pe. Victor auxilia para um crescimento no comércio local?

    Michel Renan – Com a beatificação poderá ser criada uma segunda ou terceira geradora de receitas bastante preponderante, sendo o turismo religioso e prestação de serviços alusivos a Padre Victor, precisamos nos preparar para encantar e bem receber os visitantes, propiciando uma nova realidade para nossa cidade.

  • GRANDE NOTÍCIA: Hospital da Unimed será inaugurado até junho de 2016 e melhorará saúde em Três Pontas

    GRANDE NOTÍCIA: Hospital da Unimed será inaugurado até junho de 2016 e melhorará saúde em Três Pontas

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    Mais de 16 mil pessoas terão acesso ao Hospital da Unimed, que possui planos a partir de R$68,37

    A Saúde é sem dúvida a maior preocupação da população trespontana. Falta de recursos, falta de algumas especialidades, as dificuldades financeiras que o Hospital São Francisco de Assis atravessa, somado a lotação do Pronto Atendimento Municipal (que deveria ser usado apenas em último caso), são fatores que tiram o sono da população e também dos profissionais e autoridades envolvidas direta ou indiretamente. Mas uma boa notícia foi confirmada com exclusividade ao Conexão Três Pontas neste semana pelo presidente da Unimed Três Pontas, Dr. Dilson Lamaita Miranda, que também é diretor financeiro da Unicred, além de ocupar outras importantes funções de liderança na cooperativa em esferas maiores, inclusive no setor sindical, dirigindo o Sindicato das Cooperativas de Planos de Saúde do Brasil. Ele confirma que o esperado Hospital da Unimed será inaugurado até junho de 2016, melhorando o atendimento a população trespontana, desafogando o HSFA e evitando que tantos usuários se desloquem para varginha ou outras localidades. Veja a entrevista que aborda outros temas importantes:

    Conexão – Qual a situação da Unimed em Três Pontas e o número de usuários?

    Dr. Dilson Lamaita – É uma cooperativa que faz parte do Sistema Nacional Unimed e que tem uma área de ação em Santana da vargem, Coqueiral, Ilicínea e Campos gerais. Todas essas cidades fazem parte dessa unidade nossa. Temos hoje 16 mil clientes entre os planos individuais e empresariais. A Unimed em Três Pontas tem uma gestão forte e conservadora, que garante a qualidade do serviço e sua saúde financeira. Somos auditados por auditores externos, pelo Sistema Unimed Pela Agência Nacional de Saúde e temos números excelentes em todas as áreas. Possuímos um IDSS (Índice de Desenvolvimento de Serviço em Saúde) que coloca a Unimed entre as 20 melhores prestadoras de serviço do Brasil.

    Conexão – A Unimed Três Pontas conta hoje com quantos médicos?

    Dr. Dilson Lamaita – Temos hoje cerca de 78 médicos, fora nutricionistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, bioquímicos, etc. Nas áreas que nós não temos profissionais aqui, porque a cidade não oferece, é suprido por outras cidades, outras Unimeds. O intercâmbio serve para preservar o usuário. Uma pessoa que tem um plano que dá direito a uma ressonância magnética. Existem planos locais, regionais, etc. No plano local você deve usar de preferência os recursos locais. Mas Três Pontas não tem ressonância, então, como é direito do usuário, ele fará em outros lugares, o mais perto possível, que ofereçam isso.

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    Conexão – Um problema que tem sido observado, por exemplo em consultas em Varginha, é que os usuários tentam marcar uma consulta e as secretárias dizem que não tem vaga pela Unimed para os próximos dias e marcam pra daqui há dois meses. Mas se for particular tem. Como agir diante disso?

    Dr. Dilson Lamaita – Isso infelizmente é um problema que acontece e é uma ilegalidade. Profissionais que assim agem estão contra a lei porque não pode haver discriminação. Nós temos uma ouvidoria e temos um médico, que é independente, que está à disposição pra resolver todos os problemas, mas são casos isolados, felizmente. Procuramos garantir sempre os direitos e o melhor atendimento aos nossos clientes e o índice de satisfação é muito grande.

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    Conexão – Qual a situação do Hospital Unimed e quando ele será finalmente inaugurado?

    Dr. Dilson Lamaita – O grande problema de saúde hoje em Três Pontas é a resolutividade da medicina. Temos bons profissionais, mas faltam recursos. Com uma grande frequência muitas pessoas precisam sair de Três Pontas para buscar atendimento fora.  Faltam alguns recursos aqui. Temos uma parceria muito grande com Santa Casa e sempre tivemos, com exceção de uma época longínqua em que a politicagem atrapalhou muito. Temos um ótimo relacionamento e queremos cada vez mais melhorar e ajudar a Santa Casa. E ajudamos muito, embora poucas pessoas saibam disso. Mais do que qualquer pessoa, nós ajudamos diariamente a Santa casa sem fazer alarde. Ajudamos de forma financeira, com antecipação e recebíveis, etc. A Santa Casa tem algumas dificuldades, embora sejam bem menores do que divulgam. É um Hospital que poderia ter mais recurso, embora tenha um serviço de muita qualidade.

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    Por isso, para melhorar essa condição e dar mais tecnologia em saúde dentro de Três Pontas estamos fazendo o Hospital da Unimed, que teve uma primeira fase lá atrás. Os diretores que estavam à frente da Unimed não tiveram condições de concluir ou não priorizaram e agora estamos trabalhando nisso. O terreno é muito grande e muitas pessoas não sabem o tamanho que é por dentro. Quero dizer que não será um local que irá tirar clientes da Santa Casa, muito pelo contrário, pois o objetivo é que o doente fique em Três Pontas e assim também aumentará o volume para a Santa Casa, pois teremos recursos aqui. O Hospital da Unimed não será um hospital geral. Lá faremos procedimentos de determinadas tecnologias, diferentemente da Santa Casa que é um hospital geral. É uma forma de garantir o atendimento em Três Pontas. Lá teremos cirurgias, internações, pronto socorro, centro de diagnóstico, etc. É um investimento da ordem de 10 milhões de reais. E está sendo feito com recursos próprios da Unimed Três Pontas.

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    Todos os meses nós repassamos para as Unimeds de Varginha e de Lavras, cerca de 750 mil reais. Então, com nosso usuário sendo atendido aqui, isso já paga os custos do Hospital da Unimed.

    Sobre a data de inauguração, a dificuldade principal é a burocracia, como a Vigilância Sanitária do Estado. Já fomos várias vezes em Belo Horizonte e sempre exigem algumas correções. Temos um gasto enorme com profissionais para adequação disso.  Por isso o processo é moroso, fora as condições normais de uma construção. Mas estamos confiantes de inaugurar ainda no primeiro semestre de 2016. A parte mais difícil já foi feita e os equipamentos estão sendo licitados, embora não precisamos disso por lei, temos boa parte comprada e outra sendo adquirida.

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    Conexão – Quem irá trabalhar lá, apenas os médicos cooperados?

    Dr. Dilson Lamaita – A prioridade é dos médicos cooperados da Unimed Três Pontas. Mas teremos que usar médicos em algumas áreas caso não sejam preenchidos pelos nossos médicos. Com exceção e algumas áreas, que faltam especialidades, temos grandes profissionais e realmente o Hospital da Unimed irá ajudar muito três Pontas.

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    Para usufruir do Hospital da Unimed o trespontano tem opções variadas em planos locais, regionais e empresarias, planos corporativos usados pelas empresas. O plano empresarial mais em conta custa R$ 68,37. Já o plano individual mais acessível custa R$ 106,65 por mês. E o plano regional  mais barato custa R$ 160,99. Em todas as modalidades a variação de preço depende da faixa etária do usuário.

    Para maiores informações ligue (35) 3265-8700.

    Veja imagens de como ficará o Hospital Unimed após sua conclusão:

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  • MERCADO IMOBILIÁRIO: Especialista fala sobre o momento de crise que a economia atravessa e as novidades do setor

    MERCADO IMOBILIÁRIO: Especialista fala sobre o momento de crise que a economia atravessa e as novidades do setor

    O setor imobiliário tem sofrido uma retração com a crise na economia brasileira. Tanto os imóveis novos quanto os seminovos tem tido uma procura menor na compra, a preferência continua sendo, para muitas pessoas, pela construção. Os aluguéis também obtiveram uma queda nos últimos 12 meses. Mas em momentos de crise, a criatividade acaba sendo um grande diferencial. Nós conversamos com o advogado Dr. Marco Túlio Mendonça, que também é especializado no ramo imobiliário.

    “Quando me graduei em Direito sempre pensava em trabalhar no ramo imobiliário, e com o tempo o sonho virou realidade e hoje estamos aqui para realizar sonhos “da casa própria”. Nós já estamos a dois anos no mercado e com a ajuda de vocês estamos de vento em popa. Nós realizamos o sonho da casa própria, principalmente através do programa “ Minha casa minha vida” , subsidiado pelo Governo Federal. E realmente estamos usando de muita criatividade e sabedoria para sobressair nesse mercado que sofre uma retração em todos os setores da economia”, disse Marco Túlio.

    Sobre as dicas e o que é necessário para se conseguir a casa própria através do programa Minha Casa Minha Vida, o especialista explicou:

    “Primeiramente, há necessidade de comprovação de renda, se possível o máximo R$ 1.800,00, tendo direito de resgatar 90% do valor financiado, ou seja, você terá um valor creditado de R$115.000, 00 com uma parcela de R$ 480,00 mensais, recebendo um subsidio de R$12.000,00 ,podendo ainda usar o credito do FGTS como entrada”.

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    Sobre o momento atual do mercado, Marco Túlio foi além:

    “Lógico que o mercado imobiliário sofreu alguns impactos, mas na Imobiliária Mendonça nós nos reunimos e estabelecemos metas para 2015 e graças a Deus com muita luta estamos num crescente, mesmo com o momento que vivemos.”

    Para adquirir o credito imobiliário, as financeiras que conseguem a melhor taxa de juros no momento, segundo ele, são alguns bancos privados, bem como Banco Itaú e Bradesco, assim como a Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil, com taxas a partir de 5% ao ano.

    “Nós trabalhamos na Imobiliária Mendonça com compra e venda de imóveis residenciais e comerciais, terrenos, sítios, fazendas e locações de imóveis, também fazemos avaliação do seu imóvel, tudo com os melhores profissionais. No site www.imobiliariamendonca.com.br , no facebook, na Radio Club AM, no Conexão Três Pontas e outros meios de comunicação, é possível acompanhar o nosso trabalho e ficar atento a muitas outras dicas e oportunidades no mercado imobiliário. Três Pontas é um mercado diferenciado, explorado na maioria das vezes pela cafeicultura,  executamos muitos negócios através de cédulas de café futuro, financiamentos imobiliários, etc. A partir do momento que o Padre Vitor torna-se Beato o fluxo de turistas no município deve crescer bastante, aqui na Imobiliária Mendonça já estamos recepcionando turistas de toda a região Sul Mineira, e outros estados, bem como, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, a procura de imóveis  para passarem temporadas aqui no município.

    Sobre a avaliação de imóveis, para quem se interessar, quero dizer que nós somos inscritos no CRECI-MG somos filiados no sindicato, onde existe um conselho de corretores de imóveis, no qual somos treinados através de critério minuciosos. A avaliação depende da localização do imóvel, preço de mercado, momento financeiro, etc.”

    Marco Túlio (dir) e seu filho Diego Mendonça comandam a Imobiliária Mendonça com competência e, principalmente, procurando realizar sonhos de seus clientes em busca da casa própria.

    Finalizando, sobre as expectativas para esse fim de ano e o ano de 2016, Marco Túlio foi taxativo: “São boas, a crise sempre existiu, mas sabemos a obstinação do cidadão em adquirir um imóvel, além de um sonho, trata-se de uma necessidade, aqui nós assessoramos o cliente em sua totalidade, vendemos, organizamos documentos, empréstimos, enfim, damos o suporte total para que o cliente tenha uma maior plasticidade. A falta de imóveis comerciais e residenciais para locação realmente são imensas, ficando o locatário totalmente vulnerável em relação a este aspecto. Diante do exposto entendemos que vale a pena investir em locação, pois vivemos em uma cidade bonita, plana, turística, religiosa e um povo acolhedor.

    Gostaria e agradecer imensamente todos os órgãos de imprensa, principalmente ao Conexão Três Pontas no qual tem nos recepcionados com uma grande parceria, nos dando total respaldo para que possamos seguir nessa árdua luta em prol da realização de sonhos. Se quiser nos contatar basta nos procurar na Praça John Kennedy n° 19, em frente a Câmara Municipal , ou nos telefones (35) 9905-6467 /(35) 8898-2192 ou  (35) 3265- 2192. Falar com Diego ou Marco Tulio”.

  • POLÊMICA: Prefeito reconhece que aumento dos salários veio em momento inoportuno

    POLÊMICA: Prefeito reconhece que aumento dos salários veio em momento inoportuno

    Após acusações do vereador Antônio do Lázaro, Paulo Luís também fala do pagamento das férias prêmio aos servidores municipais

    Durante entrevista realizada na noite da última terça-feira, no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas, onde o Chefe do Executivo Municipal, Paulo Luís Rabello gentilmente saiu de sua residência para falar com nossa reportagem por volta das 21 horas, diversos temas foram abordados e estão sendo divulgados por partes pelo Conexão Três Pontas.

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    A POLÊMICA DAS FÉRIAS PRÊMIO PARA OS SERVIDORES

    “Eu sei que foi criada uma grande polêmica e muita bobagem dita em torno das férias prêmio dos servidores. Vereadores dizendo que eu sou injusto com os servidores, etc. Quero deixar claro que se todos os funcionários efetivos que têm direito a férias prêmio quisesse receber ao mesmo tempo, o Município não teria dinheiro para saldar isso. Dá aproximadamente cerca de 8 milhões de reais. Para se administrar é preciso ter critérios. Há quem ache que eu posso administrar a Prefeitura como fazem em suas casas, dando cheque pré-datado sem parar. Eu não faço e posso fazer isso. Até 312 de dezembro de 2016 o Município de Três Pontas não dará cheque pré-datado. As pessoas que vieram até o gabinete ou procuraram seu secretário de sua área, explicando a situação, pessoas com doenças até graves, receberam suas férias prêmio.

    Na última reunião da Câmara Municipal o Vereador Antônio do Lázaro acusou o Prefeito Paulo Luís de não atender o pedido de servidores que precisam das férias prêmio e ainda de favorecer outros.

    Pessoas desavisadas ou que não sabem ler e escrever precisam parar de falar besteira. Ou não sabem ler ou são teleguiadas por pessoas mal intencionadas e com interesses escusos. É preciso lembrar que as pessoas aposentam e que têm o dinheiro de receber suas férias prêmio. Muitas pessoas estão na lista de espera, já tendo aposentado, no aguardo das férias prêmio, mas infelizmente não há recursos ainda para isso. Não tem orçamento. Há pessoas com 70 mil reais para receber. E elas têm direito e precisam receber. Aqui não existe indicação. Eu pago quem tem direito, dentro da ordem cronológica e dentro das necessidades, principalmente em casos de doença; Nós conseguimos pagar cerca de 100 mil reais por mês em férias prêmio. Mais do que isso não consigo. Em caso de falecimento de algum parente também temos ajudado. É só procurar o Portal da Transparência e não é preciso fazer discurso eleitoreiro.”

    O SALÁRIO DOS POLÍTICOS E O NÚMERO DE VEREADORES

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    “Quero dizer inicialmente sobre o aumento dos salários dos políticos locais. É preciso lembrar que o Prefeito Paulo Luís Rabello não terá aumento nenhum. O Vice-Prefeito Erik e os vereadores de hoje também não. A não ser que sejam reeleitos. Mas eu acho que realmente o momento foi inoportuno. E deveria ter sido repensado. Estão dizendo que o Prefeito se omitiu. As pessoas precisam entender a competência do prefeito e dos vereadores. Pra vetar é necessário ter base legal, não se pode sair vetando por capricho pessoal. Isso não cabe na administração pública e cortar salários por decreto. Há quem se diga doutor da lei e na verdade não entende nada. Ficam teleguiando e mal alguns vereadores.

    O número de vereadores caindo para 11, eu acho o ideal para Três Pontas. A Câmara vai receber a partir de 2016 cerca de 300 mil reais por Mês e irá sobrar dinheiro. E o povo precisa fiscalizar isso. Essas manifestações tem meu aplauso e apoio. Mas devem fiscalizar pela coletividade e não apenas para um grupo e interesses escusos.”

  • JINGLE BELLS: “Teremos enfeites de Natal, mas não como queríamos” explica o Chefe do Executivo

    JINGLE BELLS: “Teremos enfeites de Natal, mas não como queríamos” explica o Chefe do Executivo

    Nós teremos o Natal em Três Pontas. Não será da forma como desejávamos e como eu sonhei.”

    Durante entrevista realizada na noite da última terça-feira, no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas, onde o Chefe do Executivo Municipal, Paulo Luís Rabello gentilmente saiu de sua residência para falar com nossa reportagem por volta das 21 horas, diversos temas foram abordados e estão sendo divulgados por partes pelo Conexão Três Pontas.

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    ENFEITES DE NATAL NAS RUAS DE TRÊS PONTAS

    “Nós enviamos um projeto para a Câmara pedindo uma suplementação de verba para a aquisição de enfeites e para ajudar na realização do Natal em Três Pontas. E os senhores vereadores rejeitaram o projeto.

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    Quero dizer que há muitas pessoas que jogam para a plateia e isso é normal em Três Pontas. Muitos precisam de aplauso para sobreviver e não é nosso caso. Nós fazemos para os mais necessitados. Nós fazemos para aquele que não tem condição de enfeitar sua casa e que não tem recursos para passar o fim de ano numa festa fechada. Nós queremos levar o espírito natalino para todos e não para ser reconhecidos por isso.

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    Nós teremos o Natal em Três Pontas. Não será da forma como desejávamos e como eu sonhei. Quer coisa mais bonita que ver sua cidade enfeitada? Em Três Pontas as pessoas lembram como foi maravilhoso o Natal do ano passado e até com a revitalização da Fonte agora, seria muito mais bonito. Mas já que os vereadores não pensam em dar um Natal digno para as pessoas mais humildes, nós estamos aqui curvados diante da vontade dos vereadores. Teremos enfeites modestos. Mas manteremos o espírito do Natal e nos esforçaremos para fazer o melhor, dentro das possibilidades.”

  • RAIO-X: Prefeito fala sobre a situação da Santa Casa e avalia a Saúde no Município

    RAIO-X: Prefeito fala sobre a situação da Santa Casa e avalia a Saúde no Município

    Em primeira mão quero informar aos leitores do Conexão que está sendo realizada uma grande auditoria na Santa Casa e os resultados são animadores”.

    Durante entrevista realizada na noite da última terça-feira, no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas, onde o Chefe do Executivo Municipal, Paulo Luís Rabello gentilmente saiu de sua residência para falar com nossa reportagem por volta das 21 horas, diversos temas foram abordados e estão sendo divulgados por partes pelo Conexão Três Pontas.

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    SAÚDE E SANTA CASA

    “Nós sempre contamos com o apoio de diversos deputados na questão da Saúde e do Hospital São Francisco de Assis. Sobre o envio de 2 milhões de reais que foi anunciado pelo deputado Diego Andrade eu, sinceramente, desconheço.

    A administração do hospital pertence à Irmandade e eu não tenho conhecimento desse dinheiro. O que sei é que existem emendas penduradas que já deveriam ter chegado ao Hospital. Era necessário fazer o pagamento de débitos fiscais para ter a certidão. Nós conseguimos isso através de pessoas voluntárias que estão ajudando a Santa Casa. Do Diego Andrade eu tenho conhecimento de uma verba de 700 mil reais. Mas que ainda não chegou a Três Pontas. Os deputados Carlos Melles, Bilac Pinto, Dimas Fabiano e Mário Henrique Caixa já chegaram ao Hospital. Três Pontas deve muito ao Caixa.

    Em primeira mão quero informar aos leitores do Conexão que está sendo realizada uma grande auditoria na Santa Casa, contratada pela administração do hospital. Um auditor independente que fez todo o levantamento. Nós estávamos muito preocupados, mas felizmente nos foi passado que o problema não é tão grave e que a Santa casa é viável. Acreditamos que ela irá se reerguer, mas ´[e preciso uma ajuda e trabalho conjunto, de todos, que todos possam vestir mais a camisa, inclusive quem trabalha lá, apesar de receber um salário que deveria ser maior.

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    Em relação a Saúde, em comparação com outras cidades, quero lembrar e afirmar que ela está indo muito bem. É claro que existem falhas, mas não da forma que as pessoas pensam. Não há como transformar a Santa Casa num hospital de primeiro mundo, de capital. Não temos condição de ter todas as especialidades. Somos sede de microrregião e atendemos cerca de 120 mil pessoas, incluindo aí cinco cidades. Fazemos muito mais do que a nossa obrigação, que não caberia ao Município. Existem falhas em todos os setores, como também existem em outros poderes e também na imprensa, por exemplo. 

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    Nós, Município de Três Pontas, a Santa Casa, é pactuada com o SUS, tem um convênio com o SUS e nós somos obrigados a atender tais referências e isso não inclui neurologia. Três Pontas, Santana da Vargem, Ilicínea, Coqueiral e Boa Esperança são pactuados em neurologia com varginha, ou seja, todos os pacientes dessa área devem ser encaminhados para Varginha. Não é essa a obrigação da Santa Casa. O que nós fazemos é o seguinte: a pessoa com qualquer problema neurológico como acidente vascular cerebral hemorrágico ou isquêmico, é mantido na Santa Casa até que se arrume uma vaga no SUS Fácil. Se for isquêmico, a pessoa é internada e tratada em Três Pontas. Se for hemorrágico, assim que o nosso médico analisa, pede-se uma vaga no SUS Fácil. Isso é fácil de entender.”

  • ENTREVISTA: Paulo Luís fala dos três anos de seu governo e sobre a situação da Atremar

    ENTREVISTA: Paulo Luís fala dos três anos de seu governo e sobre a situação da Atremar

    “Se eu pudesse dar uma nota para meu governo seria um 10, por tudo que já fizemos e ainda faremos”.

    Durante entrevista realizada na noite da última terça-feira, no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas, onde o Chefe do Executivo Municipal, Paulo Luís Rabello gentilmente saiu de sua residência para falar com nossa reportagem por volta das 21 horas, diversos temas foram abordados e estão sendo divulgados por partes pelo Conexão Três Pontas. Desta vez, os temas abordados foram foram seus quase três anos de governo e a situação da Atremar após o desabamento da sede por conta das chuvas:

    TRÊS ANOS DE GOVERNO PAULO LUÍS

    “Eu faço uma boa avaliação do meu governo. Avaliamos assim porque temos um plano de governo e não propostas. Nós já alcançamos mais de 70% daquilo que está em nosso plano de governo em apenas dois anos e nove meses de gestão. Logicamente que cumprir 100% é quase impossível. As pessoas podem argumentar. Mas a nossa intenção era ter o apoio do governo estadual e federal, coisa que infelizmente não vem acontecendo mais. Muitas pessoas que nos apoiam e nos apoiaram fizeram aportes nos orçamentos do Estado e também Federal. E muita coisa foi cortada. não por vontade do prefeito de Três Pontas, mas por causa da crise”.

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    SEDE DA ATREMAR ATINGIDA PELAS CHUVAS

    “As pessoas, pra falarem as coisas, precisam ter conhecimento. E podem até me interpretar como rude. Eu não quero ofender ninguém, mas para criticar é preciso estudar o assunto e entender o que está sendo falando. Estão atirando pedras de forma errada. Existem leis e elas devem ser respeitadas. Existe. Como qualquer engenheiro que pega uma obra a ART. O engenheiro é responsável pela obra. E estamos conversando com ele para chegar num denominador comum. Foi licitado, tudo dentro da lei. Existe a habilitação do Corpo de Bombeiros para que as pessoas pudessem trabalhar naquele local e também existe um laudo depois do acidente provocado pelas chuvas. Estamos seguindo a lei.

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    Nossa ideia é manter a Atremar no mesmo local, claro que posteriormente a sua reconstrução. Somente uma pessoa veio ao gabinete oferecer ajuda para a Atremar. Que foi o Sr. Deivis Mendonça que ofereceu um de seus barracões para abrigar gratuitamente e provisoriamente a associação dos catadores de recicláveis. Hoje os trabalhadores da Atremar estão abrigados, trabalhando num barracão que pertence a mim, a minha pessoa física, de forma gratuita. Eles não estão pagando nada e estão começando a respirar. Tenho esperança que rapidamente a situação se resolva. A coleta de recicláveis não está sendo feita em sua totalidade, mas permanece de forma precária, até que a situação se resolva definitivamente.”

  • EXCLUSIVO: Prefeito Paulo Luís praticamente confirma nova candidatura ao comando do Executivo Municipal

    EXCLUSIVO: Prefeito Paulo Luís praticamente confirma nova candidatura ao comando do Executivo Municipal

    Durante entrevista realizada na noite desta terça-feira, no gabinete da Prefeitura Municipal de Três Pontas, onde o Chefe do Executivo Municipal, Paulo Luís Rabello gentilmente saiu de sua residência para falar com nossa reportagem por volta das 21 horas, diversos temas foram abordados e serão divulgados pelo Conexão Três Pontas. Mas um assunto que realmente chamou a atenção foi a “quase” confirmação de que voltará a disputar a corrida eleitoral para permanecer no cargo maior do Município por mais 4 anos.

    Paulo Luís Rabello assumiu o comando de Três Pontas pela primeira vez em janeiro de 2005, sendo apoiado pelo então senador Clésio Andrade. Já em 2012 venceu a disputa contra o candidato Dr. Luiz Roberto Dias e o seu grupo político que, novamente, tinha o apoio do presidente do Sest/Senat e de seu sobrinho, o deputado Diego Andrade, após um grande rompimento político entre Rabello e os Andrade.

    E, janeiro de 2013 assumiu a Prefeitura dizendo ter encontrado dívidas, a frota de veículos do almoxarifado sucateada e uma série de problemas. Amado por muitos que o chamam de “excelente administrador” e odiado por outros que o chamam de “coronel”, Paulo Luís é um homem de muitas posses e apesar de não precisar financeiramente da Prefeitura e de ter toda a família contrária a sua permanência na política, não descartou uma nova candidatura e deixou claro que por ele irá concorrer, restando apenas a definição de seu partido (PPS).

    “Em primeiro lugar quero dizer aos leitores do Conexão que a pessoa que queira ser candidato a qualquer cargo tem que o fazer pensando no bem comum, não apenas em ser por ego ou por qualquer outro motivo. Não vou descartar nenhuma possibilidade. Eu sempre estarei pronto para servir a cidade de Três Pontas, principalmente tendo a consciência do grande trabalho que estamos fazendo e a população sabe disso. O futuro a Deus pertence. E apenar da minha família ser contra porque isso aqui (Prefeitura) é muito desgastante e cansativo, eu estou pronto para uma nova disputa e não tenho medo de pessoas e nem de nomes. Eu tenho um passado e um presente que me credenciam e que me garantem um bom futuro. Se o meu partido entender que sou um bom candidato, estarei na disputa”, pontuou.

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    Paulo Luís Rabello foi perguntado por nós se algumas inaugurações, como as moradias do Minha Casa Minha Vida, só serão feitas em 2016 por ser ano político, ano de eleição. Veja a resposta:

    “Quero dizer que todos conhecem a honestidade do Paulo Luís e eu não preciso viver de inauguração para fazer o meu nome. Eu não planto mentiras para que elas virem verdades. Eu planto verdades para que elas se perpetuem. As casas estão seguindo os critérios da Caixa Econômica Federal. Nós já fizemos a nossa parte e estamos aguardando uma definição da Caixa. Já cumprimos mais de 70% do nosso plano de governo nesses 2 anos e 9 meses de governo e não estou deixando as coisas pro último ano pensando em levar vantagem eleitoreira. Eu não estou confirmando que serei candidato, estou dizendo que se precisarem de mim não me acovardarei”, destacou.

    Finalizando a entrevista que teve diversos outros pontos importantes questionados e que serão, aos poucos, publicados, diante do tamanho da sabatina, cerca de 1 hora e 15 minutos de perguntas, o Prefeito Paulo Luís disse:

    “Aquela pessoa que passa pela vida sem servir não pode viver. Na vida temos que estar com os pés fincados no chão e os olhos voltados para o céu para termos as bênçãos de Deus. Aqueles que acham que eu estou encerrando minha jornada política estão redondamente enganados. Continuo muito confiante”.