O Natal é uma época cheia de imagens, sons e sabores únicos. Símbolos natalinos, como a árvore enfeitada, a guirlanda e as próprias canções de Natal estão presentes em cada canto, reforçando uma tradição cristã que comemora o nascimento de Jesus Cristo.
Alguns podem não saber, mas os enfeites que caracterizam essa época do ano estão repletos de histórias e significados, que fazem do 25 de dezembro uma das festividades mais aguardadas do ano.
De tão antigas, muitas das tradições ainda presentes no mundo moderno, apesar de não terem perdido seu valor cristão, podem ter sua representação desconhecida, até mesmo pelos fiéis mais fervorosos. Conheça a origem e o significado de dez símbolos do Natal:
Presépio
O presépio é o único símbolo natalino baseado puramente nos Evangelhos. De tradição cristã, ele é a reprodução do cenário onde Jesus Cristo nasceu. Manjedoura, animais, pastores, os três reis magos, Maria e José acolhem o bebê numa cabana de madeira, em Belém. O hábito de montar presépios surgiu na Itália, onde o artesanato, simbolizando a vinda do filho de Maria ao mundo, caiu no gosto popular.
Estrela
Presente na história bíblica, a estrela guiou os três reis magos até o local do nascimento de Jesus. Usada como enfeite, em especial no topo da árvore de Natal, simboliza o filho de Deus, que é a estrela-guia, o caminho e o sentido da humanidade. Também são lembradas na árvore de Natal as outras estrelas que estavam no céu, na noite em que Jesus nasceu.
Pinheiro
Os pinheiros são as únicas árvores que mantêm suas folhas mesmo no inverno. Vivo e verde o ano inteiro, representa no Natal a esperança, a alegria e a mudança. Quanto ao costume de colocar os presentes natalinos embaixo da árvore enfeitada, foi no palácio da Rainha Elizabeth I, em ocasião natalina, que tudo começou. Sem poder receber pessoalmente todos os presentes que lhe eram entregues, a inglesa pediu para que fossem depositados embaixo de uma grande árvore de seu jardim.
Coroa de Advento
A Coroa de Avento consiste em um círculo envolto em ramos verdes que sustenta quatro velas, que podem ser vermelhas ou multicoloridas. Nas quatro semanas que precedem o Natal, o objeto fica exposto nas igrejas católicas em pontos de destaque. Em conjunto, simbolizam a espera pela vinda do Senhor, sendo que os ramos são a eternidade de Deus e cada vela é um voto específico para os fiéis, enquanto sua luz é a afirmação de que o Evangelho brilha na vida de quem serve a Cristo.
Guirlanda
Para decorar as ruas da Inglaterra, eram usadas flores da espécie sempre-vivas, que receberam significado maior na Alemanha, quando passaram a ser arrumadas em círculo para simbolizar o amor sem fim de Deus. Quando presente, a fita vermelha decorando as folhas verdes de pinheiro representa a proteção divina, tornando o enfeite ideal para ser pendurado nas portas dos lares.
Postal de Natal
O pintor inglês John Callcott Horsley foi responsável pelo primeiro postal de Natal da história. A pedido de Sir Henry Cole, que tinha o hábito de mandar cartas para seus familiares e amigos na época natalina, John produziu cartões com a mesma mensagem, que foram enviados aos próximos do cliente por estar ocupado demais para escrever. Hoje, a troca de postais é uma forma de confraternização natalina bastante usada no mundo.
Bolas de Natal
As coloridas bolas de Natal, colocadas nas pontas dos galhos dos pinheiros ou árvores artificiais, representam os frutos da vida humana e seus desejos, tais como amor, esperança, perdão e alegria. De formas e tamanhos diferentes, os enfeites também representam os gestos concretos de amor entre irmãos da Terra.
Sinos
O instrumento de anunciação das festas populares era principalmente usado no Natal, onde ganhou a adaptação simbólica de que seu badalar informa o nascimento de Jesus Cristo. Presente nas decorações natalinas como enfeite de porta ou para pendurar na árvore de Natal, o objeto ainda é protagonista de algumas cantigas, como “Bate o Sino”.
Ceia
Com o intuito de unir as pessoas para festejar a vinda de Cristo ao mundo, a fartura da ceia é uma alusão à fome que as sociedades antigas passavam. Para simbolizar o corpo do filho de Deus, a carne (peru, ganso ou peixe) é posta na mesa. “Amai-vos uns aos outros” é o principal lema da ceia de Natal, onde também não podem faltar bolos e frutas para o agrado das famílias.
Canções
Traduzindo em palavras e acordes a magia do Natal, as canções ou cantigas natalinas fazem parte de antigas tradições que foram difundidas entre países cristãos. O sentido das cantaroladas, muitas vezes acompanhadas de instrumentos, é reforçar os valores cristãos, com muita alegria e amor ao próximo. Uma das músicas mais conhecidas no mundo é “Noite Feliz”.
Tradicionalmente uma data de comemoração cristã, o Natal é amplamente comemorado ao redor do mundo, inclusive por não-cristãos. Em cada país, os costumes e as tradições em homenagem ao nascimento de Jesus variam, mas todos os lugares se inspiram nos bons sentimentos e na magia da data para preparar suas festas. Confira:
Itália:
Além do Papai Noel, que distribui presentes no Natal, há a crença, no país, que uma bruxa chamada Befana entregue presentes para as crianças no dia 6 de janeiro. A velha senhora enche as meias de todas as crianças da Itália com doces e presentes, se elas são boas, ou com carvão, se não tiverem se comportado bem.
Finlândia:
Diz a lenda que é neste país, mais precisamente na Lapônia, que vive o verdadeiro Papai Noel. Ele tem endereço e recebe aproximadamente 700 mil cartinhas por ano. Juntamente com seus ajudantes, que entendem todas as línguas, ele tenta realizar o desejo de todas as crianças.
Japão:
Por ter uma população católica muito pequena, o país pouco comemora o Natal. Como dia 25 não é feriado, algumas famílias fazem um jantar especial após o trabalho e trocam presentes.
França:
Os franceses aproveitam a aura otimista do Natal para fazer as pazes com seus desafetos. Vão à casa dos inimigos, pedem perdão e brindam a reconciliação com vinho.
Portugal:
Após começar a celebração religiosa do Natal, no dia 24 à noite, os portugueses estão prontos para a ceia. O prato típico é o bacalhau com batatas e rabanada de sobremesa.
Estados Unidos:
Os enfeites natalinos dos americanos estão por toda parte: casas, shoppings, ruas e lojas. São árvores, bonecos de neve, lâmpadas, velas e guirlandas. As pessoas têm o costume de colocar uma meia pendurada perto da lareira para receberem pequenas surpresas do Papai Noel.
México:
Aproximadamente 9 dias antes do Natal, em 16 de dezembro, começa a celebração das “posadas” (pousadas, no português), nas quais se representa o sofrimento e a penúria por que passaram Maria e José quando procuravam um pouso, no caminho para Belém, para dar à luz Jesus. Os dias 24 e 25 de dezembro são celebrados pelos mexicanos de uma forma tradicional. Eles se reúnem em família para jantar e comer, cantar cânticos e comemorar o nascimento do filho de Deus.
Prática de agredir, ameaçar e humilhar é muito comum, principalmente nas escolas e pode levar a vítima até ao suicídio.
A prática do bullying consiste em um conjunto de violências que se repetem por algum período. Geralmente são agressões verbais, físicas e psicológicas que humilham, intimidam e traumatizam a vítima. Os danos causados pelo bullying podem ser profundos, como a depressão, distúrbios comportamentais e até o suicídio.
O que é bullying?
Bullying é uma palavra que se originou na língua inglesa. “Bully” significa “valentão”, e o sufixo “ing” representa uma ação contínua. A palavra bullying designa um quadro de agressões contínuas, repetitivas, com características de perseguição do agressor contra a vítima, não podendo caracterizar uma agressão isolada, resultante de uma briga.
As agressões podem ser de ordem verbal, física e psicológica, comumente acontecendo as três ao mesmo tempo. As vítimas são intimidadas, expostas e ridicularizadas. São chamadas por apelidos vexatórios e sofrem variados quadros de agressão com base em suas características físicas, seus hábitos, sua sexualidade e sua maneira de ser.
As vítimas de bullying podem sofrer agressões de uma pessoa isolada ou de um grupo. Esse grupo pode atuar apenas como “espectadores inertes” da violência, que indiretamente contribuem para a continuidade da agressão.
Normalmente, chamamos de bullying o comportamento agressivo sistemático cometido por crianças e adolescentes. Quando um comportamento parecido acontece entre adultos, geralmente no ambiente de trabalho, classificamos o ato como assédio moral.
As discussões sobre o bullying são relativamente recentes, chamando a profunda atenção dos especialistas em comportamento humano apenas nas últimas duas décadas. Até a década de 1970, não se falava sobre bullying. “O comportamento agressivo e a perseguição sistemática de algumas crianças contra outras era visto como um traço comportamental natural”, afirma Cleo Fante, especialista no assunto.
Comumente, o bullying é uma prática injusta, visto que os agressores ou agem em grupo (ou com o apoio do grupo) ou agem contra indivíduos que não conseguem se defender das agressões. Apesar de considerarmos o sofrimento da vítima, também devemos tentar entender o comportamento dos agressores. Muitas vezes, são jovens que passam por problemas psicológicos ou que sofrem agressões no ambiente familiar e na própria escola, e tentam transferir os seus traumas por meio da agressividade contra os outros.
O bullying pode acontecer no condomínio, na vizinhança, em grupos ou agremiações esportivas etc., mas o local onde mais acontece esse tipo de crime é na escola. Fatores sociológicos e psicológicos explicam esse fenômeno: é na escola onde os jovens passam grande parte de seu tempo e interagem com um número maior de pessoas.
Também é na escola o lugar onde os reflexos da sociedade fazem com que se crie uma espécie de micro-organismo social, que tende a recriar a sociedade em um espaço menor e isolado. A sociedade em geral é agressiva e excludente, e esses fatores tendem a se repetir entre os jovens no âmbito escolar.
Na escola, os cruéis padrões de beleza e comportamento ditados pela sociedade aparecem como normas. Em geral, um grupo dominante reafirma e dita esses padrões dentro do âmbito escolar, fazendo com que se estabeleça uma regra (a normalidade) e tudo aquilo que fuja dessa regra seja considerado como inferior e digno de sofrimento e exclusão. O grau de popularidade dos que se consideram superiores e a sua maior aceitação pelo grupo fazem com que eles se sintam no direito de tratar mal aqueles que não são populares e não se enquadram no padrão do grupo.
Além da intimidação, da perseguição e da violência psicológica, o bullying pode levar à violência física. Os profissionais da educação devem ficar atentos para evitar os casos de bullying e resolver a situação, conscientizando os agressores e auxiliando as vítimas.
Consequências do bullying
As consequências do bullying podem ser devastadoras e irreversíveis para a vítima. Os primeiros sintomas são o isolamento social da vítima, que não se vê como alguém que pertence àquele grupo. A partir daí, pode haver uma queda no rendimento escolar, queda na autoestima, quadros de depressão, transtorno de ansiedade, síndrome do pânico e outros distúrbios psíquicos. Quando não tratados, esses quadros podem levar o jovem a tentar o suicídio.
Se os traumas do bullying não forem tratados, a vítima pode guardar aquele sofrimento em seu subconsciente, que virá a se manifestar diversas vezes em sua vida adulta, dificultando as relações pessoais, a vida em sociedade, afetando a sua carreira profissional e até levando ao desenvolvimento de vícios em drogas e álcool.
O cantor MC Gui causou revolta ao cometer bullying contra uma criança com câncer.
Como identificar o alvo do bullying
O alvo usual do bullying é o tipo de pessoa que não se enquadra nos padrões sociais tidos como normais, por questões físicas, psicológicas ou comportamentais. Geralmente, os agressores procuram alguém que seja diferente para ser a sua vítima: pessoas com excesso de peso ou magras demais, pessoas de estatura menor, pessoas que não se enquadram no padrão de beleza ditado pela sociedade, pessoas de condição socioeconômica inferior, homossexuais, transexuais, pessoas com dificuldade de aprendizagem ou muito estudiosas etc.
É preciso ficar atento ao comportamento dos jovens, sobretudo quando eles apresentarem baixa autoestima, falta de vontade de ir à escola, dificuldade de aprendizagem e comportamento autodepreciativo ou autodestrutivo. Se o jovem apresentar um quadro semelhante, a família e a escola devem entrar em ação para investigar o que se passa, a fim de colocar um ponto final em uma possível intimidação sistemática e oferecer o auxílio e o conforto de que a vítima necessita no momento.
Como solucionar o bullying
A violência não é combatida com mais violência. Às vezes, punições aos agressores são necessárias quando estes extrapolam qualquer limite razoável, porém, na maioria das vezes, os agressores também são jovens que sofrem por algum motivo. Nesses casos, a melhor maneira de solucionar o problema é pelo diálogo e conscientização. É necessário conscientizar aqueles que assistem, repetem ou indiretamente contribuem com o bullying, pois eles também mantêm o sistema de agressividade funcionando.
Para além das campanhas governamentais e não governamentais, é necessário que as famílias unam-se com os profissionais da educação para que todos possam trabalhar na conscientização de seus filhos e no apoio emocional de que as vítimas do bullying necessitam.
Lei sobre o bullying escolar
No dia 6 de novembro de 2016, foi sancionada no Brasil pela presidente Dilma Rousseff a Lei 13.185, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática. A lei composta por oito artigos torna a luta contra o bullying escolar uma política pública de educação e implementa uma série de ações que visam a erradicar o bullying por meio de campanhas publicitárias, capacitação dos profissionais da educação para lidarem com casos de bullying e o diálogo mais estreito entre a escola e a família. Veja a transcrição do artigos 2º, 3º e 4º dessa lei:
Art. 2º Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I – ataques físicos;
II – insultos pessoais;
III – comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV – ameaças por quaisquer meios;
V – grafites depreciativos;
VI – expressões preconceituosas;
VII – isolamento social consciente e premeditado;
VIII – pilhérias.
Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Art. 3º A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como:
I – verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II – moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III – sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV – social: ignorar, isolar e excluir;
V – psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI – físico: socar, chutar, bater;
VII – material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII – virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meio de constrangimento psicológico e social.
Art. 4º Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1º :
I – prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II – capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III – implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV – instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores;
V – dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI – integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII – promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua;
VIII – evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil;
IX – promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de comunidade escolar.
Fonte Francisco Porfírio (Professor de Sociologia)
A história de Elias Adão da Silva serve de inspiração para muitas pessoas.
Olhar sereno, voz tranquila, tom bem baixinho, palavras muito bem colocadas, uma educação “fina”. Estas são algumas características do jovem padeiro Elias Adão da Silva, de 30 anos de idade, que nas horas vagas comercializa paçocas de amendoim no centro da cidade de Três Pontas almejando juntar um capital para ter o próprio negócio, realizar o sonho de ser empresário. Muito querido, ele é uma fonte de inspiração para muitas pessoas e o Conexão Três Pontas conta mais essa emocionante história.
Elias é trespontano. Filho de Milva Fidélis da Silva e Francisco Adão da Silva e tem mais quatro irmãos, sendo ele o caçula. É casado e pai da pequena Esther, de apenas um ano e nove meses. Estudou até o antigo “terceiro colegial” na Escola Estadual Camilo Tavares, em Varginha. Fez curso de panificação, desde o nível inicial até o avançado, se tornando um padeiro profissional.
Também é bacharel em Teologia, curso feito por correspondência, embora não seja reconhecido pelo MEC.
Sempre teve o objetivo de empreender. “Eu já fiz bastante coisa, já vendi produtos variados, como sapatos e camisetas, sempre por conta própria. E depois de pesquisar o que poderia ser uma chance de crescimento para mim eu resolvi vender as paçocas nas horas vagas e está dando certo, graças a Deus”, comentou Elias.
Ele explica que a opção por vender os doces de amendoim no centro de Três Pontas partiu de um ex-vendedor chamado Thiago Fonseca, que hoje é um enorme sucesso nas redes sociais como youtuber, alguém que conseguiu ficar rico.
“A ideia veio das minhas pesquisas na internet. Conheci a história do Thiago e isso me inspirou. Porém eu quis ir além, inovei em algumas coisas, como por exemplo na utilização de uma caixa de acrílico para colocar as paçoquinhas, no banner onde faço a divulgação dos meus produtos e também na minha vestimenta. E tem dado certo. Eu vendo, em média de 70 a 100 paçocas por dia”, reforçou.
Elias Adão revelou também que já faz esse trabalho há dois meses. Ele continua trabalhando como padeiro das 16h às 24h. E todas as manhãs, de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h20, oferece seus doces na Rua Coronel Domingos Monteiro de Resende, em frente ao Clube Trespontano. De 12h30 às 13h20 ele se posiciona na entrada do Colégio Prósperi que, segundo Elias, gentilmente ofereçam, permitiram seu trabalho naquele local.
Inicialmente Elias começou vendendo as paçoquinhas na Rua Dona Isabel, mas a fiscalização o obrigou a mudar de local. E ele teve que legalizar esse nobre trabalho. Abriu uma MEI (Microempreendedor Individual), formalizou-se, recolhe seus impostos e luta com muito afinco para concretizar sua meta.
“Com o dinheiro do meu trabalho como padeiro eu sustento minha família e com esse trabalho extra vendendo doces eu coloco o dinheiro na poupança para juntar o capital para ter meu próprio negócio. Meu objetivo é ter um carrinho de comida gourmet ou então um food truck (traduzido do inglês, “caminhão de comida”).”.
Sobre a forma como as pessoas recebem e enxergam seu trabalho vendendo paçocas, Elias nos contou que recebe muito carinho, que os trespontanos são especiais. “É incrível como as pessoas me tratam bem, com respeito. Não sinto nenhum tipo de preconceito, nem pelo meu trabalho, nem pela questão racial. E muitos empresários, que compram os doces de mim diariamente, ainda param conversam comigo e me dão incentivos e dicas de como vencer na vida, tendo meu próprio negócio. São poucas as pessoas que criticam, a grande maioria apoia e valoriza”, afirmou.
Nossa reportagem conversou com alguns clientes de Elias. Todos foram unânimes em dizer o quanto o rapaz é dedicado, centrado no seu objetivo e educado no trato com as pessoas.
“Ele é um grande exemplo de luta, de simplicidade, de honestidade e de força de vontade. Eu compro doces dele quase que todos os dias e até na forma de se vestir, de falar, de oferecer seus produtos ele cativa as pessoas. Torço muito pra que ele vença na vida. Empreendedor ele já é, está no sangue”, disse Juliana Moreira.
“Ele é a prova de que quem realmente quer trabalhar e vencer na vida consegue, sem preguiça, sem se acomodar, sem esperar cair do céu. Ele é um guerreiro!”, comentou Henrique Campos.
Nossa reportagem procurou dois empreendedores trespontanos, dois empresários de sucesso, que são conhecidos pela garra, tino comercial e força no trabalho. Eles mandaram um recado especial para Elias:
MICHEL RENAN SIMÃO CASTRO
(Empresário, Provedor da Santa Casa de Três Pontas e Ex-Presidente da Associação Comercial de Três Pontas)
“Eu acho que uma explicação muito objetiva sobre o empreendedorismo, que uso para a minha vida, é que isso é transformar o sonho em realidade. Isso é empreender. Vislumbrar e transformar um sonho em realidade. Que o Elias pense sempre assim, continue acreditando e lutando, que muito provavelmente conseguirá realizar, chegar onde deseja. Parabéns Elias, Deus te abençoe!”
BRUNO DIXINI CARVALHO
(Empresário e Presidente da Associação Comercial de Três Pontas)
“Parabéns pela iniciativa e pela forma profissional e digna que você Elias vem buscando esse empresariado. Você está no caminho certo para ser empreendedor. A gente tem que se doar além do normal, precisamos sair da zona de conforto. E você, Elias, tem um belo projeto pessoal e todo esse sacrifício valerá a pena. Hoje é o plantio e amanhã, pela garra, será uma colheita com muita satisfação de ser empreendedor. Muito em breve, você terá seu negócio instalado, estará contratando alguém para trabalhar com você e vencendo. Muita força e garra sempre. Conte com Associação Comercial para ajudar a estruturar seu sonho, terei prazer em te receber para uma conversa. As portas estão abertas para você e para todos aqueles que buscam vencer no setor comercial através do trabalho. Espero você Elias para tomarmos um café. Deus te abençoe.”
Para nós do Conexão Três Pontas não existe trabalho “vergonhoso”. Vergonha é optar por outros caminhos que não sejam o do trabalho. É o trabalho quem dignifica o homem! Elias continuará diariamente correndo atrás dos seus sonhos. E se depender de sua coragem e da solidariedade do povo trespontano, conhecido pela nobreza de espírito, em breve a cidade ganhará um carrinho gourmet ou até um food truck novinho em folha. Parabéns!
O Conexão Três Pontas acredita, incentiva e apoia esses bons exemplos.
Novembro Azul é um movimento mundial que acontece durante o mês de novembro para reforçar a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de próstata. A doença é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros e as maiores vítimas são homens a partir dos 50 anos.
Nesse mês todo dedicado a saúde do homem e à campanha Novembro Azul, o urologista Dr. Fernando Gouvêa, especialista que está atendendo em Três Pontas, de explica a importância da prevenção e todos os mitos que circulam sobre o câncer de próstata:
O que é a próstata?
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino que tem forma de uma noz e fica logo abaixo da bexiga e à frente do reto (seguimento final do intestino). O órgão envolve a porção inicial da uretra, tubo pelo qual a urina é eliminada da bexiga.
O que é câncer de próstata?
Durante o funcionamento da próstata, algumas células podem se desenvolver e multiplicar de forma anormal, provocando o surgimento de um tumor. O câncer de próstata é o segundo mais incidente entre os homens no Brasil, apenas atrás do câncer de pele não melanoma. Estima-se aproximada 68.000 novos casos diagnosticados da doença para 2019 segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer). Hoje morre 46 homens por dia de câncer de próstata.
Sintomas
A doença é silenciosa e pode não apresentar (ou apresentar poucos) sintomas em sua fase inicial. Em alguns casos, os sinais são parecidos com os do crescimento benigno da próstata (dificuldade de urinar, necessidade de urinar mais vezes durante o dia ou à noite). Na fase mais avançada, o paciente pode ter dores nos ossos, sintomas urinários ou, nos casos mais graves, infecção generalizada ou insuficiência renal.
Quando procurar o médico?
A detecção do câncer de próstata pode ser realizada com exames clínicos, laboratoriais ou radiológicos (diagnóstico precoce).
Os homens sem sinais ou sintomas, mas pertencentes a grupos com maior chance de ter a doença, podem realizar com exames de toque retal e de sangue para avaliar a dosagem do PSA (Antígeno Prostático Específico).
Como é feito o diagnóstico de câncer de próstata?
O exame de PSA é solicitado anualmente para acompanhar as alterações específicas da próstata. O resultado, quando alterado, pode indicar situações como inflamações, infecções, hiperplasia (crescimento benigno) e também o surgimento do câncer de próstata. O toque retal e a dosagem do PSA servem para indicar a necessidade da biópsia da próstata (retirada e análise de fragmentos da glândula e única forma de confirmar uma suspeita de câncer).
Como posso prevenir?
Adotar hábitos saudáveis diminui o risco de várias doenças, inclusive o câncer. Recomendamos:
Manter uma alimentação saudável e equilibrada;
Manter um peso saudável;
Praticar regularmente atividades físicas.
No entanto a melhor forma de prevenção e prevenir a doença avançada com o diagnóstico precoce do câncer de próstata através do check-up anual com o médico Urologista.
Em suma todo homem a partir de 50 anos de idade ou aqueles com fatores de riscos (raça negra, parentes de primeiro grau com câncer de próstata e obesos) aos 45 anos devem fazer o exame de rastreio (check up) anual com seu médico Urologista, pois o diagnóstico precoce da doença permite a chance de 90% de cura da doença.
Conheça a história de um casal que espera realizar o sonho de adotar mais uma filha e a linda produção fotográfica sobre o tema assinada por Maíra Martins.
“A MEDIDA DE AMAR É AMAR SEM MEDIDA”. Com esse tema a fotógrafa trespontana Maíra Martins realizou uma bela produção fotográfica para esperar a chegada de Bella. A reportagem do Conexão Três Pontas aproveitou que em novembro é realizada uma grande mobilização para celebrar o DIA MUNDIAL DA ADOÇÃO – um assunto que deveria ser falado com mais frequência, amor e atenção – para conhecer mais de perto a história de uma linda família que está crescendo.
“Tive o prazer de registrar essa espera linda da Ana Paula Corrêa Boni, da Bia e do Pedro. E da Luna também! E é com muito amor que venho trazer pra vocês o ensaio mais lindo do mundo!”, assim descreveu emocionada a fotógrafa profissional Maíra Martins.
A DOCE ESPERA DE BELLA
O Conexão conversou com a futura mamãe Ana Paula, que deu os detalhes de uma história envolta em sonhos e dificuldades, amor e burocracia. Mas que, acima de tudo, termina com um final muito feliz.
O sonho pela adoção sempre acompanhou Ana Paula Corrêa Boni desde a infância. Ela é pedagoga e está casada com o economista Pedro Veloso há 18 anos. Eles são pais de Beatriz, hoje com 11 anos, vinda de uma gestação natural.
E foi justamente ao lado de Pedro, o super companheiro de todas as horas, que Ana Paula encontrou a força que precisava para “tocar o projeto” e realizar o sonho de adotar mais um filho. No caso uma menina, bela e amada. E a ansiedade pela chegada de Bella é grande.
“Ao lado do Pedro encontrei apoio e companhia para darmos entrada no processo que já dura três anos. É um processo burocrático, porém necessário, afinal é uma vida que estamos trazendo para nós. Em casa temos tudo prontinho à espera da nossa segunda filha”, revelou Ana Paula.
O nome Bella foi escolhido pela irmã, que a espera com tanto carinho e amor. “Acreditamos que esse encontro de almas já foi escrito, pois o amor que já sentimos pela nossa filha vai além de qualquer laço de sangue. A expectativa do telefone tocar a qualquer momento anunciando a chegada dela enche nossos corações de alegria. Já houve momentos que a ansiedade bateu forte, mas é preciso confiar que o tempo de Deus é diferente do nosso”, acrescentou.
E esta linda história, inspiradora, que deve servir de exemplo para outros casais, ganhou cores e formas ainda mais belas. É que a amiga do casal, a fotógrafa Maira Martins, que acompanha esse desejo da adoção desde o início do processo pelo casal, registrou em lindas e eternas imagens a amor que rompe as barreiras de sangue.
“Eu queria registrar essa espera, para quando nossa filha chegar, assim como feito com a irmã mais velha, teríamos uma recordação da espera dela. E Maira abraçou a nossa história e nos presenteou com esse ensaio que por si já fala do imenso o amor que já sentimos”, concluiu.
A ADOÇÃO NO BRASIL
No Brasil, 5.039 crianças e adolescentes ainda aguardam para serem adotadas. Na fila de espera, são 42.472 pretendentes.
Lançado em 2008, sob coordenação do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Cadastro Nacional de Adoção (CNA) é uma ferramenta que auxilia os juízes das Varas da Infância e da Juventude na condução dos processos de adoção em todo o País. O cadastro tem como objetivo colocar sempre a criança como sujeito principal do processo, para que se permita a busca de uma família para ela. Entre as medidas que corroboram para essa intenção estão a emissão de alertas em caso de demora no cumprimento de prazos processuais e a busca de dados aproximados do perfil escolhido pelos pretendentes, ampliando, assim, as possibilidades de adoção.
De acordo com os dados divulgados pelo CNA, o perfil das crianças e adolescentes que compõem o quadro dos abrigos está dividido em cinco categorias: gênero, raça e cor, irmãos, condição de saúde e idade.
Das crianças e adolescentes aptos para adoção, 54% representam o gênero masculino e 46%, o feminino. Quanto aos critérios por raça/cor, negros e brancos representam 38% cada, enquanto os pardos correspondem a 24%. Do total de crianças e adolescentes em abrigos, apenas 38% têm irmãos. Já em relação às condições de saúde, 60% são saudáveis e 40% possuem alguma restrição, como HIV, deficiência física e/ou mental. O critério de faixa etária nos abrigos é dividido ainda em quatro grupos: de 0 a 5 anos (3%), de 6 a 10 (10%), de 11 a 15 (53%) e, por fim, de 16 a 18 anos (34%).
COMO FUNCIONA O PROCESSO DE ADOÇÃO NO BRASIL?
Para adotar no Brasil, o indivíduo ou casal precisa passar por diversas etapas. Veja a reportagem completa do canal ‘Politize!’ no link abaixo:
O estúdio Maíra Martins Fotografias, publicou em sua página oficial no facebook o ensaio completo intitulado “A medida de amar é amar sem medida”. O Conexão mostra aqui algumas dessas lindas fotos. O registro completo, emocionante, pode ser conferido no link abaixo. Aproveite para curtir a página de Maíra Martins nas redes sociais e agende seu ensaio fotográfico pelo telefone: (35) 9 9894-0191.
Querido, ele é um profissional de muito respeito e tradição há mais de 50 anos.
O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje, Dia dos Médicos, estamos merecidamente homenageando, contando um pouco da história do querido José LuizGonçalves, o Zé da Lavanderia.
José Luiz Gonçalves, ou simplesmente Zé da Lavanderia, é natural de Três Pontas. É filho de Lipoldino Gonçalves Dias e Lázara Cesaria Dias. É solteiro e tem oito irmãos: Maria Aparecida, Maria do Carmo, Maria Celeste, Vanda, Maria Tereza, Isabel, Valdivina e Francisco.
Estudou no antigo “Seminário” (atual Unis) e no Jacy Gazola. Cursou até a 7ª Série (fundamental). Querido e admirado por todos, é um homem simples e de muita força no trabalho. Coleciona boas ações e amizades por onde passa.
Aos 9 anos começou a trabalhar em atividades rurais (apanhador e capinador de café). Em 11 de setembro de 1966 começou a trabalhar na lavanderia do senhor Enedino Sério Bitencourtt. Só na área de lavanderia José Luiz tem 53 anos de profissão. É a grande paixão da vida dele. Somente em sua própria lavanderia são 44 anos de trabalho.
Quem o conhece o define como uma pessoa prestativa, amorosa e honesta. “Ele gosta de ajudar todo mundo, deixa de fazer coisas pra ele, pra fazer ao próximo”, dizem seus amigos mais próximos.
Nas horas vagas Zé da Lavanderia curte uma boa música. Dedica boa parte de seu tempo, nas horas vagas, as aulas de violão até hoje.
José Luiz passou, segundo ele, por um momento difícil de muita superação que foi uma cirurgia no estômago (úlcera) e a morte dos pais, classificada como “a maior perda na vida”.
Um homem de muita fé, que faz questão de demonstrar o quanto esse sentimento encaminha e dá esperanças: “A fé é tudo, a segurança da nossa vida, quem não tem fé não tem segurança, não tem como viver”, comenta.
Milena, que nutre muito carinho por ele, comentou: “O Zé é uma das pessoas mais incríveis que eu já conheci, não somente para mim, mas para muitas pessoas que ele ajudou e ajuda até hoje. É um ótimo profissional, um ser humano maravilhoso. E um verdadeiro pai pra todos a sua volta”.
Por todas essas qualidades, por estar firme, disposto e dedicado ao trabalho há mais de meio século, apaixonado pelo que faz, semeando sentimentos nobres e ações em favor de todos que o cercam, José Luiz Gonçalves, o Zé da Lavanderia, merecidamente, é homenageado pelo Conexão Três Pontas, que, com muito carinho, contou hoje mais uma linda História de Vida.
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Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.
Queridos, eles são geradores de empregos e muito respeitados no trabalho que exercem.
O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje, Dia dos Médicos, estamos merecidamente homenageando, contando um pouco da história do querido casal Paulo e Regina, da Organização de Luto Cônego Vítor.
Paulo Sérgio de Souza Rodrigues é natural de Aguaí, SP. É filho de José Rodrigues (falecido) e Nice de Souza Rodrigues. Cursou Química Industrial na Unifran, em Franca, SP. Antes de exercer a atual profissão, sendo o proprietário da respeitada Organização de Luto Cônego Vítor, teve como última ocupação o trabalho no Curtume do Toinzinho, na cidade de Franca, SP. Dedicado ao trabalho, sério, persistente e focado naquilo que busca e acredita, Paulo é um profissional de mão cheia, muito querido por seus funcionários e clientes, apaixonado pela família e pelos cães.
A esposa Regina Helena Aparecida Sierra Rodrigues, filha de Lazinha Aparecida Peixoto Sierra e Orides Sierra, nasceu na cidade Vera Cruz Paulista, SP. Estudou na Escola Castro Alves e também teve como último serviço, antes de sua empresa, o Curtume do Toinzinho. Companheira de todas as horas, mulher dedicada e amorosa, Regina também é muito querida por onde passa. Assim como o marido Paulo, adora a família e os animais.
Antes de serem empresários, eles são filhos, marido, esposa, pais, avós e cumprem muitos outros papéis com a mesma preocupação e integridade. Podemos falar com toda tranquilidade sobre a índole, o caráter e as inúmeras qualidades desses grandes indivíduos.
Em agosto de 1999, Paulo e Regina se mudaram para Três Pontas a fim de construírem juntos um futuro melhor para sua família, que na época se apresentava com seus dois filhos, de 1 e 8 anos. Uma decisão arriscada, porém precisa e determinante. Claro que não poderia faltar a ajuda de grandes amigos, como no caso de seu funcionário e gerente Claudenir, que se mudou junto com eles.
“Foram dias turbulentos, pavorosos, felizes e também prazerosos. Esse casal sempre soube absorver a riqueza dos aprendizados da vida. E acredito eu, Amanda, que foi por isso que chegaram no nível de tamanha grandeza. A grandeza maior que digo aqui, é a experiência da vida, onde pegamos o que há de melhor para cumprirmos nossa missão terrena”, destacou a filha.
“Se eu não conhecesse meus pais, poderia dizer até que foi sorte. Mas foi através da determinação, foco e persistência que Paulo e Regina alcançaram o status que hoje representam grandes empresários na cidade de Três Pontas, no sul de Minas Gerais”, emendou a filha Amanda.
A Organização de Luto Cônego Victor tem esse nome em homenagem ao Beato Padre Victor. Ela cresceu e se desenvolveu por meio de grande administração e boas intenções. A cidade, naquele momento estava carente por um serviço funerário de excelência e foi assim que conseguiram chamar a atenção de toda população trespontana.
Hoje, a empresa faz a maior parte do serviço funerário na cidade e região. mesmo no momento de dor e de separação, Paulo, Regina, Claudenir, os demais funcionários, enfim, a idônea Organização de Luto Cônego Vítor, mostram como a seriedade, a honestidade e a competência são fundamentais, inclusive para proporcionar uma despedida digna, dando conforto e tranquilidade aos entes que aqui ficam. Isso sem contar as outras vantagens oferecidas pela empresa, como os inúmeros convênios que facilitam a vida dos trespontanos e dos clientes de toda região.
E não dá pra falar do casal Paulo e Regina sem frisar dois aspectos: a amizade profunda e verdadeira com o “mais que funcionário” Claudenir e o amor infindável pelos cães. Essas demonstrações de carinho, gratidão e amor mostram o quanto esse casal é verdadeiro, batalhador e digno de todas homenagens, reconhecimento e sucesso.
“Fica aqui uma homenagem de seus filhos Amanda e Paulo Vinícius, demonstrando orgulho e satisfação por essas duas pessoas magníficas”, concluiu Amanda.
Por toda trajetória de lutas, pelo profissionalismo e amizades construídas por onde passaram, pela família linda e pelo amor aos animais, por serem exemplos na profissão e na vida, hoje, merecidamente, o Conexão fez questão de contar a linda História de Vida do casal Paulo e Regina. Parabéns!
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Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.
Alunos do 4º Período do Grupo Unis expuseram suas opiniões sobre temas ainda atuais e polêmicos ao Conexão.
O Dia da Consciência Negra é comemorado em 20 de novembro em todo o país. E para fazer o registro desta importante data, de lutas contra o preconceito e a marginalização do povo negro, o Conexão Três Pontas esteve no Grupo Unis, em Varginha, conversando com estudantes do curso de Jornalismo (Graduandos em Comunicação Social, com Habilitação em Jornalismo – 4º Período). Eles debateram sobre o preconceito racial e outras questões importantes que envolvem as minorias. Acompanhe o vídeo:
A Data Comemorativa
A data homenageia Zumbi, um pernambucano que nasceu livre, mas foi escravizado aos seis anos de idade.
Mais tarde ele voltaria para sua terra natal e seria líder do Quilombo dos Palmares. Zumbi morreu em 20 de novembro de 1695.
O objetivo do Dia da Consciência Negra é fazer uma reflexão sobre a importância do povo e da cultura africana no Brasil. Também serve para analisarmos o impacto que tiveram no desenvolvimento da identidade cultural brasileira.
A música, a política, a religião e a gastronomia entre várias outras áreas foram profundamente influenciadas pela cultura negra. Este é um dia de comemorar e valorizar a cultura afro-brasileira.
Feriado do Dia Nacional da Consciência Negra
Confira os estados e cidades que consideram o Dia Nacional da Consciência Negra como feriado:
Alagoas – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 5.724/95
Amazonas – Todos os municípios, Lei nº 84/2010
Amapá – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 1169/2007
Bahia – 3 municípios
Espírito Santo – 2 municípios
Goiás – 4 municípios
Maranhão – 1 município (Pedreiras)
Minas Gerais – 11 municípios
Mato Grosso do Sul – 1 município (Corumbá)
Mato Grosso – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 7879/2002
Paraná – 3 municípios
Rio de Janeiro – Todos os municípios, Lei Estadual Nº 4007/2002
Rio Grande do Sul – Todos os municípios – facultativo, Lei Estadual nº 8.352
São Paulo – 102 municípios
Tocantins – 1 município (Porto Nacional).
Origem do Dia Nacional da Consciência Negra
O Dia da Consciência Negra foi estabelecido pelo projeto Lei nº 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. No entanto, apenas em 2011 a presidente Dilma Roussef sancionou a Lei 12.519/2011 que cria a data, sem obrigatoriedade de feriado.
No entanto, atualmente, o Dia Nacional da Consciência Negra é considerado feriado em mais de mil municípios.
História de Zumbi
No período do Brasil colonial, Zumbi simbolizou a luta do negro contra a escravidão que sofriam os africanos. Zumbi morreu enquanto defendia a sua comunidade e lutava pelos direitos do seu povo.
O Quilombo dos Palmares, localizado no atual estado de Alagoas, liderado por Zumbi, formavam a resistência ao sistema escravocrata que vigorava. Ali os negros escravizados recuperavam sua liberdade, preservavam a cultura africana na colônia e viviam do plantio e do comércio realizado com cidades próximas.
O assassinato de Zumbi o transformou num mito entre os africanos escravizados e sua história foi passando de geração em geração.
Zumbi lutou até a morte contra a escravidão, que só terminaria em 13 de maio de 1888, com a abolição oficial da escravatura no Brasil, cerca de 193 anos após sua morte.
O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, autor do livro “Gestação – Mitos e Verdades sob o olhar do obstetra”, desvenda as principais dúvidas sobre a gestação:
Mulheres que tomam anticoncepcional há muito tempo não engravidam logo em seguida à suspensão do uso?
MITO:A quantidade de tempo que a mulher tomou anticoncepcional não influi em sua fertilidade. Ela pode engravidar logo após a suspensão do uso. O que ocorre é que algumas mulheres que usaram anticoncepcional por muito tempo, às vezes, ficam com os hormônios da pílula impregnados nas células de gordura. Nesses casos, mesmo com a interrupção do uso, os efeitos do contraceptivo continuam no organismo por algum tempo. Por isso, os médicos consideram normal o período de até um ano de tentativas de engravidar após a suspensão do anticoncepcional.
Mulheres atletas ou que se exercitam demais podem ter maior dificuldade de engravidar?
VERDADE: Exercícios extenuantes e muito intensos como corridas de longa distância, maratonas, entre outros, podem resultar no que se chama de “amenorreia secundária” ou ausência dos períodos menstruais. Isso ocorre quando a gordura do corpo cai a níveis inferiores aos necessários para que haja ovulação. Há mulheres que, mesmo com uma rotina de exercícios intensos, continuam a menstruar regularmente. No entanto, mulheres que queiram engravidar devem reduzir suas atividades físicas em níveis mais moderados, justamente para não haver prejuízo na ovulação
A endometriose impede a gravidez?
MITO: Não impede, mas pode dificultar. Cerca de 50% das mulheres que têm endometriose apresentam infertilidade. É fundamental entender a diferença entre infertilidade e esterilidade: uma mulher estéril não pode engravidar; uma mulher infértil tem dificuldades para engravidar.
Se a mulher tem um ciclo menstrual irregular, pode ter dificuldade para engravidar?
VERDADE: As dificuldades ovulatórias são responsáveis por cerca de 25% de todos os casos de infertilidade feminina. Se o ciclo da mulher é irregular, ela não sabe quando está ovulando, portanto não tem como indicar qual é seu período fértil para programar as relações sexuais e, assim, facilitar a concepção. O melhor a fazer é procurar o ginecologista para que o profissional investigue as causas dessa irregularidade no ciclo menstrual e possa corrigi-las. A partir do momento em que o ciclo volta a ser regular, podemos ter uma noção mais precisa.
Se as relações sexuais ocorrem todos os dias, as chances de a mulher engravidar são maiores?
MITO:A quantidade de espermatozoides diminui com a frequência das ejaculações. Normalmente, aconselha-se que, na semana que precede a ovulação, o casal que deseja engravidar tenha relações sexuais dia sim, dia não, desde que o “dia sim” caia na metade do ciclo menstrual da mulher. Dessa maneira, os espermatozoides têm mais tempo para serem repostos e as ejaculações terão maior número deles, o que facilita muito a fecundação. Portanto, para que haja concepção, não adianta o homem ter cinco, seis relações sexuais num único dia, já que na quinta ou sexta relação quase não haverá mais espermatozoides no conteúdo ejaculado.
Dr. Domingos Mantelli, ginecologista e obstetra – autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”. Formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e residência médica na área de Ginecologia e Obstetrícia pela mesma instituição. Dr. Domingos Mantelli tem pós-graduação em Ultrassonografia Ginecológica e Obstétrica, e em Medicina Legal e Perícias Médicas.
Médico deve evitar movimentos e está aguardando cirurgia em Belo Horizonte.
A notícia de que o médico trespontano Dr. Antônio Carlos Cassiano, um dos mais queridos e respeitados na cidade, havia sofrido um grave acidente de trânsito pegou muitos de surpresa e, imediatamente após a divulgação no Conexão Três Pontas, uma grande corrente de oração se formou em favor do anestesista e especialista no tratamento da dor.
A repercussão foi imensa e chegou até o médico Dr. Cassiano que, admirado com a generosidade e a fé do povo de Três Pontas, fez questão de entrar em contato na manhã desta terça-feira (12) com nossa reportagem para esclarecer o ocorrido e tranquilizar a população, além de prestar um agradecimento público.
O Acidente
Conforme relatou o próprio Dr. Cassiano ele estava na zona rural de Candeias, MG (sua cidade natal) no final de semana, sozinho em seu veículo, quando perdeu o controle de direção e acabou batendo em um barranco.
“Foi tudo muito rápido. O impacto foi muito forte e cerca de 20 minutos depois da batida eu já estava sendo socorrido por populares, pessoas que me conhecem na minha cidade natal. Foi feito tudo dentro dos critérios médicos e de salvamento. O Samu fez o resgate com prancha, tudo certinho. Por isso eu não tive complicações maiores, embora tenha ‘explodido’ uma vértebra. Mas graças a Deus a medula não foi atingida”, revelou Dr. Cassiano.
A Recuperação
Dr. Cassiano está sendo atendido agora no Hospital da Unimed, em Três Pontas e aguarda vaga para a realização de uma cirurgia importante, na capital mineira. O destino deverá ser o Hospital Felício Roxo.
“Eu quero tranquilizar a população trespontana, agradecer muito por todo esse carinho. Nem sei como agradecer! E dizer que eu estou vivo e que minha medula não foi atingida por um milagre. E graças às orações de todos é que eu estou me recuperando. Se eu optasse pela recuperação sem cirurgia demoraria muito tempo e talvez os resultados não sejam tão bons quanto acreditamos que ocorrerá através do procedimento cirúrgico. Eu estou bem, recebendo todos os cuidados aqui. Infelizmente não posso me movimentar, preciso ficar o mais imóvel possível para não agravar a lesão. Mas com fé em Deus tudo dará certo”, emendou.
Querido pelos Trespontanos
Antônio Carlos Cassiano nasceu em 15 de abril de 1958. É filho de Cassiano Máximo Neto e Rosália Florentina Cassiano. É natural de Candeias. É casado com a psicóloga Maria Ivani Pedrosa Cassiano há 32 anos. É pai de 3 filhos, sendo uma médica, um dentista e o mais novo estuda medicina.
Atualmente Dr. Cassiano trabalha na Policlínica, em seu consultório particular, continua fazendo plantões na Santa Casa, no PAM (Pronto Atendimento Municipal) e no Hospital Unimed.
“Continuem orando, rezando por mim, pela minha recuperação. Tenho certeza que em breve estaremos juntos novamente e eu podendo exercer minha profissão que tanto amo, que é salvar vidas e atender bem todas as pessoas. Deus lhes pague”, concluiu Cassiano.
“Não, não penso em ser prefeito jamais. Público e privado são bem diferentes”, diz o jovem empreendedor.
O Conexão Três Pontas iniciou um novo quadro, uma nova série de entrevistas chamada SALA DE ENTREVISTA, que tem um objetivo agregador, positivo e que mostra a verdade com profundidade e de um jeito diferente. Personalidades e personagens que tenham um trabalho destacado estarão sentados em nosso sofá, sendo sabatinados, nesta Sala de Entrevista. Algumas perguntas mais diretas e objetivas chamadas de “X” da Questão dão um tom de coragem, profundidade e transparência ao quadro.
E hoje, diante de todo trabalho importante e destacado a frente da AcaiTP e do Super Kiko, Bruno Dixini Carvalho é o nosso entrevistado.
O atual presidente da Associação Comercial e Agroindustrial de Três Pontas, Bruno Dixini Carvalho, de apenas 34 anos, é visto como um empresário de visão futurista e revolucionária, assim como seu antecessor no comando da entidade, Michel Renan. Bruno é, ao lado de seu pai, o responsável direto pelo crescimento da empresa de sua família (Supermercado Super Kiko) que, em breve, inaugurará mais uma grande unidade na cidade. Acompanhe a entrevista:
Bruno é filho de Francisco de Assis Ferreira de Carvalho e Daisy Dixini Carvalho, neto do “Suco” e do “Zé Dixini”, o primeiro açougueiro e o segundo alfaiate. Tem 3 irmãos: Francini, Taylor e Érika. É casado com Gabriela, e pai de Maria e Francisco. Trabalha desde os 17 anos, onde iniciou em um estágio na empresa Café Padre Victor, e posteriormente enveredou no varejo supermercadista com sua família, onde está até os dias atuais.
É técnico, graduado e MBA em Administração de Empresas. Mas nãos e acomoda e busca se aperfeiçoar constantemente. Já foi presidente da Rede Giroforte, por 7 anos, e está na diretoria da AcaiTP há 10, sendo pouco mais de 1 ano e meio como presidente. É vice-presidente do CondesTP, faz parte do CESUL (Conselho Empresarial do Sul de Minas – UNIS) e também faz parte do Conselho Consultivo da AMIS – Associação Mineira de Supermercados.
Conexão: Apesar de jovem, você já galgou muitos degraus no cenário profissional. Inicialmente, como é ser líder tão jovem, tendo estado a frente da Rede Giroforte? Qual a atual situação do setor supermercadista no Brasil e em Três Pontas?
Bruno D. Carvalho:Na minha juventude sempre levei muito a sério a questão de trabalho. Aprendi com meus pais. Entrei em muitas coisas onde vi que podia cooperar, e compartilhar as ideias que achava interessante. Acabei sendo convidado a participar de muita coisa, mas hoje estou procurando diminuir essa dispersão. Minha nova preocupação é formar bem um lar, com família e filhos realizados, e isso também requer foco e tempo. A experiência na Giroforte foi gratificante, estar a frente de empresários todos mais velhos do que eu, com gerações e ambições muito diferente da minha foi desafiador. Confesso que muito do que idealizava não tinha aderência para alguns, mas mesmo assim conseguimos implementar muita coisa. São ciclos, conclui o meu e colaborei como pude, dei o meu melhor. Nos mantemos associados, sempre vestindo a camisa. Somos uns dos maiores associados, com boas participações na rede.
O Cenário atual em nosso ramo supermercadista está como tudo na vida atual, mudanças muito rápidas e concorrência aumentando, em todos os sentidos. A concorrência nos grandes centros aumentou, e as grandes redes tem migrado para o interior buscando aumentar sua escala. Isso tem mudado muito nosso dia a dia, e aumentado nossas preocupações, mas por outro lado, nos mostra que temos que nos tornar mais competentes no que fazemos. A conjuntura econômica apertou, e o formato “atacarejo” aumentou pelo apelo de preços baixos em cima de volumes maiores, vindo de encontro com o poder de compra enfraquecido do cliente no momento de crise. Porém oferecem uma prestação de serviço muito reduzida, causando uma ilusão as vezes no cliente doméstico, que acredita estar fazendo um bom negócio mas nem sempre está, pois tem que estocar seu dinheiro em mais produtos e ainda pagar o frete ou se deslocar mais, gastando tempo e dinheiro.
Conexão: Você é um profissional dedicado. Já acumula a função de presidente da AcaiTP. Onde você pretende chegar?
Bruno D. Carvalho: Pretendo me manter como administrador de supermercado, e talvez atuar em mais um ou dois ramos empresariais que acho interessante, pois complementam o supermercado. Atualmente minha preocupação é solidificar nossos negócios, que são familiares, e dar uma boa educação para meus filhos, ser um pai, marido, irmão e filho presente.
Conexão: A política está nos seus planos? Pensa em um dia ser vereador ou até prefeito?
Bruno D. Carvalho: Não, está fora de cogitação. Privado e público são muito diferentes.
“Em nossa cidade temos bom nível de empregos básicos, mesmo assim vejo um público desempregado, muitos currículos. Acredito ser pelo momento econômico, e dificuldade do empresário em empregar. Um colaborador sai caro devido a quantidade de impostos e deveres que vêm juntos…”
Conexão: Qual a situação da AcaiTP? Inegavelmente um grande trabalho foi realizado por seu antecessor e “guru” Michel Renan. Você também vem dando sequência naquele grande trabalho e agregando novos valores, conceitos e realizações importantes. Elenque algumas pra nós.
Bruno D. Carvalho: Estamos sempre em busca de melhorias para o empresário e meio que vivemos. A AcaiTP em nosso mandato anterior, onde eu era vice do Michel, teve uma grande alavancagem, e mantemos esse patamar. Foram feitos muitos cursos e evoluções de produtos, solidificamos a importância da instituição como formadora de opinião e atuação em defesa dos empresários. Atualmente incrementamos o portfólio com produtos mais atuais, e estamos aperfeiçoando os já existentes. Temos uma Diretoria excepcional, e eles tem atuado fortemente nas inovações. As capacitações temos feito sob demanda, para acertar mais e ter melhor aproveitamento.
Lançamos esse ano a plataforma Cresça Mais, uma capacitação feita totalmente online. Estamos em busca de ferramentas modernas para gerar economia de tempo para o empresário. Temos um grupo de RH para intercâmbio de ideias e compartilhamento de informações, sempre atuantes em eventos inclusive no Unis. Buscamos também criar um canal de comunicação mais efetivo com o poder público, pois entendemos que o papel transformador dos empresários em todo município é importante, pois geramos emprego e renda para nossa região. Nesse aspecto, criamos em parceria com a Prefeitura o CondesTP (Conselho de desenvolvimento econômico e sustentável) que reúne poder público (Prefeitura e Câmara) Sociedade Civil Organizada (Rotary, Escoteiros, Assenart, Amsesam, OAB, etc) e Sociedade empresarial, (Cocatrel, AcaiTP, Emater, Sebrae, Unis/Fateps, etc). É um conselho fascinante, que em Maringá no Paraná vem causando grandes mudanças. Tivemos lá para conferir, e estamos plantando essa semente em nossa cidade, com total apoio da AcaiTP. Através desse conselho temos conseguido muita coisa, como a Educação Empreendedora na rede pública de ensino.
A Câmara Técnica de turismo já fez uma pesquisa e vem apontando caminhos para o Turismo Religioso, tivemos participação intensa e apoio no Carnavaliza TP, apoio nos eventos culturais, etc. Sem contar a Sala Mineira do Empreendedor, que vem orientando novos empresários e simplificando a vida do novo empreendedor, que em um lugar só viabiliza a abertura de sua nova empresa.
Conexão: Qual o papel do comércio na saúde financeira, na geração de emprego e renda em Três Pontas?
Bruno D. Carvalho:Fundamental, pois distribuímos a renda no município, fazemos girar o dinheiro. Tudo emperra se o comércio, indústria e agro pararem. Não se vendem serviços, não se arrecada tributos para Prefeitura e poder público pagar seus compromissos, mão de obra fica sem dinheiro, etc. É uma engrenagem poderosa.
Se as empresas locais estão fortes, reinvestem mais em seu crescimento, seja ele em tecnologia, mão de obra (capacitação e mais contratações) e estrutura (construções, reformas, etc). Temos que cuidar bem das empresas aqui instaladas, e agradecer aos empresários pela dinâmica de investir, pois ser empresário envolve muitos riscos, e nem todos se dispõem a esses riscos, seja ele de intempéries naturais, riscos financeiros (Crises, calotes), insegurança jurídica, fiscalizações (governo), mudanças constantes, mão de obra específica escassa, falta de tecnologia, estrutura, etc. O conjunto empresário e trabalhador deve ser muito valorizado, pois um depende do outro sinergicamente.
Conexão: Na sua opinião, como entendedor do assunto, por que muitas pessoas ainda estão fora do mercado de trabalho na cidade? Falta emprego de verdade ou falta qualificação? O que fazer para gerar mais emprego na cidade?
Bruno D. Carvalho:Tudo está mudando de maneira muito acelerada, inclusive as necessidades das empresas e das pessoas. Hoje a especificidade de cada serviço é o que impera. Há poucos anos surgiu o Coach. Você já viu a infinidade de especialidades dentro do coach já surgiram? A mão de obra tem que entender esse movimento, para se preparar para coisas que realmente estejam na demanda das empresas. Hoje tem-se uma necessidade de analisar com critérios os vários números e várias informações disponíveis nos negócios, portanto analistas de sistemas e programadores nunca foram tão requisitados.
Pessoas que pensem o negócio em seu futuro, para criarem a evolução do próprio negócio vem sendo requisitadas. Acredito que se as pessoas hoje desempregadas se qualificarem em pontos específicos, sabendo fazer desde que seja uma reposição de prateleira muito bem feita, e ter compromisso em seu trabalho, ela já está plenamente empregada e com estabilidade. É preciso qualificar mas é preciso ter compromisso, assiduidade e seriedade com o trabalho também.
O que ocorre é que muitos fazem por fazer, e isso acaba gerando insatisfação do cliente e do empregador, aí temos que escolher muito antes de contratar, para não incorrer o risco de errar na contratação, que não sai barato para o empresário. Acredito que cada um deve buscar o que enxerga como tendência, buscar ler livros e informações atualizadas antes de sair apenas pedindo emprego. E depois que conseguir o emprego, que o honre e dê o seu melhor. Tem muitas pessoas que teimam em ser medianas, achando que isso é a solução. Mas o cliente anda exigente, o empregador também.
Em nossa cidade temos bom nível de empregos básicos, mesmo assim vejo um público desempregado, muitos currículos. Acredito ser pelo momento econômico, e dificuldade do empresário em empregar. Um colaborador sai caro devido a quantidade de impostos e deveres que vêm juntos. A culpa em grande parte disso tudo é o próprio governo. Se não fosse tão pesada a carga em cima da folha, com certeza teria 20% a mais de colaboradores em minha empresa. Acredito que essa realidade seja para outros empresários.
Conexão: O setor supermercadista vem crescendo na cidade. O Moacyr inaugurou sua segunda sede e o Super Kiko em breve também. Fale um pouco dessa grande obra que será importante também na geração de emprego e renda.
Bruno D. Carvalho: É um setor muito dinâmico, costumo falar que são várias empresas dentro de uma só. Vem crescendo por ter uma concorrência saudável até então, diretores antenados e muito respeito. Existe uma melhoria contínua, fato que o Moacyr abriu uma nova loja que ficou muito boa e atual. No nosso caso, estamos construindo no nosso ritmo uma loja nova, um grande e antigo sonho da família. Como tudo em nossa história familiar, estamos indo no nosso tempo, dando um passo de cada vez, “não precisamos afobar, prudência e caldo de galinha nunca fez mal a ninguém!” meu pai sempre diz. Temos ambição de viver bem acima de tudo, e na hora que ficar pronto, será muito bem vindo. É uma conquista de toda a equipe do Super Kiko, e teremos que ampliar muito o nosso quadro quando ficar pronto. Será muito benéfico a cidade, sobretudo pela boa localização. Por falar nisso, nossa avenida está ficando um espetáculo!
“Somos muito gratos a tudo que Deus nos concede, principalmente a saúde e proteção. Sabemos que o Padre Victor nos olha com carinho, dado as tantas coisas boas que nos acontece…”
Conexão: O “X” da Questão é o seguinte: Uma nova rede está vindo para a cidade: o ABC. Até que ponto a concorrência ajuda e atrapalha? O setor está “saturado” na cidade? Ainda há espaço para novas empresas?
Bruno D. Carvalho:Sempre dá uma balançada inicialmente, essas redes usam subsídios de outras negociações para abaixarem preços no começo e tudo se bagunça. Depois a poeira abaixa e vão normalizando, não existe milagre. O setor na minha ótica estava em equilíbrio com a abertura do novo Moacyr, mas vejo que com essa vinda do ABC algumas empresas terão que reajustar suas estruturas de custos, isso envolve reduzir o quadro. Sempre há espaço para novas empresas, o sol brilha para todos, e a concorrência existe para subir o nível na prestação de serviços.
Conexão: Vivemos recentemente mais uma Festa do Padre Victor. Até onde a fé atua e interfere no seu trabalho? Algum relato envolvendo Padre Victor que você poderia nos contar?
Bruno D. Carvalho:Somos muito gratos a tudo que Deus nos concede, principalmente a saúde e proteção. Sabemos que o Padre Victor nos olha com carinho, dado as tantas coisas boas que nos acontece. Não temos relatos diretos, mas sentimos a presença Dele nas nossas vidas, intercedendo em nossa proteção.
Conexão: Impossível nesta entrevista aprofundada falar de seu trabalho sem citar seu pai, um comerciante muito querido, visionário, simples e ao mesmo tempo e uma capacidade indiscutível. Como é trabalhar ao lado dele? O que ele mais te ensinou?
Bruno D. Carvalho: Ele me ensinou e ensina muito, todos os dias tem um aprendizado. O que mais marca em meu pai, é que ele sempre preocupa em passar a lição das coisas, as vivências que ele teve diante de várias situações que a vida lhe forçou a tomar decisões. Trabalhar com ele é muito bom, sempre pontual, muito animado e envolvido na solução. Tem visão simplificada das coisas e um entusiasmo invejável. É um grande pai, que me espelho muito todos os dias. Tenho eterna gratidão a ele e minha mãe por tudo que me ensinam, aconselham, confiam e me ouvem.
Foto Mauro Bueno
Conexão: Visitando as lembranças e tudo que o Kiko lhe deu, lhe repassou nesses anos todos, o que você diria a ele neste momento, mesmo que publicamente, que ainda não disse?
Bruno D. Carvalho: Pai, você é um herói. Um super herói, que faz em diferença em suas famílias e em seu trabalho pela sua honestidade, firmeza, coração justo, bom humor, positividade e simplicidade. Te admiro muito pelas condições que teve, e tudo o que o Sr se tornou, e nos criou de forma tão sábia. Obrigado por tudo, seu exemplo é um grande aprendizado para nós. Te amo!
Conexão: Que pergunta que este jornalista não lhe fez e que você gostaria que fosse feita? Bruno D. Carvalho: Rapaz, acho que já abordou tudo e mais um pouco. Devo muito minha a mãe Daisy, que sempre me acolhe, aconselha, e me ensina muito. A mãe e muito verdadeira e firme, foi imprescindível na formulação de meu caráter. A Vó Isaura também pelos aconselhamentos e experiência de vida de quem tem 91 anos. Minha esposa Gabriela e filhos, o perdão da ausência em alguns momentos por compromissos extras. E aos meus grandes colaboradores, pela paixão a camisa, espirito de equipe e união, por levarem nosso mercado com tanto carinho, servindo nossos clientes com entusiasmo e presteza. Obrigado a todos vocês!
Conexão: Suas considerações finais.
Bruno D. Carvalho: Agradeço pelos votos de confiança em todas as instituições que participo e participei. Sempre busco ouvir e convergir as boas intenções das pessoas que me rodeiam, por isso agradeço muito aos amigos do Condes e AcaiTP. Parabéns Roger por interagir com as pessoas e ouvir um pouco do trabalho de cada um. Nos sentimos valorizados ao contar nossas histórias. Fiquem todos com Deus!