Categoria: Especial

  • REPORTAGEM ESPECIAL – MORADORES DE RUA: Um problema de difícil solução em Três Pontas.

    REPORTAGEM ESPECIAL – MORADORES DE RUA: Um problema de difícil solução em Três Pontas.

     

    Agora é lei: morador de rua deve ser atendido pelo SUS.

    Não é de hoje que os moradores de rua se tornaram um grave problema social em Três Pontas. Há anos que a Avenida Oswaldo Cruz, principal via de acesso da cidade, se tornou a moradia, a casa, o leito de homens e mulheres, desde jovens até idosos, boa parte entregue ao vício da bebida e, alguns, também das drogas. Várias foram as tentativas de tirar essas pessoas das ruas. Algumas têm parentes, um lugar pra ficar, pra dormir, tomar banho e se alimentar. Outros não têm pra onde ir. O fato é que os anos vão passando e nenhuma ação ou esforço por parte das autoridades surtiu o efeito desejado. Nossa reportagem tem acompanhado o dia-a-dia desses seres humanos entregues a sorte, aos riscos e perigos da noite como o frio e a violência. Pessoas que muitas vezes são rejeitadas, excluídas da sociedade, até por vontade própria, mas que acabam sendo marginalizadas e vítimas de muito preconceito e descaso.

    Em situação degradante os moradores de rua que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, próximo ao semáforo, no cruzamento com a Avenida Ipiranga, passam dias e noites, chuva e sol, sem ter alimentação regular, roupas, cobertores, banho, higiene e, principalmente, sem ter uma solução para o problema. Muito já foi tentado, mas eles próprios relutam em deixar a rua e voltar para o convívio da família ou ficar em abrigos ou casas de recuperação, a exemplo do grande trabalho realizado pelo Grupo de Oração Fé com Obras, que abriga vários ex-moradores de rua, mas que vem passando uma grave crise financeira, principalmente resultante das grandes despesas e da falta de apoio por parte das autoridades e da sociedade de uma forma geral.

    Além disso tudo, há também a questão comercial que é levantada por empresários, donos de estabelecimentos como restaurantes e bares, que alegam ter o movimento prejudicado pelos andarilhos, em decorrência do mal cheiro e do comportamento hostil de alguns deles, embora nenhum caso de ofensas ou agressão tenha sido relatado até aqui.

    O QUE JÁ FOI FEITO

    Durante anos, os trespontanos reclamaram, fizeram fotos, postaram nas redes sociais, protestaram e cobraram providências por parte do Poder Público Municipal. Em 2015, no início do mês de julho, o então prefeito Paulo Luís Rabello resolveu agir. Encontrou uma moradia para essas pessoas que, de acordo com levantamento de Secretaria de Assistência Social, apesar de terem família, preferem viver nas ruas. Mas, por incrível que pareça, algumas pessoas questionaram a retirada desses moradores da Avenida Oswaldo Cruz, alegando arbitrariedade, uma medida contra a vontade deles, na época.

    “Nós devemos tratar todas as pessoas como seres humanos e não como animais. Não podíamos pegar aquelas pessoas e jogá-las em qualquer lugar. Nós fomos preparando terreno, criando boas condições para que as providências fossem satisfatórias para eles. Nós fomos inicialmente preparando eles psicologicamente através da Secretaria Municipal de Assistência Social e também do Caps, para que a saída deles fosse consensual. Quando achamos que era a hora, tomamos todas as providências através da Assistência Social e da Guarda Municipal, que merece todo o meu agradecimento, além do Caps. Acredito que, temporariamente, o problema está resolvido. É difícil tirar todas as pessoas das ruas. Eles têm o direito de ir e vir e não podemos obrigar ninguém a nada”, explicou o ex-gestor em 2015.

    O então prefeito Paulo Luís Rabello em entrevista concedida ao Conexão em 2015.

    Quando tomou a decisão de tirar os moradores da rua – ação aprovada pela maioria da população trespontana – alguns questionaram, reclamaram e chamaram o então chefe do Executivo Municipal de arbitrário e ditador. “Infelizmente em Três Pontas tem muita gente que só sabe criticar e não ajuda em nada. Será que essas pessoas que criticaram hoje ajudam com algum donativo?”, concluiu.

    Infelizmente, pouco tempo depois, os andarilhos acabaram voltando para as ruas, mais precisamente para a Avenida Oswaldo Cruz.

    CONEXÃO MOSTROU O PROBLEMA EM 2014

    A reportagem lembrou que “apesar de não serem violentos, muitos populares, como comerciantes, reclamam da presença dos andarilhos no local e há ainda aqueles que se solidarizam com a situação de penúria e, aparente, abandono por parte da família.

    Em 2014 a Secretaria Municipal de Assistência Social, da Prefeitura Municipal de Três Pontas, fez um acompanhamento e buscou soluções para a situação dos moradores de rua. Uma delas foi a implantação do Projeto “Não dê Esmolas, Promova Cidadania”, que pedia para que as pessoas parassem de dar esmolas a esses moradores, e sim promovam a cidadania e a dignidade dos mesmos.

    O projeto foi apresentado pelos funcionários do CREAS – Centro de Referência Especializado da Assistência Social, composto dos profissionais que lidavam com essa situação, como o psicólogo Miller Tavares, a advogada Cíntia Aparecida de Souza Freitas, a assistente social Luciana Silva Bárbara e a coordenadora do centro, Sara Silva Souza.

    ELES PREFEREM CONTINUAR NAS RUAS

    Na época o psicólogo do CREAS, Miller Tavares afirmou que o acompanhamento vinha sendo constante por parte da Secretaria Municipal de Assistência Social e reiterou que esses cidadãos não abriam mão de continuar nas ruas: “O órgão de atendimento dessas pessoas é o CREAS e a própria Assistência Social. Nós fazemos frequentemente uma abordagem de oferta para o tratamento da dependência química, porque essas pessoas que estão nas ruas são vítimas da dependência do álcool e das drogas e isso impede que elas busquem uma saída, um emprego e até a convivência familiar. Nós mesmos procuramos as famílias dessas pessoas, mas por conta do estado em que elas se encontram já se esgotaram as tentativas de ajuda por parte dos parentes. Nós insistimos, tentamos mostrar para a família a importância do diálogo e da presença deles. O objetivo é propiciar a reinserção deles no seio familiar, no mercado de trabalho e na sociedade como um todo, com respeito e dignidade”, pontuou.

    Ainda conforme o psicólogo do CREAS, são feitas muitas críticas e de forma frequente pelo fato desses moradores de rua se encontrarem num local público. “Independente do local que eles se encontrem eles são cidadãos e têm o direito de ir e vir. Por isso lembramos que a população deve nos ajudar, se conscientizando de que não deve dar esmolas para essas pessoas. Isso dificulta o nosso trabalho. Muitas vezes durante nossas abordagens eles estão sob o efeito de álcool e drogas, alimentado pelo dinheiro das esmolas. E o mais importante de se dizer é que eles mesmos não querem sair das ruas. Eles dizem isso frequentemente, afirmando ter pessoas que os ajudam, com almoço, com roupas, etc. Nós não somos contra a caridade. Ajudar com alimentação é necessário e um grande gesto de humanidade. Nós pedimos para não dar dinheiro.

    Atualmente são cerca de 8 moradores de rua na Avenida Oswaldo Cruz, mas esse número oscila pois tem gente que vem de outras cidades, ficam um tempo e vão embora. E a grande maioria desses moradores de rua tem família, mas perderam o contato e a aceitação por causa da dependência química.

    TRATAMENTO

    O tratamento é oferecido pelo Governo Federal e durante seis meses essas pessoas são tratadas gratuitamente. A maioria dos moradores de rua de Três Pontas é composta por dependentes de álcool e não de drogas e não há nenhum registro de ato violento ou crime praticado por eles.

    Em conversa com os moradores de rua que ficam na Avenida Oswaldo Cruz, percebemos a vontade de continuar nessa situação, por mais absurda que seja. Conforme JR, de 36 anos, natural de Itutinga, radicado em Três Pontas há anos, e que possui uma irmã na cidade, estar na rua é uma opção própria: “É uma opção minha. Para eu não maltratar as pessoas e não ser maltratado. Eu opero qualquer tipo de máquina, mas escolhi estar na rua. Muita gente nos ajuda, as pessoas vêm e fazem caridade. A Assistência Social nos ajuda sempre. A Luciana me ajudou e eu já fui internado. Se eu quiser largar de beber eu largo, mas eu não quero. A única coisa que precisa ser feita é a construção de um albergue. No mais, tudo é feito pra nos ajudar”, disse.

    ENTREVISTA

    Nossa reportagem conversou com o médico, especialista, Dr. Luiz Roberto Dias, ex-prefeito e ex-secretário municipal de Saúde de Três Pontas, que realizou importantes trabalhos nas comunidades carentes do Rio se Janeiro. Ele fala sobre a situação dos moradores de rua hoje em dia:

     ATENDIMENTO PELO SUS

    Agora está assegurado por lei o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) de famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social, mesmo que eles não apresentem comprovante de residência. A Lei 13.714, de 2018, que proíbe expressamente a recusa de atendimento pelo SUS nesses casos, foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

    Assistência social

    O texto original do Projeto de Lei da Câmara (PLC) 112/2014 obrigava a criação de uma identidade visual para o Sistema Único de Assistência Social (Suas), que sirva para identificar todos os locais que prestam esse serviço à população. A identidade visual seria nos moldes do SUS, com um símbolo próprio que identifique as unidades públicas estatais, as organizações de assistência social, os serviços, programas, projetos e benefícios vinculados ao Suas.

    Porém, o senador Eunício Oliveira (MDB-CE) apresentou uma emenda para determinar o atendimento a moradores de rua, geralmente assistidos por instituições filantrópicas. O texto garante a essa camada da população “a atenção integral à saúde, inclusive com dispensação de medicamentos e produtos de interesse para a saúde”.

    DIREITOS DOS MORADORES DE RUA

    Um situação muito comum é encontramos moradores de ruas em todas cidades do Brasil, popularmente conhecidos como “mendigos”. Embora não exista um dado concreto, essa população só em Belo Horizonte, é estimada em cerca de 2.000 moradores.

    Será que essa população é enxergada por outras na qual em suas vidas cômodas passam todos os dias na mesma calçada que vários deles? Embora tratando-se de uma pergunta retorica, a grande questão é a justiça brasileira para com essas pessoas que vivem nessa situação de extrema precariedade, para não usar mais usar mais uma vez o termo popular: miserável.

    Os direitos

    Em 1948 em vários países foi erguida em vários países a Declaração Universal de Direitos Humanos que afirma:
    “Todas as pessoas nascem livres e iguais, ou seja, “ninguém é melhor que ninguém”. Todos nós formamos uma única família, a comunidade humana: negro ou branco, homem ou mulher, rico ou pobre, nascido em qualquer lugar do mundo e membro de qualquer religião. Assim, todos nós temos direito à liberdade e à segurança pessoal.”
    Com essas palavras os moradores de rua ganharam o direito de serem protegidos por uma lei na qual devem ser reconhecidos como cidadãos e serem tratados como tal.

    Cidadãos

    Entre as proteções que a lei estabelece com os moradores de rua, algumas delas são: Se algum deles estiverem com alguma pendencia na justiça, esses tem direitos à advogados e serem julgados como qualquer outro indivíduo. Além disso, através da Política Nacional de Assistência, da direito a ele a um serviços de rede de acolhimento e serviços: abordagem de rua, centros de referência, casas de acolhimento (repúblicas, pensão), encaminhamento para retirada de documentos e projetos de inclusão produtiva.

    O grande problema, é que como a maioria não tem consciência de seus direitos perante o Estado, não podem lutar por eles e exigirem algo que é protegido por lei.

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    Roger Campos

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  • HISTÓRIAS DE VIDA: “DONA DAGMAR” É HOMENAGEADA PELO CONEXÃO TRÊS PONTAS

    HISTÓRIAS DE VIDA: “DONA DAGMAR” É HOMENAGEADA PELO CONEXÃO TRÊS PONTAS

     

    O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos, merecidamente, homenageando, contando um pouco da história da Sra. Dagmar Reis Vilela, ou simplesmente a “Dona Dagmar do Brasil Hotel”, querida por todos.

    Dagmar Reis Vilela, carinhosamente chamada de “Dona Dagmar do Brasil Hotel”, tem 94 anos de idade e esbanja vitalidade. Nasceu em 20 de janeiro de 1925 na Fazenda da Prata, próxima a Três Pontas. Era a filha mais velha de um total de 12 filhos do casal Antônio Reis Pinto (cafeicultor) e Adelaide Costa Dagmar.

    Dona Dagmar em família.

     

    Após 11 anos de namoro, casou-se em 16 de dezembro de 1948 com José Miranda Vilela. Dessa feliz união nasceram Rosângela, José Carlos, Carlos Eduardo e Fernando Henrique. Infelizmente dois filhos já faleceram. Tem sete netos e quatro bisnetos.

    Quando seu tio Aristides Reis Prata sugeriu que ela comandasse o hotel que já pertencia a família, Dagmar não relutou e encarou o desafio. Isso há cerca de 60 anos. Aos poucos foi comprando as partes dessa herança da família e no ano de 1976 iniciou uma grande reforma, transformando o Brasil Hotel no sucesso que é até hoje, ganhando repercussão em toda região. Ainda comanda a empresa com o apoio dos filhos. Sempre bem disposta e com uma lucidez de dar inveja, quando não está no hotel certamente poderá ser encontrada na Santa Missa, na Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda ou no Carmelo São José.

    Sempre gostou de montar quebra-cabeça, jogos com centenas de peças e de praticar natação e hidroginástica.

    Foi membro ativa na Apae, no Hospital São Francisco de Assis e também no Clube Literário e Recreativo Trespontano.

    Dona Dagmar e o saudoso marido José Vilela.

    Ela é proprietária do mais tradicional hotel da cidade de Três Pontas, que existe há mais de seis décadas. Nas mãos de Dona Dagmar o Brasil Hotel está há quase cinquenta anos. Tendo, nesses quase meio século sido a hospedagem preferida de famosos e anônimos.

    Dentre as personalidades que já se hospedaram no Brasil  Hotel podemos citar: Zezé di Camargo & Luciano, Chitãozinho & Xororó, Engenheiros do Hawaii, Ivete Sangalo, Raça Negra, Gian & Giovani, Banda Mel, Renato Teixeira e tantos outros. O Hotel Brasil sempre foi sinônimo de qualidade, bom atendimento e conforto.

    Toda essa referência do Brasil Hotel se deve a personalidade, ao carinho e as muitas amizades que Dona Dagmar cultivou ao longo da vida. Caminhando para, se Deus quiser, chegar a 100 anos de uma vida exemplar, Dona Dagmar segue firme e forte, com a mesma educação, gentileza, sorriso e atenção para com todos aqueles que têm a chance do seu convívio, seja de trespontanos ou de hóspedes que visitam a “sua casa”, o Brasil Hotel.

    Dona Dagmar e este jornalista.

    Impossível não lembrar da forma gentil e amiga como sempre tratou a imprensa, franquiando a entrada deste e de outros jornalistas para a realização das concorridas entrevistas com as celebridades.

    Por uma vida quase centenária semeando o bem, o amor, a honestidade e a amizade, o nosso reconhecimento a Dona Dagmar Reis Vilela!

    INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA

    Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.

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    Roger Campos

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  • MÉDICO: UMA HOMENAGEM AOS VALOROSOS DEFENSORES DA VIDA

    MÉDICO: UMA HOMENAGEM AOS VALOROSOS DEFENSORES DA VIDA

    Caneta em punho para escrever um texto sobre ser médico. Escrever sobre a medicina humanitária e a arte de cuidar, sobre a fascinante jornada de aplacar sofrimentos, promover a saúde do outro, comemorar a vitória da vida e chorar a impossibilidade diante da morte. Do privilegiado acesso ao ser humano e à sua mais profunda intimidade, nasce a obvia responsabilidade do médico com todo o contexto em que vive o individuo que é a razão de sua existência: o paciente.

    Mais do que conhecer a ciência do seu ofício, há que ter plena consciência do seu potencial transformador. O médico tem influência no cotidiano das pessoas porque suas atitudes alcançam o outro, deslizando suavemente sobre a mais importante faceta da relação médico-paciente: a confiança.

    Ao contemplar esse efeito transcendente da atividade, educativo e transformador, justamente num momento de crise do trabalho médico, das instituições de saúde, do financiamento do SUS e do questionamento do ato médico pela sociedade, temos, forçosamente, que refletir sobre atitudes.

    Ignorar os conceitos de cidadania resulta num individuo apático, conformista e cúmplice das mazelas do sistema, da insciência das instituições e das mortes por desassistência. O médico não pode ser inerte ao ponto de se calar e se por de joelhos diante da arrogância do poder econômico ou das politicas que se servem em vez de servir.

    Diante do papel do médico e da importante data que hoje se comemora, entendemos que esse é, na verdade, um presente para a sociedade.

    Fonte: ACM

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  • Boletins de Urna permitem fiscalização das eleições pelo cidadão

    Boletins de Urna permitem fiscalização das eleições pelo cidadão

     

    Muitos eleitores não sabem, mas o sistema de votação brasileiro embute um mecanismo pelo qual é possível auditar o resultado do pleito e atestar a confiabilidade das urnas.

    Trata-se do Boletim de Urna (BU), documento que registra os votos recebidos pelos candidatos nas diferentes seções eleitorais. Por meio dele, qualquer cidadão pode conferir os resultados apurados nas urnas diretamente do seu aparelho celular (smartphone).

    O processo funciona de maneira simples. Encerrada a votação, às 17h (horário local), a urna imprime cinco vias do boletim. O documento impresso traz a identificação da seção eleitoral, bem como o número de eleitores que ali votaram e a quantidade de votos registrados para cada candidato ou partido.

    Uma dessas vias é afixada na porta da seção eleitoral, tornando público o resultado daquela urna. Outras vias ficam disponíveis para acesso dos fiscais dos partidos. Ao mesmo tempo, a versão eletrônica do boletim (contida na memória de resultado) é enviada ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do respectivo Estado, por meio de uma rede virtual privada da Justiça Eleitoral.

    Enquanto o TRE confere a autenticidade dos dados recebidos e inicia a contagem de votos no Estado, o eleitor pode auditar o resultado de uma ou mais seções por meio do “QR Code” impresso no Boletim de Urna disponibilizado. Esse código pode ser lido por celulares com câmera fotográfica que tenham o aplicativo “Boletim na Mão” instalado.

    Desenvolvido pela Justiça Eleitoral, o aplicativo fornece ao eleitor todo o conteúdo constante dos BUs, de forma rápida e segura. Com o celular aberto no aplicativo, o eleitor “escaneia” o QR Code nas seções eleitorais de interesse e confere, posteriormente, se os dados coletados correspondem a aqueles totalizados e divulgados no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não é necessária conexão à internet para a leitura do código (QR Code) visível no documento impresso.

    Os boletins contêm todas as informações relativas à votação em determinada seção, incluindo comparecimento de eleitores, contagem de votos brancos e nulos e o número de votos nominais e de votos de legenda.

    Essas mesmas informações ficam disponíveis para consulta, pelo eleitor, na página “Boletim de urna na Web”, mantida pelo TSE. A consulta online ao espelho do BU pode ser feita já no dia seguinte à votação, tão logo a totalização seja concluída em todas as Unidades da Federação.

    O aplicativo “Boletim na Mão” foi desenvolvido para as plataformas Androide e iOS. A versão atualizada para as Eleições 2018 já disponível para download nas lojas Google Play e App Store.

    Fonte TRE-MG

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  • Justiça Eleitoral esclarece boato sobre voto incompleto ou parcial.

    Justiça Eleitoral esclarece boato sobre voto incompleto ou parcial.

    Mensagem falsa de WhatsApp falava em anulação de voto em caso de escolher candidato para apenas um cargo.

    A Justiça Eleitoral alerta que os eleitores devem votar em todos os cargos, ainda que anule ou voteem branco. Oeleitor pode votar em um candidato, em branco ou nulo para o cargo que quiser, não há nenhuma restrição para isso. Não existe a figura do “voto parcial”.

    Porém, se houver alguma eventualidade (a pessoa passar mal, por exemplo) e o eleitor tiver votado apenas no primeiro cargo (deputado federal), o voto que ele tiver registrado será contabilizado normalmente e os demais que ele não registrar serão considerados nulos. Ao teclar o “confirma”, se efetiva o registro de cada escolha feita pelo eleitor, seja para voto válido, nulo ou branco.

    Também pode acontecer, em casos muito raros, de uma urna “travar”. Nessas situações, o voto de um eleitor que estava na metade do procedimento, por exemplo, é reiniciado.

    Simulador de votação

    Há uma ferramenta de orientação aos eleitores que está disponível no site do Tribunal: o simulador de votação. Desenvolvido pelo TSE, o software apresenta uma lista de candidatos e partidos fictícios para cada cargo (Partido dos Esportes, Partido dos Ritmos Musicais, Partido das Profissões, Partido das Festas Populares e Partido do Folclore). O eleitor pode navegar pelos partidos usando as setas para direita e para esquerda no alto da página. Antes de votar no simulador, o usuário deve escolher o turno da eleição que deseja participar: primeiro ou segundo.

    No fim da votação, ou a qualquer momento, o eleitor poderá retornar à página inicial, escolher o turno e reiniciar a votação (basta clicar no link  “nova simulação”). Devido a seu caráter didático, caso o usuário faça um procedimento incorreto durante a votação, o simulador apresentará uma mensagem explicativa e a tela será bloqueada até que ele clique na mensagem apresentada.

    Fonte TRE-MG

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  • URGENTE: Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira.

    URGENTE: Eleitores não podem ser presos a partir desta terça-feira.

     

    A pouco menos de uma semana das eleições, eleitores só poderão ser detidos em caso de flagrante delito.

    A partir desta terça-feira (2), a cinco dias das eleições, nenhum eleitor poderá ser preso ou detido exceto em casos de flagrante delito ou de sentença criminal condenatória por crime inafiançável por desrespeito a salvo-conduto. A orientação está na legislação e prevista no calendário eleitoral.

    Também nesta terça-feira será o último dia para a verificação das assinaturas digitais do Sistema de Transporte de Arquivos da Urna Eletrônica, do Subsistema de Instalação e Segurança e da Solução JE-Connect instalados nos equipamentos da Justiça Eleitoral.

    Essa verificação deve ser feita por representantes dos partidos políticos e das coligações, da Ordem dos Advogados do Brasil, do Ministério Público e das pessoas autorizadas em resolução específica a formalizar pedido ao juízo eleitoral

    Amanhã também é o último dia para os tribunais regionais eleitorais divulgarem na internet os pontos de transmissão de dados que funcionarão em locais distintos daquele de funcionamento da junta eleitoral.

    Fonte R7

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  • ESPECIAL PADRE VICTOR: POPULAÇÃO DE TRÊS PONTAS “DOBRA” NO DIA 23 DE SETEMBRO.

    ESPECIAL PADRE VICTOR: POPULAÇÃO DE TRÊS PONTAS “DOBRA” NO DIA 23 DE SETEMBRO.

    CONEXÃO MOSTRA PONTOS POSITIVOS E NEGATIVOS DA FESTA.

    Nossa reportagem percorreu no fim da noite deste sábado (22) os 26 quilômetros da MG 167 acompanhando a movimentação de romeiros que buscavam chegar em Três Pontas para a festa do Padre Victor. Vindos das mais diversas localidades eles se aglomeraram nas margens da rodovia Três Pontas/Varginha. Logo nas primeiras horas do domingo o volume de visitantes já era enorme. Estimativa ainda não fechada sinaliza que neste ano o número de romeiros pode bater os 50 mil, ou seja, praticamente dobrando a população local que é de 56 mil habitantes segundo último senso do IBGE.

    Na Rodovia

    Vários fatores chamaram a atenção da nossa reportagem no trajeto que realizamos entre Três Pontas e Varginha. O primeiro deles foi a quantidade imensa de devotos que caminharam em direção à terra onde estão depositados os restos mortais do Beato Padre Victor. Eles andavam sozinhos ou em grupos, praticamente em fila indiana, a grande maioria com mochila nas costas (portando água, blusa de frio, boné ou chapéu, filtro solar, etc). Também levavam nas mãos aparelhos celulares com as lanternas ligadas para facilitar a locomoção e para serem vistos pelos motoristas. Outro ponto que merece destaque foi a quantidade de viaturas policiais que fazia quase que uma escolta, obrigando os veículos a trafegarem em velocidade reduzida. A Polícia Rodoviária Estadual, na entrada de Varginha, distribuiu adesivos refletivos para centenas de romeiros, aumentando assim a segurança. Viaturas de resgate também estavam à disposição. Contamos cinco pontos de apoio em toda extensão da MG 167 entre Três Pontas e Varginha, pessoas voluntárias que dedicaram seu tempo e até os próprios recursos para distribuir mais que água, pão, leite e café. Distribuíam carinho.

    Mas um fato que gerou preocupação foram os constantes flagrantes de grupos de romeiros que trafegavam na pista de rolamento, na contramão de direção, no sentido Três Pontas/Varginha. Carros, motos e ônibus passavam muito perto desses devotos, um eminente risco de acidentes.

    Informações veiculadas em grupos de whatsapp relataram ter acontecido dois atropelamentos, um que teria acontecido por volta da 01h00 e gerado uma fratura exposta em um dos braços de um romeiro. E outro, mais grave, por volta das 04h30 que teria resultado um politraumatismo também em um devoto que, inclusive, teria sido levado em estado grave para o Hospital Bom Pastor em Varginha. Entramos em contato com a Polícia Rodoviária Estadual em Varginha e também com o Hospital Bom Pastor. Nenhum dos dois órgãos quis passar qualquer informação, portanto não confirmada.

    Feirinha do Padre Victor

    O novo endereço da Feirinha do Padre Victor, que sempre recebe grande quantidade de consumidores e visitantes, transferido este ano para a Mina do Padre Victor, foi aprovado pela maioria dos comerciantes ambulantes e por visitantes com quem conversamos na noite deste sábado (22). O local se mostra melhor estruturado, com mais espaço, inclusive para a circulação de populares entre as barracas, é todo gramado e de fácil acesso. Um grande esquema de segurança foi visto, bem como banheiros químicos e questões relevantes para o bom funcionamento do setor. Felizmente o tempo também colaborou. Se tivesse chovido possivelmente os transtornos seriam grandes.

    A feirinha saiu, há anos, do antigo Parque de Exposições (hoje sede da Fateps/UNIS), local de terreno acidentado e de muita terra. Depois passou para a Avenida Oswaldo Cruz que, se de um lado tinha as vantagens de ser em local asfaltado e próximo da Rodoviária, o que facilitava a locomoção dos romeiros, por outro, atrapalhava o trânsito da principal via de acesso da cidade de Três Pontas e tirava a tranquilidade de moradores do entorno.

    Igreja Matriz

    Novamente um número recorde de fiéis que acompanharam desde as primeiras horas da manhã as Santas Missas foi constatado. As celebrações, carregadas de emoção e histórias de bênçãos e graças atribuídas ao Beato Padre Victor, reuniram milhares de pessoas que se aglomeraram dentro e também do lado de fora, nas portas do templo religioso.

    As filas de visitação ao túmulo do Beato Padre Victor, totalmente remodelado e em um novo espaço desde a sua beatificação, também impressionavam. Reuniam pessoas de todos os cantos do Brasil que traziam histórias de cura atribuídas a Francisco de Paula Victor, além de novos pedidos que ali eram feitos.

    Estrutura

    Visivelmente muita coisa já foi feita, avanços podem ser notados na estrutura da festa do Padre Victor, toda encabeçada pela Associação Padre Victor, com apoio da Paróquia Nossa Senhora d’Ajuda e Prefeitura Municipal. Porém ainda falta muito! Desde a beatificação, ocorrida em 14 de novembro de 2015, o número de romeiros aumenta a cada ano.

    Nota-se que ainda falta uma conscientização turístico/religiosa. Os poucos restaurantes abertos no dia do Padre Victor não comportam o número de romeiros. Flagramos filas intermináveis, como em um localizado na Rua Sete de Setembro e outro próximo da Escola Cônego Vítor. Romeiros com quem conversamos relataram que faltam pousadas populares, afinal de contas a grande maioria dos visitantes de Padre Victor é de classes sociais mais humildes. O transporte, para levá-los, por exemplo, da Igreja Matriz até a Mina do Padre Victor, também, conforme depoimentos, deixa a desejar.

    Num evento que recebe milhares de idosos e crianças, pessoas com problemas de saúde é no mínimo questionável que no dia 23 de setembro, quando mais de 100 mil pessoas estão na cidade de Três Pontas as farmácias continuem trabalhando em esquema de plantão, com apenas duas unidades abertas. Nas redes sociais um cidadão reclamou:

    “Meu repúdio e minha indignação com a mentalidade tacanha, medíocre e provinciana de uma cidade onde em plena festa de Pe. Victor as farmácias fechadas e funcionando apenas em regime de plantão. O município de Três Pontas repleta de romeiros, um calor escaldante, idosos e crianças expostos ao desdém. Isso é desumano e desrespeitoso. Quando a mentalidade daqui vai adquirir noções de civilidade?”

    Especialistas afirmam que, quando ocorrer a comprovação de mais um milagre atribuído a Padre Victor, tornando-o oficialmente santo para a Igreja Católica, o número de visitantes será ainda maior, transformando a cidade do café e da música num grande santuário de peregrinação, como são Guaratinguetá e Aparecida do Norte, em São Paulo. O que obrigará a cidade de Três Pontas a realizar uma grande mudança, grandes investimentos no setor, que já deveriam ter começado logo após a confirmação da beatificação.

     

     Fotos Redes Sociais
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    Roger Campos

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  • ESPECIAL PADRE VICTOR: Relembre a assinatura do Decreto de Beatificação pelo Papa Francisco 

    ESPECIAL PADRE VICTOR: Relembre a assinatura do Decreto de Beatificação pelo Papa Francisco 

    Um dia histórico e inesquecível para a comunidade católica trespontana e para todos os devotos de Padre Victor. O 06 de junho de 2015, um sábado, foi o dia em que Vossa Santidade, o Papa Francisco, autorizou, logo pela manhã, (Horário de Brasília), a Congregação para as Causas dos Santos a promulgar o Decreto de Beatificação do Padre Francisco de Paula Victor. O Conexão foi o primeiro veículo a divulgar a grande notícia, que teve uma repercussão gigantesca, a maior da ainda breve historia do portal. A emoção tomou conta de toda cidade. Na semana em que celebramos mais um aniversário de sua morte, nossa reportagem relembra aquela data dentro da cobertura especial do Beato Padre Victor.

    Mineiro da cidade de Campanha, onde nasceu em 12 de abril de 1827, Padre Victor ficou conhecido em Três Pontas. Ele era um jovem sapateiro quando se matriculou no Seminário de Mariana e, durante seus estudos, sofreu discriminação dos colegas, por ser negro e filho de escravos.

    Dedicou a vida aos pobres, ficou conhecido em sua região por sua caridade e morreu com fama de santidade em 23 de setembro de 1905. Nos três dias em que durou o velório, seu corpo exalava suave perfume, conforme relatos de testemunhas da época. O Papa reconheceu a autenticidade de um milagre atribuído ao Padre Victor, a cura inexplicável de uma moradora da cidade que não conseguia engravidar, analisada por uma junta médica do Vaticano e por uma comissão de teólogos. A Beatificação, que dá aos beatos um culto restrito, é o último passo para a canonização, de culto universal.

    A grande festa de beatificação de Padre Victor se deu em Três Pontas, no aeródromo, no dia 14 de novembro de 2015, onde Francisco de Paula Victor se tornou o segundo santo da Diocese de Campanha.

    Em maio de 2013, Nhá Chica (Francisca de Paula de Jesus) foi proclamada beata em Baependi, onde viveu e está sepultada. Também negra e filha de mãe escrava, ela nasceu em 1808 em Santo Antônio do Rio das Mortes, distrito de São João Del Rey. Morreu em 1895. O Brasil tinha, em 2015, seis santos e 79 beatos reconhecidos pela Igreja.

    O único santo de nacionalidade brasileira é Frei Antônio Galvão, nascido em Guaratinguetá. Padre José de Anchieta, canonizado em abril de 2014, era espanhol das Ilhas Canárias. Os outros quatro são Madre Paulina, italiana que emigrou aos nove anos para Santa Catarina, e três missionários jesuítas – o paraguaio Roque González e os espanhóis Afonso Rodriguez e João de Castilhos, martirizados no século 17 nas Reduções, atualmente território do Rio Grande do Sul.

    Na próxima reportagem especial relembraremos a Missa de Beatificação de Padre Victor.

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    Roger Campos

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  • CONEXÃO ESPECIAL SAÚDE: ESPECIALISTA, DRA. CLAUDIA EUGÊNIA ANDRADE, FALA SOBRE ALERGIA

    CONEXÃO ESPECIAL SAÚDE: ESPECIALISTA, DRA. CLAUDIA EUGÊNIA ANDRADE, FALA SOBRE ALERGIA

    O quadro Conexão Especial Saúde (CES) é um canal de informação útil e atual onde o leitor encontrará artigos e entrevistas relevantes com os maiores especialistas de diversas áreas, oferecendo assim mais qualidade de vida e saúde. Nossa entrevistada é a Alergista e Imunologista Dra. Cláudia Eugênia de Oliveira Andrade.

    Pós-Graduada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (Residência Médica e Mestrado), Especialista pela Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, ela é uma das grandes referências no assunto em Minas Gerais:

    Xtp – As crianças são as que mais sofrem com problemas de alergia?

    Dra Cláudia – As alergias podem ocorrer em todas as faixas etárias, sendo que alguns tipos como a alergia alimentar, a dermatite atópica e a asma brônquica são mais comuns nas crianças, e outros tipos como a dermatite de contato e a urticária crônica são mais frequentes nos adultos.

    É importante ressaltar que as alergias estão se tornando cada vez mais frequentes e que, com o aumento da expectativa de vida, isto vale também para os idosos.

    Xtp – Você é uma das mais renomadas alergistas do sul de Minas. Quais serviços você oferece?

    Dra Cláudia – Trabalho nesta especialidade desde 1988 e considero muito importante associar a experiência profissional com uma atualização constante. Na clínica disponibilizamos os Testes Alérgicos de Punctura (com alérgenos inalantes, insetos, alimentos, etc.), Testes de Contato (Patch tests com cosméticos, metais, produtos de limpeza, etc.), Vacinas hipossensibilizantes específicas para alergias e outras (Gripe, Pneumonia, Herpes zoster, HPV, etc.).

    Xtp – Quais as precauções para evitar problemas respiratórios?

    Dra Cláudia – Nas alergias respiratórias a higiene ambiental para afastar o máximo possível os agentes desencadeantes e agravantes da doença é essencial.

    Outros cuidados importantes são: evitar tabagismo ativo e passivo, praticar exercícios físicos aeróbicos regularmente e manter uma alimentação saudável.

    Xtp – Muitos desses problemas são hereditários?

    Dra Cláudia – As alergias ocorrem por causa de uma mistura de fatores herdados geneticamente e fatores ambientais como clima, exposição aos alérgenos, à poluição ambiental, à fumaça de cigarro, a agentes infecciosos, etc. Portanto, a alergia é uma doença multifatorial.

    Xtp – Animais domésticos fazem realmente mal para os alérgicos?

    Dra Cláudia – As alergias mais frequentemente atribuídas a animais provêm de gatos, mas cães, coelhos, cavalos, pássaros e outros também podem causar problemas. Os alérgenos de animais podem estar presentes nas penas, pelos, fragmentos de pele (caspa), saliva, urina e fezes.

    Se a pessoa for comprovadamente alérgica ao animal, este deve ser mantido fora de casa e o contato com o mesmo deve ser restrito. Além disso, o animal e o ambiente devem ser sempre higienizados para remoção dos alérgenos, tanto quanto possível.

    Xtp – Há alimentos que previnem alergias e outros que desencadeiam. Quais?

    Dra Cláudia – Estudos comprovam que a dieta mediterrânea, que privilegia alimentos frescos in natura, vegetais e frutas, grãos integrais, azeite e peixes, diminui o risco de desenvolvimento de rinite alérgica. Outros estudos correlacionam uma maior ingestão de alimentos processados com um risco maior de desenvolver dermatite atópica e também com uma maior gravidade desta doença. Portanto, uma dieta mais natural é a melhor opção.

    Embora qualquer alimento possa causar alergia, cerca de 80% das manifestações de alergia alimentar ocorrem com a ingestão de leite de vaca, ovo de galinha, soja, trigo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos como camarão.

    É importante lembrar que podem haver reações cruzadas entre alimentos semelhantes (exemplo: leite de vaca e de cabra, etc.).

    Também é necessário diferenciar alergia de intolerância alimentar (exemplo: alergia a proteínas do leite e intolerância à lactose, que é o açúcar do leite).

    Xtp – As vacinas são realmente eficazes?

    Dra Cláudia – As vacinas hipossensibilizantes para alergia são o único tratamento capaz de interferir na evolução natural da doença, levando à uma tolerância gradual ao alérgeno contido na vacina. São bastante eficazes nas alergias causadas por ácaros da poeira domiciliar, pólens de plantas e veneno de insetos como formigas, abelhas e vespas.

    As vacinas contra Gripe e as Pneumocócicas são indicadas para portadores de alergia respiratória, principalmente asma, que pode ser agravada por estas doenças. Estas vacinas têm eficácia comprovada há anos. Há muitas informações erradas sobre vacinas nas redes sociais, as chamadas fake news. É importante que as pessoas procurem informações de fontes confiáveis como a Organização Mundial de Saúde (OMS) e as sociedades de especialidades médicas.

    Xtp – Suas considerações finais:

    Dra Cláudia – O médico especialista em Alergia e Imunologia saberá indicar os testes alérgicos e outros exames necessários para o diagnóstico preciso da alergia, bem como o tratamento mais eficaz para a mesma.

    Serviço

    Clínica Mariel – Av. Prefeito Olinto Reis Campos, 246, Centro, Três Pontas-MG

    Telefones: (35) 3266-1582

    (35) 99889-1582 (Vivo)

    Rua Alferes Joaquim Antônio, 16, sala 701, Vila Pinto, Varginha-MG

    Telefone: (35) 3067-0333

    *Atendimento pela Unimed também em Três Pontas a partir de Setembro próximo.

    Descontos especiais para pacientes que tenham outros convênios.

     

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    Roger Campos

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  • QUE EXEMPLO: Casal adota cinco irmãos de 4 a 14 anos para evitar que eles fossem separados

    QUE EXEMPLO: Casal adota cinco irmãos de 4 a 14 anos para evitar que eles fossem separados

    Após um ano morando no Orfanato Rebecca Jenkins, Maria Vitória, de 14 anos, Pedro Henrique, 12, Miguel, 8, Gabriel, 6, e Vitor 4, pararam de viver o medo diário de terem que se separar para, então, serem adotados. A gestora social Veranlida de Oliveira Guimarães e o ferramenteiro aposentado Adalberto Franco Guimarães, acolheram, há nove meses, os cinco irmãos de Cidade Ocidental, no Entorno do Distrito Federal. Na quinta-feira (12), eles entraram com o processo de adoção oficial na Justiça de Goiás.

    Veranlida já trabalhava no abrigo como diretora e presenciou a situação dos cinco irmãos. Eles foram afastados da mãe biológica pelo Conselho Tutelar da cidade, por causa de situações de maus tratos e abandono. Houve uma tentativa de que eles morassem com os tios, mas não foram aceitos.

    “Tinham essas cinco crianças que a família pegava e devolvia. Sempre que eu os via eles corriam para me abraças. Maria Vitória toda vez pedia pra não deixar separar dos irmãos. Fui sendo ministrada com essas palavras”, recordou.

    Em outubro de 2017 a gestora conta que foi chamada pelo juiz para participar da audiência que separaria os irmãos para que, então, fossem encaminhados para diferentes famílias.

    “Conversei com meu esposo e ele falou que não achava justo irmãos se separarem. Nós [também] somos pastores, pregamos sobre amor, acreditamos na família e vimos uma oportunidade de praticar, de decidir”.

    “Naquele momento, a gente não levou em conta nem os nossos cabelos brancos. Foi aí que a gente decidiu pedir a guarda dessas crianças para o juiz”, recordou.

    Depois de tomada a decisão, a alegria foi geral. O casal teve o apoio dos filhos biológicos, hoje com 29 e 28 anos, e a gratidão sincera dos mais novos cinco membros da família. Veranlida conta que todos estão loucos para colocar logo o sobrenome “Guimarães” e enchem a boca para chamá-la de “mãe” e o Adalberto de “pai”.

    A família deixou de ter dois carros pequenos para ter um que cabe até oito pessoas. Eles também saíram da casa onde moravam para outra que comportasse todos com mais conforto. A mãezona conta que vê como todas essas mudanças dão aos caçulas a segurança de que eles têm um lar.

    “Eles enxergam isso, que estamos fazendo alguma coisa para manter eles, e isso dá certeza que não serão devolvidos, que dessa vez é definitivo. Eles expressam muita gratidão. A Maria Vitória mesmo fala que não tinha ninguém para corrigir, para ensinar, para dar carinho. Eles demonstram muita felicidade”, afirmou.

    Fonte G1
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    Roger Campos

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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Em Minas, 17 mulheres morrem por dia vítimas de violência doméstica

    As ocorrências são de indignar, mas contrastam com a banalidade com que os crimes de violência contra a mulher são cometidos. Só em Minas, aproximadamente 17 mulheres são mortas por dia, segundo os dados divulgados pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea). Em Três Pontas, diariamente, a Polícia Militar recebe chamadas de mulheres que estão apanhando física ou moralmente de alguém, principalmente dos companheiros ou dos filhos.

    Ainda segundo a pesquisa, o Estado ficou em segundo lugar no índice de mortes por este tipo de crime na região Sudeste do país, perdendo apenas para o Espírito Santo. Os números, que estão bem acima da média nacional, assustam e podem ainda ser bem maiores.

    Boa parte dos casos ainda fica fora dessas estatísticas. Muitas vezes as ocorrências nem chegam a ser registradas porque a vítima simplesmente não sabe o que pode acontecer com ela ao denunciar seu agressor. Outro problema é que, até no ano passado, não havia nenhuma especificação de crimes contra a mulher nos boletins de ocorrência da capital mineira, por exemplo. Isso é fundamental para contabilizar melhor essa situação.

    Segundo a delegada Margareth de Freitas, responsável pela Delegacia de Crimes Contra a Mulher, ainda há muito medo por parte das vítimas em expor a agressão, e o agressor. “São vários o motivos que fazem com que essas mulheres optem por não denunciar os parceiros, principalmente, o fator econômico. Muitas mulheres, principalmente nas camadas sociais mais baixas, dependem financeiramente do companheiro e nunca trabalharam fora e, por isso, continuam sendo submetidas à violência, de forma silenciosa”, diz.

    Ainda segundo o estudo divulgado pelo Ipea, a maioria das vítimas é de jovens e negras. De acordo com Daniela Caldas, o motivo deste perfil é o fato de mulheres mais velhas, dificilmente, denunciarem as agressões. O fato de elas não entrarem na pesquisa, no entanto, não muda o fato de que as agressões acontecem em todas as idades. “Casos envolvendo idosas são ainda mais raros em estudos como esse do Ipea, já que essas mulheres foram todas criadas em uma sociedade fundamentalmente machista. Elas não pedem ajuda”, complementa a militante da defesa da mulher desde 2008. Daniele conta que a situação se complica ainda mais no interior do estado. “Muitas cidades não contam nem com delegacia, então falta de serviço especializado que possa atender ou oferecer algum tipo de suporte para as vítimas fora de Belo Horizonte e da região metropolitana”, denuncia.

    Dependência

    Mas esse, apesar de ser o fator mais forte para a propagação da violência doméstica, ainda não é o único.  De acordo com a advogada Maria Berenice Dias, vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM) e especialista no combate a discriminação de gênero, a maioria das brasileiras desenvolve uma dependência geral de seus parceiros, não só na parte financeira. “A aura em torno da ideia de família só aumenta a dificuldade para elas denunciarem atos maus tratos e romperem com relacionamentos frustrados”, esclarece.

    “Depois que a Lei Maria da Penha passou a valer em 2006 é difícil falar em desinformação. O homem sabe que pode acabar preso se agredir uma mulher. Mas a vulnerabilidade delas ainda existe. Leva, no mínimo, 48h para a polícia tomar alguma iniciativa após a denúncia”, complementa. A especialista conta que esse prazo legal acaba deixando a vítima fragilizada. “Na maioria dos casos, essas mulheres ainda convivem com a pessoa violenta e se tornam reféns do medo. É uma tensão psicológica muito grande”, avalia.

    “O caso de casais com filhos é ainda mais delicado, pois muitas vezes o agressor é afastado do lar ou a mulher que se afasta com os filhos. Desde que fique comprovado que o homem não seja violento com os filhos, a legislação não impede os direitos de guarda”, lembra a advogada. “Mesmo que o objetivo de muitas não seja o divórcio em si, as mulheres devem ter consciência de que é preciso denunciar as agressões no início, para estabelecer limites. É sempre importante lembrar que a violência não da ré. Ela não diminui, só aumenta, e o estresse pós-traumático pode ser muito pior”, alerta.

    A delegada  Margareth de Freitas endossa o alerta da especialista: “Já tive, aqui, um caso de uma mulher que demorou 20 anos para fazer a denúncia. O que acontece, é que a vítima acaba ficando presa em um círculo de violência, no qual, não consegue mais sair. A primeira agressão ocorre, o agressor pede para que a mulher não denuncie e promete nunca mais cometer o ato, ela aceita. Passado algum tempo, ele volta a agredir a mulher e o círculo de violência está formado. É preciso se reconhecer neste círculo e denunciar o agressor, seja ele o namorado, companheiro ou marido, o mais rápido possível”, diz.

    Feminicídio

    Muita gente não sabe, mas há um nome específico para quando a mulher, além de ser vítima da violência doméstica, acaba morrendo em decorrência do crime. É o chamado Feminicídio, caracterizado pelos conflitos de gênero, e ocorrem quando a mulher é assassinada, geralmente, pelo parceiro ou ex-parceiro. Esse tipo de crime costuma implicar situações de abuso, ameaças, intimidação e violência sexual.

    Onde denunciar

    Em Três Pontas não há Delegacia da Mulher. O principal órgão que investiga os casos de violência contra a mulher é a Delegacia da Polícia Civil. As denúncias podem ser feitas pelo 190 para a Polícia Militar. Infelizmente a maioria dos casos fica sem registro. Quando alguma mulher trespontana resolve ligar para a PM, logo depois, muitas das que chamam a Polícia Militar, acabam desistindo de levar o caso pra frente.

    Fonte o Tempo 
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    Roger Campos

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  • CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Lei dá direito à cirurgia plástica reparadora para mulheres vítimas de violência

    CONEXÃO ESPECIAL MULHER: Lei dá direito à cirurgia plástica reparadora para mulheres vítimas de violência

    Apesar do alto índice de violência contra a mulher no Brasil, o País ainda é um dos que mais oferecem proteção às vitimas desse tipo crime. E no ultimo dia de 2015, a ex-presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que reforçou a defesa das vítimas mais graves. A Lei 13.239, publicada no Diário Oficial da União, visa estabelecer a oferta e a realização de cirurgia plástica reparadora de sequelas físicas e estéticas causadas por atos de violência contra a mulher, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).
     
    Segundo a lei, os hospitais e os centros de saúde pública, ao receberem vítimas de violência, deverão informar as mulheres sobre a possibilidade de acesso gratuito à cirurgia plástica para reparação das lesões comprovadas. A mulher vítima de violência grave que necessitar de cirurgia deverá procurar uma unidade que realize esse procedimento, portando o registro oficial de ocorrência da agressão.
     
    Ainda de acordo com o texto, o profissional que indicar a necessidade da cirurgia deve preparar um diagnóstico formal, encaminhando essa documentação ao responsável pela unidade de saúde para autorização. A lei também prevê penalidades para os gestores de hospital ou centro de saúde que não comunicar oficialmente a situação, impedindo o acesso da mulher ao atendimento, garantido por Lei.
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