Nathan de Brito, na época com 9 anos, teve a oportunidade de encontrar e abraçar o Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013, e a foto que registra o momento emocionou fieis no mundo inteiro. Hoje, o jovem segue cada vez mais firme no caminho da fé! Aquele menino que abraçou o Papa Francisco na JMJ do Rio entrou para a vida religiosa.
Nesta segunda-feira (3), Dom Joaquim Wladimir Lopes Dias, bispo de Lorena (São Paulo), compartilhou em suas redes sociais uma foto do encontro com o jovem e, na legenda, explicou ele agora é postulante Ordem dos Frades Menores.
Dom Joaquim indagou: “Você se lembra do Nathan? Em 2013, aos 9 anos, na JMJ no RJ, foi abraçado pelo Papa Francisco. Em 2016, participou do Mês Vocacional da CNBB.”
“Ele ganhou do Papa, uma cruz peitoral, com autorização para usar. Atualmente é Postulante da Ordem dos Frades Menores em Rondonópolis/ MT.”
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E explicou que Nathan “hoje está visitando LORENA onde morou alguns anos.” E finalizou: “Muitas bênçãos”!
O abraço emocionado de Nathan ao Santo Padre não apenas marcou a JMJ, mas também estampou uma campanha vocacional da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). “Foi uma surpresa para mim”, revelou o jovem.
“Só me dei conta que era uma campanha quando o meu bispo diocesano, em uma missa que eu estava servindo como acólito, comentou comigo dizendo que havia me visto no cartaz tema da campanha. Eu achava que era uma ação interna da CNBB”.
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Em 2018, Nathan revelou ao blog Ancoradouroseu desejo de seguir a vocação ao sacerdócio.E relatou que “o momento especial que marcou a minha história vocacional foi a minha Primeira Eucaristia, a partir daquele dia, eu mesmo indigno que sou, me tornei sacrário vivo de Jesus eucarístico. Outro momento muito forte pra mim foi o encontro inesperado com o Papa Francisco na JMJ Rio 2013”.
Com base em estudos do homem do Sudário de Turim e com os recursos da inteligência artificial, Átila Soares da Costa chegou à imagem que pode representar o verdadeiro rosto da Mãe de Jesus. Nesta entrevista, ele revela os resultados surpreendentes deste trabalho, que já teve repercussão internacional.
“Semblante forte, mas solene; uma mulher dramaticamente compromissada com a missão e o sacrifício do Redentor… seu filho”. Essas são as principais características que emanam do rosto de Maria recriado pelo professor e designer brasileiro Átila Soares da Costa Filho.
Os estudos para tentar chegar ao que seria a fisionomia da mãe de Jesus duraram quatro meses e foram desenvolvidos com o que há de mais moderno em tecnologia de imagem e inteligência artificial. O surpreendente resultado teve repercussão internacional, com referência, inclusive, no site que tem o maior número de informações sobre o homem do Sudário de Turim (base deste estudo).
Nesta entrevista especial ao portal Aleteia, o professor explica os detalhes do seu importante experimento.
Aleteia – O que o motivou a tentar chegar ao que seria o rosto da Virgem Maria?
Átila – Um grande interesse meu pelo Paleocristianismo, ou Cristianismo primitivo. Algo que vem, na verdade, desde minha infância. Quando percebi, nos últimos meses, de que já se poderia dispor de tecnologia para uma boa aproximação com o que deva ter sido a fisionomia de Maria por meio de um silogismo simples (a respeito do Santo Sudário), imaginei que o momento era agora. O silogismo em questão é: se temos o rosto do homem da Síndone, e se este for Jesus ressuscitado, então podemos ter também o de sua mãe – tendo em vista a excepcionalidade do fenômeno da imaculada conceição. Aliás, me debruçar e estudar tudo que tenha a ver com iconografia cristã vem fazendo parte de meu cotidiano há décadas: seja enquanto peça arqueológica, seja enquanto obra de arte sacra.
Aleteia – Por que utilizar como base o rosto de Cristo? E como podemos crer que Jesus tinha os traços físicos de Maria, já que, de acordo com a Igreja Católica, ele foi concebido pelo Espírito Santo?
Átila – Esta é a pergunta-chave. Vejamos: o pensamento católico mais tradicional entende que, na verdade, Jesus teria recebido 50% do DNA de Maria, humana, e os outros 50% do Espírito Santo, imaterial, numa concepção completamente imaculada. Especificamente sobre isto, o Papa Pio IX, no ano de 1854, proclamará a bula Ineffabilis Deus, definindo a doutrina da Imaculada Conceição de Maria. Em tempo, lembremo-nos que Cristo era comumente referido como “da descendência (ou Casa) de Davi”, e “de linhagem real” – apenas pelo lado da mãe. Somando-se a isto, Jesus jamais negou Sua herança judaica – fosse em qualquer nível -, o que nos leva a considerar também uma condição genética para o Cristo-homem em relação à pessoa de Maria. Veja bem, segundo as Escrituras, José, por ser pai adotivo de Jesus, não teve participação biológica na formação carnal do Messias. A natureza desta consubstanciação (como defende a Igreja Católica) se traduz por uma concomitância teológica cuja consequência foi o Cristo-homem como reprodução biológica exclusivamente da mãe – já que, também sendo Ele Deus, se fizera carne através da “união hipostática da natureza divina e humana”. Então, restaria somente à Maria, sua mãe, esta atribuição no que tange a natureza humana. Claro que sempre teremos discussões a este respeito, mas é bem razoável supor que o material biológico que definiria a aparência de Jesus, ao achar sua herança genética apenas em Maria (por ser humana e, não, imaterial), teria definido a aparência daquele – o “fruto do ventre” – muito similar ao desta, sua única progenitora carnal.
Raciocinemos: mesmo que fosse dos planos divinos uma completa dissociação de Cristo com a genética humana, a lógica nos impele a crer que, ainda assim, o filho se parecesse com a mãe. Isto, para que suas vidas seguissem um curso relativamente normal e em sintonia com a naturalidade das leis do universo… pelo menos, na maior parte do tempo (visto que Jesus não era um homem comum). Ou, simplesmente, Ele se pareceria com a mãe a fim de se poupar a Sagrada Família de inconvenientes desnecessários gerados pela aparência física de um filho que nada a tenha a ver, pelo menos, com a mãe. Ou seja, esta probabilidade da grande semelhança entre os dois – seja pela Teologia, ou pela lógica simples – é imensa, por demais.
Aleteia – Quais foram as etapas do estudo?
Átila – Primeiramente, quis analisar as pesquisas do designer americano Ray Downing que, em 2010, envolveu-se num projeto com a mais avançada tecnologia forense para revelar a verdadeira face do homem no Sudário de Turim. Até hoje, os resultados de Downing são considerados os mais autênticos e bem aceitos dentre todas as tentativas já realizadas. Pegando este rosto como base, realizei várias experimentações com softwares de inteligência artificial e alta tecnologia de redes neurais convolucionais para mudança de gênero. A seguir, outros programas para ajustes faciais e, finalmente, alguns retoques artísticos manuais de minha parte – a fim de melhor definir uma fisionomia étnica e antropologicamente feminina da Palestina de 2000 anos atrás – obviamente, sem tanto comprometer o que a inteligência artificial já me havia entregue em sua estrutura. Então, com a mesma tecnologia pude chegar à adolescência da Virgem quando, supostamente, teria dado à luz.
Maria adolescente.
Por fim, me dediquei à pesquisa teológica envolvendo a concepção imaculada de Maria, onde eu precisaria de um bom suporte teórico, a fim de justificar os resultados de meu trabalho e ao que ele exatamente se propunha. Ou seja: se se acredita que foi o corpo do Filho de Deus envolvido naquele tecido, então, com um altíssimo grau de probabilidade, o rosto de Sua mãe é este, em diferentes etapas da vida, ora apresentados.
Vale observar que as conclusões deste projeto foram aprovadas pelo maior sindonologista do mundo, o pesquisador e conferencista Barrie M. Schwortz, fotógrafo oficial do histórico Projeto STURP. Inclusive, a convite do próprio, este experimento foi incluído no SHROUD.COM, a maior e mais importante fonte de informações sobre o Santo Sudário já compilada – onde Swortz é fundador e administrador.
Aleteia – Quais as características do rosto de Maria o senhor acredita que sejam mais marcantes e condizentes com as Escrituras e à tradição?
Átila – Sobretudo, dois aspectos: a beleza plástica e a dignidade que este rosto emana. Voltemos ao pensamento medieval em Santo Agostinho, que assegura a fonte da beleza residir na própria bondade emanada por Deus. Ora, entendendo-se Deus como a essência do Bem, então Ele é Verdade e Beleza (estética). Obviamente, Maria – aquela que conceberá o Filho do Criador (o Pai) – deverá espelhar esta Sua propriedade: sendo ela, então, muito bela. Estão dentre alguns dos santos – incluindo doutores da Igreja – que fizeram referência à (grande) beleza física da Virgem: Santo Ambrósio, São João Damasceno, Santo Antônio, São Tomás de Vilanova e São Francisco de Sales.
Assim, trago uma Maria aparentando entre 25-30 anos de idade: semblante forte, mas solene; uma mulher dramaticamente compromissada com a missão e o sacrifício do Redentor… seu filho. Maria é glória, mas também é dor e entrega total. Por outro lado, resolvi escolher também uma versão adolescente para os traços faciais da mãe de Jesus. Desta feita, quis apresentá-la sorridente: é o viço do esplendor da juventude, a representação da alegria e das expectativas, das promessas e da esperança sobre uma vida que apenas começa… ainda mais quando se descobre que será a mãe do Messias.
Maria adulta.
Aleteia – O senhor tem alguma religiosidade? Se sim, como a fé interfere neste tipo de trabalho?
Átila – Fui batizado na Igreja de Roma e recebi os sacramentos até a Crisma, e segui como praticante até meus 31 anos (hoje tenho 48). Minha mãe é católica muito devota desde a infância, ao passo que meu pai (falecido em 2006) era de família protestante e seguia a doutrina luterana. Ainda que eu não exerça mais a prática ritual, permaneceu em mim um grande respeito e admiração ao Cristianismo – e, em especial ao Catolicismo – que ainda funciona como força motriz para minhas pesquisas acadêmicas, tendo em vista a riqueza infinita de seu material histórico-filosófico-artístico. Conversas entre mim e padres católicos e ortodoxos, seminaristas, teólogos e afins sempre foram uma constante – aí incluo o padre catalão Jorge Loring Miró, um dos maiores experts do mundo sobre o Sudário (falecido em 2013). O Cristianismo, em si, já é algo tremendamente inspirador. E desenvolver este projeto, a cada fase, tem sido uma experiência sem palavras à altura para se descrever: lidar, nada mais, nada menos, com a possível revelação do rosto da mãe de Deus – algo que a humanidade apenas especulou durante dois mil anos – não é o que eu chamaria de uma atividade corriqueira. Quero salientar que, apesar disto tudo, meu critério tem sido estritamente técnico e cartesiano para chegar a estes resultados.
Aleteia – Pretende realizar estudos de outros rostos? De José, por exemplo?
Átila – A princípio, penso em algum desdobramento sobre este, de Maria. Ainda não sei sobre o quê exatamente, nem como, mas há uma pré-disposição forte minha para tal. Espero que o tempo me guie e me revele. Sobre o rosto de José – diferentemente com o de Maria -, penso que não haver absolutamente nenhuma materialidade ou, mesmo, ponto de partida substancial para tal experimento. Ele não teve absolutamente nenhuma participação biológica, carnal na pessoa de Jesus… e nada há de registro arqueológico sobre o mesmo. Em suma: seria totalmente inviável algo assim. Triste se dar conta mas, muito provavelmente, jamais o saberemos nem mesmo a título de uma hipótese mais responsável.
Aleteia – Como é para alguém que nasceu em um dos países mais católicos do mundo desenvolver um experimento como o seu, com reconhecimento internacional?
Átila – Para ser muito franco, em nenhum momento tomei isso em consideração. Pensava mais em termos de “Mundo Católico” (e não de “Brasil Católico”). Não apenas na vertente romana, mas em todas as suas variantes… ou, mesmo, sobre qualquer indivíduo que tivesse fé na ressureição de Cristo e no Santo Sudário enquanto relíquia, independentemente de seu credo. Seja como for, pertencer ao país mais cristão e, principalmente, católico do mundo em números absolutos, não deixa de ser algo que me traga certa satisfação e sensação de conforto.
*Átila Soares é professor e autor de 4 livros. Com referências em mais de 30 países, é graduado em Desenho Industrial e especialista em História, História da Arte, Igreja Medieval, Filosofia, Sociologia, Antropologia, Arqueologia e Patrimônio. Também é colaborador na revista “Humanitas” (Ed.Escala, São Paulo) e nos sites “Italia Medievale” (Milão) e “Nova Acrópole” (Lisboa). Ainda integra o comitê científico na Mona Lisa Foundation (Zurique), na Fondazione Leonardo da Vinci (Milão) e no projeto L’Invisibile nell’Arte (Roma).
ALÉM DE TALENTOSO, “BETÃO” É SÍMBOLO DE HUMILDADE, AMIZADE E BOM HUMOR.
O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos merecidamente homenageando, recontando um pouco da história do querido Músico e Professor Beto Maciel.
O querido musicista e professor Beto Maciel, ou “Betão”, de batismo é Alberto Vítor Oliveira Maciel. Nasceu em 28 de junho de 1966, em Três Pontas. É filho de Airton de Oliveira Maciel e Sebastiana Inês de Souza Maciel. Seus irmãos são Alecsander Brito Oliveira, Adriano Oliveira Maciel e Airton de Oliveira Maciel Júnior.
Estudou na Escola Cônego José Maria e depois na Escola Jacy Junqueira Gazzola e na Escola Tancredo Neves. Cursou à distância o Centro Educacional Carioca.
Iniciou suas atividades profissionais como músico tocando em 1980, fazendo parte desde então de diversas bandas, duplas e trios.
Também é professor e promotor de eventos. Trabalhou em empresas, ligadas a grandes shows, bem como em assessorias e produções de eventos. Iniciou seu trabalho como Professor de Violão em 1988, com apenas 22 anos de idade, sendo contratado pela Prefeitura Municipal de Três Pontas para ministrar seus conhecimentos no Conservatório de Música Heitor Villa Lobos, onde segue com esta atividade, uma de suas grandes paixões, até os dias atuais.
Também dá aulas de música de forma particular, além de manter uma pequena empresa de compra e venda de instrumentos musicais.
Beto Maciel é solteiro e também é muito conhecido por sua fé católica, sempre presente nas missas da Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, sendo devoto do Beato Padre Victor, com muito fervor.
Sempre sorridente, alegre, Beto Maciel coleciona incontáveis amigos, é querido por todos e seu alto astral e bom humor contagiam a todos. Simples, humilde, tem como hobbies dançar forró, cozinhar, cuidar de animais domésticos e, claro, curtir uma boa praia, hábito que mantém há anos, viajando frequentemente com o amigo Francisco Cândido para a cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, através de prazerosas excursões todo verão. Cuidar das plantas em seu quintal, tocar violão e ouvir música, pesquisar na internet e se reunir com os familiares também são atividades das quais não abre mão.
Betão lembra que tem algumas “manias”, como fazer sua oração diária na Matriz d’Ajuda e sentar no banco naquela praça para bater um bom papo com os amigos.
Uma das passagens marcantes de sua vida é que, com apenas 1 ano e oito meses, havia sido desenganado pelos médicos, tendo sua vida em jogo. Sua mãe então fez uma oração ao Beato Padre Victor, em sua Herma. Um vendedor de remédios disse pra ela levar seu filho até Varginha. Chorando em frente o Hospital Regional, daquela cidade, a mãe de Beto foi abordada por um homem vestido todo de branco que se dispôs a ajudar. “Eu me chamo Dr. Carlos Brito, seu filho está morrendo. Traga-o para dentro do Hospital que vamos cuidar dele”, disse o especialista. Na sala em que aquele médico estava atendendo a criança, havia uma foto do Beato Padre Victor. A mãe de Beto perguntou se o doutor era devoto do Padre Victor e ele confirmou. Então foi feita uma oração para o Anjo Tutelar de Três Pontas. A doença não era aquilo que se anunciava e depois de 40 dias internado, Beto Maciel sobreviveu, graças, segundo o próprio músico, à intercessão milagrosa do Beato Padre Victor.
Novamente a relação de fé de Beto ao Beato foi colocada à prova em 2019, quando ele e outras pessoas ligadas à cultura local se envolveram em um acidente de trânsito grave, na MG 167, entre Três Pontas e Santana da Vargem, por ocasião de uma edição do Fenac. Felizmente não houve nenhum óbito. Beto lembra que na hora em que a colisão estava pra acontecer, ele chamou pelo nome do Beato Padre Victor que, novamente segundo ele, o livrou da morte, bem como seus colegas. Tanto o Corpo de Bombeiros quanto o SAMU disseram que as vítimas só escaparam vivas por um milagre.
Beto também diz ter muita admiração por Nhá Chica e Nossa Mãe.
O músico também faz questão de dizer que ama Três Pontas como sua cidade natal, mas que também tem um grande amor pela vizinha cidade de Varginha, onde sempre foi muito bem recebido.
“Sou um amante da boemia, sou um boêmio convicto. Amo a vida, amo a natureza. Procuro ouvir mais e falar menos. Com a maturidade, procuro sempre descomplicar as situações. Me apego ao Divino Espírito Santo e ao Nosso Senhor Jesus Cristo! Amo a música e amo viver!”
Cachoeiras, matas, montanhas, praias… Beto é um amante da natureza, da boa música, respeitando e navegando por diversos estilos. Reforça seu amor pelos animais, principalmente os cães de rua.
Sempre é convidado para abrilhantar, levar sua arte nos eventos da Prefeitura Municipal, onde, na grande maioria das vezes, se apresenta em parceria com algum outro músico, outro talento oriundo desta terra.
Beto Maciel é quase que uma unanimidade. Querido por muitos, adorado por todos que convivem com ele. Amigo de todos os amigos. Daqueles que sempre têm um bom papo, que agrega, que soma, que busca sempre agradar, levar sorriso e alegria.
Beto Maciel é um músico brilhante e um ser humano que não desafina! Alguém que tem o carinho, o respeito e os aplausos dos trespontanos, dos varginhenses e de todos que, vez ou outra, são agraciados com sua arte e sua presença doce, humana e contagiante.
Por tudo isso que aqui lembramos, pela trajetória na música e, acima de tudo, pela vida de “sucesso” (sucesso que eu traduzo em um legado de amizades, histórias e fé), Beto Maciel, professor na música e além dela, é hoje, merecidamente, homenageado pelo Conexão Três Pontas, que contou sua linda História de Vida, e que resume sua pessoa, seu caráter e sua índole, num trecho de uma canção imortalizada do nosso grande Milton “Bituca” Nascimento:
“Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção…”
Beto Maciel, seus amigos te aplaudem e a música te agradece!
INDIQUE PERSONAGENS PARA CONTARMOS HISTÓRIAS DE VIDA
Se você conhece alguém, não importa idade, credo ou profissão, que tenha uma vida pautada pela ética, pelo trabalho, pela honestidade e acima de tudo pela amizade, por fazer o bem sem olhar a quem, entre em contato com nossa reportagem pelo tel/whats (35) 9 9975-4248 ou pelo e-mail [email protected] e nos ajude a homenagear, em vida, quem merece.
CONEXÃO RELEMBRA A HISTÓRIA DA IMAGEM VENERADA EM TODO PAÍS
Era outubro de 1717, quando três pescadores – João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia – ficaram encarregados de conseguir peixe para a festa que a Vila de Santo Antônio de Guarantinguetá iria oferecer ao governante da capitania hereditária de São Paulo e Minas de Ouro, que estava de passagem pela região. O problema é que, naquela época, não era tempo de peixe naquele mês. Após várias tentativas puxando a rede no Rio Paraíba do Sul, um pedaço do corpo de uma imagem de Nossa Senhora Conceição apareceu para os pescadores. Curiosos, eles lançaram a rede mais uma vez e pescaram a cabeça da imagem, que se encaixou perfeitamente ao corpo. Eles colocaram a imagem da santa no barco. E depois disso, os peixes começaram a aparecer, em quantidade abundante, tão grande que quase fez o barco virar, segundo os relatos históricos da tradição católica.
A imagem da santa foi então levada para a casa de Silvana da Rocha Alves, esposa de Domingos, mãe de João e irmã de Felipe, que juntou as duas partes com cera e fez um altar para a santa. E foi ali que teve início a devoção à santa: todos os sábados os moradores iam até a casa de Silvana para rezar para Nossa Senhora – que depois tornou-se padroeira do Brasil.
Anos depois, já em 1732, o pescador Felipe Pedroso entregou a imagem a seu filho, que construiu o primeiro oratório aberto ao público. A partir daí, foi construída uma capela, uma igreja, uma basílica até que, em 1946, foi lançada a pedra fundamental para a construção do novo santuário, o quarto maior do mundo, iniciada em 1955.
A aparição da imagem de Nossa Senhora Aparecida completa 304 anos este ano com uma programação extensa de homenagens e celebrações, grande parte online por conta do distanciamento provocado pelo coronavírus. Hoje, 12 de outubro, quando se celebra o Dia da Padroeira do Brasil, se não fosse a pandemia, o santuário receberia milhares de peregrinos, como acontece todos os anos.
Rainha do Brasil
Nossa Senhora da Conceição Aparecida, que recebeu o nome de Aparecida por ter “aparecido” aos pescadores, foi proclamada rainha do Brasil em 1904 e, em 1930, passou a ser a padroeira do país de acordo com o Papa Pio XI. Somente em 1953 é que a festa de Nossa Senhora passou a ser celebrada no dia 12 de outubro, por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
“O Brasil, desde a sua colonização, tem uma identidade católica. E a devoção aos santos é algo muito próprio da Igreja Católica. Por isso, a devoção, sobretudo à Nossa Senhora, que é a santa das santas e a mãe de Jesus, é algo que está muito presente na vida do catolicismo. A partir desse encontro [da aparição da imagem aos pescadores] surgiu a devoção a essa que o povo passou logo a chamar de ‘Aparecida’”, explicou o padre João Batista.
Segundo ele, a devoção a Nossa Senhora no país começou com o encontro da imagem, mas tem forte ligação com os brasileiros por ela ser mãe e simbolizar a esperança, o que a levou a ser proclamada padroeira pela Igreja Católica (em 1930) e pelo então presidente Getulio Vargas (em 1931).
“Nós brasileiros temos uma ligação muito forte com a figura da nossa mãe. Sentimos muito a ausência da mãe quando ela não está conosco. Nossa Senhora, a mãe de Jesus, ocupa, dentro do universo religioso esse espaço materno, esse colo materno. Por isso ela cativa o povo brasileiro, tanto o povo simples e humilde quanto os governantes como foi o caso da Princesa Isabel e de D. Pedro I ”, disse.
Desde 1980, por força de decreto presidencial, o 12 de outubro passou a ser dedicado à padroeira, motivo pelo qual a data tornou-se feriado nacional.
A imagem
A imagem original de Nossa Senhora Aparecida, confeccionada em terracota (barro cozido), sofreu um ataque no dia 16 de maio de 1978, quando foi quebrada em mais de 200 pedaços (um jovem transtornado a teria arremessado ao chão). Ela foi levada ao Museu de Arte de São Paulo (Masp), onde a artista plástica Maria Helena Chartuni começou o trabalho de reconstituição. Neste mesmo ano, a imagem foi restaurada e levada de volta ao Santuário Nacional de Aparecida.
Em 2012, a imagem foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat). Até hoje, continua exposta no nicho do Santuário Nacional de Aparecida.
Santuário Nacional
O santuário recebe, anualmente, cerca de 12 milhões de peregrinos. É o maior santuário do mundo dedicado a Maria. Foi declarado de âmbito nacional em 1984, pela CNBB.
As atividades religiosas no local tiveram início definitivamente em 1982, quando a imagem foi transladada da Basílica Velha para a nova Basílica.
Três Pontas, com cerca de 57 mil habitantes, se preparou para receber milhares de romeiros e devotos de Padre Victor, muito venerado na região. A cerimônia foi realizada no aeroporto municipal, às 16 horas de um sábado inesquecível, dia 14 de novembro de 2015. A cidade está localizada a 291 quilômetros de Belo Horizonte e a 344 quilômetros de São Paulo, com acesso pela Rodovia Fernão Dias no trevo de Varginha.
Mais de 25 mil fiéis acompanharam a Santa Missa, na qual o Padre Francisco de Paula Victor foi beatificado. Foram 22 anos de espera e mais de 100 anos de devoção que se realizava para muitos devotos do ‘Anjo Tutelar’ de Três Pontas. Uma grande estrutura foi montada no campo de aviação da cidade. Autoridades religiosas e políticas estiveram presentes e presenciaram o primeiro ex-escravo tornar-se beato da Igreja em terras brasileiras.
O Rito de Beatificação foi presidido pelo cardeal Angelo Amato, prefeito da Congregação da Causa dos Santos, representante do Papa Francisco. Excepcionalmente, o então bispo da Campanha, dom Diamantino Prata de Carvalho OFM presidiu a Celebração, honra concedida pelo Vaticano.
O momento mais esperado, e de grande emoção, foi o rito de beatificação. Francisco de Paula Victor já era reconhecido pelo papa.
“Campanha é um chão abençoado de santos. Agora tem dois beatos: Nhá Chica e Padre Victor, para do céu nos ensinar a viver aqui na terra as virtudes que nos abrirão, futuramente, as portas do céu.”, disse o arcebispo emérito de Juiz de Fora, dom Eurico dos Santos Veloso.
Igreja Matriz
A Igreja Nossa Senhora D’Ajuda recebeu milhares de fiéis na cerimônia de beatificação ocorreu em 14 de novembro de 2015 e é nela que todos querem render suas homenagens ao homem que, para eles, já é considerado um santo dentro da tradição católica.
Procissão em Três Pontas
No final da tarde daquele domingo da Beatificação, uma procissão luminosa saiu do Carmelo São José, em Três Pontas, seguiu com a imagem oficial do agora beato Francisco de Paula Victor.
A procissão seguiu pelas principais ruas da cidade e já à noite, chegou na Igreja Matriz, que estava lotada.
A imagem do beato Padre Victor foi levada até o altar para o começo da missa, que foi transmitida também em telões do lado de fora da igreja, pra que todo mundo pudesse acompanhar.
O então bispo da Diocese de Campanha (MG), dom Diamantino Prata de Carvalho, presidiu a cerimônia e falou da alegria pela beatificação e do exemplo deixado por Padre Victor.
Relíquia na cidade natal
Simultaneamente à cerimônia de Três Pontas, moradores de Campanha, cidade natal do beato, também seguiram pelas ruas em procissão. A cidade estava toda enfeitada para receber a imagem do beato, que chegou de charrete.
Campanha ganhou também uma relíquia de Padre Victor, levada durante a procissão que foi acompanhada por centenas de fiéis. Na casa onde ele nasceu, uma pequena parada pra relembrar parte de sua vida.
“A vida dele foi toda em Três Pontas, o sacerdócio, mas ele é daqui de Campanha, filho ilustre da Campanha”, comentou a aposentada Maura Vilamaria.
A procissão terminou na Igreja de Santo Antônio, onde foi celebrada a primeira missa com a relíquia do beato. No santuário, um encontro. A partir de então as imagens de Padre Victor e Nhá Chica, os dois beatos do Sul de Minas, passaram a ficar sempre juntas.
Papa Francisco falou de Padre Victor
Durante a oração do Angelus no domingo, 15 de novembro de 2015, um dia após a missa de oficialização, na Praça São Pedro no Vaticano, o Papa Francisco comentou a beatificação de Padre Victor realizada em Três Pontas (MG). O vídeo com a palavra do pontífice foi divulgado nas redes sociais. Papa Francisco se refere ao “sacerdote brasileiro de origem africana, filho de uma escrava” e destaca a grande humildade do religioso. Leia a íntegra abaixo.
“Em Três Pontas, no Estado de Minas Gerais, no Brasil, está proclamado beato dom Francisco de Paula Victor, sacerdote brasileiro de origem africana, filho de uma escrava. Pároco generoso e excelente na caquetese e na ministração dos sacramentos, se distingue sobretudo pela sua grande humildade. Possa o seu extraordinário testemunho servir de modelo para todos os sacerdotes, chamados a ser humildes servidores do povo de Deus.”
Testemunhos
“Você vai em médico e tudo, mas eu acho que, para ter realizado, tem que ser por ele”, afirmou a balconista Fátima Aparecida Lemos Abreu, que credita sua gravidez a uma bênção alcançada junto a Padre Victor e esteve em Três Pontas naquele domingo da beatificação.
Para a dona de casa Oneida de Souza, a fé no beato não deixa dúvidas quanto à sua santidade. “É uma grande bênção que a gente recebe. Só de ser santo, para nós, é muito alegria”, garantiu.
Biografia
Padre Victor era um jovem alfaiate em 1848, quando manifestou ao bispo de Mariana, d. Antônio Ferreira Viçoso, em visita a Campanha, o desejo de ser padre. O bispo o admitiu, no ano seguinte, no seminário de Mariana. Durante seus estudos, Victor foi muito discriminado, porque alguns de seus colegas não concordavam que um negro fosse ordenado sacerdote. A discriminação continuou nos primeiros anos em que viveu em Três Pontas. Com o tempo, o povo o aceitou e passou a venerá-lo por causa de suas virtudes, especialmente a dedicação aos pobres. Vivia de esmolas e dava esmolas. Foi nomeado cônego, mas continuou sendo chamado de padre. Quando morreu, já era considerado um santo.
O Papa Francisco reconheceu em junho de 2015 um milagre atribuído à intercessão do Padre Victor – o caso de uma gravidez considerada impossível pelos médicos de Maria Isabel de Figueiredo, que tinha retirado uma trompa após uma gravidez tubária e estava com a outra obstruída. Depois de rezar uma novena a Padre Victor, a mulher engravidou e deu à luz uma menina, Sofia.
O Papa Francisco reconheceu em junho de 2015 um milagre atribuído à intercessão do Padre Victor – o caso de uma gravidez considerada impossível pelos médicos de Maria Isabel de Figueiredo, que tinha retirado uma trompa após uma gravidez tubária e estava com a outra obstruída. Depois de rezar uma novena a Padre Victor, a mulher engravidou e deu à luz uma menina, Sofia.
Maria Isabel Figueiredo e o marido José Mauricio com as filha Sofia e Alice Foto: ARQUIVO PESSOAL
“Os médicos disseram que eu só engravidaria se fizesse a fertilização in vitro ou se ocorresse um milagre. Decidi esperar por um milagre e deu certo”, disse Maria Isabel. Professora da rede municipal de ensino e casada com o cabeleireiro José Maurício, ela teve outra filha, Alice, nascida há pouco mais de um mês, sem ter feito nenhum tratamento após o nascimento de Sofia. “Acredito que fiquei curada com o milagre, mas ainda não fiz exame para saber o que aconteceu”, acrescentou.
Diamantino, então Bispo da Diocese da Campanha, hoje Emérito, disse que o fato de Maria Isabel ter engravidado de novo, sem tratamento, confirma a ação do milagre atribuído à intercessão de Padre Victor, que foi reconhecido pelo Papa Francisco, após ter sido analisado por uma equipe de teólogos e de médicos na Congregação para as Causas dos Santos. “Nasceu outra menina, foi um milagre duplo, confirmação do primeiro, e é isso que interessa, pois o importante é que Maria Isabel tenha engravidado graças ao primeiro”, afirmou o bispo. A segunda gravidez, afirma d. Diamantino, confirma que a mãe de Sofia ficou boa e não sabia.
Um avião do governo de Minas buscou o cardeal Angelo Amato em São Paulo, onde ele chegou de Roma. O arcebispo de Aparecida, cardeal d. Raymundo Damasceno Assis, e seu bispo auxiliar, d. Darci José Nicioli, estiveram presentes, ao lado de outros bispos de autoridades civis. Os restos mortais e relíquias do novo beato foram expostos em urnas de acrílico para veneração dos fiéis. Maria Isabel e José Maurício, os beneficiários do milagre, participaram da cerimônia.
Símbolo extremo de bondade, caridade e amor, Padre Victor caminha para a honra dos altares.
Francisco de Paula Victor (12 de abril de 1827 – 23 de setembro de 1905) nasceu escravo em Campanha (MG) e, contra todos os preconceitos da época, conseguiu realizar o sonho de ser padre.
Padre Victor foi batizado, em 20 de abril do mesmo ano, pelo padre Antônio Manoel Teixeira. Era filho da escrava Lourença Maria de Jesus. Sua madrinha de Batismo foi a senhora Marianna Bárbara Ferreira.
Pregou, pelo exemplo, a fé, a esperança, a justiça, a obediência e sobretudo, a caridade. Amava a Deus na pessoa do seu semelhante, de modo especial nos mais pobres. Os paroquianos, em suas necessidades, recorriam a ele. Padre Victor vivia de esmolas e dava esmolas.
Paroquiou Três Pontas, por cinquenta e três anos. Faleceu no dia 23 de setembro de 1905. A notícia abalou a cidade e toda a região, que já o venerava. A população chorou a morte de seu líder, de seu protetor, do mensageiro entre Deus e os homens. Ficou insepulto três dias e, de seu corpo, exalava perfume. Tendo em vista o grande número de pessoas que compareceram ao sepultamento, fez-se necessário fazer uma procissão pelas ruas da cidade, voltando novamente à Matriz, por ele construída, onde foi enterrado.
Restos mortais de Padre Victor expostos durante a Missa de Beatificação na Igreja Matriz em Três Pontas.
Padre Victor fundou a primeira escola da cidade, que formou pessoas que tiveram importante papel na região, como o primeiro bispo de Campanha, dom João de Almeida Ferrão, e o médico Samuel Libânio, que dá nome a um hospital de Pouso Alegre (MG).
A fama de pessoa caridosa transcendeu o período em que viveu, dando a Padre Victor milhares de devotos, que durante décadas peregrinaram até Três Pontas para pedir e agradecer bênçãos. E foi uma dessas histórias de fé que permitiu sua beatificação em 2015.
SINAIS DE SANTIDADE PARA OS CATÓLICOS
A beatificação é uma permissão de culto da Igreja Católica a uma pessoa que teve uma vida considerada “santa” e passa a interceder por outras. Para que a pessoa tenha esse título, é preciso ter um milagre associado a ela, ou seja, um acontecimento que não possa ser explicado cientificamente. A comprovação de um segundo milagre, eleva o beato a santo.
No caso de Padre Victor, o marco é a história de Maria Isabel de Figueiredo, que engravidou mesmo depois de ter a possibilidade descartada pelos médicos. Ao ouvir o diagnóstico em 2009, ela pediu intercessão do então venerável (título que o padre possuía antes de se tornar beato) e teve a primeira gravidez constatada em 2010. A filha Sofia nasceu em março de 2011. Isabel e o marido, José Maurício Silvério, ainda tiveram uma segunda menina, Alice, em 2015.
SEGUNDO MILAGRE? Trespontano afirma cura da Doença de Crohn após beber água de Mina de Padre
Hoje, 23 de setembro, é aniversário de morte do Beato Padre Victor. Dia de devoção para os trespontanos e para milhares de fiéis do Brasil e do mundo. O Vaticano avalia um suposto segundo milagre atribuído ao Beato Padre Victor. O jovem William Rosa de Oliveira afirma que foi curado da Doença de Crohn, há dois anos, quando tomou a água da Mina de Padre Victor. Ele e a família, devotos ferrenhos de Francisco de Paula Victor, atribuem a cura ao Beato.
Quando tinha 18 anos, Willian começou a ter dores abdominais fortíssimas, vômitos e sangramentos constantes. Ele começou a fazer tratamentos médicos e enfrentou diversas internações. As crises começaram a ser cada vez mais frequentes e o diagnóstico só aconteceu quando ele tinha 25 anos.
Ao longo do tratamento, Willian diz que teve que tomar remédios que afetaram até a saúde dele. Mas ele conta que, quando tomou a água da Mina de Padre Victor, foi curado. O caso já foi encaminhado para estudo no Vaticano e segue em sigilo.
Evento chega a receber cerca de 60 mil turistas por ano, mas teve que se adaptar por conta da pandemia de coronavírus.
As celebrações do aniversário de morte de 116 anos do Beato Padre Victor, em Três Pontas, começaram no dia 14 de setembro com o início da tradicional novena. O evento termina hoje, quinta-feira (23) com celebrações presenciais e online para os fieis.
Por causa da pandemia, pelo segundo ano seguido não estão havendo as festividades tradicionais da Festa de Padre Victor, apenas missas e carreata. Segundo a Prefeitura de Três Pontas, está permitida a entrada de fieis de outras cidades e não há barreiras sanitárias, como ocorreu em 2020.
A Associação Padre Victor pediu para que, mesmo com a permissão da entrada de fieis neste ano, os romeiros não visitem Três Pontas nestes dias. Segundo a diretora social da associação, Danusa Barbosa Reis Brito, neste ano não haverá apoio ao romeiro na estrada e na cidade.
“Pedimos para os romeiros não virem. A cidade não vai ter nenhuma estrutura para atendê-los. As missas serão realizadas com números reduzidos de pessoas, não vai ter banheiro disponível e o memorial vai estar fechado. Pedimos muito para os romeiros não virem por causa da pandemia. Na rodovia também não vão ter as barracas que costumam estar espalhadas pelo percurso. Este é um pedido da igreja e dos padres. Passando a pandemia, faremos uma bela festa”, afirmou.
Hoje, quinta-feira (23), dia do aniversário de morte do Padre Victor, a programação começou às 5h, com a apresentação de uma banda ao lado da matriz. As missas ocorreram às 6h e 9h, sendo esta última presidida pelo bispo Dom Pedro Cunha Cruz.
Após a celebração, acontece uma carreata pelas ruas da cidade com a imagem oficial e a relíquia de Padre Victor. Moradores foram convidados a enfeitarem suas casas e doarem alimentos não perecíveis.
A última missa do dia será às 19h. Nesta celebração, os pedidos feitos pelos fieis ao longo da semana serão queimados na praça da Matriz.
Segundo o Cônego Douglas Baroni, estão sendo permitidas 150 pessoas dentro da igreja em cada celebração.
“Recomendamos que todos tenham responsabilidade. É por ordem de chegada, não há agendamento prévio e nem senha. Na igreja todos devem estar de máscara, com distanciamento, álcool gel. Está havendo aferição de temperatura na entrada da matriz”, afirmou.
O Conexão Três Pontas também está transmitindo ao vivo todas as celebrações em homenagem ao Beato Padre Victor, realizadas na Matriz Nossa senhora d’Ajuda. Acompanhe em nossas redes sociais.
Se a fé move montanhas, ela também pode abrir novos caminhos. É no Sul de Minas Gerais, em cidades sentido Aparecida, o ponto de encontro de católicos do interior paulista, que fiéis e romeiros têm explorado novas rotas. A força dos nomes dos beatos Padre Victor e Nhá Chica é o que traz milhares de pessoas de várias partes do país em busca de milagres, agradecimentos por graças e experiências de fé.
O turismo religioso encontrou no Sul de Minas novos pontos de parada. Antes considerada um meio de chegada à terra de Nossa Senhora Aparecida pelo Caminho da Fé, a região ganhou seus próprios atrativos. No foco de novas rotas estão cidades como Baependi e Três Pontas.
Caminhos do Padre Victor
Em Três Pontas, terra onde Padre Victor viveu e deixou suas obras, os números chamam atenção. Na festa do beato de 2019, comemorada em 23 de setembro, o setor de turismo da cidade recebeu da Polícia Militar uma estimativa de fluxo de 80 mil pessoas em três dias. Em 2020 e 2021 os números, claro, foram imensamente reduzidos por conta da pandemia do coronavírus.
“Quem não conhece se surpreende. De pensar que Três Pontas tem 57 mil habitantes. A fé move muito mesmo. A gente tem relatos das pessoas eu vêm a pé pra cá, a cavalo, pessoas que fazem sacrifício, que juntam um dinheirinho, e tratam Padre Victor como se fosse santo, não tratam como beato”.
O relato é da turismóloga Keyre Kelly Ferreira Mariano. Há anos, ela acompanha as transformações e o aumento no volume de turistas, principalmente após a beatificação reconhecida pelo Vaticano, em 2015.
A surpresa veio ao receber dados de uma pesquisa feita em 2019, ao identificar fiéis vindo não só de destinos comuns como Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, mas de lugares mais distantes, como o Piauí.
“Este grupo vem pelo segundo ou terceiro ano, todo mês de agosto vem um ônibus. Eles visitam o memorial, participam de missa, depois vão pra Canção Nova ou Aparecida, mas passam aqui. Piauí é diferente”.
É de olho nesta movimentação que o setor de turismo tem buscado novos investimentos. Um dos mais recentes foi uma parceria com uma agência especializada em turismo religioso do interior de São Paulo.
Três Pontas entrou no mapa por um roteiro que sai de Atibaia, passa por Baependi, e chega até a cidade de Padre Victor, onde os turistas dormem. No dia seguinte, seguem para Aparecida.
“Este roteiro já é comercializado. Inclusive, a primeira atitude que a agência teve foi isso – imprimiu mais de dois mil catálogos e está enviando para dioceses do Brasil todo”, detalha Keyre.
Está em etapa de desenvolvimento um aplicativo em parceria com a Associação Comercial para reunir informações sobre hospedagem, restaurantes e pontos de visitação.
“A primeira coisa é facilitar para o turista. Ele chegou na cidade, vai ter um aplicativo pra poder baixar, onde vai ter todas as informações. Desde hotel pra se hospedar, bons restaurantes, agenda cultural. Então é para interligar tudo, para que o turista seja ‘carregado no colo’”, explica o secretário de cultura, lazer e turismo, Alex Tiso Chaves, na celebração de 2020.
Fé, música e café
Três Pontas há anos recebe frutos referentes a sua importante tríade – fé, música e café. A indústria cafeeira, base da economia da cidade, gera empregos e atrai visitantes de um dos municípios mais conhecidos pela produção de grãos no Sul de Minas.
Na música, os nomes ilustres de Milton Nascimento e Wagner Tiso, nascidos em Três Pontas, reforçam a tradição musical e hoje são lembrados por visitantes na Casa da Cultura e no Conservatório Municipal, que hoje atende 600 alunos de forma gratuita.
“A preocupação da secretaria tem sido de criar um vínculo com a fé, a musica e o café. A música a gente já tem a representatividade através do Milton e do Wagner Tiso, pessoas que já levam o nome da cidade de certa maneira. O café, nem precisa dizer da importância”, detalha Alex.
O secretário afirma que o turismo religioso estava esquecido na cidade. E que, além de Padre Victor, o município tem a chamada “Nossa Mãe”, outra pessoa em processo de beatificação no Vaticano.
“Com essas duas referências, Três Pontas passa a ser um polo de turismo religioso muito importante dentro desse contexto do Sul de Minas. Isso pode sim virar uma fonte de renda para o turismo na cidade. E o principal foco disso tudo é que a gente tenha essa vivência religiosa todo o ano, que a gente possa ter outras atrações para os turistas, agregando o lado religioso com a música e o café”, reforça.
Nhá Chica
Na própria igreja Nossa Senhora d’Ajuda, local onde ficam os restos mortais de Padre Victor, a imagem de Nhá Chica divide espaço na entrada principal com o beato, assim como na venda de imagens do memorial.
Mais de 130 quilômetros separam as duas cidades. No entanto, tornou-se comum para quem vem de outros estados fazer uma visita aos dois beatos do Sul de Minas.
Visitas que não começaram há pouco tempo. Parte da comissão histórica do processo de beatificação de Nhá Chica, a pesquisadora Maria do Carmo Nicoliello Pinho conta que a chamada Mãe dos Pobres atraía pessoas a Baependi ainda em vida.
“Sempre atraiu muita gente, desde o século XIX. Ela viva ainda já recebia pessoas de todas as classes sociais. Naquele tempo o nome dela já era conhecido. Para se ter uma ideia, desde 1911 já tem registro de visitas aqui pedindo graça. Ela morreu em 1895”, detalha.
Após a beatificação, tantos anos depois da morte da figura religiosa, o que atrai as pessoas à cidade de pouco mais de 19 mil habitante?
“É uma tradição que vem de família, vai passando de avós para filhos e netos. Eles sempre têm uma história de uma avó que era devota. Não é só durante a festa dela em junho. É todo dia, todo fim de semana com pessoas por aqui”.
Hoje, o turista que chega a Baependi segue até o Centro da cidade, onde fica o Santuário e a casa onde a beata morou. No imóvel simples, é possível ver a cama onde dormia, o fogão à lenha e fotos de fiéis com graças alcançadas.
Um dos itens que mais chama atenção dos visitantes é a imagem original da Imaculada Conceição, que Nhá Chica trouxe aos oito anos de idade de São João Del Rei, onde nasceu. No memorial, ao lado da casa, os fiéis têm registros em jornais, objetos e fotos que contam um pouco da história.
Anexo a toda a estrutura, o espaço da Associação Nhá Chica abriga uma escola, que atende crianças e jovens, além de menores de idade desabrigados – alguns em fila de adoção. Ali, é possível ver a continuidades das obras da beata.
Na associação, foi encontrado um potencial que deve entrar em ação em breve – o chamado “volunturismo”. Como o nome diz, a ideia é atrair turistas que estejam dispostos a fazer um trabalho voluntário com as crianças.
Rota Nhá Chica
São turistas de Minas Gerais, São Paulo, até do Sul do país. Para fortalecer os caminhos que levam à beata, uma parceria com o Sebrae inaugurou em agosto a Rota Nhá Chica.
São 220 quilômetros de Tiradentes (MG) a São Lourenço (MG), passando por Santa Cruz de Minas, São João del-Rei, Carrancas, Cruzília, Baependi, Caxambu e Soledade de Minas.
A ideia foi entregar trechos com a Estrada Real e fortalecer o turismo religioso na região, área que segundo a guia turística Ana Cristina Ribeiro deve ter uma receita de R$ 20 bilhões em 2019. A estimativa é do Ministério do Turismo.
Possível segunda intervenção do Beato é analisada pelo Vaticano. Caso é mantido em sigilo
Hoje, 23 de setembro, é aniversário de morte do Beato Padre Victor. Dia de devoção para os trespontanos e para milhares de fiéis do Brasil e do mundo. O Vaticano avalia um suposto segundo milagre atribuído ao Beato Padre Victor. O jovem William Rosa de Oliveira afirma que foi curado da Doença de Crohn, há dois anos, quando tomou a água da Mina de Padre Victor. Ele e a família, devotos ferrenhos de Francisco de Paula Victor, atribuem a cura ao Beato.
Quando tinha 18 anos, Willian começou a ter dores abdominais fortíssimas, vômitos e sangramentos constantes. Ele começou a fazer tratamentos médicos e enfrentou diversas internações. As crises começaram a ser cada vez mais frequentes e o diagnóstico só aconteceu quando ele tinha 25 anos.
Ao longo do tratamento, Willian diz que teve que tomar remédios que afetaram até a saúde dele. Mas ele conta que, quando tomou a água da Mina de Padre Victor, foi curado. O caso já foi encaminhado para estudo no Vaticano e segue em sigilo.
“Um amigo de Belo Horizonte me levou junto de minha mãe, que é muito devota do Padre Victor até a mina e disse: ‘Você vai beber três goles daquela água, daquelas três bicas’. Eu bebi. Naquele dia que bebi, alguma coisa aconteceu em minha vida, porque um vento começou a ultrapassar meu corpo. Da mesma forma que eu lembro daquele dia, como se acontecesse agora. O meu corpo foi transformado pela fé. Uma manifestação de fé ali aconteceu. Hoje, dois anos depois, estou aqui vivendo esse milagre. Eu bebi a água naquele dia e, naquele dia em diante, nunca mais tomei nenhum remédio. A doença desapareceu. Fiz vários exames depois e não consta nada. Me sinto realizado”, disse William.
O caso de Willian pode ser o segundo milagre atribuído a Padre Victor. O primeiro milagre foi reconhecido por meio da gravidez da professora Maria Isabel, de Três Pontas em 2015.
Ela e o marido tentaram todos os métodos possíveis para realizar o sonho de ter um filho. Em um destes tratamentos, ela descobriu que tinha uma trompa obstruída. Isabel então recebeu o diagnóstico de que não poderia engravidar.
Em 2009, durante a Missa da Novena de Padre Victor, ela escreveu o pedido para ser queimado no último dia de celebrações. A fumaça daquele papel seria levada até o céu e intercederia a favor dela para que fosse mãe.
Romaria em homenagem ao Beato Padre Victor.
Em 2010, a Isabel começou a sentir sintomas, procurou a médica, que suspeitou que fosse qualquer outra alteração hormonal, mas na hora do ultrassom a gravidez foi comprovada. E foi quando o coração da filha da Isabel foi ouvido.
A enorme Fé de Lia Rosa no Padre Victor
Lia Rosa, mãe de William, é conhecida em Três Pontas pela fé fervorosa no Beato padre Victor. Ela publica diariamente vários posts demonstrando todo seu amor pelo filho de escravos que adotou Três Pontas como a sua cidade e que caminha rumo a honra dos altares. Em uma das suas publicações, Lia Rosa falou sobre a cura de seu filho onde reafirma a ação milagrosa de Padre Victor:
“O Senhor é a força da minha vida. Agradeço a Deus e ao Santo Padre Victor pelo dia de hoje, que é o dia em que o Santo Padre Victor intercedeu a Deus pela cura do William Rosa”, escreveu.
Em outra publicação, Lia Rosa comentou:
“Uma fé em Deus te faz ir além das suas forças. DEUS E O SANTO PADRE VITOR ME CONCEDERAM CRER ALÉM DAS DIFICULDADES. O MAIOR ACONTECEMENTO FOI O MILAGRE DA VIDA, A CURA DO WILLIAM ROSA. DIA 4 DE JULHO A VIDA FOI DADA DE VOLTA ATRAVÉS DA FÉ EM DEUS E NO SANTO PADRE VITOR. Hoje é o dia de comemorar o MILAGRE DA VIDA! Só tenho a agradecer a Deus e ao Santo Padre Vitor por tudo! Hoje, na Mina meu FILHO foi curado da Doença de Crohn. Deus e Santo Padre Vitor devolveu a ele a vida. OBRIGADO SENHOR pela água que ele bebeu! EU TIVE FÉ E VENCI! CONFIA! GRATIDÃO POR TUDO!”, declarou.
Possível segunda intervenção do Beato é analisada pelo Vaticano. Caso é mantido em sigilo
O Vaticano avalia um suposto segundo milagre atribuído ao Beato Padre Victor. O trespontano William Rosa de Oliveira afirma que foi curado da Doença de Crohn, há dois anos, quando tomou a água da Mina de Padre Victor. Ele e a família, devotos ferrenhos de Francisco de Paula Victor, atribuem a cura ao Beato.
Quando tinha 18 anos, Willian começou a ter dores abdominais fortíssimas, vômitos e sangramentos constantes. Ele começou a fazer tratamentos médicos e enfrentou diversas internações. As crises começaram a ser cada vez mais frequentes e o diagnóstico só aconteceu quando ele tinha 25 anos.
Ao longo do tratamento, Willian diz que teve que tomar remédios que afetaram até a saúde dele. Mas ele conta que, quando tomou a água da Mina de Padre Victor, foi curado. O caso já foi encaminhado para estudo no Vaticano e segue em sigilo.
“Um amigo de Belo Horizonte me levou junto de minha mãe, que é muito devota do Padre Victor até a mina e disse: ‘Você vai beber três goles daquela água, daquelas três bicas’. Eu bebi. Naquele dia que bebi, alguma coisa aconteceu em minha vida, porque um vento começou a ultrapassar meu corpo. Da mesma forma que eu lembro daquele dia, como se acontecesse agora. O meu corpo foi transformado pela fé. Uma manifestação de fé ali aconteceu. Hoje, dois anos depois, estou aqui vivendo esse milagre. Eu bebi a água naquele dia e, naquele dia em diante, nunca mais tomei nenhum remédio. A doença desapareceu. Fiz vários exames depois e não consta nada. Me sinto realizado”, disse William.
O caso de Willian pode ser o segundo milagre atribuído a Padre Victor. O primeiro milagre foi reconhecido por meio da gravidez da professora Maria Isabel, de Três Pontas em 2015.
Ela e o marido tentaram todos os métodos possíveis para realizar o sonho de ter um filho. Em um destes tratamentos, ela descobriu que tinha uma trompa obstruída. Isabel então recebeu o diagnóstico de que não poderia engravidar.
Em 2009, durante a Missa da Novena de Padre Victor, ela escreveu o pedido para ser queimado no último dia de celebrações. A fumaça daquele papel seria levada até o céu e intercederia a favor dela para que fosse mãe.
Em 2010, a Isabel começou a sentir sintomas, procurou a médica, que suspeitou que fosse qualquer outra alteração hormonal, mas na hora do ultrassom a gravidez foi comprovada. E foi quando o coração da filha da Isabel foi ouvido.
A enorme Fé de Lia Rosa no Padre Victor
Lia Rosa, mãe de William, é conhecida em Três Pontas pela fé fervorosa no Beato padre Victor. Ela publica diariamente vários posts demonstrando todo seu amor pelo filho de escravos que adotou Três Pontas como a sua cidade e que caminha rumo a honra dos altares. Em uma das suas publicações, Lia Rosa falou sobre a cura de seu filho onde reafirma a ação milagrosa de Padre Victor:
“O Senhor é a força da minha vida. Agradeço a Deus e ao Santo Padre Victor pelo dia de hoje, que é o dia em que o Santo Padre Victor intercedeu a Deus pela cura do William Rosa”, escreveu.
Em outra publicação, Lia Rosa comentou:
“Uma fé em Deus te faz ir além das suas forças. DEUS E O SANTO PADRE VITOR ME CONCEDERAM CRER ALÉM DAS DIFICULDADES. O MAIOR ACONTECEMENTO FOI O MILAGRE DA VIDA, A CURA DO WILLIAM ROSA. DIA 4 DE JULHO A VIDA FOI DADA DE VOLTA ATRAVÉS DA FÉ EM DEUS E NO SANTO PADRE VITOR. Hoje é o dia de comemorar o MILAGRE DA VIDA! Só tenho a agradecer a Deus e ao Santo Padre Vitor por tudo! Hoje, na Mina meu FILHO foi curado da Doença de Crohn. Deus e Santo Padre Vitor devolveu a ele a vida. OBRIGADO SENHOR pela água que ele bebeu! EU TIVE FÉ E VENCI! CONFIA! GRATIDÃO POR TUDO!”, declarou.
Em todos os tempos, inclusive na mais terrível de todas as pandemias, Ele está entre nós, Ressuscitado! Vivo em nossos corações!
Deus então decidiu lançar uma última e mais severa praga: a morte de todos os primogênitos. Orientou que os hebreus sacrificassem um cordeiro e fizesse um sinal em suas portas com seu sangue, a fim de que o anjo da morte soubesse que naquela casa habitava um servo de Deus e poupasse a sua descendência e seus animais. E assim foi feito. Todo aquele que não possuía esta marca em seu lar teve o primogênito de todas as suas criações morto e também o primogênito de seus próprios filhos.
O faraó então libertou o povo hebreu e reconheceu a soberania do Deus de Israel.
A bíblia nos ensina que o velho testamento era a sombra das coisas que viriam, ou seja, do novo testamento. Esse evento com os primogênitos comprova que desde àquela época Deus já sinalizava que enviaria Jesus para salvação de seu povo.
Naquele momento, foi necessário o sangue de um cordeiro inocente para salvar os filhos de Deus e lhes trazer libertação, pois por si mesmos eles não o conseguiriam, em alusão ao sacrifício do Cristo, o que ocorreria anos mais tarde.
A partir de então, foi instituída a Páscoa, que vem do hebraico pessach (passagem), uma festa cujo principal objetivo era relembrar e comemorar a libertação de Israel.
Até que o Filho de Deus, o verbo, se fez carne. Jesus veio ao mundo e entregou o seu sangue na cruz, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha vida eterna.
A partir de então, a festa da Páscoa deixou de ter como objetivo a comemoração de uma libertação natural (saída dos hebreus do Egito) e passou a ter como objetivo comemorar a libertação e salvação eterna do povo de Deus, através de Jesus o filho de Deus.
Hoje, a Páscoa comemora a morte e ressurreição de Jesus o Cristo, que por amor de nós entregou-se a si mesmo para morrer na cruz do calvário e levou sobre si as nossas transgressões.
Jesus foi um presente de honra para Deus e por suas pisaduras fomos sarados, o sangue derramado por ele nos livra de todo pecado.
Glorificado seja o nome do nosso santo Deus. Louvado seja o nosso amado Jesus.
Mensagem:
Páscoa é Ressurreição
Há dois mil anos Jesus, filho de Deus, caminhou pela Terra entre os mortais espalhando sua mensagem de amor e paz. Seu objetivo era claro, criar um mundo melhor e salvar nossas almas; mas nem todos compreenderam.
Em consequência da ignorância de alguns, Jesus foi crucificado e morreu, mas ao terceiro dia seu corpo retomou a vida e Ele se levantou. Jesus ressuscitou e com Ele a esperança, o amor e tudo que existe de bom neste mundo.
A Páscoa é a celebração do sacrifício de um homem justo e bom que morreu por nós, por nossos pecados, e da sua ressurreição. A Páscoa é a festa do amor e triunfo de Cristo, nosso Salvador.
Façamos então renascer também em nossos corações todos os bons sentimentos, e deixemos os maus desaparecerem. Feliz Páscoa!