ALÉM DE TALENTOSO, “BETÃO” É SÍMBOLO DE HUMILDADE, AMIZADE E BOM HUMOR.

O quadro Histórias de Vida, criado pelo portal Conexão Três Pontas, tem o objetivo de homenagear, em vida, pessoas de todas as classes sociais, profissões, funções ou perfis, que tenham se destacado por trabalhos relevantes ou simples, por exemplos deixados ao longo dos anos, por um legado de amizades e respeito. E hoje estamos merecidamente homenageando, recontando um pouco da história do querido Músico e Professor Beto Maciel.

O querido musicista e professor Beto Maciel, ou “Betão”, de batismo é Alberto Vítor Oliveira Maciel. Nasceu em 28 de junho de 1966, em Três Pontas. É filho de Airton de Oliveira Maciel e Sebastiana Inês de Souza Maciel. Seus irmãos são Alecsander Brito Oliveira, Adriano Oliveira Maciel e Airton de Oliveira Maciel Júnior.

Estudou na Escola Cônego José Maria e depois na Escola Jacy Junqueira Gazzola e na Escola Tancredo Neves. Cursou à distância o Centro Educacional Carioca.

Iniciou suas atividades profissionais como músico tocando em 1980, fazendo parte desde então de diversas bandas, duplas e trios.

Também é professor e promotor de eventos. Trabalhou em empresas, ligadas a grandes shows, bem como em assessorias e produções de eventos. Iniciou seu trabalho como Professor de Violão em 1988, com apenas 22 anos de idade, sendo contratado pela Prefeitura Municipal de Três Pontas para ministrar seus conhecimentos no Conservatório de Música Heitor Villa Lobos, onde segue com esta atividade, uma de suas grandes paixões, até os dias atuais.

Também dá aulas de música de forma particular, além de manter uma pequena empresa de compra e venda de instrumentos musicais.

Beto Maciel é solteiro e também é muito conhecido por sua fé católica, sempre presente nas missas da Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda, sendo devoto do Beato Padre Victor, com muito fervor.

Sempre sorridente, alegre, Beto Maciel coleciona incontáveis amigos, é querido por todos e seu alto astral e bom humor contagiam a todos. Simples, humilde, tem como hobbies dançar forró, cozinhar, cuidar de animais domésticos e, claro, curtir uma boa praia, hábito que mantém há anos, viajando frequentemente com o amigo Francisco Cândido para a cidade de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, através de prazerosas excursões todo verão. Cuidar das plantas em seu quintal, tocar violão e ouvir música, pesquisar na internet e se reunir com os familiares também são atividades das quais não abre mão.

Betão lembra que tem algumas “manias”, como fazer sua oração diária na Matriz d’Ajuda e sentar no banco naquela praça para bater um bom papo com os amigos.

Uma das passagens marcantes de sua vida é que, com apenas 1 ano e oito meses, havia sido desenganado pelos médicos, tendo sua vida em jogo. Sua mãe então fez uma oração ao Beato Padre Victor, em sua Herma. Um vendedor de remédios disse pra ela levar seu filho até Varginha. Chorando em frente o Hospital Regional, daquela cidade, a mãe de Beto foi abordada por um homem vestido todo de branco que se dispôs a ajudar. “Eu me chamo Dr. Carlos Brito, seu filho está morrendo. Traga-o para dentro do Hospital que vamos cuidar dele”, disse o especialista. Na sala em que aquele médico estava atendendo a criança, havia uma foto do Beato Padre Victor. A mãe de Beto perguntou se o doutor era devoto do Padre Victor e ele confirmou. Então foi feita uma oração para o Anjo Tutelar de Três Pontas. A doença não era aquilo que se anunciava e depois de 40 dias internado, Beto Maciel sobreviveu, graças, segundo o próprio músico, à intercessão milagrosa do Beato Padre Victor.

Novamente a relação de fé de Beto ao Beato foi colocada à prova em 2019, quando ele e outras pessoas ligadas à cultura local se envolveram em um acidente de trânsito grave, na MG 167, entre Três Pontas e Santana da Vargem, por ocasião de uma edição do Fenac. Felizmente não houve nenhum óbito. Beto lembra que na hora em que a colisão estava pra acontecer, ele chamou pelo nome do Beato Padre Victor que, novamente segundo ele, o livrou da morte, bem como seus colegas. Tanto o Corpo de Bombeiros quanto o SAMU disseram que as vítimas só escaparam vivas por um milagre.

Beto também diz ter muita admiração por Nhá Chica e Nossa Mãe.

O músico também faz questão de dizer que ama Três Pontas como sua cidade natal, mas que também tem um grande amor pela vizinha cidade de Varginha, onde sempre foi muito bem recebido.

“Sou um amante da boemia, sou um boêmio convicto. Amo a vida, amo a natureza. Procuro ouvir mais e falar menos. Com a maturidade, procuro sempre descomplicar as situações. Me apego ao Divino Espírito Santo e ao Nosso Senhor Jesus Cristo! Amo a música e amo viver!”

Cachoeiras, matas, montanhas, praias… Beto é um amante da natureza, da boa música, respeitando e navegando por diversos estilos. Reforça seu amor pelos animais, principalmente os cães de rua.

Sempre é convidado para abrilhantar, levar sua arte nos eventos da Prefeitura Municipal, onde, na grande maioria das vezes, se apresenta em parceria com algum outro músico, outro talento oriundo desta terra.

Beto Maciel é quase que uma unanimidade. Querido por muitos, adorado por todos que convivem com ele. Amigo de todos os amigos. Daqueles que sempre têm um bom papo, que agrega, que soma, que busca sempre agradar, levar sorriso e alegria.

Beto Maciel é um músico brilhante e um ser humano que não desafina! Alguém que tem o carinho, o respeito e os aplausos dos trespontanos, dos varginhenses e de todos que, vez ou outra, são agraciados com sua arte e sua presença doce, humana e contagiante.

Por tudo isso que aqui lembramos, pela trajetória na música e, acima de tudo, pela vida de “sucesso” (sucesso que eu traduzo em um legado de amizades, histórias e fé), Beto Maciel, professor na música e além dela, é hoje, merecidamente, homenageado pelo Conexão Três Pontas, que contou sua linda História de Vida, e que resume sua pessoa, seu caráter e sua índole, num trecho de uma canção imortalizada do nosso grande Milton “Bituca” Nascimento:

“Amigo é coisa pra se guardar debaixo de sete chaves, dentro do coração, assim falava a canção…”

Beto Maciel, seus amigos te aplaudem e a música te agradece!

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Roger Campos

Jornalista

MTB 09816

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