Categoria: Saúde

  • COMOÇÃO: Três Pontas reza pela pequena Maria Luiza

    COMOÇÃO: Três Pontas reza pela pequena Maria Luiza

    Ela tem apenas 5 anos de idade e já se transformou numa verdadeira guerreira. A pequena Maria Luiza tinha uma doença grave e precisava de um transplante de fígado. Fez a cirurgia em São Paulo e seu caso gerou uma grande comoção em Três Pontas e em todo sul de Minas.

    Maria Luiza Ferreira Pires foi diagnosticada com Atresia de vias biliares (imperfuração ou oclusão de uma abertura ou canal normal, como as vias biliares, o meato urinário, a pupila etc) e diante da gravidade do caso precisou urgente de um transplante de fígado. Começava ali a luta pela vida da menininha de olhar encantador que apaixonou os trespontanos.

    Maria Luiza foi transplantada na manhã da última segunda-feira (20), no Hospital AC Camargo em São Paulo.

    Uma campanha atrás de doadores se iniciou nas redes sociais e uma imensa corrente de oração e de solidariedade ganhou força.

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    Helen Rose Mendes Mesquita, de 26 anos, analista, se mostrou compatível. As duas foram internadas após todos os exames e procedimentos minuciosos para a realização do transplante, que ocorreu na última segunda-feira (20) na capital paulista.

    Bem sucedida a cirurgia, Maria Luiza e Helen foram encaminhadas para a UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A doadora recebeu alta pouco tempo depois. Já a garotinha Maria Luiza precisou de mais cuidados. Ela se recuperava bem, mas teve algumas complicações no pulmão. Ela entrou em coma e precisou ser entubada.

    Mas as informações desta sexta-feira (24) dão conta de que ela já saiu do coma e que está melhorando gradativamente.

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    A caminhada ainda é muito longa, mas se depender das correntes de oração e das energias positivas, além de toda atenção médica dispensada à Maria Luiza, logo ela estará em casa e iniciando uma vida nova cheia de saúde e mantendo o sorriso lindo e cativante que contagiou a todos.

  • SAÚDE: Melhorias são apresentadas no PAM de Três Pontas; cerca de 200 pessoas são atendidas todos os dias.

    SAÚDE: Melhorias são apresentadas no PAM de Três Pontas; cerca de 200 pessoas são atendidas todos os dias.

    Quase 80% dos atendimentos realizados não seriam de casos para o PAM.

    É notória que a situação da saúde no Brasil beira o colapso. Tanto nas capitais quanto nas pequenas cidades do interior do Brasil faltam hospitais, médicos, medicamentos e até condições mínimas de higiene. Se faltam leitos, sobram problemas. Pronto socorros e hospitais sufocados, atendendo muito acima da demanda diante de uma tabela de SUS absolutamente defasada. Aqui em Três Pontas, cidade considerada referência em alguns casos, o Hospital São Francisco de Assis tem se mantido as duras penas. O Pronto Atendimento Municipal tem abrigado pacientes de várias cidades da região. E apesar de algumas reclamações, os resultados têm sito satisfatórios.

    Nossa reportagem acompanhou durante dois dias desta semana (segunda e terça-feira) o trabalho desenvolvido naquela unidade de saúde. Desde que o Protocolo de Manchester foi implantado (O Protocolo de Manchester classifica os doentes por cores, após uma triagem baseada em sintomas, de forma a representar a gravidade do quadro e o tempo de espera para cada paciente) houve um grande desafogo no número de atendimentos. Casos mais graves recebem atendimento prioritário. Os resultados têm se mostrado bons.

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    Recentemente uma grande novidade foi notada no Pronto Atendimento Municipal de Três Pontas. Os resultados de exames mais elaborados, como Raio X, agora são enviados diretamente para a Sala de Emergência, assim que acaba de ser realizado, agilizando a conferência e diagnóstico por parte dos médicos. Com isso há mais agilidade e menos sofrimento para o paciente.

    De acordo com informações que obtivemos no PAM de Três Pontas ainda há um grave problema a ser corrigido: quase 80% dos atendimentos feitos são de casos que poderiam e deveriam ter sido resolvidos em postos de saúde, desafogando o Pronto Atendimento. Muitos pacientes “se acostumaram a ir direto no PAM, sem necessidade, o que acaba provocando alguma lotação em horários específicos. Diariamente são cerca de 200 atendimentos.

    Dr Hércules (mais acima) e Dr. Lucas são exemplos de dedicação total ao PAM. Os pacientes têm elogiado o trabalho deles,d e outros médicos e profissionais, como enfermeiros e atendentes.

    O Pronto Atendimento Municipal de Três Pontas conta com profissionais do mais alto nível e de notória dedicação. Muitos trabalham sob pressão e ainda, costumeiramente, acabam, tendo que se deparar com grosserias e até agressões por parte de pacientes ou parentes. São sete enfermeiros por turno e dois médicos.

    “Muitos questionam o atendimento aqui no Pronto Socorro. Mas eu venho aqui muitas vezes e sempre sou bem atendida. É claro que a pessoa doente fica impaciente e quer ser atendida rápido, até pra aliviar a dor. Mas antes de reclamarem do PAM aqui de Três Pontas deveriam ver a realidade em outros hospitais da região e nas capitais, onde se morre sem atendimento nos corredores”,  pontuou Elizabete Silva Cardoso, que sofre de asma e hipertensão.

  • ACABOU: Lote de vacina contra H1N1 se esgota em Três Pontas; nova remessa chega no dia 30

    ACABOU: Lote de vacina contra H1N1 se esgota em Três Pontas; nova remessa chega no dia 30

    As vacinas contra a gripe H1N1 estão esgotadas em todos os postos de saúde de Três Pontas. As últimas doses do último lote que foram enviadas pelo Ministério da Saúde terminaram na tarde desta sexta-feira (22) na Policlínica, localizada no centro da cidade.

    De acordo com informações passadas pelos enfermeiros coordenadores, 5.560 doses chegaram desde o último dia 18 de abril, através de uma ação de antecipação da vacinação, devido ao grande risco de surgimento de novos casos. Várias cidades da região estão contabilizando casos de H1N1 e aqui em Três Pontas há casos suspeitos e um específico aguardando confirmação, em fase de estudo mais avançada.

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    Essa remessa equivale a 40% de todas as doses que serão destinadas a Três Pontas. A informação é de que no próximo dia 30 de abril os outros 60% de vacinas cheguem ao Município.

    CIDADES DO SUL DE MG

    Ao menos sete cidades do Sul de Minas tiveram o estoque de vacinas contra a gripe H1N1 esgotado em menos de uma semana. Diferente de anos anteriores, em que as campanhas do governo tiveram dificuldades para atingir a meta de vacinação, mais pessoas têm procurado pela vacina e muita gente não conseguiu se imunizar.

    O público-alvo da campanha de vacinação contra a gripe H1N1 são as pessoas consideradas do grupo de risco: os idosos com mais de 60 anos, gestantes, mulheres no período de até 45 dias após o parto, crianças entre 6 meses e 5 anos, profissionais de saúde, indígenas, além dos doentes crônicos, como, por exemplo, pessoas com diabetes, asma, bronquite e hipertensão.

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    Mas com o aumento de casos de H1N1 registrados em Minas Gerais, o Estado, inclusive, pediu que muitos municípios antecipassem a campanha de vacinação, e com isso, o estoque já esgotou. Na região, Varginha, Poços de Caldas, Lavras, Campo Belo, Três Corações, Andradas, Lambari e Três Pontas já estão sem a vacina. Varginha chegou a receber 12 mil doses, mas elas mal deram pra três dias de vacinação.

    A situação é novidade. Na campanha de 2013, por exemplo, o governo tinha a meta de imunizar, pelo menos, 80% dos grupos prioritários, mas a procura não chegou a tanto. Em Minas Gerais, foi preciso prorrogar a vacinação por mais duas semanas pra que o número fosse atingido.

    H1N1 EM MINAS GERAIS

    De acordo com o último boletim divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde na segunda-feira (14), quatro mortes foram confirmadas em Minas Gerais decorrentes do vírus H1N1 neste ano. Duas delas foram registradas no Sul de Minas, uma em Andradas e outra em Lavras. Além dessas, uma terceira morte foi registrada em Campo Belo, confirmada apenas pela Secretaria Municipal de Saúde.

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    Das doses da vacina enviadas pelo Ministério da Saúde a Minas Gerais, cerca de 40% foram encaminhadas aos municípios, segundo o Estado. De acordo com a Superintendência Regional de Saúde de Varginha (MG), a previsão do ministério é de que uma nova remessa seja entregue às cidades entre os dias 25 e 30 de abril, quando acontece a mobilização nacional de vacinação.

    A previsão do Ministério de Saúde é que até o dia 20 de maio a meta de vacinação seja atingida, quando se encerra a campanha.

    (Com informações do G1 Sul de Minas)

  • ANTECIPOU: Três Pontas e outras cidades da região começaram a vacinação contra H1N1 nesta segunda-feira.

    ANTECIPOU: Três Pontas e outras cidades da região começaram a vacinação contra H1N1 nesta segunda-feira.

    Calendário foi antecipado também em Poços de Caldas e Varginha. Doses serão aplicadas nos grupos de risco nos três municípios.

    Teve início nesta segunda-feira (18) a campanha de vacinação contra a gripe H1N1 em Três Pontas, Poços de Caldas e Varginha. O calendário, que começaria no dia 30, foi antecipado, com objetivo de ampliar a cobertura.

    Em Três Pontas as doses estão sendo aplicadas a partir desta segunda-feira (18). Os primeiros a receberem a vacina são os integrantes dos grupos de risco. O número de doses não foi informado.  A cidade tem dois casos suspeitos de H1N1.

    Em Poços de Caldas, nesta primeira fase foram disponibilizados 40% das doses destinadas ao município. As doses serão aplicadas em todas as 17 salas de vacina do município. Até o momento, foram registrados seis casos suspeitos da doença na cidade, sendo que quatro eram de moradores e dois de municípios da região.

    Já em Varginha, a expectativa é de que cerca de 30 mil pessoas sejam imunizadas até o dia 20 de maio na cidade. A meta é vacinar 80% de cada um dos grupos prioritários para a vacinação. A campanha será realizada nas unidades de saúde e postos de vacinação. O município tem 11 casos de pessoas internadas com suspeita de H1N1.

    Nas três cidades, o público alvo são integrantes dos grupos prioritários, formados por pessoas com 60 anos ou mais; trabalhadores de saúde dos serviços públicos e privados; crianças de 6 meses a 5 anos; gestantes; presos e funcionários do sistema prisional e grupos portadores de doenças crônicas.

    Outras cidades que anteciparam a vacinação

    A cidade de Lavras iniciou na última quinta-feira (14) a vacinação contra o vírus H1N1 para os grupos de risco. A campanha foi antecipada depois que uma morte pelo vírus foi confirmada e três casos confirmados. Além disso, 17 casos estão sob investigação. O homem que faleceu na cidade, vítima da doença, tinha 65 anos. Na quinta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde confirmou a morte de quatro pessoas pelo vírus no Estado, sendo uma em Lavras e outra em Andradas.

    As cidades de Andradas e Alfenas também anunciaram a antecipação no calendário.

    Em Andradas, a imunização começou no sábado (16). Segundo a Secretaria de Saúde, nove casos suspeitos da doença estão sendo investigados. Uma morte na cidade foi confirmada nesta quinta-feira (14) pela Secretaria Estadual de Saúde.

    Outra cidade que também anunciou a vacinação pública contra o vírus é Pouso Alegre. A campanha iria ocorrer apenas no dia 30 de abril, mas a vacinação já foi antecipada para esta terça-feira (13) para os agentes de saúde. As vacinas estão disponíveis para pessoas nos grupos de risco a partir do dia 25.

    Cerca de 14 mil doses da vacina serão aplicadas na cidade. A previsão é de que a partir do dia 25 de abril, a vacinação seja ampliada para outras pessoas do grupo prioritário.

    Morte confirmada em Campo Belo

    Em Campo Belo, onde a vacinação também foi antecipada e começou no último sábado (9), uma morte relacionada à doença foi confirmada pela Secretaria Municipal de Saúde, embora ainda não conste no relatório oficial do órgão estadual.

    A jovem Lorena Miranda, de 16 anos, faleceu no dia 31 de março na Santa Casa de Misericórdia São Vicente de Paulo. Ela teve complicações de uma gripe que havia começado quatro dias antes, com sintomas como febre alta. A adolescente tinha problemas cardíacos.

    Casos confirmados

    Três casos de H1N1 foram confirmados e há outros 20 suspeitos que estão sob investigação em Pouso Alegre.

    Em Campo Belo, um caso de uma paciente que estava internada em um hospital particular foi confirmado. Outros cinco estão sob investigação, inclusive dois que evoluíram para morte. A morte de uma jovem de 16 anos foi confirmada.

    Em Lavras já são três casos confirmados, entre eles uma morte, que foi confirmada nesta segunda-feira (12). Outros 17 casos também estão sendo investigados. Em Passos, são 28 casos suspeitos.

    (Com informações do G1 Sul de Minas)

  • Gripe H1N1: Em Três Pontas dois casos suspeitos estão sendo estudados.

    Gripe H1N1: Em Três Pontas dois casos suspeitos estão sendo estudados.

    Ministério da Saúde começa distribuição de 53 milhões e meio de doses contra a doença. A síndrome se caracteriza por febre, tosse e desconforto respiratório.

    Até o momento, foram registrados 444 casos da doença aguda respiratória  em todo o Brasil, sendo 71 mortes, de acordo com o Ministério da Saúde. O maior número de casos foi registrado em São Paulo, com 55 óbitos.No ano passado inteiro, foram 36 mortes por H1N1 no país.

    A vacina contra a gripe protege contra a influenza A, incluindo a prevenção contra a cepa H1N1, e a influenza B.

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    Em Três Pontas

    De acordo com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas e com o Serviço de Vigilância Epidemiológica de Três Pontas existem dois casos suspeitos de H1N1 e no próximo dia 30 de abril começará uma grande campanha de vacinação em todo Brasil e no Município não será diferente. É o Dia D da Campanha Nacional de Vacinação,l em sua 18ª edição.

    Os postos de saúde deverão estar preparados e com as doses disponíveis, principalmente, no primeiro momento, para atender as pessoas com risco maior de contaminação.

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    SAIBA TUDO SOBRE O H1N1

    O que é Gripe H1N1?

    A gripe H1N1 consiste em uma doença causada por uma mutação do vírus da gripe. Também conhecida como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, ela se tornou conhecida quando afetou grande parte da população mundial entre 2009 e 2010.

    Os sintomas da gripe H1N1 são bem parecidos com os da gripe comum e a transmissão também ocorre da mesma forma. O problema da gripe H1N1 é que ela pode levar a complicações de saúde muito graves, podendo levar os pacientes até mesmo à morte.

    Pandemia

    Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), ao todo 207 países e demais territórios notificaram casos confirmados de gripe H1N1 entre 2009 e 2010, quando houve a pandemia da doença. Durante este período, foram quase nove mil mortos em decorrência da gripe H1N1.

    O surto começou no México, onde uma doença respiratória alastrou-se pela população e chegou rapidamente aos Estados Unidos, Canadá e, depois, para o restante do mundo – graças às viagens aéreas.

    Surto 2016

    Em 2016 a gripe H1N1 chegou mais cedo ao Brasil. Em março de 2016 o número de casos só no estado de São Paulo superou a quantidade de pessoas doentes em 2015 em todo o país. São 260 casos no Estado até março de 2016, contra 141 no Brasil no ano anterior.

    Normalmente a gripe H1N1, assim como os outros tipos de gripe, são bem mais comuns no inverno, mas o surto desta vez começou no verão. Acredita-se que o grande fluxo de pessoas vindas de regiões frias, como Estados Unidos, Canadá e Europa.

    Causas

    As primeiras formas do vírus H1N1 foram descobertas em porcos, mas as mutações conseguintes o tornaram uma ameaça também aos seres humanos. Como todo vírus considerado novo, para o qual não costumam existir métodos preventivos, o vírus mutante da gripe H1N1 espalhou-se rapidamente pelo mundo.

    A transmissão ocorre da mesma forma que a gripe comum, ou seja, por meio de secreções respiratórias, como gotículas de saliva, tosse ou espirro, principalmente. Após ser infectada pelo vírus, uma pessoa pode demorar de um a quatro dias para começar a apresentar os sintomas da doença. Da mesma forma, pode demorar de um a sete dias para ser capaz de transmiti-lo a outras pessoas.

    É importante ressaltar que, assim como a gripe comum e outras formas da doença, a gripe H1N1 também é altamente contagiosa.

    A gripe H1N1, como qualquer gripe, pode afetar pessoas de todas as idades, mas, no período em que houve a pandemia, notou-se que o vírus infectou mais pessoas entre os cinco e os 24 anos. Foram poucos os casos de gripe H1N1 relatados em pessoas acima dos 65 anos de idade.

    Gestantes, doentes crônicos, crianças pequenas, pessoas com obesidade e com outros problemas respiratórios também estão entre os grupos mais vulneráveis para gripe H1N1.

    Os demais fatores de risco seguem a mesma linha daqueles enumerados para outros tipos de grupo. Permanecer em locais fechados e com um aglomerado de pessoas, levar as mãos à boca ou ao nariz sem lavá-las antes e permanecer em contato próximo com uma pessoa doente são os principais fatores que podem aumentar os riscos de uma pessoa vir a desenvolver gripe H1N1.

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    Sintomas de Gripe H1N1

    Os sinais e sintomas da gripe H1N1 são muito parecidos com os da gripe comum, mas podem ser um pouco mais graves e costumam incluir algumas complicações também. Veja:

    Febre alta

    Tosse

    Dor de cabeça

    Dores musculares

    Falta de ar

    Espirros

    Dor na garganta

    Fraqueza

    Coriza

    Congestão nasal

    Náuseas e vômitos

    Diarreia.

    As complicações decorrentes da gripe H1N1 são comuns em pessoas jovens, o que é bastante difícil de acontecer em casos de gripe comum.

    A insuficiência respiratória é um sintoma frequente da gripe H1N1 que não é devidamente tratada. Em casos graves, ela pode levar o paciente à morte.

    Diagnóstico e exames

    A Organização Mundial da Saúde afirma que a pandemia de gripe H1N1, hoje, já está controlada. No então o aumento de casos no Estado de São Paulo tem tornado a doença novamente um motivo de preocupação.

    Buscar pronto-socorro em vez de marcar consulta médica pode retardar o diagnóstico de doenças

    Sintomas de gripe que não passam devem ser investigados por um especialista, especialmente se eles vierem acompanhados de sinais mais graves, como falta de ar.

    Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

    Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram

    Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade

    Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.

    O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

    Quais são seus sintomas?

    Quando seus sintomas surgiram?

    Você manteve contato próximo com alguém que estava doente?

    Você esteve recentemente em locais fechados ou com aglomerados de pessoas?

    Você sente falta de ar? Com que frequência?

    Você tomou vacina para gripe H1N1?

    Diagnóstico de Gripe H1N1

    A suspeita de gripe H1N1 ocorre em pessoas com quadro de sinais e sintomas compatíveis aos de gripe, mas com as complicações típicas da H1N1. Nestes casos, o médico deverá coletar uma amostra de secreção do paciente e enviá-la para análise minuciosa no laboratório.

    Tratamento

    A maioria dos casos de gripe H1N1 foi sanada completamente sem a necessidade de internação hospitalar ou do uso de antivirais. Em alguns casos, no entanto, o uso de medicamentos e a observação clínica são necessários para garantir a recuperação do paciente.

    Uma pessoa diagnosticada com gripe H1N1 deve permanecer em casa, afastado do trabalho ou da escola, e evitar locais com acúmulo de pessoas. Repouso e manter boa hidratação são duas dicas importantes para garantir a recuperação.

    Complicações possíveis

    A principal complicação decorrente de gripe H1N1 consiste em crises de insuficiência respiratória, que podem levar o paciente a óbito se não forem tratadas imediatamente e em caráter de urgência.

    A prevenção de gripe H1N1 segue as mesmas diretrizes da prevenção de qualquer tipo de gripe, só que o cuidado deve ser redobrado:

    Evite manter contato muito próximo com uma pessoa que esteja infectada

    Lave sempre as mãos com água e sabão e evite levar as mãos ao rosto e, principalmente, à boca

    Leve sempre um frasco com álcool-gel para garantir que as mãos sempre estejam esterilizadas

    Mantenha hábitos saudáveis. Alimente-se bem e coma bastante verduras e frutas. Beba bastante água

    Não compartilhe utensílios de uso pessoal, como toalhas, copos, talheres e travesseiros

    Se achar necessário, utilize uma máscara para proteger-se de gotículas infectadas que possam estar no ar

    Evite frequentar locais fechados ou com muitas pessoas

    Verifique com um médico se há necessidade de tomar a vacina que já está disponível contra a gripe H1N1.

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    Vacinação

    Devido ao aumento súbito de casos no início de 2016, a prefeitura de São José do Rio Preto está fazendo uma campanha de vacinação extra na cidade, usando o lote de vacinas de 2015, que contempla também H1N1. No entanto, é muito importante ressaltar que em 2016 uma nova vacina da gripe será lançada na campanha nacional de vacinação contra a gripe, e ela também contemplará a H1N1 e deverá ser tomada.

    A vacinação normalmente é oferecida na rede pública para pessoas dentro dos grupos de risco, ou seja:

    Crianças entre 6 meses e 5 anos

    Idosos acima de 60 anos

    Gestantes

    Portadores de doenças crônicas, como bronquite e asma.

    Quem não se encaixa nesses grupos, mas quer se prevenir, deve buscar a vacina em clínicas particulares.

    Fontes:

    • Ministério da Saúde
    • Organização Mundial da Saúde
    • Hospital Israelita Albert Einstein
  • SAÚDE: Caminhão do Hospital de Barretos realiza exames contra o câncer em Três Pontas.

    SAÚDE: Caminhão do Hospital de Barretos realiza exames contra o câncer em Três Pontas.

    12 pessoas são diagnosticadas com câncer de pele e encaminhadas à Barretos.

    O caminhão do Hospital de Barretos que realiza exames contra o câncer esteve em Três Pontas hoje, terça-feira (29), na sede do Ciama (Centro Integrado de Assistência à Mulher) onde realizou uma série de exames para detectar e prevenir diversos tipos da doença.

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    De acordo com a enfermeira do Ciama, Maria de Lourdes Rodrigues, na parte da manhã foram realizados quarenta exames de prevenção ao câncer de próstata, quarenta exames de prevenção de câncer de pele e outros cinquenta exames de prevenção ao câncer de colo do útero.

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    “Esses exames se referem ao número de vagas que foi oferecido pelo próprio Hospital do Câncer de Barretos. Todas as vagas foram completadas. O caminhão veio para Três Pontas porque a enfermeira coordenadora Lara Miranda Pereira esteve lá no Hospital de Barretos no ano passado e viabilizou isso para nossa cidade. Três Pontas acabou sendo selecionada. Seria em janeiro, mas foi mudado para o mês de março. Foi feito um cadastro e uma seleção nos postos de saúde há cerca de um mês”, explicou.

    Das pessoas atendidas hoje em Três Pontas pelo Caminhão de Barretos, doze já foram encaminhadas para a unidade no interior de São Paulo com diagnóstico de câncer de pele e outras quatro pessoas fizeram pequenas cirurgias na parte da tarde, biópsias (retirada de um pequeno fragmento de tecidos ou células) para confirmar mediante a exames aprofundados se há câncer ou não. E dependendo do resultado essas pessoas também serão encaminhadas para Barretos.

    O Caminhão contra o Câncer

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    Cerca de 8 mil mamografias por mês e aproximadamente 400 municípios atendidos. Esse é o resultado de um dos trabalhos feitos pelo Hospital do Câncer de Barretos (HCB) por meio de suas dez unidades móveis que percorrem regiões do país para atender mulheres e fazer o exame, maior aliado contra o câncer de mama e outros tipos da doença.

    A detecção precoce é responsável pela possibilidade de cura de até 95% dos casos da doença. Diante dessa realidade, em 2002 o HCB adaptou carretas como se fossem clínicas e passou a fazer as mamografias e outros exames. Com isso, consegue também desafogar municípios, que muitas vezes estão com número de pedidos de exame acima de suas capacidades.

    O programa do Hospital do Câncer de Barretos é importante por atender pessoas carentes que, muitas vezes, nem têm informação sobre o quão importante é a detecção precoce.

  • DE GRAÇA: Carreta do Hospital do Câncer de Barretos vem a Três Pontas para realizar 130 exames

    DE GRAÇA: Carreta do Hospital do Câncer de Barretos vem a Três Pontas para realizar 130 exames

    A Carreta de Prevenção do Hospital do Câncer de Barretos, referência no tratamento e prevenção de câncer, estará em Três Pontas no próximo dia 29. A unidade móvel estacionará em frente o CIAMA para realizar exames preventivos e auxiliar no tratamento do câncer.

    Os atendimentos começarão às 7h30, em uma estrutura dentro do próprio CIAMA – Centro Integrado de Atendimento à Mulher. A carreta disponibilizará 40 vagas para exames de próstata, 40 vagas para câncer de pele, e 50 para colo uterino.

    O pré-cadastro já começou, e a maioria das vagas já foi ocupada. Ainda restam algumas vagas para exames de pele, e quem se interessar deve procurar a Unidade de Saúde mais próxima. É necessário ter em mãos a cópia dos seguintes documentos: RG, CPF, Cartão do SUS atualizado e Comprovante de Residência.

    Casos com o câncer de pele o procedimento será o seguinte: serão tiradas fotos das lesões para serem encaminhadas e selecionadas pelo Hospital. Os casos diagnosticados serão de encaminhados, e ficarão sob responsabilidade do Hospital do Câncer de Barretos.

    (Com informações da Ascom PMTP)

  • VÍCIO: SMS disponibiliza tratamento gratuito para fumantes em Três Pontas

    VÍCIO: SMS disponibiliza tratamento gratuito para fumantes em Três Pontas

    O Sistema Único de Saúde, através das Secretarias Municipais de Saúde, oferece gratuitamente tratamento contra o tabagismo para qualquer cidadão. As equipes de tratamento também atuam em Três Pontas há mais de dez anos e o número de pessoas atendidas não é preciso, mas é possível dizer que mais de 500 pessoas já passaram pelo tratamento na cidade.

    Os grupos são montados a cada dois meses, e já estão abertas as inscrições para o próximo grupo. A equipe é composta por um medico pneumologista (Dr. Marcus Vinicius Souza Couto Moreira – foto) que faz o acompanhamento do paciente, além de um farmacêutico, um enfermeiro e um psicólogo.  Todos os medicamentos são gratuitos e o tratamento é feito em quatro sessões com um encontro por semana, depois acontece uma reunião uma vez por mês durante um ano todo.

    Desde que foram comprovados os malefícios do cigarro, fumar deixou de ser sinônimo de elegância. São mais de 40 doenças relacionadas ao tabagismo, que diminuem o tempo de vida dos homens em dez anos e, para as mulheres, esse número aumenta para 14. O tabaco é capaz de causar as mesmas doenças para qualquer pessoa que inala a fumaça, seja fumante ou não.

    Serviço

    Quem tiver interesse em participar pode deixar o nome em qualquer unidade de atendimento à saúde ou pelo telefone (35) 3266-2263.

    (Com informações da Ascom PMTP)

  • A VOZ DO POVO: Moradores protestam contra “fechamento” do Posto da Vila Marilena em Três Pontas

    A VOZ DO POVO: Moradores protestam contra “fechamento” do Posto da Vila Marilena em Três Pontas

    Aconteceu na tarde desta quinta-feira (17) um protesto em frente ao desativado Posto de Saúde do bairro Vila Marilena em Três Pontas. Recentemente, atendendo a uma recomendação da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais, o Executivo Municipal transferiu os atendimentos para a Unidade Básica de Saúde do bairro São Judas Tadeu. Moradores que se manifestaram não concordam com a mudança e organizaram até um abaixo assinado.

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    Cerca de 100 pessoas participaram do manifesto que foi registrado pela Rede Record de Varginha e pelo Conexão Três Pontas. Indignados, eles fizeram questão de mostrar as péssimas condições em que se encontram as instalações do Posto de Saúde da Vila Marilena.

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    Mesmo com as portas fechadas, há um grande buraco na tela que permite que andarilhos ou moradores de rua ocupem o local a noite. Há colchões e roupas no local.

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    Um banheiro desativado se encontra em situação deplorável. Vidros estão quebrados.

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    O POVO RECLAMA

    O morador do bairro Aristides Vieira, Reinaldo Rosa Goulart, aposentado, falou ao Conexão:

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    “A população esteve aqui hoje reivindicando um outro lugar mais perto daqui do Posto da Vila Marilena para se abrigar uma unidade de saúde. Onde está agora, lá no bairro Morada Nova é muito longe. E perigoso para ir de madrugada lá, quem mora nessa região aqui. Eu acho que tinha que interditar aqui sim, mas tinham que  colocar outro mais perto. O posto está precário e não tem condições nenhuma de funcionar aqui na Vila Marilena. Faltava segurança até para os médicos e enfermeiros. Tínhamos uma equipe boa, mas infelizmente foi pra longe. Você sabe a distância que é daqui até o Morada Nova?”, relatou.

    Outra moradora que falou ao Conexão foi a senhora Maria de Fátima Moreira Silva:

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    “O Posto aqui da Vila Marilena não foi fechado por causa dos bêbados ou por outras pessoas que estavam dormindo aqui. Fechou por causa da precariedade do local. Está muito sujo e precisa passar por uma reforma. A população tinha que ter sido avisada e não fomos. Esse posto faz muita falta”, pontuou.

    PREFEITO RESPONDE

    O Conexão, na sequência, foi até o gabinete do Prefeito. Paulo Luís Rabello respondeu à população e explicou o ocorrido:

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    “Inicialmente quero dizer que temos que analisar o motivo dessa manifestação. Saber se de fato é um movimento popular e se for nós estamos abertos para conversar. Mas se for um ato político guiado pela oposição, como tudo indica, já que somente agora estão fazendo isso, a coisa muda. Já tem quase um mês que a mudança foi feita.

    O que acontece é que nós atendemos a solicitação da Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais. A Vigilância Sanitária constatou que o local estava insalubre para o atendimento digno das pessoas que sempre ali estavam. Foi determinado o fechamento imediato e nós cumprimos totalmente o que foi determinado. Isso visa o bem estar das pessoas. Onde está hoje é mil vezes melhor. O Posto de Saúde da Vila Marilena não passava de uma casa de peão que foi reaproveitada como posto de saúde. As pessoas que lá estavam, estavam vivendo num chiqueiro. Eu estive pessoalmente lá. As pessoas defecavam no meio do corredor e crianças tinham, que passar por ali. Será que as pessoas mereciam passar por aquilo? Claro que não, então apenas cumpri o que nos foi determinado. Lá não tem viabilidade de ser um posto de saúde.

    Quero dizer também que no passado, o Deputado Odair Cunha do PT enviou recursos para uma grande reforma no Posto da Vila Marilena, mas a administração anterior (Ex-prefeita Luciana Mendonça) devolveu por ser do PT o recurso. Por isso nada foi feito no local e agora estamos pagando a conta da irresponsabilidade e da inconsequência de um governo local que não quis a verba porque era do PT”, destacou.

  • XÔ MOSQUITO: E.M. Cônego Victor conscientiza alunos contra o Aedes Aegypti

    XÔ MOSQUITO: E.M. Cônego Victor conscientiza alunos contra o Aedes Aegypti

    A Escola Municipal Cônego Vitor realizou diversas atividades e manifestações para marcar o dia “D”, contra a Dengue. Alunos, professores, funcionários e equipe gestora confeccionaram cartazes sobre o tema, além de diversas atividades escritas, músicas e dramatizações contra a Dengue, Chikugunya e a Zika, doenças que estão amedrontando todo país.

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    As atividades começaram na semana passada, quando a escola se envolveu com palestras educativas sobre estas três doenças. No dia “D”, os alunos apresentaram paródias, poesias, cordel da dengue, danças, dramatizações e grito de guerra.

    Após as apresentações na escola, todos seguiram em uma passeata com cartazes, adereços, e alguns alunos até caracterizados de mosquito Aedes aegypti. Com o apoio da Guarda Civil Municipal, eles seguiram a Rua São Pedro até a Rua Afonso Pena, continuaram na Rua Sete Setembro, e na Praça Tristão Nogueira subiram para a Prefeitura Municipal de Três Pontas.

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    O trajeto encerrou na Praça Cônego Vitor, onde aconteceu uma blitz educativa, alertando todos os motoristas e pedestres sobre os cuidados que devemos ter para evitar estas doenças.

    (Com informações da Ascom PMTP)

  • SAÚDE: Casos suspeitos de Dengue aumentam e número de agentes em Três Pontas é insuficiente

    SAÚDE: Casos suspeitos de Dengue aumentam e número de agentes em Três Pontas é insuficiente

    A preocupação com a Dengue, Zika Virus e chikungunya tem sido cada vez maior em todo o mundo. Em Três Pontas não é diferente. A cada dia surgem novas suspeitas de casos em diferentes bairros e regiões.  Um comentário feito durante uma sessão da Câmara, de que apenas 9 agentes de combate ao mosquito estão em atividade no município, levou o vereador Chico Botrel a buscar informações detalhadas junto à secretaria municipal de saúde, mais especificamente na divisão da Vigilância Ambiental, responsável pela coordenação dos trabalhos de prevenção e combate ao mosquito Aedes Aegyti.

    Chico Botrel foi recebido pelos dois servidores que se empenham em potencializar o combate ao mosquito em Três Pontas: o veterinário Marcelo de Figueiredo Gomes e a Bióloga Sebastiana Aparecida da Silva. Em conversa informal, Marcelo explicou ao vereador a atual situação do serviço da Vigilância Ambiental por aqui. Hoje, a cidade possui um zoneamento. São ao todo 19 regiões que compõem o planejamento, sendo em média mil residências por cada área de visita por agente. Porém, este trabalho tem sido mais lento em virtude do número insuficiente de agentes que atuam no tratamento, sendo apenas 8 pessoas. Com isso, a revisitação fica mais prolongada, demorando até cinco meses para que as casas sejam novamente visitadas.

    Marcelo explicou ao vereador Chico Botrel, inclusive através do mapa das regiões de cobertura, ser muito difícil prestar um serviço ideal com um número tão reduzido de pessoas. Hoje, seriam necessários 23 agentes para que as casas e terrenos sejam visitados pelo menos a cada 50 dias, atendendo às normas estipuladas pelo Ministério da Saúde. Por sua vez, Chico Botrel ressaltou que foi aprovada pela Câmara a autorização para a contração de outros sete agentes em 2015. Mas, ao final das contas, nenhum deles foi contratado.  A falta de veículos para o transporte dos agentes até os bairros tornou mais complicadas as visitas, já que o passe gratuito no ônibus circular não é mais fornecido aos agentes de campo.

    Diante do aumento no numero de casos suspeitos, até de zika, Chico Botrel se encarregou de procurar providências para ajudar no combate, se disponibilizando a procurar autoridades em Belo Horizonte para conseguir viabilizar um veículo e até mais apoio à campanha contra o mosquito em nosso município.

    (Com informações da Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal)

  • DENGUE: Conexão faz “Raio X” da doença e revela gravidade da situação em Três Pontas

    DENGUE: Conexão faz “Raio X” da doença e revela gravidade da situação em Três Pontas

    A situação da dengue e de outras doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti tem tirado a tranquilidade da população trespontana. A cada semana o Conexão Três Pontas recebe várias mensagens de moradores de diversos bairros informando novos casos, pessoas que foram levadas ao Pronto Atendimento Municipal ou internadas na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.

    No dia 13 de março de 2015, nossa reportagem esteve na rua Dr. Godofredo Rangel, no bairro Vila Marilena, onde diversos moradores relataram uma grande preocupação já que o bairro era considerado um dos principais focos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

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    No dia 27 de março do ano passado, Antônio Carlos de Oliveira, de 56 anos, pedreiro, pai de 3 filhos, que residia a rua Dr. Godofredo Rangel nº 84, acabou falecendo na UTI da Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis, vítima de dengue.

    De lá pra cá, a Prefeitura tentou colocar em prática diversas ações, como os famosos fumacês, precisou e conseguiu autorização judicial para entrar em diversas casas a procura de larvas dos mosquitos, limpou terrenos e fez campanhas de conscientização.

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    Mas, infelizmente, não surtiu o efeito esperado, principalmente por conta da falta de educação e da irresponsabilidade de muitas pessoas que acumulam água parada em casa e espalham lixo por onde podem. Coisa de gente porca!

    Uma ala dentro do Hospital São Francisco de Assis foi criada para isolar e tratar pacientes com dengue.

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    E o ano de 2016 começou com muita preocupação. As condições climáticas têm contribuído para o avanço da doença. Aliás, agora temos dois novos temores: Chikungunya e Zika.

    54 CASOS DE ZIKA SOB SUSPEITA EM TRÊS PONTAS

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    A Secretaria Municipal de Saúde está investigando 54 casos suspeitos do vírus da zika. Os pacientes tiveram os sintomas da doença, que são muito parecidos com os da dengue, portanto as duas hipóteses são avaliadas. O resultado dos exames deve ficar pronto em até 30 dias.

    Atualmente, Três Pontas é a cidade que mais tem casos suspeitos do vírus da zika no Sul de Minas. Outros cinco casos são investigados em Perdões (MG).

    No ano passado, foram registrados 1.953 casos de dengue em Três Pontas, entre suspeitas, notificações e casos confirmados. Desde o início deste ano, a cidade já registrou 145 notificações. Desses, cinco foram confirmados como de dengue.

    BOLETIM EPIDEMIOLÓGICO DE MONITORAMENTO DOS CASOS DE DENGUE, CHIKUNGUNYA E ZIKA VÍRUS

    Em 2016, Minas Gerais registrou (até o dia 16/02) 62.271 casos prováveis de dengue e 2 óbitos. Em relação à Febre Chikungunya, 336 casos foram notificados neste ano: 208 desses já foram descartados e 128 seguem em investigação. Já em relação ao Zika Vírus, todos os 303 casos notificados em 2016 seguem sob investigação. Do total de casos notificados em 2015, confirmou-se laboratorialmente dois casos de Zika, sendo um do município de Belo Horizonte e outro de Coronel Fabriciano.

    NÚMEROS DE CASOS INVESATIGADOS DE ZIKA EM TRÊS PONTAS E SANTANA DA VARGEM (Fonte: Boletim Epidemiológico De Monitoramento da Secretaria de Estado de Saúde)

    Santana da Vargem

    População                                    Casos Suspeitos

    7.364                                                        06

    * 1 caso para cada 1.052 habitantes

    Três Pontas

    População                                    Casos Suspeitos

    56.408                                                       54

    * 1 caso para cada 1.044 habitantes

    FOTOS DO DESCASO COM A SAÚDE

    Não adianta qualquer iniciativa do Poder Público referente ao combate ao mosquito Aedes Aegypti se a população não colaborar, não tomar consciência da gravidade da situação e resolver agir de forma racional e urgente. Nesta semana, o Conexão recebeu diversas fotos de leitores reclamando da sujeira de lotes, de pontos com água parada onde as larvas se multiplicam.

    Estivemos na Rua Bento de Brito no início do mês, atendendo a uma denuncia de moradores da região, mais precisamente dentro do Campo do Tac, no trecho em frente ao depósito do Supermercado Moacyr. Ali encontramos lixo jogado debaixo de uma árvore e muitas larvas do mosquito transmissor.

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    Em seguida entramos em contato com a Secretaria Municipal de Saúde informando a gravidade da situação. Nos foi passado que providências seriam tomadas.

    CONEXÃO BUSCA LEVANTAMENTO JUNTO A SECRETARIA REGIONAL DE SAÚDE

    Nesta semana, uma funcionária da Secretaria Regional de Saúde, que é de Três Pontas, postou nas redes sociais um desabafo sobre a situação da dengue no Município:

    “É gravíssima a situação em Três Pontas, pois é preciso contratar mais agentes de endemias (atualmente existem 8 para um Município de mais de 50 mil habitantes). As pessoas precisam ser educadas e sensibilizadas sobre a gravidade do problema. É preciso que cada um faça a sua parte. O Prefeito de Nepomuceno, por exemplo, adotou uma ação que está funcionando. O agente visita a casa, retira o foco e notifica o proprietário, passando a monitorar aquela casa semanalmente. Se na próxima visita forem encontrados novos focos o morador é multado em R$1.000,00. O governo decentralizou verbas para que cada Município invista no combate ao mosquito. Mas o mais importante é promover a conscientização. Na sexta-feira, dia 19 de fevereiro, a Secretaria Regional de Saúde esteve reunida com o Prefeito de Três Pontas informando a necessidade urgente de um plano de ação contra a dengue”.

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    Diante da gravidade, entramos em contato com a Secretaria Regional de Saúde, via e-mail. Enviamos várias perguntas, porém as respostas foram evasivas, inconsistentes e no texto inicial a mensagem dizia que “informações mais detalhadas devem ser colhidas diretamente com cada Município”. Veja a entrevista:

    Xtp – É verdade que a situação da dengue em três Pontas é gravíssima?

    SRS – Não houve menção da SRS Varginha a respeito disto. Entretanto, o crescente número de notificações de agravos causados pelo Aedes Aegypti culminou na declaração de emergência de saúde pública de importância nacional pelo Ministério da Saúde; o Estado de Minas Gerais registra um número crescente de notificações de Dengue no ano de 2016, situação que leva a Superintendência Regional de Saúde de Varginha a tomar atitudes frente aos 50 municípios de sua jurisdição.

    Xtp – Quais os números de casos atuais?

    SRS – Dados municipais devem ser demandados diretamente ao município.

    Xtp – Quais as regiões ou bairros mais afetados?

    SRS – Idem acima. (ou seja, devemos procurar a Prefeitura, que não fala quando procurada)

    Xtp – É verdade que há suspeita de zika? Dê detalhes sobre isso?

    SRS – As informações sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti estão disponíveis no Boletim Estadual, em www.saude.mg.gov.br/dengue, atualizado todas as terças-feiras.

    Xtp – O que a Secretaria Regional de Saúde  tem feito para alertar autoridades locais sobre a situação do Aedes em Três Pontas?

    SRS – Visitas a todos os 50 municípios jurisdicionados a esta Superintendência, com equipe do Comitê Regional de Dengue, além de estimular a mobilização social, subsidiar ações conjuntas sobre o tema e capacitações das equipes.

    Xtp – O número de agentes aqui é muito baixo. O que pode ser feito? Como a Secretaria pode intervir?

    SRS – Este é um problema enfrentado por diversos munícipios de nossa abrangência. Todas estas questões são tratadas durante as visitas do Comitê.

    Xtp – As pessoas não colaboram. Terrenos sujos, etc. O que vocês estão fazendo quanto a isso, quais os alertas? Que tipo de orientação está sendo passada?

    SRS – A Secretaria de Estado de Saúde está promovendo a Campanha “10 minutos contra a Dengue”, fornecendo folders para serem entregues nas visitas dos agentes. No folder, o cidadão poderá preencher os itens que por ele foram checados, durante 10 minutos de sua semana. Há o estímulo das ações de mobilização através da divulgação nacional da campanha.

    *Clique no link e veja mais…

    http://www.saude.mg.gov.br/images/noticias_e_eventos/000_2016/1-jan-fev-marc/Boletim_22-02-16_imprensa.pdf

    Xtp – Sobre a reunião com o Prefeito de Três Pontas. O que ficou definido?

    SRS – O Governo do Estado de Minas Gerais promoverá, dia 25/02, um “Encontro de Prefeitos com o Comitê Gestor Estadual de Políticas de Enfrentamento à Dengue, Chikungunya e Zika”, com a presença do Governador. Nele, serão discutidos com os prefeitos o cenário epidemiológico e principais ações relevantes no enfrentamento ao Aedes.

    TENTATIVAS DE CONTATO COM O EXECUTIVO MUNICIPAL

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    Na tarde desta terça-feira (23) entramos em contato com a Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas solicitando uma entrevista com o Prefeito Paulo Luís Rabello. Aliás, sempre quem dá entrevista é o Chefe do Executivo e, estranhamente, não é o titular das pastas, no caso da Saúde, o Secretário Hermógenes Vanelli. Nos foi passado que um agendamento seria feito, o que não aconteceu. Hoje, quarta-feira (24) novamente fizemos contato e foi dito que o Prefeito estava ocupado fazendo diversas entrevistas com estagiários.

    Para a EPTV, o Prefeito Paulo Luís disse o seguinte:

    “Nós não temos este alarde que as pessoas estão fazendo. Sem exame de laboratório, é impossível dizer que ela está com [a doença]. Nós não temos como tratar da pessoa sem [este exame], e por isso nós estamos encaminhando todos os pacientes pra este exame”, explica o prefeito da cidade, Paulo Luis Rabelo (PPS).

    Nota

    * O Conexão Três Pontas foi informado que várias ações de limpezas de lotes e residências estão sendo realizadas pela Prefeitura Municipal de Três Pontas. Porém, mais uma vez, não fomos informados. Talvez pelo desinteresse em divulgar ações importantes para a população através deste veículo de massa, o que só agrava o problema, haja vista que toda informação e conscientização se faz necessária.

    Colocamos nosso veículo à disposição das autoridades para ajudar no combate a esse terrível mosquito e suas doenças cada vez mais presentes em nossa cidade.

    UM SOPRO DE ESPERANÇA

    Diversas cidades participaram de mutirões de combate ao mosquito Aedes Aegypti, que transmite doenças graves como a dengue, febre amarela, chikungunya e zika vírus. O projeto criou uma ação conjunta e coordenada que mobilizou poder público e sociedade para uma medida efetiva de conscientização e limpeza urbana realizada no dia 30 de janeiro. Aqui no sul de Minas, muitas cidades também, estão realizando ações contra o mosquito. E em Três Pontas, apesar de não ter havido uma iniciativa oficial do poder público municipal, um senhor de 59 anos de idade, ex-agente de saúde e atualmente um “combatente solitário” contra o Aedes Aegypti, resolveu, com a cara e a coragem fazer sozinho um trabalho de conscientização na Praça Tristão Nogueira, sem a ajuda de ninguém. Um belo exemplo de cidadão que chamou a atenção da reportagem do Conexão Três Pontas.

    Romeu Fagundes da Silva é ex-agente de saúde, função que exerceu por 16 anos. Ele conta que já viu de tudo e lembra que a situação está cada vez pior quando o assunto é a dengue e as novas doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. Ele disse ao Conexão que chegou a conversar na Prefeitura sobre a necessidade de fazer esse trabalho de conscientização, mas diante da resposta negativa, arregaçou as mangas e mesmo sozinho levou informação para os trespontanos na rua.

    “Primeiramente eu sou uma pessoa que gosta que fazer esse tipo de trabalho, me sinto bem sabendo que estou ajudando a população. Agora com essas novas doenças a situação está cada mais grave. Eu estou aqui como voluntário. Fui na Prefeitura pra ver se eles iriam fazer alguma coisa, mas como falaram que não teria nada, resolvi fazer como voluntário por minha conta.

    Muita gente já parou aqui pedindo informações. Felizmente esse trabalho está tendo uma boa repercussão. Coloquei um som com a música contra a dengue, distribuo panfletos, mostro a evolução do mosquito, explico sobre a doença e sobre como evitar o acúmulo de água parada. Muita gente mesmo passou hoje aqui na minha tenda. Há muita falta de conscientização, lotes e terrenos sujos, as pessoas não colaboram. Numa desovada um mosquito, que vive 35 dias, gera 240 ovos. E cada mosquito pica em média 320 pessoas. Portanto a situação é critica e peço aos trespontanos que tomem cuidado com a proliferação do mosquito. Cuidado com vasos de plantas, com água parada em todos os lugares. Precisamos agir. Não adianta ficar apenas cobrando das autoridades, cada um tem que fazer sua parte”, explicou o ex-agente.

    Que tal seguirmos esse bom exemplo???

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