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Sempre que datas comemorativas se aproximam, é comum ler notícias de que a condenados que cumprem pena de prisão será concedido o indulto. É a lei n. 7.210/1984, conhecida como Lei de Execução Penal (LEP), que prevê as saídas temporárias, chamadas popularmente de “saidões”. Elas têm como objetivo auxiliar o preso no retorno aos convívios familiar e social e geralmente ocorrem em datas comemorativas específicas, como Natal, Páscoa, Dia das Mães e Dia dos Pais. De acordo com a lei, podem requerer o benefício os condenados do regime semiaberto que tenham cumprido, ao menos, 1/6 da pena se primários e 1/4 se reincidentes. Também é preciso comprovar bom comportamento. Em Três Pontas algumas detentas serão beneficiadas este ano. Quem fala sobre o tema é o diretor do Presídio local, Washington Borges:
Condenada a 39 anos de prisão pelo assassinato dos pais, em 2002 a presa Suzane von Richthofen deixou a penitenciária feminina de Tremembé (SP), na manhã desta quinta-feira (10) para passar o Dia das Mães em liberdade.
Outra detenta famosa, Anna Carolina Jatobá, condenada a 26 anos e oito meses de cadeia pela morte da enteada Isabela Nardoni, também foi beneficiada com a saída temporária correspondente ao dia em que se prestam homenagens às mães. Ela saiu do presídio um pouco antes da colega de prisão.
Chega a ser irônico que no dia das mães, uma mulher que ajudou a matar a própria mãe e outra que ajudou a matar a enteada recebam o benefício, que na teoria, seria para que os presos do regime semi-aberto passassem junto ao seus pais.
No caso de Suzane, esta seria a última vez que faria uso do indulto, tendo em vista que existe um processo em andamento para que Suzane cumpra o restante da pena em regime aberto.
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O Sul de Minas deve receber três centro socioeducativos para menores nos próximos anos. De acordo com o Governo de Minas Gerais, as unidades devem funcionar em Passos, Alfenas e Lavras. De acordo com a previsão da Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), o centro socioeducativo de Passos, que já está concluído, deve ser inaugurado entre fevereiro e março deste ano. Funcionários já foram contratados e treinados.
Agora a secretaria aguarda a conclusão de questões contratuais para dar início às atividades. A unidade de internação terá capacidade para receber 40 adolescentes do sexo masculino.
Para Alfenas, o convênio com o Governo Federal para a construção do centro e o edital de licitação já foram publicados. A unidade terá capacidade para atender 90 adolescentes e a previsão de inauguração é entre 2019 e 2020.
Já o processo de construção do socioeducativo de Lavras está na fase inicial. Para que o projeto prossiga, é preciso a aprovação do terreno onde o prédio seve ser construído, fazendo com que o edital de licitação possa ser publicado.
Das ocorrências investigadas pela Polícia Civil, já chega a 70% a participação de menores.
Fonte G1 Sul de Minas
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Moradores da zona rural poderão ser autorizados a adquirir uma arma de fogo para utilizar na segurança de sua família e propriedade. Essa permissão está no PLS 224/2017, do senador Wilder Morais (PP-GO), aprovado pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), nesta quarta-feira (29).
A proposta modifica o Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/2003), e o relatório é do senador Sérgio Petecão (PSD-AC), que recebeu 11 votos a favor e cinco contrários. Houve uma abstenção. Se não for apresentado recurso para votação pelo Plenário do Senado, o PLS 224/2017 será enviado, diretamente à Câmara dos Deputados.
Exigências
A proposição impõe algumas condições para os residentes na zona rural conquistarem o direito. Além de serem maiores de 21 anos, os interessados precisarão apresentar documento de identificação pessoal, comprovante de moradia e atestado de bons antecedentes.
Essas três exigências já são feitas para quem mora na zona rural e atua como caçador para prover a subsistência de sua família. Mas, nesse caso, o Estatuto do Desarmamento estipula a idade mínima de 25 anos para o caçador de subsistência ter o porte de arma concedido pela Polícia Federal.
“Propomos este projeto visando a assegurar aos residentes em áreas rurais o direito de adquirir uma arma de fogo de uso permitido para utilização em suas propriedades, as quais, não raro, encontram-se a centenas de quilômetros de um posto policial, o que coloca inúmeras famílias à mercê do ataque de criminosos ou, até mesmo, de animais silvestres, não assistindo a elas quaisquer meios de defesa de sua vida e de sua propriedade”, explicou Wilder na justificação do projeto.
Apesar de o PLS 224/2017 fixar uma idade menor que a exigida do caçador de subsistência para o morador da zona rural obter a posse da arma, Petecão avaliou que essa distinção deve ser mantida.
“Como não se trata do porte da arma de fogo, mas de mera possibilidade de aquisição, entendemos que o requisito de idade mínima pode ser reduzido para as pessoas com mais de 21 anos”, argumentou o relator.
Por meio de sua emenda, Petecão tratou apenas de ajustar o texto do Estatuto do Desarmamento para permitir que os residentes em áreas rurais possam conseguir o direito à posse de arma de fogo com menos idade.
Debates
O parecer foi aprovado após longo debate. Os defensores da iniciativa alegaram que moradores rurais não dispõem de qualquer meio de defesa diante de ataques de criminosos. Além disso, o projeto autoriza apenas a posse e não o porte da arma.
— Sou contra a arma e trabalhei pelo Estatuto do Desarmamento, mas o Brasil chegou a nível de violência que não dá para calcular. É algo surreal — alegou Magno Malta (PR-ES).
Os parlamentares contrários à iniciativa temem pelo aumento da violência no campo. Além disso, alegam que colocar mais armas nas mãos do povo não vai reduzir a criminalidade.
— Vocês não estão pensando nos efeitos colaterais dessa medida e estão desestruturando uma política correta, prevista no Estatuto do Desarmamento — protestou Lindbergh Farias (PT-RJ).
Fonte: Agência Senado
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Roger Campos
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A violência nas cidades grandes já é assunto mais do que debatido e corriqueiro. Nas pequenas cidades já é uma realidade que assusta e desafia as autoridades. Aqui em Três Pontas não é diferente, a criminalidade continua agindo apesar de todos os esforços por parte das polícias Civil e Militar. Mas uma preocupação específica tem tirado novamente a tranquilidade de muitos pais no Município: a violência e as drogas na porta dos colégios. Não é de hoje que casos de brigas entre alunos do portão para fora são flagrados. Também os recorrentes casos de drogas sendo repassadas por jovens que aguardam a entrada e saída de estudantes. Nesta quarta-feira (01) mais um caso acabou sendo debatido nas redes sociais. De acordo com alguns internautas houve uma briga envolvendo vários adolescentes na saída de um dos turnos da Escola Estadual Jacy Junqueira Gazola. E muitas vezes juntam ‘gangs’ contra um ou dois menores. Em muitos casos sequer a polícia é chamada e assim não se faz o registro da ocorrência.
De acordo com leitores do Conexão, a confusão assustou quem passava pelo local ou aguardava a saída dos alunos. Poucos tentam separar e há sempre muitos que inflamam a confusão. A principal reclamação ventilada hoje é a falta de segurança na porta das escolas, conforme alguns relatos levantados por nossa reportagem:
“Mais uma vez uns 5 moleques, usuários de drogas, pararam na porta do Jacy Gazola e começam a bater nos alunos menores que saem às 17 horas e não é a primeira vez. Sempre juntam de turma e usando droga. Cadê a Guarda Municipal e a Policia Militar? Já ligamos várias vezes. Mais nada…”, relatou o leitor Ederson.
Um terceiro comentário feito em nossas redes sociais também merece destaque:
“Olha isso é só um relato. Não estou criticando. Este ano tive que ir trabalhar em Varginha, lá a guarda municipal tem presença total nas escolas, creches e estabelecimentos públicos. Eles tem acesso as dependência e controlam câmeras e alarmes. Ajudam no trânsito, entrada e saída das escolas e fiscalizam. Acho que exemplos bons tinham que ser seguidos”, comentou Jane Rose.
Diante das postagens em nossos grupos do Whatsapp e também no facebook a Guarda Civil Municipal Leonara Naves nos remeteu a seguinte resposta sobre a polêmica:
“Gostaria de expor que a GCM faz as entradas e saídas diariamente das escolas Antonieta Feracioli Duarte, Cônego Vitor e Caic, já que essas são municipais. Antes fazíamos também as escolas estaduais. Porém hoje nosso efetivo está reduzido a 11 integrantes, sendo que antes eram 45. Assim sendo não é possível fazer todas as escolas”, disse Leonara Naves.
Conversamos por telefone às 20hs52 com o Tenente bruno Neves, comandante da 151ª Cia. da Polícia Militar de Três Pontas. Ele também falou sobre o tema:
“Olha Roger, quero inicialmente dizer que é claro que nós da Polícia Militar gostaríamos de poder dar uma atenção maior nas escolas. Mas é humanamente impossível. Pra que a população tome ciência nós recebemos em média cerca de 300 chamadas por dia através do 190. São casos que nos ocupam o dia todo e a noite toda com uso de viaturas e de nosso efetivo que não é grande. O que eu posso te dizer é que esse problema nos preocupa sim e são casos que precisariam de um envolvimento maior da sociedade e das próprias escolas para que consigamos resultados melhores.
A entrada é saída de alunos é praticamente no mesmo horário em todas as escolas e isso torna humanamente impossível a nossa presença. Mas estamos dispostos a colaborar e quem sabe fazermos um projeto conjunto com outras autoridades, pais e escolas para que essas brigas e outros relatos deixem de ocorrer. No mais, sempre que somos chamados ali comparecemos o quanto antes para garantir a segurança. Lembro que ainda fazemos um grande trabalho na área da prevenção através de programas como o Proerd. Ou seja, estamos trabalhando também em busca do melhor para a sociedade e para os estudantes trespontanos”, explicou o militar.
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Roger Campos
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Ela é conhecida pelo jeito extrovertido e a dedicação profissional. Ela ficou conhecida em todo país quando venceu o concurso A Mais bela Guarda Civil do Brasil. Mas ela ainda iria continuar surpreendendo. Leonara Naves acaba de conseguir a segunda viatura para a Guarda Civil Municipal de Três Pontas.
Leonara Naves tem se sobressaído no trabalho como GCM. Além de todo trabalho no trânsito, orientando fluxos e participando de uma série de campanhas educativas, a loira de olhos claros prova que a principal beleza vem de dentro. Inquieta e na busca desenfreada pela qualidade e alcance maior do trabalho, Leonara batalhou, praticamente sozinha e conseguiu através de Deputado trespontano Mário Henrique Caixa o primeiro veículo para a Guarda Municipal.

Mas quem falou que ela estava satisfeita? Ela continuou batalhando, de novo praticamente sozinha, e agora veio a confirmação da vinda de uma segunda viatura para a Guarda Civil Municipal, dessa vez através do Deputado Fábio Cheren. A publicação deve sair hoje ou nos próximos dias no Diário Oficial.

Na gestão pública municipal passada, do então prefeito Paulo luís Rabello, Leonara já se destacava ao lado do então comandante Edward Naves. E agora, na atual gestão, quando a GCM está sob a coordenação da Secretaria Municipal de Transportes e Obras, Leonara Naves continua trabalhando pelo desenvolvimento e pela segurança, tão carente e necessitada, de Três Pontas.

Leonara Naves recentemente foi homenageada no Dia da Mulher pelo vereador Maycon Machado pelo seu trabalho em prol de Três Pontas.
Procurada por nossa reportagem, Leonara confirmou a conquista, disse que essa luta para o segundo carro vem desde 2014. Parabéns! A cidade agradece!!!

Roger Campos
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A greve geral da Polícia Militar no Espírito Santo e o caos levado às cidades capixabas pela falta de segurança nas ruas deixou todo o país preocupado, sobretudo quanto a chance de um efeito cascata e a adesão de PMs de outros Estados ao movimento. Na semana passada, boatos propagados pelas redes sociais sobre uma possível paralisação da Polícia Militar em Minas foram prontamente desmentidos pela corporação.
Apesar de afastar o risco de greve no Estado, os recentes atritos entre o governo e a Polícia Militar revelam que o clima entre governo e a PM não anda tão amistoso e tranquilo como possa aparentar.
“As esposas dos policiais e bombeiros em Minas começaram a se organizar. E essa organização está ganhando corpo. Daqui a pouco, se esse governador até então insensível, inflexível, não sentar para negociar, nós teremos situação semelhante a do Espírito Santo”, declarou o deputado estadual Sargento Rodrigues (PDT), oposição ao governo de Pimentel. Segundo o parlamentar, além do escalonamento dos salários, que já dura 13 meses, os policiais militares de Minas estariam com três anos de perdas salariais acumuladas.
Em contato com a assessoria de imprensa, o governo de Minas preferiu não comentar a declaração do deputado e passou a bola para o líder do governo na Casa, deputado Durval Ângelo (PT),
“Isso é uma crise artificial, que não existe em Minas. Ele está levantando uma coisa leviana. Hoje, dependendo do ponto de vista e de como se calcula, Minas está em segundo ou terceiro melhor salário entre as PMs no Brasil. O dobro do que está no Espírito Santo”, defendeu Durval. Hoje, um soldado da PM em Minas recebe R$ 4.098,63 por mês. No Espírito Santo, o salário inicial chega a R$ 3.052.
Agenda positiva

Até então, o governador de Minas afasta qualquer possibilidade de greve da PM no Estado. Na última semana, inclusive, ele tratou de fazer uma agenda positiva sobre segurança pública realizando cerimônias de entrega de viaturas a batalhões no interior.
“Aqui (em Minas), tenho absoluta certeza, de que a nossa segurança pública está e será preservada”, declarou o governador durante cerimônia em Ipatinga, no Vale do Aço.
Sem greve há 20 anos
A maior greve da Polícia Militar no Estado completa 20 anos neste ano. O estopim foi um aumento de 11% autorizado pelo então governador, Eduardo Azeredo (PSDB), só para oficiais da PM (tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel) ignorando os praças (soldados, cabos, sargentos e subtenentes).
Na prática, a greve foi duas grandes passeatas, uma no dia 13 e outra no dia 24 de junho de 1997, quando os policiais grevistas, cerca de 4.000 homens, marcharam até o Palácio da Liberdade, que se transformou numa praça de guerra após a tentativa dos policiais de invadir a sede do governo. Na confusão, o cabo Valério dos Santos, de 36 anos, acabou morto com um tiro na cabeça dado por outro militar. O movimento acabou dois dias depois com um acordo com o governo.
Fonte Metro

Roger Campos
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Enquanto em todo Brasil os presídios passam por uma severa crise, inclusive falta de presídios de acordo com o número crescente de detentos em todas as cadeias, celas superlotadas, falta de apoio, falta de incentivo e de um grande projeto que propicie a ressocialização destes presos, a situação em Três Pontas, graças a Deus, é bem diferente. O presídio em Três Pontas vem sendo bem administrado e recentemente passou por uma reforma e também inaugurou mais uma sala.
Nós estamos vivendo em todo Brasil um cenário de guerra nos presídios principalmente do norte do país, como exemplo em Manaus onde num primeiro momento 56 detentos que pertencem ao PCC (Primeiro Comando da Capital), facção criminosa que foi criada em Taubaté no interior de São Paulo e que se alastrou por todo o Brasil. Eles foram mortos, esquartejados e muitos decapitados. Alguns queimados vivos. Foi um acerto de contas entre dois grupos rivais.
Os que se sagraram vencedores nessa disputa territorial, disputa pelo tráfico de drogas, é denominado Família do Norte. Posteriormente a esse caso em Manaus outros quatro detentos acabaram morrendo em um novo conflito e como se não bastasse um terceiro caso terminou na morte de outros 6 detentos.
O que se percebe é esse sentimento de insegurança em todos os presídios e se deve claro a superlotação de presos. O Governo Federal anunciou a construção de seis presídios novos em todo Brasil começando pelo Rio Grande do Sul.
O diretor do presídio em Três Pontas, Washington Fonseca, falou sobre a situação da Cadeia Pública no Município:
“Foi feita a inauguração de parte de um projeto relativamente grande que tem a expectativa de conclusão de mais ou menos 2 anos. Esse projeto visa a remodelação do presídio em Três Pontas para atender melhor a demanda de presos e também para atender todas as expectativas tanto da população quanto do Estado.
Recentemente foi inaugurado um salão para instruções e que também será utilizado pra reuniões inclusive para oitivas, pra conversas entre advogados e detentos. Nesse local poderão ser ministrados cursos, palestras, oficinas, e uma série de eventos que possam ajudar na ressocialização do reeducando, ou seja, dos detentos.
Esse salão que foi recentemente inaugurado está preparado para num futuro próximo até audiências possam acontecer dentro desse espaço evitando assim todo trânsito as dificuldades e os custos de locomoção até o Fórum Doutor Carvalho de Mendonça.
Também foi recentemente inaugurado um novo alojamento que servirá para abrigar 40 detentos, 40 reeducandos, que se encontram no regime semiaberto ou seja, aqueles presos que devem obrigatoriamente trabalhar durante o dia e retornar para dormir nesse local no período noturno”, explicou.
Esse alojamento é moderno e atende a todas as exigências tanto do Estado quanto do país. Todos os colchões colocados nesse local são antichamas. Um local melhor do que a gente encontra em qualquer cidade, em qualquer presídio brasileiro, graças ao eficiente trabalho da direção do presídio em Três Pontas.
Somente no último ano foram conseguidas verbas que somam cerca de R$ 500.000,00, utilizadas justamente na melhoria das instalações do presídio em Três Pontas.
Uma grande novidade e uma das últimas aquisições é justamente um aparelho de Raio X que estava sendo utilizado em aeroporto no Rio de Janeiro durante o período das Olimpíadas. Aparelho este que veio para Três Pontas e que ja está a disposição do presídio local para ser usado durante as visitas e durante qualquer tipo de revista fazendo com que essa necessidade de uma revista de qualidade seja alcançada de uma maneira mais ampla e muito mais rápida.
Uma revista durante o período de visita de familiares que gastava em torno de três horas pra ser feita agora poderá ser realizada em apenas 30 minutos.
Ainda conforme o diretor Washington Borges, é um dos seus objetivos para esse ano a ampliação do espaço físico do local tanto em relação as celas quanto também ao espaço de lazer. Importante dizer que todos os trabalhos do presídio em Três Pontas seguem um padrão e há ainda um objetivo pra esse ano de aumentar o número de reeducandos que estarão trabalhando, exercendo alguma atividade profissional.
NÚMEROS
A cadeia de Três Pontas conta hoje com 230 detentos, sendo que desses 46 em regime semiaberto. Três Pontas não tem um histórico de muitas mulheres envolvidas no crime, porém atualmente seis mulheres se encontram presas. Dessas seis, duas já estão trabalhando.
De acordo com o diretor Washington Borges muitas mulheres acabam cometendo o crime de tráfico de drogas e atendendo a pedidos e as vezes até a exigência de maridos e companheiros. Eles as obrigam a entrar no mundo do crime
OUTRAS NOVIDADES
Para esse ano de 2017, um salão interno também estará sendo ampliado para atender melhor os detentos que possam estar trabalhando internamente. Para Washington Borges é necessário que o número de detentos trabalhando de forma externa seja aumentado em pelo menos mais 20 detentos.
Está na pauta também a criação de o Salão Família, um local específico para durante os dias e horários de visita, para que as famílias sejam melhor alocadas e possam desfrutar de alguns momentos com os entes que se encontram encarcerados de uma maneira mais agradável, com mais qualidade e conforto.
“infelizmente muitas vezes a família de um detento é subjugada como encarcerada também. É necessário que haja mais humanização em relação aos detentos e em relação aos familiares desses presos, pra que a sociedade possa comemorar a socialização desses presos de maneira mais efetiva”, concluiu Washington.

Roger Campos
Jornalista
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Parentes dos 56 presos mortos na guerra entre facções no domingo, no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, de Manaus, poderão obter indenizações do governo do Amazonas se entrarem com processos na Justiça. Em março de 2016, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que o poder público tem o dever de indenizar a família de detento que morrer dentro do presídio, mesmo que seja caso de suicídio. Essa decisão tem repercussão geral – ou seja, juízes de todo o país têm a obrigação de aplicar o mesmo entendimento em ações sobre o assunto. Cabe a cada juiz definir o valor da indenização devida, dependendo do caso específico.
O ministro Marco Aurélio Mello, do STF, disse nesse segunda-feira que o Estado é responsável pela integridade do preso.
— As mortes são resultado da não observância da Constituição Federal, que impõe ao Estado preservar a integridade física e moral do preso. Um dia, voltará ao convívio social. Ressocializado? Não. Embrutecido. Perde, em muito, a sociedade — afirmou.
O ministro lamentou que, no Brasil, as indenizações ainda demorem muito para ser concedidas em casos de tanta gravidade:
— A responsabilidade civil no Brasil ainda engatilha. Em país desenvolvido, seria consequência automática. Onde vamos parar? Nas penitenciárias, vinga a lei do mais forte. Que tristeza. E o pior: a sociedade quer vísceras. Não se avança culturalmente assim.
No julgamento de março, os ministros do tribunal ponderaram que o estado poderá tentar comprovar que a morte não poderia ser evitada pelo estabelecimento prisional. Nesses casos, a indenização não seria paga. Na ocasião, os ministros foram unânimes ao declara que o poder público deve zelar pelos presos que estão sob sua custódia.
O caso julgado no plenário do tribunal foi um recurso do governo do Rio Grande do Sul contra decisão do Tribunal de Justiça gaúcho, que reconheceu a responsabilidade civil do estado pela morte de um preso que estava dentro do estabelecimento penitenciário. O homem foi preso no dia 14 de dezembro de 1998 por roubo. Dez dias depois, apareceu na cela morto por enforcamento. O laudo pericial não foi conclusivo sobre a causa da morte, se por suicídio ou por homicídio. A viúva e o filho, menor de idade, entraram com pedido de indenização logo depois.
A defesa incluiu no processo o depoimento de uma visitante. Segundo ela, o preso reclamava de torturas frequentes de outros detentos. Ele teria pedido ajuda a carcereiros, mas nenhuma providência teria sido tomada. O relator do processo, ministro Luiz Fux, disse que mortes em presídios são de responsabilidade do estado, mesmo quando a violência é cometida por outros presos.
STF E A SITUAÇÃO DOS PRESÍDIOS
O STF tratou da situação calamitosa dos presídios brasileiros em vários julgamentos recentes. Em setembro de 2015, o tribunal determinou que a União liberasse imediatamente todo o saldo acumulado do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) para ser gasto com o sistema prisional e proibiu novos contingenciamentos do dinheiro no futuro. A decisão foi tomada por unanimidade, no julgamento de uma ação proposta pelo PSOL. Os ministros da corte declararam a inconstitucionalidade da situação do sistema penitenciário brasileiro, por violar massivamente os direitos fundamentais dos detentos.
O tribunal concordou com o argumento do partido de que o poder público tem sido omisso em relação aos presídios – por isso, o Judiciário teria o dever de intervir para tentar resolver o problema. Na mesma decisão, o STF também deu prazo de 90 dias para que os tribunais realizassem audiências de custódia em todo o país, viabilizando o comparecimento do preso diante de um juiz em até 24 horas depois da prisão. A medida evita que as prisões de pessoas ainda não condenadas, quando desnecessárias, se prolonguem por prazo indeterminado.
Marco Aurélio foi o relator do processo e declarou, no julgamento, que os presídios brasileiros eram desumanos.
— Deve ser reconhecida inequívoca falência do sistema prisional brasileiro. No sistema prisional brasileiro, ocorre violação generalizada de direitos fundamentais dos presos no tocante à dignidade, à higidez física e à integridade psíquica. A superlotação carcerária e a precariedade das instalações das delegacias e presídios configuram tratamento degradante, ultrajante e indigno a pessoas que se encontram sob a custódia do Estado. As penas privativas de liberdade aplicadas em nossos presídios convertem-se em penas cruéis e desumanas — disse Marco Aurélio.
Edson Fachin foi um dos que concordaram com a intervenção do Judiciário.
— Quando o direito das minorias é sistematicamente violado, o Judiciário deve agir. As providências administrativas não se mostram adequadas para a proteção dos direitos dos presos — afirmou Fachin.
Em agosto de 215, o STF deu a juízes de todo o país o poder de determinar que a administração pública realizasse reformas em presídios, para garantir a integridade física e moral dos detentos. No julgamento, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apoiou a medida.
— Pessoas condenadas à pena privativa de liberdade não estão compelidas, no Estado Democrático de Direito, a perder nem a dignidade, nem a vida. Nesses casos, é imperiosa sim a intervenção do Poder Judiciário, para garantir direitos fundamentais explícitos na Constituição Federal, respeitados e garantidos os direitos fundamentais dos cidadãos presos — declarou Janot no plenário do STF.
A decisão mais recente sobre presídios foi tomada pelo STF em maio de 2016. De acordo com o tribunal, se não houver vaga suficiente no presídio, o condenado poderá cumprir pena em casa, com monitoramento eletrônico.
— O sistema penitenciário brasileiro representa a expressão mais visível e ultrajante de crônico vilipêndio e de frontal e imoral desrespeitos a direitos fundamentais das pessoas sob a custodia do estado, com crônico e permanente descumprimento dos deveres que são impostos ao poder público. E é nessa inercia do aparelho de estado que se configura um hiato de legalidade que permite qualificar o próprio estado como marginal no ordenamento jurídico, agente transgressor a legalidade — declarou Celso de Mello no julgamento.
Desde que tomou posse na presidência do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a ministra Cármen Lúcia tem dado prioridade aos presídios – em especial, às condições dadas às detentas grávidas. Ela fez visitas a vários presídios desde que está no cargo. Ontem, procurada por meio de sua assessoria de imprensa, a ministra não se manifestou sobre o motim de Manaus, nem informou se pretende visitar o local.
Fonte: O Globo

Roger Campos
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