Tag: Brasil

  • EDUCAÇÃO: MEC autoriza aulas não presenciais até dezembro de 2021

    EDUCAÇÃO: MEC autoriza aulas não presenciais até dezembro de 2021

    Ministro homologou parecer do Conselho Nacional de Educação

    O ministro da Educação, Milton Ribeiro, homologou o Parecer nº 19, do Conselho Nacional de Educação (CNE), que estende até 31 de dezembro de 2021 a permissão para atividades remotas no ensino básico e superior em todo o país. A validação da decisão do CNE foi publicada na edição desta quinta-feira (10) do Diário Oficial da União (DOU), em despacho assinado pelo próprio ministro.

    Apesar de estender o prazo para atividades remotas em todas instituições de ensino até dezembro do ano que vem, o MEC determinou, em portaria editada na terça-feira (8), que o retorno às atividades presenciais nas instituições federais de ensino superior deve começar antes, a partir do dia 1º de março.

    De acordo com o parecer, aprovado pelo colegiado em outubro, os sistemas públicos municipais e estaduais de ensino, bem como as instituições privadas, possuem autonomia para normatizar a reorganização dos calendários e o replanejamento curricular ao longo do próximo ano, desde que observados alguns critérios, como  assegurar formas de aprendizagem pelos estudantes e o registro detalhado das atividades não presenciais.

    Outra regra definida no parecer é a que flexibiliza formas de avaliação dos estudantes durante a vigência do estado de calamidade pública. “Em face da situação emergencial, cabe aos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares promover a redefinição de critérios de avaliação para promoção dos estudantes, no que tange a mudanças nos currículos e em carga horária, conforme normas e protocolos locais, sem comprometimento do alcance das metas constitucionais e legais quanto ao aproveitamento para a maioria dos estudantes, aos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, e à carga horária, na forma flexível permitida por lei e pelas peculiaridades locais”.

    Atividades presenciais

    A volta às aulas presenciais, segundo a decisão CNE, também homologada pelo MEC, deve ser gradual, por grupos de estudantes, etapas ou níveis educacionais, “em conformidade com protocolos produzidos pelas autoridades sanitárias locais, pelos sistemas de ensino, secretarias de educação e instituições escolares”.

    Esse processo de retorno ao presencial também deve envolver, segundo as diretrizes aprovadas, a participação das comunidades escolares e a observância de regras de gestão, de higiene e de distanciamento físico de estudantes, de funcionários e profissionais da educação, com escalonamento de horários de entrada e saída para evitar aglomerações, além outras medidas de segurança recomendadas.

    Apesar de estender o prazo para atividades remotas em todas instituições de ensino até dezembro do ano que vem, o MEC determinou, em portaria editada na terça-feira (8), que o retorno às atividades presenciais nas instituições federais de ensino superior deve começar antes, a partir do dia 1º de março. A data anterior previa esse retorno já no dia 4 de janeiro, mas a pasta decidiu prorrogar esse prazo após reclamação das universidades e dos institutos federais.

    Fonte Agência Brasil / MEC

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  • URGENTE: Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra covid-19 no Brasil

    URGENTE: Anvisa aprova uso emergencial de vacinas contra covid-19 no Brasil

    Após pressão popular e início da imunização em outros países, Anvisa aprovou regra que permitirá imunização em caráter emergencial, mas ressalta que nenhuma empresa ainda fez pedido oficial de liberação

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quinta-feira (10/12), o uso emergencial de vacinas contra a covid-19. As vacinas serão usadas em caráter experimental, porque nenhuma delas ainda recebeu o registro oficial. A notícia chega horas depois da confirmação oficial do primeiro caso de reinfecção no Brasil, pelo Ministério da Saúde.

    Os diretores da Anvisa acompanharam, por unanimidade, o voto da relatora do processo que trata do assunto, Alessandra Bastos Soares. Ela ressaltou que, no momento emergencial em que o país que se encontra, não há outro caminho. É necessário urgência.

    A diretora da Anvisa ressaltou, porém, que, até agora, nenhuma empresa pediu, oficialmente, à Anvisa, autorização para o uso emergencial de vacinas contra a covid-19. Assim que isso for feito, já entrará na nova regra.

    Para Alessandra, o processo de imunização emergencial deve ser conduzido pelo Ministério da Saúde e as empresas responsáveis pelas vacinas devem continuar todo o processo para o registro oficial.

    Os diretores da Anvisa citaram o Reino Unido como exemplo a ser seguido nesse momento para a vacinação emergencial contra o novo coronavírus e, claro, a pressão da população por um imunizante. Ontem, a agência também autorizou o uso de testes de diagnóstico de covid-19 com data de validade prevista para dezembro, que ainda estavam em estoque e ganharam mais quatro meses para uso.

    Fonte Correio Braziliense

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  • MEC SE REÚNE COM REITORES PARA DISCUTIR PORTARIA QUE DETERMINA VOLTA ÀS AULAS NAS UNIVERSIDADES

    MEC SE REÚNE COM REITORES PARA DISCUTIR PORTARIA QUE DETERMINA VOLTA ÀS AULAS NAS UNIVERSIDADES

    O ministro da Educação, Milton Ribeiro, se reuniu nesta sexta-feira (6) com representantes das universidades públicas e privadas para debater a portaria publicada na quarta, em que determina a volta às aulas presenciais nas instituições de ensino superior a partir de 4 de janeiro de 2021.

    A medida foi criticada por reitores, que afirmaram ser preciso considerar a situação local da pandemia antes de reabrir as salas de aulas.

    Em nota divulgada após a reunião, o Ministério da Educação (MEC) afirmou que “a maioria dos representantes das entidades se mostrou favorável a necessidade do retorno das aulas presenciais”, desde que observados os protocolos de segurança e a autonomia das instituições.

    O texto diz ainda que o ministro da Educação se comprometeu a se pronunciar “em breve” sobre a portaria, que ainda não foi revogada.

    A nota afirma também que “em breve” o MEC deve se pronunciar sobre outros pontos abordados na reunião, como a homologação da resolução 15 do Conselho Nacional de Educação (CNE) que prevê o ensino remoto até dezembro de 2021.

    A resolução do CNE foi aprovada em outubro, por unanimidade. O conselho é responsável por assessorar o governo em políticas de educação, e contém representantes do MEC. Caso o texto já tivesse sido homologado, a portaria do MEC não seria necessária.

    Flexibilidade

    Edward Madureira, presidente da Andifes, entidade que representa os reitores das universidades federais, afirmou que a prorrogação das aulas remotas permitira que as universidades adequassem seus calendários e orçamentos para a reabertura das salas de aulas.

    “As entidades ali representadas, bem como o Conselho Nacional de Educação, argumentaram com o ministro a importância de homologar a portaria 15, que flexibiliza a utilização de atividades remotas até 2021 e, assim, cada instituição poderá de acordo com as condições epidemiológicas e objetivas de planejamento, definir de forma mais adequada e segura o retorno às atividades presenciais”, afirmou Madureira.

    “Todos nós somos unânimes em dizer que queremos voltar às aulas presenciais, desde que garantida a segurança”, afirmou. “Mas existem questões: não posso colocar 40 alunos dentro de uma sala de aula, precisa ser 15 (cerca de 30%). Isso vai triplicar os custos com professores, limpeza”, estima.

    Celso Niskier, secretário executivo do Fórum das Entidades Representativas do Ensino Superior Particular, afirma que defende a volta às aulas com segurança e que apresentou sugestões de aprimoramento da portaria, para que permita “maior flexibilidade e autonomia das instituições”. Ele também defendeu a homologação do parecer do CNE.

    Jadir José Pela, presidente do Conif, conselho que representa os reitores dos institutos federais de educação profissional e tecnológica, afirmou que também defendeu a homologação do parecer do CNE. “Nós não somos contra o retorno das atividades presenciais. Queremos e estamos discutindo e nos posicionando é com relação a segurança dos nossos alunos”, afirmou.

    Ele também ressaltou o entrave financeiro do retorno às atividades presenciais. “Nós temos que duplicar a nossa vigilância, triplicar insumos para nossas aulas, especialmente nós que [temos] mais de 60% da nossa oferta de cursos técnicos, e tem muita [aula] prática.”

    Volta às aulas em janeiro de 2021
    Além de determinar a volta às aulas em 4 de janeiro para as instituições federais de ensino, a portaria de quarta-feira também revoga a permissão para que as atividades on-line contem como dias letivos, o que é autorizado até dezembro de 2020.

    O MEC condiciona o retorno às aulas presenciais ao cumprimento de protocolos de biossegurança e prevê uso de ferramentas de tecnologia para complementar eventuais conteúdos que foram perdidos na pandemia.

    O MEC definiu que é responsabilidade das instituições de ensino fornecer recursos para os alunos acompanharem as atividades, mas o orçamento do MEC para 2021 prevê cortes de R$ 1,4 bilhão, o que também deverá afetar as instituições de ensino superior.

    O MEC na pandemia

    Em 2020, o MEC se absteve de protagonizar uma articulação com as redes de ensino para minimizar os impactos da pandemia. Um relatório da Comissão Externa da Câmara, que acompanha as ações do MEC, fez críticas à falta de liderança da pasta e à ausência de diálogo em decisões tomadas no período.

    Em julho, o governo afirmou que forneceria chips e pacote de dados a 400 mil alunos de baixa renda das universidades e institutos federais. Em agosto, quando foi detalhar o programa (que ainda não havia sido implementado), o ministro da Educação, Milton Ribeiro, chegou a reconhecer que a ajuda chegou “um pouquinho tarde”.

    A portaria desta quarta-feira se refere apenas às instituições federais de ensino. As redes públicas estaduais e municipais ainda seguem sem definição sobre o tema.

    Leia a íntegra da nota:

    A reunião para tratar da Portaria MEC 1030, de 01 de dezembro de 2020, transcorreu de forma positiva, construtiva e com cordial.

    O ministro Milton Ribeiro fez a abertura agradecendo a participação das entidades e seus representantes que reservaram tempo em suas agendas para este momento.

    Reforçou o compromisso do MEC com o diálogo principalmente em temas tão relevantes para a educação.

    O ministro fez um breve relato dos objetivos da portaria que trata do retorno das aulas presenciais, da importância de observar os protocolos de segurança, da preservação dos grupos de risco e de particularidades locais ou regionais, destacou ainda que diversos outros países estão retomando o ensino presencial e o Brasil não pode ficar para trás.

    Todas as entidades e seus representantes tiveram a oportunidade de falar, de expor as suas posições, perspectivas e apreensões, além de sugestões gerais e pontuais sobre o retorno as aulas e sobre a portaria.

    A maioria dos representantes das entidades se mostrou favorável a necessidade do retorno das aulas presenciais na maior brevidade possível, obviamente respeitando se os protocolos de segurança, a autonomia já prevista às instituições de ensino superior e as particularidades de caráter local e regional.

    Da mesma forma, outro importante aspecto foi o entendimento de que o ensino remoto não substitui o ensino presencial.

    Não houve rejeição a natureza da portaria. Todos os pontos mencionados, sugestões e observações, por parte das entidades, foram anotadas pelos representantes do MEC presentes à reunião.

    O próprio ministro comprometeu se, na maior brevidade possível, que o MEC vai se pronunciar sobre a portaria e sobre outros pontos abordados na reunião, incluindo a homologação parcial do parecer CNE/CP 15/2020.

    Fonte ABMES

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  • BOA NOTÍCIA: Especialistas apostam em cenário favorável para café no pós-Covid

    BOA NOTÍCIA: Especialistas apostam em cenário favorável para café no pós-Covid

    Essa não é a primeira crise econômica que o setor cafeeiro atravessa. Visto como um produto que traz alegria às pessoas, a venda se manteve durante a pandemia e as perspectivas são boas para os próximos anos. Nelson Carvalhaes, presidente do Cecafé, Bill Murray, presidente da Nacional Coffee Association e Rachel Muller, diretora de cafés Nestlé participaram do painel “Cenário de café pós-pandemia: oferta e demanda” na Semana Internacional do Café 2020 e fizeram uma análise do que esperar nos próximos anos.

    O café é atualmente o quarto maior produto do agronegócio brasileiro, o país caminha para conquistar 40% da fatia do mercado global e exportou grãos para 147 países nos últimos cinco anos. “Tudo indica que nós vamos ter um mercado fantástico nos próximos anos. Tudo indica que em 2030 os cenários são muito positivos”, aposta Nelson Carvalhaes.

    A desvalorização do real frente ao dólar foi um dos fatores que favoreceu todo agronegócio brasileiro e o café não ficou de fora. Mas é a qualidade e sustentabilidade do produto que tem aberto mais mercados e garantido valores cada vez mais significativos oferecidos pelo café brasileiro.

    E o país vem investindo forte para tornar sua produção cafeeira mais sustentável. Com leis ambientais bastante severas, determinado até 30% de reservas ambientas nas fazendas de café, o país conquista seu espaço. “A sustentabilidade é hoje uma é questão de civilidade. O Brasil é um dos países produtores que maios investe no desenvolvimento de pesquisa e tecnologia cafeeira, aumentando a produtividade e diminuindo a área de plantação”, diz Nelson.

    Bill Murray, presidente da National Coffee Association dos Estados Unidos, ressalta que o Brasil é um parceiro estratégico de seu país, disputando com a Colômbia a primeira posição para a importação de café.

    A bebida gera mais de 1,6 milhões de empregos nos Estados Unidos em toda a cadeia, desde a produção até atendimento nas cafeterias. “A boa notícia é que os americanos não mudaram seus hábitos de consumo de café por causa da pandemia. Eles ainda bebem muito café”, diz Murray.

    No Brasil, a venda de cafés também se manteve estável, com um aumento de 30% no consumo doméstico. Rachel Muller, diretora de cafés da Nestlé, avalia que a pandemia motivou os consumidores a escolherem cafés com qualidade superior e que essa é uma tendência que deve permanecer.

    “Nós vimos, como nos Estados Unidos, o crescimento do consumo do café dentro de casa, com destaque para a categoria premium. As pessoas estão querendo saber mais sobre café e nós queremos abrir as portas para esse mundo dos cafés especiais, que é tão incrível”, revela.

    Para Raquel, a “premiumnização” dos cafés no Brasil está só começando. “Ainda teremos muitas oportunidades de nos encontrarmos para tomar um bom café”, finaliza.

    Fonte Notícias Agrícolas

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  • DOR NO BOLSO: Conta de luz ficará mais cara em dezembro

    DOR NO BOLSO: Conta de luz ficará mais cara em dezembro

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) reativou o sistema de bandeira tarifárias e definiu a bandeira vermelha patamar 2 para o mês de dezembro, a mais alta, com custo de R$ 6,243 para cada 100 quilowatts/hora consumidos.

    Em maio deste ano, em razão da pandemia de covid-19, a Aneel havia decidido manter a bandeira verde acionada até 31 de dezembro deste ano. Entretanto, em reunião extraordinária ontem (30), a diretoria do órgão avaliou que a queda no nível de armazenamento dos reservatórios das usinas hidrelétricas e a retomada do consumo de energia justificavam o aumento.

    O sistema de bandeiras tarifárias foi criado em 2015 como forma de recompor os gastos extras com a utilização de energia de usinas termelétricas, que é mais cara do que a de hidrelétricas. A cor da bandeira é impressa na conta de luz (vermelha, amarela ou verde) e indica o custo da energia em função das condições de geração.

    Quando chove menos, por exemplo, os reservatórios das hidrelétricas ficam mais vazios e é preciso acionar mais termelétricas para garantir o suprimento de energia no país. Segundo a Aneel, a bandeira tarifária não é um custo extra na conta de luz, mas uma forma diferente de apresentar um valor que já está na conta de energia, mas que geralmente passa despercebido.

    Fonte Agência Brasil

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  • Como será o Clima no Brasil em dezembro de 2020? Fique por dentro!

    Como será o Clima no Brasil em dezembro de 2020? Fique por dentro!

    “A chuva mais frequente e volumosa deve acontecer no Sul de Minas…”

    O mês de novembro termina com muita instabilidade concentrada sobre a Região Sul. Como será o clima no Brasil em dezembro de 2020? Tecnicamente o mês de dezembro época de muita chuva por quase todo o país.

    Na climatologia, dezembro é o primeiro ou o segundo mês mais chuvoso na escala anual nos estados do Centro-Oeste e do Sudeste do Brasil. Também é época de chuva volumosa em áreas como Tocantins, o sul do Maranhão, o sul do Piauí e pelo interior da Bahia.

    A Região Sul, que não tem uma época definida de concentração de chuva, também costuma ter seus temporais no mês de dezembro.

    O fenômeno La Niña, que já atua moderado a forte no oceano Pacífico Equatorial, não terá uma influência marcante no padrão de chuva sobre o Brasil em dezembro de 2020.

    O solstício de verão no Hemisfério Sul será no dia 21 de dezembro de 2020 às 7h02, pelo horário de Brasília. O verão se encerra no dia 20 de março de 2021, às 6h38.

    Região Sudeste

    Expectativa é de chuva abaixo da média em grande parte do Sudeste em dezembro de 2020.

    É preciso lembrar que a média climatológica de chuva em dezembro na Região Sudeste já é bastante elevada, mas com expectativa de chuva irregular, de pancadas isoladas em várias regiões, muitas áreas vão terminar o mês com menos chuva do que a média climatológica..

    A chuva mais frequente e volumosa deve acontecer sobre São Paulo, no Sul de Minas, no Sul do Rio De Janeiro e na Zona da Mata Mineira. O Triângulo Mineiro tem um mês com chuva dentro da normalidade.

    Região Sul

    Dezembro de 2020 será marcado por muita chuva e temporais na Região Sul do Brasil, uma situação completamente diferente do que foi observado em quase todos os meses de 2020. O jato de baixo níveis (JBL) ficará direcionado para o Sul do país durante vários dias concentrando a umidade sobre a região.

    Região Centro-Oeste

    A concentração de umidade durante o mês de dezembro de 2020 será ao sul da Região. Assim, expectativa é de que a chuva seja mais frequente e volumosa sobre o estado de Mato Grosso do Sul e em áreas ao sul de Goiás.

    Nas outras áreas de Goiás, em Mato Grosso e no Distrito Federal, dezembro de 2020 deve ter menos chuva do que o normal. Isso se deve a irregularidade da chuva ao longo do mês, que deve ser marcado por pancadas e não por áreas de chuva persistentes e abrangentes.

    Região Nordeste

    Dezembro de 2020 vai trazer uma surpresa para algumas áreas do Nordeste do Brasil em relação à chuva.

    Depois de um novembro com bastante chuva, a região do interior da Bahia, o sul do Maranhão e sul do Piauí terão pouca chuva em dezembro de 2020. Por outro lado, a  faixa norte do Nordeste, entre o Maranhão e o Rio Grande do Norte, que normalmente não tem muita chuva em dezembro, deve ter eventos de chuva frequente ao longo do mês.

    Região Norte

    De forma geral, a Região Norte do Brasil será única onde o padrão de chuva em dezembro de 2020 vai respeitar os efeitos esperados do fenômeno La Niña. O mês deve ter chuva acima da média em grande parte da Região..

    Vale destacar que o Tocantins deve ter menos chuva do que o normal o que é ruim para agricultura do Estado.

    Fonte Clima Tempo

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  • Divulgada as novas datas de renovação da CNH vencida durante a pandemia

    Divulgada as novas datas de renovação da CNH vencida durante a pandemia

    Os documentos vencidos após 19 de fevereiro de 2020, não tinham prazo para serem renovados, agora têm novas datas para regularização

    O Conselho Nacional de Trânsito (Conatran) determinou desde março, a suspensão dos prazos e processos para evitar aglomerações nos órgãos de trânsito devido a pandemia do coronavírus. Em junho, a decisão de suspensão de prazos foi mantida através da Resolução 782/20. O Contran revogou esta resolução e a partir de 01 de dezembro, os prazos voltam a contar. Dentre eles está o prazo para renovação da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

    Os novos prazos para renovação da CNH, são para todos os condutores que tiveram habilitação vencida no período de 2020, inclusive aqueles com data anterior a 19/02/20. A regularização começa a partir de 1º de janeiro de 2021, seguindo os meses de validade. Confira:

    – Documentos com data de validade de janeiro de 2020 poderão renovar até 31 de janeiro de 2021.

    – Para as CNHs vencidas em fevereiro de 2020, a renovação poderá ocorrer até 28 de fevereiro de 2021.

    – Se a CNH venceu em março de 2020, a renovação poderá ocorrer até março de 2021.

    – E assim sucessivamente, até atingir CNHs vencidas em dezembro de 2020, que poderão ser renovadas até dezembro de 2021.

    “Procuramos estabelecer regras que permitam a retomada dos serviços e prazos de modo a causar o menor transtorno ao cidadão, adequando à capacidade de atendimento por parte dos órgãos de trânsito”, disse o presidente do Contran e diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Frederico Carneiro.

    O novo calendário concede um prazo de até 10 meses para a emissão das multas e autuações e estabelece diferentes datas para a regularização da CNH, a depender do vencimento.

    Já o envio das notificações de infrações cometidas entre 26 de fevereiro e 30 de novembro de 2020, deverá seguir um cronograma de 10 meses, a partir da data de cometimento da infração. Por exemplo, multas cometidas em fevereiro e março de 2020, serão enviadas aos condutores em janeiro de 2021, e assim por diante.

    Para a transferência de veículo, os órgãos podem estabelecer um cronograma específico para o proprietário efetivar a transferência do veículo adquirido entre 19 de fevereiro e 30 de novembro. Caso o órgão não estabeleça um cronograma, fica estabelecida a data de 31 de dezembro de 2020.

    CNHs vencidas após janeiro de 2021

    De acordo com o Contran, a situação voltará ao normal para condutores que têm a validade do documento a partir de 01 de janeiro de 2021. O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) diz que é permitido dirigir por até 30 dias com a CNH vencida.

    As CNHs que forem renovadas antes de abril de 2021 ainda terão o prazo de validade de acordo com o que diz o CTB atualmente. Portanto, o prazo de renovação da CNH permanece a cada cinco anos para condutores de até 65 anos. Acima dessa idade, a validade máxima é de três anos.

    Com informações do Portal do Trânsito / Correio 24 Horas

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  • BOA NOTÍCIA: Anvisa aprova primeiro spray nasal para tratamento da Depressão

    BOA NOTÍCIA: Anvisa aprova primeiro spray nasal para tratamento da Depressão

    Escetamina intranasal é indicada para casos resistentes ao tratamento

    A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso no Brasil do primeiro spray nasal para o tratamento de casos graves de pacientes com depressão.

    Segundo a fabricante da droga, a escetamina intranasal é indicada para a depressão resistente ao tratamento (DRT) e para a rápida redução dos sintomas depressivos em pessoas adultas com comportamento suicida agudo.

    “O medicamento tem demonstrado rápido início de ação com perfil risco benefício favorável e tolerabilidade do paciente ao tratamento. Os resultados de dois ensaios clínicos idênticos de Fase 3 demonstraram que a escetamina em conjunto com a terapia padrão reduziu os sintomas depressivos em até 24 horas após a primeira dose”, destacou, em comunicado, a Janssen-Cilag Farmacêutica, fabricante da droga.

    A escetamina intranasal deverá ser administrada somente em hospitais e clínicas autorizadas, sob supervisão de um profissional de saúde.

    De acordo com dados do Sistema Único de Saúde (SUS), entre 2015 e 2018, houve aumento de 52% nos atendimentos ambulatorial e de internação relacionados à depressão no país, passando de 79.654 para 121.341 procedimentos. Na faixa etária de 15 a 29 anos, o aumento foi de 115%, passando de 12.698 para 27.363 procedimentos.

    Fonte Agência Brasil

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  • ATENÇÃO: É proibida a venda e fornecimento de bebidas alcoólicas no dia da eleição

    ATENÇÃO: É proibida a venda e fornecimento de bebidas alcoólicas no dia da eleição

    Por deliberação do Gabinete Institucional de Segurança para as Eleições de 2020, coube ao TRE-MG normatizar a matéria

    Na sessão da Corte Eleitoral dessa quinta-feira (12), foi aprovada a Resolução nº 1.159/2020, que dispõe sobre a proibição da venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas por ocasião das Eleições de 2020. Ela foi publicada no Diário da Justiça Eletrônico desta sexta-feira (13).

    Nestas eleições, a matéria foi objeto de normatização pelo eleitoral mineiro, após deliberação do Gabinete Institucional de Segurança, coordenado pelo TRE-MG e integrado por representantes da Procuradoria Regional Eleitoral de Minas Gerais, Procuradoria-Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais, Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros, Polícia Civil e Polícia Federal.

    Nos termos do normativo, fica proibido, no horário compreendido entre 06 (seis) e 18 (dezoito) horas do dia 15 de novembro de 2020, a venda, a distribuição e o fornecimento de bebidas alcoólicas nos bares, boates, hotéis, restaurantes, lanchonetes, clubes recreativos, salões de festas, quiosques, demais estabelecimentos comerciais e similares, em todo o Estado de Minas Gerais. A mesma proibição será aplicada nas cidades em que houver segundo turno, no dia 29 de novembro.

    De acordo com a Corte Eleitoral, “a ingestão de bebida alcoólica, no dia das Eleições, comumente acarreta transtornos, compromete a boa ordem dos trabalhos eleitorais e o exercício democrático do voto, podendo resultar em condutas que afetem nocivamente o processo eleitoral e na prática de atos vedados como a aglomeração de pessoas, notadamente em face da pandemia da Covid-19.” Com a restrição, objetiva-se a garantia da ordem e da segurança do processo eleitoral.

    As ações de fiscalização e vigilância ficarão a cargos dos órgãos integrantes do Sistema de Segurança Pública.

    Fonte TRE-MG

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  • Saiba como justificar ausência se não puder comparecer à votação

    Saiba como justificar ausência se não puder comparecer à votação

    Novidade destas eleições é a justificativa pelo e-Título

    O primeiro turno das Eleições Municipais de 2020 está marcado para o dia 15 de novembro. Os eleitores cujo voto é obrigatório que não puderem comparecer às urnas deverão justificar a ausência.

    Só pode justificar a ausência no próprio dia 15 o eleitor que estiver fora do domicílio eleitoral. Para isso, basta comparecer a qualquer seção eleitoral do local onde estiver e preencher o formulário de requerimento de justificativa. Ou fazer a justificativa pelo aplicativo e-Título, das 7h às 17h. No caso do e-Título, uma ferramenta de georreferenciamento permitirá a justificativa somente de quem estiver fora da cidade na qual vota. Se for identificado que o cidadão está em seu domicílio eleitoral, o aplicativo não aceitará o envio do requerimento.

    Nos 60 dias seguintes ao dia da votação, o eleitor faltante por qualquer motivo poderá justificar a ausência no Sistema Justifica e pelo e-Título. Nesses casos, será exigida a apresentação de documentos que comprovem o motivo da ausência. Após esse prazo, o eleitor faltante ficará sujeito a multa. Para quem estiver fora do país no dia da eleição, o prazo para justificativa será de 30 dias a partir do retorno ao país, e o procedimento também poderá ser feito pelo Sistema Justifica e pelo e-Título.

    Eleitores que tiverem diagnóstico de covid-19

    Os eleitores que tiverem diagnóstico de covid-19 nos 14 dias anteriores à data de votação (ou seja, a partir de 1º de novembro) não devem sair de casa para votar. A mesma orientação vale para aqueles que tiverem febre no dia da votação, segundo as recomendações do Plano de Segurança Sanitária das Eleições Municipais de 2020, elaborado pelo TSE e pelos especialistas da Fundação Oswaldo Cruz e hospitais Albert Einstein e Sírio Libanês.

    Esses motivos poderão ser usados para justificar a ausência às urnas, mas será necessário comprovar a situação, por meio da apresentação de documentos como atestado, declaração médica ou teste. É importante ressaltar que não há norma que proíba a votação em caso de sintomas ou contaminação pela covid-19. As medidas de segurança tomadas pelo TSE são capazes de proteger os eleitores inclusive na eventualidade de haver pessoas contaminadas nos ambientes. Assim, a Justiça Eleitoral destaca a importância de serem seguidas todas as orientações sanitárias, como uso de máscara, protetor facial (no caso do mesário), distanciamento social e uso de álcool em gel dentro da seção. Leia o esclarecimento do TSE sobre a justificativa de eleitores que tiverem covid-19.

    Fonte TRE-MG

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  • Eleições 2020 atualiza regras para votação durante a pandemia; veja o que muda

    Eleições 2020 atualiza regras para votação durante a pandemia; veja o que muda

    As eleições 2020 já estão perto de começar e os eleitores precisam ter atenção este ano, pois algumas novas regras foram impostas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No próximo domingo, dia 15 de novembro, começa o primeiro turno que decidirá quem serão os novos prefeitos e vereadores em todo o Brasil.

    A novidade este ano é que quem não possuir o título de eleitor, ou mesmo o documento oficial com foto, na hora da votação, vai poder votar utilizando apenas o celular.

    É que o TSE liberou os eleitores para votar usando o aplicativo e-Título. Segundo o órgão, até o momento, mais de 70 mil pessoas têm acessado o documento virtual diariamente.

    Na última atualização realizada na plataforma que substitui o título de eleitor, o TSE acrescentou a opção da foto do titular. Com isso, o celular poderá ser usado como um documento oficial no dia das Eleições 2020. A função, no entanto, só está disponível para os eleitores que fizeram o cadastro biométrico.

    As mudanças realizadas pelo Tribunal Superior Eleitoral foram com objetivo de simplificar a vida do eleitor no dia da votação. Algumas outras mudanças foram realizadas no aplicativo para oferecer maior segurança aos seus usuários.

    O acesso ao documento exige que o usuário responda a uma sequência de perguntas-chave, que funcionam como uma senha para ter acesso ao título virtual pelo aplicativo e-Título. O acesso ao app também conta com um login e senha para cada usuário.

    Os eleitores encontram ainda informações sobre o local de votação e a situação eleitoral atual. E quem não estiver dentro do seu domicílio eleitoral nos dias da eleição, pode utilizar o e-Título para justificar a sua ausência. A funcionalidade só estará disponível nos dias da eleição, das 7h às 17h.

    O e-Título pode ser baixado gratuitamente nas lojas online Google Play e App Store. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que os eleitores baixem o aplicativo com a maior antecedência possível ao dia das Eleições Municipais 2020.

    Obrigações do eleitor

    Para as Eleições 2020, o TSE ainda exige que os eleitores cumpram algumas determinações. Confira:

    • Uso de máscara de proteção individual;
    • Distanciamento social;
    • Levar caneta para assinar a ata;

    TSE ainda lembra que o horário das eleições este ano será mais cedo. Os portões dos locais de votação serão abertos às 7h.

    Eleições 2020

    Este ano a votação é para escolher prefeitos e vereadores que comandarão as cidades do Brasil pelos próximos quatro anos.

    O primeiro turno das eleições será em 15 de novembro. Já o segundo turno, ocorre em 29 de novembro. Fique atento!

    Fonte .FDR

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  • Menos roubos e mais feminicídios: como a pandemia influenciou a violência no Brasil

    Menos roubos e mais feminicídios: como a pandemia influenciou a violência no Brasil

    O levantamento Anuário de Segurança Pública mostra mudanças nos dados da violência no Brasil no contexto da pandemia de COVID-19: crimes contra o patrimônio diminuíram, mas os assassinatos voltaram a subir.

    Uma mala e outras pequenas bolsas ficaram sobre a cama. Para a polícia, o quarto desarrumado era um indício de que Rosana* estava de saída. Mas não deu tempo. Seu marido invadiu a casa antes, quebrando o cadeado da porta. O boletim de ocorrência (BO), produzido pela Polícia Civil de Mato Grosso, narra que Rosana, de 46 anos, ainda tentou se trancar no quarto. Mas o marido, de espingarda, disparou contra a esposa, atingindo-a no lado esquerdo do peito. Ela ainda se sentou na cama, colocando a mão no local do tiro. Segundo vizinhos, em meio aos tiros, o suspeito ainda gritou: “É, Rosana, eu já te amei…”

    Esse feminicídio ocorreu em agosto deste ano, durante a pandemia de COVID-19, em uma cidade do interior de Mato Grosso. O principal suspeito do crime, segundo a investigação, é o marido da vítima, que fugiu. Ironicamente, o assassinato aconteceu no mesmo mês em que a polícia, coletivos e conselhos de direitos humanos faziam campanha para diminuir a violência doméstica no contexto do isolamento social, no chamado Agosto Lilás.

    No primeiro semestre deste ano, os feminicídios aumentaram 2% no país em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o 14º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O relatório é produzido pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a partir de dados fornecidos por secretarias estaduais.

    De janeiro a julho, 648 mulheres foram assassinadas no Brasil em episódios classificados como feminicídio — quando o crime é motivado por violência doméstica ou discriminação por gênero.

    Para especialistas e profissionais que atuam no combate a esse tipo de crime, o isolamento social fez aumentar os delitos cometidos dentro de casa, como agressões, abusos e assassinatos. Isso teria ocorrido por causa de uma maior proximidade entre vítimas e agressores, além de uma maior dificuldade de realizar denúncias.

    Mas outros tipos de crimes também foram influenciados pela pandemia, segundo o relatório. Alguns deles, como roubos, diminuíram consideravelmente. Já outros, como homicídios, voltaram a crescer depois de um período em queda.A BBC News Brasil listou alguns desses delitos. Confira abaixo.

    1 – Feminicídio em alta, registros de violência doméstica em queda

    Os dados de violência doméstica parecem contraditórios. Enquanto os feminicídios aumentaram 2% e as chamadas de emergência subiram 3,8%, os registros de agressões feitos em delegacias diminuíram 10% no primeiro semestre deste ano.

    “É preciso tomar muito cuidado ao analisar esses dados, porque eles indicam claramente que houve um aumento da violência doméstica durante a pandemia, mas também um crescimento da subnotificação”, explica Silvia Chakian, promotora de Justiça na área de violência doméstica contra mulher do Ministério Público de São Paulo.

    Segundo ela, a alta de assassinatos de mulheres e ligações de emergência à polícia indicam uma intensificação das agressões. “Normalmente, a vítima ou alguma testemunha liga para a polícia quando a situação fica violenta. No caso do feminicídio, é mais difícil haver subnotificação, embora em alguns lugares a polícia ainda tenha dificuldade para classificar esse crime”, diz.

    Por outro lado, a queda dos boletins de ocorrência apontam uma dificuldade maior das vítimas em conseguir formalizar uma denúncia à polícia, segundo Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Antes da pandemia, as ocorrências só eram produzidas pessoalmente, na delegacia. Em alguns Estados, isso continua.

    “Com as medidas de isolamento social, as mulheres em situação de violência ficaram confinadas com os agressores, sem possibilidade de sair de casa, e de circular para ir até uma delegacia. Além disso, a pandemia afetou também a polícia, com inúmeros casos de agentes afastados por doença, gerando uma alteração no atendimento das delegacias”, diz.

    Para Silvia Chakian, medidas como boletins de ocorrência produzidos pela internet facilitam as denúncias. “Na pandemia, o Estado de São Paulo abriu a possibilidade de BO online, mas essa não é uma realidade no país inteiro. As pessoas não conseguem denunciar. É preciso fortalecer esses canais para facilitar que mulheres em situação de violência possam pedir ajuda”, diz.

    2 – Homicídios voltaram a crescer

    Nos últimos dois anos, o número de crimes contra a vida no Brasil estava em queda. As mortes violentas intencionais (MVI), por exemplo, tinham caído 17,7% no ano passado, em comparação com 2018 — no total, 47.773 pessoas foram assassinadas no país em 2019.

    Mas agora o cenário se inverteu. Esse tipo de crime cresceu 7,1% nos primeiros seis meses de 2020, quando 25.712 pessoas foram vítimas de mortes violentas intencionais — uma morte a cada 10 minutos.

    Em parte, o crescimento foi puxado pelo Ceará, que registrou 96,6% de alta em relação ao ano anterior. O Estado viveu, no início do ano, uma grave crise de segurança pública, quando policiais militares ficaram em greve por 13 dias.

    Para Luiz Fábio Paiva, professor de Sociologia e pesquisador do Laboratório de Estudos da Violência da Universidade Federal do Ceará, a pandemia também teve uma influência na produção de homicídios.

    “Em relação ao Ceará, a pandemia chegou num momento em que havia uma reorganização do crime e um reajuste da relação de forças entre as facções criminosas. A pandemia mudou a dinâmica econômica dos mercados ilegais. Os grupos armados tiveram que fazer ajustes em sua atuação, inclusive para sobreviver durante a pandemia, o que pode ter gerado tensões e incremento de conflitos”, explica.

    Samira Bueno concorda que a alta de homicídios pode ter a ver com mudanças provocadas pela covid-19. “A pandemia mexeu com os negócios ilícitos, como o tráfico de drogas, que precisou se adaptar. É possível que o tráfico tenha tido mais dificuldade para se reabastecer, ou novas disputas tenham ocorrido. Algo pode estar acontecendo nesses mercados, e é provável que só saibamos o que ocorreu no futuro”, explica.

    Por outro lado, as mortes em decorrência de operações policiais também cresceram — 6% nos primeiros seis meses do ano, com 3.181 vítimas. Os policiais também morreram mais neste período — foram 110 novas mortes, alta de 19,6%.

    3 – Menos assaltos a casas e comércio

    Já os crimes contra o patrimônio tiveram uma queda considerável no primeiro semestre deste ano.

    Roubos a pedestres, por exemplo, diminuíram 34%, segundo o Anuário da Segurança Pública. Assaltos a carros caíram 22,5%, e roubos de cargas, 25,7%.

    Já os assaltos a residências registraram uma queda de 16%, enquanto houve 18,8% menos roubos ao comércio.

    “A diminuição dos crimes contra o patrimônio é uma clara influência da pandemia. Como o comércio estava fechado e havia menos pessoas circulando nas ruas durante a fase mais restrita da quarentena, os criminoso tiveram menos oportunidades para agir. O isolamento dificultou a ação de pessoas que atuam nessa área”, explica a pesquisadora Samira Bueno.

    4 – Polícia rodoviária apreendeu mais drogas

    Outra estatística possivelmente afetada pela pandemia de covid-19 foi a apreensão de drogas ilegais.

    A Polícia Federal (PF), que fiscaliza aeroportos, fez menos apreensões de drogas, provavelmente por causa da diminuição do número de voos. Porém, o volume de maconha apreendido quase dobrou em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a 217 toneladas. Em relação à cocaína, houve uma queda de 2,3%.

    Já a Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atua em estradas e rodovias, aumentou bastante suas apreensões. No primeiro semestre, o volume de cocaína apreendida pela PRF cresceu 56,7%, atingindo 14 toneladas. Já a quantidade maconha presa pelo órgão aumentou 128%, chegando a 316 toneladas.

    Para Samira Bueno, um fluxo menor na quantidade de carros e caminhões nas estradas pode ter influenciado o incremento das apreensões.

    “Com isolamento social e rodovias mais vazias, a PRF conseguiu ser mais efetiva na fiscalização. Uma hipótese que trabalhamos também é que, com menos voos, houve uma diminuição do tráfico por esse meio, e um aumento do transporte de drogas por vias terrestres”, afirma.

    Para Marcelo Campos, professor da UFGD e do Instituto de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, da Universidade Federal Fluminense, o aumento das apreensões não significa que o uso de drogas ilegais tenha caído.

    “Esse aumento de apreensões ocorre há certo tempo, mas não há uma correlação de que apreender mais diminua o uso, como mostrou a guerra às drogas nos Estados Unidos. Um horizonte de mudança na política de drogas e no proibicionismo, como vem ocorrendo em vários locais dos Estados Unidos, é o que nos faz ter esperança (de diminuição da violência), e não o aumento de apreensões”, afirma.

    Fonte G1

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