Tag: Cultura

  • PALMA DE OURO EM CANNES: Conexão TP está na França cobrindo o famoso evento do cinema

    PALMA DE OURO EM CANNES: Conexão TP está na França cobrindo o famoso evento do cinema

    O Festival de Cannes acontece anualmente no balneário francês de Cannes, localizado na Côte d’Azur, a Riviera Francesa.

    A colunista internacional do Conexão Três Pontas, Françoise Recco, em Cannes, ao lado do famoso blogueiro brasileiro Paulo Pereira.

    O portal Conexão Três Pontas, através de sua colunista internacional, Françoise Recco, que é francesa e que reside em Paris e também no Rio de Janeiro, está em Cannes para cobrir um dos maiores eventos do cinema mundial.

    Em 1939, revoltada com a corrupção política na cultura europeia, a França decidiu criar, com o apoio de britânicos e americanos, a sua própria premiação. O Festival International du Film, porém, foi cancelado após a exibição de um único longa, O Corcunda de Notre Dame, de William Dieterle. A Alemanha invadira a Polônia e a França entrara para a Segunda Guerra Mundial.

    Passada a guerra, o festival retornou ao balneário de Cannes em 1946 e deu início à tradição que hoje completa 70 anos. São quase duas semanas de celebração do cinema, mas também de negócios, glamour e polêmicas.

    “O filme AQUARIUS de Kleber Mendonça Filho, com Sônia Braga, foi um escândalo. Todo mundo com cartaz proclamando “golpe no Brasil”. Muita gente saindo do cinema, Sônia Braga sem maquiagem, mal vestida… Foi uma vergonha”, disse Françoise.

    O Festival du film de Cannes fez sua estreia oficial em 20 de setembro de 1946. O historiador Georges Huisman presidia um eclético júri, que dividiu o Grande Prêmio entre 11 filmes (escolhidos entre os 44 longas em competição). Entre os premiados estavam Desencanto, de David Lean, A Última Porta, de Leopold Lindtberg, Farrapo Humano, de Billy Wilder, María Candelaria, de Emilio Fernández, A Sinfonia Pastoral, de Jean Delannoy, e Roma, Cidade Aberta, de Roberto Rossellini. Para a sua segunda edição, em setembro de 1947, a organização fez modificações na sua estrutura de avaliação e premiação. O júri, ainda presidido por Huisman, era formado apenas por franceses e os prêmios foram distribuídos por gêneros: Melhor Comédia Musical (o filme coletivo Ziegfeld Follies), Melhor Romance ou Filme Psicológico (Antonio e Antonieta, de Jacques Becker), Melhor Animação (Dumbo), Melhor Filme Social (Rancor, de Edward Dmytryk) e Melhor Filme de Crime ou de Aventura (Les Maudits, de René Clémena).

    Essas indefinições iniciais mostram um pouco da capacidade do festival de se transformar. Ao longo dos anos, diversas mudanças foram feitas, do número de inscritos, aos prêmios e à criação de mostras paralelas, buscando sempre aumentar o alcance do Festival de Cannes para influenciar o público e a indústria cinematográfica no reconhecimento do “melhor” da sétima arte.

    PALMA DE OURO

    A edição de 1949 inaugurou o Grande Prêmio do Festival, entregue a O 3º Homem, de Carol Reed. O festival de 1951, que dividiu o grande prêmio entre Senhorita Júlia, de Alf Sjöberg, e Milagre em Milão, de Vittorio De Sica, deu origem ao Prêmio Especial do Júri, que ficou com A Malvada, de Joseph L. Mankiewicz. Em 1952, Due Soldi di Speranza, de Renato Castellani, e Othello, de Orson Welles, dividiram a então graça máxima de Cannes, que também premiou a atuação de Marlon Brando em Viva Zapata!. Na edição de 1953, o júri do presidente Jean Cocteau premiou O Salário do Medo, de Henri-Georges Clouzot, e entregou o Prêmio do Júri a Walt Disney, por sua contribuição na divulgação do festival. No mesmo ano, voltaram categorias de gênero, como adições inusitadas como Melhor Conto de Fadas (Valkoinen peura, de Erik Blomberg) e Melhor Filme de Entretenimento (Lili, de Charles Walters). Em 1954, a premiação honrou Jigokumon, de Teinosuke Kinugasa, com o Grande Prêmio e escolheu, entre outros, o Melhor Curta de Fantoches (O Sklenicku Vic, de Břetislav Pojar) e o Melhor Filme Poético (The Pleasure Garden, de James Broughton).

    É em 1955, porém, que o Festival de Cannes encontra o seu prêmio definitivo: a Palma de Ouro. O visual é inspirado na folha que orna o brasão da cidade de Cannes e foi desenhada originalmente pelo joalheiro Lucienne Lazon. O júri, então presidido pelo cineasta francês Marcel Pagnol, entregou a honra máxima para Marty, filme de Delbert Mann, estrelado por Ernest Borgnine. O troféu permaneceria no topo até 1963 – sento entregre a The Silent World, de Jacques-Yves Cousteau e  Louis Malle, em 1956; Sublime Tentação, de William Wyler, em 1957; Quando Voam as Cegonhas, de Mikhail Kalatozov, em 1958; Orfeu do Carnaval, de Marcel Camus, em 1959; A Doce Vida, de Federico Fellini, em 1960; Uma Tão Longa Ausência, de Henri Colpi; e Viridiana, de Luis Buñuel, em 1961; o brasileiro O Pagador de Promessas, de Alselmo Duarte, em 1962; e O Leopardo, de Luchino Visconti, em 1963 – e foi substituído em função de direitos autorais pelo Grande Prêmio, entregue em 1964 a Os Guarda-Chuvas do Amor, de Jacques Demy. O prêmio foi reintroduzido em 1975, entregue a Chronique des Années de Braise, de Mohammed Lakhdar-Hamina, e se consagrou como um dos mais prestigiados, e ecléticos, troféus do cinema.

    Festival de Cannes 2016: Candidato à Palma de Ouro ou decepção? Crítica diverge sobre a comédia Toni Erdmann

    O Festival de Cannes chegou à sua metade e, ao menos por enquanto, não há um franco favorito à Palma de Ouro. Quer dizer, mais ou menos.

    A comédia alemã Toni Erdmann, dirigida por Maren Ade, conquistou o coração de muita gente e lidera os painéis de notas das revistas Screen e Le Film Français. Ou seja, é um bom candidato ao prêmio máximo do festival. Só que está longe de ser unanimidade, como demonstra a crítica do portal AdoroCinema.

    Em Cannes, muita gente justifica a preferência por Toni Erdmann pelo fato de “ser um filme leve em meio a tantos violentos”. Mesmo se não ganhar a Palma de Ouro, o longa ainda pode ser lembrado pelo trabalho de seus atores principais, Peter Simonischek e Sandra Hüller.

    A colunista Françoise Recco em visita a Três Pontas, ao lado do jornalista Roger Campos.
  • ESPECIAL: Sarau no Quintal terá músicos do 14 Bis de graça nesta quinta-feira em TP

    ESPECIAL: Sarau no Quintal terá músicos do 14 Bis de graça nesta quinta-feira em TP

    Em comemoração aos seus quatro anos de existência, o Sarau no Quintal que acontecerá nesta quinta-feira dia 19, a partir das 19hs30min, terá dois convidados especialíssimos: Cláudio Venturini e Sérgio Magrão, músicos de uma das bandas mais importantes da Música Popular Brasileira: 14 Bis.

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    O Sarau no Quintal é sempre realizado, uma vez por mês, no quintal da Casa de Cultura Alfredo Benassi. Sempre com temas importantes e exclusivos. O local se tornou uma referência e por lá vários artistas trespontanos e de toda Minas Gerais já se apresentaram. O público comparece em peso e se emociona muito com as músicas, as variadas expressões artísticas cheias de muito talento.

    14 BIS

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    14 Bis é uma banda brasileira que surgiu em Minas Gerais no início dos anos 80, criada por Flávio Venturini (teclado e vocal), Cláudio Venturini (guitarra e vocal), Hely Rodrigues (bateria e vocal), Vermelho (teclado e vocal) e Sérgio Magrão (baixo e vocal). Sua música traz o casamento entre referências do rock, em especial de Beatles e do rock progressivo, e a escola mineira de música da época, conhecida como Clube da Esquina.

    Tiveram diversos sucessos, como Linda Juventude, Planeta Sonho, Natural, Uma Velha Canção Rock’n Roll e, mais recentemente, Mais uma Vez, em parceria com Renato Russo (letrista e vocalista da Legião Urbana). Seu trabalho de estréia (14 Bis-1979) foi produzido por Milton Nascimento, “padrinho” da banda.

    Apesar da saída de Flávio Venturini, o grupo continua em atividade até os dias atuais. Em julho de 2007 eles lançam o seu primeiro DVD, acompanhado de um CD. Neste há participações especiais de outros nomes da música mineira como Beto Guedes e Rogério Flausino, além do ex-membro Flávio Venturini.

    Serviço

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    SARAU NO QUINTAL ESPECIAL

    Data: 19/05/2016

    Horário: 19hs30min

    Local: Casa de Cultura Alfredo Benassi

    Rua Barão da Boa Esperança, 35 – Três Pontas

    Tel.: (35) 3266-6246

     

  • SHOW: Zullubaba anima noite do trabalhador em Três Pontas

    SHOW: Zullubaba anima noite do trabalhador em Três Pontas

    No último domingo, 01º de Maio, Dia Mundial do Trabalho, aconteceu no Sambódromo Jaime Abreu, na Avenida Oswaldo Cruz, centro de Três Pontas, um grande show com a banda Zullubaba. O encontro organizado pela Prefeitura Municipal de Três Pontas foi uma homenagem aos trabalhadores do município.

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    Apesar do frio, o público compareceu e se divertiu muito ao som dos principais hits da Bahia e da Música Popular Brasileira. O Prefeito Paulo Luís esteve presente e acompanhou de perto, no antigo Trem Bão, sede da Guarda Civil Municipal.

  • INAUGURAÇÃO: Centenas de pessoas prestigiam tarde musical na nova Praça Josiane de Paula Victor Castro em TP

    INAUGURAÇÃO: Centenas de pessoas prestigiam tarde musical na nova Praça Josiane de Paula Victor Castro em TP

    Centenas de pessoas compareceram na inauguração da nova Praça Josiane de Paula Victor Castro em Três Pontas na tarde deste domingo (20). Além da cerimônia, o encontro contou com diversas apresentações musicais que encantaram os presentes.

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    Localizada no final da Rua Paes Lemes, a praça encerrou sua construção em outubro/2015, e foi como uma conquista dos moradores do bairro Alcides Mesquita. O que antes era um terreno baldio e sujo, agora se tornou um local de lazer, para a prática de esportes, e também para projetos culturais, como foi o caso de ontem.

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    Após a cerimônia diversas apresentações musicais tomaram conta da praça. O garoto Caio Arcanjo foi quem abriu as apresentações, após ele o grupo formado por Gabriel, Bia, Tácio e Bruno, deram um show. O músico Wallace Naves também subiu no palco, primeiro com Danilo Santos e depois com Atos Franklin.

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    A banda Do Outro Lado da Esquina, formada pelos músicos Natasha Maria e Adriano Kamy, foi a mais esperada. Era quase 19h quando eles começaram a apresentação, e encerraram com chave de ouro esse dia especial. Essa galera talentosa que apresentou na praça, faz parte de uma nova geração de músicos da cidade, foi um dia incrível para quem gosta de música.

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    A construção da praça ficou a cargo da empresa VTCR Engenharia e Construções LTDA, vencedora do processo licitatório nº 1299/2014. A obra foi finalizada Outubro, e representou um investimento de R$ 124.703,00 de recursos próprios do Município de Três Pontas.

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    O nome dado à praça homenageia Josiane de Paula Victor Castro, uma Educadora do Magistério que adorava crianças e a sua profissão. Quando criança, ela brincava nas mediações do local que foi construído a praça. Conhecida como Josi, a professora travou uma luta incessante contra um tipo raro de doença, faleceu em 23 de abril de 2007, deixando seu esposo Carlos Henrique da Silva Castro e seu filho Henrique Vitor Castro; e demais familiares.

    Veja outras fotos do evento:

    (Com informações da Ascom PMTP)

  • BATALHA DE RAP: Evento reúne adeptos na quadra do Parque da Mina em Três Pontas

    BATALHA DE RAP: Evento reúne adeptos na quadra do Parque da Mina em Três Pontas

    Foi realizado no último sábado, 27 de fevereiro, um evento para os adeptos do RAP, um estilo musical que cresce em todo Brasil e em todo mundo (Hip Hop). Conhecido por ser o “som dos guetos”, principalmente envolvendo negros e pobres, o RAP ganhou todas as classes sociais e hoje é uma febre. Na quadra do Parque da Mina, dezenas de pessoas, de diversas cidades da região participaram do evento, que também incluiu demonstrações de Slackline.

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    O Conexão Três Pontas, que respeita todas as expressões culturais, estilos e tribos, foi o único veículo de comunicação a comparecer e prestigiar. Por isso foi reconhecido pelos organizadores do evento que agradeceram no microfone.

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    O forte da noite foram as Batalhas de Rap (Freestyle rap é um subgênero da música rap e freestyle. Se caracteriza principalmente por letras improvisadas do rapper, expressando o que sente sobre determinado assunto, mas mantendo um flow certo. As “batalhas de MCs” são uma das principais atrações do gênero).

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    Também houve espaço para o Slackline – Esporte de equilíbrio sobre uma fita elástica esticada entre dois pontos fixos, o que permite ao praticante andar e fazer manobras por cima. Algumas variações de Slackline incluem “Waterline” (Slackline sobre água) e “Highline” (Slackline em grandes alturas, como por exemplo montanhas e pontes).

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    Rolou ainda uma ação social no evento que pediu a doação de alimentos não perecíveis para quem quisesse prestigiar. O material arrecadado será entregue a entidades assistenciais.

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    A Guarda Civil Municipal acompanhou o evento que, ao contrário do que alguns poderiam imaginar, não registrou nenhuma ocorrência de brigas ou confusões. Famílias, mulheres e crianças também acompanharam tudo com tranquilidade e animação.

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    Veja a galeria de fotos feita pelo Conexão:

  • LUTO: Morre Paulão Thomáz, um dos símbolos da cultura negra em Três Pontas

    LUTO: Morre Paulão Thomáz, um dos símbolos da cultura negra em Três Pontas

    O Conexão Três Pontas recebeu a confirmação por parte do Hospital São Francisco de Assis e também de correligionários e amigos políticos de que Paulão Thomáz, que estava internado há várias semanas, acabou falecendo na tarde deste domingo na Santa Casa de Misericórdia do Hospital São Francisco de Assis.

    Nossa reportagem conversou com o médico e amigo pessoal de Paulão Thomáz, Dr. Luiz Roberto Laurindo Dias. Segundo ele, a morte de Thomáz aconteceu agora a tarde, por volta das 15 horas.

    “Eu ainda não posso precisar a causa de sua morte, não sei o que a doutora colocará no Atestado de Óbito, mas o que posso dizer ao Conexão é que foi muito possivelmente provocada por uma insuficiência respiratória. Ele sofreu um AVC há cerca de dois meses, um pouco antes do Natal e desde então estava internado na UTI. Ele melhorou muito e achamos que realmente havia sido um grande milagre. Ele chegou a conversar comigo, estava se recuperando bem. Mas infelizmente fomos pegos de surpresa com essa notícia”, comentou.

    Ainda segundo o Dr. Luiz Roberto, Paulão Thomáz era amigo pessoal e correligionário político há pelo menos 30 anos. Participou ativamente das campanhas políticas dos ex-prefeitos Adriene Barbosa e Glimaldo Paiva, bem como da campanha do próprio Luiz Roberto e estava junto, trabalhando para a próxima corrida eleitoral.

    Foto antiga, ainda na gestão do então Prefeito Tadeu Mendonça, em evento político, com Paulão Thomáz ao centro.

    Era um profundo conhecedor das coisas de Padre Victor, sabia como poucos. Muito ligado à política e a cultura, comandou movimentos de defesa dos negros em Três Pontas. Tinha muitos amigos e era querido por todos. De grande estatura, era conhecido por ser um homem muito forte. Fundador da Pastoral Afro-brasileira em Três Pontas deixou muitos trabalhos positivos.

    Seu verdadeiro nome é Paulo Augusto da Silva, teve várias profissões. Estava atualmente trabalhando como segurança noturno na Associação Comercial. Tinha 63 anos de idade. Era viúvo e o número de filhos não foi revelado.

    Outro amigo, o Professor João Victor Mendes, fez questão de definir o companheiro de lutas:

    “Paulão Thomás foi um visionário, amante do resgate da cultura negra! Deixou marcas positivas de alegria e fé por onde passou! Uma grande perda”, pontuou.

    Além de tudo que já foi dito, Paulão era um grande carnavalesco, um homem de muito conhecimento, simpatia e alegria. Sempre de bom humor, estava sempre pronto para ajudar a todos. E em mais uma peça pregada pela vida, o destino quis que Paulão fosse embora justamente num domingo de Carnaval.

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    O Conexão Três Pontas se solidariza com amigos e familiares neste momento de dor e rende homenagens a mais esse grande ícone da história recente do Município.

    O horário de seu sepultamento ainda não foi marcado.

  • CARNAVAL: Prefeito garante folia até o dia 30 de janeiro. Festa dependerá do caixa do Executivo

    CARNAVAL: Prefeito garante folia até o dia 30 de janeiro. Festa dependerá do caixa do Executivo

    O carnaval é uma das maiores festas populares do Brasil e em Três Pontas não é diferente. Historicamente a festa do Rei Momo sempre atraiu visitantes de toda região, devido ao luxo, glamour, beleza e alegria. Tanto nos desfiles das escolas de samba quanto nos bailes de salão, Três Pontas era invadida por uma multidão de foliões, gente que vinha até de outros estados.

    Mas de um tempo para cá, com a crise financeira e as grandes festas carnavalescas em cidades vizinhas, o carnaval de Três Pontas parece ter perdido um, pouco do brilho. Soma-se a isso a morte dos carnavalescos Jaime Abreu e Haroldo de Souza Júnior.

    Mas ainda há muitos que querem curtir o carnaval em Três Pontas. Com o fechamento do Clube Trespontano o que resta realmente é a folia de rua. O arrocho financeiro é uma sombra para esses planos. Por enquanto a chamada festa profana está garantida. Mas o prefeito Paulo Luís Rabello fez um alerta em entrevista concedida ao Conexão Três Pontas:

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    “Pretendo que tenha o carnaval. Até o dia 30 de janeiro estou mantendo o carnaval. Não sei se conseguirei manter no dia 1º de fevereiro em diante. Tudo dependerá da situação do caixa da Prefeitura. Eu pretendo sim realizar o carnaval e por enquanto ele está de pé”, ressaltou.

    Muitos trespontanos já compraram passagens, reservaram hotéis e programas em outras cidades. Comerciantes locais também contam com a realização e êxito da festa para aproveitar pra ganhar um dinheiro extra.

    Carnaval de 2014 em Três Pontas.

    Os blocos caricatos conseguiram através da Câmara Municipal a aprovação e um projeto do executivo para receberem uma ajuda de custo para os desfiles.

    Pelo que se vê, apesar da crise, do marasmo e de um certo pessimismo, tudo parece caminhar com tranquilidade para um carnaval simples, porém de muita alegria, afinal de contas o ser humano precisa de pão e circo e o show não pode parar, independente de quem seja a banda…

  • CULTURA E FÉ: Folias de Reis já são vistas pelas ruas de Três Pontas

    CULTURA E FÉ: Folias de Reis já são vistas pelas ruas de Três Pontas

    Mal começou o ano de 2016 e elas já estão por todos os lados em Três Pontas. São as tradicionais e muito queridas Companhias de Reis, que se apresentam por ruas e bairros de todos os cantos da cidade levando cânticos, religiosidade e muita alegria.

    Companhia de Reis Sagrado Coração de Maria.

    Em Três Pontas sempre acontece no começo de cada ano o Encontro das Companhias de Reis. E muitas já estão prontas, ensaiadas, com todo gás dando um show em cada parada, em cada casa, a exemplo da Companhia de Reis Sagrado Coração de Maria, flagrada por nossa reportagem no bairro Botafogo, na tarde desta sexta-feira, dia 01º.

    46º ENCONTRO

    Será realizado no próximo dia 16 de janeiro, a partir das 19hs30min, no Ginásio de Esportes Delvo Corrêa de Figueiredo, no Bairro Padre Vitor, o 46º Encontro de Companhias de Reis. Cada companhia terá 15 minutos para se apresentar. Serão 10 minutos para a apresentação musical e outros cinco para a dança dos marungos.

    De origem portuguesa, a Folia de Reis é uma Festa católica ligada à comemoração do Natal, comemorada desde o século XIX. Segundo a lenda, quando Jesus nasceu, três reis magos foram visitá-lo, levando presentes.

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    Essa data, fixada em 6 de janeiro, passou a ter grande importância em países de origem latina, especialmente os que a cultura é de origem espanhola. Em alguns lugares esta comemoração se tornou mais importante até que o próprio Natal. Em Muqui, no Espírito Santo por exemplo, acontece desde 1950 o maior encontro nacional de folia de reis, reunindo cerca de 90 grupos de foliões do de regiões como Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, organizado pela Secretaria Municipal de Cultura.

    Cidades brasileiras como o Rio de Janeiro, realizam folias até o dia 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro do estado. Em outros estados a comemoração acontece com frequência em cidades do interior. Grupos de foliões visitam as casas que os acolhem e fazem doações , cantando e tocando músicas de louvor a Jesus e aos Santos Reis , em volta do presépio, com muita alegria.

    Os instrumentos utilizados normalmente são a viola caipira, o acordeom ou sanfona,  a gaita, o reco-reco e a flauta. Liderados pelo Capitão da Folia, seguem reverenciando a bandeira, carregada pelo bandeireiro. A bandeira carrega o símbolo da folia. Decorada com figuras que levam ao menino Jesus, feita geralmente de tecido, é enfeitada com fitas e flores de plástico, tecido ou papel, sempre costuradas ou presas com alfinete, nunca amarradas com nós cegos, para segundo a crença não “amarrar” os foliões ou atrapalhar a caminhada

    Ao chegar às casas que os recebem, a primeira a entrar é a bandeira, que fica hasteada e todos então cantam a canção de chegada. Em seguida acontecem as paradas para os almoços e jantares, oferecidos pelos donos das casas e que são agradecidos pelos foliões com modas de viola e danças como o cateretê e catira.

    O Bastião ou palhaço (marungo), que usa roupas coloridas, máscara e carrega uma espada e é o responsável por abrir passagem para a Folia, também recita poesias e cita passagens da Bíblia. Os demais participantes se dividem de forma que cada um cante de uma maneira no coro de vozes e isso traz um som muito agradável.

    O mestre, sempre inicia os cânticos, é a posição mais importante do bando, pois ele é o responsável pelo andamento dos cantos, da colocação das vozes, é uma espécie de maestro, além de ser o que conhece a origem do grupo, o fundamento e a história da trajetória.

    Com versos improvisados de agradecimento pela acolhida, os demais, cada qual na sua voz e vez, repetem os versos acompanhados pelos seus instrumentos. Estes instrumentos são sempre enfeitados com fitas coloridas, cada cor representa um simbolismo, rosa, amarela e azul, podem representar Maria, a branca o Espírito Santo.

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    Na casa que recebe os foliões tem o festeiro, que é o responsável pela preparação da festa da chegada da bandeira. Ao sair os foliões então cantam a canção de despedida e agradecem os donativos e partem para outra casa que os receberão.

    (Com informações do Infoescola)

  • EXCLUSIVO: Eterno “Bozo” fala ao Conexão sobre o sucesso do passado, drogas e nova vida como Pastor da Igreja Batista

    EXCLUSIVO: Eterno “Bozo” fala ao Conexão sobre o sucesso do passado, drogas e nova vida como Pastor da Igreja Batista

    “Uma reportagem emocionante, especial, encorajadora. Uma lição de vida”.

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    O programa do palhaço Bozo chegou a ser produzido em mais de 240 estações de televisão em 40 países, entre eles, o Brasil, onde se tornou muito popular, sendo exibido entre 1980 e 1991 pelo SBT e Record. O comediante Wandeko Pipoca foi escolhido por Larry Harmon, o dono da franquia, para ser o primeiro Bozo brasileiro. Mas foi com Arlindo Barreto que o sucesso explodiu, chegando a ganhar da poderosa Globo.

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    A versão brasileira foi iniciativa de Silvio Santos, que havia, até então, inaugurado a TV Studios (TVS, atual SBT). Foi no início transmitida em conjunto pela TVS e pela Record (na época, Sílvio Santos era dono das duas emissoras, sendo que a Record ainda não era uma rede). O programa se tornou um dos maiores clássicos infantis da televisão brasileira e durou pouco mais de dez anos. Estreou no dia 15 de setembro de 1980 e sua última transmissão ocorreu em março de 1991. O programa era gravado em São Paulo, no antigo estúdio do SBT, localizado na Rua Dona Santa Veloso, 575, na Vila Guilherme.

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    Personagens adicionais foram criados no programa, como o Papai Papudo (Gibe), Vovó Mafalda (Valentino Guzzo), Kuki (Rony Cócegas), Salci Fufu (Pedro de Lara) e o gorila King Bozo.

    O programa contava ainda com os fantoches Maroca (Leda Figueiró), Candinha (Zaira Zordan), Zico (Fábio Vilalonga), Zecão (Lúcio Esper) e outros. Terminou em Julho de 1991. O motivo foi a inesperada dificuldade para renovar os direitos da licença do programa Bozo junto à empresa de Larry Harmon, que cuidava do licenciamento do personagem pelo mundo. Poucos meses após a retirada do Bozo.

    Com o final do programa, a Sessão Desenho, apresentada pela Vovó Mafalda, passou a ocupar o espaço na grade de programação.

    Após um período de testes no comando do Bom Dia e Companhia, em 16 de fevereiro de 2013, Bozo estreou seu novo programa, ao ar pelas manhãs de sábado do SBT .

    O Programa Bozo deixou de ser transmitido em 4 de maio de 2013. A partir daí Bozo e Vovó Mafalda passaram a apresentar juntos o Bom Dia e Companhia em um sistema de rodízio, que contou também com os apresentadores mirins Maisa Silva, Ana Victória Zimmermann, Matheus Ueta e Jean Paulo Campos.

    ARLINDO BARRETO – O ETERNO BOZO

    Para celebrar os 10 anos da Igreja Batista de Três Pontas, o ex-Bozo e agora pastor evangélico Arlindo Barreto, amigo pessoal do pastor Luciano, veio, mais uma vez à Três Pontas onde ministrou um culto para crianças. Na ocasião, com exclusividade, o Conexão Três Pontas esteve presente e conversou com o maior palhaço do Brasil, hoje um homem de fé. Uma reportagem especial que merece ser lida com atenção do início ao fim:

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    Xtp – Quem é o Arlindo Barreto e como surgiu o Bozo na sua vida?

    Arlindo – O Arlindo Tadeu Barreto de Andrade é o Bozo, hoje eu tenho 63 anos e sou filho de uma grande atriz chamada Márcia de Windsor, e desde pequenino a magia do palco foi muito maior na vida. Vendo a minha mãe trabalhando com grandes diretores, eu fiquei encantado, deslumbrado e mesmo tendo eu feito medicina, biologia e psicologia eu percebi que não era a minha praia, eu deixei as faculdades e segui artes dramáticas, fui seguir os passos de minha mãe. Então me matriculei na Escola Nacional de Artes Dramáticas, fiz escola de Maria Clara Machado, depois canto lírico, jazz, sapateado, balé clássico, impostação e dicção de voz com Gloria Beck Miller e ai me lancei como ator e fui direto para a Rede Globo de Televisão, participei do Sítio do Pica-Pau Amarelo,  depois na novela das 18 horas Maria Maria, onde fazia um sertanejo que ajudava Nívea Maria a vir pro sul a sobreviver as dificuldades da Caatinga.

    Depois eu fui trabalhar na novela Gina, ai como protagonista e não como segundo papel, eu era filho da Cristiane Torloni. Hoje eu vejo Cristiane na televisão eu não pareço mais filho dela, eu me pareço pai dela (risos) e daí foi a porta aberta para série de novelas na Rede Globo. Depois fui para São Paulo, onde fiz várias novelas na TV Bandeirantes como Os Imigrantes, Cara a Cara, Dulcinéia vai a Guerra, e enfim eu percebi que fazer chorar era muito fácil, desde o momento que a gente acorda até o momento que a gente adormece só ouve más notícias, e então eu resolvi aceitar o mais difícil desafio que um ator, um artista pode ter, fazer as pessoas sorrirem. Isso é uma arte, cada dia mais difícil. Porque não existe uma escola de humor, uma escola de riso, existia na época uma emissora pequena de um homem sorriso, chamado Silvio Santos, a antiga TVS que queria reunir ali todos os cômicos do país, como Costinha, Jose Vasconcelos e muito mais.

    E foi aí que eu deixei toda dramaturgia e foi em direção ao humor, como figurante mesmo, como levantador, como escada mesmo pra eles fecharem a piada, o humor deles. E foi assim que eu aprendendo o tempo, o ritmo, o andamento, as freadas, o silêncio dar o tempo pro público rir, o que é muito importante nas piadas, e assim eu fui me destacando aos pouquinhos, e rapidamente eu fui para o primeiro quadro, ou seja, ao invés de ser escada eu fui ser cortador junto com aqueles grandes cômicos. Então o Silvio Santos trouxe a roupa do Bozo pra poder brincar com as crianças no Domingo no Parque caracterizado de palhaço, aí a assessoria empresarial dele disse “não você ta louco, se você se vestir assim como palhaço, você já é palhaço de terno e gravata, se você fizer isso nunca mais você retoma”, e foi assim que abriu uma concorrência, uma licitação para ver quem usaria a roupa do Bozo. E apareceram muitos candidatos e meu filho vendo o Bozo comigo, ele era pequenininho, disse “nossa como é bonito este palhaço pai”, ai eu resolvi fazer um teste com ele, me maquio, me visto pra fazer uma foto, pra um dia ele dizer um dia “nossa meu pai foi o melhor palhaço do mundo”, aquelas coisas de pai.

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    E foi assim que eu entrei no concurso, mas eu entrei e botei pra quebrar, eu usei de toda a minha técnica de ator, usei tudo que eu podia. Na verdade o que o americano queria era um apresentador, ele não queria um palhaço, ele queria um comunicador, e foi assim que eu fui selecionado no meio de muitos atores bons. E assim começou uma nova era na televisão, eu não imaginava que sozinho diante de uma câmera, inicialmente com Vovó Mafalda, Papai Papudo como elenco de apoio eu fosse angariar tanta simpatia, tanta ternura, tanto carinho de uma geração da década de 80.

    Também não imaginei que iria permanecer tanto tempo no ar. No inicio era uma hora por dia, e Bozo ganhou a simpatia de milhões de brasileiros, brincando sem malicia, sem maldade, chegamos a posição absoluta no ibope, batendo a vênus platinada, Roberto Marinho, a Rede Globo, e ai foram três anos de liderança absoluta, mas com uma diferença de trinta pontos, pra Rede Globo de Televisão, e eles enlouqueceram, reformularam a programação toda, fizeram e aconteceram e acabou com a Vila Sésamo, Trem da Alegria e outros programas de humor para crianças. E ai chamaram a loira (Xuxa), levantaram a saia da loira, ai foi covardia, então nos caímos pro segundo lugar e nos mantivemos durante dez anos na televisão e foi assim a maior carreira que um palhaço teve na televisão brasileira. Isso nos valeu muitos prêmios que foram cinco troféus Imprensa, cinco discos de ouro, que era por venda de 100 mil cópias na época, quando não existia internet, que não havia essa venda online, então as pessoas, as mães iam nas lojas comprar os discos. E fomos ganhando espaço, mudando a linguagem mostrando que não era preciso sensualidade, apelação nenhuma, duplo sentido nenhum, violência nenhuma, enquanto a Globo mostrava desenhos como Thundercats, He-Man, nos ficávamos o tempo todo na televisão.

    Ai veio um problema sério: a minha mãe faleceu, meu coração explodiu de tristeza, e para completar minha esposa pede o divórcio, porque eu não parava em casa, era todo tempo na tv trabalhando, editando, escrevendo e quando chegava em casa meu filho dizia “papai você brinca com todas as crianças do Brasil, mas não tem tempo pra brincar comigo”, e era verdade. Eu estava me tornando um fenômeno na comunicação, mas um fracasso como pai e como marido também. Eu dava os presentes mais lindos e ele dizia que não queria mais brinquedos, ele queria brincar comigo, e ai o divórcio aconteceu e me afoguei na bebida, não adiantou nada, experimentei aquele pozinho branco. “O efeito é muito bom”, mas a depressão que ela causa no dia seguinte é tenebrosa, é muito grande, é maior que a dor que eu sentia.

    Eu entrei naquela espiral, um dia fui fazer um show em Belo Horizonte, pelo SBT e passando por João Monlevade, aquela estrada é muito perigosa, veio um caminhão e bateu no carro do SBT e o carro capotou, despencamos numa ribanceira, demoraram um tempão pra me encontrar, fui levado para o hospital de Monlevade, e chamaram um helicóptero e me levaram  direto para um hospital em São Paulo, e quando dei por mim estava numa sala de cirurgia, havia perdido muito sangue, o médico falou pra mim que eu estava muito mal, que havia perdido muito sangue, que ele não podia fazer mais nada, eu estava morrendo.

    Aí ele me perguntou se eu acreditava em Deus e eu disse que não. Ele falou: “que pena, somente ele poderia te ajudar nesta situação”.

    Ele saiu e me deixou naquela sala, e ai eu resolvi falar com Deus, e pedi: “Deus me ajuda, me tira daqui, meu filho vai morrer na mesma praia que eu, ela vai seguir pelo mesmo caminho”. 

    E naquela hora da minha vida eu havia feito a primeira oração. Eu disse: “Deus, se você existe me dá uma segunda chance, me tira daqui, deixa eu ajudar meu filho, e  eu haverei de segui-lo pelo resto da minha vida”, e eu fiz uma aliança, quando eu fiz este voto, pronto, entrou pela porta um pastor, um velhinho, meio rabugento e falou: “É você mesmo que eu estou procurando. Eu estava lá na igreja e Deus falou no meu coração, vai até lá e prega pra ele porque é uma vida muito valiosa pra mim”.

    Aquele homem foi de uma honestidade, de uma sinceridade, de uma eficácia tremenda, eu encontrei naquele dia o amor de Deus, o amor de Deus tomou conta de mim, e eu vivifiquei, meu pâncreas voltou a funcionar, e em pouco tempo eu estava de pé. Com o meu lar destruído, sem família, mas muito agradecido por aquele homem, que no meio de milhões de pessoas se preocupou comigo, e eu fui a sua igreja, e disse: “Pastor e agora o que eu faço?” Ele falou: “Você não faz nada, senta e houve, senta e lê, senta e quando você conhecer, passe adiante esta mensagem”. E foi assim que sentadinho no banco da igreja, a palavra foi penetrando no meu coração e fui vendo transformações interiores, e fui vendo que não era lavagem cerebral, porque eu sou psicanalista, com mestrado, pós-graduação, sou doutor honoris causa em religião, e eu sei que foi o um poder de sobrenatural atuando em mim. E a palavra de Deus penetra como espada, e assim fui ganhando uma nova vida, meu pensamento foi mudando, minha linguagem, minha percepção de vida foi alterado, os meus sentimentos foram alterados, e eu o tempo todo sabendo que não era lavagem cerebral, era o poder de Deus na palavra. E meu filho que tinha ido embora com a mãe, vinha aos finais de semana começou a freqüentar a igreja, e um dia ele disse pra mãe que queria ficar com o pai, e mãe perguntou por que, e ele disse que estar com o pai era estar perto de Deus, e este fato quebra qualquer argumento.

    Eu ministrei a palavra de Deus pra ele, ele se tornou meu companheiro, estudou, se graduou e formou-se em odontologia, e quando eu fui chamado para ir aos Estados Unidos, ele falou e agora pai, o que fazemos? Eu disse se você chorar eu choro, se você ficar rico eu também fico (risos) ele disse, não eu não quero ficar rico, quero ser missionário. Então ele foi pros EUA comigo, enquanto eu era ministro na primeira igreja Batista de Orlando, ele foi ordenado pastor na Flórida, a partir daí, nós começamos a viajar o mundo, criamos o ministério dos artistas de Cristo, e levando adiante aquela mensagem de Deus que me foi pregada no leito de morte.

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    Xtp – E aí você iniciou um trabalho de evangelização no Brasil?

    Arlindo – O que aconteceu com isto é que dezenas de casas de recuperação foram criadas aqui no Brasil, com o trabalho da gente. Nunca fui como muitos artistas evangélicos de cobrar uma fortuna, eu não cobro pra vir à igreja, de graça eu recebi, de graça eu darei, eu trago os meus kits, meus dvd’s, é o suficiente.

    Com o tempo eu fui vendendo todo o meu patrimônio para educar meus filhos, pra dar uma educação privilegiada a eles, mas chega um momento que acaba e ai eu dependia daquele pãozinho que vem lá do céu, o maná diário. E nunca me faltou nada, roupas, remédios, médico, alimento, nunca me faltou nada, passei por muitas aflições, mas Jesus não promete um mar de rosas para quem quer segui-lo, porque no mundo nós teremos aflições, mas Ele venceu o mundo, e quem tem Jesus não é vencedor, é mais que vencedor. No mundo eu fui vencedor sem Cristo, quer dizer, era Ele que estava agindo na minha vida, pra que eu chegasse no fundo do poço, e pudesse entender que era Ele que estava agindo, e agora eu consigo entender e reconheço ele nas menores coisas.

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    Xtp – Fale da sua vinda à Três Pontas, terra de muitos artistas.

    Arlindo – Estou muito feliz por estar aqui em Três Pontas, em conhecer a terra do café, estou levando alguns sacos de café pra casa, que delícia (risos), conheci um provador de café, que beleza, um povo hospitaleiro, alegre, um povo amigo muito bom mesmo.

    Xtp – Sua vida será contada em filme. Fale-nos sobre essa grande novidade.

    Arlindo – Agora estou terminando a filme, que se chama Reis das Manhãs, um filme de oito milhões de dólares, produzido pela Warner Bros, dirigido por Daniel Resende, que foi o editor de Robocop, Topa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus, indicado para o Oscar, e o filme agora vai receber um tratamento fantástico, e este filme conta a história da minha vida, toda minha família estará representada, com nomes diferentes, o ator principal será Wladimir Brichita que fará o meu papel, e se chamará Augusto, mas é a história da minha vida, de quando me envolvi com várias mulheres, drogas e hoje sou pastor da Igreja Batista, sou missionário e dependo só da graça e do amor de Deus.

    Xtp – Qual o seu contato hoje com Silvio Santos e com o SBT?

    Arlindo – Nenhum, voltei lá a três anos para levar o Patati e Patatá, que se transformou na dupla de palhaço mais amada do Brasil e hoje eles estão no Discovery Kids, onde eles são vistos em mais de 160 países.

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    Xtp – Do que você sente falta da sua vida anterior como Bozo?

    Arlindo – Nada, absolutamente nada! Eu tenho tudo que eu tinha naquela época e agora com um público muito mais lindo. Porque eu levo a alegria a este povo e saio do altar de Deus repleto de graça, mais feliz e alegre e isto não tem preço. E essa graça e esse amor de Deus vão ser mostrados neste filme Reis das Manhãs, que vai focar minha superação, minha transformação.

    Xtp – Falando um pouco da época do Bozo. Como era o convívio com Pedro de Lara, com Gibi e o Valentino Guzo?

    Arlindo – Era engraçado, posso te garantir que era muito engraçado, todos eles eram muitos loucos. Pedro de Lara era trapalhão, desastrado, atrapalhava tudo que a gente fazia, o Gibi era genial, ele era de família tradicional circense, e o Valentino era tosco, era contra-regra de Silvio Santos e que de repente estava vestido de Vovó Mafalda, de vestidão, calçolão e meia de futebol por baixo, sapatão, ele era muito trapalhão também.

    Xtp – Há alguma possibilidade da volta do Bozo para o SBT?

    Arlindo – Não, eles tentaram voltar com o Bozo, me convidaram, eu não aceitei, eu não queria entrar de novo naquela roda viva, que eu consegui sair, de não ter tempo pra minha família, para obra de Deus, de não ter tempo pra igreja, eu disse eu não quero! Eles colocaram outro Bozo, mas não deu certo.

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    Xtp – Pra encerrar, deixe sua mensagem para nossos leitores.

    Arlindo – Se você entregar sua vida pra Jesus, se você crer no nosso Senhor Jesus Cristo, filho de Deus, que viveu em carne, e chamou para si no calvário, todos os nossos pecados, se você arrepender de verdade de todos os seu pecados, e você declarar isso com os seu lábios, dizendo Senhor Jesus perdoe meus pecados e declarar que ele é seu Senhor e salvador, você será perdoado. A alegria de Deus é a nossa força, bendita é nação cujo Deus é o Senhor!

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    Veja outras imagens no Bozo na Igreja Batista central de Três Pontas:

    Agradecimentos: Igreja Batista, Pastor Luciano, Alessandra Sudério Penha, Dênis Sacho, Keller e Cleber.

  • PAPAI NOEL: Evento Cultural marca sua chegada em Três Pontas

    PAPAI NOEL: Evento Cultural marca sua chegada em Três Pontas

    Aconteceu na noite desta terça-feira (01), a partir das 19h30min, na Praça Cônego Vítor, em Três Pontas, o já tradicional evento denominado Chegada do Papai Noel. Grandes atrações culturais marcaram a celebração. Apesar da chuva, a Praça esteve cheia e a alegria dos pequenininhos não se desfez por conta da água que insistia em cair.

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    Apesar de não ter chegado de forma “radical”, como em anos anteriores, onde Papai Noel foi flagrado descendo da torre da Igreja Matriz d’Ajuda, através da prática do rapel, esse ano o bom velhinho chegou de forma mais tradicional e não deixou de provocar euforia, alegria e encantamento nas crianças e também nos pais e mães que ali estavam.

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    Houve apresentações musicais com os corais Laroc Lacov, Trenzinho Caipira, Amigos do Conservatório, Cigarras Cor de Rosa e Grupo Vocal do Conservatório, além dos Meninos da Vila e da Banda Municipal – Corporação Musical Luís Antônio Ribeiro. Também houve um show de dança com os Bailarinos do Serviço de Fortalecimento de Vínculos.

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    A organização foi da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura Municipal de Três Pontas.

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    Veja outras fotos do evento:

  • Fim de Ano: Trespontano Milton Nascimento dá voz à Campanha da Globo

    Fim de Ano: Trespontano Milton Nascimento dá voz à Campanha da Globo

    Depois de ganhar a voz de Roberto Carlos, em 2011, o tradicional tema de fim de ano da Globo é interpretado por um outro “monstro” da MPB: o trespontano Milton Nascimento. O músico entrou em estúdio nos últimos dias para entoar Um Novo Tempo (Hoje É um Novo Dia) para a vinheta de final de 2015. A música, composta por Marcos Valle, Sérgio Valle e Nelson Motta, é tema de Natal da emissora desde 1971.

    A vinheta começou a ser gravada no dia 03 de novembro em São Paulo. Para o elenco entrar no “clima”, a direção colocou uma versão do tema musical interpretado por um cover do cantor e compositor de Travessia, nascido no Rio de Janeiro, mas mineiro, trespontano, de coração.

    Jornalistas, atores e apresentadores, como Fausto Silva, foram divididos em grupos e gravaram nos corredores da emissora de São Paulo. Entre os jornalistas, a novidade foi a presença de Maria Júlia Coutinho, a Maju, a moça do tempo do Jornal Nacional.

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    As imagens de São Paulo, na edição, foram juntadas às captadas no Rio de Janeiro, em externas e no Projac, a central de estúdios da emissora. Segundo a Comunicação da Globo, a ideia é mostrar união, não importa onde os talentos da casa estejam.

    Veja o vídeo da campanha de Natal da emissora carioca:

  • PLANTÃO CONEXÃO: Festa em Santana da Vargem é cancelada e gera revolta

    PLANTÃO CONEXÃO: Festa em Santana da Vargem é cancelada e gera revolta

    Moradores da vizinha cidade de Santana da Vargem, que são leitores assíduos do Conexão Três Pontas, nos relataram agora que por motivos ainda não esclarecidos, a festa de Santana da Vargem foi cancelada e que, inclusive, neste momento, o palco estaria sendo desmontado.
     
    Há comentários de que o motivo seria uma briga política. Nós entramos em contato com uma autoridade do município de Santana da Vargem que disse que de fato o Santana Rodeio Show foi cancelado por motivo de problemas na licitação do evento.
     
    Também obtivemos a informação de que já houve um grande tumulto hoje na porta da Prefeitura Municipal de Santana da Vargem, por conta do cancelamento.
     
    O evento anunciado teria os seguintes shows:
    _Quinta-Feira: Fred & Gustavo
    _Sexta-Feira: Bruninho & Davi
    _Sábado: Munhóz e Mariano
    _Domingo: Átila & Renato
     
    PREFEITURA DE SANTANA EMITE COMUNICADO
    O Conexão teve acesso ao comunicado emitido pela Prefeitura de Santana da Vargem, informando o cancelamento do evento:
     
    “A Prefeitura Municipal de Santana da Vargem-MG, comunica a toda a população, que tendo em vista recomendação do Ministério Público da Comarca de Três Pontas-MG, entende por bem CANCELAR a Festa do Peão de Boiadeiro de Santana da Vargem 2015, que se realizaria entre os dias 22 a 25 de outubro do corrente ano.
     
    Comunica ainda, que todos que adquiriram os ingressos para o evento devem guardar estes ingressos, para a devolução integral do valor pago.
     
    As devoluções serão realizadas em local ainda a ser informado nos postos de venda e no Paço Municipal.
     
    Santana da Vargem-MG, 22 de outubro de 2015″