Como o saudoso Fernando Brant já dizia na célebre canção: … “todo artista tem de ir a onde o povo está”… Nós, cansados, subjugados e descontentes artistas, compositores e músicos, procuramos nosso trabalho e sustento em diversos e diferentes lugares, para mostrar o que sabemos realmente fazer que é música. Mas aí vem o choque de realidade, e com ele a pergunta: Onde estará esse povo? Em shows? Cada vez mais carentes de pessoas, quem dirá de platéia. Teatros? Rarissimamente e com público escasso. Nos bares? Igualmente esquecidos da boa boemia musical dos tempos de outrora.
A relação artista- público nunca esteve em vias tão distintas. “O que será, que será?” O que esse povo anda fazendo? Que não saindo de suas casas e permanecendo em suas “fortalezas” virtuais? Na falsa sensação existencial, que seus espíritos presos nem sequer presumem. “É a crise” dizem uns, “é o tempo frio” dizem outros, ou até pode-se ouvir o famoso ditado: “santo de casa não faz milagre”.
Outro dia ouvi músicos comentando que têm que parar com sua música a pedido do proprietário, ou muitas vezes dos próprios frequentadores das casas em que se apresentam, para exibição de lutas na TV. Como assim?! Tudo bem que nem todos os músicos são suficientemente bons ou agradáveis. Mas o que me deixa intrigado é o fato dessas pessoas saírem de suas casas, e se dirigirem para um lugar que sabem notoriamente que está havendo música ao vivo, para simplesmente assistirem aos shows de barbárie explícita na televisão( o que poderia ser assistido nos seus próprios e confortáveis lares, ou melhor ringues particulares).Para onde foi o respeito ao artista e antes de tudo pelo profissional que se apresenta ali?
A verdade é que a arte musical sempre esteve (com raras e notáveis exceções) na contramão dos povos e das grandes massas. Mas nunca, e tão ameaçadoramente como agora.
A meu ver esse vazio terá suas raízes naquilo que sempre foi discutido e dito como solução, não para esse único problema, mas para a maioria das máculas sociais e culturais desse nosso vasto país: a EDUCAÇÃO.
Não sei se é impressão, mas na nova propaganda midiática do governo federal, em que se utiliza um “funk”, com muitos jovens “cantando” e dançando, para convocar os alunos a retornarem as salas de aula, depois das curtas férias de julho, soa mais como um apelo suplicante, que contradiz aquilo que seu próprio sistema falho e em colapso já vinha causando há muito tempo, a apatia e a falta de interesse no conhecimento e na informação.
Com a cultura não poderia ser diferente. O vazio das casas noturnas, teatros, casas de espetáculo, escancara a alienação desse tempo e a indiferença a aquilo que seriam os últimos redutos da boa e velha música de sempre.
Você aí, que prefere ficar no” conforto” de seu computador micro ou macro, gastando seu precioso tempo de vida, e achando que vai encontrar tudo o que sonha e procura na tela e nos pixels que enxerga, sem perceber, deposita uma moeda no baú que isola, tranca e apaga toda uma história e evolução cultural conquistada (por pessoas reais e não “perfis” ou ”curtidas”) até o nosso presente. Eu mesmo, nesse exato momento em que escrevo, me utilizo desse meio que falo tanto (e não me abstenho também da culpa) para chegar até você, leitor.
Alguns vão dizer que isso será uma evolução natural causada pela modernidade. E o que ela traz consigo, será naturalmente entendido e compreendido no” futuro”.
Afinal, pra que sair de casa pra tomar uma cerveja, bater um bom papo com os amigos e ouvir boa música? Posso ter tudo isso aqui no conforto do meu celular, da minha poltrona. Talvez em um futuro não muito distante, as máquinas farão também o trabalho de músicos, artistas e até compositores. Aliás, pasmem, isso já esta seguindo lenta e veladamente seu caminho.
Então lhe pergunto caro leitor: Existirá um aplicativo para felicidade? Existirá um download para a emoção? Um link para o sentimento? Um reiniciador para a realidade? Uma formatação para a alma?
Pode até ser que um dia isso aconteça, mas receio, não terá metade da humanidade e do espírito, contidos em uma poesia declamada, em uma melodia bem tocada, em uma canção encantada e ao vivo.
O músico, assim como o artista, se nutre do calor das pessoas, do público, dos fãs, dos ouvintes. E esse alimento anda cada vez mais escasso. As pessoas distanciam-se cada vez mais de sua essência humana.
É gente fugindo de gente, pra se comunicar com seres e coisas ausentes. Será esse o futuro que nos espera? A irrealidade existencial? Isso com certeza vai trazer uma mudança radical em tudo e também na forma como artista e público se interagem. Se será benéfica ou não, a realidade que nos apresenta até o momento são casas de shows, teatros, centros de cultura e bares vazios de gente, de música, de arte, de vida. Por favor, o último a sair, apague a luz para a economia da máquina.
Com o apoio da Prefeitura Municipal de Três Pontas, o 3º Concurso de Tira Gosto e Atendimento de Três Pontas, Batuque na Cozinha, começa hoje (12), e o primeiro bar a apresentar seu prato será o bicampeão Quilombo.
O encontro começa às 20hs00 e se encerra às 00hs00, com direito à música ao vivo. O preço do prato está fixado em R$ 34,90, e deve render para duas pessoas. Após provar o tira-gosto do bar, o cliente poderá dar sua nota para o sabor e para a apresentação do prato, além de avaliar também o atendimento do local.
Confira os participantes do concurso: 12/08 – Quilombo 13/08 – Gaúcho 19/08 – Bar da Mina 20/08 – Esquina da Pizza 26/08 – Pizza Fone 27/08 – Bar do Raúl 02/09 – Quirinos 03/09 – Cheiro Verde
As notas serão somadas às dos jurados do concurso, que já foram convidados. A apuração e entrega dos prêmios serão realizadas na Casa da Cultura Alfredo Benassi, na quarta-feira (9/9) e poderão ser acompanhadas pela comunidade.
Olá gente! Que saudade… Estou feliz por poder estar de volta a esse espaço para batermos mais um papo sobre tudo o que se vê por essa vida afora. Sou educadora e essa opção está longe de ter sido feita por falta de oportunidades; essas, graças a Deus e a minha família, pude ter. Formei-me em Letras – Inglês, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo e foi na universidade que descobri o encanto do processo do aprender. Sou encantada pelas possibilidades infinitas que nos são descortinadas pelo conhecimento. No entanto, hoje sei que liberdade de conhecer implica em responsabilidade de ação ética, pois somos frutos de nossas escolhas.
É sobre isso que venho aqui lhes falar hoje: sobre as escolhas que podem ser tomadas para que a nossa qualidade de vida seja melhor, para que sejamos pessoas felizes, realizadas, positivas, saudáveis e que estejam em paz e harmonia com o mundo ao redor. Nós podemos (e devemos!) fazer a nossa parte para fazer do mundo um lugar melhor. Mas também é preciso que selecionemos bem as nossas amizades e companhias para que façamos parte de um grupo, de uma família, de uma escola, de uma equipe profissional que esteja afinada com o mesmo objetivo. Afinal de contas, o bem é uma construção que precisa ver seus frutos na comunidade para que seja efetivo.
O diálogo, o respeito às diferenças e o amor se revelam, nesse ponto, indispensáveis. Não adianta ter o bem em nós se não o colocamos em ação para promover o bem da comunidade que nos cerca. Se assim o for, acabaremos nos frustrando. Dons e talentos pessoais têm real sentido e valor somente quando são colocados a serviço dos outros: para que o bem atue para além dos limites do eu. Felicidade vivida é felicidade partilhada!
Mas nem tudo são flores. Um dos maiores inimigos de nosso crescimento e evolução é a acomodação e a nossa mania boba de dizer “eu sou assim e pronto”. Nós nos acostumamos muito facilmente a tudo: dia-a-dia, trabalho, família, relacionamentos, estudos… e até com nós mesmos! E também temos preconcepções que nos impedem de ver as coisas como se fosse a primeira vez. Tendemos a olhar para as coisas e pessoas com os olhos já embotados pelo que ouvimos do outro, ou pelo que somos e cremos. Isso é natural, mas pode fazer a gente perder a alegria.
A natureza é pura alegria! Se não estamos vibrando em alegria com ela, é por termos os olhos impuros – alguns ciscos a retirar. Quando retiramos o que nos impede de ver a beleza que está em todo lugar – fora e dentro de nós – o resultado imediato é a presença radiante da alegria. Sem alegria, nada parece brilhar. Eu gosto da vida em alta definição e, por isso, olho frequentemente para o céu, para as flores, para as plantas, ambientes, animais e pessoas. Olho com olhos livres. E tudo o que vejo me encanta.
Rubem Alves – escritor e educador mineiro (de Boa Esperança!) – era alguém que dizia da importância imensa de um educador ser um pouco de poeta, porque aprender é um processo que não pode acontecer sem o encanto. Se isso acontece, o resultado é o tédio. A tirinha abaixo retrata o dilema de muitos que se colocam na jornada da busca da construção de novos conhecimentos e encontram obstáculos de pessoas e situações que não favorecem a manutenção do encanto e do lúdico no aprender.
Eu aprendi que o professor não é a escola – e tampouco pode ser, pois muitas de suas boas intenções podem nunca se realizar se os devidos recursos materiais e humanos não estiverem disponíveis. É preciso uma escola. Uma escola que seja o ambiente em que a aprendizagem aconteça: um ambiente pensado para ser o local em que se acolhem as pessoas que, mediadas por recursos materiais e por interações sociais, poderão se descobrir, se inspirar, se desafiar, se confrontar com os limites da realidade em que vivem, para que assim possam ser melhores. Quando nos melhoramos, o mundo melhora junto.
Nenhum ser humano é uma ilha: somos seres sociais e nossa razão de ser se completa no outro. Creio que acabei me tornando professora de língua inglesa um pouco pelo encanto que tenho pela cultura da diversidade, em que o outro tem papel de destaque. Para aprender inglês é preciso falar, interagir, ter bom humor, alegria, expansividade, acolhimento ao outro, vontade de ouvir e conhecer o diferente, empatia com o humano, sorriso e olhos nos olhos. É também preciso ter um espírito incansável na busca pela superação de limites, pois o novo é um convite para deixarmos de lado nossas crenças, comportamentos e pensamentos habituais para experimentar outro jeito de ser e agir. Nessa empreitada tornamo-nos pessoas mais compreensivas e flexíveis – e nossos olhos verão além do obvio.
Vamos exercitar o olhar? Faça um exercício consigo mesmo e refine seu olhar para as coisas – e pessoas! – de sempre. E recupere o encanto que você talvez possa ter perdido pelo caminho. Depois me conta no que deu.
Elienai Teófilo, mais conhecido como Nanai, é um dos grandes talentos da música trespontana. Além da paixão pela música sertaneja, ele também dedica seu tempo à música religiosa, aos cantos litúrgicos durante as celebrações de Missas, principalmente na Igreja Matriz Nossa Senhora d’Ajuda.
Conhecido pela inconfundível voz que emociona a todos, Elienai vem caminhando em busca do sucesso, do reconhecimento de seu trabalho na música secular, a música sertaneja, tanto a universitária quanto a de raiz.
Ele criou o grupo Elienai Teófilo e Banda DW. Eles se apresentaram na festa do Dia do trabalhador (1º de maio) em Três Pontas, abrindo o show da dupla Regis e Raí. E estão abertos a contatos, convites para outras apresentações.
A banda existe há 3 anos e conta com Willian no contrabaixo, Plínio no violão, Nanai nos vocais e Willian Damasceno na sanfona, Edson Pelé no violão solo e Adriano Maciel na bateria. Inicialmente se apresentou em eventos beneficentes da igreja católica e agora abriu seu leque para outros eventos.
Ensaio da banda.
Quem quiser contratar Elienai Teófilo e Banda DW pode ligar para (35) 9731-5196.
O argentino Diego Àrias, 26 anos, natural de Buenos Aires, que reside atualmente em Córdoba, voltou a Três Pontas pela terceira vez para mostrar o seu talento como artista de rua. Especializado em malabares, ele tenta driblar as dificuldades financeiras e ganhar alguns “trocados” se apresentando nos semáforos do centro da cidade.
Ele contou ao Conexão que já passou por diversas cidades do sul de Minas e que é artista de rua há vários anos, tendo descoberto o talento, a facilidade em manejar diversas bolas coloridas com as mãos.
Sobre o valor arrecadado nos faróis, ele não revela, mas diz que o pouco que ganha o ajuda a sobreviver. Infelizmente, segundo ao artista, nem todos os motoristas respeitam. Poucos resolvem incentivar, dando moedas (maioria das vezes) ou notas de 2 ou 5 reais. E existem aqueles que debocham, não valorizam e ainda fazem cara feia quando o artista se posiciona na frente dos veículos.
Esta semana o Conexão flagrou um outro artista de rua, dessa vez especializado em fazer estátua viva. Ele, que não quis se identificar, ficou vários dias no calçadão da Rua Dona Isabel.
Malabarismo
O malabarismo pode ser definido como a arte de manipular objetos com agilidade e precisão. Estes objetos são itens que o artista usa para fazer o malabarismo, o qual pode ser feito com bolas, clavas, argolas, tochas, facas, serras, caixas, etc.
A arte do malabarismo está presente nos espetáculos de entretenimento das pessoas há milhares de anos, passando pelos espetáculos de rua, palcos de teatros, picadeiros de circos, até chegar hoje a virar uma competição. Os malabaristas impressionam o público pela sua capacidade de manipulação dos objetos, variando as dificuldades: com maior número de objetos, com objetos cortantes ou flamejantes, com uma mão só, equilibrados em uma corda bamba ou em um monociclo, etc. O termo não é utilizado somente para objetos lançados ao ar, mas também a outras artes praticadas com diferentes objetos como girar pratos, equilibrar objetos em bastões, ou manusear bastões chineses.
Quanto maior é a criatividade do malabarista e a dificuldade de manusear os malabares, maior é a apreciação por parte do público. No caso das competições, ganha o malabarista que apresentar maior habilidade na arte. Um misto de desafio, equilíbrio e arte.
Para um iniciante na arte do malabarismo, é importante que sejam usados objetos inofensivos, a melhor dica são as bolas de malabarismo. Começa-se, portanto, com o malabarismo de lançamento, onde a pessoa começará a adquirir suas primeiras habilidades como o equilíbrio e o manuseio de três ou mais objetos lançados ao ar.
O lançamento de apenas dois objetos com as duas mãos ainda não é considerado malabarismo, somente a partir do terceiro objeto trata-se do malabarismo em si, o qual pode utilizar uma técnica denominada “truque shower” ou o truque da cascata.
Nesta quinta-feira (16) acontecerá mais um Sarau no Quintal. O tema desse encontro será os embalos dos Anos 70. O evento cultural começa às 19hs30min, na Casa da Cultura Alfredo Benassi.
Além das apresentações de músicas, poesias e danças que sempre acontecem no evento, a escritora Mônica de Andrade Ribeiro lançará seu livro ‘Joões e Marias’, e o artista Vitinho Shinoda fará uma exposição e intervenção de grafite.
No livro, Mônica conta a história das crianças dos Centros Educacionais, relatando as estripulias, diversões, trocas de aprendizados, choros e sorrisos que marcaram a vida dela como Educadora Infantil. “Foram 9 anos que vesti minha camisa e amei minha profissão com muita responsabilidade. Onde quer que eu vá, onde quer que eu esteja eu serei sempre com muito orgulho a Tia Mônica”, relatou ela.
Quem quiser mostrar sua arte no Sarau, pode entrar em contato com a Secretaria Municipal de Cultura, Lazer e Turismo, pelo telefone: 35 3266-6246.
Estátua viva ou estátua humana é uma performance artística em locais públicos de um artista de rua, imitando uma estátua com movimentos estáticos. Pausas sem movimento, controle sobre o corpo e técnicas e mímicas podem prender a atenção dos espectadores.
E aqui em Três Pontas um artista de rua tem chamado a atenção na rua Dona Isabel, em frente a Mattos Calçados. Há vários dias ele tem voltado com o corpo todo pintado por uma maquiagem (tinta) prata e ali fica por horas a fio, trocando de movimentos a cada intervalo de vários minutos o que, muitas vezes, assusta, pega desprevenido aqueles que param pra olhar, sem saber do que se trata, achando ser uma estátua verdadeira.
Os primeiros relatos de estátua viva chegam-nos do antigo teatro grego, onde em determinadas situações os actores faziam poses imitativas de estátuas. Na renascença apareceram representações de grupos em imobilidade querendo mostrar quadros vivos. No final do século XIX, as esposas dos artistas de circo costumavam receber o público também com recriações de esculturas ou pinturas famosas. Nos anos 20 aparecem relatos na dança da quietude física enquanto arte (Olga Desmond) e nos anos 60, Gilbert and George utilizam também as técnicas da estátua viva nas suas performances.
Em 1987, António Santos aka Staticman começa as suas criações de estátuas vivas na rua (Rambla, Barcelona) e em 1988 bate o record guinness de imobilidade (15h, 2min, 55 seg), com as suas apresentações pela Europa vai ganhando seguidores e hoje as estátuas vivas são presença em muitas das ruas das cidades deste nosso mundo, e em Três Pontas não é diferente.
Todo artista de rua é, além de um talento, um grande sobrevivente do capitalismo selvagem, da falta de oportunidades, um batalhador que merece todo o nosso respeito e auxílio.
O cantor Milton Nascimento participou nesta quinta-feira (2) da inauguração da nova pintura da Fazenda Pedra Negra, um dos símbolos da cafeicultura na região. A fazenda, localizada em Três Pontas, está completando 100 anos e recebeu pintura nova por meio do projeto nacional “Tudo de cor pra você” de uma empresa de tintas. O músico, trespontano de coração, é o padrinho do projeto.
Com as cores originais da época em que foi fundada, azul e branco, a centenária fazenda foi um dos patrimônios escolhidos para fazer parte do projeto. Um dos requisitos para participar da ação é a importância história e social do lugar, o que a fazenda cumpre bem, já que é um dos símbolos da cafeicultura mineira.
(Foto Blog do Madeira)
A fazenda mantém também o Museu da História do Café de Três Pontas e região. Outro requisito é ter como padrinho um artista de renome nacional, que neste caso é o cantor Milton Nascimento. Ele frequentava o local na infância e fez questão de comparecer à cerimônia de entrega da nova fachada da casa principal.
A dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano recebeu a reportagem do Conexão Três Pontas para uma entrevista rápida, pouco antes do grandioso e esperado show realizado no domingo (31 de maio) em Três Pontas. Foi um reencontro entre o repórter Roger Campos e os músicos idolatrados por todo Brasil, 15 após a primeira entrevista, ainda quando o jornalista trabalhava na extinta e saudosa TV Cidade.
Matéria elogiada e exibida na página oficial da dupla Zezé di Camargo & Luciano nas redes sociais.
E essa entrevista acabou agradando a dupla que postou em sua página oficial no facebook o link que leva direto para a página no site Conexão Três Pontas. Até o fechamento desta reportagem, cerca de 12.640 pessoas haviam curtido a entrevista. Ao todo, o material foi exibido para mais de 8 milhões e 800 mil pessoas, total de amigos na página da dupla.
Bem animados Zezé di Camargo & Luciano, em camarins separados, falaram da carreira e comentaram, ou melhor “cornetaram” uma foto da primeira entrevista concedida a Roger Campos. Todos, por fim, acharam que estão muito melhores hoje em dia.
A entrevista e o show aconteceram dentro da programação do Concertos IHARA, com apoio da Prefeitura Municipal de Três Pontas. A Marolo Produções realizou, no Parque Multiuso (Parque da Mina do Padre Victor), o projeto, com shows gratuitos de orquestra e grandes atrações como Zezé Di Camargo & Luciano e Sá & Guarabyra, além de atrações locais, como a dupla Bruno & Diogo.
A Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de Três Pontas, confirmou que o aniversário de 158 anos da cidade de Três Pontas, que transcorrerá em 03 de julho, será celebrado em grande estilo.
Isso porque dois shows já estão praticamente confirmados, faltando apenas a assinatura dos contratos, que já estariam 95% encaminhados.
A dupla sertaneja Bruno & Marrone é o grande nome do evento. Eles voltam a cidade para um grande show com cobrança de ingressos. Já a dupla João Pedro e Cristiano fará show com os portões abertos.
A Festa da Cidade será realizada no Campo do TAC em datas e horários ainda dependendo de confirmação. Além dos shows, que certamente atrairão grandes públicos, a exemplo do show do ano passado de Edson, da dupla Edson & Hudson, haverá desfile cívico com o tema “Transformação – Nossas Mãos plantam o Futuro”.
O Conexão Três Pontas quer saber:
O que você acha desses shows anunciados?
A dupla sertaneja Zezé di Camargo & Luciano recebeu a reportagem do Conexão Três Pontas para uma entrevista rápida, pouco antes do grandioso e esperado show realizado neste domingo (31) em Três Pontas. Foi um reencontro entre o repórter Roger Campos e os músicos idolatrados por todo Brasil, 15 após a primeira entrevista, ainda quando o jornalista trabalhava na extinta e saudosa TV Cidade.
Foto da primeira entrevista realizada no Brasil Hotel há 15 anos atrás e que virou motivo de risos por parte da dupla na entrevista deste domingo (31).
Bem animados Zezé di Camargo & Luciano, em camarins separados, falaram da carreira e comentaram, ou melhor “cornetaram” uma foto da primeira entrevista concedida a Roger Campos. Todos, por fim, acharam que estão muito melhores hoje em dia. Acompanhe:
Conexão – Zezé, obrigado por receber o Conexão Três Pontas. Vocês são referência na música sertaneja. Já fizeram e tudo, viraram filme, cantaram de Beatles a Lucio Dalla (Caruso). O que ainda vê m por aí, quais seus planos?
Zezé di Camargo – Obrigado a você pelo carinho. Nesse DVD novo tem o Caruso inclusive, tem muita novidade. Todo ano a gente tem novidade, somos enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense na avenida, o musical Dois Filhos de Francisco, DVD no Atacama, e muito mais, nós não paramos e por isso estamos na estrada a tanto tempo. Graças a Deus.
Conexão – Luciano, primeiramente obrigado pela entrevista, prazer te rever depois de 15 anos. Fale da emoção de estar novamente na terra de Milton Nascimento.
Luciano – Obrigado a você. Esse concerto que nós participamos é maravilhoso, assim como estar em Três Pontas novamente e eu nem lembrava mais (risos), você quem me fez lembrar do primeiro show. Enfim, é muito gostoso. Já é a quinta vez que participamos do Concertos Ihara e estamos cheios de novidades para este ano. É uma concepção diferente, com orquestra e nós estamos levando isso para o nosso novo DVD.
Conexão – mesmo com toda correria de vocês, projetos que não cessam, o tempo parece ter sido generoso com vocês e também comigo. Dá uma olhada nesta foto da nossa primeira entrevista, há 15 anos atrás. O que você acha?
Zezé di Camargo – Rapaz… Que isso? Que foto é essa? Isso foi aqui em Três Pontas? Há 15 anos atrás? Que coisa mais ridícula (risos)… Olha o coletinho que estou usando (risos). A gente melhorou muito, você era um menino. Mas somos todos ainda muito jovens. Que legal, muito bacana rever essa foto e viajar no tempo. Obrigado por ter guardado essa foto. Legal mesmo.
Conexão – Luciano, recentemente no programa Altas Horas, você disse que deixou a barba pra disfarçar a “papada”, o pescoço. Mas acho que o tempo fez a gente melhorar muito o visual. Veja essa foto da primeira entrevista que fizemos há 15 anos atrás. Você concorda comigo que estamos muito melhores (risos)?
Luciano – (Risos) Caraca!!! O tempo foi muito bom mesmo, estamos realmente muito melhores. Olha isso, que foto é essa (risos). Isso é uma raridade. Mas não mostra pra ninguém não (risos)…
Conexão – Prazer te rever e obrigado pela entrevista. Deixe um recado para os trespontanos.
Zezé di Camargo – Obrigado a você pelo carinho. Três Pontas é uma cidade bacana e esse evento é muito bacana, um show lindo. Quero agradecer a todos da região. Beijo grande em todos, valeu mesmo. Esperamos voltar e com um visual ainda melhor… (risos)
Conexão – Sua mensagem, Luciano, para as fãs de Três Pontas.
Luciano – Nossa, muito obrigado a você por ter vindo aqui, por poder levar nossa mensagem para os nossos fãs e eu me diverti muito com essa foto (risos). Valeu mesmo pelo carinho, um beijo pra toda galera. Estou muito feliz.
CONCERTOS IHARA
Com patrocínio da IHARA e apoio da Prefeitura Municipal de Três Pontas, a Marolo Produções realizou, no Parque Multiuso (Parque da Mina do Padre Victor), o projeto CONCERTOS IHARA, com shows gratuitos de orquestra e grandes atrações como Zezé Di Camargo & Luciano e Sá & Guarabyra, além de atrações locais, como a dupla Bruno & Diogo.
A IHARA, tradicional empresa de defensivos agrícolas, comemorou em março seus 50 anos de história. Para celebrar, a companhia preparou diversas ações que vão acontecer ao longo do ano. Uma delas é o “Concertos IHARA”, projeto realizado pela produtora Marolo e patrocinado pela companhia. A ação vai promover shows gratuitos de grandes artistas da música brasileira raiz, em praças públicas em diversas partes do país.
“A IHARA está patrocinando este evento como parte das comemorações dos 50 anos da empresa. Por acreditar e valorizar a cultura brasileira, a companhia quis investir em um projeto que pudesse trazer algum retorno para a população que tão bem a acolhe durante todos esses anos no país. A intenção da IHARA é propagar a arte local, bem como a música sertaneja, a partir da apresentação de grandes expoentes desse segmento”, explicou Eliana Tashiro, supervisora administrativa da IHARA.
A primeira cidade a receber os shows foi Campo Mourão. A iniciativa vai percorrer ainda outros quatro municípios: Santa Maria (RS), Três Pontas (MG), Sorriso (MT) e Luís Eduardo Magalhães (BA). Os artistas estarão presentes em todos os eventos.
À parte dos shows, o patrocínio da empresa engloba ainda uma atividade paralela, com palestras sobre a relação da música com a agricultura nas escolas das cidades abrangidas.
(Fonte IHARA)
ZEZÉ DI CAMARGO & LUCIANO – A CONQUISTA DO BRASIL
Foi em 19 abril de 1991 que Zezé Di Camargo e Luciano lançaram seu primeiro disco. Em dois meses “É o Amor” alçava seus intérpretes ao primeiro lugar no hit parade. Em seis meses o CD de estreia dos cantores ganhava disco de platina duplo por 750 mil cópias. Em pouco mais de um ano atingia a casa de 1 milhão de cópias. Em 1995, apresentaram uma série de shows juntamente com as duplas Chitãozinho & Xororó e Leandro & Leonardo chamada Amigos, pelo especial de fim de ano na Rede Globo, que durou até 1998, sem Leandro, falecido no dia 23 de junho do mesmo ano. Em 1999, ainda na Rede Globo, apresentaram o programa Amigos & Amigos também juntamente com Leonardo e Chitãozinho & Xororó, feita pela homenagem ao Leandro.
Em 2000, iniciaram uma turnê chamada “Zezé Di Camargo & Luciano 2000″ que era feita uma inauguração dos 10 anos de carreira da dupla e shows no Credicard Hall. Gravaram o 1º álbum ao vivo, chamado de mesmo nome no Olympia (SP), e em formato duplo, que traz sucessos da história da dupla e inclui duas músicas inéditas como “Da Boca Pra Fora” e “Mexe Que É Bom”. O álbum ao vivo da dupla saiu no dia 19 de abril do mesmo ano, data onde é comemorado o aniversário da dupla. No segundo semestre, a dupla lança seu 10º álbum de carreira, previsto para novembro, que traz os sucessos “Antes de Voltar Pra Casa”, “Dou a Vida Por Um Beijo” e “O Que é Que Eu Faço”. No ano seguinte, gravaram o 1º DVD ao vivo, previsto para os dias 6, 7 e 8 de abril, em Rio de Janeiro, que comemoraram os 10 anos de carreira da dupla, reunindo os sucessos “É O Amor”, “Você Vai Ver”, “Pão De Mel”, “Indiferença”, “Pra Não Pensar Em Você”, “Pare”, “Mexe Que É Bom” e outras, e os novos sucessos “Antes de Voltar Pra Casa” e “Dou a Vida Por Um Beijo”; também trazendo as regravações internacionais como “Bella Senz’Anima” e “How Can I Go On” que contou com a participação especial de Sylvinha Araújo, o instrumental da música “Fascinação” e incluindo também os sucessos “Planeta Água” e “La Cautiva”. No segundo semestre de 2001, a dupla lança seu 11º álbum de carreira, com os sucessos “Passou Da Conta”, “Nem Mais Uma Dúvida” e uma clássica regravação gravada no DVD chamada “Bella Senz Anima”. E ainda lança o 2º CD em espanhol, com grandes sucessos e também as inéditas versões do grupo Roupa Nova, das músicas “Luz De Mi Mundo (Volta Pra Mim )” e “Mi Universo Eres Tu ( Meu Universo É Você )”.
Daí em diante, Zezé Di Camargo e Luciano não pararam mais. Todos os álbuns são sinônimo de sucesso e a cada lançamento a marca de um milhão de cópias sempre é superada. No ano de 2003, a dupla foi agraciada com dois prêmios importantíssimos: da Academia Brasileira de Letras (como melhor dupla) e o Grammy Latino como melhor álbum de música sertaneja.
Em 2004, foi lançada uma caixa especial, intitulada Dois Corações e Uma História (mesmo nome de uma canção do álbum de 1998), com 7 CDs e 100 músicas. Os seis primeiros discos contém, cada um, 14 faixas, pertencentes a dois discos originais (7 faixas de cada disco): 1991-92, 1993-94, 1995-96, 1997-98, 1999-2000 e 2001-2002. O sétimo disco contém 16 faixas, formadas por gravações raras e duetos realizados com outros artistas. A mesma caixa inclui um DVD extra (não vendido separadamente), contendo 14 videoclipes da dupla. Os 7 CDs também são vendidos separadamente.
No segundo semestre, gravaram o DVD Ao Vivo na Estrada em Recife, Pernambuco, nos dias 20 e 21 de agosto de 2004 e contou com a presença de 30 mil pessoas, este DVD foi gravado no Estúdios Mega e foi lançado em dezembro do mesmo ano. Novos fãs se unem a milhares a cada ano . Recentemente uma pesquisa sobre o perfil da juventude brasileira, realizada pelo Instituto da Cidadania e pela Fundação Perceu Abramo (publicada no jornal O Globo e nas revistas Isto É e na Veja Especial Jovem, entre outros veículos), indica Zezé Di Camargo e Luciano como os artistas preferidos pelos jovens entre 15 e 24 anos. Novamente se comprova que, além de manter um grande público desde o início de sua carreira, novos fãs foram se agregando à dupla, pois, no target pesquisado, os mais velhos (24 anos) tinham apenas 11 quando os artistas iniciaram sua carreira.
Em 2005, a história da vida e da carreira da dupla foi contada no filme 2 Filhos de Francisco, parceria da dupla com a produtora Conspiração Filmes e com os Estúdios Mega. O longa assinado pelo diretor Breno Silveira trouxe os atores Márcio Kieling, Thiago Mendonça (interpretando, respectivamente, Zezé e Luciano) e Ângelo Antônio (que vive Francisco, pai dos irmãos). O filme quebrou recordes de bilheteria no Brasil, sendo assistido por mais de 5,3 milhões de pessoas (marca superada pelo filme Se Eu Fosse Você 2, em 2009, com mais de 6 milhões de pessoas).Ao completarem 15 anos de carreira , alcançam a marca de 22 milhões de cópias vendidas. Uma comprovação da enorme popularidade da dupla é que 22 milhões de cópias, em 15 anos de carreira, significam aproximadamente 3 (três) CDs vendidos por minuto, ininterruptamente O ano de 2006 ainda proporcionou a dupla novas e excelentes premiações como o Prêmio TIM de Música, realizado no Teatro Municipal, Rio de Janeiro , no qual Zezé Di Camargo e Luciano levaram para casa o prêmio de Melhor Dupla de Canção Popular.
A consagração continuou com o Prêmio Contigo de Cinema , sabiamente realizado no Museo Histórico Nacional , no qual o consagrado 2 Filhos de Francisco foi o grande vencedor da noite recebendo vários prêmios , como o de melhor filme do ano, pelo júri popular; Ângelo Antônio foi apontado como o melhor ator , Dirá Paes levou o prêmio de melhor atriz. e Zezé Di Camargo e Caetano Veloso pela melhor trilha sonora No segundo semestre a dupla lança seu 16o álbum de carreira , o primeiro com título, Diferente . O cd , a exemplo dos anteriores alcança rapidamente a liderança de vendas no mercado brasileiro e também o 1o lugar de execução nacional com a música Diz pro meu olhar . Com participações de Ivete Sangalo ( Amor que Fica ) , Chico Buarque ( Minha História ) e Silvinha Araújo ( How can i go on ) e uma grande e boa surpresa , a interpretação de Luciano para a versão em português de Hey Jude com Zezé Di Camargo ao piano.
Em maio de 2010, a dupla lançou seu mais recente disco, intitulado Double Face e lançado em formato duplo, como sugere o título. O disco 1 é formado por canções inéditas, como Tapa na Cara (primeira música de trabalho). O disco 2, por sua vez, contém regravações de clássicos da música sertaneja, realizando um antigo desejo de Zezé di Camargo – gravar canções que fizeram sucesso antes de os irmãos se tornarem famosos. No Dia das Mães de 2010, o álbum alcançou a expressiva vendagem de 70 mil cópias para o consumidor final (não incluídas as cópias vendidas pelas gravadoras para as lojas). Em 2011, Zezé Di Camargo & Luciano comemoram 20 anos de Sucesso, e, para marcar essa data a dupla gravou o quarto DVD no dia 13 de Setembro em São Paulo – SP ,além de lançarem no segundo semestre uma coletânea com os hits que marcaram essa duas décadas de sucesso.
Em 2012, a dupla lançou seu CD e DVD 20 Anos de Sucesso. O CD traz 14 músicas inéditas, como o single Sonho De Amor (primeira música de trabalho), que foi um sucesso da cantora Patrícia Marx e regravações entre modões sertanejos e grandes clássicos que marcaram a história da dupla. E o DVD traz 23 faixas com 8 inéditas. A data de previsão de lançamento do seu novo CD foi em abril de 2012 e o DVD teve lançamento oficial previsto para o dia 20 de junho de 2012. Em 2013, podem gravar seu novo CD e o 5º DVD, o primeiro em acústico, previsto para o dia 31 de agosto em Belo Horizonte- MG, ou seja, em São Paulo, comemorando 22 anos de carreira, lançando nesse semestre um Box com músicas inéditas e seus maiores sucessos que marcaram época, incluindo sucessos em espanhol e regravações internacionais. Eles ainda lançarão nesta caixa, um repertório de raridades.
Em 2014 a dupla lançou seu novo CD Teorias de Raul.
Em 2015 o DVD Flores em Vida chega as lojas. É o quinto DVD da carreira de Zezé Di Camargo e Luciano. Entre as cerca de 30 músicas apresentadas durante a filmagem, que aconteceu no Citibank Hall, em São Paulo, Zezé e Luciano cantaram clássicos da carreira, como “Dou a vida por um beijo”, “Faz mais uma vez comigo”, “Preciso de você”, “Sufocado”, entre outros sucessos. Além disso, incluíram a inédita “O Defensor”, composição de Fred Liel e Marco Aurélio e que é a atual música de trabalho do álbum.
Zezé ainda regravou duas faixas internacionais, “(Everything I Do) I Do It For You”, de Bryan Adams, e o clássico “Caruso”, que emocionou Wanessa, filha de Zezé. Já Luciano, registrou seu momento solo, em que sempre levanta a galera ao cantar “Do seu lado”.
Em 2016, o sertanejo vai invadir a Sapucaí para mostrar, merecidamente, a história de Zezé Di Camargo e Luciano no desfile da Imperatriz Leopoldinense. Enredo da escola de samba no próximo Carnaval, a dupla terá a sua vida contada ala a ala da agremiação carioca em um convite que deixou os goianos honrados.