Percentual do faturamento da cafeicultura em relação ao total das lavouras é de 76,5% no Espírito Santo, 28% em Minas Gerais, 24,8% em Rondônia, 4,32% na Bahia, 3,82% em São Paulo e 0,97% no Paraná.
O valor bruto da produção das lavouras brasileiras foi estimado para 2019 em R$ 399,02 bilhões, tendo como base principal o volume da safra anual e os preços médios recebidos pelos produtores agrícolas de dezessete culturas que foram objeto desta pesquisa, no período de janeiro a julho deste ano.
Um ranking das seis principais culturas em termos de arrecadação indica que a soja figura em primeiro lugar e deverá faturar R$ 129,13 bilhões, depois vem o milho, com R$ 60,45 bilhões, seguido da cana-de-açúcar, em terceiro, com R$ 58,29 bilhões. Na sequência, em quarto lugar, destaca-se o algodão herbáceo com o faturamento estimado em R$ 41,35 bilhões, depois vem o café, em quinto, com R$ 19,60 bilhões, e, em sexto, a laranja com a receita bruta calculada em R$14,08 bilhões. Nesse mesmo contexto, devido à sua proeminência, vale destacar ainda que o faturamento bruto da cafeicultura de Minas Gerais representa 54,9% do faturamento nacional da lavoura cafeeira.
Com relação exclusivamente às lavouras dos Cafés do Brasil, se for estabelecido uma correlação do Valor Bruto da Produção (VBP) de todas as lavouras pesquisadas com a receita da produção de café, nos seis principais estados da Federação produtores dessa cultura, constata-se que Minas Gerais, maior produtor de cafés do País, tem um faturamento estimado para essa cultura de R$ 10,76 bilhões, o qual corresponde a 28% do VBP total das suas lavouras, que é de R$ 38,05 bilhões. A seguir vem o Espírito Santo, segundo maior produtor de café, com uma receita bruta estimada para os cafés de R$ 4,31 bilhões, montante que corresponde a 76,5% do total arrecadado de suas lavouras.
Na sequência, figura o estado de São Paulo, que é o terceiro maior produtor de cafés, cujo faturamento dessa cultura está calculado em R$ 1,96 bilhão, cifra que equivale a 3,82% do seu VBP da produção de lavouras. O quarto colocado na produção de cafés no País é o estado da Bahia, que tem uma receita bruta estimada em R$ 1,05 bilhão, a qual corresponde a 4,32% das lavouras. Em quinto colocado, está Rondônia, que deverá faturar em 2019 a cifra de R$ 729,21 milhões com a cultura do café, receita bruta equivalente a 24,8% do VBP das suas lavouras. Por fim, em sexto lugar, vem o estado do Paraná na produção de cafés, com uma receita calculada em R$ 393,5l milhões, montante que corresponde a 0,97% do total a ser arrecadado com as suas lavouras.
Finalmente, cabe ainda destacar que a participação percentual do faturamento bruto da cafeicultura em relação ao VBP de todas as lavouras permite estabelecer o seguinte ranking em termos de importância do café nesses seis estados, ora em destaque. Assim, o Espírito Santo destaca-se em primeiro lugar com o café representando 76,5% do faturamento das suas lavouras, em segundo Minas Gerais com 28%, em terceiro Rondônia com 24,8%, em quarto, Bahia (4,32%), em quinto São Paulo (3,82%) e, Paraná, que figura em sexto lugar nesse ranking, com 0,97%.
A fonte dos dados e números estatísticos que permitiram realizar esta análise da performance do faturamento bruto dos Cafés do Brasil foram obtidos da edição de julho de 2019 do Valor Bruto da Produção, o qual é elaborado e divulgado mensalmente pela Secretaria de Política Agrícola – SPA, do Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento – Mapa. Referido VBP está disponível na íntegra no Observatório do Café, coordenado pela Embrapa Café.
Observatório do Café – desenvolvido pela Embrapa Café, a partir de 2013, no contexto do Agropensa da Embrapa e tem como objetivos principais coletar, analisar e disseminar, de forma sistemática, dados estatísticos, informações sobre tendências de produção e consumo, oportunidades e ameaças dos mercados e identificar possíveis trajetórias do processo de inovação.
A safra do café produzido no Brasil este ano é influenciada pela bienalidade negativa e afetada pelas más condições climáticas, o que levou a uma queda de mais de 20 % em relação a 2018, com uma produção total estimada em 48,99 milhões de sacas beneficiadas. Os números estão no 3º levantamento da safra de café, divulgado nesta terça-feira (17) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
De acordo com a pesquisa, o fenômeno atinge de forma mais intensa a espécie arábica. Os cafezais sofreram ainda a incidência de altas temperaturas, ao mesmo tempo em que o ciclo vegetativo sentiu a falta de chuvas em um período importante do desenvolvimento da cultura, o que fez com as estimativas de rendimento médio fossem ainda menores.
Quanto à área em produção, os números esperados seguem inferiores aos do ano passado, com diminuição de 2,8% e alcance de 1,8 milhão de hectares. O estudo atribui este fato também à bienalidade negativa, já que os produtores aproveitam este período para realizar tratos culturais nas lavouras e, desta forma, reduzem a área em produção.
A informação quanto ao arábica revela a produção de 34,47 milhões de sacas, uma redução de 27,4% em comparação com a safra de 2018. Já o conilon deve chegar a 14,52 milhões de sacas, mas com aumento de 2,5% frente ao mesmo período.
Os baixos números da safra tiveram reflexo inclusive nas exportações brasileiras, que também retraíram. Em agosto, atingiram cerca de 3,2 milhões de sacas de 60 kg, o que representa redução de 9,5% em relação ao mesmo período no ano passado.
Produção nos estados – Maior produtor de café no país, o estado de Minas Gerais deve colher uma safra menor este ano, de 24,52 milhões de sacas, com redução de 26,5%. Isso é reflexo da diminuição da área em produção e menor rendimento médio da cultura em todas as áreas produtivas. Já o Espírito Santo, que tem a maior produção de conilon, deverá ter um crescimento de 14,8% na produção da espécie, influenciado por melhores condições climáticas e aumento de área produtiva. Por outro lado, a produção de arábica, que corresponde a 23% da produção capixaba, terá quebra de 33,6%, o que puxa o volume produzido de café no estado em 2%, quando comparado à safra passada.
Os demais estados produtores, da mesma forma, projetam o efeito negativo do fenômeno da bienalidade, com queda de produção frente ao alcançado na safra passada, com exceção de Goiás e Mato Grosso que obtiveram crescimento de produção de cerca de 21% e 16% respectivamente. Na sequência de maior produção de sacas beneficiadas, vêm São Paulo (4,37 milhões), Bahia (2,80 milhões), Rondônia (2,10 milhões), Paraná (950 mil), Rio de Janeiro (276 mil), Goiás (236 mil) e Mato Grosso (121 mil).
A Feira Cocatrel de Negócios de setembro terminou na última quinta-feira, dia 12/09, e mais uma vez superou expectativas, gerando um volume de negócios de mais de R$ 30 milhões. Somando as outras duas feiras que já aconteceram em 2019, o montante chega a R$ 120 milhões. Tanto em Três Pontas quanto nas filiais, os cooperados Cocatrel compareceram e realizaram excelentes negócios em fertilizantes e defensivos, utilizando o café como moeda de troca.
“Estamos muito satisfeitos com os resultados das nossas feiras. São nesses eventos que a Cocatrel consegue negociar com as empresas de insumos e defensivos grandes volumes de produtos com preços diferenciados, que são repassados aos cooperados tornando os valores atraentes. Atingimos nosso grande objetivo que é proporcionar facilidades e bons preços especialmente aos pequenos e médios produtores, que têm comparecido às feiras e, cada vez mais, concretizado suas compras por meio do barter, que é a troca por café”, explica Francisco de Paula Vitor Miranda, diretor técnico-industrial da Cocatrel.
A Cocatrel realiza quatro feiras ao longo do ano, nos momentos ideais para a aquisição de maquinários, insumos e defensivos para as culturas agrícolas existentes na região, como milho, soja, sorgo e, principalmente, café. As Feiras Cocatrel de Negócios, que acontecem em março e setembro, e a Expocafé, maior feira do agronegócio café do País, realizada em maio, já somaram, em 2019, volumes que atingiram cerca de R$ 120 milhões em comercializações.
Marco Valério Araújo Brito, Presidente da Cocatrel
“Nossos cooperados têm se mostrado cada vez mais fiéis. A Cocatrel apresenta números surpreendentes em 2019: ultrapassamos 1,3 milhão de sacas de café recebidas, em um ano de bienalidade baixa e quebra de produção; negociamos em torno de R$ 120 milhões em vendas de insumos e defensivos só nas feiras; e já movimentamos um volume de aproximadamente R$ 70 milhões nas lojas durante o ano – e o ano ainda não acabou. Esses valores mostram a solidez e credibilidade de uma cooperativa absolutamente segura para se fazer negócio. Agradecemos mais uma vez aos cooperados pela confiança depositada na Cocatrel, e mantemos o compromisso de praticar o cooperativismo com responsabilidade, desenvolvendo tanto a cooperativa quanto proporcionando ferramentas para o desenvolvimento e sustentabilidade dos cooperados”, afirma Marco Valério Araújo Brito, presidente da Cocatrel.
O próximo momento de feira da cooperativa será na Semana Internacional do Café, evento da qual a Cocatrel é patrocinadora, que acontece entre os dias 20 e 22 de novembro, em Belo Horizonte. Na ocasião, todas as lojas da Cocatrel realizarão grandes negociações em insumos e defensivos, trazendo mais uma oportunidade para o produtor que ainda não conseguiu comprar o que precisa para o ano agrícola.
Os primeiros a receber até R$ 500 por conta do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) terão os valores depositados hoje (13). A Caixa Econômica Federal iniciou o depósito automático para quem tem conta poupança no banco, seguindo calendário de mês de nascimento.
Quem nasceu em janeiro, fevereiro, março e abril recebe primeiro. Os próximos a ter acesso ao saque serão os nascidos em maio, junho, julho e agosto, no dia 27 deste mês. Em seguida, no dia 9 de outubro, recebem os nascidos em setembro, outubro, novembro e dezembro.
Segundo a Caixa, cerca de 33 milhões de trabalhadores receberão o crédito automático na conta poupança. Os clientes do banco que não quiserem retirar o dinheiro têm até 30 de abril de 2020 para informar a decisão em um dos canais divulgados pela Caixa: site, Internet Banking ou aplicativo no celular.
Para aqueles que não têm conta poupança na Caixa, aberta até o dia 24 de julho de 2019, o calendário começa no dia 18 de outubro, para os nascidos em janeiro, e vai até 6 de março de 2020, para os nascidos em dezembro.
Sou obrigado a sacar esse dinheiro?
Ninguém é obrigado a sacar. Mas, para quem tiver conta poupança Caixa, o depósito será feito automaticamente. Esses correntistas que não desejarem sacar os valores deverão informar ao banco, por meio dos canais disponíveis, até o dia 30 de abril de 2020, que preferem manter o dinheiro no Fundo de Garantia.
Já os beneficiários que têm conta corrente na Caixa (não conta poupança) deverão autorizar o depósito do dinheiro.
Os demais trabalhadores que não têm conta na Caixa não são obrigados a retirar o dinheiro e nem precisam comunicar o banco que não farão o saque.
A Feira de Negócios Cocatrel é um evento anual que viabiliza bons negócios e aproxima os cooperados e produtores da região ao que há de melhor e mais moderno no mercado de adubos, fertilizantes, defensivos e sementes. A Feira está acontecendo desde o último dia 10 e se encerra hoje (12) às 17h.
O evento acontece no Espaço Cocatrel, localizado na Av. Ipiranga, 1.745, em Três Pontas e ainda nas outras unidades da empresa em cidades da região.
Durante a Feira a Cocatrel viabiliza condições especiais de compra para os produtores, além da segurança de negociação direta com a cooperativa.
Na Feira de Negócios a Cocatrel tem todos os seus parceiros juntos para oferecer as melhores oportunidades para os cooperados. Empresas como a Multifertilizantes (AgroCP), Syngenta, FMC, Giro Agro, Bayer, Basf, Café Brasil e Yara fazem parte da Feira, cada uma com seu estande (baia) para atender seus clientes.
Fisicamente a feira realizada no mês de setembro é menor em Três Pontas que a outra, realizada no primeiro semestre, a cada ano. Porém, simultaneamente ela também acontece em outras cidades, nas sedes da Cocatrel. O cooperado pode realizar os seus negócios em uma das sedes da cooperativa mais perto de onde ele esteja.
A Feira de Negócios da Cocatrel também está oportunizando aos cooperados o recadastramento, que é realizado em um estande próprio. Esse recadastramento é muito importante, onde o cooperado deve manter seus dados atualizados para receber todas as comunicações, ficar sabendo das novidades. Além do recadastramento, aquele produtor que não tem a senha do Portal do Cooperado e que precisa do primeiro acesso presencial pode fazer na feira até às 17 horas.
Todos os cooperados que fizerem o recadastramento, que continuará mesmo após a feira, até o próximo dia 30, receberão de presente um grande lançamento da Cocatrel em casa.
Pelo Portal do Cooperado é possível emitir nota fiscal de entrega de café, vender o café que já está depositado e uma série de outras facilidades. Também através do Portal do Cooperado é possível conferir e imprimir a análise de solo para apresentação a um dos agrônomos da Cocatrel para, juntos, buscarem sempre os melhores caminhos em favor do cooperado.
MEDIDA VISA GARANTIR A SEGURANÇA DOS USUÁRIOS DA VIA; ACIDENTES COM MORTE JÁ FORAM REGISTRADOS NO TRECHO.
Condutores de veículos automotores que circulam na Avenida Nilson José Vilela, em Três Pontas, devem ficar atentos ao início da operação do radar que foi instalado pela Prefeitura Municipal no trecho Rodovia/Centro, próximo a empresa Artvac. A fiscalização será efetivada no próximo dia 01º de setembro.
O tema vem gerando opiniões divergentes nas redes sociais. Muitos têm criticado a instalação do radar afirmando que o aparelho servirá como “caça-níquel”, ou que a suposta “indústria da multa” será instalada por conta desse radar. Mas há muitos que também apoiam a iniciativa dizendo que o local precisa realmente de uma fiscalização mais efetiva, onde muitos acidentes acontecem e onde já foi relatada até morte.
A Prefeitura Municipal de Três Pontas disse que “o intuito não é reforçar o caixa do Executivo e sim dar mais segurança ao trecho, evitando novos acidentes e até tragédias com a perda de vidas”.
Nossa reportagem flagrou no dia 10 de julho funcionários fazendo a instalação do radar, enquanto a pista sentido centro estava parcialmente interditada com a colocação de cones. Servidores municipais da Prefeitura de Três Pontas reforçaram a pintura das faixas (sinalização horizontal).
O Conexão, naquela ocasião, conversou com Maquil dos Santos Silva Pereira, secretário municipal de Transportes e Obras e também de Agropecuária. Ele explicou que a colocação foi feita pela empresa que cuida da municipalização do trânsito em Três Pontas, sem qualquer custo para os cofres públicos.
“A empresa, que possui radares em todo Brasil, nos cedeu esse radar em forma de comodato. A iniciativa da Prefeitura Municipal partiu visando a segurança dos usuários daquela via, em primeiro lugar a preservação da vida. Muitos acidentes já aconteceram ali e já tivemos, infelizmente, morte”, revelou.
Ainda conforme Maquil, o contrato de empréstimo é de longo prazo. “Além de não representar gasto para a Prefeitura o radar ajudará a resolver o problema crônico do excesso de velocidade naquele ponto da Avenida Nilson José Vilela. Nós colocamos recentemente uma passagem elevada de pedestres mais abaixo, em frente ao jornal. Ela ajudou na redução da velocidade dali para baixo. Mas acima dela ainda notamos muita correria por parte dos motoristas. E no trecho em que a Nilson Vilela cruza com a rua que sai na empresa Dellas, o risco de acidente grave é muito grande. Por isso estamos tomando essa medida”, acrescentou.
Não esqueça que o limite de velocidade no trecho é de 60 km/h.
Com a colheita de café se aproximando do final no Brasil, agentes do mercado estão agora com as atenções voltadas para as floradas da safra 2020/21, que já ocorreram em algumas regiões que cultivam a variedade arábica, disse nesta terça-feira o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
“Algumas flores pontuais já ocorreram em várias regiões em julho… na última semana, precipitações foram observadas em São Paulo e em algumas localidades do Sul de Minas e, com o aumento das temperaturas nessa última semana, novas florações poderiam ocorrer”, disse o centro de estudos da USP/Esalq em relação às áreas de café arábica.
Segundo o Cepea, o clima em agosto tem sido benéfico às lavouras de robusta do Espírito Santo, principal Estado produtor dessa variedade, “ajudando no pegamento de flores já abertas”, um primeiro indicativo para a produção a ser colhida no ano que vem.
No acumulado do mês até o dia 11, foram registrados 82,8 mm de chuvas na estação de São Mateus, 35,6 mm em Nova Venécia e 24,4 mm em Linhares, segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).
“As chuvas, além de auxiliarem na condição das lavouras e no pegamento das flores da safra 2020/21, já abertas em julho – que já correspondem a cerca de 30% das lavouras capixabas de robusta -, devem favorecer a abertura de uma nova e significativa florada no Estado”, disse a análise.
De acordo com o Cepea, a colheita de café arábica da temporada 2019/20 pode ser finalizada nas próximas semanas, após os trabalhos terem sido adiantados neste ano.
“A expectativa é de que a maioria das atividades seja encerrada já nesta primeira quinzena do mês, restando algumas lavouras mais atrasadas para o final de agosto.”
Por outro lado, enquanto na temporada anterior teve-se um elevado percentual de grãos de alta qualidade, 2019/20 está sendo marcada por grãos mais inferiores, disse o Cepea, confirmando avaliações de integrantes do setor.
“Segundo agentes, houve redução especialmente no volume produzido de cafés despolpados (cereja) e de qualidade superior (abaixo de 20% de catação, bebida dura a superior), cenário que também tem dificultado a entrega de lotes negociados anteriormente.”
HÁ UMA INADIMPLÊNCIA ELEVADA NA CIDADE, SEGUNDO A CONCESSIONÁRIA.
Cerca de 50 cortes de energia por dia em Três Pontas, feito por uma empresa terceirizada. De acordo com a Cemig atualmente não se “espera” que haja duas contas vencidas para agendar o corte. “Há uma inadimplência muito alta em Três Pontas e para coibir isso, mesmo com apenas uma única conta vencida, já pode haver o corte após 15 dias, a partir do aviso prévio”, disse a concessionária de energia elétrica.
A Cemig explicou ainda que não há mais a chamada “Religação de Urgência”, que tinha um custo (taxa) relativamente alto, mas que garantia a volta da energia elétrica em poucas horas. Agora quando o corte se consuma, todas as contas atrasadas devem ser pagas e levadas até a sede da Cemig, na Rua Barão do Rio Branco, no centro de Três Pontas, para que seja dada ciência da quitação e o pedido de religação que custa R$ 9,00 e que é feito num prazo de 24 horas.
Para ter o serviço de volta após quitar os débitos existentes basta o consumidor entrar em contato com a Cemig para informar a quitação da dívida e solicitar a religação da energia. Caso queira negociar o débito, o cliente deve se dirigir a uma agência ou posto de atendimento Cemig Fácil. Feita a negociação da dívida à vista ou pagamento da entrada, em caso de parcelamento, a energia pode ser religada.
A perda ou extravio da conta é uma causa recorrente para a não quitação das contas de energia. Para reduzir esse risco, a Cemig disponibiliza o envio da conta por e-mail. A adesão é fácil e gratuita, basta que o cliente comunique à empresa essa opção. O código de barras para pagamento e a segunda via da conta podem ser obtidos pelo Cemig Atende, no site www.cemig.com.br e aplicativo disponível para smartphones e tablets.
COM QUANTAS CONTAS DE LUZ EM ATRASO PODEM CORTAR A ENERGIA?
Não existe uma quantidade mínima de contas em aberto que permita o corte. A companhia elétrica pode efetuar o corte com apenas uma conta em débito, desde que avise o consumidor com 15 dias de antecedência. Caso a empresa não mande o aviso, o corte será indevido e a empresa pode ser obrigada a pagar uma indenização ao consumidor, mesmo que a conta não tenha sido paga.
QUAL É O PRAZO PARA O CORTE DE ENERGIA APÓS O AVISO?
A empresa terá um prazo mínimo de 15 dias para efetuar o corte a partir do aviso prévio, mas só poderá efetuá-lo no prazo máximo de 90 dias, após o vencimento da conta. Se passar esse prazo, não poderá mais cortar a luz e o débito só poderá ser cobrado na Justiça ou administrativamente.
QUAL O PROCEDIMENTO PARA SOLICITAR A RELIGAÇÃO DA ENERGIA CORTADA POR FALTA DE PAGAMENTO?
O consumidor deve pagar a conta em aberto o mais rápido possível e ligar para a companhia informando o pagamento. O prazo para a religação em área urbana é de 24 horas e para a área rural de 48 horas.
Para solicitação feita nos dias úteis das 8h às 18h, o prazo começa a contar no mesmo dia;
Para solicitação feita nos dias úteis após às 18 horas, o prazo só começa a contar à partir das 8h da manhã do dia seguinte;
Para solicitação após às 18h de sexta-feira, ou no sábado ou domingo, o prazo para religação será à partir das 8h da segunda-feira;
Para solicitação em feriados o prazo será à partir das 8h do próximo dia útil.
Caso a energia elétrica não seja religada dentro do prazo, o consumidor poderá entrar com uma ação judicial pedindo uma indenização por danos morais.
IMPORTANTE VOCÊ FICAR SABENDO
A falta de pagamento da conta de luz pode implicar em algumas consequências, entre elas a suspensão do fornecimento. Sabendo da importância da energia elétrica para a vida moderna e buscando evitar esse transtorno para os consumidores, a Cemig utiliza diversas formas de comunicação para evitar a inadimplência e orienta sobre as condições em que a interrupção pode acontecer e, caso ocorra, como ter o serviço de volta.
A empresa faz a leitura de consumo do medidor de energia nas instalações de seus consumidores em intervalos de aproximadamente 30 dias. No momento da leitura, a fatura é impressa e entregue ao cliente, que tem no mínimo cinco dias úteis para realizar o pagamento.
Quando o pagamento não é realizado, o consumidor recebe na conta seguinte a informação de que há débito vencido e não pago. Essa informação está em destaque na fatura, no campo “reaviso de contas vencidas”. “É importante que o consumidor, ao receber a conta verifique esse campo para identificar possíveis notificações de débitos pendentes. Observar essa informação na conta de luz pode evitar aborrecimentos e custos adicionais ocasionados pela suspensão do fornecimento de energia”, informa o agente comercial, Rogério Felisbino.
Caso a conta não seja quitada em até 15 dias após a notificação a unidade consumidora passa à condição de corte e pode ter o fornecimento de energia suspenso a qualquer momento. Para evitar que isso ocorra, a Cemig utiliza diversas formas de comunicação com seus consumidores destinadas a evitar a inadimplência e a consequente inscrição do titular no serviço de proteção ao crédito, como envio de e-mail, SMS, carta-cobrança, carta de notificação e contato telefônico.
“Os consumidores podem informar à Cemig quando o pagamento é realizado após o vencimento da conta de luz e evitar a suspensão do fornecimento por esse motivo. Basta entrar em contato com a empresa por meio de uma agência ou posto de atendimento Cemig Fácil e apresentar a conta quitada. É importante ressaltar que agendamento bancário não caracteriza a efetividade do pagamento e, portanto, não é comprovante de pagamento”, esclarece Rogério.
A Cemig oferece negociação permanente aos consumidores que se encontram em situação de inadimplência. Além disso, a empresa realiza campanhas de negociação de débitos com condições e facilidades diferenciadas que permitam os consumidores quitarem seus débitos.
RESPONSABILIDADE DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA EM TRÊS PONTAS
Encerrou-se em 31 de dezembro de 2014 o prazo previsto no art. 218, §§ 3º e 4º, inc. VI, da Resolução nº 414/2010, concedido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que todas as concessionárias de energia elétrica concluíssem, sem ônus, a transferência aos Municípios do sistema de iluminação pública de forma a permitir que a prestação dos serviços de iluminação pública fossem realizados.
Desde que a responsabilidade pela manutenção da iluminação pública passou para as prefeituras, em 2015, algumas cidades do Sul de Minas enfrentam essa escuridão, como Três Pontas. A principal justificativa das prefeituras é falta de dinheiro para manter o serviço municipalizado no início daquele ano.
Muitos municípios mineiros, incluindo Três Pontas, entraram com recursos na Justiça exigindo que a concessionária de energia elétrica, no caso a Cemig, mantivesse a responsabilidade sobre a manutenção da iluminação pública na cidade.
Foto Arquivo: Ruas às escuras em 2017 gerou muitas reclamações por parte dos trespontanos.
Com a municipalização do serviço de Iluminação pública, a Cemig transferiu para as prefeituras a responsabilidade da manutenção desse serviço. Apesar de Três Pontas ter, por algum tempo, uma liminar em seu favor, a atual administração preferiu assumir esse serviço em face das incontáveis reclamações de populares que, comprovadamente, estavam às escuras em muitas ruas, causando, dentre outros problemas, a sensação de intranquilidade e insegurança.
Desde então as reclamações da população aumentaram. A Cemig passou a dizer que não mais era a responsável em Três Pontas. Porém, o prefeito da época, Paulo Luis Rabello, afirmou que havia uma liminar (confirmada pelo Conexão) em favor da Prefeitura de Três Pontas obrigando a Cemig a continuar mantendo e cuidando dos reparos da iluminação pública. Essa situação continuou se arrastando.
Desde que o Executivo Municipal assumiu o serviço e contratou uma empresa para esse fim, as reclamações diminuíram drasticamente e nota-se mais qualidade na iluminação pública, menos postes com lâmpadas queimadas, embora o problema ainda exista.
O Prefeito Marcelo Chaves disse que “sua preocupação é com a população e sabendo da demora na resolução dos problemas por parte da concessionária, resolveu agir para garantir mais segurança e qualidade de vida aos trespontanos”.
O despacho da presidência da República diz que a medida pretende “evitar o desvirtuamento do caráter pedagógico e a utilização meramente arrecadatória dos instrumentos e equipamentos medidores de velocidade”.
Em outras palavras, a decisão dá um duro golpe na indústria da multa nas rodovias federais.
A medida vale até que o Ministério da Infraestrutura “conclua a reavaliação da regulamentação dos procedimentos de fiscalização eletrônica de velocidade em vias públicas”.
O despacho da presidência pede que a Polícia Rodoviária Federal seja avisada sobre suspender esse tipo de fiscalização e diz ao ministério “proceda à revisão dos atos normativos internos que dispõem sobre a atividade de fiscalização eletrônica de velocidade em rodovias e estradas federais pela Polícia Rodoviária Federal”.
Radares fixos
Porém, o presidente Jair Bolsonaro lembrou que os radares fixos, aqueles instalados em postes ao lado das rodovias, não entram nessa suspensão.
Ele explicou que o governo ainda tem contratos com empresas que operam esses equipamentos.
“Não vamos alterar contratos”, disse.
Mas ele afirmou que a intenção é não renovar esses contratos quando eles terminarem.
A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) discutiu na quinta (8), em Brasília, o alongamento de contratos de custeio de produtores de café, em reunião com representantes do governo e de instituições financeiras.
O encontro teve a presença do secretário de Política Agrícola do Mapa, Eduardo Sampaio, o subsecretário de Política Agrícola e Meio Ambiente do Ministério da Economia, Rogério Boueri Miranda, o diretor do Departamento de Regulação, Supervisão e Controle das Operações do Crédito Rural do Banco Central, Cláudio Filgueiras Pacheco Moreira, e representantes do Banco do Brasil, Bancoob e Caixa Econômica Federal.
O setor produtivo defendeu a prorrogação das parcelas dos financiamentos que estão próximos do vencimento, em razão da dificuldade dos cafeicultores em cumprir os compromissos financeiros, impulsionada pela crise de preços baixos na atividade cafeeira.
O presidente da Comissão Nacional do Café da CNA, Breno Mesquita, participou do encontro e disse que o assunto é debatido há meses, mas só agora os pleitos evoluíram.
“Desde 2018 nós já alertávamos o governo sobre o risco e a dificuldade financeira a que os produtores estariam submetidos nessa safra. Apesar da relevância do pleito, a evolução foi pequena até o momento. Com o empenho e organização do Ministério da Agricultura, hoje nós damos um grande passo para a operacionalização efetiva de mecanismos já previstos no Manual do Crédito Rural”, relatou Mesquita.
O presidente da Frente Parlamentar do Café, deputado Emidinho Madeira (PSB-MG), expôs aos participantes o atual momento da cafeicultura.
“A inadimplência do setor é baixíssima e os cafeicultores são bons pagadores. O pleito que estamos trazendo é de uma situação de dificuldade que será agravada se uma atitude não for tomada”, afirmou o parlamentar.
As instituições financeiras concordaram com a proposta e se comprometeram a comunicar as agências sobre os procedimentos para alongamento dos débitos, de acordo com o que está estabelecido no Manual do Crédito Rural (MCR 2-6-9).
A Organização Internacional do Café (OIC) é o principal organismo intergovernamental a serviço do café, congregando governos de países produtores e importadores para, mediante cooperação internacional, enfrentar os desafios com que o segmento se depara em todo o mundo. Seus governos-membros representam 98% da produção cafeeira mundial e mais de 67% do consumo global.
Diante da importância da entidade, o Conselho Nacional do Café (CNC) se reuniu, hoje (09), com a Secretária Especial Adjunta de Articulação Social da Presidência da República, Elen Mesquita, e o diretor do Departamento de Relações com Organizações Não-Governamentais da Pasta, Miguel Franco, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), para tratar do pagamento anual do Brasil à Organização.
“Nas reuniões semestrais, estão presentes as principais indústrias e traders que adquirem os cafés do Brasil. O próximo encontro ocorrerá em Londres, de 23 a 27 de setembro, porém, se o governo brasileiro não efetuar o pagamento da contribuição anual antes do mês que vem, a delegação nacional não terá direito a voz e voto”, alerta o presidente Silas Brasileiro.
Durante a reunião, o presidente do CNC solicitou esforços da Secretaria Especial da Presidência da República para que esse pagamento seja efetuado, evitando, dessa forma, prejudicar a imagem do setor cafeeiro do Brasil frente aos países consumidores e concorrentes.
“Maior produtor e exportador mundial e segundo principal consumidor da bebida, o Brasil ocupa posição de destaque e liderança na OIC. O diretor executivo do organismo é um brasileiro e o corpo diplomático da Representação Permanente do Brasil junto às Organizações Internacionais em Londres (Resbralon) é responsável por coordenar o grupo dos países produtores de café, conduzindo as negociações de forma a alinhar os interesses da produção, mas sem prejudicar o market share brasileiro. Portanto, é vital que o pagamento seja efetuado para que o país mantenha sua posição mundial”, conclui Brasileiro.
Reunião de Presidentes dos Países Produtores
Em função da posição de destaque do Brasil na política cafeeira internacional, a delegação da Colômbia junto à OIC, por meio da Federación Nacional de Cafeteros (FNC), solicitou ao CNC reforço ao convite do presidente colombiano, Iván Duque, ao presidente Jair Bolsonaro para participar da reunião dos presidentes dos países produtores de café, em 25 de setembro, na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque, EUA.
O objetivo é aprofundar as discussões sobre a crise de preços, que está sendo desenvolvida no âmbito da Resolução 465 da OIC, e chamar a atenção internacional para a necessidade de redistribuição do valor ao longo da cadeia do café. “Como exemplo, citamos que, em 1965, 60% da renda do café ficavam nos países produtores, mas, atualmente, menos de um terço do valor gerado por este setor é mantido onde o café é produzido”, destaca Brasileiro.
O presidente do CNC, durante a reunião no Palácio do Planalto, apontou aos representantes do governo federal que a ideia é tomar atitudes para que os preços pagos aos produtores sejam remuneradores.
“Sabemos que o mercado é livre e concordamos que permaneça assim. Nosso objetivo é executarmos ações e programas, internamente e em nível mundial, para que cheguemos a preços remuneradores, sem buscarmos supervalorizações, que estimulariam novos plantios, excedente de oferta e quedas bruscas futuras nas cotações, mas também que não nos vejamos obrigados a negociar nosso café a preços extremamente aviltados e que sequer cubram nossos custos de produção”, finaliza.
As exportações brasileiras de café solúvel vêm apresentando desempenho positivo em 2019. De janeiro a julho, o setor remeteu o equivalente a 2.315.587 sacas de 60 kg ao exterior, o que implica um crescimento de 13,63% em relação ao volume de 2.037.889 sacas embarcadas no mesmo período de 2018. Os dados fazem parte do levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics).
Em receita, diante do cenário de baixos preços internacionais, o desempenho deste ano ainda é inferior ao registrado em 2018. Entretanto, com o avanço do volume, essa diferença foi reduzida e os valores vêm se aproximando. De janeiro a julho de 2019, as exportações do produto geraram US$ 338,4 milhões, quantia apenas 0,93% inferior à registrada nos primeiros sete meses do ano passado (US$ 341,6 milhões).
Para o diretor de Relações Institucionais da Abics, Aguinaldo Lima, o resultado no acumulado do ano é satisfatório e superior à expectativa do setor. “Assim como o café verde, o solúvel brasileiro vem ganhando mais espaço no mercado internacional e, se essas projeções permanecerem nesse ritmo, o Brasil poderá exportar 500 mil sacas do produto a mais em relação a 2018”, estima.
Ele explica que a ampliação da participação do Brasil no mercado externo implica maior demanda para o café conilon nacional. “Isso possibilita um cenário positivo aos produtores brasileiros e permite que o país eleve seu market share e ocupe espaço de nossos concorrentes”, completa Lima.
PRINCIPAIS DESTINOS
O posto de principal cliente do café solúvel de janeiro a julho de 2019 foi ocupado pelos Estados Unidos, que adquiriram 372.851 sacas, volume 11,92% superior às 333.139 sacas importadas nos primeiros sete meses do ano passado. Na sequência, vêm Rússia, com a importação de 220.578 sacas (-5,11%); Indonésia, com crescimento de 11,61% ante 2018 e a aquisição de 171.569 sacas; Japão, com a compra de 157.958 sacas (-13,26%); e Argentina, que importou 146.334 sacas (-11,30%) de janeiro a julho deste ano.